27.10.20

SAM'S CLUB


Produtos nacionais e importados, exclusivos e já selecionados com embalagens econômicas para facilitar as compras com as escolhas certas para o dia a dia. Um lugar onde é possível encontrar muito além do que espera e se surpreender com a economia. Assim é o Sam’s Club, um clube de compras cuja missão é oferecer constantemente a milhões de consumidores novidades, preços baixos e experiências que façam as pessoas terem vontade de voltar sempre. 

A história 
Tudo começou quando Sam Walton, que havia fundado o Walmart (conheça essa outra história aqui) em 1962, resolveu lançar um novo modelo de varejo: o clube de compras, que fora inspirado na varejista Price Club, fundada em 1976 na cidade de San Diego. A intenção inicial da criação deste modelo varejista era oferecer aos pequenos comerciantes norte-americanos as melhores oportunidades de compras. Mas Sam não queria arriscar o sucesso da marca Walmart neste novo modelo de negócio e resolveu batizá-lo de Sam’s Wholesale Club, que abriu sua primeira loja no dia 7 de abril de 1983 na cidade de Midwest City, estado americano do Oklahoma. Desta forma, Sam Walton acabou por desenhar um modelo exclusivo que simplificou o varejo em sua época. Isto porque, ajudou os proprietários de pequenas empresas a economizar dinheiro em mercadorias compradas a granel. O Sam’s Club funcionava assim: os sócios pagavam uma taxa anual e passavam a ter direito a comprar no clube, que oferecia tanto produtos do dia-a-dia a preços competitivos e embalagens econômicas (o que ajuda a reduzir o preço), quanto itens importados.
   

Além disso, ao invés de estocar todos os itens das marcas disponíveis, o Sam’s Club estocava apenas os produtos certos e comprando-os em grandes quantidades, repassando assim as economias para seus membros. E também reduzia os custos mantendo um ambiente de compras simples, muitas vezes exibindo as mercadorias em paletes de transporte para que pudesse repor novos itens com rapidez. Ao final de 1983, já havia mais duas lojas em funcionamento, em Kansas City, estado do Missouri, e em Dallas no Texas. As vendas no primeiro ano foram de US$ 40 milhões. No ano seguinte já eram 11 lojas em funcionamento e US$ 225 milhões em vendas. Nessa época as lojas localizavam-se em armazéns alugados no sul e sudoeste do país, geralmente em áreas bastante desertas. Eles eram enormes e sem decoração. As mercadorias eram expostas em paletes de transporte ou em prateleiras de aço que chegavam quase ao teto. Nesses primeiros anos a rede também se aproveitou do know-how de distribuição do Walmart, que já sabia como conter os custos e ampliou essa habilidade no Sam’s Club. Por exemplo, as mercadorias eram movidas mecanicamente sempre que possível, de forma que poucas mãos humanas precisassem tocá-la em sua jornada da fábrica até o carro do cliente.
   

A rede ingressou no meio-oeste americano em 1986 e, no ano seguinte, já tinha 84 lojas. Isso incluiu a aquisição das lojas da varejista Super Saver Wholesale, uma de suas maiores concorrentes. Em 1989 a rede começou sua expansão pelo nordeste do país. Nessa época a rede já representava aproximadamente 18% do faturamento do Walmart. Em 1990, como estratégia de marketing e por decisão judicial sobre a utilização do termo “wholesale”, a rede abreviou seu nome para Sam’s Club. Ainda este ano, a empresa comprou uma rede rival chamada The Wholesale Club, que possuía 27 lojas com sede em Indianápolis, ganhando assim força no meio-oeste do país. A primeira loja da empresa fora dos Estados Unidos foi inaugurada em 1991 na Cidade do México. Pouco depois, em 1993, o Sam’s Club adquiriu 99 lojas da Pace Membership Warehouse. Nesse momento, a empresa era a maior do setor com aproximadamente 400 lojas e vendas de US$ 14.7 bilhões.
   

Em meados de 1994, os níveis de vendas caíram mês a mês durante quase um ano. A empresa então decidiu focar novamente em seu núcleo de clientes de pequenas empresas, visando setores específicos, como lares de idosos, restaurantes, operadoras de hotéis/motéis e empresas de limpeza. O Sam’s Club passou a oferecer itens como lençóis de qualidade, talheres para restaurantes, cadeiras de rodas e talas de pulso, entre outros itens. Visando negócios específicos, a rede também passou a vender menos outros itens, como utensílios domésticos, que atraíam mais os consumidores que compravam para si ou para suas famílias. Além disso, passou também a estocar alguns itens incomuns, incluindo juke boxes e pianos de cauda, destinados a atrair consumidores de luxo que gostavam da emoção de procurar pechinchas.
   

O Sam’s Club desembarcou no Brasil em 1995 com a inauguração de sua primeira loja na cidade de São Caetano do Sul, região do ABC paulista, e iniciou sua expansão pelo país três anos mais tarde com a abertura de uma loja na cidade de Curitiba no Paraná. O Sam’s Club conquistou os consumidores brasileiros ao oferecer embalagens diferenciadas, no formato ideal para ajudar a simplificar o cotidiano, com muita economia e rendimento. Já o primeiro Sam’s Club na China foi inaugurado em Shenzhen no dia 12 de agosto de 1996, ingressando assim em um enorme mercado consumidor mundial. Pouco depois, em 1998, o Sam’s Club iniciou um grande programa de renovação de suas lojas, que se tornaram mais atrativas, práticas e modernas com a adição de padarias e outros novos departamentos, como alimentos frescos. Além disso, anunciou um estilo de loja, batizada de “Millennium Club”, que oferecia itens mais sofisticados, como vinhos.
   

O Sam’s Clubs também começou a oferecer uma série de serviços, como remessa expressa, acesso à internet com desconto, farmácia e até treinamento em softwares. Além disso, introduziu uma nova linha de alimentos de marca própria chamada Member’s Mark® (que se tornaria um dos motivos para os sócios retornarem com mais frequência às lojas) e abordou seus membros com malas diretas, alegando que “o segredo para viver bem” poderia ser encontrado no Sam’s Club. Hoje em dia a Member’s Mark® oferece uma ampla gama produtos, incluindo alimentos, perecíveis e mercearia, limpeza, pet, cama, mesa e banho, higiene, papelaria, confecção e utilidades domésticas. A Member’s Mark® se tornou um grande atrativo para o Sam’s Club, oferecendo itens exclusivos com qualidade igual ou superior à marca líder de cada categoria, além de um preço extremamente acessível.
   

Todas essas mudanças surtiram efeito, já que 1998 foi o melhor ano em vendas da rede em muito tempo. Em 2000 o segmento de clubes de compras havia se restringido à apenas três grandes redes: Sam’s Club, com mais de 450 lojas; Costco (saiba mais aqui), com cerca de 300; e BJ’s Wholesale Club, com pouco mais de 100 unidades. A rivalidade histórica entre Costco e Sam’s Club só aumentou e as redes começaram a inaugurar lojas bem próximas uma das outras. O Sam’s Club esperava prevalecer sobre a rival, aprimorando seu marketing por meio de ações como catálogos voltados para grupos específicos de membros. Também começou a instalar postos de gasolina em suas lojas, aprimorar suas operações de farmácia e oferecer outros serviços, como processamento de fotos em uma hora, floricultura e refeições prontas. Em 2003 a rede ingressou no mercado canadense com a inauguração de uma loja em Ontário (mas a empresa, por questões estratégicas, resolveu fechar as seis unidades no país em 2009). Outra importante ação ocorreu em 2006, quando o Sam’s Club deixou de utilizar o popular slogan “We Are In Business For Small Business” (algo como “Estamos no negócio para pequenas empresas”) em uma tentativa de deixar de vender apenas para pequenas empresas e atrair mais clientes individuais e famílias.
  

Nos últimos anos o Sam’s Club tem se adaptado aos novos hábitos de consumo e a uma nova geração de consumidores. Por exemplo, em 2017, a rede iniciou os testes de um serviço de entrega para seus clientes comerciais em Dallas, estado do Texas. Além disso, o sistema Club Pickup permitia que todos os membros, incluindo clientes empresariais, fizessem pedidos online e os retirassem no dia seguinte na loja mais próxima. Outro recurso adicionado recentemente foi o programa Scan & Go, que permite aos clientes usarem um aplicativo móvel para escanear códigos UPC em itens nas lojas conforme eles os colocam em seus carrinhos de compras. Quando estão prontos para finalizar a compra, os clientes pagam de seus telefones de qualquer lugar da loja, evitando assim as filas dos caixas. Essa modalidade já é usada em 30% das compras realizadas no Sam’s Club norte-americano.
  

E as novidades não pararam por aí. Em 2018 a rede inaugurou na cidade de Dallas a primeira unidade do Sam’s Club Now, que funciona em parceria com o aplicativo de mesmo nome, permitindo fazer uma lista dos itens a serem comprados e, uma vez na loja, o aplicativo indica onde encontrar os produtos e o melhor caminho a percorrer. Nesse sistema o celular funciona como um leitor de código de barras. Ao final da compra, o consumidor irá gerar um QR code em seu celular, que para ser validado - configurando então o fim das compras - terá de ser lido por algum funcionário da loja. O estabelecimento é um projeto piloto para a rede aplicar este sistema em cadeia nacional nos Estados Unidos. Além disso, o Sam’s Club fechou algumas unidades em território americano, transformado-as em pequenos centros de distribuição onde funcionários coletam e enviam mercadorias aos clientes que fazem pedidos online. Esses centros de distribuição geralmente armazenam de 1.500 a 2.000 itens diferentes, que são normalmente pedidos pelos clientes, incluindo café, cereais e produtos domésticos.
    

Já no Brasil, no mês de junho de 2018, foi aprovada a aquisição de 80% das operações do Walmart no país (incluindo a bandeira Sam’s Club) pelo fundo norte-americano Advent International. Com isso, o Sam’s Club passou a integrar o Grupo Big, que anunciou o fim da marca Walmart no país (para economizar em royalties), mas elegeu a marca Sam’s Club como seu pilar de crescimento. Sendo assim, algumas lojas do Walmart foram transformadas e Sam’s Club e, em 2019, após um período de quase dez anos sem novas unidades, a rede inaugurou uma loja em Brasília. E mais três previstas para 2019 - duas em São Paulo (Vila Leopoldina e Morumbi) e uma em Aracaju. Além disso, um dos focos de melhoria da rede é seu aplicativo, permitindo que o cliente também tenha acesso a funcionalidades como comprar pelo app e receber o pedido em casa ou buscá-lo na loja mais próxima. Outra funcionalidade que deve ganhar força no Brasil é o Click&Go, pelo qual é possível escanear o código de barras de cada item pelo celular e apenas finalizar a compra no caixa, agilizando o pagamento.
      

Desde as melhores marcas em bebidas, bomboniere e mercearia, até um completo hortifruti com itens altamente selecionados, carnes e outros alimentos com o máximo de frescor. Encontre ainda itens diferenciados de roupas de marcas famosas, de cuidados pessoais e também o que há de mais novo e inusitado no universo tecnológico, além de utilidades domésticas e decoração, entre outros artigos exclusivos. Assim é o mundo Sam’s Club.
  

Campanha estrelada 
Em 2019, para demonstrar a velocidade de seu aplicativo de digitalização de checkout (conhecido como Scan & Go), a marca lançou uma campanha com dois dos atletas mais rápidos do mundo: o jamaicano Usain Bolt e a americana Allyson Felix. No vídeo Bolt, que personifica a velocidade, é desafiado a digitalizar 20 itens em menos de três minutos. Ele sai da linha de partida e agarra de tudo, desde unicórnios a alimentos congelados. Ele rompe pela linha de chegada com segundos de sobra e “evita as perigosas filas do caixa”. Felix aparece no final pedindo a Bolt para segurar suas medalhas, um aceno ao fato de que ela recentemente ultrapassou Bolt como a maior medalhista de ouro em campeonatos mundiais de atletismo.
   

A evolução visual 
O logotipo da marca passou por algumas alterações ao longo dos anos, adquirindo uma imagem mais limpa e moderna. A primeira remodelação ocorreu em 1990, quando o nome foi reduzido apenas para Sam’s Club, sendo retirada a palavra “wholesale”. Pouco depois, em 1993, ocorreria uma remodelação radical: um quadrado azul inclinado e o nome da marca escrito em branco. Nos anos seguintes esse logotipo passaria por modernizações, incluindo o acréscimo de outro quadrado (na cor verde-clara) e de uma seta laranja com a frase “It’s a big deal”.
  

Em 2006 uma nova identidade visual foi adotada e, pela primeira vez, apareceu o símbolo do diamante (um losango com as cores verde e azul, que significam pessoas físicas e jurídicas, respectivamente). Quanto à tipografia, a palavra “Sam’s” mudou para uma fonte com serifa em letras maiúsculas e minúsculas, enquanto a palavra “Club” permaneceu em uma fonte sem serifa maiúscula. O logotipo também podia ser aplicado na horizontal. No mês de setembro de 2019, inicialmente para o mercado americano, foi apresentado a nova identidade visual da marca, que ganhou uma nova tipografia de letra (em minúscula), a cor azul-clara e um novo design para o símbolo do diamante. A princípio esse logotipo está sendo aplicado em meios digitais, comunicação interna das lojas e campanhas publicitárias.
  

Os slogans 
Savings made simple. (2009) 
Enjoy the Possibilities. (2007) 
We Are In Business For Small Business. 
The Secret To Living Well. (1998) 
Faça parte, faça economia. (2010, Brasil)
  

Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 7 de abril de 1983 
● Fundador: Sam Walton 
● Sede mundial: Bentonville, Arkansas, Estados Unidos
● Proprietário da marca: Sam’s West Inc. 
● Capital aberto: Não (subsidiária do Walmart Inc.) 
● CEO: Kathryn McLay 
● Faturamento: US$ 57.8 bilhões (2019) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 822 
● Presença global: 5 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 100.000 
● Segmento: Varejo (clube de compras)
● Principais produtos: Alimentos, bebidas, cosméticos, eletrodomésticos, roupas e utensílios domésticos 
● Concorrentes diretos: Costco, BJ’s Wholesale, Trader Joe’s, Big Lots!, Meijer, Aldi, Target, Makro e Amazon 
● Slogan: Savings made simple. 
● Website: www.sumsclub.com.br 

A marca no mundo 
O Sams’s Club está presente em 44 estados americanos e Porto Rico com aproximadamente 600 lojas e 40 milhões de clientes associados, além de México (163 unidades) e China (27 unidades). No Brasil são 32 lojas localizadas em 14 estados e o Distrito Federal e mais de 2 milhões de associados. As lojas brasileiras oferecem mais de 5.000 produtos, dentre grandes marcas, itens exclusivos e importados do mundo inteiro. A empresa emprega mais de 100 mil funcionários somente nos Estados Unidos e tem faturamento anual de US$ 57.8 bilhões (dados de 2019). 

Você sabia? 
Nos Estados Unidos os membros da rede são divididos em duas categorias: Sam’s Club e Sam’s Plus (ambos com uma taxa anual). Sam’s Plus é o plano de associação mais abrangente, que inclui recompensas em dinheiro, economias extras em farmácias e centros óticos, frete grátis em itens comprados online e até compra antecipada antes da abertura das lojas ao público e demonstrações diárias de amostragem (chamadas “Tastes & Tips”). 
Muitas de suas lojas utilizam recursos sustentáveis, como iluminação diurna com claraboias, escurecimento noturno, gerenciamento de energia central, dispositivos de conservação de água, pisos de concreto natural e material reciclável. 
A empresa também já experimentou fracassos, como por exemplo, em 2009 quando inaugurou uma loja na cidade Houston chamada Más Club, um clube de compras voltado para a população hispânica e produtos específicos para eles. A loja fechou em 2014. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), jornais (Folha, Estadão, Valor Econômico e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 27/10/2020 

O MDM também está no Instagram. https://www.instagram.com/mdm_branding/

20.10.20

BEST GLOBAL BRANDS 2020


Este é o ranking de 2020 das 100 mais valiosas marcas do mundo criado pela renomada consultoria de marketing/branding Interbrand, empresa fundada na cidade de Londres em 1974. Os valores representam bilhões de dólares. Basta clicar no link de cada marca para acessar ao perfil exclusivo de cada uma preparado pelo Mundo das Marcas.
 
1. Apple (Estados Unidos) - US$ 322.999 
2. Amazon (Estados Unidos) - US$ 200.667
3. Microsoft (Estados Unidos) - US$ 166.001 
4. Google (Estados Unidos) - US$ 165.444  
5. Samsung (Coréia do Sul) - US$ 62.289  
6. Coca-Cola (Estados Unidos) - US$ 56.894  
7. Toyota (Japão) - US$ 51.595 
8. Mercedes-Benz (Alemanha) - US$ 49.268  
9. McDonald’s (Estados Unidos) - US$ 42.816 
10. Disney (Estados Unidos) - US$ 40.773  
11. BMW (Alemanha) - US$ 39.756  
12. Intel (Estados Unidos) - US$ 36.971 
13. Facebook (Estados Unidos) - US$ 35.178 
14. IBM (Estados Unidos) - US$ 34.885 
15. Nike (Estados Unidos) - US$ 34.388 
16. Cisco (Estados Unidos) - US$ 34.119 
17. Louis Vuitton (França) - US$ 31.720 
18. SAP (Alemanha) - US$ 28.011 
19. Instagram (Estados Unidos) - US$ 26.060  
20. Honda (Japão) - US$ 21.694 
21. Chanel (França) - US$ 21.203 
22. J.P. Morgan (Estados Unidos) - US$ 20.220  
23. American Express (Estados Unidos) - US$ 19.458  
24. UPS (Estados Unidos) - US$ 19.161 
25. Ikea (Suécia) - US$ 18.870 
26. Pepsi (Estados Unidos) - US$ 18.603  
27. Adobe (Estados Unidos) - US$ 18.206  
28. Hermès (França) - US$ 17.961 
29. GE (Estados Unidos) - US$ 17.961  
30. YouTube (Estados Unidos) - US$ 17.328  
31. Accenture (Estados Unidos) - US$ 16.552  
32. Gucci (Itália) - US$ 15.675  
33. Budweiser (Estados Unidos) - US$ 15.606  
34. Pampers (Estados Unidos) - US$ 15.073  
35. Zara (Espanha) - US$ 14.862  
36. Hyundai (Coréia do Sul) - US$ 14.295  
37. H&M (Suécia) - US$ 14.008 
38. Nescafé (Suíça) - US$ 13.900  
39. Allianz (Alemanha) - US$ 12.935  
40. Tesla (Estados Unidos) - US$ 12.785 
41. Netflix (Estados Unidos) - US$ 12.665 
42. Ford (Estados Unidos) - US$ 12.568  
43. L’Oréal (França) - US$ 12.553 
44. Audi (Alemanha) - US$ 12.428  
45. Visa (Estados Unidos) - US$ 12.397  
46. Ebay (Estados Unidos) - US$ 12.277 
47. Volkswagen (Alemanha) - US$ 12.267  
48. AXA (França) - US$ 12.211 
49. Goldman Sachs (Estados Unidos) - US$ 12.129  
50. Adidas (Alemanha) - US$ 12.070  
51. Sony (Japão) - US$ 12.010  
52. Citi (Estados Unidos) - US$ 11.936 
53. Philips (Holanda) - US$ 11.671 
54. Gillette (Estados Unidos) - US$ 11.578  
55. Porsche (Alemanha) - US$ 11.301 
56. Starbucks (Estados Unidos) - US$ 11.246 
57. Mastercard (Estados Unidos) - US$ 11.055  
58. Salesforce (Estados Unidos) - US$ 10.755 
59. Nissan (Japão) - US$ 10.553 
60. PayPal (Estados Unidos) - US$ 10.514 
61. Siemens (Alemanha) - US$ 10.512 
62. Danone (França) - US$ 10.340 
63. Nestlé (Suíça) - US$ 10.252  
64. HSBC (Reino Unido) - US$ 11.816 
65. HP (Estados Unidos) - US$ 9.740 
66. Kellogg’s (Estados Unidos) - US$ 9.547 
67. 3M (Estados Unidos) - US$ 9.409  
68. Colgate (Estados Unidos) - US$ 9.345  
69. Morgan Stanley (Estados Unidos) - US$ 8.865 
70. Spotify (Suécia) - US$ 8.389 
71. Canon (Japão) - US$ 8.057  
72. Lego (Dinamarca) - US$ 7.535 
73. Cartier (França) - US$ 7.494 
74. Santander (Espanha) - US$ 7.474  
75. Fedex (Estados Unidos) - US$ 7.367 
76. Nintendo (Japão) - US$ 7.296 
77. Helwett Packard Enterprise - US$ 6.654 
78. Corona (México) - US$ 6.563 
79. Ferrari (Itália) - US$ 6.379 
80. Huawei (China) - US$ 6.301 
81. DHL (Estados Unidos) - US$ 6.289  
82. Jack Daniel’s (Estados Unidos) - US$ 6.288 
83. Dior (França) - US$ 5.988 
84. Caterpillar (Estados Unidos) - US$ 5.855 
85. Panasonic (Japão) - US$ 5.844 
86. Kia (Coréia do Sul) - US$ 5.830 
87. Johnson & Johnson (Estados Unidos) - US$ 5.764  
88. Heineken (Holanda) - US$ 5.520  
89. John Deere (Estados Unidos) - US$ 5.367 
90. LinkedIn (Estados Unidos) - US$ 5.210 
91. Hennessy (França) - US$ 5.123 
92. KFC (Estados Unidos) - US$ 5.111 
93. Land Rover (Reino Unido) - US$ 5.077 
94. Tiffany & Co. (Estados Unidos) - US$ 4.966 
95. Mini (Reino Unido) - US$ 4.965 
96. Uber (Estados Unidos) - US$ 4.942  
97. Burberry (Reino Unido) - US$ 4.809 
98. Johnnie Walker (Escócia) - US$ 4.555 
99. Prada (Itália) - US$ 4.495  
100. Zoom (Estados Unidos) - US$ 4.481

7.10.20

WAZE


Você já ficou perdido no trânsito, sem saber onde estava? Provavelmente, ao menos já precisou chegar a algum lugar e não sabia o trajeto? Agora imagine consultar um dispositivo e descobrir rotas para se livrar (em partes) daquele trânsito infernal de sua cidade? São nestes momentos que entra em cena o aplicativo WAZE. De ruas interditadas a eventos que afetam o trânsito, o WAZE - aplicativo de navegação por GPS com recursos colaborativos atualizados em tempo real - ajuda a manter as cidades informadas e a facilitar o caminho de milhões de usuários. 

A história 
Tudo começou em Israel com o engenheiro de software Ehud Shabtai, que estava brincando com um aparelho de navegação e queria adicionar mais conteúdos. Foi então que percebeu que para fazer isso ele precisaria de um mapa. Esse mapa deveria ser digital, para poder ser editado e expandido. Também percebeu que se ele estava planejando desenvolver algo voltado para o uso da comunidade, então a mesma também deveria estar habilitada para mapear a área. Foi assim, em 2006, que surgiu a primeira versão do aplicativo, que se chamava Free Map Israel. Era capaz de fazer navegação, mas não disponibilizava as informações em tempo real e estava sempre colhendo informações dos usuários para construir o mapa.
   

Foi então que, em 2007, o empreendedor Uri Levine (foto acima) e o cientista da computação Amir Shinar se juntaram ao aplicativo e pensaram o seguinte: muitas vezes, quando viajamos e queremos voltar para casa, existem várias opções de estradas disponíveis e nós sempre queremos saber qual se encontra menos engarrafada. E o fato de que existem outros motoristas que saíram antes de você e estão dirigindo na sua frente é a maneira mais eficaz de descobrir qual o melhor caminho. Foi então que eles decidiram converter essa ideia em um aplicativo para smartphones e assim saber onde estão os engarrafamentos, em tempo real. Finalmente em 2008 o aplicativo foi disponibilizado na cidade de Tel Aviv com o nome LinQmap, mas logo mudou seu nome para WAZE. O termo “Waze” é derivado da pronúncia da palavra em inglês “ways”, que significa caminhos. O vocábulo trazia a ideia dos “diversos caminhos” que se tem para chegar ao destino desejado.
   

As informações do aplicativo eram provenientes do movimento em tempo real de cada motorista: se muitos andam mais devagar do que o normal em uma rua é porque existe um engarrafamento. E rapidamente o WAZE foi baixado por mais de 80.000 motoristas israelenses. A partir de 2009 o aplicativo ganhou o mundo, expandindo seus negócios para além de Israel, quando foi lançado nos Estados Unidos. Ao combinar o smartphone com o sistema de posicionamento global para evitar engarrafamentos, o WAZE começou a se tornar um sucesso. A simplicidade de uso também seria um grande incentivador para impulsionar seu rápido crescimento. Em 2010 a empresa levantou US$ 25 milhões em financiamento. Em 2011, após mais uma rodada de financiamento no valor de US$ 30 milhões, o WAZE começou a comercializar propagandas como forma de monetização e a expandir-se para a Ásia, além de exibir em tempo real, pontos de interesse com curadoria da comunidade, incluindo eventos locais, como feiras de rua e protestos. Nesta época o WAZE já era considerado maior que outros aplicativos de GPS.
   

Em 2012, quando já possuía mais de 20 milhões de usuários e lançou uma atualização para fornecer preços de combustível em tempo real, o WAZE foi oficialmente introduzido no Brasil. O ingresso no mercado brasileiro foi de extrema importância para o aplicativo, afinal, o país era o quarto maior mercado mundial de veículos, tornando-se assim uma excelente oportunidade de crescimento ao WAZE. Rapidamente o aplicativo caiu no gosto dos brasileiros como uma alternativa para driblar o caótico trânsito das grandes cidades, acidentes, interdições de estradas ou ruas e controles policiais (como as famosas blitz da Lei Seca).
   

O sucesso do modelo - consumidores proverem informações aos mapas - e a rápida expansão do número de usuários ativos em vários países ao redor do mundo fizeram com que, no dia 11 de junho de 2013, a Waze Mobile fosse adquirida pelo Google por US$ 1.1 bilhões. Nesse ano o WAZE já estava solidificado (mapas base completos) nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda, Bélgica, Israel, África do Sul, Colômbia, Equador, Chile, Brasil e Panamá. Nos anos seguintes a empresa promoveu melhorias constantes para tornar o aplicativo mais preciso e seguro para os usuários, além de ingressar em novos mercados mundiais.
  

Em junho de 2014 o WAZE lançou o Connected Citizens, programa que consegue mapear informações dos trajetos e compartilhar dados dos alertas em tempo real para ajudar parceiros governamentais (centros de operações, órgãos de trânsito, sistemas de resgates ou socorro e outras entidades de interesse público) no planejamento urbano, nas interdições de vias ou obras, no controle de trânsito de um evento específico ou, até mesmo, em operações de infraestrutura. Por exemplo, durante a Olimpíada do Rio de Janeiro esse programa permitiu a troca de informações com o governo. Com isso, conseguiu a redução de até 27% dos engarrafamentos em horários de pico.
   

Para consolidar um novo caminho para manter sua relevância como ferramenta de mobilidade urbana, a empresa lançou inicialmente em Israel em 2015 o WAZE CARPOOL, um aplicativo de caronas solidárias para que motoristas e passageiros com destinos semelhantes dividam as despesas nas viagens. Em síntese, funciona da seguinte forma: passageiro e motorista com o mesmo trajeto em um horário específico podem dividir os custos da viagem (como pedágios e combustível) e gastos com a manutenção do veículo. Nos anos seguintes a empresa disponibilizou o WAZE CARPOOL em outros países, como por exemplo, no Brasil em 2018, onde se tornou um enorme sucesso. Mais recentemente, em 2019, o WAZE lançou, inicialmente nos Estados Unidos e Canadá, uma função que facilita a vida do motorista ao mostrar os diferentes preços dos pedágios que estarão pelo caminho. Atualmente o WAZE se esforça continuamente para ser “hiperlocal”. Em São Paulo, por exemplo, desenvolveu uma solução que leva em consideração os dias de rodízio.
   

Atualmente o WAZE oferece funções como: Integração com o Spotify (tocar música diretamente no aplicativo), Avisos sobre estacionamento (mostra os estacionamentos próximos e, além disso, identifica no mapa o local onde o usuário estacionou o carro), Alerta de velocidade (indica na tela o limite de velocidade das ruas e vias, uma forma de evitar multas e também um método de segurança), Sem atrasos (auxilia a programar horários e evitar possíveis atrasos), Preferências de trajeto (indica o trajeto mais rápido, além de traçar a opção de selecionar o caminho mais curto) e Mapa personalizado (é possível escolher a personalização do mapa, ou seja, ícones dos carros exibidos, cores e temas, além de quais elementos são exibidos, como outros motoristas, radares e avisos de retenções). O WAZE ainda permite aos usuários compartilhem seu humor com outros motoristas em determinadas partes do trajeto. As opções de humor vão desde frustração até sonolência. Por mais de uma década o WAZE desenvolve soluções práticas que possibilitam às pessoas fazer escolhas melhores, como pegar a rota mais rápida, sair na hora certa e dividir caronas diariamente.
  

Mas afinal, como o WAZE ganha dinheiro? É através do WAZE ADS, fonte principal de receita do aplicativo de GPS. O serviço é responsável pela exibição de publicidade de locais e empresas durante o trajeto de usuários. Restaurantes, mercearias, lojas e cafeterias exibem seus anúncios e oferecem descontos aos motoristas baseados na sua localização. A publicidade está disponível no aplicativo de algumas maneiras: “branded pins” (pinos localizados no mapa de navegação), quadro de avisos digital (que aparece quando o motorista está parado) e a inclusão de resultados promovidos na pesquisa dentro do aplicativo.
     

O caminho guiado por divertidas vozes 
O WAZE permite trocar a locução de instruções ao motorista mudando a voz do assistente virtual. O aplicativo chama isso de “vozes promocionais”, porque são oferecidas sempre em ocasiões especiais como feriados e eventos. O usuário pode usá-las enquanto durar a campanha, uma forma da marca engajá-los e também monetizar suas funções populares. Por exemplo, na época da Copa do Mundo no Brasil, era possível ter a voz de navegação do narrador Silvio Luiz e da apresentadora Renata Fan. Depois foi a vez da divertida dupla Scooby-Doo e Salsicha emprestarem sua voz ao WAZE. Recentemente, em setembro de 2020, o aplicativo fez uma atualização e liberou mais duas vozes: é possível ouvir as orientações de trânsito com a voz do Batman e também do vilão, Charada. A novidade é uma parceria do aplicativo de trânsito com a DC Comics, que cuida dos direitos de vários super-heróis.
  
A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por duas remodelações ao longo dos anos. A primeira aconteceu em 2013 quando o logotipo apresentou uma nova tipografia de letra e um novo e simplificado design para o símbolo do balãozinho sorridente com rodas. Em 2020 o WAZE remodelou seu logotipo pela segunda vez: adotou uma nova tipografia de letra e o símbolo ganhou traços mais simples e um formato mais arredondado, e foi posicionado ao lado direto do nome. Além disso, as duas rodas do personagem que ficavam do mesmo lado passaram a estar posicionadas em lados opostos.
  

A remodelação também contou com um novo conjunto de ícones coloridos e divertidos, com bordas pretas para facilitar a visualização, e muitas cores no aplicativo. Uma das novidades foi à adoção de “Humores” (moods, no aplicativo em inglês), com uma maior variedade de cores e 30 novas representações.
  

Os slogans 
Way to go. 
Outsmarting Traffic, Together.
  

Dados corporativos 
● Origem: Israel 
● Lançamento: 2008 
● Criador: Uri Levine, Amir Shinar e Ehud Shabtai 
● Sede mundial: Mountain View, Califórnia, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Waze Mobile Limited 
● Capital aberto: Não (subsidiária do Google LLC
● CEO: Noam Bardin  
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Usuários: 130 milhões 
● Presença global: 75 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 500 
● Segmento: Tecnologia 
● Principais produtos: Aplicativos de mobilidade, rotas, mapas e caronas 
● Concorrentes diretos: Google Maps, Inrix, Maps.Me, Apple Maps, Navmii e MapQuest 
● Ícones: O balãozinho sorridente com rodas 
● Slogan: Outsmarting Traffic, Together. 
● Website: www.waze.com/pt-BR 

A marca no mundo 
Atualmente o WAZE, uma subsidiária do Google, tem mais de 130 milhões de usuários ativos (chamados popularmente de “Wazers”), funciona em mais de 75 países e está disponível em 51 idiomas. No Brasil são mais de 14 milhões de usuários, sendo o maior mercado latino-americano e um dos cinco maiores em todo o mundo. As duas cidades mais populosas respondem por boa parte desse volume: 4.5 milhões dos motoristas ativos no WAZE estão em São Paulo (988 milhões de quilômetros rodados mensalmente) e 1.7 milhões no Rio de Janeiro (65 milhões de quilômetros por mês). De acordo com a empresa, 20% do total das rotas traçadas por motoristas brasileiros no aplicativo têm como destino estabelecimentos comerciais como shopping centers, restaurantes e supermercados. Já o WAZE CARPOOL realizou aproximadamente 1 milhão de viagens mensais globalmente em 2019. 

Você sabia? 
Os Wazers no Brasil gastam em média 1 hora e 30 minutos no aplicativo todos os dias. 
Por trás de todas as informações dadas em tempo real pelo aplicativo, há uma equipe de desenvolvedores do WAZE e 30 mil editores de mapa espalhados pelo mundo - 2 mil deles no Brasil. São voluntários (e muitas vezes usuários) que se dedicam a atualizar constantemente informações sobre trânsito, vias fechadas e outras ocorrências. 
O Programa Waze Beacons garante serviços de localização, maior segurança para motoristas e melhor visibilidade do fluxo de trânsito dentro e fora dos túneis. Os Waze Beacons são de código aberto para que qualquer provedor de navegação GPS possa tirar proveito de sua tecnologia. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), jornais (El País, Meio Mensagem, Folha e Estadão), sites de tecnologia (Tech Mundo), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel, Interbrand e Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas).

Última atualização em 7/10/2020