9.10.12

STELLA McCARTNEY


Stella e sua marca carregam um sobrenome famoso. A estilista é bela e a marca bem sucedida. Suas peças utilizam matérias-primas ecológicas e tecidos orgânicos, cujo estilo sensual e elegante, é repleto de estampas delicadas como flores e borboletas. E sua marca sinônimo de naturalidade, moda consciente, elegância e simplicidade. Foi assim, que a estilista Stella McCartney e sua grife se tornaram queridinhas de muitas celebridades, como por exemplo, a atriz Anne Hathaway. 

A história 
Stella Nina McCartney (foto abaixo) nasceu no dia 13 de setembro de 1971 na cidade de Londres, segunda filha do ex-baixista dos Beatles Sir Paul McCartney e da fotógrafa americana Linda McCartney. Passou boa parte de sua infância acompanhando o pai famoso em turnês pelo mundo, ao lado da mãe e dos três irmãos. Stella demonstrou interesse pela moda ainda adolescente e costurou sua primeira peça – uma jaqueta – aos 13 anos. Três anos depois, em 1986, foi assistente do francês Christian Lacroix e, em seguida, estagiou com o alfaiate do pai, o talentoso Edward Sexton, na Saville Row, uma famosa rua no bairro londrino de Mayfair, célebre pelos sofisticados ateliês de alfaiataria. Em 1995, Stella formou-se em design de moda na conceituada universidade Central Saint Martins em Londres. Desde seu trabalho de conclusão de curso, a jovem demonstrava um estilo consistente ao qual sua assinatura é atribuída até hoje: natural, feminino, sexy e, ao mesmo tempo, elegante, dotado de leveza, confiança e alfaiataria precisa.


Porém, não foi somente seu talento que chamou a atenção em seu desfile de formatura. A trilha sonora especialmente gravada pelo pai, intitulada Stella May Day, e a presença de amigas para lá de conhecidas na passarela - como Naomi Campbell e Kate Moss - colaboraram para que o desfile estampasse a primeira página de vários jornais na manhã seguinte. A coleção foi comprada imediatamente pela Tokio, uma butique londrina, e logo as criações de Stella já povoavam as araras de lojas de departamento sofisticadas como Browns, Joseph, Bergdorf Goodman e Neiman Marcus. Após um início de carreira em que foi privilegiada e também criticada por conta do sobrenome famoso, a estilista Stella McCartney saiu da sombra do pai e aos poucos se firmou como um dos nomes mais respeitados da moda britânica. Em 1997, foi nomeada diretora criativa da grife Chloé, em Paris, cargo até então ocupado pelo alemão Karl Lagerfeld, que criticou duramente a decisão da casa, alegando que a marca deveria ter escolhido um grande nome da moda e não da música para substituí-lo.


Apesar do ceticismo, suas coleções para a marca francesa foram bem-sucedidas comercialmente e agradaram em cheio à imprensa especializada - após o desfile de estreia, em outubro, a influente revista Vogue decretou que o talento da estilista estava mais do que comprovado, com ou sem sobrenome famoso. Pouco depois, em 1998, foi responsável por criar o vestido de casamento de sua irmã mais velha, Mary. Finalmente, em 2001, Stella McCartney aceitou a proposta do grupo Gucci (que integrava o conglomerado francês de moda de luxo PPR, atual Kering) para lançar sua marca própria, com gestão de 50% das operações para cada um. Foi a primeira estilista do sexo feminino a integrar o grupo. Em outubro do mesmo ano, apresentou a sua primeira coleção na prestigiosa semana de moda de Paris.


No ano de 2005, em mais um lance de ousadia, a estilista firmou uma parceria com a alemã Adidas, para a qual assinou linhas de roupas e acessórios para modalidades como ioga, corrida, tênis, natação, golfe, ciclismo, entre outros esportes. A parceria tem sido uma das mais longas e rentáveis da carreira de Stella e levou a estilista a desenvolver os uniformes das equipes britânicas patrocinadas pela marca das três listras nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012 (a primeira vez na história dos jogos olímpicos que um estilista de moda projetou o vestuário para a equipe de um país em todas as competições). Além disso, a designer foi novamente apontada como diretora criativa da equipe britânica para os Jogos Olímpicos de verão de 2016 no Rio de Janeiro.


Nos anos seguintes a estilista desenvolveu outras parcerias bem-sucedidas, como por exemplo, em 2005, para a popular rede sueca H&M, que esgotou nas prateleiras em tempo recorde; ou em 2009, antes de apostar em uma coleção infantil própria, ao assinar uma linha exclusiva para a marca americana GAP. Após inaugurar as primeiras lojas em Nova York e Los Angeles, a expansão da marca atingiu o Oriente, com loja em Hong Kong e, em 2009, com uma sofisticada unidade em Paris. No inverno de 2010, a estilista apresentou ao público a bolsa Falabella, cuja característica marcante era uma corrente dupla e que se tornou um dos itens mais vendidos da marca, que ao longo dos anos ganhou inúmeros modelos em diferentes tecidos, estampas e cores. A bolsa virou febre entre os fashionistas e celebridades. Nomes como Chiara Ferragni, Kesha e Jennifer Garner já foram fotografadas com a bolsa, feita de couro vegetariano e náilon originário de garrafas recicladas. Atualmente a bolsa pode ser encontrada nos tamanhos micro (18 x 18 x 7 cm), mini (26 x 26 x 10 cm), médio (36 x 36 x 7 cm) e grande (43 x 43 x 11 cm).


Em 2011, a febre das colaborações fashion de Stella McCartney chegou ao Brasil e também foi um sucesso de vendas: cerca de 40 lojas brasileiras da rede C&A receberam uma coleção de roupas (com 27 itens desenhados a partir de modelos clássicos e adaptados para vestir as curvas da mulher brasileira) criada pela estilista, que esteve em São Paulo para o lançamento. Mais recentemente, em 2016, a marca lançou sua primeira coleção de moda masculina. No início de 2018, a estilista Stella McCartney assumiu o controle total de sua marca ao comprar os 50% da participação acionária do grupo francês de luxo Kering, que também é proprietário da Gucci, após uma parceria de sucesso que durou 17 anos. Porém, em julho de 2019, comprovando a força de sua marca, a estilista britânica vendeu uma participação minoritária da empresa para o poderoso conglomerado de luxo LVMH, dono de inúmeras marcas que incluem Givenchy, Louis Vuitton e Christian Dior. Um fator decisivo para esta associação foi que Stella McCartney foi a primeira a colocar as questões de sustentabilidade e ética no palco principal da moda. Afinal, Stella foi a primeira designer que mostrou que é possível uma marca existir no ambiente de luxo vendendo acessórios e roupas que passam longe de qualquer animal, do bicho da seda ao gado.


Quase duas décadas depois de lançar sua marca própria, as criações de Stella podem ser vistas em tapetes vermelhos e capas de revistas vestindo famosos que, em geral, também são amigos da estilista. Uma de suas mais ilustres amigas, Madonna, casou-se com Guy Ritchie com uma criação de McCartney. Seus vestidos são vistos em cerimônias do Oscar, Globo de Ouro e Grammy, atestando o talento da estilista que carrega um sobrenome pra lá de famoso. Atualmente, Stella McCartney é o principal nome da alta moda sustentável. Sua marca tem como característica um impacto ambiental positivo, através da utilização de tecidos orgânicos e reciclados (como algodão, seda, lã e poliéster), que não comprometem o estilo de suas criações. Seguindo os passos da mãe, que ficou bastante conhecida pelo ativismo em favor dos animais, Stella é vegetariana convicta e se recusa a utilizar couro, penas, pelos ou peles em suas criações, um posicionamento difícil em uma indústria que lucra tanto com a venda de acessórios de couro. Afinal, para ela, nenhum animal deve ceder suas vidas pela moda. Essa decisão torna a marca a primeira e uma das únicas que pensam de forma responsável pela ética e meio ambiente. Hoje, pelo menos 50% das criações de Stella McCartney, mãe de quatro filhos e casada com Alasdhair Willis, são feitas com materiais sustentáveis, além dos seus constantes estudos e investimentos em alternativas aos tecidos tradicionais.


A linha do tempo 
2003 
Lançamento da primeira coleção de óculos. 
Lançamento do STELLA, primeiro perfume feminino da grife, uma homenagem à rosa inglesa, e uma expressão de feminilidade. 
2007 
Lançamento da CARE, uma linha de produtos para o cuidado da pele. Feita 100% com ingredientes orgânicos, a linha era composta por sete produtos. Um fato que mostra com clareza as convicções da estilista, é que ela se negou a vender essa linha na China porque lá a lei determina que tudo seja testado em animais. 
2008 
Lançamento de uma sofisticada e sensual linha de lingeries. 
2010 
Lançamento da Stella McCartney Kids, uma linha infantil de roupas e acessórios para recém-nascidos e crianças até 12 anos. Essa linha chegou até a ganhar uma coleção em edição limitada (macacões, pijamas, camisetas e bolsas produzida com algodão orgânico) com estampas da personagem LITTLE MISS STELLA, uma lúdica bolinha azul com braços e pernas criada pelo ilustrador inglês Roger Hargreaves, autor da famosa série de livros e desenhos “Mr. Men and Little Miss”. A personagem já havia aparecido no convite para o desfile primavera/verão 2007 da marca. Atualmente a linha oferece roupas e acessórios para meninos, meninas e bebês com idades entre recém-nascidos e 14 anos. 
Lançamento, em colaboração com a Disney, de uma coleção de joias e acessórios inspirados no filme Alice no País das Maravilhas. 
2012 
Lançamento de uma coleção de sutiãs e calcinhas confortáveis, com variedade de modelos e cores para mulheres que não abrem mão de se sentir bem com uma roupa íntima. Batizada de STELLA, a linha era feita de materiais sustentáveis, como algodão orgânico e metal reciclado. 
Lançamento da fragrância batizada de L.I.L.Y. e descrita como uma jornada através dos sentidos. Stella revelou que a sigla do nome do perfume, além de ser o apelido de sua mãe Linda - falecida em 1998 - contém uma mensagem escondida. O nome deriva do apelido que seu pai deu para sua mãe “Linda, I Love You”, e do nome de uma de suas flores prediletas, o lírio (em inglês, “lily”). 
2016 
Lançamento da fragrância POP, ousada e irreverente, direcionado para uma nova geração de mulheres. 
Lançamento da primeira coleção de maiôs e biquínis da marca britânica. 
2018 
Lançamento da primeira coleção de moda praia masculina, composta por bermudas, sungas, pólos, camisetas, camisas de linho, toalhas, bolsas de praia e ponchos, feitos em algodão orgânico e náilon reciclado, em linha com a filosofia eco-sustentável da marca. 
Lançamento da coleção Made With Love, composta por 17 modelos que incluí clássicos da estilista reeditados para o universo das noivas (sua primeira nesse segmento), como por exemplo, o macacão de renda com faixa na cintura (em versão branca ou vermelha) e um smoking marfim.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por uma única modificação ao longo dos anos, adquirindo um visual mais fashion e sofisticado com os tradicionais pontinhos.


Dados corporativos 
● Origem: Inglaterra 
● Lançamento: 2001 
● Criador: Stella McCartney e o Grupo Gucci 
● Sede mundial: Haywards Heath, West Sussex, Inglaterra 
● Proprietário da marca: Stella McCartney Ltd. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Stella McCartney 
● Diretor criativo: Stella McCartney 
● Faturamento: €280 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 53 
● Presença global: 100 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 700 
● Segmento: Moda de luxo 
● Principais produtos: Roupas, calçados, perfumes e acessórios 
● Concorrentes diretos: Alexander McQueen, Viviane Westwood, Chloé, Marc Jacobs, Céline, Moschino e DVF 
● Ícones: As peças de alfaiataria para mulheres 
● Website: www.stellamccartney.com 

A marca no mundo 
A marca de Stella McCartney mantém atualmente mais de 50 lojas próprias em bairros descolados de Londres, Nova York, Los Angeles, Las Vegas, Miami, Paris, Milão, Roma, Barcelona, Moscou, Tóquio, Seul, Xangai, Doha, Hong Kong, Dubai, e está presente em mais de 860 lojas de departamentos e multimarcas ao redor do mundo, além de seu comércio online, em mais de 100 países, incluindo o Brasil. Suas coleções incluem moda feminina, masculina e infantil, acessórios, lingeries, perfumes, cosméticos orgânicos e óculos. A marca tem faturamento anual estimado em €280 milhões. 

Você sabia? 
Uma característica marcante da grife Stella McCartney é a alfaiataria masculina trazida impecavelmente para o universo feminino. 
A estilista Stella McCartney foi responsável por vestir Meghan Markle para a recepção de seu casamento real em 2018. McCartney tem experiência vestindo noivas: além de Meghan, foi ela quem criou, entre outros, o vestido de noiva que Madonna usou em seu casamento com Guy Richie, em 2000. 
Stella McCartney foi condecorada com a Ordem do Império Britânico (OBE) pela Rainha Elizabeth II em 2012. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Forbes, Vogue, Elle e View), sites de moda (Pure Trends), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Mundo Marketing), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 10/9/2019

2.10.12

Best Global Brands 2012

Este é o ranking de 2012 das 100 mais valiosas marcas do mundo criado pela renomada consultoria de marketing Interbrand (clique para ver mais detalhes), empresa que foi fundada na cidade de Londres em 1974. Os valores representam bilhões de dólares. Basta clicar no link de cada marca para acessar ao perfil exclusivo de cada uma preparado pelo Mundo das Marcas.

1. Coca-Cola (Estados Unidos) – US$ 77.839
2. Apple (Estados Unidos) – US$ 76.568
3. IBM (Estados Unidos) – US$ 75.532
4. Google (Estados Unidos) – US$ 69.726
5. Microsoft (Estados Unidos) – US$ 57.853
6. GE (Estados Unidos) – US$ 43.682
7. McDonald’s (Estados Unidos) – US$ 40.062
8. Intel (Estados Unidos) – US$ 39.385
9. Samsung (Coréia do Sul) - US$ 32.893
10. Toyota (Japão) – US$ 30.280
11. Mercedes-Benz (Alemanha) – US$ 30.097
12. BMW (Alemanha) – US$ 29.052
13. Disney (Estados Unidos) – US$ 27.438
14. Cisco Systems (Estados Unidos) – US$ 27.197
15. HP (Estados Unidos) – US$ 26.087
16. Gillette (Estados Unidos) – US$ 24.898
17. Louis Vuitton (França) – US$ 23.577
18. Oracle (Estados Unidos) – US$ 22.126
19. Nokia (Finlândia) – US$ 21.009
20. Amazon (Estados Unidos) – US$ 18.625
21. Honda (Japão) – US$ 17.280
22. Pepsi-Cola (Estados Unidos) – US$ 16.594
23. H&M (Suécia) – US$ 16.571
24. American Express (Estados Unidos) - US$ 15.702
25. SAP (Alemanha) - US$ 15.641
26. Nike (Estados Unidos) – US$ 15.126
27. UPS (Estados Unidos) - US$ 13.088
28. Ikea (Suécia) – US$ 12.808
29. Kellogg’s (Estados Unidos) – US$ 12.068
30. Canon (Japão) – US$ 12.029
31. Budweiser (Estados Unidos) - US$ 11.872
32. J.P. Morgan (Estados Unidos) – US$ 11.471
33. HSBC (Reino Unido) – US$ 11.7378
34. Pampers (Estados Unidos) – US$ 11.296
35. Nescafé (Suíça) - US$ 11.089
36. eBay (Estados Unidos) – US$ 10.947
37. Zara (Espanha) - US$ 9.488
38. Gucci (Itália) - US$ 9.446
39. Wolkswagen (Alemanha) - US$ 9.252
40. Sony (Japão) - US$ 9.111
41. Philips (Holanda) - US$ 9.066
42. L’Oréal (França) – US$ 8.821
43. Accenture (Estados Unidos) – US$ 8.745
44. Thomson Reuters (Canadá) – US$ 8.444
45. Ford (Estados Unidos) - US$ 7.958
46. Heinz (Estados Unidos) - US$ 7.772
47. Colgate (Estados Unidos) - US$ 7.643
48. Goldman Sachs (Estados Unidos) – US$ 7.599
49. Dell (Estados Unidos) – US$ 7.591
50. Citi (Estados Unidos) – US$ 7.570
51. Siemens (Alemanha) - US$ 7.534
52. Danone (França) - US$ 7.498
53. Hyundai (Coréia do Sul) – US$ 7.473
54. Morgan Stanley (Estados Unidos) - US$ 7.218
55. Audi (Alemanha) - US$ 7.196
56. Nintendo (Japão) – US$ 7.082
57. Nestlé (Suíça) - US$ 6.916
58. AXA (França) - US$ 6.748
59. Xerox (Estados Unidos) - US$ 6.714
60. Adidas (Alemanha) - US$ 6.699
61. Caterpillar (Estados Unidos) – US$ 6.306
62. Allianz (Alemanha) - US$ 6.184
63. Hermés (França) – US$ 6.182
64. KFC (Estados Unidos) – US$ 5.994
65. Panasonic (Japão) – US$ 5.765
66. Sprite (Estados Unidos) - US$ 5.709
67. MTV (Estados Unidos) – US$ 5.648
68. Cartier (França) – US$ 5.495
69. Facebook (Estados Unidos) - US$ 5.421
70. Tiffany & Co. (Estados Unidos) – US$ 5.159
71. Avon (Estados Unidos) - US$ 5.151
72. Porsche (Alemanha) - US$ 5.149
73. Nissan (Japão) - US$ 4.969
74. Visa (Estados Unidos) – US$ 4.944
75. Shell (Holanda) - US$ 4.788
76. Santander (Espanha) – US$ 4.771
77. 3M (Estados Unidos) – US$ 4.656
78. Adobe (Canadá) – US$ 4.557
79. Johnson & Johnson (Estados Unidos) – US$ 4.378
80. Kleenex (Estados Unidos) - US$ 4.360
81. Jack Daniel’s (Estados Unidos) - US$ 4.352
82. Burberry (Reino Unido) – US$ 4.342
83. Johnnie Walker (Reino Unido) – US$ 4.301
84. Prada (Itália) - US$ 4.271
85. John Deere (Estados Unidos) – US$ 4.221
86. Pizza Hut (Estados Unidos) – US$ 4.193
87. KIA (Coréia do Sul) - US$ 4.089
88. Starbucks (Estados Unidos) – US$ 4.062
89. Corona Extra (México) - US$ 4.061
90. Smirnoff (Reino Unido) – US$ 4.050
91. Ralph Lauren (Estados Unidos) – US$ 4.038
92. Heineken (Holanda) – US$ 3.939
93. Blackberry (Canadá) - US$ 3.922
94. Mastercard (Estados Unidos) – US$ 3.896
95. Credit Suisse (Suíça) – US$ 3.866
96. Harley-Davidson (Estados Unidos) - US$ 3.857
97. Yahoo! (Estados Unidos) – US$ 3.851
98. Moët & Chandon (França) – US$ 3.824
99. Ferrari (Itália) - US$ 3.770
100. GAP (Estados Unidos) - US$ 3.731

1.10.12

WRAPS


Pense em um lugar planejado para viver uma experiência única: comida extremamente saborosa, pessoas bonitas, música bacana, arquitetura que lembra os lofts nova-iorquinos e atendimento impecável. Pense que além de tudo isto, esta mesma comida leve irá trazer benefícios ao corpo e ao bem-estar, porque além de ser saborosa, é muito saudável e equilibrada. Essa é a descrição mais fiel da rede WRAPS, que oferece pratos preparados com ingredientes cuidadosamente selecionados, nenhum deles contendo frituras ou excesso de gordura. E tudo servido em um ambiente pra lá de aconchegante.

A história
A origem do wrap é a culinária árabe, mas sua popularização deu-se nos Estados Unidos, onde se derivou do tradicional burrito, prato típico mexicano. Mas lá é ofertado em versões muito calóricas e servido em guardanapo, não no prato. Foi então que o empreendedor Marcelo Ferraz, que trabalhava na cidade de Chicago como consultor para redes de restaurantes, resolveu importar essa ideia para o Brasil e adaptá-la para uma versão light e gourmet. A primeira ideia dele foi preparar em casa algumas receitas americanas do wrap, mas em versão com menos gordura. O resultado foi um sanduíche comum, sem apelo suficiente para conquistar o paladar dos consumidores. Foi então que ele percebeu que precisava da ajuda de um chef de cozinha.


Contratou então Carole Crema, que já havia elaborado o cardápio da rede de restaurantes America, era professora e dava consultoria para restaurantes. Com a ajuda dela, ele decidiu investir no que chamou de “wrap gourmet”, sanduíche com ingredientes de qualidade para ser degustado sem pressa no prato, com garfo e faca. No lugar do pão com maionese e salpicão, comum entre os americanos, decidiu utilizar finíssimos pães folha e ingredientes de primeira qualidade, como filé-mignon, peito de frango, shitake, camarão, mix de cogumelos, queijos variados, muitas folhas, vegetais, temperos e molhos. Com isso, os pratos passaram a serem saudáveis, com proteína, carboidrato e gordura combinados de forma balanceada. Porém, antes de inaugurar seu restaurante ele alugou a cozinha de uma escola de culinária e convidou 45 pessoas, entre amigos gourmets e familiares, para três sessões de degustação dos wraps. Assim, chegou aos 15 tipos que foram inicialmente colocados no cardápio.


A primeira unidade do WRAPS abriu suas portas no ano de 2003, localizada no Itaim, bairro da zona sul de São Paulo. O sucesso foi tamanho que, em poucos meses, uma segunda loja seria inaugurada no shopping Villa Lobos, também em São Paulo. Com clima descontraído, inicialmente o restaurante atraía um público mais jovem. Mulheres, principalmente. Nos anos seguintes, o WRAPS encorpou (abriu novas unidades), marcou presença com sua arquitetura inspirada nos lofts nova-iorquinos (toda em preto e vermelho) e ampliou o cardápio com várias opções de saladas, pratos grelhados, sopas (somente no inverno) e os tradicionais smoothies (frutas variadas batidas com iogurte ou sorbet de limão). Em 2005, a rede inventou mais uma novidade: o Wraps Bowl. Inspirados na tendência orientalista da culinária internacional, a rede criou pratos diferentes servidos em modernos bowls: sobre uma base de couscous marroquino ou arroz com granola salgada, são colocadas receitas elaboradas com carne, frango, camarão ou veggie, tudo grelhado com vegetais.


No segundo semestre de 2009, a rede inaugurou sua primeira unidade carioca, iniciando assim, de forma tímida, sua expansão para outro estado. Uma das mais recentes novidades da rede é a inclusão em seu cardápio de 6 receitas de hambúrgueres preparados no bagel (pães macios em formato de anel bastante populares em Nova York, principalmente entre a colônia judaica). A carne usada foi desenvolvida pela Wessel especialmente para o restaurante (mais magra que a tradicional), e vem acompanhada por molhos artesanais, saladinha e porção de batatas bolinha assadas com ervas finas. Outro exemplo de alimentação saudável é seu cardápio infantil, que mostra ser possível agradar ao paladar da garotada sem apelar para as frituras. Acompanha os pedidos uma revista contendo informações sobre alimentação e jogos.


Apesar do sucesso e da consolidação da rede no mercado, no começo desta empreitada, nem tudo foi fácil. Apenas sete dos sabores criados no início do restaurante permanecem no cardápio. Um dos que não agradaram foi o Wrap Thai, que combinava frango com molho de coco adocicado. O mesmo aconteceu com o Wrap de pastrami, um sucesso em Nova York. Outro grande desafio da rede foi implantar no país o conceito do wrap, além do modelo saudável, que nem sempre é sinônimo de comida gostosa.


A evolução visual
A identidade visual da marca passou por pequenas alterações (em relação a coloração) ao longo dos anos.


Dados corporativos
● Origem: Brasil
● Fundação: 2003
● Fundador: Marcelo Ferraz
● Sede mundial: São Paulo, Brasil
● Proprietário da marca: International Meal Company Holdings S.A.
● Capital aberto: Não
● CEO: Francisco Javier Gavilan Martin
● Faturamento: R$ 28 milhões (estimado)
● Lucro: Não divulgado
● Lojas: 8
● Presença global: Não (presente somente no Brasil)
● Funcionários: 210
● Segmento: Restaurantes casuais 
● Principais produtos: Wraps, saladas, smoothies e sobremesas
● Concorrentes diretos: Seletti e Salada Creations
● Ícones: Os Wraps
● Slogan: É mais que gostoso, é Wraps.
● Website: www.wraps.com.br

A marca no Brasil
Hoje em dia a maior rede de comida saudável do país possui 8 lojas, 7 em São Paulo e 1 no Rio de Janeiro, situadas em shoppings. Em média, cada unidade da rede fatura aproximadamente R$ 2.5 milhões por ano. A rede vende mais de 80.000 wraps por mês.

Você sabia?
O WRAPS tem um tíquete médio de R$ 40 por cliente e investe no conceito de refeição em restaurante, e não refeição rápida em lanchonete.
Entre os 18 tipos de wraps do cardápio da rede, o mais vendido é o Mineirinho: leva cubos de filé-mignon, mussarela light, tomate pelado e folhas de rúcula.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Exame e Época Negócios), jornais (Valor Econômico e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas).

Última atualização em 1/10/2012

25.9.12

BOOTS


A BOOTS alcançou o posto de maior rede de drogarias do Reino Unido e se transformou em um grande centro de compras, onde o consumidor pode encontrar quase tudo. Apesar de possuir vastas opções de medicamentos e cosméticos em suas prateleiras, a rede é uma das maiores vendedoras de sanduíches da Inglaterra. Afinal, cada vez mais o consumidor vê uma drogaria como centro de conveniência e a marca inglesa soube muito bem aproveitar essa nova visão, aliando a isso serviços diferenciados e um atendimento de alta qualidade. 

A história 
Tudo começou exatamente no dia 18 de abril de 1849 quando o trabalhador rural John Boot abriu uma pequena e farmácia em Goose Gate na cidade inglesa de Nottingham, onde ele preparava medicamentos feitos com ervas naturais (os conhecidos fitoterápicos). Rapidamente seu negócio se tornou popular na cidade, especialmente pelas péssimas condições de trabalho das indústrias têxteis locais, que não ofereciam tratamento médico aos funcionários, que recorriam aos medicamentos de John. Com sua morte em 1860, a viúva, Mary, com a ajuda de seu filho, Jesse, continuou administrando a pequena farmácia. Em 1877, Jesse assumiu definitivamente o comando dos negócios, e rapidamente mostrou seu espírito empreendedor ao expandir a linha de produtos com medicamentos tradicionais e itens de bem-estar e higiene pessoal. Além disso, ele implantou uma agressiva campanha de marketing, cujo slogan era “Health for a Shilling”, vendendo seus produtos a um preço bem popular e abaixo da concorrência. Com isso os lucros aumentaram muito, novas lojas foram inauguradas na cidade e, em 1884, a rede abria suas primeiras unidades fora de Nottingham, em Lincoln e Sheffield. Foi também neste ano que a empresa contratou seu primeiro farmacêutico qualificado, fazendo com que a rede ganhasse reputação e confiabilidade diante dos consumidores.


Pouco depois, em 1888, a empresa foi rebatizada como Boots Pure Drug Company. A ambição de Jesse em transformar a BOOTS em um gigante do varejo britânico ficou cada vez mais evidente nos anos seguintes. A rede cresceu rapidamente: se em 1890 eram apenas 10 lojas, em 1914 a rede já possuía mais de 550 unidades em funcionamento na Inglaterra, Escócia e País de Gales. Ainda nesse ano a empresa inaugurou o primeiro laboratório exclusivamente dedicado aos cuidados da pele e ao desenvolvimento de cosméticos. Além disso, a linha de produtos acompanhou a expansão física da rede, que também passou a comercializar itens de papelaria, objetos em prata, porta-retratos, assim como a instalação, em suas maiores lojas, de serviços diferenciados, como, por exemplo, cafés e pequenas livrarias. Após a Primeira Guerra Mundial, Jesse resolveu se aposentar e vendeu a BOOTS para a empresa United Drug Company of America. Sob comando americano a rede BOOTS continuou crescendo nos próximos 13 anos, inaugurando sua milésima loja em 1933.


Porém, com a deterioração da economia americana, a BOOTS foi novamente vendida para um grupo de investidores britânicos, liderados pelo neto do fundador da empresa, também chamado John. De volta ao controle familiar, a BOOTS começou sua expansão internacional em 1936 com a inauguração de lojas na Nova Zelândia, além de iniciar o lançamento de marcas próprias, como a linha de cosméticos e maquiagens No 7 (introduzida um ano antes), que se tornaria extremamente popular (hoje em dia, uma em cada três mulheres britânicas tem ao menos um produto dessa linha em sua bolsinha de maquiagem); e a linha de produtos solares SOLTAN (1939). Convencido de que a rede precisava oferecer serviços e atendimentos excepcionais, ele implantou iniciativas como as lojas com funcionamento 24 horas para melhor atender aos clientes. Após a Segunda Guerra Mundial, período no qual chegou a produzir penicilina para o governo, a empresa voltou a crescer e continuou introduzindo inovações em suas lojas, como o conceito self-service (o tradicional “sirva-se você mesmo”), adotado primeiramente em 1951 em uma unidade da rede localizada em Londres. Nos anos de 1960 a empresa teve um papel fundamental no desenvolvimento do ibuprofen (1969), utilizado em todo o mundo para tratar dores de cabeça, criando em 1983 a marca de analgésicos Nurofen, hoje de propriedade da Reckitt Benckiser.


Os anos de 1980 foram marcados por grandes novidades, como por exemplo, a instalação de óticas (BOOTS OPTICIANS) dentro ou a lado de suas lojas, em 1983, fato que tornaria a BOOTS a segunda maior rede de óticas do Reino Unido, apenas poucos anos depois. Na década seguinte a BOOTS continuou crescendo, especialmente com a introdução de novas marcas próprias (como uma linha de cosméticos com ingredientes botânicos), a inauguração de sua primeira loja em Dublin (1996) e o lançamento de um cartão de fidelidade, batizado de BOOTS ADVANTAGE CARD, em 1997, que oferece inúmeros benefícios através do acúmulo de pontos e atualmente tem mais de 15.5 milhões de membros. Essa década também foi marcada por mais uma onda de expansão internacional, com inauguração de lojas na Holanda, Tailândia, Taiwan e Japão. Apenas as operações da Tailândia e da Holanda sobreviveram.


Um novo capítulo na história da empresa começou a ser escrito no dia 31 de julho de 2006, quando ocorreu a fusão da BOOTS com a Alliance Unichem, formando assim a ALLIANCE BOOTS, um enorme grupo de varejo voltado para o bem-estar, beleza e saúde. A partir de 2008, mais de 700 lojas da UK Alliance Pharmacy, provenientes da fusão, foram transformadas em BOOTS e adaptadas ao conceito “Your Local Boots Pharmacy”, algo como a sua farmácia de bairro. Ainda neste ano a BOOTS inaugurou a primeira farmácia do Reino Unido com drive-thru, onde o cliente não precisa sair do carro para realizar suas compras. Nos três anos seguintes a rede intensificou sua expansão na Ásia, especialmente Tailândia, e Oriente Médio, onde inaugurou lojas em Dubai, Bahrain e no Catar. Em 2012, o gigante Walgreens, segunda maior rede de farmácias dos Estados Unidos, anunciou a aquisição de 45% da BOOTS por US$ 6.7 bilhões, com opção de assumir o comando total em três anos. Essa transação uniu duas grandes empresas nos Estados Unidos e na Europa, formando assim a maior rede de distribuição farmacêutica global e o maior comprador de remédios sujeitos a receitas médicas do mundo. Em 2014 foi formada a Walgreens Boots Alliance Inc., que se tornou proprietária da Walgreens, Duane Reade, BOOTS e Alliance Healthcare, e a maior empresa do setor no mundo com mais de 13.200 lojas em 11 países, 345.000 funcionários e 390 centros de distribuição.


Atualmente a nova proposta da rede é oferecer produtos e serviços que contribuam para que as pessoas se sintam cada vez melhor por dentro e por fora. Em suas modernas lojas é possível encontrar desde produtos de marcas famosas como também fabricados pela própria empresa, cobrindo diversas áreas incluindo maquiagem, cuidado com a pele, produtos e acessórios para cabelos, banho, praia, depilação, perfumes, produtos dentários, vitaminas, produtos para bebês, para homens, brinquedos, eletrônicos, alimentos, bebidas e até serviços de revelação de fotos. Além disso, a rede oferece produtos/serviços de bem-estar (controle de peso, funções do coração, circulação) e remédios, disponíveis em um balcão designado para tal.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos. O atual logotipo da marca foi adotado entre a década de 1960 e 1970.


Os slogans 
Let’s feel good. (2012) 
Feel Good. 
Trust Boots. 
Look & feel better for less. 
The right chemistry. 
Famous for family medicines.


Dados corporativos 
● Origem: Inglaterra 
● Fundação: 18 de abril de 1849 
● Fundador: John Boot 
● Sede mundial: Nottingham, Inglaterra 
● Proprietário da marca: The Boots Company PLC 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Walgreens Boots Alliance Inc.) 
● Chairman: James Skinner 
● CEO: Stefano Pessina 
● Presidente: Sebastian James 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 3.150 
● Presença global: 15 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 100.000 
● Segmento: Varejo (farmácia e drogaria) 
● Principais produtos: Medicamentos, cosméticos, alimentos e itens de bem-estar 
● Concorrentes diretos: Tesco, Asda, Sainsbury’s, Morrisons, Loyds Pharmacy e Superdrug 
● Ícones: A linha própria de cosméticos No 7 
● Slogan: Let’s feel good. 
● Website: www.boots-uk.com 

A marca no mundo 
Atualmente a rede BOOTS, subsidiária integral da Walgreens Boots Alliance Inc., tem sua operação de varejo (mais de 3.150 lojas) presente em 15 países, como Reino Unido, Holanda, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Tailândia. Boa parte de suas lojas (aproximadamente 2.500) estão instaladas no Reino Unido. A rede detém uma das maiores áreas de vendas do varejo britânico, sendo também a terceira maior rede de farmácias da Europa, além de contar com 637 óticas. Além disso, em países como Estados Unidos, Suíça e Hong Kong, a BOOTS vende seus produtos de marcas próprias através de lojas de departamento, outras redes de drogarias e até comércio online. 

Você sabia? 
Todos os produtos cosméticos e de higiene pessoal de marcas próprias da BOOTS não são testados em animais. Até hoje seus produtos já foram testados em aproximadamente 200 mil homens e mulheres com diferentes tipos de peles. 
Ao longo dos anos a BOOTS passou por aquisições e incorporações e chegou à apostar em investimentos curiosos em áreas inusitadas como bicicletas e móveis para decoração. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 16/3/2018

19.9.12

BROOKSFIELD


O homem moderno, assim como a mulher, tem vários compromissos ao longo do dia e precisa sempre ter em mãos uma peça que se encaixe em cada situação, que seja elegante, lhe caia bem e ajude a comunicar quem ele é. Tudo isso pode ser encontrado nas roupas e acessórios da marca BROOKSFIELD. Da roupa do dia-a-dia aos clássicos, passando pela linha íntima, esportiva e de acessórios, a BROOKSFIELD busca qualidade em todas as estações do ano para vestir com elegância homens, mulheres e até crianças.

A história
O surgimento da marca BROOKSFIELD é um pouco confuso. Na verdade, a marca nasceu na Itália no ano de 1971 pelas mãos de Umberto Maria Monasterolo, que resolveu fundar uma empresa para produzir e distribuir calças masculinas de alta qualidade baseadas no estilo inglês. Inicialmente vendidas na cidade de Torino e arredores, as calças da BROOKSFIELD rapidamente conquistaram a região norte do país. Em 1975 a empresa resolveu apostar em uma completa linha de roupas masculina, que aliavam a elegância inglesa à sofisticada alfaiataria italiana. No início da próxima década, em 1982, surgiu a BROOKSFIELD SPORTIVE, uma linha de roupa totalmente esportiva, mas com muito estilo e elegância. Em 1985, após o enorme sucesso da sua linha masculina, a empresa lançou a BROOKSFIELD COLLECTION, totalmente voltada para o público feminino.


A partir de 1990 a empresa iniciou a exploração internacional da marca BROOKSFIELD, especialmente na Europa e América do Sul. Um grande passo foi dado em 1995 quando ocorreu a inauguração da primeira loja âncora da marca em um endereço valorizado da cidade de Milão, considerada por muitos como a capital da moda. No ano seguinte a empresa continuou expandindo a marca com o lançamento da BROOKSFIELD Jr., uma linha de roupas para crianças e adolescentes. Pouco depois, em 1999, ocorreu o lançamento da BROOKSFIELD JEANS, uma linha de calças jeans e roupas para atividades ao ar livre, visando assim atingir um público mais despojado e jovem. Com a chegada do novo milênio a marca continuou explorando novos estilos com a introdução da BROOKSFIELD GOLF, uma linha de roupas e acessórios esportivos que aliam o estilo prático e a elegância do golfe. A partir de 2006 a marca iniciou uma forte e consistente expansão, que incluiu um novo conceito de lojas dentro da Itália, novas unidades e o lançamento de óculos, calçados, roupas de couro e roupas íntimas.


Aqui no Brasil a história da marca começou pelas mãos do Grupo Via Veneto, que licenciou a marca da empresa italiana e inaugurou em 1988 a primeira loja da BROOKSFIELD no Shopping Iguatemi, em São Paulo, após identificar uma enorme carência de mercado por uma marca sofisticada em moda masculina. Com seu estilo clássico, trazendo roupas de alta qualidade e um corte de alfaiataria impecável, que se tornaria seu grande trunfo no mercado, a BROOKSFIELD rapidamente fez sucesso entre os consumidores exigentes, e durante os anos seguintes inaugurou várias lojas em outras cidades do país. Além da expansão física, a marca já bem solidificada entre os homens brasileiros, especialmente jovens executivos, resolveu explorar sua força para atingir outros públicos. Foi então criada a BROOKSFIELD Jr., especializada em moda infanto-juvenil masculina, que trazia uma coleção ampla (camisas, bermudas, calças e calçados), com inúmeras opções que iam da linha social até a esportiva. Outro ponto marcante que solidificou a BROOKSFIELD no mercado brasileiro foi o fato de pensar a moda de uma forma diferente. A marca entende que o homem elegante precisa de novidades o ano todo e não ter opções novas somente nas mudanças de estação. Por isso, a BROOKSFIELD passou a trabalhar com lançamentos especiais durante o ano todo e não com coleções pontuais.


Em 2010 a marca resolveu apostar nas mulheres com a criação da BROOKSFIELD DONNA, que trazia o mesmo padrão de estilo e qualidade da marca masculina para o público feminino. Com uma grande oferta de produtos, a marca oferece várias opções de alfaiataria, além de uma linha casual completa e roupas e acessórios (como cintos, bolsas, sapatos e bijuterias) para a noite, atendendo a uma grande variedade de estilos. Em seu curto tempo de existência, a versão feminina já conquistou um grande número de consumidoras com seus vestidos, blusas, saias, calças, calçados e bolsas, e promete continuar crescendo nos próximos anos, incluindo a inauguração de mais lojas físicas.


Além disso, a marca vem constantemente passando por atualizações e, preocupada em atender as necessidades de um novo e exigente consumidor, criou uma nova linha: BROOKSFIELD COLLECTION, que apresenta um visual mais moderno e fashionista, diferenciando-se do clássico “A Way of Life”. Focada em um público seleto e exigente, de perfil clássico e que não abre mão de se vestir com peças de alta qualidade, a BROOKSFIELD desenvolveu um imenso case de alfaiataria, com ternos e paletós em lã fria, a famosa “fresca Lana”, e com mais de 100 padronagens distintas de tecidos italianos. Entre eles, estão os de qualidade Super 100’, o exclusivo Super 120’, e até o objeto de desejo dos homens elegantes: o Super 150’, de Ermenegildo Zegna. Além disso, as peças têm requinte e também um corte perfeito, características inerentes à marca desde sua estreia no Brasil.


Dados corporativos
● Origem: Itália
● Fundação: 1971
● Fundador: Umberto Maria Monasterolo
● Sede mundial: Torino, Itália
● Proprietário da marca: Mistral S.p.A (Itália) e Grupo Via Veneto (Brasil)
● Capital aberto: Não
● CEO (global): Guido Monasterolo Andrea
● Diretor (Brasil): Bruno Minelli
● Faturamento: Não divulgado
● Lucro: Não divulgado
● Lojas: 67 (Brasil) + 23 (mundo)
● Presença global: 10 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 1.000
● Segmento: Moda
● Principais produtos: Ternos, roupas, calçados e acessórios
● Concorrentes diretos: Crawford, VR, Harry’s e Dudalina
● Ícones: Os ternos
● Slogan: A Way of Life.
● Website: www.brooksfield.com.br

A marca no mundo
A BROOKSFIELD está presente em lojas multimarcas espalhadas em vários países da Europa e América Latina, além de possuir aproximadamente 25 lojas próprias localizadas em cidades como Milão, Madri, Buenos Aires e Montevidéu. No Brasil, a marca que pertence ao Grupo Via Veneto, possui 67 lojas espalhadas por 15 estados nacionais mais o Distrito Federal. Além disso, em mais de 50 dessas lojas é possível encontrar toda a linha BROOKSFIELD Jr. Já a linha feminina BROOKSFIELD DONNA possui 14 lojas próprias em pontos estratégicos do país, como São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Brasília e Salvador.

Você sabia?
A alfaiataria é o ponto alto da marca, consagrada pelo corte preciso de seus ternos e paletós.
Em algumas de suas lojas no Brasil a marca oferece o serviço de alfaiataria sob medida (conhecido como “su misura”).


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro e Época Negócios), jornais (Valor Econômico e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas).

Última atualização em 19/9/2012

14.9.12

SHAKE SHACK


Os vegetarianos que se cuidem, existe uma tentação difícil de resistir. É o hambúrguer, mas não como o conhecemos, símbolo da alimentação rápida. Esses hambúrgueres - frescos, tenros, com um sabor incrível que se mistura ao queijo derretido e ao molho especial - são preparados como se fosse uma iguaria gourmet com ingredientes sofisticados. Este é o segredo de sucesso da rede SHAKE SHACK. As filas em quase todas as suas lojas para saborear o sanduíche sinônimo de fast food, mas que, no SHAKE SHACK, ganha ares de prato gourmet ao ser consumido com calma, privilegiando o convívio social, é apenas o resultado do nível de diferenciação que a rede conseguiu atingir em um segmento tão padronizado. 

A história 
Tudo começou no ano de 2001 como uma modesta e despretensiosa barraquinha de hot-dog e limonada no aprazível Madison Square Park, supostamente para funcionar apenas por um verão e que tinha como objetivo angariar fundos para a exposição de obras de arte no parque e seus arredores, como por exemplo, nos táxis. Ideia de Danny Meyer, responsável por alguns dos mais importantes restaurantes de alta gastronomia da cidade de Nova York, como por exemplo, o Gramercy Tavern, Eleven Madison Park e o Union Square Café. O empreendedor resolveu apenas utilizar produtos de primeiríssima qualidade, mesmo que a um preço um pouco mais elevado do que os outros hot-dogs vendidos naquela região. O carrinho “I Taxi” fazia tanto sucesso que apesar da estrutura simples, com filas enormes diariamente, ele resolveu abrir em outros dois verões.


Finalmente em 2004, ele conseguiu um contrato do departamento de parques da cidade de Nova York para criar um quiosque permanente no Madison Square Park, situado em um espaço arborizado extremamente relaxante. O restaurante (foto acima), batizado de SHAKE SHACK, nome escolhido para literalmente “grudar na cabeça do consumidor”, foi inaugurado no dia 12 de junho, com mesas na área externa, interagindo assim com a bela paisagem do parque. E Meyer resolveu incrementar o cardápio com deliciosos milkshakes (sempre espessos e saborosos), sundaes, batatas-fritas crocantes e onduladas cobertas com queijo derretido e bacon (um dos ícones da rede e batizada de Crinkle-Cut Fries), sorvetes e claro, os tradicionais hambúrgueres, que acabaram se tornando responsáveis principais pelo enorme sucesso que a rede faria no futuro. Porém Meyer sabia que precisava encontrar um diferencial para se sobressair diante da enorme concorrência na cidade. A solução encontrada foi a criação de hambúrgueres gourmets. Mas por quê? Simplesmente porque eram feitos na hora, com carnes orgânicas certificadas de qualidade (da linha Angus beef), um queijo americano feito especialmente para a rede, salada fresquinha e um pão de batata macio. Além da boa comida, o restaurante resolveu inovar nos detalhes: funcionava totalmente com energia eólica, utilizava produtos orgânicos e o atendimento era exemplar.


A rede também deu atenção aos vegetarianos: em seu cardápio incluiu também uma versão sem carne e surpreendentemente tão deliciosa quanto o famoso hambúrguer: um bolinho de cogumelos, recheado com queijo, salada e o pão fresquinho (batizado de ShroomBurguer). Quando Meyer decidiu abrir uma segunda unidade na Columbus Avenue, no bairro de Upper West Side em Manhattan, no ano de 2006, o desafio foi traduzir um projeto originalmente destinado como uma intervenção arquitetônica em um parque urbano para um local menos distinto. Os gráficos ambientais se tornaram a chave para criar uma experiência consistente aos clientes. Em 2007, o restaurante original que já oferecia excelentes cervejas, incluindo as artesanais, acrescentou ao seu cardápio opções de vinhos. Uma tremenda ousadia de combinar o hambúrguer gourmet com a bebida preferida dos Deuses. O enorme sucesso, traduzido em filas gigantescas, fez com que a empresa abrisse outras filiais espalhadas por bairros descolados de Manhattan, como por exemplo, no Queens, Theater District e Upper East Side.


A ensolarada Miami foi a primeira cidade escolhida para receber o primeiro SHAKE SHACK fora da “Big Apple”, inaugurado na badalada Lincoln Road em 2010. Pouco depois veio a loja de Coral Gables, uma das maiores da rede. E o sucesso não parou por aí. Em 2011 novas unidades foram inauguradas na capital Washignton e em Westport, estado de Connecticut. Além disso, a rede inaugurou suas primeiras unidades internacionais, localizadas em Dubai e na cidade do Kuwait. Pouco depois, em 2012, a rede se expandiu para o estado da Pensilvânia com a inauguração de um restaurante na cidade da Filadélfia. E no ano seguinte desembarcou na belíssima Boca Raton, estado da Flórida, além de inaugurar unidades nas cidades de Londres e Istambul, iniciando assim sua expansão pelo continente europeu. Em 2016 a rede lançou o Chick’n Shack™, um delicioso sanduíche de frango 100% natural, livre de hormônios e sem antibióticos, cozido lentamente em ervas de soro de leite coalhado, empanado e frito na hora. Outra novidade foi a introdução de um cardápio de café da manhã em lojas selecionadas da rede (geralmente localizadas em aeroportos). Pouco depois, em 2018, a empresa focou sua expansão internacional na Ásia, com a inauguração de sua primeira loja em Hong Kong, além do crescimento contínuo no Japão (onde desembarcou em 2015) e na Coréia do Sul.


Atualmente SHAKE SHACK é a rede mais badalada no segmento de alimentação rápida do mercado americano e conseguiu se destacar em uma indústria onde a rapidez geralmente prevalece sobre a qualidade. Ingredientes orgânicos e altamente selecionados, cada hambúrguer feito em no mínimo 7 minutos, com receita elaborada pelo chef americano Mark Rosati. Além disso, uma cúpula especializada em alta gastronomia e uma rede de lojas que se autodefine “anti-rede”, porque, ao contrário de adotar a padronização de todos os pontos-de-venda, prefere estudar o local onde vai se instalar e construí-los conforme as características do bairro. Seu mais famoso sanduíche, o suculento Shack Burger® (um cheeseburger com alface, tomate e um molho especial), chegou a ganhar uma estrela no guia gastronômico do jornal The New York Times, feito nunca antes alcançado por uma rede de alimentação rápida.


O segredo do sucesso da rede é o cuidado com a qualidade de todos os ingredientes usados em seus sanduíches e acompanhamentos e isso realmente faz toda a diferença. E tem mais. Hoje em dia, consumidores com maior poder de renda e mais instruídos estão optando por produtos de maior valor agregado. Isto explica porque cada loja da rede SHAKE SHACK fatura, em média, US$ 4.4 milhões por ano, o dobro do que obtêm os restaurantes do McDonald’s.


Stand for Something Good® é muito mais que apenas o slogan da marca. É uma filosofia de que a SHAKE SHACK se esforça para defender algo de bom em tudo o que faz. Isso significa ingredientes premium cuidadosamente adquiridos de fornecedores com a mesma opinião; design das lojas aconchegantes, bem mobiliados e responsável por preservar as características de cada bairro ou região; e profundo apoio às comunidades através de doações, eventos e voluntariado. Já a filosofia Enlightened Hospitality™ orientou a criação da cultura única da SHAKE SHACK, que cria uma experiência diferenciada para os clientes em cada uma de suas lojas. Sua equipe é altamente treinada para entender e praticar os valores da hospitalidade iluminada: cuidar um do outro, dos clientes, da comunidade, dos fornecedores e dos investidores.


A cozinha da inovação 
Como forma de promover ainda mais a inovação, a rede inaugurou sua primeira Innovation Kitchen em setembro de 2018, localizada no bairro de West Village, em Nova York. Essa unidade, uma mistura de loja e cozinha experimental, se tornou o centro de todo o desenvolvimento dos itens do cardápio da SHAKE SHACK. O espaço permite que a equipe culinária da empresa possa expor sua criatividade, aprofundar suas raízes gastronômicas, colaborar com outros renomados chefs e explorar novas oportunidades que se tornarão itens permanentes no cardápio da rede. Também permite alojar em um só lugar, pela primeira vez, as equipes de garantia de qualidade e culinária. O cardápio desta inovadora loja oferece todos os itens clássicos da rede, mas com uma lista rotativa de itens para serem avaliados pelos consumidores. E foi justamente por isso que esta unidade foi inaugurada: criar, testar e lançar novos itens rapidamente no cardápio da rede. Tudo com o feedback dos consumidores. O primeiro produto exclusivo dessa loja foi o Chick’n Bites: pequenos pedaços crocantes de peito de frango à milanesa, servido com duas opções de molhos (churrasco ou mostarda e mel).


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por uma única pequena alteração ao longo desses poucos anos de vida, mudando apenas a tipografia da letra.


Toda comunicação visual dos restaurantes e das embalagens dos produtos utilizam ícones inspirados nos letreiros de neon das décadas de 1950 e 1960.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 12 de junho de 2004 
● Fundador: Danny Meyer 
● Sede mundial: New York City, New York, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Shake Shack Inc. 
● Capital aberto: Sim (2015) 
● Chairman: Danny Meyer 
● CEO: Randy Garutti 
● Faturamento: US$ 459.3 milhões (2018) 
● Lucro: US$ 15.2 milhões (2018) 
● Valor de mercado: US$ 3.69 bilhões (setembro/2019) 
● Lojas: 249 
● Presença global: 16 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 6.100 
● Segmento: Alimentação rápida 
● Principais produtos: Hambúrgueres, batatas-frita, hot-dogs e milkshakes 
● Concorrentes diretos: In-N-Out, Smashburger, Five Guys, Nathan’s Famous, The Habit Burger Grill, Carl’s Jr., Burger King, Wendy’s e McDonald’s 
● Ícones: O Shack Burger® 
● Slogan: Stand for Something Good®. 
● Website: www.shakeshack.com 

A marca no mundo 
Hoje em dia, a badalada rede SHAKE SHACK possui mais de 245 restaurantes espalhados por 30 estados americanos (principalmente na costa leste) e outros 15 países, incluindo unidades em Londres, Istambul, Moscou, Tóquio, Xangai, Seul, Cidade do México, Dubai, Abu Dhabi, Doha e Kuwait City. Somente a loja do Madison Square Park, em dias movimentados, chega a vender mais de 6.000 Shack Burger®, o nome dado pela rede ao seu mais famoso sanduíche, elaborado com ingredientes orgânicos e de primeira qualidade. 

Você sabia? 
O mais curioso da loja localizada no Madison Square Park é que ele oferece um cardápio específico para cachorros, que inclui biscoitos com manteiga de amendoim e creme de baunilha (chamado Pooch-ini®) e deliciosos biscoitos fresquinhos em forma de ossos. A justificativa para “os pratos caninos” é que muitos consumidores chegam ao local acompanhados de seus animais de estimação. Esse cardápio está disponível nas lojas da rede com um espaço ao ar livre. 
Em mais uma ousada jogada de marketing, a empresa instalou uma câmera em sua unidade localizada no Madison Square Park, para que os consumidores possam acompanhar o movimento e o tamanho da fila pela internet e decidam a melhor hora de ir saborear seus tradicionais hambúrgueres. 
A rede SHAKE SHACK faz apenas os chamados “burgers smash”, que são prensados direto na chapa, sem estarem previamente moldados. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), jornais (O Globo), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 2/9/2019