8.4.15

SULAMÉRICA


Há mais de um século a SulAmérica acompanha a evolução do Brasil e do mundo transmitindo confiança e solidez aos seus milhões de clientes. Quer seja cuidando da sua vida, dos seus bens e até mesmo do seu futuro, a principal missão da SulAmérica é proporcionar ao seus clientes segurança e tranqüilidade para todas as fases da vida. 

A história
Essa saga tem início exatamente no dia 5 de dezembro de 1895 na cidade do Rio de Janeiro quando Dom Joaquim Sanchez de Larragoiti, um homem de espírito empreendedor e cosmopolita, fundou a Sul América Companhia Nacional de Seguros de Vida. A nova empresa começou a operar no mercado brasileiro lançando diversos produtos inovadores de seguros. Dois anos mais tarde, foi pago o primeiro sinistro à família do Sr. Antônio Augusto Portugal. Também neste ano, foi criada a primeira sucursal no exterior, na cidade de Buenos Aires, na Argentina. Em 1913, com a aquisição da Anglo Sul Americana, Sociedade de Seguros e Resseguros Terrestres e Marítimos (que depois passaria a se chamar SATMA), a empresa começou a atuar também na área de seguros terrestres e marítimos em 11 capitais, adequando-se às transformações industriais e urbanas por que passava o Brasil. Pouco depois, em 1918, a empresa lançou o Seguro de Sócios, Patrões e Empregados, a primeira forma de seguro de vida em grupo do mercado brasileiro.


Em 1920, foi lançada a revista Sul América, transformando-se em um verdadeiro fenômeno editorial. A publicação, inicialmente uma ferramenta de comunicação da empresa com seus segurados, passou a ser procurada por outros públicos pela qualidade de seu conteúdo, com páginas dedicadas à literatura, ciência, ao humor e outros assuntos de interesse geral. Em 1928, estabeleceu um novo conceito de relação com os funcionários ao adotar o pagamento do 13º salário, antes mesmo que tal benefício fosse obrigatório por lei. Em 1929, a empresa aumenta seu portfólio ao oferecer o seguro de automóveis. Outros produtos lançados nesta década foram o Seguro de Acidentes Pessoais e o Sistema de Capitalização. E justamente essa diversificação de atividades que foi determinante para superar as dificuldades impostas pela Grande Depressão que se refletiu também na economia brasileira. Em 1933, consciente de sua responsabilidade social, a empresa doou recursos para a realização de obras de fornecimento de água para a cidade do Rio de Janeiro.


A década de 1940 assistiu a várias inovações por parte da SulAmérica, iniciando-se pela introdução, no país, do ramo de Seguro de Responsabilidade Civil em 1940, e prosseguiu com a ampliação da sua participação social, marcada pela campanha da erradicação da difteria e pela distribuição de lucros aos seus funcionários em 1944. Ainda nessa década, a empresa iniciou investimentos na construção de conjuntos residenciais e moradias populares. A atuação da empresa na década seguinte tem início de forma marcante com a construção do Hospital Larragoiti (1951), posteriormente doado à comunidade (atual Hospital da Lagoa). Nos anos de 1970, a empresa iniciou suas atividades no segmento de Seguro Saúde e, em 1977, firmou parceria com a empresa alemã Gerling Konzern para atuar no ramo de Seguros Industriais. Com a enorme expansão do grupo, foi criada em 1978 a SulAmérica S.A., que passou a ser a holding do grupo financeiro.


A década de 1980 foi marcada pelo aumento da oferta de serviços que teve início com a criação da Sul América Serviços Médicos, seguida, em 1987 pela Sul América Previdência Privada S.A. (Sulaprevi) e, em 1989, pelo Seguro Sul América Saúde, o primeiro de seu gênero no país e o mais completo e flexível do mercado. No mesmo ano foi lançado, também de modo pioneiro, o Serviço de Assistência 24 Horas para veículos, um sucesso seguido por diversas empresas do mercado. A década seguinte foi marcada por novas associações e por lançamentos inovadores, como por exemplo, em 1994 com a criação da BRASILPREV, uma parceria com o Banco do Brasil para comercialização de planos de previdência privada, permitindo assim à SulAmérica utilizar, como canal de vendas, a maior rede bancária do país. Como resultado dessa associação, já no ano seguinte, a empresa assumiu a liderança do mercado brasileiro de seguro saúde. Em 1996, com a fundação da Sul América Gestão de Ativos (atual SulAmérica Investimentos), a empresa passou a atuar na administração de recursos de terceiros, expandindo assim ainda mais seus negócios.


O advento do novo século foi marcado pela parceria da SulAmérica com o grupo financeiro holandês ING GROUP. Esta associação foi resultado da aquisição, por parte da empresa holandesa, da área internacional e de administração de finanças da americana Aetna, assumindo desse modo 49% das ações da Sul América Aetna, uma joint-venture constituída no ano de 1997 com a empresa brasileira para atuar nos segmentos de seguros de saúde, vida e previdência privada. Em 2003 foram lançados dois novos produtos de previdência complementar: o PGBL e o VGBL. Nos anos seguinte a SulAmérica continuou inovando ao lançar novos produtos, como por exemplo, em 2004 com a SulAmérica Previdência Empresa Simplificado, um novo serviço voltado para as micro, pequena e média empresas; em 2005 com o SulAmérica Consórcio, oferecendo planos para aquisição de imóveis, caminhões e automóveis; e com a inauguração em São Paulo do primeiro Centro Automotivo de Super Atendimento, que revolucionou a prestação de serviços no segmento de seguros de automóveis. Para o público jovem, a empresa lançou um plano de previdência: o Educaprevi, criado especialmente para os pais que querem garantir o estudo de seus filhos, onde por meio de contribuições livres, os responsáveis financeiros podem poupar dinheiro suficiente para arcar com o estudo de seus dependentes. Este ano ainda foi marcado pela criação da Universidade Corporativa da SulAmérica (UNIVERSAS), um canal virtual de treinamento focado no aprimoramento de competências profissionais dos funcionários e dos corretores da empresa. O ano de 2013 foi um período de grandes realizações e mudanças relevantes na composição societária. Em fevereiro, a família Larragoiti assumiu 100% da Sulasapar, holding do grupo SulAmérica, adquirindo a parcela do grupo holandês ING.


Rádio como marketing 
No dia 12 de fevereiro de 2007, em parceria com o Grupo Bandeirantes de Comunicação, foi lançada a rádio SulAmérica Trânsito 92,1 FM, que transmite 24 horas por dia, boletins, notícias e dicas sobre o trânsito da capital paulista. A rádio, que utiliza o slogan “Ajudando você a enfrentar o trânsito de São Paulo”, além de se tornar uma importante fonte de informação para a sociedade, é uma ferramenta de marketing eficiente que contribuiu para a consolidação da marca da SulAmérica no maior mercado de seguros do país. A empresa ainda está ligada a uma segunda rádio, SulAmérica Paradiso no Rio de Janeiro (95,7).


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por várias remodelações ao longo dos anos. No final do século 19, sua primeira identidade visual, ilustrada com o mapa da América do Sul, era utilizada em documentos oficiais como apólices e certificados. A imagem remetia a abrangência geográfica das operações de seguros da empresa. Já no início do século 20, o mapa foi substituído pela paisagem da cidade do Rio de Janeiro, sede da empresa até aquele momento. Em 1910, o Pão de Açúcar, já considerado um importante símbolo da capital fluminense, foi adotado como marca. Usado por décadas, o símbolo era acompanhado pelo slogan “Firme como o Pão de Açúcar”, fazendo associação com a solidez da empresa. A partir de 1920, esse logotipo seguiu em paralelo com a imagem do prédio da matriz da empresa, localizado na esquina das ruas Quitanda e Ouvidor, no centro do Rio de Janeiro. Com a expansão das diferentes linhas de negócios, novas companhias foram criadas e, consequentemente, surgiram novas marcas para representá-las: Salic (SulAmérica Companhia Nacional de Seguros de Vida), a Satma (SulAmérica Terrestres, Marítimos e Acidentes) e a Sulacap (SulAmérica Capitalização).


Em 1968 foi criado um novo símbolo para a marca SulAmérica, o qual serviu de base para o desenvolvimento do logotipo. O símbolo do Pão de Açúcar foi estilizado e deu lugar a um triângulo, que representa a união das três empresas: Satma, Salic e Sulacap. Como resultado da associação da SulAmérica com o grupo holandês ING, em 2003, foi apresentado um novo logotipo totalmente remodelado: nova tipografia de letra, novas cores (azul e laranja, esta última predominante na identidade visual da empresa holandesa), a frase “associada ao ING” posicionada abaixo, além do nome da marca escrito junto (somente com as letras S e A em maiúsculas) e com acento em América. Em 2013 a SulAmérica apresentou sua nova identidade visual, que refletia uma nova fase após o fim da associação com o grupo holandês ING. O elemento acima da palavra SulAmérica, que passa a sensação de movimento, traz leveza e dinamismo ao novo logotipo. Da identidade visual anterior permaneceram a horizontalidade e as cores azul, laranja e branco. Estas três cores juntas trazem jovialidade, energia e alegria. E também reforçam a solidez de uma companhia com 120 anos de existência.


A identidade visual da SulAmérica Trânsito 92,1 FM também passou por remodelação, ganhando uma imagem mais moderna para os dias atuais. A tradicional placa de trânsito foi substituída por um pino de geolocalização. O logotipo também seguiu a linha de orientação da nova marca da SulAmérica.


Os slogans 
A vida é imprevisível, e isso é muito bom. (2013) 
Moderna para sempre. (2003) 
Se aborrecer pra quê? (SulAmérica Seguros, 2010) 
Tradição em inovar. (SulAmérica Capitalização) 
Firme como o Pão de Açúcar. (1941)


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 5 de dezembro de 1895 
● Fundador: Dom Joaquim Sanchez de Larragoiti 
● Sede mundial: Rio de Janeiro, Brasil 
● Proprietário da marca: Sul América S.A. 
● Capital aberto: Sim (2007) 
● Chairman: Patrick Antonio Claude de Larragoiti Lucas 
● Presidente: Gabriel Portella 
● Faturamento: R$ 16.9 bilhões (2014) 
● Lucro: R$ 548.7 milhões (2014) 
● Valor de mercado: R$ 4.76 bilhões (abril/2015) 
● Clientes: 7 milhões 
● Presença global: Não (presente somente no Brasil) 
● Funcionários: 5.000 
● Segmento: Serviços financeiros 
● Principais produtos: Seguros, previdência privada, capitalização e gestão de ativos 
● Concorrentes diretos: Porto Seguro, Mapfre, Allianz, Zurich, Bradesco Seguros, BB Seguros e Itaú Seguros 
● Slogan: A vida é imprevisível, e isso é muito bom. 
● Website: www.sulamerica.com.br 

A marca no Brasil 
Atualmente a SulAmérica, maior seguradora independente do mercado brasileiro, oferece seguros (saúde, automóvel, vida, riscos, entre outros), previdência privada, capitalização e gestão de ativos para mais de 7 milhões de clientes. A SulAmérica é a terceira maior operadora de saúde do mercado brasileiro, com 2 mais de milhões de segurados, além de 1.65 milhões de veículos segurados, com maior participação de carros de passeio. Com mais de 28.000 corretores, em 2014 a empresa seguradora mais antiga em atividade no país faturou R$ 16.9 bilhões. 

Você sabia? 
Em 2000 a empresa lançou a revista Sul América On-Line, um periódico dirigido a corretores, funcionários, colaboradores e prestadores de serviço, que enfoca o impacto dos avanços tecnológicos, em especial da internet, no dia-a-dia dos profissionais de seguros. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (BusinessWeek, Isto é Dinheiro, Exame e Época Negócios), jornais (Valor Econômico e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 8/4/2015

1.4.15

PANDORA


A missão da PANDORA é oferecer à milhões de mulheres um universo de joias únicas de alta qualidade produzidas à mão a preços acessíveis, permitindo-as expressar sua individualidade e história com estilo. Toda a mulher tem sua história para contar e justamente por isso a PANDORA reúne coleções especiais que representam esses momentos, permitindo assim que cada uma expresse sua individualidade e seja quem realmente é. É por isso que a marca, através de suas joias, faz questão de celebrar esses momentos e dizer que são inesquecíveis. 

A história 
Tudo começou no ano de 1982 quando o ourives Per Enevildsen, juntamente com sua esposa Winnie, inaugurou uma pequena joalheria nos arredores modestos de Nørrebrogade na cidade de Copenhague na Dinamarca. Desde o início, o casal viajava constantemente para a Tailândia em busca de joias diferenciadas para importação. Com o grande aumento da demanda por suas joias, a jovem empresa se tornou gradualmente atacadista no mercado dinamarquês. Em 1987, após enorme sucesso de vendas, a empresa resolveu contratar o primeiro designer, Lone Frandsen (que juntamente com Lisbeth Enø Larsen seriam responsáveis, anos depois, pela criação e design do produto de maior sucesso da marca, o bracelete e os berloques), e passou a criar refinadas peças com estilo único. Era uma clara mudança de foco. Pouco depois, em 1989, a empresa inaugurou sua primeira fábrica, localizada na Tailândia, cuja primeira peça fabricada foi um anel de prata.


A história da empresa começaria a mudar de rumo em fevereiro de 2000, quando a joalheira lançou no mercado o conceito Bracelete & Charms: uma pulseira e vários pingentes (inicialmente eram 14 opções, incluindo um morango de prata) que poderiam ser comprados separadamente de acordo com o gosto da cliente. A marca acertou em cheio ao apostar na personalização, que criou nas consumidoras uma espécie de identificação com a marca. Foi neste momento que a empresa necessitava de um nome para a marca de seu novo produto. O escolhido foi PANDORA, que na mitologia grega foi a primeira mulher criada por Zeus, tendo várias qualidades de diversos deuses. A ideia que as consumidoras montassem suas joias, aos poucos, como quem conta uma história, foi um verdadeiro sucesso e começou a se espalhar por outros países europeus. A peça revolucionou a história da empresa, tornando-a uma das favoritas das mulheres descoladas no mundo da moda. Produzido com pulseira de ouro, prata, couro ou algodão e berloques variados (são mais de 600 opções), o bracelete fez enorme sucesso por permitir a personalização individual e foi adotado até como joia de destaque por grandes estrelas de Hollywood, como por exemplo, a bela atriz Catherine Zeta-Jones. Hoje em dia é possível montar braceletes de R$ 500 até mais de R$ 6 mil, dependendo do material escolhido e da quantidade de pingentes utilizados.


Em 2002, a bela modelo Sara Rantzau se tornou o rosto da primeira campanha publicitária da marca. Com o grande sucesso de seu bracelete e um enorme aumento na demanda, nos anos seguintes, a empresa começou a expandir-se internacionalmente ingressando em mercados como Estados Unidos e Canadá em 2003, Alemanha e Austrália em 2004. Além disso, as joias produzidas pela PANDORA conquistaram reconhecimento pelos seus altos padrões de ourivesaria, qualidade e design moderno. Todas são feitas de ouro 14k ou 18k e prata, frequentemente combinados com pedras preciosas, como topázio, safiras, ametistas e diamantes. Em 2005 a empresa já vendia mais de cinco milhões de peças, número que dobrou no ano seguinte. A partir de 2006, a empresa acelerou a inauguração de lojas conceito em grandes cidades de diversos países. A primeira unidade foi inaugurada na cidade de Hamburgo na Alemanha. Em 2007 ocorreu o lançamento dos brincos da linha COMPOSE, que já possuía anéis, onde é possível fazer várias combinações, usando-os separados ou juntos.


Em 2008 lançou no mercado a LOVE PODS, uma linha que busca na natureza (estrelas, flores, folhas) a sua inspiração, desde a escolha dos materiais até o design, permitindo assim revelar cada personalidade, à medida que a consumidora combina, ao seu modo, as várias peças da coleção. No ano seguinte a marca inaugurou suas duas primeiras lojas em território brasileiro, ambas na cidade de São Paulo. Rapidamente conquistou as mulheres brasileiras com seus braceletes e pingentes, abrindo outras lojas nos anos seguintes. Ainda neste ano, os produtos da marca passaram a serem vendidos durante os voos da companhia aérea British Airways. O sucesso foi tamanho, que hoje em dia, 25 companhias aéreas vendem os produtos da marca dinamarquesa em seus voos. Em 2010, a empresa ingressou em importantes mercados, como por exemplo, Rússia, Itália e China. Apesar desse enorme sucesso mundial, de vez em quando têm aparecido algumas pedras no caminho da empresa. Como por exemplo, em 2011, quando após uma fracassada investida no segmento da alta joalheria, a PANDORA contabilizou uma queda brusca em suas vendas.


Em 2013 foi lançada a ESSENCE COLLECTION, uma coleção de braceletes e pingentes projetados para simbolizar valores particulares como a coragem, a paixão, a honestidade, a sabedoria, a esperança, entre muitos outros. Ainda nesse ano a marca inaugurou sua milésima loja conceito. Em meados de 2014 a PANDORA firmou uma parceria com a Disney para a criação de uma coleção de berloques inspirada em seus personagens e parques temáticos (como os castelos, coroas e vestidos da Cinderela e da Bela Adormecida, além de Minnie e Mickey e símbolos dos parques). Além da nova coleção, a parceria incluiu também a abertura de lojas da joalheira nos complexos da Disney em Orlando e na Califórnia. Outra novidade é a linha ROSÉ, composta por berloques de prata banhados a ouro rosa com alguns modelos cravejados de micropedras. Mais recentemente a joalheria dinamarquesa resolveu apostar no luxo acessível e no lançamento de coleções de anéis e brincos com design moderno para ultrapassar em vendas a francesa Cartier. Por outro lado, a linha de relógios foi descontinuada. Com isso a PANDORA focou no que sabe fazer melhor, o design criativo de joias e com material de qualidade, como uma boa marca dinamarquesa.


O conceito Crie & Combine são a essência do universo da marca dinamarquesa. Esse conceito de personalização permite às mulheres criarem visuais e eternizarem momentos especiais de suas vidas. E tudo com seu estilo próprio. Clássica ou contemporânea há sempre uma joia perfeita para cada ocasião, basta liberar a criatividade. Afinal, seu “baú” está repleto de joias descoladas. Seus muitos pingentes de ouro e prata (desde um coração para demonstrar paixão, os signos do zodíaco, símbolos de boa sorte, o docinho favorito, um crucifixo até um carrinho de bebê para demonstrar o amor de mãe) montam brincos, colares e pulseiras com um toque pessoal e exclusivo. A ideia é abusar do Mix&Macth, ou seja, comprar a pulseira e adicionar os pingentes com o passar dos tempos.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas alterações ao longo dos anos. O logotipo atual da marca ganhou uma coroa em cima da letra O, ganhando assim um símbolo de identificação.


Os slogans 
Unforgettable Moments. 
Life has its moments…make them all unforgettable.


Dados corporativos 
● Origem: Dinamarca 
● Fundação: 1982 
● Fundador: Per e Winnie Enevoldsen 
● Sede mundial: Copenhagen, Dinamarca 
● Proprietário da marca: Pandora A/S 
● Capital aberto: Sim (2010) 
● Chairman: Peder Tuborgh 
● CEO: Anders Colding Friis 
● Faturamento: €1.6 bilhões (2014) 
● Lucro: €401 milhões (2014) 
● Valor de mercado: €10.8 bilhões (abril/2015) 
● Lojas: 1.410 
● Presença global: 90 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 11.400 
● Segmento: Joalherias 
● Principais produtos: Pulseiras, berloques, anéis, brincos e colares 
● Concorrentes diretos: Tiffany & Co., Signet Jewelers, Chamilia, OHM Beads, Swarovski e Vivara (Brasil) 
● Ícones: O bracelete e os berloques 
● Slogan: Unforgettable Moments. 
● Website: www.pandorajoias.com.br 

A marca no mundo 
Hoje em dia a rede de joalheira PANDORA, extremamente reconhecida por seus braceletes com berloques, comercializa seus produtos em 90 países em seis continentes através de aproximadamente 10.000 pontos de venda, incluindo mais de 1.400 lojas conceito (41 delas no Brasil), além do comércio eletrônico, disponível em sete países europeus. Entre os principais mercados da marca figuram Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e Canadá. A empresa emprega 11.400 funcionários, dos quais 7.900 trabalham em suas fábricas na Tailândia, produzindo mais de 91 milhões de peças anualmente. A empresa é responsável por 2% da prata consumida em todo o mundo. Braceletes e pingentes representam mais de 78% do faturamento anual da empresa. A PANDORA ocupa a segunda posição no ranking das maiores joalherias do mundo em volume de vendas, atrás apenas da francesa Cartier e à frente da tradicional americana Tiffany & Co. 

Você sabia? 
A PANDORA desenha, fabrica, distribui e vende joias à preço acessíveis, operando e controlando um modelo de negócio vertical. 
O funcionamento e mecanismo (como o fecho de barril) do bracelete e dos pingentes PANDORA são patenteados em vários países ao redor do mundo. 
A marca oferece o PANDORA CLUB, um programa de relacionamento onde os membros tem acesso a dicas, peças exclusivas, edições limitadas, ofertas e muito mais. São mais de 6.2 milhões de membros no mundo inteiro. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Exame, Época Negócios e Isto é Dinheiro), jornais (Valor Econômico), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 1/4/2015

25.3.15

PERFETTI VAN MELLE


Você pode até não conhecer a PERFETTI VAN MELLE, mas saiba que essa empresa tem uma doce história para contar. Afinal, suas deliciosas e irresistíveis guloseimas adoçam e alegram a vida de milhões de pessoas pelo mundo afora. Quem nunca experimentou a refrescância de MENTOS, o doce sabor dos pirulitos CHUPA CHUPS ou a deliciosa maciez de FRUITTELLA? 

A história 
Para entender a história da PERFETTI VAN MELLE é preciso voltar no tempo e contar a trajetória de outras duas empresas. 
VAN MELLE 
Tudo tem início na cidade holandesa de Breskens no ano de 1900 quando Izaak Van Melle começou um pequeno negócio para a produção de doces ao converter a padaria fundada por seu avô 60 anos antes. Devido ao sucesso de suas guloseimas, levou apenas alguns anos para transformar o pequeno negócio familiar em uma próspera empresa com a adição de novos produtos, como por exemplo, em 1926 com o lançamento das balas toffee (caramelos). Mas a história da empresa começaria a mudar no início dos anos de 1930 quando os irmãos Machiel e Pieter Van Melle durante uma viagem para a Polônia conheceram um método para produzir balas de frutas macias e mastigáveis. Foi então que, em 1931, eles lançaram no mercado holandês seu primeiro produto de sucesso: FRUITTELLA, uma deliciosa bala macia no sabor de frutas, especialmente morango, que em 1950 ganhou seu tradicional formato de cubinho. E com base na receita de FRUITTELLA eles foram inspirados a criar uma pastilha mentolada, lançada no mercado em 1932 com o nome de DROPS MENTOS. O produto, em formato oval com uma dura cobertura e recheio líquido, era inicialmente vendido somente na Holanda. Mas em breve conquistaria o mundo.


Ao final da Segunda Guerra Mundial a fábrica de Breskens estava totalmente destruída, forçando a empresa a se mudar para a cidade de Roterdã e aos pouco retomar suas atividades normais. Nos anos seguintes MENTOS e FRUITTELLA começaram a crescer em volumes de venda e distribuição em vários países do mundo. Isto se acelerou a partir de 1960 quando essas delícias passaram a serem comercializadas nas tradicionais embalagens de rolinho. A marca Mentos passou a ser comercializada no Brasil em 1964. Duas décadas mais tarde, em 1984, a empresa decidiu realocar sua fábrica para a cidade de Breda, onde havia mais espaço, permitindo assim um aumento na capacidade produtiva para atender a alta demanda. Pouco depois a empresa expandiu seu portfólio, especialmente com produtos direcionados ao público infantil, através da compra de marcas e empresas como GEBR, LOOK-O-LOOK e PECO. Foi também neste período que a VAN MELLE iniciou uma forte expansão internacional com inauguração de unidades comerciais no Brasil, Estados Unidos, Tailândia e Indonésia. No final dos anos de 1990, a empresa focou seus esforços nos mercados emergentes da Ásia, instalando unidades produtivas, além de adquirir a holandesa KLENE, famosa por seus produtos de alcaçuz.


PERFETTI 
A história começou em 1946 na pequena cidade de Lainate, perto de Milão, quando os irmãos Ambrogio e Egidio Perfetti resolveram fundar o Dolcificio Lombardo para a produção de doces, bombons e guloseimas. Em meados dos anos de 1950, os irmãos iniciaram a produção e o lançamento das gomas de mascar, um produto tipicamente americano e apresentado aos italianos pelos soldados aliados durante a Segunda Guerra Mundial. Essa decisão culminou com o lançamento da primeira goma de mascar inteiramente produzida em solo italiano: Brooklyn, que ficaria conhecida como “La goma del ponte”, uma clara referência ao nome do produto, inspirado na tradicional Ponte do Brooklyn em Nova York. Em 1968, a empresa inovou ao criar a Gum Base, uma paste base e matéria prima importante da goma de mascar. Hoje em dia esta pasta base é fornecida para todas as subsidiárias da empresa e até para outros fabricantes de doces.


Pouco depois, em 1970, a empresa italiana, já com o nome de PERFETTI, iniciou o lançamento de produtos que se tornaram um enorme sucesso entre pessoas de vários países: o chiclete de bola BIG BABOL, as balas MOROSITAS, as gomas de mascar sem açúcar HAPPYDENT e os caramelos ALPENLIEBE. Nos anos seguintes a empresa continuou inovando ao lançar produtos que seguiam as tendências e os desejos de seus consumidores. Nas décadas de 1980 e 1990, a PERFETTI iniciou uma agressiva política de expansão através das aquisições de outras empresas, como por exemplo, a Caremoli (proprietária da marca GOLIA), Gelco e La Giulia, que permitiram ampliar o alcance em diversos segmentos de mercado. Outra aquisição importante foi a da belga FRISK em 1995, que permitiu a empresa ingressar no segmento de mini pastilhas, assegurando assim forte presença no enorme mercado japonês, onde o produto era muito popular. Encorajada pela sólida posição constituída no mercado doméstico, a PERFETTI iniciou assim um consistente processo de internacionalização, inaugurando novas unidades de produção e de distribuição no mediterrâneo (Turquia e Grécia) e em países emergentes como China, Índia e Indonésia, culminando com a construção de uma moderna fábrica no Brasil em 1999.


Mas afinal, como a história destas duas empresas foram se cruzar? Isto começou em 1979 quando as duas empresas firmaram acordos de parcerias em alguns mercados mundiais. Já em 1991, a empresa italiana comprou 37% do controle da VAN MELLE. E finalmente, a empresa como conhecemos hoje, foi formada no mês de março de 2001 quando a italiana PERFETTI comprou o restante das ações da holandesa VAN MELLE, criando assim um gigante global que fabrica doces delícias. Como as duas empresas eram de tamanhos similares foi decidido apenas unir os nomes de ambas para formar a PERFETTI VAN MELLE. Em julho de 2006 a empresa adquiriu a espanhola CHUPA CHUPS, fundada em 1958 e popularmente conhecida por seus pirulitos, além de ser proprietária da marca de mini pastilhas SMINT, reconhecível por seu formato triangular. Essa aquisição consolidou a empresa como terceira maior produtora mundial de balas e gomas de mascar.


Nos anos seguintes a empresa continuou introduzindo novidades no mercado, como por exemplo, MENTOS PURE, que estendeu a marca para o segmento de gomas de mascar; MENTOS PURE FRESH, primeira goma de mascar sem açúcar no formato stripe (em tiras de duas camadas) do mercado brasileiro; MENTOS 3, uma goma de mascar com três camadas e em três deliciosos sabores; e a FRUITTELLA CRUNCHIES, uma deliciosa bala com uma casquinha dura e recheio mastigável. E mais recentemente com a extensão da marca CHUPA CHUPS, conhecida por seus pirulitos, para a categoria de confeitos de chocolate (chocolate ao leite e amendoim coberto com chocolate). A inovação é uma característica da PERFETTI VAN MELLE, que tem como visão de mercado o desenvolvimento de produtos encantadores, criativos e de alta qualidade para aprimorar sua liderança no mercado mundial de confeitos, como por exemplo, essas novas delícias.


As deliciosas marcas 
Atualmente a PERFETTI VAN MELLE leva refrescância e irresistíveis sabores aos lugares mais remotos do planeta através de marcas doces e consagradas. A empresa tem três marcas globais: MENTOS (pastilhas e gomas de mascar em inúmeros sabores e formatos, comercializadas em mais de 100 países), CHUPA CHUPS (pirulitos oferecidos em mais de 100 sabores e disponíveis em 150 países) e ALPENLIEBE (lançada em 1985 é uma linha de balas de caramelo, em vários sabores, comercializadas em mais de 50 países ao redor do mundo, com forte presença na China, Índia e nos países europeus).


Além disso, a empresa oferece um portfólio com dezenas de marcas focadas no mercado regional de cada país. Essas marcas desenvolvem produtos, versões e sabores que se adéquam a hábitos locais. 
KLENE (1876): marca mais antiga da empresa, oferece tradicionais balas recheadas e de alcaçuz. É comercializada na Holanda e Reino Unido. 
FRUITTELLA (1931): uma marca de balas mastigáveis feitas com suco de fruta, cores e sabores naturais, gelatina e goma laca. As deliciosas balas foram lançadas no Brasil em 1970. Os produtos da marca são comercializados em mais de 10 países ao redor do mundo. 
GOLIA (1945): tradicional marca italiana, mais conhecida por suas balas de alcaçuz, disponíveis em uma ampla gama de sabores e formatos. 
LOOK-O-LOOK (1969): uma deliciosa linha de guloseimas extremamente macias e com sabores surpreendentes, que também podem ser utilizadas nas decorações de bolos e doces. 
HAPPYDENT (1970): uma completa linha de gomas de mascar sem açúcar com diversas funções, como clarear os dentes, evitar o mau hálito ou até mesmo para uma higiene oral. A marca está presente em 8 países, como por exemplo, Brasil, Itália, Espanha, Portugal e Índia. 
BIGBABOL (anos de 1980): uma linha de chicletes de bola em sabores de frutas comercializada em países como Índia, Itália, China, Turquia, entre outros. 
AIRHEADS (1986): uma linha de gomas de mascar conhecida pela maciez e formatos diferenciados de seus produtos, disponível em sabores de fruta, doces e azedos. Comercializada na China, México e Estados Unidos. 
FRISK (1986): mini pastilhas sem açúcar com sabor altamente refrescante, com forte presença em países como Japão, Bélgica, França, Holanda, Itália, Dinamarca, Noruega e Canadá. 
SMINT (1994): mini pastilhas sem açúcar com sabor refrescante, inconfundíveis por seu formato triangular com um S gravado. A marca tem forte presença em países como Espanha, Reino Unido, México, Alemanha, Holanda e Rússia. 
FRUIT CENTER (2005): linha de chicletes com recheio líquido nos sabores de frutas. A marca está presente em países da Ásia como China, Índia, Indonésia, Sri Lanka, Vietnã e Bangladesh. 
MELLER: deliciosas balas de caramelo com recheio cremoso de chocolate, comercializadas em países como Holanda, Rússia, Alemanha, Dinamarca, Bélgica e Suécia. 
DAYGUM PROTEX: linha de gomas de mascar sem açúcar, excelente para a saúde oral, protegendo os dentes ao ajudar a neutralizar a formação de placas bacterianas, um dos fatores de risco para o aparecimento de cáries. A marca está presente somente no mercado italiano. 
MOROSITAS: uma linha de balas conhecida por sua maciez e sabores irresistíveis de frutas, disponível em uma variedade de formatos. Comercializada somente na Itália. 
SULA: uma linha de balas com sabores de ervas e frutas que utiliza ingredientes naturais. É comercializada na Rússia e na Itália.


Dados corporativos 
● Origem: Itália e Holanda 
● Fundação: 2001 
● Fundador: Fusão entre a Perfetti e a Van Melle 
● Sede mundial: Lainate, Itália 
● Proprietário da marca: Perfetti Van Melle S.P.A. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Sameer Suneja 
● Presidente: Ubaldo Traldi 
● Faturamento: €2.48 bilhões (2013/2014) 
● Lucro: Não divulgado 
● Fábricas: 31 
● Presença global: 159 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 19.500 
● Segmento: Doces 
● Principais produtos: Gomas de mascar, balas, pastilhas, pirulitos e confeitos 
● Ícones: A marca Mentos (para conhecer sua história clique aqui
● Slogan: Caring for excellence. 

A marca no mundo 
A PERFETTI VAN MELLE, terceira maior produtora de balas e gomas de mascar do mundo, comercializa seus deliciosos produtos em mais de 150 países, fatura anualmente mais de €2.4 bilhões, emprega 19.500 pessoas e possui 31 fábricas espalhadas por todos os continentes. Em termos de faturamento a região da Ásia e Oceania (39%), seguida da Europa (38%), são seus maiores mercados. 64% de seu faturamento são originados por balas e pirulitos. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 25/3/2015

19.3.15

DAFITI


A DAFITI respira moda e tecnologia. Tudo para oferecer aos consumidores através de poucos cliques o melhor da moda de uma maneira inovadora, leve, divertida e descomplicada. São calçados, roupas, bolsas, acessórios, produtos esportivos, de beleza e decoração para todos os gostos. É possível comprar mais de 900 marcas e escolher mais de 100 mil produtos. Nenhuma outra loja tem esta variedade. Nem no mundo físico se consegue. Os consumidores encontram tudo o que precisam e recebem rapidinho em todo o Brasil, com a melhor experiência de compra e atendimento. 

A história 
Tudo começou exatamente no dia 26 de outubro de 2010 quando o empresário alemão Malte Horeyseck desembarcou no Brasil, juntamente com seus três sócios — o também alemão Malte Huffmann, o francês Thibaud Lecuyer e o brasileiro Philipp Povel (que há 20 anos morava na Alemanha) — com a ideia de criar um site de comércio eletrônico que vendesse produtos de moda. Mas por que esses jovens decidiram empreender no Brasil? O alemão Huffman e o brasileiro Povel queriam repetir no país a experiência que tiveram ao lançar em 2009 outra empresa de comércio eletrônico de moda na Alemanha, a MyBrands, vendida um ano depois para a Zalando, líder no varejo online de moda na Europa, que tinha como principal acionista o fundo alemão Rocket Internet, justamente o principal financiador do novo projeto (segundo consta foram investidos aproximadamente R$ 50 milhões para a criação da nova empresa). Logo que chegaram a São Paulo, alugaram um minúsculo escritório de 20 m² na zona sul da cidade, onde ficaram por dois meses dividindo uma única mesa e disparando telefonemas para os maiores fabricantes nacionais de calçados.


No início de 2011, em busca de mais espaço, encontraram um charmoso prédio de quatro andares, na região da Avenida Paulista, o lugar ideal para estruturar e finalmente fazer o negócio deslanchar. Isto feito, porém o mais difícil foi encontrar um nome ideal para a nova empresa. E o que aconteceu foi curioso. O combinado era que todas as sugestões fossem enviadas para o email do primeiro estagiário da empresa, que se chamava Daniel Fittipaldi. Como o endereço eletrônico do rapaz era “danifiti” e nenhuma outra sugestão era aprovada, os sócios optaram por ficar com DAFITI, uma variação do endereço eletrônico do então estagiário. Finalmente no dia 24 de janeiro o site de comércio eletrônico fez sua grande estreia, inicialmente vendendo apenas calçados. Aos poucos, eles descobriram que montar um site de comércio eletrônico de moda no Brasil era um desafio diferente de lançar uma empresa do segmento na Europa. Muitos clientes da DAFITI compraram pela internet pela primeira vez. Essa constatação contribuiu para que a empresa criasse uma espécie de fixação pelo prazo de entrega.


Em pouco mais de seis meses, a DAFITI já contava com mais de 140 marcas em seu catálogo de produtos e, com isso, anteciparam a venda de roupas online no site. No decorrer deste ano ocorreram grandes novidades: o lançamento da DafitiMag (revista de moda da DAFITI), a estreia na televisão do primeiro comercial da marca; além da inauguração da plataforma DAFITI no Chile e na Argentina, iniciando assim uma expansão internacional. No final deste ano, com 3.6 milhões de visitantes únicos e 25.000 produtos à venda, a DAFITI já era a maior varejista online de moda e acessórios do mercado brasileiro. Em um ano, com o rápido crescimento, a empresa muda-se para um escritório maior no bairro paulista da Barra Funda. O sucesso do novo empreendimento podia ser medido nas redes sociais quando a DAFITI alcançou a marca de 1 milhão de fãs no Facebook.


Ainda em 2012 a empresa estreou no México e na Colômbia com a inauguração de sites locais. A empresa também iniciou uma segmentação em sua plataforma de comércio eletrônico. Primeiro criou a DAFITI SPORTS, site especializado na venda de calçados, roupas, acessórios, suplementos e equipamentos esportivos variados para a prática de lutas marciais, escalada, camping. Pouco depois, ingressou no mercado de luxo com o lançamento da loja virtual DAFITI PREMIUM, que oferecia produtos de marcas e designers nacionais e internacionais com média de preço de R$ 500. Como serviços complementares dentro desta plataforma havia dicas sobre o mundo da moda, com conteúdo relacionado às principais tendências, além de um guia de tamanhos para auxiliar os consumidores no momento da escolha. Depois de mais uma rodada de investimentos, a DAFITI ganhou fôlego para se expandir para outros segmentos, passando a vender produtos de beleza (maquiagem, cosméticos, perfumes, entre outros itens) e produtos para o lar (objetos pequenos de decoração, produtos domésticos e itens de cama, mesa e banho).


Desde 2014 a DAFITI tem trabalhado fortemente para se posicionar como autoridade em moda. O site passou por mudanças de posicionamento e identidade visual. A plataforma para celulares e tablets também foi incrementada. E tudo isto resultou, no início de março de 2015, com a inauguração de sua primeira loja física, a DAFITI LIVE, localizada na badalada Rua Oscar Freire, endereço nobre da capital paulista. Em um primeiro momento, será um projeto temporário, funcionando até o fim de junho, mas a empresa não descarta que esse prazo seja prolongado. O espaço de 400 m² é um mix de experiência online e off-line. O consumidor tem acesso a 1.500 produtos – que serão renovados quinzenalmente - e se gostar de algum pode usar o wi-fi da loja para ler o QR code da peça, escolher seu tamanho e se dirigir a um provador, onde o produto o estará esperando. Para efetivar a compra, ele pode ler um código de barra na peça e o item será entregue em sua residência. Mesmo com toda essa tecnologia, quinze funcionários estão ali para trazer um pouco de realidade a essa experiência. Auxiliam os clientes, oferecem dicas de moda e até fazem uma espécie de curadoria das peças expostas.


A empresa aproveitou o momento também para lançar a sua marca própria de moda feminina e masculina, batizada de DAFITI COLLECTION. Para desenhar a coleção, a empresa contou com uma equipe de estilistas e designers com experiência nas grandes lojas de departamento, como por exemplo, C&A e Zara. As tendências de moda europeias e americanas foram importadas e adaptadas para o estilo do consumidor brasileiro. A campanha de lançamento da marca própria contou com rostos famosos como a top Alessandra Ambrósio. Além disso, a DAFITI anunciou que pretende expandir seus negócios para Venezuela e Peru.


A DAFITI possui uma Equipe de Estilo que segue as tendências mundiais, visitando feiras, para manter o site sempre repleto de novidades. A empresa está constantemente aprimorando seus recursos, como a plataforma de visualização de produtos e mesmo as fotografias, tiradas em estúdio próprio, para que a visualização e as cores, por exemplo, sejam bem próximos da realidade, evitando surpresas na hora de receber a compra.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por apenas uma remodelação. Ocorreu em 2014 quando a marca adotou um novo logotipo com um visual mais limpo. A nova identidade da marca refletia a nova inspiração da DAFITI: mais moda e menos complicação.


A plataforma DAFITI SPORTS também seguiu a identidade visual da marca mãe e passou por alterações em 2014.


Os slogans 
Acesse o melhor da moda! 
A sua loja de moda online.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 24 de janeiro de 2011 
● Fundador: Malte Horeyseck, Malte Huffmann, Thibaud Lecuyer e Philipp Povel 
● Sede mundial: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Dafiti LatAm Group 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Philipp Povel 
● Faturamento: R$ 1.1 bilhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 5 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 2.200 
● Segmento: Comércio eletrônico 
● Principais produtos: Calçados, roupas, acessórios, equipamentos esportivos e produtos de beleza e para casa 
● Concorrentes diretos: Netshoes, Privalia e Posthaus 
● Slogan: Acesse o melhor da moda! 
● Website: www.dafiti.com.br 

A marca no mundo 
Atualmente a DAFITI é o maior site de comércio eletrônico de moda e estilo de vida da América Latina, conta com mais de 1.700 funcionários e filiais na Argentina, Chile, Colômbia e México. O site oferece um catálogo com mais de 125 mil produtos de duas mil marcas diferentes, entre calçados, roupas, acessórios, produtos de beleza e produtos para casa. Somente no Brasil, são mais de 900 marcas e 100 mil produtos em seis categorias. Os produtos ficam armazenados no enorme Centro de Distribuição, em Jundiaí, com 38.000 m², espaço equivalente a quatro campos de futebol. Por mês, mais de 50 milhões de visitantes buscam produtos através da DAFITI. Atualmente, mais de 50% do faturamento (estimado em R$ 1.1 bilhões) vem da categoria de calçados. Aproximadamente 70% dos consumidores são mulheres. 

Você sabia? 
Pacaraima, no estado de Roraima, é a cidade mais longe onde a DAFITI entrega no Brasil. São 4.800 quilômetros de distância de São Paulo. 
Os funcionários da empresa são conhecidos carinhosamente como “Dafitis”


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Exame, Isto é Dinheiro e Época Negócios), jornais (Valor Econômico e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 19/3/2015

10.3.15

XIAOMI


Os brasileiros provavelmente não conhecem a XIAOMI (pronuncia-se xáo-mi), batizada de “Apple chinesa”. Com smartphones e gadgets com design minimalista, sistema operacional estilizado, tecnologias de ponta, estratégia baseada em vendas praticamente online e marketing só em redes sociais, a empresa chinesa conquistou milhões de fiéis consumidores e está literalmente tirando o sossego de gigantes como Samsung e Apple, da qual é um verdadeiro clone. Com smartphones custando metade do preço de suas poderosas concorrentes, a XIAOMI se transformou em um verdadeiro fenômeno no oriente, capaz de atrair uma multidão de internautas ávidos por seus produtos e esgotar estoques em questão de minutos. 

A história 
Tudo começou quando o engenheiro eletrônico chinês Lei Jun, como muitos empreendedores, desejava elevar a China a um patamar além do beco sem saída da montagem de equipamentos para fabricantes internacionais. Com isso, ele, que trabalhou uma década em uma desenvolvedora de software, resolveu apostar na venda de smartphones de uma maneira inteligente e diferente. Juntamente com um grupo de sete engenheiros, alguns deles vindos do Google e da Microsoft, o apoio de grandes empresas do segmento, como por exemplo, a produtora de processadores para aparelhos móveis Qualcomm (através de sua divisão de capital para empreendimentos), US$ 41 milhões investidos do próprio bolso e outros milhões de alguns fundos de investimento, ele fundou a XIAOMI exatamente no dia 6 de abril de 2010 em um pequeno escritório no subúrbio da cidade de Pequim. O trabalho começou com uma plataforma de software para celulares adaptada do sistema Android. E já em agosto lançou oficialmente no mercado seu primeiro produto: o sistema operacional MIUI (pronunciado como “miyuai”), versão altamente customizada do Android. Pouco depois foi a vez do MiTalk (um serviço de mensagens como o WhatsApp).


No mês de agosto de 2011, a empresa lançou oficialmente no mercado o smartphone Mi-One, vendido ao preço de cerca de US$ 325 e cujo sucesso foi tamanho que o estoque se esgotou em apenas dois dias. Mas porque tanto sucesso? Além de cortar custos com distribuidores e vendedores, fazendo vendas diretamente pela internet, a XIAOMI conseguiu oferecer aparelhos com design moderno, sistema operacional estilizado (uma espécie de cruzamento entre o iOS e o Android) e configurações potentes pela metade do preço dos aparelhos top de linha da Apple, Motorola e da Samsung, que dominavam o mercado chinês naquela época. O resultado desse sucesso, além de milhões de aparelhos vendidos e fãs enlouquecidos, foi o apelido de “Apple da China”. Começava então ficar claro que a XIAOMI não era apenas uma empresa chinesa pobre fazendo celulares baratos. O motor da estratégia da XIAOMI estava justamente em aparelhos que aliavam qualidade com preços abaixo da média. O plano era simples: criar smartphones que rodassem sistema operacional Android modificado e tivessem especificações técnicas semelhantes aos melhores aparelhos dos concorrentes, mas custassem muito menos. Em 2012, com apenas dois anos de vida a XIAOMI vendeu aproximadamente sete milhões de aparelhos, atuando somente no mercado chinês. E o resultado foi que a empresa se tornou a mais rápida da história a atingir US$ 1 bilhão em receita na China (a gigante Amazon, por exemplo, levou meia década para conseguir tal feito).


Mesmo com esse enorme sucesso, ancorado pelo lançamento de novas versões de smartphones, em 2013 a empresa era apenas a 14ª maior fabricante de celulares do mundo, segundo um ranking da consultoria IDC. O domínio da China parecia uma questão de tempo e isso fez o mercado olhar a XIAOMI com muita atenção. Em agosto de 2013, a contratação de Hugo Barra, o brasileiro que comandou a divisão do sistema Android dentro do Google por três anos, um executivo respeitado (e cobiçado) por todos os rivais, deu mais credibilidade à marca principalmente frente ao mercado global. O executivo brasileiro, que ocuparia o cargo de vice-presidente global, iniciou a internacionalização da empresa em 2014, quando após o sucesso no mercado chinês, além de Hong Kong e Taiwan, lançou seus produtos com excelentes resultados também em Cingapura (onde em apenas 2 dois minutos foi vendido todo o estoque do smartphone Mi3 em sua estreia no mercado), Malásia, Filipinas e Índia, neste último apesar do sucesso inicial a empresa vem enfrentando vários problemas legais e ações na justiça.


Mas se quisesse ser realmente um gigante global a empresa teria que rumar em direção ao ocidente. Com isso, a empresa traçou seu plano de internacionalização além do sudeste asiático. E começou pelos países emergentes com o anúncio do início de suas operações e vendas na Rússia, México e Turquia. No final de 2014 a empresa pulou para a 3ª posição no ranking das maiores fabricante de celulares do mundo, alimentada em quase sua totalidade pela participação no mercado chinês, onde tomou a liderança (com 12.5% de market share) das mãos da poderosa Samsung em um feito alardeado por mídias do mundo inteiro. Além disso, a empresa já atua nos Estados Unidos e na Europa, por meio do comércio eletrônico de acessórios como fones de ouvido, câmeras de ação e wearables. Conforme a adesão dos consumidores dessas regiões, a marca estudará a possibilidade de comercializar seus smartphones.


O sucesso no segmento de smartphones possibilitou à XIAOMI alcançar cifras astronômicas para uma empresa tão jovem e fôlego para se aventurar em outras categorias de produto. Hoje, pode-se comprar – somente pelo site da empresa – tablet, televisão inteligente, carregadores portáteis e até pulseira eletrônica. Já no Brasil a empresa anunciou que passará a vender seus smartphones até meados de 2015. E para alardear sua chegada ao mercado brasileiro, bem ao seu estilo, utilizou as redes socais postando uma imagem que mostra um passaporte chinês e uma passagem de avião do país asiático para o Brasil. A foto é acompanhada de uma frase bastante brasileira: “Põe mais água no feijão que já estamos chegando”. Além disso, a empresa chinesa anunciou que irá investir US$ 1 bilhão em conteúdo e streaming de vídeo, uma iniciativa agressiva que aponta para um futuro choque com empresas ocidentais como Netflix e Amazon.


O estrondoso sucesso da XIAOMI não é somente por seus smartphones com design minimalista, excelentes configurações e preço baixo diante da concorrência. A empresa chinesa faz um marketing eficiente baseado puramente no buzz gerado em mídias sociais e direcionado principalmente para atingir um público jovem ávido por novidades. Além disso, a empresa sabe como se relacionar com seus consumidores e para isso mantém um site batizado de “Fãs de Mi” (uma espécie de fórum de bate-papo, onde ouve sugestões e aspirações dos clientes) e lança atualizações de seu sistema operacional semanalmente (toda sexta-feira), incorporando demandas e mantendo os clientes animados com a marca. O sucesso é tão grande que a marca tem 31 fãs clube, que traduzem seu software para 31 idiomas. E a especial atenção aos seus clientes vai ainda mais longe. Todos os anos, no mês de aniversário de sua fundação, é organizado o Xiaomi Fan Festival, um evento realizado na capital chinesa para seus fãs, e principal oportunidade em que são lançados seus novos produtos com apresentações performáticas, bem ao estilo da Apple, com fãs animados que vibram a cada nova especificação mencionada. Há também uma forte movimentação nas redes sociais dos Mi Fen, como são chamados os seguidores da marca. Com tudo isso, conseguiu criar uma cultura de devoção à empresa semelhante a da Apple.


A linha do tempo 
2011 
Lançamento do Mi-ONE, primeiro smartphone da marca chinesa, que tinha tela de 4 polegadas e duas câmeras, sendo uma de 8 megapixels e a frontal de 2 megapixels. Essa versão vendeu mais de 7.9 milhões de unidades. 
2012 
Lançamento em agosto do Mi2, segunda geração de smartphone da marca com tela de 4.3 polegadas, câmera com 8 megapixels e o sistema MIUI ROM Android 4.1 desenhado pelos especialistas da empresa. O novo modelo se esgotou tão rápido que a mídia chegou a suspeitar que a fabricante estava criando falta de estoque de propósito, para gerar mais entusiasmo e divulgação, em uma ação conhecida como “marketing de escassez”. Nos primeiros onze meses foram vendidos mais de 10 milhões de unidades. A versão vendeu mais de 17.4 milhões de unidades. 
2013 
Lançamento em setembro do Mi3, smartphone que tinha construção de liga de magnésio, tela de cinco polegadas Full HD e câmera com resolução de 13 megapixels. 
Anúncio oficial da Mi TV, uma televisão com conexão para internet de 47 polegadas com recursos 3D e baseada no Android. 
Lançamento do Mi Box, um parelho que traz recursos avançados a televisores. 
Inauguração de sua primeira loja física na cidade de Pequim. Atualmente a pequena rede de lojas apresenta ambientes clean e sofisticados e muito espaço para que os clientes testem os produtos. 
Lançamento da Mi Power Bank, uma linha de carregadores portáteis com design moderno. O acabamento conta com uma cobertura de alumínio escovado, o que lhe confere um visual elegante e nobre. No ano seguinte a marca lançou um novo carregador portátil com capacidade de 16.000 mAh. Esse dispositivo é capaz de recarregar sete vezes um smartphone convencional antes de precisar se reabastecido. 
2014 
Lançamento do Mi4, smartphone com tela de 5 polegadas, câmera de 13 megapixels, 64 GB de memória e acesso a redes 4G. 
Lançamento do RedMi Note, uma espécie de phablet (mistura de smartphone com tablet). 
Lançamento do MiWiFi, um roteador de rede inicialmente comercializado em fase de testes. 
Lançamento da Mi Band, uma pulseira inteligente que tem como principal uso o monitoramento da saúde. A pulseira funciona também como despertador, vibrando para acordar na hora desejada. E não é preciso se preocupar com a resistência: além de ter uma estrutura emborrachada para resistir a impactos, a pulseira também é feita para não estragar na água. 
Lançamento da Mi Pad, primeiro tablet da marca chinesa. Como de costume acabou tendo todas as suas unidades vendidas em poucas horas após o lançamento. O que não era de se estranhar, já que se trata de um tablet com hardware de ponta por um preço bem agressivo. 
2015 
Lançamento do Mi Note, smartphone com tela de 5.7 polegadas que serve como resposta ao iPhone 6 Plus e Samsung Galaxy Note. 
Lançamento do MIUI 6, sexta versão de seu sistema operacional baseado no Android Lollipop. 
Lançamento do Mi Box Mini, um aparelhinho para streaming do tamanho de um carregador de celular que se conecta à TV via HDMI. 
Lançamento da Yi Action Camera, uma câmera de ação que concorre diretamente com a famosa GoPro. A câmera possui sensor da Sony de 16 megapixels, além da lente com ângulo aberto que permite capturar mais quadros do cenário. O modelo também é à prova d’água e permite mergulhos de até 40 metros. Os vídeos podem ser gravados em Full HD com 60 frames por segundo.


A mascote 
Diferente de outras marcas do segmento, a XIAOMI tem uma simpática mascote batizada de MITU (também conhecida como Mi Bunny), um coelho que veste um Ushanka (conhecido por “Chapéu de Lei Feng” ou “chapéu do exército comunista”) com uma estrela vermelha e um lenço de escoteiro vermelho no pescoço. O sucesso da mascote na China é tamanho que ganhou até uma família, além de uma linha de bichos de pelúcia, camisetas e outros produtos. A mascote, além de aparecer em materiais de divulgação e campanhas online, tem papel importante no relacionamento com os clientes.


O nome da marca 
A palavra XIAOMI significa “pequeno grão de arroz”, em chinês. Mas raramente é utilizada como identidade visual da marca, a não ser para campanhas institucionais.


Com sua tradicional cor laranja o logotipo da marca utiliza apenas a palavra MI. Segundo a empresa, significa não somente a terminação do nome da marca como também é a abreviação de Mobile Internet (Internet Móvel). A empresa conta ainda que MI significa Mission Impossible (Missão Impossível, em português) e se refere aos obstáculos encontrados no início de sua fundação.


O gênio por trás da marca 
Lei Jun por várias vezes imita Steve Jobs nas roupas (sempre vestido de calças jeans, camisetas pretas e tênis), nos gestos, nas apresentações performáticas de novos produtos e no estilo de gestão. Só não segue os preços praticados pela Apple. Bastante privativo, pouco se sabe sobre a vida pessoal do fundador da XIAOMI. Mesmo assim ele é uma verdadeira celebridade corporativa na China, ao ponto de ser chamado carinhosamente de “Steve Jobs chinês”. Nascido no dia 16 de dezembro de 1969 em Xiantao e criado em Wuhan, uma cidade industrial na região central do país, estudou ciência da computação na universidade local, e foi nessa época universitária, em 1987, que leu sobre Steve Jobs e inspirou-se. “Queria criar uma empresa que fosse de primeira classe, então me planejei para acabar a faculdade rapidamente”, disse ele a um jornal americano. Ele concluiu a faculdade em apenas dois anos, ingressou na Kingsoft, empresa dedicada à programação e desenvolvimento de software para computadores e, combinando os conhecimentos técnicos a um talento nato para o marketing, cresceu no escalão executivo, sendo nomeado presidente em 1998.


Enquanto fazia carreira na empresa de software, também investiu em várias startups, além de criar a Joyo.com, um site de comércio eletrônico, que seria vendida por US$ 75 milhões para Amazon em 2004. Em 2010, se juntou a outros engenheiros, alguns ex-funcionários do Google e da Microsoft, fundou a XIAOMI e começou a trabalhar em um sistema operacional, baseado no Android. Também procurou os mesmos fornecedores e montadores da Apple, como por exemplo, Qualcomm, Broadcom e Foxconn, com o intuito de lançar um smartphone no mercado chinês. Nos anos seguintes a XIAOMI se tornou uma enorme dor de cabeça por os grandes fabricantes de smartphones no mercado chinês.


O sucesso da empresa em tão pouco tempo de operação, no entanto, não foi pura sorte. Jun, embora casado e com dois filhos, se autodenomina workaholic e trabalha em média 100 horas por semana. Atualmente, além de comandar a XIAOMI, ele dedica-se à produção de projetos educativos. Um exemplo disso é a rede social YY, da qual participa da direção, e que lançou uma espécie de portal da educação, batizado de 100.com, onde é possível estudar gratuitamente inglês e no qual cada estudante ganha US$ 16 para cada lição aprovada. Além disso, ele foi eleito pela Forbes Ásia o empresário do ano em 2014. De acordo com a publicação, sua fortuna é superior a US$ 9.9 bilhões, o que o torna a oitava pessoa mais rica da China.


Dados corporativos 
● Origem: China 
● Fundação: 6 de abril de 2010 
● Fundador: Lei Jun, Lin Bin, Wanqiang Li, Guangping Zhou, Jiangji Wong, Feng Hong, Chuan Wang e De Liu 
● Sede mundial: Pequim, China 
● Proprietário da marca: Xiaomi, Inc. 
● Capital aberto: Não 
● Chairman & CEO: Lei Jun 
● Presidente: Lin Bin 
● Faturamento: US$ 12 bilhões (2014) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: + 15 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 5.000 
● Segmento: Equipamentos eletrônicos 
● Principais produtos: Smartphones, tablets, câmeras de ação e aplicativos 
● Concorrentes diretos: Samsung, LG, Motorola, BlackBerry, ZTE, HTC, Huawei, Nokia e Apple 
● Mascote: Mitu 
● Ícones: O design minimalista de seus produtos 
● Website: www.mi.com 

A marca no mundo 
Hoje em dia a XIAOMI, terceira maior fabricante de smartphones do mundo, vende seus produtos em mais de 15 países, emprega mais de 5.000 funcionários e, em 2014, faturou estimados US$ 12 bilhões. A empresa, que vendeu 61.1 milhões de smartphones em 2014, também comercializa televisões inteligentes, set-top boxes (aparelhos que trazem recursos avançados a televisores), roteadores, carregadores portáteis, pulseiras para monitorar exercícios físicos, câmeras de ação e acessórios como fones de ouvido e capas para proteção, além de criar aplicativos móveis e oferecer serviço de computação na nuvem e armazenamento. Seu sistema operacional, batizado de MIUI (em sua sexta versão), que já recebeu mais de 225 atualizações desde seu lançamento e está disponível para 347 modelos em 96 marcas diferentes, é utilizado por mais de 100 milhões de usuários. A XIAOMI possui atualmente na China mais de 20 lojas próprias. A operação logística da empresa na China é impressionante: 11 centros de distribuição, pico de 940 mil entregas diárias, tempo médio de entrega de 1 dia e meio e entrega expressa em aproximadamente 19 horas após a compra para 22 cidades. No final de 2014, em sua rodada mais recente de captação de recursos, a XIAOMI levantou mais de US$ 1 bilhão, elevando seu valor para US$ 45 bilhões, e tornando-a a start-up mais valiosa do mundo. A jovem empresa vale mais do que LG, Nokia, BlackBerry e Motorola. 

Você sabia? 
Na China, em 2014, cinco de cada oito celulares com Android ativados tinham a marca da XIAOMI. 
Em 2014, no feriado do Dia do Solteiro (11 de novembro), na China, a empresa vendeu por meio do site Alibaba 1.1 milhões de smartphones em apenas 24 horas. 
No mês de abril de 2014 a empresa pagou US$ 3.6 milhões pelo domínio mi.com, tornando-o assim o mais caro da China. O domínio substituiu o xiaomi.com como site oficial da empresa. 
Enquanto se consolida como marca de smartphones, a XIAOMI vem investindo em produtos para automação doméstica. A empresa já vende um módulo (Mi Module) que permite usar o smartphone para controlar eletrodomésticos. Além disso, lançou recentemente um purificador de ar inteligente, que limpa cerca de 10 mil litros de ar em menos de um minuto. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Isto é Dinheiro, Exame e Época Negócios), jornais (Valor Econômico e Folha), sites de tecnologia (TecMundo), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Mundo do Marketing), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 10/3/2015