12.12.12

McAFEE


O nome McAfee soa familiarmente para milhões de internautas e representa para outros tantos milhões um alívio sem igual. Afinal, a marca oferece produtos e serviços que protegem dados e informações de milhões de pessoas ao redor do mundo, além de evitar que empresas sofram bilhões de dólares em prejuízos com as constantes ameaças que existem na internet. Utilizando produtos McAfee, os usuários se conectam, navegam e fazem compras online de forma segura e tranquila. Essa é a principal missão da McAfee, ajudar seus clientes a permanecerem seguros contra as constantes ameaças do mundo digital. 

A história 
Tudo começou no ano de 1987 quando o inglês John McAfee, que cresceu na cidade de Salem, estado americano da Virginia, e ainda trabalhava como um programador de computador para a empresa Lockheed anteviu não somente o crescimento da internet como também dos malefícios que a rede poderia causar nas máquinas e para as pessoas. Isto porque, em seu trabalho ele teve os primeiros contatos com um vírus de computador, então chamado “Pakistani Brain”, criado por dois irmãos paquistaneses, e resolveu desenvolver um software específico para combater aqueles tipos de programas, que seriam conhecidos como pragas digitais. Tudo em um momento onde os computadores começaram a se tornar populares nas casas americanas e crescia o medo de programas maliciosos se espalharem de máquina em máquina. Como um visionário cibernético, ele fundou a empresa McAfee Associates com alguns outros programadores e criou um software antivírus, oferecido por downloads gratuitos através de distribuição shareware, mas com limitações. Era o surgimento do McAfee Antivirus, que nos anos seguintes se tornaria extremamente popular em milhões de computadores pelo mundo afora.


Em 1989, ele abandonou a Lockheed e começou a trabalhar em tempo integral em sua empresa, que funcionava inicialmente na sala de sua casa na cidade de Santa Clara, estado da Califórnia. A propaganda boca a boca deu certo e fez com que o software chegasse as grandes empresas. Em 1991, um relatório divulgado pela revista Forbes apontou que, entre as 100 maiores empresas dos Estados Unidos, 100% delas utilizavam o software de McAfee. As empresas pagavam uma pequena taxa de licenciamento, o que rendia a McAfee um faturamento de US$ 5 milhões por ano. Em 1992, John McAfee usou seu talento de vendedor para promover o seu produto, espalhando na mídia um pânico por conta do vírus “Michelangelo”, que supostamente infectaria 5 milhões de computadores. O plano deu certo e a empresa aumentou consideravelmente o número de licenças de softwares. Entretanto, o medo não se confirmou e menos de 10 mil computadores foram infectados. Com este sucesso a empresa acompanhou o rápido crescimento e popularização da internet e, em 1992, realizou a abertura de capital na Bolsa de Valores, captando recursos para sua expansão. Pouco depois, a empresa iniciada na sala da casa de John valia US$ 80 milhões na Nasdaq. Dois anos mais tarde, John McAfee, que tinha bacharelado em matemática pela Faculdade de Roanoke, deixou a empresa que havia fundado com centenas de milhões de dólares na conta bancária e, desde então, acumula uma série de episódios que o tornam, para muitos, o personagem mais excêntrico da alta tecnologia.


Em 1997 ocorreu a formação da Network Associates, resultado da fusão da McAfee Associates e da Network General. Após adquirir a IntruVert Networks por US$ 100 milhões, empresa responsável pela tecnologia de prevenção de intrusão, que implicava não somente em detectar ataques, mas também bloqueá-los, em 2003 a empresa passou por uma grande reestruturação, que culminou com a venda de suas soluções para negócios, além de uma nova mudança de nome, voltou a se chamar McAfee, e cujo objetivo era refletir seu foco em tecnologias e soluções relacionadas com segurança informática. Nos anos seguintes a empresa aumentou seu portfólio para soluções de segurança de software, incluindo produtos e serviços para terminais e redes, dedicados a ajudar em garantir que os dispositivos e as redes com conexão a internet estivessem protegidos contra conteúdos mal-intencionados, solicitações falsas e transações e comunicações desprotegidas.


No mês de fevereiro de 2011 a McAfee Associates foi oficialmente adquirida por impressionantes US$ 7.7 bilhões pela poderosa Intel. A inclusão dos produtos e das tecnologias da McAfee a carteira de computação da Intel trouxe pessoas incrivelmente talentosas, com um histórico de criação de inovações, produtos e serviços na área de segurança em que o mercado e os consumidores confiam para que suas conexões a internet sejam mais seguras e protegidas. A aquisição era coerente com a estratégia de softwares e serviços da Intel para proporcionar uma excepcional experiência de computação em áreas de negócios de grande crescimento, especialmente na passagem para a mobilidade sem fio. Nos anos seguintes a McAfee progrediu no sentido de definir e comunicar seu novo papel e estratégias após ser adquirida.


A marca McAfee desapareceu, mesmo que temporariamente, oficialmente quando foi anunciada, em 2014, a criação da Intel Security. Na ocasião, o tradicional vermelho foi substituído pelo azul da marca Intel e somente o escudo foi mantido no logotipo, como uma discreta referência a antiga marca. Isto porque a Intel queria desassociar o nome McAfee da conturbada e escandalosa vida pessoal de John McAfee, fundador da empresa. Mas, dois anos depois, o setor de segurança digital foi surpreendido por um novo anúncio, a aquisição de parte da Intel Security pelo grupo TPG e um prometido retorno da marca, só anunciado oficialmente no final de 2016. Com isso, a empresa de software de segurança global Intel Security retomou seu nome original McAfee, que voltou a operar como uma nova empresa independente. Assim, a nova McAfee expandiria sua plataforma de soluções de segurança para possibilitar que os clientes identifiquem e orquestrem respostas de forma eficiente contra ameaças cibernéticas. Na nova McAfee, a Intel continuou a deter 49% das ações e a TPG, uma das principais empresas globais de investimento em companhias de tecnologia, manteve 51% do controle. E a nova McAfee já começou grande: atualmente é responsável pela segurança digital de nada menos do que duas a cada três empresas na lista das 2 mil maiores companhias do mundo. Com o negócio, a marca McAfee praticamente renasceu das cinzas.


Amparadas por uma equipe de pesquisa premiada, as tecnologias de segurança da McAfee fazem uso de uma capacidade preditiva exclusiva baseada no McAfee Global Threat Intelligence, permitindo que usuários domésticos e empresas se mantenham um passo a frente das ameaças online. Os produtos e soluções da McAfee abrangem as seguintes áreas: Análise de ameaças avançadas, Proteção e criptografia de dados, Segurança de banco de dados, Proteção de terminais, Segurança de rede, Gerenciamento de segurança, Gerenciamento de eventos e informações de segurança (SIEM), Segurança de servidor e Segurança na Web. Atualmente, entre seus principais e mais populares produtos e serviços, estão: McAfee Total Protection (solução de segurança online mais avançada para PCs, smartphones e tablets, que inclui antivírus, antimalware, segurança na web, firewall, antispam, controle dos pais e gerenciamento de senhas. Além disso, o novo McAfee Anti-Malware Engine combina análise de autoaprendizagem e proteção baseada em comportamento para proteger contra ataques de ransonware e malware de dia zero), McAfee Mobile Security (para turbinar a segurança e o desempenho de smartphones e tablets Android), True Key by McAfee (gerenciamento avançado de senhas e autenticação por múltiplos fatores), McAfee WebAdvisor (serviço gratuito que impede o usuário de clicar em sites perigosos e permite que ele navegue pela web e faça compras online com segurança) e McAfee SIEM (reunindo dados de eventos, ameaças e risco, essas soluções oferecem visibilidade em tempo real sobre todas as atividades de segurança para aprimorar o gerenciamento da conformidade e acelerar os tempos de resposta a incidentes).


O badboy da tecnologia 
Dentro dos círculos dos aficionados por informática ele é considerado uma lenda. Gênio brilhante em alguns momentos, lunático e dependente de drogas em muitos outros, John David McAfee criou em torno de si uma história digna de um filme hollywoodiano. Aliás, ele tem tanta certeza disso que vendeu os direitos sobre a história de sua vida para a Warner, que deve produzir em breve um longa-metragem sobre a sua trajetória. Ele nasceu no dia 18 de setembro de 1945, em uma base americana no Reino Unido, filho de um militar americano e uma mãe inglesa. Na infância, filho de um pai alcoólatra, apanhava com frequência junto com sua mãe. Quando ele completou 15 anos seu pai cometeu suicídio, mas nem por isso deixou de ser um fantasma na vida de John. “Ainda penso nele todos os dias, onde quer que eu esteja. Tenho ciência de que a minha vida é uma droga”, destacou McAfee em uma famosa entrevista. Na época da faculdade começou a mostrar o seu talento, revelando-se um homem extremamente inteligente e com bom faro para os negócios. Um dos seus primeiros empregos era o de vendedor de revistas de porta em porta. Seu método não era dos mais honestos, já que ele anunciava “revistas grátis” em troca do preenchimento de um simples cadastro, “a conta chegava dias depois”.


Com o início da vida acadêmica e, consequentemente, os seus primeiros trabalhos no mundo da tecnologia, outros problemas começaram a se revelar. Se por um lado ele se formava com brilhantismo em matemática, tendo a oportunidade de trabalhar como um dos programadores da NASA, por outro começava a enfrentar os seus primeiros problemas com álcool. Sua vida permaneceu nesta rotina durante os anos de 1970, mas foi na década seguinte que a sua trajetória mudou completamente. Em apenas três anos, entre 1983 e 1986, sua vida foi da derrota à criação daquela que seria uma das maiores empresas de software do mercado nas décadas seguintes. Aos 38 anos, John McAfee era diretor de engenharia da Omex. Seus problemas começaram anos antes, quando do álcool ele passou a experimentar drogas mais pesadas como maconha, cocaína e LSD. Em 1983, consumia cocaína em grandes quantidades, vendendo o excedente para os seus colegas de trabalho. Dormia na mesa e passava as manhãs bebendo uísque. Na Northeast Louisiana State College, onde cursava PhD e atuava como professor auxiliar foi expulso por dormir com uma de suas alunas da graduação. Três anos mais tarde John McAfee reapareceu como funcionário na Missouri Pacific Railroad, uma companhia de gerenciamento de trens. Usando computadores da IBM, reinventou diversas rotinas de controle e otimizou as rotas, gerando muitos lucros para a instituição. Infelizmente seu estado sóbrio durou muito pouco. Mas, em 1986, McAfee estava sóbrio novamente. E quando ouviu a notícia de que dois irmãos haviam criado no Paquistão aquilo que poderia ser considerado o primeiro vírus de computador, decidiu que alguma coisa precisava ser feita. Com pouco investimento, reuniu alguns colaboradores e fundou a McAfee Associates no ano seguinte.


Na década de 1990, seu nome estava garantindo entre os grandes da indústria tecnológica. Depois de quase duas décadas mantendo a sua empresa entre os gigantes do mercado de software, ele pareceu ter tido uma nova recaída. Um ano antes de McAfee Associates ser vendida para a Intel, o executivo decidiu vender praticamente tudo o que tinha. Assim, ele deu adeus aos seus carros luxuosos, às mansões que mantinha em diversas localidades nos Estados Unidos, como Havaí, Texas, Novo México e Colorado, e até mesmo ao seu jato particular. De maneira surpreendente, decidiu comprar um grande terreno em meio a uma floresta de Belize, um pequeno país da América Central, e lá se refugiou em um bangalô sem acesso a internet. Depois de conhecer a bióloga de Harvard Allison Adonizio, que estava de férias e fazia pesquisa com antibióticos, McAfee teve um surto. Se antes ele havia conseguido eliminar vírus virtuais, por que não conseguiria também eliminar os vírus reais? Assim, construiu um laboratório completo para Allison, que vendeu tudo o que tinha e firmou uma sociedade com ele. Enquanto Allison se ocupava com as pesquisas, McAfee tratava de negócios e caminhava por becos e ruas sujas de Belize tirando fotos dos habitantes locais. Em um bordel chamado Lover’s, o dono apresentou a ele Amy Emshwiller, uma menina de apenas 16 anos. Menos de 30 dias depois os dois já dormiam juntos. O detalhe é que McAfee já morava com uma mulher, que não gostou nada de ver uma nova companheira em sua casa, deixando John um mês depois. Em um relacionamento conturbado, após 30 dias a jovem Amy tentou matar McAfee, mas desistiu na hora de puxar o gatilho de uma arma. Ele então decidiu que ambos não iriam mais morar juntos, mas construiu para ela uma casa no perigoso bairro onde a jovem nasceu. Ciente dos perigos, ele resolveu equipar os policiais da região com armamento pesado, munição e veículos. Não satisfeito, ele mesmo colocou uma pistola na cintura e foi às ruas conversar com traficantes. Para muitos oferecia TVs de LED em troca da promessa de que eles largariam o tráfico. O ano de 2012 marcou o término de sua aventura em Belize. McAfee armou um exército particular e decidiu que ele mesmo iria mexer com química em seu laboratório particular. Embora tenha dito que estava pesquisando antibióticos, a suspeita é de que ele estivesse produzindo metanfetamina, substância controlada e que pode provocar alucinações. No local onde morava, ele criou uma fábrica de cigarros, uma companhia de distribuição de café e um serviço de táxi marítimo. O governo de Belize o acusou de montar um exército privado e traficar drogas na região. Uma força de elite local, treinada pelo FBI, invadiu a sua casa e encontrou munição pesada e muitas garrafas de substâncias químicas desconhecidas. Solto mediante fiança, ele voltou para o seu bangalô com cinco mulheres, todas com idades entre 17 e 20 anos. Em novembro desse mesmo ano, passou a ser procurado pela polícia local sob a suspeita de ter assassinado o seu vizinho, Gregory Viant Faull. Foragido, McAfee foi preso na Guatemala no mês de dezembro e deportado para os Estados Unidos pouco depois. Os casos mais recentes de suas intermináveis polêmicas são aparecer nos noticiários por brincar de roleta russa na frente de jornalistas, um processo contra a Intel, uma intimação da SEC e um documentário para a TV americana. Para a polícia, ele é um homem perigoso que se tornou um dos chefes de um cartel de drogas na América Central. Para outros, que tiveram contato com ele nos últimos anos, McAfee é um homem problemático, que perdeu contato com a realidade e insistentemente tenta convencer os outros dos seus delírios.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por inúmeras modificações ao longo dos anos. Em 2002, a marca apresentou um novo logotipo com uma nova tipografia de letra e a palavra “security” abaixo do nome. Pouco depois, em 2005, uma nova tipografia de letra foi adotada e o retorno da cor vermelha. Em 2009, finalmente apareceu o familiar escudo, ideal para comunicar o que a empresa tinha a oferecer: segurança e proteção.


Em 2014 a McAfee passou oficialmente a se chamar Intel Security, que manteve em seu logotipo apenas o tradicional escudo da marca. Porém, em 2016, o nome Intel Security saiu de cena para o retorno da marca McAfee e de seus tradicionais símbolos, o escudo (agora estilizado) e a cor vermelha. Por trás do retorno da marca McAfee estava uma nova estratégia que tentava resgatar o que a empresa, agora independente, tem de melhor, a tradição.


Os slogans 
Together is power. (2016) 
Safe Never Sleeps. (2012) 
Securing your digital world. (2011) 
Proven Security. (2006)


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1987 
● Fundador: John McAfee 
● Sede mundial: Santa Clara, Califórnia, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: McAfee Inc. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Christopher Young 
● Faturamento: US$ 1.75 bilhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 100 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 6.700 
● Segmento: Tecnologia 
● Principais produtos: Antivírus e soluções de segurança da informação 
● Concorrentes diretos: Symantec, AVG, Avast, Avira, Bitdefender e Kaspersky 
● Slogan: Together is power. 
● Website: www.mcafee.com.br 

A marca no mundo 
Atualmente a McAfee é uma das maiores empresas independentes de segurança cibernética do mundo. Com faturamento estimado superior a US$ 1.7 bilhões e 6.700 funcionários, os produtos e as tecnologias da McAfee levam soluções e serviços seguros a consumidores, empresas e governos em mais de 100 países, contando ainda com sólidos recursos de vendas que atuam em diversos segmentos. Além disso, a empresa detém mais de 1.200 patentes de tecnologia de segurança e o McAfee Security Innovation Alliance, o principal programa de parcerias tecnológicas do setor, conta com mais de 135 parceiros em âmbito global. 

Você sabia? 
● Em 1986, dois irmãos paquistaneses foram os responsáveis por criarem o primeiro vírus para computadores que se tem conhecimento. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), jornais (Valor Econômico, Folha e Estadão), sites de tecnologia (TecMundo), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 25/4/2017

7.12.12

UNIDAS


Se você estiver viajando por grandes cidades brasileiras, quer seja de férias ou a negócios, e precisar alugar um veículo, a UNIDAS oferece uma moderna frota capaz de atender todas as necessidades durante a estadia, se adequando a cada cliente e finalidade. Afinal, a UNIDAS entrega muito mais que um simples carro. É especialista em soluções de locação e gestão de veículos e frotas. E ajuda a relembrar e redescobrir os prazeres de uma viagem de carro. Mas, além disso, a principal meta é sempre entregar as melhores experiências, viagens, histórias e sorrisos. 

A história 
Tudo começou exatamente no dia 27 de fevereiro de 1985, quando cinco empresas de locação de carros e dois investidores se uniram na cidade de São Paulo criando a Empresas Unidas Veículos e Serviços Ltda., uma locadora que iniciou suas atividades com sete filiais e aproximadamente 500 veículos. A empresa, em complementação às suas atividades de locação de carros, e como forma a aumentar a capilaridade e ritmo de expansão de sua rede em todo o Brasil, adotou, desde o início de suas operações, um modelo de franquias como estratégia de crescimento nesse mercado. O licenciamento da primeira franquia aconteceu na cidade de Manaus, no Amazonas. Nos anos seguintes, a UNIDAS cresceu e estabeleceu-se no mercado, não somente por sua expansão física, mas também por prestar serviços de alta qualidade e oferecer opções de aluguel que atendessem as necessidades dos clientes, quer fossem eles turistas ou viajantes a negócios.


Em 1995, a empresa ampliou seus serviços ao iniciar as atividades no segmento de terceirização de frotas, que compreende a locação de longo prazo (mínimo de 12 meses) de veículos para clientes corporativos e atividades associadas à utilização dos mesmos, tais como, consultoria na escolha da frota, manutenção, contratação de seguros junto às companhias seguradoras, assistência emergencial 24 horas em todo o Brasil e veículo de substituição. Nos anos seguintes, como indicador do desempenho e qualidade de seus serviços neste competitivo setor, a UNIDAS conseguiu atingir um índice de renovação de contratos de aproximadamente 80%. Em 2001, após passar por vários proprietários, a UNIDAS foi adquirida pelo grupo português SAG.


No ano de 2005, a UNIDAS lançou o modelo Franquia Chave na Mão, em que o franqueado recebia uma loja pronta para operar, com no mínimo 25 carros disponíveis para locação, o que permitiu uma aceleração do ritmo de expansão de seus pontos de locação pelas principais cidades do país. Além disso, como atividade complementar às suas operações, a UNIDAS, de forma a permitir a constante renovação da sua frota em todos os segmentos, iniciou a realização da venda de seus veículos previamente utilizados nos negócios de terceirização de frotas e locação de carros. Adicionalmente, a UNIDAS se tornou fornecedora de companhias de seguros e montadoras para veículos reservas no caso de sinistro ou uso da garantia, respectivamente.


Em 2012, a UNIDAS concluiu os procedimentos para tornar-se a Franqueada Master exclusiva da empresa americana Enterprise Holdings, com o intuito de operar as marcas Alamo Rent a Car e National Car Rental no Brasil, pelo período de 15 anos. Com esta parceria operacional, os clientes da empresa americana que viajarem ao Brasil são atendidos pela rede de lojas da UNIDAS, por meio das bandeiras Alamo e National, e da mesma forma, os clientes da empresa brasileira que viajam ao exterior são atendidos pelas redes americanas. Esta parceria permitiu a expansão de suas atividades na América Latina, e representou a possibilidade de reconhecimento internacional, ampliando a capacidade de atração do turista estrangeiro em suas viagens a lazer ou negócios, bem como de empresas que se relacionam com tais marcas. Pouco depois, em 2013, a empresa adquiriu a Best Fleet, empresa de terceirização de frota, especializada no segmento de veículos executivos. Ao final de 2017, a empresa e a Companhia de Locação das Américas (conhecida como “Locamerica”), assinaram um acordo de fusão (combinação de negócios). Além disso, lançou a UNIDAS SEMPRE ZERO, que funciona como um aluguel de um carro zero quilômetro à longo prazo.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos, em 2005 ganhou uma imagem mais dinâmica e moderna.


Os slogans 
A gente entrega muito mais que um carro. (2017) 
É como tem que ser. (2013) 
Os Melhores Quilômetros da Sua Vida. (2005)


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 27 de fevereiro de 1985 
● Fundador: Cinco empresas de locação de carros e dois investidores 
● Sede mundial: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Unidas Locadora de Veículos Ltda. 
● Capital aberto: Não 
● Presidente do conselho: Pedro Roque de Pinho de Almeida 
● CEO: Carlos Horácio Sarquis 
● Faturamento: R$ 1.61 bilhões (2017) 
● Lucro: R$ 65.8 milhões (2017) 
● Pontos de locação: 268 
● Presença global: Não (presente somente no Brasil) 
● Funcionários: 1.476 
● Segmento: Locação de automóveis 
● Principais produtos: Locação de veículos, terceirização de frota e vendas de automóveis seminovos 
● Concorrentes diretos: Localiza, Yes, Movida, Avis, Hertz, Uber e Easy 
● Slogan: A gente entrega muito mais que um carro. 
● Website: www.unidas.com.br 

A marca no Brasil 
Atualmente a UNIDAS, especializada em soluções de locações de veículos, é líder no mercado brasileiro de terceirização de frotas atendendo mais de 1.300 clientes corporativos. No segmento de locação de veículos a curto e médio prazo, a empresa oferece aos seus clientes automóveis, de diversas marcas e modelos, em mais de 265 pontos de atendimento (incluindo os principais aeroportos do país). Considerando todas as atividades, a UNIDAS possui uma frota de aproximadamente 65.000 veículos. Ainda, como atividade complementar, a empresa atua no segmento de venda dos carros anteriormente utilizados em sua frota, que em 2017 atingiram 26.611 veículos seminovos. 

Você sabia? 
Todos os anos a UNIDAS chega a atender mais de 360 mil clientes em todo o país. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Época Negócios e Exame), jornais (Valor Econômico, Folha e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 28/6/2018

2.12.12

DUFF BEER


Quem tem entre 25 e 40 anos provavelmente acompanhou nos anos 90 uma das mais famosas bebidas dos desenhos animados nas mãos do hilário Homer Simpson e seus amigos no icônico bar do Moe. Pois é, o desenho continua no ar e a tradicional cerveja DUFF que era consumida de maneira homérica saiu das telinhas para ganhar as mesas de bares e prateleiras de supermercados. Pode parecer surreal, mas a DUFF BEER, com seu forte apelo emocional, está conquistando cada vez mais consumidores e desbravando novos mercados com um apelo extremamente forte.

A história
Imagine transformar um produto ícone do desenho Simpsons em uma realidade quase lúdica. Mas não foi pelas mãos da FOX, empresa responsável pelos direitos do popular desenho, que a icônica DUFF BEER, cerveja mais consumida da imaginária cidade de Springfield, chegou à vida real. Tudo começou em 2004 quando o empresário mexicano Rodrigo Contreras Díaz, que já trabalhava com marketing, teve a lúdica ideia, ou ousadia como alguns queiram, de transformar um sonho de uma geração inteira em realidade. Após vislumbrar o potencial da marca ele recorreu ao canal de TV para viabilizar seu projeto. Depois de receber diversas negativas como resposta, devido à grande parte do público ser formado por crianças e adolescentes, descobriu que a marca DUFF BEER (incluindo sua identidade visual) não era patenteada.


O empresário então tratou de fazer isso fora dos Estados Unidos. Depois de quase três anos de pesquisas e desenvolvimento, em 2007, ele surpreendeu milhares de pessoas da badalada ilha espanhola de Ibiza dando vida à cerveja DUFF, um produto sem igual no mercado. Afinal, existiam centenas e centenas de marcas de cerveja no mercado, mas nenhuma carregava tanto simbolismo como a DUFF BEER: cerveja preferida de Homer Simpson, um pai de família preguiçoso, desleixado e beberrão, servida ficcionalmente na taberna do Moe desde 1989 e que tinha como porta-voz o famoso DUFFMAN. Por si só esses argumentos e atributos lendários já eram uma excelente ferramenta de marketing, mesmo que de forma indireta, que causariam uma natural alusão entre a cerveja e o desenho de enorme sucesso.


A cerveja foi lançada seguindo fielmente seu status fictício, ou seja, elaborada com uma cerveja barata usada em produção em massa, deixando o apelo emocional com o desenho despertar o desejo de consumo de seu público. A nova cerveja, que utilizou o logotipo como uma réplica fiel do rótulo apresentado no desenho, causou tamanho impacto e obteve tão grande aceitação no mercado que logo pessoas do mundo todo passaram a querer experimentá-la, o que acabou atraindo a atenção de potenciais parceiros e investidores. E assim a cervejaria belga Haacht Brewery fechou parceria com o empresário, e pouco depois, ainda em 2007, outros países europeus já podiam desfrutar da lúdica cerveja preferida de Homer Simpnson. A DUFF BEER rapidamente se espalhou por países como Alemanha, Itália, França, entre outros. Após grande e animador sucesso na Europa, a América Latina foi o próximo passo de expansão da marca, e em 2009, foi criada a DUFF SUDAMÉRICA, tendo a Colômbia como centro de operações. Crescendo rapidamente em diversos países a cerveja DUFF foi lançada no México (que apesar de ser idealizada por um empresário mexicano, somente foi introduzido nesse país neste momento, incluindo a versão em lata, como Homer bebia no desenho), Chile, Paraguai e Panamá.


E finalmente chegou ao Brasil em novembro de 2011, produzida sob licença pela cervejaria catarinense SaintBier, que se adaptou as várias exigências para que cerveja pudesse ser fabricada de acordo com os padrões de qualidade determinados pela empresa. Diferentemente do que no desenho, onde era servida como uma bebida barata e popular, a empresa quis investir em um produto mais exclusivo, feito de puro malte, com um sabor marcante e agradável de tomar, para fidelizar o cliente. Vale lembrar que a fórmula da cerveja muda de país para país. Nos meses seguintes a estratégia de marketing da empresa foi expandir a marca para outros estados, como Minas Gerais, Rio de Janeiro e região Sul. Entre as ações de divulgação diferenciadas da marca no país, a DUFF já produziu um rótulo especial para o dia de St. Patrick’s, onde a cor verde assumiu o lugar do tradicional vermelho. A ousada estratégia se repetiu em abril de 2012, quando a marca realizou o concurso “O Seu Texto na Garrafa”, em que frases dos consumidores foram escolhidas para estampar as embalagens da icônica cerveja.


Dados corporativos
● Origem: México/Espanha
● Lançamento: 2007
● Criador: Rodrigo Contreras
● Sede mundial: Jalisco, México
● Proprietário da marca: Duff México S.A. de C.V.
● Capital aberto: Não
● Presidente: Rodrigo Contreras
● Faturamento: Não divulgado
● Lucro: Não divulgado
● Presença global: + 20 países
● Presença no Brasil: Sim
● Segmento: Cervejarias
● Principais produtos: Cervejas
● Concorrentes diretos: Colorado, Devassa e Proibida
● Ícones: O apelo emocional da ligação que a marca tem ao famoso desenho
● Slogan: Sim, ela existe.
● Website: www.duffbrasil.com.br

A marca no mundo
Atualmente, a DUFF BEER é comercializada em mais de 20 países ao redor do mundo, incluindo o Brasil, onde a marca está presente em mais de mil pontos de vendas.

Você sabia?
Mesmo sem a relação direta e legal com os Simpsons, o próprio slogan da marca, “Sim, ela existe”, remete ao famoso desenho.
O nome da cerveja é uma homenagem ao então baixista da banda Guns n’ Roses, Duff McKagan, um assumido beberrão.
Cada país decide qual será o segmento a cerveja DUFF será inserida. No Brasil, a marca ingressou em uma atitude ousada e pretenciosa para concorrer com Guiness e Colorado; já na Alemanha, por exemplo, ela é uma cerveja barata, vendida em supermercados, assim como na cidade fictícia de Springfield.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 2/12/2012

27.11.12

NEWSWEEK


A revista NEWSWEEK por quase 80 anos foi presença constante nos lares americanos, e ajudou a milhões de leitores se informarem das notícias da semana anterior. Mas hoje os tempos são outros. A NEWSWEEK continua com seu ótimo jornalismo, suas matérias geniais, seus editoriais sempre cheios de personalidade, só que no formato digital. A revista impressa irá desaparecer no último dia de 2012, mas a marca NEWSWEEK continuará sendo um dos ícones do jornalismo mundial.

A história
Originalmente chamada de News-Week, a tradicional revista foi idealizada pelo inglês Thomas John Cardell Martyn, que havia trabalhado por dez anos como editor de notícias internacionais na revista TIME, e lançada oficialmente no dia 17 de fevereiro de 1933 com a ajuda de investidores, entre os quais John Hay Whitney e Paul Mellon. A revista foi criada para levar aos leitores americanos um resumo analítico das notícias da semana e uma visão do que seria importante na semana seguinte. A primeira edição, que custava apenas 10 centavos de dólar, possuía sete fotografias das notícias semanais da imprensa em sua capa. Em 1937, estrangulado pelas dívidas ele vendeu a revista. Pouco depois, Malcolm Muir se tornou presidente e editor-chefe da revista e mudou seu nome para NEWSWEEK, relançando-a no mercado com o slogan “The magazine of news significance” (algo como “A revista das notícias significativas”).


Nos anos seguintes Malcolm imprimiu uma nova personalidade a revista, enfatizando mais a interpretação de histórias, introduzindo colunas assinadas (que seriam um grande atrativo da revista) e criando inúmeras edições internacionais (a NEWSWEEK chegou a ter 12 edições, escrita em japonês, coreano, russo, Turco, e até mesmo em árabe e espanhol). Em 1961 a revista foi comprada pelo tradicional e influente jornal Washington Post. Ao longo desses anos, a NEWSWEEK foi desenvolvendo um vasto material de notícias, de grandes histórias e análises à reviews e comentários. Durante este período a NEWSWEEK com seu jornalismo dinâmico travou uma das mais acirradas rivalidades, talvez a mais célebre na história do jornalismo americano, com a revista TIME. Em meados dos anos 90 a NEWSWEEK lançou seu site na Internet, que agregava as matérias e notícias da revista com reportagens do tradicional jornal Washington Post.


Apesar de sua força e influência na mídia americana, a NEWSWEEK começou a enfrentar uma grave crise financeira em 2008, quando passou a registrar enormes perdas financeiras e a passar por mudanças em uma desesperada tentativa de evitar o colapso. Isto culminou com sua aquisição em agosto de 2010 pelo magnata da indústria de áudio, Sidney Harman, pelo valor simbólico de US$ 1, além de assumir as pesadas dívidas. Após esta aquisição, a NEWSWEEK foi relançada com novo design, e, em novembro desse mesmo ano, se uniu ao site de notícias THE DAILY BEAST, fundado por Tina Brown, que passou a comandar também a revista, que ganhou rumos sensacionalistas, sendo muito criticada por suas decisões editoriais que a levaram a produzir capas “vendedoras e polêmicas” como a que imaginava a Princesa Diana com 50 anos ou a que retratava Barack Obama como “o primeiro presidente gay”.


Após 80 anos nas bancas, a revista semanal americana, em mais um episódio da inexorável transição para o digital, anunciou que a partir de 31 de dezembro de 2012 deixará de existir no formato impresso. Mas isso não significa o fim da tradicional NEWSWEEK, que a partir desta data ganhará uma nova edição digital, que será acessada apenas por assinantes. Além da redução no quadro de funcionários, a revista semanal deixará de publicar a versão em espanhol. O novo formato, batizado de NEWSWEEK GLOBAL, para ser acessado por meio de tablets, e-books e outros dispositivos móveis, será sustentado por assinaturas e irá oferecer um jornalismo de alta qualidade para leitores que querem se informar sobre os eventos mundiais em um contexto sofisticado. A revista afirma que isso se deve ao crescimento dos acessos através destes meios, a queda vertiginosa em sua circulação (em apenas uma década a revista encolheu de uma circulação paga de 3 milhões de assinantes para 1.5 milhões), altos custos de impressão e distribuição, além da preocupação ambiental em banir o papel.


A evolução visual
A identidade visual da NEWSWEEK passou por inúmeras modificações ao longo dos anos, mas sempre manteve a cor vermelha, de fundo, como ponto central de seu logotipo.


Os slogans
What Matters Most. (2010)
The magazine of news significance. (1937)


Dados corporativos
● Origem: Estados Unidos
● Lançamento: 17 de fevereiro de 1933
● Criador: Thomas J.C. Martyn
● Sede mundial: New York City, New York
● Proprietário da marca: The Newsweek Daily Beast Company LLC
● Capital aberto: Não
● CEO: Baba Shetty
● Editor chefe: Tina Brown
● Faturamento: Não divulgado
● Lucro: Não divulgado
● Assinantes: 35.000 (versão digital)
● Presença global: 190 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 400
● Segmento: Comunicação
● Principais produtos: Revista de notícias (digital) e websites
● Concorrentes diretos: Time, The New Yorker, US News And World Report e The Economist
● Ícones: O jornalismo dinâmico
● Slogan: What Matters Most.
● Website: www.newsweek.com

A marca no mundo
Hoje em dia a NEWSWEEK, que era a segunda revista semanal de informação mais importante dos Estados Unidos, atrás somente da sua eterna rival TIME, se adaptou aos novos tempos, deixando a versão impressa e se tornando uma revista digital com mais de 35.000 assinantes, milhões de leitores em 190 países (14 milhões somente nos Estados Unidos) e voltada especificamente para uma audiência altamente móvel. A NEWSWEEK mantém 9 bureaus nos Estados Unidos, além de escritórios com correspondentes em várias cidades do mundo, como por exemplo, Londres, Paris, Moscou, Jerusalém, Tóquio, Beijing, Cidade do México e Buenos Aires.

Você sabia?
No cemitério da pacata cidade de Agrolândia, no Alto Vale do Itajaí, em Santa Catarina, uma sepultura chama a atenção pelo tamanho de sua lápide em pedra, com mais de um metro de largura. Nela está escrito “Thomas John Cardell Martyn”. E logo abaixo: “Founder of Newsweek”. Isso mesmo, o fundador de uma das mais importantes revistas americanas passou seus últimos anos de vida e morreu (em 5 de fevereiro de 1979) no Brasil.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 27/11/2012

22.11.12

KATE SPADE NEW YORK


Das costuras aos zíperes, das frases criativas bordadas nas etiquetas às estampas coloridas das peças expostas nas prateleiras, cada detalhe nos produtos da americana KATE SPADE NEW YORK é pensado e feito especialmente para contar uma história cheia de vida e alegria. Seja em Nova York, Londres ou Tóquio, as aconchegantes e convidativas lojas da marca oferecem uma abordagem prática, colorida e atemporal para uma mulher vibrante e moderna, sempre refletindo o estilo nova-iorquino tão apreciado por celebridades internacionais como Taylor Swift, Malia Obama, Kate Middleton e Elizabeth Moss. 

A história 
Tudo surgiu de uma necessidade, e também insatisfação, da jornalista e editora de acessórios da extinta revista Mademmoiselle, Katherine (Kate) Noel Brosnahan (foto abaixo), que durante seis anos escrevendo sobre desfiles, roupas e acessórios, se deu conta de que não havia nada que a entediasse mais do que uma bolsa clássica. Ela desejava bolsas de mão com um design bacana e cores interessantes, e que ela não conseguia encontrar em loja nenhuma, nem mesmo na agitada Nova York. Ela sonhava com bolsas lúdicas repletas de cores, estampas e formas. Kate chegou à conclusão de que para ter as bolsas do jeito que queria, teria que fazê-las. Foi então que junto com seu futuro marido, Andy Spade, um publicitário que conheceu na universidade (irmão do ator e comediante David Spade), ela fundou a KATE SPADE NEW YORK HANDBAGS, em janeiro de 1993. Na noite anterior ao apresentar sua primeira coleção ela decidiu estampar seu nome no lado de fora da bolsa: um gesto que as tornaria tão reconhecíveis quanto populares. Os laços, os desenhos ou as formas mais inesperadas se converteram em símbolo de identidade de seu estilo com alergia ao tédio.


Inicialmente a nova marca produzia bolsas com design prático, ares retro e cores vibrantes, resultado de intensas pesquisas realizadas nos famosos mercados de pulgas, um tipo de brechó muito comum em Nova York. Suas bolsas de náilon cheias de personalidade, que combinavam cores fortes e estampas bem elaboradas, e com identidade marcante, começaram a cair no gosto das mulheres descoladas e modernas. Em tempo recorde suas bolsas acabaram penduradas nos braços de Anna Wintour, Julia Roberts e Gwyneth Paltrow. E o melhor: editores de moda rapidamente se apaixonaram pelos designs e sensibilidade moderna de Kate, que combinava praticidade, formas simples e cores vivas. O resultado? Já em 1995 a KATE SPADE faturava US$ 1.5 milhões. O sucesso foi tanto que o casal decidiu inaugurar sua primeira loja própria em 1996, instalada no descolado bairro do SoHo em Nova York. E não demorou muito para a linha ser ampliada com o lançamento de acessórios, como carteiras, cintos e agendas.


Em 1998, Kate ganhou o prêmio de melhor designer de acessórios concedido pelo CFDA (Conselho dos Estilistas Norte-Americanos). Ainda este ano a empresa resolveu criar a JACK SPADE, uma linha de bolsas (tipo carteiro) para o público masculino. Com o crescimento da empresa, seus principais valores de design foram reforçados por meio do logotipo icônico (que possuía o símbolo do naipe de espada) e elementos gráficos modernos, estabelecendo uma representação conceitual para a marca reconhecida em todo o mundo. Em 1999, apesar de vender 56% da marca para o grupo Neiman Marcus por US$ 34 milhões, Kate continuou no comando criativo da KATE SPADE. Nos anos seguintes a marca ganhou ainda mais força e iniciou uma forte expansão com a inauguração de inúmeras lojas em várias grandes cidades americanas, como por exemplo, Boston, Los Angeles, San Francisco e Chicago. O sucesso da KATE SPADE também extrapolou as fronteiras americanas e a marca passou a ser comercializada em muitos países ao redor do mundo.


Em 2002 a marca lançou no mercado seu primeiro perfume. Pouco depois, em 2004, após inaugurar sua primeira loja internacional no Japão, a marca resolveu lançar a KATE SPADE at HOME, uma sofisticada linha de produtos para casa, que incluía lençóis, toalhas de mesa, almofadas e até papel de parede. Em 2006, os outros 44% da empresa foram vendidos ao grupo Liz Claiborne (conhecido atualmente como Kate Spade & Company). Com isso, Kate Spade se desligou definitivamente da marca, que ganhou uma nova diretora criativa, Deborah Lloyd, cujo currículo tinha passagens pelas tradicionais marcas Burberry e Banana Republic. Começava então uma nova fase para a marca com o lançamento de uma linha de bijuterias, roupas, inclusive os seus vestidos com pedras aplicadas, que fazem enorme sucesso pelo mundo afora. Além disso, a marca lançou, em 2010, o perfume Twirl, acompanhado por uma linha de cosméticos que incluía creme para o corpo, sabonete gel e desodorante.


Sua expansão na América Latina começou em 2011 pela cidade de São Paulo, onde a marca inaugurou sua primeira loja na badalada Rua Bela Cintra, nos Jardins. Com uma decoração moderna, a marca trouxe para as fashionistas brasileiras muita sofisticação e elegância, mas sem perder uma atitude divertida e bem humorada. O sucesso e a receptividade das brasileiras com a marca foi tamanho que, em 2012, a KATE SPADE NEW YORK inaugurou mais duas lojas, no shopping JK Iguatemi, em São Paulo, e outra no shopping Leblon, no Rio de Janeiro. Além disso, a marca também lançou seu comércio eletrônico para o mercado brasileiro (onde encerraria suas operações em meados de 2015 devido à crise econômica do país). Outra grande novidade, além do lançamento de sua primeira coleção praia (maios, biquínis e saídas de praia), foi o anúncio da criação da marca KATE SPADE SATURDAY, uma linha mais jovem e acessível criada especialmente paras as consumidoras conectadas no mundo online. Essa nova linha estreou com uma proposta leve e divertida: peças que tenham um clima de sábado, com cores fortes, para serem usadas no dia a dia.


No ano de 2016, mais uma vez demonstrando toda a ousadia que existe em seu DNA, a marca, escalou a maximalista e irresistível porquinha Miss Piggy para anunciar sua estreia na onda de customizações e também uma coleção-cápsula da personagem em parceria com a Disney, composta por acessórios e peças de roupas criadas nos característicos tons de rosa da personagem e complementados com toques de brilho. Em 2017, a marca foi adquirida pela luxuosa Coach por US$ 2.4 bilhões.


Infelizmente, no dia 5 de junho de 2018, Kate Spade, aos 55 anos, cometeu suicídio em seu apartamento na luxuosa região da Park Avenue em Nova York, resultado de uma depressão profunda. A designer, que nasceu em Kansas City, estado do Missouri, foi encontrada pela manhã por sua empregada doméstica em seu quarto com claros sinais de enforcamento. Apesar de não ter mais ligação com sua famosa marca, sua morte deixa um grande vazio na indústria da moda. Afinal, a designer mudou a forma de consumir acessórios. E mais: conseguiu criar uma marca premium, de preço médio, sem aspirações de proclamar-se como luxo.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: Janeiro de 1993 
● Fundador: Kate Brosnahan e Andy Spade 
● Sede mundial: New York City, New York, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Kate Spade & Company 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Tapestry Inc.) 
● CEO: Anna Bakst 
● Faturamento: US$ 1.2 bilhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 315 
● Presença global: 60 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 4.800 
● Segmento: Moda 
● Principais produtos: Bolsas, carteiras, sapatos, roupas, perfumes e acessórios 
● Concorrentes diretos: Michael Kors, Donna Karan, Tory Burch, Marc Jacobs e Ann Taylor 
● Ícones: As bolsas coloridas e estampadas 
● Slogan: Live colorfully. 
● Website: www.katespade.com 

A marca no mundo 
Atualmente a marca, que oferece uma linha completa de produtos incluindo bolsas, sapatos, acessórios, bijuterias, óculos, perfumes e roupas, além da linha home e papelaria, possui mais de 315 lojas próprias ao redor do mundo, sendo 140 delas nos Estados Unidos. Presente em mais de 60 países, a KATE SPADE ainda comercializa seus produtos em mais de 500 pontos de vendas selecionados, especialmente grandes e badaladas lojas de departamento, e através do comércio eletrônico. O faturamento anual estimado da marca é de US$ 1.2 bilhões. 

Você sabia? 
A filosofia da marca é “Inspiring Women to Live More Interesting Lives” (algo como “Inspirando mulheres a viver uma vida mais interessante”). 
O enorme sucesso da marca no mundo é creditado ao cuidado com os detalhes. Por exemplo, os forros dos vestidos são em seda pura, e o acabamento das barras internas de todos eles é feito à mão. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Elle, Vogue, Marie Claire, BusinessWeek e Exame), jornais (El País e O Globo), sites de moda (Pure Trend), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 7/6/2018

19.11.12

THE FIFTIES


A rede de restaurantes casuais THE FIFTIES elevou o hambúrguer de um simples prato de alimentação rápida para uma refeição gourmet, preparada com ingredientes de alta qualidade e inúmeros acompanhamentos. Além disso, seus restaurantes com ambientação vintage e aconchegante, aliada a um atendimento cortes, tornam as refeições ainda mais saborosas e prazerosas. 

A história 
Tudo começou quando o empresário paulistano José Roberto Auriemo, um dos sócios da construtora JHSF, que sempre foi um ávido apreciador de sanduíches, especialmente hambúrgueres, depois de uma viagem aos Estados Unidos, decidiu montar sua própria lanchonete, ao estilo americano e com jeitão dos anos de 1950 (daí o nome THE FIFTIES). O novo estabelecimento, considerado a primeira hamburgueria com estrutura de restaurante, inaugurado em 1993 no bairro do Itaim Bibi em São Paulo, foi uma das primeiras a fazer hambúrguer de picanha, devidamente acompanhado por deliciosas batatas fritas, milk-shakes e sundaes. Campeão de vendas, o suculento PIC BURGER, contém 150 gramas de carne, alface, cebola picada, queijo e molho rosé.


Em 1994, o empresário contratou a paulistana Débora Damin, formada em gastronomia pelo Senac, para chefiar a rede e imprimir uma personalidade própria ao cardápio. Criando um ambiente inspirado no “bom e velho” Rock n’ Roll, no charme das estrelas do cinema e na ingenuidade rebelde da juventude dos anos de 1950, o THE FIFTIES TRADITIONAL BURGER, com seus tradicionais sofás vermelhos, se transformou no lugar ideal para quem era apaixonado por hambúrguer (sempre caprichados, saborosos e bem temperados) e gostava de bons momentos com os amigos e família, seja no almoço, no jantar, no happy hour, depois da balada, ou simplesmente quando batesse aquela vontade de comer alguma coisa gostosa em um ambiente pra lá de aconchegante.


Em 2005 a rede, que chegava a atender até mil pessoas apenas na noite de sábado e somente no restaurante da Rua Tabapuã, no bairro do Itaim, tinha três unidades espalhadas pela cidade de São Paulo, uma em Higienópolis (inaugurada em 2001) e outra em Moema (que abriu as portas em 2003). Em 2006 foi inaugurada uma nova unidade, com projeto assinado pelo renomado Sig Bergamin, na Vila Olímpia. No ano seguinte a rede inaugurou sua primeira unidade dentro de um shopping, no Morumbi em São Paulo; seguida em 2008 por mais uma unidade no shopping Eldorado. Nesse período a rede ampliou a oferta de opções em seu cardápio visando atender a um público ainda maior, que hoje oferece costela ao molho barbecue, salmão grelhado, frango supreme filé mignon, entre outros pratos.


Em 2010, após inaugurar suas primeiras unidades fora da capital paulista (Ribeirão Preto e Alphaville), José Roberto vendeu o controle do THE FIFTIES para a empresa americana Laço Management. Com a entrada dos novos sócios, a rede de restaurantes casuais iniciou um forte e consistente plano de expansão com a inauguração de novas e modernas unidades em outras regiões do país. Essa expansão começou com a inauguração de unidades na Barra da Tijuca e Leblon, Campinas, São Caetano, além de Recife, Curitiba, Brasília e Salvador, essas três últimas fechadas devido à crise econômica pela qual o país passou.


Nos últimos anos a rede não parou de inovar, adicionando ao seu cardápio delícias como o BABY BACK BURGER, com hambúrguer de costelinha de porco; o ONION BURGER, com hambúrguer de maminha; TURKEY BURGER (peru); e o DREAM BURGER, feito de contrafilé grelhado e com diversos acompanhamentos. Para os vegetarianos, o THE FIFTIES criou o VEGGIE BURGER, com hambúrguer de soja em pão integral. E não parou por aí: em 2013 criou a Onion Tower (torre de cebola), que consiste em 10 anéis de cebola empanados servidos em um suporte de metal, onde estão também os potes com os molhos da casa. A rede oferece também uma grande variedade de wraps, saladas, asinhas de frango fritas, cachorro quente (feito com maxi salsicha acompanhada de maioneses, purê de batata, vinagrete e batata palha), beirutes e várias sugestões de acompanhamento para o cliente montar variações a seu gosto, além de sobremesas irresistíveis que seguem a onda colegial nos tempos da brilhantina como sundaes, banana split, e claro os insuperáveis milk-shakes. Além disso, oferece o cardápio kids com três deliciosas opções: Rock (dois mini cheeseburger e fritas), Dance (seis tirinhas de frango empanadas e fritas) e Pop (dois mini cachorros-quente e fritas).


Com a crise econômica, a rede que chegou a ter 33 unidades espalhadas pelo país, teve de repensar o modelo de negócio, fechou lojas e demitiu funcionários. Em dezembro de 2016, a rede resolveu apostar em unidades mais enxutas, que contam com uma variedade reduzida de itens no cardápio. Idealizado como THE FIFTIES CLASSICS, o novo formato foi projetado para praças de alimentação e como uma forma mais rentável para redesenhar a evolução da marca no país.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 1993 
● Fundador: José Roberto Auriemo 
● Sede mundial: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: The Fifties Comércio de Alimentos Ltda. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Gustavo Costa 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Restaurantes: 20 
● Presença global: Não (presente somente no Brasil) 
● Funcionários: 750 
● Segmento: Restaurantes casuais 
● Principais produtos: Hambúrgueres, batatas-frita, cachorros-quente e milk-shakes 
● Concorrentes diretos: America, Johnny Rockets, General Prime Burger, Achapa e Lanchonete da Cidade 
● Ícones: O hambúrguer de picanha 
● Slogan: Paixão por hambúrguer. 
● Website: www.thefifties.com.br 

A marca no mundo 
Atualmente a rede de restaurantes casuais THE FIFTIES, classificada modernamente como hamburgueria, possui 20 restaurantes instalados em regiões nobres de São Paulo e Rio de Janeiro, além de São Caetano do Sul, Ribeirão Preto, Campinas e Recife. A rede também conta com o sistema de delivery. 

Você sabia? 
A deliciosa maionese da rede é cobrada. Isso se justifica porque ela é feita na cozinha de cada restaurante, assim como todos os hambúrgueres, as batatas fritas e os molhos quentes. 
Entre as celebridades fãs dos hambúrgueres do THE FIFTIES estão Adriane Galisteu e Jô Soares. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Época Negócios, Exame e Veja), jornais (Valor Econômico), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 18/4/2018