24.3.13

INSTAGRAM


Há poucos anos atrás bater uma fotografia, editá-la e divulgá-la era uma coisa restrita aos profissionais. Com o avanço da tecnologia e da comunicação móvel bater uma foto passou a ser uma coisa banal até para uma criança. E editá-la e compartilhá-la mais fácil ainda com a ajuda do aplicativo INSTAGRAM. Com a possibilidade de utilizar os filtros do aplicativo para dar efeitos às fotos, fotografar passou a ser mais divertido para milhões de pessoas. De uma foto do café diário a um nascer do sol compartilhado do topo de uma caminhada na montanha, todo momento para o INSTAGRAM contém algo que você acha especial. Publicar, curtir, seguir: esses são os verbos de “ordem” do INSTAGRAM. Afinal de contas, se tornou uma epidemia mostrar o que se está fazendo no momento através de uma foto ou vídeo. 

A história 
A história de sucesso começou no mês de março de 2010 quando o brasileiro Mike Krieger (na imagem abaixo, à esquerda), que estudou Ciências da Computação na renomada Universidade de Stanford, e seu colega e engenheiro de software americano Kevin Systrom resolveram fundar a empresa Burbn para desenvolver um serviço de check-in e fotografia móvel baseado em HTML 5 (linguagem de programação usada para a navegação na Web). Inicialmente a jovem empresa recebeu investimento externo no valor de US$ 500 mil. No dia 17 de julho Kevin postou a primeira imagem do serviço (onde aparecia um cachorro e o pé de sua namorada), durante o teste do aplicativo, na época batizado de Codename. Finalmente no dia 6 de outubro de 2010, já com o nome de INSTAGRAM (junção das palavras “instant” e “telegram”) foi lançado ao público como um aplicativo de edição e compartilhamento de imagens para aparelhos iPhone. Exatamente as 0h15 o novo aplicativo já estava disponível gratuitamente na loja de aplicativos da Apple, onde em menos de 24 horas se tornou o mais baixado. Em dezembro, dois meses após seu lançamento, o INSTAGRAM já alcançava 1 milhão de usuários, provando seu enorme sucesso. Para um início modesto com apenas 80 usuários, era um grande marco alcançado pelo novo aplicativo, que permita ao usuário tirar uma foto, aplicar filtros, efeitos e depois compartilhá-la em uma variedade de redes sociais.


Em janeiro de 2011 o aplicativo passou a disponibilizar o recurso da “hashtag” (#), que serve para interligar assuntos (neste caso fotos) sobre um mesmo evento ou acontecimento. No mês seguinte, Kevin anunciou uma rodada de investimentos provenientes de inúmeros investidores no valor de US$ 7 milhões, que permitiria melhorar a experiência dos usuários com o aplicativo. O INSTAGRAM terminou o ano com 15 milhões de usuários, uma média de 60 fotos publicadas por segundo e um total de 400 milhões de fotos em pouco mais de um ano no mercado. No dia 3 de abril de 2012, o aplicativo que até então funcionava apenas no iPhone e já tinha 30 milhões de usuários, ganhou uma versão para o sistema Android. A chegada do INSTAGRAM à plataforma móvel mais popular do mundo foi um verdadeiro e esperado sucesso, fazendo com que o aplicativo tivesse mais de 1 milhão de downloads em menos de 24 horas. Dias depois, em 9 de abril, Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, anunciou em sua página na rede social a compra do INSTAGRAM por impressionantes US$ 1 bilhão. Em maio, o aplicativo alcançou a marca de 50 milhões de usuários. O sucesso também foi impulsionado pelas inúmeras celebridades que passaram a utilizar o aplicativo. No mês de novembro, o INSTAGRAM lançou um perfil de usuários na web similar ao do Facebook, permitindo aos usuários curtirem e comentarem as imagens e seguir outras pessoas.


Além do lançamento do Direct (um recurso que permite trocar mensagens e fotos de forma privada com os seguidores), o mês de dezembro foi extremamente polêmico para o INSTAGRAM. Primeiro porque foi desativada uma integração com o Twitter que permitia que as fotos fossem visualizadas diretamente na rede de microblogs. E as polêmicas não pararam por aí: no dia 17 o INSTAGRAM anunciou uma mudança em seus termos de serviço, com a promessa de entrar em vigor no dia 16 de janeiro. Na primeira versão anunciada, as regras permitiam que a empresa gerasse receita publicitária para o Facebook dando aos anunciantes o direito de exibir fotos de usuário e outras informações pessoais para a publicidade. A interpretação dos usuários foi: vender suas fotografias sem qualquer compensação. O caso gerou enorme revolta, principalmente nos Estados Unidos, e muitos usuários ameaçaram fechar sua conta no serviço. No dia seguinte, 18 de dezembro, assustado com a repercussão, o INSTAGRAM veio a público afirmar que não tinha a intenção de vender as fotos de seus usuários. Segundo a empresa, tudo não passou de um mal entendido. Dias depois divulgou um novo texto, baseado no feedback dos usuários. Passada a polêmica, o dia 26 de fevereiro de 2013 se tornou emblemático para o aplicativo. Isto porque atingiu a marca de 100 milhões de usuários ativos mensalmente. Os vídeos foram permitidos na plataforma em junho deste ano, com um limite de 15 segundos e uma resolução fixa de 640x640 (desde julho de 2015, permite-se o envio de vídeos em 1080p, e pode-se também publicar gravações de até 60 segundos, desde janeiro de 2016). Ainda neste ano o ISTAGRAM completou três anos de vida e outras inovações surpreenderam: nova opção de edição de correção de ângulos, melhora da ferramenta para web e anúncios no feed dos usuários.


Em 2014 um novo recurso foi adicionado: o Hyperlapse, que prometia eliminar a instabilidade típica de filmagens casuais e, como adendo, aplicar efeitos de aceleração. A principal diferença do novo recurso era que a câmera se mexia, resultando em vídeos que podiam combinar passagem do tempo e movimento. Nos anos seguintes o INSTAGRAM experimentou um enorme crescimento, conquistando milhões de usuários ao redor do mundo. E um fator fundamental para esse crescimento foi apresentado no mês de agosto de 2016: Instagram Stories (recurso que seria responsável por redefinir como usar o aplicativo). Com o novo recurso era possível postar fotos e vídeos que desapareciam após 24 horas de publicação (além da inclusão de emojis, desenhos e manuscritos) - o que aumentou exponencialmente a quantidade de conteúdos publicados na plataforma. Outros recursos do Stories que fizeram sucesso foram: Boomerang, o usuário pode capturar dez fotos em sequência e criar um vídeo curto e em looping, semelhantes aos GIF; Mãos livres, que permite filmar pelo tempo que quiser; Transmissão ao vivo, transmite em tempo real para os seguidores, onde está, o que está fazendo, uma palestra ou o que mais quiser. Hoje em dia, com mais de meio bilhão de usuários ativos diariamente, o Stories é parte integral da estratégia de sucesso e crescimento do INSTAGRAM.


No final de 2017, aprimorou seu buscador, e fez com que seus usuários tivessem buscas mais rápidas e relacionadas aos seus interesses. Essas escolhas eram definidas de acordo com a interação de seus usuários através de pessoas seguidas, seguidores, hashtags e localidades. Também foi adicionado de forma automática sugestões de acordo com a sincronização com o Facebook, Microsoft Exchage, Outlook e Agenda de contatos do smartphone. Em junho de 2018, o INSTAGRAM lançou o IGTV, um aplicativo para vídeos mais longos, e que abriu disputa com o YouTube para atrair criadores de vídeos. E ainda este mês alcançou uma marca história: superou a barreira de 1 bilhão de usuários em todo o mundo. Além disso, esse ano foi marcado pela disponibilização das mensagens de voz no Direct, funcionalidade que agradou muita gente por facilitar a troca de mensagens quando não se pode digitar. Desde o lançamento sempre foi uma prioridade do INSTAGRAM proporcionar aos usuários ferramentas simples e poderosas, que permitem à milhões de pessoas capturar momentos e expressar sua criatividade através de foto e vídeos.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas atualizações desde seu lançamento. No mês de maio de 2013 o INSTAGRAM modificou sutilmente sua identidade visual, desta vez adotando uma nova tipografia de letra mais leve. O designer e tipógrafo americano Mackey Saturday, responsável por esta mudança, se inspirou em marcas famosas que tem um logotipo retro/nostálgico. O símbolo da câmera fotográfica também sofreu atualização, porém quase imperceptível aos olhos dos mais desatentos. Em maio de 2016, o INSTAGRAM reformulou seu logotipo de forma radical, que apresentava padrões de cores vibrantes e formas mais simples, sem qualquer menção a um objeto que a gente conheça na vida real, mas ainda preservando a forma de uma câmera compacta. A escolha do novo design foi devido às pessoas amarem o arco-íris (e suas cores) e que a lente da câmera era um elemento visual chave. Já o nome adotou a cor preta.


O ícone, agora em uma versão estilizada e mais flexível, também pode ser aplicado como mostra a imagem abaixo.


Os principais ícones do aplicativo também foram atualizados, ganhando novas formas e seguindo as cores do novo logotipo.


Os slogans 
Capture and share the world’s moments. 
Connecting the world through photos. 
Fast beautiful photo sharing.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Lançamento: 6 de outubro de 2010 
● Criador: Kevin Systrom e Mike Krieger 
● Sede mundial: Menlo Park, Califórnia, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Facebook Inc. 
● Capital aberto: Não 
● Presidente: Adam Mosseri 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Usuários: 1 bilhão 
● Presença global: 110 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 1.000 
● Segmento: Tecnologia 
● Principais produtos: Aplicativos para fotografias, vídeos e rede social 
● Concorrentes diretos: Twitter, Facebook, Tumblr, Flickr, Pinterest, TikTok, Reddit e Snapchat 
● Ícones: A máquina estilizada de seu logotipo 
● Slogan: Capture and share the world’s moments. 
● Website: www.instagram.com 

A marca no mundo 
Atualmente o INSTAGRAM, que pertence ao Facebook, está disponível em 32 idiomas, como por exemplo, inglês, mandarim, francês, alemão, italiano, japonês, latim, coreano, português e espanhol, alcançando a marca de mais de 1 bilhão de usuários em aproximadamente 110 países ao redor do mundo. Estados Unidos, Brasil, Índia e Indonésia concentram os maiores números de usuários. Os números impressionam: 1.5 bilhões de curtidas por dia, os usuários gastam 4 horas por mês no INSTAGRAM, mais de 60 milhões de fotos são postadas por dia, ajuda 80% dos seus usuários a adquirem produtos ou serviços e 80% dos usuários interagem com ao menos um perfil comercial. Calcula-se que a receita de publicidade móvel do INSTAGRAM seja de US$ 6.84 bilhões. 

Você sabia? 
Os usuários da rede social são chamados popularmente de Instagrammer
O INSTAGRAM se tornou tão popular que foram publicadas fotos até da isolada Coréia do Norte. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Exame, Época Negócios, BusinessWeek e Isto é Dinheiro), sites tecnologias (TecMundo), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 27/10/2019

16.3.13

CEPACOL


Durante décadas, CEPACOL ajudou a combater os germes causadores das cáries e da placa bacteriana em milhões de bocas brasileiras. Muito mais que um produto eficiente, CEPACOL conquistou o público através de um personagem inconfundível e carismático: o Bond Boca, que com seu charme ensinou a muitos brasileiros a importância de uma higiene bucal saudável.

A história
A data exata do surgimento do produto não é conhecida. Provavelmente CEPACOL tenha surgido entre o final da década de 1950 e começo de 1960, criado pela empresa americana Richardson Merrell. O antisséptico, com sua inconfundível cor amarela, e cujo ingrediente ativo era o cloreto de cetilpiridínio, rapidamente conquistou a confiança de muitos americanos, e apesar da enorme concorrência, assistiu ano após ano suas vendas dispararem. A marca adotou uma comunicação didática sobre o uso do produto, que tinha como objetivo agradar médicos e dentistas, que poderiam recomendá-lo a seus pacientes. E deu certo. CEPACOL se tornou um dos antissépticos bucais mais utilizados dentro de hospitais nos Estados Unidos. Depois de conquistar uma forte presença no mercado americano, CEPACOL começou a ser exportado para outros países ao redor do mundo, como por exemplo, o Canadá, onde o produto foi lançado em 1988.


Em 1992, CEPACOL passou a fazer parte da linha de produtos dos laboratórios SmithKline Beecham no mercado americano. Pouco depois, CEPACOL iniciou o lançamento de diferentes produtos de higiene e saúde, incluindo pastilhas e spray para combater tosses, irritações e dores na garganta. Esta linha de produto se tornou um enorme sucesso no mercado americano e canadense. Em outubro de 2002 a J.B. Williams Company, então proprietária de CEPACOL, foi adquirida pela Combe Incorporated, que mais recentemente, no início de 2011, vendeu algumas de suas marcas no mercado americano, entre elas CEPACOL, para a Reckitt Benckiser. Recentemente a marca lançou CEPACOL SENSATIONS, sua nova linha de pastilhas para irritações na garganta.


No Brasil, CEPACOL foi lançado pouco depois de sua criação, em 1961, como um antisséptico bucal indicado para irritações na garganta. Em meados da década de 1970, a marca deu início à promoção do produto para médicos e dentistas, posicionando-o como antisséptico bucal eficaz. Foi somente em 1983 que a marca iniciou a promoção e comunicação direta ao consumidor final. E foi justamente nesse ano que nasceu o personagem “Bond Boca” como garoto propaganda da marca, protagonizando os primeiros filmes publicitários do produto. Nos anos seguintes o carismático personagem ajudou a elevar as vendas da marca e se tornou um ícone da publicidade brasileira.


Em 1995 o produto passou a ser comercializado em novas embalagens plásticas. A marca, então considerada sinônimo de higiene e saúde bucal, ganhou uma extensão de linha com o lançamento do Fio Dental Cepacol. Em 2006 a marca inovou ao lançar novos sabores e embalagens de tamanhos diferenciados com uma identidade visual mais moderna e arrojada. Nos anos seguintes, mais novidades: CEPACOL CANELA POWER e COOL ICE (solução antisséptica bucal transparente, com sabor mais leve e refrescante, que deixa na boca uma sensação de limpeza, frescor e um hálito agradável), em 2007; e CEPACOL EXTREME (ajuda a combater os germes causadores das cáries, placa bacteriana e mau hálito, deixando a boca mais saudável) e CEPACOL TEEN, antisséptico bucal criado especialmente para meninas pré-adolescentes com embalagem estilizada e fórmula sem álcool, sem corante e com flúor, lançado em 2008.


Em 2011, a marca trouxe modernidade e inovação com o lançamento de sua nova linha de antissépticos bucais, CEPACOL PLUS, com fórmulas exclusivas sem álcool, nem corante, com flúor e com benefícios adicionais para atender as necessidades específicas do consumidor brasileiro. A nova linha oferecia quatro versões que, além de ajudar a combater os germes causadores de cáries, mau hálito e placa bacteriana, auxiliam na manutenção de uma boa higiene bucal: Whitening (ajuda a branquear os dentes), Sensitive (com eficácia comprovada para auxiliar no combate à sensibilidade dentária), Advanced (com exclusiva ação biflúor, que ajuda a remineralizar o esmalte dos dentes) e o Revitalizante (com fórmula exclusiva que auxilia na revitalização da saúde bucal).


O galã bom de boca
Herói e galã das campanhas publicitárias do Cepacol, o personagem Bond Boca foi criado em 1983 pelo publicitário Cláudio Sendin, da agência Caio Domingues & Associados. Como o personagem deixa claro, Cláudio o rascunhou em storyboards e layouts, tendo em mente Roger Moore, o ator britânico que na época personificava no cinema o agente secreto James Bond, mais conhecido como 007. Neste ponto o Bond Boca era um personagem pronto, já tinha o tradicional topete, a gravata borboleta, o elegante smoking, o cravo vermelho na lapela e um olhar extremamente sedutor.


Os traços de Bond Boca foram refinados pelo cartunista Spacca. O humorista Serginho Leite emprestava sua voz ao herói nas animações produzidas pela Briquet Filmes. Ele era o maior inimigo dos vilões da boca, como por exemplo, Zé Cariado, Bafo-Bafo e Gargantão. Nos comerciais, ele usava o produto para eliminar todos os germes e bactérias e deixar a boca limpa e refrescante.


Seu jeito de galã irresistível desfilou nas telinhas brasileiras nas décadas de 80 e 90. Depois de passar por algumas modificações, mais recentemente, em 2011, para marcar o lançamento da linha de antissépticos bucais Cepacol Plus, Bond Boca adquiriu um ar menos formal e mais atlético, deixando o smoking e a gravata borboleta dentro do armário, mas manteve o topete e o inconfundível queixo saliente. Além disso, pela primeira vez, o personagem foi “personificado”, aparecendo em “carne e osso” para o público. Para a personificação do ícone foram realizados exaustivos testes de elenco com mais de 50 atores de todo o país, além do trabalho de maquiagem, com técnicas usadas no cinema. Para tornar o Bond Boca mais real, ele também ganhou perfis nas principais redes sociais, como Facebook e Twitter.


A identidade visual
No Brasil a identidade visual da marca passou por algumas modificações ao longo dos anos. A última ocorreu em 2005 quando o logotipo e o rótulo foram modernizados.


Já em outros países, a marca utiliza uma identidade visual completamente diferente, incluindo a grafia do nome: Cēpacol.


Os slogans
Cepacol, o Bond Boca.
O jeito inteligente de cuidar da sua boca.
Boca Saudável, Hálito Puro.
Contra os inimigos da boca.


Dados corporativos
● Origem: Estados Unidos
● Lançamento: 1961 (Brasil)
● Criador: Richardson Merrell
● Sede mundial: Parsippany, New Jersey (Reckitt Benckiser)
● Proprietário da marca: Reckitt Benckiser LLC e Sanofi-Aventis (Brasil)
● Capital aberto: Não
● Presidente: Heraldo Marchezini (Sanofi Brasil)
● Faturamento: Não divulgado
● Lucro: Não divulgado
● Presença global: + 20 países
● Presença no Brasil: Sim
● Segmento: Higiene oral
● Principais produtos: Antisséptico bucal e pastilhas para garganta
● Concorrentes diretos: Listerine, Colgate Plax, Oral B, Scope e Vick
● Ícones: O personagem Bond Boca
● Slogan: Cepacol, o Bond Boca.
● Website: www.cepacol.com

A marca no mundo
A marca CEPACOL, que oferece além de uma linha completa de antissépticos bucais, em diversos tamanhos, sabores e funcionalidades, uma linha de pastilhas para aliviar tosses e sprays para dores de garganta, é comercializada em mais de 20 países ao redor do mundo.

Você sabia?
No mercado americano a marca é de propriedade da Reckitt Benckiser, na Austrália é da Bayer e no Brasil pertence à Sanofi.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro e Exame), jornais (Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas).

Última atualização em 16/3/2013

2.3.13

LULULEMON ATHLETICA


Ioga e senso de comunidade. Essa é a receita do enorme sucesso da rede canadense LULULEMON ATHLETICA, que vende artigos para praticantes de ioga, dança e corrida. Em tudo o que a marca faz e comunica está uma clara intenção de tornar a vida das pessoas mais longa, saudável e feliz. E parece que a marca vem agradando em cheio aos consumidores.

A história
Tudo começou no ano de 1998 quando o canadense Dennis “Chip” Wilson, um aficionado por surfe, skate e snowboard, depois de participar de uma aula de ioga, concluiu que as roupas usadas para a prática eram desconfortáveis demais. Nessa época, roupas de algodão eram utilizadas para a prática de ioga e ele, um estudioso de tecidos, viu ali uma oportunidade para oferecer algo diferente aos consumidores. Resolveu então criar a LULULEMON ATHLETICA para produzir roupas para a prática de ioga, como por exemplo, calças, bermudas e tops, para os aficionados nesta relaxante atividade. Assim, investiu dinheiro em uma pequena sala na cidade de Vancouver para confeccionar roupas de ioga. À noite, essa mesma sala era transformada em um aconchegante studio de ioga, o que ajudava a pagar o aluguel. Lá, as roupas também eram vendidas e assim a empresa foi crescendo aos poucos. Chip também fornecia peças para instrutores e professores de ioga e pedia em troca opiniões e sugestões sobre modelagem e design. Os insights geravam novas peças em perfeita coerência com o que queriam os praticantes desta modalidade.


A primeira loja da LULULEMON foi inaugurada somente no mês de novembro de 2000, localizada na exuberante área praiana de Kitsilano, em Vancouver. A ideia inicial era transformar a loja em um ponto de encontro para a comunidade que tinha o hábito de praticar ioga, onde as pessoas pudessem se encontrar, trocar experiências, aprender mais sobre a atividade, discutir aspectos da vida saudável, falar sobre nutrição, entre outros assuntos. A equipe de vendedores da loja recebeu treinamento sobre essa filosofia de vida. Essa loja, que a princípio seria a única da marca, começou a ficar pequena. Foi então que a empresa resolveu inaugurar outras unidades, mas sempre seguindo a filosofia da marca, baseada no bem-estar e uma vida saudável.


Depois de ingressar no mercado americano, a LULULEMON ATHLETICA levantou US$ 344 milhões em julho de 2007 com a abertura de capital. Isso permitiu que a empresa aumentasse seus pontos de venda, especialmente no voraz mercado americano, e ingressasse em novos mercados, como Austrália, Nova Zelândia, Hong Kong e Reino Unido. Já em agosto de 2008, a marca possuía 40 unidades no Canadá, 38 nos Estados Unidos e sete na Austrália. Além disso, a marca canadense expandiu sua linha de produtos com o lançamento de roupas para dança e corrida. Outro fator de sucesso foi a utilização de materiais pouco convencionais como bambu, prata, carvão, coco e soja, na confecção de suas roupas. Uma das linhas, batizada de VitaSea, segundo a empresa, era confeccionada a partir de algas marinhas. O tecido, conforme descreve a etiqueta dos produtos, libera aminoácidos marinhos, minerais e vitaminas na pele com o contato com o suor.


Além da utilização de tecidos altamente tecnológicos na confecção das peças, outros fatores explicam o bom desempenho da marca canadense. Um dos motivos para o sucesso da rede varejista é uma política criada anos atrás: para entender melhor os consumidores, todos os funcionários da empresa, sem exceção, são obrigados à passar 8 horas por mês dentro dos pontos de venda. Além disso, a marca tem se destacado de forma bastante saudável. Suas estratégias englobam desde vitrines vivas (com pessoas praticando ioga) à publicação das metas dos seus vendedores (em painéis dentro das próprias lojas), chamados pela empresa de educadores. Tudo isso para envolver seus convidados (como são chamados os clientes) e suas comunidades (como são chamados os clientes que costumam visitar a mesma loja). Ou seja, cada loja é um centro de disseminação de cultura e práticas saudáveis.


E não para por aí: estão sempre estimulando seus “convidados” a definirem metas para a vida. A empresa chama isso de BHAG - Big, Hairy, Audacious Goal! Metas que provoquem melhorias e tragam felicidade a cada um quando alcançadas. Além disso, imprime seu “manifesto” nas sacolas vermelhas de compras. O manifesto inclui mensagens como: “O stress está relacionado a 99% de todas as doenças”, “Amigos são mais importantes do que dinheiro” ou “Coca-Cola, Pepsi e todos os outros refrigerantes serão os cigarros do futuro”.


O sucesso
A LULEMON ATHLETICA se tornou um enorme sucesso. Além de superar US$ 1 bilhão em faturamento em 2012, a empresa foi eleita recentemente a melhor varejista internacional pelo NRF (National Retail Federation, a Federação Nacional de Varejistas dos Estados Unidos). O sucesso da marca também se reflete nas mídias sociais, como por exemplo, sua Fan Page no Facebook, que já conta com aproximadamente 800 mil fãs. Lá é possível encontrar dicas para uma vida saudável, calendário dos eventos comunitários e muita mensagem positiva para traçar objetivos de vida. Um reflexo claro do pensamento e da filosofia da marca. Mas afinal, porque tanto sucesso? Simples: às terças-feiras à noite tem aula de ioga, nem precisa levar tapetinho – eles estão disponíveis. Quarta-feira é dia do clube de corrida, e quinta-feira dia de ginástica ao ar livre em uma praça em frente. Não, não se trata da programação de um centro de fitness, essa é apenas a filosofia de uma loja qualquer da rede canadense. Ou seja, as lojas são a conexão real entre a marca e sua comunidade. Seja esta comunidade composta de vizinhos da loja que compartilham da mesma filosofia de bem-estar pregada pela marca, seja a comunidade composta por suas consumidoras que se identificam com a proposta e participam das atividades. Isso explica o fascínio das consumidoras em pagar até US$ 100 por uma calça de ioga ou US$ 160 por uma jaqueta de moletom com zíper.


Dados corporativos
● Origem: Canadá
● Fundação: 1998
● Fundador: Chip Wilson
● Sede mundial: Vancouver, Canadá
● Proprietário da marca: Lululemon Athletica Inc.
● Capital aberto: Sim (2007)
● Chairman: Dennis Wilson
● CEO: Christine Day
● Faturamento: US$ 1 bilhão (2012)
● Lucro: US$ 184.1 milhões (2012)
● Valor de mercado: US$ 9.9 bilhões (março/2013)
● Lojas: + 200
● Presença global: 10 países
● Presença no Brasil: Não
● Funcionários: 5.800
● Segmento: Materiais esportivos
● Principais produtos: Roupas e acessórios para ioga, dança e corrida
● Concorrentes diretos: Nike, Adidas, Reebok e Athleta
● Ícones: O ambiente de suas lojas
● Slogan: Yoga. Love. Run. Peace.
● Website: www.lululemon.com

A marca no mundo
A LULULEMON ATHLETICA, uma das marcas esportivas que mais cresce no mundo e cujo foco é fornecer roupas e acessórios para ioga, dança e corrida, possui atualmente mais de 200 lojas espalhadas pelo Canadá, Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia, além de showroons no Reino Unido e Hong Kong.

Você sabia?
A LULULEMON oferece descontos de 15% em suas lojas para instrutores de academias certificados em troca de comentários sobre os produtos.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 2/3/2013

19.2.13

DVF (Diane von Furstenberg)


Considerada o maior sucesso financeiro no mundo da moda depois de Chanel, a estilista Diane von Furstenberg com seu gosto elegante e talento conquistou, através de sua marca DVF, clientes famosos e poderosos, como por exemplo, Michelle Obama, Gwyneth Paltrow, Madonna, Jessica Alba, Susan Sarandon, Jennifer Lopez e Kate Middleton. Com isso, transformou a DVF em um verdadeiro ícone no segmento de luxo, cujos produtos, as campanhas e as lojas dizem a mesma coisa: “seja a mulher que você quer ser”.

A história
Diane Simone Michelle Halfin nasceu no dia 31 de dezembro de 1946 na cidade de Bruxelas em uma família judaica de classe média alta, sobrevivente do campo de concentração de Auschwitz. Estudou economia na renomada Universidade de Genebra. Aos dezoito anos conheceu o príncipe Egon von Furstenberg, descendente por parte de pai de uma família alemã de sangue azul, e por parte de mãe, dos fundadores da montadora Fiat, e se casou em 1969 na cidade de Paris, onde ela disse o “sim” vestida com uma criação de Christian Dior. O casamento, embora não fosse feliz e muito bem aceito pela família do noivo por causa da religião dela, foi considerado dinástico e, por isso, Diane recebeu o título de princesa von Furstenberg. Mudou-se em 1969 com o marido para Nova York. Apesar de ser extremamente rica e não precisar trabalhar, ficou famosa meteoricamente quando desenhou uma coleção de vestidos de jérsei para passar o tempo, em 1972. Seu talento recebeu elogios de ninguém menos que Diana Vreeland, a lendária editora da revista Vogue.


Em 1973, a estilista surpreendeu o mundo da moda com a criação do vestido-envelope (conhecido em inglês como “wrap dress”), confeccionado em jérsei de algodão, cruzado na altura dos seios e fechado por um laço na cintura. Vendido por US$ 75, o modelo rapidamente caiu no gosto das americanas. Era visto por todos os lados: em mães de famílias de classe média, badaladas estrelas de Hollywood, primeiras-damas e militantes feministas. Mas porque tanto sucesso? Era uma peça democrática e feminina, que valorizava todos os tipos de silhuetas. O vestido era sensual e prático ao mesmo tempo. Bastava envolver o corpo em um laço, colocar sandálias de salto e estar elegante. “Os homens adoravam porque era fácil de tirar”, sempre relembra Diane. “Como ele não tinha botões nem zíper, podíamos nos despir sem fazer o menor barulho”, completa a estilista.


O sucesso era tanto que, em 1976, a estilista vendia 25 mil vestidos por semana. Ancorado na máxima “Feel like a woman, dress like a woman” (em tradução “Sinta-se como uma mulher, vista-se como uma mulher”), o vestido se tornou um must-have atemporal. Desde então, feminilidade e o estilo sexy chique estão no DNA da grife da estilista. Além disso, ela conquistou Nova York e virou rainha do Studio 54, o nightclub mais badalado da época. Diane também se cercou de amigos influentes, entre eles Yves Saint Laurent, Bianca Jagger e Andy Warhol. Não demorou muito para o vestido se transformar em um império de milhões de dólares, o que levou a estilista à lendária capa na revista Newsweek como a mulher mais poderosa no mundo da moda depois de mademoiselle Coco Chanel. Depois dos vestidos, a talentosa estilista lançou óculos, lenços, cosméticos (a maquiagem com a paleta de cores mais ousada que a indústria da beleza já tinha visto até então), perfumes (o primeiro deles em 1974, batizado de Tatiana, nome de sua filha), bolsas e malas. Em 1979, segundo o jornal The New York Times, a marca já faturava mais de US$ 150 milhões.


Mas o trajeto da estilista na moda teve um hiato. Depois do sucesso estrondoso na década de 1970, ela licenciou a linha de vestidos e vendeu a empresa de cosméticos em 1983. Mudou-se para Paris em 1985, onde trabalhou como editora. Mas retornou para os Estados Unidos e fez sucesso com vendas pela televisão da linha de roupas Silk Assets (vestidos, calças, blusas e blazers), em 1992. Em apenas duas horas vendeu US$ 1.3 milhões. Pouco depois, em 1997, quando percebeu que garotas descoladas passaram a comprar vestidos-envelope em brechós de Nova York, ela voltou a vestir as mulheres com o clássico modelo: Gwyneth Paltrow foi uma das primeiras a usar de novo o icônico vestido, agora reinterpretado. Era o ressurgimento da marca, agora batizada de DVF. Em pouco tempo seus luxuosos produtos já eram vendidos globalmente. Nos anos seguintes iniciou a inauguração de lojas próprias em endereços sofisticados e badalados.


Em 2004, a estilista criou uma linha de joias em parceria com a brasileira H. Stern, originando assim os chamados power rings, anéis feitos de pedras grandes. Seus brincos, anéis, pulseiras e relógios rapidamente figuravam entre os objetos mais vendidos pela joalheria brasileira. Pouco depois introduziu uma linha de echarpes e moda praia, iniciando assim uma diversificação da linha de produtos da marca. Em 2009 ganhou destaque mundial ao assinar o vestido usado pela primeira-dama americana, Michelle Obama, na foto do cartão de Natal da família.


Em 2010, a marca inaugurou sua primeira loja na América Latina, localizada em São Paulo, no shopping Iguatemi. A loja transmitia a ideia de uma caixinha de joias, com bancos em forma de diamante e constelações de espelhos em espiral na direção do teto criando assim um contraste para os produtos da marca. Mais recentemente, em 2011, além de lançar o perfume Diane, a DVF ingressou no segmento de decoração com uma linha de produtos para casa, que incluía tapetes, roupas de cama, toalhas de mesa e almofadas. Pouco depois, firmou parceria com a GAP, para quem Diane desenhou uma coleção infantil. Atualmente a DVF se tornou especialista em fazer dos cortes e modelagens ponto de partida para a criação de visuais sedutores, que mesclam uma visita a elementos clássicos, mas submetidos a uma visão moderna.


Dados corporativos
● Origem: Estados Unidos
● Fundação: 1972
● Fundador: Diane von Furstenberg
● Sede mundial: New York City, New York
● Proprietário da marca: Diane von Furstenberg Studio, L.P.
● Capital aberto: Não
● Presidente: Paula Sutter
● Diretora criativa: Diane von Furstenberg
● Faturamento: US$ 275 milhões (estimado)
● Lucro: Não divulgado
● Lojas: 75
● Presença global: 72 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 500
● Segmento: Moda de luxo
● Principais produtos: Roupas, calçados e acessórios
● Concorrentes diretos: Marc Jacobs, Chanel, Prada, Gucci, Christian Dior e Carolina Herrera
● Ícones: O vestido-envelope
● Website: www.dvf.com

A marca no mundo
Atualmente, a badalada marca DVF desfila na Semana de Moda de Nova York, comercializa seus produtos, que incluem vestidos, sapatos, bolsas, óculos, acessórios, moda praia e casa, em mais de 70 países e tem 75 lojas próprias espalhadas pelo mundo. A marca também está presente nas mais badaladas lojas de departamento do mundo.

Você sabia?
Diane e seu primeiro marido divorciaram-se em 1972. Desde então, ela não tem mais o título de princesa von Furstenberg, mas pode utilizar o nome, como o faz em sua profissão.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 19/2/2013

11.2.13

WONDERFUL PISTACHIOS


Eles são verdinhos, saborosos e aprovados pelos médicos por fazerem muito bem à saúde. São temperados e tostados à perfeição. E abri-los pode ser muito divertido, pelo menos para a californiana WONDERFUL PISTACHIOS, que se tornou uma das marca de alimentos que mais cresce no mundo atualmente com seus pistaches de alta qualidade.

A história
A história começou em 1989 quando o casal Stewart e Lynda Resnick resolveu expandir seus negócios ao fundar a Paramount Farms, uma empresa responsável por cultivar, processar e distribuir pistaches e amêndoas plantados nas férteis terras da região central do estado da Califórnia. Inicialmente os pistaches e também amêndoas eram vendidos, nacionalmente e internacionalmente, para grandes fabricantes de cereais, chocolates e salgadinhos, como por exemplo, Cadbury, Nestlé, Hershey, Carnation e Kellogg. Já em 1996 a empresa era a maior produtora de pistaches e amêndoas do mundo e começava a traçar planos para sua expansão.


Em 2007 a empresa resolveu vender seus deliciosos pistaches diretamente para o consumidor final. Para isso criou uma marca própria, a WONDERFUL PISTACHIOS, que vendeu seus primeiros saquinhos de pistaches (perfeitamente torrados e salgados) no dia 23 de maio nas lojas da rede de supermercado Safeway na cidade de Los Angeles. Cultivados e amadurecidos ao sol da região central da Califórnia e torrados a seco, sem adição de óleo, os pistaches da marca representavam uma opção de snack saudável e delicioso. Acondicionados em embalagens práticas e com design moderno, os pistaches eram preparados de maneira perfeita para proporcionar um sabor delicioso e uma crocância inigualável.


Os pistaches não apenas eram deliciosos, mas também um snack sensacional e saudável, totalmente natural que podia ser saboreado em momentos de descontração com a família, amigos ou até mesmo sozinho. E, acima de tudo, abri-los podia ser muito divertido, como desde o início a marca tratou de comunicar em suas campanhas publicitárias. Fresquinhos, deliciosos e o fato de ser uma opção saudável, rapidamente os pistaches da marca conquistaram os consumidores da Califórnia. Em 2008 a marca lançou seus pistaches em novas embalagens seladas, que podiam ser fechadas após abertas, permitindo assim que o produto fosse conservado com mais facilidade e por mais tempo.


Nos anos seguintes a WONDERFUL PISTACHIOS expandiu sua distribuição para os mais importantes estados americanos e passou a ser exportar seus pistaches de alta qualidade para outros importantes mercados internacionais. Com isso, em 2010, a marca atingiu US$ 113 milhões em vendas. A marca também expandiu sua linha de produtos com o lançamento dos pistaches temperados com pimenta. Além disso, colocou seus pistaches dentro das principais arenas de baseball, onde o consumo deste tipo de alimento (incluindo amendoim e amêndoa) é extremamente alto. Foi um verdadeiro sucesso de vendas.


No final de 2011 a marca oficialmente apresentou ao mercado brasileiro uma nova linha de pistaches com qualidade superior, disponível em dois sabores: torrado e salgado e com sal e pimenta. Tornou-se assim a única empresa no Brasil que produz e comercializa o pistache, o que garante controle total da qualidade ao longo de todo o processo. Em 2013 a WONDERFUL PISTACHIOS marcou presença no carnaval de São Paulo em parceria com o mais prestigiado espaço do evento, o “Camarote Brahma SP”, distribuindo 15.000 embalagens de pistaches para os convidados. Também recentemente, no mercado americano, as embalagens dos produtos (da versão sem sal) passaram a contar com o selo de aprovação da badalada American Heart Association, atestando que o pistache faz bem à saúde.


Comunicação irreverente
Apesar do pouco tempo de mercado, a WONDERFUL PISTACHIOS investiu muito dinheiro em comunicação. Irreverentes e ousadas as campanhas da marca, consideradas por muitos como totalmente “non sense”, sempre chamam a atenção de milhões de consumidores e atingem grande repercussão nas mídias sociais. Tudo começou em 2009 com o lançamento da campanha Get Crackin’ (algo como “comece a quebrar”), que utilizava o argumento de que abrir os pistaches era divertido, principalmente pela facilidade e daquele famoso “crack” (o barulhinho ao abrir a casquinha do pistache). A campanha estreou no outono americano com ações combinadas de TV que incluíram veiculação no intervalo da série “Two and Half Men”, um site exclusivo e páginas nas principais redes sociais (como Facebook e Twitter). O sucesso da campanha foi tamanho, que a marca resolveu repetir a dose nos anos seguintes. Mas o que chamou mais a atenção foram os resultados: a campanha de US$ 20 milhões foi responsável por um aumento no faturamento de 233% no ano de lançamento, transformando a WONDERFUL PISTACHIOS em uma marca que vale US$ 300 milhões e uma das que mais crescem globalmente.


Quanto à criação, a campanha destacava a tradicional cor verde do pistache e o fator saúde (“a noz com o menor teor de gordura”), em vídeos simples de 15 segundos que traziam personagens, ícones e personalidades da cultura pop, como por exemplo, Brobee, Bart e Homer Simpson, Kermit (o sapo verde dos Muppets), Lucy e Charlie Brown, Vincent Pastore (do seriado “The Sopranos”), o rapper Snoop Dog, Wee-Man do programa Jackass, o pessoal do The Village People, integrantes do time de basquete Harlem Globetrotters, além dos personagens Victor e Sparky do filme Frankenweenie. Assista abaixo um dos vídeos da divertida campanha ou acompanhe todos os filmes em www.getcrackin.com. Além disso, em 2011, através de uma parceria, a produtora finlandesa Rovio criou para a WONDERFUL PISTACHIOS uma versão promocional de um jogo com os famosos personagens de Angry Birds: The Hunt for the Golden Pistachio (A caça ao pistache de ouro). A marca também mantém patrocínios esportivos, como por exemplo, na NASCAR (modalidade de automobilismo mais popular nos Estados Unidos) e no ciclismo.

 

A mais nova campanha da marca utilizou o rapper sul-coreano Psy, que recebeu €2.9 milhões e se tornou o rei do pistache verde. Em uma atitude ousada, a marca pagou US$ 4 milhões por 30 segundos comerciais no Super Bowl (final do futebol americano profissional) de 2013 para anunciar no programa de maior audiência do mercado americano. Trajando um terno verde-pistache, dançando juntamente com pistaches gigantes e cantando uma paródia do sucesso “Gangnam Style”, o rapper sul-coreano mostrava de uma maneira pra lá de inusitada como abrir os pistaches. Assista ao vídeo abaixo.

 

A evolução visual
A identidade visual da marca passou por alterações no decorrer dos anos. A principal delas aconteceu quando a letra “o” da palavra “wonderful” foi substituída por um coração, uma alusão dos benefícios, comprovados por médicos e pesquisadores, que o pistache faz a saúde, e principalmente, ao coração.


Dados corporativos
● Origem: Estados Unidos
● Lançamento: 23 de maio de 2007
● Criador: Paramount Farms
● Sede mundial: Los Angeles, Califórnia
● Proprietário da marca: Paramount Farms International LLC
● Capital aberto: Não
● CEO: Joe Macilvaine
● Faturamento: US$ 300 milhões (estimado)
● Lucro: Não divulgado
● Presença global: + 30 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 1.200
● Segmento: Alimentos
● Principais produtos: Pistaches
● Concorrentes diretos: Planters, Blue Diamonds e Diamond of California
● Ícones: A comunicação irreverente
● Slogan: Get Crackin’!

A marca no mundo
A WONDERFUL PISTACHIOS, que pertence a Paramount Farms, maior produtora e processadora de pistaches e amêndoas do mundo, comercializa seus deliciosos pistaches em mais de 30 países, como um snack popular e saudável. Segundo analistas a marca tem faturamento estimado em US$ 300 milhões por ano. No Brasil, o produto pode ser encontrado em mais de 400 pontos de venda, como grandes redes varejistas, empórios e lojas de conveniência.

Você sabia?
Os pistaches da marca são cultivados em Lost Hills, Califórnia, no Vale de San Joaquin, principal região agrícola do estado. A empresa possui 30.000 hectares de cultivo de pistache, maior plantação do Hemisfério Ocidental.
A empresa compromete-se a doar 1% das vendas de WONDERFUL PISTACHIOS para grupos ambientalistas sem fins lucrativos.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), jornais (Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel E Mundo Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas).

Última atualização em 12/2/2013

4.2.13

THE HUFFINGTON POST


Ele é um dos mais populares e influentes sites de notícias e comentários da Internet. Totalmente alinhado com o que os leitores online querem. Entre seus escritores e comentaristas está Alec Baldwin, Alicia Keys, Yoko Ono e a blogueira cubana Yoani Sánchez. Seus textos e matérias são capazes de causar estragos políticos sem precedentes. O THE HUFFINGTON POST é o caso mais bem-sucedido de jornalismo independente nos Estados Unidos, e conquistou tamanha relevância que foi considerado peça fundamental na eleição do democrata Barack Obama em 2008.

A história
Formada em economia pela tradicional Universidade de Cambridge, Arianna Stassinopoulos Huffington, uma grega radicada nos Estados Unidos, sempre foi uma mulher surpreendente. Após fazer carreira como escritora (entre seus livros estão biografias de Maria Callas e Pablo Picasso), ela se associou a Kenneth Lerer, um executivo de negócios e mídia, e contou com a ajuda de Jonah Peretti (um empreendedor da Internet) e do jornalista Andrew Breitbart, para colocar no ar no dia 9 de maio de 2005 o THE HUFFINGTON POST, um jornal online analítico focado em assuntos como a política e a cultura. E foi uma revolução, afinal o novo empreendimento investiu em opiniões de especialistas e em ferramentas de interação com o público. Era como um agregador de notícias e portal de blogs, que percebeu naquele momento que as pessoas não queriam apenas ler, mas sim se engajar e colaborar.


Rapidamente o THE HUFFINGTON POST estava na linha de frente do jornalismo online, colocando em prática novas ideias, e acima de tudo entendendo que agregar os conteúdos de outras origens e fontes era o caminho certo a seguir, em vez de montar uma grande redação, que seria a ideia mais óbvia naquela época. Aos que desdenharam de sua fórmula, criticando a reciclagem de noticiário alheio e o uso de mão de obra gratuita, o HuffPo, como ficou conhecido na Internet, expandiu sua cobertura, inaugurou novas seções e apontou a convergência entre os novos meios e a mídia tradicional. Em 2006 e 2007 o THE HUFFINGTON POST conquistou o badalado prêmio Webby de melhor blog de política. Pouco depois, em 2008, lançou sua primeira versão local (HuffPost Chicago), seguida nos anos seguintes por inúmeras outras (como por exemplo, New York, Denver e Los Angeles).


Em 2009, o THE HUFFINGTON POST chamou a atenção por ultrapassar pela primeira vez a audiência do tradicional The Washington Post (segundo dados da Nielsen). Era um veículo genuinamente online tendo mais audiência que outro ligado a um grande conglomerado tradicional. Em 2010 o THE HUFFINGTON POST já havia construído uma impressionante história de sucesso, moldando uma arena de debate online, com a participação de 6.000 blogueiros que escreviam de forma colaborativa (de graça), e com um noticiário ágil e interativo. Uma fórmula de enorme sucesso que atraía na época aproximadamente 24 milhões de usuários únicos por mês.


E tamanho sucesso despertou o interesse de grandes conglomerados de mídia. No dia 7 de fevereiro de 2011 foi anunciada a venda do portal (que recebia mais acessos que o tradicional The New York Times) à AOL por US$ 315 milhões. A operação criou um grupo de mídia com aproximadamente 120 milhões de visitantes por mês somente nos Estados Unidos. A fundadora do portal Arianna Huffington passou então a ocupar a presidência do recém-formado The Huffington Post Media Group. Nesta nova fase o HuffPost resolveu se expandir internacionalmente com o lançamento de sua primeira edição internacional no Canadá no dia 26 de maio, e pouco depois, no início de julho, a edição para o mercado britânico. Essas edições seguem a mesma proposta de combinar conteúdo próprio, agregação e conversação da versão americana.


Recentemente lançou uma revista digital recheada de um conteúdo premium e diferente do site: artigos mais longos e aprofundados. No início de 2012 foi lançada a versão francesa LE HUFFINGTON POST, seguida pouco depois pela versão em língua espanhola (HuffPost Voces) e por uma edição italiana. Ainda este ano, o correspondente militar David Wood ganhou o Prêmio Pulitzer por seu trabalho “Beyond the Battlefield” (Além do Campo de Batalha, em tradução livre), marcando a primeira vez em que o site de notícias e opinião THE HUFFINGTON POST foi agraciado com uma das principais premiações mundiais em excelência no jornalismo, literatura e música.


Dados corporativos
● Origem: Estados Unidos
● Fundação: 9 de maio de 2005
● Fundador: Arianna Huffington, Kenneth Lerer, Jonah Peretti e Andrew Breitbart
● Sede mundial: New York City, New York
● Proprietário da marca: AOL Inc.
● Capital aberto: Não
● CEO: Jimmy Maymann
● Presidente & editora chefe: Arianna Huffington
● Faturamento: Não divulgado
● Lucro: Não divulgado
● Presença global: 90 países
● Presença no Brasil: Não
● Funcionários: 220
● Segmento: Mídia
● Principais produtos: Portal de notícias e agregador de blogs
● Concorrentes diretos: Drudge Report, Washington Post e The New York Times
● Slogan: The Internet Newspaper: News, Blogs, Video, Community.
● Website: www.huffingtonpost.com

A marca no mundo
Atualmente disponível em inglês, francês, espanhol e italiano, o THE HUFFINGTON POST, um dos mais influentes e respeitados sites políticos do mundo, alcança mais de 170 milhões de pessoas em aproximadamente 90 países. Atualmente, além da versão americana, o THE HUFFINGTON POST tem edições próprias no Canadá, Reino Unido, França, Itália e Espanha.

Você sabia?
O HuffPo foi nomeado o blog mais poderoso do mundo pela revista The Observer.
Arianna Huffington é apelidada de “rainha dos blogueiros” e “baronesa da mídia eletrônica”.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 4/2/2013