5.12.19

SUPER BOCK


Quem disse que os portugueses sabem apenas produzir bons vinhos. Ao longo de mais de nove décadas, a SUPER BOCK construiu um legado ancorado nas fortes tradições cervejeiras e na preservação de um riquíssimo patrimônio de qualidade, que sempre foi trabalhado, de forma consistente, para promover a melhor experiência, adequada ao perfil dos apreciadores mais exigentes de cerveja. Uma cerveja portuguesa que une autenticidade, tradição, qualidade e sabor. Que apesar de todos os importantes prêmios internacionais, a verdadeira conquista é os milhões de fiéis consumidores em todo o mundo que não resistem ao seu sabor único. Assim é a SUPER BOCK. 

A história 
A história começou no mês de outubro de 1927, quando a Companhia União Fabril Portuense das Fábricas de Cerveja e Bebidas Refrigerantes (CUFP), fundada em 1890 e que já oferecia a cerveja Cristal Pilsener para os portugueses, apresentou uma segunda marca durante a Exposição Industrial Portuguesa, realizada no Palácio de Cristal, na cidade do Porto. A nova cerveja criada pelo mestre cervejeiro Alberto Marques Fonseca foi batizada de SUPER BOCK. Foi nomeada assim uma vez que resultava do aperfeiçoamento das cervejas do tipo “bock” originalmente alemã, caracterizadas por ter um sabor mais forte, encorpado, geralmente de cor escura, com baixa fermentação e alto teor alcoólico, e que correspondia ao tipo de cerveja que seria inicialmente produzido. A inovação da nova cerveja gerou entusiasmo na exposição e valeu até um prêmio a cervejaria, que decidiu registrar oficialmente a marca no dia 9 de novembro do mesmo ano. Assim nascia a cerveja SUPER BOCK. Nesta época, a produção da cervejaria ultrapassava pouco mais de 1 milhão de litros por ano. Nos anos seguintes, para atender ao gosto e paladar dos portugueses, a SUPER BOCK passou a ser uma cerveja tipo pilsener, com um teor alcoólico menor, mas mantendo a baixa fermentação.


Em 1942, as restrições de navegação no Oceano Atlântico, em virtude da Segunda Guerra Mundial, dificultavam o transporte de malte importado e obrigaram a cervejaria a utilizar, exclusivamente, maltes nacionais na produção da SUPER BOCK. O aumento da demanda pela SUPER BOCK levou a empresa a construir um novo complexo de produção e, em 1964, as garrafas de cerveja começaram a sair de Leça do Balio. A marca começou a ser exportada ainda nesta década e uma de suas primeiras experiências foi o Japão, além de ex-colônias portuguesas como Angola e Moçambique. Somente no ano de 1967 são lançados os primeiros anúncios publicitários da marca sob o slogan “A cerveja que supera a sua exigência”. Já no mês de agosto de 1972 a empresa inaugurou uma rede de distribuição, em Lisboa, composta por 12 caminhões, e a cerveja SUPER BOCK passou a ser distribuída nacionalmente. O ano de 1977 foi histórico para a marca portuguesa. Isto porque a SUPER BOCK conquistou a sua primeira medalha de ouro no concurso internacional Monde Selection de la Qualité, um dos mais importantes do setor. O reconhecimento da qualidade da cerveja pode até ter sido tardio (afinal, SUPER BOCK tinha mais de 50 anos de mercado na época), no entanto até os dias de hoje sagrou-se uma campeã invencível, conquistando 35 medalhas do referido concurso.


No ano de 1990, já com o nome de Unicer, a cervejaria foi totalmente privatizada. E pouco depois, em 1992, a SUPER BOCK finalmente atingiu a liderança do mercado português, mantendo-se na preferência dos consumidores até os dias de hoje. Pouco depois, em 1995, com o aumento nos investimentos de marketing e comunicação, a SUPER BOCK se tornou a primeira marca portuguesa a nomear um festival de música. Surgia assim o Super Bock Super Rock, que se transformaria no maior festival de rock realizado em território português. Na primeira edição do evento, subiram ao palco bandas famosas como The Cure, Morphine, Jesus and Mary Chain e Faith No More. Com isso, a marca começou a conquistar a preferência de um público jovem. Os investimentos em marketing continuaram e, em 1998 e 2001, a marca patrocinou dois dos maiores eventos culturais portugueses: a Expo’98 e Porto 2001 (como a Capital Europeia da Cultura). Com isso, SUPER BOCK ganhou enorme exposição e reconhecimento de marca, inclusive internacional.


Nos anos seguintes, a ousada estratégia da marca foi pautada por um ambicioso investimento em inovação, tanto em novas cervejas, como em novas embalagens, que vieram trazer novo dinamismo ao mercado português deste segmento. Esta ampliação do portfólio da marca começou em 2003 com o lançamento da SUPER BOCK STOUT, uma cerveja tipo stout (surpreendente combinação de maltes especiais que resulta em uma cerveja preta com um aroma e um gosto distintos coroada por uma espuma cremosa e duradoura), que em apenas três meses já era líder de mercado no segmento. Nesse mesmo ano, a marca ingressou no segmento de cervejas sem álcool, com a SUPER BOCK TWIN (um teor alcoólico menor ou igual a 0,5%). Após esses enormes sucessos, a aposta em inovação foi a SUPER BOCK GREEN, em 2004, uma cerveja com toque de limão, criando assim um novo segmento no mercado de bebidas em Portugal, as cervejas com sabor. Em 2006 a marca ampliou sua linha com as versões SUPER BOCK MINI (garrafa de 250 mililitros), SUPER BOCK ABADIA (a primeira cerveja de receita artesanal produzida em Portugal, fabricada com uma variedade de maltes especiais e especiarias que lhe confere uma tonalidade rubi inconfundível) e a SUPER BOCK TANGO (uma cerveja com suco de fruta). Além disso, lançou o Super Bock Xpress, um sistema único de extração de cerveja à pressão (tipo chope) para consumo doméstico em barril de 5 litros.


Já em 2007, a marca inovou em suas embalagens ao introduzir no mercado a primeira garrafa de cerveja portuguesa inteiramente fabricada em alumínio (mantém a cerveja fresca por mais tempo). Este ano também foi marcado pelo relançamento da nova linha de cervejas sem álcool, criada através de uma parceria com o Departamento de Engenharia Química da Universidade do Porto. Pouco depois, em 2008, a marca apresentou outra novidade: Super Bock XpresS em garrafa, que segunda a empresa era a versão chope nessa embalagem. Além disso, lançou duas novas versões da linha SUPER BOCK ABADIA: Gold e Rubi, cada uma concebida para acompanhar pratos de peixe e de carne respectivamente. Em 2009 a marca começou a conquistar o enorme mercado chinês com o lançamento de suas cervejas. Inclusive recentemente a marca introduziu a SUPER BOCK GOLD, uma cerveja mais leve criada e especialmente destinada ao mercado chinês. Ainda em 2009, chegou ao mercado a SUPER BOCK MINI com sistema pull-off, cuja tampa possui um anel para facilitar a abertura, dispensando a ajuda de um abridor. Já no ano seguinte teve início a comercialização da embalagem IceBocks, uma caixa que permitia adicionar gelo para refrescar as cervejas mini, e da primeira edição da SUPER BOCK VERÃO, uma cerveja mais refrescante e com baixo teor alcoólico. Em 2011, com investimentos milionários a marca lançou a SUPER BOCK CLASSIC, uma cerveja lager encorpada, com 5.8 graus de teor alcoólico, cor dourada e sabor persistente.


No ano de 2013 a marca lançou a SUPER BOCK SELEÇÃO 1927, uma linha de cervejas especiais e sazonais, de características artesanais, em edições limitadas. Essa linha oferece as versões Munich Dunkel (produzida com malte especial Munique, é uma cerveja castanha e brilhante com espuma cremosa e cor de areia), Bengal Amber IPA (cerveja especial da cor do açafrão das Índias, com espuma cremosa), Bavaria Weiss (o malte de trigo ocupa o palco principal nos ingredientes desta cerveja, fermentada a temperatura elevada e não filtrada, o que a torna muito clara e turva). Pouco depois, a linha inovou ao apresentar a Scottish Smoked Lager, uma cerveja feita com malte de uísque escocês Peated. Mais recentemente essa linha ganhou a versão Japanese Rice Lager (uma cerveja lager, da cor dos girassóis, com espuma branca e pura, caracterizada por ser refrescante e pelo amargo delicado, pelo equilíbrio do doce do arroz com uma acidez generosa, com notas da alga Kombu e flor de sal de Tavira).


Em 2014, a marca ampliou seu mercado de exportação para países árabes, com o desembarque dos primeiros carregamentos com meio milhão de litros de Super Bock Sem Álcool 0,0% na Arábia Saudita, graças a um processo que não inclui a interrupção da fase de fermentação, e permite a conservação das características essenciais da cerveja (disponível também nos sabores Limão, Maçã, Romã, Morango e Tâmaras). Depois disso, a marca ampliou sua presença em outros países do Oriente Médio. No ano de 2017, para celebrar as nove décadas de existência, a marca lançou uma cerveja comemorativa, em edição limitada, para a qual recuperou a garrafa usada na década de 1960. A réplica remetia simbolicamente para o período em que a SUPER BOCK iniciou sua internacionalização. Hoje em dia, SUPER BOCK é cuidadosamente produzida a partir de matérias-primas selecionadas e de elevada qualidade, que lhe conferem um conjunto de características de cor, sabor, espuma e corpo que a diferenciam das restantes no mercado e que a tornam uma cerveja largamente apreciada por milhões de pessoas no mundo inteiro.


O museu 
No mês de outubro de 2015 a empresa inaugurou a Super Bock Casa da Cerveja, uma espécie de museu dentro de sua histórica fábrica, situado em Leça do Balio, Matosinhos. No local totalmente modernizado é possível assistir a todo o processo de fabricação da cerveja, conhecer as matérias-primas que lhe dão origem, assim como os momentos marcantes, histórias e curiosidades da marca SUPER BOCK. O percurso, que pode ser guiado ou livre, dura 90 minutos e começa habitualmente na Sala das Medalhas, onde estão expostos todos os prêmio conquistados pela SUPER BOCK.


Depois o visitante é dirigido para a Oficina da Cerveja Artesanal, que mais parece um laboratório, cheio de tubos e caldeiras de cobre controladas por cinco pessoas. É dali que sai toda a produção da linha SELEÇÃO 1927, assinada por Beatriz Carvalho, a primeira portuguesa sommelier de cerveja. Para produzir dois mil litros de cerveja artesanal são necessárias entre oito e dez horas de trabalho. Depois vem a parte do processo de produção - o engarrafamento e a colocação dos rótulos. Saindo deste ambiente e subindo as escadas, o visitante encontra a Sala Dourada, cujas paredes reluzentes são feitas com os vidros de 96.800 garrafas derretidas de SUPER BOCK. Ali está exposto o título do registro original da marca, que custou 66 escudos em 1927. Mais à frente é possível observar a evolução das garrafas e rótulos ao longo das décadas. A visita termina no Lounge, um moderno e aconchegante ambiente onde o visitante tem direito a duas provas e harmonizações com cervejas SUPER BOCK. Ao lado, existe uma loja, onde é possível adquirir todos os tipos de cervejas da marca, incluindo edições limitadas, e outros produtos e lembranças da SUPER BOCK.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por inúmeras remodelações ao longo dos anos, mas sempre manteve uma característica em comum: a cor vermelha. O logotipo original só foi remodelado em 1970, quando a nova identidade visual da marca adotou uma nova tipografia de letra e o formato oval. Depois de passar por outra remodelação na década de 1980 (quando o dourado passou a fazer parte da identidade da marca), no ano de 1995 o logotipo adotou um visual mais limpo e uma moderna tipografia de letra. Em 2002 ocorreu uma mudança radical: formato circular, cores mais vivas, efeitos 3D e a inclusão do famoso slogan “Sabor Autêntico”. Pouco depois, em 2007, o logotipo passou por uma modernização e apresentou uma tipografia de letra ligeiramente modificada. Em 2012, o logotipo foi completamente simplificado e, no ano de 2019, apenas modernizado.


Ao longo dos anos, o design das garrafas também evoluiu e acompanhou a evolução visual da marca portuguesa.


Os slogans 
Leva a amizade a sério. (2015) 
A Vida é Super. (2012) 
Super Bock puxa pela amizade. (2011) 
Sabor Autêntico. (década de 1980) 
Cerveja Sabor. (década de 1980) 
A cerveja que supera a sua exigência. (1967) 
Prazer sem limites. (sem álcool)


Dados corporativos 
● Origem: Portugal 
● Lançamento: 9 de novembro de 1927 
● Criador: Companhia União Fabril Portuense (CUFP) 
● Sede mundial: Leça do Balio, Matosinhos, Portugal 
● Proprietário da marca: Super Bock Bebidas S.A. 
● Capital aberto: Não 
● Presidente: Rui Manuel Rego Lopes Ferreira 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 50 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Maiores mercados: Portugal, China, Angola, Espanha, Inglaterra e Suíça 
● Segmento: Cervejaria 
● Principais produtos: Cervejas e chopes 
● Concorrentes diretos: Sagres, Estrella Galicia, Heineken, Stella Artois, Amstel, Beck’s, Grolsch e Budweiser 
● Ícones: A cor vermelha 
● Slogan: Sabor Autêntico. 
● Website: www.superbock.pt 

A marca no mundo 
A marca SUPER BOCK, líder no mercado português com aproximadamente 45% de participação e cerveja lusitana mais vendida e conhecida no mundo, vende sua vasta gama de cervejas, incluindo a linha artesanal, em mais de 50 países. A marca tem forte presença em ex-colônias portuguesas como Angola e Moçambique, além de países europeus como Espanha, Inglaterra, França e Alemanha. A marca oferece suas cervejas em garrafas (vários tamanhos), latas e barris. Todos os anos, aproximadamente um terço dos 450 milhões de litros produzidos tem como destino mercados exteriores. 

Você sabia? 
A SUPER BOCK é uma das primeiras cervejas portuguesas a receber o Certificado de Qualidade SGS ICS (Serviços Internacionais de Certificação). 
A marca tem ainda apostado fortemente nos esportes, através do patrocínio das principais equipes portuguesas de futebol. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 5/12/2019

29.11.19

ELEFANTE


Sinônimo de qualidade e rendimento, o extrato de tomate ELEFANTE está presente na vida das consumidoras brasileiras desde a década de 1940. ELEFANTE tem em sua composição tomates cuidadosamente selecionados, sem pele e sem sementes, que dão origem ao extrato de tomate preferido dos lares brasileiros. É perfeito para dar cor e sabor aos mais variados pratos. Afinal, os produtos da marca dão um toque especial em molhos, carnes, refogados, tortas e muito mais. 

A história 
Tudo começou em 1941 com a fundação da Companhia Industrial de Conservas Alimentícias - conhecida como CICA - na cidade de Jundiaí, interior de São Paulo, como resultado da associação do banqueiro Alberto Bonfiglioli com as famílias Messina, Guerrazzi e Guzzo. Como não poderia deixar de ser, pelas origens italianas dos fundadores, o primeiro produto lançado pela nova empresa foi o extrato de tomate. O novo produto trazia em sua embalagem (lata) um elefante real estampado. Especula-se que a relação do nome elefante com o extrato de tomate seja o fato de que Rodolfo “Rudi” Bonfiglioli, filho de um dos fundadores da empresa, seria um notório adepto de caçadas de elefantes. Outra hipótese é que o elefante na embalagem era uma homenagem da família Messina, uma das fundadoras, à sua terra natal: na praça principal de Catânia, capital da Sicília, existe a famosa Fontana dell’Elefante. E não era uma tarefa fácil para a nova marca no mercado. Enquanto a nova empresa tinha apenas um produto, a Peixe comercializava na época cinco mil toneladas de derivados de tomate. Apesar das enormes adversidades, a CICA iria assumir a liderança do mercado nacional com seu extrato de tomate ELEFANTE na segunda metade da próxima década.


As propagandas iniciais do extrato de tomate ELEFANTE, de dezembro de 1942 até junho de 1943, mencionavam “duplo concentrado de tomate”, expressão que constava também na lata. Em agosto de 1943, o produto e os dizeres da lata foram alterados para “triplo concentrado”, com o lembrete publicitário “É melhor e rende mais”. Em algum momento ao final da década de 1950, surgiria o jingle da tarantela napolitana, que reforçaria e explicaria essa característica do processo (“O Extrato de Tomate Elefante / é puro, é triplo concentrado / a CICA só trabalha com tomate selecionado”). Nos anos seguintes ELEFANTE se tornaria um dos itens de maior prestígio e de vendas no portfólio da CICA. Em uma propaganda para a TV em 1964, a marca utilizou um desenho animado de seu elefante selecionando tomates na esteira da linha de produção e no laboratório (“Você sim, você não”, dizia o cuidadoso paquiderme).


Mas, a história da marca começaria a mudar radicalmente no ano de 1968, quando o desenhista Maurício de Sousa publicou no jornal Folha de São Paulo uma tirinha onde a Mônica puxava o elefante Jotalhão pela tromba, enquanto o Cebolinha dizia: “Não sei, não, mas acho que sua mãe pediu foi massa de tomate”. A sacada era o engano da Mônica, pois sua mãe havia pedido um extrato de tomate que tinha a marca de um elefante no rótulo e ela confundiu e trouxe o desajeitado Jotalhão. Foi então que o personagem foi oferecido para a CICA em 1969. A partir daí, o extrato de tomate passou a ter um novo garoto-propaganda: Jotalhão. O querido personagem começou a aparecer nas embalagens do produto somente em 1979, parte de um processo de modernização do design e da estratégia de comunicação da marca ELEFANTE. O simpático Jotalhão substituiu na lata do produto o desenho realista de um elefante, animal que, aliás, integrou por um bom tempo o logotipo da CICA. Começava então um grande trabalho de alicerçar o personagem, transformá-lo em um simpático símbolo da marca, naqueles tempos, ao lado da Mônica. Mais tarde, Jotalhão partiu para carreira solo, com a assinatura “O elefante mais amado do Brasil”.


No início da década de 1980, o extrato ELEFANTE também estava disponível em três tamanhos de copos de vidro com a tradicional tampa vermelha. Em 1993, a CICA foi adquirida pela Unilever (na época, Gessy Lever) e a marca ELEFANTE mudou de mãos. Logo, os atomatados CICA, incluindo a marca ELEFANTE, seriam distribuídos mundo afora pela Unilever, em países tão diferentes quanto Porto Rico e Japão. Pouco depois, em 1996, a marca decidiu acrescentar mais ingredientes (temperos) ao seu famoso extrato de tomate, que tinha a mesma fórmula há 55 anos. Era a primeira variação do produto original com o lançamento de duas novas versões do extrato de tomate: com alho, cebola e salsinha, e com alho, cebola e caldo de carne. Em 2003 o extrato de tomate passou a fazer parte da linha de produtos da Knorr, então recém-adquirida pela Unilever. Com isso, surgia a marca Knorr Elefante. Em 2010, a americana Cargill realizou a compra da divisão de atomatados da Unilever no Brasil, o que incluiu a marca ELEFANTE. Em 2012, após 13 anos de jejum, o elefante Jotalhão voltou à mídia como garoto-propaganda da marca. A intenção era manter a liderança de mercado e de lembrança de marca entre os consumidores brasileiros. Ainda nesse ano, com o objetivo de levar maior comodidade ao consumidor, a marca lançou as embalagens sachê do tradicional extrato de tomate (190g). Pouco depois, a marca ELEFANTE passou também a vender seus produtos para o segmento de Food Service (bares, restaurantes e hotéis) em embalagens de 1 kg, 2 kg e 4 kg.


No ano de 2015 a marca inovou ao lançar a linha ELEFANTE SABORES, nas versões Cebola e Alho, Louro e Ervas Finas. O extrato de tomate oferecia a mesma consistência do tradicional, mas trazia mais praticidade aos consumidores, pois continha temperos utilizados nas receitas do dia a dia. Em 2016, a essa linha ganhou mais duas versões: marinada (tomate, cebola, alho e alecrim) e estrogonofe (tomates sem pele e sem semente e molho inglês). No ano de 2017, a marca lançou mais uma opção de embalagem para seus consumidores: caixinha Tetra Pak, em dois tamanhos (140 gramas e 280 gramas). A versão era fruto dos pedidos insistentes das consumidoras por ser muito resistente (não corre o risco de estourar e amassar), prática, fácil de abrir, manusear e guardar. Além disso, a marca também desenvolveu uma embalagem especial (lata de 340 gramas) do extrato de tomate para o verão. O personagem Jotalhão aparecia em um cenário de praia, com óculos escuros e segurando um coco.


No ano de 2019, a marca ELEFANTE passou por um processo de renovação de sua marca. Após mais de sete décadas de tradição e relacionamento com os consumidores brasileiros, a marca optou por mudar o posicionamento e os signos visuais e verbais do extrato de tomate reconhecido como Top of Mind por três anos consecutivos pelo instituto Datafolha. O produto continua o mesmo: feito apenas com tomates selecionados, sal e açúcar e com rendimento e consistência que diferenciam o ELEFANTE de seus concorrentes. No entanto, a marca está mais moderna e com uma linguagem mais acessível e próxima ao consumidor. Isto porque, ELEFANTE entende que os consumidores não buscam apenas rendimento e sabor. O que importa é o resultado, o momento e a memória afetiva que fica. As mensagens nas redes sociais, propagandas e materiais publicitários inspiram receitas e a união de amigos e famílias.


A presença do carismático personagem Jotalhão, por décadas nas cozinhas, receitas e paladares dos consumidores brasileiros, aliado ao seu jeito carinhoso e divertido, agregou ao produto (extrato de tomate) uma relação única de afeição, o que fez deste caso uma referência em força de marca no mercado nacional. Hoje em dia, ELEFANTE ainda é voltado para quem busca o prazer culinário - pessoas de todas as gerações, que curtem cozinhar, reunir amigos e famílias em torno da mesa e serem reconhecidas por isso.


O ícone verde e desajeitado 
Desde o final da década de 1960, o personagem Jotalhão aparece na comunicação e propagandas da marca ELEFANTE. Jotalhão foi criado por Maurício de Souza em 1962, como mascote para uma campanha publicitária do Jornal do Brasil que tinha um elefante como símbolo de seu caderno de anúncios classificados. A campanha acabou sendo cancelada e o personagem (que tinha a cor rosa no início) foi oferecido então à CICA no final desta década. Uma curiosidade: Jotalhão foi o primeiro personagem de quadrinhos licenciado por uma marca no Brasil e, desde essa época, é o elefante mais amado do país, sinônimo de extrato de tomate natural e de qualidade. Foi então, que Maurício de Souza resolveu que seria melhor esverdeá-lo para conseguir melhor contraste nas latinhas do extrato de tomate. Como até então os personagens de Maurício de Sousa ainda não tinham vozes, porque ainda só existiam na versão impressa, foi preciso providenciá-las para os desenhos animados que apareceriam nos comerciais de TV. O vozeirão do Jotalhão ganhou vida pelo ator Murilo Amorim Correa, e a voz da Mônica pela dubladora profissional Magali Sanches. O engano da Mônica sobre qual elefante trazer para sua mãe é um clássico dos comerciais para o extrato de tomate ELEFANTE. A partir de então, teve início uma longa parceria que rendeu comerciais que marcaram gerações e deram origem ao bordão “Ô, Mônica! Você tem certeza de que sua mãe pediu um elefante?”. Jotalhão fez tanto sucesso que apareceu em mais de 90 filmes publicitários da marca. Clique no ícone abaixo para assistir a um dos primeiros comerciais da marca.

   
                    Créditos: Arquivos1000 

A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por alterações ao longo dos anos. Até a década de 1980, apesar de ter como garoto-propaganda e símbolo o personagem Jotalhão, ele somente apareceu no logotipo da marca nesta época. Anos depois, o personagem (que ganhou novos traços) ganhou ainda mais destaque na identidade visual da marca.

Depois de adotar uma identidade visual sem o personagem por mais de 15 anos, em 2019, ELEFANTE apresentou um novo logotipo com o paquiderme verde de volta. Visualmente, a marca se apresenta em um tom mais vivo que chama atenção do consumidor e remete à alegria e ao amor. A grafia se encontra sem serifas e com legibilidade mais clara. Além disso, com o apoio da Maurício de Sousa Produções, a marca atualizou o personagem Jotalhão, que voltou a fazer parte da identidade visual da marca.


Ao longo dos anos, a tradicional lata do extrato de tomate ELEFANTE também passou por remodelações. Inicialmente com a figura de um elefante real, em 1979 o personagem Jotalhão substituiu o paquiderme pela primeira vez na embalagem, que foi totalmente reformulada. Anos depois, o personagem, já com novos traços apareceu na lata carregando a tradicional cesta de tomates. A partir de 2003, a lata passou a contar com o logotipo da Knorr. Com a venda para a Cargill, em 2010, o logotipo da Knorr foi retirado e o personagem foi virado para a direita.


Depois de passar por pequenas mudanças, em 2019 a embalagem foi totalmente remodelada: o personagem foi redesenhado, a cesta de tomate retirada, o vermelho se tornou mais vivo e uma nova tipografia de letra foi adotada.


Os slogans 
Elefante. Viver junto rende mais. (2019) 
Tudo rende mais com Elefante. (2016) 
Elefante. O preferido do Brasil. (2012) 
O Elefante que mais rende. (1994) 
Elefante. Uma família culinária de peso. (década de 1990) 
É melhor e rende mais. (1943)


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Lançamento: 1941 
● Criador: CICA 
● Sede (Brasil): São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Cargill Agrícola S.A. 
● Capital aberto: Não 
● Presidente: Paulo Sousa 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: Não (presente somente no Brasil) 
● Segmento: Alimentos 
● Principais produtos: Extratos de tomate 
● Concorrentes diretos: Quero, Primor, Fugini, Pomarola, Tarantella, Etti, Salsaretti, Heinz e Predilecta 
● Ícones: O elefante Jotalhão 
● Slogan: Elefante. Viver junto rende mais. 

A marca no Brasil 
A marca ELEFANTE, uma das mais reconhecidas entre os brasileiros no segmento de alimentos, oferece extratos de tomate em várias embalagens (lata, sache e Tetra Pak) e a linha Sabores (extratos de tomate temperados nas versões Cebola e Alho, Louro, Ervas Finas e Estrogonofe). A marca é uma das líderes de mercado em seu segmento no Brasil. O extrato de tomate ELEFANTE é mais concentrado e 100% natural, pois não contem qualquer tipo de condimentos ou corante. É feito apenas com tomate, sal e açúcar. 

Você sabia? 
Uma lata de 340g de extrato de tomate ELEFANTE é composta por 18 tomates. 
Bem antes da CICA, já existia no Brasil uma infinidade de produtos com a marca “Elefante”, que simboliza força e resistência. O paquiderme foi marca de cerveja, cimento, cigarro, sal de cozinha, arroz, cachaça, colchões, entre outros. Mas também existia um produto alimentício: um extrato de tomate importado da Itália chamado Estratto di Pomodorodi Parma Elefante, que pode ter sido a primeira inspiração para os futuros proprietários da CICA, por ter sido utilizado na década de 1930 nas cozinhas das famílias italianas mais abastadas de São Paulo, que incluíam justamente os Bonfiglioli e os Messina. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Exame, Isto é Dinheiro e Embalagem Marca), jornais (Meio Mensagem, Folha e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 29/11/2019

22.11.19

IHOP


Pense em todas as suas lembranças calorosas e felizes de café da manhã, lanche e outras refeições, passadas com a família ou amigos. Assim é a rede americana IHOP, que enche de alegria a vida de milhões de pessoas com suas típicas panquecas americanas com várias opções de caldas e recheios. E, independentemente das gostosuras que se pede, há um ingrediente sempre presente: um sorriso. Por isso, qualquer um dos restaurantes da rede IHOP oferece aos consumidores uma deliciosa experiência gastronômica diária e acessível, com serviço acolhedor e amigável. Afinal, há mais de 60 anos a IHOP é o destino tradicional para um típico café da manhã americano para milhões de famílias. 

A história 
Tudo começou quando os irmãos Al e Jerry Lapin, com a ajuda do investidor Albert Kallis, decidiram criar um restaurante com ambiente amigável, aconchegante e onde as famílias pudessem saborear um típico café da manhã americano feito na hora o dia inteiro. A primeira loja foi inaugurada no dia 7 de julho de 1958 em Toluca Lake, um subúrbio da cidade de Los Angeles, na Califórnia. O novo restaurante foi batizado como The International House of Pancakes (em português “Casa Internacional das Panquecas”) justamente para comunicar a principal especialidade da casa: as tradicionais e deliciosas panquecas americanas (sempre fofinhas, com furinhos, douradas por fora e macias por dentro). A arquitetura do primeiro restaurante se tornaria um símbolo entre os americanos: o edifício tinha um teto com estrutura em A íngreme e um telhado azul distinto, além das paredes laranja (como mostra a foto abaixo). O sucesso foi quase imediato, afinal era difícil resistir às panquecas de buttermilk originais (que custavam 58 centavos de dólar duas unidades) e as inúmeras opções de caldas, além de outros itens de café da manhã como waffles, omeletes, torradas, as deliciosas panquecas de chocolate chip e, claro, sucos e a política de manter um bule cheio de café quente em todas as mesas. E como consequência desse enorme sucesso, em 1960, a empresa passou a operar com o sistema de franquias. Com isso, em dois anos o número de unidades aumentou para quase 50, localizadas em várias cidades americanas, especialmente no estado da Califórnia.


Em 1969 a rede inaugurou sua primeira loja fora do território americano, localizada no vizinho Canadá. No ano de 1973, de forma ousada, a marca lançou uma campanha de marketing introduzindo o termo IHOP (abreviação de seu nome, International House of Pancakes), usando um canguru animado em seus comerciais da época. Rapidamente o termo IHOP foi adotado informalmente pelos consumidores. Em 1978, a IHOP ingressou no mercado japonês com a inauguração de suas primeiras lojas no país. Durante duas décadas os restaurantes da IHOP eram reconhecidos pelos americanos por seus telhados em A. Mas esse estilo de construção foi descontinuado em 1978, quando a rede adotou uma arquitetura mais moderna e atraente. No início da próxima década, em 1983, com um novo executivo no comando, a empresa começou um processo de reestruturação para posicionar a rede como uma presença dominante no segmento de restaurantes familiares. Primeiro, foi realizada uma avaliação do bem-estar financeiro de cada uma de suas unidades, fechando as não lucrativas e iniciando um programa de reforma para o resto. Com isso começou a reformar as unidades de 88 lugares, abrindo espaço para lojas maiores e mais contemporâneas, com o dobro da capacidade de assentos e uma decoração discreta que era considerada mais agradável para refeições em família.


Nesta época, a IHOP era extremamente popular por seu incrível cardápio de café da manhã, que já incluía itens como o Original French Toast (parecido com uma rabanada: fatias de pão de forma em triângulo na chapa, cobertas com manteiga batida e polvilhadas com açúcar de confeiteiro) e Breakfast Sampler (um prato composto de dois ovos - mexidos ou fritos -, duas fatias de bacon, hash browns - batata ralada e frita -, duas linguiças de porco, duas fatias de presunto e duas panquecas de buttermilk). Porém, a rede resolveu ampliar seu cardápio para incluir também itens para almoço e jantar encontrados em redes de restaurantes semelhantes, como por exemplo, a Denny’s. Tudo para poder competir e se expandir no mercado. Usando slogans publicitários como “Man does not live by pancakes alone” (algo como “O homem não vive apenas de panquecas”) e “Good things cooking at breakfast, lunch, and dinner” (“Coisas boas para cozinhar no café da manhã, almoço e jantar”), a IHOP introduziu, em quatro anos, 26 novos itens de almoço e jantar em seu cardápio como saladas, sopas, sanduíches, carnes, tiras de frango fritas, entre outras delícias.


Ainda como parte dessa reestruturação, em 1985, a rede lançou mais um item de sucesso em seu cardápio de café da manhã: Rooty Tooty Fresh ‘N Fruity®, as deliciosas panquecas americanas com pedaços de frutas frescas, calda e chantilly. Os comerciais para divulgar o novo produto mostravam pessoas vestidas com máscaras de Groucho Marx porque estavam com vergonha de dizer o nome bobo em voz alta. Pouco depois, a IHOP começou a usar o ator Cliff Bemis em seus comerciais, fato que aumentaria ainda mais o reconhecimento da marca nos anos seguintes. No ano de 1993, a IHOP introduziu a primeira grande adição ao seu cardápio desde a década anterior ao apresentar a Country Griddle Cakes, em parceria com a Nabisco, e cujo produto de creme de trigo era o principal ingrediente das panquecas. Pouco depois, em 1995, a rede já abria mais de 50 novos restaurantes a cada ano nos Estados Unidos. Aproximadamente 90% das unidades eram franqueadas, com suas maiores concentrações de restaurantes na Califórnia, Flórida e Texas. Com isso, as vendas continuaram aumentando, posicionando a IHOP entre as líderes no mercado de refeições em família no mercado americano. O resultado de tudo isso pode ser visto em 1998, quando o faturamento da rede ultrapassou pela primeira vez a barreira dos US$ 1 bilhão. Nesta época o reconhecimento da marca entre os americanos excedia os 98%.


No mês de novembro de 2001 a rede atingiu um marco histórico: a inauguração de sua milésima loja, localizada na cidade de Layton, estado americano de Utah. Porém, nesse mesmo ano, o licenciado da marca IHOP no Japão encerrou seu contrato com a empresa, forçando a rede a fechar seus 32 restaurantes no país. Pouco depois, em 2003, a marca adicionou ao seu cardápio mais uma delícia irresistível: Stuffed French Toast (uma espécie de rabanada recheada). Pouco depois, uma franqueada da rede resolveu testar e incluir no cardápio os irresistíveis Funnel Cakes (feito com uma massa bastante líquida que é colocada dentro de um funil, despejada no óleo quente em movimentos circulares e depois polvilhada com açúcar de confeiteiro). Devido ao sucesso, em 2005 a IHOP resolveu apresentar essas delícias como uma oferta nacional por tempo limitado em seu cardápio. Em 2007, com a marca bem consolidada em território americano, a IHOP decidiu inaugurar sua primeira loja na América Latina, localizada na cidade de Monterrey no México (que se tornaria o segundo maior mercado da marca). Ainda este ano, a IHOP adquiriu por US$ 2 bilhões a rede de restaurantes casuais Applebee’s. Em 2010, a IHOP entendendo o anseio dos consumidores por alimentos mais saudáveis e com poucas calorias, lançou o cardápio SIMPLE & FIT, com muitos itens com menos de 600 calorias, além de dicas para atender às metas nutricionais localizadas em todo o cardápio.


Em 2011, a rede apresentou um novo formato de loja chamado IHOP EXPRESS (versão de serviço rápido e cardápio mais enxuto), para operar em locais como aeroportos, campus universitários, bases militares e centros de viagens. A primeira loja neste formato foi inaugurada na cidade de San Diego, na Califórnia. Além disso, através de licenciamento, a marca lançou a linha IHOP at HOME™, com itens clássicos de seu cardápio de café da manhã congelados, comercializados em grandes varejistas. Em agosto de 2012, a rede inaugurou sua primeira franquia em Dubai, como parte de uma grande expansão na região do Oriente Médio. Nos anos seguintes lojas foram inauguradas no Catar, Arábia Saudita e Kuwait. Mais recentemente, em 2019, pela primeira vez em sua história, a rede inaugurou três lojas na América do Sul, localizadas no Equador, iniciando assim seu plano de expansão pela região. Outra grande novidade desse ano foi o lançamento de um cardápio sem glúten composto por panquecas (feitas a partir de uma massa exclusiva que combina farinha de arroz, açúcar, leite, ovos e outros ingredientes sem glúten), waffles e pães (incluindo os de sua linha de hambúrgueres).


A rede também é popularmente conhecida por seu cardápio para crianças, onde uma das opções é a Create-A-Face Pancake (algo como “panqueca para desenhar um rosto”), um prato composto por uma panqueca de buttermilk com strawberry eyes (olhos de morango), whipped topping nose (um nariz de chantilly) e banana smile (um sorriso de banana). Tudo acompanhado de uma bisnaga de iogurte de morango light para dar um toque pessoal. A filosofia da IHOP é: “A vida cotidiana tem regras suficientes. Sentar-se para uma deliciosa e reconfortante refeição não deve ter nenhuma”. Dessa forma é que a marca americana, convida os clientes para sentarem às mesas e desfrutarem de momentos especiais com a família e amigos.


As estrelas do cardápio 
A IHOP é conhecida por suas famosas e deliciosas panquecas americanas. A original é chamada de buttermilk (feita com soro do leite coalhado), servida com uma calda doce (espécie de mel) e uma pequena bola de sorvete de baunilha, disponível em duas opções de tamanho: Full Stack (cinco unidades) e Short Stack (três unidades). O cardápio da rede oferece as tradicionais panquecas americanas em várias combinações como: CINN-A-STACK® (recheio de canela entre as panquecas), New York Cheesecake (pedaços de cheesecake e morangos), Strawberry Banana (com pedaços de banana e morango, calda de morango e chantilly), Harvest Grain ‘N Nut® (cheias de aveia, amêndoas e nozes, cobertas com manteiga batida), Cinnamon Apple (maçã com canela), Strawberry (morango), Chocolate Chocolate Chip (panquecas de chocolate cobertas com uma calda de chocolate e pequenos pedaços de chocolate), Cupcake (com confeitos coloridos e chantilly), Double Blueberry (com pedaços de mirtilo, calda quente de mirtilo e chantilly) e Mexican Tres Leches (calda de baunilha e doce de leite com chantilly). Além disso, em cada mesa dos restaurantes estão disponíveis à vontade as quatro caldas mais populares: morango, blueberry, Old Fashioned (tradicional das panquecas) e Butter Pecan (feito de noz Pecan).


As estrelas da IHOP também se transformaram em uma potente ferramenta de marketing compondo edições limitadas de cardápios temáticos para datas comemorativas, como por exemplo, o Natal, Dia das Bruxas, o Dia dos Namorados, etc. Para o Natal a rede sempre cria itens temáticos, como por exemplo, em 2018, quando introduziu um cardápio baseado no personagem Grinch (aquele ser verde rabugento que tenta arruinar o Natal) com itens como Grinch’s Green Pancakes (panquecas verdes com creme de queijo doce, confeitos vermelhos em forma de corações e chantilly verde) e Minty Who Hot Chocolate (chocolate quente com xarope de menta coberto com chantilly verde e confeitos em forma de corações vermelhos).


Já para 2019, a marca está oferecendo um cardápio inspirado no The Elf on the Shelf® (a famosa lenda dos ajudantes do Papai-Noel), composto por Jolly Cakes (panquecas verdes com pequenos cereais em forma de bolas natalinas vermelhas e verdes com marshmallow e glíter comestível), Oh What Funnel Cakes (pequenos pedaços de massa frita em forma de espiral, levemente polvilhados com açúcar de confeiteiro e cobertos com morangos, chantilly e confeitos cintilantes), Holiday Ham & Sausage Omelette (omelete recheado de presunto e linguiça em cubinhos, pimentão assado, cebola, hash brown e queijo, coberto com mais presunto, linguiça, cheddar e molho de queijo) e Merry Marshmallow Hot Chocolate (chocolate quente aromatizado com xarope de marshmallow tostado e coberto com creme e granulados verdes e vermelhos).


Outro cardápio por tempo limitado que fez muito sucesso foi criado para a comemoração do Dia das Bruxas de 2019. Baseado na popular Família Addams, a rede deu um toque terrivelmente delicioso à alguns itens clássicos do cardápio, adicionando “teias” de xarope de chocolate Hershey’s e glacê branco, cobertura de chantilly violeta e muito mais. Eram panquecas cobertas com glacê de cupcake, calda de chocolate e cobertura de chantilly violeta; milk-shake de chocolate com cobertura violeta de chantilly; e chocolate quente de marshmallow tostado com cobertura de chantilly violeta e fios de calda de chocolate.


Outra tradição que a crianças adoram na IHOP no Dia das Bruxas são as Scary Face Pancakes, onde é possível criar rostos assustadores ou fantasmagóricos com uma tradicional panqueca americana, cobertura cremosa de chantilly, nariz de morango, além do biscoito mini Oreo (olhos), milho doce e outros ingredientes. As panquecas com rostos assustadores são uma maneira de levar diversão e criatividade às refeições para as crianças nesta data do ano.


Fazendo o bem com panquecas 
A IHOP costuma sempre utilizar seu maior ícone, as deliciosas e irresistíveis panquecas americanas, para realizar campanhas e eventos beneficentes. A principal delas teve sua primeira edição realizada no ano de 2006 e foi batizada de NATIONAL PANCAKE DAY (em português “Dia Nacional das Panquecas”). Como as pessoas nunca dizem não a uma deliciosa pilha de panquecas grátis, essa campanha se tornou um verdadeiro sucesso que passou a ser realizada anualmente. A IHOP sempre pediu aos clientes que considerassem uma doação para a rede de hospitais da Children’s Miracle Network (que cuida de crianças gravemente doentes e feridas) ou uma instituição de caridade local designada em troca do café da manhã gratuito (um prato com três panquecas americanas). Esses esforços já levantaram mais de US$ 34 milhões em fundos filantrópicos. O evento também é realizado no México, Canadá, Guam e Porto Rico.


Uma campanha ousada 
No mês de junho de 2018, para apresentar sua nova linha de hambúrgueres Black Angus (batizada de Ultimate Steakburgers), a IHOP lançou uma premiada campanha publicitária anunciando nas redes sociais que trocaria temporariamente seu nome para IHOb (com o “B” significando Burgers). Era uma maneira ousada da marca demonstrar que levava seus hambúrgueres tão a sério quanto suas icônicas panquecas. Após o anúncio, os usuários das redes sociais criticaram a estratégia de marketing da IHOP como um “fracasso épico” e pediram que as pessoas responsáveis fossem demitidas o mais rápido possível. Outras redes de restaurantes responderam zombando da IHOP no Twitter. Apesar de qualquer mudança inicial de nome da IHOP ter gerado inúmeras críticas nas redes sociais, a rede alegou ter notado um aumento significativo nas vendas de hambúrgueres: quatro vezes mais nas três semanas seguintes.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas alterações ao longo dos anos. O logotipo original da marca possuía o formato de uma placa sinalizadora, muito comum em cabanas ou chalés nas montanhas. A primeira remodelação ocorreu em 1982, quando o novo logotipo, apesar de manter o antigo esquema de cores, apresentou um design mais suave e simplificado, além da exclusão da expressão THE do nome da marca. Foi nessa identidade visual que a palavra “restaurant” apareceu pela primeira vez. Em 1992 foi apresentado um novo logotipo com as cores azul e vermelho, uma nova diagramação e tipografia de letra. Foi somente em 1994 que a marca passou a utilizar oficialmente o nome IHOP (termo usado em suas campanhas publicitárias desde 1973). O novo logotipo também manteve o familiar esquema de cores (vermelho, branco e azul), mas com novos tons. No mês de junho de 2015 a marca resolveu atualizar radicalmente sua identidade visual. O novo logotipo continha uma curva (vermelha) abaixo do nome da marca, semelhante a um sorriso (onde as letras O e P representam os olhos, enquanto a “perna” do P serve como o nariz). Além disso, a palavra “restaurant” foi removida. Esse logotipo é popularmente conhecido como IHOP SMILE.


Os slogans 
Spreading Happiness Since 1958. (2016) 
Eat up every moment. (2016) 
Come together over breakfast at IHOP. (2014) 
Every day is pancake Day. (2013) 
Everything you love about breakfast. (2012) 
Make it an IHOP Day. (2011) 
Come hungry. Leave happy. (2003) 
Nobody does breakfast like IHOP does breakfast. (1985) 
Where there’s a whole wide world to choose from. (década de 1970) 
Just for the fun of it. (1969)


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 7 de julho de 1958 
● Fundador: Al Lapin Jr., Jerry Lapin e Albert Kallis 
● Sede mundial: Glendale, Califórnia, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: International House of Pancakes LLC 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Dine Brands Global Inc.) 
● Presidente: Jay Johns 
● Faturamento: US$ 3.1 bilhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 1.836 
● Presença global: 17 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 38.000 
● Segmento: Restaurantes casuais 
● Principais produtos: Panquecas, omeletes, torradas, sanduíches, saladas, sucos e cafés 
● Concorrentes diretos: Denny’s, Waffle House, Shoney’s, Golden Corral, Bob Evans, Perkins e Cracker Barrel 
● Ícones: As panquecas americanas 
● Slogan: Spreading Happiness Since 1958. 
● Website: www.ihop.com 

A marca no mundo 
Atualmente a IHOP possui mais de 1.830 restaurantes espalhados por 50 estados americanos e mais 15 países como Porto Rico, Canadá, México (segundo maior mercado da marca), Guatemala, Panamá, Arábia Saudita, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Catar, Índia, Tailândia e Equador. A maioria das lojas funciona 24 horas por dia. A IHOP oferece 65 opções diferentes de café da manhã frescos e preparados na hora, além de uma ampla seleção de deliciosos pratos e lanches para o almoço e jantar. Por ano a rede serve mais de 900 milhões de panquecas, 230 milhões de ovos, 130 milhões de xícaras de café, 35 milhões de libras de bacon, salsicha e presunto, além de 14 milhões de galões de suco de laranja. 

Você sabia? 
A receita das tradicionais panquecas de buttermilk da IHOP é única, por isso é um segredo comercial muito bem guardado. 
A equipe culinária da IHOP cria por ano, em média, 50 novos itens de cardápio e ofertas por tempo limitado. 
Inicialmente a IHOP era um local de acesso popular para as estrelas de Hollywood, incluindo Doris Day, Milton Berle e Jimmy Stewart. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek e BusinessWeek), CNN, sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 22/11/2019

14.11.19

JBL


A missão da JBL é projetar soluções de áudio para aprimorar as experiências de seus consumidores, simplificando como as pessoas interagem com a tecnologia e as conectando com o mundo ao seu redor através do som. Resumindo: a JBL supera os limites da inovação, dando vida à música. Referência em produtos de áudio, a JBL tem uma rica e inovadora história com destaque no meio musical, desde estúdios de gravação, shows até grandes festivais de música, como o icônico Woodstock de 1969. A JBL também ganhou espaço no cinema e no teatro. E claro na preferência de milhões de consumidores apaixonados pelo melhor som. 

A história 
Não é possível falar sobre a história da JBL sem citar o nome James Bullough Lansing. Esse engenheiro americano, filho de um minerador de carvão, fundou em 1927 a Lansing Manufacturing Company para fabricar alto-falantes, megafones e outros componentes, e achou em Kenneth G. Decker o sócio ideal para administrar a empresa financeiramente. Localizada em Los Angeles na Califórnia, a empresa encontrou uma indústria de cinema emergente, com o lançamento de filmes sonoros. Inicialmente, o processo de fabricação dos alto-falantes (em forma de cones de 6 e 8 polegadas) era manual e tinha a colaboração até de familiares. Mas rapidamente essa situação mudou com uma encomenda para sonorização (alto-falantes) do filme “O Cantor de Jazz”, o primeiro filme da história do cinema falado, marcando o fim de uma era e inserindo uma nova forma de se fazer cinema. A Academia de Artes e Ciências do Cinema reconheceu ainda hoje que o sistema desenhado por Lansing contribuiu para definir padrões de toda a indústria do cinema, tornando-se referência para outros fabricantes em todo o mundo. A partir daí, começou o grande sucesso da empresa, que ainda não tinha na marca as iniciais de seu fundador, mas era chamada apenas de Lansing. Entretanto em 1939 um trágico acidente de avião interrompeu a vida de Decker. Impactado pela enorme perda, James vendeu a sua parte na empresa em 1941 para a Altec, empresa de áudio criada por ex-funcionários da gigante norte-americana Western Electric. Nessa fase e com todo o apoio da Altec, ele criou outros produtos consagrados, como o speaker 604 e o Voice of the Theatre A-4, outro sistema de som personalizado para salas de cinema.


Pouco depois do término da Segunda Guerra Mundial, James resolveu sair da Altec e, no dia 1 de outubro de 1946, fundou a Lansing Sound Inc. (que mais tarde se chamaria James B. Lansing Sound) em San Marcos na Califórnia. Se antes ele ficou conhecido no cinema, o destino fez com que a empresa renascesse a partir de um novo estilo musical, que iria mudar toda uma geração: o rock’n roll. O alto-falante D101, de 15 polegadas, foi o primeiro produto da nova empresa e o driver de alta frequência D175. Os eletrônicos eram inspirados em produtos da Altec Lansing, companhia anterior na qual James trabalhava, e permaneceram no catálogo da empresa até a década de 1970. Infelizmente, James não veria a empresa se tornar um gigante global no segmento de áudio. Isto porque, em setembro de 1949 ele cometeu suicídio em sua casa e deixou a empresa ao comando do vice-presidente, William Thomas, que comprou a parte do negócio pertencente à viúva de James e iniciou um processo de revitalização pelas duas décadas seguintes. Em 1955 nascia oficialmente a marca JBL, adotada para resolver disputas judiciais com a Altec Lansing Corporation. O nome da empresa - James B. Lansing Sound Incorporated - foi mantido, mas o nome do logotipo foi alterado para as iniciais JBL, com o seu distintivo ponto de exclamação. Pela sua qualidade, os produtos da empresa começaram a fazer sucesso junto a bandas e produtores musicais. E com isso, ainda nesta década, a JBL fez uma parceria com a lendária marca de instrumentos musicais Fender, e o alto-falante de 15 polegadas D130F foi colocado em amplificadores de guitarra da empresa, se tornando o equipamento favorito de músicos como Dick Dale e Jerry Garcia, do Grateful Dead. Isto sinalizou a entrada da JBL no mercado profissional da música, ainda que de forma mais tímida. Pouco depois, lançou no mercado outro grande sucesso: o conjunto estéreo JBL Paragon, instalado em um gabinete.


Em 1962 a JBL criou a primeira caixa de estúdio de 2 vias, utilizando um motor de alta frequência. E para aprofundar o diálogo entre a empresa e outros profissionais da música, a Divisão Profissional da JBL foi criada em 1968. A divisão desenvolveu soluções de estúdio para equipar os engenheiros com as ferramentas necessárias para se adaptar às novas técnicas de gravação. Com isso, a marca colaborou na composição do estúdio de gravação Capital Records, responsável por discos de grandes sucessos de bandas como Beatles e Beach Boys. Em 1969, Bill Thomas vendeu a JBL à Jervis Corporation, mais tarde renomeada Harman International, liderada por Sidney Harman. No mesmo ano, a JBL forneceu a sonorização para o lendário festival de Woodstock. Sob a administração da nova proprietária, a marca JBL foi mantida e também associada a produtos de uso doméstico, como caixas de som e home speakers. Um dos motivos para o enorme crescimento da JBL aconteceu ainda em 1969 com o lançamento do L100, modelo de alto-falante mais vendido da história da empresa. Esses alto-falantes ficaram tão marcados na memória que foram relançados em 2018 em uma versão retro.


Na década de 1970, a JBL ingressou oficialmente na Europa e no Japão. Os monitores de referência da marca viraram um sucesso nessa época: eram equipamentos de som com uso mais profissional, mas que podiam ser instalados em sistemas domésticos para quem buscava a maior qualidade possível. Além disso, em 1973, lançou a série 4300, incluindo o primeiro alto-falante de 4 vias. Nos anos de 1980, a JBL continuou direcionando o foco ao consumidor, sem deixar de lado o segmento de estúdios, locais de shows e cinema. Em 1982, a marca se tornou a primeira a adotar o titânio em diafragmas de alta frequência pra melhorar qualidade dos equipamentos. A marca ganhou enorme visibilidade mundial pouco depois, em 1983, quando George Lucas selecionou a JBL para desenvolver o primeiro sistema de áudio de sala de cinema licenciado pela THX. Depois disso, fabricantes automobilísticas como Toyota, Ferrari e Smart passaram a usar a JBL em seus sistemas de áudio veiculares.


Na década de 1990, a JBL focou ainda mais em avanços técnicos, com novos designs internos de alto-falantes com ímãs de neodímio e outras novidades. E foi nessa década, em 1995, que surgiu a linha Eon System de alto-falantes portáteis. Em 2004, a JBL foi uma das primeiras marcas do segmento a lançar docks de áudio para iPod, ampliando a capacidade sonora do player que mudou o mundo. Já no decorrer do novo milênio os destaques foram a linha VRX900 de speakers profissionais em formato curvo, além do sistema de alto-falantes VerTec pra uso em eventos de grande porte. E não foi qualquer coisa: eles foram usados primeiramente em uma convenção nacional do Partido Democrata nos Estados Unidos e na premiação do Grammy. Já em 2010, a novidade mais celebrada foi o monitor de referência M2. Oficialmente, a JBL começou a vender os seus produtos no Brasil somente nesse ano. Até então ela era um sonho distante para aficionados por áudio que acabavam importando alguns dos seus produtos. Foram as caixas de som Bluetooth e os fones de ouvido que ajudaram a popularizar a marca no país. A chegada oficial ao país somente se concretizou com a aquisição da gaúcha Selenium.


Ao prestar atenção aos hábitos e estilo de vida de seus usuários e se concentrar nos cenários da vida real quando as pessoas precisavam de áudio de qualidade, a marca criou em 2012 o alto-falante portátil JBL Flip, que ofereceu aos ouvintes algo totalmente novo: excelente qualidade de som em um formato compacto. A combinação de tamanho diminuto e som grandioso, fez do Flip uma sensação da noite para o dia, apavorando a concorrência e comercializando mais de 1 milhão de unidades no primeiro ano. Com base nesse enorme sucesso, nos anos seguintes a JBL desenvolveu mais seis formatos de alto-falantes portáteis para atender outros usos específicos, como por exemplo, caminhadas, piqueniques ou ir à praia. Desde que ingressou na categoria, a marca JBL lançou mais de 25 modelos de alto-falantes portáteis, cada um deles aprimorado e ajustado para atender às necessidades específicas dos ouvintes.


A Harman International, então proprietária da marca JBL, foi adquirida no dia 14 de novembro de 2016, em um acordo de aproximadamente US$ 8 bilhões, pela sul-coreana Samsung Electronics. Com isso, a marca JBL pode aproveitar a estrutura e distribuição da Samsung para fazer com que seus produtos cheguem a um maior número de consumidores no mundo. Entre os produtos mais famosos dos últimos, estão às séries Clip, Charge e Pulse de caixas de som, cada uma com uma peculiaridade e um público mais direcionado, além é claro dos famosos fones de ouvido com tecnologia de cancelamento de ruído. A marca até já lançou um módulo pra família Moto Z da Motorola, transformando o smartphone em um speaker. No dia 5 de setembro de 2019 a marca JBL alcançou o tremendo marco de 100 milhões de alto-falantes portáteis vendidos em todo o mundo, consolidando sua posição como líder em áudio portátil e referência em sua categoria.


Superar as expectativas de exigentes consumidores impulsiona o desenvolvimento de produtos da JBL e inspira inovações. Por exemplo, a marca foi a primeira a equipar caixa de som com conexão Bluetooth com um driver diferenciado, cuja área do cone aumentada proporciona um som mais potente. Também estabeleceu um recorde mundial no Guinness Book, conectando 1.000 unidades do JBL Flip 4 tocando músicas de uma única fonte.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por pequenas alterações ao longo dos anos. O logotipo original com as iniciais JBL e seu “ponto de exclamação” surgiu em 1955 e foi criado por Arnold Wolf, que chegou a ser o CEO da empresa anos depois. Depois de adotar oficialmente a distintiva cor laranja, o logotipo da marca passou a ostentar a inscrição “by Harman” (proprietária da JBL).


Os slogans 
Dare To Listen! (2017) 
Amplify Life. (2017) 
Hear the truth. (2011) 
Pro sound comes home. (2004) 
Plays louder, longer. (2001)


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1 de outubro de 1946 
● Fundador: James Bullough Lansing 
● Sede mundial: Los Angeles, Califórnia, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Harman International Industries Inc. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Dinesh Paliwal 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 130 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 12.000 
● Segmento: Áudio 
● Principais produtos: Fones de ouvido, amplificadores e caixas de som 
● Concorrentes diretos: BeatsBose, Sony, Marshall, Sonos, Kenwood, Pioneer, Boombotix e Bower & Wilkins 
● Ícones: A cor laranja 
● Slogan: Dare To Listen! 
● Website: www.jbl.com.br 

A marca no mundo 
Atualmente, a JBL vende em mais de 130 países uma ampla gama de produtos de áudio como fones de ouvido, caixinhas portáteis com Bluetooth e equipamentos profissionais e domésticos. Além de sonorização de ambientes, a JBL também produz equipamentos de áudio profissional para eventos e DJs, e ainda fornece equipamentos para a indústria automotiva. Hoje, a JBL é líder de mercado em alto-falantes portáteis no mundo. 

Você sabia? 
Em 1933, Douglas Shearer, então executivo dos estúdios MGM, projetou o primeiro sistema de alto-falantes para o cinema. A Lansing construiu os componentes do sistema. 
Em 2002, a JBL voltou a receber um prêmio da Academia de Cinema por excelência técnica, conceito, visual e engenharia dos alto-falantes para cinema que estrearam no JBL 4675. 
Na verdade o nome do fundador da empresa era James Martini, mas ele adotou o Lansing por conta própria e pegou emprestado o Bullough de uma família que abrigou ele por um tempo. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), jornais (Meio Mensagem e Valor Econômico), sites de tecnologia (TecMundo e CanalTech), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 14/11/2019