25.10.16

DOTZ


Fidelizar e gerar vendas. É exatamente isso que a DOTZ faz. É uma marca jovem e dinâmica, que conta com uma equipe apaixonada pela sua causa: ser a moeda que faz a vida render mais – para as pessoas e para as empresas. Tudo para que milhões de pessoas troquem DZ, sua moeda virtual, por produtos, serviços e viagens. A DOTZ é a receita para a fidelidade. 

A história 
Tudo começou quando os irmãos Roberto e Alexandre Chade, com a ajuda de seu pai, Oswaldo, um proeminente advogado paulista, resolveram aproveitar o boom das empresas de internet e enxergaram no mundo virtual uma enorme oportunidade. Foi então que no mês de outubro de 2000 eles fundaram a DOTZ, uma empresa de fidelidade por coalizão. Nascia assim o DOTZ, moeda virtual que podia ser trocada por prêmios. O modelo da nova empresa não era propriamente novo. Foi inspirado nos programas de fidelidade do Canadá, berço desse tipo de negócio. Inicialmente a empresa trabalhava somente com lojas de comércio eletrônico. Mas aí veio o estouro da bolha da internet e os clientes simplesmente desapareceram de repente. Eles não desistiram da ideia e correram atrás de novos clientes. Até 2007, a empresa enfrentou um longo período de desafios. Além da persistência, a DOTZ adotou uma estratégia clara para amealhar clientes e resolveu apostar fora do eixo Rio-São Paulo e, de preferência, em parceria com empresas com presença local e regional. Esses varejistas estavam sedentos por ferramentas que os aproximassem do consumidor. Outra estratégia acertada foi reunir todos os varejistas em torno do nome DOTZ, permitindo o uso da moeda virtual em uma grande rede de parceiros.


Em 2009, a empresa canadense LoyaltyOne, focada no segmento de fidelização por coalizão em redes de varejo, como supermercados, livrarias e postos de gasolina, comprou 31% de participação na DOTZ. Este fato permitiu uma grande mudança. Isto porque até este momento, a DOTZ atuou basicamente na internet. Nesse meio tempo, angariou aproximadamente 1.5 milhões de usuários em seu sistema, que permitia a troca de pontos obtidos na compra de empresas parceiras por produtos e serviços. Às vésperas de completar sua primeira década de existência, a empresa resolveu literalmente cair no mundo real, investindo pesado no varejo físico. A empresa escolheu a cidade de Belo Horizonte, mercado considerado exigente e difícil, como piloto para testar a nova fase. Firmou parceria com 70 empresas, que incluíam nomes como Banco do Brasil, a rede de postos Ale Combustíveis, Bob’s e a rede de supermercados Super Nosso, em um total de 300 pontos de venda, para distribuição de um cartão de coalizão (antigamente denominado programa multifidelidade). A ambição era ousada: transformar a DOTZ na segunda moeda de compra do consumidor brasileiro. Em pouco mais de um ano, aproximadamente 500 mil habitantes da capital mineira – 35% da população – aderiram ao programa de fidelidade. A experiência tão bem-sucedida começou então a ser replicada em outras cidades do país.


Nos anos seguintes sua principal aposta foi a popularização do modelo de coalizão, que, ao contrário dos programas de milhagem tradicionais, baseados principalmente na oferta de passagens aéreas gratuitas, dá aos consumidores um leque maior de alternativas para utilizar os pontos adquiridos. Além disso, ingressou em novos mercados, como por exemplo, o interior do estado de São Paulo e Fortaleza, em 2012. Com isso, a empresa fechou 2013 com 11.5 milhões de consumidores cadastrados e atuação em nove praças, entre as quais o interior de São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Paraná, Santa Catarina, por exemplo. Ainda este ano foi lançado o Aplicativo Dotz, permitindo aos clientes a realização de cadastro, consulta de saldos e extratos, localização de parceiros por geolocalização e a troca de DOTZ por produtos, alguns exclusivos pelo canal.


Em 2014, a DOTZ, tradicionalmente voltada ao varejo, avançou sobre os setores de telecomunicações, brinquedos e materiais esportivos com seu programa de fidelidade. Além disso, ingressou em Goiânia. No ano seguinte a empresa ingressou no enorme mercado do Rio de Janeiro. Mais recentemente, a DOTZ desenvolveu uma nova tecnologia. Na correria do dia a dia, o benefício de acumular os pontos do programa de fidelidade em uma compra pode ser esquecido. Pensando nisso, a DOTZ criou uma extensão no navegador Google Chrome chamado Ganhe Dotz. Com ele, toda vez que o cliente entrar em uma loja parceira, ele vai ser avisado que pode ganhar DOTZ na sua compra. Além disso, a empresa investiu no shopping virtual - market place -, onde disponibiliza toda a lista de produtos que podem ser comprados com o resgate de pontos do programa.


Atualmente a missão da DOTZ é ajudar o varejo a aumentar tanto o faturamento quanto a margem das vendas, oferecendo soluções completas e integradas em fidelização, fazendo com que seus clientes tenham crescimento e resultados. A empresa faz isso atuando em duas grandes frentes: a fidelização de clientes e a inteligência de mercado. A primeira linha de atuação tem um nome autoexplicativo. Ou seja, uma empresa contrata a DOTZ para tomar conta do seu programa de fidelização. Ela, por sua vez, mune esse varejista da tecnologia e do conhecimento necessários para tocar o programa. Os clientes dessas empresas fazem compras e, por meio delas, acumulam pontos DOTZ. Esses pontos podem ser trocados por produtos ou vantagens (descontos, por exemplo) em toda a rede de parceiros da DOTZ. Por exemplo, uma compra de supermercado gera pontos que podem ser usados, por exemplo, no posto de gasolina. Na segunda frente de atuação, os softwares da DOTZ refinam o comportamento de compra do consumidor cadastrado no sistema de benefícios. É possível, com isso, identificar os produtos que ele mais adquire, o valor médio e a frequência das compras, além de mudanças no hábito de consumo. Com as informações, o varejista pode traçar táticas de marketing mais eficazes.


Os slogans 
Sua moeda para a vida render mais. 
A sua segunda moeda. 
A sua poderosa moeda de troca.



Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: Outubro de 2000 
● Fundador: Roberto e Alexandre Chade 
● Sede mundial: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Companhia Brasileira De Soluções De Marketing 
● Capital aberto: Não 
● Presidente: Roberto Chade 
● Faturamento: R$ 415 milhões (2015) 
● Lucro: Não divulgado 
● Clientes: 20 milhões 
● Presença global: Não (presente somente no Brasil) 
● Funcionários: 500 
● Segmento: Fidelização 
● Principais produtos: Programas de relacionamento, fidelização e incentivo 
● Concorrentes diretos: Multiplus, Smiles, Netpoints, Livelo e LTM 
● Ícones: As bolinhas laranjas e o símbolo DZ 
● Slogan: Sua moeda para a vida render mais. 
● Website: www.dotz.com.br

A marca no Brasil 
A DOTZ, maior programa de fidelidade do Brasil por número de participantes, são 20 milhões de consumidores cadastrados, está presente em 13 estados do país, que compreendem mais de 690 cidades. Os maiores mercados da empresa são Belo Horizonte, interior de São Paulo e Rio de Janeiro. Com faturamento de R$ 415 milhões em 2015, a empresa possui uma rede conveniada superior a 9 mil estabelecimentos e tem mais de 10 mil resgates por dia. Hoje em dia o varejo físico representa 90% dos negócios da empresa. A DOTZ tem foco no varejo, onde as principais empresas (são mais de 450) que integram a base de acúmulo e resgate de pontos são redes de supermercados, de vestuário, de postos de combustíveis e de farmácias, além de serviços, como a Vivo, de telefonia. 

Você sabia? 
Alexandre Chade, ao criar a DOTZ, primeiro programa de fidelidade para comércio eletrônico do Brasil, não era um aventureiro neste segmento. Ele participou da criação da Smart Club, programa de fidelidade idealizado pelos postos Shell e o banco Bradesco em 1998. 
A família Chade controla 63% da empresa. Os outros 37% pertencem ao grupo canadense LoyaltyOne, que administra o maior programa de fidelidade do Canadá. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Forbes, Isto é Dinheiro, Época Negócios e Exame), jornais (Valor Econômico, Folha, Estadão e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 


Última atualização em 25/10/2016

14.10.16

ORIFLAME


Pessoas que trabalham juntas, que partilham sonhos, acreditam na beleza e que obtêm resultados através da venda de cosméticos naturais de alta qualidade e confiabilidade para milhões de consumidores. Esta é a filosofia da marca sueca ORIFLAME, uma das maiores empresas de vendas diretas de cosméticos do mundo. 

A história 
A empresa foi fundada em um pequeno escritório na fria cidade de Estocolmo na Suécia pelos irmãos af Jochnick, Jonas e Robert, e o amigo Bengt Hellsten, para vender cosméticos naturais no mercado sueco e dinamarquês. O nome da empresa foi inspirado em uma bandeira real da França medieval aberta somente no campo de batalha. Nos primeiros anos as revendedoras da ORIFLAME não tinham catálogos e as vendas aconteciam através do sistema Party Plan, isto é, elas organizavam pequenas reuniões em sua casa ou em locais apropriados e faziam a demonstração dos produtos, promovendo assim a sua venda. Inicialmente elas vendiam cremes para a pele, batons e máscaras para cílios. Os produtos de cuidado da pele eram derivados de extratos de ervas e vegetais com origem na natureza sueca e eram ligeiramente aromatizados para diminuir a probabilidade de provocar alergias. Os fundadores foram pioneiros em definir desde o início que os produtos nunca seriam testados em animais. Essa filosofia permanece até os dias de hoje.


Nos três anos seguintes a empresa começou a vender seus produtos na Finlândia (1968), Noruega (1969) e no Reino Unido (1970). Foi somente em 1972 que a ORIFLAME começou a abandonar o sistema de vendas Party Plan, e decidiu adotar um sistema de vendas One-to-one, tendo como base um catálogo que exibia todos os produtos e as vantagens de cada um. O primeiro catálogo foi ilustrado por Robert, um dos irmãos fundadores da empresa, e era um pequeno folheto só com uma página impressa. Deste primeiro catálogo foram feitas aproximadamente 31.000 cópias e distribuídas para revendedoras da marca. Foi também neste ano que a empresa se expandiu para o mercado holandês. Depois de ingressar no mercado espanhol em 1978, no ano seguinte, como resultado constante do crescimento de suas vendas, os irmãos decidiram construir uma fábrica em Dublin, na Irlanda. Esta fábrica permitia-lhes ganhar mais controle sobre a qualidade dos produtos e sobre as entregas, reduzindo assim a dependência que tinham de seus fornecedores.


A década de 1980 foi marcada pela expansão e diversificação. Após o enorme sucesso no continente europeu, a ORIFLAME decidiu que havia chegado a hora de ingressar em mercados maiores e mais desafiadores, como por exemplo, a Ásia e a América Latina. Não só apostou na sua expansão geográfica, como ampliou a quantidade de produtos vendidos, incluindo perfumes, maquiagens, produtos para o cuidado dos cabelos e até uma pequena linha de joias. Os anos de 1990 foram marcados por um explosivo crescimento da empresa, que ingressou em novos mercados como República Checa, Turquia, Grécia, Peru, Índia, Equador, Marrocos, Egito e Colômbia. Apesar desta rápida expansão surgiram também diversos desafios, como por exemplo, a crise financeira da Rússia, em 1998. E a ORIFLAME, pressionada pelo enorme crescimento teve que rever sua cadeia produtiva para fabricar em maior escala. Com isso, fechou a fábrica em Dublin e mudou toda a sua produção para duas outras unidades, uma em Varsóvia (Polônia) e outra em Nova Deli (Índia). Em 2000 a ORIFLAME atingiu o número de 1 milhão de revendedoras independentes no mundo inteiro.


Em 2004, a ORIFLAME abriu seu capital na Bolsa de Valores, e o dinheiro levantado foi utilizado para mais um ciclo de expansão. Em 2006, quando a China voltou a permitir a venda direta em seu território, a ORIFLAME não perdeu tempo e conseguiu a licença para ingressar neste enorme mercado consumidor, sendo a primeira empresa europeia de venda direta a comercializar cosméticos naquele país. Contudo, a expansão desta marca para novos mercados foi bem maior, tendo ingressado em diversos outros países. Em 2008 a ORIFLAME ampliou sua linha de produtos com o lançamento de suplementos nutricionais. Nos anos seguintes suas vendas aumentaram consideravelmente, especialmente depois do ingresso em alguns países do continente africano. Depois de ter sido duramente atingida pela turbulência na Rússia, seu maior mercado, a empresa sueca anunciou sua chegada no mercado brasileiro a partir de março de 2017.


Geleia Real foi o primeiro produto da marca, sendo um dos mais vendidos até os dias de hoje. Inicialmente, foi  lançado como creme de contorno para os olhos, mas rapidamente começou a ser utilizado para hidratar as zonas secas da pele, pois o produto é conhecido pelas suas propriedades regeneradoras, cicatrizantes, nutritivas e suavizantes. Essa linha foi ampliada com a Geleia Real de Caramelo (2009), a Geleia Real de Baunilha e mais recentemente uma edição limitada de um produto campeão de vendas, a Geleia Real de Chocolate. Outra linha popular da marca é a EcoBeauty, que oferece produtos de cuidados nutritivos puros para a pele. Por isso, são selecionados alguns dos ingredientes e extratos mais sofisticados, naturais e orgânicos - repletos de benefícios da natureza e sem parabenos – oferecendo a pele o melhor que a natureza pode dar.


A vida de um produto ORIFLAME começa no Instituto de Pesquisa da Pele, localizado na cidade de Estocolmo, onde os mais recentes avanços científicos são utilizados para criar tecnologias exclusivas, e muitas das quais patenteadas, que colocam a marca um passo à frente da concorrência. Estas novas tecnologias são então repassadas aos cientistas do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento, cujo papel principal é criar fórmulas que se adaptem a uma linha já existente ou que tenham potencial para criar novos produtos, acompanhando sempre as tendências da moda e respondendo às necessidades das consumidoras. Só então essas novas fórmulas e produtos são produzidos e vendidos. E o mais importante para ORIFLAME é criar um produto que os consumidores adorem.


A evolução visual 
A identidade visual da marca sofreu algumas alterações ao longo dos anos, como pode ser visto na imagem abaixo.


Os slogans 
Your Dreams, Our Inspiration. (2013) 
Natural Swedish Cosmetics.


Dados corporativos 
● Origem: Suécia 
● Fundação: 1967 
● Fundador: Jonas e Robert af Jochnick e Bengt Hellsten 
● Sede mundial: Schaffhausen, Suíça e Estocolmo, Suécia 
● Proprietário da marca: Oriflame Holding AG 
● Capital aberto: Sim (2004) 
● Chariman: Alexander af Jochnick 
● CEO & Presidente: Magnus Brännström 
● Faturamento: €1.21 bilhões (2015) 
● Lucro: €43.2 milhões (2015) 
● Valor de mercado: US$ 1.9 bilhões (outubro/2016) 
● Revendedoras: 3 milhões 
● Presença global: 62 países 
● Presença no Brasil: Sim (a partir de 2017) 
● Funcionários: 7.500 
● Segmento: Vendas diretas de cosméticos 
● Principais produtos: Maquiagens, produtos para a pele, perfumes e acessórios 
● Concorrentes diretos: Avon, Mary Kay, Amway, Aloette, Forever Living, L’Bel, Yves Rocher e Natura 
● Slogan: Your Dreams, Our Inspiration. 
● Website: www.oriflame.com 

A marca no mundo 
Atualmente a ORIFLAME, uma das maiores empresas de vendas direta do mundo, possui mais de 3 milhões de representantes (chamadas de Assessores de Beleza) em mais de 60 países ao redor do mundo. Com faturamento de €1.21 bilhões em 2015, a empresa comercializa um vasto portfólio com mil produtos no segmento de beleza para o cuidado da pele, cabelo e corpo, fragrâncias, maquiagens, acessórios, produtos de bem-estar e acessórios. A ORIFLAME disponibiliza um novo catálogo às suas revendedoras a cada 3 ou 4 semanas. A empresa possui cinco unidades de produção localizadas na Polônia, China, Rússia e Índia, além de um moderno Centro de Pesquisa com mais de 150 cientistas. 


Você sabia? 
A ORIFLAME foi uma das primeiras empresas do setor a utilizar extratos vegetais em produtos para a pele e usar ingredientes de fontes vegetais renováveis. Hoje em dia, muitos de seus produtos utilizam ingredientes derivados de frutas, flores e plantas. 
A empresa nunca perdeu de vista seu conceito de negócio original: Produtos Cosméticos Naturais Suecos vendidos de amigo a amigo


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), jornais (Valor Econômico, Folha e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 


Última atualização em 14/10/2016

5.10.16

Best Global Brands 2016


Este é o ranking de 2016 das 100 mais valiosas marcas do mundo criado pela renomada consultoria de marketing/branding Interbrand (clique para ver mais detalhes), empresa que foi fundada na cidade de Londres em 1974. Os valores representam bilhões de dólares. Basta clicar no link de cada marca para acessar ao perfil exclusivo de cada uma preparado pelo Mundo das Marcas. 

1. Apple (Estados Unidos) - US$ 178.119   
2. Google (Estados Unidos) - US$ 133.252   
3. Coca-Cola (Estados Unidos) - US$ 73.102 
4. Microsoft (Estados Unidos) - US$ 72.795 
5. Toyota (Japão) - US$ 53.580   
6. IBM (Estados Unidos) - US$ 52.500  
7. Samsung (Coréia do Sul) - US$ 51.808   
8. Amazon (Estados Unidos) - US$ 50.338  
9. Mercedes-Benz (Alemanha) - US$ 43.490 
10. GE (Estados Unidos) - US$ 43.130   
11. BMW (Alemanha) - US$ 41.535 
12. McDonald’s (Estados Unidos) - US$ 39.381    
13. Disney (Estados Unidos) - US$ 38.790  
14. Intel (Estados Unidos) - US$ 36.952 
15. Facebook (Estados Unidos) - US$ 32.593 
16. Cisco (Estados Unidos) - US$ 30.948   
17. Oracle (Estados Unidos) - US$ 26.552  
18. Nike (Estados Unidos) - US$ 25.034   
19. Louis Vuitton (França) - US$ 23.998   
20. H&M (Suécia) - US$ 22.681  
21. Honda (Japão) - US$ 22.106 
22. SAP (Alemanha) - US$ 21.293 
23. Pepsi (Estados Unidos) - US$ 20.265   
24. Gilette (Estados Unidos) - US$ 19.950   
25. American Express (Estados Unidos) - US$ 18.358  
26. Ikea (Suécia) - US$ 17.834   
27. Zara (Espanha) - US$ 16.766   
28. Pampers (Estados Unidos) - US$ 16.134  
29. UPS (Estados Unidos) - US$ 15.333   
30. Budweiser (Estados Unidos) - US$ 15.099  
31. J.P. Morgan (Estados Unidos) - US$ 14.227  
32. Ebay (Estados Unidos) - US$ 13.136  
33. Ford (Estados Unidos) - US$ 12.962   
34. Hermès (França) - US$ 12.833  
35. Hyundai (Coréia do Sul) - US$ 12.547  
36. Nescafé (Suíça) - US$ 12.517   
37. Accenture (Estados Unidos) - US$ 12.033 
38. Audi (Alemanha) - US$ 11.799  
39. Kellogg’s (Estados Unidos) - US$ 11.711 
40. Volkswagen (Alemanha) - US$ 11.436  
41. Philips (Holanda) - US$ 11.336 
42. Canon (Japão) - US$ 11.081 
43. Nissan (Japão) - US$ 11.066   
44. Hewlett Packard Enterprise (Estados Unidos) - US$ 11.027  
45. L’Oréal (França) - US$ 10.930   
46. AXA (França) - US$ 10.579 
47. HSBC (Reino Unido) - US$ 10.458   
48. HP (Estados Unidos) - US$ 10.386   
49. Citi (Estados Unidos) - US$ 10.276   
50. Porsche (Alemanha) - US$ 9.537   
51. Allianz (Alemanha) - US$ 9.528   
52. Siemens (Alemanha) - US$ 9.415  
53. Gucci (Itália) - US$ 9.385  
54. Goldman Sachs (Estados Unidos) - US$ 9.378  
55. Danone (França) - US$ 9.197   
56. Nestlé (Suíça) - US$ 8.708  
57. Colgate (Estados Unidos) - US$ 8.413  
58. Sony (Japão) - US$ 8.315  
59. 3M (Estados Unidos) - US$ 8.199  
60. Adidas (Alemanha) - US$ 7.885   
61. Visa (Estados Unidos) - US$ 7.747   
62. Cartier (França) - US$ 7.738 
63. Adobe (Canadá) - US$ 7.586 
64. Starbucks (Estados Unidos) - US$ 7.490   
65. Morgan Stanley (Estados Unidos) - US$ 7.200 
66. Thomson Reuters (Canadá) - US$ 6.830  
67. Lego (Dinamarca) - US$ 6.691   
68. Panasonic (Japão) - US$ 6.365  
69. Kia (Coréia do Sul) - US$ 6.326  
70. Santander (Espanha) - US$ 6.223   
71. Discovery (Estados Unidos) - US$ 5.944   
72. Huawei (China) - US$ 5.835 
73. Johnson & Johnson (Estados Unidos) - US$ 5.790  
74. Tiffany & Co. (Estados Unidos) - US$ 5.761  
75. KFC (Estados Unidos) - US$ 5.742 
76. Mastercard (Estados Unidos) - US$ 5.736   
77. DHL (Estados Unidos) - US$ 5.708 
78. Land Rover (Reino Unido) - US$ 5.696 
79. Fedex (Estados Unidos) - US$ 5.579 
80. Harley-Davidson (Estados Unidos) - US$ 5.527   
81. Prada (Itália) - US$ 5.504  
82. Caterpillar (Estados Unidos) - US$ 5.425 
83. Burberry (Reino Unido) - US$ 5.362  
84. Xerox (Estados Unidos) - US$ 5.290  
85. Jack Daniel’s (Estados Unidos) - US$ 5.193   
86. Sprite (Estados Unidos) - US$ 5.148   
87. Heineken (Holanda) - US$ 5.123   
88. Mini (Reino Unido) - US$ 4.986 
89. Dior (França) - US$ 4.909  
90. PayPal (Estados Unidos) - US$ 4.839   
91. John Deere (Estados Unidos) - US$ 4.815   
92. Shell (Holanda) - US$ 4.599  
93. Corona (México) - US$ 4.509   
94. MTV (Estados Unidos) - US$ 4.320 
95. Johnnie Walker (Reino Unido) - US$ 4.317  
96. Smirnoff (Reino Unido) - US$ 4.252   
97. Moët & Chandon (França) - US$ 4.118   
98. Ralph Lauren (Estados Unidos) - US$ 4.092   
99. Lenovo (China) - US$ 4.045   
100. Tesla Motors (Estados Unidos) - US$ 4.011  


29.9.16

DADINHO


Quem não conhece aquele doce quadradinho, da embalagem prateada com estrelas, feito à base de amendoim, que é sucesso entre crianças e adultos? Dispensando apresentação, DADINHO, o quadradinho de amendoim mais amado do Brasil, carrega o gostinho nostálgico e incomparável da infância, há mais de 60 anos. Hoje, o produto a base amendoim é uma das guloseimas mais famosas do Brasil, ultrapassando fronteiras, gerações e décadas, e ainda conquistando milhões de fãs. 

A história 
Tudo começou quando a Dizioli, uma tradicional fábrica de doces e chocolates queria lançar um novo produto no mercado para homenagear os 400 anos da cidade de São Paulo, em 1954. Foi então que a empresa lançou no mercado paulista um delicioso doce macio feito à base de amendoim em formato de pequenos cubos. Batizado inicialmente de IV Centenário, a guloseima vinha envolta em um papel metálico, um dos primeiros produtos nacionais a utilizar este tipo de papel metalizado como embalagem e uma grande novidade para a época. Por coincidência ou não, um marco nas comemorações dos 400 anos de São Paulo foi a chuva de prata, com triângulos de papel prateado jogados do céu por aviões. A embalagem original era inspirada na comemoração do IV centenário da cidade de São Paulo e repleta de simbolismo: dentro de círculos azuis, em dois tamanhos, estava gravado a imponente Espiral, símbolo criado pelo arquiteto Oscar Niemeyer para a celebração da data histórica.


Devido ao enorme sucesso, rapidamente em virtude de seu formato inusitado, que mais parecia um pequeno dado de seis faces, a nova guloseima foi apelidada pelos consumidores de “Dadinho”. A empresa percebendo este fato logo rebatizou o produto oficialmente para DADINHO. Nas décadas seguintes, DADINHO ganhou enorme popularidade, vendido de forma avulsa e sendo presença constante nos caixas de bares, pequenas vendas, bancas de jornal e padarias. Outro fator que impulsionou as vendas da guloseima foi o fato de que DADINHO era dado como complemento de troco para os consumidores. Durante décadas essa guloseima permaneceu na memória de muitos adultos como símbolo da infância.


Nos anos de 1980 DADINHO ganhou enorme exposição nacional ao patrocinar o popular programa de televisão do Fofão. Com isso, se tornou ainda mais popular entre as crianças, ocorrendo um considerável aumento nas vendas. Além disso, DADINHO passou a ser distribuído em outros estados do país. O tradicional cubo de pasta de amendoim foi fabricado pela Dizioli até a década de 1980, quando foi vendido. Após esse período, DADINHO foi fabricado por outras empresas, até ser adquirido por seu atual proprietário, a Bono Gusto, que terceiriza a produção para a Doce Sabor.


“Filho único” por mais de 60 anos, no mês de março de 2016, DADINHO, o tradicional doce de amendoim quadradinho, ganhou uma família de produtos: Dadinho Creme (a versão cremosa de DADINHO em um pote de 180 gramas, ideal para o café da manhã e companhia perfeita para biscoitos doces e salgados, no pão ou até mesmo para rechear a tapioca), Wafer Dadinho Cremoso (irresistível biscoito wafer, crocante e super recheado com pasta de amendoim), Lanchinho Dadinho Cremoso (mini wafers recheados, ideais para lanches rápidos ou entre uma refeição e outra) e Bombom Wafer Dadinho (combinação perfeita do wafer crocante, recheado com Dadinho cremoso e cobertura de chocolate), que chegaram ao mercado para alavancar as vendas da marca através da extensão de produtos. Além dos novos formatos, as tradicionais embalagens do produto, nas versões 90 gramas, 180 gramas, 600 gramas, 700 gramas e 900 gramas, ganharam novo visual. A distribuição dos novos produtos, inicialmente restrita a São Paulo, foi rapidamente ampliada para os estados do Paraná, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio de Janeiro.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou recentemente, em 2016, por uma reformulação. O novo logotipo teve as letras alinhadas e adotou uma nova tipografia.


As embalagens da tradicional guloseima também ganharam um novo design, onde o amarelo ganhou mais brilho e ares modernos e acentuados.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Lançamento: 1954 
● Criador: Dizioli 
● Sede mundial: Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Bono Gusto Indústria e Terceirização de Alimentos Ltda. 
● Capital aberto: Não 
● Presidente: Paschoal Del Matto 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: Não (somente presente no Brasil) 
● Segmento: Doces 
● Principais produtos: Balas, bolachas e creme de amendoim 
● Concorrentes diretos: Paçoquita, Amor, Butter Toffees, Nutella, Bauducco, PassaTempo, Triunfo e Aymoré 
● Ícones: A embalagem metálica 
● Slogan: Desde 1954. É um atrás do outro. 

A marca no Brasil 
Atualmente a marca DADINHO oferece uma deliciosa e irresistível linha de produtos, que inclui, além do tradicional doce quadradinho de amendoim, uma versão cremosa e biscoitos recheados. A marca tem forte presença nos estados do sul e sudeste. Por mês, são produzidas 200 toneladas do tradicional doce de amendoim quadradinho. 

Você sabia? 
Como o amendoim é um produto clássico e típico das festas juninas, as vendas de DADINHO nessa época do ano disparam. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Época Negócios, Exame e Embalagem Marca), jornais (Meio Mensagem e Valor Econômico), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 29/9/2016

20.9.16

UGG®


Elas são confortáveis, apesar de esquisitas. Afinal mais parece uma espécie de pantufa de cano alto forrada por dentro com lã de ovelha e couro de carneiro por fora. Mas são aconchegantes para os pés em climas frios. E se tornaram um verdadeiro fenômeno entre as celebridades e no mundo da moda. Elas são as botas da marca UGG®, que se transformou em uma das mais desejadas do mundo. 

A história 
Para contar a história da UGG® é preciso primeiro saber a origem dessas botas que fizeram a marca famosa. Existe uma saudável disputa, entre a Austrália e a Nova Zelândia, por quem pode dizer que foi o inventor deste estilo de bota feita com couro de carneiro e lã de ovelha. Porém, segundo conta a história, essas botas se tornaram popular nas praias da Baía de Byron, onde os surfistas australianos começaram a usar calçados com couro de carneiro e forrados com lã de ovelha para se aquecerem entre as baterias. Localizada na margem leste do continente australiano, a Baía de Byron ostenta mares de água cristalina com famosos pontos para a prática de surfe. As décadas de 1960 e 1970 foram marcadas pelo descobrimento desses pontos pelos surfistas que se dirigiam aos locais e permaneciam por semanas e, durante sua estadia, buscavam maneiras de manter os pés quentes e secos. Como a Austrália é abundante em couro de carneiro e lã de ovelha, os surfistas passaram a desenvolver artesanalmente uma espécie de bota que manteria a umidade longe de seus pés. Outra história conta que elas foram criadas por tosquiadores para impedir que os dedos dos pés congelassem nos galpões em que trabalhavam. Deixando a disputa pela criação do calçado de lado, surge outra polêmica em relação ao nome: descritas como ugs, uggs ou ughs (trocadilhos com a palavra “ugly”, ou feio) devido a sua aparência nada bonita. Segundo muitos, as botas receberam seu nome na Primeira Guerra Mundial, quando pilotos australianos usaram “uggs voadoras”, ou botas de couro de carneiro que ficavam bem acima do joelho para impedir que suas pernas congelassem nas cabines despressurizadas dos aviões da época.


Já a história da marca UGG® começou no ano de 1978 quando o jovem surfista australiano Brian Smith chegou à costa sul da Califórnia trazendo uma mala com algumas dúzias das tradicionais botas de couro de carneiro (forradas com lã), na esperança de que os surfistas locais compartilhassem a paixão que ele desenvolvera pelo produto em sua terra natal. As praias da Califórnia sempre foram o epicentro de um estilo de vida relaxado e casual, levando Brian a achar este clima perfeito para estas botas. Os exemplares foram vendidos rapidamente e Brian percebeu um enorme potencial para o produto. Foi então que ele, com apenas US$ 500, fundou a marca UGG® AUSTRALIA e começou as vendas. Estas inesquecíveis botas, inicialmente importadas da Austrália, e a sensação única que proporcionavam rapidamente se disseminaram entre os surfistas, estabelecendo inicialmente a UGG® como uma marca masculina. Em meados de 1980, a marca passou a ser um símbolo do estilo de vida e da cultura dos californianos, ganhando espaço em lojas de surfe e outros estabelecimentos, por toda a costa da Califórnia, desde San Diego e San Francisco a Santa Cruz. Além disso, por ser um modelo unissex, as mulheres começaram a usar as botas.


Rapidamente as botas da UGG® alcançaram o mercado além da praia, surgindo aos poucos em grandes e pequenas cidades e, no inverno, passaram a ser vendidas em lojas de esqui, se tornando tendência em badaladas estações de esqui como Aspen e Vail, ambas no estado do Colorado. Em agosto de 1995 e com vendas que alcançavam mais de US$ 18 milhões, chamou a atenção da Deckers, uma empresa que vendia sandálias, que comprou a UGG® AUSTRALIA e começou a transformar suas botas em calçados de luxo. Em 1998 a coleção da UGG® era constituída por duas botas (cano alto e cano baixo), quatro chinelos e alguns modelos de calçados casuais. Foi então que a empresa começou a investir em branding, distribuição (para lojas mais premium e selecionadas, como a Nordstrom) e estratégia de marketing para tornar a UGG® uma marca mais conhecida entre os consumidores de alto poder aquisitivo. A curiosidade da mídia catapultou rapidamente as botas UGG® para as revistas de moda mais emblemáticas o que contribuiu para que elas se tornassem populares nos lugares mais cosmopolitas do mundo, aparecendo nas ruas de Nova York, Londres ou Amsterdã.


A história da marca começaria a mudar a partir da década de 2000, quando suas botas literalmente começaram a cair no gosto das celebridades e do mundo da moda, ganhando ainda mais visibilidade depois que a carismática apresentadora Oprah Winfrey declarou seu amor por suas botas UGG® em seu popular programa de televisão. O impacto foi instantâneo. As botas começaram a aparecer nos pés de celebridades como Sarah Jessica Parker, Kate Hudson, Avril Lavigne, Sienna Miller e Cameron Diaz, e invadiram a cultura popular, se tornando presença constante nos sets de gravação do seriado Sex and the City. Tudo isso ajudou a transformá-la em uma marca cultuada. E esse enorme interesse pelas botas chegou aos fabricantes das “uggs genéricas” na Austrália, criando então uma polêmica que parece não ter fim. Embora as botas já fossem, havia décadas, produzidas por um pequeno segmento industrial na Austrália, a imagem caseira delas contrastava bruscamente com a imagem sofisticada que a UGG® cultivava nos Estados Unidos.


O investimento para transformar as botas UGG® em ícones fashion deu resultado e, a partir de 2004, elas começaram a ser presença constante nas passarelas de moda em Paris, Milão e Nova York. Foi um verdadeiro sucesso. Além disso, em 2006 a UGG® começou a inaugurar suas primeiras lojas próprias em cidades como Nova York (no badalado bairro do SoHo) e Tóquio e a ganhar espaço também nos mercados da Europa e Ásia. Pouco depois, em 2009, a marca em parceria com o estilista Jimmy Choo lançou uma coleção de botas que se tornou um enorme sucesso. Nos anos seguintes, a UGG® inaugurou novas lojas (decoradas com mobílias em dois tons de cáqui, românticas luzes indiretas e prateleiras de alumínio polido) em cidades como San Francisco, Chicago, Honolulu e Nova York, que nada se pareciam com as acanhadas lojas de família e postos de gasolina na Austrália em que “botas ugg genéricas” ainda são vendidas.


Além disso, marca a UGG® diversificou sua linha de produtos com o lançamento de calçados para bebês e crianças, sapatilhas, botas de couro, pantufas, sandálias, sapatos casuais, meias, luvas, gorros, acessórios (como bolsas) e até uma linha de roupas. E, em 2013, a marca lançou sua primeira linha Home, composta por tapetes, cobertores, travesseiros e outras peças para casa. Pouco depois, a marca apresentou o material UGGpure, uma luxuosa lã natural tecida em um suporte durável, que melhora a experiência geral do produto. Mais recentemente em 2016 e após 38 anos, a UGG® apresentou a nova geração de seu popular modelo de bota. Batizada de Classic II e tendo como embaixadora global a bela Huntington-Whiteley, o novo modelo inclui uma sola exterior com a tecnologia Treadlite para uma maior tração e amortização enquanto a tecnologia Scotchgard™ Protector ajuda a repelir a água e as manchas, tornando-as mais duráveis, leves e confortáveis. Outra novidade foi a inauguração de uma moderna loja dentro do complexo Disney Springs em Orlando, onde é possível encontrar coleções exclusivas da marca baseadas em personagens da Disney.


Apesar do enorme sucesso, as botas UGG® são uma das maiores polêmicas do universo da moda. Afinal, há quem ame e defenda que o modelo é extremamente confortável e esquenta os pés. E há quem odeie argumentando que, além de muito cara, o volume extra da bota deixa a silhueta do corpo sem harmonia. Mesmo assim, é um sucesso extraordinário quando se pensa que na Austrália, até anos atrás, essas botas de couro de carneiro eram um produto rejeitado e ninguém com um mínimo de amor próprio aceitaria ser visto fora de casa com o calçado. Mas sejam as botas rejeitadas ou respeitadas, elas se tornaram um fenômeno no segmento mundial de calçados. Afinal, o conforto de uma bota UGG®, pode facilmente tornar-se uma experiência única, onde o luxo autêntico vai muito mais além da qualidade dos materiais deste icônico calçado.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou recentemente por uma mudança: a palavra “Australia” foi abolida e a marca passou a se chamar somente UGG®.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1978 
● Fundador: Brian Smith 
● Sede mundial: Goleta, Califórnia, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Deckers Outdoor Corporation 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Dave Powers 
● Faturamento: US$ 918 milhões (2015/2016) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 150 
● Presença global: 100 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Moda de luxo 
● Principais produtos: Botas, sapatos, roupas e acessórios 
● Concorrentes diretos: Aussie Uggs, Timberland, Wolverine e Hunter 
● Ícones: As botas de couro de carneiro forradas com lã de ovelha 
● Slogan: Your fashion, our passion. 
● Website: www.ugg.com 

A marca no mundo 
Atualmente a marca UGG®, que pertence a Deckers Outdoor Corporation, vende seus produtos (além das famosas botas forradas com lã de ovelha, uma diversificada linha de calçados, roupas a acessórios) em mais de 100 países ao redor do mundo. Os produtos são vendidos através de aproximadamente 150 lojas próprias e em renomadas lojas de departamento. 

Você sabia? 
A expressão “Botas Ugg” é um termo genérico utilizado na Austrália e Nova Zelândia para botas de couro de carneiro. E a tremenda expansão da popularidade das botas UGG® nos últimos anos foi acompanhada de uma polêmica que, invariavelmente, acaba nos tribunais. No processo de transformar um calçado utilitário em um ícone onipresente da moda, a UGG®, motivou uma disputa internacional de patente que envolveu políticos, mudou a moda e mexeu com o nacionalismo dos australianos. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), jornais (The Wall Street Journal), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 20/9/2016

10.9.16

SPOTIFY


A música ao alcance dos seus dedos. Assim pode ser definido o SPOTIFY, mais popular serviço de música online (streaming) do mundo. Afinal, com o serviço é fácil encontrar a música certa para cada momento, quer seja no smartphone, computador ou tablet. Existem milhões de faixas de música. Não importa se você está malhando, em uma festa ou apenas relaxando, a música certa está sempre em suas mãos. Novos lançamentos, o que está bombando nas paradas e as melhores playlists para o seu momento. Escolha o que quer ouvir ou deixe o SPOTIFY surpreendê-lo. 

A história 
Tudo começou com Daniel Ek, um empreendedor sueco que aos 14 anos começou a desenvolver websites para negócios locais e, em seguida, construiu seus próprios servidores, oferecendo serviços de hospedagem na internet. Após abandonar a faculdade, fundou a empresa de anúncios online Advertigo, a qual vendeu em 2006 para a sueca Tradedoubler, uma companhia de marketing com base nos resultados que oferece um conjunto amplo de serviços para meios digitais. Aos 23 anos Daniel Ek estava milionário. Mas seu ímpeto empreendedor não o deixou sossegar. Ele tinha a ideia de criar um serviço como o Napster, só que legal. Unindo suas duas grandes paixões, a informática e a música, finalmente no mês de abril de 2006 ele, juntamente com Martin Lorentzon, co-fundador da Tradedoubler, fundou o SPOTIFY. Baseados na cidade sueca de Estocolmo, os dois investiram milhões de dólares e contrataram engenheiros e programadores para estruturar o serviço, entre os quais estava o criador do µTorrent, Ludvig Strigeus. Afinal, a dupla sabia que a velocidade de entrega seria um diferencial à parte do novo serviço. A ideia era entregar uma nova forma de desfrutar o prazer de ouvir uma boa música. Bastava instalar e ouvir, sem restrições e sem precisar esperar por demorados downloads. Teria que ser simples, divertido, instantâneo e social. Foram mais de dois anos desenvolvendo o serviço e negociando com as gravadoras e artistas, que ainda não estavam convencidas do potencial em ganhar dinheiro com o SPOTIFY. Mas toparam. Afinal, naquela época a pirataria, especialmente na Suécia, era enorme (lembrem-se do PirateBay).


O aplicativo foi lançado oficialmente no dia 7 de outubro de 2008 em mercados como Suécia, Finlândia, Noruega, Reino Unido e Espanha, oferecendo um serviço de música por streaming (uma tecnologia que envia informações multimídia, através da transferência de dados, utilizando redes de computadores, especialmente a internet). Inicialmente oferecia a versão gratuita disponível apenas por convite (batizada de SPOTIFY FREE, com limites de horas para escutar música e suportada por publicidade, semelhante a uma rádio tradicional) e a versão paga (batizada de SPOTIFY PREMIUM, sem publicidade e limites de horas). Em 2009, a empresa fechou importantes acordos com nomes de peso da indústria fonográfica, como Universal Music, Sony BMG, EMI Music, Warner Music Group, além de outras três grandes gravadoras e selos independentes, como Merlin e The Orchard, para alimentar de forma legal seu acervo de música, que crescia constantemente.


No dia 18 de maio de 2010, a empresa anunciou mais dois tipos de contas disponíveis: o SPOTIFY UNLIMITED, equivalente ao serviço Premium, mas sem suporte móvel; e o SPOTIFY OPEN, uma versão reduzida dos recursos da versão gratuita, que permitia aos usuários ouvir 20 horas de música por mês. No dia 15 de setembro, o serviço anunciou que já tinha aproximadamente 10 milhões de usuários, incluindo 2.5 milhões de usuários com assinaturas pagas. Durante esse ano, a empresa pagou mais de €45 milhões para seus licenciadores (gravadoras e artistas), além de ingressar em novos mercados como a Holanda. Finalmente no dia 14 de julho de 2011, o SPOTIFY lançou seu serviço nos Estados Unidos, após atrasos e anos de negociações com as quatro grandes gravadoras locais. O serviço também passou a ser oferecido na Áustria, Bélgica e Suíça. No final deste ano, introduziu o serviço SPOTIFY Apps que tornou possível para os desenvolvedores de terceiros contribuir para aplicações HTML5 que poderiam ser hospedados dentro da área de trabalho do player SPOTIFY. Os aplicativos fornecidos apresentavam recursos como letras sincronizadas, revisões de música e playlists por curadoria.


Depois de ingressar na Alemanha em 2011, ao final de 2012, o SPOTIFY atingiu a marca de 20 milhões de usuários (5 milhões pagos). O ano de 2013 foi marcado por uma enorme expansão geográfica de seus serviços com o lançamento em mais de 25 países como Itália, Polônia, Portugal, México, Hong Kong, Malásia, Argentina, Grécia, Taiwan, Turquia, Chile, República Checa e Uruguai. Em março de 2014, lançou o aplicativo de promoção Spotify Premium for Students, com uma oferta de desconto para a sua assinatura mensal direcionada a estudantes universitários nos Estados Unidos. Outra novidade foi o lançamento de uma nova API Web, que permite aos desenvolvedores de terceiros integrarem o conteúdo do SPOTIFY em seus próprios aplicativos. Além disso, criou o SPOTIFY FAMILY, um plano pago para até seis familiares (morando na mesma residência). Este ano também foi marcado pelo lançamento oficial do SPOTIFY no mercado canadense e brasileiro (neste em 28 de maio), oferecendo uma assinatura gratuita, suportada por anunciantes e com limitações de recursos; e a versão paga (com direito a acesso offline, fazer downloads e não precisar de rede para escutar sua música). Provando o sucesso do negócio, em abril de 2015, o SPOTIFY recebeu mais uma rodada de investimentos, no valor de US$ 526 milhões, do banco Goldman Sachs e de um fundo soberano de Abu Dhabi.


No ano de 2016, o SPOTIFY, líder mundial de música online (streaming), chegou a um acordo sobre o pagamento de direitos autorais nos Estados Unidos, um passo para evitar eventuais ações judiciais no futuro. Em junho de 2016, o serviço de transmissão online de música anunciou que sua base de usuários ativos atingiu 100 milhões, resultado do ingresso da empresa em novos mercados e mesmo apesar da pesada competição com rivais poderosos como Apple Music e Google Music, além de outros serviços populares, como o francês Deezer. Apesar do SPOTIFY ter chegado para mudar o jeito com o que as pessoas consomem música digital e ser cada vez mais popular, o serviço ainda não é uma unanimidade. Um exemplo disso aconteceu em 2014 quando a cantora Taylor Swift retirou suas músicas do serviço alegando que não era recompensada devidamente. A polêmica, acreditem, deu ainda mais visibilidade ao SPOTIFY, especialmente nos Estados Unidos. Porém muitos acreditam que o futuro da empresa é promissor. Primeiro pelo fato da própria natureza do serviço, uma vez que com o streaming as pessoas muito mais livres para ouvirem música da forma que quiserem (sem estarem presas aos CDs físicos). E o SPOTIFY acredita, também, que grandes lançamentos serão exclusivos da plataforma em um futuro próximo.


Atualmente, o SPOTIFY oferece uma vasta biblioteca musical onde os usuários podem criar playlists e navegar pelas coleções de músicas de amigos, artistas e celebridades. Também oferece o SPOTIFY RÁDIO, que permite aos usuários acessar inúmeras estações modeladas por artistas e gêneros musicais. A versão gratuita do serviço de streaming inclui anúncios e é acessível a partir de um desktop, laptop, TV, PlayStation ou dispositivo móvel (mas com limitação de horas de músicas escutadas). Na versão paga o usuário é capaz de acessar todos os recursos do SPOTIFY online ou offline, sem qualquer publicidade e em qualquer dispositivo, com uma qualidade de áudio melhor. Além disso, o SPOTIFY pode ser integrado com redes sociais (como o Facebook) e os amigos da sua lista também podem ouvir o que você está escutando.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por apenas duas acentuadas remodelações em sua identidade visual. A primeira aconteceu no ano de 2013 quando o SPOTIFY apresentou seu novo logotipo: uma nova tipografia de letra e novas cores (verde e preta). Em 2015 a marca remodelou novamente seu logotipo. Desta vez apenas uma suave atualização, principalmente na questão das cores (tom de verde mais claro).


O atual logotipo da marca é bem mais flexível em sua aplicação, podendo ganhar várias cores, de acordo com a situação.


O tradicional ícone (com as ondas sonoras) que identifica o SPOTIFY em desktops também evoluiu com o passar dos anos.


Os slogans 
Music for everyone. (2014) 
For Music. (2013) 
All the music. All the time. 
Play any song, any time. 
Everyone loves music. (2009) 
Música para todos. (Brasil)


Dados corporativos 
● Origem: Suécia 
● Lançamento: 7 de outubro de 2008 
● Criadores: Daniel Ek e Martin Lorentzon 
● Sede mundial: Londres, Inglaterra 
● Proprietário da marca: Spotify Ltd. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Daniel Ek 
● Faturamento: €1.9 bilhões (2015) 
● Lucro: - €184.5 milhões (2015) 
● Usuários: 100 milhões 
● Presença global: 60 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 2.000 
● Segmento: Entretenimento 
● Principais produtos: Música online (streaming) 
● Concorrentes diretos: Apple Music, Deezer, Google Music, SoundCloud, Napster, Tidal, Qobuz e Pandora 
● Slogan: Music for everyone. 
● Website: www.spotify.com.br 

A marca no mundo 
Atualmente o SPOTIFY conta com mais de 100 milhões de usuários, dos quais 30 milhões pagos (a maior base de assinantes pagos de música digital no mundo), em mais de 60 países. O serviço, disponível em 50 idiomas e dialetos, oferece mais de 30 milhões de músicas de gravadoras como Sony Music, EMI, Warner Music Group e Universal Music, além de 2 bilhões de playlists. Ao lado do México, o Brasil está entre os 10 principais mercados da empresa no mundo. 

Você sabia? 
Segundo muitos, o nome da marca vem da união das palavras spot e identify, algo como descobrir e identificar em inglês. 
Anualmente a empresa transfere 80% de sua receita a gravadoras e artistas. Isto significa que desde 2008, a indústria fonográfica faturou mais de US$ 3 bilhões através do SPOTIFY. O serviço remunera os artistas de acordo com a quantidade de reproduções das músicas. 
O Spotify Ltd. opera como empresa mãe, com sede em Londres. Já o Spotify AB lida com pesquisa e desenvolvimento em Estocolmo. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Isto é Dinheiro, Época Negócios e Exame), jornais (Valor Econômico, Folha e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 10/9/2016