21.6.21

SHARPIE


Ícone cultural na América, eles são presença constante nas mãos de milhões de ávidos fãs pelo mundo afora. Já nas mãos de ídolos é uma ferramenta para eternizar uma lembrança, quer seja através de um recado ou autógrafo. E quando se fala em marcadores permanentes, uma marca é sinônimo da categoria, a americana SHARPIE, capaz de eternizar ideias ou momentos inesquecíveis em qualquer objeto e superfície. Projetados para serem ousados, permanentes e impactantes, os marcadores inspiram milhões de pessoas a deixar a sua marca com a SHARPIE. 

A história 
Tudo começou quando William Sanford e Charlie Lofgren, então executivos da Sanford Ink Company, empresa fundada em 1857 e tradicional fabricante de tintas, colas e instrumentos de escrita, resolveram desenvolver um novo modelo de marcadores permanentes, que como o próprio nome diz, é permanente, isto é, possui alta aderência à superfície onde é aplicado. Aproveitando o emergente segmento de marcadores, a empresa lançou em 1964 o marcador permanente SHARPIE FINE POINT. Inicialmente disponível na cor preta e com ponta fina, o produto se tornou o primeiro marcador permanente no estilo caneta do mercado. Além disso, apresentava outra grande inovação, uma ponta que substituiu o feltro de lã, comum na época, por espuma de plástico resistente. SHARPIE causou uma revolução no segmento de escrita e desenho, afinal ele podia escrever em quase qualquer superfície de vidro, madeira e pedra, a plástico, metal e, claro, papel. A tinta permanente de secagem rápida era atóxica, resistente à água e descoloração. O conceito do produto era tão novo que os primeiros anúncios publicitários tinham que explicar aos consumidores exatamente o que significava tinta permanente.
   

Os populares apresentadores de talk show do canal NBC (conheça essa história aqui), Johnny Carson e Jack Parr, foram algumas das primeiras celebridades a endossarem o produto. Somente em 1979 a empresa lançaria o marcador com quatro opções de cores (vermelho, verde e azul, além do tradicional preto) e uma ponta ainda mais fina, que proporcionava mais precisão nos detalhes ao desenhar. Uma década mais tarde, em 1989, a marca lançou no mercado o SHARPIE ULTRA FINE POINT, um marcador com corpo fino, clipe de bolso de metal e ponta ultra-fina, que permitia desenhar linhas limpas e ainda mais precisas, e que se tornou assim o primeiro marcador permanente a realmente escrever como uma caneta. Em 1992, a marca SHARPIE foi adquirida pela empresa The Newell Companies (mais tarde conhecida como Newell Rubbermaid e atual Newell Brands), fabricante líder de instrumentos de escrita.
   

A popularidade dos marcadores SHARPIE explodiu na década de 1990 em grande parte devido à bilionária indústria de memorabilia, especialmente com o aumento da prática de obter autógrafos de celebridades e estrelas do esporte. Com isso, tanto os caçadores de autógrafos quanto as celebridades usavam marcadores SHARPIE para deixar sua assinatura em tudo, de pôsteres e cartões colecionáveis a bolas e camisetas. E a marca soube aproveitar muito bem este momento, posicionando SHARPIE como uma presença indispensável nos momentos de magia inspirado nos encontros com heróis e ídolos. Até 2002, a marca lançou no mercado novos marcadores, que também foram introduzidos em uma variedade de novas cores. No final de 2002, mais de 200 milhões de marcadores SHARPIE foram produzidos, o equivalente a dois marcadores para cada família americana. Nessa época, a marca ganhou notoriedade adicional com suas bem-sucedidas campanhas de publicidade e marketing. A SHARPIE também ingressou no marketing esportivo patrocinando os jogadores de golfe do PGA Arnold Palmer, David Toms, Chad Campbell e Gary Player. E começou a exportar seus produtos para vários países ao redor do mundo.
   

Mas um episódio em particular fez explodir a popularidade da marca. Em outubro de 2002, durante a disputa de uma partida de futebol americano profissional, transmitida em horário nobre, o recebedor Terrell Owens, do San Francisco 49ers, tirou um marcador SHARPIE da meia, autografou a bola após receber um passe para um touchdown e depois entregou para seu agente de negócios, que estava nas arquibancadas. A celebração de maneira inusitada perante milhões de telespectadores resultou em aproximadamente US$ 5 milhões em publicidade espontânea para a marca. Esse evento fez a marca investir ainda mais no segmento esportivo, onde os autógrafos são disputados por milhares de fãs. E com isso, a partir de 2002, a SHARPIE se tornou a patrocinadora principal de uma das corridas mais popular da NASCAR®, a Sharpie 500, disputada à noite no circuito Bristol Motor Speedway, bem como iniciou o patrocínio ao piloto Kurt Busch, que passou a correr com o carro pintado com o logotipo da marca.
   

Apesar das opções de cores e modelos terem sido ampliados, a marca permaneceu quase totalmente conectada, na mente dos consumidores, com o marcador permanente preto. E para promover toda a gama de produtos da marca, a SHARPIE lançou em 2002 sua maior campanha de marketing até então e que apresentava o slogan “How Do You Use Your Sharpie” (“Como você usa seu Sharpie?”, em português). Os comerciais de TV utilizavam depoimentos para demonstrar os múltiplos usos para os vários marcadores da marca. Em 2003, a marca lançou outra popular campanha publicitária com o slogan “Write Out Loud” (algo como “Escreva em voz alta”), cujos anúncios mostravam pessoas usando marcadores em situações inusitadas, como para retocar um carro ou até uma universitária destacando palavras em um livro para notificar um aluno de que sua braguilha estava aberta. A campanha resultou no aumento substancial das novas linhas da marca, como Fine Point Color e Metallic.
   

Nos três anos seguintes, a marca lançou 6 novas linhas de produtos e introduziu mais 12 cores, elevando o espectro para 24 opções diferentes e vibrantes. E um desses novos produtos, lançado em 2005, se tornou um enorme sucesso: SHARPIE MINI, marcadores com metade do tamanho de um original e que apresentavam um clipe para prendê-los a um chaveiro ou cordão. Nesse mesmo ano a marca introduziu no mercado os marcadores de texto (SHARPIE HIGHLIGHTER), que se tornaram populares entre os estudantes. Em 2006, a marca novamente revolucionou o mercado com o lançamento de uma nova linha de marcadores que possuíam ponta retrátil, ativada por um botão em vez de uma tampa.
    

Em 2008, a SHARPIE contratou o jogador David Beckham para ser embaixador global e garoto-propaganda, buscando assim estabelecer-se como a “marca preferida de autógrafos” e promover usos criativos de seus marcadores. Com novos e inovadores produtos, a marca ampliou seu público alvo e se tornou um objeto indispensável também para ilustradores, cirurgiões, artesãos, mestre de obras, estudantes, engenheiros, arquitetos, estilistas e até para pessoas que gostavam de customizar seus tênis, roupas e objetos. Nos anos seguintes, a SHARPIE passou a oferecer uma completa linha de produtos, incluindo canetas especiais para escrever em CD/DVDs, canetas que detectam falsificações, marcadores a base de água e os específicos para tecidos, chamado de “Rub-a-Dub Laundry” e que permite escrever em tecidos sem perigo de desbotamento, mesmo após várias lavagens e até mesmo após passar pela secadora.
   

Em 2011, a SHARPIE foi lançada oficialmente no mercado brasileiro com uma campanha publicitária estrelada pelo cantor Marcelo D2 e amparada pelo slogan “Deixe sua Marca”. Além disso, apresentou inovações, como por exemplo, em 2013 quando lançou a SHARPIE TWIN TIP, marcador permanente que apresentava característica bem particular: o modelo vinha com duas pontas de espessuras diferentes (grossa e fina). Uma das mais recentes novidades da marca, lançada em 2020, é batizada de SHARPIE S-GEL, uma caneta que utiliza tinta em gel à base de água e tem uma ponta de metal especial que não deixa vazar ou borrar. Como a tinta é espessa e opaca, essa caneta é ideal para criar desenhos com muitos detalhes e destacar a escrita no papel escuro.
   

Não é exagero nenhum afirmar que os marcadores SHARPIE se tornaram um ícone cultural americano. Afinal, eles são presença constante dentro do maior símbolo de poder da América: a Casa Branca. Por exemplo, marcadores da SHARPIE foram feitos especialmente para o então presidente George W. Bush, um declarado e leal fã da marca. Já o ex-presidente Donald Trump, tinha uma preferência assumida por usar marcadores SHARPIE para assinar documentos oficiais de governo. Além disso, os marcadores SHARPIE são o utensílio de escrita preferido dos astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional por causa de sua facilidade de uso em gravidade zero. E também são os marcadores permanentes oficiais dos parques da Disney (conheça essa história aqui).
  

Atualmente a SHARPIE representa muito mais do que apenas marcadores. São produtos feitos para escrever, se destacar e permanecer em praticamente qualquer superfície. É o marcador permanente criado para uma autoexpressão única, criativa, corajosa e ultrajante que nunca, nunca desaparece. E não por acaso se tornou popular para um público jovem que tem o hábito de customizar tudo, desde roupas e tênis, até notebooks, capas de celulares, entre outros objetos. Incrivelmente versátil, os marcadores SHARPIE são encontrados em qualquer lugar: em caixas de ferramentas, estúdios de arte, escritórios, fábricas, salas de aula, campos de futebol, presentes de aniversário e gavetas de cozinha.
   

Os slogans 
Leave your Mark. (2011)
Deixe sua Marca. (2011 - Brasil) 
Uncap what’s inside. (2009) 
Write Out Loud. (2003) 
How Do You Use Your Sharpie? (2002) 
You can do anything with a Sharpie. 
For marking everywhere.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Lançamento: 1964 
● Criador: William Sanford e Charlie Lofgren 
● Sede mundial: Atlanta, Geórgia, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Newell Brands Inc. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Ravi Saligram 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 60 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Instrumentos de escrita 
● Principais produtos: Marcadores permanentes e canetas 
● Concorrentes diretos: BIC, Stabilo, Staedtler, Pilot, Pentel, Arteza, Shuttle, Expo, Marks A Lot e Luxor 
● Slogan: Leave your Mark. 
● Website: www.sharpie.com 

A marca no mundo 
Líder mundial no segmento de marcadores permanentes, a SHARPIE comercializa sua ampla linha de produtos, desde marcadores (disponíveis em mais de 60 cores) até canetas rollerball, em mais de 60 países ao redor do mundo. SHARPIE tem forte presença em mercados como Estados Unidos (detém 60% de participação no segmento), Reino Unido, Austrália e Europa. A marca SHARPIE pertence à Newell Brands, empresa proprietária de marcas famosas como Paper Mate (saiba mais aqui), as colas Elmer’s, os corretores Liquid Paper e as canetas Parker (conheça sua história aqui) e Waterman

Você sabia? 
Os marcadores SHARPIE são oferecidos com vários tipos de pontas. A mais comum e popular é a ponta fina. Outras opções incluem a ponta ultrafina, extrafina, super grossa, ponta de pincel e até ponta retrátil. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 21/6/2021 

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8.6.21

XP


Esqueça as taxas mensais dos bancos. Pense em taxa zero para abertura e manutenção de conta. Opções de investimentos para todos os perfis e momentos de vida. Experimente a XP, que está revolucionando e transformando o mercado financeiro para melhorar a vida de milhões de pessoas. Afinal, para a XP “Investir transforma”. 

A história 
A história começou no mês de maio de 2001 quando o carioca Guilherme Benchimol (foto abaixo), um economista formado pela na Universidade Federal do Rio de Janeiro, foi demitido da Investshop, corretora na qual trabalhava. Decidiu então ir para a cidade de Porto Alegre para tentar um novo começo e, no mesmo ano, fundou juntamente com Marcelo Maisonnnave e capital inicial de R$ 15 mil um acanhado escritório de agentes autônomos que funcionava em uma sala de 25 m², possuía dois estagiários, além de 10 computadores usados comprados de uma lan house. Sem criatividade para o nome do novo negócio, Benchimol sugeriu a sigla XPTO, a ser usada como algo temporário. Maisonnave disse que usaria as duas primeiras letras, XP, que indicava expertise. Surgia assim a XP Investimentos. O desejo dos sócios era ajudar pequenos investidores e pessoas comuns a investirem no mercado de ações, democratizando esta prática no Brasil. Ou seja, conectar investidores a corretores.
   

Mas no início, a nova empresa enfrentou dificuldades devido ao péssimo momento econômico pelo qual atravessava o Brasil. 2002 foi negativo para o mercado de ações em virtude da alta valorização do dólar. Com isso, o mercado de ações apresentou constantes quedas, o que dificultou a captação de clientes pela XP. Foi então que os sócios identificaram que a falta de informação e familiaridade com o mercado de ações era um dos fatores que mais dificultava a conquista de novos clientes e, dessa forma, viram na educação financeira uma oportunidade de negócio e passaram a oferecer cursos. Inicialmente, as aulas eram dadas de forma improvisada, no salão de festas do prédio onde estava localizada a XP, mas os resultados surpreenderam: alguns dos inscritos, atraídos por anúncios publicados no popular jornal Zero Hora, foram convertidos em clientes. Um dos primeiros cursos rendeu R$9 mil à XP Investimentos. A mesma fórmula foi replicada em outras cidades do Rio Grande do Sul e, em pouco tempo, expandida para outros estados. Assim foi criada a XP Educação, que hoje em dia oferece cursos e palestras gratuitas sobre investimentos, sendo a maior instituição de educação financeira do país.
  

Em 2005 nasceu a XP Gestão de Recursos, uma empresa de administração de recursos. Mas um passo importante em sua história foi dado em 2007, quando a XP adquiriu a AmericaInvest, passando então a agir como corretora de valores, deixando de ser um escritório de agentes autônomos. A partir de então, a XP Investimentos começou a bater ainda mais forte na tecla de que os brasileiros não deviam deixar seu dinheiro parado nos bancos. Os anos de crescimento da XP tiveram uma pausa abrupta ao fim em 2008. A crise internacional, provocada pelo colapso do banco Lehman Brothers, derrubou o Ibovespa e os resultados minguaram. A XP, que havia acabado de se tornar uma corretora de ações, demitiu e reduziu salários. Porém em meio a essa crise, veio a diversificação. A XP criou a área de seguros e passou usar a sua rede de agentes para vender apólices. Também apostou na área de grandes investidores institucionais, que havia sido criada no ano anterior à crise, e que passou a representar até 80% do volume negociado na XP, com a fuga dos investidores do varejo.
   

A retomada da Bolsa de Valores já em 2009 trouxe alívio e a XP foi para o ataque com propagandas na TV e na mídia impressa, que nos anos seguintes seriam estreladas por Murilo Benício e Luciano Huck. Nessa época a XP já era a número 1 entre as corretoras independentes, contando com um número de 5 mil clientes ativos. Outro ponto de virada na história da XP aconteceu a partir de 2010, quando os sócios da empresa ouviram falar pela primeira vez da Charles Schwab, uma gigantesca corretora norte-americana fundada em 1971. A empresa revolucionou o mercado de investimentos dos Estados Unidos, criando uma espécie de “shopping financeiro” e espalhando sua rede de agentes de investimentos por todo o país, batendo de frente com os tradicionais e poderosos bancos de Wall Street. A XP, que sempre defendeu a “desbancarização” do setor de investimentos, viu na Charles Schwab o modelo perfeito para escalar. Desse momento em diante, a empresa estudou ao máximo o modelo de negócio e crescimento da norte-americana e o colocou em prática aqui no Brasil. Com isso, começou a diversificar a plataforma de produtos inspirada na corretora americana, com a intenção de transformar a XP em um “supermercado financeiro” ao diversificar suas receitas de comissões. E foi aí que a XP revolucionou o mercado ao ser a primeira assessoria de investimentos do Brasil a oferecer a melhor taxa de todas: a TAXA ZERO.
   

Ainda em 2010, a XP recebeu seu primeiro aporte financeiro feito pelo fundo inglês Actis no valor de R$ 100 milhões por 20% da empresa. Nessa época, a XP já começava a incomodar grandes brancos e foi considerada a corretora responsável pelo maior número de negociações dentro da B3. Após 10 anos de atuação no Brasil, em 2011, a XP iniciou sua expansão internacional com a fundação do seu primeiro escritório fora do Brasil, na cidade de Nova York. A operação nasceu com o objetivo de atender a fundos americanos com investimentos em mercados brasileiros e também clientes latino-americanos que investem no exterior. E foi a partir desse ano que a XP intensificou as operações de aquisição e fusão ao incorporar a Interfloat, corretora líder no segmento de investidores pessoa física com perfil profissional; e comprar o portal de informações financeiras InfoMoney, com o objetivo de oferecer um serviço de informações e ferramentas relacionadas a investimentos para seus clientes. Em 2013, a General Atlantic e o fundo Dynamo compraram 31% da XP e investiram cerca de R$ 155 milhões na empresa. Com isso, no ano seguinte a empresa adquiriu por R$ 90 milhões a Clear, uma corretora conhecida no mercado por oferecer taxa zero em seus produtos.
   

Ainda em 2014, a empresa iniciou sua operação em Miami para atender clientes de alta renda e clientes institucionais que investem no Brasil e na América Latina. Em 2016, o lucro da XP atingiu R$ 244 milhões e a empresa, cada vez mais, se tornava uma grande pedra no sapato dos grandes bancos tradicionais. Tanto é que Guilherme Benchimol foi capa da revista Exame, junto com a chamada “Seu banco não presta? Ele agradece”. Ainda em 2016, a XP fez outra grande aquisição: dessa vez, o alvo foi a corretora Rico. Além disso, abriu operação na cidade de Genebra, com foco em clientes latino-americanos que preferiam usar uma conta europeia para manter seu dinheiro no exterior. Em julho de 2017, o poderoso Itaú (conheça essa história aqui), então maior banco privado do Brasil, anunciou a compra de 49.9% da XP por R$ 5.7 bilhões. Com a injeção de capital e de credibilidade do Itaú, a XP continuou a se expandir e multiplicar seus ativos em custódia em meio ao crescimento do mercado financeiro.
    

Após um rebranding, em setembro de 2019, o Grupo XP, que abrigava todas as marcas (XP Investimentos, Rico, Clear e InfoMoney) e iniciativas da holding, anunciou que passaria a se chamar XP Inc. Em dezembro desse mesmo ano, a XP abriu o seu capital (IPO) na Nasdaq, em Nova York. Na estreia do IPO, a XP recebeu uma avaliação de US$ 14.9 bilhões, se tornando o 9º maior IPO do mundo no ano e o maior de uma empresa brasileira na bolsa americana, com a captação de US$ 2.25 bilhões. Ainda neste ano a empresa criou a XP Ventures, cuja principal missão é entender as tendências tecnológicas, investir em startups em estágio avançado e levar para dentro da XP empresas inovadoras para prestar serviços. Nesta época a XP já contava com 1.5 milhões de clientes cadastrados e mais de R$ 350 bilhões em ativos sob custódia.
   

Apesar do ano de 2020 ter sido marcado pela pandemia do COVID-19, a XP continuou crescendo em ritmo acelerado. Isto porque, os juros baixos incentivaram a procura por maior diversificação nos investimentos, o que favoreceu a XP. Além disso, a empresa criou a XP Corporate, que oferece soluções e produtos inovadores para clientes institucionais, universo que inclui empresas com mais de R$ 1 bilhão de faturamento anual. Ainda em 2020, a XP foi eleita uma das 10 marcas mais valiosas do Brasil pela tradicional consultoria Interbrand. Foi a primeira vez que a XP entrou para o ranking das 25 marcas mais valiosas e, de imediato, conquistou o 10º lugar. Entre as 10 mais valiosas, a XP é a única que não possui agência, loja ou produto físico - tudo é feito no formato online.
  

Em meados de 2021, ao completar 20 anos de mercado, a XP investiu na renovação da sua marca. O objetivo é manter o reconhecimento conquistado na atuação no segmento de investimentos, concorrendo com bancos tradicionais, corretoras e fintechs, e reforçar aos consumidores seus produtos e serviços além de investimentos. Isto porque, no ano anterior, a XP lançou um cartão de crédito em parceria com a Visa (conheça essa outra história aqui), que oferece cashback (ou seja, parte do dinheiro gasto de volta ao usuário -, mas, em vez de crédito em conta, o valor devolvido é aplicado em um fundo exclusivo) e prevê o lançamento de conta digital e cartão de débito até o final do ano. Para evidenciar esse portfólio mais amplo, “Investimentos” saiu de cena e a empresa passou a assinar apenas como XP.
  

O evento de gala 
A empresa é responsável pela realização do maior evento de investimentos do mundo, a Expert XP. A primeira edição ocorreu em 2011, realizada no hotel Windsor, no Rio de Janeiro, reunindo 550 assessores de investimentos em um evento exclusivo. Em 2013, o evento saiu do Rio de Janeiro e iniciou sua trajetória na cidade de São Paulo. Com uma edição exclusiva para assessores de investimentos credenciados à XP, em 2014 o evento reuniu 1.550 assessores em uma imersão de 3 dias com palestras e networking. Finalmente em 2017, a XP abriu a Expert para os clientes. O evento reuniu mais de 8 mil pessoas em dois pavilhões do Transamérica Expo Center. No ano seguinte, o evento contou com duas edições: Expert Latin América Conference, que reuniu 500 pessoas em um evento fechado em Miami; e a edição no Brasil, que contou com mais de 12 mil pessoas. Em 2019, além da edição em São Paulo, que reuniu mais de 20 mil participantes e contou com as presenças de Jorge Paulo Lemann e Ricardo Amorim, o evento ganhou sua primeira edição regional - a Expert Talk - que aconteceu em Florianópolis e reuniu cerca de 5 mil participantes da região sul do Brasil. Devido à pandemia vivida em 2020, por conta do COVID-19, a XP realizou pela primeira vez sua conferência anual de investimentos em um formato 100% online e gratuito. Esta edição reuniu mais de 5 milhões de expectadores e contou com palestras de importantes personalidades como Esther Duflo, Malala Yousafzai e Magic Johnson.
   

A evolução visual 
A identidade visual da marca XP Investimentos passou por algumas alterações ao longo dos anos. A última e mais importante, ocorreu em 2021 quando a palavra “investimentos” foi retirada do nome e a sigla XP ganhou uma nova tipografia de letra e um novo posicionamento dentro do quadrado preto. A mudança representava um novo posicionamento da marca, que deseja focar em tecnologia e ampliar sua oferta de produtos.
  

Já a identidade visual corporativa do Grupo XP passou por um reposicionamento em setembro de 2019, quando apresentou uma nova identidade visual e nome. A holding, proprietária da XP e de outras empresas do setor financeiro, passou a chamar XP Inc. A empresa resolveu substituir a palavra “Grupo”, uma nomenclatura que precisaria de tradução, por XP Inc., para evidenciar que é uma empresa global. Visualmente, é uma marca que representa a expansão, com uma seta, janela de oportunidades em que cabem todas as iniciativas. Até então o Grupo XP seguia a identidade visual da XP Investimentos, sua mais importante empresa.
  

Os slogans 
Investir transforma. (2021) 
Mudando para sempre seu jeito de investir. (2019) 
Para os que acreditam no impossível, nós somos a XP Investimentos. (2019)
  

Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 2001 
● Fundador: Guilherme Benchimol e Marcelo Maisonnnave 
● Sede mundial: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: XP Investimentos Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários S.A. 
● Capital aberto: Não (subsidiária da XP Inc.) 
● Chairman: Guilherme Benchimol 
● CEO: Thiago Maffra 
● Faturamento (XP Inc.): R$ 8.15 bilhões (2020) 
● Lucro (XP Inc.): R$ 2.27 bilhões (2020) 
● Valor da marca: R$ 1.685 bilhões (2020) 
● Clientes: 2.8 milhões (2021) 
● Presença global: 4 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 3.600 
● Segmento: Financeiro 
● Principais produtos: Ações, fundos de investimento, fundos imobiliários, ativos de renda fixa e derivativos 
● Concorrentes diretos: BTG Pactual, Easynvest, Órama, Ágora, Banco Inter, Itaú, Bradesco e Santander 
● Slogan: Investir transforma. 
● Website: www.xpi.com.br 

O valor 
Segundo a consultoria britânica Interbrand, somente a marca XP está avaliada em R$ 1.685 bilhões, ocupando a posição de número 10 no ranking das marcas mais valiosas do Brasil de 2020. 

A marca no mundo 
A XP é parte integrante da XP Inc., holding que concentra diversas empresas do setor financeiro como Rico Investimentos, Clear Corretora, o site de finanças InfoMoney e outras iniciativas em educação, gestão de recursos e seguros, e cujas receitas superaram R$ 8.1 bilhões em 2020. Com mais de 2.8 milhões de clientes ativos, a XP, que oferece acesso a produtos como Renda Fixa, Ações, Fundos de Investimento, Vida ou Previdência Privada, inclusive opções com exposição internacional, tem 7 mil assessores de investimentos, mais de 600 escritórios credenciados no país e mais de R$ 660 bilhões de ativos sob custódia. 

Você sabia? 
Em meados de 2020 a empresa lançou a XPEED, uma escola online de educação financeira e empreendedorismo com cursos que vão do nível básico até a formação profissional, por meio de MBAs. Inicialmente foram oferecidos 30 cursos online, divididos em quatro frentes: investimentos, trading, educação financeira e empreendedorismo. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), jornais (Valor Econômico, Meio Mensagem, Folha e Estadão), sites financeiros (InfoMoney), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 8/6/2021 

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20.5.21

DUOLINGO


Aprender idiomas agora é divertido e pode até se tornar um vício. Ganhe pontos ao acertar, corra contra o tempo e passe de nível. Tudo com aulas curtinhas e eficazes. Com o DUOLINGO, que ganhou o apelido de “Game of Tongues”, você aprende mais de 40 idiomas como se fosse um divertido jogo de videogame. E tudo comandado por uma onipresente e carismática coruja verde, que conseguiu conectar de Bill Gates a Khloe Kardashian, e até refugiados sírios na Turquia. Tudo através do aprendizado de outros idiomas. 

A história 
Luis von Ahn aprendeu inglês à moda antiga na American School, na Cidade da Guatemala. Depois, foi aos Estados Unidos para fazer faculdade e pós-graduação, onde conquistou um diploma de bacharelado em matemática na Universidade de Duke e um de PhD em ciência da computação na Carnegie Mellon (CMU). Após vender dois projetos ao Google - uma ferramenta que usava crowdsourcing para identificar arquivos de imagem e o reCAPTCHA (um processo de digitalização de livros ilegíveis) - no final de 2009, quando ainda era professor de ciência da computação na CMU em Pittsburgh, juntou-se ao seu aluno de pós-graduação, o suíço Severin Hacker, para se concentrarem em um novo projeto. Era uma ferramenta gratuita de aprendizado digital de idiomas. A ideia surgiu, pois Luis von Ahn (imagem abaixo à direita), nascido na Guatemala, viu o quão caro era para as pessoas da sua comunidade aprender inglês. Além disso, a dupla acreditou que “a educação gratuita iria mudar o mundo” e queriam dar para as pessoas uma maneira de fazer isso. Eles nomearam o novo empreendimento de DUOLINGO, Duo (Duas) e Lingo (Língua que não se sabe falar, ou seja, estrangeira). Isto porque a dupla queria que o programa servisse duas funções: ensinaria idiomas para usuários gratuitamente e também dependeria deles para fazer traduções.
  

Primeiro, o DUOLINGO encontraria clientes que precisassem de textos traduzidos. Depois, a multidão de usuários que estudavam inglês no aplicativo iria traduzir as passagens em inglês para a sua língua nativa e se, uma quantidade suficiente deles, trabalhassem nas mesmas passagens, as traduções apresentariam um bom resultado. Para criar os cursos iniciais, a dupla leu uma pilha de livros sobre ensino de idiomas, incluindo espanhol para leigos, e construíram cursos básicos para falantes de inglês aprenderem espanhol e alemão. Eles pesquisaram as 3.000 palavras mais usadas em cada idioma, traduziram-nas para o inglês e utilizaram-nas para compor sentenças simples. Desse modo, escreveram um algoritmo que apresentava lições que incluíam prompts para tradução de sentenças e que estimulavam o treino da escuta, escrita e conversação. O software poderia ser programado para responder aos usuários, direcionando-os de volta para lições mais fáceis se cometessem erros. Logo no início, eles adicionaram elementos divertidos de games como pontos, baús de tesouro e “streaks” (uma espécie de recompensa oferecida por completar uma série de tarefas) para incentivar o uso contínuo. Além de um divertido personagem chamado DUO, uma coruja verde mascote da marca. A versão beta privada do programa foi disponibilizada no dia 30 de novembro de 2011 e acumulou uma lista de espera de 300 mil usuários.
  

O DUOLINGO foi oficialmente lançado para o público em geral no dia 19 de junho de 2012, inicialmente como um site utilizando o slogan “Duolingo can learn everyone all languages for free while helping to translate the web”. Em 13 de novembro, lançou seu aplicativo para iOS, seguido do aplicativo para Android em 29 de maio de 2013, momento em que o DUOLINGO tinha uma base de usuários de aproximadamente 3 milhões. Poucos meses depois, em julho, o serviço cresceu para 5 milhões de usuários e foi classificado como o aplicativo educacional gratuito nº 1 na Google Play Store. Inicialmente o DUOLINGO oferecia cinco cursos de idiomas (espanhol, italiano, francês, alemão, além do inglês) para falantes em inglês. E as lições gratuitas e curtas, que pareciam mais com um jogo do que com um livro didático era proposital: aprender fica mais fácil quando você se diverte. E DUOLINGO fazia sucesso.
   

Conforme o DUOLINGO se popularizava pelo mundo, os usuários começaram a pedir que línguas indígenas, em extinção e até fictícias fossem adicionadas. Foi então, que com base em seu histórico de crowdsourcing, Von Ahn criou em outubro de 2013 o DUOLINGO INCUBATOR, que reúne linguistas, falantes nativos e leitores de livros para que contribuam com palavras e frases do vocabulário a fim de construir novos cursos. Isto possibilitou a introdução de cursos de línguas pouco faladas como havaiano, navajo, gaélico, catalão e latim, além de línguas fictícias como Klingon de Star Trek (esta introduzida em 2018) e High Valyrian de Game of Thrones (há mais de 1.2 milhões de usuários estudando este idioma, lançado em 2017). Quando um novo curso é lançado, ele fica em fase beta até que seus desenvolvedores decidam que já está totalmente pronto. Nesta época o DUOLINGO tinha introduzido outros idiomas (como russo, romeno, polonês, holandês, húngaro, turco, japonês e chinês) para falantes em inglês.
   

Como apenas dois clientes, CNN (conheça a história deste ícone da mídia americano aqui) e BuzzFeed, que assinavam contrato para serviços de tradução, no ano de 2014, o aplicativo abandonou esse negócio para se concentrar apenas nos cursos de idiomas e, nos três anos seguintes, apesar de milhões de usuários utilizarem o DUOLINGO, a empresa praticamente não obteve receita. Mas depois de arrecadar US$ 38 milhões em dinheiro de capital de risco, Von Ahn tinha mais do que suficiente para continuar evoluindo o DUOLINGO. Assim, ele contratou linguistas e pesquisadores de aquisição de segunda língua que adicionaram instruções extras, como dicas de gramática e tabelas de conjugação. Neste período o DUOLINGO passou a oferece idiomas populares como coreano, vietnamita, tailandês e híndi (língua mais popular e falada na Índia).
   

Depois, a empresa lançou em 2015 o Duolingo for Schools, uma plataforma integrada com escolas, professores e ministérios de educação ao redor do mundo, que tinha como objetivo desenvolver a paixão por idiomas e ensinar de forma mais rápida dentro das salas de aula. Como em muitos países existe uma escassez de professores fluentes em idiomas estrangeiros, essa ferramenta se tornou muito importante e atualmente já é utilizada por mais de 100 mil professores e instituições de ensino ao redor do mundo. Com isso, em 2015, o DUOLINGO alcançou 85 milhões de usuários ao redor do mundo, sendo 22 milhões deles na América Latina, além de lançar o idioma árabe para falantes em inglês.
    

Em 2016, como forma de trabalhar em outro potencial gerador de receita, a empresa lançou o Duolingo English Test (DET), teste de proficiência na língua inglesa para competir com o TOEFL, o exame de proficiência dominante em inglês para estudantes estrangeiros que desejam se matricular em universidades americanas. O Teste de Inglês do Duolingo (DET) custa US$ 49, dura 45 minutos ou menos e pode ser acessado remotamente, desde que o computador do aluno tenha um microfone e uma câmera em funcionamento para evitar fraudes. Mais de 3.000 instituições de ensino e universidades, incluindo as tradicionais Yale, Columbia, UCLA, Johns Hopkins e Duke, já o aceitam como substituto do TOEFL. Ainda em 2016, lançou o DUOLINGO CLUBS, uma nova função do aplicativo que permitia ao usuário, junto de colegas e familiares (até 15 pessoas), criar grupos de estudos colaborativos para competir uns com os outros, cumprir metas, acompanhar o progresso e criar uma tabela de classificação. Nesta época, o DUOLINGO já oferecia 66 cursos de idiomas e tinha mais de 100 milhões de usuários.
  

Em 2017, a empresa introduziu novos geradores de receita, como anúncios do Google e do Facebook, e lançou o serviço de assinaturas sem anúncios publicitários e com possibilidade de estudar offline (DUOLINGO PLUS). Desse modo, a empresa terminou o ano com receita de US$ 13 milhões. Enquanto isso, a popularidade do DUOLINGO crescia e novos idiomas estavam sendo adicionados rapidamente. Em novembro de 2020, o DUOLINGO atingiu a marca de 500 milhões de downloads. Este número só foi atingido em virtude da pandemia do COVID-19 e o isolamento social. O número de usuários ativos aumentou 30%, já que muitas pessoas que ficaram em casa aproveitaram o maior tempo livre para aprender ou aperfeiçoar um novo idioma. Além disso, após captar US$ 35 milhões, o DUOLINGO foi avaliado em US$ 2.4 bilhões por investidores, processo em inglês chamado de valuation. Desde sua fundação a empresa já captou mais de US$ 183 milhões em investimentos. Em abril de 2021, o DUOLINGO lançou seu mais novo curso: iídiche para falantes de inglês. Uma curiosidade: iídiche, historicamente falado pelos judeus asquenazes (provenientes da Europa Central e Oriental), era amplamente usado antes do Holocausto e chegou a ter 13 milhões de falantes - hoje são cerca de 600 mil.
   

O DUOLINGO é uma plataforma de ensino de idiomas que compreende um site, aplicativos para diversas plataformas e também um exame de proficiência digital. Utiliza dois pontos para atrair, reter e manter seus milhões de usuários motivados: a gamificação e a inteligência artificial. A gamificação traz a competitividade - quem acerta a lição ganha vidas e quem erra, perde - com ranking mundial e personalizado, entre amigos. A plataforma também faz o que chamam de “sistemas de ofensivas”, uma forma de estimular o aluno a estudar todos os dias um pouco e não de forma intermitente. Quanto à inteligência artificial, ela atua em duas frentes: ajuda a ensinar em grande escala e, com o machine learning, a personalizar o estudo de cada usuário. Assim, se o aluno erra muito um tipo de lição, eles sugerem outra atividade para ver se melhora. Vale ressaltar que o DUOLINGO promete apenas levar os usuários a um nível entre iniciante avançado e intermediário inicial. Cada curso completo ensina, em média, mais de duas mil palavras. Adicionalmente, existe uma seção de vocabulário na qual as palavras que já foram aprendidas podem ser revistas.
  

De onde vem o faturamento? 
O DUOLINGO adotou três maneiras de monetização. A mais rentável para a plataforma é a versão paga do aplicativo (DUOLINGO PLUS, na qual o usuário fica livre dos anúncios, tem vidas ilimitadas e, com isso, não precisa parar ou ver um anúncio para ganhar mais tempo no app). A outra forma é a publicidade, que aparece na versão gratuita, entre as lições. A terceira maneira é por meio do teste do nível de inglês. O Duolingo English Test é aceito em mais de 3 mil universidade no mundo e tem a vantagem de ser feito de casa, com um computador e acesso à internet.
  

A mascote 
O animal símbolo da sabedoria é a coruja. Talvez por isso, a marca tenha como mascote uma perspicaz coruja verde, batizada de DUO, que simboliza o conhecimento, a sabedoria e o aprendizado. Já a cor verde foi escolhida para sacanear um dos diretores da empresa. Isto porque, o tal do diretor disse que a mascote poderia ser de qualquer cor, menos verde, pois ele a odiava. Então, foi exatamente o que escolheram, para sacaneá-lo. Praticamente onipresente no DUOLINGO, a coruja serve, às vezes, como um treinador/professor para motivar os usuários a atingir níveis mais altos de aprendizado, e pode também instruí-los em diversos aspectos do aplicativo. Por isso, não raramente, a mascote veste diversas vestimentas em diferentes ocasiões, como uma beca, uma roupa de treinador e professor ou um até chapéu. Além disso, DUO é usado pelo aplicativo para incentivar os usuários a terminarem as aulas, às vezes de forma bem criativa: aparece na caixa de entrada de e-mail do usuário, chorando em uma piscina de lágrimas e implorando para ele voltar ao aplicativo.
  

Ao longo dos anos, o design da mascote foi sendo atualizado e modernizado. O design original de 2011 (quando o app foi disponibilizado na versão beta) tinha traços simples e a palavra DUO representado os olhos e o bico da coruja. A primeira reformulação ocorreu em 2012, quando o DUOLINGO foi lançado oficialmente ao público em geral. Mais detalhado e totalmente em 3D, DUO ganhou olhos reais e um bico amarelo mais chamativo. Pouco depois, em 2014, o design da corujinha foi simplificado e modernizado, se assemelhando a um personagem de videogame, ou seja, uma identidade gamificada. O atual design da coruja foi apresentado em 2019, depois da marca identificar alguns problemas com o anterior, que tinha apenas duas versões: feliz e chorando. O novo design da mascote foi desenvolvido para facilitar a animação. Usa uma geometria bem simples. Suas asas são semi-círculos que ficam escondidos atrás do corpo. Quando ele vira ou quando aparece de lado, seu formato é bem previsível. Ele é basicamente um cilindro com asas, e isso reduz bastante o tempo de ilustração e animação.
  

Outro ponto-chave para a alteração do design foi buscar aproximar ainda mais a coruja dos usuários a partir de reações e expressões faciais no aplicativo. Isso porque o DUOLINGO se trata de um aplicativo que utiliza a “gamificação” para o aprendizado. Era preciso um leque abrangente de emoções como visto nos videogames. Na imagem abaixo é possível ver o novo design de DUO aplicado de várias formas.
  

Os novos personagens 
Em 2020, a simpática corujinha verde ganhou uma divertida turma de personagens para ajudar os usuários a aprender melhor novos idiomas, mesmo durante as aulas mais difíceis. Os personagens funcionam como guias dentro do aplicativo, torcendo por você se acertar uma resposta ou reagindo de forma desapontada (ou atrevida) se errar. Todos os nove personagens do Duolingo Project World têm personalidades únicas e servem como guias para tornar um novo idioma mais familiar.
  

Ao projetar os personagens que habitam o mundo de DUOLINGO, a equipe de criação queria manter os mesmos elementos de design de sua mascote, com seus olhos grandes, corpo simples e pés separados. Como a maioria dos personagens de desenhos animados, o design é informado pela personalidade de cada um - os triângulos são dinâmicos, os quadrados são sólidos e os círculos são divertidos, por exemplo. Decidiram deixar o design guiar as personalidades dos personagens. Então, uma garota com cabelo roxo e muitos ângulos agudos se tornou uma emo chamada Lily; um sujeito redondo com barba e de bom coração é Vikram; e um personagem infantil atarracado e cheio de energia tornou-se o Junior. Também decidiram que, para que a experiência fosse autenticamente imersiva, teriam que adicionar vozes, em vez de confiar em suas vozes padronizadas, masculinas ou femininas. Eles contrataram um dublador para cada personagem e trabalharam com a Microsoft (conheça essa outra história aqui) para criar fontes personalizadas de conversão de texto em voz.
  

A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas alterações ao longo dos anos. O logotipo original, criado ainda em 2011 para a versão beta (privada) utilizava dois tons de cinza no nome da marca, além de um traço verde abaixo de DUO, representando um sorriso. Quando DUOLINGO foi oficialmente lançado em 2012, a marca apresentou uma nova identidade visual inteiramente em verde-claro e mais limpa que a anterior. O atual logotipo da marca foi apresentado em 2019 com uma nova tipografia de letra, mais densa e impactante.
  

Com a nova identidade visual, a marca também atualizou seus logotipos secundários (com a coruja, que também estava com design novo) e o ícone do aplicativo.
   

Os slogans 
The world’s #1 language learning app. 
Learn a language for free. Forever. 
Fun. Free. Effective. Forever. 
Everyone can Duolingo. 
Free language education for the world. 
O aplicativo de idiomas mais popular do mundo. 
Aprenda idiomas de graça. Agora e sempre. 
Aprenda idiomas de graça. Para sempre.
  

Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Lançamento: 19 de junho de 2012 
● Criador: Luis von Ahn e Severin Hacker 
● Sede mundial: Pittsburgh, Pensilvânia, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Duolingo Inc. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Luis von Ahn 
● Faturamento: US$ 200 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Usuários: 500 milhões 
● Presença global: 194 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 250 
● Segmento: Educação online 
● Principais produtos: Aplicativo de cursos de idiomas 
● Concorrentes diretos: Babbel, Memrise, Busuu, Italki, Berlitz, Voxy, Mango Languages, Lingvist e Open English 
● Ícones: A coruja verde 
● Slogan: The world’s #1 language learning app. 
● Website: pt.duolingo.com/ 

A marca no mundo 
Atualmente o DUOLINGO oferece mais de 100 cursos de línguas em 40 idiomas diferentes para mais de 500 milhões de usuários (dos quais mais de 45 milhões são ativos) em 194 países ao redor do mundo. Aproximadamente 3% dos usuários ativos mensais utilizam o aplicativo na versão paga. O Brasil é o segundo mercado que mais utiliza o aplicativo (são mais de 30 milhões de usuários), atrás somente dos Estados Unidos. Por aqui, 61% das pessoas (11.7 milhões de usuários) utilizam o DUOLINGO para aprender inglês - 33% por conta dos estudos, 15.8% com foco em trabalho e 12.6% pensando em viagens. Os idiomas mais estudados pelos usuários ao redor do mundo são inglês, espanhol, francês, alemão e italiano. Por exemplo, nos Estados Unidos o idioma mais estudado é o espanhol; na América do Sul é o inglês; no Canadá é o francês; e na Austrália é o espanhol. Por mês, os usuários concluem mais de 7 bilhões de exercícios no mundo todo. 

Você sabia? 
Para falantes de português, são oferecidos cursos de inglês, espanhol, francês, alemão, italiano e esperanto. 
O DUOLINGO fez parte de uma onda de educação gratuita que atingiu a internet no início de 2010, à medida que os empresários viam as ferramentas da web e do celular como uma forma de abrir instituições consolidadas para as massas. 
Em 2015, um estudo independente, realizado por professores da Universidade da Carolina do Sul e da Universidade de Nova York, concluiu que 34 horas de utilização do DUOLINGO corresponderiam a um semestre universitário de estudos de um idioma. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Época Negócios, Isto é Dinheiro e Exame), jornais (Meio Mensagem, Estadão e Valor Econômico), CNN, sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 20/5/2021 

O MDM também está no Instagram. www.instagram.com/mdm_branding/

7.5.21

BUSCH BEER


Suas latas e garrafas são presença constante em pescarias, caças, caminhadas nas montanhas, trilhas, camping e até em pistas de automobilismo e campos de beisebol. Com raízes na tradição, ingredientes excepcionais e sabor refrescante, a BUSCH BEER é uma das cervejas preferidas de milhões de americanos. Considerada uma cerveja de nicho, voltada aos praticantes de atividade ao ar livre, sua imagem foi cunhada no poder refrescante e no estilo de vida repleto de natureza e ar puro. 

A história 
Tudo começou dentro da Anheuser-Busch, cervejaria fundada em 1852 e que produzia a popular Budweiser (conheça a história deste ícone americano aqui), primeira cerveja nacionalmente americana. A cervejaria havia passado por períodos difíceis em decorrência da Lei Seca (1920-1933) e da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), e desejava ampliar seu portfólio de produtos para saciar a emergente classe média americana. Em 1955, o então presidente da empresa, August A. Busch Jr., fez uma aparição na televisão para anunciar com sucesso o primeiro grande lançamento de uma nova cerveja depois do período de proibição da década de 1930, surgindo assim à BUSCH BAVARIAN BEER, uma cerveja tipo american lager e acessível (mais barata), inspirada nos Alpes da Baviera. A cerveja extremamente refrescante foi lançada no mercado com o slogan “Clear and bright as Mountain Air” e direcionado a um público de gostava de atividades ao ar livre, inicialmente associada ao esqui. Era tão refrescante quanto um riacho frio da montanha, o que explica as populares montanhas geladas que se tornaram ícone da marca. Nessa época a cerveja era vendida regionalmente nas regiões sul, meio-oeste e meio-atlântico do país.
  

A BUSCH BAVARIAN passou mais de duas décadas “escondida” no enorme portfólio de cervejas da Anheuser-Busch, sendo mais consumida regionalmente, especialmente no meio-oeste americano. Foi então, que no ano de 1979, a empresa resolveu relançar, agora nacionalmente, a cerveja com um novo nome: BUSCH BEER. A cerveja também apresentou uma nova fórmula, ainda mais leve e refrescante, além de se manter como uma marca mais acessível no segmento. A campanha de relançamento da marca também contou com um novo posicionamento que passou a comunicar a cerveja para amantes e praticantes de atividades ao ar livre, como pesca, caça, camping e trilhas. Com isso surgiu o popular slogan “Head For The Mountains” e a expressão “Buschhhhhh” como o próprio som de refrescância da marca.
   

Uma década mais tarde, em 1989, a empresa resolveu ampliar a linha de produtos da marca com o lançamento da BUSCH LIGHT DRAFT (a expressão “draft” seria retirada do nome em 1994), uma cerveja com apenas 4.1% de graduação alcoólica, um sabor muito mais leve e menos calorias (95 calorias por lata) e apenas 3.2 gramas de carboidratos, quase a metade da versão original. A nova cerveja rapidamente se tornou um enorme sucesso, sendo uma das mais vendidas da Anheuser-Busch.
   

A década seguinte foi marcada pela expansão do portfólio da marca. Começou em 1994 com o lançamento da BUSCH BEER NA, primeira cerveja sem álcool da marca. E prosseguiu em 1995 com o lançamento no mercado da BUSCH ICE, uma cerveja que passa por um processo de fabricação completamente diferente, chamado de “Ice-brewing”, no qual a cerveja é levada a temperaturas abaixo de zero e, em seguida, os cristais de gelo são removidos dando a ela maior teor de álcool (5.9%). A nova versão foi apresentada ao público com o slogan “Brave The Cold”.
  

Nos anos seguintes, a BUSCH BEER foi conquistando cada vez mais o consumidor, alcançando o posto de segunda marca mais vendida da Anheuser-Busch no mercado americano. E isto se deveu em grande parte, ao aumento do consumo de cervejas com baixas calorias e com menos teor alcoólico, tornando a BUSCH LIGHT uma das líderes de mercado em sua categoria. Além disso, a BUSCH BEER iniciou o lançamento de edições limitadas ligadas aos temas natureza, animais e atividades ao ar livre. Como por exemplo, em 2006 quando a marca lançou latas temáticas que estampavam imagens da vida selvagem e da natureza, parte da campanha “The Great Outdoors”.
  

A cerveja BUSCH LIGHT alcançou um status de ícone cult nos estados do meio-oeste americano. Durante anos, como forma de piada, os consumidores a chamavam de “Busch Latte”. Por isso, em 2019, em alguns estados americanos, a marca resolveu entrar na brincadeira e lançar uma edição limitada de latas com o nome BUSCH LATTE. Junto com o novo nome (por tempo limitado), apresentou o slogan “Brewed for America’s Heartland” (algo como “Feito para o coração da América”). O ano de 2020 se tornou histórico nos 65 anos de história da marca com o lançamento da BUSCH LIGHT APPLE, a primeira inovação de sabor da cerveja. A nova versão, que esteve disponível por tempo limitado, era uma cerveja light feita com sabores naturais de maçã.
   

Com ingredientes de alta qualidade, uma mistura de lúpulos americanos e importados e uma combinação de grãos finos, além de um preço ligeiramente inferior ao da marca principal Budweiser, a BUSCH BEER é a segunda marca mais popular da cervejaria Anheuser-Busch e se tornou um verdadeiro ícone no segmento para os americanos.
  

A comunicação 
Há décadas a BUSCH BEER tem um posicionamento forte e marcante: The beer brewed for the Great Outdoors (algo como “A cerveja fabricada para as atividades ao ar livre”). Com uma comunicação voltada a um público de 35 anos ou mais e que são amantes de atividades ao ar livre, como pescarias, caça, trilhas, caminhadas e camping, a BUSCH BEER se tornou uma das mais fortes marcas de cerveja do mercado americano. Em 2017, a marca lançou a evolução de sua popular campanha “The Great Outdoors”, que continuou a honrar essas raízes profundas e celebrar aqueles que são apaixonados por atividades ao ar livre a se sentirem à vontade quando cercados pelas florestas, rios e riachos. Essa campanha apresentou, por tempo limitado, latas com cores ousadas e imagens da vida selvagem. E para reforçar esse posicionamento a marca trabalha com a Ducks Unlimited e a National Forrest Foundation para ajudar a conservar pântanos e 200 milhões de acres de florestas. Por isso, todos os anos a marca lança latas de edição limitada com impressão camuflada.
  

Em 2017, pela primeira vez em sua história, a BUSCH BEER resolveu anunciar no intervalo do Super Bowl, a grande final do futebol americano profissional e que possui os 30 segundos mais caros da TV mundial. O comercial apresentou em primeira mão a mascote da marca: Busch Guy (interpretado pelo ator Gerald Downey) e trouxe uma atualização que aparecia nos antigos anúncios de TV da marca que transformam o abrir de uma lata da cerveja (“Buschhhhhh”) em um som da natureza. Assista ao comercial abaixo (é preciso fazer login para comprovar ser maior de idade).
  

Como um dos companheiros e melhor amigo dos praticantes de atividades ao ar livre é o cachorro, mais recentemente a BUSCH BEER resolveu colocá-los no centro de sua comunicação, marketing e até no desenvolvimento de produtos específicos para os bichanos. Com isso, em setembro de 2020, a marca lançou no mercado a BUSCH DOG BREW, uma espécie de cerveja (claro que sem álcool e lúpulo), feita com caldo de carne de porco com osso, água, milho integral, aipo, manjericão, hortelã, cúrcuma e gengibre. Segundo a marca, a bebida tem muitos nutrientes e um sabor muito agradável para os cachorros. Tudo para que os amantes da BUSCH BEER possam desfrutar de uma bela cerveja gelada com seu amigo peludo. Uma curiosidade: se quiser brindar junto com seu cãozinho e tomar, está liberado, pois a marca relatou que a bebida não faz mal para os humanos. Com esse novo produto a marca também busca apoiar cachorros que precisam de lares e abrigos, ao reverter parte das vendas para ajudar esses animais em parceria com a Best Friends Animal Society.
  

Além disso, a BUSCH BEER lançou uma promoção inusitada durante esse período de reclusão por causa da pandemia do COVID-19. A marca ofereceu três meses de cerveja grátis a 500 pessoas que adotassem cães de um abrigo em Minneapolis, no estado americano de Minnesota. E os peludos de quatro patas continuaram fazendo parte da comunicação da marca quando, em abril de 2021, lançou mais uma promoção inusitada que pagava US$ 20 mil, mais benefícios, em busca de um CTO (Chief Tasting Officer) peludo e de quatro patas, cuja principal tarefa será testar e promover nas redes sociais a BUSCH DOG BREW.
  

A BUSCH BEER também tem uma forte ligação com os esportes americanos, como por exemplo, beisebol e futebol americano universitário, além da NASCAR, principal e mais popular categoria do automobilismo na América, onde a marca é patrocinadora da equipe Stewart-Haas Racing (SHR) e do carro #4 do piloto Kevin Harvick, que ostenta pinturas especiais da cerveja em várias corridas. A marca foi a cerveja oficial da NASCAR entre 1988-1997 e 2019-2021.
  

A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas alterações ao longo dos anos. A primeira alteração ocorreu em 1979, quando a cerveja foi renomeada para BUSCH BEER.
   

Na década de 1980 a marca apresentou um logotipo com nova tipografia de letra e, depois, acrescentou as populares montanhas geladas à sua identidade visual. Depois de passar por uma remodelação acentuada, no ano de 2017 a marca adotou um novo logotipo que apresentava a volta das populares montanhas, com um design moderno, e nova tipografia de letra e cores.
  

A BUSCH BEER também utiliza um logotipo secundário, que nada mais é que a reprodução de seu rótulo. As montanhas geladas no rótulo e logotipo fazem alusão à afirmação da marca de ser “As crisp and cold as a mountain stream” (em tradução livre “Tão nítido e frio como um riacho de montanha”).
   

Os slogans 
The Sound of Refreshment. (2019) 
Brewed for America’s Heartland. (2019) 
Crisp. Cold. Buschhhhh. (2017) 
Here’s to Earning It. (2014) 
You’ve earned it. (2013) 
Mountains of Real Beer Taste. (1994) 
Head For The Mountains. (1979)
Buschhhhhh. (1979) 
Clear and bright as Mountain Air. (1955)
  

Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Lançamento: 1955 
● Criador: Anheuser-Busch 
● Sede mundial: St. Louis, Missouri, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Anheuser-Busch Companies LLC 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Michel Doukeris 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 2 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Segmento: Cervejaria 
● Principais produtos: Cervejas 
● Concorrentes diretos: Miller, Michelob Ultra, Coors, Icehouse, Corona, Milwaukee’s Best, Heineken e Blue Moon 
● Ícones: As montanhas geladas 
● Slogan: The Sound of Refreshment. 
● Website: www.busch.com 

A marca no mundo 
A BUSCH BEER comercializa suas cervejas nos Estados Unidos e no Canadá, sendo uma das marcas mais populares. No enorme e competitivo mercado americano a marca ocupa as posições de décima e nona mais consumida, respectivamente com as versões original e light. O consumo anual dessas duas versões entre os americanos é superior a 10 milhões de barris. A marca é de propriedade da Anheuser-Busch, maior cervejaria dos Estados Unidos. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 7/5/2021