15.6.15

TOMS SHOES


De pé em pé, a marca americana TOMS SHOES faz a diferença. Comercializa muito mais que pares de calçados. Vende responsabilidade social. Isto porque para cada par vendido outro é doado para crianças carentes ao redor do mundo. Com este modelo simples de negócio, as pessoas não estão pagando apenas por um par de sapatos, sentem que realmente estão fazendo algo para mudar o mundo. E assim a TOMS SHOES se tornou um verdadeiro sucesso e exemplo de responsabilidade social em um mundo cada vez mais capitalista. 

A história 
A história da criação da empresa pode parecer um roteiro de filme. Tudo começou com o jovem empreendedor serial Blake Mycoskie (foto abaixo), um texano que antes dos 35 anos já havia criado quatro empresas diferentes, entre as quais uma lavanderia para jovens universitários e um canal de TV especializado em reality shows. Em janeiro de 2006 ele estava em uma viagem pela Argentina para aprender a jogar polo a cavalo, esporte no qual o país é um dos melhores do mundo. Blake ficou comovido ao perceber que muitas crianças carentes brincavam descalças nas ruas da periferia de Buenos Aires pelo simples fato da família não ter dinheiro sequer para comprar-lhes um par de calçado. E ficou ainda mais chocado quando descobriu que milhões de crianças no mundo contraem inúmeras doenças, como infecções, doenças de pele, chegando a amputações de membros e sim algumas delas morrem, devido ao simples fato de estarem descalças. Diante dessa situação ele precisava fazer alguma coisa.


De volta aos Estados Unidos, em março de 2006 ele criou um projeto inovador com uma visão de empreendedorismo social para ajudar a combater a realidade que presenciou. E transformou esse desafio em um modelo de negócio rentável. Alejo Nitti, o instrutor de polo que ele conheceu na Argentina foi um dos únicos a acreditar no projeto e virou o maior apoiador e parceiro. A nova empresa, criada dentro de um pequeno apartamento em Venice Beach, na Califórnia, foi batizada de TOMS SHOES, que na verdade foi derivado de “Shoes for a Better Tomorrow” (Sapatos para um Amanhã Melhor, em português). O nome foi encurtado para caber na etiqueta que iria ser colocada na parte de trás dos calçados. O modelo de negócios (que ele chamou ONE FOR ONE, termo registrado pela empresa para descrever esse conceito) era relativamente simples: a cada calçado vendido, outro seria doado a alguma criança carente ao redor do mundo. Os calçados vendidos eram inspirados na tradicional alpargata argentina, usadas pelos jogadores de polo e inspiradas em modelos utilizados por agricultores e fazendeiros daquele país por centenas de anos. Eram feitos de lona ou tecido de algodão, com sola de borracha, e fabricados em diversos estilos e grande variedade de cores, estampas e tecidos.


Inicialmente foram vendidos 250 pares de sapatos, que ele trouxe da Argentina em quatro mochilas. Mas os planos tiveram de ser revistos. Badaladas lojas da cidade de Los Angeles, como Fred Segal e American Rag, adoraram o sapato e a proposta de doação e se interessaram em levar a marca para suas prateleiras. Isto aconteceu depois de uma matéria sobre a empresa feita pelo jornal Los Angeles Times. Foi então que a TOMS SHOES realmente decolou. A empresa recebeu pedidos de encomenda equivalente a nove vezes o estoque disponível, e 10.000 pares foram vendidos nos primeiros seis meses. A forma clara e direta de se relacionar com os consumidores rapidamente propiciou o surgimento de um verdadeiro grupo de fãs, que passaram a espalhar a ideia entre seus amigos e conhecidos. O primeiro lote de sapatos doados, dez mil pares, foi distribuído no mês de outubro de 2006 para crianças argentinas pessoalmente por Blake, funcionários e alguns amigos.


No ano seguinte, a empresa lançou “Um Dia Sem Sapatos” (One Day Without Shoes), evento no qual convoca pessoas, fãs e funcionários de várias empresas apoiadoras do projeto a não usarem sapatos durante todo o dia, a fim de aumentar a consciência para a missão que a empresa abraça. O apelo em torno da responsabilidade social da marca gerou uma propaganda espontânea fulminante. Custando em média US$ 50, as tradicionais alpargatas traziam um apelo social que ultrapassava propagandas e ganhou a participação da população e de grandes artistas como Scarlett Johansson e Keira Knightley. Em seus primeiros cinco anos, a TOMS SHOES distribuiu mais de 1 milhão de pares de calçados para crianças carentes mundo afora. Nos anos seguintes, os calçados que eram vendidos inicialmente online, começaram a serem distribuídos para grandes redes varejistas nos Estados Unidos. Além disso, a TOMS SHOES passou a comercializar suas famosas alpargatas em outros países, como por exemplo, Canadá e Reino Unido.


Em 2011, adotando o conceito One To One, a marca lançou no mercado uma linha de óculos, onde parte das vendas é doada para auxiliar no tratamento médico, cirurgias oculares e na compra de óculos de prescrição para pessoas carentes. Funciona assim: a cada óculos vendido, uma pessoa passa pelo oftalmologista, que vai dizer se ela vai precisar de lentes corretivas, tratamento médico ou encaminhamento para cirurgia. Atualmente, mais de 360.000 pessoas já foram beneficiadas com esse projeto em 13 países. Em 2012 a marca inaugurou sua primeira loja própria na cidade de Los Angeles. Outra novidade lançada pela marca foi uma pequena linha de roupa, composta por camisetas, moletons e até meias, além de vários outros modelos de calçados. Em agosto de 2014, a Bain Capital adquiriu 50% da TOMS SHOES, cujo dinheiro ajudará a empresa a crescer e se expandir globalmente. Em 2015 a marca lançou a TOMS BAG COLLECTION, uma coleção de bolsas na qual parte das vendas é revertida para ajudar a abordar a necessidade de avanços na saúde materna.


O enorme sucesso da TOMS SHOES pode ser descrito em uma cena. Certo dia, Blake foi embarcar em um aeroporto e ficou espantado ao ver uma garota utilizando um par de seus sapatos. Não se conteve e abordou a garota com uma pergunta: “Este sapato é bom?”. Automaticamente a menina começou a defender o produto como ele jamais imaginou, pois não sabia que estava falando com o fundador da TOMS SHOES. Ela contou a ele toda a história de como a empresa tinha surgido e principalmente o motivo pelo qual estava usando o sapato. Em momento algum no discurso foi defendido as características do sapato e tampouco como eram distribuídos e comprados. Foi assim que a TOMS SHOES ganhou inúmeros prêmios, colocou seus produtos em revistas descoladas e cresceu junto aos públicos mais engajados.


Sucesso com engajamento 
Ao ter uma crença objetiva e usar uma plataforma para engajar seus consumidores, a TOMS SHOES cria uma atmosfera de marca positiva não apenas para vendas, como também para a elevação do valor que partilha socialmente e da maneira pela qual é percebida por tais pessoas, aumentando o valor agregado e a credibilidade. A TOMS SHOES é também um extraordinário caso de sucesso de marketing. Embora investindo praticamente pouco em publicidade paga, a sua estratégia é genial: 
1. Doam um par de sapatos para cada par vendido. 
2. Periodicamente alugam um avião de carga para transportar os milhares de pares de sapatos doados e vão de encontro às crianças que necessitam de calçados novos, seja na África, América do Sul ou qualquer outra região necessitada. 
3. Fazem deste acontecimento um evento, o qual é filmado por uma equipe, sendo depois produzidos pequenos vídeos com os testemunhos de gratidão destas crianças. 
4. Produzem e distribuem conteúdos relevantes nas redes sociais, cujos emissores são os próprios colaboradores da TOMS, incluindo o fundador que se auto-intitula “Chief Shoe Giver”.


A evolução visual 
A identidade visual da marca, claramente inspirada na bandeira argentina, país no qual o fundador da empresa teve a ideia do negócio, passou por algumas alterações ao longo dos anos. O logotipo da marca, representada por uma bandeira com textura, ganhou uma nova versão, mais limpa e moderna.


O logotipo da marca também pode ser aplicado de forma chapada.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 2006 
● Fundador: Blake Mycoskie e Alejo Nitti 
● Sede mundial: Playa Del Rey, Califórnia, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: TOMS Shoes, LLC 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Blake Mycoskie 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas:
● Presença global: 15 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 300 
● Segmento: Moda casual 
● Principais produtos: Calçados, roupas, óculos e bolsas 
● Concorrentes diretos: Sanuk, Paez, Simple Shoes, Camper, Skechers e Perky Shoes 
● Ícones: A responsabilidade social 
● Slogan: One to One. 
● Website: www.toms.com 

A marca no mundo 
A TOMS SHOES, uma empresa social com fins lucrativos, vende seus produtos, especialmente calçados, em mais de 15 países ao redor do mundo, entre os quais Estados Unidos, Alemanha, França, Canadá, Holanda e Reino Unido. Os calçados são comercializados através do site da empresa e em mais de 1.500 grandes varejistas, como as lojas de departamento Neiman Marcus e Nordstrom, e a rede de supermercado Whole Foods Market, que vende modelos de sapatos feitos de materiais reciclados. A marca tem ainda cinco lojas próprias nas cidades de Los Angeles, Austin, Portland, Chicago e Nova York. Desde 2006 a TOMS SHOES já doou mais de 50 milhões de pares de sapatos para crianças em mais de 70 países, entre os quais Argentina, Camboja, Etiópia, Peru, Guatemala, Haiti, Ruanda e África do Sul. 

Você sabia? 
Blake Mycoskie acabou se tornando a personificação de seu negócio. Nos últimos anos, ele atua como principal garoto-propaganda da marca. Além disso, escreveu o livro Start Something That Matters (“Comece algo relevante”), onde conta a experiência que acumulou ao criar a TOMS SHOES e, sobretudo, extrai do empreendedorismo social ensinamentos para quem está disposto a criar um novo negócio em qualquer área. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), jornais (Valor Econômico e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 28/2/2016

8.6.15

UBER


Táxi é uma palavra praticamente universal. Em quase todos os idiomas significa a mesma coisa: um carro com motorista, pago de acordo com o tempo de uso e o trajeto percorrido. Mas em algumas cidades quem precisa de transporte tem usado uma nova palavra: Uber. Para milhões de passageiros que usam o serviço diariamente, o Uber representa o futuro do transporte nas grandes cidades, transformando a maneira como pessoas se movimentam. 

A história 
Apesar de ter sido criada em pleno Vale do Silício, a história de uma das empresas mais controversas e inovadoras do mundo começou no ano de 2008 em uma noite fria e com muita nevasca na cidade de Paris. Travis Kalanick, que acabara de vender por US$ 20 milhões o RedSwoosh, um serviço de compartilhamento de arquivos online, participava de um evento de tecnologia e empreendedorismo na cidade, a LeWeb. Após o evento, como não conseguiam encontrar um táxi para voltar ao hotel, ele e um amigo, Garrett Camp (que também havia ficado milionário ao vender o site de busca StumbleUpon para o gigante de varejo online eBay por US$ 75 milhões), imaginaram um serviço com o qual era possível chamar um carro com motorista particular com apenas um toque na tela do celular, para que potenciais clientes se deslocassem de forma mais confortável e segura.


De volta à cidade de San Francisco, eles amadureceram e aprimoraram a ideia. No mês de março de 2009 a dupla fundou a empresa, inicialmente chamada de UberCab. O aplicativo, que informava a localização do passageiro por meio do GPS do smartphone e estava disponível para iPhones e celulares com sistema operacional Android, foi lançado oficialmente em julho do ano seguinte. O plano inicial era oferecer carros executivos, como por exemplo, Mercedes-Benz S550 e Cadillac Escalade. O serviço seria semelhante a um táxi de luxo. A questão era como convencer os motoristas que já ofereciam esse serviço (em geral, em parceria com hotéis) a adotar o novo aplicativo. Era verão de 2010. Aí entram em cena os brasileiros. Apesar de não existirem estatísticas oficiais, há um contingente considerável de motoristas executivos e taxistas brasileiros em San Francisco. Essa rede de contatos da comunidade brasileira foi essencial para a decolagem da nova empresa — do lado dos motoristas.


Do lado dos passageiros, um impulso importante veio quando a secretaria de transportes de San Francisco implicou com o nome da empresa e com o serviço. A confusão colocou a empresa nos holofotes da imprensa e no radar dos fundos de capital de risco, marcando assim o início do sucesso do Uber em território americano. Polêmicas, controvérsias, brigas: eis a tônica da história da empresa desde o início. Nesta época, a corrida chegava a custar cinco vezes o valor cobrado por um táxi. Nada que afastasse o público-alvo naquele momento: empresários e investidores endinheirados do Vale do Silício. O sucesso inicial podia também ser explicado pela praticidade do serviço. Abrir um aplicativo, chamar um carro, fazer a corrida confortavelmente e não precisar tirar a carteira do bolso para pagar (o pagamento era realizado por meios digitais, por isso não era necessário dinheiro e nem deixar gorjetas). Essa era uma das mágicas do Uber.


O Uber recebeu seu primeiro financiamento de risco no final deste ano a partir de um grupo de investidores, que incluía Chris Sacca, um dos primeiros a acreditar (com dinheiro, é claro) no Twitter. No início de 2011, arrecadou mais de US$ 11.5 milhões em investimentos. Com isso, a empresa expandiu seu serviço para a cidade de Nova York, e o sucesso não aconteceu sem alguns obstáculos. Como não poderia deixar de ser, a organização que coordena táxis e limusines na cidade não gostou da concorrência e conseguiu fechar 5 das 6 bases do Uber. Considerando que o Uber se organiza principalmente usando plataformas digitais, a medida não adiantou de nada, e o serviço continuou em pleno funcionamento. Pouco depois, o serviço foi introduzido em grandes cidades americanas como Seattle, Chicago, Boston e na capital Washington. Paris foi a primeira cidade fora os Estados Unidos a receber o serviço em dezembro de 2011, antes da “LeWeb”, uma conferência internacional de internet e período onde a procura por táxis era enorme.


Em 2012, a empresa apresentou o UberX, opção que permitia a qualquer proprietário de veículo virar motorista. E foi justamente a partir deste momento que os problemas realmente começaram. Isto porque, por ser uma tecnologia disruptiva, como são chamadas as inovações com potencial para criar e destruir mercados, o Uber esbarrava constantemente em questões legais. Ao usar o GPS de um smartphone para localizar um veículo próximo ao usuário com apenas um toque na tela, o Uber assumia o papel das centrais de radio táxi. A cada nova cidade em que desembarcava, causava levantes de taxistas, prefeituras e órgãos oficiais contra o serviço. Para tentar se defender, cooperativas de diversas cidades recorreram a liminares que proibiam o uso do aplicativo. E a empresa recorria a uma equipe de lobistas e advogados que contestavam a legislações em vigor, incluindo David Plouffe, coordenador das duas campanhas que elegeram o presidente americano Barack Obama, para lidar com o embate legal que o Uber enfrentaria. Além disso, diante de toda essa resistência, a empresa adotou uma postura incisiva. Acusava as cooperativas de táxi de atuarem como cartel e reagirem agressivamente nos lugares onde são proibidos (na Alemanha, após o aplicativo ser banido de algumas cidades a empresa lançou uma promoção que oferecia desconto de 30% nas corridas) e afirmava ser uma empresa de tecnologia e não de transporte. Mesmo assim, a empresa seguiu em frente. A entrada do Uber no mercado canadense ocorreu em março de 2012, quando o lançamento oficial foi realizado na cidade de Toronto.


Após ser lançado em Londres, no mês de julho, depois de um período de teste de seis semanas, o Uber foi introduzido oficialmente em Sydney, na Austrália, em novembro deste mesmo ano. Ainda em 2012, iniciou testes para incluir a requisição de táxis convencionais através do aplicativo na cidade de Chicago. Além disso, passou a oferecer táxi aéreo por helicóptero entre as cidades de Nova York e Hamptons por US$ 3.000, serviço que foi batizado de UberChopper. Alheio a centenas de protestos promovidos por motoristas de táxis, a expansão internacional se intensificou. Das 70 cidades em que a empresa estava presente, 40 foram incorporadas em 2013, como por exemplo, Seul, Bangalore e Johannesburgo. Na América do Sul, o serviço chegou a três cidades: Bogotá e Cali, na Colômbia, e Santiago, no Chile. Ainda em 2013, a empresa iniciou a experimentação de novos serviços, como por exemplo, uma versão do aplicativo que permitia que os usuários chamassem carrinhos de sorvete pelo celular.


Já no Brasil, o Uber desembarcou no dia 15 de maio de 2014, quando começou a oferecer seus serviços na cidade do Rio de Janeiro. Pouco depois desembarcou em São Paulo. Uma curiosidade: a corrida “número zero” na capital paulista foi solicitada pela modelo brasileira Alessandra Ambrósio, no bairro dos Jardins, zona sul da capital, com destino ao Consulado Britânico, em Pinheiros. E também enfrentou inúmeros protestos dos taxistas. A verdade é que o Uber não oferece serviços de táxi, muito menos de transporte clandestino e não autorizado de passageiros. Oferece um serviço ainda não regulado pelo ordenamento jurídico brasileiro. E o fato deste não estar regulado não significa que este é ilícito. Ainda neste ano, além de ingressar no enorme mercado chinês, a empresa iniciou testes para disponibilizar novos serviços, como por exemplo, a entrega de comida, inicialmente na cidade californiana de Santa Monica; a versão do serviço que permite a passageiros dividir uma corrida para destinos próximos; e até um serviço de entrega rápida de pacotes, encomendas e documentos por toda Manhattan. Mais recentemente, o Uber anunciou o desenvolvimento de um novo recurso, chamado Trip Experiences, que possibilitará que desenvolvedores terceirizados enviem notificações e conteúdos personalizados aos passageiros durante o trajeto, se eles autorizarem. Alguns exemplos do que o novo recurso pode oferecer: uma lista de reprodução de músicas com a duração do trajeto, uma atualização de cinco minutos com notícias, críticas sobre o restaurante que o passageiro está prestes a ir ou um lembrete para ligar o ar-condicionado no caminho para casa.


A escolha e avaliação dos motoristas parceiros também já foi motivo de discórdia. Como a empresa não possui nenhum carro ou sequer motorista contratado, trabalha com parceiros cadastrados no serviço. Mas não é qualquer um que será aceito. Os candidatos precisam ter uma carteira de habilitação especial, atestado de antecedentes criminais, ser proprietário de um veículo dos modelos pré-estabelecido, possuir seguro para uso comercial do carro e passar por horas de entrevistas até serem aceitos. Além disso, aprendem práticas de direção segura e boas maneiras, como por exemplo, a abrir e fechar as portas para os passageiros, perguntar se o som ou o ar-condicionado incomodam, não falar demais e manter o carro sempre limpo. E o processo não acaba aí. Os motoristas são avaliados pelos passageiros – e vice-versa. Só continuam com a parceria aqueles que alcançarem uma avaliação superior a 4,6 estrelas, em uma medição de 0 a 5. No Brasil, a média dos motoristas é 4,85 estrelas. Cada motorista (chamado pela empresa de colaborador) é remunerado com 80% do valor pago pela corrida. O Uber, por sua vez, fica com 20% da taxa.


Hoje em dia a empresa oferece basicamente dois tipos de serviços: UberBlack, que oferece carros luxuosos e na cor preta (disponível no Brasil, com veículos como Toyota Corolla, Ford Fusion, Volkswagen Jetta e Honda Civic) com motoristas, vestidos socialmente e geralmente em tempo integral, e até garrafas de água gelada a disposição do passageiro; e o UberX, que oferece carros mais simples e tem preços competitivos com os dos táxis, cujos motoristas costumam ser pessoas que usam a plataforma para complementar sua renda trabalhando apenas algumas horas por semana. E foi justamente este último serviço, que devido às tarifas mais baixas, tornou o Uber extremamente competitivo, com serviços de táxi tradicional, ampliando seu apelo a uma parcela maior do mercado.


Em outras cidades do mundo o Uber opera e oferece mais produtos, dentre os quais: 
UberSUV: carros com mais lugares e conforto, do tipo SUV. 
UberLUX: veículos de marcas de luxo para locomover-se com classe pelas ruas. 
UberPOOL: serviço que permite divisão da viagem com outro usuário qualquer. O sistema se encarrega de encontrar quem deseja ir para um destino próximo ao seu. O valor também é dividido (o preço é aproximadamente 50% do valor do UberX). 
UberTAXI: táxis convencionais, sem precisar esticar o braço e esperar na calçada. 
UberPOP: carros compactos fazem as viagens, com preço ainda mais competitivo que o UberX. 
UberFRESH: entrega de almoço, com cardápio fixo todos os dias, que funciona apenas na cidade de Los Angeles. 
UberRUSH: serviço de courier por bicicleta, disponível apenas em Nova York.


Apesar de inúmeras controvérsias, o Uber faz enorme sucesso em vários países ao redor do mundo. Por exemplo, na cidade de San Francisco, onde o aplicativo começou, o número de corridas nos táxis tradicionais despencou em 64% ao longo de dois anos. Um claro efeito Uber. Mesmo em países onde encontra problemas legais, como por exemplo, na Espanha, onde uma liminar bloqueou a operação da startup, a empresa utilizou a criatividade para continuar operando ao lançar o UberEATS, um delivery de comida. E tanto sucesso atraiu investidores do peso como Shawn Fanning (ex-Napster), Jeff Bezos (fundador da Amazon), Google Ventures (braço de investimentos da gigante de internet) e a chinesa Baidu. Hoje em dia, o Uber é avaliado em mais de US$ 62 bilhões. E para continuar crescendo, a empresa não deve se afastar tão cedo das polêmicas. Afinal, Facebook e Google já compraram muitas brigas por causa de suas políticas de privacidade. Empresas como Amazon e Apple já foram processadas por práticas anticompetitivas pelas autoridades de defesa do direito econômico. O Uber testa os limites da legislação que regulamenta os serviços de transporte. E por enquanto, vai conseguindo crescer, mesmo desafiando órgãos reguladores e, principalmente, despertado a ira de taxistas mundo afora, que acusam a empresa de prestar uma espécie de “serviço pirata”. Afinal, andar de Uber é fácil, basta chamar o carro, indicar o destino e pagar pela corrida.


A evolução visual 
Inicialmente batizado de UberCab, em 2011 o serviço adotou o nome de Uber e apresentou um novo logotipo, caracterizado por uma grande letra U em vermelho. Pouco depois, a identidade visual da marca passou por uma grande remodelação, quando o logotipo adotou uma nova tipografia de letra, mais afinada e moderna, e remodelou o tradicional símbolo do U. O logotipo podia ser aplicado também utilizando somente o nome da empresa. No início de 2016, o Uber apresentou uma nova identidade visual, com uma leve mudança da fonte da letra usada para escrever o nome da empresa. Segundo comunicado da empresa, o novo visual ajuda a retratar o novo momento do Uber, que quer ir além do transporte de pessoas, entregando também comida e outras compras pela internet.


Além do logotipo, a empresa também apresentou novos ícones (em substituição ao clássico emblema preto com a letra U), que se apresentam de forma diferente: hexagonal caso seja um motorista, circular caso seja um cliente. As cores e os padrões no desenho também mudam de acordo com país de origem da pessoa. Um comunicado da empresa explica que o conceito do design foi a união do bit e do átomo, representando a ideia de que o Uber une o mundo virtual ao mundo físico.


Os slogans 
Where lifestyle meets logistics. (2013) 
Everyone’s Private Driver. 
Seu motorista particular. (Brasil)


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 2009 
● Fundador: Travis Kalanick e Garett Camp 
● Sede mundial: San Francisco, Califórnia, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Uber Technologies, Inc. 
● Capital aberto: Não 
● Chairman: Garett Camp 
● CEO: Travis Kalanick 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 68 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 5.300 
● Segmento: Tecnologia 
● Principais produtos: Aplicativo de carona remunerada 
● Concorrentes diretos: Lyft, Sidecar, Haxi, Zaznu, Ola Cabs, Didi Kuaidi, 99 Taxis e Easy Taxi 
● Slogan: Where lifestyle meets logistics. 
● Website: www.uber.com/pt/ 


A marca no mundo 
O Uber (se pronuncia “úber”), empresa de tecnologia mais popular da atualidade e que causa controvérsias por onde quer que passe, já está presente em 65 países e mais de 400 cidades, sete no Brasil (Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Campinas, Goiânia, Porto Alegre e Belo Horizonte), conta com estimados 1 milhão de motoristas, levantou mais de US$ 10 bilhões de investidores de risco e é avaliada em aproximadamente US$ 62.5 bilhões. No Brasil são mais de 700 mil usuários e mais de 7.000 motoristas parceiros. Diariamente, mais de 1 milhão de passageiros utilizam o serviço no mundo inteiro. A sede da empresa está instalada em um moderno escritório, que ocupa um andar inteiro de um prédio na Market Street, uma das principais vias de San Francisco. Café, bebidas saudáveis e barras de cereais estão à disposição de todos os funcionários na cozinha. O almoço é servido gratuitamente e uma torneira de chope (batizada de Uber Beer) embala o happy hour. 

Você sabia? 
Em março de 2015, segundo o jornal New York Post, já existiam mais carros do Uber na cidade do que táxis. Eram 14.088 motoristas do Uber contra 13.587 taxistas. 
Em São Paulo também está disponível o UberBIKE: carros com rack para transporte de até duas bicicletas. 
Desde seu lançamento, inúmeras companhias adotaram esse modelo de negócio, uma tendência batizada de “Uberification”. Um de seus principais concorrentes é o aplicativo Lyft, cujos carros são identificados com um enorme bigode cor-de-rosa pendurado no para-choque. 
O aplicativo não exibe o número de celular nem do passageiro nem do motorista. Isso garante a privacidade de ambos e evita abordagens inconvenientes após o serviço ser prestado. 
O Uber foi um dos pioneiros no conceito de E-hailing, ato de se requisitar um táxi através de um dispositivo eletrônico, geralmente um celular ou smartphone, substituindo métodos tradicionais como ligações telefônicas ou simplesmente esperar ou ir à busca de um veículo na rua. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Fast Company, BusinessWeek, Isto é Dinheiro, Época Negócios e Exame), jornais (Valor Econômico, O Globo e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 17/2/2016

28.5.15

ROGER VIVIER


“Os meus sapatos são esculturas. São criações tipicamente francesas, uma alquimia parisiense de moda”. Esta frase define a marca ROGER VIVIER e seu criador. O designer francês criou durante seis décadas verdadeiras obras de arte que transformavam qualquer mulher em uma reluzente Cinderela. Por tudo isso, suas criações foram consideradas pela crítica como “Fabergé dos sapatos”. Hoje em dia a ROGER VIVIER é uma das grifes mais prestigiadas e artesanais do segmento de calçados de luxo. 

A história 
Roger Vivier (foto abaixo) nasceu na cidade de Paris no dia 13 de novembro de 1907. Ao perder seus pais com apenas 9 anos de idade, foi adotado por Gérard Benoit-Vivier. Em 1925 ingressou na tradicional Escola de Belas Artes de Paris, com a esperança de tornar-se um escultor. Mas quando um amigo da família lhe ofereceu um emprego em uma fábrica de sapatos, fora de Paris, ele percebeu que poderia se tornar um design de calçados. Seu caminho estava traçado. Em 1937 ele abriu seu próprio atelier no número 22 da Rua Royale em Paris e passou a desenhar coleções não assinadas para marcas famosas como I. Miller, Delman, Bally, Rayne e Elsa Schiaparelli. Roger foi ousado e aliou em suas criações materiais antes pertencentes ao vestuário e à chapelaria como rendas e bordados para transformar suas clientes em cintilantes Cinderelas. Durante o período da Segunda Guerra Mundial, devido à escassez de material, Roger decidiu trabalhar como assistente de fotógrafo, mudou para os Estados Unidos e chegou até a abrir uma pequena chapelaria em Manhattan. Somente em 1945 ele voltou a criar sapatos, sendo o primeiro a empregar plástico transparente como material para calçados. Além disso, para driblar a escassez de couro nesse período de pós-guerra, ele utilizou cetim, couro de crocodilo e penas como materiais alternativos. Sua vida começaria a mudar quando em 1947 ele conheceu o estilista Christian Dior.


Em 1953 o designer foi contratado pela Maison Dior para criar suas primeiras coleções de sapatos e por lá ficou durante uma década. Foi um período de glória para Roger Vivier. E logo de início ele chamou a atenção do mundo ao criar os sapatos para a Rainha Elizabeth II calçar em sua coroação em 1953. Os sapatos, em pelica dourada, incrustados com rubis, foram os primeiros a trazer sola dupla na intenção de proporcionar conforto às longas horas de exposição às quais a futura rainha deveria se submeter na cerimônia de coroação. E o sucesso estava apenas começando. Em 1954 ele foi o idealizador do “salto stiletto” (conhecido popularmente como salto agulha). E sua audácia seduziu o mundo da moda. Nos anos seguintes utilizou seda, pérolas, miçangas, rendas, apliques de joias para criar decorações únicas para seus sapatos, que ele mesmo descrevia como verdadeiras esculturas. Em 1959 mais uma inovação com a criação do salto-choque, encurvado para dentro. Em 1963, Roger deixou a Dior para inaugurar uma loja própria no número 24 da Rua François Premier, em Paris, onde passou a colaborar com grandes nomes da moda como Balenciaga e Ungaro. Foi neste mesmo ano que ele criou o famoso salto vírgula, cujo formato de curva, ousado pra época, virou um verdadeiro hit e símbolo da marca francesa. Nesta época suas criações eram marcadas pela riqueza de delicados detalhes em cada modelo de sapato.


Em 1967 ganhou novamente destaque mundial quando o modelo Peregrino, lançado em julho 1965 para acompanhar o vestido Mondrian de Yves Saint-Laurent, ganhou vida nos pés da atriz francesa Catherine Deneuve na pele da bela Séverine no filme La Belle de Jour, de Luis Buñuel. Foi sucesso avassalador e imediato: com a chancela da prestigiada revista Vogue. Eram cinquenta pares vendidos por dia. Em verniz preto e bico quadrado, adornado por uma fivela retangular em metal prateado como aquelas dos chapéus de peregrinos americanos, o modelo com salto de 4.5 cm se tornaria um clássico da marca sempre presente nas coleções até os dias de hoje, vendido em inúmeras cores, em couro e outros materiais, com diferentes tamanhos de salto – de ballerines a alturas de 11 cm. E o sucesso deste modelo, hoje rebatizado Belle Vivier, fez com que Roger conquistasse clientes famosas como Jackie Kennedy, Marlene Dietrich, Ava Gardner, Josephine Baker, Elizabeth Taylor e até os Beatles.


Em 1968 a linha de produtos foi expandida com o lançamento de pequenas coleções de luvas e cachecóis. E foi nesta década, que Roger Vivier criou as botas de cano longo que cobrem as coxas, vestidas por Brigitte Bardot. As botas, inspiradas nos mosqueteiros, foram criadas para combinar com as coleções de Yves Saint-Laurent e Emanuel Ungaro. Alguns anos depois ele lançou botas de cano curto para serem usadas com calças. Para a cantora francesa Françoise Hardy desenvolveu botas brancas que chamou de “moon boots”. Nos anos seguintes o designer continuou lançando novidades e inovando no segmento de calçados. Em 1996, aos 88 anos de idade, sempre hábil e consciente das mudanças criou um modelo de sandálias com salto e sola moldados em uma só peça de plástico.


Roger Vivier faleceu no dia 2 de outubro de 1998 em sua casa na cidade de Toulouse. Pouco depois, no ano de 2000, o grupo italiano Tod’s comprou os direitos de licenciamento da marca. O ressurgimento da marca começou em 2003 quando o italiano Bruno Frisoni foi nomeado diretor criativo e Inès de La Fressange, eterna musa de Chanel, contratada para ser embaixadora global. Além disso, a marca abriu uma nova loja na sofisticada Rua Faubourg Saint-Honoré, em Paris, cujo design foi inspirado no apartamento de Vivier. Depois inaugurou lojas em Nova York e Hong Kong (2005) e lançou sua primeira coleção de óculos de sol em 2006, mesmo ano que abriu uma loja em Londres. Nos anos seguintes continuou sua expansão internacional com inauguração de luxuosas lojas em cidades como Milão (2008), Xangai (2010) e Costa Mesa (2012). Além disso, expandiu sua linha de produtos com o lançamento de perfumes, bolsas, objetos em couro e uma pequena coleção de joias. A marca passou a vender pela internet em 2011. Hoje em dia a marca conquistou novas clientes estreladas como Carla Bruni, Cate Blanchett, Nicole Kidman, Uma Thurman, Jennifer Aniston e Cameron Diaz.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas mudanças ao longo de sua história. Mais recentemente o logotipo ganhou uma nova tipografia de letra, mais afinada, fazendo com que o nome da marca ganhasse mais destaque.


Dados corporativos 
● Origem: França 
● Fundação: 1963 
● Fundador: Roger Vivier 
● Sede mundial: Paris, França 
● Proprietário da marca: Roger Vivier Paris SAS 
● Capital aberto: Não (marca licenciada para a Tod’s s.p.a.) 
● CEO: Diego Della Valle 
● Diretor criativo: Bruno Frisoni 
● Faturamento: €113.7 milhões (2014) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 29 
● Presença global: 50 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 300 
● Segmento: Moda de luxo 
● Principais produtos: Sapatos, botas, bolsas, óculos e acessórios em couro 
● Concorrentes diretos: Jimmy Choo, Manolo Blahnik, Christian Louboutin, Salvatore Ferragamo, Chanel e Walter Steiger 
● Ícones: Os saltos agulha e vírgula e o scarpin com fivela na ponta 
● Website: www.rogervivier.com 

A marca no mundo 
Hoje em dia a ROGER VIVIER vende sua refinada linha de produtos (sapatos, bolsas, acessórios em couro, óculos de sol e até uma pequena coleção de joias) em mais de 50 países ao redor do mundo através de uma pequena e exclusiva rede de lojas próprias formada por aproximadamente 30 unidades. As lojas estão instaladas em cidades como Paris, Londres, Milão, Tóquio, Dubai, Nova York, Genebra, Xangai, Beirute, Taipei, entre outras. Além disso, seus produtos são vendidos em sofisticadas lojas de departamento. 

Você sabia? 
Suas criações eram tão fantásticas que seus sapatos estão expostos em importantes museus mundiais como Victoria and Albert Museum de Londres, Metropolitan Museum of Art de New York e Musée du Costume et de la Mode du Louvre, em Paris. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 28/5/2015

21.5.15

COLUMBIA SPORTSWEAR


Tem um ditado que diz: experiência traz sabedoria. E as mais de sete décadas da COLUMBIA SPORTSWEAR COMPANY provam que a marca americana entende muito sobre esportes de aventura. Por gostar da natureza tanto quanto muitos, a marca sabe exatamente do que seus consumidores precisam. Sabe que sentir frio ou ficar encharcado não é nenhum divertimento. Um dia de sol pode ser maravilhoso, mas ficar queimado não tem graça nenhuma. Por isso a COLUMBIA desenvolve produtos de alta performance que fazem milhões de pessoas se sentirem protegidas e confortáveis em qualquer clima, não importa em que região do planeta. 

A história 
Tudo começou no ano de 1937 quando o casal Paul e Marie Lamfrom fugiu do cruel regime nazista da Alemanha e se estabeleceu na cidade de Portland, estado de Oregon, onde eles compraram uma pequena distribuidora de chapéus, Rosenfeld Hat Company, para a qual deram um novo nome: COLUMBIA HAT COMPANY. O nome foi inspirado no rio Columbia, o mais importante do estado. Esse início humilde teve um grande significado para a família, marcando um novo começo em um país onde podiam viver em total liberdade. Nos anos seguintes, em função dos enormes problemas com fornecedores a família iniciou a fabricação de seus próprios produtos. Em 1948, a filha do casal, Gertrude, cujo apelido era Gert, se casou com seu namorado da época de faculdade, Neal Boyle, que entraria para os negócios da família mais tarde, em 1963, assumindo o comando da empresa. A história da empresa começaria a mudar em 1960 com a introdução da primeira jaqueta para pesca e caça (projetada pessoalmente por Gert em uma máquina de costura) que possuía inúmeros bolsos, seguida pouco depois por uma linha de vestuários para a prática destes esportes, extremamente populares no estado de Oregon devido às riquezas naturais. Com isso, a marca protegia aventureiros contra os rígidos elementos climáticos da região com jaquetas, calças e chapéus de pescaria e caça. Nesta época a empresa mudou seu nome para COLUMBIA SPORTSWEAR COMPANY.


Em 1970, Neal faleceu aos 47 anos vítima de um ataque cardíaco, deixando três filhos (entre os quais Timothy, que pouco depois ajudaria sua mãe nos negócios), uma empresa em franca expansão apoiada em empréstimos bancários e uma esposa que não possuía nenhuma experiência em negócios. No dia seguinte ao funeral de Neal os telefones da empresa receberam inúmeras ligações, principalmente de vendedores que presumiram que a COLUMBIA fosse fechar. Em seguida ligaram os bancos, preocupados ao descobrir que uma dona de casa assumiria os negócios. Gert, no entanto, conseguiu ganhar tempo hipotecando o prédio da empresa como garantia para os empréstimos, acalmando assim os banqueiros e colocando a COLUMBIA em ordem. Assim, após alguns anos de trabalho duro os lucros começaram a surgir e a empresa concentrou suas forças em divulgar a marca COLUMBIA. Com isso, após iniciar suas vendas internacionais em 1975 e lançar a jaqueta com tecnologia Gore-Tex®, uma membrana que permitia ao corpo respirar mesmo sob uma superfície impermeável, o faturamento ultrapassou US$ 1 milhão em 1978. Outro fator que tornou a empresa ainda mais rentável foi a transferência da produção de seus vestuários para pesca e caça, no início dos anos de 1980, para a Ásia, mais precisamente para a Coréia do Sul. Com custos mais baixos, a COLUMBIA ganhou enorme competitividade no mercado americano.


Foi neste momento que a COLUMBIA iria se tornar conhecida por seus produtos inovadores e conquistar uma reputação inigualável por sua qualidade e valor. E isto começou com o famoso Interchange System™. Esse conceito revolucionário foi desenvolvido em 1982 e desde então impulsionou a COLUMBIA na indústria de vestuário esportivo. As primeiras jaquetas que utilizaram esse conceito, batizadas de Quad Parka, foram desenvolvidas para pessoas que praticavam caça e pesca. Essas jaquetas apresentavam uma cobertura externa a prova de água e outra jaqueta interna isolante que poderiam ser utilizadas de forma completa ou separadas, compondo uma única roupa a partir de três ou quatro peças. Esse produto tornou-se tão popular que o mesmo conceito foi aplicado em uma jaqueta para esqui alpino, a Bugaboo™, lançada em 1986 e que se tornou um ícone na história da marca. Esta jaqueta, capaz de proteger contra o vento, ser impermeável e garantir o isolamento térmico, marcou o ingresso da empresa no mercado de esqui e ajudaria a marca a se tornar líder neste segmento nos Estados Unidos alguns anos mais tarde.


Em 1991, foi desenvolvida a linha de produtos com tecnologia Omni-Tech® cuja proteção impermeável e respirável protege da chuva, vento e frio, liberando o calor gerado pelo corpo, mantendo a temperatura sempre confortável. Dois anos mais tarde a empresa ingressou no setor de calçados com o lançamento da Bugaboot™, uma bota resistente para esportes ao ar livre, utilizada pela própria Gertrude Boyle em famosos anúncios publicitários com o slogan: “My Mother Wears Combat Boots” (“Minha mãe veste botas de combate”, em português), dito por seu filho Tim Boyle. Ainda neste ano a marca introduziu a linha de roupas em jeans Tough Mother. Pouco depois, em 1994, mesmo ano que ingressou no mercado de snowboard com a produção de vestuários e equipamentos, a marca foi apontada pela emissora CBS Sports como patrocinadora oficial dos Jogos Olímpicos de Inverno realizados em Lillehammer na Noruega, fato que aumentou em muito suas vendas e reconhecimento internacional.


No ano seguinte lançou a linha de roupas GRT (abreviação de “Gear for Rugged Trekking and Travel”), cuja principal característica é ser extremamente resistente. Em 1996 a marca introduziu no mercado a linha de roupas PFG (Performance Fishing Gear), inspirada pelas necessidades de desempenho, estilo e conforto dos pescadores profissionais e amadores. Foi neste mesmo ano que a COLUMBIA inaugurou sua primeira loja própria, na cidade de Portland, que pela primeira vez vendia toda a linha de vestuários, calçados e acessórios da marca em um mesmo lugar. Além disso, várias unidades dessas lojas foram abertas na Coréia do Sul para reforçar a imagem da marca no continente asiático.


A partir do final da década de 1990, a COLUMBIA iniciou um processo de licenciamento de marca para expandir sua linha de produtos, como por exemplo, para meias e óculos para esqui. Em 2002 ganhou ainda mais reconhecimento ao se tornar fornecedora oficial dos populares X Games. Dois anos mais tarde, após inaugurar um Centro de distribuição em Cambrai, França, para atender a alta demanda do mercado europeu, a marca ultrapassou a barreira de US$ 1 bilhão em faturamento. Em 2009, além de lançar seu comércio eletrônico, a marca apresentou a linha Titanium para a prática do golfe. Em 2014, a marca inaugurou sua primeira loja no Brasil, localizada na cidade de Gramado, no Rio Grande do Sul.


Partindo do conceito de que é importante saber desfrutar ao ar livre, estando corretamente preparado para isso, nos últimos anos a COLUMBIA, reconhecida por ser inovadora na produção de vestuário outdoor e calçados, especialmente para enfrentar temperaturas frias e climas úmidos, introduziu inúmeras tecnologias revolucionárias através de tecidos repelentes de insetos ou vestimentas que bloqueiam vento, água e frio. Entre as principais tecnologias, vale destacar: Omni-Shade® (proporciona maior proteção contra a radiação dos raios UVA e UVB), Omni-Dry® (deixa o tecido impermeável e ultra-respirável, transferindo para fora, rapidamente, o calor e o vapor gerados pelo corpo nas atividades físicas, mantendo o usuário seco mesmo nas piores condições climáticas), Techlite (material ultra leve aplicado em calçados especialmente formulado para melhor absorção de impactos e estabilidade, desenvolvido para percorrer grandes distâncias com conforto), Omni-Wick® (transferência de umidade que facilita a rápida evaporação do suor mantendo o usuário confortável durante a prática de atividades), Omni-Shield® (tecido resistente a chuvas e manchas mantendo o usuário limpo e protegido), Omni-Heat® (proporciona a maior retenção de calor por grama da indústria através de uma tecnologia exclusiva que emprega 50% de materiais reciclados), Omni-Grip® (sistema de tração multiterreno formulado a partir de compostos especiais, e desenhado para agarrar com firmeza em qualquer tipo de terreno) e Omni-Freeze Zero® (resfriamento ativado pelo suor para diminuir a temperatura corporal).


Qualquer um pode aproveitar a natureza e os esportes de aventura. Desde expedições para lugares remotos até exigentes escaladas das montanhas mais altas do mundo. É fácil. Abra a porta e vá para fora. De uma montanha até um parque, de um glacial até um jardim, do Tour de France até um simples passeio de bicicleta, a COLUMBIA pode ajuda qualquer pessoa a aproveitar todas as suas atividades com o maior conforto possível. Por isso a COLUMBIA é atualmente uma das maiores fornecedoras mundiais de produtos a prova d’água e respiráveis, vestuários autênticos desenhados para aventuras e atividades ao ar livre que resistem às mais duras condições climáticas. Entre as inúmeras inovações da marca é possível citar os tratamentos de tecidos que protegem contra água, raios UV e lama, bem como tecidos destinados a manter os usuários frescos no clima muito quente, promovendo a evaporação do suor.


Conforme a COLUMBIA cresce, aumenta seu compromisso também com a sociedade. Localmente e em todo o mundo a empresa apóia inúmeras organizações de assistência social, arte, educação e conservação ambiental. Por exemplo, o programa de doações fornece roupas devolvidas e com pequenos defeitos, mas em condições de uso, para pessoas carentes nos Estados Unidos. A COLUMBIA é também membro da Conservation Alliance, grupo que apóia ações de conservação ambiental. Todos os funcionários da empresa participam do programa voluntário que organiza grupos de apoio a ações de entidades como SMART (Start Making A Reader Today - Comece a Incentivar Alguém a Ler Hoje), American Hiking Society (Sociedade de Caminhada Americana) e American Heart Association (Associação Americana do Coração).


Sucesso na comunicação 
Antes de 1983, a comunicação da marca se preocupava em apresentar a inigualável “engenharia” de seus produtos, até que a agência de publicidade Borders, Perrin & Norrander argumentou que com tamanha concorrência a COLUMBIA teria que se diferenciar de alguma forma. E indagou: quantas outras companhias são administradas por uma mãe e seu filho? A agência então propôs que Gert deveria estrelar os anúncios da marca. “Minha mãe, uma Super Modelo?” Essa foi uma versão educada da resposta de Tim na época. Mas a marca literalmente comprou a ideia e suas campanhas ganharam enorme reconhecimento popular. Nas campanhas, a mãe Boyle é exibida como a tirana que se certifica de que cada um dos produtos possa atender aos seus padrões (extremamente rígidos) e ao lendário mau tempo do estado de Oregon. A personagem de “Mãe Durona” de Gert a transformou em uma celebridade internacional. Enquanto o distinto humor americano deve ser ajustado para se encaixar no mercado estrangeiro, a imagem de uma mãe cuidadosa é compreendida por todos. Gert se tornou uma verdadeira celebridade e, em 2005, lançou sua autobiografia (One Tough Mother).


Para assistir a um dos inúmeros comerciais estrelados por Gert, clique no ícone abaixo.

   

A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas alterações ao longo dos anos. Mais recentemente a marca adotou um novo logotipo, que apresentou uma nova tipografia de letra, além da eliminação da expressão “Sportswear Company”.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1938 
● Fundador: Paul e Marie Lamfrom 
● Sede mundial: Portland, Oregon, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Columbia Sportswear Company 
● Capital aberto: Sim (1998) 
● Chairman: Gert Boyle 
● CEO: Timothy Boyle 
● Presidente: Bryan Timm 
● Faturamento: US$ 2.1 bilhões (2014) 
● Lucro: US$ 137.2 milhões (2014) 
● Valor de mercado: US$ 4 bilhões (maio/2015) 
● Lojas: 100 
● Presença global: 100 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 5.325 
● Segmento: Equipamentos esportivos 
● Principais produtos: Roupas, calçados e acessórios para atividades e esportes ao ar livre 
● Concorrentes diretos: The North Face, Patagonia, Timberland, Millet e Eddie Bauer 
● Ícones: As jaquetas 
● Slogan: Trying stuff since 1938. 

A marca no mundo 
Hoje em dia a COLUMBIA, renomada por inovar e desenvolver produtos confortáveis, de proteção e funcionais com estilo, está presente em mais de 100 países oferecendo uma vasta linha de produtos (que engloba desde jaquetas, casacos, camisas, calças e calçados resistentes até mochilas, chapéus, luvas e cachecóis) desenvolvidos para esportes e atividades ao ar livre como esqui, caça, pesca, caminhada, ciclismo e escalada. Com faturamento superior a US$ 2 bilhões em 2014, a marca vende seus produtos através de 100 lojas próprias (a maioria no formato de outlet), varejistas esportivos e grandes lojas de departamento. A marca é líder em vendas de roupas para esqui no mercado americano. 

Você sabia? 
A sede da empresa está localizada no noroeste americano, próximo ao oceano Pacífico, onde florestas majestosas cercam montanhas vulcânicas e há uma costa desafiadora. Um local propício para escaladas, corridas, caminhadas, andar de bicicleta, acampar, pescar, caçar, remar ou aproveitar a natureza. Um verdadeiro laboratório ao ar livre para a COLUMBIA. 
A empresa ainda é proprietária das marcas Montrail (calçados para corrida, caminhada ou trilha), Mountain Hardwear (roupas e equipamentos para esportes nas montanhas), OutDry (calçados para esportes ao ar livre), Sorel (botas e sapatos para o inverno) e Prana (roupas para a prática de ioga e escalada). 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Exame e Isto é Dinheiro), jornais (Valor Econômico), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 21/5/2015

14.5.15

MARABRAZ


A MARABRAZ tem como principal missão ajudar a realizar o sonho de milhões de brasileiros em mobiliar a casa toda com preço acessível e justo, oferecendo móveis de qualidade, enorme variedade e bom atendimento. Por isso a rede ficou conhecida como “a especialista em móveis”

A história 
Tudo começou em 1972 quando Abdu Hadi Mohamed Fares, um imigrante libanês que havia chegado a São Paulo na década de 1950 fugindo da guerra, comprou um terreno na Avenida Parada Pinto, bairro da Vila Nova Cachoeirinha, zona norte da cidade, onde construiu uma loja, e, nos pisos superiores duas residências. Uma para morar com sua família e outra para locação. O nome do comércio familiar que vendia móveis residenciais era CREDI-FARES. Desde o início, ele sempre fez questão de manter um forte vínculo com os consumidores. O tempo foi passando e a cada dia o pequeno comércio familiar ganhava mais e mais clientes. Em 1978, quando o patriarca Abdul morreu precocemente aos 48 anos de idade, o patrimônio da família se resumia a duas pequenas lojas de móveis ainda batizadas de Credi-Fares Móveis, na Vila Nova Cachoeirinha, bairro da zona norte de São Paulo. Nada mal para um estrangeiro que chegou ao Brasil como mascate vendendo artigos de cama, mesa e banho pelas ruas de São Paulo, mas algo ainda bem distante do que os filhos iriam construir no futuro.


E foi justamente com a morte do patriarca que três de seus quatro filhos (Nasser, Jamel e Bahjet), que desde muito jovens já trabalhavam nas lojas, fazendo inúmeras funções, desde limpeza até ajudar nas entregas, assumiram o comando dos negócios. Nos anos seguintes, eles desenvolveram uma fórmula de sucesso para fazer caber nos orçamentos populares as prestações mensais dos móveis que vendiam. E descobriram que, com promoções e mais lojas, ampliavam a sua rentabilidade. Porém, foi somente em meados de 1986 que foi inaugurada a primeira loja com a marca MARABRAZ (adquirida pelos irmãos) na Vila Nova Cachoeirinha. O Centro de Distribuição estava localizado atrás da loja. A partir deste momento nascia um grande desafio para os irmãos: trabalhar arduamente para a construção de uma nova marca. Logo após, todas as lojas Credi-Fares foram renomeadas para LOJAS MARABRAZ. Nos anos seguintes outras unidades foram inauguradas pela cidade.


Foi em 1990 que a marca criou o slogan que se tornaria reconhecido por boa parte da população brasileira: “Lojas Marabraz, preço menor ninguém faz”. Pouco depois, em 1994, para atender a crescente demanda, a empresa inaugurou o segundo Centro de Distribuição em Jaraguá. A história da empresa começaria a mudar em 1997, quando a MARABRAZ assinou o primeiro contrato com a dupla sertaneja Zezé de Camargo & Luciano para que fossem garotos-propaganda. A partir deste momento a marca começaria a ganhar reconhecimento e força no cenário varejista e entre as classes sociais C, D e E. Vale ressaltar que até hoje a dupla aparece nas campanhas publicitárias da marca. A afinidade e penetração das campanhas com Zezé de Camargo & Luciano é tão grande que muitos ainda acham que eles são donos da MARABRAZ (o que não é verdade).


Em dez anos a MARABRAZ se tornou um verdadeiro gigante do varejo de móveis, abriu novas lojas na região metropolitana, baixada santista e interior paulista e, em 2006, inaugurou o terceiro maior Centro de Distribuição da América Latina em Cajamar (SP), com 220.000 m² de área, para dinamizar o abastecimento de móveis à sua rede varejista. Além disso, nesse período a rede ampliou a oferta de produtos ao passar a vender colchões, tapetes e móveis para escritório. Outra importante ferramenta para aumentar as vendas foi a criação da campanha Limpa Estoque Marabraz, considerada a maior liquidação de móveis do país e realizada todo mês de janeiro, onde é possível comprar móveis para toda a casa com enormes e generosos descontos. Mais recentemente, em 2012, a rede resolveu apostar na segmentação com a inauguração da primeira MARABRAZ COLCHÕES. Hoje em dia, essas lojas oferecem aos consumidores uma completa linha de colchões (nas categorias casal, solteiro, infanto-juvenil), além de camas box e travesseiros. Pouco depois, em 2014, a maior rede especializada em móveis do país, resolveu renovar sua comunicação e contratou o ator Fábio Porchat para estrelar suas campanhas publicitárias. O objetivo era impactar um novo perfil de público: os jovens.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por pequenas alterações ao longo de sua história. E foi somente em relação à coloração: o azul forte e claro deu lugar a uma tonalidade mais escura.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 1972 
● Fundador: Abdu Hadi Mohamed Fares 
● Sede mundial: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Marabraz Comercial Ltda. 
● Capital aberto: Não 
● Presidente: Nasser Fares 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 135 
● Presença global: Não (presente somente no Brasil) 
● Funcionários: 3.200 
● Segmento: Varejo 
● Principais produtos: Móveis para dormitório, cozinha e sala e objetos de decoração 
● Concorrentes diretos: Casas Bahia, Lojas Cem, Gazin, Lojas Colombo, Ponto Frio, Havan, Ricardo Eletro e Magazine Luiza 
● Ícones: A dupla Zezé de Camargo & Luciano 
● Slogan: Lojas Marabraz, preço menor ninguém faz. 
● Website: www.marabraz.com.br 

A marca no Brasil 
Atualmente a MARABRAZ, maior rede varejista especializada em móveis do mercado brasileiro, conta com 135 lojas localizadas na capital paulista, Baixada Santista, Vale do Paraíba, região metropolitana e interior do estado. De capital 100% nacional, a MARABRAZ possui o terceiro maior centro de distribuição da América Latina, localizado na cidade de Cajamar (SP). As vendas a prazo respondem por mais de 90% das vendas da rede. 

Você sabia? 
Hoje em dia a empresa é dirigida pelos irmãos Fares (Nasser, Jamel e Bahjet), que aprenderam a fórmula de crescimento do comércio, e com isso, conseguem ajudar também as pessoas mais carentes da zona norte de São Paulo, apoiando instituições de caridade, promovendo jantares e até com a abertura de uma clínica médica popular, a Clínica Fares, que hoje conta com duas unidades e atende mais de 800 mil pacientes por ano. 
MARABRAZ é um dos maiores e mais misteriosos grupos varejistas do país. Isto porque a família Fares odeia holofotes, mídia e raramente se deixa fotografar. 
A família Fares arrematou a marca Mappin em um leilão judicial no dia 12 de novembro de 2010 por R$ 5 milhões e desde então tem feito mistério sobre o futuro de uma das mais tradicionais varejistas do país. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Época Negócios e Exame), jornais (Valor Econômico, Folha, Estadão e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 7/6/2017