20.6.06

DAIHATSU

Simpatia é o que não falta na história da DAIHATSU. Carros compactos, econômicos e pouco poluentes. Veículos para idosos e deficientes. A montadora japonesa se especializa cada vez mais na produção de veículos “politicamente corretos”.
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A história
A história da montadora japonesa começou no dia 1 de março de 1907 com a fundação da empresa Hatsudoki Seizo Co., pelos professores da universidade de Osaka, Yoshinki e Turumi, para produzir e vender motores internos de combustão. No final do ano, em dezembro, os seis primeiros motores internos de combustão são fabricados pela nova empresa. Em 1919, a empresa ingressou no mercado de veículos com a conclusão de dois protótipos de caminhões. Somente em 1930 a empresa começou a produzir veículos de três rodas, lançando o modelo HA de 500cc no mercado japonês. Neste mesmo ano a empresa produziu seus primeiro motores a gasolina. No final desta década, em 1937, a empresa produziu seu primeiro automóvel de quatro rodas, o modelo FA.
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Somente no ano de 1951, a empresa passou a se chamar oficialmente Daihatsu Kogyo Company. O nome “Daihatsu” é uma combinação do primeiro kanji para Osaka (大) e o primeiro da palavra “mecanismo de fábrica” (発动机制造), e quando juntos são pronunciados “Dai hatsu”. Em 1958, Trinidad e Tobago foi um dos primeiros países fora do continente asiático a começar a importar carros da montadora japonesa. A partir da década de 60, a DAIHATSU começou a produzir inúmeros modelos de pequenos caminhões de carga, como a série DAIHATSU Hijet, marcada pela versatilidade de suas versões disponíveis no mercado, que rapidamente se tornaram um grande sucesso no Japão. No ano de 1965 se tornou a primeira montadora japonesa a exportar veículos para o Reino Unido, iniciando assim sua expansão internacional.
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Pouco depois, em 1967, a DAIHATSU assinou um acordo de cooperação com a Toyota, começando então um estreito relacionamento que culminaria, décadas depois, com a compra da pequena montadora pela gigante. A empresa produziu seu primeiro veículo elétrico em 1970. Pouco depois, em 1974, passou a se chamar Daihatsu Motor Company. Neste mesmo ano produziu e entregou seu primeiro micro-ônibus (com capacidade para 15 passageiros). Em 1977 a montadora atingiu a marca de 5 milhões de carros produzidos em sua história, e, em 1979, inaugurou uma fábrica na Indonésia para atender ao mercado asiático.
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Apesar de tradicional, a DAIHATSU somente conseguiu atingir enormes sucessos nas vendas na década de 80, especialmente pelo lançamento de modelos compactos que se tornaram extremamente populares. Em 1984, a montadora iniciou a produção de vans na China. No ano seguinte atingia a marca de 10 milhões de automóveis produzidos. Foi também nesta década que a DAIHATSU começou a exportar seus automóveis para a América do Norte, ingressando assim no maior mercado consumidor do planeta. Em 1995, um mini carro de passeio com o nome de Move é introduzido no mercado japonês, chegando a vender aproximadamente 15 mil unidades por mês. Nesse mesmo ano a Toyota aumenta sua participação acionária na DAIHATSU para 33%.
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No final desta década, em 1999, a DAIHATSU teve seu controle acionário (51.2%) comprado pela Toyota. No ano de 2002, a montadora desenvolveu o primeiro catalizador inteligente, diminuindo significativamente a emissão de gases poluentes em seus automóveis. Em 2007, ano do centenário da empresa, a DAIHATSU lançou no mercado um novo posicionamento, acompanhado pelo slogan “Innovation for Tomorrow” (algo como “Inovação para o Amanhã”). Atualmente, o ponto forte da DAIHATSU são os automóveis compactos (kei-jidousha) adaptados ao modo de vida dos japoneses e às estreitas ruas do arquipélago. Apesar da longa história, a montadora comprova que sua competitividade não ficou no passado.
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A DAIHATSU trava uma feroz disputa com a Suzuki pela liderança do mercado de automóveis de pequeno porte, sendo responsável por 32,1% das vendas, contra 30,9% da concorrente, de acordo com os dados da associação japonesa de veículos compactos. Hoje em dia, a maior novidade é a importância dada à produção de carros voltados a deficientes físicos e idosos. Modelos populares como o Mira, Atre e Tanto são acompanhados de inúmeros acessórios e equipamentos especiais. Chamados de Friendship Series, a montadora é responsável por aproximadamente 44% da produção desse tipo de veículo. E a tendência é de que esses veículos tenham espaço cada vez maior nas prioridades da empresa, que vê o envelhecimento da população japonesa como um sinal da necessidade crescente de modelos especiais.
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A linha do tempo
1974
Lançamento do DAIHATSU CHARMANT, um sedã compacto.
Lançamento do DAIHATSU TAFT, um pequeno jipe com tração 4x4.
1977
Lançamento do DAIHATSU CHARADE, um mini carro de passeio com motor de 993cc, que conquistou o título de carro do ano no Japão.
1980
Lançamento do DAIHATSU CUORE, um hatch compacto que se tornou um imenso sucesso. Em 2007, depois de algum tempo sem novidades e para comemorar o seu centenário, a DAIHATSU apresentou o novo Cuore. Com fama de econômico e ultra-compacto, o novo modelo chegou com um design moderno, aproveitamento inteligente do espaço interno e baixo consumo. O modelo já vendeu mais de 5 milhões de unidades pelo mundo desde seu lançamento.
1984
Lançamento do DAIHATSU ROCKY, um jipe compacto.
1989
Lançamento de dois novos modelos: DAIHATSU FEROZA (uma espécie de mini jipe) e DAIHATUS APPLAUSE (automóvel compacto).
1992
Lançamento do DAIHATSU OPTI, um mini carro urbano.
1995
Lançamento do DAIHATSU MOVE, um mini carro de passeio que se tornou um enorme sucesso de imediato.
1997
Lançamento do DAIHATSU 4WD TERIOS, um veículo utilitário esportivo mini. Atualmente a linha oferece também a versão para sete passageiros.
1998
Lançamento do DAIHATSU SIRION, um carro sub-compacto de cinco portas.
2000
Lançamento do DAIHATSU YRV (Young Recreational Vehicle), uma mini van que foi produzida até 2005.
2001
Apresentação do DAIHATSU COPEN, um roadster compacto para duas pessoas, equipado com capota de alumínio com acionamento automático.
2003
Lançamento do DAIHATSU XENIA, uma moderna mini van.
Lançamento do DAIHATSU TANTO, uma mini-van ultra-compacta para áreas urbanas desenvolvida especialmente para o mercado japonês.
2006
Lançamento do DAIHATSU SONICA, um mini carro urbano.
Lançamento do DAIHATSU MATERIA, um veículo utilitário esportivo compacto.
2008
Lançamento do DAIHATSU GRAND MAX, uma linha de veículos comerciais disponível nas versões caminhão de pequeno porte e micro-ônibus.
Lançamento do DAIHATSU BOON LUMINAS, nova minivan com visual moderno, com capacidade para sete passageiros em três fileiras de bancos e desenvolvida em parceria com a Toyota.
2009
Apresentação do DAIHATSU MIRA COCOA, um pequeno automóvel com motor de 660 cilindradas de 58 cavalos, ligado a um câmbio automático de quatro marchas, direcionado ao público feminino.
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O museu
A DAIHATSU inaugurou recentemente, no ano de 2007, um museu em Ikeda (Osaka), no Japão, que conta boa parte da sua história e apresenta perspectivas para o futuro da montadora. Batizado de Humobility World, o projeto visa mostrar a seus visitantes os frutos da sabedoria acumulada em cem anos de produção, e de como isso repercute na qualidade de vida de seus consumidores. Nos corredores do museu, os visitantes podem conhecer os primeiros veículos produzidos pela empresa, e também acompanhar passo a passo as mudanças no design e desenvolvimento dos componentes mecânicos e elétricos ao longo de um século.
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Os slogans
Inovation for tomorrow. (2007)
We Make It Compact.
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Dados corporativos
● Origem: Japão
● Fundação:
1 de março de 1907
● Fundador: Os professores Yoshinki e Turumi
● Sede mundial: Osaka, Japão
● Proprietário da marca:
Daihatsu Motor Co., Ltd.
● Capital aberto: Sim
● Chairman:
Kousuke Shiramizu
● Presidente:
Teruyuki Minoura
● Faturamento: US$ 16.6 bilhões (2009)
● Lucro: US$ 224.7 milhões (2009)
● Valor de mercado: US$ 3.7 bilhões (abril/2010)
● Vendas globais: 1.365.429 (2009)
● Presença global: 130 países
● Presença no Brasil: Não
● Maiores mercados: Japão e países asiáticos
● Funcionários: 39.000
● Segmento:
Automobilística
● Principais produtos: Automóveis compactos e caminhões pequenos
● Ícones: Automóveis compactos (kei-jidousha)
● Slogan: Inovation for tomorrow.
● Website:
www.daihatsu.com
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A marca no mundo
Os automóveis da DAIHATSU, geralmente de alto rendimento e emissões poluentes muito baixas, são comercializados em 130 países ao redor do mundo, tendo fábricas, em aliança com a Toyota, na Itália, Venezuela, Paquistão, Malásia, China, Vietnã e Indonésia, além de suas quatro unidades japonesas. Boa parte de sua produção é comercializada no mercado doméstico, que corresponde a 73% de suas vendas globais. Além disso, a DAIHATSU possui enorme mercado em outros países asiáticos. Na Europa, seus maiores mercados são Alemanha, Reino Unido e Itália. Atualmente a montadora japonesa é uma excelência na produção de carros compactos, empregando mais de 39 mil funcionários e produzindo mais de 1.3 milhões de automóveis anualmente.
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As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).
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Última atualização em 23/4/2010

7 comentários:

Anônimo disse...

fauta ter no brasiu.carro bon como cuore

Anônimo disse...

Porque ainda não tem fabrica no Brasil? o veiculo é muito bom

Anônimo disse...

A Daihatsu precisa muito voltar ao Brasil através de um representante decente! Quem teve um Charade ou Terios sabe do que estou falando. Motores pequenos com desempenho acima da média e ultra economicos! Um show, esta da arte em automóvel compacto! 100% japonesa! Tenho saudades.

Anônimo disse...

Trabalhei na Daihatsu no período entre 1991 e 1997.
A unidade onde eu trabalhava, ficava em Shiga Ken, Gamoh Gun, e produzia os modelos Mira (conhecido no Brasil como Cuore), Opti, Charade, Applause, Leesa, Atrai, a van Delta Wide, os utilitários Ferosa e Rugger. Além destes carros, a Daihatsu tinha, na época, uma divisão que produzia motores Diesel e caminhões, que ficava em Ikeda, região de Osaka.
Hoje, claro, a linha está totalmente renovada, atualizada.
Eu fazia parte de um grupo de 350 brasileiros funcionários da fábrica, que trabalhava nas unidades de Ikeda, Kyoto e Shiga Ken. Considerada a menor do Japão, mas, dava para perceber visualmente, que era maior do que a Volkswagem brasileira, por exemplo.
Meu trabalho era duro: O meu setor produzia câmbios automáticos, era dividido em duas turmas, que revezavam uma semana de noite e na outra semana em turno diurno. Eram montados peça por peça, minuciosamente, cuidadosamente, manualmente. Não podíamos errar. E de forma muito rápida. Ou seja: Tínhamos que ter um preparo físico de atleta, além de outras coisas para dar conta de toda produção.
A produção diária era em média, de 300 câmbios por dia, mas essa quantidade variava, podendo chegar, em períodos de maior demanda, até 600 câmbios por dia.
A produção não parava: Os nossos câmbios eram enviados imediatamente para a linha de montagem, que ficava numa outra fábrica. E dali, os veículos prontos já seguiam para venda nas concessionárias espalhadas pelo Japão e para o exterior.

Hoje, moro no Brasil, longe dessa loucura toda.

Na minha época, no Japão, as fábricas de automóveis funcionavam praticamente 24 horas. Hoje, não sei. Dizem que a produção, hoje, não chega a esse extremo porque estão em meio a uma crise.
Guardo muita saudade da Daihatsu. Tenho orgulho de ter trabalhado na empresa.
Ainda hoje, às vezes, na Internet visito o site da empresa, e percebo que não só a Daihatsu, mas todas as fábricas japonesas produzem veículos cada vez melhores. Apesar da tão citada crise que castiga o Japão e o mundo todo. Os japoneses sabem como ninguém se virar em tempos de crise. Quem já morou lá sabe: Essas situações acontecem o tempo todo. Eles conseguem identificar rapidamente os períodos de baixa, se cuidam, e se recuperam em oportunidades seguintes. Ficam o tempo todo inventando, desenvolvendo novos meios de produção.
Os japoneses foram pioneiros no estilo reduzido e prático dos veículos no formato que vemos hoje, popularizado no mundo todo.
A mentalidade dos japoneses, de produzir veículos limpos, econômicos e bons foi adotada por muitos fabricantes pelo mundo todo.

Uma curiosidade: Nos longínquos anos 80, já foi cogitada a montagem do modelo Cuore aqui no Brasil, pela extinta Puma, quando praticamente não se via carros importados circulando por aqui. Um plano que não deu certo.


06/09/12

francisco disse...

Somente hoje pude ler os comentários de alguém que trabalhou na fábrica da Daihatsu.Comprei um Terios 98 em 2008.Esse fica na familia.Gostamos muito.A mesma pergunta eu faço, por que a Daihatsu não vem para o Brasil através da Toyota?

Anônimo disse...

Estou preste s trocar um popular 2001 por um Terios 98.
Muitas duvidas no começo, mas depois de fazer uma boa pesquisa, descobri que 99% dos donos de um Terios estão satisfeitos e os que não estão é porque querem algo mais e não porque o veiculo não presta.
Será ótimo se um dia pudermos ter a possibilidade de comprar um veiculo da marca Daihatsu 0km.

Anônimo disse...

Tambem trabalhei no japao de 2005 a 2008 la tive um Daihatsu Mira avanzzato hoje moro no Brasil e aqui tenho um Daihatsu Terios que uso no dia a dia e viagens que faço pela empresa para o interior de SP MG e RJ, Nao troco ele por um nacional 0km, 10km/l na cidade muito bom