14.6.12

QUEENSBERRY


Inspiradas nas tradicionais receitas europeias, as deliciosas geleias QUEENSBERRY, que apesar do nome pomposo é genuinamente brasileira, contém elevado percentual de frutas e utilizam somente ingredientes de primeira qualidade, tudo para oferecer ao consumidor produtos saborosos com padrão internacional, que se tornam companhias ideais para pães, torradas, queijos e até sorvetes. 

A história 
Tudo começou em 1986 quando o médico Luiz Camara Lopes, um apaixonado por geleias finas, resolveu fundar uma pequena empresa em Barueri, na grande São Paulo, cuja intenção era levar às mesas brasileiras deliciosas geleias inspiradas nas tradicionais receitas europeias, além de oferecer ao mercado externo a sua variedade de frutas tropicais. Para dar vida a sua marca de geleias ele buscou referências no modelo europeu de produção e realizou estudo de campo em uma fábrica localizada na pequena cidade de Kivik, na Suécia. Lá, ele também teve a oportunidade de vivenciar a experiência da chamada Kiviks Marknad (Mercado de Kivik), um festival de frutas silvestres com muita música e dança que reúne toda a comunidade em torno da produção de geleias. Esta experiência inspirou a criação do nome da empresa, KIVIKS MARKNAD. As geleias foram lançadas no mercado com a marca QUEENSBERRY (uma combinação das palavras “Queens” (rainhas) + “Berries” (frutas silvestres) = Rainha das frutas silvestres), sem qualquer componente químico em sua composição e produzidas artesanalmente por aproximadamente 50 funcionários. Desde o início a marca tem sido orientada pela excelência no modo de produção de suas geleias e sofisticação na apresentação dos produtos.


Em 1991, a empresa, que ainda produzia geleias em pequena escala, foi adquirida pelo empresário Eduardo de Moraes, depois de uma bem-sucedida trajetória a frente da marca Adocyl. O novo modelo de gestão adotado permitiu que ao longo da década a empresa experimentasse um amplo processo de modernização. Foram feitos investimentos em máquinas, equipamentos, uma nova sede e qualificação de mão de obra, com o objetivo de aumentar o potencial produtivo e a qualidade e segurança do processo de fabricação dos produtos QUEENSBERRY. Além disso, até um novo sócio ingressou no negócio: o holandês Gerto de Rooij. Com essa melhora na infraestrutura foi possível aumentar a produção de 8 mil potes, no começo desta década, para mais de 60 mil ao longo dos próximos anos.


Nos anos seguintes a distribuição das geleias QUEENSBERRY experimentou melhora significativa e a presença da marca foi garantida em todas as capitais e principais cidades brasileiras. Com o incremento da capacidade produtiva e do volume de distribuição, no período de 2002 a 2005, a empresa apostou na ampliação dos sabores das linhas já existentes. Inspirada nas tradicionais receitas europeias, a linha CLASSIC - carro-chefe da marca e que ganhou um novo design de embalagem – saltou de oito para 14 sabores, incluindo os chamados Double Fruits (cupuaçu e manga; jabuticaba e amora; maracujá e damasco). Já a linha DIET, inicialmente produzida em cinco sabores, foi ampliada para 11. O próximo passo foi dar continuidade ao projeto de inovação e diversificação das linhas de geleias de frutas Premium – com o objetivo de manter a liderança de vendas no varejo nacional neste segmento e projetar novos produtos de nicho que agregam valor à marca. Com isso surgiram novos produtos, como geleias agridoces, molhos agridoces, geleias adoçadas com suco de fruta, mel e até mesmo geleias sem sementes.


A partir de 2009, como estratégia de acompanhar a evolução do mercado e atender às necessidades de demanda promissora do segmento, a empresa anunciou investimentos em comunicação, cujo objetivo era criar novas formas de uso das geleias com forte atuação nacional em hotéis, restaurantes, catering, bufês, entre outros nichos. Em 2011 a marca completou 25 anos e para comemorar tal data lançou no mês de julho dois sabores em edição limitada: Abricot com Conhaque (pedaços de damasco secos e um toque de conhaque) e Morango Preserve (nomenclatura para geleias elaboradas com pedaços de fruta e consistência tipicamente europeia). Ambos os sabores foram criados e lançados quando a marca surgiu no mercado e voltaram com embalagens no estilo “retrô”.


Em meados de 2012 inaugurou uma nova e moderna fábrica em Itatiba, interior de São Paulo, cuja capacidade inicial de produção diária era de 30 toneladas de geleias e 15 mil litros de smoothies. Pouco depois, em 2013, a marca lançou a Geleia do Ano, uma edição especial que começou com a versão Morango com Cranberry, seguida de Cereja com Cassis (2014), Licor de Cassis e Apricot com Cognac (2015), Morango com Champagne (2016), Cereja com Chocolate (2017) e Cheesecake de Frutas Vermelhas (2018). A partir de matérias-primas rigorosamente selecionadas, os produtos da marca QUEENSBERRY são processados de forma lenta, em pequenos lotes, e submetidos a um controle de qualidade que garante a integridade dos aromas e sabores das frutas. Fazer uma simples geleia natural não é o suficiente. A marca anseia despertar o inesperado, anseia presentear cada paladar com a melhor textura, sabor e aroma.


A linha do tempo 
1993 
Lançamento da linha QUEENSBERRY DIET, composta por geleias produzidas com sucralose (Splenda) e que possuíam 65% menos calorias que as normais. Recentemente essa linha passou a utilizar Enliten, um novo conceito de adoçante, extraído da Estevia, que não deixa resíduos na boca. 
2006 
Lançamento da sofisticada linha QUEENSBERRY GOURMET, composta por geleias agridoces, como por exemplo, menta e hortelã, gengibre com limão e pimenta vermelha. 
Lançamento do molho agridoce QUEENSBERRY CHUTNEY DE MANGA, ideal para acompanhar carnes, queijos e aperitivos. 
2007 
Lançamento da linha de geleias QUEENSBERRY DELIGHT, adoçadas com suco de fruta e produzidas com 50% menos açúcar quando comparadas a uma geleia tradicional, resultando em um produto delicioso e de baixo índice glicêmico. Os sabores dessa linha são elaborados com frutas exóticas como cereja negra, mirtilo e amora. 
2008 
Lançamento da versão “single portion” de suas geleias na embalagem mini-cup de alumínio com 23 gramas, direcionada ao segmento de Food Service (hotéis, hospitais, restaurantes e bares). 
2009 
Lançamento da geleia no sabor figo. 
Lançamento da linha de geleias sem sementes, que chegaram aos pontos de venda nos sabores amora, framboesa, morango e frutas vermelhas. As geleias são elaboradas a partir de frutas inteiras e selecionadas, e posteriormente despolpadas e filtradas. Este processo assegura a garantia de qualidade da matéria-prima, resultando em um produto com o mesmo rigor de qualidade das demais geleias da marca. 
2010 
Lançamento da linha QUEENSBERRY 100% WELLNESS, elaborada integralmente com frutas, sem adição de açúcares ou qualquer tipo de conservante, corante ou aromatizante, e 40% menos calorias. 
Lançamento da linha QUEENSBERRY ORGÂNICA, cujas geleias são produzidas a partir de frutas cultivadas sem a utilização de agrotóxicos e fertilizantes químicos. 
2011 
Lançamento da geleia de pimenta verde. 
Lançamento da linha QUEENSBERRY KIDS, desenvolvida especialmente com o objetivo de adicionar frutas à alimentação das crianças com um produto saudável, gostoso e excelente fonte de energia. Para incentivar e divulgar as novas geleias a marca criou uma simpática mascote chamada KIDBERRY. 
Lançamento de uma linha de SMOOTHIES, preparados 100% com frutas batidas, sem adição de água e açúcar, adquirindo assim uma consistência maior que a de sucos. 
2015 
Lançamento da linha de coberturas para sorvetes, iogurtes, bolos e doces. A marca seguiu o mesmo formato de suas tradicionais receitas, com alto percentual de frutas, e com um novo formato: para ser servida de colher. O lançamento foi disponibilizado em quatro sabores: morango, frutas vermelhas, mirtilo e cereja amarena. 
2017 
Lançamento da linha GLAM, composta por geleias cremosas nos sabores morango, morango com goiaba, framboesa e frutas silvestres.


Os slogans 
A perfeição começa pelos ingredientes. 
Bom gosto em cada detalhe. (2007)


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 1986 
● Fundador: Luiz Camara Lopes 
● Sede mundial: Barueri, São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Kiviks Marknad Indústria Alimentícia Ltda. 
● Capital aberto: Não 
● Diretor Presidente: Cristiano Moraes 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado  
● Presença global: 10 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 200 
● Segmento: Alimentos 
● Principais produtos: Geleias, coberturas e smoothies 
● Concorrentes diretos: Fugini, Ritter, Homemade e Bonne Mamam 
● Slogan: A perfeição começa pelos ingredientes. 
● Website: www.queensberry.ind.br 

A marca no mundo 
A empresa abastece hoje o mercado nacional com mais de 30 variedades de geleias, além de uma pequena linha de coberturas e smoothies. A empresa também exporta para 10 países ao redor do mundo e atinge 300 toneladas de produção mensal. Segundo pesquisa da ACNielsen, realizada recentemente, a QUEENSBERRY é líder absoluta de vendas no varejo nacional, com participação de 35%, chegando a mais de 50% em algumas regiões do país. 

Você sabia? 
A palavra “geleia” vem do francês “gelée”, que significa solidificar ou gelificar. 
O nome Kiviks Marknad é originário da Suécia, derivado de “Kivik”, um pequeno vilarejo no sul daquele país. Trata-se de um lugar muito rico em frutas silvestres denominados genericamente de “berries”. Como nessa região, tradicionalmente o verão é curto, as frutas florescem e amadurecem todas ao mesmo tempo. Essas frutas possuem vida curta e se não forem consumidas rapidamente podem estragar. Por essa razão, cada família produz geleias com receitas milenares. Uma vez por ano, a produção é reunida em uma feira com muita música e dança chamada Kiviks Marknad – Mercado de Kiviks – que atrai mais de 100.000 pessoas, entre moradores da região e turistas do mundo inteiro.  

As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Exame e Época Negócios), jornais (Valor Econômico), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 26/7/2018

11.6.12

IWC


Relógios que ostentam as iniciais IWC carregam, além de 150 anos de tradição e inovação, movimentos extremamente precisos, frutos de uma história praticamente inigualável na relojoaria de luxo. Com modelos dedicados à prática de esportes, relógios para os pilotos da Segunda Guerra Mundial e uma combinação de tecnologia, engenharia de precisão, design exclusivo e cuidado artesanal, a IWC cria clássicos para os amantes de esportes, aventura e tradição. Por isso seus relógios são disputados por colecionadores e bilionários do mundo inteiro, além de ser presença constante nos pulsos de muitos pilotos de aviação, especialmente militares. 

A história 
A história remonta a 1868 quando o engenheiro americano Florentine Ariosto Jones, que havia trabalhado como diretor de uma empresa de relógios na cidade de Boston, estado americano do Massachusetts, resolveu se estabelecer na pequena cidade suíça de Schaffhausen para iniciar a produção de movimentos de alta qualidade, inicialmente para vendê-los no mercado americano. Sua intenção era combinar a habilidade artesanal suíça em manufaturar relógios de bolso com as avançadas tecnologias americanas da época. Batizada oficialmente de International Watch Company (daí a origem das iniciais IWC), foi a primeira e única fábrica de relógios do nordeste da Suíça. Logo ele desenvolveu o calibre “Jones”, um movimento para relógio de bolso de alta qualidade com um regulador para ajuste fino de precisão. Aliando o empreendedorismo americano à precisão suíça, a IWC rapidamente se notabilizou pela superioridade de seus relógios, respondendo às necessidades do mercado com um toque de classe perfeccionista.


Em 1875 ocorreu a construção de novas instalações e da atual sede da IWC, próxima ao rio Reno. Nesta época a empresa já contava com 196 empregados. Tudo ia muito bem até que a partir de 1876, quando o governo americano introduziu novas taxas de importação sobre relógios, excluindo assim a IWC de seu maior e mais importante mercado, a empresa iniciou um período de grandes turbulências. Com a grave crise econômica a empresa foi adquirida pelo banco Schaffhauser Handelsbank. Em 1880 a empresa mudou de mãos mais uma vez quando foi comprada pelo industrial Johannes Rauschenbach-Vogel. Pouco depois, em 1885, de forma pioneira, a empresa manufaturou os primeiros relógios de bolso com um mostrador digital de horas e minutos (com base em uma patente de um engenheiro austríaco chamado Josef Pallweber). Nos anos seguintes a IWC continuou apresentando inovações ao mercado, como por exemplo, o Magique, um relógio que possuía uma caixa conversível (podia ser usado com ou sem tampa), trazendo um mostrador de 24 horas, lançado em 1887; a produção do calibre 52, um movimento para relógios de bolso, em 1893; e a fabricação de seus primeiros relógios de pulso, em 1899. Nesses anos a empresa assistiu a um grande aumento em suas vendas, especialmente na Alemanha e Rússia.


Em 1903 a marca estabeleceu o lema Probus Scafusia: “probus” de probare, “Scafusia”, que significa em latim Schaffhausen, ou seja, em uma tradução livre, “boa e sólida perícia artesanal de Schaffhausen”. Em 1915 a IWC desenhou e lançou no mercado um relógio de pulso com o recém-desenvolvido calibre 75 (sem segundos). No final dos anos de 1920, Ernst Jakob Homberger adquiriu a parte de seu cunhado e se tornou o único proprietário da empresa. A década seguinte teve início com o lançamento do calibre “slim” 67/68 para relógios de bolso. Em 1936 mais uma grande novidade: o lançamento do primeiro relógio especial para pilotos de avião, que possuía mostrador preto, numerais marcantes, ponteiros luminosos, aro giratório com um índice em seta e movimento antimagnético. Para atender a alta demanda em plena Segunda Guerra Mundial, no ano de 1940, a IWC desenvolveu o BIG PILOT’S WATCH, relógio que possuía um ponteiro de segundo central. E a guerra continuou inspirando novos lançamentos, como em 1944, quando a IWC criou o MARK X, um relógio de pulso para uso militar especialmente desenvolvido para o exército britânico. As letras “W.W.W.” gravadas atrás da caixa significavam “Watch, Wrist, Waterproof” (em português “relógio, pulso, à prova d’água”). No dia 1 de abril deste mesmo ano, a sede da IWC foi bombardeada acidentalmente durante um ataque aéreo efetuado por um esquadrão americano.


Apesar das dificuldades impostas pelo conflito mundial, a IWC conseguiu se recuperar e nos anos seguintes desenvolveu movimentos e calibres extremamente precisos, tudo ao comando de Albert Pellaton, diretor técnico da empresa. Em 1969 a IWC estava envolvida no desenvolvimento do movimento a quartzo Beta 21, que resultou no relógio de pulso a quartzo (frequência de 8.192 Hz), batizado de Da Vinci, e lançado no mercado em 1970, marcando assim uma revolução no segmento da relojoaria. Pouco depois, em 1973, com 404 empregados e uma produção anual de 50.000 relógios, a IWC atingiu um recorde histórico. No final desta década, em 1978, através de uma cooperação com o designer F.A. Porsche nasceu o COMPASS, primeiro relógio de pulso com uma bússola embutida. As novidades não pararam nos anos seguintes, como por exemplo, em 1986, quando a IWC iniciou a utilização do óxido de zircônio, um material cerâmico absolutamente resistente a riscos e virtualmente inquebrável, na fabricação das caixas de seus relógios.


Em 1990, após sete intensos anos de desenvolvimento, a IWC apresentou ao mercado o GRANDE COMPLICATION, primeiro cronógrafo com o tamanho de relógio de pulso com calendário perpétuo e repetidor de minutos, fazendo com que a empresa desse um enorme salto quântico na relojoaria de precisão. Até os dias de hoje, este modelo é o único relógio complicado de sua classe a ser produzido em uma série contínua limitada a 50 peças por ano. Após anos de serviço notável e artesanal, a empresa celebrou seu 125º aniversário, no ano de 1993, em grande estilo com a apresentação do Il Destriero, o mais complicado relógio mecânico de pulso do mundo, em uma série limitada a 125 peças.


A excelência e tradição da IWC chamaram a atenção de grandes conglomerados de luxo, e no ano de 2000, a marca acabou sendo incorporada ao Grupo Richemont. Em abril de 2012, a IWC celebrou a inauguração de sua primeira butique na cidade de Nova York, a maior de seu tipo em todo o mundo, e comemorou este novo marco com o lançamento do Big Pilot’s Watch Edição Muhammad Ali - limitado a 250 exemplares e designado como exclusivo para o mercado americano. Pouco depois, a IWC, referência em qualidade, espírito aventureiro e o máximo de cuidado com seus incríveis relógios, inaugurou sua primeira butique no Brasil, localizada no JK Iguatemi em São Paulo. No início de 2018, para comemorar 150 anos, a IWC lançou uma coleção de aniversário composta por 29 relógios de edição limitada que recria seus modelos mais icônicos. A marca, pela primeira vez, também lançou relógios de pulso com indicação digital das horas e minutos, conforme aparecia nos relógios de bolso Pallweber de 1884. O elemento estético que une todos os relógios é o mostrador impresso em branco ou azul. São produzidos em um processo muticamadas de lacagem e lembram os históricos mostradores esmaltados.


Ainda em 2018, a marca lançou sua primeira grande campanha publicitária global, estrelada pelo ator Bradley Cooper. Esta foi a primeira vez que a IWC produziu uma campanha online e offline tão extensa com um único embaixador como rosto da marca. Filmada em um deserto perto da cidade de Los Angeles, a campanha apresentava imagens marcantes como Cooper em uma moto em frente a um avião antigo. A campanha salientava o apelo da IWC a pessoas de espírito livre que não gostam de fronteiras e limites e estão ansiosas para enfrentar desafios. A campanha também incluía o Big Pilot’s Watch Edition “Le Petit Prince”, um dos relógios mais icônicos da marca. Como uma das marcas líderes a nível mundial no segmento de relógios de luxo, a IWC fabrica obras-primas da Haute Horlogerie que reúnem engenharia e precisão com um design exclusivo. Enquanto empresa ecológica e socialmente responsável, a IWC está empenhada na produção sustentável, apoia instituições no mundo inteiro na sua ação com crianças e jovens e mantém parcerias com organizações orientadas para a proteção ambiental.


A linha do tempo 
1882 
Desenvolvimento e produção do calibre ELGIN
1946 
Desenvolvimento do calibre 89, um movimento extraordinariamente preciso com ponteiro de segundos central. 
1948 
Produção do MARK 11, um relógio especialmente desenvolvido para pilotos, com calibre 89. Esse modelo também possuía uma segunda caixa de ferro para proteger o movimento contra influências magnéticas. 
1950 
Desenvolvimento do calibre 85, primeiro movimento automático da IWC. 
1955 
Lançamento do INGENIEUR, um relógio com movimento automático e dedicado aos engenheiros da indústria automobilística. 
1959 
Desenvolvimento do calibre 44, primeiro movimento automático feminino da IWC. 
1967 
Lançamento do AQUATIMER, primeiro relógio especificamente desenvolvido e voltado para os mergulhadores. 
1976 
Lançamento do INGENIEUR SL, que possuía um sistema patenteado de ajuste de precisão nos braços do relógio, em espiral. 
1977 
Apresentação do calibre 9721, primeiro relógio de bolso da marca com mostrador que possuía um calendário e fases da lua. 
1980 
Produção do primeiro cronógrafo com caixa de titânio do mundo, em parceria com F.A. Porsche
1982 
Lançamento do OCEAN 2000, um relógio para mergulho extremamente robusto (resistente a uma profundidade de 2.000 metros), feito em titânio. 
1985 
Lançamento do Da Vinci, um relógio realmente revolucionário com um calendário perpétuo, mecanicamente programado até 500 anos, com informações como dia, mês, ano, séculos e fases da lua. 
1987 
Lançamento do NOVECENTO (que significa século XX, em italiano), primeiro relógio automático retangular com calendário perpétuo e resistente à água. 
1988 
Lançamento do PILOT’S CRONOGRAPH, que apresentava o calibre híbrido 630, o menor e mais fino movimento de cronógrafo a quartzo já produzido até então. 
1992 
Anúncio de um cronógrafo com caixa em aço inoxidável, dando continuidade à tradição em produzir relógios para pilotos. 
1997 
Lançamento da nova linha GST de relógios esportivos. 
1998 
Lançamento do relógio para pilotos UTC (Universal Time Coordinated) com ponteiros de minutos e horas independentemente ajustáveis e um segundo fuso horário. 
1999 
Lançamento do GST DEEP ONE, primeiro relógio para mergulho com profundímetro mecânico. 
2006 
Lançamento da linha TOP GUN, em comemoração aos 70 anos de sua coleção dedicada aos aviadores. 
2012 
Lançamento do CHRONOGRAPH TOP GUN MIRAMAR, que contava com design militar e estilo caracterizado pelo tom metálico da caixa de cerâmica e pelo mostrador na posição 12 horas, em referência aos relógios das décadas de 1930 e 1940 e ao legado da coleção Pilot’s Watch. 
2015 
Criação do IWC Connect, um dispositivo de conectividade com aparelhos conectados à internet para ser acoplado à pulseira de seus relógios. Funciona como uma espécie de controle remoto para outros acessórios conectados via internet, como luzes, aparelhos de áudio, câmeras, além de ser capaz de monitorar a qualidade do sono e atividades físicas.


A evolução visual 
A identidade visual da IWC passou por algumas mudanças ao longo dos anos. A cada remodelação o logotipo se tornou mais simples e sofisticado.


Os slogans 
Engineering time machines. Since 1868. (2018) 
Engineered for men. (2005) 
Since 1868. And for as long as there are men. 
Fine timepieces from Switzerland.


Dados corporativos 
● Origem: Suíça 
● Fundação: 1868 
● Fundador: Florentine Ariosto Jones 
● Sede mundial: Schaffausen, Suíça 
● Proprietário da marca: IWC International Watch Co. AG 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Compagnie Financière Richemont S.A.) 
● CEO & Presidente: Christoph Grainger-Herr 
● Faturamento: €700 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 70 
● Presença global: 75 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 650 
● Segmento: Relojoaria 
● Principais produtos: Relógios e cronógrafos 
● Ícones: O relógio Big Pilot’s Watch 
● Slogan: Engineering time machines. Since 1868. 
● Website: www.iwc.com 

A marca no mundo 
Atualmente a IWC, que pertence à divisão de relógios do conglomerado de luxo do grupo Richemont, e cuja produção anual não passa de 60.000 relógios, está presente em mais de 75 países ao redor do mundo através de mil revendedores autorizados e aproximadamente 70 lojas próprias. Atualmente, a IWC produz relógios mecânicos e automáticos que começam custando US$ 4 mil e podem chegar a US$ 124 mil, por conta da sofisticação do maquinário, ou “complicações”, como se diz no jargão relojoeiro. O faturamento estimado anual da marca é de €700 milhões. 

Você sabia? 
A IWC mantém um registro de todos os relógios que já fabricou, permitindo que o proprietário rastreie a origem, a quem pertenceu e todo o caminho que sua peça já fez durante a vida. Outra curiosidade é que, independente do relógio ter sido produzido em 1868 ou em 2018, a empresa garante ser capaz de consertar e substituir as peças de todos os seus modelos, mostrando atenção e excelência. 
Desde 2006 a IWC é uma das patrocinadoras do Laureus World Sports Awards, considerado o Oscar dos esportes. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 21/11/2018

5.6.12

UNIQLO


Filas enormes em Tóquio. Uma febre no Japão, que já se espalhou para o resto da Ásia, Europa e Estados Unidos. Esse fenômeno capaz de arrastar multidões para suas lojas atende pelo nome de UNIQLO, que se tornou o maior caso de sucesso empresarial do Japão nas últimas décadas. Mas afinal, qual o segredo para tanto sucesso? Roupas de ótima qualidade, com preços inacreditáveis, algumas, inclusive, assinadas por estilistas famosos, apresentadas em uma infinidade de cores e dispostas em lojas com ambientes modernos e descolados. Por isso, quem procura uma marca ousada e que, ao mesmo tempo, disponha de produtos tradicionais, mas com um ar de contemporaneidade, encontra na UNIQLO a opção perfeita para o seu armário. A rede japonesa não se considera uma fast-fashion, mas sim uma marca de lifewear com uma mistura entre moda, contemporaneidade e inovação tecnológica. 

A história 
Tudo começou com um jovem visionário chamado Tadashi Yanai, descendente de uma família com alguma tradição no ramo da moda. Seu pai, Hitoshi, fundou em 1949 a Ogori Shoji, uma pequena loja especializada em alfaiataria masculina, especialmente ternos, em Yamaguchi. Naquela época, um supermercado e uma construtora também faziam parte dos negócios da família. Tadashi resolveu ajudá-lo ao completar 23 anos e após receber o diploma de economia e ciências políticas pela prestigiosa Universidade Waseda, em Tóquio. Uma de suas primeiras ações foi viajar para os Estados Unidos, onde conheceu as principais redes de varejo especializadas em moda, como por exemplo, a sofisticada Barneys, em Nova York. Originalmente voltada apenas para o público masculino, a Barneys iniciava na época a diversificação de seu catálogo para se tornar uma rede completa de moda. O jovem ficou impressionado com o modelo e resolveu levá-lo para o Japão. No início dos anos de 1970, quando já estava à frente dos negócios da família, livrou-se do supermercado e da construtora para se concentrar na moda, lançando as sementes do que seria depois o grupo Fast Retailing.


A história do grupo começou a mudar quando ele resolveu inaugurar no dia 2 de junho de 1984, no subúrbio de Hiroshima, a Unique Clothing Warehouse (foto acima), uma loja de roupas casuais amparada pela filosofia “Made for All”, ou seja, oferecer roupas de qualidade à preços acessíveis, que possam ser utilizadas em todas as estações do ano e para todas as pessoas, independente de idade, etnia, profissão ou sexo. Pouco depois, como o nome era muito longo foi abreviado para UNICLO, uma contração para “roupa única” em português. Isto porque, a nova marca oferecia uma coleção unissex de peças básicas. Porém, quando a marca foi registrada em Hong Kong, o C foi escrito como Q por engano e uma marca valiosa nascia: UNIQLO (Unique Clothing). A marca teve um crescimento meteórico no Japão nos anos de 1990 vendendo o conceito cheap chic (o tradicional “chique barato”), que alia qualidade e design à preços acessíveis. Em 1994 já eram 100 lojas espalhadas pelo país do sol nascente. Nos anos seguintes, centenas e centenas de novas lojas foram inauguradas em lugares até então inimagináveis para uma rede varejista. Hoje é possível encontrar uma lojinha da UNIQLO em pequenos vilarejos e estações de trem, e até debaixo da ponte, como em Yurakucho, a poucas quadras do sofisticado bairro de Ginza em Tóquio.


Ainda nesta década, em 1997, a rede adotou a estratégia SPA (Speciality-store/retailer of Private-label Apparel), que consiste em produzir suas próprias roupas e vendê-las exclusivamente. Apesar do enorme sucesso em pequenas e médias cidades japonesas, a rede somente inaugurou sua primeira loja na capital Tóquio no final de 1998. Pouco tempo depois lançou o produto que transformaria a UNIQLO em um nome familiar: uma jaqueta de fleece de US$ 20, produzida em todas as cores do arco-íris. Desde então, o fleece deixou de ser um tecido caro e tecnológico usado por alpinistas e esquiadores para ser utilizado na rua, no trabalho, na faculdade, em casa. Dois anos depois, em mais uma mostra de ousadia, inaugurou sua loja online. Finalmente em 2001, com a marca completamente estabelecida no Japão, eram mais de 500 lojas espalhadas pelo país, a UNIQLO inaugurou suas primeiras unidades fora do país, na cidade de Londres. Porém as vendas não decolaram de início e a estratégia foi repensada anos depois. A expansão continuou nos anos seguintes com inaugurações de lojas na China (2002), Coréia do Sul e Hong Kong, ambas em 2005. Nesse período a marca também introduziu novidades, como uma linha de lingeries e a inauguração de uma loja exclusivamente para a venda de roupas infantis, fechada anos mais tarde. Apesar de ter alcançado enorme popularidade no Japão, a UNIQLO realmente ganhou fama internacional somente em novembro de 2006, quando abriu sua primeira loja em Nova York, no badalado bairro do Soho.


A expansão internacional se acentuou nos anos seguintes com a inauguração de lojas em Paris (2007), Cingapura (2009), Moscou (2010), Kuala Lumpur (2010) e Bangkok (2011), além de uma moderníssima flagship store na Quinta Avenida em Nova York. Nos anos seguintes, o número de lojas da UNIQLO fora do Japão cresceu rapidamente, à medida que a empresa se expandiu para cidades menores na China. Como resultado desta estratégia, em 2018, o faturamento das operações internacionais superou a japonesa pela primeira vez, mostrando a força da UNIQLO como uma marca global. A empresa, apesar de possuir a maior rede de lojas de roupas da Ásia, ainda encontra resistências na Europa e principalmente nos Estados Unidos. O comércio eletrônico é outro complicador, já que cresce forte no mercado americano, frente ao fechamento de lojas físicas. Mas a UNIQLO investe em treinamento e está experimentando as vendas com a presença física em novos formatos no mercado americano. Por exemplo, recentemente inaugurou uma loja na estação central de trem de Washington, além de disponibilizar máquinas de auto-atendimento instaladas em aeroportos americanos para atender o cliente que esqueceu itens de viagem, em especial roupas. A UNIQLO continua a abrir lojas de grande porte em algumas das cidades e locais mais importantes do mundo como parte de seus esforços contínuos para solidificar seu status como uma marca verdadeiramente global.


Uma das estratégias da rede, adotada nos últimos anos, é fazer parcerias com estilistas famosos para assinar coleções limitadas, como por exemplo, Jill Sander, Lulu Guinness, Alexander Wang e Tomas Maier. O resultado: um verdadeiro alvoroço em suas lojas, onde consumidores praticamente disputam à tapas suas peças de roupas. Além disso, a rede está sempre inovando na disposição de seus produtos nas lojas. Por exemplo, na cidade de Xangai, manequins flutuam e giram em 360 graus através de uma espécie de tubo pelos andares da loja como em um carrossel, permitindo que o cliente tenha uma melhor visão da peça que está sendo exibida. Em um esforço para melhorar sua imagem no país natal, onde é vista como uma rede de roupas populares, diferente do status “cool” construído no Ocidente, a UNIQLO inaugurou no dia 16 de março de 2012 na cidade de Tóquio sua maior loja no mundo. O prédio de 12 andares fica localizado em Ginza, bairro mais sofisticado da cidade japonesa, que abriga as principais marcas de luxo do mundo. Os números eram gigantescos: 5.000 m² divididos em doze andares, 100 provadores, 50 caixas e atendimento em quatro línguas, por todos os funcionários.


A marca explora com grande inteligência as redes sociais e aplicativos para dispositivos móveis. Por exemplo, a marca japonesa inovou ao lançar uma nova funcionalidade associada ao Facebook: o Uniqlooks. O site consiste basicamente na criação de uma comunidade de moda que convida os membros a compartilhar seu estilo pessoal. Basta fazer upload de uma fotografia que revele o look criado com peças da UNIQLO e esperar por comentários, dicas e feedback oferecido por estilistas profissionais. Outro sucesso é o aplicativo Wake Up, cujo objetivo é tornar o despertar o mais prazeroso possível, oferecendo uma música criada automaticamente, de acordo com o dia da semana, horário e o clima que está lá fora. O aplicativo também oferece a opção da pessoa compartilhar em redes sociais a hora exata, a temperatura e o clima ao despertar.


Tecnologia em tecidos inovadores 
A marca japonesa também ficou extremamente popular por uma linha de roupas chamada HEATTECH, lançada em 2003 e feita a partir de uma fibra sintética mesclada a uma proteína do leite. As roupas são leves, macias e confortáveis. O tecido transforma o vapor emitido pelo corpo em calor enquanto que as bolsas de ar existentes entre as suas fibras o retêm. O tecido ainda possui características antibacterianas que diminuem os odores desagradáveis causados pelo uso prolongado da roupa. Além disso, a marca tem como destaque a tecnologia nas roupas, que desmistifica o conceito de que é necessário roupas pesadas e caríssimas para não passar frio no inverno. Ao contrário, as jaquetas da UNIQLO são leves, à prova d’água, com proteção contra o vento e com valores muito acessíveis. Hoje em dia a UNIQLO possui três modernos centros de pesquisa e desenvolvimento ao redor do mundo, onde cientistas têxteis estão trabalhando continuamente, por exemplo, para tornar o jeans “não processado” mais confortável e para tentar imprimir em 3D a lã de caxemira e de cordeiro. O resultado de tanta pesquisa e investimento é traduzido em tecidos como o Ultra light down (um isolador de luz usado nos casacos produzidos desde 2009) e AIRism (blusas no estilo “segunda pele” projetadas para afastar suor, lançadas em 2013).


Comunicação 
Para reforçar o apelo da UNIQLO em tempos de incertezas e crise, a marca multiplicou o investimento em publicidade nos últimos anos, veiculando anúncios na televisão japonesa com celebridades locais e internacionais, como Orlando Bloom, Charlize Theron e a bela Susan Sarandon. Porém, a maior amostra de que a UNIQLO queria se tornar uma marca global influente foi dada em maio de 2012, quando anunciou a escolha do tenista sérvio Novak Djokovic como embaixador internacional da marca. A parceria de cinco anos promoveu a marca e as roupas UNIQLO em todo o mundo. Além disso, o tenista participou dos grandes torneios de tênis com roupas de jogo desenvolvidas pela marca japonesa. Em 2018, a marca japonesa assinou um dos maiores patrocínios de todos os tempos com Roger Federer, ícone do tênis mundial, em uma estratégia de visibilidade para ser a líder mundial no varejo de roupas. A empresa tirou da Nike o tenista suíço que passou a estampar a marca japonesa no seu uniforme. Estima-se que o valor do contrato atinja US$ 300 milhões, quantia que Federer deverá receber nos próximos 10 anos.


O gênio por trás da marca 
Jaspion e Jiraya são exemplos de como os japoneses gostam de batizar os super-heróis nacionais com nomes exóticos e que tenham boa sonoridade. O mais recente exemplar dessa estirpe é Hitorigachi, palavra que significa “o único vencedor” na tradução para o português. Nos últimos tempos, esse passou a ser o codinome adotado pela imprensa local para se referir a Tadashi Yanai (foto abaixo), um senhor de 70 anos. Mas afinal, que poderes sobrenaturais e façanhas ele protagonizou para ser chamado assim? Ele é um vencedor em meio a uma economia estagnada. Seu grupo de moda, o Fast Retailing, dono de seis marcas de roupas, cresce velozmente vendendo para consumidores que, assustados pela crise mundial e pela recessão japonesa, hoje parecem dispostos a não comprar nada. Capitaneado pela UNIQLO, o grupo de moda deste pacato senhor, considerado o homem mais rico do Japão, cresce a uma velocidade impressionante, assim como seu faturamento e lucro. Este verdadeiro milagre em tempos de estagnação, incertezas e crises tem uma receita básica: uma combinação de preço baixo, marketing agressivo com inovação no design e investimentos em desenvolvimento de tecnologia dos tecidos.


Desde 1991, ele baseia seu modelo de negócios de “baixo custo” na compra de lotes enormes de roupas de fornecedores chineses. Os descontos obtidos com essa operação são repassados quase integralmente aos clientes de suas lojas. Aproximadamente 90% das roupas da UNIQLO, responsável pela maior parte do faturamento do grupo, são “Made in China”. Resultado: camisetas vendidas a US$ 19 e jeans que custam meros US$ 49. Num país conhecido pelo alto custo de vida, as roupas da marca são vistas como verdadeiras pechinchas e ganharam a preferência de milhões de consumidores que desejam qualidade a preços praticamente imbatíveis. E a ambição deste senhor parece não ter limite: em um curto espaço de tempo, ele planeja tornar a UNIQLO na maior rede de moda casual do mundo, abrir uma média de 300 lojas por ano e chegar a produção de 5 bilhões de peças. O foco principal deve ser a região asiática, especialmente aumentar presença na China e Coréia do Sul. Á exemplo da maioria de outros executivos japoneses, o homem mais rico do Japão, com fortuna avaliada em US$ 24.9 bilhões, tem um perfil muito discreto. De sua vida pessoal, sabe-se apenas que é casado, tem dois filhos e que nas horas vagas costuma jogar golfe, como todo bom asiático. No estilo de gestão dos negócios é reconhecido pela persistência e ambição. Nada mal para um jovem que transformou uma pequena rede de alfaiataria que herdou do pai nos anos de 1970 em uma marca global e dominante no varejo de vestuário.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por pequenas alterações desde sua criação. Em 2006, o logotipo ganhou um tom de vermelho mais forte e vivo e uma nova tipografia de letra.


É muito comum, especialmente no Japão e outros países asiáticos as fachadas das lojas, materiais de comunicação e sacolas de compras estamparem o nome UNIQLO também escrito em japonês.


Os slogans 
LifeWear. (2013) 
Made for All. 
Simple made better.


Dados corporativos 
● Origem: Japão 
● Fundação: 2 de junho de 1984 
● Fundador: Tadashi Yanai 
● Sede mundial: Tóquio, Japão 
● Proprietário da marca: UNIQLO Co. Ltd. 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Fast Retailing Co.) 
● CEO & Presidente: Tadashi Yanai 
● Faturamento: US$ 15.9 bilhões (2018) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 2.068 
● Presença global: 23 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 53.500 
● Segmento: Varejo (moda) 
● Principais produtos: Roupas e acessórios 
● Concorrentes diretos: H&M, Zara, Topshop, GAP, Mango, C&A, Desigual e Forever 21 
● Ícones: As roupas básicas 
● Slogan: LifeWear. 
● Website: www.uniqlo.co.jp 

A marca no mundo 
A varejista de moda UNIQLO, terceira maior do mundo em seu segmento, que pertence ao Grupo Fast Retailing, possui atualmente mais de 2.000 lojas localizadas em 23 países ao redor do mundo, especialmente na região asiática. A rede está fortemente presente no Japão (onde estão localizadas mais de 820 de suas lojas), além de possuir unidades nos Estados Unidos, Reino Unido, Austrália, Alemanha, França, Rússia, Índia, China, Hong Kong, Taiwan, Singapura, Malásia, Tailândia, Coréia do Sul, entre outros. A rede oferece vestuário feminino, masculino e infantil até acessórios de moda como calçados, bolsas e mochilas, além de chapéus, bonés, cachecóis e lenços. Em 2018, o faturamento da UNIQLO ultrapassou US$ 15 bilhões. E pensar que todo esse dinheiro surgiu a partir da venda de camisetas básicas de US$ 19.50. 

Você sabia? 
No dia 7 de julho de 2017, a empresa inaugurou sua nova sede próxima da futura vila dos atletas dos Jogos Olímpicos de Verão de 2020. Batizada de Uniqlo City Tokyo possui 16.500 m² de área e abriga mais de 1.000 empregados de 20 nacionalidades, além de espaços decorados com os embaixadores globais da marca: o golfista Adam Scott e os tenistas Kei Nishikori e Roger Federer. 
A loja da rede localizada no badalado bairro do Soho, em Nova York, recebe mais de 25 mil consumidores em um sábado regular. 
A UNIQLO foi responsável pela confecção e fornecimento dos uniformes da equipe olímpica japonesa nas Olimpíadas de 1998 e 2002. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 18/9/2019

1.6.12

SUFLAIR


Todo chocólatra que se preze já o conhece muito bem. E muitos não vivem sem ele. Leve, delicioso e que derrete na boca como nenhum outro. Essa é a fórmula de sucesso do SUFLAIR, um chocolate diferente, como diz seu slogan, que se tornou um dos mais populares e consumidos do mercado brasileiro.

A história
A história começou no final dos anos 70 quando a suíça Nestlé iniciou a criação de um novo chocolate para o mercado brasileiro, desenvolvido no centro de pesquisas da empresa, na Bélgica, por meio de uma técnica que o tornava aerado, a mesma base de fabricação de um de seus carros-chefes no segmento, o Sensação. Esse novo processo de fabricação era uma grande inovação: a massa do chocolate, ainda quente, recebia um jato de gás carbônico, o que conferia o aspecto e “borbulhas” no interior, para ser resfriado imediatamente após a sua deposição nos moldes de chocolate maciço com leite. Essa tecnologia dava ao chocolate a leveza que caracterizava e diferenciava o novo produto. Finalmente no mês de junho de 1980 a empresa lançou no mercado brasileiro o SUFLAIR, primeiro chocolate ao leite aerado do país. O nome “Suflair” vem da junção de soufle + air, que em francês significa “sopro de ar”. O lançamento oficial do novo chocolate aconteceu no parque de diversões Playcenter. As ações publicitárias da época exploravam a leveza do chocolate, sua principal característica.


O primeiro comercial foi ao ar em 1981, criado pela Norton Publicidade, com cenas que mostravam jovens degustando o chocolate com expressões de surpresa, entremeadas por cenas aéreas que mostravam uma asa delta, então uma novidade no Brasil. No final, a assinatura cantada em tom agudo e criada pelo compositor Edison Borges: “Suuuuuuuflair”. Com uma propaganda caracterizada pelo inconfundível slogan “O chocolate diferente”, a marca rapidamente se tornou popular entre os amantes da guloseima. Nas duas décadas seguintes, de repente, como em um passe de mágica, SUFLAIR estava presente nas prateleiras dos supermercados, nas padarias, nas lojas de conveniência e nos mercados de bairros, conquistando cada vez mais participação de mercado e milhões de consumidores.


Com a chegada do novo milênio a Nestlé foi aperfeiçoando a tecnologia exclusiva do chocolate, conquistando ainda mais fiéis consumidores, especialmente pela sensação de leveza que SUFLAIR provocava ao ser degustado. Além dos novos formatos (entre elos o SUPER SUFLAIR, embalagem de 130 gramas – o tradicional tinha 50 gramas), a marca aproveitando sua força foi estendida para outras categorias de produtos com grande sucesso, como por exemplo, o MOUSSE SUFLAIR, introduzido em 2004, que inovou no segmento de sobremesas pré-prontas, pois permitia a preparação de sobremesas rápidas e fáceis, necessitando para isso apenas do acréscimo de leite gelado e de 2 horas de refrigeração, dispensando ingredientes como ovo, utilizado no preparo convencional. No ano seguinte, ao completar 25 anos de mercado, a marca lançou novidades em edições limitadas: SUFLAIR MOÇA, combinação perfeita da leveza do tradicional chocolate com o delicioso sabor de Leite Moça. No ano de 2007, em edição limitada, a marca lançou o SUFLAIR DARK, chocolate com mais quantidade de cacau do que a utilizada no mercado brasileiro, que gira em torno dos 70%; e o SUFLAIR ALPINO, que combinava a textura aerada com o gostinho inconfundível do Alpino, outro clássico da Nestlé.


Em 2008, mais uma ação ousada para aproveitar a força da marca, que se aliou ao McDonald’s para o lançamento do McFlurry, a tradicional sobremesa da rede americana acompanhada de pedaços do delicioso chocolate aerado. Ainda neste ano a marca apresentou novidades: uma nova fórmula que ganhou mais cremosidade ao ser mordida; e chocolate em tabletes menores para atender à demanda dos consumidores por produtos direcionados ao consumo individual e imediato; além do SUFLAIR SENSES, um tablete de chocolate aerado com recheio cremoso de chocolate; e do SUFLAIR DUO, uma combinação de chocolate ao leite aerado com chocolate branco em novo molde, com gomos mais altos que evidenciavam a percepção de derretimento na boca.


Em 2010, para comemorar os 30 anos da marca, a empresa lançou a versão bombom “bola”, combinando a leve crocância da casquinha de wafer com o chocolate da cobertura, sob o mote de ser diferente em todos os sentidos. São 13g de puro sabor, agregando um novo formato a uma das marcas de chocolates preferidas pelos brasileiros. O sucesso do novo produto foi praticamente instantâneo: no primeiro mês, sem divulgação, foram vendidas quatro milhões de unidades, número bem maior que o esperado. Outra novidade foi o lançamento dos mini-ovos feitos com o delicioso chocolate e vendidos somente no período da Páscoa; e a embalagem SUFLAIR SORTIDOS, que repete o sucesso das caixas de bombons sortidos com o chocolate aerado mais querido do Brasil em 3 deliciosas variedades: SUFLAIR ao Leite, SUFLAIR Duo e Bombom SUFLAIR.


No ano seguinte mais novidades: ideal para quem busca uma opção de presente de Páscoa diferenciado foi lançado o OVO DE PÁSCOA SUFLAIR (460g), com casca aerada, disponível nas variedades Ao Leite e Duo. Além disso, a marca lançou o SUFLAIR BRANCO, único chocolate aerado branco do mercado brasileiro. A mais recente novidade da marca, lançada em 2012, é: Suflair de colher, nada mais do que uma metade de um ovo feito com o tradicional chocolate totalmente recheada com uma deliciosa mousse de chocolate feita também de SUFLAIR, acompanhada de uma linda colher que ajuda a devorar essa delícia. Nos últimos quatro anos, segundo a empresa, a marca SUFLAIR dobrou de tamanho.


Os slogans
Inexplicavelmente diferente. (2010)
Surpreendente. (2007)
Você se desmancha por ele.
O chocolate diferente. (1981)


Dados corporativos
● Origem: Brasil
● Lançamento: 1980
● Criador: Subsidiária brasileira da Nestlé
● Sede mundial: Vevey, Suíça
● Proprietário da marca: Nestlé S.A.
● Capital aberto: Não
● Presidente (Brasil): Ivan Zurita
● Faturamento: Não divulgado
● Lucro: Não divulgado
● Presença global: Não (presente somente no Brasil)
● Segmento: Doces
● Principais produtos: Chocolates aerados
● Concorrentes diretos: Arcor Chokko Aerado e Hershey’s Air
● Slogan: Inexplicavelmente diferente.
● Website: www.nestle.com.br/site/marcas/suflair.aspx

A marca no Brasil
Hoje em dia SUFLAIR, uma das marcas mais importantes da subsidiária brasileira da Nestlé e líder disparado em seu segmento (chocolate aerado), está presente em praticamente todas as regiões do país oferecendo uma ampla linha de chocolates, disponíveis em vários formatos.

Você sabia?
Segundo a Nestlé, a versão aerada do chocolate é praticamente impossível de ser copiada, devido à fórmula que só a empresa tem.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Exame, Época Negócios e Veja), jornais (Valor Econômico), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing)e Wikipedia (informações devidamente checadas).

Última atualização em 1/6/2012