13.6.06

CHRISTIAN DIOR


A marca CHRISTIAN DIOR é um ícone da moda de alta costura. Afinal é impossível imaginar a história da moda sem Christian Dior. Ele inventou o chamado “New Look”, que ao longo de sua história fez a própria tradução física dos sonhos e da fantasia humana através de seus vestidos. A marca é, talvez, a mais influente e chique do fascinante e extravagante mundo da alta costura. Fruto da cabeça criativa e inovadora, que adorava romper e quebrar tendências, do estilista Christian Dior. Moda para mulheres, homens, crianças, joias e perfumes incríveis, relógios, maquiagens, acessórios e muito estilo. Hoje, a DIOR é um império do luxo, admirada no mundo inteiro. 

A história 
Considerado o new look da moda internacional até hoje, Christian Dior era uma pessoa de temperamento difícil e complicado, apesar de tímido, mas conhecia como poucos seu ofício quando desenhava croquis para a alta costura francesa. O estilista nasceu na cidade de Granville, balneário conhecido como a “Mônaco do norte da França”, em 21 de janeiro de 1905. Na época, a família Dior tinha uma boa situação financeira, fazendo parte da burguesia rica, seu pai era um próspero comerciante de fertilizantes, o que lhe garantiu uma infância e juventude tranquila. Seriam as roseiras de sua mãe, Madeleine, que inspirariam o futuro estilista a criar seus modelos florais e orientais para, como dizia ele, “embelezar as mulheres”. Mesmo com o grande interesse em artes, especialmente o desenho, estudou ciências políticas, por influência de seu pai, com a intenção de seguir carreira diplomática. Após terminar o curso, gastou seu tempo viajando pela continente europeu, até que, em 1928, abriu uma pequena galeria de artes, em sociedade com o amigo Jacques Bonjean, onde a dupla vendia alguns desenhos de Picasso e chegou a expor alguns trabalhos de Christian Bérard. Mas a crise econômica mundial forçou a interrupção do negócio.


Em meados de 1934, Dior enfrentou uma grave doença. E o que é pior, não podia contar mais com o dinheiro da sua família que, desde 1931, atravessava vários problemas financeiros, muito em virtude da crise econômica que assolava o mundo. Em 1935, recuperado e disposto, esse determinado francês da Normandia começou a desenhar croquis para o Figaro Illustre, jornal parisiense que os publicava semanalmente na seção de alta costura. Depois de conseguir vender uma coleção de desenhos de modelos de chapéus, o inventivo Dior elaborou croquis de roupas e acessórios para várias Maisons de Paris, até que, em 1938, ingressou de cabeça no universo da alta costura ocupando o cargo de assistente do estilista suíço Robert Piguet. Nesse ínterim, explodia a Segunda Guerra Mundial e Dior foi convocado para a batalha, na qual atuou como soldado do corpo de engenheiros.


Em 1941, já trabalhando na Maison do estilista francês Lucien Lelong, conheceu o francês Pierre Balmain, que mais tarde se tornaria um grande e influente estilista francês. Nessa altura, o estilista, então com 41 anos de idade, almejava ter a sua própria Maison e conseguiu concretizar o sonho com a ajuda financeira do então magnata e empresário dos tecidos, Marcel Boussac, no dia 16 de dezembro de 1946 com a fundação da The House of Dior. O lendário endereço, em Paris, o número 30 da Avenida Montaigne é o mesmo até os dias de hoje. No dia 12 de fevereiro de 1947, após um árduo trabalho, e ajudado pela sua equipe, que incluía Pierre Cardin, lançou sua primeira coleção feminina batizada de “Carolle”, que apresentou uma revolucionária saia na altura do tornozelo, apelidada pela redatora da conceituada revista americana Harper’s Bazaar, Carmel Snow, de “New Look” (novo visual). Contendo inúmeras variações e novidades para época, a coleção se tornou um sucesso imediato, principalmente pelos ombros arredondados, cinturas acentuadas, saias rodadas, vestidos suntuosos, fartos, com cintura bem fininha e ombros à mostra. O modelo que se tornou o símbolo do “New Look” foi o tailleur Bar, um casaquinho de seda bege acinturado, ombros naturais e ampla saia preta prissada, que vinha quase até a altura dos tornozelos. Luvas, sapato de salto alto e chapéu completavam o sofisticado figurino, que foi seguido fielmente a partir da próxima década.
 

Além de causar fascínio pela sua elegância e luxo, o conceito do New Look vinha carregado de extravagância e exagero: vestidos tradicionalmente feitos com 5 metros de tecido, agora usavam até 40 metros. Ele conquistou de cara o mundo da alta costura pela ousadia e por causar impacto com suas roupas – afinal, para ele, “as peças eram feitas não somente para serem bonitas, mas também para chocar”. O estilista conseguiu mudar o conceito de praticidade e simplicidade das roupas femininas, até então uma necessidade dos tempos de guerra e uma tendência da moda criada por Chanel. Após alguns anos de reclusão, a mulher pós-guerra queria se sentir novamente feminina e estava ansiosa em recuperar a elegância e o luxo verdadeiro. Nos bailes, que à época se sucediam aos jantares, as mulheres ricas e célebres compareciam usando DIOR. O estilista criou modelos extremamente femininos, luxuosos, sofisticados e elegantes, inspirados na moda da segunda metade do século 19. Os vestidos eram mais longos, o busto mais acentuado, a cintura bem marcada e as saias amplas.


Ainda em 1947 foi criada a divisão de perfume, conhecida como PARFUMS CHRISTIAN DIOR, que iniciou suas atividades com o lançamento da fragrância Miss Dior, um verdadeiro clássico até os dias de hoje, criado com a colaboração grandes perfumistas, como por exemplo, Jean Carles e Paul Vacher e, em homenagem a sua irmã Catherine. Nessa época, Dior desenvolve e inicia projetos ainda considerados revolucionários, no pequeno e restrito mundo da alta costura: cria um departamento de peles e assina licenças com fabricantes de acessórios. Em apenas um ano, a coleção New Look teve mais de dez mil encomendas. A volta por cima da beleza feminina fez a cabeça de mulheres célebres, como por exemplo, Eva Perón, Grace Kelly e Marlene Dietrich, para quem ele criou o guarda-roupa inteiro do filme “Stage Fright”, de Alfred Hitchcock.


Em 1949, dois anos após a inauguração, a MAISON DIOR já era responsável por mais de 5% das exportações francesas. Nesta época, Christian Dior já tinha uma boutique de luxo em Nova York, em plena Quinta Avenida, além de estar bem estabelecido para assinar contratos de licenças com empresas americanas. No ano de 1954, ele mudou tudo com a apresentação da linha H (H de haricot vert, uma vagem comprida): nada de busto e cintura apertada. Dior inovou mais uma vez ao imprimir estilo com vestidinhos tubulares que escondiam as formas. O vestido-saco revolucionou de forma surpreendente cabeças e corpos. Também criou modelos luxuosos, com muita seda e tule bordado, além dos vestidos de tecidos transparentes, com saias sobrepostas e comprimentos dos mais diversos.


A linha Y surgiu em 1955 e mostrava um corpo longo com a parte superior mais pesada, além de golas grandes que se abriam em forma de V. A linha A trouxe vestidos e saias que se abriam a partir do busto ou da cintura para formar os dois lados de um A. Com apenas 52 anos de idade e dez anos depois de fundar sua Maison, Christian Dior morreu precocemente no dia 23 de outubro de 1957, durante suas férias no litoral italiano, após sofrer um ataque cardíaco fulminante. Deixou um verdadeiro império do luxo, com 22 coleções, 28 ateliês e 1.200 empregados. Os números impressionavam: em dez anos de existência, foram vendidos mais de 100 mil vestidos, um milhão e quinhentos mil metros de tecido decorados e 16 mil croquis realizados. Além disso, ele ingressou no mercado de massa em Nova York, foi capa da revista Time (segurando a inseparável tesoura de costura), e, ao democratizar suas criações, foi acusado de banalizar a cultura francesa. Estava adiante de seu tempo. Inaugurou lojas DIOR na Inglaterra, México, Cuba, Canadá e Japão.


Para assumir a direção de criação da grife, após sua morte, foi escolhido o então jovem (com apenas 21 anos) assistente, irrequieto e talentoso Yves Saint-Laurent, que provocou protestos dos discípulos de Dior por ter criado peças poucos tradicionais para a marca, como jaquetas de couro e vestidos curtos. Apesar disso, a primeira coleção da DIOR após a morte de seu mentor foi magnífica e aclamada pelos críticos. Realizada em apenas nove semanas, as roupas possuíam cortes perfeitos, tecidos requintados e detalhes meticulosos, assim como Christian Dior a faria.


Em 1960, Saint-Laurent após ser chamado pelo exército, e dois anos depois de resolver abrir sua própria Maison, é substituído por Marc Bohan, um estilista francês mais experiente e conservador. Seus modelos mais influentes foram apresentados em 1966, baseados no filme Dr. Jivago, com casacos amplos de cintura apertada, vestidos longos e botas. No final desta década, dois acontecimentos foram de extrema importância para a marca: em 1967 a inauguração da primeira loja exclusivamente masculina (DIOR HOMME) e, em 1969, o estabelecimento da divisão de cosmético, que seria responsável por consolidar a marca DIOR ainda mais como um ícone do segmento de luxo. A partir de 1989, o italiano Gianfranco Ferré, em uma clara tentativa de renovação da Maison, foi escolhido como o novo diretor de criação da marca CHRISTIAN DIOR. Logo em sua primeira coleção ganhou o Dedal de Ouro oferecido pela empresa Helena Rubinstein ao melhor estilista de cada temporada. Em 1990, lojas sofisticadas da DIOR foram inauguradas em lugares luxuosos de Nova York, Los Angeles e Tóquio. Apesar do crescimento, nenhum desses três nomes conseguiu perpetuar com a mesma intensidade o brilho característico de Christian Dior. A mais reverenciada marca da moda então se tornou uma Bela Adormecida no universo da moda.


O ressurgimento começaria em 1996, quando John Galliano, que apesar da cidadania inglesa nasceu em Gibraltar, assumiu o cargo de diretor criativo da grife, responsável pela criação das coleções de alta costura e prêt-à-porter feminino. E chegou para incendiar a marca francesa. O estilista assumiu o posto criativo da CHRISTIAN DIOR com o respaldo de ninguém menos que Bernard Arnault, o todo-poderoso do grupo LVMH, influente conglomerado do segmento de marcas de luxo, que havia adquirido a grife francesa em 1985. Ao colocar Galliano, um rebelde, inglês e iniciante, à frente da MAISON DIOR, os franceses ficaram chocados. Porém, apenas um ano depois, a marca voltou a gerar dinheiro e lucros. John Galliano causou uma verdadeira reviravolta saudável na DIOR. Houve dois “escândalos”, no bom sentido da palavra, que fizeram com que a marca voltasse aos tempos de glórias: a simples contratação de John Galliano e a “coleção dos mendigos”, que causou frisson ao desfilar modelos vestidos como mendigos na passarela. O estilista, sempre convicto de que o esquisito, mesmo chocante, vende, colocou então nas passarelas trapezistas, acrobatas chineses, monges Shaolin, freiras e esfinges. Considerado um gênio rebelde, o estilista falava pouco em público, mas não precisava disso para virar notícia. Em um dos seus últimos desfiles de alta costura, modelos exibiram vestidos em estilo imperial, recobertos de bordados preciosos. Enquanto isso, uma banda de hard rock tocava e destruía seus instrumentos a chutes e pauladas.


Nomeado diretor artístico de todas as coleções femininas DIOR (alta-costura, prêt-à-porter, acessórios, cosméticos e sapatos) em 1999, ele também passou a cuidar da comunicação da marca, desde as campanhas publicitárias até o design das vitrines. Apesar do enorme sucesso, seu temperamento forte e rebeldia iriam causar problemas para a marca. E isto aconteceu no início de março de 2011 quando o estilista, filho de um encanador inglês e de uma espanhola, depois de ter sido suspenso de suas atividades após ser detido em Paris, acusado de insultos antissemitas á um casal em um bar, foi demitido pela marca francesa. Após Bill Gaytten assumir o posto como interino, finalmente em 2012, o belga Raf Simons foi nomeado novo diretor criativo da Maison.


A linha do tempo 
1949 
Lançamento do icônico perfume DIORAMA
1953 
Lançamento do EAU FRAÎCHE, primeiro perfume unissex na história do segmento. 
1954 
Lançamento do primeiro produto de maquiagem da grife, o lápis de boca (delineador). 
1955
Lançamento de sua primeira linha de batons (batizada de ROUGE DIOR), composta por oito tonalidades de vermelho, cor que se tornaria símbolo da marca. 
1956 
Lançamento do perfume DIORISSIMO, baseado no lírio do vale, flor predileta do estilista. 
1963 
Lançamento do perfume DIORLING
1966 
Lançamento da primeira fragrância masculina da marca, chamada EAU SAUVAGE
1967 
Lançamento da primeira coleção BABY DIOR, especialmente criada para crianças de 0 a 4 anos. 
1968 
A marca uniu a moda e a beleza ao lançar uma linha de maquiagens chamada HYDRA DIOR
Lançamento da CHRISTIAN DIOR TRICOT, uma coleção de roupas feitas em crochê. 
1969 
Lançamento da EXPLOSION OF COLOR, uma completa e moderna linha de maquiagens composta por blush, pós, delineadores, entre outros itens. 
1970 
Revolucionou ao introduzir o desfile de produtos de maquiagem, mostrando cores e tendências que marcaram época, estabelecendo a DIOR como uma gigante no mundo da moda. 
Lançamento da DIOR HOMME, primeira coleção masculina da marca. 
1972 
Lançamento do perfume DIORELLA, um verdadeiro “sopro de ar fresco”
1973 
Lançamento de uma linha para tratamento da pele. 
1975 
Lançamento do BLACK MOON, primeiro relógio da marca DIOR. 
1979 
Lançamento do perfume DIORESSENCE
1980 
Lançamento do perfume masculino JULES
1983 
Lançamento do CAPTURE, um creme anti-idade que possuía em sua formulação lipossomas, microcápsulas que penetram na pele e previnem o envelhecimento. 
1985 
Lançamento do POISON, um dos perfumes de maior sucesso da grife francesa. 
1988 
Lançamento do perfume masculino FAHRENHEIT, que se transformaria em um fenômeno de vendas.
1991 
Lançamento do perfume feminino DUNE, que ganharia sua versão masculina seis anos mais tarde. 
1995 
Lançamento do perfume DOLCE VITTA em sua tradicional embalagem amarela. 
Lançamento da bolsa LADY DIOR, cuja característica principal era o “cannage” – desenho de cana da Índia - com letras DIOR soltas na alça. O nome é uma homenagem à princesa Diana, embaixadora mundial da marca e amiga pessoal de Bernard Arnault, presidente do conselho e principal executivo do Grupo LVMH. 
1996 
Relançamento da coleção de óculos da grife ao comando de John Galliano. Os primeiros óculos com a marca DIOR foram lançados no final da década de 1960. 
1998 
Lançamento do perfume HYPNOTIC POISON
Lançamento de sua primeira linha de joias, criada e dirigida por Victoire de Castellane. 
1999 
Lançamento do J’ADORE, um perfume refrescante com misturas de orquídeas, violetas, rosas e um tipo especial de almíscar. O perfume foi batizado com esse nome graças à expressão usada constantemente por John Galliano (traduzida do francês, significa “eu adoro”). 
Lançamento da famosa bolsa saddle bag, modelo em forma de sela com alça curta. Todos os anos esse modelo ganha novas versões, aumentando ainda mais a enorme legião de fãs. 
2001 
Em janeiro, o estilista francês Hedi Slimane estreou a nova DIOR HOMME, aclamada como uma das melhores coleções de moda masculina da atualidade, com pitadas de androginia e glamour do rock’n roll.
2002 
Lançamento do perfume feminino FOREVER and EVER
Lançamento do perfume ADDICT
2003 
Lançamento do perfume feminino CHRIS 1947 em homenagem a fundação da grife. 
2005 
Lançamento dos perfumes MISS DIOR CHÉRIE (para um público feminino mais jovem) e DIOR HOMME
2006 
Lançamento do DIOR CAPTURE TOTALE, primeiro produto anti-idade baseado em uma extensa pesquisa tecnológica e sociológica, que oferece resultados extraordinários e conta com tecnologias de vanguarda em sua composição, com a utilização do Complexo Alpha-Longoza
Lançamento da DIOR GAUCHO, bolsa extravagante com grandes fivelas e chaves penduradas, que rapidamente se tornou a preferida de celebridades como Sienna Miller, Keira Knightley, Penélope Cruz e Gisele Bündchen. Inspirada nos pampas, o modelo tem versões em jeans, náilon e couro. 
2007 
Lançamento do perfume feminino MIDNIGHT POISON com o slogan “A new Cinderella was born”. O perfume era uma mistura perfeita de rosa da Bulgária, jasmim, flor de laranjeira, baunilha e sândalo. 
2008 
Lançamento do DIOR PHONE, um luxuoso celular com acabamento de diamantes incrustados e detalhes em couro de jacaré. Além de câmera, tela touchscreen e o nome da marca, o aparelho vinha com um mini-celular, apelidado de “My Dior”, que servia para prender do lado de fora da bolsa ou colocar no bolso, para quando alguém ligar, não fosse preciso revirar toda a bolsa para atender a chamada. 
2009 
Lançamento do DIOR SÉRUM DE ROUGE, um batom cuja textura saturada com ingredientes ativos e enriquecida com puros pigmentos enche os lábios de cores luminosas e destacam sua aparência dia após dia. Para ajudar no combate ao tempo, principal causa da perda de volume e descoloração dos lábios, o Centro de Inovação Dior desenvolveu um exclusivo complexo de ingredientes ativos que age tanto na superfície quanto no interior dos lábios. Dia após dia, eles recuperam sua firmeza e curvas suntuosas. Claramente definido, o contorno dos lábios se torna mais proeminente e reconquista seu tom rosado natural. 
2011 
Lançamento da coleção de maquiagem GRIS MONTAIGNE, inspirada na primeira loja da grife e baseada nos tons rosa e cinza. A exclusiva paleta Dior Cannage, realçada pelos famosos amuletos em metal D-I-O-R, se tornou uma verdadeira vitrine para os olhos e objeto de desejo para milhões de mulheres. 
2012 
Inauguração em Taipei (Taiwan) da sua maior loja no mundo. Com 19.410 m², o primeiro andar é reservado para joias, relógios, bolsas e artigos de couro, além de contar com uma área exclusiva para criar versões customizadas da icônica bolsa Lady Dior. O espaço ainda abriga a DIOR COUTURE (alta costura), três salões destinados ao prêt-à-porter, um destinado aos sapatos e dois andares para a DIOR HOMME, a coleção masculina da grife.


A joia da coroa 
A loja âncora (chamada em inglês de flagship store) da DIOR na lendária Avenue Montaigne 30, em Paris, foi reinaugurada em 2009 para ser reconhecida com uma das mais luxuosas do planeta. A reforma fez parte das comemorações pelos 60 anos da grife francesa e a reabertura contou com a presença de celebridades como Sharon Stone, Elton John, Juliette Binoche e Monica Belluci. Entre as novidades do projeto assinado pelo arquiteto Peter Marino estão um salão de sapatos exclusivos para clientes VIPs, com os modelos apresentados na última coleção de alta-costura, e frases escritas na parede como “Look Good” ou “J’adore” pelo artista Rob Wynne. A ideia foi criar um clima “residencial” dentro da loja, resgatando elementos do legado de Christian Dior. A loja ampliou seus salões para a coleção prêt-à-porter e deu maior destaque para as bolsas. Os modelos Samurai e Gaucho, além da clássica Lady Dior em novos materiais são as atuais campeãs de vendas na DIOR.


Dados corporativos 
● Origem: França 
● Fundação: 16 de dezembro de 1946 
● Fundador: Christian Dior 
● Sede mundial: Paris, França 
● Proprietário da marca: LVMH Moët Hennessy • Louis Vuitton S.A. 
● Capital aberto: Não (subsidiária) 
● Chairman: Bernard Arnault 
● CEO: Sidney Toledano 
● Estilista: Raf Simons e Kris Van Assche (Dior Homme) 
● Faturamento: €4.8 bilhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 240 
● Presença global: 150 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Maiores mercados: Europa, Ásia e Estados Unidos 
● Funcionários: 5.000 
● Segmento: Moda de luxo 
● Principais produtos: Roupas, sapatos, perfumes, cosméticos e acessórios
● Concorrentes diretos: Chanel, Gucci, Prada, Versace e Saint Laurent Paris  
● Ícones: O New Look 
● Website: www.dior.com 

A marca no Brasil 
Apesar de vender seus produtos no país desde 1958, em muitos anos através de licenciamento, a marca desembarcou oficialmente somente em 1999 com a inauguração de uma loja na badalada Rua Haddock Lobo em São Paulo. Com a abertura da Villa Daslu, a segunda loja da DIOR, também em São Paulo, foi inaugurada. Em 2010, seguindo a estratégia mundial da marca e visando a oportunidade de crescimentos ambiciosos em um país em destaque no cenário econômico mundial, a filial brasileira fez investimentos arrojados, apostando em espaços de beleza personalizados, batizados de DIOR COSMOTIC COUNTER, onde o cliente desfruta de uma luxuosa experiência com os produtos da marca. Estes espaços únicos de beleza proporcionam prazer a todos os sentidos. A iluminação dos visuais e a maquiagem atraem o olhar. Os envolventes aromas das fragrâncias incitam o olfato. A textura dos tratamentos DIOR é um presente ao tato. Todas as áreas desse espaço personalizado provocam o desejo de sentir os produtos e deixar-se levar pela beleza. O DIOR COSMOTIC COUNTER faz parte da estratégia mundial da marca para manter uma comunicação única em qualquer perfumaria ou loja de departamento de luxo do mundo.


Com o fechamento da Vila Daslu, a marca inaugurou uma segunda unidade, recentemente, em 2013, no badalado shopping Cidade Jardim. Com portas de vidro duplo e iluminação interna entremeada pela tradicional padronagem cannage, a loja de 500 m² segue o conceito criado por Peter Marino para a lendária boutique da Avenue Montaigne. Há espaços separados para acessórios, roupas, joias e alta relojoaria. O luxuoso ambiente conta ainda com obras de renomados artistas contemporâneos.


A marca no mundo 
A marca, que já revelou estilistas como Yves Saint-Lauren, Gianfranco Ferré e John Galliano, têm sua sede no famoso endereço Avenida Montaigne 30, na cidade de Paris, contando com mais de 240 lojas próprias nos pontos mais exclusivos do planeta, e seus produtos podem ser encontrados nas mais sofisticadas lojas de departamento do mundo. Seu principal mercado é a Europa, que corresponde a mais de 50% das vendas da marca, seguido da região da Ásia-Pacífico com 24% e dos Estados Unidos com 23%. 

Você sabia? 
A marca tem toda sua linha de cosméticos desenvolvida no Dior Science Observatory, um centro de inovação localizado em Paris, onde mais de 200 pesquisadores criam produtos com texturas surpreendentes, sistemas de hidratação únicos da pele e formulações revolucionárias. 
Algumas referências informam que o estilista Christian Dior morreu de ataque cardíaco em 1957 após engasgar com uma espinha de peixe, outras dizem que o ataque foi resultado de um ardente encontro amoroso. Porém, não se sabe ao certo qual o verdadeiro motivo de sua morte até hoje. 
A DIOR tem em seus arquivos mais de 143 perfumes criados. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Isto é Dinheiro), jornais (Valor Econômico), sites de moda (PureTrend), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 1/9/2013

3 comentários:

Anônimo disse...

mtuu boumm
Os parfumees da Dior
e o lápis citado, eu tbm tenho, e é de uma qualidade incrível

Renata Cavalcanti disse...

sou eu denovo enchendo o seu saco...
Meu signo diz que quando sou fã de alguma coisa sou até a morte. Eu sou fã de pessoas que realizam um trabalho como o de vcs. Quem quer conhecer moda precisar começar pelos clássicos. Pelo menos os dez mais famosos... é o que estou fazendo no twelveworld, meu blog, mas pra ter informações de gente que morreu antes de eu pensar em nascer preciso de blogs como o mundo das marcas,que tem uma informação completa e na minha lígua.
sou fã deste blog!

Rodrigo M disse...

Adorei o blog e já vou virar seguidor... As informações da Dior estão ótimas, assim como de outras marcas que vi... E com o intuito de contribuir com o texto sobre a Dior - embora a marca e seus produtos não precisem de muita publicidade - tenho que dizer que os perfumes da marca são os melhores que já usei.Meu preferido é e sempre será o Dior Addict. Inesquecível, marcante, profundo... Realmente viciante.