3.10.17

TECATE


“A mais autêntica cerveja mexicana”. É assim que a marca TECATE pode ser rapidamente definida. Com mais de sete décadas de uma inovadora história, falar sobre a cerveja TECATE é o mesmo que falar de um símbolo nacional mexicano. Seu familiar rótulo vermelho, prateado (outrora dourado) e estilizado de uma águia negra, está praticamente em todos os cantos do comércio, restaurantes e bares do país. 

A história 
Tudo começou em 1944 quando o empresário Don Alberto Aldrete resolveu construir uma cervejaria no estado da Baja California, em um lugar onde predominava principalmente grandes fazendas e próximo a fronteira com o estado americano da Califórnia. Ele instalou a nova cervejaria em antigo edifício construído em 1929, que até então era uma fábrica para produção de óleo vegetal. O empresário resolveu batizar sua nova cerveja de TECATE, mesmo nome da cidade onde a cervejaria estava instalada. A TECATE era uma cerveja tipo Pilsen, produzida com ingredientes 100% naturais e exigentes processos de elaboração, além de seu sabor característico de amargor médio. Pouco tempo depois, em 1947, a Cervecería Tecate já produzia 700 mil hectolitros, que chegavam inclusive ao continente asiático. Em 1949, a marca iniciou sua longa história de inovação ao lançar no mercado mexicano a primeira cerveja em lata de metal, que rapidamente diferenciou a TECATE de suas maiores concorrentes.


O sucesso regional da cerveja TECATE chamou a atenção da tradicional Cervecería Cuauhtémoc, fundada em 1890, e que adquiriu a TECATE em 1954. A incorporação da marca ao portfólio da Cuauhtémoc ajudou a catapultar as vendas nacionalmente e posteriormente em mercados internacionais. Nas décadas seguintes a TECATE conquistou milhões de consumidores mexicanos e se transformou em uma das marcas mais fortes do país. No ano de 1991, em uma demonstração de pioneirismo, lançou a primeira embalagem de 12 latas do mercado mexicano. Em 1992 a marca voltou a inovar ao lançar a TECATE LIGHT, primeira cerveja light do mercado mexicano e, que em pouco tempo, se tornaria líder em sua categoria. A cerveja TECATE LIGHT, com apenas 110 calorias, foi de primordial importância para o estabelecimento da marca no competitivo mercado americano. Em 1995, introduziu a tampa de rosca para suas garrafas, que dispensava assim a utilização de abridor. E pouco depois apresentou a primeira lata de “boca larga” do mercado mexicano. Nos anos seguintes, a marca utilizou uma linha de comunicação polêmica, conhecida principalmente por suas propagandas machistas e masculinas. Afinal, a marca se tornou um símbolo de masculinidade representada pela força da águia preta de seu logotipo.


Em 2010 a holandesa Heineken N.V. adquiriu a Cervecería Cuauhtémoc e consequentemente a marca TECATE, que a partir de então ampliou sua rede de distribuição e ingressou em novos mercados mundiais. Além disso, iniciou a expansão da linha de produtos da marca com o lançamento, em 2012, da TECATE MICHELADA (em lata de 473 ml), uma bebida que mistura cerveja com limão, especiarias e um toque de pimenta. Em 2013 a marca lançou no mercado a TECATE TITANIUM, uma cerveja forte e encorpada (com 5.5% de graduação alcoólica), mas agradável de beber, resultado de um processo exigente com uma combinação de maltes importados e variações de temperatura. Nesse mesmo ano a marca voltou a causar polêmica com a campanha “Es Fácil Ser Hombre”, que provocou protestos por parte de vários grupos de mulheres e chegou até em resultar em um campanha de abaixo assinado para retirar a campanha da mídia, pois retratava as mulheres como objetos sexuais. Uma das mais recentes novidades da marca, lançada em 2015, é a TECATE MICHELADA DIABLO, uma bebida refrescante e autêntica que mistura cerveja com suco natural de tomate e sabores naturais de limão, sal e especiarias.


A marca TECATE deve boa parte de sua alta popularidade no mercado mexicano em parte devido a sua estratégia de comunicação de associar a cerveja ao futebol e ao boxe, dois dos mais populares esportes entre o povo mexicano, com grandes patrocínios a eventos e a clubes (incluindo o Manchester City da Inglaterra). Um exemplo disso aconteceu em 2015 com uma campanha composta por quatro comerciais estrelados pelo ator Sylvester Stallone, cujo foco era o vínculo entre o boxe, a bebida e a masculinidade. Em todos os vídeos Stallone aparecia “enfrentando” homens com atitudes “menos masculinas” e os aconselhava a assistirem mais lutas de boxe.


Em 2016, a TECATE resolveu dar uma guinada radical em sua linha de comunicação, invariavelmente acusada de machista. A nova campanha resolveu apoiar a luta contra a violência doméstica (entenda-se violência contra as mulheres) com uma mensagem forte. A marca menciona que, assim como os códigos da sociedade e da masculinidade evoluíram nos últimos anos, a marca também se tornou mais madura e decidiu promover uma masculinidade moderna e inclusiva, dando o primeiro passo com esta campanha e começando uma nova era para a TECATE, a fim de se tornar mais atraente para homens de verdade no México e na América Latina. Na campanha a marca afirma não ser para certos tipos de homens e, que caso um cliente faça parte desse grupo, não deve comprá-la: “If you don’t respect her, Tecate is not for you” ( algo como “Se você não respeita uma mulher, Tecate não é para você”).


A evolução visual 
A identidade visual da marca TECATE passou por pequenas remodelações ao longo dos anos. O principal símbolo de sua identidade visual, a águia preta com um T no peito, sofreu leves modernizações através dos anos. Além disso, a tipografia de letra também foi levemente alterada, como por exemplo, em 2004 quando passou a ser escrita em itálico. O atual logotipo da marca foi adotado em 2015 e apresentou mudanças: a águia agora (de asas abertas) está pousada em cima (lado esquerdo) do nome da marca. Além disso, uma nova tipografia de letra foi apresentada (uma das principais diferenças está na letra A, que perdeu sua ponta).


As latas da cerveja também evoluíram ao longo dos anos. Até 2004, seu familiar rótulo vermelho, dourado e estilizado com uma águia negra com o fundo da colina de Cuchumá, a colina sagrada dos indígenas e parte do Patrimônio Cultural Imaterial do México, reinou absoluto como principal símbolo de identificação da marca. Depois de passar por uma remodelação em 2008, a tradicional lata ganhou um design mais agressivo e moderno em 2015, que substituiu a tradicional cor dourada pela prateada.


Os slogans 
Born Bold. (2016) 
All The Taste. All The Glory. (2014, Tecate Light) 
A Man Knows How to Choose His Team. (2013) 
Cervezas con carácter. (2010) 
Tecate: Por ti. (2008) 
Con carácter. (2007) 
Finally a Cold Latina. (2004)


Dados corporativos 
● Origem: México 
● Criação: 1944 
● Criador: Alberto Aldrete 
● Sede mundial: Monterrey, México 
● Proprietário da marca: CM/Heineken México 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Heineken N.V.) 
● CEO: Dolf van der Brink 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 16 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Segmento: Cervejarias 
● Principais produtos: Cervejas 
● Concorrentes diretos: Corona, Sol, Modelo, Pacifico, Victoria, Michelob, Coors Light, Bud Light e Miller Lite 
● Ícones: A águia preta 
● Slogan: Born Bold. 
● Website: www.tecate.com 

A marca no mundo 
Atualmente a marca TECATE, uma das mais importantes da cervejaria Heineken N.V., é comercializada em mais de 16 países ao redor do mundo. Segunda cerveja mais consumida do enorme mercado mexicano, a marca tem forte presença nos Estados Unidos, principalmente em estados com muitos imigrantes latinos, como por exemplo, Califórnia, Nevada, Arizona, Texas e Flórida. No México são vendidas 149 latas de TECATE por segundo. A principal cervejaria que produz TECATE está localizada na cidade de Tecate, no estado da Baja California, 60 milhas a sudoeste de San Diego, e cuja capacidade de fabricação é superior a 20 milhões de litros por mês, chegando a envasar 4 mil garrafas por segundo. 

Você sabia? 
As cervejas da marca TECATE representam 50% das vendas totais da Heineken no México. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 3/10/2017

25.9.17

Best Global Brands 2017


Este é o ranking de 2017 das 100 mais valiosas marcas do mundo criado pela renomada consultoria de marketing/branding Interbrand (clique para ver mais detalhes), empresa que foi fundada na cidade de Londres em 1974. Os valores representam bilhões de dólares. Basta clicar no link de cada marca para acessar ao perfil exclusivo de cada uma preparado pelo Mundo das Marcas. 

1. Apple (Estados Unidos) - US$ 184.154   
2. Google (Estados Unidos) - US$ 141.703   
3. Microsoft (Estados Unidos) - US$ 79.999  
4. Coca-Cola (Estados Unidos) - US$ 69.733 
5. Amazon (Estados Unidos) - US$ 64.796  
6. Samsung (Coréia do Sul) - US$ 56.249 
7. Toyota (Japão) - US$ 50.291  
8. Facebook (Estados Unidos) - US$ 48.188  
9. Mercedes-Benz (Alemanha) - US$ 47.829  
10. IBM (Estados Unidos) - US$ 46.829   
11. GE (Estados Unidos) - US$ 44.208  
12. McDonald’s (Estados Unidos) - US$ 41.233   
13. BMW (Alemanha) - US$ 41.521  
14. Disney (Estados Unidos) - US$ 40.772   
15. Intel (Estados Unidos) - US$ 39.459  
16. Cisco (Estados Unidos) - US$ 31.930  
17. Oracle (Estados Unidos) - US$ 27.466 
18. Nike (Estados Unidos) - US$ 27.021   
19. Louis Vuitton (França) - US$ 22.919  
20. Honda (Japão) - US$ 22.696  
21. SAP (Alemanha) - US$ 22.635  
22. Pepsi (Estados Unidos) - US$ 20.491   
23. H&M (Suécia) - US$ 20.488 
24. Zara (Espanha) - US$ 18.573  
25. Ikea (Suécia) - US$ 18.472   
26. Gilette (Estados Unidos) - US$ 18.200  
27. American Express (Estados Unidos) - US$ 17.787  
28. Pampers (Estados Unidos) - US$ 16.416 
29. UPS (Estados Unidos) - US$ 16.387  
30. J.P. Morgan (Estados Unidos) - US$ 15.749
31. Budweiser (Estados Unidos) - US$ 15.375  
32. Hermès (França) - US$ 14.210  
33. Ford (Estados Unidos) - US$ 13.643  
34. Ebay (Estados Unidos) - US$ 13.224  
35. Hyundai (Coréia do Sul) - US$ 13.193  
36. Nescafé (Suíça) - US$ 12.661   
37. Accenture (Estados Unidos) - US$ 12.471  
38. Audi (Alemanha) - US$ 12.023   
39. Nissan (Japão) - US$ 11.534  
40. Volkswagen (Alemanha) - US$ 11.522  
41. Philips (Holanda) - US$ 11.519   
42. AXA (França) - US$ 11.073 
43. Kellogg’s (Estados Unidos) - US$ 10.972  
44. Goldman Sachs (Estados Unidos) - US$ 10.864   
45. L’Oréal (França) - US$ 10.674  
46. Citi (Estados Unidos) - US$ 10.599  
47. HSBC (Reino Unido) - US$ 10.534 
48. Porsche (Alemanha) - US$ 10.129   
49. Allianz (Alemanha) - US$ 10.059  
50. Siemens (Alemanha) - US$ 9.982  
51. Gucci (Itália) - US$ 9.969  
52. Canon (Japão) - US$ 9.788   
53. HP (Estados Unidos) - US$ 9.541 
54. Danone (França) - US$ 9.322  
55. Adidas (Alemanha) - US$ 9.216  
56. Adobe (Canadá) - US$ 9.060  
57. Hewlett Packard Enterprise (Estados Unidos) - US$ 8.951   
58. 3M (Estados Unidos) - US$ 8.947   
59. Nestlé (Suíça) - US$ 8.728   
60. Starbucks (Estados Unidos) - US$ 8.704   
61. Sony (Japão) - US$ 8.474  
62. Colgate (Estados Unidos) - US$ 8.325   
63. Morgan Stanley (Estados Unidos) - US$ 8.205 
64. Visa (Estados Unidos) - US$ 7.815  
65. Cartier (França) - US$ 7.547 
66. Thomson Reuters (Canadá) - US$ 7.100   
67. Lego (Dinamarca) - US$ 7.024  
68. Santander (Espanha) - US$ 6.702   
69. Kia (Coréia do Sul) - US$ 6.681   
70. Huawei (China) - US$ 6.676 
71. Mastercard (Estados Unidos) - US$ 6.350   
72. Fedex (Estados Unidos) - US$ 6.255 
73. Land Rover (Reino Unido) - US$ 6.095  
74. Johnson Johnson (Estados Unidos) - US$ 6.041  
75. Panasonic (Japão) - US$ 5.983 
76. DHL (Estados Unidos) - US$ 5.715  
77. Harley-Davidson (Estados Unidos) - US$ 5.621   
78. Netflix (Estados Unidos) - US$ 5.592   
79. Discovery (Estados Unidos) - US$ 5.411 
80. PayPal (Estados Unidos) - US$ 5.408   
81. Tiffany & Co. (Estados Unidos) - US$ 5.394  
82. Jack Daniel’s (Estados Unidos) - US$ 5.332 
83. KFC (Estados Unidos) - US$ 5.313  
84. Salesforce (Estados Unidos) - US$ 5.224  
85. Heineken (Holanda) - US$ 5.181   
86. Burberry (Reino Unido) - US$ 5.135  
87. Mini (Reino Unido) - US$ 5.114 
88. Ferrari (Itália) - US$ 4.876  
89. Caterpillar (Estados Unidos) - US$ 4.868  
90. Sprite (Estados Unidos) - US$ 4.842  
91. Shell (Holanda) - US$ 4.823   
92. John Deere (Estados Unidos) - US$ 4.783   
93. Corona (México) - US$ 4.776  
94. Prada (Itália) - US$ 4.716   
95. Dior (França) - US$ 4.587  
96. Johnnie Walker (Reino Unido) - US$ 4.405  
97. Smirnoff (Reino Unido) - US$ 4.288  
98. Tesla (Estados Unidos) - US$ 4.009   
99. Moët & Chandon (França) - US$ 4.006   
100. Lenovo (China) - US$ 4.004  

12.9.17

AMERICAN TOURISTER


Com mais de 80 anos de uma rica história a American Tourister® tem um compromisso constante com o design, qualidade e acessibilidade quando o assunto é bagagem. Seja em viagens de trabalho, em família ou com os amigos a ampla linha de malas da American Tourister® está apta a atender qualquer necessidade, sempre com estilo e design de ponta. 

A história 
Tudo começou no ano de 1933 quando o imigrante polonês Sol Koffler resolveu aplicar suas economias para fundar uma empresa de malas de viagem, inicialmente batizada de American Luggage Works, na cidade de Providence, em Rhode Island. Sua ideia era produzir uma mala resistente que poderia ser vendida por apenas US$ 1. Embora sua primeira mala não tenha revolucionado o design de bagagem da época, Koffler tinha certeza de ter criado um produto significativamente mais durável que qualquer concorrente na mesma faixa de preço. A mala vendida por um dólar fez sucesso e, no primeiro ano de operação, a empresa vendeu 5.000 unidades. Como único funcionário, Koffler tratava de todos os aspectos da empresa. Pouco depois, a linha de produtos foi ampliada para incluir dois novos tamanhos, vendidos por dois e três dólares. Cada tamanho era produzido em duas cores, preto ou marrom.


O grande avanço da empresa ocorreu nesta época. Koffler adaptou um maquinário utilizado para fabricar caixas de rádio de madeira compensada. O novo equipamento permitiu que ele simplificasse significativamente o design da mala e ainda aumentasse sua durabilidade. O novo design era mais leve e redondo, mas ainda assim oferecia mais espaço do que outras malas. Outras características inovadoras, como revestimentos e bolsos com zíper, melhoraram ainda mais o produto, ajudando-o a se distinguir dos demais concorrentes. Para distinguir esta linha das anteriores, Koffler a batizou de American Tourister®. A nova linha de malas, lançada em 1938, foi um enorme sucesso e definiu um novo padrão para a indústria.


A linha de produtos foi ampliada novamente na década de 1940, com quatro cores, quatro estilos e oito tamanhos de malas. Em 1945, com o grande desenvolvimento das companhias aéreas e a necessidade de bagagens mais leves sendo cada vez maior, a American Tourister® introduziu a Hi-Taper, uma mala leve e com fácil organização que se tornou um enorme sucesso. Nesta época, apesar do rápido crescimento na década anterior, a American Luggage Works ainda era uma empresa regional. Com o objetivo de ampliar as vendas para todo território americano, Koffler decidiu divulgar a marca American Tourister® através de uma campanha publicitária, onde foram investidos US$ 12 mil. Nos anos de 1950 a empresa iniciou a experimentação de novos materiais para produzir a primeira mala de viagem moldada em plástico. Pouco depois, a empresa melhorou a composição química, resultando em uma estrutura que era praticamente indestrutível. Quando a empresa começou a receber histórias de bagagens da American Tourister® “sobrevivendo” a acidentes incríveis, Koffler os usou em propagandas para promover a durabilidade de suas malas. Uma dessas histórias contava que uma mala da American Tourister® caiu de um carro a 60 milhas por hora e foi atropelada por outro automóvel. Apesar de alguns arranhões na superfície externa, a mala não estava danificada.


As viagens internacionais dispararam na década de 1960 e a American Tourister® foi a primeira empresa a realizar o chamado “teste de voo” com suas malas, fornecendo a bagagem aos comissários de bordo da maioria das companhias aéreas. Era também uma forma de marketing para tornar a marca ainda mais popular. Já na década de 1970, a American Tourister® era uma das fabricantes mais populares de bagagens de preço médio do mercado americano. Em 1978, Koffler vendeu a American Luggage Works para a Hillenbrand Industries, um fabricante de móveis com sede em Indiana. A partir deste momento a empresa passaria a ter o mesmo nome de suas famosas malas. Nos anos de 1980 e 1990, a empresa continuou a desenvolver malas de viagem rígidas, ao mesmo tempo respondia à mudança dos hábitos de consumo que pedia malas de viagem em tecido – duráveis e resistentes.


Em 1993, a American Tourister® já era uma marca forte e bem estabelecida no segmento de malas de viagem, quando foi adquirida pela Samsonite, unindo assim as maiores marcas de malas de viagem do mundo. Nos anos seguintes, além de ampliar sua distribuição e ingressar em novos mercados mundiais, como por exemplo, a Índia em 2004, a American Tourister® diversificou sua linha de produtos com o lançamento de mochilas e até cases de notebooks. Já as bagagens de mão trouxeram segurança para os objetos mais sensíveis e frágeis, além de ágil locomoção e bom desempenho, facilitando a vida de quem viaja.


Atualmente a marca oferece uma completa e moderna linha de bagagens, incluindo a Curio (coleção cheia de energia, com temas em torno de padrões de onda circulares, perfeito para viajantes prontos para explorar o mundo, reconhecida por seu premiado design inovador), Summer Wave (garante muito mais estilo às viagens, graças ao desenho único com linhas onduladas e elegantes), Speed (mala de tecido ideal para as pessoas que gostam de mais organização na hora de viajar, uma vez que tem um lugar especial para cada artigo), Tropical (confeccionada em material colorido resistente e com um desenho diferenciado, as malas têm diversos bolsos internos e externos que garantem e separação perfeita da bagagem) e Niue (para quem gosta de combinar beleza, estilo, resistência e praticidade através de malas espaçosas, expansíveis e com rodinhas multidirecionais). A American Tourister® oferece ainda uma completa linha de bagagens baseada em personagens da Disney, já que a marca, desde 2012, é a mala oficial dos parques Walt Disney World Resort e Disneyland. Em 2017 a American Tourister® aterrissou oficialmente no Brasil. Com cores animadas, mais possibilidades de criação, com estampas diferentes, e um preço acessível, a marca americana tenta atrair um novo público, mais jovem e com espírito de aventura, que troca de mala com frequência por questão de moda, não necessariamente má qualidade.


Campanhas que fizeram história 
Mesmo nos dias de hoje, muitas marcas ainda não estão dispostas a ter a qualidade e resistência de seus produtos testadas na TV. Mas no início da década de 1970 era tudo o que a American Tourister® desejava para divulgar a extrema resistência de suas malas. Foi então que a agência de publicidade DDB resolveu criar uma campanha publicitária que se transformaria em uma das mais famosas e populares da história americana. Com uma pitada de bom-humor, eles sugeriram que as malas da American Tourister® suportariam até o peso e a força brutal de um gorila. Um dos primeiros comerciais da campanha, e talvez o mais popular, mostrava uma mala sendo colocada dentro da jaula de um gorila, que a atirava contra as grades, arrastava, batia e até subia em cima da bagagem. De forma criativa e bem-humorada o filme convidava os consumidores a comprarem a proteção das resistentes malas contra o manejo brutal por qual uma bagagem é submetida durante uma viagem. Enquanto isso o locutor assegurava aos espectadores que o produto poderia suportar os “maus tratos” de bruscos taxistas, carregadores e manipuladores de bagagens.


O popular filme da campanha, que durou mais de 15 anos e ajudou a consolidar a marca entre os consumidores americanos, pode ser visto clicando no ícone abaixo.

       

A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos. No final da década de 1960 ocorreu à primeira modificação com a apresentação de um logotipo nas cores vermelha, azul e branca com o formato das tradicionais etiquetas de identificação colocadas nas malas. No final da década de 1990, o tradicional logotipo foi modernizado, apresentando um novo design para a etiqueta e uma nova tipografia de letra. Mais recentemente esse logotipo passou apenas por atualizações.


Os slogans 
Trusted All Over The World. 
When Life Calls, Be Ready With American Tourister. 
Take On The World. (2013) 
Survive The World. (2011) 
The world is calling. (2011) 
Making travel less primitive. (1994)


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1933 
● Fundador: Sol Koffler 
● Sede mundial: Warren, Rhode Island, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: American Tourister Inc. 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Samsonite International S.A.) 
● CEO: Ramesh Dungarmal Tainwala 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 90 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Acessórios de viagens 
● Principais produtos: Malas, frasqueiras e mochilas 
● Concorrentes diretos: Kipling, Skybag, Travelpro, Eagle Creek, Antler e Victorinox 
● Ícones: O logotipo em formato de etiqueta de mala 
● Slogan: Trusted All Over The World. 
● Website: www.americantourister.pt 

A marca no mundo 
Atualmente a American Tourister®, segunda marca de bagagens mais vendida do mundo (atrás somente da sua proprietária, a Samsonite) comercializa seus produtos em mais de 90 países. A marca ainda vende seus produtos em mais de 100 outlets próprios espalhados pelos Estados Unidos e alguns outros países. A marca oferece uma vasta gama de malas de viagem de qualidade superior com uma identidade jovem, divertida e colorida a um preço acessível. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), jornais (Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 12/9/2017

5.9.17

KRUG


Não se deixe enganar pelo nome alemão, pois ela é uma legítima francesa. E com muita estirpe. Considerada a excelência do champanhe, a KRUG geração após geração se transformou no sinônimo do que é o blend perfeito da bebida cheia de borbulhas. Assim, seu champanhe, sempre com o mesmo estilo, conquistou especialistas do mundo inteiro devido ao seu caráter único e alcançou o status de lenda. E não por acaso, é comum ouvir uma legião de abastados fãs dizer: “Existe Krug. E há os outros champanhes”

A história 
Conta a história que Johann-Joseph Krug, um imigrante alemão da cidade de Mainz e filho de um açougueiro, aportou na região de Champagne em meados do século XIX. Ele começou trabalhando na Maison Jacquesson e, depois de sete anos, tornou-se sócio de Adolphe Jacquesson. Nesse período, apesar de ter sido contratado como contador, ele começou a testar o mercado e avaliar as críticas dos vendedores de vinhos e clientes, além de aprender a mistura de vinhos e o gosto do champanhe. Já em uma posição confortável na empresa, em 1841, casou-se com a cunhada de Adolphe, Emma-Anne Jaunay, e, um ano depois, deixou a Maison em Chalon-sur-Marne. Na pitoresca cidade de Reims, ele começou a trabalhar com Hipployte de Vivès e, em 1843, fundou a MAISON KRUG, para produzir um champanhe que se diferenciasse dos outros da região. Não interessava a ele lançar mais um bom rótulo entre os tantos encontrados na região. Queria fazer um champanhe sublime, de qualidade inquestionável, mantendo o mesmo padrão de um ano para outro. Com o objetivo de atingir essa meta, trabalhou com alguns produtores de champanhe para descobrir o segredo das borbulhas engarrafadas. Desde o início, ele era extremamente meticuloso com a assemblagem (nome dado à mistura clássica dos vinhos Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier) que iriam compor seu champanhe, e diz-se que sua técnica única de identificar e juntar esses vinhos base foram passadas de geração para geração cuidadosamente e foi sempre um membro da família Krug o responsável por montar os blends de cada safra desde então, assim como determinar quando os champanhes deveriam ser lançados no mercado.


Primeiro dos champanhes criados pela Maison, o Krug Grande Cuvée respeitava a tradicional fórmula de combinar três tipos de vinho. Um trabalho artesanal, semelhante ao dos perfumistas, que mesclam diferentes aromas para obter um resultado sofisticado em um líquido único. Nos anos seguintes, Joseph Krug rompeu com a convenção para seguir sua visão e criar a expressão mais generosa de champanhe a cada ano, independentemente da imprevisibilidade climática. Como Joseph era fluente em francês, inglês e alemão, e falava um pouco de russo, ele colocou a Maison em posição de explorar os principais mercados estrangeiros. Com isso, foi conquistando aos poucos uma clientela fiel e abastada por diversos países, principalmente da Europa. Joseph morreu em 1866 e foi sucedido por seu filho, Paul Krug. Na década de 1880, o prestígio dos champanhes KRUG foi reconhecido no Reino Unido, então o principal mercado no exterior do champanhe. A Maison passou por um difícil período durante a Primeira Guerra Mundial, já que a cidade de Reims foi severamente bombardeada. Após o conflito, a empresa se recuperou lentamente. Apesar disso, foi nesta década que foram criadas as safras KRUG de 1926 e 1928, que foram consideradas pelos críticos como os melhores champanhes.


Na década de 1970, a empresa foi vendida ao grupo Rémy-Martin, tradicional produtor de conhaques, mas membros da família Krug continuaram comandando o processo de produção. Apesar de hoje em dia a totalidade da produção da marca mal chegar a 0,2% da produção total de champanhe francês, ela está no topo de qualidade da região. E, dentro desse topo, há uma verdadeira joia rara: o Krug Clos de Mesnil, elaborado somente com uvas Chardonnay de um pequeno vinhedo (que dá nome ao champanhe). O vinhedo está localizado no pequeno povoado de Mesnil-sur-Oger, aninhado em um microclima favorável em uma suave inclinação face sudoeste. Foi comprado por Henri e Rémi Krug em 1971, como parte de seis hectares de vinhedos. Quando visitaram a propriedade, perceberam a existência dessa pequena gleba em particular, de 1.85 hectares, que datava de 1698, como atestava uma placa em um de seus muros. Durante oito anos, eles replantaram o vinhedo e, ao provar o vinho produzido em 1979, no lugar de utilizá-lo para fazer suas mesclas habituais, decidiram engarrafá-lo assim mesmo. Nascia um novo ícone do moderno champanhe. Os irmãos foram grandes responsáveis por dar à KRUG o status e prestígio que a marca goza hoje em dia.


Em 1983, mesmo contrariando as ordens do pai, Paul Krug, seus filhos Henri e Rémi resolveram produzir um champanhe rosé e, depois de pronto, apresentaram ao genitor durante um jantar, sem identificar a garrafa. Paul teria ficado tão espantado com a qualidade que teria afirmado que outra Maison estava imitando o estilo KRUG, mas em formato de rosé. Era o surgimento do champanhe KRUG ROSÉ. Na década de 1990 a Maison continuou lançando produtos que “violam” suas próprias regras de blending, com o surgimento em 1995 do Krug Clos d’Ambonnay, um Blanc de Noirs 100% Pinot Noir de um pequeno vinhedo de 0,685 hectares no sudeste da Montanha de Reims, adquirido em 1984. Para atingir a maturação ideal, 3.000 garrafas do blanc de noirs permaneceram na cave da Maison descansando por catorze anos. Elas só começaram a ser comercializadas em 2009. Clos é o nome que os franceses dão para os vinhedos “murados”, ou seja, pequeníssimas parcelas. O mais raro entre todos os champanhes KRUG imediatamente confirmou sua personalidade, como um manto em ouro brilhante, elevado por um splash de cobre.


Mesmo quando o conglomerado de luxo LVMH assumiu o controle da empresa em 1999, o modo de produzir o champanhe continuou, com a família Krug pertencendo ao grupo que forma o comitê que determina a assemblagem, o envelhecimento e a data de lançamento. A única coisa que mudou foi o investimento em marketing e o poder de distribuição, que fizeram os fenomenais champanhes da KRUG chegaram aos mais sofisticados mercados mundiais. E, para ser ainda mais exclusivista, a KRUG guarda em suas adegas em Reims algumas garrafas de safras espetaculares para serem lançadas muitos anos mais tarde. A isso eles dão o nome de Krug Collection, criada na década de 1980. Estas garrafas só são colocadas no mercado depois de membros da família terem provado seu sabor e chegado ao consenso de que elas estão prontas para o consumo.


Para qualquer conhecedor de champanhe, KRUG é um nome mítico. Outras marcas certamente possuem mais “lendas”. Algumas ganharam fama por serem preferidas por reis e rainhas ou outras celebridades mundo afora. A KRUG também esteve em diversas mesas de monarcas e festas glamorosas de artistas e milionários (como a família real inglesa, nas recepções do ex-presidente francês François Mitterrand e de Coco Chanel), no entanto, boa parte de sua notoriedade se deve ao seu champanhe agradar especialistas. Por isso, com rótulos muito disputados, garrafas chegam a custar mais de US$ 10 mil.


As obras de arte 
Atualmente a KRUG oferece uma coleção limitada dos melhores champanhes do planeta: 
Krug Grand Cuvée 
Considerado a razão de ser da histórica marca, é o primeiro cuvée de prestige recriado todos os anos desde 1843. Sua melhor definição é plenitude e elegância. Elaborado com um extraordinário assemblage de aproximadamente 120 vinhos de dez diferentes safras, alguns dos quais podendo atingir 15 anos de idade. No Grand Cuvée, as partes de uvas Pinot Noir e Pinot Meunier são mais relevantes do que as de Chardonnay. 
Krug Rosé 
É vibrante e provocativo, tem o mesmo espírito criativo da Krug Grande Cuvée. Elaborado com uma seleção de vinhos, incluindo um da uva Pinot Noir fermentado com a casca. É envelhecido por 5 anos e pode ser guardado por muito mais tempo. 
Krug Vintage 
Elaborada como uma interpretação única do caráter de um ano excepcional. É uma combinação dos vinhos do ano, a partir de muitos terrenos diferentes, com Chardonnays e presença significativa de vinhos de uvas tintas (Pinot Noirs e Meuniers) selecionadas a partir de uma grande variedade de vilas. 
Krug Collection  
Representa as últimas garrafas disponíveis de uma safra excepcional do passado, cuidadosamente armazenadas nas adegas da Maison em Reims, depois relançadas em comemoração à lendária longevidade do champanhe da marca. 
Krug Clos du Mesnil e Krug Clos d’Ambonnay 
São as únicas exceções à regra KRUG de assemblagem, pois, cada uma é elaborada com uma única variedade de uvas, de um ano único, e de um único vinhedo.


Um espaço exclusivo 
A Krug Ambassade é um espaço exclusivo para apreciar o champanhe KRUG, com atendimento, cardápio e harmonização única dentro de 60 sofisticados restaurantes, localizados em mais de 20 países. No Brasil, o premiado restaurante que possui esse espaço é o japonês Kinoshita, em São Paulo.


A produção 
Há seis gerações, a família Krug tem feito um produto sempre igual. A cada ano, o blend utiliza aproximadamente 50 vinhos das três variedades permitidas na região de Champagne (Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier) de seis a 10 safras diferentes, de 20 a 25 vinhedos. A primeira fermentação se dá em pequenos barris de carvalho de 205 litros (diz-se que é a única Maison que faz esse processo) e o envelhecimento em garrafa segue por longos seis anos, geralmente. Tudo isso para, a cada ano, seu champanhe ser lançado sempre com o mesmo estilo que o fundador criou: uma cor dourada, um buquê extravagante e textura quase cremosa, com fruta madura, notas tostadas e de avelãs e um final de grande frescor. A KRUG afirma que não há fórmula para compor o blend de seus champanhes, pois nunca haverá duas colheitas iguais. Conta que a mistura é feita com base em um “banco de memória” cuja missão é recriar ano a ano o sabor inimitável criado pelo fundador da marca.


Descubra a história de cada garrafa 
Apesar de clássica e histórica, a KRUG tem utilizado a tecnologia para contar sua história e a de seus excepcionais champanhes. Para isso, lançou um aplicativo batizado de KRUG ID. Para começar a usufruir do aplicativo, o usuário deve criar um perfil. Cada garrafa da KRUG tem um código ID único (de seis dígitos) acima do código de barras. É ele que deve ser fotografado para revelar a história por trás daquela garrafa, como por exemplo, a safra, o trimestre em que a garrafa deixou as adegas da Maison, os desafios da colheita, recomendações para armazenamento, entre outras informações. Ainda é possível receber sugestões de pratos que harmonizam com o champanhe e dicas de listas de músicas para ouvir enquanto se saboreia uma taça.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por pequenas modificações ao longo dos anos.


Os slogans 
Unlock your treasures. 
For most Krug will remain out of reach. 
There is champagne and then there is Krug. 
C’è lo champagne, e c’è Krug.


Dados corporativos 
● Origem: França 
● Lançamento: 1843 
● Fundador: Joseph Krug 
● Sede mundial: Reims, França 
● Proprietário da marca: LVMH Moët Hennessy • Louis Vuitton S.A. 
● Capital aberto: Não 
● Chairman & CEO: Margareth Henriquez 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 60 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Bebidas alcoólicas 
● Principais produtos: Champanhes de luxo 
● Concorrentes diretos: Louis Roederer Cristal, Dom Pérignon, Perrier-Jouët, Piper-Heidsieck, Bollinger e Taittinger 
● Slogan: Unlock your treasures. 
● Website: www.krug.com 

A marca no mundo 
Hoje em dia a KRUG comercializa seus exclusivos e caros champanhes em 60 países ao redor do mundo. Entre as mais célebres Maisons produtoras de champanhe, a KRUG é uma das menores. Seu tamanho está em proporção diametralmente oposta à qualidade da bebida que elabora, em torno de 500.000 garrafas por ano (80% das quais para exportação). Além das vendas na própria França (20% da produção), a KRUG é um símbolo de excelência e prestígio em países como Itália, Alemanha, Austrália e na região da Califórnia. Apesar de possuir apenas 20 hectares próprios de vinhedos (em Ambonnay, Aÿ, Le Mesnil e Trépail), a Maison mantém contratos longuíssimos com fornecedores de alta qualidade. Hoje em dia aproximadamente 100 viticultores trabalham com a Maison, fornecendo 65% a 70% das uvas. Hoje em dia, Olivier Krug, 6ª geração da família fundadora, assessora o comando da prestigiosa produtora de champanhe. 

Você sabia? 
Da cave na Rue Coquebert, no centro da cidade de Reims, saem champanhes superlativos, encantadores e, particularmente, caros. O mais simples, se é possível empregar essa denominação em um KRUG, tem preço idêntico ao das linhas tops da maioria dos concorrentes, entre eles o Dom Pérignon e o La Grande Dame, da Veuve Clicquot, aliás, grifes que, como a marca, pertencem ao conglomerado de luxo LVMH. 
Durante a Primeira Guerra Mundial, a pitoresca cidade de Reims sofreu 1.151 dias de bombardeios e nenhuma família foi poupada desta trágica devastação. Nesta época, os ancestrais de Olivier Krug abriram as portas das adegas às famílias da cidade, oferecendo abrigo seguro. 
Enquanto outras vinícolas usam vinhos recentes, na KRUG as idades podem ser superiores à 50 anos. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Veja, Época Negócios, Isto é Dinheiro e Adega), jornais (Folha e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 5/9/2017

28.8.17

EMILIO PUCCI


Poucos estilistas entraram para a história da moda tendo como passaporte a criação de estampas. Este é o caso de Emilio Pucci. Estampas extravagantes e multicoloridas que exaltam o verdadeiro estilo de vida italiano. Assim é a exclusiva marca italiana EMILIO PUCCI, criada por um “marquês alfaiate” de mesmo nome, que veste celebridades como Victoria Beckham, Elizabeth Hurley e Kylie Minogue e continua a ser um símbolo de status e luxo há sete décadas. 

A história 
Era uma vez um marquês que se tornou alfaiate. À primeira vista, a história de Emilio Pucci (foto abaixo) soa como um conto de fadas ao contrário. Ele nasceu na cidade de Nápoles no dia 20 de novembro de 1914 como Marquês de Barsento. Isto porque, seus pais, Orazio Pucci (de origem russa) e a Condessa napolitana Anguste Pavoncelli pertenciam a uma das mais aristocráticas famílias italianas. Pucci cresceu no coração de Florença, em um palácio com paredes que ostentavam obras feitas por Sandro Botticelli, Donatello e Leonardo da Vinci, local que se tornaria também palco de seus desfiles e um dos símbolos da grife que levaria seu nome. Entre 1935 a 1937 cursou sociologia nos Estados Unidos e, em 1938, alistou-se na força aérea italiana como piloto e combateu na Segunda Guerra Mundial. Apaixonado por esportes, ele praticava esqui, natação, tênis, esgrima, e por viagens, sua carreira no mundo da moda começou quase por acaso, quando ainda era piloto da aeronáutica. Preocupado com sua imagem, essa história com a moda começou quando ele desenhou modelos de roupa para si. Um dia ele ofereceu a uma amiga um traje de esqui que havia imaginado: uma calça comprida levemente justa na cintura, um pulôver, uma camisa e, por fim, um casaco desenhado como uma parca com um capuz e um bolso na frente fechado com um zíper na cintura.


A história começou a mudar quando a fotógrafa americana Toni Frissell, que trabalhava regularmente para a renomada revista Harper’s Bazaar, mostrou-se entusiasmada por aquele traje esportivo e elegante que ainda não se encontrava no mercado. E por sorte essas fotografias foram parar nas mãos de Diane Vreeland, então editora chefe da Harper’s Bazaar americana, que em dezembro de 1947 publicou um artigo sobre as criações de Pucci com o título: “An Italian Skier Designs”. Era o início do sucesso. Após a enorme promoção de sua criação, Emilio Pucci lançou no ano de 1948 sua primeira coleção, que apresentava poucas peças (um traje de esqui composto por duas peças de gabardine azul, uma calça de esqui bege no mesmo tecido, duas camisas masculinas de popeline de algodão e três túnicas de tricô de lã) e foi vendida para duas tradicionais lojas de departamentos localizadas na luxuosa 5ª Avenida em Nova York, a White Stag e Lord & Taylor. Seus primeiros sucessos, embora modestos, deram-lhe maior consciência de seu talento e permitiram que trabalhasse a partir de suas potencialidades criativas. Com a fama de estilista promissor na Itália, Pucci se associou com diversas indústrias do setor têxtil de seu país e desenvolveu tinturas de tons inéditos, além de tratamentos especiais em algodões e sedas, que lhe renderam fama até o final de sua carreira.


Foi em 1949, quando pediu licença da aeronáutica, que Pucci viajou até a belíssima Capri, no sul da Itália, e criou a sua segunda coleção, uma linha de maiôs e roupas esportivas que podiam ser usadas durante todo o dia. O sucesso foi imediato e de Capri rapidamente se espalhou por todo o Mediterrâneo nos corpos de suas frequentadoras elegantes e refinadas. A bela ilha teve grande influência na escolha de cores e temas para suas estampas. Sob o pretexto de elaborar peças para sua namorada na época, ele criou uma coleção repleta de frescor com modelagens livres da estrutura rígida da alta costura francesa, que rapidamente foi consumida e copiada por mulheres elegantes de Capri, Portofino, Cote d’Azur e em todas as praias mediterrâneas. Foi neste momento que Pucci apresentou as famosas calças Capri que ainda hoje são itens clássicos de um bom guarda-roupa feminino. O marquês criou um estilo que nunca seria dissociado de seu carisma estético e intelectual e Capri nunca deixaria de inspirá-lo: o azul da Gruta Azul, o rosa das primaveras, o verde e o amarelo das plantas de folhas espessas e carnudas, da menta e do limão. Essa síntese de autenticidade e refinamento sugerida pelo espírito de sua moda é justamente o que caracterizaria o chamado “Estilo Pucci”.


Em 1950 o estilista abandonou definitivamente a carreira militar para abrir sua loja própria, a La Canzone Del Mare, e com ela nasceu o que viria a se tornar uma grife revolucionária, a EMILIO PUCCI. Sua produção tinha características peculiares: eram poucas peças feitas à mão, de modelagens simples, a preços relativamente baratos, e esses foram um dos motivos essenciais de sua fama no início. Seus vestidos eram em sua maioria de jérsei de seda, que era leve, sem rugas e muito confortável. “É como usar nada”, exclamou na época Diana Vreeland sobre essas roupas. Emilio foi premiado em 1954 com o Neiman Marcus Award, um importante prêmio que era entregue anualmente às personalidades da moda que se destacavam por sua criatividade e originalidade. Em 1959 ele se casou com a jovem Baronesa Cristina Nannini e para atender a demanda de seus sucessos inaugurou no segundo andar de seu palácio em Florença uma espécie de escritório de estilo, onde criava suas estampas, negociava suas vendas e realizava seus desfiles. Apesar de se autodenominar artesão foi a partir desse momento que Pucci começou a trabalhar intuitivamente com metodologias de design que comprovaram que ele estava além da categoria de estilo ou gosto pessoal. Com a abertura de seu escritório ele dirigia pessoalmente a elaboração de desenhos, os contatos com os fornecedores e com os seus clientes, a realização de seus desfiles e sessões de fotos e acompanhava a demanda de seus produtos mundo a fora.


Calças afuniladas, shorts, calças Capri, vestidos resort, camisas, blusas de seda, roupas casuais viraram objetos de desejo e em pouco tempo o “Estilo Pucci” estava disponível nas mais importantes lojas de departamento dos Estados Unidos (onde o lifestyle que suas roupas exprimiam alcançaram ampla aceitação). Suas criações já eram parte das divas da mídia americana como Marilyn Monroe, Audrey Hepburn, Liz Taylor e Lauren Bacall. Autêntico admirador da feminilidade, severo crítico dos limites impostos as mulheres pela moda e inovador por natureza, ele introduziu uma série incessante de pequenas e grandes transformações que estavam além das estampas que lhe renderam a fama de “O Príncipe das Estampas”. Emilio patenteou inúmeros tecidos inéditos como o jérsei de seda e o Emilioform (tecido composto por 45% de xantungue de seda e 55% de náilon). Em 1960 o estilista assinou contrato com uma empresa de Chicago para produzir uma coleção de moda íntima e desenvolveu uma lingerie revolucionária, o Viva Panty. Neste período, o corpo da mulher ainda estava encerrado em corpetes que apertavam a cintura, comprimiam o corpo e empurravam para o alto os seios, tudo conforme os ditames da alta-costura. Em harmonia com a concepção leve, flexível e desprovida de forro de suas roupas, Pucci lançou o Viva Panty, um body de seda strecht que não comprimia e nem levantava, mas deixava adivinhar uma agradável e natural nudez do corpo. Depois desse sucesso, nasceu uma linha completa de lingeries, incluindo camisolas caracterizadas por suas estampas.


Em 1961 a marca desenhou para a Rosenthal sua primeira coleção de porcelana de mesa, ingressando assim em um novo mercado. Em julho de 1962, Pucci lançou sua primeira coleção de alta-costura, pensada para mulheres de ombros e quadril estreitos, seios pequenos e pernas compridas, cujo retrato era a então primeira-dama americana, Jacqueline Kennedy. Dois anos depois, em uma linha dedicada à África, ele protestou contra o racismo frente ao governo norte-americano ao convocar modelos negras para o desfile. O sucesso era tamanho, que em 1965 a grife criou um guarda-roupa completo para as aeromoças da companhia aérea Braniff International Airways, que apesar de ter deixado de existir em 1982, até os dias de hoje é lembrada justamente por ter-se renovado, com a participação de Pucci, saindo da monotonia cinzenta e sóbria dos uniformes, para o colorido. E a coleção de 1966, denominada Vivara, ilha próxima a Capri, constituiu a síntese gráfica mais abstrata realizada por Pucci e por isso mesmo essa é lembrada como sua coleção mais memorável. Na mesma época ele lançou seu primeiro perfume com o mesmo nome da coleção. Em 1969, por iniciativa de uma empresa argentina, criou doze tapetes, cujos protótipos seriam expostos no Museu Nacional da Arte Decorativa de Buenos Aires. E em 1971 a NASA encarregou o estilista de criar o logotipo da missão espacial Apollo 15, que levou o homem à Lua. Além disso, em 1977, ele foi responsável pelo desenho do interior do Lincoln Continental, um dos carros ícones da cultura americana.


Após décadas de auge absoluto, a casa Pucci viveu um período menos vibrante na segunda metade da década de 1970 e nos anos de 1980. Um dos motivos foi a recusa do estilista de descentralizar a produção, sem falar que os rumos da moda daquela época (pensada para mulheres que estavam saindo de casa para um mercado de trabalho ultra competitivo) eram muito distantes do seu padrão de feminilidade. Uma vez ele disse: “Nasci alfaiate e considero-me como tal. Meu trabalho é o trabalho de um artesão cujos objetivos são a qualidade e o estilo”. Emilio Pucci começou a se retirar progressivamente de suas atividades a partir de 1989. No mesmo período que sua marca viveu a segunda “Puccimania” graças a estilistas como Gianni Versace e Moschino, que mostraram coleções fortemente influenciadas por desenhos clássicos de Pucci. A cantora Madonna, a designer Paloma Picasso, a topmodel Claudia Schiffer e a atriz Isabella Rossellini foram algumas das personalidades que embarcaram nesse resgate do mago das estampas.


Em 1990 sua filha, Laudomia Pucci, assumiu a direção da empresa, já que seu irmão Alessandro Pucci di Barsento havia morrido em um acidente de carro, e no dia 29 de novembro de 1992 Emilio Pucci faleceu, mas deixou um legado precioso. Todas as roupas desenhadas por Emilio Pucci ao longo dos anos são um tesouro, seus vestidos clássicos ainda são considerados como bens de valor inestimável. Em 2000, o conglomerado de luxo francês LVMH, proprietário de marcas como Louis Vuitton, Fendi e Givenchy, adquiriu a maioria das ações da casa PUCCI. Nos anos seguintes, Laudomia Pucci junto com o grupo LVMH iniciou um processo de renovação da marca. O estilista porto-riquenho Julio Espada foi o escolhido para continuar o trabalho do marquês e por lá ficou durante dois anos. Mas a volta por cima da marca é atribuída ao estilista francês Christian Lacroix, que em três anos como diretor criativo, fez o nome EMILIO PUCCI voltar a figurar entre as grifes top do mundo da moda e desfilar na concorrida Semana de Moda de Milão. O francês mergulhou nos antigos arquivos e trouxe de volta as estampas, brincou com modelos que remetem a roupas para a prática do esqui (lembrando as origens da marca), lançando peças modernas, mas sem abrir mão do colorido e irreverente estilo PUCCI. Além disso, a marca inaugurou diversas lojas ao redor do mundo. Incluindo sua primeira unidade no Brasil, em 2011, localizada no Shopping Cidade Jardim, em São Paulo. No ano seguinte a marca inaugurou uma luxuosa loja âncora em Nova York e, em 2013, na icônica Avenida Montaigne em Paris. Hoje, após 70 anos de existência, a EMILIO PUCCI continua apostando em suas marcas registradas: cores fortes e formas abstratas e geométricas.


Os ícones inconfundíveis 
Conhecido como “O Príncipe das Estampas”. O estampado de Emilio Pucci é sem dúvida a sua principal característica. O conjunto de suas cores (puras, primárias, vibrantes ou naturais), o gosto pela abstração, a escolha de formas geralmente não figurativas, a organização modular de escalas cromáticas e a orquestração de linhas retas ou curvas parecem derivar de uma síntese geométrica dos pintores do Renascimento. Emilio Pucci deixou para o mundo da moda um legado ainda maior. Além das inconfundíveis estampas de formas abstratas e geométricas ultracoloridas, a marca é imediatamente reconhecida pelos bordados marcantes, a seda como tecido favorito para imprimir suas estampas, criações não estruturadas, que valorizam a exuberância física, e tecidos especiais (alguns deles patenteados). Outro ícone da marca italiana é impressão da assinatura à mão “Emilio” em todas as estampas.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos. Com isso, o logotipo foi sendo modernizado com o passar dos anos, tudo para transmitir uma imagem mais sofisticada.


O logotipo da marca também pode ser aplicado com seu tradicional símbolo (na verdade um brasão com dois “P” estilizados e um “E” no meio), especialmente visto em suas bolsas.


Dados corporativos 
● Origem: Itália 
● Fundação: 1947 
● Fundador: Emilio Pucci 
● Sede mundial: Florença, Itália 
● Proprietário da marca: Emilio Pucci S.r.l. 
● Capital aberto: Não (subsidiária da LVMH Moët Hennessy • Louis Vuitton S.A.) 
● Chairman: Laudomia Pucci 
● CEO: Mauro Grimaldi 
● Faturamento: €150 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 50 
● Presença global: 70 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 500 
● Segmento: Moda de Luxo 
● Principais produtos: Roupas, bolsas, sapatos e acessórios 
● Ícones: As estampas coloridas 
● Website: www.emiliopucci.com 

A marca no mundo 
Atualmente a exclusiva marca EMILIO PUCCI, que pertence ao conglomerado de luxo LVMH, possui pouco mais de 50 lojas próprias em cidades como Roma, Florença, Saint-Tropez, Londres, Moscou, Nova York, além de vender seus produtos em mais de 70 países através de sofisticadas lojas de departamento. 

Você sabia? 
Emilio Pucci criou mais de mil estampas, de um total de 20 mil, e todas estão disponíveis no Palácio Pucci, em Florença. 
Aos 25 anos, a estilista Carolina Herrera começou a trabalhar como relações públicas na tradicional Casa PUCCI, na Venezuela. 
Em 2014 Gisele Bündchen foi a estrela da EMILIO PUCCI, clicada por Mario Testino para a campanha outono/inverno. 
Marilyn Monroe foi enterrada usando um clássico vestido PUCCI verde. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, View, Elle e Vogue), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 28/8/2017