4.12.15

BuzzFeed


Assuntos e notícias relevantes, mas também irrelevantes. Intermináveis listas dos mais variados assuntos. Testes bem-humorados. Fotos de animais com legendas divertidas. O uso frequente de GIFs (animações curtas). A criação de memes (uma espécie de piada interna da internet). Vídeos que se tornam virais. E uma linguagem própria das redes sociais. Muito prazer, eu sou o BuzzFeed, site que se tornou um dos maiores fenômenos da internet. Talvez você nunca tenha entrado diretamente no BuzzFeed, mas certamente já esbarrou em algum assunto que surgiu ali. Pode ser a lista das “48 coisas que vão te fazer chorar de saudade dos anos 90” ou o teste “Quem é você na novela das 9”. 

A história 
Para contar a história do BuzzFeed é preciso voltar ao ano de 2001, época em que o mundo online vivia sua pré-história. Afinal, a internet servia basicamente para acessar sites pouco interativos, trocar e-mails e mensagens por programas de bate-papo. No mês de fevereiro desse ano, Jonah Peretti, um americano de 27 anos, navegava na web à procura de uma distração, pois estava sem inspiração para finalizar o trabalho da pós-graduação do Media Lab, laboratório de tecnologia do renomado MIT (Massachusetts Institute of Technology). Foi então que ele encontrou o anúncio de um tênis em uma loja virtual da Nike que podia ser personalizado com uma palavra enviada online. Mandou a expressão “sweatshop” (em inglês, um local de trabalho com condições precárias). Nesta época a Nike sofria acusações de trabalho infantil nas fábricas da Ásia. E ele recebeu uma resposta por e-mail dizendo que o pedido violava as regras da loja. Após uma troca de mensagens, ele escreveu: “Vou pedir o tênis com outra palavra. Só gostaria de um pequeno favor: vocês teriam como me enviar a foto da garota vietnamita de 10 anos que irá fabricá-lo?”. A Nike não lhe respondeu. Peretti pegou a troca de e-mails e a enviou a dez amigos contando o ocorrido, que mandaram para mais dez, e assim a história se espalhou. Em poucos dias, ele havia recebido mais de 3.500 mensagens comentando a iniciativa. O fato virou notícia, e ele foi parar na bancada de um programa popular de TV para debater o caso com um executivo da Nike. Sem querer, Peretti havia criado seu primeiro viral na internet.


Essa história da Nike seria a faísca para aquilo que anos mais tarde se transformaria em um dos maiores fenômenos da internet: o BuzzFeed. Depois de ser um dos fundadores em 2005 do site de jornalismo e notícias The Huffington Post, no ano de 2006 o empreendedor digital, juntamente com Kenneth Lerer e John S. Johnson III, fundou na cidade de Nova York o BuzzFeed Labs, como um laboratório experimental para testar, controlar e criar conteúdo viral na internet. A ideia inicial era simplesmente listar automaticamente os principais conteúdos virais que corriam na internet, com uma produção eventual de material próprio. Sem agenda de lançamento eles incluíram: tentar quebrar uma garrafa de cerveja pela metade para uso como um canivete em uma briga de bar, jornalismo cidadão investigando um incêndio na ponte de Manhattan e a criação de uma bebida energética de licor usando cerveja e uma lata de Red Bull. Mas em 2008 os rumos mudaram: em vez de acompanhar os memes — aquele tipo de postagem em que há uma foto com uma frase supostamente engraçada, por exemplo —, o BuzzFeed passou a criá-los.


Nos anos seguintes o BuzzFeed foi aumentando seu conteúdo e, consequentemente, seu alcance, principalmente com a popularização das redes sociais. Uma lista bem-humorada de imagens relacionando “30 coisas que somente hipocondríacos vão entender”. Outra, irresistível, mostrando fotos de “32 gatos curiosos demais para o seu próprio bem”. E até matérias jornalísticas. Foi a partir de combinações inusitadas de chamadas como essas que o BuzzFeed se tornou sinônimo de relevância e conteúdo viral na internet. E esse jeito de fazer as coisas, adotado pelo site, provou-se incrivelmente popular entre os jovens internautas nos anos seguintes.


Em 2011, Peretti trouxe para o time do BuzzFeed o jornalista Ben Smith, um blogueiro e colunista de política de enorme sucesso nos Estados Unidos. A ideia era fazer o site ir além das listas engraçadinhas e das fotografias de bichos fofos. Peretti queria fazer jornalismo. Entre testes engraçados e gatos, começaram a surgir notícias e reportagens. E deu certo. Não demorou muito para que a nova parceria rendesse frutos. No início de janeiro de 2012, menos de 15 dias depois de Smith ter assumido o cargo de editor-chefe, o BuzzFeed furou diversos veículos jornalísticos tradicionais ao revelar que o republicano John McCain apoiaria a candidatura de Mitt Romney à presidência dos Estados Unidos nas eleições daquele ano. Com repercussão em grandes nomes da imprensa americana, como o The New York Times e o Washington Post, o furo mostrou uma faceta até então pouco conhecida do site: sua capacidade de produzir jornalismo sério, político e de impacto. O BuzzFeed também teve papel fundamental na cobertura dos atentados na maratona de Boston em 2013. A partir de então o BuzzFeed começou a expandir seu conteúdo de notícias em editoriais tradicionais como Política, Negócios, Tecnologia e Mundo, além de produzir reportagens especiais.


O que possibilitou Peretti investir em jornalismo foi um caminhão de dinheiro depositado por investidores americanos. Primeiro o BuzzFeed recebeu US$ 50 milhões do fundo de investimento Andreessen Horowitz, um dos mais influentes do Vale do Silício. A empresa abriu escritório em diversos países, incluindo o Brasil, onde o site em português foi lançado em 2013, em sua primeira investida fora dos países de língua inglesa. Por aqui, há uma redação de jornalistas. Além disso, a empresa criou a divisão de vídeos, sob o pomposo nome de BuzzFeed Motion Pictures, e construiu um moderno estúdio em Los Angeles para produção de vídeos com conteúdo original e sob encomenda para anunciantes — outra nova fonte de receita. Ao mesmo tempo, tem correspondentes internacionais em zonas de conflito. E mais recentemente criou um núcleo de reportagens investigativas, liderado por Mark Schoofs, jornalista vencedor do Prêmio Pulitzer. Ao longo de 2014, o número de funcionários saltou de 350 para 700 e o faturamento ultrapassou a marca dos US$ 100 milhões. O que começou como uma coleção de fotos de gatos e listas divertidas agora cobre a crise em Gaza (sem abandonar, claro, os gatos e listas). O sucesso é tamanho, que o BuzzFeed foi avaliado em mais de três vezes o valor do tradicional jornal The Washington Post, famoso por revelar o escândalo de Watergate que derrubou o presidente americano Richard Nixon.


Mesmo uma simples imagem pode virar um enorme sucesso em poucos minutos pelas mãos do BuzzFeed. Um exemplo recente foi a polêmica envolvendo a cor de um vestido que estava na vitrine de uma loja em Londres. Dependendo de quem olhava a foto, via o vestido branco e dourado ou preto e azul. A repercussão foi global. Apresentadores de TV brincavam ao vivo para saber quais eram as cores corretas. A jornalista Poliana Abritta chegou a apresentar o Fantástico, da Rede Globo, com o vestido. Mas o segredo do sucesso do BuzzFeed como empresa não está em somente atrair audiência com conteúdo superficial. A empresa conseguiu adequar seu modelo editorial às demandas do mercado publicitário. Por exemplo, empresas como Pepsi-Cola e BMW pagam ao BuzzFeed para que se crie listas, jogos e outros conteúdos relacionados. Cada campanha pode custar até US$ 100 mil.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 2006 
● Fundador: Jonah Peretti, Kenneth Lerer e John S. Johnson III 
● Sede mundial: New York City, New York, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: BuzzFeed Inc. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Jonah Peretti 
● Presidente: Gregory Coleman 
● Faturamento: US$ 100 milhões (2014) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 100 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 780 
● Segmento: Mídia digital 
● Principais produtos: Site de notícias e entretenimento 
● Concorrentes diretos: The Huffington Post, Play Buzz, FOX News, NBC News e Yahoo! 
● Ícones: As listas bem-humoradas 
● Slogan: The Media Company for the Social Age. 

A marca no mundo 
Atualmente o BuzzFeed, que possui sites em idiomas como português, inglês, espanhol, alemão e francês, tem mais de 200 milhões de visitantes mensais, provenientes de mais de 100 países. A maior parte da audiência, 75%, vem de textos do BuzzFeed publicados em redes sociais, como Facebook e Twitter. O agregador de conteúdos virais não apenas tem alguns dos artigos mais compartilhados na internet, como também é um dos sites mais influentes do mundo, segundo o Technorati. Hoje em dia emprega 780 pessoas em Nova York, Londres, Sydney e Paris, entre outras cidades, sendo mais de 250 envolvidos diretamente com a cobertura de política, esporte, negócios, entretenimento e viagem. O BuzzFeed está avaliado, segundo estimativas do mercado, em aproximadamente US$ 1 bilhão. 

Você sabia? 
O BuzzFeed é reconhecido como a “bíblia dos modernos”: seus textos mesclam notícias a conteúdos descompromissados, humor e, evidentemente, memes. Seu valor: vender distração, assim como fazem seus concorrentes Twitter e Facebook. 
Graças aos avançados recursos analíticos e investimentos em ferramentas capazes de cruzar uma série de informações e serviços, os editores do BuzzFeed sabem exatamente o que precisa ser dito – e como – para conseguir que o maior número possível de pessoas compartilhem um conteúdo. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Exame, Ito é Dinheiro e Época Negócios), jornais (Meio Mensagem e O Globo), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 4/12/2015

23.11.15

VERIZON


Todos os dias milhões de pessoas, empresas e comunidades se conectam com as poderosas tecnologias da VERIZON, que oferece soluções para melhorar a forma como vivemos, trabalhamos e nos divertimos. Velocidade. Poder. Inovação. Isto permite que este gigante da telecomunicação mundial ofereça serviços inovadores, como nuvem, vídeo e telemática para enriquecer as vidas de milhões de pessoas ao redor do planeta. 

A história 
Tudo começou exatamente no dia 30 de junho de 2000 quando as empresas de telecomunicações Bell Atlantic, fundada em 7 de outubro de 1983, e GTE, cujas origens datam de 1918, oficializaram uma fusão no valor de US$ 52 bilhões que iria criar um verdadeiro colosso das telecomunicações. A nova empresa adotou o nome de VERIZON, abreviatura das palavras “Veritas” (“verdade” em latim) e “Horizon” (“horizonte” em inglês). O nome foi escolhido a partir de 8.500 candidatos e a empresa gastou US$ 300 milhões para divulgar a nova marca. A nova empresa surgia como a maior operadora de telefonia do mercado americano, operando 63 milhões de linhas em 40 estados. A empresa também herdou 25 milhões de clientes de telefonia móvel, além de oferecer serviços de internet e chamadas de longa distância, em Nova York, antes de expandir as operações de longa distância para outros estados.


Dois meses antes da aprovação final sobre a formação da Verizon Communications, a Bell Atlantic havia formado a VERIZON WIRELESS (para oferecer serviços de telefonia móvel) em uma joint venture com a empresa de telecomunicações britânica Vodafone. Em 2002 a empresa lançou em território americano sua rede de internet móvel 3G. Este avanço tecnológico revolucionário ofereceu aos seus milhões de clientes o poder de banda larga de alta velocidade sem fio para navegar na web, transmitir música e vídeos, e baixar e enviar arquivos de seu dispositivo móvel. Em 2003, a VERIZON em um papel de liderança no segmento implantou a portabilidade móvel, permitindo aos clientes manter seu número de telefone quando mudar de operadora. Pouco depois, em 2005, ampliou a oferta de serviços com o lançamento da VERIZON FiOS, oferecendo internet banda larga e TV a cabo via fibra ótica para residências e estabelecimentos. Além disso, a empresa continuou expandindo seus serviços de internet para mais estados americanos. Em 2006 com a aquisição da MCI foi formada a VERIZON BUSINESS, que permitia oferecer melhores benefícios e serviços de comunicações convergentes, informação e entretenimento para empresas de médio e grande porte, além de clientes governamentais. No mês de agosto de 2008, a VERIZON expandiu sua rede de cobertura móvel para muitos mercados rurais americanos, completado com a aquisição da empresa Rural Cellular Corp.


Em 2009, a empresa firmou uma parceria estratégica com o Google para desenvolver aplicações móveis, serviços e dispositivos sob a marca DROID. Isso permitiu que a VERIZON oferecesse aos consumidores uma variedade de produtos inovadores que combinavam a velocidade de sua rede 3G com a plataforma móvel Android. Ainda neste ano, com a aquisição da Alltel, a VERIZON se tornou a maior operadora de telefonia móvel dos Estados Unidos. Em 2010 a empresa lançou no mercado mais uma inovação: a tecnologia móvel de transmissão de dados 4G LTE, inicialmente disponível em 39 grandes cidades e cobrindo mais de 110 milhões de pessoas. Com isso, seus clientes passaram a ter acesso em alta velocidade e com avançada tecnologia em dispositivos móveis. Pouco depois, a VERIZON introduziu essa tecnologia em várias áreas rurais americanas.


Além disso, introduziu o FLEX VIEW, permitindo aos assinantes do serviço FiOS TV levar a programação de vídeo para fora de casa e vê-lo em vários dispositivos portáteis, incluindo smartphones, tablets e laptops. Em 2012 apresentou a banda larga HomeFusion, que fornece acesso à internet de alta velocidade em casa usando a rede 4G LTE da empresa. A solução oferece às famílias com opções de banda larga limitada uma alternativa confiável para conectividade de dados. Outra novidade deste ano foi o lançamento, em resposta à demanda dos consumidores por ultra-alta velocidade de serviço de banda larga em casa, do serviço FiOS QUANTUM, que mais do que duplicou as velocidades de várias de suas opções de internet. Em 2013, a empresa comprou por incríveis US$ 130 bilhões em dinheiro e ações, a participação de 45% da Verizon Wireless, que pertencia à britânica Vodafone, assumindo assim o controle total da maior operadora de telefonia celular do mercado americano. Como parte do plano de expansão de seus produtos, A VERIZON comprou em 2014 os ativos da Intel Media, uma divisão de negócios da Intel dedicada ao desenvolvimento de produtos e serviços de TV em nuvem. Além disso, através da subsidiária VERIZON ENTERPRISE, que atua em grandes mercados mundiais, a empresa oferece soluções de cloud (nuvem), com um leque de ofertas que inclui também serviços de virtualização, armazenamento, data recovery, segurança e aplicações de banco de dados Oracle e ERP SAP Hana.


Em maio de 2015 a VERIZON anunciou a aquisição da AOL, em uma operação avaliada em US$ 4.4 bilhões. A aquisição também incluiu conteúdos digitais como o jornal online The Huffington Post e o site especializado TechCrunch, focado em notícias de tecnologia. Curiosamente, a AOL continua ganhando dinheiro com acesso discado à internet, modalidade que a tornou mundialmente famosa (graças aos seus CDs com discadores). Isto porque há 2.16 milhões de clientes pagando, em média, US$ 20.83 mensais pelo serviço (incluindo aí complementos como suporte técnico e antivírus). Nos últimos anos, a AOL conseguiu reverter maus negócios e, de uma plataforma na internet, se transformou em uma empresa de conteúdo e publicidade digital. E parece ser exatamente a experiência de ganhar dinheiro com a venda de anúncios na internet o que interessa à VERIZON. Essa operação permitirá que a VERIZON passe para uma etapa superior no desenvolvimento de suas plataformas digitais e de vídeos. Além disso, permitirá a criação de uma oferta ampliada de suas plataformas, orientada principalmente para os celulares, apontando para o poderoso e rentável mercado publicitário.


Recentemente a VERIZON anunciou que pretende começar em 2016 testes de telefonia móvel ultra rápida, considerada de quinta geração (5G), que terá uma velocidade muito mais rápida do que a tecnologia de quarta geração 4G LTE e poderá administrar um número muito maior de objetos conectados. A empresa também investe em parcerias de sucesso, como por exemplo, com a poderosa liga profissional de futebol americano (NFL), cujo contrato, renovado em 2013, no valor de US$ 1 bilhão, permite que a VERIZON WIRELESS transmita jogos em streaming. Além disso, a VERIZON é parceira oficial da NBA para plataformas digitais.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por apenas uma remodelação ao longo dos anos. Isto aconteceu no dia 2 de setembro de 2015 quando a marca apresentou seu novo logotipo. Mais limpo e moderno, a nova identidade visual deixou de lado o Z vermelho (que tinha um bom dinamismo e dava vida à marca), adotou uma nova tipografia de letra e um sinal de “check” (em vermelho), do lado direito.


Os slogans 
Better Matters. (2015) 
Never Settle. (2013) 
That’s powerful. 
Rule the air. (2010) 
We never stop working for you. (2002) 
Make Progress Every Day. (2002) 
Can you hear me now? (2001) 
Join in. (2000) 
Get Out of the Past, Get FiOS. (FiOS by Verizon)


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: Fusão da Bell Atlantic com a GTE 
● Fundador: 30 de junho de 2000 
● Sede mundial: New York City, New York, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Verizon Communications, Inc. 
● Capital aberto: Sim (2000) 
● Chairman & CEO: Lowell McAdam 
● Faturamento: US$ 127 bilhões (2014) 
● Lucro: US$ 9.62 bilhões (2014) 
● Valor de mercado: US$ 184.7 bilhões (novembro/2015) 
● Assinantes: 123 milhões 
● Lojas: 1.700 
● Presença global: 150 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 177.900 
● Segmento: Telecomunicação 
● Principais produtos: Internet banda larga, TV a cabo, telefonia e serviços móveis 
● Concorrentes diretos: AT&T, T-Mobile, CenturyLink, Sprint, Virgin Mobile, DirecTv, Dish e Xfinity 
● Slogan: Better Matters. 
● Website: www.verizon.com 

A marca no mundo 
Os serviços de internet, TV a cabo, linhas telefônicas e comunicação móvel da VERIZON estão presentes em mais de 2.700 cidades dos Estados Unidos e alguns outros países. Com faturamento de US$ 127 bilhões em 2014, este colosso da comunicação mundial emprega mais de 177 mil pessoas e oferece comunicação móvel para 110.8 milhões de assinantes. Além disso, a empresa possui 5.8 milhões de assinantes de TV a cabo e 6.9 milhões de assinantes de internet banda larga (domicílio). Como uma das maiores empresas de tecnologia de comunicação do mundo, a VERIZON opera a maior rede sem fio 4G LTE e internet banda larga dos Estados Unidos, onde é líder em telefonia móvel e têm linhas crescentes de negócios na oferta de acesso de alta velocidade a internet, serviços para empresas e vídeo em formato stream. A cobertura móvel da empresa atinge 98% do território americano. A empresa ainda possui mais de 200 data centers em 24 países e vende seus produtos e serviços através de 1.700 lojas. 


Você sabia? 
Em 2013 foi revelado que a VERIZON é a empresa parceira chave da Agência Nacional de Segurança (NSA) nos programas de vigilância global. 
Em muitos lugares dos Estados Unidos, mesmos os mais remotos, a VERIZON oferece o melhor sinal de telefonia móvel disponível. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), jornais (Folha, Valor Econômico e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 23/11/2015

9.11.15

MAILLE


Entre em qualquer cozinha francesa e verá na prateleira entre os pepinos em conserva e a garrafa de Beaujolais, um icônico pote de mostarda de Dijon. Muito, muito provavelmente da marca MAILLE, um verdadeiro ícone da gastronomia francesa. Ela representa para as mostardas o que a Rolls-Royce representa para os automóveis. Com mais de 265 anos de tradição, a Maison MAILLE se transformou em uma grife de mostarda, ideal para acompanhar carnes, peixes, aves, sanduíches e saladas. Antes quase uma exclusividade das cortes e famílias abonadas da Europa, a MAILLE está disponível hoje para qualquer mortal, sendo uma das marcas francesas mais reconhecidas e respeitadas do mundo. 

A história 
A história de uma das marcas de mostardas mais famosas do mundo remonta ao século XVIII, quando em Marselha o comerciante Antoine-Claude Maille decidiu começar a produzir e vender uma receita própria de condimento de vinagre. O sucesso inicial se deu por conta de uma epidemia. Isto porque, em 1720 a população de Marselha era dizimada pela peste bubônica, e o senhor Maille ficaria conhecido como um salvador de vidas: a ele foi atribuída à criação de um bálsamo chamado Vinagre des Quatre Voleurs, usado largamente como um remédio contra a praga. Após salvar muitas vidas, em poucos anos seu produto já era um verdadeiro sucesso, o que levou seu filho, também chamado Antoine-Claude, a abrir no ano de 1747 a primeira loja de condimentos na St. André des Arts in Paris, uma famosa rua da cidade de Paris. A charmosa loja vendia, além dos vinagres, as tradicionais mostardas de Dijon (feita com vinagre e grãos inteiros, escuros e claros) e especiarias. Originalmente a mostarda era servida em bombas (como as usadas até hoje para servir cerveja nos pubs ingleses) e bombeada para os clientes em jarros de porcelana de vários tamanhos. Em uma grande jogada de marketing que garantiria o estrelato da marca, ele mandou publicar um anúncio no aristocrático jornal Mercure de France que dizia: “O público está avisado de que o senhor Maille possui todos os segredos da destilação de vinagres e da produção de mostardas”. Em pouco tempo, membros da alta sociedade parisiense adotaram os vinagres aromáticos e as receitas de mostardas do tipo Dijon de Maille.


Ainda neste século, a MAILLE foi considerada como a maior fabricante de mostarda e vinagre do mundo e premiada com honras. Afinal era a empresa, que desde 1769, quem produzia o vinagre e a mostarda degustados pelo rei Luis XV. Rapidamente se tornou também a fornecedora oficial da imperatriz Catarina II, da Rússia, e das principais Cortes Reais da Europa. Após a morte do filho do fundador, a terceira geração da família assumiu a frente dos negócios e, em 1845, decidiu inaugurar mais uma pequena loja em Dijon, na rue de la Liberté, região de nascimento da tradicional mostarda de Dijon. No ano de 1923, a Maison MAILLE superou em longevidade sua família fundadora. Nesse ano, o último descendente de Antoine-Claude Maille vendeu a marca ao magnata Barão Philippe de Rotschild. Em 1930 a marca começou a investir bastante em publicidade. Foi no ano seguinte que surgiu o tradicional slogan “Il n’y a que Maille qui m’aille” (em tradução livre “Só a Maille me serve”), criado por Jean Herbout. Na década de 1950 os produtos da marca passaram a serem comercializados em grandes redes de supermercados em 10 países europeus, incluindo Reino Unido, França e Dinamarca.


Em 1988, a tradicional marca inovou ao criar um pote de vidro para suas mostardas que se assemelhava a um copo de uísque. Batizado de “Flamenco” vendeu quase oito milhões de copos por ano. A partir de 1991, a marca iniciou a venda de vinagre balsâmico em grandes supermercados da Europa, ampliando assim sua linha de produtos. Pouco depois, em 1996, em comemoração aos 250 anos da marca, foi inaugurada uma butique em Paris, localizada em Place de la Madeleine. Era um retorno a capital francesa, já que a butique da Rue St. André des Arts (inaugurada em 1747) não existia mais.


Depois de passar pelas mãos da Danone e do Paribas Affaires Industrielles, no ano de 2000 a MAILLE foi adquirida pela Unilever, uma das maiores indústrias de alimentos do mundo. A partir de então a marca francesa se prevaleceu do forte e grande sistema de distribuição da Unilever para introduzir seus produtos em mais pontos de venda e ingressar em novos mercados mundiais. A marca também introduziu novidades, como por exemplo, o lançamento do comércio eletrônico em 2007, do vinagre balsâmico Modena (envelhecido três anos em barris de carvalho) e da mostarda com trufas negras. Além das mostardas e vinagres, a MAILLE é famosa por seus pepinos em conservas (conhecidos como “cornichons”).


Hoje em dia, a experiência da Maison MAILLE em mostarda de Dijon é explicada pela presença dos Maître Moutardiers na elaboração e escolha dos ingredientes de cada produto e o uso de sementes de mostarda da melhor qualidade, a Brassica Juncea. Além disso, a marca francesa tem um processo de produção único, no qual as sementes são cortadas, e não esmagadas, proporcionando uma textura única: tanto suave como cremosa. Os especialistas da Maison MAILLE continuamente exploram, selecionam e combinam os melhores ingredientes, criando sabores e texturas que resultam de séculos de experiência na fabricação de mostardas. Por isso, a autoridade da MAILLE entre as mostardas de Dijon é absoluta e inquestionável, capaz de transformar qualquer prato em algo extraordinário ou completar receitas com um toque de originalidade. Qualquer produto MAILLE é capaz de oferecer um sabor diferente para incrementar receitas do dia a dia ou até mesmo surpreender em uma ocasião especial.


As butiques da mostarda 
A MAILLE é muito mais que uma marca de mostarda, é uma verdadeira grife, que leva a alcunha de Maison. A marca francesa possui seis sofisticadas butiques, localizadas nas cidades de Dijon, Paris (duas unidades), Bordeaux, Londres (inaugurada em 2013) e Nova York (inaugurada em 2014 no bairro de Upper West Side).


Cada uma dessas lojas apresenta a linha completa de produtos da marca: mais de 50 tipos de mostardas de Dijon, 20 vinagres (como o de nozes), molhos, 5 variedades de mostardas frescas, além de maioneses, pepinos em conserva e acessórios de cozinha. Em cada loja, é também possível tirar a mostarda “fresca” diretamente do “pumping” (recipiente parecido com uma chopeira) e acondicioná-la em potes maiores de porcelana fechados com rolha, como manda a tradição. Todo ano a rede de butiques lança sabores diferenciados, exclusivos e em edição limitada, como mostarda com pétalas de violeta e brotos de rabanete; com tomates e alho; com frutas vermelhas; com trufa e aipo; com coco e especiarias; e com damasco seco e curry. Assim, a MAILLE garante inovação e modernidade a uma das marcas mais tradicionais da França.


O primeiro ponto de venda da MAILLE dentro de uma loja (conhecido como Shop in Shop) na América do Sul foi inaugurado em 2015 no Pão de Açúcar do Shopping Iguatemi, em São Paulo, gerando assim uma experiência com a marca além da disposição dos produtos em uma gôndola normal. Os consumidores têm a oportunidade de degustar mostardas frescas de sabores que nunca haviam sido comercializadas no país: com vinho branco, laranja cristalizada e gengibre; com vinho branco, queijo parmesão e manjericão; com queijo Gorgonzola; com Pesto e rúcula; em grãos com vinho branco e azeitonas pretas; com framboesa e manjericão; ou com purê de aipo, vinho branco e lascas de trufas negras. São oito mini boutiques com o mesmo padrão da implantada no Brasil, pelo mundo, nas cidades de Melbourne, Sydney, Montreal, Bruxelas, Amsterdã, Portland e Paris.


Nos Estados Unidos a marca também investe muito em marketing. Um exemplo disso é o MAILLE MUSTARD BAR, um caminhão que percorre várias cidades americanas apresentando as mostardas da marca. É uma espécie de butique móvel, que permite experimentar e comprar as variedades de mostardas da marca francesa.


Os slogans 
Il n’y a que Maille qui m’aille. 
Only Maille can make me smile. (Estados Unidos) 
Do it Maille way. (Reino Unido) 
A mostarda dijon mais famosa do mundo. (Brasil)


Dados corporativos 
● Origem: França 
● Fundação: 1747 
● Fundador: Antoine-Claude Maille 
● Sede mundial: Chevigny-Saint-Sauveur, França 
● Proprietário da marca: Amora Maille Société Industrielle S.A. 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Unilever N.V.) 
● Presidente: Isabelle Duret 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas:
● Presença global: 50 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 300 
● Segmento: Alimentos 
● Principais produtos: Mostardas, vinagres e condimentos 
● Concorrentes diretos: Grey Poupon, Amora, Thomy e Colman’s 
● Slogan: A mostarda dijon mais famosa do mundo. 
● Website: www.maille.com.br 

A marca no mundo 
A MAILLE vende seus produtos, que englobam desde as tradicionais mostardas Dijon, vinagres, maioneses, molhos e condimentos, em mais de 50 países ao redor do mundo, com forte presença no continente Europeu. No Brasil, estão disponíveis sabores como: Original, A L’Ancienne (em grãos), Pimenta Verde, Estragão e Mel. Até hoje a receita original da mostarda MAILLE é um segredo guardado a sete chaves. 

Você sabia? 
O pote e o rótulo de suas tradicionais mostardas permanecem praticamente os mesmos desde 1931. 
Embora seu nome tenha se tornado sinônimo de mostardas de Dijon de alta qualidade, não foi MAILLE o responsável por criar está deliciosa iguaria. O principal responsável pelo surgimento da tradicional mostarda de Dijon, segundo conta a história, foi Jean Naigeon, nascido nesta cidade, e que um dia teve a ideia de substituir um dos componentes originais da mostarda (o Verjus, como é conhecido o suco ácido obtido a partir de uvas verdes não maturadas) por vinagre. Esta aparente pequena alteração resultou em um produto menos ácido, de sabor mais intenso e que logo se tornou um sucesso. Atualmente, a mostarda tradicional de Dijon tem entre seus componentes Verjus, vinagre, vinho branco, sal, grãos de mostarda amarela e marrom e outros ingredientes. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 9/11/2015

30.10.15

SKECHERS


Quer seja um tênis de alta tecnologia para correr, um confortável chinelo para ficar em casa, um tênis infantil cheio de luzinhas para a criançada brincar a vontade ou uma bota para passear, a americana SKECHERS oferece calçados para todos os pés. Com esse leque variado de modelos disponíveis, responde às necessidades dos consumidores em todo o mundo, sendo reconhecida por aliar conforto, alta tecnologia, leveza, qualidade e tendências da moda em seus calçados a preços atrativos. 

A história 
Tudo começou com Robert Greenberg, um veterano da indústria de calçados que em 1983 havia fundado a L.A. Gear, empresa que nos anos seguintes se tornou uma das marcas de calçados e tênis mais populares do mercado americano, especialmente devido à febre da aeróbica entre as mulheres jovens. Após diversos problemas, incluindo financeiros, ele deixou a empresa e, em 1992, juntamente com seu filho Michael, fundou a SKECHERS, em Manhattan Beach, na Califórnia, que inicialmente era apenas uma distribuidora das famosas botas da britânica Dr. Martens. Porém, pouco tempo depois, após desentendimentos com a marca britânica, a empresa resolveu desenvolver e lançar sua própria linha de produtos em 1993. Inicialmente a SKECHERS vendia botas utilitárias masculinas de cano longo e uma pequena linha de tênis para a prática de skate.


O primeiro calçado de relativo sucesso da marca foi o Chrome Dome, lançado em 1993 como um tênis unissex inspirado pelas tendências da moda grunge da época, com enorme solado e tecido desgastado e desbotado. O sucesso entre o público jovem foi tão grande, que a SKECHERS passou vender seus produtos em grandes lojas de departamento do país. Em 1994 a SKECHERS deu seus primeiros passos para se tornar uma marca internacional com o início da distribuição de seus calçados na Austrália, Nova Zelândia, África do Sul e Japão. No ano seguinte a empresa inaugurou sua primeira loja própria na cidade californiana de Manhattan Beach, ingressando assim no varejo calçadista. Pouco depois, em 1997, além de inaugurar sua primeira loja em Nova York, a SKECHERS lançou sua linha de calçados infantis para meninas e meninos. Em 1998 lançou, mesmo que de forma tímida, uma linha de tênis masculino para prática esportiva. A linha feminina seria lançada no ano seguinte. No ano de 2000, com aproximadamente 50 lojas próprias localizadas em cidades turísticas, a marca contratou a primeira celebridade para endossar uma linha de seus produtos: a cantora Britney Spears. O ano seguinte foi marcado pela inauguração de lojas próprias em grandes cidades da Europa, como Londres e Paris.


Já em 2002, além de contratar o ator Robert Downey Jr. para promover a marca internacionalmente, a empresa continuou ingressando em novos mercados no continente europeu e lançou a linha SKECHERS WORK, com calçados voltados para trabalhos profissionais, que exigem durabilidade e conforto para os pés. No ano de 2003 inaugurou novas lojas na Europa (Madri e Amsterdã) e uma loja conceito em plena Times Square, em Nova York, um dos locais turísticos mais movimentados do mundo. Em 2004 iniciou a distribuição direta na Europa através de seis novas subsidiárias e, já no ano seguinte, superou US$ 1 bilhão em faturamento. Pouco depois, dando seguimento ao seu plano de expansão internacional, a empresa inaugurou sua primeira subsidiária na América Latina, localizada no Brasil. Em 2008, com mais de 200 lojas próprias em funcionamento, a SKECHERS inaugurou suas primeiras unidades na China.


Até agosto de 2009 uma empresa de nicho, a SKECHERS lançaria um calçado que a transformaria mundialmente. Era o Shape-Ups, um tênis com solado arredondado e super alto que simulava o caminhar na areia da praia e ajudava a tonificar as pernas e o bumbum, além de melhorar a postura com o tempo. Para alardear sua inovação, a SKECHERS utilizou uma estratégia pouco comum em um mercado dominado por grandes estrelas do esporte. Contratou pseudo-celebridades para endossar suas campanhas publicitárias, como a socialite americana Kim Kardashian e ex-participantes dos reality shows The Bachelor e American Idol. O sucesso foi tamanho, que em 2010, foram vendidos mais de 50 milhões de pares dos tênis “milagrosos”. Em 2011, criou oficialmente a divisão SKECHERS PERFORMANCE™, que oferece tênis esportivos que incorporam tecnologias avançadas, sejam elas para caminhar, treinar ou correr. Essa divisão trabalha em parceria com grandes atletas, que trazem experiência, conhecimento e paixão para o processo de criação de produtos inovadores.


Nos anos seguintes, além de lançar calçados mais casuais para o dia a dia, a empresa iniciou uma promoção mais forte e consistente de seus tênis voltados para o público cativo das academias. Em meados de 2013, a marca inaugurou sua primeira loja em solo brasileiro, localizada na cidade de Brasília, oferecendo as três principais linhas que formam o DNA da SKECHERS: infantil, casual e performance. Um dos grandes sucessos recentes da marca é a palmilha de espuma viscoelástica Memory Foam, empregada nos calçados esportivos e casuais, e que contorna os pés trazendo sensação de conforto imediato. Essa palmilha tem como característica principal a “memória”. A tecnologia faz com que a espuma se comporte de maneiras diferentes, consoante a temperatura. Quando está fria é mais dura e, à medida que fica mais quente, vai-se tornando mais maleável e suave, adaptando-se à forma do pé.


Em pouco mais de duas décadas a SKECHERS se tornou referência por criar um calçado para a prática de corrida com a tecnologia Mid-FootStrike, que induz a pisada com a parte central do pé, promovendo uma passada mais próxima da natural, como se estivesse descalço, o que favorece o desempenho e melhora a postura. Já na linha infantil, líder de vendas no segmento no mercado americano, é também sucesso mundial com os modelos Twinkle Toes, com brilho e aplicações de paetês, cheios de estilo e ares lúdicos. O encantamento para as crianças fica por conta das luzes que acendem em diversas partes do calçado. A linha de performance, ou esportiva, preza a alta tecnologia em seus modelos. O modelo mais vendido da marca e sucesso mundial é o GOwalk, indicado para caminhadas e de extremo conforto, cujo solado permite interagir com qualquer superfície e induz a uma passada natural. Outra novidade é o GOrun 2, uma nova geração de calçados de corrida (pesa apenas 190 gramas), projetado com inovadoras tecnologias que promovem a pisada com o médio pé. Já o modelo GOspeed foi desenvolvido juntamente com o maratonista número 1 dos Estados Unidos, Meb Keflezighi, para que a sensação de impacto na região média do pé seja mínima.


Já os praticantes adaptados à corrida minimalista, os tênis oferecem a tecnologia Resalyte™, um reforço na região da pisada que gera 25% mais amortecimento, aumentando assim também a durabilidade do calçado. A SKECHERS também se destaca pela linha casual que reúne estilo e conforto, além de mostrar o lado fashion da marca, com aplicações, estampas, bordados e design arrojado. Entre as novidades está o modelo Daddy’s Money, tênis de cano alto com salto interno para o público adolescente. A sapatilha feminina Bikers Dollface, em couro liso e camurça, também é sucesso entre o público. Por meio de acordos de licenciamento, a empresa também oferece linhas de vestuário, bolsas, óculos, e muito mais.


A SKECHERS também investe muito em marketing. Dentre as celebridades que endossam os produtos da marca estão o famoso baterista Ringo Starr, a cantora Demi Lovato, a modelo e atriz Kelly Brook, a personalidade da TV Brooke Burke, os lendários jogadores de futebol americano Joe Montana e Joe Namath, as estrelas do beisebol Pete Rose e Mariano Rivera, a vencedora do The Voice americano Danielle Bradbery e o lendário pugilista Sugar Ray Leonard. Além disso, o maratonista Meb Keflezighi, a corredora Kara Goucher e jogador profissional de golfe Matt Kuchar representam a divisão SKECHERS PERFORMANCE™.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos. A primeira alteração ocorreu em 1998 quando a identidade visual ganhou nova tipografia de letra e o tradicional S foi totalmente estilizado, ganhando mais impacto visual. Mais recentemente a marca passou a utilizar como logotipo somente o nome da marca (aplicado em azul-marinho ou azul-claro). Já o tradicional S continua a ser utilizado em seus produtos.


Os slogans 
Go Like Never Before. (linha Skechers Performance) 
Shape up while you walk. (linha Skechers Shape-Ups) 
The shoes that can breathe. (2006) 
From Skechers. (2006) 
Skechers, It’s the S. (1992)


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1992 
● Fundador: Robert e Michael Greenberg 
● Sede mundial: Manhattan Beach, Califórnia, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Skechers USA, Inc. 
● Capital aberto: Sim (1999) 
● Chairman & CEO: Robert Greenberg 
● Presidente: Michael Greenberg 
● Faturamento: US$ 2.38 bilhões (2014) 
● Lucro: US$ 138.8 milhões (2014) 
● Valor de mercado: US$ 5 bilhões (outubro/2015) 
● Lojas: 1.210 
● Presença global: 120 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 2.950 
● Segmento: Calçados e Moda 
● Principais produtos: Calçados, tênis, meias e roupas 
● Concorrentes diretos: Nike, Adidas, New Balance, Puma, Reebok, Under Armour, Crocs, Geox e Timberland 
● Ícones: O tradicional S estilizado 
● Slogan: Go Like Never Before. 
● Website: www.br.skechers.com 

A marca no mundo 
A SKECHERS, uma das maiores empresas produtoras de calçados do mundo, vende sua vasta linha de produtos, que incluem botas, tênis, sapatilhas, chinelos, sandálias, através de 1.210 lojas próprias, loja on-line e grandes varejistas. Com presença em mais de 120 países ao redor do mundo, a empresa faturou US$ 2.38 bilhões em 2014. Nos Estados Unidos é a segunda marca de calçados mais vendida, sendo a líder de vendas no segmento infantil. A empresa projeta, desenvolve e comercializa mais de 3.000 modelos de calçados para homens, mulheres e crianças. 

Você sabia? 
O Centro de Distribuição da empresa em Rancho Belago, na Califórnia, é um dos maiores do mundo, com capacidade para distribuir mais de 100 milhões de calçados todos os anos. 
A SKECHERS tem como filosofia de marketing o mantra “Unseen, Untold, Unsold” (algo como “não visto, não comentado, não vendido”). 
A evolução da SKECHERS como marca se deve, entre outros fatores, à inventividade e originalidade marcantes da Califórnia transmitidas a seus calçados. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 30/10/2015

22.10.15

HUNTER


De frequentadores de festivais à agricultores, entusiastas de acampamento, membros da realeza e fazendeiros, as botas HUNTER são a escolha certa para atividades ao ar livre e lugares potencialmente cheios de lama e encharcados. Super úteis para usar em dias de chuva e clima mais frio, as tradicionais botas de borracha da britânica HUNTER nasceram no “campo de batalha” e se transformaram em um acessório de moda cultuado por celebridades em muitos países do mundo, entre as quais Kate Moss, Katie Holmes, Angelina Jolie e Jennifer Aniston. Com diversos modelos de botas, estilo casual e bem moderno, a HUNTER se tornou uma das queridinhas do mundo fashion. Afinal, faça chuva, faça sol ou neve, está todo mundo usando. 

A história 
A história da HUNTER começou na Escócia, no ano de 1856, quando o americano Henry Lee Norris e seu sócio, o também americano Spencer Thomas Parmelee, fundou a North British Rubber Company, uma fábrica para a produção de itens de borracha. Norris utilizava uma forma inovadora de trabalhar a borracha que aplicava na fabricação de vários objetos, entre os quais pneus, pentes, bolas de golfe e as tradicionais botas de borracha, ideais para o clima e os difíceis terrenos da Grã Bretanha. A empresa ganhou uma enorme ajuda do exército britânico, que solicitou a produção de resistentes botas para os soldados que atuavam nos terrenos encharcados das trincheiras da Primeira Guerra Mundial. Com isso, a produção cresceu muito (ao todo foram mais de 1.18 milhões de pares de botas), assim como seu faturamento. A empresa continuou ganhando notoriedade por sua qualidade ao longo das décadas seguintes.


Durante a Segunda Guerra Mundial, a empresa novamente voltou boa parte de sua produção para suprir as Forças Armadas Britânicas com suas tradicionais botas. Com o final do conflito, as tradicionais botas de borracha começaram, aos poucos, ganhar enorme popularidade entre homens, mulheres e crianças que viviam em regiões com climas úmidos e chuvosos. As botas de borracha preta também foram adotadas por caçadores, pescadores, trabalhadores rurais e pessoas que faziam atividade ao ar livre, como por exemplo, jardineiros. Claro que o clima do Reino Unido (com índice pluviométrico alto) ajudou as botas de borracha a aumentar sua popularidade. Com isso, uma nova fábrica teve que ser construída.


Mas foi no inverno do ano de 1955 que a marca lançou seu modelo mais famoso, a Hunter Original Green Wellington (a bota de cor verde militar), primeira bota ortopédica (mais confortável) feita pela empresa. Também conhecidas como Wellies, abreviatura para Wellington, as botas de montaria (ainda em couro) para uso no campo ganharam esse nome no início do século XIX, quando seu uso foi popularizado entre a nobreza britânica pelo Primeiro Duque de Wellington, Arthur Wellesley. Inicialmente as vendas foram fracas, mas com o tempo o modelo se tornou um verdadeiro sucesso, impulsionando as vendas da marca.


As botas HUNTER ganharam ainda mais impulso e popularidade quando receberam o certificado de fornecedor real (Royal Warrants by Appointment) de calçados impermeáveis do Duque de Edimburgo (em 1977) e da Rainha Elizabeth II (em 1986), o que contribuiu para sua fama de material de qualidade. No final da década de 1980, a HUNTER ingressou no mercado de roupas impermeáveis para a prática de esportes aquáticos. Nos anos seguintes a HUNTER continuou crescendo no mercado e conquistando novos consumidores. No ano de 2004, para comemorar os 50 anos da Hunter Original Green Wellington, a marca lançou no mercado uma linha da tradicional bota de borracha em sete cores diferentes. Era o início da transformação das famosas galochas em acessórios de moda. A coleção ainda continha a linha de botas infantis.


A marca ganhou ainda mais notoriedade no mundo da moda em 2005 quando a bela modelo Kate Moss resolveu aparecer no festival de Glastonbury, um dos mais reconhecidos festivais de música do mundo, com um short curto e um par de galochas da HUNTER. Foi um verdadeiro e frenético sucesso no mundo fashion. A partir deste momento, os profissionais da moda começaram a usar as galochas para compor seus visuais para dias chuvosos. Aproveitando a oportunidade a HUNTER iniciou o lançamento de diversos modelos para serem usados nas cidades, nas baladas, além é óbvio de uma de uma linha especial de galochas para festivais de verão, onde a marca tem forte presença, blindando os pés da galera contra a lama com estilo. Outra novidade foi o lançamento de uma linha de botas que mistura materiais como a borracha e tecidos. A marca também iniciou sua expansão internacional, com a apresentação de suas botas em vários países, como por exemplo, através da inauguração de um showroom em Nova York. Além disso, realizou parcerias com estilistas e designers consagrados para o lançamento de linhas em edições limitadas, como por exemplo, a galocha prateada assinada por Jimmy Choo.


Nos anos seguintes a HUNTER ampliou sua linha de produtos com o lançamento de chinelos (de borracha), sandálias, botas para montaria, além de meias (fabricadas especialmente para serem usadas em suas galochas, deixando um pedaço para fora na parte superior), guarda-chuva, roupas (casacos e capas de chuva com materiais impermeáveis), bolsas, mochilas e acessórios. Mais recentemente a marca lançou um novo modelo de suas tradicionais galochas de cano alto, a Hunter Tall Tour, feita em uma borracha mais maleável, justamente para poder ser dobrada e levada em malas nas viagens. Em 2014, a HUNTER inaugurou sua primeira flagship store (loja âncora) na badala Regent Street, em Londres. A enorme loja de três andares e 1.600 m² oferece todas as coleções da marcas, incluindo calçados, roupas e acessórios, além da linha HUNTER FIELD, que oferece botas e calçados de alto desempenho para atividades ao ar livre.


As botas da linha Original, as mais clássicas da marca, oferecem as versões Tall (cano mais alto), Gloss (com brilho), Short (cano mais curto), Adjustable (com ajuste na lateral), Back Adjustable (com ajuste na parte de trás), Neoprene (nesse material), Snow (ideal para uso na neve), Huntress (com cano mais largo na panturrilha e mais curta, ideal para mulheres de perna mais curta e grossa), Tour (dobrável) e Tour Canvas (dobrável com cano em tecido). Além de cores diferentes, existem modelos que trazem detalhes com listras, com a bandeira do Reino Unido (conhecida como Union Jack) e até peças em metal. A marca ainda oferece outras linhas de botas, como por exemplo, a Balmoral (com visual mais pesado, parecido com botas de couro, e material mais resistente), a Sandhurst (mais justa, no estilo bota de montaria) e a Argyl (voltada para o trabalho no campo).


A linha de botas da HUNTER tem diferentes medidas. Além do tamanho do pé, as botas variam em largura e na altura do cano. O modelo tradicional, a chamado Original Tall, por exemplo, tem o cano bem longo. A bota é feita de um material resistente, possuí design especial, ótima qualidade, solado antiderrapante, além de ser fácil de limpar e proteger os pés do frio e da água. Consideradas as melhores botas de borracha do mundo, os modelos da HUNTER são capazes de proteger os pés das condições mais adversas, sempre em grande estilo e com o maior conforto. E mesmo sem chuva, lama ou poças, usar HUNTER é um estilo descolado.


A identidade visual 
A HUNTER utiliza dois logotipos distintos, um para imagem corporativa (que possui os brasões reais, indicando ser fornecedora oficial do Duque de Edimburgo e da Rainha Elizabeth II) e outro estampado em seus produtos (que ganha bordas vermelhas). Nas botas esse último logotipo é usado na parte frontal.


Dados corporativos 
● Origem: Escócia 
● Fundação: 1856 
● Fundador: Henry Lee Norris e Spencer Thomas Parmelee 
● Sede mundial: Edimburgo, Escócia 
● Proprietário da marca: Hunter Boot Ltd. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: James Seuss 
● Diretor criativo: Alasdhair Willis 
● Faturamento: £95 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 1 
● Presença global: 35 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 500 
● Segmento: Moda 
● Principais produtos: Botas, galochas, calçados e acessórios 
● Concorrentes diretos: Burberry, Le Chameau, Palladium, Aigle, Chooka e Kamik 
● Ícones: A galocha em tom verde militar 
● Website: www.hunterboots.com 

A marca no mundo 
Atualmente a linha de produtos da HUNTER, que além das famosas galochas (em diversos modelos, cores e texturas), oferece sapatos e até sandálias, além de itens como capas de chuva, casacos, guarda-chuva, meias para galochas e bolsas, é comercializada em mais de 35 países ao redor do mundo. Os produtos da marca são vendidos através de seu comércio online, badaladas lojas de departamentos e varejistas especializados em calçados, além da única loja própria da HUNTER, localizada em Londres. 

Você sabia? 
Até a princesa Diana apareceu desfilando as botas HUNTER minutos antes de seu casamento. 
As botas originais da HUNTER são feitas de borracha vulcanizada com forro de náilon ou malha. Embora sempre evoluindo, a marca permanece fiel à fabricação original em 28 partes. 
Para a limpeza das botas, a marca oferece a Hunter Boots Shine, uma esponja de silicone que dá um acabamento polido imediato, além de um spray específico. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 22/10/2015