22.11.14

AIRBNB


A airbnb se tornou o “terror das redes de hotéis”. Não importa se você precisa de um apartamento ou um simples quarto por uma noite, um castelo por uma semana, uma paradisíaca ilha por alguns dias ou um condomínio por um mês. A airbnb conecta pessoas à experiências de viagem únicas e preços variados, em praticamente qualquer parte do planeta. O site se tornou um mercado comunitário confiável para pessoas anunciarem, descobrirem e reservarem acomodações únicas ao redor do mundo seja através de um computador ou de um celular. 

A história 
A história começa em 2007 quando os estudantes Brian Chesky e Joe Gebbia, colegas de curso na Escola de Design de Rhode Island, resolveram virar empreendedores, largaram seus empregos e se mudaram para a cidade californiana de San Francisco para realizar esse sonho. Porém, o tempo foi passando e o dinheiro se esgotando. Para piorar a situação, eles foram avisados que o aluguel do apartamento em que moravam iria aumentar. Eles tinham apenas 14 dias para encontrar um meio de pagar todas as despesas. Foi então que o empreendedorismo dos dois jovens falou mais alto. Ao ver o espaço vazio na sala, eles pensaram: “Nós temos algo aqui! O que podemos fazer com isso?”. Os jovens ficaram sabendo que em outubro haveria uma conferência sobre design na cidade e, em virtude disso, todos os hotéis estavam lotados. Nesse momento, o espaço vazio que tinham na sala parecia ser muito mais interessante e uma oportunidade de fazer dinheiro. Poderiam oferecer aos visitantes um colchão de ar para dormir e preparar o café da manhã. Foi justamente o conceito desta ideia que originou o nome da empresa que eles iriam fundar pouco tempo depois, a airbnb, um acrônimo de Air Bed and Breakfast. Já no outro dia, colocaram a ideia em prática, construíram um pequeno site e fizeram até camisetas.


Inicialmente acharam que apenas estudantes com pouco dinheiro iriam se tornar clientes. Afinal, quem mais iria dormir em um colchão de ar no meio da sala. Mas eles estavam redondamente enganados. Dentre seus primeiros clientes, havia um senhor de 45 anos, casado e pai de cinco filhos. Como conversavam bastante e trocavam experiências com os hóspedes, a estadia se tornou algo mais pessoal. E foi justamente essa relação que incentivou os jovens a fundar uma empresa. Isto porque os hóspedes perguntavam se poderiam viajar dessa forma para outras cidades nos Estados Unidos. A ideia de um novo negócio foi despertada. Como eles eram designers e não programadores convidaram Nathan Blecharczyk, formado em ciência da computação pela Universidade de Harvard e que ocupou vários cargos de engenharia em empresas importantes como a Microsoft, para se tornar sócio do novo empreendimento.


Finalmente no dia 11 de agosto de 2008 o site do Airbedandbreakfast.com foi colocado no ar, permitindo assim pessoas alugarem todo ou parte de sua própria casa, como uma forma de acomodação extra. O site fornecia uma plataforma de busca e reservas entre a pessoa que oferecia a acomodação e o turista que buscava pela locação. Ou seja, de um lado alguém que possuía um espaço que não ficava ocupado o tempo todo. Do outro alguém querendo um espaço para alugar. E para ganhar dinheiro, a empresa cobraria do locador uma taxa sobre o valor da estadia no imóvel. Simples? Nem tanto. O principal obstáculo era convencer as pessoas a alugar suas casas para desconhecidos. Com as dificuldades financeiras iniciais, os sócios chegaram a vender mais de 3.000 caixas de cereais matinais (com as imagens do então candidato à presidência americana Barack Obama e seu concorrente John McCain) para levantar algum dinheiro no início e manter a empresa. Foi algo que deu enorme resultado em uma época em que ninguém conhecia a airbnb. Com isso, a empresa chamou a atenção de grandes veículos de mídia do mercado americano, que fizeram matérias sobre essas caixas de cereais e consequentemente sobre a empresa.


Alguns meses depois, aquilo que começou sem expectativa evoluiu para um empreendimento próspero. Outros moradores de San Francisco começaram a oferecer suas casas aos visitantes, divulgando as acomodações no site criado pelo trio. Os hóspedes satisfeitos iniciaram uma divulgação boca a boca que levou a ideia para outras cidades americanas e, posteriormente, a outros países. Inicialmente, apesar das dificuldades enfrentadas, airbnb se tornaria a nova sensação do Vale do Silício como a start-up símbolo de um movimento bilionário, a economia do compartilhamento. E isto começou a atrair grandes investidores, dando fôlego para a empresa. Em março de 2009 o nome do site foi abreviado apenas para airbnb.com e seu alcance expandido. Isto porque muitas pessoas começaram a utilizar o serviço de uma forma inusitada, disponibilizando casas na árvore, barcos, cabanas, cavernas, castelos medievais na Europa, ilhas e até iglus na Groenlândia. E existiam pessoas dispostas a pagar para dormir ou passar dias em lugares estranhos como esses. A airbnb demorou mais de um ano para atingir 100 mil reservas. Mas, nos anos seguintes, os acessos aumentaram significativamente, principalmente em virtude da grande crise econômica que assolou a economia mundial. Isto porque as pessoas estavam perdendo seus empregos e sofrendo o risco de perder suas casas. A airbnb dava a elas uma oportunidade de manter suas casas ao monetizar um espaço extra. Com isso, os acessos ao redor do mundo foram aumentando e, em 2011, a maior parte dos negócios já era do mercado internacional, com forte presença na Alemanha e Reino Unido.


Além disso, mais investidores resolveram apostar na empresa, entre eles o ator Ashton Kutcher. Isto possibilitou que a empresa iniciasse a compra de alguns pequenos competidores. No mês de junho de 2012, airbnb já era um verdadeiro sucesso, ajudando a acomodar mais de 10 milhões de pessoas desde sua fundação. Foi este ano que a empresa chegou ao Brasil. Durante a Copa do Mundo realizada no Brasil em 2014, a airbnb acomodou 120 mil visitantes. Pouco depois, a empresa lançou um novo site, que conta com uma área de comunidade que apresenta histórias de anfitriões e hóspedes e uma seção chamada Discovery (Descobertas) que tem ideias de viagens para locais diferentes e onde os usuários podem publicar dicas e mapas para seus locais ofertados. A airbnb vem cada vez mais sofisticando suas ofertas. A ideia é oferecer mais do que uma simples hospedagem. Já é possível agendar pelo site, por exemplo, uma aula de culinária com uma chef tailandesa. Além disso, lançou uma versão específica para viajantes de negócios. A iniciativa agrada ambos os lados: os funcionários que podem escolher um local mais caseiro para suas viagens e a airbnb, que cresce no mercado ao oferecer aos seus usuários uma alternativa interessante mesmo que os gastos sejam pagos pela empresa.


Hoje em dia, com um serviço de atendimento ao consumidor de nível internacional e uma comunidade de usuários em crescimento constante, airbnb é a maneira mais fácil de transformar um espaço extra em dinheiro e mostrá-lo para milhões de pessoas. A empresa é um verdadeiro sucesso que pode ser medido em números. Segundo analistas de mercado airbnb tem um valor de US$ 13 bilhões, o que torna a empresa mais valiosa que gigantes hoteleiras como Hyatt Hotels e Wyndham Worldwide.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas alterações ao longo dos anos. Primeiro o nome da empresa foi abreviado apenas para airbnb, mantendo as cores originais (azul e rosa) e a tipografia da letra.


Após adotar uma nova tipografia de letra e cor (azul clara), em 2014 a marca apresentou sua nova identidade visual. Além de uma nova tipografia de letra e mais flexibilidade na aplicação (tanto em cores como no posicionamento – vertical ou horizontal) o novo logotipo apresentou um símbolo, batizado pela empresa de “Bélo”.


Esse símbolo era uma representação de quatro coisas: pessoas, lugares (pino indicador de geolocalização), amor (coração) e, é claro, a própria airbnb através da letra A. E foi justamente esse símbolo que causou controvérsia e polêmicas nas redes sociais. Se para a empresa o novo logotipo remete a amor, amizade e um lar para viajantes longe de casa, para a imaginação fértil de parte da população da internet ele foi visto como um doodle que pode representar, entre outras coisas, nádegas, um par de seios e o órgão sexual feminino.


Os slogans 
Belong Anywhere. (2014) 
Travel Like a Human. (2010) 
Forget hotels. (2008)


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 11 de agosto de 2008 
● Fundador: Nathan Blecharczyk, Brian Chesky e Joe Gebbia 
● Sede mundial: San Francisco, Califórnia, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Airbnb, Inc. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Brian Chesky 
● Faturamento: US$ 250 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 192 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 400 
● Segmento: Rede de hospedagem colaborativa 
● Principais produtos: Aluguel de quartos, casas e apartamentos 
● Concorrentes diretos: HomeAway, Wimdu, 9Flats e Roomorama 
● Slogan: Belong Anywhere. 
● Website: www.airbnb.com.br 

A marca no mundo 
A airbnb oferece mais de 800.000 acomodações, desde um simples quarto, casa ou apartamento passando por castelos, ilhas, barcos e até iglus, em mais de 35.000 cidades de 192 países ao redor do mundo. Em sua base de dados o site oferece mais de 600 castelos para locação. E uma reserva é feita a cada dois segundos no site. Os maiores mercados da empresa são Estados Unidos e Austrália. Desde sua fundação a airbnb já acomodou mais de 25 milhões de hóspedes. Esses números tornaram a airbnb a maior empresa global de hospedagem, a frente das maiores redes hoteleiras mundiais. 

Você sabia? 
A airbnb mantém ainda um serviço de atendimento por telefone e internet 24 horas para receber reclamações de clientes. Os anunciantes também têm garantias — se o inquilino causar algum dano à propriedade, o dono tem direito a ser ressarcido dos prejuízos. 
Recentemente, a revista americana Fast Company elegeu a airbnb como uma das empresas mais inovadoras do mundo por transformar quartos vagos nas casas das pessoas na “rede de hotéis” mais quente do mundo. 
O nome da empresa é pronunciado “er-bi-én-bi”. E apesar da ideia inicial, hoje em dia a maioria dos usuários não oferece café da manhã. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Época Negócios, Exame e Isto é Dinheiro), jornais (Valor Econômico), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 22/11/2014

Um comentário:

Prof. Vinícius Oliveira disse...

Bom dia,
sou professor de educação ambiental e utilizo com símbolo de meus postulados um ELO, que significa ECOFILIA. Quando a AIRBNB utiliza seu logo BELO em animações e no serviço CREATE do site da empresa, o Belo se transforma no meu Elo. Além da forma temos a coincidência de cores e conceitos. Entre no meu face https://www.facebook.com/viecofilia e poderá conferir em fotos e vídeos o que estou dizendo. Uso o Elo há mais de 15 anos e é minha produção cultural mais importante, na verdade, o trabalho de minha vida. Em pouco tempo estarei aposentado e meu novo grande sonho é levar a minha mensagem da ECOFILIA a todos os lugare onde a AIRBNB chegar. Me ajudem a entrar em contato com a AIRBNB. Obrigado, Prof. Vinícius