27.9.21

BENIHANA


O BENIHANA é um restaurante japonês bem diferente do que estamos acostumados. Em suas unidades espalhadas pelo mundo o sushi é coadjuvante. O bolinho de arroz recoberto por pescados até está no cardápio. Mas as grandes estrelas desse restaurante japonês são peixes, frutos do mar e carnes preparados na chapa por chefs, que com habilidades malabarísticas e muito bom-humor propiciam aos clientes um verdadeiro show de entretenimento. 

A história 
Tudo começou em 1964 na cidade de Nova York quando um imigrante japonês e lutador de luta livre, chamado Hiroaki “Rocky” Aoki, resolveu investir US$ 10.000, ganhos dirigindo um caminhão de sorvetes no bairro do Harlem, para inaugurar um restaurante que servisse comida oriental. O estabelecimento foi batizado de BENIHANA OF TOKYO, uma homenagem ao nome do café de propriedade de seus pais em Tóquio. O novo restaurante, localizado na West 56th Street em Manhattan e com um ar autêntico de uma casa de fazenda japonesa, apresentou aos americanos um conceito inusitado e inovador para os padrões austeros dos restaurantes japoneses da época. A proposta culinária do novo restaurante era o teppanyaki (teppan significa “grelha de ferro” e yaki significa “grelhado”), pratos preparados à vista dos clientes, grelhados em uma chapa enorme. Mas não era só isso. O chef deveria ser um showman, manuseando espátulas, facas e garfos como um malabarista, e ainda fazendo graças, transformando assim a refeição em um grande entretenimento para os clientes. No novo restaurante, Aoki implantou também os princípios básicos que aprendeu no café de seus pais em Tóquio: a importância da limpeza absoluta na cozinha, ingredientes sempre frescos e os melhores utensílios de cozinha.
  

De início o BENIHANA não foi bem aceito pelos nova-iorquinos que associavam a comida japonesa com o peixe cru e não se sentiam à vontade sentados à mesa com estranhos. Isto até que no início de 1965, a escritora culinária Clementine Paddleford, do jornal New York Herald Tribune, fez uma crítica entusiasmada e elogiosa ao pequeno restaurante. A partir de então, o BENIHANA e sua culinária começaram a cair no gosto dos americanos e visitantes da cidade de Nova York, especialmente por seus chefs teatrais, grelhados teppanyaki e arquitetura tradicional japonesa. Dizem até que os Beatles e o lutador Muhammad Ali estavam entre as celebridades que começaram a frequentar o restaurante, então com apenas quatro mesas. Em um ano, Aoki abriu um restaurante maior que apresentava uma decoração oriental sofisticada, com direito a obras de arte valiosas, armadura de samurai, vigas de madeira pesadas trazidos do Japão e telas deslizantes Shoji para fornecer alguma privacidade.
   

O conceito do BENIHANA combinava preços razoáveis com boa comida e, ao preparar o que se comia na mesa, minimizava o desperdício. Os lucros eram bons e, em 1968, Aoki abriu seu primeiro restaurante fora da cidade de Nova York - no centro de Chicago. Entre 1969 e 1972, a empresa abriu mais seis restaurantes em grandes cidades americanas. Em 1972, a Harvard Business School selecionou o BENIHANA como um estudo de caso de uma história de sucesso empresarial. Nesta época, Rocky Aoki já era uma estrela no mundo dos restaurantes e estava pronto para expandir seu império para mais cidades americanas. Com isso, no início da próxima década, já havia 50 restaurantes BENIHANA espalhados pela a América. Além de servir pratos típicos da culinária japonesa, o que realmente fazia sucesso entre os americanos eram os pratos teppan e as “apresentações performáticas” dos habilidosos chefs. BENIHANA havia transformado as refeições em puro entretenimento. Um divertimento de atraia cada vez mais famílias e amigos.
   

Nesse ínterim, Aoki vivia sua fantasia de estrela e uniu seu esforço para promover a marca BENIHANA criando concurso de beleza, ganhando um título mundial de gamão, quebrando o recorde mundial de voo de balão de ar quente mais longo, e correndo em carros e lanchas na Europa. Porém, todas essas distrações, somadas a decisões equivocadas, como contratar uma administradora como sócia, abrir o capital na Bolsa de Valores e até lançar em 1984 uma linha de refeições congeladas da culinária chinesa com a marca Benihana National Classics para ser vendida em supermercados, colocaram os negócios em um período turbulento. Apesar disso, em dezembro de 1985, a revista Restaurant and Institution nomeou BENIHANA como o restaurante familiar mais popular da América. Nessa época, a empresa operava ou franqueava restaurantes em 60 locais, de Seattle a Nova Jersey, atendendo a um total de 25.000 clientes por dia.
  

Em meados da década de 1990, o BENIHANA também já possuía unidades no Reino Unido e na Tailândia. Durante o ano de 1995, a empresa introduziu várias novas medidas para atrair mais clientes. Primeiro introduziu o serviço de almoço de fim de semana e, após o sucesso em Atlanta, abriu sushi bars em sete de seus restaurantes. A empresa também instituiu um concurso nacional de karaokê para seus clientes. Além disso, no outono, inaugurou sua primeira unidade de menor formato, chamada BENIHANA GRILL, na cidade de Sacramento. Com menos da metade do tamanho de um restaurante tradicional da rede, esse novo conceito permitiu à empresa inaugurar unidades em locais menores, principalmente em áreas urbanas. O BENIHANA GRILL foi projetado para acomodar de dez a 12 mesas de teppanyaki, em comparação com as 18 mesas de uma unidade tradicional.
   

O reinado de Aoki chegou a um fim abrupto quando ele se declarou culpado de negociação com informações privilegiadas em 1999 e teve que abrir mão do controle da empresa. Mas nessa época, o BENIHANA era um enorme sucesso e inspirou a abertura dezenas de outras redes de restaurantes de teppanyaki em todo o país, ganhando muitos concorrentes que nunca conseguiram imitar a atmosfera de diversão e entretenimento dentro de seus estabelecimentos. Com a chegada do novo milênio, a rede investiu na inauguração de unidades em outros países. Em 2012, a empresa foi adquirida por US$ 296 milhões pela firma de private equity Angelo Gordon & Company, sua proprietária desde então.
  

Foi também em 2012, no mês de dezembro, que o BENIHANA inaugurou sua primeira unidade no Brasil, localizada no bairro do Itaim Bibi, zona oeste da cidade de São Paulo. Apesar de conter em seu cardápio sushis, sashimis, temakis e tempuras, a marca “apresentou” aos brasileiros sua maior especialidade: o teppanyaki (pescados, carnes e vegetais feitos na chapa) preparado por chefs performáticos que fazem malabarismos nas 15 chapas espalhadas pela casa, ao redor das quais ficam os clientes. No total, são 18 opções de teppans. Todos acompanham sopa, salada, camarão aperitivo, legumes, arroz branco, chá-verde e dois tipos de molho. Carne e frango são os principais pedidos. Para beber, saquês e cervejas japonesas.
  

Atualmente cada restaurante BENIHANA oferece opções amplas e deliciosas, que incluem rolinhos Califórnia, salada de algas marinhas e sashimi de salmão. Além disso, é possível escolher entre diferentes variedades de sushi e outras opções interessantes. Mas o BENIHANA é mesmo famoso por sua culinária hibachi e teppanyaki, que também atrai milhões de clientes, não só pelo sabor, mas também para assistir as fantásticas performances de seus chefs, em uma atuação habilidosa e divertida nos preparos dos pratos. Um dos ícones do BENIHANA é o arroz Hibachi Chicken Rice, feito na chapa e servido antes do preparo das carnes principais, leva filé de peito de frango, cebola, cenoura, tudo em cubinhos, mais ovos e a fantástica manteiga de alho, adicionados ao arroz branco.
  

O sucesso 
O principal negócio do BENIHANA é transformar a refeição em puro entretenimento. E foi justamente a filosofia de seu fundador de levar felicidade às pessoas que contribuiu para o grande sucesso da marca no mundo. As pessoas que vão aos restaurantes da rede são atraídas pelo layout diferenciado e pelo show de malabarismos e habilidades de seus cozinheiros (ou melhor, os Teppan Chefs). A inovação também é um diferencial notável. O BENIHANA é uma rede de restaurantes, tipicamente japonês, mas apesar disso, o sushi é um mero coadjuvante em seu cardápio. O carro chefe da marca é o cardápio com peixes, frutos do mar, frango e carnes, todos feitos na chapa e com ingredientes altamente selecionados. Por exemplo, vegetais frescos são cortados à mão diariamente; os cortes de carne bovina são nobres; e os diferentes molhos são preparados a partir do zero.
  

Porém, a graça de ir ao BENIHANA é sentar ao redor da chapa (cada uma acomoda em média 10 pessoas) e assistir ao show de malabarismos e muita pirotecnia durante o preparo das comidas. Os “Teppan Chefs Benihana” capricham mais ainda quando tem crianças na plateia que se divertem muito com o ritual. Afinal, os restaurantes BENIHANA são locais para fazer novos amigos, celebrar ocasiões especiais ou simplesmente desfrutar de uma refeição divertida.
  

A evolução visual 
Inicialmente o fundador batizou o restaurante de BENIHANA OF TOKYO, mesmo nome do café que seus pais possuíam na cidade de Tóquio. Um cártamo vermelho (usado principalmente como suplemento alimentar, bem como óleo de cozinha) encontrado nas ruas do bairro deu aos pais de Aoki a inspiração para o nome do pequeno café. E BENIHANA significa justamente “cártamo vermelho” em japonês, o que explica o símbolo em seu logotipo. Há alguns anos atrás, a marca retirou a palavra “Tokyo” de sua identidade visual.
  

Os slogans
An experience at every table. 
Creating Great Guest Memories. 
At Benihana, it’s not just a meal, it’s an experience.
  

Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1964 
● Fundador: Hiroaki Aoki
● Sede mundial: Aventura, Flórida, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Benihana Inc. 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Angelo, Gordon & Co.)
● CEO: Tom Baldwin 
● Faturamento: US$ 700 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 96 
● Presença global: 16 países
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 7.400 
● Segmento: Restaurantes casuais
● Principais produtos: Pratos teppan, sushi, sashimi, temaki e outras comidas japonesas
● Concorrentes diretos: P.F. Chang’s, Genghis Grill, Kona Grill, Hibachi-San, Koya Japan e Red Lobster 
● Ícones: Os Teppan Chefs
● Slogan: An experience at every table. 
● Website: www.benihana.com 

A marca no mundo 
Atualmente a rede de restaurantes BENIHANA ostenta somente nos Estados Unidos 72 unidades distribuídas por aproximadamente 65 cidades do país. BENIHANA tem quase 90% de reconhecimento de marca entre os americanos e atrai mais de 15 milhões de clientes anualmente, além de servir mais de 100 milhões de refeições. No mundo, possui mais outras 24 unidades em 15 países, como por exemplo, Reino Unido, Romênia, Indonésia, Tailândia, Kuwait, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Líbano, Aruba, Canadá, México e Brasil. 

Você sabia? 
Um dos símbolos da rede são as Benihana Tiki Mugs, espécie de canecas utilizadas para servir diversos coquetéis exóticos, que se tornaram objetos de coleção. Entre a mais popular, está a que representa uma figura gorducha semelhante a um Buda com os braços erguidos. 
O fundador e idealizador da rede, Hiroaki Aoki, faleceu em 2008 aos 69 anos. Ah, mais uma coisa: era pai de sete filhos, incluindo dois, que você deve conhecer: a atriz Devon Aoki e o DJ Steve Aoki. Sim, o pai de Steve Aoki foi o cara por trás de BENIHANA. Seu legado continua vivo, não apenas por meio de seus dois filhos famosos. Em 2013, Rocky Aoki apareceu como um personagem fictício em “O Lobo de Wall Street”, que ele provavelmente teria adorado. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Isto é Dinheiro, Veja e Exame), jornais (Folha e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 28/9/2021 

O MDM também está no Instagram. www.instagram.com/mdm_branding/

8.9.21

TIKTOK


O TikTok se tornou um fenômeno global, cativou milhões de adolescentes e criadores de conteúdo e com capacidade de gerar alto potencial de engajamento. Rapidamente danças, dublagens e desafios se tornam febre no TikTok e viralizam com facilidade na internet, catapultando milhões de anônimos para seus poucos segundos de fama. Desde artistas até adolescentes, o TikTok se tornou uma fábrica de memes, tutoriais, publicidade, curiosidades e tudo mais que se pode encaixar em poucos segundos de vídeos. Afinal, a missão do TikTok é justamente inspirar a criatividade e trazer alegria para milhões de pessoas. 

A história 
Para contar a história do popular aplicativo é preciso voltar ao ano de 2012 na China, quando o engenheiro de software Zhang Yiming (imagem abaixo) fundou a startup ByteDance, cuja proposta era desenvolver plataformas móveis com recursos de inteligência artificial. Não demorou muito para a jovem empresa demonstrar uma rara habilidade de criar repetidamente produtos de sucesso para enfrentar gigantes do setor de comunicação como Tencent e Alibaba (conheça essa outra história aqui). No ano de sua estreia, a ByteDance lançou dois produtos de sucesso: o aplicativo de piadas Neihan Duanzi (encerrado em 2018 por censura do governo chinês) e o agregador de notícias Toutiao (que significa “manchetes” em mandarim), um dos mais populares do país até hoje. Depois lançou a plataforma de vídeo (que inclui clipes longos) chamada Xigua.
  

Mas foi em 2016, que a ByteDance resolveu desenvolver um novo produto que faria sucesso mundial: uma rede social de vídeos curtos. Lançado no mercado chinês exatamente no dia 26 de setembro de 2016 com o nome de A.me, no mês de dezembro o aplicativo, desenvolvido em apenas 200 dias, adotou o nome Douyin (que significa “som vibrante” em mandarim). Rapidamente o aplicativo, que permitia a criação de vídeos de 15 segundos e era focado em música, se tornou popular entre os adolescentes chineses. A partir do mês de maio de 2017, o aplicativo passou a aperfeiçoar seus recursos incluindo uma escolha mais ampla de filtros, adesivos e efeitos que podiam ser adicionados aos vídeos para torná-los mais envolventes e atraentes. O aplicativo também começou a explorar oportunidades de monetização ao realizar uma primeira campanha publicitária com vídeos patrocinados. Além disso, o aplicativo lançou a transmissão ao vivo, cuja capacidade inicial era restrita a usuários com audiências substanciais (acima de 50.000 seguidores).
   

No mês de setembro de 2017, a ByteDance resolveu expandir o aplicativo para o mercado ocidental, lançando uma versão internacional chamada TikTok, inicialmente na Tailândia e no Japão, onde o aplicativo experimentou uma grande aceitação. Nesta época, a versão chinesa do aplicativo já contava com mais de 100 milhões de usuários ativos e 1 bilhão de visualizações de vídeos diariamente no mercado chinês. Visando atingir o público ocidental (já que o TikTok fazia sucesso apenas no oriente) no dia 9 de novembro de 2017, a ByteDance comprou por estimados US$ 1 bilhão o Musical.ly, aplicativo criado em 2014 e cujos usuários podiam criar vídeos de dança e sincronização labial (com recursos de dublagens), que já era muito popular entre adolescentes na época, com cerca de 200 milhões de usuários ativos.
   

Sendo proprietária dos dois aplicativos extremamente semelhantes, a empresa decidiu juntar as coisas. Finalmente no dia 2 de agosto de 2018, a ByteDance uniu as contas e dados existentes do Musical.ly (cujo nome parou de existir) ao TikTok, que herdou do antigo aplicativo os recursos de dublagens e outras funcionalidades, criando assim um aplicativo mais completo, que permitisse interações entre os seus usuários. Ou seja, o TikTok passou a ser uma rede social. Com isso, o aplicativo foi relançado internacionalmente e o Douyin se concentrou no mercado chinês. Esse movimento foi visto como uma forma do aplicativo chinês ingressar no mercado americano - já que o Musical.ly ostentava um considerável número de usuários entre os americanos. O resultado: ao final deste ano, o TikTok foi o aplicativo mais baixado nos Estados Unidos. Esse impulso no mercado americano também contou com o apoio de celebridades como Jimmy Fallon e Tony Hawk, que aderiram ao aplicativo e geraram ainda mais popularidade e conhecimento de marca para o TikTok. Vale ressaltar, que o TikTok foi lançado no mercado brasileiro também em agosto de 2018.
  

O aplicativo para compartilhamento de vídeos curtos, de até 60 segundos, que já oferecia diversas ferramentas de edição, ganhou destaque internacional a partir de 2019, principalmente, entre os jovens, por causa das danças e desafios. O TikTok então passou a crescer graças ao seu apelo para a viralização. Os usuários faziam desafios, reproduziam coreografias, imitavam pessoas famosas, faziam sátiras que instigavam outros usuários a querer participar da brincadeira - o que atraiu muito o público jovem. E com isso, deu origem a diversos virais na internet e se tornou uma das redes sociais de maior sucesso e poder de engajamento no mundo. O sucesso foi comprovado no final de 2019, quando o TikTok já superava a barreira de 500 milhões de usuários.
   

Mas foi durante a quarentena provocada pela pandemia do COVID-19, em 2020, que o TikTok conquistou números impressionantes, sendo o aplicativo mais baixado no mundo durante todo o ano. Em junho deste mesmo ano, o aplicativo lançou o TikTok For Business, ferramentas que ajudam artistas, profissionais de marketing e agências a criarem suas campanhas para alcançar seus públicos e novas audiências, com o máximo de assertividade, sem perder a forma autêntica e descontraída. Cada vez mais popular, em julho de 2021, o TikTok atingiu a impressionante marca de 3 bilhões de downloads, recorde antes exclusivo do Facebook (conheça essa história aqui). Recentemente o aplicativo lançou o TikTok Creator Marketplace, uma ferramenta poderosa para ajudar a agências e marcas a encontrar outros criadores de conteúdo, cujo público se encaixe melhor com suas campanhas; além de criar o TikTok Creator Fund, um fundo de milhões de dólares para ajudar criadores de conteúdo da plataforma, a fim de solidificar ainda mais o relacionamento com influenciadores.
  

O TikTok se tornou um colossal sucesso no mundo por vários fatores. Mas seu grande diferencial é a usabilidade, pois o aplicativo oferece amplos recursos para edição. Com isso, é possível incluir filtros, legendas, trilhas sonoras, gifs, fazer cortes a vontade, utilizar efeitos de câmera, etc. Com esse cardápio repleto de opções os criadores de conteúdo podem explorar ao máximo a sua criatividade e, assim, lançar diversos conteúdos virais, que incluem vídeos de dança, dublagens, sketches de humor, experimentos científicos, tutoriais de maquiagem, artesanato Do It Yourself, decoração, timelapse e infinitas mais coisas.
   

O sucesso também se dá, em parte, por conta da inteligência artificial do aplicativo, que detecta quais vídeos tem maior potencial de viralizar. Isso porque o aplicativo foi criado justamente para tornar as criações de seus usuários um grande sucesso - primeiro, dentro da própria plataforma e, posteriormente, em outras redes sociais. É também uma plataforma de publicidade orgânica poderosa, onde a divulgação acontece naturalmente e os usuários se ajudam nesse processo. Outros motivos por trás do aumento da popularidade do TikTok são: apoio de celebridades, conteúdo localizado, fácil criação, compartilhamento e visualização de conteúdo.
  

As polêmicas 
Apesar do avassalador sucesso, não raramente o TikTok desperta polêmica (principalmente em relação a privacidade) em muitas partes do mundo. Uma dessas situações que chamou atenção, foi a tentativa de bloqueio do TikTok pelo então presidente norte-americano Donald Trump. Isto porque entre 2019 e 2020, o governo americano anunciou que as empresas chinesas ameaçavam a segurança nacional, podendo compartilhar dados dos usuários. Trump então proibiu o funcionamento do TikTok e diversos outros aplicativos chineses. No entanto, um juiz americano barrou a decisão, considerando que seriam apenas hipóteses. Já em janeiro de 2021, o bloqueio aconteceu na Itália, após uma menina de 10 anos morrer ao participar de um desafio proposto no aplicativo. Desde então, o aplicativo deve verificar a idade dos usuários para garantir que menores de 14 anos não tenham conta na plataforma, conforme exige a legislação do país.
   

As muitas queixas de privacidade foram o principal argumento para que o TikTok fosse banido da Índia, cujo governo alegou preocupações com a segurança nacional. Além disso, o TikTok já teve bloqueios temporários em Bangladesh e Indonésia, em razão do conteúdo disponível na plataforma que, segundo as autoridades responsáveis, colaborava para o compartilhamento de pornografia e blasfêmia.
  

A evolução visual 
O principal símbolo da identidade visual da marca sempre foi uma nota musical estilizada. A primeira modificação ocorreu em 2017, quando o aplicativo foi lançado internacionalmente e adotou o nome TikTok, que passou a fazer parte da identidade visual. No ano seguinte, foi apresentada uma nova tipografia de letra para o nome e a diminuição do espaço entre as palavras Tik e Tok. Além disso, a letra O passou a contar com a combinação de tons de turquesa e vermelho, semelhante ao do símbolo. O logotipo da marca também pode ser aplicado na horizontal.
  

Apesar de utilizar o nome Douyin para o mercado chinês, a identidade visual é semelhante ao do TikTok, mas com o nome escrito em mandarim.
  

Os slogans 
Quem tem TikTok tem tudo. (2021) 
Isso o TikTok Mostra. (2021) 
Re:Make. (2021) 
Começa no TikTok. (2020) 
It Starts on TikTok. (2020) 
Don’t Make Ads, Make TikTok. (2020) 
Make every second count. (2018) 
Make your day. 
Real People, Real Videos.
   

Dados corporativos 
● Origem: China 
● Lançamento: 26 de setembro de 2016 
● Criador: Zhang Yiming 
● Sede mundial: Pequim, China 
● Proprietário da marca: Beijing ByteDance Technology Co. Ltd. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Shou Zi Chew 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Usuários: 730 milhões 
● Presença global: 154 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Tecnologia 
● Principais produtos: Rede social e compartilhamento de vídeos 
● Concorrentes diretos: Snapchat, Instagram, Kwai, Likee, Byte, Triller, Dubsmash, Bilibili e YouTube 
● Ícones: A nota musical estilizada 
● Slogan: Quem tem TikTok tem tudo. 
● Website: www.tiktok.com/pt-BR/ 

A marca no mundo 
O TikTok está presente em mais de 150 países ao redor do mundo, disponível em 75 idiomas e com mais de 730 milhões de usuários (outros mais de 600 milhões utilizam a versão chinesa, batizada de Douyin, que é adaptada às restrições e censuras chinesas, rodando então em servidores diferentes). O TikTok tem como seus mercados principais por números de usuários (excluindo a China) os Estados Unidos, a Indonésia, a Rússia e o Japão. No Brasil, o TikTok vem ganhando cada vez mais espaço, atualmente são mais de 7 milhões de pessoas cadastradas na rede, sendo que 90% desse público acessa o aplicativo todos os dias. E os números do TikTok impressionam: usuários passam, em média, 52 minutos por dia no aplicativo (para jovens entre 4 e 15 anos, exclusivamente, essa média sobe para 80 minutos); cada usuário abre o aplicativo cerca de 8 vezes por dia; 83% dos usuários já postaram vídeo ao menos uma vez; 60% dos usuários são da Geração Z, os criadores de tendências; e com mais de 1.3 bilhões de usuários ativos, o TikTok é a terceira rede social mais popular do planeta, atrás apenas do Facebook e do YouTube (saiba mais aqui). 

Você sabia? 
O TikTok se tornou um fenômeno global, enquanto o Douyin, a versão chinesa do aplicativo de vídeo, é líder no país asiático. 
Uma música em alta no TikTok rapidamente fica em alta no Spotify (conheça a história aqui). Isso ilustra o verdadeiro poder de influência da plataforma e da marca. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek e Exame), jornais (Meio Mensagem), sites de tecnologia (TechTudo), portais (UOL e Terra), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel, Interbrand e Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 8/9/2021 

O MDM também está no Instagram. www.instagram.com/mdm_branding/

31.8.21

MOLICO


Há mais de seis décadas MOLICO é sinônimo de saúde, equilíbrio, autocuidado, amor próprio e aceitação para que as pessoas possam viver a sua melhor versão. MOLICO é um hábito que está presente na vida de milhões de brasileiros através de uma nutrição prazerosa que restaura os nutrientes perdidos todos os dias. 

A história 
O primeiro registro de utilização da marca MOLICO aconteceu por volta de 1914, quando a empresa norueguesa de produtos lácteos Egron ingressou com o pedido de patente do processo de secagem por pulverização para produzir leite em pó. Dois anos mais tarde, a Nestlé (conheça essa outra história aqui) adquiriu a empresa norueguesa (e consequentemente a marca MOLICO) e adicionou o leite em pó ao seu portfólio de produtos. Já no Brasil, o leite em pó integral começou a ser vendido em 1923 com a marca Molíco (com “i” acentuado). Era um leite puro de vaca, ou seja, um leite não modificado, do qual foi simplesmente extraída a água. Na época, o produto era fabricado na Argentina e envasado nas fábricas da Nestlé em Araras e Barra Mansa. Molíco seria conhecido como o leite em pó integral da Nestlé, até seu sucessor, o Leite Ninho® (conheça essa história aqui), herdar tão nobre título quando foi lançado no país em 1944.
   

Porém, a marca MOLICO (já sem acento na letra “i”) como se conhece hoje surgiu em 1959 quando a empresa suíça lançou no mercado brasileiro o leite em pó desnatado, produto que foi direcionado a um público adulto, especialmente mulheres, e que precisava controlar peso. Unindo os benefícios nutricionais do leite desnatado com o sabor e qualidade dos produtos Nestlé, MOLICO conquistou imediatamente a liderança do segmento de leite em pó desnatado no Brasil, posição que ocupa até hoje com ampla vantagem. Nos anos de 1970, MOLICO passou a ser instantâneo, oferecendo assim ainda mais praticidade em seu preparo. No final da próxima década, em 1989, MOLICO passou a ser comercializado também na versão líquida integral, em embalagem longa vida (UHT), ingressando em uma importante categoria de mercado.
   

Em 1998, a marca resolveu ingressar em uma nova categoria de produto com o lançamento de uma linha de iogurtes. Em 2005, a marca lançou uma grande novidade: MOLICO Iogurte + Suco (iogurte com suco de frutas) nos sabores Abacaxi e Morango com Kiwi. Em 2009, a marca ampliou seu portfólio com o MOLICO ActiCol, um composto lácteo que continha fitoesteróis (substâncias que podem auxiliar na redução da absorção do colesterol ruim, o LDL). E para aproveitar a força da marca MOLICO em outras categorias, a partir desse momento a Nestlé passou a lançar sorvetes como o MOLICO Creme, sem adição de açúcar e com redução de gorduras e calorias; os picolés MOLICO (2009); e o MOLICO Yogo (2010), sorvete de iogurte com 0% de gordura, sem adição de açúcares e apenas 37 calorias por porção (equivalente a uma bola).
  

Ainda em 2010, a marca trouxe ao mercado brasileiro o conceito MOLICO TotalCálcio®, oferecendo de forma pioneira ao consumidor uma linha diversificada de produtos desenvolvida para suprir 100% das necessidades diárias de cálcio de um adulto (1000 mg/dia) por meio do consumo de apenas duas porções de qualquer um dos produtos da linha, podendo assim colaborar para a manutenção da saúde dos ossos. Em meados de 2011, já demonstrando preocupação com o meio-ambiente, as embalagens Tetra Pak (conheça a história dessa marca aqui) da versão líquida de MOLICO passaram a contar com uma tampa de plástico feita a partir de derivados da cana-de-açúcar. Ainda este ano, apresentou ao consumidor o MOLICO Fast Frutas Vermelhas, bebida láctea pronta para beber com 0% de gorduras, 0% de açúcares adicionados e 96 calorias por garrafa (280 ml).
   

Para atender à crescente demanda de produtos sem lactose, em 2016 a marca lançou o sorvete de creme MOLICO 0% Lactose, sem adição de açúcares, baixo em gorduras totais e com selo da ANAD (Associação Nacional de Atenção ao Diabetes). Em 2017, MOLICO investiu na melhoria de sua fórmula para auxiliar a suprir as necessidades nutricionais da mulher brasileira. Com isso, o leite em pó da marca passou a ter 80% mais cálcio, além de ser o único da categoria com magnésio e vitaminas do complexo B. Em 2018, a marca apresentou aos consumidores uma novidade: MOLICO+Proteína, leite zero lactose que oferece 10g de proteína por copo de 200 ml, o que representa 50% mais proteína, quando comparado ao UHT zero lactose da própria marca. Além disso, o produto é rico em cálcio e nas vitaminas D, C e K. Por ser desnatado, também é uma opção adequada para uma alimentação equilibrada que visa à redução da ingestão de gordura saturada, contribuindo para a prevenção de doenças cardiovasculares - assim como todo leite desnatado.
  

Em 2019, seguindo a tendência de consumo por produtos funcionais e fortificados, a marca literalmente inundou o mercado de novidades: MOLICO Fibras (composto lácteo com leite parcialmente desnatado, que além de contar com o mix de vitaminas e minerais da versão leite em pó regular, possui 2,5g de fibras solúveis que contribuem para manter o equilíbrio do corpo), MOLICO +Proteína na versão pronto para beber (rico em proteína, com 40% a mais de cálcio na comparação com a média do mercado, além de vitaminas C, D e K) e MOLICO Ômega 3 (único composto lácteo para adultos com exclusivo mix de vitaminas e ômega 3, que ajuda a proteger a saúde cardiovascular e cerebral, contribuindo para manter a mente ativa e focada).
  

Estar bem consigo é um tema que sempre esteve presente no DNA da marca MOLICO. Acontece que bem-estar nos dias de hoje vem ganhando outros contornos, diferente do que era antes. Agora é sobre estar bem fisicamente, emocionalmente e espiritualmente, sem cobranças e sem sacrifícios e privações. Por isso, conectada com as necessidades e evolução de seu público, em 2020 a marca MOLICO se atualizou e apresentou um novo posicionamento de mercado, ligado ao conceito de restauração diária de nutrientes, algo que vai além da nutrição especializada. Com esse novo posicionamento, MOLICO também identificou em sua mudança uma oportunidade para conquistar novos consumidores, transmitindo sua funcionalidade de devolver nutrientes essenciais que os adultos perdem todos os dias.
  

Ainda em 2020, seguindo a tendência cada vez mais crescente de produtos de origem vegetal, o chamado plant based, a marca lançou MOLICO Origem Vegetal, desenvolvido especialmente para adultos que buscam uma alternativa nutritiva ao leite de origem animal. Rico em cálcio, fonte de fibras, o novo produto tem 7g de proteína por porção e ainda possui o mesmo mix exclusivo de vitaminas e minerais de outros produtos da marca. Outra novidade que estreou no mercado foi o MOLICO Colágeno, que além de conter um mix exclusivo de vitaminas e minerais, é adicionado de colágeno Peptan®.
  

Atualmente MOLICO é a marca que mais entende de adultos. E traz a melhor solução nutricional para o brasileiro, democratizando a saúde através de diferentes funcionalidades e sendo o único que restaura os nutrientes que o corpo perde todos os dias. Isto tudo traduzido em um amplo portfólio de produtos lácteos com 0% de gordura e fortificados com fibras, cálcio, ômega 3 e vitaminas, buscando oferecer leveza e promover o bem-estar dos consumidores brasileiros através de uma nutrição equilibrada e ao mesmo tempo rica em sabor.
    

A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas alterações ao longo dos anos. A identidade visual original, que continha o logotipo da Nestlé e o nome MOLICO escrito em azul ou em branco com fundo azul com tipografia de linhas retas, passou por sua primeira remodelação na década de 1970, quando adotou a cor vermelha. Na década seguinte, o logotipo passou por sua primeira e grande significativa remodelação quando ganhou uma inclinação e uma tipografia de letra mais moderna e impactante. Outra remodelação ocorreu em meados dos anos de 2010, quando a identidade visual apresentou mais leveza e simplicidade através do novo logotipo da Nestlé e uma nova tipografia para o nome MOLICO, com mais curvas e dando a impressão de movimento.
  

Depois de passar por uma modernização em 2018, a marca apresentou um novo posicionamento (ligado ao conceito de restauração diária de nutrientes) em 2020 e com ele um logotipo totalmente remodelado. Inspirada no movimento da vida, a nova identidade de MOLICO representa a jornada diária, com início e fim, num fluxo constante. A simbologia do infinito presente na marca transmite esse movimento restaurador, trazendo elementos para a representação dos nutrientes e vitaminas que precisamos repor ao longo do dia. A tipografia de letra foi atualizada, trazendo mais suavidade, fluidez e movimento. Foram também incluídos elementos visuais que aludem à sequência de Fibonacci e que, inspirados na proporção áurea, representam os nutrientes que o produto repõe.
  

A nova identidade visual foi aplicada em toda a linha de embalagens (como pode ser visto abaixo), agora mais leve e fluida que nunca, e conectada com as necessidades de seu público.
  


A imagem abaixo mostra a evolução do design da embalagem do leite em pó MOLICO ao longo dos anos.
  

Os slogans 
Sinta-se mais com Molico. (2020) 
Sinta-se bem com Molico, todos os dias. 
MOLICO, viva todos os seus movimentos. (2012) 
Sinta-se...e bem com Molico. (anos de 1990) 
Sinta-se bem. (anos de 1990) 
Viver em forma é possível. (1998) 
Entre na linha com Molico. (anos de 1970) 
Fique em forma com Molico. (anos de 1970)
  

Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Lançamento: 1959 
● Criador: Nestlé 
● Sede mundial: Vevey, Suíça 
● Proprietário da marca: Nestlé S.A. 
● Capital aberto: Não 
● Presidente (Brasil): Marcelo Melchior 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: Não (presente somente no Brasil) 
● Segmento: Lácteos 
● Principais produtos: Leites, bebidas lácteas, iogurtes e sorvetes 
● Concorrentes diretos: Itambé, Piracanjuba, Italac, Parmalat, Batavo, Danone, Glória e Elegê 
● Slogan: Sinta-se mais com Molico. 

A marca no Brasil 
Atualmente a MOLICO, marca líder absoluta em seu segmento, oferece em todo território nacional uma completa linha de leites em pó especiais, leites UHT, iogurtes e bebidas lácteas. A marca, uma das mais tradicionais dentro do enorme portfólio da Nestlé, também oferece uma linha de sorvetes (potes e picolés). 

Você sabia? 
Registros apontam que foi o químico russo M. Dirchoff que desenvolveu pela primeira vez o leite em forma de pó, no ano de 1832, em uma época em que o desafio era manter a conservação dos alimentos sem os conhecimentos modernos da refrigeração doméstica. Porém, a popularidade do leite em pó, veio com o químico alemão Justus von Liebig que o transformou em um alimento indicado para bebês. A sua fórmula inicial era um pó feito à base de leite de vaca, farinha de trigo e bicarbonato de potássio. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Exame, Embalagem Marca, Veja e Isto é Dinheiro), jornais (Meio Mensagem e Valor Econômico), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing e CBA B+G) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 31/8/2021

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18.8.21

CHAMPION


Um C estilizado é presença constante em moletons, camisetas e acessórios nas universidades americanas, palcos de música e ambientes esportivos e descolados. Com mais de 100 anos vestindo campeões e sempre mantendo os princípios de inovação e qualidade inalterados, a Champion se tornou um ícone no segmento esportivo e de streetwear e uma das marcas mais desejadas por atletas, artistas e descolados no mundo inteiro. E hoje em dia, se tornou indispensável aos amantes da cultura de rua, fazendo inúmeras colaborações e funcionando como private label para as maiores marcas de streetwear do mundo. 

A história 
As origens da marca remontam ao ano de 1919, na cidade de Rochester, estado de Nova York, quando os irmãos Feinbloom, William e Abraham, com o apoio do pai, fundaram uma pequena empresa têxtil chamada Knickerbocker Knitting Mills. Inicialmente a jovem empresa se concentrou em vender no atacado seus suéteres resistentes. Mas foi em 1926 que a empresa apoiou a primeira equipe de sua história, a da Academia Militar de Wentworth, com o fornecimento de uniformes esportivos e suéteres. Pouco tempo depois, outro importante personagem entrou para essa história: a Universidade de Michigan. Com o fornecimento de agasalhos e uniformes para a prática de futebol americano para a universidade, a marca ingressava em um novo e promissor segmento, o rentável mercado das ligas esportivas universitárias. Foi então que a reputação da empresa começou a se espalhar à medida que os treinadores da Universidade de Michigan conversavam com treinadores de outras escolas e faculdades americanas sobre a excelente qualidade dos uniformes que suas equipes utilizavam.
   

Já na década de 1930, o nome Champion passou a ser usado como marca comercial em seus produtos e se tornou referência no quesito qualidade no segmento esportivo. Foi nesta época que a empresa foi renomeada para Champion Knitting Mills. Depois da Universidade de Michigan, várias universidade de outros estados americanos passaram a adotar peças da marca, que iam de meias até camisetas, calças e uniformes para a prática esportiva (especialmente futebol americano e basquete) e até gravar seus emblemas nos produtos Champion que serviam de traje oficial para as universidades. Nesta época a marca também produzia roupas íntimas de lã como protótipos do moletom, vendendo-as para proteção contra o frio para trabalhadores ao ar livre. Com sua reputação de funcionalidade e durabilidade crescendo não demorou muito para que os produtos Champion fossem adotados pela Academia Militar dos Estados Unidos para serem usados durante os exercícios de treinamento e aulas de educação física.
   

Foi nessa mesma época, em 1934, que surgiu o famoso Reverse Weave, o primeiro tipo de malha desenvolvida especialmente para a prática de esportes. O principal diferencial do tecido era a considerável diminuição do encolhimento das peças, que eram constantemente lavadas após seu uso nas atividades esportivas. Essa ideia surgiu das necessidades que treinadores e gerentes de equipamentos de equipes universitárias tinham de lavar os uniformes de seus atletas sem o risco de danificá-los. É por isso que, para evitar o encolhimento horizontal, o velo da fibra foi colocado na vertical no momento da criação, daí o nome Reverse Weave. Para evitar o encolhimento, na direção oposta, todos os moletons Reverse Weave eram caracterizados pelos dois painéis laterais. Mesmo os punhos, o decote e a parte de baixo da malha reversa tinham a mesma característica das inserções, a fim de evitar a dispersão do calor durante e após o treino, mantendo a liberdade de movimento. O processo de solicitação de patente, a fim de certificar e validar o procedimento revolucionário e técnico do Reverse Weave, foi iniciado no dia 9 de agosto de 1938, e devido a Segunda Guerra Mundial, só foi finalizado quase quinze anos depois, em 14 de outubro de 1952.
   

Na década de 1960, como forma de atender as necessidades dos jogadores de futebol americano, a Champion desenvolveu um tipo de malha super respirável feita a partir do náilon, que não demorou muito a ser copiada por todas as suas concorrentes. Com desempenho aprimorado e um visual diferente das peças anteriores, as novas camisas se tornaram o padrão não só no futebol americano, mas também nas quadras de basquete. E foi durante essa década que a Champion entrou em um programa de licenciamento intensivo, que começou com a National Athletic Association (NCAA) e expandiu-se nos anos de 1970 com uma parceria com a poderosa e popular National Football League (NFL), principal liga profissional de futebol americano, para a venda de produtos oficiais das equipes. De 1970 em diante, a Champion se mostrou cada vez mais empenhada em oferecer produtos inovadores e com qualidade elevada, mas a força da marca ultrapassou barreiras e passou a ser desejada fora do ambiente esportivo, principalmente no segmento streetwear. Com isso, até os anos de 1990 era cada vez mais comum ver músicos subindo aos palcos com peças da Champion, muitas vezes reconhecíveis apenas pelo clássico logotipo do “C” estilizado na manga esquerda de suas blusas e moletons.
   

Nas décadas de 1970 e 1980, a Champion tornou-se famosa por criar uma das mais importantes peças esportivas do século 20: o Moletom com Capuz. Ele foi projetado e desenvolvido por razões práticas e introduzido pela primeira vez como uma peça de aquecimento para os atletas usarem entre o intervalo de jogo ou sessões de treinamento. Este fato marcou os primeiros passos significativos de sua transição da roupa esportiva para a moda de rua. Nesta época, a Champion transcendeu o que significava ser uma marca esportiva, tornando-se a primeira marca a produzir a camiseta de dupla face (ou reversível), que podia ser fabricada nas cores da escola/universidade e ser invertida de uma cor para outra para indicar os jogadores de cada equipe; e a primeira a desenvolver e fabricar um tecido de malha de náilon “respirável”, que viria a se tornar o tecido para uniformes de basquete em todo o mundo. Em 1989, a Champion foi vendida para a empresa Sara Lee (conheça essa história aqui).
  

A Champion reforçou ainda mais sua posição na vanguarda do esporte americano ao adquirir os direitos exclusivos de ser a fornecedora oficial de todas as 27 equipes da National Basketball Association (NBA) entre o período de 1989 a 1997. Esta era uma época de ouro para a NBA e a parceria estabeleceu a Champion como a marca oficial para produtos autênticos, tanto nas quadras (uniformes) como fora delas (roupas, acessórios e réplicas de camisas e shorts das equipes). Por isso, até hoje, muitos entusiastas e colecionadores da NBA ainda se destacam nas icônicas peças Champion dos anos de 1990, tal foi a importância e a nostalgia desta década no basquete.
   

Além disso, a Champion foi a fornecedora oficial da primeira e melhor equipe dos sonhos do basquete americano na histórica Olimpíada de Barcelona, na Espanha, em 1992. O time de basquete, conhecido como Dream Team (que tinha Magic Johnson, Larry Bird, Scottie Pippen e Michael Jordan em pleno auge), conquistou a medalha de ouro e esse feito ajudou a Champion a estabelecer sua reputação internacional no segmento e como uma marca autêntica, atlética e de vestuário.
  

Em 2012, para marcar o 60º aniversário da concessão de patente do moletom reverso (Reverse Weave), a Champion relançou este lendário produto na Europa. Isso também coincidiu com o aumento na demanda de formadores de opinião, celebridades e consumidores de moda que estavam sendo influenciados pela cultura de música e do streetwear. Em 2015, todas as linhas de moletons, camisetas, calças, bermudas e shorts com o icônico logotipo do “C” estilizado foram apresentados a uma nova geração de consumidores. E a Champion intensificou colaborações icônicas e muito desejadas, com marcas como Supreme, Off-White, Kith Puts Its Spin on, HyperX, CASETiFY, Bape®, Todd Snyder, entre outras, para o lançamento de coleções especiais e limitadas. A preocupação constante da marca com o design e a qualidade funcional de suas peças, fez com que a Champion permeasse entre sportswear e streetwear, desenvolvendo os dois pilares em paralelo com grande sucesso.
   

A Champion chegou oficialmente ao Brasil no final de 2017. Com apenas cinco meses de operação, a marca já era um enorme sucesso em lojas consideradas influenciadoras e de extrema importância no segmento urbanwear. Depois de quase um século sem presença direta no varejo, em 2018 a Champion inaugurou sua primeira loja própria em Los Angeles, buscando ganhar mais exposição em cidades conhecidas por esportes, artes e cultura. Desde então, a marca inaugurou unidades em cidades como Nova York, Boston e Chicago, entre outras. Além disso, ingressou na categoria de calçados Premium e, em 2019, recrutou o ex-jogador de basquete Magic Johnson e uma série de influenciadores para apoiar a celebração de seu centenário através da campanha “100 Years for the Team” (em português “100 anos para a equipe”).
  

A Champion já projetou e fabricou uniformes universitários, para academias militares e equipes da NBA em seus dias gloriosos. Também colaborou com outras marcas de renome em todo o mundo. No entanto, por um breve período, a marca americana perdeu o brilho e praticamente sumiu da competição. Como seu status de ícone é incontestável, nos últimos anos a marca voltou ao jogo através do lançamento de coleções autorais e inúmeras colaborações, além de licenciamento, demonstrando cada vez mais que não entra “em um jogo para brincadeira”. Construída sobre um patrimônio de inovação, a assinatura do “C” estilizado representa um símbolo de autenticidade, usado por artistas, músicos, celebridades, atletas e criativos em todo o mundo. Com isso, a Champion chegou a um patamar que transcendeu o sportswear e se tornou um marco na cultura, de fato.
  

A evolução visual 
A identidade visual da marca passou apenas por uma significativa remodelação ao longo de sua história. E isto aconteceu em 1960, quando o tradicional C estilizado (que se tornaria o principal símbolo de reconhecimento da marca), uma nova tipografia de letra e a cor azul foram utilizadas no novo logotipo. A partir deste momento, o logotipo do C estilizado (com a paleta de cores azul, vermelho e branco) foi fixado na manga esquerda do moletom, que se tornaria um dos símbolos da marca americana.
  

Com o passar dos anos, esse tradicional logotipo ganhou modernizações, perdeu a inscrição U.S.A. e adotou tons de azuis mais escuros. Atualmente a identidade visual da marca, dependendo de situações e mercados, pode ser aplicada como mostra a imagem abaixo.
  

Os slogans 
Be Your Own Champion. (2020) 
100 years for the team. (2019) 
Dare to be Champion. (2018) 
It takes a little more to make a Champion. (década de 1960)
  

Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1919 
● Fundador: William e Abraham Feinbloom 
● Sede mundial: Winston-Salem, Carolina do Norte, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Hanesbrands Inc. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Stephen Bratspies 
● Faturamento: US$ 2 bilhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 41 
● Presença global: 60 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Esportivo 
● Principais produtos: Roupas, calçados e acessório
● Ícones: A letra C estilizada 
● Slogan: Be Your Own Champion. 
● Website: www.champion.com 

A marca no mundo 
Atualmente a CHAMPION, que atua no segmento esportivo e de streetwear, e segunda marca mais valiosa e importante da empresa Hanesbrands (proprietária de grifes como Hanes, Playtex e Zorba), está presente em mais de 60 países comercializando roupas, calçados e acessórios. Com faturamento anual estimado em US$ 2 bilhões, a marca possui mais de 40 lojas próprias, em sua maioria localizada nos Estados Unidos, com unidades também em Londres, Milão e Amsterdã. 

Você sabia? 
A Champion é considerada a inventora do moletom (incluindo a versão com capuz) e o alçou ao status de ícone pop. O reconhecimento veio em 2018 quando o moletom Reverse Weave da marca passou a ser peça permanente nas coleções do Museu de Arte Moderna de Nova York (conhecido como MoMa). 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Elle, Vogue, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), jornais (Meio Mensagem e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel, Interbrand e Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 18/8/2021

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