16.11.11

KÄRCHER

O que você faz para um mundo mais limpo? Nesse quesito a alemã KÄRCHER não mede esforços para remover sujeira onde quer que ela esteja impregnada. Quer seja no vidro, chão, paredes ou até mesmo em locais de difícil remoção, a marca alemã oferece produtos que combatem a sujeira em qualquer lugar. Por isso, se transformou em líder mundial no desenvolvimento e comercialização de soluções completas para limpeza de residências, jardins, indústrias e grandes áreas, como praças, vias públicas, monumentos e indústrias.

A história
A empresa surgiu em 1935 na pequena cidade alemã de Bad Cannstatt, fruto do pioneirismo e arrojo do engenheiro mecânico Alfred Kärcher. Inicialmente a empresa, que contava apenas com 40 empregados, fabricava aparelhos para o aquecimento dos motores de aviões e instalações de aquecimento para cabines, além de fornos para oficinas de galvanização. O sucesso foi tão grande que logo Alfred, pensando no futuro, adquiriu terrenos de uma fábrica desativada na área industrial da cidade vizinha de Winneden, para onde a empresa se mudou em 1939. O fim da Segunda Guerra Mundial provocou desordem e caos, e significou para o determinado e criativo Alfred uma grande oportunidade de inovar: com o rigoroso frio do inverno alemão, e milhares de pessoas precisando de aquecimento, a empresa passou a produzir estufas e sistemas de aquecimentos. Desta forma criativa ele vislumbrou o futuro e um novo começo depois dos tempos difíceis da guerra.


Com o falecimento de Alfred no dia 17 de setembro de 1959 vítima de um ataque cardíaco, sua esposa Irene assumiu a gestão e dirigiu a empresa pelas três próximas décadas. Foi também nesta década que a empresa desenvolveu e fabricou suas primeiras lavadoras de alta pressão a quente, produto que orientaria os rumos da empresa no futuro. As primeiras subsidiárias internacionais da empresa foram abertas em 1962 na França, e pouco depois na Suíça e Áustria. A partir da década de 1970, a KÄRCHER mudou radicalmente seu foco de atuação, passando a desenvolver e produzir eficazes sistemas de limpeza, que incluíam lavadoras de pressão para os mais variados usos, entre outros itens. A qualidade e tecnologia utilizada nas etapas de desenvolvimento dos produtos permitiram que a KÄRCHER incorporasse modernas tendências de design, ergonomia e facilidade no manuseio de seus equipamentos. Essa preocupação resultou em mais de 70 prêmios internacionais recebidos pela empresa somente nos últimos anos. Foi somente em 1974 que seus equipamentos, antes azul, adotaram a cor amarela, que se tornaria um ícone de reconhecimento da marca.


Nos anos 80, a empresa expandiu ainda mais sua linha de produtos de limpeza, incluindo secadoras e sistemas de lavagem de automóveis. Esta década foi marcada pelo lançamento, em 1984, da lavadora de pressão portátil, responsável por abrir o mercado doméstico para a empresa. Durante a década de 90 a empresa foi comandada pelos filhos do fundador, que trataram de solidificar sua presença em todas as partes do mundo, além de expandirem a empresa para outros segmentos, como por exemplo, equipamentos para limpeza interna de locais, entre os quais aspiradores, enceradeiras e polidoras. Em 2001, superou a marca de €1 bilhão de faturamento global, atendendo a todos os segmentos de mercado, desde o doméstico até o profissional. Nos últimos anos, a inovação tem sido como de costume o fator determinante para o contínuo crescimento da empresa, que somente em 2009 apresentou ao mercado 100 novos produtos para atender as mais diferenciadas necessidades de limpeza. Um dos grandes sucessos recentes da empresa é o aspirador de pó e água para vidros WV 50, que auxilia na remoção da água ou vapor usado para a limpeza do vidro sem deixar manchas, mesmo com utilização de sabão.


Em 2011, a KÄRCHER inaugurou as duas primeiras lojas conceitos no Brasil, localizadas no Rio de Janeiro e Indaiatuba, no interior de SP, reunindo soluções e inovações na área, além de serviços de assistência técnica, em um espaço diferenciado, especialmente desenvolvido para estimular a interatividade entre os visitantes com o que há de mais avançado em soluções para limpeza. Além do excelente desempenho, os produtos da marca alemã são desenvolvidos para proporcionar outras grandes vantagens, como economia de água e energia, eficiência nas aplicações, conforto e proteção ao usuário e o melhor custo x benefício.


A Kärcher limpa o mundo
O projeto internacional “Limpeza de Monumentos” que a KÄRCHER apóia providencia uma verdadeira evidência do que seus equipamentos são capazes e demonstra a preocupação com a conservação de monumentos históricos mundiais. Desde a estátua do Cristo Redentor no Rio de Janeiro, passando pelas 284 colunas da Praça de São Pedro na Itália, o Obelisco Espacial em Seattle, até o Portão de Brandemburgo em Berlim, a empresa alemã literalmente ajuda a limpar o mundo. Com isso, não somente a KÄRCHER consegue demonstrar e provar toda sua experiência nessa área, como também ajuda a manter viva, e limpa, a história da humanidade. Um dos mais desafiadores e difíceis projetos foi a limpeza do Monte Rushmore, localizado em Rapid City no estado de Dakota do Sul, concluído em agosto de 2005. As cabeças gigantes dos presidentes americanos George Washington, Thomas Jefferson, Theodore Roosevelt e Abraham Lincoln, entalhadas entre 1927 e 1941 por Gutzon Borglum, foram completamente limpas (a meta era remover algas, musgos e outras manchas orgânicas) com equipamentos da KÄRCHER.


Os slogans
Makes a difference.
For a cleaner world.


Dados corporativos
● Origem:
Alemanha
● Fundação:
1935
● Fundador: Alfred Kärcher
● Sede mundial:
Winnenden, Alemanha
● Proprietário da marca:
Alfred Kärcher GmbH & Co. KG
● Capital aberto: Não
● Chairman & CEO: Hartmut Jenner
● Faturamento: €1.52 bilhões (2010)
● Lucro:
Não divulgado
● Presença global: 160 países
● Presença no Brasil:
Sim
● Funcionários:
7.450
● Segmento:
Equipamentos de limpeza
● Principais produtos: Lavadoras, secadoras, aspiradores e varredeiras
● Ícones: A cor amarela
● Slogan:
Makes a difference.
● Website: www.karcher.com

A marca no mundo
Atualmente a KÄRCHER, líder mundial em sistemas de limpeza, que oferece modelos de lavadoras de alta pressão, aspiradores de pó e líquido com tecnologia de ponta (na linha residencial e na linha profissional), além de lavadoras e secadoras de piso, varredeiras, enceradeiras, polidoras, extratores, limpadoras a vapor e detergentes, comercializa seus produtos em 160 países ao redor do mundo (no Brasil está presente desde 1975). Esse completo portfólio atende todas as necessidades em termos de tecnologia e aplicação, com unidades de água quente e fria, com motores elétricos ou de combustão, móbiles ou estacionárias. A empresa, que faturou €1.52 bilhões em 2010 e vendeu 7.3 milhões de equipamentos, possui mais de 40.000 pontos de assistência técnica no mundo, que oferecem manutenção completa, peças de reposição e acessórios, garantindo assim aos clientes um suporte técnico ágil e eficaz de todas as linhas de seus produtos. A empresa também possui uma divisão especializada em sistemas móveis para fornecimento seguro de alimentação e água potável, tanto em situações de emergência, quanto para eventos que exijam mobilidade do serviço.

Você sabia?
Como uma empresa ambientalmente responsável e preocupando-se sempre com economia, a KÄRCHER procura incrementar o desenvolvimento e a produção com equipamentos que consumam um mínimo de água e energia e ainda são capazes de reciclar a água.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 16/11/2011

13.11.11

PETROSSIAN

Quem já ouviu falar de caviar sabe que o produto é caro e raro. Para alguns abonados que podem pagar centenas de reais por míseras gramas, o caviar é uma iguaria dos deuses. Aliás, poucas iguarias têm tanto apelo no universo gourmet quanto o caviar. Também pudera. Apenas um tipo de peixe, o esturjão, fornece a preciosa iguaria, mas isso não parece afetar ou mesmo preocupar a marca francesa PETROSSIAN, que com suas pequenas latinhas azuis responsáveis por acondicionar pequenas jóias comestíveis, transformou o caviar em desejo de luxo para os endinheirados.

A história
A história do caviar PETROSSIAN teve início pouco antes do início da década de 1920. Após a revolução comunista na Rússia, em 1917, os irmãos armênios Melkoum e Mouchegh Petrossian migraram para a capital francesa, onde viviam os chamados Années Folles. As festas tomavam conta dos salões parisienses, freqüentados por aristocratas, burgueses e intelectuais russos, que também fugiam do regime socialista. Os irmãos decidiram então importar o caviar, um tradicional produto de luxo no tempo dos czares. De tanto insistir com a embaixada soviética, em 1920 eles conseguiram enfim importar as primeiras duas toneladas de caviar do Mar Cáspio. Metade do carregamento foi comprada pelo lendário Cesar Ritz, que passou a oferecer a iguaria no restaurante de seu badalado hotel.


Os irmãos foram os responsáveis por fazer do caviar, até então desconhecido na França, o ingrediente mundialmente desejado, símbolo de luxo máximo na gastronomia. Pouco depois, os irmãos inauguraram a primeira boutique PETROSSIAN, localizada em um bairro da cidade onde havia apenas ministérios, e resolveram focar o negócio em sua marca própria, o que acabou se mostrando uma boa estratégia. O sobrenome estrangeiro tinha tudo para desagradar ao público local, mas o sucesso foi tanto que a boutique, conhecida também como o templo do caviar, continua funcionando no mesmo endereço (em Latour-Maubourg, próximo à Esplanade des Invalides), quase um século depois. Desde então as preciosas pérolas negras recheiam as célebres caixinhas azuis ornadas por um galeão de velas alaranjadas içadas, que avança corajosamente no mar revolto em pleno nascer do sol.


Mas a dupla não parou por aí. Foram eles também os responsáveis por revelar aos franceses deliciosas iguarias como salmão, truta, enguia e outros peixes defumados com métodos tradicionais. E ainda pela importação de zakuski (variedade de aperitivos servidos em todas as ocasiões festivas na Rússia), como ovas de salmão, caranguejos do Kamchatka, queijo búlgaro e pepinos ao vinagre, artigos obtidos com exclusividade pelos irmãos. Nesta época a marca PETROSSIAN já havia se transformado em sinônimo de luxo no mundo da gastronomia. Entre os anos de 1985 e 1990, a Perestroika (reestruturação da economia soviética) fez com que a empresa enfrentasse tempos difíceis. A PETROSSIAN praticamente teve de recomeçar todo o trabalho e contatar novos fornecedores de caviar. Além disso, iniciou uma enorme diversificação em sua linha de produtos. Nos últimos anos, com nome sinônimo de caviar, o presidente da empresa vem ampliando os negócios nesse segmento de luxo, inaugurando lojas em cidades como Nova York, Los Angeles e Las Vegas.


Como parte deste processo, a empresa francesa inaugurou recentemente, no mês de abril de 2011, sua primeira loja no Brasil. O espaço, cujo estilo remete a um ambiente de empório chique, está localizado no térreo do luxuoso Shopping Cidade Jardim, em São Paulo, somente a quinta cidade do mundo a receber um ponto de venda da badalada marca francesa. Além das linhas de caviares, a charmosa e aconchegante loja oferece peixes defumados (entre os quais o brasileiro pirarucu, espécie de peixe de água doce encontrado na bacia amazônica, e que se transformou em um verdadeiro sucesso na Europa), várias versões de foie gras, blinis (pequenas panquecas que, tradicionalmente, acompanham o caviar), patês, azeites, temperos, mostardas, queijos, chás, bolos, chocolates, geléias e biscoitos, além de vodcas e champanhes, companhias perfeitas para degustar um ótimo caviar. No espaço, também há um pequeno restaurante onde é possível degustar um pequeno cardápio que inclui opções como peixes defumados, saladinhas com patês, sopas frias e tartare de salmão.


A inovação sempre foi uma das preocupações da PETROSSIAN. Depois de lançar o Caviarcube, pequenos dados de caviar concentrado, recentemente trouxe de volta uma das versões mais apreciadas do produto, o caviar prensado, extinto do mercado devido ao alto custo de produção. Com as novas técnicas de criação de esturjões em cativeiro - que também possibilitam retirar as bolsas de ovas das fêmeas e mantê-las vivas – a PETROSSIAN decidiu oferecê-lo novamente aos seus clientes. As últimas novidades vendidas pela marca francesa são o sorvete de caviar, desenvolvido em parceria com Philippe Faur, e idela para acompanhar salmão defumado; e o Eggxiting, uma embalagem-ovo que acomoda 12g da preciosa iguaria em pequenas bolhas individuais. Atualmente a empresa francesa é comandada por Armen Petrossian, reconhecido pelo bigode cuidadosamente encerado, considerado “rei do caviar” e reconhecido pelo entusiasmo com que fala sobre os mais variados assuntos, principalmente a respeito das ovas do esturjão, perpetuadas pela tradição de sua família na gastronomia de alto luxo.


Sinônimo de caviar
Hoje em dia, a empresa francesa mais do que estampar seu nome nas renomadas latas azuis do produto, zela por todas as etapas de sua fabricação, o que inclui até o modo de consumo. Primeiramente, deve-se comer o caviar puro. É a única maneira de distinguir seu sabor, aroma e textura das ovas do esturjão. O cuidado é tamanho que alguns funcionários da empresa acompanham cada etapa de fabricação, envolvendo até mesmo a criação do peixe. Das entranhas do esturjão, atualmente uma das espécies mais ameaçadas de extinção no mundo por causa da pesca predatória, as ovas são lavadas, para, em seguida, serem salgadas pelo chamado “mestre caviar”, especialista que acrescenta a quantidade de sal necessária para definir a qualidade do produto. O processo inclui ainda o grau de aquecimento (cerca de 38ºC) das ovas, estabelecendo a consistência.


Atualmente, criadores de esturjão em cativeiro são encontrados no mundo inteiro. Além dos tradicionais Rússia e Irã, ingressaram neste mercado China, Estados Unidos, Bulgária e até França, que tem seus principais viveiros em Bordeaux, a mesma região dos famosos vinhos. O presidente da PETROSSIAN garante que o caviar é como uma boa cepa de vinha, ao afirmar que as ovas de cada peixe oferecem tamanhos, cores e sabores únicos. “Existem, no mercado, produtos que são de boa qualidade e outros nem tanto. Eu escolho os melhores. Meu objetivo é democratizar o caviar”, ressalta ele. A PETROSSIAN comercializa três tipos de caviar: Beluga (cujo quilo pode custar US$ 14 mil), considerado o de sabor mais suave e cuja cor pode variar entre cinza-claro ao cinza-escuro; Ossetra, que costuma ter sabor diferente em virtude dos peixes nadarem em águas mais profundas; e Sevruga, caracterizado pelas ovas pequenas, cor mais escura e sabor mais acentuado.


Dados corporativos
● Origem:
França
● Fundação:
1920
● Fundador:
Malkoum e Mouchegh Petrossian
● Sede mundial: Paris, França
● Proprietário da marca:
Petrossian, Inc.
● Capital aberto:
Não
● CEO:
Armen Petrossian
● Faturamento:
Não divulgado
● Lucro: Não divulgado
● Lojas: 10
● Presença global: 40 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 600
● Segmento:
Alimentos
● Principais produtos:
Caviar e peixes defumados
● Ícones:
A latinha azul
● Slogan:
Caviar et Produits d’Exception.
● Website: www.petrossian.fr

A marca no mundo
A PETROSSIAN possui apenas dez exclusivas lojas que reúnem suas butiques e restaurantes, instaladas em cidades como Paris, Nova York, Las Vegas, Los Angeles e São Paulo. Atualmente, a marca francesa se destaca por oferecer os mais cobiçados ingredientes gastronômicos do planeta como as melhores seleções de caviar; tarama (pasta feita com ovas de bacalhau); vieiras do Mar do Norte; caranguejo de Kamtchatka, cuja carne é tão cobiçada quanto caviar; arenques e salmões defumados (da Escócia, da Noruega ou da região do Mar Báltico), caso do “corte do czar”, fatiado a mão e marinado com endro e limão; trufas brancas e negras; pérolas de chocolate recheadas de vodca; vinagre balsâmico envelhecido por vinte anos, entre outros itens. Hoje, 20% do caviar produzido no mundo é vendido pela empresa francesa.

Você sabia?
Desde 2009 a PETROSSIAN trabalha apenas com ovas de esturjão de criação. Isto porque os peixes selvagens não podem ser comercializados, pois estão seriamente ameaçados de extinção.
A defumação dos peixes oferecidos pela PETROSSIAN é realizada na fábrica da empresa, em Angers, no Vale do Loire.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 13/11/2011

7.11.11

FOGO DE CHÃO


Suculentas picanhas. Deliciosas maminhas. Cupins macios, que desmancham na boca. Fraldinhas no ponto. Linguiças dos mais variados tipos. Costelas perfeitas. Tudo isso inspirado no tripé qualidade, rapidez e fartura. Foi desta maneira que o tradicional churrasco gaúcho da rede Fogo de Chão deu o que falar. Em português e também em inglês, conquistando clientes mais que estrelados, do príncipe do Japão e Gisele Bündchen ao grupo Black Eyed Peas, de Bill Clinton e pilotos de Fórmula 1 a David Beckham e senadores americanos. 

A história 
Como muitos jovens de Encantado, no interior do Rio Grande do Sul, a 130 quilômetros de distância de Porto Alegre, Arri Coser (foto abaixo), aos 14 anos, e seu irmão Jair, aos 19 anos, deixaram em meados dos anos de 1970 sua terra natal em busca de oportunidade na cidade grande. Seus objetivos não eram diferentes dos de tantos outros moradores das pequenas cidades de colonização italiana da Serra Gaúcha: fazer carreira com a especialidade local, o churrasco. Trabalharam no Rio de Janeiro, primeiro como lavadores de pratos, auxiliares de garçom e, enfim, churrasqueiros. Três anos de árduo trabalho renderam algum dinheiro, e os irmãos decidiram voltar para os pampas e abrir um negócio próprio. Coube a Arri, ir até Porto Alegre verificar as oportunidades de um negócio próprio. Uma sondagem o levou até um ponto de boa estrutura, mas na descendente comercial. Chamava-se Fogo de Chão, churrascaria no bairro Cavalhada, próximo ao rio Guaíba, fundada em 1979. Decididos a passá-lo para frente, os donos só abriam a casa três noites por semana. Era um típico galpão gaúcho, com paredes revestidas em couro e móveis rústicos. Mas, por mais que os irmãos tivessem economizado o dinheiro não dava. O socorro veio com o pai Ângelo, que inteirou o que faltava com a quantia que poupara ao longo de 50 anos, e dos sócios Aleixo e Jorge Ongaratto.


Nome mantido, cardápio trocado pelo tradicional espeto corrido à gaúcha, que é o rodízio hoje (permite que sejam saboreados todos os cortes disponíveis na casa, normalmente servidos no próprio espeto – daí o nome -, escolhendo a parte e o ponto que mais agradar), o restaurante voltou a funcionar em 1980 contando apenas com seis funcionários. O novo estabelecimento propunha um conceito novo: o de churrascaria dentro da cidade. O costume era tê-las instaladas na beira da estrada. O raciocínio foi simples: em vez de atender basicamente caminhoneiros, o foco agora eram os engravatados dos centros financeiros. Mas os primeiros tempos não foram nada fáceis. Quando o Fogo de Chão ainda não passava de uma pequena churrascaria regional, eles tiveram que recorrer à criatividade para driblar a falta de dinheiro. Como não tinham capital de giro, a compra da carne era feita sempre no mesmo açougue. Só no final do dia, depois de apurar o faturamento da churrascaria, eles saldavam a dívida com o açougueiro. Até que, com um ano, veio a sorte grande: os irmãos foram procurados para hospedar uma grande festa, a despedida do volante Falcão, que acabara de ser vendido pelo Internacional para a Roma, da Itália. O evento gerou comentários na cidade toda e o churrasco da casa virou referência em jornais, rádio e televisão. Logo o Fogo de Chão se espalhou para mais dois endereços, um deles na cidade de Caxias do Sul.


Rapidamente a rede Fogo de Chão virou referência do bom churrasco. Quem vinha para Porto Alegre passou visitar a rede. Artistas, políticos, esportistas, empresários e jornalistas viraram clientes habituais. Um deles, o crítico de gastronomia Silvio Lancellotti, impressionado pelo serviço e qualidade, assinou um artigo no jornal Folha de S.Paulo, sugerindo aos donos que migrassem para São Paulo. Graças a empréstimos bancários e à venda de dois dos três pontos gaúchos, os irmãos deram início à expansão do Fogo de Chão em 1986, ao abrir, em São Paulo, o seu primeiro restaurante fora do Rio Grande do Sul. Localizado em Moema, bairro de alta renda da capital paulista e próximo ao aeroporto de Congonhas, a filial foi essencial para que os irmãos desenvolvessem uma fórmula que permitisse seu crescimento. Em 1987, com a loja de Moema já ampliada, surgiu a unidade de Santo Amaro - já sob o conceito de churrascaria gourmet e com sofisticação na comunicação visual, padrão adotado dali em diante. A partir deste momento, os irmãos abriram churrascarias sempre em locais de alto poder aquisitivo, ao contrário do que faziam os seus conterrâneos, que montavam restaurantes à beira de estrada. Atenciosos, garçons de bombacha, botas de cano alto e lenço vermelho amarrado ao pescoço, circulavam pelo salão com espetos de picanha, cordeiro, costela, bife ancho, cupim, maminha e linguiça, sempre churrasqueados à perfeição. Além disso, guarnições deliciosas como farofa, batata rústica, arroz carreteiro e polenta, e o farto bufê de saladas, queijos e frios, esbaldavam os clientes, muito deles estrangeiros que se impressionavam pela fartura de comida. O sucesso era garantido. Em 1996, a rede fincou bandeira em Belo Horizonte (MG) e, no ano seguinte, em Brasília (DF).


A estreia da rede nos Estados Unidos aconteceu em 1997, na cidade de Dallas, no Texas, usando recursos próprios. O restaurante foi saudado pelo crítico Dotty Griffith (do jornal Dallas Morning News) como “The brazilian meat-eaters mecca” (A Meca brasileira dos comedores de carne). A opção de escolher a famosa cidade do Texas para instalar o restaurante em detrimento da Big Apple explica-se pelo fato dos grandes competidores do mercado de carnes do país ser da terra de George Bush, que, aliás, se tornou cliente assíduo da casa. Algumas adaptações gastronômicas foram necessárias, começando pela diminuição de sal e de gordura - esta uma marca da rede. Não havia batatas fritas e o coração de galinha caiu fora, já que os ianques não gostaram da iguaria. Cupim também não existia. Apesar disso, no começo os americanos confundiam o Fogo de Chão com um restaurante de culinária chinesa, em razão da grafia da palavra “chao”. Superado esse obstáculo, a rede deu tão certo que nos anos seguintes foram inauguradas novas unidades em cidades como Miami, Chicago, Atlanta, Baltimore, Denver, entre outras.


Durante esses anos, a história da rede Fogo de Chão se tornou um case de empreendedorismo, profissionalismo e visão aguçada de mercado. Em 2011, um dos maiores fenômenos na história dos restaurantes brasileiros mudou de mãos. A rede de churrascarias Fogo de Chão foi vendida por US$ 62 milhões pelos irmãos Coser à gestora de investimentos GP, que já era sócia com 35% de participação e passou a ter 100% do negócio. Pouco depois, em maio de 2012, a empresa foi vendida para o fundo americano de private equity Thomas H Lee Partners por US$ 400 milhões. Os novos proprietários deixaram muito claro a agressividade na expansão, especialmente nos Estados Unidos. Com isso, novas unidades foram inauguradas em grandes cidades americanas, além de uma unidade em Porto Rico. Em 2015, a rede planeja abrir de 5 a 6 restaurantes. Um deles será na Cidade do México, primeiro no país. A rede também estuda se expandir para países como Austrália e Canadá, bem como para a Ásia, Oriente Médio e Europa, tanto a partir de restaurantes próprios quanto através de parcerias.


Macios, suculentos, quase derretendo ao corte da faca. Retirados direto do fogo com aquele cheiro irresistível e uma textura de dar água na boca. Os melhores cortes de carne do mundo estão na rede Fogo de chão há 35 anos. O respeito à história e à cultura gaúcha está na raiz da empresa, que carrega os valores da tradução farroupilha para onde quer que vá, por intermédio de suas churrascarias. Do autêntico fogo de chão exposto na vitrine de cada restaurante à indumentária dos funcionários no salão, passando pela hospitalidade e pelo cavalheirismo, tudo evoca a cultura gaúcha.


A linha do tempo 
1997 
Inauguração de um restaurante na cidade de Dallas, no Texas. 
2000 
Inauguração de um restaurante na cidade de Houston, no Texas. 
2001 
Inauguração de um restaurante na cidade de Atalanta, na Geórgia. 
2002 
Inauguração de um restaurante na cidade de Chicago, em Illinois. 
2005 
Inauguração de um restaurante em Beverly Hills na Califórnia. 
Inauguração de um restaurante na capital Washington. 
2006 
Inauguração do primeiro restaurante na cidade de Belo Horizonte. 
Inauguração de um restaurante na cidade da Filadélfia, na Pensilvânia. 
2007 
Inauguração do primeiro restaurante na cidade de Brasília. 
Inauguração de um restaurante na cidade de Baltimore, em Maryland. 
Inauguração de um restaurante na cidade de Minneapolis, em Minnesota. 
Inauguração de um restaurante na cidade de Austin, no Texas. 
2008 
Inauguração do primeiro restaurante na cidade de Salvador, na Bahia. 
Inauguração de um restaurante na cidade de Indianápolis, em Indiana. 
Inauguração de um restaurante na cidade de Miami Beach, na Flórida. 
Inauguração de um restaurante na cidade de Scottsdale, no Arizona. 
2009 
Inauguração de um restaurante na cidade de Kansas City, em Kansas. 
Inauguração de um restaurante na cidade de Denver, no Colorado. 
Inauguração de um restaurante na cidade de San Antonio, No Texas. 
2010 
Inauguração do primeiro restaurante na cidade do Rio de Janeiro. 
2011 
Inauguração de um restaurante na cidade de Las Vegas, em Nevada. 
2012 
Inauguração de um restaurante na cidade de Orlando, na Flórida. 
Inauguração de um restaurante na cidade de Boston, estado de Massachusetts. 
2013 
Inauguração de restaurantes nas cidades de Nova York e San Diego. 
2014 
Inauguração de um restaurante na cidade Portland, no Oregon. 
Inauguração de um restaurante na cidade San Jose, na Califórnia. 
2015 
Inauguração de um restaurante na cidade San Juan, em Porto Rico.


O segredo do sucesso 
O segredo para alcançar o enorme sucesso dos dias de hoje está, além da qualidade da carne servida, no treinamento de seus colaboradores. Nos restaurantes da rede cada garçom é responsável por seu corte. Há o garçom da picanha, da maminha, da costela, assim por diante. Cada um cuida sozinho do processo completo envolvendo o que a rede chama de “a arte do churrasco”, que consiste em salgar, assar e servir. Por isso, toda a equipe é arduamente treinada antes de ter contato com o público. Os garçons aprendem tudo sobre os tipos de carnes, identificam cada corte, têm conhecimento de vinhos e noções de nutrição. Além disso, eles são fluentes em inglês e, claro, entendem tudo de churrasco.


Todo esse treinamento tem o objetivo de preservar o autêntico jeito gaúcho de fazer churrasco, por meio da busca contínua de excelência em relação a produtos e serviços. Quando se fala em churrascaria de rodízio, a imagem que vem à mente é a churrascaria de beira de estrada, com um atendimento que quase sempre deixa a desejar. A rede Fogo de Chão sempre buscou o oposto sem perder de vista a cultura gaúcha, diferencial ostentado com orgulho pelos funcionários. A dedicação a essa gastronomia regionalizada já rendeu reconhecimentos. A rede foi eleita a melhor churrascaria rodízio por vários anos consecutivos por revistas brasileiras conceituadas, além de ter abocanhado também prêmios pela carta de vinhos servidos em seus restaurantes.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por apenas uma remodelação ao longo de sua história.


Devido à internacionalização da rede, hoje em dia o logotipo é aplicado (também na horizontal) com a inscrição “Brazilian Steakhouse” abaixo do nome da marca. O logotipo também pode ser aplicado sob um fundo preto.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 1979 
● Fundador: Arri e Jair Coser, Aleixo e Jorge Ongaratto 
● Sede mundial: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Fogo de Chão, Inc. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Larry Johnson 
● Presidente: Jandir Dalberto (Brasil) 
● Faturamento: US$ 262 milhões (2014) 
● Lucro: Não divulgado 
● Restaurantes: 38 
● Presença global: 4 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 3.000 
● Segmento: Restaurantes casuais 
● Principais produtos: Rodízio de carnes, saladas e entradas 
● Concorrentes diretos: Rodeio, Porcão, Barbacoa, Vento Haragano e Fleming’s Prime Steakhouse & Wine Bar 
● Ícones: Os garçons vestidos com bombachas 
● Slogan: O jeito gaúcho de fazer churrasco. 
● Website: www.fogodechao.com.br 

A marca no mundo 
Hoje em dia a rede Fogo de Chão, primeira marca brasileira de gastronomia internacional, possui 38 restaurantes, dez localizados no Brasil (São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Brasília e Salvador) e 26 nos Estados Unidos (em cidades como Dallas, Houston, Miami, Chicago, Atlanta, Baltimore, Denver, Kansas City, Minneapolis, Filadélfia, Austin, San Antonio, Indianápolis, Washington, Nova York, Boston, Los Angeles e Las Vegas), além de uma unidade em Porto Rico e outra a ser inaugurada em breve na Cidade do México, que garantiram um faturamento de US$ 262 milhões em 2014, quando cada restaurante serviu, em média, 137 mil refeições. Atualmente, 75% da receita da rede vêm das unidades americanas. A empresa tem orgulho, em especial, de alguns de seus restaurantes: Chicago, por ser a maior dos Estados Unidos; Brasília, por ser o centro do poder do país; Washington D.C., por estar instalado em um prédio do século XVIII entre Casa Branca e FBI; e Beverly Hills, pelo glamour. A rede atende mais de 4 milhões de clientes por ano. 

Você sabia? 
Nos Estados Unidos a rede utiliza o slogan “The Gaucho Way of Preparing Meat”. A expressão “Fogo de Chão” é utilizada para designar carnes assadas em espetos sobre fogueiras no chão, um costume dos peões que levavam manadas de gado para o local de abate ou em busca de novas pastagens. 
Hoje, uma refeição (rodízio) no Fogo de Chão custa em média mais de R$ 130, sem incluir bebidas. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Exame e Época Negócios), jornais (Valor Econômico e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 13/5/2015

5.11.11

ESCADA


A marca ESCADA é um ícone da moda feminina de luxo, ao lado de nomes como Louis Vuitton, Hermès e Prada. Elegância, sofisticação, charme, luxo e sensualidade estão sempre presentes nos produtos de alta qualidade da marca alemã, que durante sua história conquistou clientes famosas como Kim Basinger, Demi Moore, Angelica Houston, Brooke Shields e duas ex-mulheres do roqueiro inglês Mick Jagger - Jerry Hall e Bianca Jagger. 

A história 
Tudo começou na cidade de Munique em 1976 quando o empreendedor alemão Wolfgang Ley e sua bela mulher, Margaretha (na imagem abaixo á direita), uma ex-modelo sueca que tinha uma formação sólida em design na Corte Real, em Estocolmo, e uma ampla experiência com clientes exigente, apresentaram a primeira coleção feminina de sua nova empresa, que ainda não possuía um nome. O casal passou então a procurar um nome de grande impacto, já que sua coleção sofreu grande resistência por não ter uma marca representativa. Somente em 1978, quando foi apresentada uma nova coleção, que o nome ESCADA foi adotado, alusão quando ambos apostaram no mesmo cavalo puro-sangue irlandês, de nome “Escada”, tendo sido esse o vencedor da corrida. Essa coleção foi batizada oficialmente de ESCADA SPORTLICHE ELEGANZ. A nova grife começou a ganhar reconhecimento em 1980, principalmente devido as suas roupas esportivas, que tinham ótimo design, eram confortáveis, com caimento perfeito e utilizavam materiais de alta qualidade e ousadas combinações de cores e modelos, além de bordados exclusivos. Além disso, durante décadas a cor rosa se tornou um símbolo da marca ESCADA, visando assim atrair mulheres extremamente femininas que procuravam produtos diferenciados.


No ano seguinte iniciou a fabricação dos suéteres especiais, com um design nada comum, passando uma elegância muito atrativa. Em 1982 a ESCADA abriu sua primeira subsidiária internacional em Nova York, ingressando assim no enorme mercado americano. Já em 1983, depois de abrir mais uma filial em Londres, a marca inaugurou sua primeira butique em Hong Kong. Para conquistar de vez as clientes americanas, a empresa desenvolveu em 1984 um plano de vinculação maciça de anúncios publicitários nas páginas da conceituada revista Vogue. A partir deste momento a marca alemã começava a ganhar destaque no segmento de luxo. No ano seguinte, a coleção cresceu para que cada país pudesse ser atendido conforme sua necessidade. Afinal, nesta época a ESCADA já tinha fama internacional, conquistada em virtude de clientes famosas como a Princesa Diana e as atrizes Kim Basinger e Demi Moore. Esse enorme sucesso fez com que a empresa abrisse seu capital na Bolsa de Valores em 1986. Ao final desta década a marca já possuía subsidiárias na França, Itália, Espanha, Japão, Canadá e alguns países asiáticos.


Os anos de 1990 começaram com a criação de uma subsidiária de perfumes e cosméticos (ESCADA BEAUTÉ), com sede na cidade de Paris. O primeiro perfume da marca recebeu o nome da sua criadora Margaretha Ley. O frasco representava uma forma única e muito feminina de um coração, que refletia o lado feminino e sensual da fragrância. Era apenas o primeiro de uma série de fragrâncias de sucesso que a marca lançaria nas décadas seguintes, todos com nomes divertidos como Ibiza Hippie, Rockin’ Rio, Casual Friday, Magnetism, Magnetic Beat e Lily Chic, que também chamavam a atenção pelo design criativo de seus frascos. Em 1992 Margaretha, que além de sócia era a designer-chefe da grife, faleceu precocemente aos 56 anos vítima de um câncer, e coube a Brian Rennie assumir o posto de diretor criativo da marca, iniciando um processo de rejuvenescimento da ESCADA.


Pouco depois, em 1993, a marca que até então desenvolvia produtos femininos, lançou no mercado o ESCADA pour Homme, sua primeira fragrância masculina. Além disso, a marca alemã se tornou a primeira a lançar no mercado perfumes de edição limitada (primavera-verão). Ao fazê-lo, a marca foi pioneira no conceito das edições limitadas sazonais e criou aquela que viria a ser uma das linhas de fragrâncias de verão mais bem-sucedida na indústria da perfumaria. Outro importante fato ocorrido nesta década foi o lançamento em 1994 da ESCADA SPORT, uma linha de roupas que representa o chique mais casual, um estilo urbano e sempre muito feminino. A primeira coleção dos cobiçados óculos de sol da marca alemã estreou no mercado em 1998. No início do novo milênio, após firmar aliança com uma grande companhia de diamantes, a marca lançou sua primeira coleção de joias, batizada de “Escada Diamond Collection”, com o tema “o coração Escada”. Nos anos seguintes a diversificação de produtos continuou com o lançamento de uma linha de acessórios, como bolsas e calçados (2000); de uma coleção de lingerie contendo algumas peças com cristais Swarovski (2001); e até modelos personalizados de celulares, em parceria com a Siemens, que foram lançados em 2005 e se transformaram em um enorme sucesso de vendas na Europa.


Apesar de ser um ícone do segmento de luxo, nos anos seguintes, no entanto, as vendas despencaram e a crise mundial acabou por consolidar o destino da marca alemã, que sobrevivia principalmente graças ao brilho de sua época áurea. Logo após pedir falência, resultado de enormes problemas de gestão e design (suas coleções deixaram de agradar aos clientes), que foram acentuados pela crise econômica mundial, em novembro de 2009 a tradicional marca alemã foi adquirida por Megha Mittal, nora do magnata indiano Lakshimi Mittal, depois de vencer uma disputa que envolvia, entre outros, Sven Ley, filho dos fundadores da ESCADA. Nos anos seguintes a competente indiana investiu muito dinheiro para trazer de volta o glamour da marca ESCADA, que reviveu seus dias de glória no segmento de moda feminina de luxo. Além disso, a marca lançou em 2011 a linha de objetos para casa ESCADA HOME, uma linha de relógios (2012) e seu comércio eletrônico (2013). E sua rentável linha de perfumes continuou tendo campeões de vendas como o ESCADA MAGNETISM, um perfume sofisticado e sensual; o ESPECIALLY ESCADA, uma fragrância floral que incorpora alegria e elegância; e o ESCADA JOYFUL, lançado em 2014, que é um perfume luxuoso e feminino que capta a beleza de um ramo de flores.


Hoje em dia a ESCADA interpreta seus valores de uma maneira nova e atualizada: o glamour descolado, a feminilidade sensual e a elegância moderna são as principais características da marca, oferecendo um conceito de estilo de vida repleto com todos os itens indispensáveis no universo diário feminino.


A evolução visual 
A identidade visual da marca alemã mudou bastante durante os anos. O primeiro logotipo possuía dois cavalos, uma clara alusão à origem de seu nome. Mas o logotipo que tornou a ESCADA famosa mundialmente possuía cor rosa e um duplo “E” estilizado. Há alguns anos atrás, querendo dar um visual mais sofisticado para a marca, a empresa adotou um logotipo dourado.


Além disso, o tradicional símbolo do duplo “E” também foi totalmente reestilizado.


Dados corporativos 
● Origem: Alemanha 
● Fundação: 1978 
● Fundador: Margaretha e Wolfgang Ley 
● Sede mundial: Munique, Alemanha 
● Proprietário da marca: Escada SE 
● Capital aberto: Não 
● Chairman: Megha Mittal 
● CEO: Iris Epple-Righi 
● Diretor criativo: Niall Sloan 
● Faturamento: €275 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 380 
● Presença global: 80 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 1.700 
● Segmento: Moda de luxo 
● Principais produtos: Roupas femininas, bolsas, perfumes e acessórios 
● Concorrentes diretos: Louis Vuitton, Hermès, Chloé, Burberry, Gucci, Chanel, Christian Dior e Prada 
● Ícones: O duplo “E” 
● Website: www.escada.com 

A marca no mundo 
Atualmente a marca ESCADA oferece uma ampla linha de produtos de luxo, que engloba desde roupas, bolsas, calçados, perfumes até acessórios como objetos de couro, óculos e joias, disponível em mais de 1.100 pontos de vendas, que incluem 380 próprias e sofisticadas lojas de departamento espalhadas por mais de 80 países ao redor do mundo, especialmente nos Estados Unidos, Canadá, México, Europa, Ásia e Oriente Médio. 

Você sabia? 
Entre as décadas de 1980 e 1990, top-models como Yasmin Le Bon, Naomi Campbell, Claudia Schiffer e Cindy Crawford estrelaram as campanhas publicitárias de roupas, perfumes e acessórios da marca alemã. Já em 2005 foi a vez da top canadense Linda Evangelista. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 24/4/2018

31.10.11

GOLDMAN SACHS


Se existe uma grife poderosa no setor financeiro mundial, ela atende pelo nome de Goldman Sachs, o poderoso banco de investimento americano que através de sua solidez e tradição conquistou clientes importantes como bilionários famosos, grande corporações, altos executivos e governos, e cuja influência é maior que muitas nações do planeta. 

A história 
Tudo começou quando Marcus Goldman (imagem abaixo), um ex-professor e filho de um camponês que negociava gado, chegou da Alemanha em 1848, na primeira grande onda de imigração de judeus para os Estados Unidos, trabalhando inicialmente como mascate e depois como lojista na cidade da Filadélfia. Em 1869, já casado e com cinco filhos, ele se mudou para a cidade de Nova York e colocou uma placa com o nome Marcus Goldman & Co. em Pine Street, Manhattan, estabelecendo-se como corretor de títulos imobiliários em um pequeno e apertado espaço no subsolo próxima a uma carvoaria. Contando apenas com um office boy e um guarda-livros de meio período, que à tarde trabalhava em uma funerária, ele deu início a uma das maiores e mais respeitadas casas bancárias do século XX. Todas as manhãs, vestindo um elegante casaco, ele visitava negociantes atacadistas de diamantes na Maiden Lane e negociantes de peles e couros em um local conhecido como “brejo”, localizado na Beekman Street, para comprar suas notas promissórias. Goldman dava a um comerciante, por exemplo, US$ 4.850 em dinheiro vivo e, em troca, ele assinava uma nota promissória de US$ 5.000 a ser paga ao portador em uma determinada data. Essas promessas de pagamento eram instrumentos ao portador e em suas andanças ele as guardava dentro do forro de seu chapéu para revendê-las no final do dia para bancos, como por exemplo, o Chemical Bank ou o National City Bank. Nesta época, se costumava dizer que o sucesso de Goldman era medido pela altura de seu chapéu, onde ele guardava as promissórias.


Embora bem sucedido, o negócio de Goldman era insignificante, se comparado aos de outros banqueiros judeus de origem alemã da época. Em 1882, ele convidou seu genro, Samuel Sachs, para se tornar sócio do negócio, que passou a se chamar M. Goldman and Sachs. Pouco depois, em 1885, ele convidou seu filho Henry e seu genro, Ludwig Dreifuss, para serem sócios do negócio, que adotou o nome de Goldman & Sachs. Nesta época, bancos fundados por judeus começaram a se beneficiar do anti-semitismo dos grandes financistas americanos. Um dos maiores deles, o J.P. Morgan, não fazia negócios com empresas de donos judeus e as deixava para os bancos “judeus”, como o Goldman Sachs, que deve à religião parte da chance que teve no financiamento de varejistas e produtores de charutos. Um passo importante para o negócio ocorreu em 1896, quando a empresa passou a ser membro da Bolsa de Valores de Nova York, ingressando no promissor mercado de emissões de ações. Através dos esforços desses homens, o Goldman Sachs viria a ser por mais de um século a maior corretora de títulos da dívida americana. Até os primeiros dias do século XX o negócio, que já tinha mudado de local por várias vezes, se fixou em algumas salas do segundo andar do número 43 da Exchange Place, o que era espaço suficiente para acomodar os cinco sócios, dez funcionários e seis mensageiros. Em 1906, a empresa tinha lucros de US$ 1.2 milhões e os negócios tinham se tornados tão grandes e variados que os sócios haviam acumulado capital de US$ 4.5 milhões.


Quando Marcus se aposentou, deixou os negócios nas mãos de seu filho Henry e de seu genro Samuel Sachs. Foi nos anos que antecederam a Primeira Guerra Mundial que as operações de banco de investimento como conhecemos hoje começaram a existir. E o Goldman Sachs não deixou essa oportunidade passar. Neste período expandiu-se rapidamente abrindo filiais em importantes cidades americanas como Chicago, Boston, Filadélfia e St. Louis. No dia 4 de dezembro de 1928 a empresa lançou a Goldman Sachs Trading Corporation, empresa criada para gerir os investimentos feitos pelo banco. Mas o crash da Bolsa de Valores em 1929 fez com que essa empresa se transformasse em um fiasco, afetando a credibilidade do Goldman Sachs, que foi severamente atingido pela crise.


Coube ao filho de um falsificador de bebidas, chamado Sidney Weinberg, a tarefa de reerguer o Goldman Sachs e, ao fim, tornar-se o executivo mais importante de sua história. Como o capital do banco tinha evaporado, ele decidiu se dedicar a relacionamentos com grandes clientes e a ganhar dinheiro assessorando negócios feitos por eles, algo que dispensava o uso de capital. E seu negócio emblemático foi a execução da abertura de capital (conhecido pela sigla em inglês IPO) da montadora Ford em 1956, à época o maior da história. Nesse mesmo ano a divisão de investimento foi criada oficialmente. Sob o comando de Weinberg, o banco se tornou, sobretudo, uma máquina de formar pessoas. Ainda nos anos de 1950, época em que poucos bancos recrutavam profissionais em escolas de administração, o Goldman Sachs foi um dos primeiros a fazê-lo. Na década de 1960 a importância do Goldman Sachs era tamanha, que movimentaria 50% dos títulos da dívida do país, colocando mais de US$ 200 milhões por dia junto a investidores. Apesar de sua presença mundial, o Goldman Sachs só abriu seu primeiro escritório internacional na cidade de Londres em 1970.


Foi nas décadas seguintes sob a liderança dos sucessores de Weinberg (entre eles seu filho John) que o banco passou por sua maior transformação. Ela veio com a decisão de abrir o capital na Bolsa de Valores, em 1999. O IPO foi intensamente debatido por mais de duas décadas, não sem atritos entre os sócios. Foi a partir da abertura de capital que o banco ganhou a cara que tem hoje. Antes era um assessor de empresas em fusões ou emissões de ações, e depois tornou-se essencialmente um investidor que arrisca o próprio capital em apostas no mercado financeiro ou na compra de empresas. Mas a crise de 2008 pôs uma pá de cal no extremamente rentável modelo de negócios do Goldman Sachs. Durante a crise dos subprimes nos Estados Unidos, o Goldman Sachs quase foi à falência, e foi salvo pelo Fed (Banco Central norte-americano), que permitiu que o Goldman Sachs deixasse de ser somente um banco de investimentos para se tornar um banco comercial, abrindo mão de algumas das características que o fizeram a maior máquina de ganhar dinheiro de Wall Street. Dois anos depois, no entanto, a SEC (Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos) acusou a instituição de fraude pelas hipotecas subprime (tal processo foi resolvido fora dos tribunais). Para se readequar ao novo cenário, o banco demitiu 10.000 pessoas e teve que conviver com lucro bem menores. Apesar dos problemas enfrentados durante a crise financeira mundial dos últimos anos, o Goldman Sachs conseguiu se recuperar.


Diante das regulamentações impostas após a grave crise de 2008 e de um mercado cada vez mais difícil e competitivo, o Goldman Sachs resolveu apostar em novas fontes de receita. Historicamente focado no mercado corporativo, governos e administrando as fortunas dos ricos e poderosos, em abril de 2016, o tradicional banco surpreendeu o mercado criando o GS BANK, um banco digital para o varejo, que permite abrir novas contas com um depósito mínimo de somente US$ 1 (até então, as contas tradicionais do banco mantinham um valor mínimo de US$ 10 milhões para a abertura). E, pouco depois, anunciou a criação da Marcus by Goldman Sachs, uma plataforma digital para empréstimos sem garantia e contas de poupança de alto rendimento aos consumidores. Com estes novos produtos o Goldman Sachs acredita que o nome e a credibilidade do banco atrairão a população, que talvez se sinta mais confortável trabalhando com um banco habituado a gerir a riqueza dos bem afortunados.


No Brasil o GS começou a atuar em 1995, com enfoque inicial no estabelecimento do seu negócio de consultoria em fusões e aquisições e, a partir de 2008, passou a oferecer serviços de gestão de ativos de renda fixa, ações e multimercados para investidores locais. A subsidiária brasileira lançou seu primeiro fundo de investimento em junho de 2008 e desde então vem complementando a sua gama de produtos destinados a clientes institucionais e aos canais de distribuição para pessoas físicas. Hoje em dia o Goldman Sachs opera em quatro segmentos: Banco de Investimento (projetos de assessoria estratégica com respeito a fusões e aquisições, alienações, atividades de corporate defense, gestão de risco, reestruturações e cisões, e subscrições de dívida e ações em ofertas públicas e colocações privadas); Serviços para Clientes Institucionais (facilita as transações de clientes e atua no mercado nas áreas de renda fixa, ações, câmbio e commodity, principalmente para clientes institucionais como corporações, instituições financeiras, fundos de investimento e governos); Investimentos e Empréstimos (oferece empréstimos geralmente de longo prazo, e investe, direta e indiretamente através dos fundos que gerencia, em títulos de dívida e empréstimos, títulos de capital públicos e privados, imóveis, entidades de investimento consolidadas e instalações de geração de energia); e Administração de Recursos e Securitização.


Poderoso, influente e polêmico 
A história do Goldman Sachs é repleta de solavancos. Flertando com políticos e a nata do empresariado, atravessou estouro de bolhas, recessões, riscos de quebra e processos que tentaram podar a sua ascensão, acusando-o de prejudicar clientes e burlar a concorrência. Mas nada disso, tirou seu poder no mercado financeiro. É comum dizer que é o banco de investimento mais poderoso do planeta; que paga os melhores salários de Wall Stree, sofre o maior índice de divórcios, já que as jornadas de trabalho excedem a capacidade humana; que na crise financeira se deu bem enquanto os demais afundavam; que não há um canto da Terra onde não cheguem seus tentáculos; que nenhum governo o ignora; ou que quem entra ali abraça um sacerdócio. Uma vez “goldmaniano”, “goldmaniano” para sempre. Dizem que o Goldman Sachs governa o mundo. O grande poder na sombra, o titã, a grande lula-vampiro, o guardião de Wall Street. Poucas empresas no mundo têm tantos apelidos - e quase sempre tenebrosos - quanto o Goldman Sachs. É definitivamente o grande símbolo da influência do poder financeiro na política nos Estados Unidos. Além disso, sua importância no setor financeiro durante sua história é tamanha, que alguns de seus ex-funcionários incluem Robert Rubin e Henry Paulson, que serviram como Secretários do Tesouro Americano. O GS teve tantos ex-funcionários importantes, que uma teoria da conspiração se tornou popular: de que o Goldman Sachs controla o governo americano em benefício próprio, chegando a ser ironicamente apelidado de Government Sachs, em uma alusão à sua influência na Casa Branca.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1869 
● Criador: Marcus Goldman 
● Sede mundial: New York City, New York, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: The Goldman Sachs Group Inc. 
● Capital aberto: Sim (1999) 
● Chairman & CEO: Lloyd Blankfein 
● Presidente: Harvey Schwartz e David Solomon 
● Faturamento: US$ 37.7 bilhões (2016) 
● Lucro: US$ 7.1 bilhões (2016) 
● Valor de mercado: US$ 98.08 bilhões (dezembro/2017) 
● Valor da marca: US$ 10.864 bilhões (2017) 
● Presença global: 100 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 34.400 
● Segmento: Financeiro 
● Principais produtos: Gestão de ativos e de valores mobiliários, serviços de investimentos e corretagem de ações 
● Concorrentes diretos: Merrill Lynch, Credit Suisse, J.P. Morgan, Morgan Stanley, Deutsche Bank, Citigroup, UBS e Barclays 
● Slogan: Our Client’s Interests Always Come First. 

O valor 
Segundo a consultoria britânica Interbrand, somente a marca Goldman Sachs está avaliada em US$ 10.864 bilhões, ocupando a posição de número 44 no ranking das marcas mais valiosas do mundo de 2017. A empresa também ocupa a posição de número 78 no ranking da revista FORTUNE 500 de 2017 (empresas de maior faturamento no mercado americano). 

A marca no mundo 
Atualmente o Goldman Sachs, um dos líderes globais em investimentos e gestão de ativos, mantém operações em aproximadamente 100 países ao redor do mundo, oferecendo também consultoria sobre fusões e aquisições. Atualmente é também um revendedor primário no mercado de valores mobiliários do Tesouro Americano. Com lucro superior a US$ 7 bilhões em 2016, o banco tem, apenas em sua divisão de investimentos, mais de 8.000 grandes clientes. Com sede principal na cidade de Nova York, a empresa mantém escritórios nos mais importantes centros financeiros mundiais como Londres, Chicago, Los Angeles, Frankfurt, Zurique, Paris, São Paulo, Hong King, Pequim, Sydney, Dubai, Madri, Milão, Tóquio, Moscou, Toronto e Mônaco. 

Você sabia? 
Como banco de investimento, o Goldman Sachs age como conselheiro financeiro para alguns dos mais influentes governos do mundo, outras instituições financeiras, poderosas corporações e as famílias mais ricas do planeta. 
O Goldman Sachs foi a primeira companhia a usar o termo “BRIC”, que significa as iniciais de Brasil, Rússia, Índia e China, cujas economias crescentes possuem a capacidade para se tornarem as mais poderosas do mundo em um futuro muito próximo. 
Tamanho é o prestígio e o poder do Goldman Sachs, que o banco é conhecido como “The Firm” (A Firma) no círculo financeiro. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), jornais (Folha, Valor Econômico, El País e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 12/12/2017