20.1.22

OAKBERRY


Não tem como negar que o açaí é um fenômeno brasileiro. E todo fenômeno merece um investimento a altura. E, nesse pensamento, foi desenvolvido a OAKBERRY. Americanos, chineses e até australianos também descobriram a fruta e suas deliciosas combinações na hora do consumo. E muito disso se deve a marca brasileira, que replicou com sucesso seu modelo de negócios no segmento de alimentação saudável em localidades diferentes, tanto em termos geográficos quanto culturais. Com isso, a marca está popularizando o açaí em países distantes como o Catar, a China e os Emirados Árabes Unidos. Afinal, você pode não gostar de açaí, mas já deve ter reparado em alguma loja ou quiosque da OAKBERRY: todas seguem um padrão estético que mistura madeira, luzes quentes e detalhes em roxo - o impacto visual é uma das marcas da rede. 

A história 
A ideia do negócio surgiu quando Georgius Frangulis (foto abaixo), um brasileiro de ascendência austríaca e grega, estava morando na ensolarada Califórnia e percebeu a falta de um produto de alimentação saudável, de baixo custo, entrega rápida, com operação enxuta e padronizável. Na época em Los Angeles, havia apenas dois lugares com alimentação saudável: um vendia salada e outro vendia tigelas de superalimentos. Pensou então no Açaí, conhecido entre os americanos como uma super fruta da floresta Amazônica com alto valor nutricional e consumido por quem pratica esportes, faz atividades físicas ou simplesmente para substituir refeições. Mas Georgius não conseguiu colocar a nova ideia em operação por lá em virtude de uma série de razões. Então, resolveu adaptar o modelo e trazê-lo para o mercado brasileiro, que estava saturado e pulverizado, com muitos players tratando o açaí sem a devida reverência. Com isso, ao retornar ao país, arrumou um sócio - Renato Haidar - e investiu R$ 300 mil para fundar a empresa no dia 7 de outubro de 2016.
   

Um dos pilares para desenhar o modelo de negócio da nova empresa foi a certeza de que ele poderia ser replicado em diversos países e culturas. A começar pelo nome: OAKBERRY, uma palavra inventada Georgius. Composta por “oak”, carvalho, em inglês, que nem fruto ou frutas dá, e “berry”, fruto pequenino. Isto surgiu porque quando começou a estudar as possibilidades, viu que o carvalho, para os americanos, tem um sentido de energia, confiança e robustez. E o berry foi para trazer imediatamente na cabeça do cliente algo natural, de fruta. Ou seja, ele queria chamar a atenção dos consumidores com o nome de um fruto que nem existe de fato, mas, se existisse, seria forte. Como o açaí, que seria o carro-chefe do novo negócio. Além disso, como fora do Brasil o açaí sempre foi conhecido como uma super fruta da floresta Amazônica, a ideia seria resgatar essa imagem Premium para o mercado brasileiro.
   

Soma-se a tudo isso à questão da imagem do conceito do ponto de venda: ao mesmo tempo em que se proporia a vender essa superfruta, também se preocuparia com a rapidez e padronização dos produtos. Com isso, o primeiro quiosque da OAKBERRY AÇAÍ BOWLS (cujo design chamava a atenção por remeter a barracas de frutas e utilizar madeiras de reuso, além de deixar os produtos em local de fácil visualização para a escolha do cliente) foi inaugurado em dezembro no Shopping Cidade de São Paulo, na Avenida Paulista, e que passou a comercializar açaí totalmente natural, sem corantes, gordura trans, colesterol e sem agrotóxicos, em práticos copos (antes, grande parte do mercado servia o açaí nos tradicionais bowls de cerâmica), disponíveis em três tamanhos - 350 ml, 500 ml e 700 ml. Além disso, a OAKBERRY oferecia toppings como banana, granola de castanha, aveia, coco ralado, chia, leite em pó, leite condensado e mel para completar o copo de açaí sem cobrar por isso. Mas oferecia também opções cobradas à parte como morango, paçoca diet, pasta de amendoim com mel e Whey Protein. Já o atendimento seguia a linha dos tradicionais fast-food, buscando entregar o pedido do cliente em até dois minutos. Surgia assim uma espécie de fast-food saudável que também oferecia alguns outros produtos à base da fruta amazônica, como a versão smoothie.
   

Com um sucesso rápido, apenas quatro meses depois foi inaugurada uma segunda unidade no shopping Pátio Paulista, também em São Paulo. Mas esse sucesso inicial passou pelo trabalho de mudar o entendimento do açaí como sobremesa, estimulando que os clientes enxergassem a super fruta dentro da categoria de alimentos saudáveis, podendo ser consumida de forma prática no café da manhã, como almoço, como jantar e até como um lanche. E para acelerar o crescimento a empresa adotou o conceito de franquia a partir de junho de 2017. Rapidamente quiosques que vendiam vistosos copos de açaí com coberturas se multiplicaram em praças de alimentação de grandes shoppings em várias cidades brasileiras nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. Em quase um ano foram inauguradas mais de 60 unidades.
  

A internacionalização, que está no DNA da marca desde a sua criação, começou no mês de julho de 2018 quando a empresa inaugurou o primeiro ponto de venda no Florida Mall, shopping tradicional da cidade de Orlando, na Flórida; e uma segunda unidade, em novembro, na ensolarada Miami. A ideia era suprir uma demanda do mercado norte-americano pelo “fast-food saudável” e testar o conceito e o padrão da rede em mercados internacionais. Para operar nos Estados Unidos, foram feitas adaptações no cardápio. A pasta de amendoim, que é comum por lá, não seria cobrada à parte, por exemplo, e não haveria opção de acrescentar leite condensado e em pó. Além disso, foi reduzida a doçura do produto. Ainda em dezembro de 2018, a OAKBERRY desembarcou na Austrália, em Bondi Beach, praia próxima a Sydney, em busca de surfistas e consumidores de alimentos saudáveis. Como o açaí já era conhecido no país como um “super alimento”, cheio de benefícios, a unidade do outro lado do mundo foi um sucesso, vendendo cinco mil bowls, ou cumbucas, logo no primeiro mês de operação.
   

Em meados de 2019, a rede inaugurou o primeiro quiosque no mundo árabe, localizado no Emirates Towers, um dos cartões postais de Dubai. No final deste ano, quando a OAKBERRY já contava com mais de 175 unidades em operação no Brasil, Estados Unidos, Peru, Espanha, Portugal, Emirados Árabes e Austrália, a marca resolveu reforçar seu compromisso com o consumo de produtos saudáveis e apresentou uma bebida energética e natural, em lata, a base de chá. O produto, batizado de OAK Energy Tea, é composto por matchá, green coffee, açaí e não leva nenhum tipo de açúcar e nem taurina, substância que geralmente faz parte da receita das bebidas energéticas tradicionais. Pouco depois, em janeiro de 2020, a OAKBERRY ingressou no enorme e voraz mercado chinês. Mas aí veio a pandemia de COVID-19 e a empresa enfrentou turbulências relevantes. Com o isolamento social teve que reverter um faturamento que vinha 100% de lojas físicas para um modelo digital - em aplicativos como iFood (conheça essa outra história aqui) e Uber Eats. Mesmo com a circulação restrita, os consumidores passaram a fazer pedidos com menor recorrência, mas o tíquete médio foi, em média, entre 25% e 30% maior, na comparação com as lojas físicas. Além disso, o ritmo de abertura no Brasil foi de 87 unidades, o mesmo do ano anterior. E aproveitou a forte demanda pelo comércio online para lançar dois novos produtos: Pasta de Amendoim com Mel, que leva em sua receita apenas dois ingredientes (amendoim e mel), e a PaçOAK, paçoca com açaí zero açúcar.
   

Mesmo em meio à pandemia, no mês de dezembro de 2021 a OAKBERRY introduziu mais um item ao seu cardápio: a Oakbar, uma barra de proteína feita à base de açaí e disponível em três sabores (coco e granola; banana e granola; e peanut butter). Ainda nesse mês, a empresa conseguiu levantar R$ 90 milhões em uma rodada de investimentos, dinheiro este que vai permitir verticalizar a produção de sua matéria-prima (que não vai ser no Pará, maior produtor do Brasil, mas que deixará de ser terceirizada). Com isso, a empresa abrirá uma fábrica em Manaus e irá estruturar a cadeia de fornecedores para cuidar ela própria de toda a fabricação e fornecimento. Além disso, o dinheiro será investido na abertura de unidades próprias em regiões estratégicas no exterior, acelerando assim seus planos de internacionalização.
  

Nem todos têm tempo suficiente para se alimentar de maneira energética e benéfica. Por isso a missão da OAKBERRY é entregar uma experiência saborosa, natural e nutritiva, rapidamente. A ideia é atender uma demanda de fast-food saudável, que ofereça sabor e nutrientes com agilidade. Em outras palavras, mudar a maneira como o “fast-food” é visto e pensado. Afinal nosso tempo e saúde são fatores determinantes para nossa qualidade de vida. Pra isso existe a OAKBERRY.
  

O marketing roxo 
Por representar um estilo de vida jovem, descolado, saudável e rápido, a OAKBERRY se transformou em uma marca de “lifestyle” presente nos mais prestigiados eventos esportivos e culturais do mundo. Esse marketing começou timidamente em 2018 quando a marca esteve presente no GP Brasil de Formula 1®, uma enorme oportunidade de apresentar a OAKBERRY e seu produto para um grande público estrangeiro. No final de agosto de 2019 a OAKBERRY marcou presença no prestigiado torneio de tênis US Open, oferecendo seus produtos e promovendo a marca para o público americano e internacional. Desde então, “pegou gosto” pelo tênis e já marcou presença também no Australian Open e no Rio Open. Depois esteve presente por meio de um quiosque dentro do Hard Rock Stadium, casa do Miami Dolphins, equipe de futebol americano profissional da NFL. E este fato, levou a OAKBERRY a se tornar em 2020 a primeira marca brasileira com presença no Super Bowl, a popular final do futebol americano profissional e um dos eventos mais assistidos do mundo. Durante a partida a marca vendeu quase mil unidades de seus tradicionais bowls.
   

Além da presença constante no festival Lollapalooza, cujo público jovem e descolado é um dos alvos da marca, e depois de estrear no surfe com o patrocínio às etapas do Championship Tour na Austrália, no final de 2021 a OAKBERRY se tornou a mais nova patrocinadora da World Surf League (WSL) no Brasil. Com isso a marca ratificou seu objetivo de usar o marketing esportivo para promover sua imagem. Afinal, como seu carro-chefe é o açaí natural, sem adição de corantes, agrotóxicos, gordura trans e colesterol, a marca crê que o público aficionado por esportes é alvo certeiro. Vale ressaltar que o criador da marca, Georgios Frangulis (foto abaixo), também compete em provas automobilísticas - desde 2019 é piloto na Porsche Cup com a equipe Oak Racing Team e onde se destaca entre os demais pilotos por seu macacão roxo - a mesma cor da OAKBERRY. Além dele, a equipe tem como pilotos patrocinados Felipe Massa (na Stock Car) e Gaetano di Mauro (na Porsche Endurance Series). Qualquer semelhança com a Red Bull (saiba mais aqui) não é mera coincidência.
  

Como parte de todo esse investimento em marketing, no mês de janeiro de 2022, a OAKBERRY lançou sua primeira campanha global. Com o mote “Millions of Better Choices” (Milhões de Escolhas Melhores, em português), a campanha tem o intuito de padronizar a comunicação da marca globalmente (presente em 22 países), além de criar maior identificação e força no mercado. O filme será exibido na cobertura do Super Bowl, no canal ESPN (conheça essa outra história aqui), cuja final acontecerá em fevereiro. A ideia central da campanha foi inspirada no tradicional Oak Bowl, e suas diversas camadas de topping, ou seja, os adicionais que são escolhidos pelo consumidor, sendo traduzido em um sistema de design com cores. Deste modo, foram criadas milhões de possibilidades com as cores selecionadas, padronizando a comunicação da marca, e mantendo cada material único e exclusivo. A proposta não se refere apenas às milhões de possibilidades de montar o Oak Bowl, mas também às inúmeras escolhas que fazemos todos os dias.
   

A identidade visual 
O logotipo da marca, caracterizado pela cor roxa (a mesma de seu principal produto – o açaí) e por uma arara estilizada, pode ser aplicado de várias formas, como mostra a imagem abaixo.
  

Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 7 de outubro de 2016 
● Fundador: Georgios Frangulis e Renato Haidar 
● Sede mundial: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Oakberry 1 Comercio de Acai LTDA. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Georgios Frangulis 
● Faturamento: R$ 250 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 500 
● Presença global: 22 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 1.500 
● Segmento: Alimentação 
● Principais produtos: Açaí, smoothies e bebidas energéticas 
● Concorrentes diretos: Açaí Concept, Açaí da Barra, Fast Açaí, Toca do Açaí, Jah do Açaí, Megamatte e Rei do Mate 
● Ícones: A cor roxa 
● Slogan: Millions Of Better Choices. 
● Website: www.oakberry.com 

A marca no mundo 
A OAKBERRY, que já vendeu mais de 1 milhão de bowls de açaí (na verdade copos), possui mais de 500 pontos de venda (incluindo lojas e quiosques) espalhados por 22 países ao redor do mundo. Com faturamento anual estimado em R$ 250 milhões, os maiores mercados internacionais da marca são Estados Unidos, Austrália, Emirados Árabes, Espanha, Portugal e Catar. 

Você sabia? 
A padronização dos produtos no mundo traz vantagens no lado logístico: uma vez congelado e envazado, o açaí tem validade de 12 meses - e, basicamente, essa é a única matéria-prima para as lojas da OAKBERRY no mundo. 
Entre os sócios da OAKBERRY estão nomes renomados do esporte como o piloto Felipe Massa e o tenista Bruno Soares. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Isto é Dinheiro, BusinessWeek, PEGN e Exame), jornais (Meio Mensagem), sites de negócios (Dinheirama e UOL), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 20/1/2022 

O MDM também está no Instagram. www.instagram.com/mdm_branding/

31.12.21

BIRKENSTOCK


As sandálias largas e hoje também coloridas, que já foram consideradas bregas e desconfortáveis, conquistaram os pezinhos e pezões mais exigentes e famosos do mundo como de Julia Roberts, Mary-Kate, Ashley Olsen e Katie Holmes. E tudo graças à alemã BIRKENSTOCK, onde a tradição e o legado são importantes chancelas de uma marca secular que soube como conquistar o universo fashion. Afinal, em quase 250 anos de uma rica história, a marca alemã conseguiu se estabelecer, crescer, se espalhar pelo mundo e virar objeto de desejo. 

A história 
A BIRKENSTOCK está profundamente enraizada na fina arte de elaborar calçados de altíssima qualidade que fazem bem para os pés. E tudo começou em 1774 na pequena cidade de Langen-Bergheim, próximo a Frankfurt, quando Johann Adam Birkenstock foi registrado nos arquivos da igreja como sapateiro. Era o início de um sobrenome que transformaria a indústria de calçados da Alemanha. O negócio familiar caminhava bem, passando de pai para filho, até que em 1896 o tataraneto de Johann, Konrad Birkenstock, um sapateiro-mestre que administrava dois negócios de calçados especializados na cidade de Frankfurt, começou a produção e venda de palmilhas ortopédicas recortadas (que seguiam o contorno dos pés) para ser utilizadas pelos sapateiros na produção de calçados personalizados. Mais tarde essas palmilhas seriam batizadas com o termo FOOTBED (literalmente “cama para os pés”), tamanha a inigualável sensação de conforto que elas causavam.


No começo do século 20, em 1902, Konrad percebeu que a procura por sapatos feitos sob medida estava diminuindo. Uma mudança de rumo para seu pequeno negócio era necessária. Com espírito empreendedor, começou então a produzir palmilhas flexíveis com o suporte de arco contornado, o que fornecia suporte adicional aos pés. Na época, as solas dos sapatos eram todas retas, e não consideravam as curvas naturais dos pés. Feitas em um tom de azul bem característico (o que resultou no nome BLUE FOOTBED), as palmilhas se tornaram um enorme sucesso, pois proporcionava mais suporte aos pés, e consequentemente muito mais conforto. Ele sabia que tinha algo com muito potencial nas mãos, e a fim de obter financiamento começou a viajar pelo interior da Alemanha, Áustria e Suíça divulgando sua invenção e vendendo a técnica para outros sapateiros.
   

Quando a Primeira Guerra Mundial eclodiu, no ano de 1914, ele decidiu trabalhar para o hospital de Frankfurt, criando e produzindo modelos de calçados adequados para os soldados feridos. Foi então que os médicos ortopedistas conheceram as palmilhas e calçados, gostaram e incentivaram Carl Birkenstock - neto de Konrad - a expandir seus negócios. Mais do que nunca, a marca BIRKENSTOCK se voltava para o conforto. Apesar das terríveis consequências causadas pela guerra, o negócio da família Birkenstock ia muito bem. A empresa abriu a primeira filial em Viena, na Áustria, e depois se expandiu para a Noruega, Itália, Suíça, França, Bélgica e Holanda. Praticamente toda a Europa tinha representantes da marca alemã. Além disso, novas fábricas foram inauguradas e trabalhavam a todo vapor. Nesta época a BIRKENSTOCK reinava sozinha como a grande fabricante de palmilhas ortopédicas da Europa, e só foi ter concorrentes de fato em 1928.
  

A grande revolução começou quando a BIRKENSTOCK inventou o seu sistema único de palmilha contornada, apresentando em 1930 o conceito das palmilhas de formato anatômico com suporte incrível. A palmilha original possuía quatro camadas diferentes que completavam o calçado. A primeira camada era a sola anti-impacto, seguida de uma camada de fibras de juta, uma palmilha de cortiça firme e outra camada de juta. A última camada era a linha da palmilha em camurça macia. Desde então, muitos tentaram copiar essa ideia, mas apenas uma pode, orgulhosamente, carregar o nome BIRKENSTOCK. Em 1932, a empresa iniciou a administração dos cursos de treinamento, que mais tarde se tornariam populares, ganhando o apoio de importantes médicos ortopedistas ao “Sistema Karl Birkenstock”. Após a Segunda Guerra Mundial (1939–1945), as palmilhas BIRKENSTOCK eram populares entre os soldados que retornavam por causa do suporte ortopédico, o que dava mais conforto.
   

Até 1964, a BIRKENSTOCK era uma marca de palmilhas ortopédicas. E podia ser assim até hoje, se não fosse a ousadia e o empreendedorismo de Karl Birkenstock, bisneto de Konrad. O mais novo herdeiro da marca não queria produzir apenas palmilhas: ele queria criar um calçado tão confortável, que daria a sensação de caminhar descalço. Com a tecnologia desenvolvida pela família, somada ao seu conhecimento sobre a anatomia e o movimento dos pés, ele lançou a primeira sandália BIRKENSTOCK. Batizada de MADRID (imagem abaixo), a sandália apresentava uma palmilha profunda e flexível e era anunciada como um calçado que podia ser usado durante a prática de exercícios. Isto porque o calçado foi construído de forma que o usuário tivesse que segurar os dedos dos pés para manter as sandálias calçadas, o que resultava na tonificação da musculatura da panturrilha, tornando-o bastante útil para atletas, principalmente entre as ginastas. A palmilha ortopédica estava lá, sustentando a sola do pé. Uma combinação de cortiça, látex e juta deixavam a pisada macia, absorvendo o impacto a cada passo. Em alto-relevo, um suporte para os dedos buscava incentivar o movimento de força natural dos pés e estimulava a circulação. E um “berço profundo” acomodava o calcanhar e amortecia o impacto da pisada. Para segurar os pés sobre esse solado cheio de particularidades, uma tira de couro com uma fivela.
  

As sandálias BIRKENSTOCK atravessaram o oceano Atlântico e foram parar nos Estados Unidos pelas mãos de Margot Fraser, uma estilista alemã que morava na Califórnia. De férias na Alemanha, ela foi seduzida pela estética surpreendente das sandálias da marca alemã. Comprou alguns pares e levou para as amigas, que também gostaram. Foi então que ela e o marido entraram em contato com a família Birkenstock e passaram a ser os representantes da marca nos Estados Unidos em 1966. Mas foi difícil convencer as lojas de calçados de que as sandálias poderiam ser uma boa ideia e vender bem. Segundo os vendedores, nenhuma mulher iria querer comprar aquelas sandálias horrorosas. Por isso Margot e o marido precisaram encontrar seu público – e acharam em feiras focadas em alimentação saudável, vendendo para pessoas que curtiam um estilo de vida mais alternativo.
   

A fama das sandálias foi construída de boca em boca entre os americanos. Os vendedores das lojas de produtos naturais experimentavam a sandália, achavam confortáveis, e recomendavam para os clientes. Com isso a procura pelas sandálias BIRKENSTOCK começou a aumentar e nos anos de 1970 já era um sucesso entre os hippies e pessoas com estilo de vida alternativo. O modelo ARIZONA (identificado pelas duas tiras), que hoje é o campeão de vendas, foi desenvolvido em 1973, e desenhado por Margot Fraser. Tudo ia muito bem até que chegaram os anos de 1980, e a estética hippie saiu de moda. As sandálias superconfortáveis, que eram um produto consumido por um público distinto e restrito, então passaram a ser consideradas feias novamente. Foi uma época difícil, em que a marca alemã tentou se reinventar e se modernizar, colorindo as tiras de couro e lançando novos modelos. Em 1986, a Nordstrom (conheça essa outra história aqui) se tornou a primeira loja de departamento a vender as sandálias BIRKENSTOCK, em uma tentativa de conquistar uma clientela mais sofisticada.
  

Enquanto o conforto da BIRKENSTOCK e seus benefícios ortopédicos foram prontamente reconhecidos, a reputação da marca em termos de moda permanecia pouco animadora. Os calçados eram certamente confortáveis, mas estavam longe de serem considerados estéticos. Muitas vezes, estavam associados com sapatos práticos e desnivelados, usados com meias e roupas soltas. Mas a revolução para transformar a BIRKENSTOCK em uma marca fashion começou timidamente em 1990 quando a modelo Kate Moss usou as sandálias para uma sessão de fotos para uma popular revista de moda. Mas foi em 1997, quando as sandálias apareceram adornando os pés de modelos nos desfiles de Narciso Rodriguez e Paco Rabanne (conheça essa outra história aqui) que a BIRKENSTOCK começou a se tornar uma marca desejada. A partir de então, começou uma mudança na mentalidade e as mulheres encontram outras possibilidades: enquanto algumas lançavam mão dos dolorosos saltos agulha, outras abraçavam o conforto. E a BIRKENSTOCK começou a aproveitar a ocasião para atrair uma nova clientela.
  

Desde então, foram inúmeras colaborações com grandes nomes da moda, como por exemplo, a estilista Phoebe Philo (o modelo batizado de Furkenstocks - recriação da sandália Arizona que incorporou uma palmilha coberta de vison - foi visto em 2012 na passarela de um desfile da grife Celine em Paris), o designer americano Rick Owens, Proenza Schouler e Pierpaolo Piccioli, da grife Valentino (conheça essa história aqui), para citar alguns. A verdadeira chave para o sucesso ocorreu porque a BIRKENSTOCK soube incorporar a criatividade das marcas e personalidades às quais se associa, preservando os seus valores originais, e ao mesmo tempo transformar os calçados em objetos de desejo entre as fashionistas. Por exemplo, em 2019 na 91ª cerimônia do Oscar, a atriz Frances McDormand usou um modelo da collab com a Valentino. Seguindo a tendência neon, a atriz escolheu o modelo mais clássico, a sandália Arizona, em uma versão verde-limão. Prova que a BIRKENSTOCK sabe fazer tendência e produzir estética.
  

Além das sandálias clássicas atemporais, a BIRKENSTOCK oferece uma completa linha de calçados como tênis, botas, sapatos fechados, calçados infantis e modelos da linha profissional. A marca também lançou novidades, como por exemplo, em 2015 quando apresentou aos consumidores a EVA, uma sandália de borracha em etileno-acetato de vinilo, como alternativa mais barata à sandália de cortiça original, e oferecida em uma infinidade de cores (algumas pra lá de chamativas). As linhas Papillio e Asian Print seguem as tendências da moda. Já a linha BOSTON (com a parte da frente fechada) mantém o estilo mais clássico, com o original solado de cortiça; a FLORIDA expressa a versatilidade e o conforto tradicionais das clássicas sandálias, mas com as tiras mais finas, para pés bem ventilados; a MAYARI apresenta as tiras cruzadas; e a linha vegana de sandálias, apresentadas em versões 100% livres de qualquer material de origem animal.
  

Nos últimos anos a marca alemã ampliou seu portfólio de produtos com meias (são mais de 30 designs diferentes e feitas de algodão sustentável, suave para a pele, aprimorado com fibra LYCRA© para um ajuste perfeito), bolsas e mochilas, cintos e até uma linha de camas (BIRKENSTOCK BED COLLECTION, lançada em 2017 e cujos produtos incluem colchões, esquadrias e seis modelos de cama que apresentam um nível alto de elasticidade e que se adaptam aos contornos naturais do corpo) e de cosméticos naturais (BIRKENSTOCK NATURAL SKIN CARE, que surgiu em 2017 apresentando um conceito inovador de ingrediente ativo, que satisfaz as necessidades de cuidados da pele e tem efeito visível). Além disso, a marca também investiu na abertura de lojas próprias em cidades da Alemanha, São Paulo (inaugurada em 2016 no Shopping Iguatemi), Nova York (a primeira unidade foi inaugurada em 2018 no badalado bairro do SoHo em Manhattan) e, mais recentemente, na China onde tem ampliado sua presença no varejo com a inauguração de novas unidades.
  

Sucesso Made in Germany 
As sandálias anatômicas, hoje cultuadas por jovens e famosos, nem sempre foram consideradas peças dignas de um guarda-roupa moderno. Durante bom tempo foram rejeitadas por serem usadas por uma tribo de alternativos e hippies ou de pessoas com problemas ortopédicos. Mas hoje os calçados BIRKENSTOCK conseguiram se distanciar desta imagem graças ao marketing para rejuvenescer o produto. Por exemplo, a bela modelo alemã Heidi Klum já foi convidada a criar alguns modelos de sandálias em uma coleção colaborativa. Já celebridades como Reese Witherspoon, Gigi Hadid e Kendall Jenner, também fãs das Birkens, foram flagradas por paparazzi ou postando fotos no Instagram nos momentos de folga com elas nos pés. O que contribuiu muito para impulsionar a mania pelas sandálias. Mas a cereja no bolo foi a pandemia de COVID-19. Isto porque, trancados em casa, todos queriam conforto acima de tudo. Justamente o que a marca alemã promete com seus calçados de sola anatômica e aparência polêmica (para alguns). A fórmula perfeita para transformar os calçados da BIRKENSTOCK nos mais desejado do momento.
  

Com solado feito da mistura de cortiça e látex, e revestida de camurça e tiras de couro com fivelas de metal, o grande diferencial da sandália é a tal da palmilha contornada, com formato anatômico, que dá suporte aos pés. Com curvas anatômicas que seguem a forma do pé, o solado é feito a partir da mistura de fina cortiça natural com látex com as laterais revestidas com camurça. O encaixe para o calcanhar, o apoio da base dos dedos e a borda do solado alta proporcionam conforto, auxiliam a circulação sanguínea e protegem os dedos dos pés. O solado é ainda modelado para que o peso de corpo seja distribuído de modo uniforme através da base do pé. A forma de como tudo isso é feito importa tanto quanto o próprio produto. A BIRKENSTOCK tem orgulho de suas raízes, história e DNA. Por isso, seus produtos são feitos com profundo respeito pelos padrões alemães e europeus de responsabilidade ética, social e ambiental. A tradição, qualidade e habilidades manuais diferenciam a BIRKENSTOCK, desde 1774.
  

Além disso, todos os calçados da marca utilizam couros e materiais sintéticos de altíssima qualidade que asseguram um nível premium em todo o produto, como por exemplo, o couro natural, reconhecido pelos grãos da sua superfície não tratada; o couro patenteado ou envernizado, que possui acabamento em sua superfície, revestido em materiais que proporcionam alto brilho; a camurça, que se refere ao couro polido no seu interior; o nubuck, couro de grão superior com superfície suavemente polida; o feltro de lã, feito da lã de ovelha, fibra natural de alta qualidade, de toque suave na pele e respirável; o feltro, um material espesso feito em fibras sintéticas; o Birko Feltro, uma mistura de tecido rayon e fibras sintéticas; e o Birko-Flor®, um material sintético de alta qualidade, especialmente desenvolvido pela BIRKENSTOCK, que oferece uma alternativa ao couro.
  

Nada é feito sem planejamento e a preocupação com o desenvolvimento é uma constante. Os calçados BIRKENSTOCK são produzidos em dez fábricas espalhadas pela Alemanha com mais de 2.500 funcionários. Uma área de 600 metros quadrados na sede abriga um mostruário permanente com os modelos produzidos, montado para atender os representantes nacionais e internacionais. Além disso, duas vezes por ano, a empresa promove uma feira para apresentar os lançamentos aos mais de 500 distribuidores alemães.
   

Uma cama para seus pés 
No coração de toda sandália, tamanco, bota ou sapato produzido pela BIRKENSTOCK está a original e icônica FOOTBED, conhecida por seus materiais naturais de alta qualidade como cortiça, látex e juta, e principal responsável pela história secular de tradição e qualidade da marca alemã. Talvez a cortiça seja o componente mais marcante da BIRKENSTOCK. Você sabia que ela é a casca de uma árvore sobreiro e que renasce a cada 7-10 anos após a colheita? A cortiça utilizada pela empresa provém dos excedentes de produção e engarrafamento da indústria do vinho. Ao invés de ser desperdiçada, a BIRKENSTOCK reaproveita esse recurso natural e o transforma em preciosa matéria-prima para suas palmilhas. Utilizado junto a cortiça, o látex natural também proporciona flexibilidade e suporte à palmilha BIRKENSTOCK. Da mesma forma, ele é um recurso renovável, obtido a partir da resina das seringueiras. A juta é outro material natural renovável que integra a palmilha BIRKENSTOCK. Feita de fibras que absorvem umidade, proporciona uma estrutura robusta acima e abaixo do núcleo de cortiça/látex.
   

Essa palmilha tem características e benefícios únicos, como por exemplo, mais espaços para os dedos, que se movem naturalmente, o que promove um melhor equilíbrio e alinhamento correto dos pés. Além disso, o suporte para os dedos incentiva o movimento de força natural dos pés, exercita as pernas e estimula a circulação. A palmilha inda possui quatro arcos que proporcionam a distribuição do peso e postura adequada. E tem mais: o berço profundo abraça o calcanhar e mantém o amortecimento natural sob o osso. Já a sola, flexível, durável e leve, absorve impactos. É feita ainda com duas camadas de FIBRAS DE JUTA - uma absorve a umidade e a outra adiciona força. A base firme e resistente de cortiça e látex proporciona um suporte máximo. Já o revestimento de camurça macia mantém os pés confortáveis e secos. A palmilha SOFT FOOTBED, que mantém toda a qualidade da clássica FOOTBED, apresenta uma camada extra de espuma de amortecimento inserida entre o forro da palmilha de camurça e as camadas de cortiça e juta.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas alterações ao longo dos anos, adquirindo uma imagem mais simples, moderna e atraente. Apesar dos primeiros logotipos da marca conter a imagem de pés, com o passar das décadas a identidade visual foi sendo simplificada, adotou tipografia de letras mais moderna e leve, além de incorporar a cor azul.
  

A marca também utiliza em sua comunicação um logotipo secundário (oval), mais complexo e com detalhes, como mostra a imagem abaixo.
  

Os slogans 
Tradition since 1774. (2017) 
Made in Germany. Tradition since 1774. (2007) 
German engineering for your feet. (1997) 
No one else can wear your Birkenstocks. (1995) 
A new concept in foot care. (1968) 
Often copied, never equaled.
  

Dados corporativos 
● Origem: Alemanha 
● Fundação: 1774 
● Fundador: Johann Adam Birkenstock 
● Sede mundial: Neustadt, Alemanha 
● Proprietário da marca: Birkenstock Group B.V. & Co. KG 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Oliver Reichert 
● Faturamento: €720 milhões (2019/2020) 
● Lucro: €130 milhões (2019/2020) 
● Lojas: 50 
● Presença global: 100 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 5.500 
● Segmento: Calçados 
● Principais produtos: Sandálias, chinelos, botas e sapatos 
● Concorrentes diretos: Geox, Crocs, Hush Puppies, Chaco, Steve Madden, Freedom Moses, CushionAire e Alme 
● Ícones: O modelo Arizona 
● Slogan: Tradition since 1774. 
● Website: www.birkenstock.com.br 

A marca no mundo 
Com sede global, produção e logística estabelecida na Alemanha, os calçados BIRKENSTOCK (são mais de 250 modelos de sandálias, chinelos, botas e sapatos) são vendidos em mais de 100 países ao redor do mundo. Brasil, Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão são exemplos de países onde a empresa possui representantes comerciais. A exportação alcança até o longínquo arquipélago de Fiji, na Oceania. Com vendas anuais superiores a 24 milhões de pares, a empresa possui mais de 50 lojas próprias, emprega 5.500 pessoas e fatura €720 milhões (dados de 2019/2020). 

Você sabia? 
A BIRKENSTOCK já utilizava o termo “palmilha” (em inglês “footbed”) no início do século 20, dando-lhe o significado que até hoje é comumente entendido por consumidores em todo o mundo - como sinônimo de conforto excepcional ao caminhar e ficar em pé. 
Em 2021, os irmãos Alex e Christian Birkenstock assinaram um acordo de venda de mais da metade da empresa para um grupo de private equity controlado pelo bilionário executivo-chefe da LVMH, Bernard Arnault. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Elle, Marie Claire e Exame), portais de notícias (Deutsche Welle e UOL), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 31/12/2021 

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21.12.21

DOORDASH


Conhecido pelos brasileiros como o “iFood Americano”, a DOORDASH é um gigante das entregas. Com milhares de restaurantes, lojas de conveniência, pet shops, mercearias e muito mais ao alcance de milhões de consumidores, o DOORDASH oferece o melhor de cada bairro sob demanda. Desde bebidas geladas, comidas dos mais variados tipos até alimentos, produtos de higiene e itens para animais de estimação, tudo entregue na porta de casa ou trabalho com eficiência e rapidez. 

A história 
O DOORDASH começou com uma missão simples: permitir que cada comerciante faça entregas. Essa história teve início no outono de 2012 em uma pequena loja de macaroon no centro de Palo Alto, na Califórnia, quando quatro estudantes da renomada Universidade de Stanford, Tony Xu (foto abaixo), Stanley Tang, Andy Fang e Evan Moore, estavam trabalhando no desenvolvimento de uma tecnologia para proprietários de pequenas empresas e recebendo feedback sobre o aplicativo que estavam criando. Passaram muito tempo conversando com Chloe, a gerente da loja, aprendendo sobre seu dia a dia. Mas no final, o aplicativo não resolveu seus problemas mais importantes. Quando estavam prestes a sair, Chloe falou: “Bem, há uma coisa que eu queria mostrar a vocês”. Ela mostrou um livreto grosso que continha páginas e mais páginas de pedidos de entrega. E complementou “Isso me deixa louca. Não tenho drivers para entregá-los e sou eu quem está fazendo tudo isso”. Foi o suficiente para que os estudantes começassem a identificar uma grande necessidade dos comerciantes locais.
  

Ao longo das semanas seguintes, eles entrevistaram mais de 200 proprietários de pequenas empresas em toda a área da baía - de San Mateo a Mountain View - e ouviram a mesma reclamação: as entregas eram penosas. Como os quatro estudantes vinham de grandes cidades onde a entrega de comida era uma coisa comum, eles decidiram fazer algo a respeito. Afinal, em Palo Alto quase nenhum dos restaurantes fazia entregas. Rapidamente eles desenvolveram um protótipo inicial de um site para entregas. Com isso, em 12 de janeiro de 2013, os quatro estudantes fundaram a Palo Alto Delivery, um site que exibia cardápios de restaurantes locais. Meia hora depois, receberam um telefonema - era o primeiro pedido. O escritório era um alojamento para estudantes dentro da universidade. E o marketing era feito com panfletos nos quadros de avisos dos dormitórios. Nos meses seguintes eles estavam entregando comida todos os dias em todo o campus da Universidade de Stanford. Eram estudantes de dia e motoristas de entrega à noite. Aprenderam tanto como motoristas que agora cada colaborador da empresa começa como entregador em sua primeira semana.
   

No verão de 2013, eles receberam US$ 120 mil em investimentos da Y Combinator e, em junho, o nome da empresa foi mudado para DOORDASH. Em seu primeiro ano de operação, a DOORDASH ampliou seu portfólio para 70 restaurantes na área da baía de San Francisco e recebeu outros milhões em financiamento. E o sucesso só aumentava. Afinal, a empresa ajudava as pequenas empresas a crescer, dava às pessoas subempregadas um trabalho significativo e flexível e oferecia conveniência acessível aos consumidores. No mês de junho de 2014, a empresa expandiu as operações para a cidade de Los Angeles e, em setembro resolveu explorar mercados além da costa oeste, com o lançamento de seus serviços em Boston, estado de Massachusetts. Foi nesta época que a empresa passou a permitir que as entregas fossem feitas também de bicicletas.
   

Finalmente no mês de abril de 2015, a DOORDASH lançou o aplicativo para Android. Além disso, no mês de novembro, a empresa iniciou sua internacionalização ao começar a oferecer seus serviços de entrega de comida na cidade de Toronto, no Canadá. A empresa anunciou também uma parceria oficial com a Kentucky Fried Chicken (conheça essa outra história aqui) para oferecer seu cardápio no aplicativo. Isto incentivou outras grandes e populares redes de alimentação rápida, como por exemplo, Wendy’s, Jack In The Box, Buffalo Wild Wings, Taco Bell, Dunkin’ e The Cheesecake Factory, disponibilizaram seus cardápios na DOORDASH. Nesta época, a empresa estava presente em 22 mercados, cobrindo mais de 250 cidades e trabalhando com dezenas de milhares de restaurantes.
    

Nos anos seguintes o DOORDASH acelerou sua expansão e ampliou suas operações para diversas cidades e estados americanos. O resultado dessa expansão foi que em 2018 o DOORDASH já operava em mais de 3.000 cidades pelo país e estava disponível para mais de 80% dos americanos. Com isso, em dezembro desse ano, o DOORDASH ultrapassou o Uber Eats e assumiu a segunda posição no segmento de entrega de alimentos no mercado americano, atrás apenas do GrubHub. Mas com o crescimento em ritmo acelerado, o DOORDASH se tornou a maior empresa de delivery de comidas do país em março de 2019. A empresa começou a operar em mercados fora da América do Norte em setembro de 2019, quando lançou seus serviços em Melbourne, na Austrália, que posteriormente seriam ampliados para outras cidades do país. Em outubro, a empresa inaugurou sua primeira cozinha compartilhada, a DoorDash Kitchen, em Redwood City, na Califórnia, com quatro restaurantes operando no local. Essas cozinhas são montadas somente para entregas.
   

Com a chegada da pandemia do COVID-19 e as restrições impostas pelos governos estaduais, a empresa aproveitou a oportunidade para lançar em agosto o novo serviço de entrega de alimentos de mercearias e supermercados, inicialmente na Califórnia e depois no meio-oeste. A empresa firmou também um acordo com a rede de farmácias Walgreens (conheça essa outra história aqui) para poder transportar medicamentos OTC, ampliando ainda mais sua oferta de produtos ao consumidor. No dia 9 de dezembro de 2020, a gigante de entregas abriu seu capital na Bolsa de Valores, aproveitando a tendência crescente de consumidores que adotaram os aplicativos de delivery, uma vez que a maior parte da população foi obrigada a fiar em casa devido a pandemia de COVID-19. Em 2021, a DOORDASH continuou a ampliação de suas ofertas de serviços com a inclusão do DoubleDash, que permite pedidos de vários comerciantes, além da entrega de bebidas alcoólicas em 20 estados americanos, Distrito de Columbia, Canadá e Austrália. Além disso, fechou parceria com a PetSmart (conheça essa outra história aqui) e passou a disponibilizar em seu aplicativo mais de 11.000 itens, incluindo alimentos, brinquedos, guloseimas, acessórios, suplementos e muito mais para animais de estimação.
   

Mais recentemente, no mês de junho de 2021, a empresa expandiu novamente sua presença internacional lançando serviços em Sendai, no Japão; e pouco depois, em novembro, na cidade de Stuttgart, na Alemanha. No mês de dezembro apresentou a modalidade de entrega ultrarrápida de alimentos (em 10-15 minutos), proporcionando aos consumidores uma maneira confiável e conveniente de reabastecer suas dispensas. Iniciando pela cidade de Nova York, essas entregas começam a partir de um local chamado DashMart, que oferece mais de 2 mil itens de alimentos básicos frescos e congelados, lanches, utensílios domésticos e produtos locais para atender a todas as necessidades de compras de última hora.
   

Hoje em dia, os Dashers (como são chamados os entregadores da empresa) usam seus carros, bicicletas ou scooters para concluir as entregas. Embora funcionem para a maioria dos casos, a DOORDASH está avançando para desenvolver maneiras novas e inovadoras de enviar seus pedidos da forma mais rápida, fácil e eficiente possível. Isso inclui testar novas tecnologias como robôs, drones e veículos autônomos. Também significa ajudar os entregadores a utilizar bicicletas elétricas para suas entregas, contribuindo assim para o meio-ambiente. E quando os restaurantes estão muito longe para fazer entregas, a empresa está explorando maneiras de trazer esses restaurantes fisicamente para mais perto dos clientes.
  

A DOORDASH utiliza a tecnologia para conectar pessoas com o melhor de seus bairros, permitindo assim que as empresas locais atendam às necessidades de facilidade e conveniência dos consumidores e, por sua vez, gerem novas maneiras de as pessoas ganharem, trabalharem e viverem. Ao construir a infraestrutura de logística para o comércio local, a empresa está cumprindo sua missão de crescer e capacitar às economias locais. Afinal, a DOORDASH acredita que todos merecem acesso a um bairro vibrante, rico em comércio local, personalidade e variedade.
  

Um comercial lúdico 
Em fevereiro de 2021, a DOORDASH resolveu adotar um tom nostálgico em um comercial veiculado no intervalo do Super Bowl, a grande final do futebol americano profissional e que possui os 30 segundos mais caros da publicidade mundial. A marca resolveu apostar em um vídeo no estilo musical e que juntou o ator Daveed Diggs, vencedor dos prêmios Tony e Grammy por Hamilton, musical sensação da Broadway, e os populares personagens da Vila Sésamo.
   

No filme “The Neighborhood”, o ator aparece cantando e dançando ao lado dos personagens Garibaldo, Cookie Monster e Grover uma versão enérgica da música “People in Your Neighbourhood”. Com 2 minutos de duração, o vídeo foi dirigido por Michel Gondry, diretor de “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças”. O objetivo era divulgar que o DOORDASH podia entregar mercadorias de lojas locais, não apenas comidas de restaurantes. O vídeo também destacava a iniciativa da empresa de doar US$ 1 para cada pedido, até US$ 1 milhão, para ajudar no trabalho de impacto social da Sesame Workshop focado nas crianças
  

A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos. A primeira remodelação ocorreu em 2014, quando um redesenho radical apresentou um logotipo totalmente vermelho com uma nova tipografia de letra (o nome escrito em maiúsculas, tornando-o mais proeminente) e um símbolo acima do nome (um duplo D estilizado, que além de representar as duas letras de seu nome, também representa o trem japonês Shinkansen, capaz de viajar em ferrovias de alta velocidade, comunicando assim sua missão de conectar com eficiência e rapidez restaurantes/comércios e consumidores). Esse logotipo também apresentava o slogan “Delightful Delivery” (algo como “entrega prazerosa”), lema da marca, seu objetivo e o princípio fundamental de trabalho. A última modernização ocorreu em 2018 e apresentou uma nova tonalidade de vermelho (mais alaranjado), nova tipografia de letra (cujo espaçamento foi reduzido para manter o nome da marca compacto) e um novo símbolo (agora formado apenas por uma letra D). O logotipo pode ser aplicado com o símbolo acima do nome ou posicionado ao lado esquerdo.
  

Os slogans 
Get More From Your Neighborhood. (2021) 
Get More to Your Door. (2021) 
We DoorDash. (2021) 
Open For Delivery. (2020) 
Every Flavor Welcome. (2019) 
Delicious at Your Door. (2019) 
Delightful Delivery. (2014)
  

Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 12 de janeiro de 2013
● Fundador: Tony Xu, Stanley Tang, Andy Fang e Evan Moore
● Sede mundial: San Francisco, Califórnia, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: DoorDash Inc. 
● Capital aberto: Sim (2020) 
● CEO: Tony Xu 
● Faturamento: US$ 2.88 bilhões (2020) 
● Lucro: - US$ 461 milhões (2020) 
● Valor de mercado: US$ 51.7 bilhões (dezembro/2021) 
● Presença global: 5 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 6.000 
● Segmento: Tecnologia
● Principais produtos: Plataforma de delivery 
● Concorrentes diretos: Uber Eats, Grubhub, Zomato, Delivery.com, Instacart, Swiggy, ChowNow, Shipt e Postmates 
● Slogan: Get More From Your Neighborhood. 
● Website: www.doordash.com 

A marca no mundo 
A DOORDASH é uma empresa de tecnologia que conecta consumidores com seus comércios locais e nacionais favoritos em mais de 7.000 cidades nos Estados Unidos, Canadá, Austrália, Japão e Alemanha. Atualmente a plataforma é utilizada por 500.000 comerciantes, mais de 20 milhões de consumidores e 1 milhão de entregadores. Segundo a Edison Trends, a DOORDASH controla 45% do mercado de entrega de alimentos dos Estados Unidos e desde sua fundação já realizou mais de 2 bilhões de entregas. 

Você sabia? 
Em fevereiro de 2021, 55% dos motoristas/entregadores da DOORDASH eram mulheres. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 21/12/2021 

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14.12.21

CHEEZ-IT®


CHEEZ-IT®, salgadinho assado feito com queijo de verdade e que derrete na boca, se tornou um verdadeiro ícone do segmento de snack nos Estados Unidos e um dos preferidos dos consumidores. Embora muitas coisas tenham mudado nos últimos 100 anos, o sabor e a croância irresistíveis de CHEEZ-IT mantiveram seus fãs apaixonados por queijo de verdade em cada biscoito e mostrou ao mundo que ser quadrado não é chato. Afinal, a forma quadrada, as bordas rígidas e aquele buraco no meio - tudo sobre esse salgadinho é real, especialmente o queijo. 

A história 
Tudo começou após o término da Primeira Guerra Mundial, quando a produtora de biscoitos Green & Green Company, localizada na cidade de Dayton, estado de Ohio, resolveu lançar uma nova linha batizada de Edgemont, uma coleção de biscoitos crackers e biscoitos de gengibre. Porém, dos quatro produtos da linha, apenas um, em particular, um cracker de queijo, iria revolucionar a hora do lanche dos americanos. No dia 23 de maio de 1921, a empresa decidiu registrar o nome dessa guloseima saborosa. Assim nasceu CHEEZ-IT®. Lançado na primavera em uma caixa verde e branca, o novo snack era um pequeno biscoito cracker assado (26 por 24 milímetros) feito com queijo de verdade e com salpicos de sal. Como CHEEZ-IT® era uma marca nova, para apresentar o produto ao público, a empresa utilizou em sua comunicação o termo “A Baked Rarebit”. Isto porque, as pessoas já estavam familiarizadas com o “rarebit”, uma espécie de queijo cheddar derretido espalhado em torradas.
   

Naquela época, este pequeno snack, mas poderoso, já desafiava todas as expectativas de um biscoito típico. Com sua vibrante cor laranja, seu sabor distinto (equilíbrio perfeito entre picante, doce e salgado) e sua textura crocante, CHEEZ-IT® rapidamente conquistou o paladar dos americanos. O sucesso inicial de CHEEZ-IT® também se deu pelo contexto econômico do pós-guerra. Como as famílias americanas estavam com pouco dinheiro, CHEEZ-IT® era um snack perfeito: saboroso, nutritivo, barato e capaz de se manter fresco por longos períodos de tempo. Com isso, CHEEZ-IT® manteve os americanos alimentados durante a recessão do pós-guerra e no início da Grande Depressão, quando as pessoas correram para as lojas locais para estocar CHEEZ-IT®. Em 1932, a Green & Green foi adquirida pela Loose-Wiles Biscuit Company de Kansas City, que em 1947, se tornaria a Sunshine Biscuit Company, uma produtora de biscoitos, bolachas e cereais. Foi no final da década de 1930, que a caixa de CHEEZ-IT® adotou as cores vermelha e amarelo-alaranjado, que ficariam tão associadas à marca.
  

No ano de 1986, através de uma campanha publicitária a marca resolveu revelar ao mundo o segredo de como fazia seus biscoitos tão deliciosos: estava tudo no queijo 100% real! A partir deste momento, cada vez mais em suas campanhas publicitárias, a marca reforçaria esse atributo, responsável por seu irresistível sabor. Em 1996, a marca foi comprada pela Keebler, que seria adquirida em 2001 pela tradicional Kellogg’s (conheça essa outra história aqui), proprietária das batatas Pringles (conheça essa história aqui) e dos Sucrilhos.
   

Foi a partir desse momento que a CHEEZ-IT®, passou a integrar o enorme portfólio da Kellogg’s e começou adotar a estratégia de lançar novos sabores para seus crackers, conquistando assim um público mais amplo. Com isso, surgiram CHEEZ-IT® nos sabores Hot & Spicy (feito com pimenta forte), Pepper Jack (com pimenta Jack), Italian Four Cheese (quatro tipos de queijo), Buffalo Wing (asinha de frango apimentada), Smoked Cheddar (cheddar defumado), Smokey Provolone (queijo provolone defumado), Parmesão, Queijo Suíço, Cheddar Branco, Bacon, além das versões com grãos integrais (Cheez-It® Whole Grain) e com gordura reduzida (Cheez-It® Reduced Fat).
  

Além disso, a marca desenvolveu novas variações e tipos do popular snack, como por exemplo, o Cheez-It® Extra Toasty (2015), que oferece os crackers tradicionais mais tostados e crocantes; o Cheez-It® Extra Big, em tamanhos maiores, que são perfeitos para combinar com molhos; ou até a mais recente novidade da marca, o Cheez-It® Extra Cheesy (2020), o cracker com muito mais sabor de queijo.
   

E não é de se admirar que o culto dos fãs ao CHEEZ-IT® gerou por parte deles, nos últimos anos, novas formas de consumo do snack, como combiná-los com vinhos, servindo de acompanhamentos para lanches como tacos e hot-dogs ou até mesmo como ingredientes de receitas, o que popularizou ainda mais a marca.
  

Nos últimos anos, para agradar os amantes do cracker de queijo que gostam de uma pequena mudança em relação ao formato e sabor original, a marca lançou produtos que misturam sabores picantes e combinações de textura, incluindo Cheez-It® Snack Mix, embalagem que oferece diversos salgadinhos como os tradicionais crackers de cheddar, pretzels salgados, mini fatias de pão torrado, quadrados de trigo saborosos e bolinhos de arroz com sabor de queijo; Cheez-It® Grooves® (2014), com ondulações e ainda mais crocante que o original; Cheez-It® Duoz® (2018), linha que apresenta em uma mesma embalagem duas delícias, o tradicional cracker de queijo com pipoca de caramelo ou o cracker com deliciosos pretzels; Cheez-It® Snap’d® Double Cheese (2019), o tradicional salgadinho no formato curvado (que pode ser mergulhado em molhos) e com o dobro de sabor de queijo; e a edição limitada Cheez-It® Loaded Popcorn (2021), pipocas feitas com queijo 100% real, coberta com o sabor de CHEEZ-IT®, em dois sabores distintos, Cheddar e Cheddar Branco.
   

Em 2021, o famoso snack de queijo foi lançado no Brasil (2º maior mercado de salgadinhos da América Latina) e apresentado em três sabores: cheddar, parmesão e provolone. Para trazer CHEEZ-IT® ao Brasil, a empresa estudou e desenvolveu o snack pensando em garantir que o público tenha a mesma experiência única do produto original americano, mas com sabores adaptados ao perfil e preferência dos brasileiros. CHEEZ-IT® chegou ao mercado brasileiro feito com queijo de verdade e assado, o que aumenta as chances de aceitação pelos consumidores por ser considerado um ingrediente saboroso. Ou seja: com a proposta de ser um salgadinho gostoso e que mata a fome. A campanha de lançamento tinha como assinatura o atributo principal do snack, o queijo, com o slogan “Quem ama queijo, já ama Cheez-it®”.
  

O ano de 2021 também foi marcado pela comemoração do centenário de CHEEZ-IT®. E para celebrar o biscoito de queijo 100% verdadeiro que os fãs vêm degustando há 100 anos, a marca precisava de uma maneira absurdamente “cafona” de comemorar. Surgiu então, o Cheez-Itennial Cake, um bolo em edição especial criado pela chef celebridade Stephanie Izard. O bolo, cuja massa leva os tradicionais biscoitos de queijo, é equilibrado com a perfeição salgado-doce com espirais de caramelo e coberto com chocolate e biscoitos CHEZZ-IT® saltando do topo para se juntar à festa.
  

CHEEZ-IT® são feitos com queijo de leite desnatado. Mas a cor característica deles vem de extrato de urucum, um corante alimentar natural feito das sementes da árvore de aquiote. Ela cresce nos trópicos da América Central e do Sul e é usada para adicionar um sabor de nozes aos pratos. A páprica e o extrato de páprica também são ingredientes do CHEEZ-IT®, aumentando assim seu característico tom laranja.
  

Sucesso entre os universitários 
Há décadas, o público universitário é extremamente importante para a marca. E CHEEZ-IT® sempre investe em ações para um de seus maiores público consumidor. Por exemplo, em 2017, a marca criou e lançou sabores especiais para a temporada de futebol universitário, como Cheeseburger, Cheddar Nacho e Pizza de Queijo. Além disso, como o consumo de salgadinhos é extremamente alto durante partidas esportivas (tanto dentro como fora dos estádios), em 2020 CHEEZ-IT® se tornou patrocinadora principal de um dos jogos finais do futebol americano universitário, disputado a partir de então com o nome de CHEEZ-IT® BOWL, realizado na cidade de Orlando na ensolarada Flórida.
  

A mascote 
A marca CHEEZ-IT® tem como mascote um queijo redondo chamado “Cheese”, que frequentemente é retratado nas campanhas publicitárias da marca. Em uma dessas campanhas (assista à um dos comerciais aqui), Cheese passa por vários estágios de maturidade, às vezes se comportando como um adolescente atrevido. Somente quando ele começa a se comportar de forma mais adequada, também conhecido como “amadurecimento”, ele está pronto para se tornar parte de um lote de salgadinhos CHEEZ-IT®. Uma maneira inteligente de enfatizar que o segredo do conhecido sabor é o queijo curado.
  

A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas alterações ao longo dos anos. Com o logotipo original na cor verde, a primeira grande alteração ocorreria em 1932, quando a marca adotou as cores vermelha e amarela e uma nova tipografia de letra. Após sofrer mais duas remodelações, no ano de 1989 a marca CHEEZ-IT® apresentou uma nova identidade visual, aplicada em um fundo vermelho, uma nova tipografia de letra (com menos espaçamento) e a frase “Baked Snack Crackers” inserida abaixo do nome. O logotipo atual foi adotado em 2015 e apresentou novidades: o hífen foi substituído pelo tradicional desenho do biscoito (com direito ao furinho no meio e a característica cor alaranjada) e o símbolo da Sunshine (subsidiária da Kellogg Company) foi retirado.
  

Os slogans 
Cheesy. Crunchy. Satisfaction. (2018) 
Real Cheese Matters. (2010) 
The Big Cheese. (2007) 
Get Your Own Box. (2002) 
You’ll like Cheez-It®. 
A Baked Rarebit. (1921)
   

Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Lançamento: 1921 
● Criador: Green & Green Company 
● Sede mundial: Battle Creek, Michigan, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Kellogg Company
● Capital aberto: Não 
● CEO: Steven Cahillane 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 30 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Snacks 
● Principais produtos: Biscoitos e salgadinhos
● Concorrentes diretos: Ritz, Cheese Nips, Better Cheddar, Goldfish, Triscuit, Annie’s e Club Social 
● Ícones: O biscoito quadrado com um furinho no meio
● Slogan: Cheesy. Crunchy. Satisfaction. 
● Website: www.cheezit.com 

A marca no mundo 
CHEEZ-IT®, um dos snacks mais amados e consumidos do mercado americano, é comercializado em mais de 30 países ao redor do mundo e oferece uma ampla linha de biscoitos (com diferentes sabores, formas e tamanhos). Com produção superior a 80 bilhões de CHEEZ-IT® todos os anos e mais de 450 milhões de embalagens vendidas (dados de 2020), somente no mercado americano a marca movimenta US$ 1 bilhão no varejo. 

Você sabia? 
Como o brasileiro gosta muito de queijo, o país foi a escolha perfeita para ter a primeira produção de CHEEZ-IT® fora dos Estados Unidos. 
O ex-prefeito de Nova York, o bilionário Michael Bloomberg, já confessou ser um “viciado” em CHEEZ-IT®. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas).

Última atualização em 14/12/2021 

O MDM também está no Instagram. www.instagram.com/mdm_branding/