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18.8.26

DISCORD


O Discord é a plataforma de comunicação que permite criar conexões significativas em torno da alegria de jogar, através de recursos de voz, vídeo e texto. Apesar das recentes polêmicas, o Discord é um verdadeiro sucesso e fenômeno entre as comunidades de jogadores online. Isto porque, o aplicativo revolucionou a forma de comunicação entre os milhões de gamers ao redor do mundo. Por tudo isso, o Discord representa um dos cases mais bem-sucedidos da história da tecnologia, que mudou fundamentalmente como as comunidades online se formam, se comunicam e prosperam. 

A história 
A história tem origem no mês de abril de 2012, quando o empreendedor americano com paixão por games e tecnologia Jason Citron fundou um pequeno estúdio, o Phoenix Guild, focado em criar jogos baseados em tablets. No mês de abril de 2013, o imigrante ucraniano Stanislav Vishnevskiy se juntou a Jason para dar continuidade ao desenvolvimento de um novo jogo para dispositivos móveis. No verão de 2014, o estúdio - agora chamado Hammer & Chisel - lançou no mercado o Fates Forever, considerado o primeiro MOBA (Arena de Batalha Multijogador Online) para dispositivos móveis, com grande aclamação da crítica e dos jogadores. Alguns dos recursos do novo jogo, como bate-papo em voz integrado, bate-papo em texto e fóruns, ajudaram a preparar a mudança de rumo que a empresa iria tomar em breve. Ao invés de continuar lutando no competitivo mercado de games móveis, a dupla tomou uma decisão ousada: focar em resolver o problema de comunicação que haviam identificado. Isto porque, Jason e Stan era ávidos jogadores, mas não conseguiam encontrar uma maneira confiável de conversar enquanto jogavam online. Afinal, as ferramentas de voz na época eram lentas, pesadas e difíceis de usar.
    

Utilizando o que aprenderam ao criar o Fates Forever, a dupla ingressou no desenvolvimento de um novo projeto: um aplicativo de bate-papo focado em jogos para computador e celular. A equipe queria desenvolver uma espécie de “Skype para gamers” - porém melhor, mais rápido e projetado especificamente para jogadores online. O novo aplicativo - batizado de Discord - foi lançado oficialmente no dia 13 de maio de 2015 e apresentava recursos como canais de voz com qualidade de áudio cristalina, canais de texto para conversação persistente, criação de servidor com permissões personalizáveis, mensagens diretas entre usuários e suporte multiplataforma (web, desktop, mobile). A comunidade de gamers adotou o Discord de forma massiva e imediata, especialmente pela ótima qualidade de áudio e baixo uso do computador. Além disso, o aplicativo foi popularizado por eSports e jogadores de torneios LAN, incluindo usuários populares no serviço de streaming Twitch e comunidades de jogos.
  

Vale ressaltar que o nome “Discord” (que em inglês significa “discórdia” ou “desacordo) foi escolhido pelos criadores de forma irônica. Embora o significado tenha algo a ver com a fala, ia contra a proposta de unir pessoas mesmo à distância. Mas a ideia dos criadores foi exatamente essa, usar a ironia para chamar atenção e atrair usuários. Além disso, Jason Citron explicou que a palavra soava bem, era fácil de falar, lembrar e escrever, além de ter a sonoridade parecida com o ato de conversar. Afinal, o foco inicial era o público de jogos eletrônicos (como League of Legends), onde os grupos precisavam discutir táticas e falar ao mesmo tempo. A palavra remetia ao barulho dessas conversas e bate-bocas de jogo.
    

Na primavera de 2016, o Discord lançou a sobreposição nos jogos para PC, possibilitando a interação entre jogadores e seus amigos sem sair do jogo, e adicionou uma lista de amigos para que as pessoas conversassem fora dos servidores. Além disso, foi lançada a API oficial do Discord, o que levaria a alimentar centenas de milhares de aplicativos. Pouco depois, no verão, o Discord disponibilizou a opção de fazer chamadas de voz para amigos diretamente nas MDs e grupos privados, e revelou um de seus recursos mais populares: a capacidade de fazer upload de emojis personalizados e usá-los nos servidores. O aplicativo fechou o ano de 2016 com 25 milhões de usuários em todo o mundo.
   

No início de 2017, o aplicativo apresentou o serviço de Assinatura Premium Discord Nitro, no qual os membros teriam algumas vantagens bacanas em troca, como a possibilidade de usar os emojis personalizados de um servidor onde quiser e definir um avatar animado. Após longa expectativa e muita especulação, no outono de 2017, o Discord lançou as funcionalidades de bate-papo em vídeo e compartilhamento de tela para todos os usuários nas MDs e nos grupos privados. Além disso, introduziu a API de Rich Presence, possibilitando aos jogadores exibir o que estão fazendo no jogo diretamente no Discord. Nos semestres seguintes, o Discord cresceu exponencialmente em diversos países e chegou ao fim de 2018 com 130 milhões de usuários registrados. No verão de 2019, o Discord lançou outro recurso extremamente popular: Go Live, que permitia aos jogadores transmitir ao vivo seus jogos favoritos para os amigos em um canal de voz com apenas alguns cliques.
   

Com o início da pandemia da COVID-19, o público-alvo do Discord se expandiu, deixando de ser apenas os gamers ou desenvolvedores. Nesse período, o aplicativo passou a ser bastante utilizado para conversas em geral e se mostrou uma ferramenta corporativa muito útil durante o isolamento social, fazendo o número de usuários disparar devido aos novos tipos de utilização, como salas de aula virtuais para aprendizado remoto, encontros sociais substituindo reuniões presenciais, reuniões de negócios e comunicação de trabalho remoto, eventos comunitários e conferências virtuais. Assim, o Discord decidiu se posicionar no mercado como uma plataforma de comunicação para todos. O Discord fechou 2020 com números expressivos: mais de 100 milhões de usuários ativos mensais, 4 bilhões de minutos de conversação diária e 6.7 bilhões de mensagens enviadas mensalmente.
   

Na primavera de 2021, o Discord se uniu ao PlayStation® (conheça essa história aqui) para oferecer suporte à vinculação de contas, permitindo assim aos usuários mostrarem o que estão jogando nos consoles PS5. O ano foi marcado pelo lançamento de novos recursos, como por exemplo, eventos apenas de áudio para grandes audiências, discussões moderadas com palestrantes e ouvintes, e eventos comunitários e apresentações. Além disso, o Discord lançou um novo posicionamento, amparado pelo slogan “Imagine a place” (em português “Imagine um lugar”), para mostrar que o aplicativo era um lugar aberto e acolhedor para todos os tipos de comunidades, grupos de estudo, fãs de arte e amigos - e não apenas para gamers.
    

Em 2023, o Discord continuou introduzindo novos recursos como suporte ao bate-papo em voz nos consoles PS5, as Atividades (uma maneira de jogar diretamente no aplicativo), o Soundboard (possibilita aos usuários tocar pequenos sons durante chamadas de voz) e a opção de enviar mensagens de voz a partir de dispositivos móveis. Na primavera de 2024, o Discord reforçou sua missão de ser a melhor plataforma para os jogadores conversarem e se encontrarem antes, durante e depois de uma partida. Especialmente com a introdução do Lançador de Aplicativos, que disponibilizava as Atividades favoritas dos usuários em todo o Discord. No inverno desse ano, o aplicativo começou a oferecer suporte ao bate-papo em texto e voz diretamente nos jogos.
   

O ano de 2025 foi marcado por grandes novidades: o Social SDK, ferramenta gratuita para criadores de jogos que permite colocar recursos sociais do Discord direto dentro dos games, e o Social Commerce com Marvel Rivals, possibilitando que desenvolvedores vendam itens virtuais a jogadores com contas vinculadas diretamente nos servidores oficiais do jogo no Discord. Além disso, anunciou o lançamento da experiência de publicidade baseada em recompensas e de participação voluntária da plataforma - batizada de Orbs, uma moeda virtual que os jogadores podem obter ao completar “Quests” (como jogar certos games ou assistir a transmissões/anúncios). Esse lançamento marcante representa a próxima evolução da oferta de publicidade do Discord, convidando os jogadores a interagir com marcas por meio de ações que se integram de forma autêntica à sua experiência de jogo.
   

Em 2026, o Discord anunciou o lançamento do Nitro Rewards, um novo programa que incorpora benefícios de marcas líderes dos segmentos de jogos e estilo de vida diretamente à assinatura Nitro, sem custo adicional. O lançamento marca a evolução do Nitro: de uma assinatura que oferece aos jogadores acesso a uma experiência premium no Discord para uma que também desbloqueia uma experiência de jogo premium em todas as esferas da vida gamer do assinante - tanto dentro quanto fora do Discord.
   

Já no Brasil, o aplicativo se envolveu em uma enorme polêmica após o suicídio de uma adolescente ser transmitido ao vivo no Instagram e retransmitido no Discord. No entanto o Discord alegou que a transmissão não ocorreu em sua plataforma já que o servidor onde os criminosos atuavam foi excluído antes da morte da menina. Mesmo assim, a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) determinou a suspensão da função Go Live (transmissão ao vivo) no Discord, até que a empresa comprove a adoção de medidas para proteger crianças e adolescentes.
   

A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por apenas uma remodelação ao longo de sua história. O logotipo original já apresentava dois símbolos de reconhecimento visual da marca: a cor Blurple (uma mistura de azul e roxo) e a lúdica mascote Clyde, representada por um rosto em formato de controle de videogame (joystick). A única remodelação ocorreu em maio de 2021, quando o logotipo apresentou uma nova tipografia de letra e um novo tom de Blurple (#7289DA para #5865F2), criando um visual mais lúdico e refletindo assim a transição de uma plataforma voltada a jogos para uma rede social de uso geral. Clyde também passou por uma leve reformulação para se tornar horizontalmente simétrico (já que na versão anterior não o era) e foi libertado do balão de fala em que estava inserido, facilitando sua aplicação em novos meios. O logotipo também pode ser aplicado somente com a wordmark (nome).
   

Existem seis combinações de cores principais para o logotipo do Discord, como mostra a imagem abaixo.
  

Os slogans 
Imagine a place. (2021) 
Your place to talk. (2020) 
Chat for Communities and Friends. (2020) 
Chat for Gamers. (2015)
  

Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Lançamento: 3 de maio de 2015 
● Criador: Jason Citron e Stan Vishnevskiy 
● Sede mundial: San Francisco, Califórnia, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Discord Inc. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Humam Sakhnini 
● Faturamento: US$ 700 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Usuários ativos: 250 milhões 
● Presença global: 190 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 2.000 
● Segmento: Tecnologia 
● Principais produtos: Comunicação privada (voz, texto e vídeo) 
● Concorrentes diretos: Guilded, TeamSpeak, Fluxer, Stoat, Element, Slack, Gameram, Noobly, Telegram e Microsoft Teams 
● Mascote: Clyde 
● Ícones: A cor Blurple 
● Slogan: Imagine a place. 
● Website: www.discord.com 

A marca no mundo 
O Discord, disponível em mais de 190 países e 31 idiomas (incluindo português, inglês, espanhol, francês, alemão, japonês, coreano), tem mais de 650 milhões de contas registradas e aproximadamente 250 milhões de usuários ativos mensais. São mais mais de 90 milhões de usuários ativos diários no mundo, 19 milhões de servidores ativos semanalmente, mais de 4 bilhões de minutos de conversação diária e mais de 15 bilhões de mensagens enviadas mensalmente. Os Estados Unidos representam seu maior mercado (cerca de 28% da base de usuários ativos), seguido do Brasil e da Índia. Com sede na Califórnia e empregando aproximadamente 2 mil pessoas, o Discord tem faturamento estimado em US$ 700 milhões, impulsionado principalmente por assinaturas do serviço Nitro, atualizações de servidores e parcerias/anúncios. 


Você sabia? 
● Segundo a plataforma, 68% dos usuários participam de servidores relacionados à jogos. Além disso, 38% usam o Discord para comunicação profissional ou relacionada ao trabalho. 
● Alguns governos proíbem o aplicativo por completo ou bloqueiam recursos específicos (como chamadas de vídeo e transmissões ao vivo), incluindo China, Irã, Rússia, Turquia, Egito, Jordânia e Emirados Árabes Unidos. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas).  


Última atualização em 18/8/2026 

O MDM também está no Instagram. www.instagram.com/mdm_branding

24.6.25

WhatsApp


O WhatsApp se tornou uma ferramenta de comunicação essencial para bilhões de pessoas, isso mesmo, bilhões, ao redor do mundo. Fundamental para a comunicação diária, o WhatsApp transformou a forma como nos comunicamos, e até compramos, aproximando pessoas de pessoas e empresas. Por isso, é possível afirmar com sensatez que hoje em dia o WhatsApp é uma força dominante no cenário global de comunicação com números impressionantes. 

A história
O WhatsApp foi criado por dois programadores, o imigrante ucraniano Jan Koum e o americano Brian Acton (ambos na imagem abaixo), que se conheceram ao trabalharem juntos no Yahoo! (conheça essa outra história aqui). Em 2007, eles decidiram tentar carreira em outra empresa que crescia exponencialmente, o Facebook. Na época, porém, ambos foram rejeitados, o que acabou fazendo com que buscassem outras oportunidades no ramo da tecnologia. Com isso, a dupla começou a pensar em novas oportunidades, na mesma época em que foi lançado o primeiro iPhone. E foi Koum quem vislumbrou o potencial de operar através da App Store da Apple (saiba mais aqui), após comprar um iPhone no início de 2009. A ideia do WhatsApp surgiu não como um serviço de mensagem, mas sim como uma ferramenta para indicar o status das pessoas (indicando a disponibilidade para receber ligações). Posteriormente Koum revelaria que parte de sua motivação era não perder chamadas enquanto estava na academia.
  

A primeira versão do WhatsApp foi lançada exclusivamente para o iPhone, e chegou ao mercado em fevereiro de 2009. O nome do aplicativo foi inspirado na expressão informal “What’s up?”, muito utilizada pelos americanos, e que significa algo como “O que está rolando/acontecendo?”, “E aí?” ou “Como vai?”. Com as notificações ativas, os criadores perceberam um aumento na utilização do aplicativo, e as mensagens de status passaram a ser mais personalizadas e divertidas, como por exemplo, “Acordei tarde” ou “Estou a caminho”. Com isso, em agosto do mesmo ano eles lançaram uma versão atualizada que, enfim, contava com a possibilidade de trocar mensagens instantâneas pelo próprio aplicativo. A atualização - batizada de WhatsApp 2.0 - rendeu uma rápida ascensão e logo o aplicativo já contava com 250 mil downloads. Com isso, no mês de outubro, Acton convenceu cinco ex-amigos do Yahoo! a investir US$ 250.000 em financiamento inicial.
   

Levando em conta que nos Estados Unidos o envio de SMS é gratuito, logo surgiu um grande desafio ao WhatsApp: “por que as pessoas iriam baixar um novo aplicativo, sendo que elas já enviavam SMS gratuitamente?”.  Foi aí que a empresa percebeu seu grande potencial de expansão internacional, especialmente em países que cobravam por SMS (e ainda tinha limites de caracteres), como por exemplo, o Brasil, onde o aplicativo foi lançado em novembro de 2009 e teve um rápido crescimento, pois permitia a troca de mensagens de forma rápida e gratuita. E no final deste ano, o aplicativo recebeu uma importante atualização que permitia enviar fotos. No no de 2010, o WhatsApp passou a ficar disponível em outros sistemas operacionais, incluindo para celulares BlackBerry e sistemas Android, o que impulsionou ainda mais sua utilização e popularidade em diversos países ao redor do mundo. No começo de 2011 o WhatsApp entrou no Top 20 da Apple Store nos Estados Unidos, como um dos aplicativos mais baixados. No mesmo ano, o WhatsApp lançou um novo recurso, as mensagens em grupo, e chegou a marca de 1 bilhão de mensagens enviadas em um dia.
     

Pouco depois, em agosto de 2013, o WhatsApp passou a disponibilizar as mensagens de voz, possibilitando assim aos usuários uma maneira de enviar gravações de áudio curtas diretamente em seus bate-papos, um recurso que se tornaria extremamente popular. Nessa época o WhatsApp já contava com aproximadamente 200 milhões de usuários ativos no mundo e chamava a atenção de gigantes como o Google (conheça essa história aqui), que chegou a fazer uma proposta de compra, recusada pelos fundadores. Mas foi o Facebook (conheça essa outra história aqui) que claramente enxergou o WhatsApp como uma ameaça potencial à sua própria oferta e resolveu comprar a plataforma em fevereiro de 2014 por exorbitantes US$ 19 bilhões, uma das maiores aquisições da história na área da tecnologia. Nessa época o WhatsApp tinha apenas 55 funcionários, mas já contava com mais de 450 milhões de usuários em diversos países do mundo. Koum e Acton seguiram atrelados ao WhatsApp como acionistas e continuaram desenvolvendo novas ferramentas para a plataforma.
   

Em agosto de 2014, o WhatsApp já era o aplicativo de mensagens mais popular do mundo, com mais de 600 milhões de usuários. Em novembro deste mesmo ano o aplicativo introduziu um de seus recursos mais populares: Recibos de Leitura, que alerta os remetentes quando suas mensagens são lidas pelos destinatários. O ano de 2015 foi marcado pelo lançamento do WhatsApp Web, versão do aplicativo para ser usada por meio de um navegador, sincronizando com a conexão do dispositivo móvel. Além disso, introduziu uma das atualizações mais populares com a adição de chamadas de voz e vídeo, que permitiu aos usuários fazerem chamadas de forma rápida e fácil por meio do aplicativo. Isso fez com que o WhatsApp se tornasse uma plataforma de comunicação completa, permitindo que as pessoas trocassem mensagens, compartilhassem arquivos e realizassem chamadas de voz e vídeo tudo em um só lugar.
  

Outra atualização importante do WhatsApp foi a adição de recursos de grupo em 2016. Isso permitiu que os usuários criassem grupos de conversa com diversas pessoas, o que foi uma mudança significativa para a plataforma. Antes disso, os usuários só podiam conversar com uma pessoa por vez. Essa atualização tornou o WhatsApp uma ferramenta ainda mais poderosa para a comunicação coletiva, e permitiu que as pessoas colaborassem e compartilhassem mais informações, e de modo mais eficiente. Ainda em 2016, o aplicativo introduziu novos recursos, como por exemplo, o compartilhamento de documentos, permitindo inicialmente que os usuários compartilhassem arquivos PDF com seus contatos; e videochamadas entre duas contas.
  

No início de 2018 foi lançado o WhatsApp Business, para ajudar pequenas empresas a alcançar seus clientes com mais eficiência. O WhatsApp Business funciona como a versão tradicional do aplicativo de mensagem, mas se diferencia pela geração de uma conta comercial verificada com informações básicas sobre o negócio (e-mail, endereço, site e descrição de serviços) e funções extras, como a criação de catálogos para venda de produtos diretamente no aplicativo, ou recurso que fornece métricas (como modelo de mensagens mais lidas, por exemplo) para fomentar estratégias de marketing mais assertivas por meio do aplicativo. Em um ano de lançamento, o WhatsApp Business já contava com uma sólida base de 5 milhões de empresas utilizando a ferramenta ao redor do mundo. Esse ano também foi marcado pela introdução dos recursos de chamadas de áudio e vídeo em grupo e do lançamento da funcionalidade de figurinhas, que permite aos usuários enviar e receber figurinhas em suas conversas, tornando-as mais divertidas. Em 2020, no Brasil, o aplicativo disponibilizou pela primeira vez o recurso de pagamento, inicialmente para pessoas físicas e pequenas empresas e que permite aos usuários fazerem transferências de dinheiro e pagamentos para empresas diretamente pelo aplicativo, utilizando cartões cadastrados ou chave Pix.
    

Em 2021 o WhatsApp adicionou novos recursos ao seu aplicativo, incluindo enviar fotos e vídeos que desaparecem após uma visualização. Em 2022 o WhatsApp adicionou a capacidade dos usuários de desativar seu status online. Além disso, adicionou a capacidade de reagir a mensagens inicialmente com seis emojis predefinidos (polegar para cima, coração, mãos unidas, lágrimas de riso, boca aberta de surpresa e rosto chorando). Nos últimos anos o WhatsApp continuou aperfeiçoando seu aplicativo e introduzindo novos recursos, como por exemplo, permitir aos usuários editar mensagens até 15 minutos após o envio (2023), compartilhamento de fotos e vídeos em alta definição (2023), substituição do indicador “Digitando…” por um novo ícone de reticências que mostra a foto de perfil de quem digita (2024) e transcrever mensagens de voz, permitindo ler o que foi dito em uma mensagem de voz, em vez de ouvir o áudio. Além disso, um “Assistente Inteligente” com tecnologia de IA tornou-se amplamente disponível no WhatsApp, permitindo que os usuários fizessem perguntas ou executassem tarefas como gerar imagens.
  

Hoje em dia, diferente da versão inicial de 2009, é possível usar o WhatsApp para: 
● enviar mensagens instantâneas, fotos, vídeos e outros formatos de arquivos; 
● compartilhar localização em tempo real; 
● fazer chamadas de voz e vídeos; 
● distribuir documentos; 
● trocar figurinhas/gifs; 
● realizar pagamentos; 
● procurar e entrar em contato com empresas direto no aplicativo.
  

O WhatsApp tem como filosofia a criptografia de ponta a ponta (implementada no aplicativo em agosto de 2012), que impede, ou ao menos dificulta, a interceptação de mensagens. Desta forma, nem mesmo a empresa tem acesso ao conteúdo que circula pela plataforma. O recurso de segurança também cria constantemente grandes atritos com autoridades por gerar dificuldades em investigações policiais. No Brasil, o aplicativo chegou a ser bloqueado pela impossibilidade de quebrar o sigilo da troca de mensagens de pessoas investigadas.
  

A identidade visual
A identidade visual da marca pode ser aplicada em três cores: na tradicional verde-clara, preta e verde-escura.


Além disso, o logotipo do WhatsApp também pode ser aplicado com o nome abaixo do tradicional símbolo, que ganha variações dependendo da utilização (como mostra a imagem abaixo).
  

Já o design do aplicativo evoluiu ao longo dos anos (imagem abaixo), adquirindo uma aparência mais limpa e uma utilização mais intuitiva.
  

Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 24 de fevereiro de 2009 
● Fundador: Jan Koum e Brian Acton 
● Sede mundial: Menlo Park, Califórnia, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: WhatsApp LLC 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Meta Platforms Inc.) 
● CEO: Will Cathcart 
● Faturamento: US$ 1.8 bilhões (2024) 
● Lucro: Não divulgado 
● Usuários: 3 bilhões 
● Presença global: 180 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 2.800 
● Segmento: Comunicação 
● Principais produtos: Aplicativo de mensagens, áudios, vídeos e fotos 
● Concorrentes diretos: Telegram, Line, Signal, Viber, Threema, Messenger, Discord, ClickUp™, WeChat, KakaoTalk, Wire, Snapchat e SMS 
● Website: www.whatsapp.com 

A marca no mundo 
Com mais de 3 bilhões de usuários ativos mensais em mais de 180 países ao redor do mundo, o WhatsApp é disparado o aplicativo de mensagens mais popular do planeta. Com faturamento estimado superior a US$ 1.8 bilhões, os países com mais usuários são Índia (mais de 853 milhões de pessoas), Brasil (148 milhões e onde 99% dos brasileiros online utilizam o aplicativo), Indonésia (112 milhões), Estados Unidos (98 milhões), Filipinas (88 milhões) e México (77 milhões). Já a plataforma de comunicação WhatsApp Business tem mais de 764 milhões de usuários ativos mensais, sendo utilizado por mais de 50 milhões de empresas para ações de marketing. 


Você sabia? 
● A plataforma WhatsApp, de acordo com os relatórios mais recentes, processa 140 bilhões de mensagens diariamente. Essas mensagens incluem textos, imagens, vídeos, links, contatos, etc. 
● O WhatsApp é a terceira rede social mais utilizada no mundo, atrás apenas do Facebook e do Youtube (saiba mais aqui). 
● Até o dia 18 de janeiro de 2016 o WhatsApp cobrava de seus usuários uma taxa de assinatura anual de US$ 1. 
● No dia 19 de abril de 2024, a Apple removeu o WhatsApp da App Store na China, citando ordens governamentais decorrentes de preocupações com a segurança nacional. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas).  


Última atualização em 24/6/2025 

O MDM também está no Instagram. www.instagram.com/mdm_branding

8.9.21

TIKTOK


O TikTok se tornou um fenômeno global, cativou milhões de adolescentes e criadores de conteúdo e com capacidade de gerar alto potencial de engajamento. Rapidamente danças, dublagens e desafios se tornam febre no TikTok e viralizam com facilidade na internet, catapultando milhões de anônimos para seus poucos segundos de fama. Desde artistas até adolescentes, o TikTok se tornou uma fábrica de memes, tutoriais, publicidade, curiosidades e tudo mais que se pode encaixar em poucos segundos de vídeos. Afinal, a missão do TikTok é justamente inspirar a criatividade e trazer alegria para milhões de pessoas. 

A história 
Para contar a história do popular aplicativo é preciso voltar ao ano de 2012 na China, quando o engenheiro de software Zhang Yiming (imagem abaixo) fundou a startup ByteDance, cuja proposta era desenvolver plataformas móveis com recursos de inteligência artificial. Não demorou muito para a jovem empresa demonstrar uma rara habilidade de criar repetidamente produtos de sucesso para enfrentar gigantes do setor de comunicação como Tencent e Alibaba (conheça essa outra história aqui). No ano de sua estreia, a ByteDance lançou dois produtos de sucesso: o aplicativo de piadas Neihan Duanzi (encerrado em 2018 por censura do governo chinês) e o agregador de notícias Toutiao (que significa “manchetes” em mandarim), um dos mais populares do país até hoje. Depois lançou a plataforma de vídeo (que inclui clipes longos) chamada Xigua.
  

Mas foi em 2016, que a ByteDance resolveu desenvolver um novo produto que faria sucesso mundial: uma rede social de vídeos curtos. Lançado no mercado chinês exatamente no dia 26 de setembro de 2016 com o nome de A.me, no mês de dezembro o aplicativo, desenvolvido em apenas 200 dias, adotou o nome Douyin (que significa “som vibrante” em mandarim). Rapidamente o aplicativo, que permitia a criação de vídeos de 15 segundos e era focado em música, se tornou popular entre os adolescentes chineses. A partir do mês de maio de 2017, o aplicativo passou a aperfeiçoar seus recursos incluindo uma escolha mais ampla de filtros, adesivos e efeitos que podiam ser adicionados aos vídeos para torná-los mais envolventes e atraentes. O aplicativo também começou a explorar oportunidades de monetização ao realizar uma primeira campanha publicitária com vídeos patrocinados. Além disso, o aplicativo lançou a transmissão ao vivo, cuja capacidade inicial era restrita a usuários com audiências substanciais (acima de 50.000 seguidores).
   

No mês de setembro de 2017, a ByteDance resolveu expandir o aplicativo para o mercado ocidental, lançando uma versão internacional chamada TikTok, inicialmente na Tailândia e no Japão, onde o aplicativo experimentou uma grande aceitação. Nesta época, a versão chinesa do aplicativo já contava com mais de 100 milhões de usuários ativos e 1 bilhão de visualizações de vídeos diariamente no mercado chinês. Visando atingir o público ocidental (já que o TikTok fazia sucesso apenas no oriente) no dia 9 de novembro de 2017, a ByteDance comprou por estimados US$ 1 bilhão o Musical.ly, aplicativo criado em 2014 e cujos usuários podiam criar vídeos de dança e sincronização labial (com recursos de dublagens), que já era muito popular entre adolescentes na época, com cerca de 200 milhões de usuários ativos.
   

Sendo proprietária dos dois aplicativos extremamente semelhantes, a empresa decidiu juntar as coisas. Finalmente no dia 2 de agosto de 2018, a ByteDance uniu as contas e dados existentes do Musical.ly (cujo nome parou de existir) ao TikTok, que herdou do antigo aplicativo os recursos de dublagens e outras funcionalidades, criando assim um aplicativo mais completo, que permitisse interações entre os seus usuários. Ou seja, o TikTok passou a ser uma rede social. Com isso, o aplicativo foi relançado internacionalmente e o Douyin se concentrou no mercado chinês. Esse movimento foi visto como uma forma do aplicativo chinês ingressar no mercado americano - já que o Musical.ly ostentava um considerável número de usuários entre os americanos. O resultado: ao final deste ano, o TikTok foi o aplicativo mais baixado nos Estados Unidos. Esse impulso no mercado americano também contou com o apoio de celebridades como Jimmy Fallon e Tony Hawk, que aderiram ao aplicativo e geraram ainda mais popularidade e conhecimento de marca para o TikTok. Vale ressaltar, que o TikTok foi lançado no mercado brasileiro também em agosto de 2018.
  

O aplicativo para compartilhamento de vídeos curtos, de até 60 segundos, que já oferecia diversas ferramentas de edição, ganhou destaque internacional a partir de 2019, principalmente, entre os jovens, por causa das danças e desafios. O TikTok então passou a crescer graças ao seu apelo para a viralização. Os usuários faziam desafios, reproduziam coreografias, imitavam pessoas famosas, faziam sátiras que instigavam outros usuários a querer participar da brincadeira - o que atraiu muito o público jovem. E com isso, deu origem a diversos virais na internet e se tornou uma das redes sociais de maior sucesso e poder de engajamento no mundo. O sucesso foi comprovado no final de 2019, quando o TikTok já superava a barreira de 500 milhões de usuários.
   

Mas foi durante a quarentena provocada pela pandemia do COVID-19, em 2020, que o TikTok conquistou números impressionantes, sendo o aplicativo mais baixado no mundo durante todo o ano. Em junho deste mesmo ano, o aplicativo lançou o TikTok For Business, ferramentas que ajudam artistas, profissionais de marketing e agências a criarem suas campanhas para alcançar seus públicos e novas audiências, com o máximo de assertividade, sem perder a forma autêntica e descontraída. Cada vez mais popular, em julho de 2021, o TikTok atingiu a impressionante marca de 3 bilhões de downloads, recorde antes exclusivo do Facebook (conheça essa história aqui). Recentemente o aplicativo lançou o TikTok Creator Marketplace, uma ferramenta poderosa para ajudar a agências e marcas a encontrar outros criadores de conteúdo, cujo público se encaixe melhor com suas campanhas; além de criar o TikTok Creator Fund, um fundo de milhões de dólares para ajudar criadores de conteúdo da plataforma, a fim de solidificar ainda mais o relacionamento com influenciadores.
  

O TikTok se tornou um colossal sucesso no mundo por vários fatores. Mas seu grande diferencial é a usabilidade, pois o aplicativo oferece amplos recursos para edição. Com isso, é possível incluir filtros, legendas, trilhas sonoras, gifs, fazer cortes a vontade, utilizar efeitos de câmera, etc. Com esse cardápio repleto de opções os criadores de conteúdo podem explorar ao máximo a sua criatividade e, assim, lançar diversos conteúdos virais, que incluem vídeos de dança, dublagens, sketches de humor, experimentos científicos, tutoriais de maquiagem, artesanato Do It Yourself, decoração, timelapse e infinitas mais coisas.
   

O sucesso também se dá, em parte, por conta da inteligência artificial do aplicativo, que detecta quais vídeos tem maior potencial de viralizar. Isso porque o aplicativo foi criado justamente para tornar as criações de seus usuários um grande sucesso - primeiro, dentro da própria plataforma e, posteriormente, em outras redes sociais. É também uma plataforma de publicidade orgânica poderosa, onde a divulgação acontece naturalmente e os usuários se ajudam nesse processo. Outros motivos por trás do aumento da popularidade do TikTok são: apoio de celebridades, conteúdo localizado, fácil criação, compartilhamento e visualização de conteúdo.
  

As polêmicas 
Apesar do avassalador sucesso, não raramente o TikTok desperta polêmica (principalmente em relação a privacidade) em muitas partes do mundo. Uma dessas situações que chamou atenção, foi a tentativa de bloqueio do TikTok pelo então presidente norte-americano Donald Trump. Isto porque entre 2019 e 2020, o governo americano anunciou que as empresas chinesas ameaçavam a segurança nacional, podendo compartilhar dados dos usuários. Trump então proibiu o funcionamento do TikTok e diversos outros aplicativos chineses. No entanto, um juiz americano barrou a decisão, considerando que seriam apenas hipóteses. Já em janeiro de 2021, o bloqueio aconteceu na Itália, após uma menina de 10 anos morrer ao participar de um desafio proposto no aplicativo. Desde então, o aplicativo deve verificar a idade dos usuários para garantir que menores de 14 anos não tenham conta na plataforma, conforme exige a legislação do país.
   

As muitas queixas de privacidade foram o principal argumento para que o TikTok fosse banido da Índia, cujo governo alegou preocupações com a segurança nacional. Além disso, o TikTok já teve bloqueios temporários em Bangladesh e Indonésia, em razão do conteúdo disponível na plataforma que, segundo as autoridades responsáveis, colaborava para o compartilhamento de pornografia e blasfêmia.
  

A evolução visual 
O principal símbolo da identidade visual da marca sempre foi uma nota musical estilizada. A primeira modificação ocorreu em 2017, quando o aplicativo foi lançado internacionalmente e adotou o nome TikTok, que passou a fazer parte da identidade visual. No ano seguinte, foi apresentada uma nova tipografia de letra para o nome e a diminuição do espaço entre as palavras Tik e Tok. Além disso, a letra O passou a contar com a combinação de tons de turquesa e vermelho, semelhante ao do símbolo. O logotipo da marca também pode ser aplicado na horizontal.
  

Apesar de utilizar o nome Douyin para o mercado chinês, a identidade visual é semelhante ao do TikTok, mas com o nome escrito em mandarim.
  

Os slogans 
Quem tem TikTok tem tudo. (2021) 
Isso o TikTok Mostra. (2021) 
Re:Make. (2021) 
Começa no TikTok. (2020) 
It Starts on TikTok. (2020) 
Don’t Make Ads, Make TikTok. (2020) 
Make every second count. (2018) 
Make your day. 
Real People, Real Videos.
   

Dados corporativos 
● Origem: China 
● Lançamento: 26 de setembro de 2016 
● Criador: Zhang Yiming 
● Sede mundial: Pequim, China 
● Proprietário da marca: Beijing ByteDance Technology Co. Ltd. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Shou Zi Chew 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Usuários: 730 milhões 
● Presença global: 154 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Tecnologia 
● Principais produtos: Rede social e compartilhamento de vídeos 
● Concorrentes diretos: Snapchat, Instagram, Kwai, Likee, Byte, Triller, Dubsmash, Bilibili e YouTube 
● Ícones: A nota musical estilizada 
● Slogan: Quem tem TikTok tem tudo. 
● Website: www.tiktok.com/pt-BR/ 

A marca no mundo 
O TikTok está presente em mais de 150 países ao redor do mundo, disponível em 75 idiomas e com mais de 730 milhões de usuários (outros mais de 600 milhões utilizam a versão chinesa, batizada de Douyin, que é adaptada às restrições e censuras chinesas, rodando então em servidores diferentes). O TikTok tem como seus mercados principais por números de usuários (excluindo a China) os Estados Unidos, a Indonésia, a Rússia e o Japão. No Brasil, o TikTok vem ganhando cada vez mais espaço, atualmente são mais de 7 milhões de pessoas cadastradas na rede, sendo que 90% desse público acessa o aplicativo todos os dias. E os números do TikTok impressionam: usuários passam, em média, 52 minutos por dia no aplicativo (para jovens entre 4 e 15 anos, exclusivamente, essa média sobe para 80 minutos); cada usuário abre o aplicativo cerca de 8 vezes por dia; 83% dos usuários já postaram vídeo ao menos uma vez; 60% dos usuários são da Geração Z, os criadores de tendências; e com mais de 1.3 bilhões de usuários ativos, o TikTok é a terceira rede social mais popular do planeta, atrás apenas do Facebook e do YouTube (saiba mais aqui). 

Você sabia? 
● O TikTok se tornou um fenômeno global, enquanto o Douyin, a versão chinesa do aplicativo de vídeo, é líder no país asiático. 
● Uma música em alta no TikTok rapidamente fica em alta no Spotify (conheça a história aqui). Isso ilustra o verdadeiro poder de influência da plataforma e da marca. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek e Exame), jornais (Meio Mensagem), sites de tecnologia (TechTudo), portais (UOL e Terra), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel, Interbrand e Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 8/9/2021 

O MDM também está no Instagram. www.instagram.com/mdm_branding/

12.11.20

Zoom


Zoom é uma presença constante dentro de grandes corporações. Uma ferramenta indispensável para médias empresas. Um eficiente meio de comunicação para matar a saudade de amigos e familiares. E, nos dias de hoje, parte integrante do “material escolar” de milhões de estudantes. Tornar as comunicações por vídeo livres de complicações, que capacitam as pessoas a concretizarem mais atividades. Essa é a principal missão do Zoom, que se tornou a opção número um para milhões de usuários na hora de reuniões de trabalho à distância ou de se conectar aos familiares e amigos. 

A história 
Tudo começou quando Eric Yuan (foto abaixo), nascido na província chinesa de Shangdon e filho de engenheiros de mineração, decidiu emigrar aos Estados Unidos nos anos de 1990 para trabalhar na área de tecnologia, que em seu país de origem ainda engatinhava. Depois de ter o visto americano recusado por oito vezes, no verão de 1997, Eric finalmente chegou ao Vale do Silício, após ter trabalhado por quatro anos no Japão. Ele tinha 27 anos e não falava uma palavra de inglês, mas havia se especializado em código de computadores, era formado em matemática aplicada e tinha mestrado em engenharia. E foi assim que se juntou à equipe da WebEx, uma empresa que trabalhava com soluções de videoconferência e colaboração em tempo real - sim, exatamente a mesma expertise do Zoom. Uma década mais tarde, a WebEx seria vendida à poderosa Cisco Systems (conheça esta história aqui) por US$ 3.2 bilhões, e Eric se tornou vice-presidente corporativo de engenharia.
  

Eric achava que a Cisco Systems deveria seguir um caminho mais arrojado e incorporar vídeo aos sistemas de conferências, baseados em telefonia. Também queria que as reuniões fossem fáceis de montar e tivessem fundos divertidos. Ele então apresentou sua ideia para um sistema de videoconferências que podia ser usado em smartphones. Mas quando seus chefes não se entusiasmaram com a ideia, Eric resolveu pedir demissão para criar sua própria empresa. E como não conseguia investidores, pegou dinheiro emprestado de amigos e familiares (cerca de US$ 250 mil) para fundar a Saasbee na cidade de San Jose, na Califórnia, no dia 21 de abril de 2011, sendo seguido por 40 engenheiros da Cisco que toparam encarar o novo desafio. A ideia era usar sua experiência em videoconferências e à tecnologia cada vez mais avançada da nuvem (armazenamento online) para atingir um número cada vez maior de pessoas. E por ironia do destino, em junho de 2011, a nova empresa arrecadou US$ 3 milhões em capital inicial do fundador da WebEx.
  

Em maio de 2012, a empresa mudou seu nome para Zoom Video Communications, influenciada pelo livro infantil Zoom City, de Thacher Hurd e no dia 10 de setembro lançou a versão beta, que poderia hospedar conferências com até 15 participantes de vídeo. O que Yuan gastava em pesquisa e desenvolvimento de uma tecnologia proprietária, ele economizava em todo o resto. Por exemplo, ao invés de adquirir o domínio zoom.com de seu dono na época, optou pela solução mais barata: zoom.us (somente em 2018 a empresa finalmente compraria o endereço .com, por US$ 2 milhões). Em novembro, a empresa assinou com a renomada Universidade de Stanford como seu primeiro cliente. Porém, havia um ceticismo crescente em relação àquela nova empreitada, que teria que competir com Skype da Microsoft, Hangouts do Google e o próprio WebEx da Cisco, além de tantas outras alternativas gratuitas - mas que eram todas instáveis.
   

Mas a desconfiança mudaria da noite para o dia quando em 25 de janeiro de 2013 a versão 1.0 do programa foi lançada oficialmente para o público em geral com um aumento no número de participantes por conferência para 25. O Zoom era diferente de tudo que a concorrência tinha no momento. Entretanto, não foi nenhum de seus aspectos técnicos ou de infraestrutura que conquistaram o público. Era a facilidade de uso, que removia a complexidade de se conectar com amigos e colegas. Além disso, oferecia qualidade de áudio e de vídeo impecáveis. Para facilitar ainda mais, apenas o responsável pela reunião precisava de uma conta no serviço, enquanto os participantes poderiam ingressar instantaneamente sem mesmo precisar baixar nada ou se logar. Com isso, ao final de seu primeiro mês, o Zoom já possuía 400.000 usuários, que subiram para 1 milhão em maio. Ao final deste ano, o Zoom já era responsável por hospedar 5.000 reuniões por dia. A partir desse momento, os investidores começaram a aparecer aos borbotões.
   

Em fevereiro de 2015, a empresa recebeu US$ 30 milhões em financiamento de investidores. Nessa época, o Zoom tinha 40 milhões de usuários, com 65.000 organizações inscritas e um total de 1 bilhão de minutos de reunião desde que foi estabelecido. Com a disponibilização da versão 2.5 em outubro, o Zoom aumentou o número máximo de participantes permitidos por conferência para 50 e depois para 1.000 para clientes empresariais. Fã de basquete, Eric era torcedor fanático do Golden State Warriors. E enxergou aí uma enorme possibilidade para o Zoom, que em 2016 iniciou uma parceria de três anos com a equipe. Essa iniciativa colocava o programa de videoconferência como a plataforma para os jogadores se comunicarem com seus fãs e, em troca, o Zoom poderia exibir seu logotipo em destaque na Oracle Arena, em Oakland. Era uma dupla vitória para a empresa, obviamente, que ajudava a popularizar sua solução nos dois lados do acordo. Com isso, o faturamento da empresa aumentou em 300% ao final deste ano.
  

Em abril de 2017, a empresa lançou o Zoom for Healthcare, um produto de telemedicina que permite aos médicos, remotamente, fazerem consultas ou visitas a pacientes por meio de vídeo e áudio em alta definição, além de oferecer serviços aprimorados de sala de espera de pacientes, de links de reuniões personalizados, de gravação de reuniões ou consultas, de compartilhamento de telas e arquivos, de bate-papo online e de colaboração com outros médicos e especialistas. Pouco depois, em maio, o Zoom anunciou a integração com os sistemas de conferência da Polycom, permitindo recursos como reuniões com várias telas e dispositivos e compartilhamento de tela HD e sem fio. Além disso, em setembro realizou a Zoomtopia, sua primeira conferência anual de usuários, onde anunciou uma parceria com a Meta para integrar o Zoom com realidade aumentada, integração com Slack e Workplace por Facebook, além de dar os primeiros passos em direção a um programa de reconhecimento de voz de inteligência artificial.
   

Ainda em 2017, mais de 65.000 empresas no mundo todo dependiam do Zoom para reuniões, conferências e seminários pela web e mais de 40 milhões de pessoas já tinham usado a plataforma para participar ou organizar uma conferência. Além disso, Zoom fechou o ano marcando presença em 90% das principais instituições acadêmicas dos Estados Unidos e com crescimento superior a 150%. No dia 18 de abril de 2019, Zoom teve um dos IPO (sigla em inglês para Oferta Pública de Ações, ou seja, quando a empresa se torna pública, oferecendo ações na Bolsa de Valores) mais bem-sucedidos do ano, obtendo uma valorização inicial de US$ 15.9 bilhões.
  

Durante a pandemia de COVID-19, a demanda pelas chamadas virtuais aumentou muito, causada pela necessidade de isolamento social, e o Zoom se tornou praticamente onipresente para que hospitais, universidade, escolas e outros negócios pelo mundo pudessem continuar conectados e operacionais. Quando partes da China entraram em isolamento, o fundador da empresa abriu as contas gratuitas de nível básico, geralmente limitadas a 40 minutos por reunião, para funcionar por 24 horas. Em meados de março, expandiu a oferta a todas as escolas de ensino fundamental e médio que suspenderam as aulas, primeiro nos Estados Unidos, Itália e Japão e depois para mais 19 países. Com isso, no início de abril, mais de 90.000 instituições escolares já usavam o Zoom. Adicione-os aos outros milhões que começaram a aproveitar o modelo gratuito da plataforma para utilizá-lo por motivos profissionais ou pessoais.
   

Em abril de 2020, o Zoom atingiu a marca de mais de 300 milhões de participantes em reuniões diárias (antes da pandemia eram cerca de 10 milhões de participantes por dia). Antes usado apenas no ambiente corporativo, o Zoom tornou-se íntimo de milhões de pessoas no mundo inteiro. Tudo isso levou o Zoom a um novo patamar financeiro, estratosférico. Por exemplo, em setembro de 2020 ultrapassou US$ 100 bilhões em valor de mercado.
  

Claro que esse crescimento absurdo não veio impune. Com milhões de usuários diários, facilidades de conexão e sem exigir inscrição, o Zoom revelou falhas que não estava preparado para responder. Isto porque, a empresa começou a ser questionada, e até investigada, por autoridades de vários países sobre seus procedimentos para garantir privacidade e segurança de dados dos usuários. Reuniões públicas enfrentaram invasões e envios de imagens pornográficas ou materiais ofensivos (prática que ganhou o nome de “Zoombombing”). As críticas foram enormes e a empresa reagiu rápido aprimorando e atualizando recursos de segurança para corrigir vulnerabilidades, como por exemplo, reuniões protegidas por senha, autenticação de usuário, salas de espera, reuniões bloqueadas, desabilitação do compartilhamento de tela do participante, IDs gerados aleatoriamente, capacidade do host de remover participantes perturbadores e criptografia ponta a ponta para os usuários. Contra vazamento de emails e informações pessoais, também ofereceu recompensas para hackers éticos, anunciou a criação de um conselho de segurança e contratou especialistas externos.
  

A empresa também aproveitou o momento causado pela pandemia para lançar novos produtos, como por exemplo, o Zoom for Home, uma linha de produtos para uso doméstico, voltada para quem trabalha em casa. O primeiro produto consiste em uma tela de 27 polegadas com três câmeras grande-angulares e oito microfones, com software Zoom pré-carregado no dispositivo. Outros lançamento foram o OnZoom, um mercado de eventos virtual com um sistema de pagamento integrado onde os usuários podem hospedar e promover eventos ao vivo gratuitos ou pagos; e o Zoom Phone, um serviço (pago) disponível em 40 países que permite às empresas migrarem de um sistema de telefonia legado para um sistema IP, que se integra com a plataforma de comunicação em vídeo do Zoom. A empresa também anunciou o Zoom Apps, um recurso que integra aplicativos de terceiros para que possam ser usados na interface do Zoom durante as reuniões. Além disso, adicionou novos recursos de acessibilidade para tornar o aplicativo mais fácil de usar para pessoas surdas, com deficiência auditiva ou com deficiência visual.
   

A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por uma pequena remodelação com a retirada de seu principal símbolo, representado por uma câmera branca em um fundo azul-claro. Com isso, o nome da marca passou a ser mais encorpado.
  

Apesar disso, o principal símbolo de reconhecimento da marca Zoom é amplamente utilizado nos meios digitais, como por exemplo, aplicativos e redes sociais.
  

Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 21 de abril de 2011 
● Fundador: Eric Yuan 
● Sede mundial: San Jose, Califórnia, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Zoom Video Communiations Inc. 
● Capital aberto: Sim (2019) 
● CEO: Eric Yuan 
● Faturamento: US$ 622 milhões (2019/2020) 
● Lucro: US$ 21.7 milhões (2019/2020) 
● Valor de mercado: US$ 114.7 bilhões (novembro/2020) 
● Valor da marca: US$ 4.481 bilhões (2020)
● Usuários: 300 milhões 
● Presença global: 150 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 2.500
● Segmento: Tecnologia 
● Principais produtos: Aplicativo de videoconferência e chat online 
● Concorrentes diretos: Google Meet, Facebook Messenger Rooms, Microsoft Teams, Cisco Webex, WhatsApp e Skype 
● Ícones: A câmera branca no fundo azul-claro

O valor 
Segundo a consultoria britânica Interbrand, somente a marca ZOOM está avaliada em US$ 4.481 bilhões, ocupando a posição de número 100 no ranking das marcas mais valiosas do mundo. 

A marca no mundo 
Zoom oferece videoconferências, voz, webinars e bate-papo em desktops, telefones, dispositivos móveis e sistemas de sala de conferência, possui mais de 300 milhões de usuários ativos em 150 países ao redor do mundo, está disponível em quase uma dúzia de idiomas, emprega mais de 2.500 pessoas e faturou US$ 622 milhões no ano fiscal de 2019/2020. A empresa atende mais de 80 mil clientes corporativos, como Samsung, Uber e Walmart, que pagam centenas de milhares de dólares por ano pela versão Premium da plataforma. A empresa, além de sua sede corporativa na cidade californiana de San Jose, possui 16 escritórios espalhados pelos Estados Unidos, Índia, Japão, China, Cingapura, Holanda, Austrália, Reino Unido e França. O uso da plataforma é gratuito para videoconferências de até 100 participantes ao mesmo tempo, com limite de 40 minutos. Para conferências mais longas ou maiores com mais recursos, assinaturas pagas estão disponíveis. Recursos voltados para conferências de negócios, como Zoom Rooms, estão disponíveis por US$ 50-100 por mês. Até 49 pessoas podem ser vistas em uma tela ao mesmo tempo. 

Você sabia? 
● Eric já chegou a comentar em entrevistas que o Zoom é a realização de um sonho de juventude. Enquanto estava em seu primeiro ano de faculdade na China, ele tinha que enfrentar um trem por dez horas para visitar sua namorada, que morava longe. Eric detestava essas viagens e pensava constantemente em outras maneiras de vê-la sem precisar entrar em um trem. No fim, isso foi a semente do Zoom. E a história teve final feliz: não só a empresa se tornou realidade, como Eric se casou com a então namorada, teve três filhos e hoje vivem juntos na Califórnia. 
● O crescimento se torna ainda mais impressionante quando observamos que, nos primeiros anos, o Zoom nem mesmo tinha um time de marketing dedicado. Sua popularidade era orgânica, impulsionada pela satisfação dos consumidores e pelo evangelismo do próprio Yuan. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), jornais (Valor Econômico e Estadão), sites de tecnologia (Canal Tech), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 14/11/2020