12.11.12

UNDER ARMOUR


Aliar alta tecnologia a equipamentos esportivos visando sempre, independente do clima, o máximo desempenho do atleta. Esta é a melhor definição da americana UNDER ARMOUR, que nos últimos anos ousou desafiar no mercado americano gigantes do segmento como Nike e Adidas com seus equipamentos que aliam uma dose de alta tecnologia com um marketing eficiente e cores pra lá de chamativas. Com isso, seduziu atletas do porte de Tom Brady e começou a peitar marcas tradicionais nas arenas esportivas, sendo apontada pela tradicional revista Forbes como uma das mais valiosas marcas esportivas do mundo na atualidade. Através da alta tecnologia e inovação, a marca deseja transformar guerreiros em atletas de alta performance. 

A história 
Tudo começou quando Kevin Plank, um jogador de futebol americano e capitão da tradicional Universidade de Maryland, estava cansado de trocar as camisetas de algodão encharcadas de suor ao final dos treinamentos do quente verão de 1995. Além do desconforto, as camisetas se tornavam pesadas durante a prática esportiva. Foi então que ele resolveu desenvolver, inicialmente no porão da casa de sua avó, no bairro de Georgetown, na capital Washington, uma camiseta de microfibra (mistura de poliéster e lycra) que deixava o atleta sempre seco e proporcionava uma compressão confortável durante os treinos e jogos. Sua ambição era oferecer uma camiseta de qualidade superior, proporcionando tanto compressão quanto gestão de umidade, além de trabalhar em conjunto com o corpo regulando a temperatura, impulsionando os músculos e aumentando o desempenho. A nova camiseta foi testada por jogadores de sua universidade que aprovaram o novo produto, pois os deixava secos e confortáveis durante a prática esportiva. Após alguns ajustes em termos de design, especialmente na gola, Kevin enfim tinha um produto excelente em mãos.


Acreditando no potencial do produto, logo após se formar na faculdade, e unindo seu enorme conhecimento e amizades, especialmente nas ligas universitárias de futebol americano, Kevin investiu aproximadamente US$ 40.000 e fundou em 1996 a UNDER ARMOUR ATHLETIC APPAREL para produzir e comercializar suas camisetas, especificamente desenvolvidas para serem utilizadas debaixo dos uniformes ou durante os treinamentos. O nome da nova empresa foi escolhido por um simples fato: a expressão “under armour” significa “debaixo da armadura”, palavra utilizada para designar as proteções que são utilizadas pelos atletas no futebol americano. Inicialmente Kevin percorreu as principais universidades da costa leste com suas revolucionárias camisetas no porta-malas de seu carro em uma ação de amostragem. A equipe de futebol americano da Universidade de Georgia Tech foi a primeira a utilizar as camisetas da UNDER ARMOUR, logo seguida por outras equipes, como por exemplo, Arizona State University, onde seu grande amigo, Ryan Wood, jogava e que anos mais tarde se tornaria vice-presidente da empresa.


No final do primeiro ano, aproximadamente 500 camisetas (batizadas de HeatGear®) haviam sido vendidas, resultando em US$ 17.000 de faturamento. Em 1997, o sucesso da marca era tamanho que suas camisetas já eram utilizadas por 12 equipes universitárias e 10 times profissionais da NFL (principal liga de futebol americano do país). Neste ano a marca ampliou seu portfólio com o lançamento de várias outras linhas, que atendiam necessidades específicas dos atletas: ColdGear® (mantém os atletas quentes, secos e leves em condições de baixas temperaturas), AllSeasonGear® (para as estações intermédias) e TurfGear® (para proteger dos gramados sintéticos).


Pouco depois, a popularidade da marca aumentou quando o Quarterback da tradicional equipe do Oakland Raiders, Jeff George, apareceu com uma camiseta UNDER ARMOUR durante uma partida da NFL. Outro fato importante ocorreu em 1998, quando a marca assinou contrato de patrocínio com as equipes europeias da NFL, iniciando assim o reconhecimento da marca fora da América do Norte. No final deste ano, ele saiu do porão da casa de sua avó e fixou a sede da empresa ao sul da cidade de Baltimore, onde construiu uma fábrica para atender a demanda que estava por vir. Em 1999, a UNDER ARMOUR patrocinou um dos maiores e mais comentados filmes do ano. Plank e sua equipe assinaram contrato para fornecer o produto para o filme de Oliver Stone, Um Domingo Qualquer (Any Given Sunday), estrelado por Al Pacino e Jamie Foxx. No filme, a equipe de futebol americano usa as roupas e acessórios UNDER ARMOUR em cenas-chave. Com esta brilhante ação de marketing, as vendas da empresa literalmente dispararam e o grau de reconhecimento da marca aumentou muito.


Em 2000, a marca lançou sua primeira campanha publicitária impressa com abrangência nacional na revista ESPN. Com isso, as vendas dispararam no mercado americano, atingindo US$ 750 mil. No ano seguinte a empresa deu mais um importante passo rumo ao crescimento ao assinar acordo de fornecimento de material esportivo de desempenho com equipes da MLB (liga profissional de beisebol) e NHL (hóquei no gelo), além de patrocinar a Maratona de Baltimore. Após um ano de testes de mercado, em 2003 a marca lançou uma linha de produtos de alto desempenho para mulheres (UA WOMEN). Nesta altura, os produtos da UNDER ARMOUR já estavam disponíveis em aproximadamente 2.500 pontos de venda espalhados pelo país. Além disso, assinou novos contratos de fornecimentos de material esportivo com a MLS (liga de futebol) e com a equipe americana de esqui.


A partir de 2004 a UNDER ARMOUR começou a sofrer pesada concorrência de gigantes do segmento esportivo, como Nike e Reebok, que também lançaram suas linhas de vestuário de compressão para alto desempenho. O caminho encontrado pela marca para enfrentar a competitividade no mercado foi a expansão de sua linha de produtos. Primeiro, lançou linhas específicas para homens e mulheres atletas que treinam ao ar livre. Depois, em 2005, introduziu uma completa linha de vestuário para golfe e roupas de baixo (que tinham os mesmo princípios das camisetas de compressão). Finalmente, em 2006, a marca ingressou no segmento de calçados esportivos, inicialmente com o lançamento de chuteiras para futebol americano, que se tornaram um enorme sucesso. Na onda desse enorme sucesso, a marca expandiu seus negócios para incluir chuteiras de beisebol, softbol e lacrosse.


No ano seguinte a marca inaugurou sua primeira loja própria, localizada na cidade de Annapolis, estado de Maryland. No mês de maio de 2008, a UNDER ARMOUR inaugurou uma enorme loja conceito (560 m²) em Aurora, estado de Illinois. Desde então a marca inaugurou diversas unidades de suas lojas em 34 estados americanos. E recentemente abriu sua primeira loja fora da América do Norte, em Edimburgo na Escócia. Além disso, deu continuidade a expansão de seu portfólio, com o lançamento de sua linha pioneira de tênis para treinos, marcando sua entrada oficial no mercado de calçados esportivos; de uma linha especificamente desenvolvida para esportes ao ar livre (como caça e pesca); roupas esportivas casuais, além de acessórios, como por exemplo, óculos de sol, luvas (para esqui, caça, futebol americano e beisebol), toucas (para competições, especialmente de inverno), viseiras e até meias (treinamentos e competições). O ano de 2010 terminou com um marco financeiro verdadeiramente incrível. A UNDER ARMOUR ultrapassou US$ 1 bilhão em receita anual, quase quadruplicando seu faturamento em um período de cinco anos.


Em 2011 a marca pôs fim a uma disputa de longa data com um dos seus maiores inimigos: o algodão. Depois de anos declarando que “o algodão é o inimigo”, a marca cimentou ainda mais a sua reputação de inovação implacável desenvolvendo o Charged Cotton®, uma linha de vestuário de algodão que seca rapidamente e mantém o desempenho. Deste derivou o Charged Cotton Storm®, que dá aos atletas o mesmo algodão de secagem rápida com tecnologia revolucionária resistente à água. Outra novidade foi a coleção de vestuário esportivo, batizada de Coldblack, que apresenta avançada proteção UV e reflexão ao calor da luz solar. Tecidos com cores leves refletem tanto os raios solares visíveis quanto os invisíveis, enquanto aqueles com cores escuras absorvem ambos. A premiada tecnologia de acabamento Coldblack reduz significativamente a absorção de raios solares, especialmente em roupas com cores escuras. Isso resulta em uma gestão térmica muito superior e proteção confiável contra raios UV. Em 2012, a marca investiu pesado para diversificar sua linha de produtos com o lançamento do ARMOUR BRA (um top de compressão que se tornou um sucesso entre as atletas, pois permite escolher tanto a sua alça quanto o tamanho do bojo, e por isso se encaixa no corpo perfeitamente), chuteiras para futebol (soccer) e uma nova linha de tênis para corrida que possui alta tecnologia.


A mais recente novidade da marca é o Armou39, composto por uma fita para o tronco capaz de monitorar o WILLPower (ou Força de Vontade) dos utilizadores, baseando-se no número de calorias queimadas, velocidade, intensidade ou ritmo cardíaco por exemplo, classificando-o numa escala de 1 a 10. A empresa também tem apostado alto em sua expansão internacional com o ingresso no Brasil e em vários países do Oriente Médio, além da abertura de lojas na China e grandes contratos de patrocínios. A UNDER ARMOUR surgiu como uma marca “feita por atletas para atletas”, que entende com perfeição as necessidades e demandas das competições esportivas em várias modalidades profissionais. Em menos de duas décadas, a UA, como a marca ficou popularmente conhecida, se impôs no mercado pelo design das suas peças e, principalmente, pela inovação dos materiais que utiliza. Tecidos sintéticos que afastam a umidade são aplicados em diferentes designs e estilos para uso em quase todos os climas, oferecendo uma alternativa de alto desempenho a produtos tradicionais com fibras naturais. Com um posicionamento agressivo como a “marca do azarão” (Underdog), de quem conquista espaço com base no esforço, a UNDER ARMOUR já desbancou a alemã Adidas e está atrás apenas da Nike no competitivo mercado americano.


Os patrocínios 
Ao longo dos anos, a UNDER ARMOUR tem feito progressos significativos ao estabelecer uma presença forte fora dos Estados Unidos. Através de parcerias em campo com equipes de profissionais de elite e jogadores, a marca ganhou um enorme impulso com os atletas no Japão, Europa, Canadá e América Latina. A presença internacional disparou em 2011, quando a marca inaugurou sua primeira loja na China e se tornou patrocinadora oficial do Tottenham Hotspur, da primeira divisão do futebol inglês. A parceria com o Tottenham era o maior contrato individual da empresa até aquele momento.


Nos últimos anos, a UNDER ARMOUR, ao aliar a mais alta tecnologia à melhor performance, têm atraído atletas de elite, através de patrocínios, como por exemplo, Tom Brady (o melhor Quarterback da NFL, também conhecido como marido da modelo Gisele Bündchen, que também é uma das estrelas da marca e cujo contrato estimado é de US$ 25 milhões), Cam Newton (Quarterback e principal estrela da equipe do Carolina Panthers), Brandon Jennings e Stephen Curry (estrelas da NBA), Lindsey Vonn (campeã de esqui alpino), George St. Pierre (lutador de MMA), Andy Murray (tenista) e do super medalhista olímpico, o nadador Michael Phelps. Além disso, a UNDER ARMOUR é fornecedora oficial de equipamentos esportivos para as equipes de futebol do Tottenhan Hotspur (Inglaterra), São Paulo (Brasil), AZ Alkmaar (Holanda), Colo-Colo (Chile), Toluca e Cruz Azul (ambas do México). A marca também tem forte presença de patrocínio nas ligas universitárias e profissionais americanas, como por exemplo, NFL (futebol americano), NBA (basquete), MLB (beisebol) e NHL (hóquei no gelo).


Campanhas que fizeram história 
Em 2003, a marca lançou sua primeira campanha, o lendário comercial de TV PROTECT THIS HOUSE®, estrelado pelo ex-aluno da Universidade de Maryland e destaque do futebol americano Eric “Big E” Ogbogu e um grupo de jovens atletas, que trouxe a voz da marca e sua avassaladora paixão para a vida de uma maneira que ninguém nunca tinha visto antes. PROTECT THIS HOUSE (“proteja esta casa”) tornou-se um grito de guerra para os atletas em todos os lugares. Ele estabeleceu a marca como a autêntica voz da geração seguinte, e isso fez da UNDER ARMOUR um nome familiar.


Em 2014, a marca lançou sua primeira campanha global com foco no público feminino, tendo como protagonistas a bailarina Misty Copeland e a modelo brasileira Gisele Bündchen. Batizada de “I Will What I Want” (algo como “Eu serei o que eu quero” em português), um dos vídeos mostra Gisele em treinamento de luta, em uma imagem distante da celebridade. A modelo se exercita em volta a mensagens online recebidas pela UNDER ARMOUR, positivas e negativas. Aos socos e pontapés, a brasileira quebraria rótulos e críticas. Em comunicado oficial, o vice-presidente de criação para a linha feminina da marca, Leanne Fremar, explicou a campanha: “A maioria das mulheres em um determinado momento de sua vida recebem opiniões contraditória a respeito de expectativas, elogios e críticas. Tendo vivido a sua vida aos olhos do público desde que ela começou a modelar aos 16 anos, Gisele sabe o que significa concentrar-se para dentro, a fim de vencer e alcançar seus próprios objetivos”.


Para assistir ao vídeo da campanha com a modelo brasileira basta clicar no ícone abaixo.

   

Os slogans 
I Will. 
I Will What I Want. (2014) 
Protect This House. I Will. (2003)


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1996 
● Fundador: Kevin Plank 
● Sede mundial: Baltimore, Maryland, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Under Armour, Inc. 
● Capital aberto: Sim (2005) 
● Chairman & CEO: Kevin Plank 
● Faturamento: US$ 3.08 bilhões (2014) 
● Lucro: US$ 208 milhões (2014) 
● Valor de mercado: US$ 17 bilhões (maio/2015) 
● Lojas: + 160 
● Presença global: 70 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 4.300 
● Segmento: Equipamentos esportivos 
● Principais produtos: Roupas, calçados, equipamentos e acessórios esportivos 
● Concorrentes diretos: Nike, Adidas, Puma, Reebok, New Balance, Asics, Mizuno e Newton Running 
● Ícones: As camisetas de compressão 
● Slogan: I Will. 
● Website: www.underarmour.com.br 

A marca no Brasil 
Em 2012 a UNDER ARMOUR ingressou, mesmo que de forma tímida, no mercado brasileiro com o fornecimento de uniformes para a equipe de basquete masculino do Pinheiros/Sky. Aos poucos, a partir de 2014, foi investindo na distribuição de algumas de suas linhas de produtos em vários pontos de venda e, finalmente no mês de março de 2015, a marca inaugurou sua primeira loja própria em solo brasileiro, localizada no Shopping Morumbi, em São Paulo, que contou com a presença de Michael Phelps, maior campeão olímpico da história e garoto propaganda da marca. Pouco depois, a UNDER ARMOUR foi apresentada como nova fornecedora de material esportivo do São Paulo (cinco anos por R$ 15 milhões/ano, mais R$ 12 milhões em uniformes). Além de ingressar com força no segmento do futebol, e também no mercado de training e running, a empresa americana apostará alto nos esportes olímpicos, já que o Rio de Janeiro será sede dos Jogos de 2016.


A marca no mundo 
Atualmente a UNDER ARMOUR, uma das marcas líderes no desenvolvimento, comercialização e distribuição de vestuário, calçados e acessórios esportivos de alto desempenho no mercado americano, está presente em mais de 70 países ao redor do mundo, além de possuir mais de 160 lojas próprias (localizadas especialmente nos Estados Unidos, China e México). Do portfólio da marca, que faturou mais de US$ 3 bilhões em 2014, fazem parte inovadores equipamentos para as mais diversas modalidades esportivas (para competição e treino), incluindo calçados para homem, mulheres e crianças, comercializados em mais de 25 mil pontos de venda somente no mercado americano. A sede mundial da empresa está localizada na cidade de Baltimore, Maryland, enquanto a sede europeia fica no Estádio Olímpico de Amsterdã. A UNDER ARMOUR também possui escritórios em Denver, Nova York, Austin, Hong Kong, Toronto e Guangzhou (China). 

Você sabia? 
As flagship stores (loja conceito) da marca são batizadas de Under Armour Brand House. As lojas em formato de outlets são chamadas de Under Armour Factory House
No Brasil a marca tem uma parceria com a FEMAMA (Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama), que atua nacionalmente no combate ao câncer de mama. A linha de produtos Power in Pink® é feita para as mulheres que utilizam o esporte na sua luta contra a doença, e parte do faturamento dessa linha é direcionado para a instituição. 
Kevin Plank foi apontado em 2012 pela revista Forbes como o quarto CEO mais poderoso dos Estados Unidos entre aqueles com menos de 40 anos. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Isto é Dinheiro), jornais (Valor Econômico), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 19/5/2015

6.11.12

BLUE MAN GROUP


Eles são enigmáticos, altos, calvos e sobem ao palco com roupas pretas e as cabeças e mãos pintadas de azul. Este é apenas o cartão de visitas do BLUE MAN GROUP, que oferece ao público de todas as idades um espetáculo envolvente e performático. O grupo é considerado uma das mais instigantes manifestações artísticas mundiais deste século e se tornou uma verdadeira máquina de ganhar dinheiro, sendo apontado como um dos mais bem-sucedidos exemplos de economia criativa no mundo.

A história
O início do BLUE MAN GROUP conta com uma história curiosa: Chris Wink e Matt Goldman se tornaram grandes amigos durante o ensino médio em Manhattan. Porém na universidade, eles seguiram caminhos diferentes: Wink foi para Universidade Wesleyan enquanto Goldman foi para a Universidade Clark. Após se formarem, em 1984, os dois voltaram a se encontrar em Nova York e mais tarde, em 1986, conheceram Phil Stanton, que recém havia se mudado da Geórgia. Foi então, que em 1987, eles resolveram fundar o BLUE MAN GROUP e criar seu próprio espetáculo de rua, baseado em um único personagem, o Blue Man (Homem Azul). O primeiro show, realizado em 1988 no Central Park, recebeu o título de “Funeral dos Anos 80” (“The Funeral for the 80s”): um manifesto questionando o crescimento da mentalidade individualista e incentivando o coletivo. No início de carreira, os três amigos dividiam todas as tarefas. Para conseguir dar conta da criação, produção e performance em diferentes pontos da cidade (eles faziam apresentações em boates, galerias e eventos), trabalhavam 14 horas por dia, todos os dias, sem descanso. Nos primeiros meses, os shows deram prejuízo, mas eles foram em frente assim mesmo.


A história desse performático trio começou a mudar quando Meryl Vladimer, então diretor artístico do CLUB La MaMa, assistiu ao trabalho dos seres azuis em um espetáculo de variedades apresentado por Tom Murrin. Encantado com a apresentação ele pediu para que o grupo criasse um espetáculo completo. O resultado foi o show TUBES, que conseguiu persuadir críticos de teatro a escreverem resenhas favoráveis. O show era realizado por três seres humanoides com roupas pretas que cobriam todo o corpo, exceto mãos e cabeças, que eram calvas e completamente pintadas de azul através de um tipo especial de maquiagem. A primeira apresentação ocorreu em 1991 no La MaMa, e pouco depois o espetáculo se instalou no Astor Place Theater (até hoje em cartaz e um dos mais aplaudidos e assistidos da cidade). Depois disto, o sucesso do grupo cresceu de forma astronômica e rendeu diversas premiações ao BLUE MAN GROUP.


Depois dos três amigos terem assinado um contrato com dois produtores, que detiveram os direitos sobre o grupo por três anos, em 1993, para recuperar o controle sobre as atividades, eles fundaram a BLUE MAN PRODUCTIONS. Afinal, cuidar dos negócios e das performances sozinhos seria impossível. Por isso, passaram a contratar atores para encarnar o BLUE MAN, e criaram um método de ensino para isso. Esse movimento deu escala ao grupo, que pode se apresentar em vários locais ao mesmo tempo, incluindo espetáculos fixos. Além disso, para manter tudo sob controle, nomearam diretores associados, encarregados de garantir a qualidade de todos os shows e aparições. Enquanto isso, os fundadores se concentraram em criar novos produtos e fazer o negócio crescer mundialmente. Com isso, o show estreou em Boston (1995) e Chicago (1997). Em 1999 o BLUE MAN GROUP lançou seu primeiro álbum (intitulado “Audio”), com músicas instrumentais que incluíam sons dos exóticos instrumentos desenvolvidos pela trupe. O disco foi indicado ao Grammy Awards.


No começo do novo milênio, o grupo estreou seu maior espetáculo fixo em Las Vegas (que ficou em cartaz até 2005), apresentado no Luxor Theater, com capacidade para 1.200 pessoas. Em 2003 foi lançado o segundo disco, chamado “The Complex”. De sonoridade mais rock, mas com a inventividade característica do grupo, o disco contava com vocais de convidados especiais, como por exemplo, Dave Mathews. Ainda este ano, eles realizaram sua primeira turnê mundial, “The Complex Rock Tour”, que foi totalmente registrada em DVD e lançada no ano seguinte. Em 2004 o grupo estreou espetáculos fixos em Toronto e Londres, que ficaram em cartaz por dois anos. Em 2006, o BLUE MAN GROUP estreou o espetáculo na cidade de Berlim na Alemanha, onde encontrou uma das comunidades mais ativas de fãs.


Além de levar o show para diferentes partes do planeta, os integrantes do grupo criaram novos produtos: idealizaram um show de rock para espaços maiores, lançaram CDs e DVDs, escreveram trilhas sonoras para filmes e programas de televisão, além de assinarem contratos de publicidade extremamente rentáveis, como por exemplo, com a Intel (onde os homens azuis estrearam como protagonistas de suas campanhas em 2001) e a TIM (da qual eles são garotos-propaganda desde 2008). A segunda turnê mundial, batizada de “How to Be a Megastar Tour 2.0”, estreou no dia 26 de setembro de 2006. No ano seguinte o BLUE MAN GROUP instalou um espetáculo fixo dentro do CityWalk, uma área de entretenimento localizada nos parques da Universal em Orlando. Além disso, dando continuidade a sua expansão internacional, o BLUE MAN GROUP instalou um espetáculo fixo em Tóquio (encerrado recentemente).


Desde 2010, o BLUE MAN GROUP apresenta todas as noites um espetáculo que combina música, teatro, comédia e multimídia, em uma forma única de entretenimento, a bordo do luxuoso transatlântico EPIC da Norwegian Cruise Lines. No dia 10 de outubro de 2012, o grupo estreou seu mais majestoso espetáculo fixo no luxuoso Monte Carlo Resort and Casino em Las Vegas. A partir de 2013, o BLUE MAN GROUP contará com mais um integrante e ele será brasileiro. Para ser um “Blue Man” o candidato deve ter entre 1,77 cm e 1,88 cm de altura, um bom porte físico, idade entre 25 e 35 anos e conhecimentos de música e artes cênicas.


Os espetáculos do BLUE MAN GROUP são reconhecidos internacionalmente por sua originalidade, execução, beleza musical e visual, e principalmente por poder ser apreciado por pessoas de todas as idades, de todos os idiomas e culturas. São conhecidos por interagirem com o público durante as apresentações inclusive distribuindo uma proteção plástica para quem senta na primeira fileira, uma forma de evitar espirros de substâncias utilizadas ao longo do show, porém sempre mantendo a característica do grupo, dos seres que não falam ou expressam sentimentos. No início de suas carreiras, os integrantes do grupo costumavam falar com as pessoas após o espetáculo, ainda maquiados de azul, respondendo perguntas e dando autógrafos. Mais tarde foi definido que eles não deveriam falar e sim permanecer como o personagem durante todo o período em que estiverem de maquiagem. Atualmente o autógrafo é somente um borrão de tinta azul e quando apresentados a uma nova forma de tecnologia (como um telefone celular ou tablet, por exemplo) eles simplesmente ficam estáticos observando o objeto.


Dados corporativos
● Origem: Estados Unidos
● Fundação: 1987
● Fundador: Chris Wink, Matt Goldman e Phil Stanton
● Sede mundial: New York City, New York
● Proprietário da marca: Blue Man Productions, LLC
● Capital aberto: Não
● CEO & Presidente: Willy Burkhardt
● Faturamento: US$ 250 milhões (estimado)
● Lucro: Não divulgado
● Presença global: + 75 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 750
● Segmento: Entretenimento
● Principais produtos: Shows, produtos licenciados e músicas
● Concorrentes diretos: Cirque Du Soleil, The Blues Brothers e Stomp
● Ícones: Os homens azuis
● Website: www.blueman.com

A marca no mundo
Atualmente o BLUE MAN GROUP é uma organização criativa que produz espetáculos teatrais misturando comédia, música e elementos multimídias, em várias cidades do mundo, quer seja através de turnês mundiais ou espetáculos fixos (Boston, Chicago, Las Vegas, Nova York, Orlando, Berlin, além de um show no transatlântico Epic da Norwegian Cruise Lines). A empresa também realiza a produção de trilhas sonoras para cinema e televisão. O grupo, em parceria com o Boston Children’s Museum mantém uma área específica onde ocorre a apresentação (interativa) “Making Wave”. Hoje em dia existem aproximadamente 60 homens azuis e 50 músicos que participam de seus espetáculos pelo mundo. Seus shows são vistos por mais de 60 mil pessoas por semana, gerando uma receita de US$ 3.54 milhões. Até 2011, mais de 25 milhões de pessoas já tinham sido “testemunhas” das performáticas apresentações do grupo. A marca BLUE MAN GROUP está presente, incluindo, produtos licenciados, turnês mundiais e campanhas publicitárias, em mais de 75 países.

Você sabia?
Em 2007, foi inaugurada a BLUE SCHOOL, uma instituição de ensino para crianças do jardim de infância até a quarta série. A escola tem a ideia de transformar os alunos em participantes engajados, usando a criatividade e o aprendizado sócio-emocional como pontos centrais da experiência de ensino.
O BLUE MAN GROUP tem sua própria saudação, chamada de “Blue Man Salute”, que é feita levantando os braços no ar.
O grupo se apresentou no Brasil em 2007 e 2009, com o espetáculo “How to Be a Megastar Tour 2.0”, lotando casas de espetáculo no Rio de Janeiro e São Paulo.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Newsweek, BusinessWeek, Time e Isto é Dinheiro), jornais (Valor Econômico), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 6/11/2012

1.11.12

ZURICH


Orientação ao cliente, compromisso, confiabilidade, tradição secular, segurança financeira e força inovadora. Foi assim que a ZURICH conquistou milhões de clientes em todos os continentes, sempre oferecendo serviços e produtos de acordo com a necessidade de cada indivíduo ou empresa, se transformando em uma das maiores e mais sólidas seguradoras do mundo. 

A história 
Tudo começou em 1872 na Suíça com a fundação da Versicherungs-Verein (em português “União Seguradora”), como uma subsidiária da Schweiz Marine Company, cujo principal propósito era ressegurar seguros de transportes marítimos de cargas para sua matriz. Pouco depois, em 1875, a nova empresa iniciou o trabalho com seguros contra acidentes. Além disso, filiais foram abertas na Alemanha, Dinamarca e Suécia, expandindo assim seu mercado. Em 1880 a empresa abandonou o negócio de seguros de transporte de cargas, após uma grave perda que só pôde ser coberta utilizando sua reserva de capitais. Com um novo comando, a empresa focou seus esforços no segmento de seguros de acidentes. Até 1890 a empresa cresceu fortemente no mercado internacional através da inauguração de novas filiais em inúmeros países, como por exemplo, Noruega, Áustria, Bélgica, França, Holanda, Espanha, Itália, Luxemburgo, Liechtenstein e Rússia. Pouco depois, em 1892, a empresa assinou um contrato com um corretor de seguros profissional na Bélgica. Foi a primeira vez que a empresa utilizou esse canal para vender seus produtos. Em 1894, com o objetivo de refletir a expansão dos seus negócios, a seguradora mudou seu nome para ZURICH General Accidental and Liability Insurance Company (Seguros de Acidentes Gerais e Probabilidades). Somente em 1912 seria inaugurada a filial americana da empresa, ingressando assim neste enorme mercado consumidor como a primeira seguradora estrangeira a estabelecer operações no país.


Após a Primeira Guerra Mundial, enquanto seus principais concorrentes se concentraram em seus mercados de origem, a ZURICH usou sua força financeira e experiência internacional para se expandir mundialmente. Com isso, em 1922 a empresa ingressou no mercado britânico de seguros gerais como a primeira companhia estrangeira a oferecer seguros de acidentes diretos. Iniciou esta nova fase internacional com o nome de VITA - Life Insurance, posteriormente renomeada como ZURICH - LIFE. Isto foi necessário para absolver os portfólios de empresas alemãs e francesas que faliram por causa da inflação pós-guerra. Com isso, a VITA se expandiu rapidamente usando a rede da ZURICH e, em 1930, já tinha subsidiárias na Bélgica, Alemanha, Holanda, Espanha e França. Além disso, a ZURICH apresentou ao mercado o seguro de acidentes para crianças e desenvolveu seu primeiro produto para garantir as obrigações contratadas pelos construtores. Em 1935 a empresa introduziu no mercado um seguro especial de acidentes para mulheres, mostrando assim a preocupação com o público feminino.


Após os turbulentos períodos da Segunda Guerra Mundial, a empresa iniciou uma onda de aquisições, em diversos países ao redor do mundo. Além disso, em 1955, a empresa se estabeleceu com uma seguradora atacadista, oferecendo todos os produtos que seus clientes necessitavam e mudou seu nome para ZURICH INSURANCE COMPANY. Até meados dos anos de 1960, mais duas aquisições aconteceram na Austrália e na Suíça, e novas filiais foram abertas na Argentina, na Índia e na Costa do Marfim. Além disso, a marca introduziu no mercado em 1965 a apólice de seguro All Risk para a área da construção, que cobria grandes projetos de riscos patrimoniais causados por acidentes ou forças da natureza. Em 1976, com o intuito de atingir mercados internacionais foi criada a ZURICH INTERNATIONAL. Pouco depois, em 1978, a empresa desenvolveu a Zurich Hazard, uma ferramenta de análise para avaliar, priorizar e aperfeiçoar riscos. Somente em 1984 a empresa desembarcou no Brasil para atender seus clientes multinacionais com atuação no país. Começou com um escritório de representação, através da Companhia Internacional de Seguros e, após adquirir a Companhia Anglo-Americana, mudou sua razão social para Zurich Brasil Seguros S.A. O início da década de 1990 foi marcado por inúmeras novidades: estabelecimento da ZURITEL, como seguradora via telefone; aquisição do Banco privado Rud, Blass & Cie.; concessão da permissão para a criação de agência própria no México, Taiwan, República Checa e Polônia; e a compra de 80% da Kemper Corporation e 97% da Kemper Financial Services.


Em 2001, a então ZURICH FINANCIAL SERVICES e o Deutsche Bank chegaram a um acordo de cooperação e a distribuição mútua dos seus produtos e serviços. Com estas mudanças, a empresa fortaleceu sua atividade de seguros de vida e alcançou uma parceria estratégica na distribuição para a Europa Continental. No ano de 2011, a empresa firmou uma parceria com o Grupo Santander de forma a criar uma joint-venture na área de seguros. Pela primeira vez no Brasil lançou uma campanha publicitária para fortalecer o conhecimento da marca, destacando com bom-humor sua preocupação em buscar entender as necessidades dos consumidores. Em abril de 2012 a empresa mudou seu nome de Zurich Financial Services para Zurich Insurance Group. Essa mudança refletia as mudanças ocorridas nos últimos anos, quando a empresa concentrou seu portfólio no segmento de seguros.


Hoje em dia, a ZURICH oferece um amplo espectro de produtos e serviços que correspondem às necessidades mais sofisticadas dos segmentos onde atuam seus clientes. Além disso, promove o constante intercâmbio de informações entre suas unidades internacionais em busca das soluções mais efetivas para cada novo desafio. Um exemplo disso é o Centro de Atendimento a Sinistros Zurich HelpPoint, que trata-se de uma prestação de serviço ágil, diferenciada e personalizada para o atendimento de sinistros de automóvel, dando assim maior agilidade e conforto para seus segurados.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas alterações ao longo dos anos. Em 1997 a empresa adotou um novo logotipo, muito mais moderno e impactante visualmente, com novas cores e um novo design para o tradicional Z estilizado.


Os slogans 
For those who truly love. (2013) 
Global strength. Local knowledge. 
Because change happenz. (2007) 
Para aqueles que amam a verdade.


Dados corporativos 
● Origem: Suíça 
● Fundação: 1872 
● Fundador: Schweiz Marine Company 
● Sede mundial: Zurique, Suíça 
● Proprietário da marca: Zurich Insurance Group Ltd.  
● Capital aberto: Sim 
● Chairman: Michel Liés  
● CEO: Mario Greco  
● Faturamento: US$ 63.9 bilhões (2017) 
● Lucro: US$ 3 bilhões (2017) 
● Valor de mercado: US$ 45 bilhões (dezembro/2018) 
● Presença global: 210 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 55.000 
● Segmento: Financeiro 
● Principais produtos: Seguros (vida, carro e residencial) e previdência privada 
● Concorrentes diretos: AIG, Allianz, Mapfre, Generali, AXA, Liberty Mutual, Nationwide, Aflac, ING, Allstate e Chubb 
● Slogan: For those who truly love. 
● Website: ww.zurich.com.br 

A marca no mundo 
Como um dos líderes globais no segmento de seguros e maior seguradora da Suíça, a ZURICH está presente em mais de 200 países com uma força de 55.000 funcionários. A empresa oferece uma vasta gama de soluções de seguros de vida e não vida para indivíduos, pequenas, médias e grandes empresas, assim como multinacionais. No Brasil a empresa possui 32 filiais e 30 ZACs (Zurich Atendimento ao Corretor) espalhados pelo país. 


Você sabia? 
Boa parte das empresas listadas na Fortune Global 100 (100 maiores empresas do mundo) faz parte de sua carteira de clientes. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 


Última atualização em 10/12/2018

29.10.12

TUMI


Luxo com alças e rodinhas. Esta pode ser a melhor definição da cobiçada marca americana TUMI. Mas afinal, qual o segredo dessa marca com pouco mais de quatro décadas de vida, que conquistou celebridades e homens importantes, como por exemplo, o ex-presidente Barack Obama? Aliar tecnologia e design. A TUMI sempre foi reconhecida pela funcionalidade e resistência de seus produtos – eles seriam até sete vezes mais resistentes do que os das marcas concorrentes. Além disso, seu posicionamento mais recente como uma grife “lifestyle”, totalmente focada nas necessidades de pessoas em trânsito e viagens, ajudou a consolidar sua reputação neste segmento e atrair clientes mais que famosos. 

A história 
Tudo começou em 1975 quando Charlie Clifford, um importador de bolsas de couro da América do Sul, resolveu fundar uma empresa para a produção de malas executivas em couro, que teria como diferencial o design inovador e o acabamento artesanal de alta qualidade. Ele batizou sua marca como TUMI, nome de uma faca (no formato da letra T) utilizada para cirurgias ou sacrifícios pelos Incas, especialmente no Peru, inspirado quando trabalhava na América do Sul na instituição Corpo de Paz (uma agência federal americana criada para ajudar os países em desenvolvimento, prestando serviços essenciais e promovendo o melhor entendimento entre os americanos e povos de outras culturas). As primeiras malas foram vendidas por US$ 50. Em 1983, a TUMI começou a emergir como uma marca líder em design na indústria de bagagem com a introdução de uma bolsa de mão revolucionária, que apresentava o nylon balístico, material extremamente resistente, além de uma ampla abertura com um zíper em forma de U e muitos bolsos organizacionais. Pouco depois, em 1986, a marca laçou uma maleta de mão casual e funcional, quebrando assim os paradigmas desse segmento.


Nos anos seguintes a TUMI desenvolveu-se como um bom fabricante de malas de viagens e de pastas executivas, especialmente no mercado americano, conquistando uma clientela fiel de profissionais exigentes e viajantes frequentes. No início da década de 1990 a marca ingressou no mercado europeu com o estabelecimento de um escritório de vendas na Alemanha. Em 1992 ampliou sua linha de produtos ao lançar uma coleção masculina de carteiras, agendas e chaveiros em couro. No ano seguinte continuou inovando ao apresentar a Tumi Wheel-A-Way, um design de bagagem de mão com rodas de última geração, que possuía inúmeros componentes exclusivos, customizados, capacidade excepcional e alças retratáveis. Em 1997, lançou a maleta para notebook Safecase™, com um eficiente sistema para absorver choques. E foi somente nesse mesmo ano que a marca inaugurou sua primeira loja própria, na cidade californiana de Santa Monica. O sucesso fez com que a TUMI inaugurasse, nos anos seguintes, outras unidades em importantes cidades mundiais, como por exemplo, Nova York, Los Angeles, Chicago, Londres, Paris e Tóquio. No início do novo milênio, a TUMI ampliou seu canal de distribuição ao implantar pontos de vendas dentro de importantes aeroportos mundiais, além de lançar seu comércio eletrônico em 2002.


Nos últimos dez anos, a marca resolveu fazer uma verdadeira revolução consigo mesma, ao se aventurar na seara dos acessórios de luxo. Adotou um novo posicionamento e um visual mais despojado, além de lançar produtos extremamente sofisticados. Tudo para atrair um público mais jovem. A TUMI também aproveitou oportunidades que se traduziram na mudança de perfil e posicionamento: de uma empresa de malas, passou a ser uma marca de “lifestyle”, que desenvolve e fabrica produtos sofisticados para pessoas em trânsito. Um bom exemplo disso ocorreu a partir de 2009, quando a TUMI lançou armações, óculos de sol (2011) e alguns produtos eletrônicos. Além disso, introduziu a luxuosa coleção VAPOR, composta por malas extremamente leves e resistentes de policarbonato. E não foram as únicas mudanças. Ao perceber que as mulheres formam um contingente representativo dessa força de trabalho, a TUMI criou uma sofisticada linha de bolsas femininas. E não parou por aí: a empresa contratou um competente executivo (Jerome Griffith), que ajudou a Gap a construir seu negócio na Europa, para comandar sua expansão internacional.


Outro fator primordial para o enorme crescimento da marca foi a conquista de clientes famosos, como executivos, políticos poderosos e celebridades, como por exemplo, Brad Pitt, Tom Cruise, Cameron Diaz e as gêmeas Mary-Kate e Ashley Olsen. Mas talvez, seu maior “aliado” seja o ex-presidente Barack Obama, que já foi visto, e fotografado, em várias ocasiões carregando uma TUMI a tiracolo, causando inveja até para concorrentes poderosos da marca americana. Com isso, essa clientela influente e formadora de opinião passou, indiretamente e espontaneamente, a funcionarem como garotos-propaganda da marca americana, contribuindo para a disparada nas vendas.


Em 2012 a marca americana fez sua estreia oficial no Brasil com a inauguração de uma loja no Shopping Iguatemi, em São Paulo, onde era possível encontrar a coleção Tegra-Lite™, malas resistentes feitas de Tegris™, material criado para uso em colete a prova de balas, carros de corridas da NASCAR e equipamento de proteção para futebol americano. A empresa entendia que, como grande marcas de luxo, era extremamente importante agregar valor ao produto, ter presença internacional e se posicionar de maneira diferenciada diante do consumidor brasileiro. Pouco depois a TUMI abriu seu capital na Bolsa de Valores e arrecadou US$ 338 milhões, que ajudou em sua expansão para avançar na Ásia, no Leste Europeu e na América do Sul. No mês de março de 2016, a TUMI foi adquirida pela Samsonite por US$ 1.8 bilhões.


Apesar de tudo isso o que tem alavancado os números da TUMI no mundo inteiro é o apreço pelo design. Por isso, nos últimos anos, a marca firmou parcerias com a italiana Ducati (ícone de luxo no mercado de motos); com o designer israelense Dror Benshetrit, para a criação de linhas de produtos exclusivas e sofisticadas, como por exemplo, uma mochila que incorpora tecnologia solar para carregar dispositivos eletrônicos móveis; e com o norte-americano Jonathan Adler, que criou uma linha de malas e acessórios divertidos, com estampa Chevron, o clássico ziguezague colorido. Além disso, desde 2013, a companhia aérea Delta Air Lines oferece kit de amenidades da TUMI, para passageiros da classe premium. Embora as malas, que custam aproximadamente R$ 5 mil, seja o carro-chefe da marca americana, a TUMI se posiciona no mercado como “uma grife de produtos para pessoas em trânsito”. Por isso, além das peças mais conhecidas, entram no portfólio todos os tipos de acessórios para viagem que oferecem performance, organização e design moderno, como maletas, bolsas, carteiras, mochilas, agendas, porta eletrônicos, óculos, guarda-chuvas, cintos, pantufas, até tapa-olhos e caixas para lentes de contato e uma pequena linha de jaquetas.


A tecnologia 
A TUMI foi uma das pioneiras do setor a utilizar comunicação e tecnologia para localização de bagagem. Isto começou em 1999, ainda que de forma rudimentar, com o lançamento da TUMI Tracer®, um programa de identificação e recuperação de produtos que ajudava a encontrar malas perdidas, através de um código fixado nos produtos da marca. Bastava ligar para o número indicado e passar o código que o proprietário seria avisado. Mais recentemente, em 2017, a TUMI e a gigante AT&T anunciaram o lançamento do Localizador Global Tumi, dispositivo de rastreamento sem fio desenvolvido para oferecer aos viajantes informações específicas de localização e posicionamento de suas bagagens ou bolsas de viagem. Com um formato liso, compacto e 150 gramas de peso, o localizador global utiliza tecnologias GPS, GSM, Wi-Fi e Bluetooth para rastrear a localização da bagagem em que está instalado.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por modificações ao longo dos anos. Adquiriu um visual mais moderno e sofisticado, incluindo a adoção da cor vermelha e condizente com o posicionamento da marca no mercado.


Os slogans 
Perfecting The Journey. (2016) 
Meet the global citizens. (2014) 
Travel the world in style. 
Where next? (2006) 
Your traveling companion.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1975 
● Fundador: Charlie Clifford 
● Sede mundial: South Plainfield, New Jersey, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Tumi Holdings, Inc. 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Samsonite International S.A.) 
● CEO: Ramesh Dungarmal Tainwala 
● Faturamento: US$ 600 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 260 
● Presença global: 75 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 900 
● Segmento: Acessórios de viagem 
● Principais produtos: Malas, frasqueiras, maletas, mochilas, carteiras e bolsas 
● Concorrentes diretos: Rimowa, Desley, Away, Raden, Victorinox, Coach, Bally e Louis Vuitton 
● Ícones: Aliar design e tecnologia 
● Slogan: Perfecting The Journey. 
● Website: www.tumi.com 

A marca no mundo 
Hoje em dia a marca americana, presente em mais de 75 países ao redor do mundo, comercializa sua vasta e luxuosa linha de produtos através de quase 260 lojas próprias e 2.000 mil pontos de venda, geralmente localizados em sofisticadas lojas de departamento. Além disso, a TUMI tem lojas virtuais em vários países. A marca também possui uma forte presença nos principais aeroportos de importantes cidades mundiais. Com faturamento anual estimado em US$ 600 milhões, os produtos de viagem correspondem a 46% do total das vendas, seguido das pastas e bolsas executivas com 40% e acessórios com 14%. 

Você sabia? 
Com produtos que podem custar de US$ 400 até US$ 13 mil, a TUMI tem uma linha de produção praticamente artesanal e seleciona rigorosamente cada componente – do menor parafuso de aço ao FXT™ Ballistic Nylon®, exclusivo e virtualmente a prova de abrasão. 
A marca americana sempre teve a inovação em seu DNA, tanto que possui mais de 125 patentes inovadoras. Além disso, cada produto TUMI antes de deixar a fábrica é submetido a uma combinação de 30 testes de qualidade, muitos dos quais pioneiros. 
Todas as lojas da marca estão aptas a realizar pequenos reparos nas bagagens, como por exemplo, consertar zíper. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Época Negócios), jornais (Valor Econômico), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Mundo Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 13/9/2017

23.10.12

ASHLEY MADISON


Imagine um site que ofereça a facilidade de se conseguir uma “pulada de cerca” de forma rápida e discreta. Pois é exatamente isso que propõe ASHLEY MADISON, um nome capaz de tirar do sério e enfurecer desde líderes religiosos, senhoras católicas, conservadores e defensores dos bons costumes e da união familiar. Polêmico e controverso, mas com milhões de adeptos em vários países do mundo, o site ousa proporcionar aos seus usuários relacionamentos casuais e fora do casamento, sendo acusado por muitos de promover a traição. Polêmicas a parte, milhões de pessoas compartilham da mesma ideia, transformando ASHLEY MADISON em um verdadeiro fenômeno liberal e adúltero.

A história
Tudo começou quando o canadense Noel Biderman, então um agente de atletas profissionais em Chicago, leu uma entrevista de um jornalista americano que lhe chamou a atenção e despertou seu atinado faro para os negócios. A matéria dizia que 30% das pessoas cadastradas em sites de relacionamentos e namoros não eram solteiras. Ou seja, eram casadas ou comprometidas, com relacionamento estável. Foi então que o visionário Noel Biderman (que apesar de estar todo à vontade na foto abaixo, é casado e, jura ser fiel) resolveu criar um site que causaria uma enorme polêmica. A ideia por trás do novo negócio era bastante simples: um site que parecesse atender as mulheres que procuram um parceiro adúltero, enquanto na verdade, atrairia homens que procuram as mulheres para uma ligação adúltera. Batizada de ASHLEY MADISON (apenas os dois nomes mais populares para meninas registrados naquele ano), a empresa foi criada no final de 2001 na cidade de Toronto, e o site entrou oficialmente no ar no dia 21 de janeiro de 2002. O polêmico empreendimento oferecia um ambiente para quem era casado, ou tinha uma relação estável, poder encontrar parceiros na mesma situação e ser aberto e honesto sobre o que estava procurando.


Nos anos seguintes, aos poucos, o site de relacionamento foi ganhando cada vez mais adeptos em várias cidades americanas e canadenses. Na mesma proporção do aumento de sua popularidade, ASHLEY MADISON também despertava a fúria de cidadãos e organizações, especialmente religiosas, que constantemente acusavam o site de incentivar o adultério, promover a promiscuidade e construir um negócio em cima de corações partidos. Além disso, adotando um slogan que indicava claramente sua filosofia, “A vida é curta. Tenha um caso” (“Life is short. Have na Affair”), o site começou, em algumas vezes apenas tentou, anunciar em vários veículos de comunicação, fato que causou ainda mais polêmica, como aconteceu recentemente, quando a Fox, uma das maiores redes de TV dos Estados Unidos, recusou-se a aceitar um comercial do site que deveria ser veiculado durante o Super Bowl, a final da liga do futebol americano profissional, sob a alegação de que era “inadequado” ao público. O Facebook seguiu o mesmo caminho.


Apesar da relutância de inúmeros veículos de comunicação em permitir que a marca anunciasse, ASHLEY MADISON gastou milhões de dólares em publicidade somente nos Estados Unidos, em outdoors, TVs e rádios. Em um de seus comerciais, um casal vive momentos de paixão. E surge o letreiro na tela: “Eles são casados... Mas não um com o outro”. E tem mais, oferecendo serviços pra lá de polêmicos, a marca ganhou enorme espaço em mídias importantes: seu fundador, rotulado por parte da imprensa como “destruidor de lares”, já participou de alguns dos principais programas de TV dos Estados Unidos, como por exemplo, Ellen Degeneres, Larry King, o noticiário Good Morning America (da rede ABC), sendo também tema de reportagens nas revistas Time e Vanity Fair, e mais recentemente, quando foi a estrela de uma reportagem de capa da conceituada Bloomberg Businessweek sobre a “economia da infidelidade” e a “invenção do mercado do adultério”.


Em 2009, o site lançou aplicativos para iPhone e BlackBerry, que permitiam acessar o serviço pelo celular sem deixar pistas eletrônicas para mulheres e maridos desconfiados. Foi a partir deste ano que a marca iniciou o lançamento de sites locais fora da América do Norte. O resultado desta expansão pode ser comprovado em 2010 quando ASHLEY MADISON, que se tornou uma espécie de Meca digital do adultério, superou a barreira dos 10 milhões de membros no mundo, com presença em países como Austrália, Reino Unido, Alemanha, Suíça, Áustria, Irlanda, Nova Zelândia e Suécia.


Ao investir US$ 2.5 milhões, o polêmico site desembarcou virtualmente no Brasil na primeira semana de agosto de 2011, oferecendo seus serviços para que usuários encontrem pessoas casadas e solteiras de todos os estados, com o intuito de ter relações casuais. Sua chegada ao país foi um enorme sucesso e em poucos dias bateu o recorde mundial da empresa para um lançamento de site local: 107 mil cadastros de brasileiros, que já tinham gasto no site aproximadamente R$ 1.7 milhões. Mais de 22 mil inscrições foram feitas em pleno domingo do Dia dos Pais, data em que a marca publicou seu primeiro anúncio em um jornal de grande circulação. Em 2012 o site especializado em relações extraconjugais anunciou a aquisição da base de usuários do concorrente Ohhtel. Com isso, ASHLEY MADISON passou a ter um total de 13.5 milhões de cadastrados em 22 países e mais de 520.000 usuários no Brasil.


Como nos sites convencionais de namoro, ASHLEY MADISON oferece aos usuários perfis personalizados, com suas preferências sexuais, conversas on-line e troca de mensagens. Eles não pagam nada para preencher seus perfis e navegar pelos perfis alheios. Só pagam para enviar as primeiras mensagens a quem lhes interessar. As demais mensagens ao mesmo usuário são gratuitas. O site vende um pacote de créditos que pode ser usado para contatar até 20 pessoas e utilizar funcionalidades como salas de bate-papo, acessos a galerias de fotos e envios de presentes, como por exemplo, flores virtuais. É um sistema que os americanos chamam de “pay as you play” (“pague à medida que se divertir”). Apesar de ser voltado para pessoas casadas, não há nenhuma proibição a solteiros que queiram se relacionar com alguém casado. Se dentro do site a discrição é a chave do negócio, fora do ambiente virtual ASHLEY MADISON tem promovido estratégias bem barulhentas para divulgar seus serviços e aposta alto na libido e na infidelidade de milhões de pessoas mundo afora.


A evolução visual
A identidade visual da marca passou por uma radical mudança desde seu lançamento. O atual logotipo tem personalidade e ousadia, principalmente por utilizar a aliança, símbolo do casamento e de uma relação estável, no lugar na letra “o” da palavra MADISON.


Dados corporativos
● Origem: Canadá
● Fundação: 2001
● Fundador: Noel Biderman
● Sede mundial: Toronto, Canadá
● Proprietário da marca: Avid Dating Life Inc.
● Capital aberto: Não
● CEO: Noel Biderman
● Faturamento: US$ 100 milhões (estimado)
● Lucro: US$ 20 milhões (estimado)
● Usuários: 16.2 milhões
● Presença global: 25 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 150
● Segmento: Agência de relacionamentos
● Principais produtos: Relacionamentos casuais e extraconjugais
● Concorrentes diretos: Second Love, eHarmony e Match.com 
● Ícones: A polêmica causada por seus serviços
● Slogan: Life is short. Have an affair.
● Website: www.ashleymadison.com

A marca no mundo
Atualmente ASHLEY MADISON está presente em 25 países ao redor do mundo com mais de 16.2 milhões de membros. O site tem seus maiores mercados nos Estados Unidos e Alemanha. Já o Brasil é considerado um mercado chave, tendo mais de 520.000 membros em pouco mais de um ano de atuação. A receita média por usuário é de US$ 150 durante sua vida útil no site, que gira em torno de dois anos. Apesar de quase todos os homens registrados no site serem casados ou viverem um relacionamento estável, aproximadamente 20% das mulheres são solteiras.

Você sabia?
Além de pessoas comprometidas, a rede também permite a inscrição de homens e mulheres solteiros, garantindo eficiência de 100% quando o assunto é arranjar um parceiro para traições.
“A monogamia, na minha opinião, é uma experiência fracassada”, é uma das frases mais repetidas pelo fundador do site, Noel Biderman.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Time, Época Negócios e Isto é Dinheiro), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 23/10/2012