12.7.19

HOEGAARDEN


Leve, refrescante e, principalmente, aromática. Assim é a Hoegaarden, uma das cervejas belgas mais famosas no mundo. De coloração amarelada e turva (devido à presença de proteínas e fermento no líquido) e espuma branca e abundante, a Hoegaarden se tornou um enorme sucesso em muitos países pelo mundo afora. 

A história 
Para começar a contar a história da Hoegaarden, que é sinônimo de cerveja artesanal Witbier, é preciso retornar ao longínquo ano de 1445. Nesta época a Bélgica ainda era parte integrante da Holanda, formada por uma série de colônias. Um tempo em que os europeus viajavam rumo às Índias em busca de novos temperos, o que fez com que especiarias exóticas como o cravo chegassem às mãos de um grupo de monges fabricantes de cerveja na pequena vila de Hoegaarden, distante a menos de uma hora da cidade de Bruxelas. Registros históricos indicam que as cervejas de trigo eram extremamente azedas, até que os monges de Hoegaarden passaram a adicionar algumas novidades à receita, como cascas de laranja e coentro, trazido diretamente de Curaçau, na época, uma colônia holandesa. Essa foi uma descoberta que mudou o mundo da cerveja, transformando a Witbier em uma bebida leve e prazerosa. E essa transformação mudou também o ambiente na pequena e pacata vila de Hoegaarden: em 1709, a cidade já contava com mais de 12 cervejarias, número que aumentou para 36 em pouco mais de 15 anos. Nessa mesma época, Hoegaarden já tinha mais de 110 espaços para o armazenamento de malte.


Mas toda essa popularidade da cerveja artesanal Witbier acabou junto com a fatídica Segunda Guerra Mundial. Como decorrência deste grave conflito mundial e também devido ao enorme crescimento das cervejas lagers douradas, em 1957, a última cervejaria da região encerrou sua produção, colocando um fim na venda desse estilo de cerveja artesanal. Mas para sorte dos apreciadores de cervejas de alta qualidade, em 1966, Pierre Celis, um leiteiro da cidade e que havia trabalhado quando jovem na Cervejaria Tomsin, uma das últimas produtoras de Witbier locais a fechar, resolveu tomar uma atitude para preservar a receita original desta obra-prima, com suporte financeiro de seu pai e a ajuda de um mestre-cervejeiro experiente. Foi então, com base nas próprias memórias e na de moradores da região, que ele começou a fabricar artesanalmente uma tradicional Witbier dando a ela o nome da região, marca utilizada até os dias de hoje. O primeiro lote da cerveja, produzido no estábulo da fazenda de sua família, usando apenas uma caldeira de cobre, foi lançado no mercado exatamente no dia 19 de março de 1966. O sucesso do renascimento deste estilo de cerveja foi bem recebido pelos habitantes da região, tornando-se uma lenda e muito procurado como uma bebida altamente refrescante, e demonstrado pela quantidade de produção e na mudança para um prédio maior, batizado de “De Kluis” (“o cofre”), uma referência sutil aos monges da região.


No primeiro ano foram produzidos apenas 350 hectolitros, mas nos anos seguintes, cresceu exponencialmente, atingindo em 1985 a marca de 75.000 hectolitros de cerveja por ano. Isto só foi possível, porque com o aumento da demanda, Celis comprou a Hougardia, uma fábrica abandonada de limonada, para expandir suas operações de fabricação da cerveja Hoegaarden. Este ano também foi marcado pelo lançamento da primeira extensão da marca, a Hoegaarden Grand Cru, uma cerveja do estilo Belgian Golden Strong Ale com 8,5% de teor alcoólico, cuja cor era alaranjada, o paladar seguia o aroma de frutas cristalizadas, como laranja, cravo e damascos. A cerveja fazia sucesso, especialmente na Bélgica e outros poucos países europeus, mas importantes mercados como Holanda, França e Reino Unido. O sucesso da Hoegaarden foi ajudado em parte pelo copo de seis lados em que era servida a cerveja: por acaso, Celis encontrou o protótipo italiano em uma loja da cidade. Porém, ainda em 1985, quando ele estava prestes a começar a exportar para os Estados Unidos, mais uma vez uma catástrofe atingiu a indústria da cerveja branca belga. A fábrica da Hoegaarden foi severamente destruída por um grande incêndio. Para reconstruir a fábrica, Pierre Celis teve que obter um empréstimo e, ele encontrou isso, com a cervejaria Interbrew, então proprietária e produtora da marca Stella Artois. Mas Celis sentiu que o empréstimo era uma forma de pressioná-lo a adequar a receita de sua cerveja para torná-la mais comercializável. Em vez de mudar a receita, ele decidiu vender a cervejaria em 1987 e se mudar para o estado do Texas, onde fundou a Celis Brewery para fabricar a “Celis White”, uma cerveja que ele descrevia como a “Hoegaarden original”. Com isso a Interbrew assumiu a cervejaria Hoegaarden (que hoje pertencente ao poderoso grupo AB-Inbev).


Com isso, a marca Hoegaarden ganhou investimentos, aumentou a capacidade de produção, poder de marketing e passou a ser exportada para vários mercados mundiais. E nos anos seguintes ampliou a linha de cervejas da marca com o lançamento em 1995 da Hoegaarden Spéciale (rica e encorpada cerveja de trigo de estilo belga, disponível apenas entre outubro e janeiro, com sabor frutado característico e notas picantes claras de cravo e coentro, além de um toque levemente tostado); em 2007 da Hoegaarden Rosée (naturalmente doce e refrescante, com 4,5% de teor alcoólico, possui cor rubi, infusionada com sabores de framboesa, um rico aroma frutado e notas leves de especiarias e coentro); em 2008 da Hoegaarden Citrus (com apenas 3% de teor alcoólico, possui coloração amarela clara, média turbidez e espuma branca, de pouca persistência, além de um aroma tradicional com toques de semente de coentro e muito limão); da Hoegaarden Forbidden Fruit (inspirada no fruto proibido - a maçã -, que possui coloração avermelha e é suavemente adocicada, além de ser feita com malte torrado e lúpulos que oferecem um aroma tipicamente herbal); da Hoegaarden Agrum (uma cerveja original de trigo belga com apreciados frutos locais cítricos, como por exemplo, o agrume), e da Hoegaarden Cherry (com um toque de suco natural de cereja).


Mais recentemente, no início de 2019, a AB-InBev começou a investir na marca belga no mercado brasileiro. Com isso, inaugurou o primeiro bar temático da marca no mundo, batizado de Hoegaarden Greenhouse, no bairro de Pinheiros em São Paulo, que traz um pouco do estilo de vida simples e rústico do vilarejo belga de Hoegaarden, fazendo com que consumidores repensem suas prioridades em meio ao caos urbano. Com uma decoração exótica, que conta com 264 plantas de 38 espécies, o espaço oferece além de boa cerveja (para abastecer os copos, a aposta é o chope Witbier da marca – uma novidade, já que a cerveja só chegava engarrafada ao Brasil) e petiscos deliciosos (cardápio idealizado por um chef), com uma programação extensa, exibições de cinema aberto, feiras de produtores locais e de alimentos orgânicos e workshops de jardinagem.


A Hoegaarden possui um processo de fabricação único e complexo e, justamente por isso, é virtualmente diferente de qualquer outra cerveja no mundo. A primeira etapa é um processo de alta fermentação. Depois, a cerveja é engarrafada sem pasteurização e permanece em repouso por mais três semanas para que aconteça a re-fermentação dentro da própria garrafa. A aparência final é de uma cor amarelo ouro e opaco típico das cervejas de trigo belgas.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas alterações ao longo dos anos, adquirindo uma imagem mais moderna, mas sem perder a rica herança de sua história.


Os slogans 
The Original Belgian Wheat Beer. 
Naturally Different. (2012)


Dados corporativos 
● Origem: Bélgica 
● Lançamento: 19 de março de 1966 
● Criador: Pierre Celis 
● Sede mundial: Bruxelas, Bélgica 
● Proprietário da marca: Brouwerij Hoegaarden 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Anheuser-Busch InBev SA/NV) 
● Presidente: Carlos Brito
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 70 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Cervejaria 
● Principais produtos: Cervejas de trigo 
● Concorrentes diretos: Erdinger, Vedett, Paulaner, Franziskaner, Weihenstephan, Löwenbräu
e Hofbräu 
● Ícones: O formato do copo chamado de Tumbler 
● Slogan: The Original Belgian Wheat Beer. 
● Website: hoegaarden.com/pt/  

A marca no mundo 
A Hoegaarden, que pertence a poderosa AB-InBev, está presente com sua linha de cervejas de trigo em mais de 70 países, com enorme e disseminada popularidade no continente europeu. Hoje em dia, além do sucesso mundial da marca, 9 a cada 10 cervejas de trigo vendidas na Bélgica são da marca Hoegaarden, além de que o estilo se espalhou pelo mundo e agora podemos encontrar facilmente a cerveja artesanal Witbier. Hoegaarden é detentora de dez medalhas na Copa do Mundo de Cervejas, o World Beer Cup, e com seu sabor único é apreciado e premiado em toda a Europa, América do Norte, Austrália, Singapura e China. 

Você sabia? 
Tumbler é o copo utilizado para as cervejas do tipo Witbier, como a Hoegaarden. Há uma lógica na forma hexagonal do copo (inspirado nos tradicionais copos de geleias), pois se abre para cultivar uma espuma robusta, com uma boca mais larga que deixa os aromas cítricos, temperados e cheios de ervas catapultarem-se pelo ar. Como estas cervejas não formam muito creme, o copo não precisa ter a boca fechada. Robustos e pesados, também facilitam a vida dos bares por serem mais difíceis de serem quebrados, por isso não é incomum serem usados para servir também coquetéis, refrigerantes e chás gelado. 
Como as pessoas pronunciam o nome da cerveja em outras partes do mundo é outra história, mas, para esclarecer: é pronunciado “RUgaarden”. 
Você deve estar se perguntando, se é cerveja de trigo, por que não se chama Weiss, como as tradicionais alemãs? As duas são feitas de trigo e os nomes Weissbier ou Witbier significam a mesma coisa, cerveja branca, mas há uma diferença na produção. A Weiss alemã, geralmente usa trigo maltado e nenhum adjunto em sua receita. Já a Witbier belga, é produzida com trigo não-maltado e temperada com coentro e casca de laranja (que são responsáveis pela notas condimentadas e cítricas). De maneira geral as cervejas Witbiers são claras, mas por não serem filtradas são turvas. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Veja, Exame, Forbes, Newsweek e BusinessWeek), jornais (Estadão e Folha), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 12/7/2019

20.6.19

ABREU


Não existe nenhuma agência de turismo, no mundo, com tanta história e experiência em proporcionar férias e momentos inesquecíveis como a portuguesa Abreu. Considerada a agência de turismo mais antiga do mundo, a empresa cuida com eficiência de todo o planejamento das viagens, para que milhões de clientes tenham uma experiência única, relaxante e segura, sempre em busca de novas formas de pesquisar, viajar e compartilhar suas vivências. 

A história 
A história da Agência Abreu começou no longínquo ano de 1840 quando Bernardo Luís Vieira de Abreu percebeu uma oportunidade de negócios com o movimento de emigrantes que saía do norte de Portugal e da região da Galícia para o Brasil. Diante desta enorme oportunidade e um instinto visionário para negócios, Bernardo fixou-se na cidade do Porto e abriu a primeira agência de viagens do mundo com atendimento ao público. Inicialmente a agência era especialista em prestar serviços, como por exemplo, a confecção de passaportes, vistos de emigração e a venda de passagens de trem para Lisboa e de navio para a América do Sul, especial com destino ao Brasil. Ao longo dos anos seguintes, os destinos foram ampliados para a África, América do Norte e Europa. E com isso a Abreu ganhou centenas de milhares de clientes.


Havendo referências ao agenciamento de transporte de carga para o Brasil e para o continente africano já em 1895, foi somente no ano de 1957 que essa atividade passou a integrar o setor de Carga, que hoje em dia assume um papel relevante nos negócios da Abreu, tão importante quanto às viagens de lazer e empresariais. Ainda nos anos de 1950, o portfólio de produtos e serviços valorizou-se com os chamados Circuitos Europeus e as Viagens em Grupo - ainda hoje dois ícones na programação da marca. Isto porque, frequentemente turistas brasileiros solicitavam, por intermédio de agências de viagens brasileiras, que a Abreu organizasse viagens pela Europa, na maior parte das vezes operadas em ônibus, com guia e motorista. E foi assim que se iniciaram as primeiras viagens em grupo, as excursões em ônibus, circuitos esses que até hoje a Abreu opera com enorme sucesso. Foi neste momento que houve a nomeação do primeiro representante no Brasil.


Na década de 1960 tem início um novo ciclo na Abreu, determinado especialmente pelo enorme crescimento da aviação comercial no mundo, que encurtou as distâncias entre os continentes. Ainda nesta década a Abreu iniciou a comercialização de pacotes de cruzeiros marítimos, incrementado nos anos seguintes através de fretamentos integrais de navios para viagens na costa brasileira, Açores, Madeira, Europa Continental, Norte da África e Oriente Médio. A empresa contribuía, assim, para o fortalecimento do segmento de cruzeiros marítimos, que abriu novas perspectivas ao turismo mundial, um setor de negócios onde a Agência Abreu afirmou sua especialidade e experiência única, tornando-se líder de mercado nos dias atuais. Em 1969, a agência abriu seus primeiros escritórios próprios nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo.


Os anos seguintes assistiram à expansão da rede de lojas da Abreu no território português, e também prosseguiu sua expansão internacional com a abertura de escritórios em Nova York, Madri, Londres, México, Caracas e Buenos Aires. Além disso, foi lançado o operador turístico próprio, para criação e distribuição de produto e gestão (pioneira) de operações de voos charter em Portugal (de Lisboa a Funchal), Espanha e Brasil. Tudo isto refletiu, em grande parte, o crescimento notável da indústria do turismo e a democratização das viagens, agora ao alcance de milhares de pessoas através da oferta competitiva da Agência Abreu. Com isso, trouxeram à evidência o crescimento sustentado dos negócios da presença da Abreu em Portugal e no mundo. Na década de 1980 foi criado o Operador Turístico - Club 1840 - que se tornou uma referência no panorama turístico internacional; e ainda outros setores especializados tais como o Departamento de Empresas, Congressos, Grupos e Incentivos e Turismo Religioso.


Em 2003, os portugueses foram convidados a “descobrir” o Mundo Abreu, que incorpora uma forte componente de aproximação de fornecedores com os clientes finais, hoje em dia considerada a maior feira de viagens do continente europeu, exclusivamente dirigida ao público, com a presença de organizações institucionais e de fornecedores de serviços turísticos nacionais e internacionais dos cinco continentes. O novo milênio tem início com investimentos maciços da empresa em mercados como Portugal, Brasil e Angola, além do estreitamento das relações com outros mercados do continente americano. Foram inaugurados então, novos escritórios nos Estados Unidos e na Inglaterra. Os investimentos estenderam-se também às tecnologias, à comunicação interna e externa, às novas mídias e à interpretação de um modelo de sociedade cada vez mais pautado pelas regras e tendências da economia digital. E em 2014 foi lançada a Expo Abreu, primeira feira de viagens de inverno organizada em Portugal. Nos últimos anos a Agência Abreu começou a investir ainda mais na era digital, adaptando-se ao mercado crescente do turismo na internet. Com isso surgiu o site Abreu Express, para clientes que não estão interessados em adquirir pacotes de turísticos e necessitam apenas de uma passagem aérea ou alojamento em hotéis. O site foi criado com “o intuito de melhorar a experiência online na reserva de voo, hotel ou na combinação de ambos”.


A evolução visual 
A identidade visual da marca Abreu passou por algumas alterações ao longo dos anos, adquirindo uma grafia mais moderna e atraente.


Os slogans 
Curta sua viagem. 
A sua marca de confiança. 
Uma marca de Portugal em viagem universal.


Dados corporativos 
● Origem: Portugal 
● Fundação: 1840
● Fundador: Bernardo Luís Vieira de Abreu 
● Sede mundial: Porto, Portugal 
● Proprietário da marca: Viagens Abreu S.A. 
● Capital aberto: Não 
● Chairman: Alberto de Macedo Vieira de Abreu 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Agências: 150 
● Presença global: 6 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 2.000 
● Segmento: Turismo 
● Principais produtos: Pacotes turísticos, passagens aéreas e cruzeiros marítimos 
● Concorrentes diretos: Thomas Cook, Virgin Holidays, TUI Travel, FlyTour, CVC, Expedia, Decolar e Travelocity 
● Slogan: Curta sua viagem. 
● Website: www.abreutur.com.br 

A marca no mundo 
Considerada a agência de turismo mais antiga do planeta (uma polêmica: a “rival”, Cox & Kings, surgiu em 1758, trabalhando com o exército britânico, acompanhando as aventuras dos seus regimentos na construção do império), a Abreu opera fortemente em países como Portugal, Brasil Espanha, Angola, Inglaterra e Estados Unidos. O principal destaque da Abreu são os pacotes turísticos sempre muito bem diferenciados e exclusivos para seus clientes. A Abreu tem-se especializado na prestação de serviços turísticos, ajudando clientes a planejar suas viagens, tanto em transporte e alojamento, como até mesmo no segmento de atividades lúdicas e culturais. A agência portuguesa oferece as melhores tarifas e principais pacotes e roteiros turísticos, desde cruzeiros marítimos, roteiros na Europa, Estados Unidos, parques temáticos, além de estadias em praia e ilhas, que estão entre os destinos mais procurados. 

Você sabia? 
Apesar de ter sido fundada em 1840, a Agência Abreu ainda hoje pertence à mesma família e descendentes diretos do fundador, da quinta geração. 

As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), jornais (Folha e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 


 Última atualização em 20/6/2019

31.5.19

HAVAN


Quem mora em grandes centros urbanos talvez nunca tenha ouvido falar na HAVAN. E há um bom motivo para isso: a rede varejista está toda espalhada pelo interior ou por cidades de médio porte do Brasil. A HAVAN se autodenomina “a loja de departamentos mais completa do Brasil!”. Com uma infinidade de produtos de qualidade, as fachadas de suas lojas são caracterizadas pela semelhança com a Casa Branca. E tem mais. Suas unidades são reconhecidas por uma réplica da famosa Estátua da Liberdade. Além disso, seu fundador, Luciano Hang, é seu maior garoto-propaganda. É assim que uma das varejistas que mais cresce no Brasil, conquista cada vez mais mercado e, principalmente, proeminência. 

A história 
Tudo começou exatamente no dia 26 de junho, quando Luciano Hang (foto abaixo), filho de operários do setor têxtil, e Vanderlei de Limas, resolveram abrir uma pequena loja de atacado de tecidos, com apenas 45 m², um balcão e um funcionário, localizada na Avenida Primeiro de Maio, na cidade de Brusque, a 100 quilômetros de Florianópolis, em Santa Catarina. O novo empreendimento foi batizado de HAVAN, junção das sílabas iniciais do nome e sobrenome dos dois sócios: Hang e Vanderlei. No final desta década, a HAVAN passou a importar tecidos e artigos de baixo valor agregado, para atender ao varejo da região. Com o crescimento do número de visitantes e a diversificação dos produtos, a loja se tornou pequena e uma nova unidade foi inaugurada no centro da cidade. Vanderlei vendeu sua participação no negócio em 1991, depois de discordar dos planos de Hang para a ampliação da loja.


O ano de 1994 foi de suma importância para a marca. A HAVAN já era destaque no varejo regional e começou a estabelecer seus diferenciais de marketing. A construção de um novo prédio de 7.000 m² ganhou contornos estilizados da Casa Branca, a poderosa residência oficial do presidente dos Estados Unidos. Isto porque o empresário se viu obcecado em encontrar um padrão arquitetônico para o negócio. A inspiração veio da admiração que ele tinha pelos Estados Unidos - país que visitou pela primeira vez no ano de 1989 - e pela cultura empreendedora dos americanos. A loja foi inaugurada em 25 de julho. E nessa inauguração começaria a surgir um dos símbolos da rede. Isto porque, uma criança de apenas 7 anos disse a Hang que, para o prédio ficar perfeito, só faltava a Estátua da Liberdade. Ele guardou a sugestão. No ano seguinte, em dia 21 de outubro, foi inaugurada a primeira unidade em Curitiba, no Paraná. Com 2.500 m², a HAVAN conquistou toda a região. Após uma remodelação, a loja passou a ter as mesmas características de arquitetura da Casa Branca, como a matriz da rede. Foi neste mesmo ano que a HAVAN implantou a primeira réplica da famosa Estátua da Liberdade, na filial de Brusque, que representa a liberdade de escolha dos clientes e se tornou um símbolo de reconhecimento da rede (espécie de um totem). Inspirados no modelo americano de liberdade, estes símbolos fortaleceram a marca da HAVAN no mercado brasileiro, fazendo com que, em muitas regiões do país, atualmente estejam mais associados à marca do que à sua verdadeira origem nos Estados Unidos.


Em 1999, a desvalorização cambial fez com que a HAVAN definisse um novo rumo para seus negócios, passando a atuar no segmento de lojas de departamentos. Com isso, o número de produtos foi ampliado (a proposta era vender de tudo no mesmo espaço: roupas, eletrodomésticos, ferramentas, produtos para a casa, cosméticos, brinquedos, etc.) e novas unidades foram inauguradas nos anos seguintes em cidades como Florianópolis (2002), Criciúma (2004) e Joinville (2004). Além disso, em 2003, o lançamento do site aproximou a HAVAN do público consumidor ao permitir que eles conhecessem a empresa, seus produtos e campanhas através da internet (recentemente a rede aperfeiçoou seu comércio eletrônico com a possibilidade de comprar no site e retirar o produto na loja física, sem pagar por frete). No ano de 2005, com a inauguração da filial no Shopping Center Neumarkt, em Blumenau, a primeira em um shopping, a HAVAN passou a adotar um novo padrão de loja, combinando arquitetura, decoração e apresentação do mix de produtos de forma moderna e integrada.


Sempre com seu viés de inovação, em 2008, a rede assumiu a restauração do antigo Castelinho de Moellmann, em Blumenau, considerado um dos principais cartões postais de Santa Catarina e que se encontrava em total estado de abandono. Com um investimento expressivo e sua visão mercadológica, Luciano implementou a primeira loja temática da rede, aliando o passado e futuro. Pouco depois, em 2010, a HAVAN continuou crescendo na região sul do país com a inauguração de lojas em Foz do Iguaçu, São José dos Pinhais (que marcou a regionalização da rede na grande Curitiba), Barra Velha, Maringá, e Palhoça. Em 2011, ano em que celebrou o 25º aniversário, a HAVAN cumpriu seu ousado projeto de expansão e inaugurou 15 novas unidades entre os estados do Paraná e Santa Catarina. O ano seguinte foi um marco de sucesso em sua história com a rede atingindo 50 mega unidades e consolidando-se como a loja de departamentos mais completa do Brasil.


Em 2013, dando continuidade ao acelerado projeto de expansão, a HAVAN conquistou novos mercados pelo país com a inauguração de suas primeiras lojas nos estados de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Além disso, lançou a Havan Viagens, uma agência de turismo que chegava para diminuir distâncias no Brasil e no mundo, e compartilhar com os clientes a realização de seus sonhos de férias. O serviço foi oferecido inicialmente na loja matriz, em Brusque. No ano seguinte, a rede inaugurou novas unidades em Minas Gerais, Bahia, Rondônia e Pará, totalizando assim 86 lojas em todo o Brasil. Já em 2015 a HAVAN era referência em atendimento e produtos de excelente qualidade, com inúmeros prêmios conquistados na categoria varejo. Em 2016, um burburinho sobre quem era o dono da HAVAN acabou virando o tema de uma campanha publicitária de Natal da marca. Como os donos dessas empresas não costumam aparecer, surgiram na internet e nas cidades em que a HAVAN estava presente rumores de quem eram os possíveis proprietários: a filha da ex-presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Lula, o bispo Edir Macedo e até o empresário Silvio Santos, eram alguns dos exemplos. A mudança ocorreu após a empresa ter sido associada à figura de políticos. “Eu não ligava enquanto achavam que a HAVAN era uma empresa americana, chinesa ou coreana. Mas quando começaram a associar a rede a políticos, me preocupou”, disse Hang na época. Foi aí que entrou ele entrou em ação. A campanha publicitária “De quem é a Havan?” o consagrou como personalidade do ano, através do prêmio ADVB Top de Marketing. A campanha mostrava uma enquete com clientes na loja, na qual eles citavam personalidades diversas. Em outro vídeo, Hang se apresentava como dono da varejista e falava das promoções de Natal. Em 2017, a rede inaugurou sua 100ª filial em Rio Branco no Acre, evento que contou com mais de 150 mil pessoas.


Durante sua trajetória, a HAVAN e, especialmente Luciano Hang, descobriram que, no interior do país, o mercado é completamente diferente. Os preços baixos, a decoração curiosa de suas lojas e o espaço para alimentação e lazer conquistaram milhões de clientes, que muitas vezes chegam em ônibus intermunicipais. A proximidade de rodovias, o amplo estacionamento e a facilidade de acesso a transporte público também ajudaram para o sucesso da rede. Segundo a consultoria Boston Consulting Group, mais de 80% das cidades em que a HAVAN está presente têm menos de 500.000 habitantes.


Os slogans 
A Loja Mais Amada do Brasil. (2018) 
Não tem crise para quem vende barato.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 26 de junho de 1986 
● Fundador: Luciano Hang e Vanderlei de Limas 
● Sede mundial: Brusque, Santa Catarina, Brasil 
● Proprietário da marca: Havan Lojas de Departamentos Ltda. 
● Capital aberto: Não 
● Presidente: Luciano Hang 
● Faturamento: R$ 7 bilhões (2018) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 125 
● Presença global: Não (somente no Brasil) 
● Funcionários: 16.000 
● Segmento: Varejo 
● Principais produtos: Produtos para casa, eletrodomésticos, eletrônicos, brinquedos, roupas, calçados e itens de decoração 
● Concorrentes diretos: Magazine Luiza, Casas Bahia, Walmart, Extra e Carrefour 
● Ícones: A réplica da Estátua da Liberdade 
● Slogan: A Loja Mais Amada do Brasil. 
● Website: www.havan.com.br 

A marca no Brasil 
Hoje a HAVAN, que fatura mais de R$ 7 bilhões (dados de 2018), está presente em mais de 80 cidades de 17 estados brasileiros, por meio de 125 lojas que somam mais de um milhão de metros quadrados construídos. Cada loja em média oferece 100 mil itens nacionais e importados, incluindo itens para casa, eletrodomésticos, eletrônicos, brinquedos, roupas e produtos de decoração. A filial da cidade de Barra Velha, conhecida como Parada Havan, é a maior loja da rede e foi construída às margens da BR-101 para atender não somente a população da região, mas também os viajantes que trafegam pela principal rodovia do estado de Santa Catarina. Mais de 1 milhão de produtos são movimentados diariamente no enorme Centro de Distribuição da empresa em Barra Velha, Santa Catarina. 

Você sabia? 
Grande parte de suas lojas é decorada com uma réplica da Estátua da Liberdade de 33 metros de altura em média. A maior delas fica em Barra Velha (SC) e tem 57 metros de altura - mais do que a estátua do Cristo Redentor (que possui 38 metros). 
Em 2019 a HAVAN lançou uma assistente virtual, que atende no chat no site da rede. Chamada Liberdade, ela pode sanar dúvidas, rastrear pedidos, aumentar o limite do Cartão HAVAN, desbloquear senhas, entre outras funções. 
Além dos programas sociais obrigatórios a empresa promove eventos que atraem milhares de pessoas, como por exemplo, a Expo Havan Noivas e o Natal Luz Havan, que conta com uma programação com shows gratuitos, chegada do Papai Noel e acendimento de milhares de lâmpadas, contornando as fachadas das lojas. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Época Negócios e Exame), jornais (Meio Mensagem, Estadão e Valor Econômico), portais (G1), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 31/5/2019

2.4.19

SEGAFREDO ZANETTI


Criar para milhões de consumidores no mundo a melhor e mais incrível experiência ao degustar uma xícara de café espresso. Essa é a principal missão da marca italiana Segafredo Zanetti. Ou seja, envolver o estilo de vida italiano em uma deliciosa xícara de café espresso. Se você está com vontade de um café leve, médio, escuro ou descafeinado, a Segafredo Zanetti o fará viajar espiritualmente para a Itália e sua cultura do espresso. 

A história 
Tudo começou no ano de 1973 quando Massimo Zanetti, nascido em uma família de comerciantes de café, adquiriu uma pequena torrefadora de café na cidade de Bologna, então de propriedade de Francesco Segafredo, e cuja marca era bastante conhecida na região. Em seu primeiro ano a nova empresa, batizada de Segafredo Zanetti, vendeu uma tonelada de café. Nos anos seguintes, a empresa ganhou enorme reputação no mercado italiano por seu café de sabor intenso e qualidade superior. Não somente fruto da tradição familiar, mas também pela paixão transmitida pelo seu avô e depois pelo pai. Além disso, na década de 1980, passou a expandir as operações e exportar cafés torrados para outros países europeus, como por exemplo, Portugal, França, Áustria e, pouco depois, para a América do Sul.


A marca Segafredo Zanetti Espresso nasceu graças ao grande e apaixonado trabalho do próprio Massimo Zanetti. Descendente de uma família com mais de duas gerações no ramo do comércio de café, ele, de forma ousada, inaugurou o primeiro Café Segafredo no ano de 1988, na sofisticada cidade de Paris. Era o ingresso da marca no segmento de varejo ao consumidor, através de cafeterias com ambientes aconchegantes e um cardápio delicioso incluindo cafés (quentes e gelados), sanduíches, bolos e produtos panificados. O sucesso foi tamanho que, nos anos seguintes, novas unidades foram inauguradas em várias cidades europeias, asiáticas e do Oriente Médio.


A empresa italiana ingressou timidamente no Brasil em 1996 ao adquirir uma fazenda de café na cidade mineira de Pimenta. Depois, comprou a Nossa Senhora da Guia, uma trading com sede comercial em Santos (litoral de São Paulo). Dois anos depois, o grupo italiano já contava com uma torrefadora em Contagem (MG). O início dos anos 2000 foi crucial para o crescimento da empresa que, primeiro, ampliou sua presença no norte da Europa e, depois, ingressou no forte e competitivo mercado americano. Além disso, em 2004 foi criada a Segafredo Zanetti Coffee System, divisão especializada em soluções com alto nível de atendimento aos consumidores e ao setor de serviços de escritório. Com isso, a empresa passou a comercializar máquinas automáticas de café (que permitem ao simples toque de um botão tirar deliciosos cappuccinos, latte macchiato ou espressos), cápsulas e saches, ingressando assim em um mercado milionário e em rápida expansão. Ainda em 2004 a empresa resolveu ingressar em um mercado exótico, a Arábia Saudita. Somente no ano de 2014, a Segafredo Zanetti, já um dos maiores produtores de café espresso do mundo, que opera também no mercado da distribuição automática, anunciou o lançamento oficial da marca no mercado chinês.


Atualmente a Segafredo Zanetti Espresso é a “Embaixadora da Cultura Italiana do Café”, cuja essência é o estilo de vida refletido nas tradicionais cafeterias italianas. A marca se orgulha da constante busca para oferecer produtos de alta excelência, serviços eficientes e hospitalidade, através de seus excepcionais cafés e cafeterias espalhadas pelo mundo. Nascida de uma autêntica herança italiana, a Segafredo Zanetti é a marca preferida por baristas profissionais em mais de 100 países. Da fazenda à xícara, a marca italiana permanece meticulosa na elaboração de cafés e espressos extraordinários que oferecem sabor e aroma ricos valorizados pelos apreciadores mais sofisticados. Tudo para divulgar em todo o mundo o gosto, a cultura e a preparação do verdadeiro café espresso italiano.


Os slogans 
Coffee crafted like no other®. 
Il vero espresso italiano. 
Are you ready for the real Italian Coffee experience? 
Da una passione vera, il caffè più autentico. (2006) 
O verdadeiro espresso italiano. (Brasil)


Dados corporativos 
● Origem: Itália 
● Fundação: 1973 
● Fundador: Massimo Zanetti 
● Sede mundial: Pianoro, Bolonha, Itália 
● Proprietário da marca: Segafredo Zanetti S.p.a. 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Massimo Zanetti Beverage Group S.p.a.) 
● Chairman: Massimo Zanetti 
● CEO & Presidente: Daniele Boscaro 
● Faturamento: US$ 1.2 bilhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Cafeterias: 600 
● Presença global: 100 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 2.500 
● Segmento: Torrefação e comércio de cafés 
● Principais produtos: Cafés, máquinas automáticas, xícaras e acessórios 
● Concorrentes diretos: Lavazza, Illy, Nespresso, Saeco, Starbucks e Jacobs Douwe Egberts 
● Slogan: Coffee crafted like no other®. 
● Website: www.segafredo.it 

A marca no mundo 
Atualmente a Segafredo Zanetti é líder no segmento de café espresso na Itália e no mundo, com mais de 100.000 clientes (das cafetarias e bares aos grandes restaurantes e hotéis) e 50 milhões de xícaras consumidas por dia. A empresa também comercializa máquinas de café espresso e hoje vende mais de 60.000 toneladas de café por ano. Além disso, a marca possui uma rede de mais de 600 cafeterias, batizadas de Segafredo Zanetti Espresso, em vários países do mundo. A marca tem forte presença também em outros países europeus como França, Portugal e Áustria. Já no Brasil, a Segafredo Zanetti tem unidade principal em Contagem, estado de Minas Gerais, e opera no varejo, bares, cafés e exportação, principalmente para a Argentina. 

Você sabia? 
A Segafredo Zanetti é, de fato, uma das únicas empresas do setor a controlar diretamente toda a linha de produção do café. Do cultivo e seleção da matéria-prima nas plantações em propriedades no Brasil, Havaí e Costa Rica, à arte da mistura e torrefação em modernas fábricas, cujos resultados são as misturas para o café mais famoso e apreciado em todo o mundo. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 2/4/2019

12.12.18

AFLAC


É possível um simpático pato branco ser o símbolo e a imagem de uma seguradora respeitada? Não somente é possível, como foi o responsável por tornar a americana Aflac em uma marca desejada por milhões de americanos e japoneses quando o assunto é seguro suplementar de saúde e de vida. 

A história 
Tudo começou quando os irmãos, John, Paul e Bill Amos, vislumbraram a necessidade de proteção financeira individual ou familiar quando surgisse uma emergência médica. Foi então, que no dia 17 de novembro de 1955, eles fundaram a American Family Life Insurance Company of Columbus, que iniciou suas atividades em um pequeno complexo de seis salas no centro de Columbus, no estado da Geórgia, com apenas 16 funcionários e 60 agentes para venda de apólices de seguro saúde. Após seu primeiro ano de operação, a empresa possuía mais de 6.400 segurados e US$ 388.000 em ativos. Pouco depois, em 1958, a empresa foi pioneira na introdução da apólice de seguro de câncer, depois de identificar a necessidade de aliviar a carga financeira de pacientes e suas famílias atingidas por essa terrível doença.


Em 1964, a empresa iniciou as chamadas “vendas conjuntas”, que consistiam em comercializar seguros relacionados ao câncer no local de trabalho (eventualmente por meio de políticas patrocinadas pelos empregadores e financiadas por deduções na folha de pagamento), além de comercializá-los diretamente aos consumidores. Ainda neste ano a empresa mudou seu nome para American Family Life Assurance Company of Columbus, que mais tarde daria origem a abreviação Aflac. É bom lembrar que no novo nome a palavra “Insurance” [seguro] foi trocada para “Assurance” [garantia] devido a um acordo de cavalheiros entre o então presidente da empresa e um executivo de outra seguradora americana de mesmo nome. No ano de 1970, passou de uma pequena empresa regional a uma seguradora nacional em rápido crescimento, com presença em 37 estados americanos. Exatamente no dia 1 de outubro de 1974 a empresa iniciou seu processo de internacionalização ao começar a vender seguros no Japão, tornando-se apenas a terceira seguradora americana a fazê-lo. No primeiro ano, a empresa havia emitido US$ 25 milhões em prêmios no Japão. Ainda neste ano, a empresa começou a negociar ações na Bolsa de Nova York (NYSE).


A década de 1980 representou para a empresa um enorme progresso, especialmente com o desenvolvimento de uma estratégia que ampliou sua linha de produtos e expandiu seu sistema de distribuição. Com isso, em 1984, a empresa introduziu no mercado americano um seguro de acidentes e o primeiro benefício de incidência para a apólice de câncer. Além disso, no Japão introduziu outro produto inovador: a primeira apólice de atendimento de demência no mundo. No final desta década, em 1989, a American Family Life Assurance Company of Columbus adotou oficialmente a sigla Aflac como marca. A década seguinte, marcada pela inovação, teve início com o lançamento da primeira campanha publicitária nacional da Aflac, destinada a aumentar o reconhecimento da marca e estabelecer as bases para uma década de alto crescimento. Além disso, o seguro contra acidentes/invalidez tornou-se o produto mais vendido da empresa no mercado americano. Em 1996, a Aflac introduziu o SmartApp®, um aplicativo que revolucionou o processo de aplicação de apólices, permitindo aos agentes as emitirem eletronicamente de maneira mais rápida e conveniente do que antes.


Em 2003, mais de 98% das apólices Aflac nos Estados Unidos eram emitidas com base na dedução da folha de pagamento, tornando a empresa líder nessa abordagem de distribuição. No mês de abril de 2009, a Aflac lançou uma nova campanha de marketing, chamada “Get the Aflacts”, destinada a conscientizar e informar os consumidores sobre os benefícios específicos dos produtos de seguro que a empresa vendia. A campanha deu ao pato Aflac (mascote da marca) um papel mais proeminente, criado para ajudar potenciais clientes a aprender os Aflacts (como os produtos da empresa poderiam realmente ajudar em tempos de dificuldades financeiras, resultantes de eventos médicos inesperados). Ainda este ano, a Aflac completou a aquisição por US$ 100 milhões da Continental American Insurance Company, ganhando assim ainda mais mercado, e permitindo que a empresa vendesse seguros suplementares tanto na plataforma individual quanto na de grupo.


Hoje em dia, a Aflac oferece vários tipos de apólices de seguro incluindo: Acidente, Câncer/Doença Especificada, Dental, Indenização por Internação Hospitalar, Cuidados Intensivos Hospitalares, Vida, Deficiência à curto prazo e Visão. Além disso, a Aflac oferece, de forma pioneira, o One Day Pay, onde o segurado pode processar, aprovar e receber o pagamento de sinistros elegíveis em um dia útil.


O símbolo 
Você consegue imaginar que um pato branco ajude a vender seguros de saúde e vida? O carismático pato, que se tornou símbolo da Aflac, surgiu justamente para aumentar o reconhecimento da marca entre os americanos e, claro, vender seguros. Tudo começou quando Daniel Amos se tornou CEO da empresa, em 1990, e realizou um exame profundo de todas as operações e decidiu vender ou fechar as de fraco desempenho. Assim poderia se concentrar no Japão e nos Estados Unidos, os dois maiores mercados de seguros do mundo. Com isso, ele conseguiu economizar US$ 8 milhões e resolveu lançar uma campanha publicitária no mercado americano. O reconhecimento do nome da marca no final da década de 1990 era inferior a 10%. A agência nova-iorquina Kaplan Thaler Group foi contratada para criar a nova campanha publicitária. E foi sua área de criação que teve a ideia do Aflac Duck™ (pato) porque o pessoal da equipe tinha dificuldade para lembrar o nome da seguradora. E aí, alguém perguntou: “Qual o nome da conta que estamos atendendo?”. Um colega respondeu: “É Aflac–Aflac–Aflac–Aflac”. Alguém disse que parecia o som emitido por um pato (“quack, quack”) - e nasceu a ideia inovadora.


O primeiro comercial do pato (chamado “Park Bench”, assista clicando no ícone abaixo) estreou no dia 1 de janeiro de 2000 na rede CNN. Foi exibido quatro vezes por hora. A escolha da emissora foi estratégica. Afinal, muita gente estaria de olho na CNN o dia inteiro para ver se o bug do milênio causara estragos. O sucesso foi imediato. Aliás, foi estrondoso. No primeiro dia de exibição do comercial, o site da empresa recebeu mais visitas do que no ano anterior inteiro. O pato foi originalmente dublado pelo comediante Gilbert Gottfried. Poucas semanas depois a empresa estava recebendo pedidos de uma versão de pelúcia do simpático pato. A Aflac não sabia fabricar patos, mas rapidamente traçou um plano e decidiu que todos os fundos arrecadados com as vendas dos bichos de pelúcia seriam doados ao centro de combate ao câncer Aflac Cancer Center, na cidade de Atlanta. Meses depois já tinha levantado US$ 75 mil para a instituição. O sucesso do pato foi estrondoso para a marca Aflac. No primeiro ano, o faturamento da seguradora nos Estados Unidos subiu 29%; em três anos, tinha dobrado. Já o reconhecimento do nome Aflac chegou a 67% após dois anos de exibição dos comerciais. O Aflac Duck™ havia se transformado em uma espécie de Pato Donald do segmento de seguros. Uma curiosidade: a Metzer Farms, uma granja de gansos, patos e pássaros da família Gonzales, na Califórnia, forneceu os primeiros patinhos para os comerciais.

     

Em 2003 o pato foi introduzido no mercado japonês através de uma campanha publicitária, e rapidamente a Aflac tornou-se a seguradora número 1 no Japão, em termos de número de apólices individuais. Mas essa primeira campanha para o mercado japonês teve ajustes culturais. Por exemplo, a voz do comediante Gilbert Gottfried, que dublava o pato nos Estados Unidos, não funcionava no Japão. As pessoas achavam que o pato estava gritando com elas. A empresa teve que optar por uma voz mais suave. Enquanto os americanos se identificavam com o pato barulhento que se esforçava para ser ouvido, no Japão, onde é extremamente rude ignorar alguém, o pato interagia com as pessoas. Era um sábio consultor financeiro que ajudava a proteger a família.


O pato se tornou tão importante para a marca, que ao projetar uma ampliação de sua sede na cidade de Columbus, a Aflac pediu aos arquitetos que a única coisa que fazia questão era ter um pequeno lago para patos. Afinal, quando visitam a sede da empresa, as pessoas querem ver o pato da Aflac. Além disso, em 2005, o pato passou a fazer parte do logotipo da marca. Em 2011 o pato estreou no tradicional desfile do Dia de Ações de Graça da Macy’s, ganhando seu próprio balão gigante. E, em 2017, o famoso pato estreou seu primeiro comercial no Super Bowl (maior evento esportivo dos Estados Unidos e com os 30 segundos mais caros da televisão mundial). Mais recentemente, em 2018, a marca lançou o My Special Aflac Duck™, um pato robô especialmente desenvolvido para que as crianças atravessem pelo duro momento (tratamento de câncer) de forma mais humana. Diferente dos demais robôs interativos, o pato Aflac não conta com câmera e microfone, pois ele não precisa disso. Vários sensores espalhados por sua plumagem interagem com o paciente, respondendo aos mimos e carícias realizadas pelas crianças. O My Special Aflac Duck™ nunca chegará ao consumidor final, pois o produto não tem fins lucrativos. Ele é entregue gratuitamente para as crianças com câncer em diferentes hospitais dos Estados Unidos.


Quase duas décadas depois, o Aflac Duck™ se tornou um ícone da publicidade mundial, foi eleito para o Hall da Fama da Publicidade em 2004, conseguiu um reconhecimento de marca superior a 94% e já estrelou mais de 70 comerciais somente nos Estados Unidos. Ao capitalizar a popularidade do pato, a Aflac conseguiu um enorme reconhecimento de marca no mercado japonês, onde 9 de cada 10 pessoas conhecem a simpática mascote.


A evolução visual 
A Aflac é um dos mais bem-sucedidos casos de rebranding do segmento de seguros. Inicialmente chamada American Family Life Insurance Company of Columbus, depois renomeada para American Family Life Assurance Company of Columbus, em 1989 a empresa adotou como nome a abreviatura Aflac e adotou uma nova identidade visual. Somente em 2005 a marca mudou radicalmente seu logotipo, que passou a apresentar o simpático pato como símbolo e ganhou um impacto visual extremamente forte.


Os slogans 
We’ve got you under our wing. (2009) 
Get the Aflacts. (2009) 
Ask about it at work. (2001) 
Without it, no insurance is complete. (década de 1990)


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 17 de novembro de 1955 
● Fundador: John, Paul e Bill Amos 
● Sede mundial: Columbus, Geórgia, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Aflac Incorporated 
● Capital aberto: Sim 
● Chairman & CEO: Dan Amos 
● Faturamento: US$ 21.8 bilhões (2017) 
● Lucro: US$ 4.6 bilhões (2017) 
● Valor de mercado: US$ 32.5 bilhões (dezembro/2018) 
● Presença global: 2 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Segmento: Financeiro 
● Funcionários: 10.200 
● Principais produtos: Seguros suplementares de saúde e de vida 
● Concorrentes diretos: Allstate, Metlife, State Farm, Prudential, Colonial Life, American Fidelity, New York Life e Unum 
● Ícones: Aflac Duck™ 
● Slogan: We’ve got you under our wing. 
● Website: www.aflac.com 

A marca no mundo 
A Aflac oferece uma enorme gama de oferta de seguros, como por exemplo, odontológico, acidentes, hospitalares, câncer, internação, despesas médicas e não médicas, morte acidental, perda de membros ou deficiência decorrente de acidentes, doenças oculares graves. A seguradora, que atua no mercado americano e japonês, tem mais de 50 milhões de clientes, emprega mais de 10 mil pessoas e faturou US$ 21.8 bilhões em 2017. Atualmente a Aflac é representada por mais de 19.500 agências de vendas no Japão e 77.00 associados de vendas licenciados nos Estados Unidos. Aproximadamente 70% do faturamento da empresa é proveniente do Japão, mercado no qual lidera o segmento de seguros de saúde e vida, com quase 21 milhões de planos vendidos. 

Você sabia? 
A Aflac foi eleita como a melhor seguradora dos Estados Unidos durante os últimos anos. 
Inúmeras celebridades já estrelaram comerciais da Aflac, incluindo o ator e comediante Chevy Chase (2003); o jogador de basquete Yao Ming; Melania Trump (2005), atual primeira-dama americana; o piloto da Nascar Carl Edwards (2008-2014); e até a equipe olímpica de nado sincronizado dos Estados Unidos (2004). 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek e Exame), publicações (Harvard Business Review Brasil), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 12/12/2018