2.3.12

TOPSHOP


Sucesso entre o público feminino e rival de redes como a espanhola Zara e a sueca H&M, a britânica TOPSHOP se especializou no segmento fast fashion, roupas modernas e atuais vendidas em grande escala a preços extremamente acessíveis, em alguns casos com coleções assinadas por badalados estilistas e celebridades. O resultado foi que a TOPSHOP se transformou em um fenômeno de vendas, cujas roupas são cobiçadas por mulheres ligadas em moda e novas tendências. 

A história 
A TOPSHOP surgiu em 1964 na cidade inglesa de Sheffield como uma marca própria de moda feminina no subsolo da pequena rede de lojas de departamento Peter Robinson. A nova marca foi criada pelo filho de um imigrante lituano, Raymond Montague Burton, cujo pai era proprietário da rede, para atender a nova cultura de moda que eclodia no país, direcionada para um público mais jovem. Inicialmente com o nome de Peter Robinson’s Top Shop, a marca fez grande sucesso entre as jovens mulheres inglesas ávidas por novidades. O grande sucesso no segmento feminino levou a empresa a criar pouco depois, em 1970, a TOPMAN, uma marca voltada para o público masculino, que hoje em dia, em algumas lojas, divide espaço com a TOPSHOP. A marca de moda feminina ganhou tamanha importância que se tornou independente em 1974 quando foi inaugurada a primeira loja própria da TOPSHOP. Nos anos seguintes, além de inaugurar novas lojas pelo Reino Unido, se distinguiu por lançar, de forma constante e consistente, coleções de roupas bem modernas que se destacavam pela inovação, originalidade e exclusividade. Apesar do sucesso no Reino Unido foi apenas em 2002 que a TOPSHOP começou a mudar de rumo e deu um grande salto. Foi quando o bilionário britânico Philip Green, conhecido por seu faro apurado para bons negócios e dono de uma fortuna comprou o grupo Arcadia, controlador da rede de lojas.


Desde então, além de inaugurar inúmeras lojas em vários países, a TOPSHOP investiu em parcerias bem-sucedidas com estilistas renomados, como o escocês Christopher Kane, a britânica Stella McCartney e Alexander McQueen, que criaram coleções modernas e descoladas à preços mais acessíveis. A marca também fez trabalhos em conjunto com artistas, designers e celebridades, entre eles a inglesa Stella Vine. A parceria mais famosa até hoje, no entanto, foi com a polêmica modelo Kate Moss, que desenhou e foi garota-propaganda para as coleções da TOPSHOP entre 2007 (ano em que a varejista ingressou no mercado americano) e 2011. Sua primeira coleção causou tanto impacto que as pessoas acamparam na frente da TOPSHOP localizada na Oxford Circus, em Londres, quase um dia antes do lançamento. Resultado: em menos de uma hora 90% da coleção assinada pela modelo já estava vendida. Através dessas parcerias a marca britânica fez enorme sucesso entre as adolescentes e as mulheres modernas, que não têm medo de ousar e criar visuais modernos, versáteis e muito fashion. Estas coleções de roupas femininas exclusivas são sempre garantia de enorme sucesso de vendas e uma importante ferramenta de marketing para a marca.


Em 2010, a marca inovou mais uma vez ao lançar uma linha de cosméticos, que no ano seguinte ganhou a companhia de uma diversificada linha de esmaltes cintilantes. No ano seguinte inaugurou suas primeiras lojas na Austrália. Pouco depois, em 2012, seguindo as tendências de mercado, a marca lançou uma linha de roupas sustentáveis, a Reclaim. A rede britânica abriu suas portas no Brasil em 2012, com a inauguração de uma loja no shopping JK Iguatemi, em São Paulo. Depois de inaugurar mais duas unidades na capital paulista, a rede britânica não suportou a concorrência e fechou suas lojas no país em 2017. Nos anos seguintes, a TOPSHOP enfrentou a forte e canibal concorrência deste setor e assistiu seu rendimento despencar, além da gravíssima acusação de um caso de assédio sexual contra Philip Green, então presidente do Arcadia Group, que controla a marca TOPSHOP. Essa acusação gerou um boicote nas redes sociais em relação à marca e, em 2018, a cantora Beyoncé não quis lançar a sua coleção de roupa Ivy Park em parceria com a rede. Com esta enorme crise, financeira e de imagem, a TOPSHOP anunciou em 2019 o fechamento de todas as 11 lojas nos Estados Unidos. No entanto, a marca continuará a vender suas mercadorias exclusivamente nas lojas de departamento Nordstrom. Além disso, várias unidades deficitárias no Reino Unido também foram fechadas.


A sofisticada região londrina de Oxford Circus abriga a maior unidade da rede, inaugurada em 1994, com 8.400 m² distribuídos em cinco andares e que recebe aproximadamente 30 mil visitantes por dia. Essa unidade é uma meca do consumo e lifestyle, vendendo desde cupcakes, sorvetes, roupas, acessórios, além de itens para cachorro, oferecendo ainda serviços de sobrancelha, cabelo, unha e reparo de roupas. A rede possui ainda enormes lojas âncoras em cidades, como por exemplo, Liverpool (5.600 m²), Belfast (3.700 m²) e Leeds (2.900 m²). Nessas lojas a rede oferece o serviço de Personal Shopping, onde consultoras acompanham os clientes traçando o perfil e as necessidades de cada pessoa, permitindo que as compras sejam exatamente aquilo que se busca.


Dedicando-se à comercialização de roupas e acessórios para o segmento feminino, masculino e infantil, a marca rapidamente saltou fronteiras e é atualmente uma grife muito procurada mundialmente por jovens que adoram seguir as mais recentes tendências de moda, sem que para tal tenham de gastar muito dinheiro. As linhas Premium da rede incluem Boutique (peças contemporâneas e luxuosas) e Topshop Unique (única coleção projetada por um varejista a ser exibida na tradicional London Fashion Week). A TOPSHOP é o clássico caso de propaganda e marketing que deu certo: parcerias estratégicas, celebridades desfilando com suas peças e lojas suntuosas e estrategicamente localizadas.


A evolução visual 
O logotipo da marca britânica passou por pequenas alterações ao longo dos anos. Na década de 1990 o nome da marca ganhou uma nova tipografia de letra e passou a ser escrito na horizontal. Em 2005 o logotipo adotou uma tipografia de letra mais afinada e sofisticada. Mais recentemente, em 2018, a marca apresentou um novo logotipo, onde as letras ganharam maior espaçamento e o efeito bold.


Dados corporativos 
● Origem: Inglaterra 
● Fundação: 1964 
● Fundador: Raymond Montague Burton 
● Sede mundial: Londres, Inglaterra 
● Proprietário da marca: Topshop/Topman Limited 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Arcadia Group Limited) 
● CEO: Ian Grabiner 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 500 
● Presença global: 38 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Maiores mercados: Reino Unido, Canadá, Emirados Árabes Unidos e Irlanda 
● Funcionários: 6.000 
● Segmento: Varejo (moda) 
● Principais produtos: Roupas, calçados, bolsas, cosméticos e acessórios 
● Concorrentes diretos: Zara, C&A, GAP, H&M, Uniqlo, Mango, Desigual, Forever 21, Primark e Asos 
● Website: www.topshop.com 

A marca no mundo 
Atualmente a TOPSHOP, especializada em moda (feminina, masculina e infantil), além de cosméticos e acessórios, possui mais de 320 lojas no Reino Unido e outras 180 em mais de 37 países, entre os quais Canadá, Irlanda, França, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Israel, Kuwait, Tailândia, Chile, África do Sul e Filipinas. Além disso, a marca tem forte presença na internet, onde seu comércio online entrega para 110 países e cuja página recebe mais de 4.5 milhões de visitas semanalmente. A marca vende um par de calças jeans a cada 5 segundos. A TOPSHOP pertence ao Arcadia Group, proprietário de marcas como Burton, Dorothy Perkins e Miss Selfridge. 

Você sabia? 
A TOPSHOP é conhecida por apresentar algumas das melhores ofertas na internet, através da apresentação constante de diversas promoções e descontos imperdíveis. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Exame, BusinessWeek e Isto é Dinheiro), portais (BBC), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 13/10/2019

26.2.12

ESQUIRE

A revista ESQUIRE não somente se tornou um ícone americano, como inovou com suas fantásticas e criativas capas, abordou matérias de interesse de homens dinâmicos, como também ensinou o jornalismo a ser moderno. Nunca houve revista mensal masculina mais bem editada, excitante, aristocrática e imitada do que este símbolo americano da mídia. Não por acaso se transformou na voz ressonante do homem moderno.

A história
Tudo começou no início dos anos 30, em plena Grande Depressão Americana, quando David A. Smart, Henry L. Jackson e o editor Arnold Gingrich resolveram criar uma revista masculina de moda. Muitos os chamaram de malucos. Afinal, como lançar uma nova revista em plena grande depressão e cobrar 50 centavos de dólar, quando a Saturday Evening Post custava dez vezes menos. Mas somente eles pareciam saber da existência de um público jovem, esperançoso e sofisticado à espera de uma publicação que explorasse com brilho e vivacidade a cultura contemporânea. A revista, batizada de ESQUIRE, foi lançada oficialmente no mês de outubro de 1933, inicialmente com distribuição restrita à lojas de miudezas. A nova revista nasceu trimestral. Daí seu slogan: “A revista trimestral do homem”. Na capa do primeiro número não se lia outubro, mas outono de 1933. Nela, três cavalheiros esportivos saíam de uma canoa para embarcar em um hidroavião.


A ESQUIRE estreou com artigos escritos por Ernest Hemingway, Nicholas Murray Butler, Gilbert Seldes, Ring Lardner Jr., Gene Tunney, e contos de John Dos Passos, Erskine Caldwell e Dashiell Hammett. Sob o comando de Gingrich a ESQUIRE se tornou padrão de elegância não somente em moda, mas referencial de estilo de vida e bom gosto, que serviu de inspiração principal para o homem americano afluente daquela época. Abordava temas como os carros de luxo, os drinques da moda, a gastronomia sofisticada, as novidades do jazz, entre outros assuntos. Foi um verdadeiro sucesso. Ainda na década de 30, o escritor F. Scott Fitzgerald foi o responsável por assinar as histórias que iriam compor a coletânea “The Crack-Up with Other Pieces and Stories”, publicada em 1936.


Nos anos 40, a ESQUIRE continuou surpreendendo, especialmente quando Helen Lawrenson publicou um longo artigo, intitulado “Os Latinos São Péssimos Amantes”, desmistificando a tão propalada superioridade sexual dos “latin lovers”. Talvez tenha sido o texto mais lido e polêmico da revista em toda sua história. Até o governo cubano protestou na época. A revista sempre tentou ser primeira em tudo. E conseguiu. Foi pioneira em moda, reportagem com preocupação literária, humor político (quantas imitações não geraram mundo afora os “Annual Dubious Achievements Awards”, lançados em 1962) e até em pins-ups (desenhadas pelo peruano Alberto Vargas e George Petty), que projetaram a ESQUIRE ainda mais, aumentando assim sua circulação. Nos anos 60 a revista ficou conhecida pela utilização de um formato não convencional, com páginas enormes. O reinado de Gingrich durou até 1977. Sua saída culminou com a venda da revista para Clay Felker, que a venderia dois anos mais tarde. Foi nesta época que ocorreu uma descoberta surpreendente: 25% dos leitores da revista eram do sexo feminino. Essa informação chegou aos ouvidos da filha de um veterano casal de roteiristas de Hollywood, que sugeriu ao editor da ESQUIRE uma coluna diferente sobre mulheres. A moça se chamava Nora Ephron. A coluna, com divertidos comentários sobre seios, fantasias femininas, política sexual, sacanagem e gênios de saias como Dorothy Parker, foi o “abre-te-sésamo” dela para a fama jornalística e seu trampolim para a comédia cinematográfica.


Em meados dos anos 80 a revista foi vendida para a Hearst Corporation, que nos anos seguintes lançou a ESQUIRE em diversos países do mundo, como em 1991, quando a revista estreou no Reino Unido. A partir de novembro de 2004 a revista ganhou ainda mais popularidade ao eleger, anualmente, a mulher mais sexy do mundo (Sexiest Woman Alive). A primeira beldade agraciada foi Angelina Jolie, seguida por Jessica Biel (2005), Scarlett Johansson (2006), Charlize Theron (2007), Halle Berry (2008), Kate Beckinsale (2009), Minka Kelly (2010) e Rhianna (2011).


A partir de 2008, a revista disponibilizou via Internet todas as suas capas, organizadas por ano de lançamento. Em 2010 celebrou seu 75º aniversário de forma pioneira: a edição de outubro da revista masculina foi a primeira publicação a utilizar tinta eletrônica para impressão de sua capa. Além disso, lançou sua versão para iPad. Interatividade é a palavra que melhor define a publicação no tablet, não existindo uma página que não tenha esta característica e isto é o seu grande diferencial em relação à concorrência. Durante toda sua rica história, em suas páginas não desfilaram apenas a fina flor da literatura (inclusive européia), mas também a nata do jornalismo e do show business. Jean Genet fez reportagem política em Chicago. Candice Bergen já era atriz consagrada quando aceitou um trabalho free-lancer como fotógrafa.


As capas
Suas capas e chamadas - assim como os títulos de seus textos, alguns quilométricos e desconcertantes - eram um acinte de inventividade. Das capas, em seu período áureo (1962 a 1972), quem cuidava era George Lois, um verdadeiro gênio da publicidade. Craque em direção de arte foi sua a idéia de afogar Andy Warhol em uma lata de sopa Campbell, jogar uma mulher numa lata de lixo, colocar uma mulher se barbeando para demonstrar a libertação das regras patriarcais e machistas para uma igualdade entre os gêneros, encaixar o cantor Eddie Fisher no colo de Jacqueline Kennedy e colocar o finado marido desta à beira de uma tumba, ao lado do irmão Bob Kennedy e do pastor Martin Luther King, no ano em que estes dois foram assassinados. Algumas das 92 capas criadas por ele estão expostas no MoMa (Museu de Arte Moderna) em Nova York, que se tornaram, nas palavras do próprio museu, “essencial para a iconografia da cultura americana”.


Além da criatividade e genialidade, as capas da revista estamparam celebridades, atores, atrizes, esportistas e políticos como: Elizabeth Taylor (1952, 1963, 1964 e 1983), Marilyn Monroe (1961 e 1986), Sammy Davis Jr. (1965), Frank Sinatra (1966), Muhammad Ali (1966, 1968 e 2003), Woody Allen (1966, 1975, 1987, 1993 e 1994), Brigitte Bardot (1966), Raquel Welch (1967), Jacqueline Kennedy Onassis (1967, 1972 e 1991), Andy Warhol (1969), Rita Hayworth (1972), John Wayne (1973 e 1980), Jimmy Carter (1977 e 1978), Mario Andretti (1978), John Lennon (1980), Ronald Reagan (1980), Marlon Brando (1981), Alfred Hitchcock (1982), Danny DeVito (1986), Ralph Lauren (1987), Kim Basinger (1987), Michael J. Fox (1988), Paul Newman (1989), Madonna (1989, 1991, 1994 e 1999), Michael Jordan (1990 e 1993), Spike Lee (1992), Mick Jagger (1993), Cindy Crawford (1995), Bill Clinton (1996, 2000, 2005 e 2012), Al Pacino (1996 e 2002), John Travolta (1996 e 1998), Robert De Niro (1997, 2003 e 2011), Nicolas Cage (1998), Pamela Anderson (1999), George Clooney (1999, 2001, 2005, 2006, 2008, 2009 e 2012), Mike Tyson (1999), Angelina Jolie (2000, 2004 e 2007), Julia Roberts (2001), Steven Spielberg (2001), Cameron Diaz (2002), Mel Gibson (2002), Jennifer Aniston (2002), Britney Spears (2003), Jennifer Lopez (2003), Catherine Zeta-Jones (2003), Gisele Bündchen (2004), Brad Pitt (2006), Barack Obama (2008 e 2009) e Leonardo Di Caprio (2010).


A mascote
Esky. Era este o nome do venerável senhor, inspirado em Arnold Gingrich, que surgiu em 1934 e nos 12 primeiros anos protagonizou todas as capas da revista. Virou mascote da ESQUIRE, sendo depois deslocado para o logotipo, aparecendo em substituição ao pingo da letra “i” do nome da revista, e por fim reservado para esporádicas aparições.


A evolução visual
O design da revista como não podia ser diferente mudou junto com o passar do tempo. O logotipo sofreu diversas mudanças desde o traço mais simples para um com sombra (anos 40), reduzido, com outra tipografia e sublinhado, volumoso, até o atual. O layout inicial se assemelhava muito aos livros, depois a cartazes até começar a ter mais uma linguagem própria e atual. Apesar do logotipo da revista ser oficialmente vermelho, dependendo da capa ele pode utilizar cores como azul, preto, branco, amarelo ou até ocre.


Dados corporativos
● Origem: Estados Unidos
● Lançamento:
1933
● Criador:
Arnold Gingrich, Henry L. Jackson e David Smart
● Sede mundial: New York City, New York
● Proprietário da marca:
Hearst Corporation
● Capital aberto: Não
● CEO: Frank Bennack, Jr. (Hearst Corporation)
● Editor chefe:
David M. Granger
● Faturamento:
Não divulgado
● Lucro:
Não divulgado
● Circulação mensal:
+ 720.000
● Presença global:
+ 50 países
● Presença no Brasil: Não
● Funcionários:
500
● Segmento: Mídia
● Principais produtos:
Revista masculina
● Concorrentes diretos:
Playboy, GQ e Men’s Journal
● Ícones: Suas capas
● Slogan:
For men who mean business.
● Website: www.esquire.com

A marca no mundo
Editada pela Hearst Corporation, a revista ESQUIRE é comercializada em mais de 50 países ao redor do mundo, com circulação superior a 720.000 exemplares mensais. Atualmente a revista tem 22 edições internacionais publicadas na China, República Tcheca, Grécia, Hong Kong, Indonésia, Japão, Coréia do Sul, Rússia, Taiwan, Espanha, Tailândia, Turquia, Reino Unido, Romênia e Oriente Médio.

Você sabia?
Hugh Hefner, criador da tradicional revista Playboy, foi um dos muitos ases do jornalismo americano que passaram pela ESQUIRE. Nos anos 50 era ele quem cuidava da correspondência e das assinaturas da ESQUIRE, cujas ambições profissionais foram frustradas pela direção da revista. Um dia após pedir um aumento irrisório de salário, que foi negado, ele se demitiu, pegou dinheiro emprestado, e, em uma redação improvisada em sua cozinha, editou o primeiro número de uma revista cujo símbolo seria um coelhinho.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 26/2/2012

20.2.12

BUGABOO

A holandesa BUGABOO já é a marca “queridinha” das celebridades, famosos e descolados, sendo considerada uma espécie de “Ferrari” dos carrinhos de bebês. Aliando design surpreendente, alta qualidade e o conceito de mobilidade, a marca vem conquistando cada vez mais adeptos no mundo inteiro.

A história
Tudo começou com um projeto de conclusão de curso de Max Barenbrug na renomada Academia de Design de Eindhoven em 1994. O tal projeto consistia em dois fundamentos: mobilidade (para uma bicicleta urbana de dois assentos) e lazer (para um carrinho de bebê, que ele batizou de BUGABOO). E foi justamente esse carrinho de bebê que chamou a atenção de Edward Zanen, um empreendedor e médico. Juntos eles resolveram levar o projeto adiante, e, em 1996 fundaram uma pequena empresa para desenvolver o tal carrinho de bebê. A intenção era criar um carrinho versátil que agradasse tanto aos pais como aos bebês, atendendo aos quesitos de mobilidade e segurança. A partir de uma base modular de alumínio, seriam possíveis várias configurações de acordo com as necessidades do utilizador: colocar a cadeira de frente ou de costas, empurrá-lo, desmontá-lo até ficar plano. A estética high-tech, colorida e radical, seria um grande apelo para os papais e mamães, uma vantagem que não teria preço.


O BUGABOO foi apresentado oficialmente no final de 1997 em uma feira do setor na cidade alemã de Colônia. Os primeiros carrinhos BUGABOO CLASSIC começaram a rodar pelas ruas de Amsterdã em 1999. Rapidamente os carrinhos eram vistos desfilando em outras cidades holandesas. Em 2001, além de introduzir seu produto no Reino Unido e na Espanha, a empresa apresentou o BUGABOO FROG, segunda geração do carrinho original. Pouco depois, em 2003, os carrinhos chegaram aos Estados Unidos. Popularizado pela série americana “Sex in the City”, o moderno carrinho de bebê rapidamente encontrou uma legião de fãs, que aderiram ao conceito de mobilidade, mesmo a um preço mais alto que a concorrência.


Desde então a empresa holandesa expandiu-se globalmente e ampliou sua linha com produtos revolucionários, lançando a primeira edição limitada, assinada pelo jovem designer Bas Kosters, em 2004; o BUGABOO CAMELEON (2005), um carrinho muito completo e versátil, com suspensão ajustável, guidão regulável em altura e um chassi de alumínio de fácil compactação, que oferece uma ampla gama de tecidos, cores e acessórios inteligentes que permitem personalizá-lo, tornando-o uma expressão de seu próprio gosto, humor e estilo; e o BUGABOO BEES (2007), um carrinho extremamente leve e fácil de dobrar, que possui um exclusivo sistema giratório de 360º e quatro posições reclináveis para o assento.


Nos anos seguintes a empresa lançou edições limitadas em parceria com grandes designers e estilistas, como por exemplo, Marc Jacobs (2008) e Paul Frank (2009). Recentemente a marca holandesa, que está sempre inovando na criação de novas coleções, lançou uma edição especial em parceria com a marca italiana de luxo Missoni. O resultado desta parceria foram três modelos de carrinhos extremamente coloridos, que utilizam a tradicional padronagem da marca italiana, além de virem acompanhados com uma charmosa manta de malha. E tem mais. Para as mamães que estão à procura de carrinhos funcionais uma das mais recentes novidades da marca atende pelo nome de BUGABOO DONKEY. Graças a um mecanismo ajustável em três cliques ele se transforma de um carrinho mono (para uma criança) para um de duas crianças (para gêmeos, duas crianças pequenas de idades diferentes ou até mesmo para pais de uma criança só que planejam mais filhos ou querem mais espaço para carregar coisas).


Hoje em dia, o enorme sucesso da marca BUGABOO não está associado somente à qualidade e funcionalidade de seus produtos. O design cuidadoso atende aos mais exigentes papais e mamães. Afinal, a marca holandesa prima por oferecer carrinhos que podem ser desmontados, dobrados, transformados em cadeira para carro, bebê-conforto, em carrinho para gêmeos. Eles possuem ainda espaço para acomodar computador, sacolas de compras, bolsas, brinquedos, bolas, entre vários outros recursos. O resultado dessa excelência em mobilidade não poderia ser outro: nove entre dez celebridades mamães passeiam com seus filhos a bordo de um carrinho da marca holandesa BUGABOO.


Dados corporativos
● Origem:
Holanda
● Fundação:
1996
● Fundador:
Max Barenbrug e Eduard Zanen
● Sede mundial: Amsterdã, Holanda
● Proprietário da marca: Bugaboo International B.V.
● Capital aberto: Não
● CEO:
Eduard Zanen
● Faturamento: Não divulgado
● Lucro: €170 milhões (estimado)
● Presença global:
50 países
● Presença no Brasil: Não
● Funcionários: 800
● Segmento:
Produtos infantis
● Principais produtos:
Carrinhos, cadeirinhas e bebês-conforto
● Concorrentes diretos:
Chicco, Maclaren e Quinny
● Ícones:
O design funcional dos carrinhos
● Slogan:
Bugaboo means mobility.
● Website: www.bugaboo.com

A marca no mundo
Atualmente a marca, que possui uma moderna fábrica na China, comercializa seus produtos, que incluem carrinhos, cadeirinhas e bebês-conforto, em mais de 50 países ao redor do mundo, com forte presença no Reino Unido, Estados Unidos, Austrália, Alemanha, França, Espanha, Itália, Holanda e Suécia.

Você sabia?
Os carrinhos da marca são considerados hoje em dia um ícone do design holandês, acumulando centenas de prêmios pelo mundo afora.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 20/2/2012

13.2.12

MONTILLA

Poucas marcas brasileiras têm uma história de sucesso como MONTILLA obteve e vem conquistando ao longo dos tempos. Dificilmente um nordestino abordado na rua não vai se lembrar da bebida do Pirata, que de tão presente no cotidiano popular acabou se tornando parte integrante de uma cultura. Trata-se daquela bebida que vem um pirata no rótulo. Agora sim, você deve ter ligado o produto à marca. A popularidade da bebida é tamanha que aproximadamente 75% dos brasileiros conhecem ou bebem rum MONTILLA.

A história
A história começou no ano de 1957 quando a Destilaria Medellin, fundada em 1918, lançou o RON MONTILLA CARTA BLANCA no mercado, um blend de runs envelhecidos de várias origens. O novo produto teve seu nome originado no pequeno município espanhol de Montilla, localizado na província de Córdoba. Além disso, a marca resolveu adotar a palavra Ron, que significa Rum para os espanhóis. Desde seu lançamento o rum MONTILLA ficou conhecido como a bebida do “Espírito do Pirata”, conceito criado para divulgar a marca, especialmente na região nordeste. Afinal, os piratas são apreciadores e beberrões de rum há séculos. A figura do Pirata com um papagaio em seu ombro então se tornou o mais importante elemento do produto, sendo utilizada em toda a comunicação da marca.


Em 1966 a marca passou a fazer parte do portfólio da canadense Seagram, quando esta adquiriu a Destilaria Medellin. Já nos anos 80, MONTILLA alcançou o volume de 1 milhão de caixas vendidas, comprovando assim o sucesso do produto junto ao público. Nesta década a empresa resolveu reformular o rótulo do RON MONTILLA, e o tradicional pirata foi retirada, para voltar uma década depois. Em 1996, a marca rompeu outra barreira importante ao vender 1.5 milhões de caixas. Nesta época as vendas do rum já se concentravam na região nordeste e MONTILLA tornava-se símbolo da cultura local, sendo presença constante no patrocínio das tradicionais festas de São João. Pouco depois, em 1998, a marca resolveu diversificar sua linha de produto com o lançamento da variante MONTILLA LIMÃO, rum com extratos naturais de limão.


Em 2001 a francesa Pernod Ricard adquiriu a Seagram e conseqüentemente seu portfólio de marcas, que incluía o rum MONTILLA. A partir desse momento a marca ganhou um poder maior de distribuição, investimentos em marketing e desenvolvimento de novos produtos. Em 2005 a marca celebrou o ano do lançamento de novas embalagens e nova identidade visual, além de um posicionamento mais moderno e inovadora campanha publicitária, sempre com a presença do Pirata. Além disso, lançou a versão “cuba libre” do RON MONTILLA (rum + refrigerante de cola), em lata. No ano seguinte, já com forte presença na região nordeste, a marca partiu para conquistar paladares de outros estados brasileiros. Em 2007, para comemorar seus 50 anos a marca lançou a bebida MONTILLA PREMIUM, composta por runs envelhecidos de três a 18 anos e coloração âmbar. A nova variante trouxe mais sofisticação para a linha com um produto de alta qualidade.


Em 2010 a marca voltou a inovar ao lançar, inicialmente na região nordeste, a versão em lata (disponível em 310ml e 473ml) das variações Carta Branca e Carta Cristal. O principal objetivo da lata era agregar novas ocasiões de consumo, como em grandes eventos e festas de rua. Entre os diferenciais da lata, destaque para o fechamento com tampa plástica, que, por meio da vedação, não necessita de consumo imediato, fazendo com que o rum possa ser saboreado moderadamente em diversas doses.


Outra importante ferramenta de marketing utilizada pela marca é a realização de ações para demonstrar e ensinar diferentes receitas de drinques preparadas com o rum, como por exemplo, a Caipirata Montilla, que traz uma opção diferenciada da caipirinha ao unir rodelas de limão, açúcar e Ron Cristal. Todos os drinques levam a assinatura do mixologista da Pernod Ricard Brasil.


A evolução visual
O logotipo da tradicional marca passou por algumas modificações ao longo dos anos. A mais recente delas ocorreu em 2005 quando foi apresentado um novo logotipo, muito mais moderno, com nova tipologia de letra e o slogan escrito entre duas pequenas espadas piratas.


Além disso, a marca apresentou recentemente novas embalagens, que ganharam formas mais longilíneas e modernas.


Os slogans
Liberte seu espírito pirata.
Viva o espírito pirata.
O verdadeiro espírito pirata.



Dados corporativos
● Origem:
Brasil
● Lançamento:
1957
● Criador:
Destilaria Medellin S.A.
● Sede mundial:
São Paulo, Brasil
● Proprietário da marca:
Pernod Ricard S.A.
● Capital aberto:
Não
● Presidente:
Bryan Fry
● Faturamento:
Não divulgado
● Lucro:
Não divulgado
● Presença global: Não (presente somente no Brasil)
● Segmento:
Bebidas alcoólicas
● Principais produtos: Runs
● Concorrentes diretos:
Bacardi e Merino
● Ícones: O Pirata
● Slogan:
Liberte seu espírito pirata.
● Website: www.montilla.com.br

A marca no Brasil
A marca MONTILLA, ícone da cultura nordestina e líder de mercado no país com 77% de participação, vende a cada segundo uma garrafa de rum no Brasil. Oferecendo as versões Carta Branca, Ouro, Cristal e Limão, a marca supera os 25 milhões de litros vendidos anualmente. A região nordeste representa mais de 80% das vendas da marca.

Você sabia?
No processo de produção do MONTILLA são comprados runs nacionais de várias origens. O envelhecimento dos runs é feito em Resende no Rio de Janeiro. Já o Blending (mistura) e engarrafamento são feitos em Suape, Pernambuco, e também em Resende.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Época Negócios e Veja), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing), Jornais (Valor Econômico) e Wikipedia (informações devidamente checadas).

Última atualização em 13/2/2012

10.2.12

GLOCK

Precisão, confiabilidade e segurança, tanto na defesa como no ataque. Foi com essas características que as pistolas austríacas GLOCK conquistaram forças policiais e militares do mundo inteiro, incluindo o FBI, o US Navy Seals (principal força de operações especiais da Marinha americana), e também a Polícia Federal brasileira.

A história
Tudo começou no ano de 1963 em Deutsch-Wagram, uma pequena cidade austríaca perto de Viena, quando o engenheiro Gaston Glock, especializado em ligas e combinações de aço e polímeros, resolveu fundar uma empresa para fabricar inicialmente produtos de metalurgia e de plástico, como dobradiças e maçanetas. Já na década seguinte a empresa se tornou fornecedora de acessórios para metralhadoras, granadas de exercício, coldres, facas e pás de campo para as forças armadas de seu país.


A história da empresa começou a mudar de rumo em 1980 quando o exército austríaco abriu uma concorrência para a aquisição de uma nova pistola de porte semi-automática para seus militares. Entre os requisitos exigidos estavam que essa pistola deveria ser em calibre 9 mm, ter capacidade para, pelo menos, 8 cartuchos, ser ambidestra, poder ser desmontada sem nenhuma ferramenta, ter menos que 58 peças que poderiam ser trocadas sem maiores ajustes e ainda ser capaz de disparar 10.000 tiros apresentando, no máximo, 20 falhas. O exército da Áustria chamava a pistola desta licitação de “P-80”. Foi então que o Sr. Gaston fez uma pesquisa com diversos especialistas do segmento de segurança pública, militares e atiradores civis para coletar informações do que seria a pistola ideal. Após seis meses de intensas pesquisas, ele apresentou sua pistola que deveria ser posta para avaliação do exército austríaco e verificar se esta preenchia as duras exigências operacionais daquela força.


Esta nova pistola foi batizada de GLOCK 17, o que pode ser chamada de a “mãe” das pistolas GLOCK. A pistola passou pelo teste do exército austríaco e falhou uma única vez em ejetar um estojo deflagrado durante 10.000 tiros disparados em 5 horas onde vários atiradores se revezaram para manter a arma atirando ininterruptamente. Outros testes como mergulhá-la em água salgada, enterrá-la na lama com o ferrolho aberto, expô-la a temperaturas congelantes de 24º à baixo de zero, foram executados na GLOCK 17, tendo a pistola passado com louvor por todo esse “inferno” avaliativo. A GLOCK 17 não foi a primeira pistola com carregador de grande capacidade, nem a primeira com frame de polímero, nem a primeira sem cão externo. Sua originalidade resultou no sistema de funcionamento, batizado de “Safe Action”, que permitiu a eliminação de seguranças manuais. Isto porque esse sistema permitia carregar a arma com um cartucho na câmara com segurança total e os tiros, do primeiro ao último, requeriam que se apertasse o gatilho. A combinação de elementos e a eliminação de dispositivos manuais de segurança permitiam ao atirador concentrar-se mais na tática e no disparo, sem distrações produzidas pela manipulação da arma.


Em 1983 a GLOCK 17 foi, oficialmente, adotada pelo exército austríaco, que fez um pedido inicial de 30.000 unidades, e a partir daí a “pistola de plástico” como a mídia a chamava passou a ser o centro das atenções em muitas conversas entre apreciadores de armas. Aos poucos a nova pistola foi vencendo a desconfiança inicial e foi adotada também pelas forças norueguesas. A consolidação mundial de suas pistolas ocorreu em 1985 quando a empresa montou uma fábrica nos Estados Unidos para alcançar este gigantesco mercado, sendo adotada por inúmeras forças policiais americanas. Era o reconhecimento, não somente da qualidade, mas também da confiabilidade de suas pistolas. Ao perceber que aumentavam os pedidos, a GLOCK foi introduzindo novos modelos de pistolas e ampliando sua área de influência. Apresentaram assim a GLOCK 18, de tiro automático para uso militar e policial, depois a compacta 19 e a esportiva 17L. Pouco depois, em 1988, outra fábrica foi inaugurada em Hong Kong para atender o mercado asiático e australiano. Nesta época a empresa lançou mais dois modelos de pistolas: GLOCK 20 (10 mm auto) e GLOCK 21 (.45 auto). Em 1990 centralizou suas operações para América Latina no Uruguai. Com o calibre .40 ganhando enorme popularidade nos Estados Unidos, a empresa apresentou duas grandes novidades: GLOCK 22 e GLOCK 23. Em meados desta década as pistolas GLOCK já eram amplamente adotadas, e também preferidas, pelas principais forças policiais e forças especiais dos Estados Unidos.


Nos anos seguintes a empresa diversificou ainda mais sua linha de produtos com o lançamento de produtos de enorme sucesso, como por exemplo, a GLOCK 25 (1995), pistola calibre .380 auto; GLOCK 26 (1995), pistola subcompacta, uma derivação da original com cano curto, que utiliza a munição 9mm; GLOCK 27 (1995), pistola com calibre .40; GLOCK 28 (1996), pistola subcompacta com calibre .380; GLOCK 29 (1997), pistola subcompacta calibre 10mm auto; GLOCK 30 (1997), pistola subcompacta calibre .45 auto; GLOCK 31 (1998), pistola calibre .357; e GLOCK 37, pistola calibre .45. No Brasil há apenas dois modelos disponíveis para o uso civil, G25 e G28, todos com o calibre .380 Auto. Os modelos 9 mm são de uso exclusivo das forças armadas e da Polícia Federal.


Recentemente a empresa ampliou sua linha de pistolas de 4ª geração, batizadas de GLOCK Gen4. Esta nova geração foi criada para tornar as pistolas mais competitivas no enorme mercado americano, onde armas ergonomicamente adaptáveis à vários tipos e tamanhos de atiradores fazem grande sucesso e obtêm a preferência nas licitações de forças policiais que têm em seus quadros tanto policiais femininas de 1.55m quanto policiais homens com mais de 2m de altura.


Porque tanto sucesso?
As pistolas GLOCK se tornaram as preferidas e com grande aceitação entre forças paramilitares e policiais no mundo. Esse enorme sucesso, em boa parte, é devido à ação do tipo safe action (ação segura), patenteado pela empresa, que se caracteriza por um conjunto de três travas internas automaticamente liberadas quando do acionamento do gatilho, permitindo, assim, o disparo. Não se trata nem de ação simples, tampouco de ação dupla. É um sistema próprio da GLOCK. Essa pistola não possui travas externas, sendo esse um dos motivos pelos quais pessoas que não conhecem essa arma a considerem como não segura. A primeira trava encontra-se no próprio gatilho. Trata-se de uma lingueta que só permite o curso do gatilho quando este é pressionado pelo dedo do atirador no momento do tiro. A segunda trava é a do percursor (firepin), que só é liberado após o acionamento do gatilho, permitindo, assim, o disparo. A terceira trava evita o disparo acidental por queda do armamento. Ao contrário do que muitos pensam, a GLOCK, quando está com munição na câmara, não está “engatilhada”. O acionamento do gatilho termina de empurrar o percursor para trás, armando o mecanismo, que só é liberado no final do curso do gatilho. Assim, a GLOCK, mesmo com munição na câmara, não pode efetuar disparos acidentais, pois o mecanismo de disparo só é “engatilhado”, no final do curso do gatilho. Esse sistema elimina as inconvenientes travas externas que costumam atrapalhar o saque rápido, seja acoplada em trajes civis ou mesmo no coldre. Por isso a GLOCK é considerada uma das armas mais seguras e mais indicadas para o uso policial no mundo inteiro.


Dados corporativos
● Origem:
Áustria
● Fundação:
1963
● Fundador:
Gaston Glock
● Sede mundial:
Deutsch-Wagram, Áustria
● Proprietário da marca:
Glock Ges.m.b.H.
● Capital aberto: Não
● Chairman:
Gaston Glock
● Faturamento:
Não divulgado
● Lucro:
Não divulgado
● Presença global:
+ 50 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários:
600
● Segmento:
Segurança
● Principais produtos:
Pistolas, carregadores e acessórios
● Concorrentes diretos:
Smith & Wesson, Ruger, Taurus, Colt e Beretta
● Ícones:
O sistema Safe Action
● Slogan:
Perfection.
● Website: www.glock.com

A marca no mundo
Atualmente a GLOCK, que produz pistolas nos calibres 9 mm, 10 mm, .357, .380, .40 e .45, comercializa seus produtos, que incluem ainda carregadores, cartuchos, lanternas, miras e armas esportivas, em mais de 50 países ao redor do mundo. Até os dias de hoje já foram produzidas mais de 5.5 milhões de pistolas, que são utilizadas por forças policiais e militares, grupos especiais e agências de segurança em 48 países.

Você sabia?
A GLOCK marcou o uso definitivo do polímero no chassi das pistolas, estabeleceu padrões e regras de simplicidade e robustez e seu sistema Safe Action, devidamente patenteado, não tem sido superado.
A GLOCK se tornou conhecida em todo o mundo como “pistola de plástico”. Recebeu esse nome devido ao grande número de peças feitas em material sintético especial de grande densidade.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 10/2/2012

6.2.12

eHarmony

Nos tempos atuais, onde o relacionamento on-line é cada vez mais comum, a americana eHarmony tem utilizados novas fórmulas, desenvolvidas cientificamente, para auxiliar pessoas a encontrarem o parceiro ideal ou a tão sonhada alma gêmea. E para quem não acredita nisso, a empresa americana rebate com seus mais de 30 milhões de usuários cadastrados.

A história
O conceito da eHarmony foi desenvolvido pelo psicólogo clínico Dr. Neil Clark Warren, um cristão evangélico e defensor ferrenho dos laços familiares. Depois de clinicar por 35 anos, aconselhando centenas de pessoas casadas, o Dr. Warren começou a pensar que, afora o acaso, deveria haver uma maneira mais fácil das pessoas se conhecerem. Ele notou que os casamentos que não duravam eram aqueles em que os casais tinham certas diferenças e com isso, mapeou características que geravam combinações bem-sucedidas. Foi em 1997, juntamente com o Dr. Galen Buckwalter, renomado pesquisador da University of Southern Califórnia, que o Dr. Warren trabalhou na identificação das características de personalidade que geravam relacionamentos bem-sucedidos. Depois de três anos de pesquisas, eles desenvolveram um processo que combinava pessoas com chances de um relacionamento duradouro e bem-sucedido. Essa pesquisa foi a base do Sistema Científico de Compatibilidade eHarmony (eHarmony Compatibility Matching System™). Depois de levantar US$ 3 milhões com investidores individuais, a dupla, juntamente com Greg Forgatch, genro do Dr. Warren, fundou a eHarmony na cidade californiana de Pasadena, cujo site foi ao ar no dia 22 de agosto de 2000.


A nova empresa foi pioneira no uso da ciência dos relacionamentos para combinar solteiros que buscavam relacionamentos de longo prazo. Seu serviço apresentava usuários a pessoas compatíveis com base em dimensões básicas de personalidade que foram cientificamente comprovadas para prever relacionamentos de longo prazo altamente bem-sucedidos. O novo serviço, com custo mensal, funcionava da seguinte forma: montava um perfil do usuário cadastrado através de centenas de perguntas (que podiam chegar a 400) para depois cruzá-lo utilizando um algoritmo patenteado que garantia compatibilidade acima da média entre os candidatos. Diferente de outros sites, que obrigavam a procurar pessoas através de fotografias e textos, a eHarmony indicava pessoas com base na compatibilidade que compartilhavam nas áreas mais importantes da vida, como por exemplo, personalidade, intelecto, senso de humor, espiritualidade, valores, crenças, paixão e outras dimensões-chave. Apenas nos três primeiros meses o site recebeu 20.000 usuários cadastrados. Não demorou muito para se tornar um verdadeiro sucesso entre os americanos, e quatro anos depois já contava com 4 milhões de membros cadastrados e 3 mil casamentos confirmados. O enorme sucesso no mercado americano encorajou a empresa a lançar, nos anos seguintes, o serviço em outros países, incluindo Canadá e Reino Unido.


Recentemente Jeremy Verba, um competente executivo do segmento de empresas virtuais, assumiu o cargo de CEO, em um momento determinante da história da eHarmony, que inclui crescimento significativo da contínua expansão do mercado internacional e expansão de seus serviços para plataformas móveis. Em 2011, os downloads de aplicativos móveis da eHarmony ultrapassaram a marca de um milhão. Os consumidores, em média, estão baixando os aplicativos móveis mais de dez mil vezes por dia e mais de 30% das assinaturas de usuários ocorrem atualmente no ambiente móvel. Além disso, a empresa mantém o eHarmony Labs, onde o enfoque rigoroso e científico nos relacionamentos continua sendo prioridade. O laboratório trabalha para garantir que o sistema continue atualizado e relevante geograficamente em todos os países em que a eHarmony está disponível.


Os slogans
Fall in love for all the right reasons.
Love Begins Here.


Dados corporativos
● Origem:
Estados Unidos
● Fundação: 22 de agosto de 2000
● Fundador:
Dr. Neil Clark Warren e Greg Forgatch
● Sede mundial:
Santa Monica, Califórnia
● Proprietário da marca:
eHarmony, Inc.
● Capital aberto:
Não
● Chairman:
Dr. Neil Clark Warren
● CEO:
Jeremy Verba
● Presidente:
Greg Steiner
● Faturamento:
Não divulgado
● Lucro:
Não divulgado
● Usuários cadastrados:
33 milhões
● Presença global:
16 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 250
● Segmento:
Rede de Rlacionamentos
● Principais produtos:
Relacionamentos amorosos
● Concorrentes diretos:
Match.com, Chemistry.com e GenePartner.com
● Slogan:
Fall in love for all the right reasons.
● Website:
www.eharmony.com.br

A marca no Brasil
Antes de lançar a eHarmony no Brasil em 2010, a empresa adotou o mesmo rigor científico utilizado em todos os países em que atua. Em parceria com pesquisadores da Universidade de Oxford (Oxford Internet Institute), na Inglaterra, foi realizada uma extensa pesquisa com mais de 1.000 pessoas casadas, selecionados para ser uma amostra representativa de casais no Brasil. Essas pessoas tinham idades entre 19 e 81 anos e estavam casados entre 1 ano e mais de 65 anos. O time de pesquisadores da empresa analisou os dados para ajustar o modelo que prevê a compatibilidade entre pessoas para o país. Embora a pesquisa mostrasse que existiam aspectos exclusivos dos relacionamentos no Brasil, é interessante notar que existiam muitas similaridades no que determina relacionamentos bem-sucedidos com outros países onde continuamente realiza esse estudo. Com os resultados da pesquisa, a eHarmony desenvolveu modelos de compatibilidade específicos para os brasileiros, podendo assim oferecer um serviço de altíssima qualidade. Segundo dados da empresa, o serviço custa R$ 60 mensais e na média a pessoa leva aproximadamente nove meses para encontrar um parceiro.


A marca no mundo
Atualmente, a eHarmony opera serviços de relacionamentos on-line nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Austrália e Brasil, e através de sua afiliação à eDarling, em onze países da Europa continental. Hoje em dia são mais de 33 milhões de usuários cadastrados em 191 países, sendo pelo menos 100 mil brasileiros. Em média, 542 pessoas se casam todos os dias nos Estados Unidos, como resultado de pares formados por pessoas compatíveis unidas pela eHarmony, quase 4.8% de novos casamentos realizados.

Você sabia?
O primeiro casamento entre pessoas que se conheceram na eHarmony foi realizado nos Estados Unidos no dia 17 de fevereiro de 2001.
A mulher mais velha a encontrar um marido utilizando a eHarmony tinha 85 anos. Ela se casou no dia 13 de novembro de 2007. Já a mais nova tinha 22 anos e se casou no dia 6 de maio de 2007.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 6/2/2012

31.1.12

MONSTER ENERGY DRINK


Ele se tornou um estilo de vida da nova geração embalado por uma lata preta com a marca de uma garra em cores fosforescentes. Como seu nome diz em inglês, ele é um verdadeiro monstro repleto de taurina, cafeína e energia. Foi assim que o MONSTER ENERGRY DRINK ousou desafiar o poderoso Red Bull, não somente no mercado americano como também em muitos outros países mundo afora. E para os mais céticos, a marca americana tem conseguido causar desconforto na líder mundial nessa categoria ao oferecer diversos sabores e muitas inovações em termos de embalagens. Por isso, surpreenda-se com a lata do energético mais animal do planeta. 

A história 
Tudo começou em meados dos anos de 1990 quando a Hansen Natural Corporation, empresa californiana fundada em 1935 por Hubert Hansen e que durante décadas se dedicou ao desenvolvimento de bebidas de alta qualidade feitas com ingredientes naturais, resolveu ingressar no então emergente segmento de energéticos nos Estados Unidos. A primeira tentativa ocorreu em 1997 e foi um verdadeiro fracasso. A empresa sabia que para concorrer com a austríaca Red Bull e tantas outras marcas que surgiam, era preciso desenvolver um produto diferenciado e inovador, que conquistasse uma nova geração de consumidores. Após anos de pesquisas e milhões de dólares investidos, no mês de abril de 2002 estreou no mercado americano o MONSTER ENERGY DRINK. O novo produto continha alguns diferenciais importantes em relação aos concorrentes: sua fórmula continha alta dose de taurina e açúcar. MONSTER ENERGY DRINK também foi o primeiro produto do segmento a utilizar a lata de 16 onças (473 ml), o dobro da quantidade da rival Red Bull, gerando assim um melhor custo benefício aos consumidores.


Outro grande diferencial do produto era sua embalagem, uma lata preta com design arrojado que continha a marca de uma garra verde fosforescente que formava uma letra “M” (clara alusão ao nome da marca), se destacando nas gôndolas dos pontos-de-venda. Além disso, ao contrário dos outros energéticos, MONSTER ENERGY DRINK foi posicionado no mercado como uma bebida diurna, feita para atender consumidores que trabalham, estudam e, portanto, necessitam de uma energia extra para o dia a dia, pois realizam múltiplas tarefas no decorrer do tempo. Este posicionamento foi adotado pela marca depois que pesquisas revelaram a tendência do uso de bebidas energéticas no período da manhã, por jovens ligados a tecnologia, vídeo games, internet, rapidez de informação e agilidade nas decisões. Com isso, ficou claro que MONSTER ENERGY DRINK era um produto dinâmico, não era prejudicial à saúde e totalmente direcionado a produtividade, não somente as baladas noturnas como seus concorrentes. A agressividade com que a marca estreou no mercado podia ser comprovada em seu slogan “Unleash the Beast” (algo como “desencadeie/liberte a besta”).


Pouco depois a empresa lançou no mercado a lata gigante de 24 onças (aproximadamente 700 ml). E para ganhar reconhecimento, investiu em ações ousadas como a amostragem em locais de alta concentração de público jovem, como por exemplo, shows, praias badaladas, festas e eventos esportivos radicais, além de patrocinar atletas como os pilotos Michael Schumacher e Nico Rosberg, o skatista Rob Dyrdek e o piloto de rali Ricky Carmichael. O resultado não poderia ser diferente. MONSTER ENERGY DRINK se tornou um sucesso praticamente instantâneo, ganhando participação de mercado rapidamente e faturando milhões de dólares. Após se consolidar no competitivo mercado americano, nos anos seguintes MONSTER ENERGY DRINK foi introduzido no Canadá, México, Austrália e alguns países da Europa, ganhando rápida aceitação por parte dos consumidores. Já no Brasil a marca desembarcou oficialmente em 2010.


Além disso, a marca surpreendeu o mercado com lançamentos de embalagens e produtos inovadores, como por exemplo, MONSTER LO-CARB (2003), energético com baixa caloria, identificado pela garra azul-celeste; pack com quatro latas (2004); MONSTER KHAOS, (2005), energético com 50% de suco de laranja, identificado pela garra laranja; MONSTER ASSAULT, energético à base de cafeína, refrigerante de cola, taurina, ginseng e guaraná, identificado pela garra vermelha; M-80 (2007), energético com 80% de suco de frutas tropicais e cítricas, identificado pela garra amarela; MIXXD (2008), energético com 30% de suco de frutas, identificado pela garra roxa; NITROUS MONSTER (2009), primeiro energético do mundo formulado com óxido nitroso, substância que deixa a bebida espumante, com aspecto de champanhe, e acondicionado em uma lata de alumínio capaz de ser tampada após a abertura; MONSTER ABSOLUTELY ZERO (2010), energético com zero caloria e açúcar, identificado pela garra preta; MONSTER M3 (2010), energético super concentrado vendido em garrafa de 145 ml; e MONSTER REHAB (2011), mistura de energético, chá e suco de limão. O sucesso da marca foi tanto que em janeiro de 2012 a empresa trocou seu nome para MONSTER BEVERAGE CORPORATION.


Já em 2013, revolucionou o mercado ao lançar o MONSTER MUSCLE, uma bebida energética enriquecida com proteína; além do MONSTER ENERGY SERO ULTRA, com sabor cítrico, zero açúcar e calorias. Com o enorme sucesso e potencial da marca, em meados de 2014 a The Coca-Cola Company comprou 16.7% da MONSTER BEVERAGE CORPORATION por aproximadamente US$ 2.15 bilhões, aumentando assim sua aposta no crescente segmento de bebidas energéticas. O acordo incluiu a transferência de bebidas energéticas da Coca-Cola, como NOS, Full Throttle, Burn e Mother and Play para a MONSTER, que continuou sendo uma empresa com capital aberto na Bolsa de Valores. Esse acordo resultou em um enorme aumento da capacidade de distribuição e o lançamento do MONSTER ENERGY DRINK em diversos países pelo mundo. As últimas novidades da marca atendem pelo nome de MONSTER JAVA (uma bebida à base de café e energético) e MONSTER HYDRO (energético sem gás com alta dose de água).


O marketing 
A marca MONSTER ENERGY DRINK sempre investiu sua verba de marketing em esportes e música, em detrimento aos meio tradicionais de publicidade. E o reconhecimento da marca se deu justamente por apoiar e patrocinar muitos eventos de esportes radicais como MMA, motociclismo, BMX, motocross, rodeio, mountain bike, skate, snowboard e automobilismo, além de esportes eletrônicos. A marca também já promoveu várias bandas de música ao redor do mundo, como Fetty Wap, Iggy Azalea, Savage, Anthrax, entre outras. Grande parte do marketing da marca também é mais ousado. Por exemplo, a marca promove a Monster Energy Girls (um grupo de mulheres com pouca roupa) em diversos eventos.


E nos últimos anos tem intensificado seus grandes patrocínios. Por exemplo, em 2010, para ganhar reconhecimento mundial, a marca se tornou patrocinadora oficial da equipe Mercedes-AMG Petronas Motorsport na F1 e atualmente têm como embaixadores os pilotos Valtteri Bottas e Lewis Hamilton (que recentemente desenvolveu e ganhou uma linha de energético com a marca MONSTER ENERGY DRINK). Já em 2015 o lutador de MMA Connor McGregor passou a ser um atleta endossado pela marca, exibindo o tradicional M verde em seus calções. Porém, em 2017 a MONSTER ENERGY DRINK realizou sua maior estratégia de marketing, especialmente para os Estados Unidos, quando se tornou a principal patrocinadora da NASCAR (categoria mais popular do automobilismo americano) rebatizando-a para a MONSTER ENERGY NASCAR CUP SERIES. A marca ainda patrocina o piloto (carro) Kurt Busch, um dos mais populares da NASCAR. E ainda serviu como patrocinadora oficial de bebidas energéticas de vários X Games, mais recentemente os jogos de verão de 2017 em Minneapolis e os jogos de inverno de 2017 em Aspen. Atualmente a marca também é a principal patrocinadora de outra importante categoria do automobilismo, o FIA World Rallycross Championship (campeonato mundial de rali). A marca patrocina ainda diversos atletas, celebridades e músicos. Exemplo disso é o motociclista italiano Valentino Rossi.


O logotipo místico 
O logotipo da marca MONSTER ENERGY DRINK é amplamente reconhecido no mundo. E nos tempos de uma comunicação ampla, também se criou teorias da conspiração. O design do logotipo foi criado pela McLean Design, uma empresa de branding sediada no estado da Califórnia. O “M” (em verde neon) é estilizado de forma a implicar que é formado pelas garras de um monstro rasgando a lata. Com a quantidade de pessoas e trabalhos dedicados ao design de logotipos, parecia muito improvável que ninguém tenha percebido as semelhanças do logotipo com o 666 (três ocorrências da letra Vav, o numeral hebraico para seis). E isto aconteceu. Além disso, o slogan da marca “Liberte a fera/besta”, contribuiu ainda mais para que muitos acreditassem fazer referência a “besta” no Livro das Revelações. Outros ainda afirmam que existe uma cruz na letra ‘O’ da palavra MONSTER, que se assemelha a um crucifixo, e que quando a lata é virada de cabeça para baixo, o símbolo fica invertido. Este crucifixo invertido é o mesmo utilizado para simbolizar o satanismo. Tudo isso faz parte da criatividade de mentes ociosas.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Lançamento: Abril de 2002 
● Criador: Hansen Natural Corporation 
● Sede mundial: Corona, Califórnia, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Monster Beverage Corporation 
● Capital aberto: Sim 
● CEO: Rodney Sacks 
● Presidente: Hilton Schlosberg 
● Faturamento: US$ 3.81 bilhões (2018) 
● Lucro: US$ 993 milhões (2018) 
● Valor de mercado: US$ 35 bilhões (julho/2019) 
● Presença global: 120 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 2.000 
● Segmento: Bebidas não alcoólicas 
● Principais produtos: Energéticos 
● Concorrentes diretos: Red Bull, AMP Energy, Rockstar, Fly Horse, 5-hour Energy, Hype, Carabao Energy Drink e TNT (Brasil) 
● Ícones: A garra de seu logotipo 
● Slogan: Unleash the beast. 
● Website: www.monsterenergy.com 

A marca no mundo 
O MONSTER ENERGY DRINK tem sua extensa linha de produtos comercializada em mais de 120 países ao redor do mundo, sempre constando entre as três principais marcas do mercado. Os energéticos da marca possuem forte e sólida presença nos Estados Unidos, Austrália, México, França, Holanda, Inglaterra e Bélgica. Aproximadamente 90% do faturamento da empresa em 2018, mais de US$ 3.8 bilhões, foi proveniente da venda do energético com a marca MONSTER, que possui mais de 30 diferentes produtos energéticos no mercado americano. 

Você sabia? 
A fórmula do MONSTER ENERGY DRINK, além dos ingredientes convencionais como cafeína, taurina e guaraná, é enriquecida com vitaminas B3, B6, B2 e B12, o que o torna uma bebida completa e nutritiva e atende as visões do produto, pois auxilia na capacidade de concentração e rapidez das reações. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 28/7/2019