10.3.15

XIAOMI


Os brasileiros provavelmente não conhecem a XIAOMI (pronuncia-se xáo-mi), batizada de “Apple chinesa”. Com smartphones e gadgets com design minimalista, sistema operacional estilizado, tecnologias de ponta, estratégia baseada em vendas praticamente online e marketing só em redes sociais, a empresa chinesa conquistou milhões de fiéis consumidores e está literalmente tirando o sossego de gigantes como Samsung e Apple, da qual é um verdadeiro clone. Com smartphones custando metade do preço de suas poderosas concorrentes, a XIAOMI se transformou em um verdadeiro fenômeno no oriente, capaz de atrair uma multidão de internautas ávidos por seus produtos e esgotar estoques em questão de minutos. 

A história 
Tudo começou quando o engenheiro eletrônico chinês Lei Jun, como muitos empreendedores, desejava elevar a China a um patamar além do beco sem saída da montagem de equipamentos para fabricantes internacionais. Com isso, ele, que trabalhou uma década em uma desenvolvedora de software, resolveu apostar na venda de smartphones de uma maneira inteligente e diferente. Juntamente com um grupo de sete engenheiros, alguns deles vindos do Google e da Microsoft, o apoio de grandes empresas do segmento, como por exemplo, a produtora de processadores para aparelhos móveis Qualcomm (através de sua divisão de capital para empreendimentos), US$ 41 milhões investidos do próprio bolso e outros milhões de alguns fundos de investimento, ele fundou a XIAOMI exatamente no dia 6 de abril de 2010 em um pequeno escritório no subúrbio da cidade de Pequim. O trabalho começou com uma plataforma de software para celulares adaptada do sistema Android. E já em agosto lançou oficialmente no mercado seu primeiro produto: o sistema operacional MIUI (pronunciado como “miyuai”), versão altamente customizada do Android. Pouco depois foi a vez do MiTalk (um serviço de mensagens como o WhatsApp).


No mês de agosto de 2011, a empresa lançou oficialmente no mercado o smartphone Mi-One, vendido ao preço de cerca de US$ 325 e cujo sucesso foi tamanho que o estoque se esgotou em apenas dois dias. Mas porque tanto sucesso? Além de cortar custos com distribuidores e vendedores, fazendo vendas diretamente pela internet, a XIAOMI conseguiu oferecer aparelhos com design moderno, sistema operacional estilizado (uma espécie de cruzamento entre o iOS e o Android) e configurações potentes pela metade do preço dos aparelhos top de linha da Apple, Motorola e da Samsung, que dominavam o mercado chinês naquela época. O resultado desse sucesso, além de milhões de aparelhos vendidos e fãs enlouquecidos, foi o apelido de “Apple da China”. Começava então ficar claro que a XIAOMI não era apenas uma empresa chinesa pobre fazendo celulares baratos. O motor da estratégia da XIAOMI estava justamente em aparelhos que aliavam qualidade com preços abaixo da média. O plano era simples: criar smartphones que rodassem sistema operacional Android modificado e tivessem especificações técnicas semelhantes aos melhores aparelhos dos concorrentes, mas custassem muito menos. Em 2012, com apenas dois anos de vida a XIAOMI vendeu aproximadamente sete milhões de aparelhos, atuando somente no mercado chinês. E o resultado foi que a empresa se tornou a mais rápida da história a atingir US$ 1 bilhão em receita na China (a gigante Amazon, por exemplo, levou meia década para conseguir tal feito).


Mesmo com esse enorme sucesso, ancorado pelo lançamento de novas versões de smartphones, em 2013 a empresa era apenas a 14ª maior fabricante de celulares do mundo, segundo um ranking da consultoria IDC. O domínio da China parecia uma questão de tempo e isso fez o mercado olhar a XIAOMI com muita atenção. Em agosto de 2013, a contratação de Hugo Barra, o brasileiro que comandou a divisão do sistema Android dentro do Google por três anos, um executivo respeitado (e cobiçado) por todos os rivais, deu mais credibilidade à marca principalmente frente ao mercado global. O executivo brasileiro, que ocuparia o cargo de vice-presidente global, iniciou a internacionalização da empresa em 2014, quando após o sucesso no mercado chinês, além de Hong Kong e Taiwan, lançou seus produtos com excelentes resultados também em Cingapura (onde em apenas 2 dois minutos foi vendido todo o estoque do smartphone Mi3 em sua estreia no mercado), Malásia, Filipinas e Índia, neste último apesar do sucesso inicial a empresa vem enfrentando vários problemas legais e ações na justiça.


Mas se quisesse ser realmente um gigante global a empresa teria que rumar em direção ao ocidente. Com isso, a empresa traçou seu plano de internacionalização além do sudeste asiático. E começou pelos países emergentes com o anúncio do início de suas operações e vendas na Rússia, México e Turquia. No final de 2014 a empresa pulou para a 3ª posição no ranking das maiores fabricante de celulares do mundo, alimentada em quase sua totalidade pela participação no mercado chinês, onde tomou a liderança (com 12.5% de market share) das mãos da poderosa Samsung em um feito alardeado por mídias do mundo inteiro. Além disso, a empresa já atua nos Estados Unidos e na Europa, por meio do comércio eletrônico de acessórios como fones de ouvido, câmeras de ação e wearables. Conforme a adesão dos consumidores dessas regiões, a marca estudará a possibilidade de comercializar seus smartphones.


O sucesso no segmento de smartphones possibilitou à XIAOMI alcançar cifras astronômicas para uma empresa tão jovem e fôlego para se aventurar em outras categorias de produto. Hoje, pode-se comprar – somente pelo site da empresa – tablet, televisão inteligente, carregadores portáteis e até pulseira eletrônica. Já no Brasil a empresa anunciou que passará a vender seus smartphones até meados de 2015. E para alardear sua chegada ao mercado brasileiro, bem ao seu estilo, utilizou as redes socais postando uma imagem que mostra um passaporte chinês e uma passagem de avião do país asiático para o Brasil. A foto é acompanhada de uma frase bastante brasileira: “Põe mais água no feijão que já estamos chegando”. Além disso, a empresa chinesa anunciou que irá investir US$ 1 bilhão em conteúdo e streaming de vídeo, uma iniciativa agressiva que aponta para um futuro choque com empresas ocidentais como Netflix e Amazon.


O estrondoso sucesso da XIAOMI não é somente por seus smartphones com design minimalista, excelentes configurações e preço baixo diante da concorrência. A empresa chinesa faz um marketing eficiente baseado puramente no buzz gerado em mídias sociais e direcionado principalmente para atingir um público jovem ávido por novidades. Além disso, a empresa sabe como se relacionar com seus consumidores e para isso mantém um site batizado de “Fãs de Mi” (uma espécie de fórum de bate-papo, onde ouve sugestões e aspirações dos clientes) e lança atualizações de seu sistema operacional semanalmente (toda sexta-feira), incorporando demandas e mantendo os clientes animados com a marca. O sucesso é tão grande que a marca tem 31 fãs clube, que traduzem seu software para 31 idiomas. E a especial atenção aos seus clientes vai ainda mais longe. Todos os anos, no mês de aniversário de sua fundação, é organizado o Xiaomi Fan Festival, um evento realizado na capital chinesa para seus fãs, e principal oportunidade em que são lançados seus novos produtos com apresentações performáticas, bem ao estilo da Apple, com fãs animados que vibram a cada nova especificação mencionada. Há também uma forte movimentação nas redes sociais dos Mi Fen, como são chamados os seguidores da marca. Com tudo isso, conseguiu criar uma cultura de devoção à empresa semelhante a da Apple.


A linha do tempo 
2011 
Lançamento do Mi-ONE, primeiro smartphone da marca chinesa, que tinha tela de 4 polegadas e duas câmeras, sendo uma de 8 megapixels e a frontal de 2 megapixels. Essa versão vendeu mais de 7.9 milhões de unidades. 
2012 
Lançamento em agosto do Mi2, segunda geração de smartphone da marca com tela de 4.3 polegadas, câmera com 8 megapixels e o sistema MIUI ROM Android 4.1 desenhado pelos especialistas da empresa. O novo modelo se esgotou tão rápido que a mídia chegou a suspeitar que a fabricante estava criando falta de estoque de propósito, para gerar mais entusiasmo e divulgação, em uma ação conhecida como “marketing de escassez”. Nos primeiros onze meses foram vendidos mais de 10 milhões de unidades. A versão vendeu mais de 17.4 milhões de unidades. 
2013 
Lançamento em setembro do Mi3, smartphone que tinha construção de liga de magnésio, tela de cinco polegadas Full HD e câmera com resolução de 13 megapixels. 
Anúncio oficial da Mi TV, uma televisão com conexão para internet de 47 polegadas com recursos 3D e baseada no Android. 
Lançamento do Mi Box, um parelho que traz recursos avançados a televisores. 
Inauguração de sua primeira loja física na cidade de Pequim. Atualmente a pequena rede de lojas apresenta ambientes clean e sofisticados e muito espaço para que os clientes testem os produtos. 
Lançamento da Mi Power Bank, uma linha de carregadores portáteis com design moderno. O acabamento conta com uma cobertura de alumínio escovado, o que lhe confere um visual elegante e nobre. No ano seguinte a marca lançou um novo carregador portátil com capacidade de 16.000 mAh. Esse dispositivo é capaz de recarregar sete vezes um smartphone convencional antes de precisar se reabastecido. 
2014 
Lançamento do Mi4, smartphone com tela de 5 polegadas, câmera de 13 megapixels, 64 GB de memória e acesso a redes 4G. 
Lançamento do RedMi Note, uma espécie de phablet (mistura de smartphone com tablet). 
Lançamento do MiWiFi, um roteador de rede inicialmente comercializado em fase de testes. 
Lançamento da Mi Band, uma pulseira inteligente que tem como principal uso o monitoramento da saúde. A pulseira funciona também como despertador, vibrando para acordar na hora desejada. E não é preciso se preocupar com a resistência: além de ter uma estrutura emborrachada para resistir a impactos, a pulseira também é feita para não estragar na água. 
Lançamento da Mi Pad, primeiro tablet da marca chinesa. Como de costume acabou tendo todas as suas unidades vendidas em poucas horas após o lançamento. O que não era de se estranhar, já que se trata de um tablet com hardware de ponta por um preço bem agressivo. 
2015 
Lançamento do Mi Note, smartphone com tela de 5.7 polegadas que serve como resposta ao iPhone 6 Plus e Samsung Galaxy Note. 
Lançamento do MIUI 6, sexta versão de seu sistema operacional baseado no Android Lollipop. 
Lançamento do Mi Box Mini, um aparelhinho para streaming do tamanho de um carregador de celular que se conecta à TV via HDMI. 
Lançamento da Yi Action Camera, uma câmera de ação que concorre diretamente com a famosa GoPro. A câmera possui sensor da Sony de 16 megapixels, além da lente com ângulo aberto que permite capturar mais quadros do cenário. O modelo também é à prova d’água e permite mergulhos de até 40 metros. Os vídeos podem ser gravados em Full HD com 60 frames por segundo.


A mascote 
Diferente de outras marcas do segmento, a XIAOMI tem uma simpática mascote batizada de MITU (também conhecida como Mi Bunny), um coelho que veste um Ushanka (conhecido por “Chapéu de Lei Feng” ou “chapéu do exército comunista”) com uma estrela vermelha e um lenço de escoteiro vermelho no pescoço. O sucesso da mascote na China é tamanho que ganhou até uma família, além de uma linha de bichos de pelúcia, camisetas e outros produtos. A mascote, além de aparecer em materiais de divulgação e campanhas online, tem papel importante no relacionamento com os clientes.


O nome da marca 
A palavra XIAOMI significa “pequeno grão de arroz”, em chinês. Mas raramente é utilizada como identidade visual da marca, a não ser para campanhas institucionais.


Com sua tradicional cor laranja o logotipo da marca utiliza apenas a palavra MI. Segundo a empresa, significa não somente a terminação do nome da marca como também é a abreviação de Mobile Internet (Internet Móvel). A empresa conta ainda que MI significa Mission Impossible (Missão Impossível, em português) e se refere aos obstáculos encontrados no início de sua fundação.


O gênio por trás da marca 
Lei Jun por várias vezes imita Steve Jobs nas roupas (sempre vestido de calças jeans, camisetas pretas e tênis), nos gestos, nas apresentações performáticas de novos produtos e no estilo de gestão. Só não segue os preços praticados pela Apple. Bastante privativo, pouco se sabe sobre a vida pessoal do fundador da XIAOMI. Mesmo assim ele é uma verdadeira celebridade corporativa na China, ao ponto de ser chamado carinhosamente de “Steve Jobs chinês”. Nascido no dia 16 de dezembro de 1969 em Xiantao e criado em Wuhan, uma cidade industrial na região central do país, estudou ciência da computação na universidade local, e foi nessa época universitária, em 1987, que leu sobre Steve Jobs e inspirou-se. “Queria criar uma empresa que fosse de primeira classe, então me planejei para acabar a faculdade rapidamente”, disse ele a um jornal americano. Ele concluiu a faculdade em apenas dois anos, ingressou na Kingsoft, empresa dedicada à programação e desenvolvimento de software para computadores e, combinando os conhecimentos técnicos a um talento nato para o marketing, cresceu no escalão executivo, sendo nomeado presidente em 1998.


Enquanto fazia carreira na empresa de software, também investiu em várias startups, além de criar a Joyo.com, um site de comércio eletrônico, que seria vendida por US$ 75 milhões para Amazon em 2004. Em 2010, se juntou a outros engenheiros, alguns ex-funcionários do Google e da Microsoft, fundou a XIAOMI e começou a trabalhar em um sistema operacional, baseado no Android. Também procurou os mesmos fornecedores e montadores da Apple, como por exemplo, Qualcomm, Broadcom e Foxconn, com o intuito de lançar um smartphone no mercado chinês. Nos anos seguintes a XIAOMI se tornou uma enorme dor de cabeça por os grandes fabricantes de smartphones no mercado chinês.


O sucesso da empresa em tão pouco tempo de operação, no entanto, não foi pura sorte. Jun, embora casado e com dois filhos, se autodenomina workaholic e trabalha em média 100 horas por semana. Atualmente, além de comandar a XIAOMI, ele dedica-se à produção de projetos educativos. Um exemplo disso é a rede social YY, da qual participa da direção, e que lançou uma espécie de portal da educação, batizado de 100.com, onde é possível estudar gratuitamente inglês e no qual cada estudante ganha US$ 16 para cada lição aprovada. Além disso, ele foi eleito pela Forbes Ásia o empresário do ano em 2014. De acordo com a publicação, sua fortuna é superior a US$ 9.9 bilhões, o que o torna a oitava pessoa mais rica da China.


Dados corporativos 
● Origem: China 
● Fundação: 6 de abril de 2010 
● Fundador: Lei Jun, Lin Bin, Wanqiang Li, Guangping Zhou, Jiangji Wong, Feng Hong, Chuan Wang e De Liu 
● Sede mundial: Pequim, China 
● Proprietário da marca: Xiaomi, Inc. 
● Capital aberto: Não 
● Chairman & CEO: Lei Jun 
● Presidente: Lin Bin 
● Faturamento: US$ 12 bilhões (2014) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: + 15 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 5.000 
● Segmento: Equipamentos eletrônicos 
● Principais produtos: Smartphones, tablets, câmeras de ação e aplicativos 
● Concorrentes diretos: Samsung, LG, Motorola, BlackBerry, ZTE, HTC, Huawei, Nokia e Apple 
● Mascote: Mitu 
● Ícones: O design minimalista de seus produtos 
● Website: www.mi.com 

A marca no mundo 
Hoje em dia a XIAOMI, terceira maior fabricante de smartphones do mundo, vende seus produtos em mais de 15 países, emprega mais de 5.000 funcionários e, em 2014, faturou estimados US$ 12 bilhões. A empresa, que vendeu 61.1 milhões de smartphones em 2014, também comercializa televisões inteligentes, set-top boxes (aparelhos que trazem recursos avançados a televisores), roteadores, carregadores portáteis, pulseiras para monitorar exercícios físicos, câmeras de ação e acessórios como fones de ouvido e capas para proteção, além de criar aplicativos móveis e oferecer serviço de computação na nuvem e armazenamento. Seu sistema operacional, batizado de MIUI (em sua sexta versão), que já recebeu mais de 225 atualizações desde seu lançamento e está disponível para 347 modelos em 96 marcas diferentes, é utilizado por mais de 100 milhões de usuários. A XIAOMI possui atualmente na China mais de 20 lojas próprias. A operação logística da empresa na China é impressionante: 11 centros de distribuição, pico de 940 mil entregas diárias, tempo médio de entrega de 1 dia e meio e entrega expressa em aproximadamente 19 horas após a compra para 22 cidades. No final de 2014, em sua rodada mais recente de captação de recursos, a XIAOMI levantou mais de US$ 1 bilhão, elevando seu valor para US$ 45 bilhões, e tornando-a a start-up mais valiosa do mundo. A jovem empresa vale mais do que LG, Nokia, BlackBerry e Motorola. 

Você sabia? 
Na China, em 2014, cinco de cada oito celulares com Android ativados tinham a marca da XIAOMI. 
Em 2014, no feriado do Dia do Solteiro (11 de novembro), na China, a empresa vendeu por meio do site Alibaba 1.1 milhões de smartphones em apenas 24 horas. 
No mês de abril de 2014 a empresa pagou US$ 3.6 milhões pelo domínio mi.com, tornando-o assim o mais caro da China. O domínio substituiu o xiaomi.com como site oficial da empresa. 
Enquanto se consolida como marca de smartphones, a XIAOMI vem investindo em produtos para automação doméstica. A empresa já vende um módulo (Mi Module) que permite usar o smartphone para controlar eletrodomésticos. Além disso, lançou recentemente um purificador de ar inteligente, que limpa cerca de 10 mil litros de ar em menos de um minuto. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Isto é Dinheiro, Exame e Época Negócios), jornais (Valor Econômico e Folha), sites de tecnologia (TecMundo), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Mundo do Marketing), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 10/3/2015

1.3.15

CARLO'S BAKE SHOP


Afinal porque a pequena rede de confeitaria CARLO’S BAKE SHOP faz tanto sucesso, capaz de formar filas enormes de consumidores ávidos por experimentar suas delícias açucaradas? Simples, uma receita única onde se mistura ingredientes de qualidade, uma alta dose de talento e uma pitada de marketing. Traduzindo, doces e bolos com visual fantástico, mas com um sabor delicioso, e Buddy Valastro, conhecido como “Cake Boss”, carismático e famoso apresentador de um reality show que é sucesso absoluto em muitos países ao redor do mundo. 

A história 
Tudo começou em 1910 na pacata cidade de Hoboken, estado americano de Nova Jersey, quando o italiano Carlo Guastaferro inaugurou uma pequena confeitaria. Durante mais de cinco décadas ele e sua família produziram deliciosos pães e doces, atraindo assim uma clientela fiel. Até que em 1964 o confeiteiro de origem italiana Bartolo Valastro, que seguiu os passos do avô e do pai, comprou o estabelecimento onde trabalhou. Inicialmente batizado de CARLO’S BAKERY, ele decidiu manter o nome em homenagem ao antigo proprietário e amigo. Vinte e cinco anos depois ele mudou a confeitaria para seu endereço atual, na Rua Washington. A mudança permitiu a confeitaria crescer sua base de clientes devido à melhor localização. Durante essas três décadas, com o auxílio de sua mulher, Mary Valastro, e posteriormente de seus filhos, ele produziu verdadeiras delícias como bolos, tortas e doces italianos, que além da apresentação e alta qualidade, conquistaram muitos consumidores pelo inigualável sabor. A história da família, e também dos negócios, começou a mudar exatamente no dia 21 de março de 1994 quando Valastro faleceu.


Nascido em uma família de mestres confeiteiros, Bartolo Valastro Jr., cujo apelido é Buddy, assumiu os negócios com apenas 17 anos e demonstrou talento especial desde cedo. Todo o seu conhecimento profissional tem origem nos ensinamentos de seu pai, que deixou como legado os segredos culinários e o sonho de ter reconhecida a dedicação à arte da confeitaria. Buddy não perdeu somente seu melhor amigo e incentivador, como também algumas das receitas e segredos de alguns doces. Mas não por muito tempo. E aí entra uma boa dose de marketing. Buddy conta que com a morte de seu pai, a confeitaria se esforçou para criar a massa folhada utilizada para fazer um de seus itens mais populares, Lobster Tail (que tem o formato de cauda de lagosta), feito com massa folhada e recheio cremoso de baunilha. Ele não conseguia chegar à receita ideal até que seu pai apareceu em um sonho e mostrou-lhe como dominar a técnica. Buddy foi trabalhar no dia seguinte e, pela primeira vez foi capaz de criar a massa folhada para o tradicional doce. Daquele momento em diante, Buddy sabia que poderia fazer qualquer coisa.


Mesmo diante da pressão, o mais novo dos irmãos e jovem confeiteiro foi ousado e começou a inovar na arte da confeitaria. Usando os ensinamentos do pai, aprimorando suas próprias habilidades e inovando através de sua criatividade, Buddy passou a produzir bolos monumentais, que impressionavam não somente pelo tamanho – alguns chegavam a ser gigantescos – mas principalmente pela originalidade, cores e uma atenção aos detalhes que beiravam o perfeccionismo. Com projetos cada vez mais complexos e ousados, bolos de grandes dimensões e decorações complicadas, muitas vezes com mecanismos especiais, suas delícias alegóricas foram se tornando conhecidas aos poucos. E não somente pelo visual, mas também pelo delicioso sabor. Tudo com a ajuda de sua mãe, de suas quatro irmãs e dos cunhados. Apesar da fama gerada por seus bolos decorados, Buddy também fazia doces, especialmente cannolis, um doce típico italiano feito de um pequeno bolo enrolado recheado com um delicioso creme.


Com suas deliciosas criações, especialmente bolos saborosos e originais para casamentos, festas e eventos, Buddy não somente conquistou o paladar de famosos, como por exemplo, a apresentadora Oprah Winfrey, e também de milhares de consumidores comuns, como chamou a atenção da mídia. Participou de alguns programas culinários, saiu constantemente com suas criações em inúmeras revistas para noivas, escreveu livros e finalmente, no dia 19 de abril de 2009, Buddy estreou um reality show, intitulado “Cake Boss”, no famoso canal americano TLC, do grupo Discovery Networks. O programa mostrava Buddy Valastro, junto com sua mãe, suas quatro irmãs e três cunhados, administrando a confeitaria CARLO’S BAKERY. Em cada episódio, ele e sua equipe criavam bolos deslumbrantes para casamentos e bolos temáticos para ocasiões especiais, além de lidar com noivas à beira de um ataque de nervos, fornecedores não confiáveis, entregas atrasadas e reclamações de clientes. Após a estreia do programa os pedidos na CARLO’S BAKE SHOP cresceram mais de 1.000%. E também conquistou mais clientes famosos como as cantoras Rihanna e Britney Spears e os atores Chris Rock e David Duchovny, gerando ainda mais repercussão para a pequena confeitaria.


Buddy Valastro soube como ninguém capitalizar o enorme sucesso do programa nos anos seguintes, que atualmente está em sua sexta temporada, sendo transmitido para 208 países com mais de 2 bilhões de telespectadores. A confeitaria em Hoboken tornou-se uma verdadeira atração turística da região. Os pedidos, cada vez mais complexos, dispararam. Ele se tornou o confeiteiro queridinho de muitas celebridades. E com isso, resolveu expandir a confeitaria inaugurando outras lojas em Nova Jersey, uma em Nova York e outra em Las Vegas, que devido ao enorme sucesso do carismático confeiteiro contou com a presença na cerimônia de abertura até da prefeita da cidade, Carolyn Goodman. Além disso, a rede de confeitaria passou a oferecer seus deliciosos bolos, doces e sobremesas dentro dos navios da Norwegian Cruise Line. E a expansão da rede continua com o anúncio de novas unidades na cidade de Filadélfia, Westbury e no estado de Connecticut. Mais recentemente Buddy anunciou a inauguração de uma filial na cidade de São Paulo, e procura um sócio para a empreitada. O meio para fazer isso será um programa na Rede Record. A atração se chamará The Cake Show, e promoverá uma disputa entre confeiteiros talentosos de todo o Brasil. Já a loja deverá ser inaugurada no final de 2015 na cidade de São Paulo.


A rede de confeitaria, de onde saem milhares de bolos, tortas e doces feitos à mão por Buddy e sua talentosa equipe de centenas de profissionais, está sempre comprometida com a história e a tradição da família. Ao invés de pinceis e tinta, espátulas e creme de manteiga. A argila é substituída por massa doce e pasta americana. E como em um passe de mágica temos uma belíssima – e deliciosa – escultura em bolo. Decorados, personalizados e estilizados, os bolos esculturais da CARLO’S BAKE SHOP são destaque em eventos, dando um toque especial e exclusivo a qualquer comemoração. Com mais de 100 anos de história, a badalada confeitaria é conhecida por seus bolos incríveis, que vão do tradicional bolo de casamento – um verdadeiro sucesso entre as noivas – às mais inusitadas esculturas doces, como por exemplo, uma torre de Pisa, uma maquete da cidade de Nova York e pasmem, o personagem BumbleBee, do filme Transformers. O bolo mais caro de sua história foi preparado em 2001 para uma socialite nova-iorquina. Com baunilha taitiana e incrustada de safiras, rubis, diamantes e esmeraldas, a obra, segundo estimativas, chegou a custar US$ 30 milhões.


O gênio por trás da marca 
Para Buddy Valastro a simples mistura de ovos, açúcar, manteiga e farinha significa muito mais do que apenas “fazer um bolo”. Como quarta geração de confeiteiro, criando bolos incríveis ele conecta amigos e consumidores com a memória de seu pai e a tradição de sua família em fazer verdadeiras delícias açucaradas. Bartolo Valastro Jr. nasceu no dia 3 de março de 1977 na cidade de Hoboken, em Nova Jersey, e aos 11 anos de idade começou a trabalhar na confeitaria de seu pai. Naqueles preciosos anos, seu pai lhe ensinou os segredos da confeitaria e da arte de preparar doces deliciosos. Com a morte prematura de seu pai em 1994, o jovem de 17 anos assumiu a pequena confeitaria, juntamente com sua mãe e suas irmãs, Mary, Lisa, Grace e Maddalena. Sua história começou a mudar em 2009 quando Buddy estrelou o reality show Cake Boss. Deste momento em diante sua popularidade aumentou, os negócios literalmente explodiram e sua vida mudou para sempre.


Casado com Lisa e pai de quatro filhos, Buddy Valastro se tornou uma das principais celebridades da televisão americana, apresentando hoje em dia três programas: Cake Boss, um grande sucesso desde 2009, em que os espectadores acompanham Buddy e sua equipe na produção de suas obras de arte feitas de açúcar, chocolate e massa; Batalha dos Confeiteiros, programa onde os competidores lutam por uma vaga como assistente de Buddy Valastro; e Buddy’s Bakery Rescue, em que Buddy ajuda confeitarias a conseguirem sucesso em seus negócios. Buddy chegou a estrelara Kitchen Boss, um programa onde o confeiteiro torna-se chef de cozinha, ensinando e preparando pratos, principalmente italianos. No entanto, a série foi cancelada após duas temporadas, pois Buddy preferiu manter o foco na produção de bolos, sua especialidade.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1910 
● Fundador: Carlo Guastaferro 
● Sede mundial: Hoboken, New Jersey, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Carlo’s Bakery 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Buddy Valastro 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 11 
● Presença global: 1 país 
● Presença no Brasil: Em breve 
● Funcionários: 175 
● Segmento: Confeitarias 
● Principais produtos: Bolos, tortas, biscoitos e doces 
● Concorrentes diretos: Panera Bread, Einstein Bros. Bagels, Bon Pain, Corner Bakery Cafe e Bruegger’s Bagels 
● Ícones: Os bolos e Buddy Valastro 
● Website: www.carlosbakery.com 

A marca no mundo 
A rede de confeitaria CARLO’S BAKE SHOP tem 8 unidades, seis localizadas em Nova Jersey, uma em Nova York e outra em Las Vegas, além de mais três lojas prestes a serem inauguradas. Juntas as lojas atendem entre 15.000 e 25.000 pessoas diariamente. Um dos produtos ícones da rede são os cannolis, que somente na unidade de Hoboken vendem mais de 6.000 unidades por semana. Os produtos da rede ainda são vendidos em outras grandes lojas de varejo e dentro dos navios de cruzeiro da Norwegian Cruise Line. 

Você sabia? 
Para cada bolo preparado para um cliente famoso, Buddy Valastro diz que outros 10 mil são feitos para os compradores comuns, que vêm de vários lugares dos Estados Unidos para provar seus doces, preparados “à moda antiga, sem química”. 
Em 2010, a cidade de Hoboken renomeou a intersecção da Washington Street e Newark Street, onde está localizada a confeitaria, para Carlo’s Bakery Way em honra ao centenário do estabelecimento. 
Criado em uma família italiana de cozinheiros incríveis, Buddy aproveitou receitas italianas clássicas para abrir seu primeiro restaurante, o Buddy V’s, em Las Vegas. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 1/3/2015

19.2.15

WELLS FARGO


A filosofia do WELLS FARGO é satisfazer todas as necessidades financeiras de seus clientes e ajudá-los a serem financeiramente bem-sucedidos. Por isso, a instituição é umas das quais os americanos mais confiam na hora de cuidar, investir e proteger seu dinheiro. Com mais de 160 anos de tradição e solidez, WELLS FARGO, o quarto maior banco americano, se tornou um colosso financeiro que passa confiança a milhões de clientes. 

A história 
Para contar a história da empresa é preciso voltar no tempo. No final da década de 1840 começou a corrida do ouro na costa oeste americana, mais especificamente no estado da Califórnia. Com isso, milhões de pessoas se mudaram para a região em busca de riqueza e pela promessa de grandes lucros. E muitas conseguiram. Foi neste cenário que Henry Wells e William Fargo, que haviam fundado a American Express em 1850, vislumbraram uma enorme e rentável oportunidade de negócio. Exatamente no dia 18 de março de 1852 estes senhores fundaram na cidade de Nova York a Wells, Fargo & Co., considerada a primeira empresa de segurança privada do mundo, que no dia 18 de julho abriu seus escritórios nas cidades de San Francisco e Sacramento para oferecer serviços bancários (como compra de ouro, metais preciosos e espécie, além da venda de papel bancários para saques) e entregas expressas (entrega rápida de ouro e materiais de valores, além de cartas e também transporte de pessoas). Para isso a empresa oferecia diligências (carruagens puxadas a cavalos) com escoltas armadas para transporte de cargas valiosas, inicialmente entre as cidades de San Francisco e St. Louis. A empresa utilizava suntuosas carruagens vermelhas com detalhes dourados, produzidas pela Abbot-Downing Company of Concord, de New Hampshire, que variavam no tamanho e poderiam conduzir seis, nove ou doze passageiros. As carruagens maiores poderiam transportar até 12 homens no telhado. Eram puxadas por quatro ou por seis cavalos. Ao lado do cocheiro, na parte dianteira, sentava um protetor armado. As carruagens tinham os compartimentos de couro do armazenamento (carregadores) na parte dianteira e na parte traseira. O compartimento sob o assento do cocheiro carregava geralmente a caixa forte onde os passageiros mantinham seu dinheiro, ouro e artigos de valor. O carregador maior na parte traseira carregava o correio e os sacos dos passageiros.


Naquela época, essas diligências foram atacadas e roubadas inúmeras vezes pelos fora-da-lei. O mais conhecido deles era Charles Bolton (conhecido como Black Bart) que durante o período de mais ou menos seis anos roubou mais de 30 diligências, antes de ser preso. Apesar destes problemas, rapidamente a empresa abriu escritórios em outras cidades e nos campos de mineração do oeste americano. Com o boom da economia devido à corrida do ouro, WELLS FARGO conquistou uma reputação de confiança pela forma de negociação rápida e responsável com o dinheiro de seus clientes. No final da década de 1860, WELLS FARGO já era a maior operadora de diligências terrestres, com rotas a oeste do rio Missouri que abrangiam 3.000 milhas entre os estados da Califórnia e Nebraska, e do Colorado para regiões de Montana e Idaho. Inaugurou também seu primeiro escritório no México para fazer o transporte de valores. Em 1885 começou a vender ordens de pagamento, incrementando assim seus serviços bancários. Além disso, expandiu seus negócios ao oferecer entrega expressa de valores e transporte de pessoas e mercadorias também através de navio a vapor e estradas de ferro (que além de passageiros transportavam em seus vagões animais como touros e vacas, cavalos, documentos bancários, com muito mais rapidez e a distâncias muito maiores), e a utilização do telégrafo para facilitar a comunicação.


No final do século XIX, quando a empresa já tinha cerca de 700 agências espalhadas por todo o oeste americano, a WELLS FARGO também assegurava, com veículos apropriados, como por exemplo, vagões refrigerados, o transporte de mercadorias perecíveis. Em 1905, o negócio bancário (batizado de Wells Fargo & Co. Bank) foi oficialmente separado da Wells Fargo & Co Express (que fazia entregas rápidas de valores), que seria encerrado anos mais tarde. Neste mesmo ano a fusão entre WELLS FARGO e o Nevada National Bank criou o segundo maior banco comercial da cidade de San Francisco, operando com o nome de Wells Fargo Nevada National Bank. O banco então sobreviveu ao terrível terremoto de 1906 que assolou a cidade de San Francisco. Apesar da enorme destruição causada pela tragédia, cofres do banco e de crédito ficaram intactos, e o WELLS FARGO utilizou seus recursos para ajudar na reconstrução da cidade, que tinha muitos desabrigados e desempregados. Como resultado, os depósitos aumentaram dramaticamente e aos poucos o banco foi retomando suas atividades.


Durante as décadas de 1910 e 1920, WELLS FARGO serviu como um banco comercial na cidade de San Francisco, apoiando o crescimento dos negócios e da agricultura da região oeste, incluindo as indústrias automobilísticas, aeroespacial e de cinema. Nesta época, o banco ganhou enorme visibilidade quando suas tradicionais carruagens vermelhas passaram a ser figuras constantes em vários filmes de Hollywood. Além disso, algumas fusões com outros bancos ajudaram o WELLS FARGO a ganhar musculatura financeira. A boa gestão ajudou o WELLS FARGO durante a Grande Depressão Americana, servir a nação durante a Segunda Guerra Mundial (onde cresceu através de um programa de expansão modesto com a aquisição de outros bancos regionais), e posicionou o banco para atender às novas necessidades financeiras dos consumidores no próspero período do pós-guerra. Neste período, em 1954, o nome do banco foi encurtado para WELLS FARGO BANK. Foi também nesta época, que o WELLS FARGO se adaptou as mudanças. Com um maior número de americanos possuindo carros, o banco implantou os chamados Drive-Thru, que permitia ao cliente ser atendido através de uma janela sem sair do automóvel.


A partir de 1960, uma época de enorme prosperidade da economia americana, WELLS FARGO tornou-se um banco regional com forte atuação no norte da Califórnia e agências em todos os lugares onde as pessoas viviam e tinham necessidades de utilizar serviços financeiros. Além disso, abriu um escritório de representação em Tóquio e filiais adicionais em Seul, Hong Kong, e Nassau, bem como escritórios na Cidade do México, São Paulo, Caracas, Buenos Aires e Cingapura. Foi nesta década (1967), que juntamente com três outros bancos da Califórnia, o WELLS FARGO introduziu um cartão de crédito aos seus clientes, como parte de seu plano para desafiar o Bank of America no segmento de empréstimos ao consumidor. Já na década de 1980 expandiu-se para todo estado californiano e se tornou o sétimo maior banco do país. Mas a recessão fez com que o banco diminuísse drasticamente suas operações no exterior, fechasse 100 agências nos Estados Unidos e cortasse 3.000 postos de trabalho. Nos anos seguintes, WELLS FARGO acompanhou a evolução e novos conceitos bancários, onde as pessoas depositavam dinheiro, mas também necessitavam de créditos. Com isso, passou a oferecer serviços bancários por telefone, linhas expressas, cartões de crédito, caixas eletrônicos (implantados em 1978) e serviços bancários online (lançado em 1995 de forma pioneira nos Estados Unidos), como soluções inovadoras para as necessidades dos clientes modernos. Como nos dias das diligências, ainda hoje o WELLS FARGO tem sido pioneiro em trazer conveniências bancárias aos seus milhões de clientes. Além disso, durante a década de 1990, expandiu sua atuação como banco comercial para as regiões centro-oeste e leste do país, através de aquisições e fusões.


A grave crise financeira de 2008 e a consequente recessão da economia americana afetaram severamente o WELLS FARGO. Muitos bancos faliram e alguns dos sobreviventes tiveram de suportar a intervenção do governo americano no seu capital. O WELLS FARGO, apesar da crise, conseguiu manter-se rentável, embora os lucros tenham caído bastante. Porém, aproveitou sua boa situação financeira para dobrar a sua dimensão com a aquisição no início de 2009, por mais de US$ 15 bilhões, do Wachovia, o quarto maior banco americano na época, criando assim um colosso no setor financeiro com US$ 1.4 trilhões em ativos e 48 milhões de clientes. Esta compra aumentou muito a base de depósitos e ao mesmo tempo permitiu ao WELLS FARGO uma grande implantação geográfica na costa leste que anteriormente não detinha. Quando o processo foi concluído, todas as agências do Wachovia foram transformadas em WELLS FARGO.


Hoje em dia o principal motor de crescimento de depósitos do WELLS FARGO é o seu modelo de atendimento ao cliente. A empresa vende “pacotes” de produtos em vez de tentar apenas “vender contas bancárias”. Com isso, quanto mais produtos os clientes possuírem no banco mais fiel ele se torna, fazendo com que os produtos sejam mais rentáveis. Além disso, sempre inovador, o WELLS FARGO está entre os primeiros do setor financeiro a utilizar as redes sociais para ajudar a aprofundar o relacionamento com seus clientes. Utilizando a tecnologia, pode usar essas redes para ouvir o que os clientes dizem, responder com mais rapidez às dúvidas e solucionar os problemas, além de oferecer a eles uma visão mais ampla sobre seus produtos e serviços.


Os museus 
A empresa conta sua rica e sólida história através de 10 museus (chamados de WELLS FARGO HISTORY MUSEUM) espalhados pelas cidades de Anchorage, Charlotte, Los Angeles, Minneapolis, Filadélfia, Phoenix, Portland, Sacramento, San Diego e San Francisco. Esses museus, além de contar a vasta história da empresa através de objetos, cartazes e vídeos, expõem inúmeros artefatos da cultura local.


O museu localizado em sua sede, na cidade de San Francisco, e inaugurado em 1935, é um verdadeiro parque de diversões para quem gosta de histórias de faroeste, carruagens antigas, corrida do ouro da Califórnia ou saber como os ladrões mascarados agiam naquela época. No museu, com entrada gratuita, é possível admirar as belíssimas carruagens vermelhas da empresa, em perfeito estado de conservação; experimentar um simulador de passeio de carruagem, com direito a vídeo e efeitos de movimento; observar pôsteres antigos, armas, fotografias, uniformes e artefatos (como um telégrafo e até ouro californiano de verdade) que contam a rica história da WELLS FARGO.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas alterações ao longo de sua história. A tradicional carruagem sendo puxada por seis cavalos fez parte da identidade visual da marca até 2009. Foi neste ano, que devido à fusão com o banco Wachovia, o WELLS FARGO apresentou seu novo logotipo: um quadrado vermelho com o nome da marca em amarelo. Mais recentemente o logotipo recebeu uma atualização, adquirindo um tom de vermelho mais escuro.


Os slogans 
Together we’ll go far. 
The Next Stage. 
With You When. 
Fast then. Fast now.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 18 de março de 1852 
● Fundador: Henry Wells e William George Fargo 
● Sede mundial: San Francisco, Califórnia, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Wells Fargo & Company 
● Capital aberto: Sim 
● CEO & Presidente: John Stumpf 
● Faturamento: US$ 82.95 bilhões (2014) 
● Lucro: US$ 21.8 bilhões (2014) 
● Valor de mercado: US$ 286.3 bilhões (fevereiro/2015) 
● Agências: 8.700 
● Clientes: 70 milhões 
● Presença global: 36 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 264.500 
● Segmento: Financeiro 
● Principais produtos: Serviços bancários, empréstimos, seguros, investimentos e financiamentos 
● Concorrentes diretos: Citibank, Bank of America, J.P. Morgan Chase, Merrill Lynch, Goldman Sacks, HSBC e US Bank 
● Ícones: A carruagem vermelha 
● Slogan: Together we’ll go far. 
● Website: www.wellsfargo.com 

A marca no mundo 
Atualmente WELLS FARGO, uma das mais influentes marcas no setor financeiro e maior banco americano em empréstimos hipotecários, oferece serviços bancários, seguros, investimentos, hipotecas, financiamentos comercial e ao consumidor em mais de 36 países ao redor do mundo. A empresa tem mais de 8.700 agências e 12.500 caixas eletrônicos em 39 estados americanos, além de possuir forte presença no segmento online (onde é líder em transações financeiras nos Estados Unidos, com 8.5 milhões de correntistas). O banco, cujos ativos são superiores a US$ 1.7 trilhões, oferece mais de 300 diferentes produtos e serviços aos seus mais de 70 milhões de clientes. Com aproximadamente 265 mil funcionários, WELLS FARGO atende a um de cada três lares dos Estados Unidos, sendo o oitavo maior banco do mundo. Além disso, foi classificada como a 29ª maior empresa dos Estados Unidos (em faturamento) no ranking de 2014 da revista Fortune. 

Você sabia? 
WELLS FARGO lidera o ranking das marcas de bancos mais valiosas do mundo, feito pela consultoria Brand Finance em 2015, com um valor de US$ 34.95 bilhões. 
O WELLS FARGO é tão forte e sólido que o maior acionista do banco é a Berkshire Hathaway, empresa do investidor Warren Buffett. Ele considera o banco o mais bem administrado da América. E pelos resultados, ele tem toda razão. 
WELLS FARGO faz questão de lembrar suas origens e sua rica história. Nos salões de entrada de muitos de seus prédios e nos cartões dos funcionários ainda têm imagens das famosas diligências. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Fast Company), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 19/2/2015

9.2.15

GARMIN


Auxiliar na localização ao dirigir, fazer trilhas ou pescar e mesmo pilotar um avião. Se você quer chegar a algum lugar de forma rápida e eficiente, a GARMIN te leva até lá. A desculpa “estou perdido” não vale mais. Seus produtos, que utilizam o Sistema de Posicionamento Global (mais conhecido pela sigla GPS), auxiliam as pessoas a chegar ao seu destino sem esforço, enquanto desfrutam da viagem. Quer seja em terra, no ar ou na água, a GARMIN te orienta para que o destino final seja alcançado de forma segura. 

A história 
Tudo começou em meados da década de 1980, na pequena cidade de Lenexa, estado do Kansas, quando o engenheiro elétrico Gary Burrell, juntamente com o Dr. Min Kao, e mais quatros outros engenheiros se reuniram em volta de uma mesa para discutir novas ideias. Dessa discussão sadia surgiu um objetivo inicial, criar dispositivos de navegação e comunicação que pudessem melhorar as vidas das pessoas de um modo em geral. Definido isto, em 1989, eles fundaram a empresa ProNav, cujo primeiro produto foi um GPS, voltado para o segmento marítimo e vendido na época ao preço de US$ 2.500. Pouco depois a empresa adotou um novo nome, GARMIN, composto pelas iniciais dos nomes dos fundadores (Gary e Min). Com a criação do primeiro dispositivo de GPS portátil, a empresa conquistou seu primeiro grande cliente, o exército americano, sendo fundamental a utilização desses aparelhos durante a Guerra do Golfo.


No início da década de 1990, a empresa lançou os primeiros dispositivos que utilizavam localização por satélite, voltados para o setor da aviação. Em 1993 a empresa apresentou o primeiro GPS portátil com um mapa em movimento para o segmento da aviação. Desde 1994, a GARMIN também tem liderado o mercado marítimo, criando alguns dos primeiros plotters cartográficos da indústria, um aparelho de une GPS e sonar, compatível com a rede marítima. Já no ano de 1997, com uma boa presença na indústria da aviação, a empresa inovou com a introdução do cockpit digital. No ano seguinte a GARMIN deu um passo importante para um mercado em crescimento ao lançar o primeiro dispositivo portátil de navegação por satélite para automóvel (batizado de StreetPilot®), que incluía uma tela LCD (preto e branca), com mapas de ruas armazenados em 8 ou 16 MB. Podiam ser criadas rotas detalhadas manualmente no software, mas o dispositivo ainda não incluía indicações de mudança de direção.


Um pouco antes da virada do milênio, a GARMIN expandiu mais uma vez sua linha de produtos com o lançamento do primeiro dispositivo portátil para caminhadas. Batizado de eTrex, com sua inconfundível cor amarela, se tornou o dispositivo GPS portátil mais vendido da marca. O modelo atual, mantém a cor amarela do original, mas oferece muito mais funcionalidades e tecnologia. Nessa época a empresa oferecia 50 modelos diferentes e já vendia mais de 3 milhões de aparelhos de GPS por ano. E com a chegada do novo milênio a GARMIN, cada vez mais, ampliou sua linha de produtos, como por exemplo, em 2001 com o lançamento do GPS portátil com tela colorida e voz; com a introdução em 2003 do Forerunner 101, primeiro GPS de pulso para calcular o tempo, o ritmo e a distância, voltado para esportistas; ou a popular série nüvi, primeiro dispositivo de navegação por satélite com formato moderno (retangular), que facilmente poderia ser colocado no bolso ou em uma bolsa. Outra inovação lançada pela empresa ocorreu em 2006 com o primeiro computador para ciclista, que além de marcar tempo, velocidade e distância, possuía sensores adicionais para medir cadência e ritmo cardíaco. Os modelos mais recentes têm mapas, dão indicações de mudança de direção e gravam informações de potência.


Em 2007 a empresa introduziu o GARMIN CONNECT, um website que complementava a sua linha de relógios para fitness e computadores para ciclistas, permitindo assim aos usuários carregarem e partilharem dados das atividades físicas e dos treinamentos. Ainda nesse ano, com o lançamento de um GPS com tela sensível ao toque, a GARMIN definiu um novo padrão para a conexão de tecnologia, fácil de utilizar, sofisticada, intuitiva e altamente avançada. Essa tecnologia também seria introduzida nos dispositivos portáteis, tornando a utilização muito mais rápida e fácil, especialmente para usuários que necessitam introduzir coordenadas e informações em movimento. O ano de 2009 foi repleto de novidades: a GARMIN ingressa no segmento do golfe com uma linha de dispositivos portáteis (incluindo relógios) que mostram mapas de campos, distância de tacadas, cartões de pontuação e distância até o buraco; e também lança o primeiro relógio especificamente desenvolvido para as três disciplinas do triatlo, com a capacidade de medir a distância em atividades de natação, corrida e ciclismo; além do nüvifone, primeiro smartphone da marca integrado com GPS e baseado em funções de localização.


Nos últimos anos, a empresa teve um crescimento exponencial devido à popularização do GPS, tornando-se uma das líderes mundiais na produção desses aparelhos, especialmente no segmento automotivo. Mas o declínio constante desse mercado, devido à popularização de celulares com GPS, fez com que a GARMIN expandisse suas aéreas de atuação e conquistasse novos públicos com lançamento inovadores, como por exemplo, em 2012, com dispositivos de pulso (relógios com GPS) para praticantes de alpinismo e natação; ou em 2013, com a introdução de suas primeiras câmeras de ação. Com isso, a ampla linha de produtos oferecidos pela GARMIN está presente no ar, na água, nos bosques e montanhas, atrás do volante e nas corridas.


Em contato com o mundo 
Apesar de ter passado mais de 25 anos desde sua fundação, o objetivo da GARMIN continua simples: criar dispositivos de navegação e comunicação que possam melhorar as vidas das pessoas. Além das funções de localização, os usuários podem também marcar e salvar lugares favoritos em seus aparelhos, adicionar programas para detectar radares de velocidade ou ainda comprar mapas especiais. Todos os produtos da marca possuem interfaces fáceis de utilizar, opções lógicas e funcionalidades intuitivas: 
● Os produtos para automóveis auxiliam o motorista a chegar ao seu destino sem esforço e da forma mais rápida possível. 
● As unidades marítimas completam as cartas detalhadas com dados essenciais, incluindo sonares que detectam grandes cardumes de peixes. 
● A tecnologia para a aviação fornece rapidamente tudo o que os pilotos necessitam. 
● Os dispositivos para fitness tornam cada passo do treinamento ainda mais eficiente. 
● As opções para atividades ao ar livre estão disponíveis para aventureiros, alpinistas e exploradores. 
● As aplicações sem fios trazem o poder do GPS para os smartphones.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por uma grande alteração em toda sua história. Isto ocorreu em 2006 quando a marca resolveu reformular seu logotipo radicalmente. O logotipo original, formado pelo nome da marca e um globo terrestre foi substituído por uma identidade visual que continha uma nova tipografia de letra e uma seta azul em cima da letra N (uma clara alusão à principal filosofia da GARMIN, apontar o caminho certo a seguir através de seus GPS).


Os slogans 
We’ll Take You There. 
You’ll be lost without it. 
Don’t get Just there. Arrive.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1989 
● Fundador: Gary Burrell e Min H. Kao 
● Sede mundial: Olathe, Kansas, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Garmin Ltd. 
● Capital aberto: Sim (2000) 
● Chairman: Min H. Kao 
● CEO: Cliff Pemble 
● Faturamento: US$ 2.63 bilhões (2013) 
● Lucro: US$ 612.4 milhões (2013) 
● Valor de mercado: US$ 10.2 bilhões (fevereiro/2015) 
● Presença global: 100 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 10.800 
● Segmento: Tecnologia e comunicação 
● Principais produtos: Dispositivos de GPS, transmissores, recebedores e câmeras de ação 
● Concorrentes diretos: Tom Tom, Navico, NDrive, Polar, OnStar, Lowrance e GoPro 
● Slogan: We’ll Take You There. 
● Website: www.garmin.com.br 

A marca no mundo 
Atualmente a GARMIN, que desenvolve produtos de consumo baseados na tecnologia GPS para automóveis, navios, aeronaves, para o público praticante de fitness e aventureiros que gostam de fazer caminhadas e camping pelo mundo afora, está presente em mais de 100 países ao redor do mundo. A empresa produz GPS para telefones, veículos e vários outros setores como aviação, naval, ferroviário e militar. A linha de produto da marca inclui navegadores, relógios e tablets equipados com tecnologia GPS, além de câmeras de ação, radares, sonares e pilotos automáticos, entre outros itens de comunicação e localização. 

Você sabia? 
Desde sua fundação a GARMIN já vendeu mais de 136 milhões de unidades de GPS. 
A única loja da GARMIN no mundo, inaugurada em 2006, está localizada na Magnificent Mile em Chicago, estado de Illinois. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Isto é Dinheiro), jornais (Valor Econômico), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).  

Última atualização em 9/2/2015

2.2.15

YVES ROCHER


A marca francesa YVES ROCHER sempre adotou a filosofia de tornar a beleza acessível a todas as mulheres, através das plantas. Por isso, se tornou sinônimo de Cosmétique Végétale e é uma referência mundial em matéria de beleza acessível, segura e qualitativa. Graças ao seu “savoir-faire”, a marca extrai o melhor das plantas para oferecer cosméticos e produtos de beleza cada vez mais inovadores, eficazes e de alta qualidade. 

A história 
Tudo começou em meados da década de 1950 no pitoresco vilarejo francês de La Gacilly, encravado no coração da Bretanha, quando uma curandeira revelou a Yves Rocher o segredo da receita de um creme contra hemorróidas à base de uma planta chamada Ranunculus Ficaria. Foi então que ele passou a fabricá-lo de forma artesanal e disponibilizou-o às pessoas da região através de pequenos anúncios. Inicialmente o sótão de sua casa tornou-se, ao mesmo tempo, o seu laboratório e o seu centro de distribuição. Com o sucesso obtido, ele decidiu vendê-lo por correspondência em 1959, surgindo assim oficialmente a marca YVES ROCHER. As cartas não paravam de chegar e as encomendas multiplicavam-se dia após dia. Com isso uma fábrica foi construída para atender a demanda. Apaixonado por vegetais e, acima de tudo, fascinado por um herbário construído pelo seu avô, Yves aprofundou, pouco a pouco, os seus conhecimentos e desenvolveu outros produtos de beleza, como por exemplo, cremes para o rosto, cabelos e corpo.


Em 1965 Yves editou o seu primeiro Livro Verde da Beleza, uma espécie de catálogo para vender seus produtos cuja distribuição era feita por via postal. Hoje o livro, que além de divulgar os produtos e a marca, oferece dicas de beleza, é editado em 22 línguas, incluindo a versão em Braille. Pouco depois, em 1969, com o objetivo de estar ainda mais próxima das consumidoras, a YVES ROCHER inaugurou sua primeira loja, localizada no Boulevard Haussmann, em Paris. Esta primeira loja marcou o início de um novo ciclo para a empresa, que nas décadas seguintes iria inaugurar centenas e centenas de unidades (batizadas de Centros de Beleza). Em 1974 a marca lançou no mercado sua primeira linha de Cuidados do Rosto anti-rugas, cujas fórmulas continham dez óleos vegetais que se associam para nutrir, regenerar e alisar os traços da pele. Pouco depois, em 1978, introduziu sua primeira linha de maquiagem. Em 1980 a YVES ROCHER lançou seu primeiro perfume (batizado de Cléa), à base de elegantes fragrâncias de Ylang, Musgo, Jasmim e Patchouli. Nesta época os produtos YVES ROCHER já eram vendidos em muitos países, com mais de 7 milhões de clientes no mundo inteiro.


Continuamente investindo em pesquisas, no ano de 1985 os Laboratórios de Biologia Vegetal descobriram o A.D.N., vegetal essencial á regeneração celular, e o A.R.N., um potente fator de ativação. Essas descobertas seriam utilizadas na formulação de produtos da marca. Pouco depois, em 1987, a empresa lançou um terceiro canal de distribuição: a venda direta (através de revendedoras, que são conhecidas em português como Conselheiras de Beleza). A década de 1990 iniciou com o lançamento da primeira linha de produtos de cuidados do rosto com Pro-Rétinol Vegetal, extremamente eficiente no combate ao envelhecimento. Em 1993, seguindo sua filosofia e consciente do impacto que as embalagens têm no meio-ambiente, a YVES ROCHER lançou a primeira Eco-Recarga para o xampu Hamamélis, o que permitiu uma economia de 75% na produção de embalagens desse produto. Esta revolução nas embalagens não parou por aí e, a partir de 1996, outros produtos foram adaptados para aceitar Eco-Recargas. Todos os anos a empresa vende aproximadamente 2.8 milhões de recargas. Em 1999, outra inovação: o lançamento da primeira linha de cuidados do rosto para peles maduras à base de extrato de Shiitaké, cogumelo utilizado na medicina tradicional chinesa.


Com a chegada do novo milênio, a YVES ROCHER introduziu produtos inovadores, como por exemplo, em 2001 com o lançamento da Yria, uma linha de maquiagem tratamento para mulheres acima dos 40 anos, adaptada a todos os tons de pele, além de um novo perfume feminino; ou em 2002, com a introdução da linha Bio-Specific, cujas moléculas ativas atuam nos mecanismos de nutrição e re-hidratação da pele. No final de 2013, a YVES ROCHER voltou a operar no Brasil inaugurando sua primeira loja em São Paulo, localizada no Shopping Morumbi, com direito a “personal room” (um espaço para atendimento personalizado, com esteticista, incluindo dicas de beleza, e que também conta a história da marca) e um “perfume bar” (com informações sobre o processo de criação de cada fragrância). Quase simultaneamente foi lançado seu comércio eletrônico. Outras lojas da marca seriam inauguradas em território nacional. No mercado brasileiro a marca vende aproximadamente 600 produtos de sua linha, entre fragrâncias, cremes para o rosto e corpo, sabonetes e maquiagem. A YVES ROCHER já havia atuado no Brasil entre 1994 e 1999, adotando o sistema de vendas diretas, a partir de consultoras de beleza, em vez de inserir os produtos no varejo.


Hoje em dia, o portfólio da marca é composto por mais de 800 itens, entre produtos faciais para cada tipo de pele e anti-rugas, sabonetes líquidos, loções hidratantes e desodorantes para o corpo, protetores solares, produtos para diversas necessidades dos cabelos, perfumes (alguns dos quais estão entre os mais vendidos do mundo) e uma linha completa de maquiagem.


Os campos biológicos da YVES ROCHER, localizados em La Gacilly, estendem-se por mais de 55 hectares e são certificados pelo Ecocert. Desde 1997, a marca cultiva seus campos em agricultura orgânica, isto é, sem componentes químicos, como adubos, pesticidas ou herbicidas. A empresa utiliza apenas inseticidas e fungicidas naturais e possui autorização para a manutenção manual e mecânica de suas culturas. Nesse processo, não é realizado nenhuma remoção química da cobertura vegetal. Atualmente, são utilizados mais de 200 extratos, derivados de 2.800 matérias-primas, e dos quais, são conseguidos em média, cerca de 20 novos ativos por ano que resultam em cinco patentes.


Um modelo de negócio único 
A YVES ROCHER é a única marca mundial de produtos de beleza que escolheu controlar todas as fases de sua atividade: agricultura, investigação botânica e científica, desenvolvimento de ingredientes inovadores, formulação, aprovisionamento de matérias-primas, fabricação, acondicionamento, expedição e distribuição. Dessa forma, torna-se, simultaneamente, produtora (colhe as plantas nos seus próprios campos cultivados em agricultura orgânica, em La Gacilly, na Bretanha), fabricante (elabora seus próprios produtos em suas cinco fábricas localizadas na Bretanha) e distribuidora (através de seus próprios canais de distribuição, eliminando assim intermediários e evitando a acumulação de lucros, tornando a beleza acessível ao maior número de pessoas). E graças a tudo isso a empresa pode, ao mesmo tempo, reduzir o seu impacto sobre o meio-ambiente e fazer com que a consumidora possa tirar proveito do melhor da beleza ao menor preço.


Além disso, o jardim botânico da Yves Rocher, inaugurado em 1975, é um verdadeiro reservatório vivo do mundo vegetal com mais de 1.100 espécies, locais ou exóticas, e uma coleção de artemísias, que são uma referência nacional na França. Este é um local de conhecimento do vegetal por excelência e uma fonte inesgotável para a investigação da Cosmétique Végétale Yves Rocher, junto com outros 400 jardins em todo o mundo. O local é aberto à visitação pública. Todas as pesquisas feitas pela empresa são realizadas em 20 laboratórios especializados, onde equipes pluridisciplinares (biologistas, químicos, físicos, dermatologistas, farmacêuticos, botânicos) trabalham em conjunto para descobrir, isolar e formular, a partir do vegetal, novos ativos, texturas, cores e perfumes.


O respeito à natureza 
A YVES ROCHER compromete-se a criar e a produzir respeitando a natureza: 
● Concebendo todos os seus produtos a partir do vegetal; 
● Recusando a utilização de ingredientes geneticamente modificados; 
● Criando produtos recarregáveis para lutar contra o desperdício - os belos catálogos da marca são impressos em papel produzido a partir da polpa de árvores retiradas de áreas controladas de reflorestamento e as encomendas são enviadas em caixas recicláveis de papel cartão reciclado; 
● Suprimindo a utilização de sacos de plástico e promovendo o uso de sacos reutilizáveis; 
● Criando produtos biodegradáveis e vendendo todos os seus produtos em embalagens recicláveis; 
● Não fazendo testes em animais (desde 1989, uma atitude pioneira no segmento).


A evolução visual 
A identidade visual da marca francesa passou por algumas remodelações ao longo dos anos. A última ocorreu em 2008 quando um novo logotipo foi adotado e apresentou uma nova tipografia de letra, novas cores e um símbolo formado pelas iniciais da marca (Y e R), que representa de forma estilizada um caule e uma folha.


Os slogans 
The no. 1 in Botanical Beauty. (2012) 
Reinvent Themselves Every Day. 
Creator of Botanical Beauty since 1959. 
The beauty by the plants. (1981) 
Os Especialistas em Cosmética Vegetal.


Dados corporativos 
● Origem: França 
● Fundação: 1959 
● Fundador: Yves Rocher 
● Sede mundial: La Gacilly, França 
● Proprietário da marca: Yves Rocher S.A. 
● Capital aberto: Não 
● Chairman & CEO: Bris Rocher 
● Faturamento: €2.5 bilhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 4.000 
● Presença global: 88 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 13.500 
● Segmento: Cosméticos 
● Principais produtos: Cremes, xampus, sabonetes, maquiagens e perfumes 
● Concorrentes diretos: Nivea, The Body Shop, L’Occitane e Lush 
● Slogan: The no. 1 in Botanical Beauty. 

A marca no mundo
A YVES ROCHER, uma das maiores empresas de cosméticos do mundo, comercializa sua vasta linha de produtos em mais de 88 países através de 4.000 lojas próprias e franqueadas (das quais 3.000 também oferecem serviços como depilação, massagem e tratamento para o rosto), catálogos, internet e vendas diretas. A marca, segunda mais vendida no mercado francês atrás apenas da L’Oréal, mas líder em produtos de cuidados com a pele, e cujo faturamento estimado é superior a €2.5 bilhões por ano, vende 10 produtos por segundo no mundo inteiro. As operações internacionais representam mais de 60% do faturamento da YVES ROCHER. Com seus produtos de alta qualidade a marca francesa “seduz” mais de 30 milhões de mulheres no mundo inteiro. A empresa também é proprietária de marcas como Daniel Jouvance, Pierre Ricaud, Isabel Derroisné, Kiotis e Galérie Noémie. 

Você sabia? 
O atual presidente da empresa, Bris Rocher, é um dos netos do fundador Yves Rocher, que faleceu no dia 26 de dezembro de 2009 aos 79 anos em decorrência de um acidente vascular cerebral. 
Yves Rocher sempre rechaçou os cosméticos fabricados com matérias animais. Em vez disso, defendia “a beleza através das plantas”. Ao mesmo tempo, fomentou a proteção do meio-ambiente. Para isso, criou a fundação Yves Rocher – Institut de France, que concede a cada ano um prêmio às mulheres que se dedicam especialmente à natureza. 
Yves Rocher inventou uma “nova beleza” (batizada de Cosmétique Végétale®), com o maior e o mais puro respeito pela natureza e pelas mulheres. É uma cosmética única, à serviço da beleza e do bem-estar de todas as mulheres. Aliança entre o conhecimento da natureza e a investigação científica, ela estuda os vegetais mais ativos para dar a todos os tipos de pele resultados visíveis e de qualidade, limitando o impacto ao meio ambiente. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Iasto é Dinheiro), jornais (Valor Econômico), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 2/2/2015