26.6.20

ITUBAÍNA


Imagine uma popular marca de refrigerante que para muitos consumidores remete à infância. Que não tenha a tradicional embalagem vermelha e branca. Mas cujo refrigerante é reconhecido pelo seu sabor inconfundível de tutti-frutti. Essa é a Itubaína, há mais de 65 anos levando sabor e momentos de alegria para milhões de famílias brasileiras. Por isso, Itubaína pode ser considerada uma verdadeira “fórmula do sucesso” em um segmento altamente competitivo. 

A história 
Tudo começou em 1939 quando Arthur Primo Schincariol, filho de imigrante italiano, na cidade de Itu, interior do estado de São Paulo, começou a produzir aguardente, licor de cacau, vinho quinado, anisete, groselha e refrigerantes com sabores de frutas em uma pequena fábrica no quintal de sua casa. Praticamente tudo era feito manualmente e, por essa razão, não havia um padrão nos sabores das bebidas produzidas. O próprio Primo Schincariol entregava toda a produção, em cima de uma carroça puxada por uma mula, aos poucos bares que a cidade possuía no início dos anos de 1940. Com o crescimento da empresa, então denominada Schincariol, em 1954 ele resolveu aproveitar a popularidade das tubaínas (refrigerantes adocicados, feitos geralmente com guaraná e aromatizante com sabor de frutas) para lançar no mercado um refrigerante com sabor de tutti-frutti, distribuído em garrafas de vidro 600 ml no interior de São Paulo. O nome Itubaina (inicialmente escrito sem acento) foi uma singela homenagem a cidade de Itu, onde estava localizada a planta industrial da empresa.


Nas décadas seguintes, o consumo de Itubaína se espalhou pelo interior do estado de São Paulo. Em 1975 a empresa resolveu lançar um novo sabor do refrigerante: maçã. Com isso a marca ofereceu mais uma novidade para o mercado e para a mesa de milhões de brasileiros. Nos anos seguintes Itubaína se tornou popular também na capital paulista e litoral, onde era amplamente distribuída em bairros da classe mais pobre da população. Já em 2000, após ouvir os pedidos e apelos dos consumidores, a marca lançou no mercado a primeira garrafa pet de 2 litros, oferecendo mais uma opção prática para dividir com família e amigos.


Em 2008, aproveitando a “onda de nostalgia” que inundava o mercado, foi lançada a Itubaína Retrô, uma edição especial de embalagens que aliavam um ar nostálgico a um conceito divertido, disponível nas novidades lata (350 ml) e long neck (355 ml), nos sabores tradicional e zero açúcar. As embalagens resgatavam imagens estilizadas da década de 1950 em três diferentes rótulos colecionáveis. Para marcar seu diferencial no mercado de refrigerantes, Itubaína Retrô foi comercializada com exclusividade em bares e restaurantes conceituados, que atraíam o público jovem, descolado e aberto às novidades. A marca não imaginava que uma simples mudança na roupagem das embalagens faria tanto sucesso, a ponto de reconquistar os consumidores entre 25 e 35 anos por conta da lembrança da infância, e atrair novos fãs mais jovens por causa do design moderno.
 

Em 2011 a japonesa Kirin adquiriu o Grupo Schincariol, que também fabricava cerveja desde 1989, e consquentemente a marca Itubaína. Pouco depois, empolgada com o sucesso da versão retrô, a partir da qual a marca assumiu um posicionamento emocional, a Itubaína lançou duas novas embalagens para sua linha regular: a garrafinha, em 2012, e a lata, em 2013, aumentando ainda mais seu portfólio. Em 2014 Itubaína foi lançada no estado da Bahia, onde rapidamente se tornou popular. Em 2015 a Itubaína, em uma ação de co-branding com a Sorvetes Rochinha, lançou o picolé sabor Itubaína, em edição limitada. Foi a primeira vez que o sabor do tradicional refrigerante poderia ser provado em outro produto. No ano de 2016, em mais uma criativa ação de marketing, a Itubaína anunciou uma parceria com a Estrela (sim, aquela mesma que fabrica brinquedos), que resultou em uma coleção de latas especiais para comemorar o dia das crianças. As latinhas foram ilustradas com grandes clássicos da Estrela, como os brinquedos Autorama, Aquaplay, Banco Imobiliário e Genius. Mais uma vez a marca apelava para o lado emocional e afetivo do consumidor: infância misturada com sabor de tutti-frutti. Além disso, a marca iniciou a expansão em 50% de seus pontos de venda, de 650 mil para 1 milhão, nos dois anos seguintes, principalmente nas regiões sul e sudeste.


Em 2017, com a compra da Brasil Kirin pela Heineken Brasil, a marca Itubaína passou a fazer parte do portfólio da cervejaria holandesa. Ainda neste ano a marca ampliou sua linha de embalagens ao lançar o tradicional refrigerante em garrafas de 500 mililitros. Além disso, lançou o novo sabor groselha em edição limitada em homenagem ao aniversário da cidade de São Paulo. Apesar de ter feito enorme sucesso à época, o sabor não está mais disponível no portfólio da marca. A marca também investiu em ações de marketing com o lançamento de uma edição limitada com 10 latas que traziam desenhos e gravuras de super heróis e os poderes que aspirávamos em ter na infância. As latas faziam parte da campanha “A imaginação é seu maior poder”.


E na comunicação, contratou Palmirinha, famosa pela sua simpatia e por seu programa de culinária na TV, para ser a nova “vovó propaganda” da marca, que brilhou nas redes sociais e no comercial em que revelava a fórmula secreta da Itubaína, feita de sonhos de infância e boas recordações com ingredientes como pecinhas de Lego, ioiô, palitinho, videogame, entre outras coisas que marcaram a vida de muitas pessoas.


Depois de mais de quatro décadas sem lançar um novo sabor fixo em seu portfólio, em 2018, a Itubaína decidiu apresentar ao mercado uma novidade: Itubaína Guaraná. A novidade era resultado do posicionamento da marca, de resgatar a memória afetiva dos seus consumidores e estimular momentos de diversão. O novo refrigerante é produzido com 100% de sementes da Amazônia, preservando o sabor marcante do guaraná e a originalidade de Itubaína. A bebida chegou ao mercado nos sabores regular - formulada com redução de 30% de açúcar em relação a outros sabores da marca - e zero açúcar. O novo sabor foi um enorme sucesso, aumentando as vendas da marca, atraindo uma nova geração de fãs e, claro, incomodando um gigante chamado Guaraná Antarctica.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas alterações ao longo dos anos, adquirindo uma grafia mais moderna e atraente. Durante muitos anos a marca utilizou uma identidade visual com a cor azul. Mas foi em 2015 que aconteceu uma modificação radical em sua identidade visual: uma versão retrô (que já era adotada desde 2008 para a versão lata e long neck) com traços modernos e detalhes que remetem à sua longa e feliz história. Com esse novo logotipo a marca reafirmava seu posicionamento de resgatar boas memórias e celebrar bons tempos, além de usar a memória afetiva dos seus consumidores para estreitar o relacionamento. Em 2020, uma das mais icônicas marcas de refrigerantes do mercado brasileiro, apresentou sua nova identidade visual (incluindo uma nova tipografia de letra), cujo principal objetivo foi rejuvenescer a marca, mantendo sua essência autêntica.
 

Os slogans 
O delicioso gosto do sabor saboroso. (2018) 
Gostoso como ser criança. (2016) 
A imaginação é seu maior poder. (2015)
O sabor que fica na lembrança. 


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Lançamento: 1954 
● Criador: Arthur Primo Schincariol 
● Sede nacional: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Heineken Brasil 
● Capital aberto: Não 
● Presidente: Maurício Giamellaro 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: Não (presente somente no Brasil) 
● Segmento: Refrigerantes 
● Principais produtos: Refrigerantes a base de tutti-frutti, maçã e guaraná 
● Concorrentes diretos: Turbaína, Xereta, Guaraná Antarctica, Dolly, Kuat, Baré, Fanta e Guaraná Jesus 
● Ícones: O sabor tutti-frutti 
● Slogan: O sabor que fica na lembrança. 
● Website: www.itubaina.com.br 

A marca no Brasil 
Os refrigerantes da marca Itubaína, que traz em seu DNA o saudosismo da infância, tem forte presença na capital paulista (seu maior mercado) e cidades do interior, distribuído também no Rio de Janeiro, Minas Gerais, estados do sul, centro-oeste e em parte das regiões norte e nordeste. O refrigerante pode ser encontrado na tradicional embalagem de vidro de 600 ml (mais comum em padarias, bares e restaurantes), long neck de 355 ml e em PETs de 237 ml, 1 litro e 2 litros, além da lata de 350 ml. 

Você sabia? 
Os fervorosos fãs do refrigerante são chamados popularmente de Itubaína Lovers
As tubaínas são refrigerantes adocicados, feitos geralmente com guaraná e aromatizante com sabor de frutas. Há diferentes versões para sua origem. Uma delas aponta que o inventor foi José Miguel de Andrade, proprietário da fábrica de licores e vinagres Andrade, fundada em 1890, em Piracicaba. Uma segunda versão afirma que o refrigerante foi criado com o nome Etubaína na fábrica de refrigerantes Orlando, na década de 1930, também em Piracicaba. O refrigerante era produzido com banana, pêssego, pera e morango. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Exame, Veja, Embalagem Marca e Isto é Dinheiro), jornais (Meio Mensagem, Folha e Estadão), sites de notícias (UOL e IG), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 26/6/2020

14.6.20

BAIDU


Possui o motor de busca na internet mais popular da China. Tem seu próprio aplicativo de mapas. Opera no setor de armazenamento na nuvem e, de quebra, vem desenvolvendo seu próprio carro autônomo. Se você pensou naquele logotipo colorido, errou feio. É o BAIDU, popularmente conhecido como “Google chinês” e uma das maiores companhias de internet do mundo, cuja missão é descomplicar a vida através de inovadoras tecnologias. 

A história 
A história do BAIDU remonta a uma época em que o Google ainda estava em desenvolvimento. Em 1994, Robin Li (nascido como Li Yanhong), trabalhando para a Down Jones and Company, começou a pesquisar algoritmos para mecanismos de busca na internet. Ele desenvolveu o RankDex em 1996, um algoritmo que classificava páginas da web. Com patente concedida nos Estados Unidos, o RankDex foi o primeiro mecanismo de pesquisa que utilizava hiperlinks para medir a qualidade dos sites indexados. Após trabalhar por quase dois anos para a Infoseek, empresa pioneira em mecanismos de busca na internet, Robin retornou para a China em 1999 com o intuito de criar um novo negócio no então promissor mercado. Naquela época, o uso da internet estava apenas começando e era uma terra de enormes possibilidades. Robin (foto abaixo) e o ex-colega de classe Eric Xu, iniciaram a construção na web chinesa de um “crawler”, nome técnico para um servidor que varre, lê e organizava sites de acordo com palavras-chave. Era embrião da nova empresa que a dupla registraria pouco depois. Inicialmente eles lançaram um serviço de pesquisa paga para grandes corporações. Porém após menos de um ano, descartaram essa ideia e lançaram no dia 18 de janeiro de 2000 o BAIDU como um serviço de buscas na internet.


O nome do novo empreendimento originou-se de uma citação da última linha do poema clássico de Xin Qiji - “Green Jade Table in The Lantern Festival” - escrito durante a Dinastia Song (que governou a China de 960 a 1279) e que fala sobre a busca incerta pelo amor. BAIDU, cujo significado literal pode ser traduzido como “centena de vezes” (“Bai” significa centena e “du” vezes), representava uma busca persistente pelo ideal. Até hoje, as salas de reunião na sede da empresa em Pequim têm nomes de poemas chineses.


O primeiro escritório da empresa estava localizado em um quarto de hotel, perto da Universidade de Pequim, onde Robin se formou em gerenciamento de informações (também fez mestrado em ciência da computação na State University of New York, na cidade de Buffalo). Em um período de apenas um ano, o índice de páginas pesquisáveis atingia quase o dobro do tamanho de seu concorrente mais próximo na China. Em 2001 o BAIDU disponibilizou um sistema de leilões que permitia aos clientes fazerem lances para o posicionamento prioritário de links de anúncios, em busca de palavras-chave específicas dos usuários da plataforma, e pagassem toda vez que houvesse um clique no anúncio. Foi uma inovação utilizada antes mesmo da abordagem do Google à publicidade online. Em 2002 lançou o BAIDU MP3 SERACH, mecanismo de busca de músicas em formato MP3 e suas listas abrangentes de música popular chinesa, como o Baidu 500, com base nos números de downloads.


Pouco depois, em 2003, o BAIDU lançou um mecanismo de busca de notícias e de imagens, adotando uma tecnologia especial capaz de identificar e agrupar os artigos. Além disso, nesse mesmo ano lançou o BAIDU TIEBA, uma comunidade online onde os usuários podem procurar ou criar um tópico (fórum), digitando uma palavra-chave. E, nos dois anos subsequentes, lançou novos produtos e serviços, como por exemplo, o BAIDU MAPS (2005), aplicativo de mapas digitais que hoje em dia possui mais de 350 milhões de usuários ativos no mundo; e o BAIDU KNOWS (2005), fornece aos usuários uma comunidade baseada em consulta para compartilhar conhecimento e experiência. Nesta época o boom digital chinês lançou na web centenas de milhões de internautas que variavam entre os serviços para fazer suas buscas. Em meio à feroz competição, a velocidade e a precisão dos resultados do BAIDU o tornou o líder local em buscas. O dia 5 de agosto de 2005 foi histórico para o BAIDU, pois marcou sua abertura de capital na Bolsa de Valores NASDAQ, sendo uma das primeiras companhias chinesas listadas. Dois anos mais tarde se tornaria a primeira empresa chinesa a ser incluída no índice NASDAQ-100.


Em 2006 a empresa lançou mais novidades: a rede social BAIDU SPACE e a BAIDU BAIKE (enciclopédia colaborativa online, uma espécie de Wikipedia chinesa), que hoje conta com mais de 16 milhões de artigos e 6.9 milhões de editores. Em 2008, além de iniciar seu serviço de busca no idioma japonês (BAIDU JAPAN), o primeiro serviço regular da empresa fora da China; lançou o Baidu Safety Center, que oferece aos usuários varredura de vírus gratuita, reparo do sistema e avaliações de segurança online; e o BAIDU YOUA, uma plataforma de comércio eletrônico através da qual as empresas podiam vender seus produtos e serviços em lojas registradas no BAIDU. No início de 2010, executivos do Google na China fizeram acusações veladas contra autoridades do governo chinês, o que resultou na transferência de seus servidores para Hong Kong. A consequência imediata foi o bloqueio, por parte das autoridades de Pequim, de todos os serviços do Google no país. A saída do Google beneficiou muito o BAIDU em termos de faturamento e participação de mercado. Mas até hoje a empresa precisa lidar com a desconfiança de que foi ela quem pressionou o governo chinês para expulsar seu concorrente do país. E desde então, o BAIDU é constantemente acusado de ter se tornado mais passivo que o necessário, removendo qualquer resultado que critique Pequim ou o Partido Comunista Chinês.


Com seu buscador dominando o mercado chinês e vários serviços populares, o BAIDU resolveu se aventurar em outras áreas da tecnologia com o lançamento em 2010 do serviço de streaming de vídeo iQiyi (hoje o mais utilizado na China com mais de 400 milhões de usuários ativos) e; em 2011 com um sistema operacional para dispositivos móveis (batizado de BAIDU YUN). A aventura da empresa nesse segmento não teve vida longa e, quatro anos depois, o sistema operacional foi suspenso. E ainda em 2011 foi lançado em versão beta o navegador BAIDU BROWSER, cuja interface era similar ao Google Chrome, baseado no WebKit capaz de executar torrents, e cuja versão mais atual (batizada de SPARK e lançada em 2016) é capaz de baixar vídeos de streaming (sim, como o YouTube), receber comandos por gestos e fazer capturas de tela sem necessidade de plugins; e um serviço de busca de música, que permitia aos usuários transmitirem, baixarem e criarem acervos de músicas licenciadas.


Pouco depois, em 2012, foi lançado o BAIDU WANGPAN (também conhecido como BAIDU CLOUD), serviço de armazenamento de dados em nuvem (hoje oferece 2 TB de espaço livre gratuitamente), ingressando assim em um segmento bilionário da tecnologia. Neste mesmo ano a empresa chinesa também apresentou um aplicativo para pesquisas em dispositivos móveis. A empresa lançou seu antivírus (gratuito) para PCs em 2013. Com mais de 10 milhões de usuários baixando o software (BAIDU ANTIVIRUS) somente nos primeiros três meses, muitos ficaram chocados ao descobrir que era quase impossível desinstalar o programa de seus dispositivos, e que outros produtos do BAIDU precisavam ser baixados também para manter o sistema antivírus funcionando.


Entre as grandes companhias de internet da China, o BAIDU foi certamente o que mais ousou em esforços de internacionalização, abrindo escritórios no Oriente Médio, Tailândia, Índia, Indonésia e Japão. Em quase todos, fracassou. Por exemplo, no Brasil a empresa lançou seu serviço de buscas (em português) no mês de julho de 2014. Durante a sua curta estadia em território nacional, a empresa chinesa empenhou seus esforços para a popularização de seu antivírus, navegador de internet, aplicativos e de seu buscador. Além disso, chegou até a adquirir fatia majoritária no Peixe Urbano, uma plataforma de e-commerce local que disponibiliza milhares de ofertas em vários segmentos. A empresa chinesa permaneceu no mercado brasileiro até 2018. Sua saída deveu-se em boa parte pela péssima imagem e alta rejeição no país, prejudicada pela instalação involuntária de seus programas, como antivírus e navegador de internet. A empresa chinesa apostou em algumas estratégias arriscadas de difusão de seus serviços que basicamente forçou sua entrada em computadores brasileiros. E se deu mal.


Ainda em 2014 a empresa inaugurou um moderno Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Sunnyvale, estado da Califórnia. Outros produtos e serviços lançados pela empresa neste período foram: BAIDU WALLET (2014); um aplicativo de pagamento que oferecia transferências interbancárias gratuitas e permitia pagar compras online e contas de serviços públicos; e o DUER (2015), um assistente de inteligência artificial ativado por voz e projetado para sugerir recomendações e realizar pedidos online. Entre outros produtos populares da empresa estão o BAIDU DICTIONARY (fornece aos usuários tradução de texto entre os idiomas chinês e inglês) e o aplicativo BAIDU (200 milhões de usuários diários), fortemente baseado em inteligência artificial e que oferece funções como: motor de busca, feed de notícias, comando de voz, reconhecimento de imagem (objetos e tradução, por exemplo) e modo infantil.


No início de 2017, o BAIDU iniciou atuação no segmento de Inteligência Artificial e Machine Learning. O primeiro produto comercial bem-sucedido desta nova estratégia foi uma solução de reconhecimento de voz e rosto, que permite a faculdades e prédios comerciais a autorizar ou negar o acesso de pessoas. Além disso, como a empresa chinesa pode usufruir de um extenso conjunto de dados, seu assistente de voz, chamado Duer, acumulou mais conjuntos de habilidades baseadas em conversas do que Alexa, Siri ou Cortana. Logo depois surgiu o RAVEN H, seu primeiro alto-falante inteligente que se destaca pelo design: parece uma pilha de quadrados de plástico, cuja parte superior é sensível ao toque e pode ser levantada. Outro fruto dessa estratégia de investimento em Inteligência Artificial ocorreu no começo de 2018, quando o BAIDU recebeu aprovação para começar a realizar testes de carros autônomos nas ruas de Pequim. Por meio do Programa Apollo (plataforma que permite transformar carros e ônibus em veículos autônomos), as tecnologias de Inteligência Artificial do BAIDU são disponibilizadas gratuitamente às montadoras como um cérebro para seus veículos. Em troca, a empresa obtém acesso aos dados para tornar seus algoritmos mais inteligentes. Ainda na área da Inteligência Artificial o BAIDU desenvolveu uma solução para prever se as células são normais ou cancerígenas. Os resultados de usar os algoritmos dessa maneira são promissores – um número menor de falsos positivos, por exemplo.


Apesar de todo o sucesso, a empresa tem sua parcela de críticas (e que são muitas). O BAIDU foi acusado de censura e de promover downloads ilegais de músicas. Sua imagem sempre sofreu porque os resultados da pesquisa seriam inundados com anúncios patrocinados, dificultando a identificação orgânica pelos usuários. Porém, nos últimos anos, o BAIDU está tomando cada vez mais medidas para tornar a experiência mais centrada no usuário - uma maneira melhor de exibir anúncios, semelhante à forma como o Google.


A evolução visual 
O logotipo da marca é composto por uma pata azul (isso pode ser interpretado como uma pata de cachorro, animal conhecido por suas excelentes capacidades de busca através do faro apurado) e pelo nome da marca (incluindo a escrita em chinês 百度). Essa identidade visual passou por apenas uma discreta remodelação. A principal alteração ocorreu em relação à tipografia de letra, que se tornou mais afinada.


Dados corporativos 
● Origem: China 
● Fundação: 18 de janeiro de 2000 
● Fundador: Robin Li e Eric Xu 
● Sede mundial: Pequim, China 
● Proprietário da marca: Baidu Inc. 
● Capital aberto: Sim (2005) 
● CEO: Robin Li 
● Faturamento: US$ 15.4 bilhões (2019) 
● Lucro: US$ 906 milhões (2019) 
● Valor de mercado: US$ 40 bilhões (junho/2020) 
● Presença global: 10 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 46.000 
● Segmento: Tecnologia 
● Principais produtos: Mecanismo de busca, antivírus e computação em nuvem 
● Concorrentes diretos: Google, Yahoo!, Microsoft, Alibaba, Tencent, Qihoo 360, ByteDance e Sohu  
● Slogan: Behind your e-success. 
● Website: www.baidu.com 

A marca no mundo 
Uma das maiores empresas de tecnologia do mundo, o BAIDU é um gigante robusto em termos de números: fatura mais de US$ 15 bilhões (dados de 2019), tem 700 milhões de usuários em seus vários serviços (somente um de seus aplicativos são 200 milhões de usuários por dia), é o segundo maior mecanismo de busca da internet no mundo, está entre os seis sites mais acessados do mundo e emprega mais de 46 mil pessoas. Atualmente seu principal serviço é o motor de buscas, mas a empresa também conta com diferentes produtos, incluindo plataforma de mapas, imagens, vídeos, notícias, antivírus, navegadores, marketing e publicidade online. Além disso, mais recentemente passou a investir em Inteligência Artificial, sistemas autônomos, hardware, software e serviços de computação em nuvem. Boa parte de seu faturamento provém da plataforma de pagamento por desempenho (P4P), que utiliza a tecnologia PPC (pagamento por clique). 

Você sabia? 
Em conformidade com a política chinesa de controle, o motor de busca da BAIDU filtra material controverso dos seus resultados de pesquisa. Isto não se aplica ao portal da BAIDU no Japão, que desvia 60% do seu tráfego antes de chegar à China continental. 
Um dos temas que mais incomoda os “Baiduers”, como são chamados os funcionários do BAIDU, é de que sua empresa é uma cópia de tecnologias do Google. 
O logotipo da BAIDU também adquire várias formas e design em datas comemorativas, igualmente ao seu principal concorrente. 
No início de 2020 o BAIDU lançou a sua blockchain própria com uma criptomoeda chamada Xuperchain


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Isto é Dinheiro, Veja e Exame), sites de tecnologia (Startse e Tech Mundo), portais (UOL), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 14/6/2020

2.6.20

CANAL TERRAVIVA


Leilões de gado e cavalo. Noticiários sobre o agronegócio brasileiro. Cotações e análises do mercado agropecuário. Programas sobre tecnologia no campo. Práticas de manejo sustentável. Ecologia. Culturas e hábitos do homem do campo. Tudo isso e muito mais na tela do TERRAVIVA, o canal especializado em agronegócios que se transformou em uma marca forte e reconhecida ao levar ao telespectador, do campo e da cidade, informações completas e debates essenciais. 

A história 
Tudo começou no início dos anos de 2000 quando o Grupo Bandeirantes iniciou uma diversificação com o lançamento de canais de TV a cabo segmentado, como por exemplo, o Band News (notícias) e o Band Sports (esportes). Johnny Saad, filho do fundador da Rede Bandeirantes e que também era criador de gado, se uniu ao pecuarista Jovelino Carvalho Mineiro Filho para lançar no dia 23 de março de 2005 o canal TERRAVIVA, voltado para os interesses e defesa do setor de agronegócios brasileiro. O novo canal surgiu com o firme propósito de prestar serviço, levar informação ao produtor e colher suas necessidades, anseios e problemas. Com um investimento inicial de US$ 3 milhões, o canal iniciou suas operações com cinco horas de transmissão ao vivo, que englobava telejornais, programas de entrevistas, debates com técnicos e especialistas de diversas áreas do agronegócio, reportagens especiais, dicas, cotações e previsão do tempo mais detalhadas. Na linha do entretenimento, o canal apresentou programas de música sertaneja, shows country (importados dos Estados Unidos), rodeios e atrações que mostravam o passo a passo de receitas da “culinária caipira”.
 

Voltado a assuntos dentro do universo do agronegócio, o canal tinha uma programação dedicada também à cobertura de eventos agropecuários, como feiras técnicas e leilões ao vivo, presenciais e virtuais. Para inovar, o TERRAVIVA apostou em um estúdio móvel acoplado a um caminhão (carreta), que percorria as principais feiras de agronegócios do país. Era um canal dedicado “a quem planta e cria”, como dizia seu slogan. Mesmo sendo oferecido de graça às operadoras, o canal TERRAVIVA foi inicialmente rejeitado e só não se tornou inviável porque estava na chamada banda C, faixa de frequências via satélite captada por antenas parabólicas comuns (na época 16 milhões de parabólicas em todo o país), sem custo ao telespectador, especialmente aos que viviam em áreas rurais. Poucos meses depois o canal chegou a TV paga sendo inserido nas operadoras, o que resultou em um enorme aumento em sua audiência e pessoas impactadas.


Nos anos seguintes, com o crescimento exponencial do agronegócio, que se transformou na principal locomotiva da economia brasileira, o canal TERRAVIVA ampliou sua base de telespectadores e aumentou sua influência levando ao telespectador, quer seja do campo ou da cidade, informações de qualidade e debates essenciais sobre a agropecuária brasileira. Além disso, o canal TERRAVIVA passou a gerar conteúdo do setor agropecuário para os demais canais do Grupo Bandeirantes de Comunicação. Em 2015, como comemoração de dez anos de vida, o canal resolveu investir em uma remodelação de sua grade de programação com a estreia de três programas diários: o jornal “Primeira Prosa” (informações da primeira hora do dia sobre meteorologia, mercado, política, agroeconomia e dicas técnicas sobre lavouras e rebanhos), a revista de variedades “Bem da Terra” (comportamento, dicas de saúde, gestão, entretenimento e notícias) e o caderno de serviços “Direito & Certo” (explicava de forma didática a legislação ambiental e esclarecia dúvidas dos produtores rurais sobre o assunto).


Em 2018 estreou o programa “Agro Forte, Brasil Forte”, que mostrava a força e a modernidade do principal produto da economia brasileira em uma revista dinâmica e completa (da inovação tecnológica em máquinas e serviços, às mais recentes técnicas de manejo e cultivo). Entre o final de 2018 e início de 2019, o sinal do canal TERRAVIVA passou a ser exibido em alta definição (HD) pelas antenas parabólicas de todo o Brasil. Mais recentemente, em 2020, o canal estreou o programa “Nosso Agro”, cujo objetivo é divulgar o trabalho dos produtores rurais e mostrar a importância da agropecuária à sociedade brasileira.


Face à evolução constante do agronegócio e o avanço da tecnologia na pecuária e na agricultura, o TERRAVIVA investe constantemente em seu desenvolvimento como veículo de comunicação. Dessa forma, está sempre pronto para acompanhar o ritmo acelerado do setor que mais cresce no país. A maior estrutura de geração de conteúdo do agronegócio. Uma rede de distribuição que integra TV aberta via satélite, TV por assinatura, internet e aplicativos. Por tudo isso, através de uma programação diversificada o canal TERRAVIVA leva diariamente informação qualificada e com pautas de real interesse do homem do campo e da cidade.


Os slogans 
O canal que planta e cria o futuro. (2019) 
O canal de quem planta e cria. (2005)


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 23 de março de 2005 
● Fundador: Johnny Saad e Jovelino Mineiro 
● Sede mundial: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Companhia Rio Bonito de Comunicações S.A. 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Rádio e Televisão Bandeirantes S/A) 
● Presidente: Johnny Saad 
● Diretora executiva: Maria Cristina Bertelli 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: Não (presente somente no Brasil) 
● Segmento: Comunicação 
● Principais produtos: Noticiários, leilões e programas sobre agronegócio 
● Concorrentes diretos: Canal Rural, AgroCanal, Canal do Boi e AgroBrasil TV 
● Slogan: O canal que planta e cria o futuro. 

A marca no Brasil 
Atualmente o TERRAVIVA, um dos principais veículos de comunicação do setor agropecuário no país, com sua atuação multitela, o que o torna um dos únicos canais do segmento a integrar TV paga, internet e aplicativos, está disponível em mais de 20 milhões de domicílios brasileiros, atingindo mais de 64 milhões de telespectadores. O diversificado conteúdo do canal (como jornais, reportagens e programas) também está disponível dentro da Band Internacional. Além de noticiários, programas e documentários, o canal transmite via satélite, por suas unidades móveis, leilões virtuais e presenciais de norte a sul do país. É justamente os leilões a fonte de maior receita do canal. 

Você sabia? 
O programa mais popular do canal é o Jornal Terra Viva, principal telejornal do agronegócio brasileiro que apresenta os principais fatos do dia do setor agropecuário, as notícias atualizadas, a previsão do tempo, boletins ao vivo dos principais eventos e leilões que acontecem no país. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Exame, Veja e Isto é Dinheiro), jornais (Estadão), sites de mídia (Band), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 2/6/2020

19.5.20

BANCO SAFRA


A filosofia de seus clientes é a mesma que carrega o sobrenome mais famoso do mercado financeiro brasileiro: investir com segurança e cuidar do futuro. O Banco Safra cuida do patrimônio de seus clientes com a mesma diligência que cuida do seu. Está presente em todas as etapas da construção e consolidação do patrimônio, oferecendo uma assessoria especializada e os melhores investimentos do mercado. Tudo com uma “Tradição secular de segurança”, como seu famoso slogan afirma. 

A história 
Para conhecer a história do Banco Safra é preciso saber as origens deste sobrenome famoso no mundo financeiro. Desde o século XIX, o clã Safra é formado por banqueiros, todos judeus halabim, uma das mais renomadas classes mercantis do Oriente Médio formada por comerciantes e empresários de vários segmentos. Os primeiros membros da família Safra trocavam moeda e metais preciosos, além de conceder crédito para comerciantes na cidade de Alepo (norte da Síria), na época um grande entreposto comercial. Rapidamente a Safra Frères et Cie, uma casa bancária fundada em 1800, ficou reconhecida em toda a região. A reputação como um grupo formado por habilidosos financistas levou a família a abrir filiais em outras cidades do Oriente Médio. Mas o primeiro banco da família, Banco Jacob E. Safra foi aberto na cidade de Beirute, no Líbano, por Jacob Elie Safra, somente na década de 1920. Com isso ampliou as atividades da família no Oriente Médio, se tornando famoso por converter rapidamente os valores entre diversas moedas para seus clientes. Três de seus nove filhos, Edmond, Joseph e Moise, seguiriam a profissão do pai.


A criação do estado de Israel e o início dos conflitos do novo país com seus vizinhos fizeram com que o ambiente para judeus no Oriente Médio ficasse mais instável. Apesar de o Líbano ter permanecido razoavelmente seguro para judeus da região, Jacob Safra decidiu deixar o país. Em 1953 o Brasil vivia uma fase de crescimento econômico pós-guerra, com um governo estável, o que atraiu Jacob Safra e seu filho Edmond. Eles se instalaram em São Paulo, cidade que vivia um ambiente de crescimento e estabilidade política, além de abrigar uma grande colônia sírio-libanesa. Nessa época o sistema financeiro nacional ainda era rudimentar, tanto do ponto de vista das práticas quanto das normas. E talvez, justamente por isso, pouco depois, em 1955, eles iniciaram suas atividades no país como uma empresa de crédito ao consumidor, batizada de Safra S.A. Crédito Financiamento e Investimentos e com apenas sete funcionários. Jacob faleceu em São Paulo, no dia 27 de maio de 1963, e seus três filhos - Edmond, Joseph e Moise (os dois últimos recém-chegados ao Brasil) - assumiram os negócios e diversificariam suas áreas de atuação. Nesta época a instituição ainda não desfrutava de confiança em São Paulo. Foi então, que aproveitando a experiência de mais de um século como banqueiros, a família Safra trouxe ao Brasil técnicas já desenvolvidas em mercados financeiros mais desenvolvidos, mas ainda estranhas ao mercado nacional. Entre as inovações, trouxeram o uso da letra de câmbio como meio de financiamento para operações e davam rendimento ao dinheiro em suas contas, em um primórdio da conta remunerada.


Apesar da desconfiança inicial, a estabilidade e o conservadorismo do Banco Safra - oficialmente fundado em 1967 com o nome de Banco de Santos, após a aquisição do Banco Nacional Transatlântico - atraiu parte da riqueza paulistana. Neste mesmo ano foi fundada a Safra Financeira (hoje com mais de 800 mil clientes). Somente em 1972, com a aquisição de outras instituições financeiras, como por exemplo, o Banco das Indústrias, surgiu o Banco Safra S.A. Além disso, ampliou a sua atuação no mercado financeiro passando a oferecer produtos e serviços customizados às necessidades de seus clientes, abrangendo também soluções no mercado de capitais e dívida. Visando expandir seus negócios, em 1974 foi criada a Safra Asset Management, que contemplou a visão de futuro do grupo na gestão de investimentos. Nos anos seguintes o Banco Safra se tornou um porto seguro para o dinheiro de bilionários e milionários. Além de administrar grandes fortunas, a instituição também emprestava dinheiro para empresas de médio porte e atuava como banco de investimentos. Em 1987 foi criada a Safra Corretora para oferecer investimentos mais específicos em ações, tesouro direto, fundos imobiliários, entre outros.


Edmond, então casado com Lily Safra, ex-dona da rede de varejo Ponto Frio, foi vítima de um incêndio criminoso em dezembro de 1999 na luxuosa cobertura em que vivia em Mônaco. Seu enfermeiro particular foi condenado, após confessar ter ateado fogo no apartamento. Mas, até hoje, o episódio é alvo de rumores e terríveis ilações. A morte de Edmond acabou desencadeando uma disputa entre os outros dois irmãos pela divisão da herança da família. No auge do conturbado relacionamento com o irmão Moise, que por anos se recusou a vender sua participação na sociedade, Joseph lançou mão de um ardiloso expediente e assumiu um dos maiores riscos de sua vida. Em 2004 criou o Banco J. Safra e entregou a gestão aos filhos. A instituição passou a concorrer diretamente com o próprio Banco Safra, cooptando tradicionais clientes e executivos. Enquanto por um lado Joseph perdia dinheiro no Banco Safra e sangrava assim o patrimônio de Moise, ele ganhava do outro com o Banco J. Safra. Em 2006, após uma disputa societária Joseph Safra finalmente comprou a parte de seu irmão Moise, em uma transação estimada em US$ 2 bilhões.


O Banco Safra atravessou uma série de crises, sem nunca precisar de socorro dos governos. Em 2008, quando estourou a crise financeira global, o banco estava prestes a concretizar o processo de sucessão, passando o comando do negócio para os três filhos - Jacob, Alberto e David - na época ainda muito jovens. Joseph assumiu as rédeas novamente. Embora o Banco Safra estivesse em uma situação confortável, Joseph ficou apavorado, segundo relatos de funcionários à revista Época Negócios, que publicou uma longa uma reportagem sobre o banqueiro em 2013. “Todos depositam aqui porque sabem que podem confiar em mim. Imagina se um dia eles vêm sacar e eu não tenho dinheiro”, dizia o banqueiro. Ele só retomaria o processo de sucessão cinco anos depois. Mas antes de passar o bastão para os filhos, Joseph surpreendeu o mercado, ao comprar em 2012, o banco suíço Sarasin, por US$ 1.1 bilhões.


Nos últimos anos o Banco Safra começou a passar por mudança no modelo de negócios, que se aproximou mais do varejo e com produtos digitais, como por exemplo, o lançamento em 2017 da SafraPay, maquininha de processamento de operações com cartões (tarja, chip e NFC - contactless) para concorrer diretamente com grandes players do segmento. Além disso, o Banco Safra passou a oferecer linhas de crédito consignado e de financiamento de veículos, modalidades que definitivamente não são prioridades para bancos de alta renda. E continuou em 2019 com a introdução da carteira digital SafraWallet, que permite realizar pagamentos via QR Code e NFC, além de transferências e saques sem cobrar nada. Esses movimentos são radicais para um banco que construiu sua imagem ligada ao mercado corporativo e as grandes fortunas. Mesmo com essas mudanças, uma das mais recentes campanhas publicitárias do Banco Safra, lançada em 2019 e voltada ao segmento da pessoa física, deixa claro que sua vocação não mudou. Com a assinatura “Invista como um especialista. Invista Safra”, a campanha tinha também um viés institucional, que destacava a relevância da marca e a solidez da instituição.


O mais recente lançamento da empresa é o SafraInvest, marcando o ingresso da instituição no segmento de Agentes Autônomos de Investimentos. Os clientes do SafraInvest tem à sua disposição os mesmos produtos de investimento que os usuários do Banco Safra possuem. São permitidos a eles, além do acesso aos fundos exclusivos do banco, produtos de renda fixa, fundos imobiliários, ações e mais. Carregando mais de 200 anos de história, o Banco Safra continua a oferecer um portfólio completo de produtos e serviços, com soluções de investimentos, crédito e financiamentos. Sempre com segurança e solidez, entendendo a necessidade de cada cliente.


O gênio por trás da marca 
Joseph Safra não somente é o homem mais rico do Brasil como o banqueiro mais rico do mundo, com um patrimônio avaliado em US$ 19.9 bilhões, segundo a revista Forbes de abril de 2020. Chamado por executivos do seu império como “Seu José” - forma de tratamento, inclusive, apreciada por ele - Joseph Safra nasceu na cidade de Beirute em 1938. Antes de desembarcar por aqui, Joseph viveu na Inglaterra, Estados Unidos (onde trabalhou no tradicional Bank of America) e Argentina. Pai de quatro filhos, Joseph só chegou ao Brasil em 1962, quando sua família já estava inserida no mercado financeiro nacional. Com a morte de seu pai ele assumiu junto com seus dois irmãos os negócios financeiros da família. E desde então construiu a imagem de solidez e sobriedade do tradicional Banco Safra. Sempre inteligente, na década de 1980, com a inflação galopante assolando o Brasil, Joseph aproveitou para lucrar em uma inusitada aplicação: a caderneta de poupança. O banqueiro notou que o mês de maio de 1988 teria cinco finais de semana e que nenhum outro investimento conservador bateria o rendimento da poupança naquele mês. Então depositou 21 bilhões de cruzados - aproximadamente US$ 125 milhões - em contas poupança do Banco Nacional de Crédito Cooperativo (BNCC) e da Caixa. Os bancos pagaram o rendimento combinado, mas trocaram as regras para restringir depósitos altos.


Entre os irmãos, Joseph sempre foi o mais conservador. E talvez o principal ativo do Banco Safra seja a imagem de solidez que o acompanha há décadas, a ponto de receber do mercado o epíteto “O banco dos banqueiros”. Hoje em dia, com história envolta por supostos mitos, Joseph Safra vive discretamente administrando seus bilhões em sua mansão de 11.000 m² no bairro paulistano do Morumbi e protegido por agentes que seriam treinados pelo serviço secreto israelense. Da vida pessoal do mais lendário dos banqueiros nacionais, pouco se sabe. Embora só se desloque pela capital paulista de helicóptero, Joseph não tem um estilo de vida extravagante. Nas raríssimas entrevistas, invariavelmente caracterizadas por declarações curtas e formais, sempre deixou claro que gosta de levar uma vida simples e tem outras paixões, como o gosto por livros caros e raros, que fazem deles um dos maiores colecionadores de obras do país. O sobrenome Safra é reconhecido no mundo da filantropia. Joseph é um dos principais doadores dos hospitais Albert Einstein e Sírio Libanês, além de apoiar associações beneficentes. Na cultura, por meio do Instituto J. Safra, ele adquiriu e doou esculturas de Auguste Rodin, Aristide Maillol e Camille Claude à Pinacoteca de São Paulo. Joseph também faz doações para escolas judaicas e sinagogas. E para o governo de Israel, ele adquiriu e doou o manuscrito original da Teoria da Relatividade de Albert Einstein, exposto em um museu de Jerusalém. E apesar do estilo discreto os últimos anos trouxeram danos à imagem de Joseph Safra. Apenas em 2015, o sobrenome Safra foi citado na Operação Zelotes (a justiça encerrou a ação penal por falta de provas) e na lista de clientes da empresa de consultoria do ex-ministro Antônio Palocci, que é alvo da operação Lava Jato.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por pequenas alterações ao longo dos anos. Em relação ao símbolo as principais mudanças foram a cor, que recentemente se tornou azul-escuro, assim como todo logotipo. Apesar de não alterar a tipografia de letra, o logotipo foi simplificado com a eliminação da palavra banco.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 1955 
● Fundador: Jacob Safra 
● Sede mundial: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Banco Safra S.A. 
● Capital aberto: Não (subsidiária do J. Safra Group) 
● CEO: Alberto Corsetti 
● Faturamento: R$ 6.14 bilhões (2019) 
● Lucro: R$ 2.21 bilhões (2019) 
● Agências: 112 
● Presença global: 25 países (através do Grupo J. Safra) 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 8.350 
● Segmento: Financeiro 
● Principais produtos: Banco de varejo, empréstimos, investimentos e meios de pagamento 
● Concorrentes diretos: Bradesco, Itaú, Santander, Banco do Brasil, BTG Pactual, XP Investimentos, Cielo e Rede 
● Slogan: Tradição secular de segurança. 
● Website: www.safra.com.br 

A marca no mundo 
Atualmente o Banco Safra, 4ª maior instituição financeira privada do país considerando-se seus totais de ativos sob gestão (R$ 233 bilhões em maio de 2020), tem aproximadamente 2 milhões de clientes e atua como banco múltiplo oferecendo uma ampla linha de produtos e serviços financeiros customizados para empresas e pessoas físicas, através de uma rede de 112 agências localizadas nas principais cidades brasileiras. O Banco Safra é de propriedade integral do Grupo Safra, presente em 165 cidades de 25 países, que engloba o banco suíço J. Safra Sarasin (oferece serviços de investimento, finanças corporativas e análise financeira), o Safra National Bank of New York (um banco comercial de serviço completo, envolvido em operações bancárias internacionais) e a Chiquita Brands (empresa considerada a maior cultivadora e distribuidora de bananas do planeta) e propriedades imobiliárias nos Estados Unidos. 

Você sabia? 
No Brasil o Banco Safra costuma ficar atrás somente do Itaú no quesito rentabilidade sobre o patrimônio líquido. 
A sede do banco é um dos ícones da Avenida Paulista: um edifício de 24 andares com uma imponente fachada revestida de granito marrom, localizada no número 2.100, na esquina com a Rua Augusta. 
Ao longo de quase sete décadas, a família Safra conseguiu construir a imagem de que seu banco é blindado a crises. Um conselho de Jacob, o fundador, acabou virando o lema do grupo: “Se você escolhe navegar os mares das finanças, construa um banco como construiria um barco, com a força para navegar em segurança em meio às maiores tormentas”


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Isto é Dinheiro, Época Negócios, Veja e Exame), jornais (Valor Econômico, Folha e Estadão), sites financeiros (InfoMoney e Seu Dinheiro), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 19/5/2020

5.5.20

YONEX


Quando se fala em esportes de raquete, quer seja tênis, badminton ou squash, uma marca é presença constante nas mãos de grandes atletas: a japonesa YONEX. Sinônimo de qualidade e alta tecnologia, a marca oferece sempre os melhores equipamentos para que atletas possam jogar constantemente em alto desempenho. 

A história 
Tudo começou no mês de abril de 1946 quando o jovem Minoru Yoneyama, recém-saído do serviço militar, utilizou um único motor herdado de seu pai para iniciar uma modesta empresa para produzir flutuadores (boias) de madeira para redes de pesca recreativa e rolhas para garrafas de saquê. Nesta época o Japão passava por uma reconstrução devido a Segunda Guerra Mundial, e o pequeno negócio na cidade Nagaoka prosperou devido à popularidade da pesca de salmão. Mas com o advento dos flutuadores de plástico e redes de pesca de náilon, a empresa rapidamente se viu em dificuldades e Minoru Yoneyama começou a procurar novos produtos para fabricar. Ele acreditava que seu negócio estava ficando desatualizado em termos tecnologia e, portanto, precisava lançar algo novo no mercado. Ele então se concentrou em um esporte que estava crescendo rapidamente no Japão pós-guerra: o badminton. Como Minoru cresceu em uma cidade fria do interior, ele resolveu focar seus esforços em um esporte que as pessoas podiam praticar em ambientes fechados. E com anos aprimorando a técnica de fabricação de itens de madeira, a empresa começou a produzir raquetes de badminton em 1957. Inicialmente a Yoneyama Company fabricava essas raquetes de madeira para a empresa esportiva Sanbata.


Em 1961 com a falência da Sanbata, a empresa resolveu lançar as raquetes de badminton com a marca YONEYAMA. Rapidamente as raquetes da marca foram adotadas por jogadores de uma das principais ligas universitárias japonesas. Era o começou do sucesso e domínio nesse esporte. Pouco depois, em 1963, a fábrica de raquetes da empresa foi incendiada, mas Minoru conseguiu reconstruí-la e retomou a produção em apenas três dias. Foi um sucesso de relações públicas e a empresa conquistou imensa confiança dos clientes e rapidamente se tornou a marca número 1 de badminton no Japão. Neste mesmo ano a empresa começou a vender seus produtos nos Estados Unidos e na Europa. Em 1967, seguindo uma sugestão de um projeto de torneira de gás, a empresa começou a desenvolver a junta em T que unia estrutura e eixo da raquete. E com essa nova junta em T criou a primeira raquete de badminton feita em alumínio do Japão: a B-7000 Alumina Ace, uma revolução no esporte.


Em 1969 a empresa deu os primeiros passos no mundo do tênis com o lançamento da primeira raquete de alumínio. Essa raquete, batizada de T-7000, recebeu excelentes críticas na Itália, França e Alemanha. Porém, enquanto a raquete se tornou popular no oriente, seu design era incompatível com a força de um ocidental, e muitas delas quebravam. Para resolver este problema a empresa criou o sistema de eixos OPS e, apenas três meses depois, lançou a nova raquete aprimorada. Em 1971 a empresa lançou esta raquete de alumínio no maior mercado mundial de tênis, os Estados Unidos. Pouco depois, em 1973, além de ampliar seu portfólio de produtos com o lançamento das raquetes para a prática do soft tênis (tem regras iguais ao do tênis convencional, porém disputado com bolas mais leves e de baixa pressurização, mais lentas), a empresa assinou contrato de patrocínio com Rudy Hartono, oito vezes campeão do All England Open, mais prestigiado torneio de badminton do mundo. Enquanto ampliava sua presença internacional, diretores da empresa consideravam o nome YONEYAMA muito longo e difícil de pronunciar. Foi então que a empresa decidiu mudá-lo, omitindo o japonês “Yama” e substituindo-o pela letra X, surgindo assim a marca YONEX. Foi neste mesmo ano que a empresa iniciou a produção de raquetes de tênis em madeira, oferecendo assim mais opções aos jogadores e praticantes do esporte. Além disso, assinou contrato de patrocínio com o vencedor tenista australiano Tony Roche.


Ainda na década de 1970 a YONEX continuou ampliando sua linha de produtos e utilizando materiais inovadores em sua confecção, como por exemplo, a raquete de tênis CARBONEX (1977), a primeira que utilizava carbono fundido com fibra de vidro; ou a primeira raquete de badminton com peso inferior a 100 g (1978). As raquetes de tênis YONEX eram tão avançadas tecnologicamente que receberam o reconhecimento oficial da USPTA (United States Professional Tennis Association). A década seguinte começou com grandes inovações em relação à tecnologia e design com o lançamento da primeira raquete de tênis a apresentar o inovador quadro ISOMETRIC (em forma de quadrado). Além disso, a empresa investiu muito dinheiro para cada vez mais associar a marca YONEX a grandes tenistas e fechou contrato de patrocínio com as americanas Billie Jean King e Martina Navratilova e a australiana Dianne Fromholtz (Austrália). Pouco depois, em 1982, a marca ingressou em outro esporte bastante popular entre os japoneses, o golfe, com o lançamento de seus primeiros tacos, que misturavam madeira com grafite de carbono. E o ano ainda reservou outra grande notícia para a marca: a tenista Martina Navratilova venceu o torneio de Roland Garros com a recém-lançada raquete YONEX R-7.


Em 1983 a marca lançaria outro grande sucesso de vendas: YONEX R-22, raquete de carbono de tamanho médio e grande. No ano seguinte, com o objetivo de ganhar ainda mais reconhecimento internacional, a YONEX se tornou a patrocinadora principal do prestigiado All England Open Badminton Championships, lendário torneio cuja história remonta a 1899. Até os dias de hoje a YONEX mantém esse patrocínio, um dos mais duradouros do esporte no Reino Unido. Em relação às inovações, a marca apresentou em 1987 a primeira raquete de tênis com I.P.S. (sistema que otimiza o momento de inércia da raquete, reduzindo a resistência da aceleração do swing, e aumentando a estabilidade geral do aro). Dois anos mais tarde a marca lançou a linha de tacos de golfe A.D.X., que apresentava a primeira cabeça de corpo largo do segmento. Este taco deu aos golfistas tamanha potência que ainda neste ano foi quebrado o recorde mundial ao atingir 412 jardas em uma tacada. A década de 1990 começou com a tenista Monica Seles assinando contrato de patrocínio com a YONEX. Pouco depois, em 1992, lançou a primeira raquete de badminton da história com formato de cabeça ISOMETRIC (quadrado). No ano de 1995 a YONEX ampliou sua participação nos esportes ao lançar a primeira prancha de snowboard com infusão de carbono do mundo. Além disso, lançou o taco de golfe REX KING TITAN, que misturava madeira com titânio.


Em 1996 a supremacia mundial da YONEX no badminton era tamanha que 23 dos 24 medalhistas do esporte nas Olimpíadas de Atlanta competiam com equipamentos da marca. A YONEX também apresentou novidades no golfe: SUPER A.D.X., taco de golfe feminino com a face de aço mais fina e eixo de grafite mais leve do segmento; e o Super A.D.X. Titânio, o primeiro taco de golfe feito de metal. No restante da década, uma jovem tenista chamada Martina Hingis e o tenista chileno Marcelo Ríos popularizaram ainda mais a marca YONEX dentro das principais quadras de tênis do mundo. Em 2000 a marca ingressou no segmento de calçados esportivos com o lançamento do POWER CUSHION, tênis para caminhada que combinava tecnologia de absorção de choque com poder repulsivo. Os testes provaram que um ovo atirado de sete metros sobre a almofada de absorção utilizada no tênis retornaria quatro metros sem quebrar. A YONEX passou a vender seus produtos no enorme mercado chinês em 2002.


Em 2009 lançou seus primeiros tênis para a prática de corridas, ingressando assim em um segmento altamente competitivo. Pouco depois, em 2011, ingressou no segmento do futebol onde se tornou fornecedora oficial de uniformes da equipe do Kashiwa Reysol. No ano seguinte a YONEX investiu ainda mais em marketing e assinou com o tenista suíço Stan Wawrinka que passou a utilizar raquetes, tênis, roupas e raqueteiras da marca japonesa. Em 2013 a marca deu continuidade no seu poder de inovação no badminton ao lançar a raquete NANORAY Z-SPEED, que quebrou o recorde mundial ao rebater uma peteca a 493 km/h. E, em 2014, ingressou em mais uma categoria esportiva ao lançar o CARBONEX, um quadro de bicicleta ultraleve para a prática do ciclismo. O YONEX SHOWROOM AKIHABARA foi inaugurado em 2015 como um espaço para consumidores e atletas de todo o mundo possam aprender mais e testar os novos produtos da marca.


Em 2016 a marca lançou no mercado um de seus maiores sucessos, a raquete YONEX Vcore SV 98, ideal para tenistas de swing longo com batidas relativamente fortes, que prefiram um bom equilíbrio entre potência e controle (sem peso demasiadamente alto). Consagrada mundialmente para jogadores da linha de base, sua nova tecnologia oferece maior firmeza e precisão ainda assim combinando respostas mais rápidas além de um sweetspot muito mais amplo, possibilitando que o tenista tenha bom aproveitamento em batidas fora do centro. Tudo isso com o mínimo possível de vibrações. Outro sucesso da marca é a raquete YONEX EZONE 98, que não só oferece precisão e rotação impressionante, mas também tem melhor toque e sensação do que muitas das suas concorrentes. A YONEX também oferece tecnologias inovadoras em suas raquetes: Black Micro Core (reduz a vibração da raquete através de partículas elásticas de carbono), 3D Vector Shaft (pequenos sulcos no coração da raquete que proporcionam potência nos golpes), New Aero Fin (melhora a qualidade do “spin” diminuindo a resistência do ar), Super Cushion Grip (aumenta o amortecimento e impacto dos golpes, protegendo contra lesões) e Liner Tech (reduz a fricção das cordas no aro para maior conforto e potência).


Atualmente a marca YONEX patrocina grandes tenistas como Stan Wawrinka, Nick Kyrgios, Denis Shapovalov, Naomi Osaka e Angelique Kerber, além de grandes jogadores de badminton e golfistas, especialmente japoneses. A marca também patrocina importantes torneios de badminton, sendo parceira da Federação Mundial de Badminton, que organiza os campeonatos mundiais. Além disso, a YONEX mantém um time de encordoadores através de uma rede global de profissionais reconhecidos mundialmente por serem os melhores e mais técnicos em atividade. Fornecendo atendimentos para amadores e profissionais buscando o melhor desempenho possível, a equipe é conhecida por sua experiência e técnica de classe mundial. Esse time pode ser encontrado em todo o circuito do tênis e do badminton bem como nos principais eventos ao redor do mundo, fornecendo suporte e a precisão nos encordoamentos com um excepcional serviço ao cliente para os melhores jogadores do mundo.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas alterações ao longo dos anos. Em 1973 foi criado o tradicional logotipo com o duplo Y, que combinava o sobrenome do fundador (Yoneyama) e a palavra juventude (Youth, em inglês). Além disso, foi apresentada as combinações de cores azul e verde, que rapidamente se tornou familiar nas quadras de badminton e tênis em todo o mundo. As novas cores tinham um significado: o céu azul e a grama verde se unem para criar o cenário esportivo perfeito. Um ano depois a marca oficialmente adotou o nome YONEX. Em 1978 o duplo Y ganhou um novo design e uma tipografia de letra ligeiramente modificada foi adotada. Duas décadas mais tarde, em 1998, o atual logotipo da YONEX foi adotado. Novamente o design do duplo Y foi modernizado.


Os slogans 
Far beyond ordinary. 
The Challenge to the Change. 
The Challenge to Reach No.1. 
One hundred and ten percent.


Dados corporativos 
● Origem: Japão 
● Fundação: 1946 
● Fundador: Minoru Yoneyama 
● Sede mundial: Tóquio, Japão 
● Proprietário da marca: Yonex Co. Ltd. 
● Capital aberto: Sim (1994)
● Chairman: Ben Yoneyama 
● Presidente: Kusaki Hayashida 
● Faturamento: US$ 551.1 milhões (2019) 
● Lucro: US$ 15.5 milhões (2019) 
● Valor de mercado: US$ 390 milhões (maio/2020) 
● Presença global: 85 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 1.800 
● Segmento: Materiais esportivos 
● Principais produtos: Raquetes, bolas, calçados, roupas e tacos de golfe 
● Concorrentes diretos: Head, Dunlop, Babolat, Wilson, Mizuno, Prince, Slazenger, Nike, ProKennex, Victor e Carlton 
● Ícones: O duplo Y estilizado 
● Slogan: Far beyond ordinary. 
● Website: www.yonexbrasil.com.br 

A marca no mundo 
A YONEX, uma das marcas especializadas em esportes de raquete de maior tradição e cujo faturamento anual é superior a US$ 551 milhões (dados de 2019), vende seus produtos em mais de 85 países ao redor do mundo, com enorme presença no continente asiático. A empresa oferece equipamentos para badminton, golfe e tênis, como raquetes, petecas, bolas de tênis, tacos de golfe, calçados e vestuário, além de acessórios como cordas, overgrips, tornozeleiras, raqueteiras e malas. 

Você sabia? 
Mais de 80% dos grandes jogadores profissionais de badminton usam raquetes da marca japonesa. 
O fundador da YONEX, Minoru Yoneyama, faleceu no dia 11 de novembro de 2019 em um hospital em Niigata, aos 95 anos. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 5/5/2020