29.9.16

DADINHO


Quem não conhece aquele doce quadradinho, da embalagem prateada com estrelas, feito à base de amendoim, que é sucesso entre crianças e adultos? Dispensando apresentação, DADINHO, o quadradinho de amendoim mais amado do Brasil, carrega o gostinho nostálgico e incomparável da infância, há mais de 60 anos. Hoje, o produto a base amendoim é uma das guloseimas mais famosas do Brasil, ultrapassando fronteiras, gerações e décadas, e ainda conquistando milhões de fãs. 

A história 
Tudo começou quando a Dizioli, uma tradicional fábrica de doces e chocolates queria lançar um novo produto no mercado para homenagear os 400 anos da cidade de São Paulo, em 1954. Foi então que a empresa lançou no mercado paulista um delicioso doce macio feito à base de amendoim em formato de pequenos cubos. Batizado inicialmente de IV Centenário, a guloseima vinha envolta em um papel metálico, um dos primeiros produtos nacionais a utilizar este tipo de papel metalizado como embalagem e uma grande novidade para a época. Por coincidência ou não, um marco nas comemorações dos 400 anos de São Paulo foi a chuva de prata, com triângulos de papel prateado jogados do céu por aviões. A embalagem original era inspirada na comemoração do IV centenário da cidade de São Paulo e repleta de simbolismo: dentro de círculos azuis, em dois tamanhos, estava gravado a imponente Espiral, símbolo criado pelo arquiteto Oscar Niemeyer para a celebração da data histórica.


Devido ao enorme sucesso, rapidamente em virtude de seu formato inusitado, que mais parecia um pequeno dado de seis faces, a nova guloseima foi apelidada pelos consumidores de “Dadinho”. A empresa percebendo este fato logo rebatizou o produto oficialmente para DADINHO. Nas décadas seguintes, DADINHO ganhou enorme popularidade, vendido de forma avulsa e sendo presença constante nos caixas de bares, pequenas vendas, bancas de jornal e padarias. Outro fator que impulsionou as vendas da guloseima foi o fato de que DADINHO era dado como complemento de troco para os consumidores. Durante décadas essa guloseima permaneceu na memória de muitos adultos como símbolo da infância.


Nos anos de 1980 DADINHO ganhou enorme exposição nacional ao patrocinar o popular programa de televisão do Fofão. Com isso, se tornou ainda mais popular entre as crianças, ocorrendo um considerável aumento nas vendas. Além disso, DADINHO passou a ser distribuído em outros estados do país. O tradicional cubo de pasta de amendoim foi fabricado pela Dizioli até a década de 1980, quando foi vendido. Após esse período, DADINHO foi fabricado por outras empresas, até ser adquirido por seu atual proprietário, a Bono Gusto, que terceiriza a produção para a Doce Sabor.


“Filho único” por mais de 60 anos, no mês de março de 2016, DADINHO, o tradicional doce de amendoim quadradinho, ganhou uma família de produtos: Dadinho Creme (a versão cremosa de DADINHO em um pote de 180 gramas, ideal para o café da manhã e companhia perfeita para biscoitos doces e salgados, no pão ou até mesmo para rechear a tapioca), Wafer Dadinho Cremoso (irresistível biscoito wafer, crocante e super recheado com pasta de amendoim), Lanchinho Dadinho Cremoso (mini wafers recheados, ideais para lanches rápidos ou entre uma refeição e outra) e Bombom Wafer Dadinho (combinação perfeita do wafer crocante, recheado com Dadinho cremoso e cobertura de chocolate), que chegaram ao mercado para alavancar as vendas da marca através da extensão de produtos. Além dos novos formatos, as tradicionais embalagens do produto, nas versões 90 gramas, 180 gramas, 600 gramas, 700 gramas e 900 gramas, ganharam novo visual. A distribuição dos novos produtos, inicialmente restrita a São Paulo, foi rapidamente ampliada para os estados do Paraná, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio de Janeiro.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou recentemente, em 2016, por uma reformulação. O novo logotipo teve as letras alinhadas e adotou uma nova tipografia.


As embalagens da tradicional guloseima também ganharam um novo design, onde o amarelo ganhou mais brilho e ares modernos e acentuados.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Lançamento: 1954 
● Criador: Dizioli 
● Sede mundial: Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Bono Gusto Indústria e Terceirização de Alimentos Ltda. 
● Capital aberto: Não 
● Presidente: Paschoal Del Matto 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: Não (somente presente no Brasil) 
● Segmento: Doces 
● Principais produtos: Balas, bolachas e creme de amendoim 
● Concorrentes diretos: Paçoquita, Amor, Butter Toffees, Nutella, Bauducco, PassaTempo, Triunfo e Aymoré 
● Ícones: A embalagem metálica 
● Slogan: Desde 1954. É um atrás do outro. 

A marca no Brasil 
Atualmente a marca DADINHO oferece uma deliciosa e irresistível linha de produtos, que inclui, além do tradicional doce quadradinho de amendoim, uma versão cremosa e biscoitos recheados. A marca tem forte presença nos estados do sul e sudeste. Por mês, são produzidas 200 toneladas do tradicional doce de amendoim quadradinho. 

Você sabia? 
Como o amendoim é um produto clássico e típico das festas juninas, as vendas de DADINHO nessa época do ano disparam. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Época Negócios, Exame e Embalagem Marca), jornais (Meio Mensagem e Valor Econômico), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 29/9/2016

20.9.16

UGG®


Elas são confortáveis, apesar de esquisitas. Afinal mais parece uma espécie de pantufa de cano alto forrada por dentro com lã de ovelha e couro de carneiro por fora. Mas são aconchegantes para os pés em climas frios. E se tornaram um verdadeiro fenômeno entre as celebridades e no mundo da moda. Elas são as botas da marca UGG®, que se transformou em uma das mais desejadas do mundo. 

A história 
Para contar a história da UGG® é preciso primeiro saber a origem dessas botas que fizeram a marca famosa. Existe uma saudável disputa, entre a Austrália e a Nova Zelândia, por quem pode dizer que foi o inventor deste estilo de bota feita com couro de carneiro e lã de ovelha. Porém, segundo conta a história, essas botas se tornaram popular nas praias da Baía de Byron, onde os surfistas australianos começaram a usar calçados com couro de carneiro e forrados com lã de ovelha para se aquecerem entre as baterias. Localizada na margem leste do continente australiano, a Baía de Byron ostenta mares de água cristalina com famosos pontos para a prática de surfe. As décadas de 1960 e 1970 foram marcadas pelo descobrimento desses pontos pelos surfistas que se dirigiam aos locais e permaneciam por semanas e, durante sua estadia, buscavam maneiras de manter os pés quentes e secos. Como a Austrália é abundante em couro de carneiro e lã de ovelha, os surfistas passaram a desenvolver artesanalmente uma espécie de bota que manteria a umidade longe de seus pés. Outra história conta que elas foram criadas por tosquiadores para impedir que os dedos dos pés congelassem nos galpões em que trabalhavam. Deixando a disputa pela criação do calçado de lado, surge outra polêmica em relação ao nome: descritas como ugs, uggs ou ughs (trocadilhos com a palavra “ugly”, ou feio) devido a sua aparência nada bonita. Segundo muitos, as botas receberam seu nome na Primeira Guerra Mundial, quando pilotos australianos usaram “uggs voadoras”, ou botas de couro de carneiro que ficavam bem acima do joelho para impedir que suas pernas congelassem nas cabines despressurizadas dos aviões da época.


Já a história da marca UGG® começou no ano de 1978 quando o jovem surfista australiano Brian Smith chegou à costa sul da Califórnia trazendo uma mala com algumas dúzias das tradicionais botas de couro de carneiro (forradas com lã), na esperança de que os surfistas locais compartilhassem a paixão que ele desenvolvera pelo produto em sua terra natal. As praias da Califórnia sempre foram o epicentro de um estilo de vida relaxado e casual, levando Brian a achar este clima perfeito para estas botas. Os exemplares foram vendidos rapidamente e Brian percebeu um enorme potencial para o produto. Foi então que ele, com apenas US$ 500, fundou a marca UGG® AUSTRALIA e começou as vendas. Estas inesquecíveis botas, inicialmente importadas da Austrália, e a sensação única que proporcionavam rapidamente se disseminaram entre os surfistas, estabelecendo inicialmente a UGG® como uma marca masculina. Em meados de 1980, a marca passou a ser um símbolo do estilo de vida e da cultura dos californianos, ganhando espaço em lojas de surfe e outros estabelecimentos, por toda a costa da Califórnia, desde San Diego e San Francisco a Santa Cruz. Além disso, por ser um modelo unissex, as mulheres começaram a usar as botas.


Rapidamente as botas da UGG® alcançaram o mercado além da praia, surgindo aos poucos em grandes e pequenas cidades e, no inverno, passaram a ser vendidas em lojas de esqui, se tornando tendência em badaladas estações de esqui como Aspen e Vail, ambas no estado do Colorado. Em agosto de 1995 e com vendas que alcançavam mais de US$ 18 milhões, chamou a atenção da Deckers, uma empresa que vendia sandálias, que comprou a UGG® AUSTRALIA e começou a transformar suas botas em calçados de luxo. Em 1998 a coleção da UGG® era constituída por duas botas (cano alto e cano baixo), quatro chinelos e alguns modelos de calçados casuais. Foi então que a empresa começou a investir em branding, distribuição (para lojas mais premium e selecionadas, como a Nordstrom) e estratégia de marketing para tornar a UGG® uma marca mais conhecida entre os consumidores de alto poder aquisitivo. A curiosidade da mídia catapultou rapidamente as botas UGG® para as revistas de moda mais emblemáticas o que contribuiu para que elas se tornassem populares nos lugares mais cosmopolitas do mundo, aparecendo nas ruas de Nova York, Londres ou Amsterdã.


A história da marca começaria a mudar a partir da década de 2000, quando suas botas literalmente começaram a cair no gosto das celebridades e do mundo da moda, ganhando ainda mais visibilidade depois que a carismática apresentadora Oprah Winfrey declarou seu amor por suas botas UGG® em seu popular programa de televisão. O impacto foi instantâneo. As botas começaram a aparecer nos pés de celebridades como Sarah Jessica Parker, Kate Hudson, Avril Lavigne, Sienna Miller e Cameron Diaz, e invadiram a cultura popular, se tornando presença constante nos sets de gravação do seriado Sex and the City. Tudo isso ajudou a transformá-la em uma marca cultuada. E esse enorme interesse pelas botas chegou aos fabricantes das “uggs genéricas” na Austrália, criando então uma polêmica que parece não ter fim. Embora as botas já fossem, havia décadas, produzidas por um pequeno segmento industrial na Austrália, a imagem caseira delas contrastava bruscamente com a imagem sofisticada que a UGG® cultivava nos Estados Unidos.


O investimento para transformar as botas UGG® em ícones fashion deu resultado e, a partir de 2004, elas começaram a ser presença constante nas passarelas de moda em Paris, Milão e Nova York. Foi um verdadeiro sucesso. Além disso, em 2006 a UGG® começou a inaugurar suas primeiras lojas próprias em cidades como Nova York (no badalado bairro do SoHo) e Tóquio e a ganhar espaço também nos mercados da Europa e Ásia. Pouco depois, em 2009, a marca em parceria com o estilista Jimmy Choo lançou uma coleção de botas que se tornou um enorme sucesso. Nos anos seguintes, a UGG® inaugurou novas lojas (decoradas com mobílias em dois tons de cáqui, românticas luzes indiretas e prateleiras de alumínio polido) em cidades como San Francisco, Chicago, Honolulu e Nova York, que nada se pareciam com as acanhadas lojas de família e postos de gasolina na Austrália em que “botas ugg genéricas” ainda são vendidas.


Além disso, marca a UGG® diversificou sua linha de produtos com o lançamento de calçados para bebês e crianças, sapatilhas, botas de couro, pantufas, sandálias, sapatos casuais, meias, luvas, gorros, acessórios (como bolsas) e até uma linha de roupas. E, em 2013, a marca lançou sua primeira linha Home, composta por tapetes, cobertores, travesseiros e outras peças para casa. Pouco depois, a marca apresentou o material UGGpure, uma luxuosa lã natural tecida em um suporte durável, que melhora a experiência geral do produto. Mais recentemente em 2016 e após 38 anos, a UGG® apresentou a nova geração de seu popular modelo de bota. Batizada de Classic II e tendo como embaixadora global a bela Huntington-Whiteley, o novo modelo inclui uma sola exterior com a tecnologia Treadlite para uma maior tração e amortização enquanto a tecnologia Scotchgard™ Protector ajuda a repelir a água e as manchas, tornando-as mais duráveis, leves e confortáveis. Outra novidade foi a inauguração de uma moderna loja dentro do complexo Disney Springs em Orlando, onde é possível encontrar coleções exclusivas da marca baseadas em personagens da Disney.


Apesar do enorme sucesso, as botas UGG® são uma das maiores polêmicas do universo da moda. Afinal, há quem ame e defenda que o modelo é extremamente confortável e esquenta os pés. E há quem odeie argumentando que, além de muito cara, o volume extra da bota deixa a silhueta do corpo sem harmonia. Mesmo assim, é um sucesso extraordinário quando se pensa que na Austrália, até anos atrás, essas botas de couro de carneiro eram um produto rejeitado e ninguém com um mínimo de amor próprio aceitaria ser visto fora de casa com o calçado. Mas sejam as botas rejeitadas ou respeitadas, elas se tornaram um fenômeno no segmento mundial de calçados. Afinal, o conforto de uma bota UGG®, pode facilmente tornar-se uma experiência única, onde o luxo autêntico vai muito mais além da qualidade dos materiais deste icônico calçado.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou recentemente por uma mudança: a palavra “Australia” foi abolida e a marca passou a se chamar somente UGG®.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1978 
● Fundador: Brian Smith 
● Sede mundial: Goleta, Califórnia, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Deckers Outdoor Corporation 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Dave Powers 
● Faturamento: US$ 918 milhões (2015/2016) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 150 
● Presença global: 100 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Moda de luxo 
● Principais produtos: Botas, sapatos, roupas e acessórios 
● Concorrentes diretos: Aussie Uggs, Timberland, Wolverine e Hunter 
● Ícones: As botas de couro de carneiro forradas com lã de ovelha 
● Slogan: Your fashion, our passion. 
● Website: www.ugg.com 

A marca no mundo 
Atualmente a marca UGG®, que pertence a Deckers Outdoor Corporation, vende seus produtos (além das famosas botas forradas com lã de ovelha, uma diversificada linha de calçados, roupas a acessórios) em mais de 100 países ao redor do mundo. Os produtos são vendidos através de aproximadamente 150 lojas próprias e em renomadas lojas de departamento. 

Você sabia? 
A expressão “Botas Ugg” é um termo genérico utilizado na Austrália e Nova Zelândia para botas de couro de carneiro. E a tremenda expansão da popularidade das botas UGG® nos últimos anos foi acompanhada de uma polêmica que, invariavelmente, acaba nos tribunais. No processo de transformar um calçado utilitário em um ícone onipresente da moda, a UGG®, motivou uma disputa internacional de patente que envolveu políticos, mudou a moda e mexeu com o nacionalismo dos australianos. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), jornais (The Wall Street Journal), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 20/9/2016

10.9.16

SPOTIFY


A música ao alcance dos seus dedos. Assim pode ser definido o SPOTIFY, mais popular serviço de música online (streaming) do mundo. Afinal, com o serviço é fácil encontrar a música certa para cada momento, quer seja no smartphone, computador ou tablet. Existem milhões de faixas de música. Não importa se você está malhando, em uma festa ou apenas relaxando, a música certa está sempre em suas mãos. Novos lançamentos, o que está bombando nas paradas e as melhores playlists para o seu momento. Escolha o que quer ouvir ou deixe o SPOTIFY surpreendê-lo. 

A história 
Tudo começou com Daniel Ek, um empreendedor sueco que aos 14 anos começou a desenvolver websites para negócios locais e, em seguida, construiu seus próprios servidores, oferecendo serviços de hospedagem na internet. Após abandonar a faculdade, fundou a empresa de anúncios online Advertigo, a qual vendeu em 2006 para a sueca Tradedoubler, uma companhia de marketing com base nos resultados que oferece um conjunto amplo de serviços para meios digitais. Aos 23 anos Daniel Ek estava milionário. Mas seu ímpeto empreendedor não o deixou sossegar. Ele tinha a ideia de criar um serviço como o Napster, só que legal. Unindo suas duas grandes paixões, a informática e a música, finalmente no mês de abril de 2006 ele, juntamente com Martin Lorentzon, co-fundador da Tradedoubler, fundou o SPOTIFY. Baseados na cidade sueca de Estocolmo, os dois investiram milhões de dólares e contrataram engenheiros e programadores para estruturar o serviço, entre os quais estava o criador do µTorrent, Ludvig Strigeus. Afinal, a dupla sabia que a velocidade de entrega seria um diferencial à parte do novo serviço. A ideia era entregar uma nova forma de desfrutar o prazer de ouvir uma boa música. Bastava instalar e ouvir, sem restrições e sem precisar esperar por demorados downloads. Teria que ser simples, divertido, instantâneo e social. Foram mais de dois anos desenvolvendo o serviço e negociando com as gravadoras e artistas, que ainda não estavam convencidas do potencial em ganhar dinheiro com o SPOTIFY. Mas toparam. Afinal, naquela época a pirataria, especialmente na Suécia, era enorme (lembrem-se do PirateBay).


O aplicativo foi lançado oficialmente no dia 7 de outubro de 2008 em mercados como Suécia, Finlândia, Noruega, Reino Unido e Espanha, oferecendo um serviço de música por streaming (uma tecnologia que envia informações multimídia, através da transferência de dados, utilizando redes de computadores, especialmente a internet). Inicialmente oferecia a versão gratuita disponível apenas por convite (batizada de SPOTIFY FREE, com limites de horas para escutar música e suportada por publicidade, semelhante a uma rádio tradicional) e a versão paga (batizada de SPOTIFY PREMIUM, sem publicidade e limites de horas). Em 2009, a empresa fechou importantes acordos com nomes de peso da indústria fonográfica, como Universal Music, Sony BMG, EMI Music, Warner Music Group, além de outras três grandes gravadoras e selos independentes, como Merlin e The Orchard, para alimentar de forma legal seu acervo de música, que crescia constantemente.


No dia 18 de maio de 2010, a empresa anunciou mais dois tipos de contas disponíveis: o SPOTIFY UNLIMITED, equivalente ao serviço Premium, mas sem suporte móvel; e o SPOTIFY OPEN, uma versão reduzida dos recursos da versão gratuita, que permitia aos usuários ouvir 20 horas de música por mês. No dia 15 de setembro, o serviço anunciou que já tinha aproximadamente 10 milhões de usuários, incluindo 2.5 milhões de usuários com assinaturas pagas. Durante esse ano, a empresa pagou mais de €45 milhões para seus licenciadores (gravadoras e artistas), além de ingressar em novos mercados como a Holanda. Finalmente no dia 14 de julho de 2011, o SPOTIFY lançou seu serviço nos Estados Unidos, após atrasos e anos de negociações com as quatro grandes gravadoras locais. O serviço também passou a ser oferecido na Áustria, Bélgica e Suíça. No final deste ano, introduziu o serviço SPOTIFY Apps que tornou possível para os desenvolvedores de terceiros contribuir para aplicações HTML5 que poderiam ser hospedados dentro da área de trabalho do player SPOTIFY. Os aplicativos fornecidos apresentavam recursos como letras sincronizadas, revisões de música e playlists por curadoria.


Depois de ingressar na Alemanha em 2011, ao final de 2012, o SPOTIFY atingiu a marca de 20 milhões de usuários (5 milhões pagos). O ano de 2013 foi marcado por uma enorme expansão geográfica de seus serviços com o lançamento em mais de 25 países como Itália, Polônia, Portugal, México, Hong Kong, Malásia, Argentina, Grécia, Taiwan, Turquia, Chile, República Checa e Uruguai. Em março de 2014, lançou o aplicativo de promoção Spotify Premium for Students, com uma oferta de desconto para a sua assinatura mensal direcionada a estudantes universitários nos Estados Unidos. Outra novidade foi o lançamento de uma nova API Web, que permite aos desenvolvedores de terceiros integrarem o conteúdo do SPOTIFY em seus próprios aplicativos. Além disso, criou o SPOTIFY FAMILY, um plano pago para até seis familiares (morando na mesma residência). Este ano também foi marcado pelo lançamento oficial do SPOTIFY no mercado canadense e brasileiro (neste em 28 de maio), oferecendo uma assinatura gratuita, suportada por anunciantes e com limitações de recursos; e a versão paga (com direito a acesso offline, fazer downloads e não precisar de rede para escutar sua música). Provando o sucesso do negócio, em abril de 2015, o SPOTIFY recebeu mais uma rodada de investimentos, no valor de US$ 526 milhões, do banco Goldman Sachs e de um fundo soberano de Abu Dhabi.


No ano de 2016, o SPOTIFY, líder mundial de música online (streaming), chegou a um acordo sobre o pagamento de direitos autorais nos Estados Unidos, um passo para evitar eventuais ações judiciais no futuro. Em junho de 2016, o serviço de transmissão online de música anunciou que sua base de usuários ativos atingiu 100 milhões, resultado do ingresso da empresa em novos mercados e mesmo apesar da pesada competição com rivais poderosos como Apple Music e Google Music, além de outros serviços populares, como o francês Deezer. Apesar do SPOTIFY ter chegado para mudar o jeito com o que as pessoas consomem música digital e ser cada vez mais popular, o serviço ainda não é uma unanimidade. Um exemplo disso aconteceu em 2014 quando a cantora Taylor Swift retirou suas músicas do serviço alegando que não era recompensada devidamente. A polêmica, acreditem, deu ainda mais visibilidade ao SPOTIFY, especialmente nos Estados Unidos. Porém muitos acreditam que o futuro da empresa é promissor. Primeiro pelo fato da própria natureza do serviço, uma vez que com o streaming as pessoas muito mais livres para ouvirem música da forma que quiserem (sem estarem presas aos CDs físicos). E o SPOTIFY acredita, também, que grandes lançamentos serão exclusivos da plataforma em um futuro próximo.


Atualmente, o SPOTIFY oferece uma vasta biblioteca musical onde os usuários podem criar playlists e navegar pelas coleções de músicas de amigos, artistas e celebridades. Também oferece o SPOTIFY RÁDIO, que permite aos usuários acessar inúmeras estações modeladas por artistas e gêneros musicais. A versão gratuita do serviço de streaming inclui anúncios e é acessível a partir de um desktop, laptop, TV, PlayStation ou dispositivo móvel (mas com limitação de horas de músicas escutadas). Na versão paga o usuário é capaz de acessar todos os recursos do SPOTIFY online ou offline, sem qualquer publicidade e em qualquer dispositivo, com uma qualidade de áudio melhor. Além disso, o SPOTIFY pode ser integrado com redes sociais (como o Facebook) e os amigos da sua lista também podem ouvir o que você está escutando.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por apenas duas acentuadas remodelações em sua identidade visual. A primeira aconteceu no ano de 2013 quando o SPOTIFY apresentou seu novo logotipo: uma nova tipografia de letra e novas cores (verde e preta). Em 2015 a marca remodelou novamente seu logotipo. Desta vez apenas uma suave atualização, principalmente na questão das cores (tom de verde mais claro).


O atual logotipo da marca é bem mais flexível em sua aplicação, podendo ganhar várias cores, de acordo com a situação.


O tradicional ícone (com as ondas sonoras) que identifica o SPOTIFY em desktops também evoluiu com o passar dos anos.


Os slogans 
Music for everyone. (2014) 
For Music. (2013) 
All the music. All the time. 
Play any song, any time. 
Everyone loves music. (2009) 
Música para todos. (Brasil)


Dados corporativos 
● Origem: Suécia 
● Lançamento: 7 de outubro de 2008 
● Criadores: Daniel Ek e Martin Lorentzon 
● Sede mundial: Londres, Inglaterra 
● Proprietário da marca: Spotify Ltd. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Daniel Ek 
● Faturamento: €1.9 bilhões (2015) 
● Lucro: - €184.5 milhões (2015) 
● Usuários: 100 milhões 
● Presença global: 60 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 2.000 
● Segmento: Entretenimento 
● Principais produtos: Música online (streaming) 
● Concorrentes diretos: Apple Music, Deezer, Google Music, SoundCloud, Napster, Tidal, Qobuz e Pandora 
● Slogan: Music for everyone. 
● Website: www.spotify.com.br 

A marca no mundo 
Atualmente o SPOTIFY conta com mais de 100 milhões de usuários, dos quais 30 milhões pagos (a maior base de assinantes pagos de música digital no mundo), em mais de 60 países. O serviço, disponível em 50 idiomas e dialetos, oferece mais de 30 milhões de músicas de gravadoras como Sony Music, EMI, Warner Music Group e Universal Music, além de 2 bilhões de playlists. Ao lado do México, o Brasil está entre os 10 principais mercados da empresa no mundo. 

Você sabia? 
Segundo muitos, o nome da marca vem da união das palavras spot e identify, algo como descobrir e identificar em inglês. 
Anualmente a empresa transfere 80% de sua receita a gravadoras e artistas. Isto significa que desde 2008, a indústria fonográfica faturou mais de US$ 3 bilhões através do SPOTIFY. O serviço remunera os artistas de acordo com a quantidade de reproduções das músicas. 
O Spotify Ltd. opera como empresa mãe, com sede em Londres. Já o Spotify AB lida com pesquisa e desenvolvimento em Estocolmo. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Isto é Dinheiro, Época Negócios e Exame), jornais (Valor Econômico, Folha e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 10/9/2016

30.8.16

RICHARD MILLE


Ostentar no pulso um relógio da badalada marca suíça RICHARD MILLE definitivamente é para poucos. Para poucos que podem pagar muito. Muito mais que um instrumento para ver as horas ou marcar o tempo, cada relógio é uma verdadeira obra da precisão e complexidade, aliada a materiais nobres, avançada tecnologia e design inovador e resolutamente modernista. Definitivamente a RICHARD MILLE redefiniu a alta relojoaria de luxo, dando um novo significado para um relógio. 

A história 
Tudo começou com o francês Richard Mille. Depois de estudar marketing em Besançon e morar um ano na Inglaterra, Richard começou a trabalhar na Finhor, uma empresa relojoeira local, em 1974. A empresa foi comprada pela Matra em 1981 e Richard promovido ao posto de gerente, que então incluía as marcas Yema e Cupillard Rieme. As atividades de relojoaria da Matra foram vendidas a japonesa Seiko e Mille deixou a empresa em 1992 para iniciar um novo negócio de relojoaria para joalheria Mauboussin. Finalmente em 1999, o empresário francês fundou a empresa RICHARD MILLE S.A. em colaboração com a renomada Audemars Piguet. Somente em 2001 a empresa apresentou seu primeiro relógio: o RM 001, que imediatamente foi anunciado pela imprensa especializada como o “alvorecer de uma nova era na relojoaria, uma revolução”. O alicerce do sucesso da RICHARD MILLE seria composto por três elementos principais: o melhor da inovação técnica; o melhor da arte e da arquitetura; e o melhor do legado e da cultura da alta relojoaria com acabamento à mão.


Evolução do RM 001, o RM 002 Tourbillon, lançado também em 2001, simbolizava o início de uma produção em série na RICHARD MILLE. Dispunha, pela primeira vez na história da relojoaria, uma combinação de platina com movimento em titânio, torque e indicador de função. Mais tarde, a partir de 2004, a platina em nanofibra de carbono apareceria gradativamente nos modelos da grife suíça. Foi justamente o modelo RM 006 Tourbillon Felipe Massa (pesava apenas 48 gramas sem a pulseira) que deu início a era dos patrocínios da marca e da utilização de materiais inovadores. Este turbilhão mecânico foi o primeiro relógio da coleção a usar uma platina em nanofibra de carbono, além de ter sido o relógio com turbilhão mecânico mais leve do mundo em 2004.


Em 2005, como um desafio entre a marca suíça e o piloto brasileiro Felipe Massa, primeiro embaixador mundial da marca, um turbilhão ainda mais leve foi criado. Ele compreendia um movimento em lítio e alumínio e uma caixa composta por ALUSIC, um material ultraleve usado na produção de satélites. Peso total: 29 gramas sem a pulseira. Ainda este ano, o RM 007 Ladies Automatic, primeiro relógio feminino da marca, cujo rotor era preenchido com microesferas bidirecionais para uma melhor dinâmica da corda, estreou no mercado. Em 2007 mais uma inovação com a apresentação ao público do RM 012 Tourbillon, primeiro relógio do mundo com movimento tubular esqueletizado fabricado a partir de hastes Phynox em miniatura. Pouco depois, em 2008, com o lançamento de seu primeiro relógio de bolso, a RICHARD MILLE homenageava a época de ouro da relojoaria, reinterpretando um clássico de maneira própria e original. Seu objetivo era criar uma peça ultramoderna para o cotidiano sem comprometer o domínio técnico. O RM 020 alcançava e ultrapassava esse objetivo, com um duplo tambor que aciona o movimento do turbilhão. A junção da corrente e da coroa do RM 020 era uma verdadeira proeza técnica. A corrente inteira com o fecho, a tampa da coroa e o suporte, exigem 580 operações distintas, das quais 140 de acabamento e 126 de controle. Há nada menos do que 189 componentes (27 peças na coroa, 20 na tampa da coroa, 16 no fecho, 65 na corrente e 61 no suporte separado).


No ano de 2010, em mais uma parceria de sucesso com um astro do esporte, o tenista Rafael Nadal, foi lançado o relógio de pulso com turbilhão mecânico mais leve até então, apenas 18 gramas, usado por Rafa nos jogos durante os campeonatos de 2010 e 2011. Já o ano de 2012 foi repleto de novidades. Primeiro ocorreu a criação de 5 caixas exclusivas em safira sólida para abrigar o novo movimento com frações de segundos (split seconds) da RICHARD MILLE. Pouco depois, apresentou o RM 052 Skull, cuja maior atração era uma caveira central, feita a partir de uma placa de titânio grau 5, onde as mandíbulas seguravam o rubi da gaiola do turbilhão, a parte de trás do crânio compunha uma ponte do movimento, e quatro pontes que ligavam o movimento à caixa formavam ossos cruzados, simbolizando uma espécie de bandeira pirata. Depois imaginou uma caixa totalmente nova em forma de tonneau, projetada para suportar choques extremos, como os que podem ocorrer durante um jogo de pólo a cavalo. Assim, uma caixa “blindada” foi criada em carboneto de titânio com dois arcos salientes que incluem duas janelas de visualização para o modelo RM 053 Pablo MacDonough. O formato do movimento e as duas janelas são inclinados em um ângulo 30°. A janela da esquerda exibe os segundos corridos com a gaiola do turbilhão; a da direita, as horas e os minutos. Esta visão angular é ideal da sela do cavaleiro. E por último o calibre do RM 039 Aviation E6-B Flyback Chronograph é um movimento de corda manual com horas, minutos e segundos às 6 horas; exibição de data ampliada; cronógrafo flyback com contador de segundos, minutos centrais e horas às 9 horas; função UTC e contagem regressiva; seletor de função e indicador de reserva de marcha. O modelo é membro do seleto grupo dos relógios mais complicados do mercado.


Como o universo automobilístico é uma constante fonte de inspiração para a marca RICHARD MILLE, a empresa decidiu oferecer seu apoio a um velho amigo, Jean Todt, e à organização global “FIA Action For Road Safety”. Assim, em 2013, nasceu o RM 036 Tourbillon G-Sensor Jean Todt. O sistema de sensor de força G foi desenvolvido e patenteado pela APR&P exclusivamente para RICHARD MILLE e transmite o movimento de um pequeno mecanismo interno a um indicador. Complexo, esse mecanismo foi projetado para exibir a quantidade de força G acumulada pelo usuário durante rápidas desacelerações. Composto por mais de 50 peças e com apenas 17 mm de diâmetro, o sensor de força G do modelo pode suportar desacelerações envolvendo dezenas de G. Em 2014 foi a vez do modelo RM 35-01 Rafael Nadal estrear no mercado. Este relógio de pulso de corda manual alia o espírito da lendária família dos relógios RM 027 e uma caixa criada por meio da tecnologia do carbono NTPT®, composto por mais de 600 camadas de fibras de carbono, à prova de corrosão e altamente resistente a impactos, usado em aeronaves e carros de Formula 1. Já o calibre RMUL3 apresenta uma extraordinária resistência a impactos graças ao uso do titânio grau 5, em todo o movimento altamente esqueletizado.


Em 2015 foi lançado o relógio feminino RM 07-02 Pink Lady Sapphire, cuja caixa é feita a partir de camadas de cristal de safira maciça, transparente, que permite ver todo o seu mecanismo interno. Mais recentemente a marca lançou no mercado um relógio dedicado aos viajantes: o RM 63-02 World Timer, que exibe 24 cidades que representam todos os fusos horários do mundo. Por US$ 145 mil e um movimento simples, o proprietário da peça adapta seu relógio ao horário local de forma quase instantânea. Já a parceria entre a Biwi S.A. e a RICHARD MILLE permitiu elaborar um material inovador que, por meio da mais recente nanotecnologia, fornece resistência e transparência inigualáveis: o Aerospace Nano®. Suas propriedades de reforço são geradas durante o processo de produção. A elasticidade e a resistência natural à água oferecem um toque sedoso e um conforto otimizado para a pulseira.


Para divulgar seus preciosos relógios a marca suíça conta com uma estrelada equipe de embaixadores globais como os tenistas Rafael Nadal e Alexander Zverev; as golfistas Cristie Kerr e Diana Luna; o golfista Bubba Watson; os pilotos de F1 Felipe Massa e Romain Grosjean; os pilotos de rali Sébastien Loeb e Sébastien Ogier; o jogador argentino de pólo a cavalo Pablo MacDonough; os velocista Yohan Blake e Wayde Van Niekerk; o técnico de futebol Roberto Mancini; o esquiador Alexis Pinturault; e a atriz e bailarina malaia Michelle Yeoh. Além disso, a marca é patrocinadora e parceira das escudeiras de F1 McLaren Honda e Hass F1 Team, e da montadora britânica de carros esportivos de luxo Aston Martin, cujo objetivo é o desenvolvimento de uma linha de relógios luxuosos de alta performance e a colaboração em corridas. Essa badalada parceria com consagrados campeões e marcas de luxo também contribuíram para o enorme prestígio da marca suíça.


Essas estrelas, além de patrocínio e parceria com a marca suíça, incluindo o desenvolvimento de edições limitadas, divulgam seus relógios em prestigiados torneios mundiais. Como por exemplo, no torneio de Roland Garros quando o tenista espanhol Rafael Nadal jogou as partidas com um relógio feito de titânio, leve o bastante para passar despercebido no pulso durante uma partida, mas resistente o suficiente para suportar os movimentos do tenista, sem perder o tic-tac. A peça estava avaliada em US$ 800 mil. Já o velocista jamaicano Yohan Blake (foto abaixo) irritou o Comitê Olímpico Internacional (COI) ao correr a final dos 100 metros nos Jogos de Londres/2012 com um relógio RICHARD MILLE avaliado em US$ 500 mil. E o velocista repetiu a dose nos Jogos Rio/2016 ao correr com um relógio da marca suíça avaliado em R$ 2 milhões. Na verdade Yohan Blake é o testador ideal para os relógios RICHARD MILLE. Correndo com os relógios da marca, a empresa tem a possibilidade de observar o movimento do turbilhão mecânico quando submetido a diferentes forças durante os percursos de alta velocidade.


Além das parcerias realizadas com grandes astros do esporte mundial, recentemente a marca anunciou uma colaboração com um dos mais famosos artistas de rua do mundo, Cyril Kongo, artista que vive e trabalha, essencialmente, em Paris e é conhecido como um dos maiores representantes da cena do grafite mundial. O trabalho é o resultado do desejo da RICHARD MILLE querer introduzir a arte contemporânea na alta relojoaria, em uma abordagem sem precedentes. Isto resultou no relógio RM 68-01 Cyril Kongo, uma peça que carrega o trabalho do próprio artista. Limitada a apenas 30 unidades, não se trata de uma mera reprodução do trabalho do artista em seu mostrador. Seu universo e linguagem gráfica foram transferidos para o “coração” de um movimento, a uma escala milimétrica. Cada relógio foi individualmente trabalhado por Cyril Kongo com instrumentos de micro pintura em spray. Cada modelo tem um valor comercial de US$ 685 mil.


O conceito 
Conhecida pelas soluções tecnológicas de ponta em relógios que estão apenas ao alcance de uma clientela exclusiva. Assim é a RICHARD MILLE. As questões externas de um relógio - conforto proporcionado pela escolha do design ergonômico e linhas visualmente impressionantes - são importantes. Porém, elas representam apenas o início de um longo processo de criação. O interior do relógio, com o movimento inteiro, os detalhes aparentemente irrelevantes de forma e de acabamento dos parafusos, o modo arquitetônico de uso do espaço interno para a disposição do movimento (que também deve ser uma obra de arte por si próprio), são aspectos da mesma importância. Esta talvez seja a essência da visão relojoeira da RICHARD MILLE: cada detalhe de um relógio é de extrema relevância e soluções fáceis não fazem parte do vocabulário de trabalho. Somente é possível tentar definir e alcançar a perfeição quando uma abordagem é completamente planejada e executada desta maneira. Estes são os princípios fundamentais que definem cada relógio da coleção RICHARD MILLE.


Dados corporativos 
● Origem: Suíça 
● Fundação: 1999 
● Fundador: Richard Mille 
● Sede mundial: Les Breuleux, Suíça 
● Proprietário da marca: Richard Mille S.A. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Richard Mille 
● Faturamento: US$ 200 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 30 
● Presença global: 50 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 350 
● Segmento: Relojoaria de luxo 
● Principais produtos: Relógios 
● Concorrentes diretos: IWC, Omega, Rolex, Breitling, TAG Heuer, Hublot e Bell & Ross 
● Ícones: O design dos relógios 
● Slogan: A racing machine on the wrist. 
● Website: www.richardmille.com 

A marca no mundo 
A luxuosa marca RICHARD MILLE vende seus cobiçados e caros relógios em aproximadamente 50 países através de uma seleta rede autorizada. A marca possui ainda 30 lojas próprias em 16 países, localizadas em cidades como Las Vegas, Paris, Milão, Londres, Genebra, Xangai, Doha, Tóquio e Munique. A RICHARD MILLE fabrica e vende pouco mais de 3.500 relógios anualmente. 

Você sabia? 
Apesar de ser reconhecida por seus relógios de luxo, recentemente a RICHARD MILLE lançou a caneta RMS05, que utiliza os princípios da relojoaria para criar uma ponta retrátil. Com preço de US$ 105 mil, o corpo da caneta é feito de carbono NTPT® cinza escuro, um material leve e forte. O modelo conta com um recipiente de safira ornamentado com doze pedras preciosas que mantêm as engrenagens, banhadas a rodium, em movimento. A ponta retrátil do objeto tem um nível de complexidade que é similar ao dos relógios da marca. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 30/8/2016

16.8.16

NINA RICCI


Considerada um dos mitos da alta costura francesa, símbolo máximo do glamour parisiense levando ao máximo a expressão da feminilidade. Roupas, bolsas e principalmente fragrâncias de luxo desejadas por quem pode pagar caro por esses objetos do mundo fashion. Assim pode ser definida a marca de luxo NINA RICCI. 

A história 
Maria Adelaide Nielli (foto abaixo) nasceu na cidade italiana de Turim no dia 14 de janeiro de 1883, e aos cinco anos se mudou para Florença, onde foi educada. Foi somente aos 12 anos que a estilista se mudou para a França e adotou a nacionalidade francesa. Sem perder tempo, aos 14 anos, começou como aprendiz de costureira em um atelier (Casa Raffing), se casou com o joalheiro italiano Luigi Ricci e, aos 22 anos, já desenhava e vendia as suas próprias roupas para diversas casas de moda. Nina Ricci começou a dedicar-se à alta-costura, a que acrescentava sempre um adereço para dar um toque especial e personalizado às roupas feitas para as clientes ricas. Com a carreira encaminhada e um futuro promissor, em 1932, aos 49 anos, já conhecida como Madame Ricci, e em parceria com seu filho Robert, abriu sua própria Maison de alta costura. Maria combinou seu apelido (“Nina”) ao sobrenome de casada (“Ricci”) para batizar sua nova Maison de moda. Robert ajudava cuidando da administração, enquanto a mãe ficava responsável exclusivamente pela criação das roupas.


Com sua Maison localizada na Rue des Capucines, Nina optou por deixar de vender as suas criações a outras casas de moda e, em apenas sete anos, o negócio expandiu de tal forma que passou a ocupar onze andares de três edifícios na mesma rua, cujos salões ficavam lotados de clientes que apreciavam o refinamento dos vestidos, além da maestria do corte e a capacidade de adaptar-se a personalidade de cada mulher. Liberdade de movimento, elegância, romantismo e muito refinamento. As roupas criadas por Nina Ricci tinham características em comum e não demoraram muito para conquistar notoriedade na alta sociedade parisiense e estrelas do cinema francês como Suzy Delair, Danielle Darrieux e Micheline Presle. O destaque de sua costura eram as criações mais sofisticadas. Vestidos drapeados, camadas de renda e chiffon, sempre realçando a feminilidade de quem usava. Além disso, foi ousada ao misturar cores diferentes em um vestido, algo incomum para a época.


A cada ano, o visionário Robert se provava um exímio administrador do negócio e queria aproveitar o grande sucesso das roupas NINA RICCI, para expandir a marca para outras categorias. Foi então, que no ano de 1946, a marca ingressou no segmento da perfumaria com o lançamento do Coeur-Joie (que significa em português “coração feliz”). Mas o sucesso nesta categoria ainda estava por vir. Em 1948 foi lançado o perfume Nina Ricci L’Air du Temps, que fazia referência à esperança do pós-guerra e cujo frasco feito pela Lalique continha duas pombas de cristais simbolizando o amor e a liberdade. Esse perfume se tornou um clássico e continua um campeão de vendas nos dias de hoje. Pouco tempo depois, em 1952, surgiu uma das fragrâncias mais famosas e consagradas da grife francesa, Fille d’Eve, apresentando em um icônico frasco no formato de uma maçã, representando de forma ousada e provocativa o fruto proibido. Até hoje, a marca NINA RICCI já criou mais de 60 perfumes.


O papel da marca na recuperação do glamour da moda francesa (e consequente recuperação de vendas) no pós-guerra, foi essencial. Robert Ricci e Lucien Lelong organizaram uma mostra em 1945, onde reuniram dezenas de modelos completos de diversos estilistas franceses, feitos de tecidos luxuosos e do tamanho de bonecas, para percorrer o mundo, estimulando o desejo das consumidoras pela moda francesa depois de um período de discrição e crise. A mostra chamou-se Theatre de La Mode, e os visuais incluíam miniaturas de casacos de peles, acessórios e joias, e acertaram em cheio em criar um renovado desejo por moda e glamour.


Após recrutar jovens talentos da moda para sua Maison, Nina Ricci decidiu abandonar a empresa na início da década de 1950 e deixou tudo para Robert, que se mostrou um verdadeiro empresário de sucesso. O belga Jules-François Crahay, assistente direto de Nina Ricci, assumiu o comando criativo da Maison em 1954. Uma de suas coleções, em particular, foi bem recebida com grandes elogios e aclamação da crítica, especialmente pelo “traje azafrán” e o “vestido de bolsa”. Robert expandiu o negócio ao acrescentar várias novas fragrâncias à marca NINA RICCI, enquanto licenciava, de forma pioneira, o nome a diversas empresas, especialmente para a produção da linha prêt-à-porter. A coleção “Crocus” de 1959 alcançou um sucesso triunfal, que reforçou a fama mundial do nome NINA RICCI. A marca deslumbrou a América em meados dos anos de 1960 com sua silhueta especial e foi uma das primeiras maisons francesas a criar o prêt-à-porter. Mademoiselle Ricci, sua coleção, virou capa de várias revistas e assunto no mundo da moda. Em 1963, Gerard Pipart assumiu o posto de estilista e continuou apresentando vestidos elegantes e bonitos. Nina Ricci faleceu no dia 29 de novembro de 1970. Nove anos depois de sua morte, a marca ganhou uma loja na Avenida Montaigne, ponto prestigiado no mundo da moda em Paris.


Na década seguinte, a marca continuou criando e lançando perfumes de sucesso, como por exemplo, Fleur de Fleurs (1980), mais uma bela composição floral e, em 1987, a última criação de Robert Ricci, que recebeu o nome de Nina em homenagem a sua mãe. Em 1988, Robert faleceu, deixando uma marca conceituada, famosa, premiada, sinônimo de elegância e bom gosto e que continua vestindo e perfumando celebridades do mundo todo. Quem assumiu o comando dos negócios foi Gilles Fuchs, genro de Nina Ricci, que através da contratação de jovens talentos expandiu a marca para outras categorias, como prêt-à-porter e acessórios, especialmente bolsas. Em 1998, a NINA RICCI foi adquirida pela espanhola Puig, que além de ser proprietária de grifes como Carolina Herrera e Paco Rabanne, foi durante muitos anos distribuidora exclusiva dos perfumes da grife francesa no mercado espanhol.


Nos anos seguintes a marca francesa ampliou sua linha de produtos com relógios, óculos e calçados; reforçou a linha prêt-à-porter; continuou lançando perfumes de sucesso, como o Love in Paris (2004), um floral oriental com baunilha e anis, e L’Extase (2015), uma fragrância que é um convite ao erotismo feminino com poesia; e inaugurou lojas próprias nas mais importantes cidades do mundo. Outro sucesso recente da marca é a bolsa Irrisor, cujo tamanho grande é ideal para colocar laptop e outras coisas, como carteira, passaporte e óculos de sol, além de ser revestida por uma estrutura em couro (quando vazia não fica mole). Em 2015, o estilista francês Guillaume Henry foi apontado como o novo diretor criativo da grife, apresentando sua primeira coleção na temporada de inverno.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por uma alteração ao longo de sua história. As letras foram afinadas, ganhando ainda mais sofisticação, e a palavra “Paris” foi retirada do logotipo.


Dados corporativos 
● Origem: França 
● Fundação: 1932 
● Fundador: Maria e Robert Ricci 
● Sede mundial: Paris, França 
● Proprietário da marca: Puig Beauty & Fashion Group S.L. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Ralph Toledano 
● Diretor criativo: Guillaume Henry 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 32 
● Presença global: 60 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Moda de luxo 
● Principais produtos: Roupas, bolsas e perfumes 
● Concorrentes diretos: Donna Karan, Marc Jacobs, Chloé, Cacharel, Céline, Balenciaga, Prada e Gucci 
● Ícones: Os perfumes 
● Website: www.ninaricci.com/pt-BR 

A marca no mundo 
Atualmente a NINA RICCI comercializa sua linha de produtos, que engloba prêt-à-porter (feminino e masculino), acessórios, bolsas, relógios, óculos e perfumes, em mais de 60 países ao redor do mundo. A marca possui mais de 30 lojas próprias e está presente nas mais sofisticadas lojas de departamento do mundo. 


Você sabia? 
Nina Ricci costumava trabalhar com os tecidos diretamente no manequim para garantir que eles tivessem forma e caimento perfeito depois de acabado. 
A grife NINA RICCI criou os uniformes dos comissários de bordo da Air France nas décadas de 1960 e 1970. 
Coco Chanel tinha uma rivalidade pública com Nina Ricci, a qual chamava de “A Italiana” ou “A senhora da esquina”. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Vogue, Elle e Isto é Dinheiro), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 


Última atualização em 16/8/2016