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14.6.22

LOEWE


O artesanato é a essência da LOEWE, uma marca de luxo espanhola que conquistou ricos pelo mundo afora com sua centenária e rica história repleta de criações exclusivas e desejadas de bolsas e artigos de couro. Ao longo dos mais de cem anos, a qualidade, os designs únicos e a exclusividade tornaram a LOEWE um verdadeiro ícone da moda de luxo, adotada por nomes como Sarah Jessica Parker, Demi Moore e Jennifer Lopez. 

A história 
A marca tem suas origens no ano de 1846, quando um grupo de artesões espanhóis estabeleceu uma modesta oficina de couro no centro comercial da cidade de Madri. A esse grupo, se juntaria anos mais tarde, Heinrich Loewe Rössberg, um artesão alemão, que desde cedo uniu sua paixão pela cultura espanhola com a tradição dos artesãos especializados em couro, para de forma manual e precisa criar e fabricar produtos elegantes e sofisticados. Ele rapidamente assumiu o comando da pequena oficina e consolidou sua operação. Em 1872, o artesão, então conhecido como Enrique Loewe (seu nome espanhol), transformou a oficina em uma loja de artigos de couro e criou a marca E.LOEWE. Vinte anos depois, em 1892, a loja mudou-se para a Calle del Príncipe, também em Madri. Naquela época sua clientela já era formada pelas personalidades mais importantes do país, políticos, industriais e aristocratas, atraídos pela primeira loja de luxo, com vitrines e cartazes coloridos e modernos. Foi também neste momento que a marca começou a ganhar notoriedade junto ao público em geral.
  

Em 1905, quando Enrique Loewe Hilton estava à frente da Casa Loewe, o Rei Alfonso XIII (cuja mulher, a rainha Vitória Eugênia, visitava frequentemente a loja da marca na Calle del Príncipe) concedeu à empresa familiar o título de Fornecedor da Casa Real, o que garantiu a marca uma áurea de exclusividade e luxo ainda maior. Com isso, a marca começou a crescer rapidamente e a alcançar grande notoriedade entre os espanhóis. Nesta época, uma bolsa em couro de iguana, crocodilo ou cobra da LOEWE, tornou-se o símbolo máximo de elegância e refinamento. Cinco anos depois, em 1910, a marca abriu sua primeira loja na cidade de Barcelona. Mas seria somente em 1923 que a marca continuaria a expandir sua rede de lojas ao inaugurar mais unidades na capital espanhola.
   

No ano de 1934, Enrique Loewe Knappe assumiu o comando da empresa e deu início a uma era de expansão da marca espanhola, que continuou a inaugurar novas lojas pelo país. O primeiro grande sucesso da marca surgiria em 1945, quando o designer Pérez de Rozas criou modelos de bolsas “Boxcalf”, que logo se tornaram clássicos da LOEWE e foram responsáveis pela marca ganhar fama internacional. Em 1959, a LOEWE inaugurou uma nova loja na Rua Serrano em Madri e, em 1963, uma unidade na cidade de Londres. A década de 1960 foi de suma importância para a marca. Afinal, a chegada das produções cinematográficas a Espanha teria uma relevância especial para a difusão da LOEWE. Personalidades proeminentes como Ava Gardner, Marlene Dietrich, Rita Hayworth, Sophia Loren e até o escritor Ernest Hemingway se apaixonaram pela marca espanhola.
   

Na década de 1970, a LOEWE resolveu ingressar no segmento da moda feminina prêt-à-porter, lançando sua primeira coleção de roupas, além de criar seus primeiros lenços. A ampliação de seu portfólio teve continuidade em 1972 com o lançamento da primeira fragrância da marca sob o nome L Loewe. No ano seguinte, a marca começou a fortalecer sua internacionalização com a inauguração da sua primeira loja no Japão, o que resultaria em uma grande expansão pelo continente asiático nos anos seguintes. Pouco depois, em 1974, surgia a Coleção Ante-Gold, desenhada por Dario Rossi. No final desta década, em 1979, foi lançada a coleção Napa, desenhada por Renzo Zengiaro, cujo conceito de bolsa armada foi substituído pela bolsa quase sem estrutura. E esta década ainda foi marcada pelo surgimento de outro ícone da LOEWE: a bolsa Flamenco, cuja característica é ser fechada com puxadores de cordão, finalizados em seus característicos nós enrolados.
  

Somente em 1983, a LOEWE inaugurou sua primeira loja em solo americano, uma unidade de três andares localizada na Trump Tower em Nova York. O ano de 1985 foi marcado pelo lançamento de um grande sucesso: a fragrância Aire Loewe, que até os dias de hoje continua uma das mais populares entre os espanhóis. Outra novidade ocorreu em 1986, quando a LOEWE inaugurou em Madri sua primeira loja dedicada exclusivamente ao público masculino, que oferecia jaquetas de couro, maletas e pequenos artigos de couro, além de lenços e gravatas de seda nas cores ricas e vibrantes da Espanha. Em 1987, a marca lançou outro perfume de sucesso: Esencia de Loewe. Hoje em dia, com espírito que transita entre a tradição e a inovação, a LOEWE traz para suas fragrâncias femininas e masculinas um lugar privilegiado e de luxo no mundo dos perfumes.
   

Durante a comemoração do seu 150º aniversário, em 1996, a LOEWE foi adquirida pelo conglomerado de luxo LVMH, proprietário de marcas com Moët & Chandon (conheça essa outra história aqui), TAG Heuer e Louis Vuitton (saiba mais aqui), o que lhe conferiu uma dimensão muito mais global. Em 1997, já sob administração do conglomerado francês, o estilista Narciso Rodríguez assumiu a direção criativa da coleção feminina de prêt-à-porter e, em 1998, a LOEWE desfilava pela primeira vez em Paris. Nos anos seguintes, passaram pela LOEWE dois diretores criativos, José Enrique Oña Selfa (2000-2007) e Stuart Vevers (2008-2013). Durante o comando de Vevers, a marca reduziu sua participação no segmento de moda prêt-à-porter para se concentrar em bolsas e acessórios em couro. Já no Brasil, a marca espanhola, conhecida por suas bolsas de couro e sua moda de altíssima qualidade, chegou em 2011 apresentando primeiramente as suas sofisticadas fragrâncias. Além disso, a LOEWE investiu em marketing ao contratar a famosa atriz Penélope Cruz como imagem oficial e global da casa madrilenha.
  

O capítulo mais recente da rica história da marca espanhola foi marcado pela nomeação em 2013 de Jonathan Anderson como diretor criativo, que trouxe uma visão contemporânea para a centenária LOEWE. Até então, Jonathan era o típico jovem estilista em ascensão nas passarelas britânicas e chamava atenção pela estética ousada. Mais que lançar outros modelos de bolsas para fazerem companhia à desejada Amazona, um dos ícones da marca espanhola e que ganhou novas versões sob seu olhar, a missão de Anderson era criar um guarda-roupa completo e desejável para acompanhar os aclamados acessórios da grife. E desde que assumiu o comando, o talentoso estilista e designer irlandês liderou um grande rejuvenescimento da LOEWE, mas sem perder a principal essência da marca: o trabalho artesanal.
   

Por meio de um redesenho da identidade da marca, uma articulação moderna de seu compromisso com o artesanato e uma série de coleções femininas e masculinas aclamadas pela crítica e por influenciadoras de moda, a LOEWE ganhou ainda mais destaque como uma força cultural influente e uma marca global de luxo e exclusividade. Em 2015, a marca lançou mais um de seus sucessos: Puzzle, bolsa composta por peças de couro trançado cortadas em diferentes formatos geométricos. A reconhecível bolsa Puzzle desempenhou um papel fundamental no atual sucesso da LOEWE, tornando-se uma “It Bag” usada por personalidades como Beyoncé e a modelo Elsa Hosk. Mais recentemente, em 2019, a marca apresentou na Semana de Moda de Paris seu primeiro desfile de moda masculina.
  

Atualmente, sob a direção criativa de Jonathan Anderson, a LOEWE se tornou uma marca cultural com identidade prismática, conectada aos campos da arte, natureza, artesanato e cultura popular. O ponto de vista é inesperado; a execução é feita à mão, com um toque intensamente humano e sensorial. O envolvimento vem em várias formas, definindo uma mentalidade eclética e de espírito livre.
   

O estilo único 
Se há algo que distingue a LOEWE, é a sua capacidade de quebrar estereótipos. E justamente por isso a marca tornou-se parte importante de muitos movimentos culturais e sociais. Exemplo disto é a famosa bolsa Amazona criada em 1975 por Darío Rossi e inspirada nas guerras da mitologia grega, símbolo do empoderamento feminino que marcou um antes e um depois na história da LOEWE. Referência na Espanha pós-ditatorial, o modelo Amazona foi visto como um ícone da nova era do país, pois tinha ares mais leves, com matérias-primas mais flexíveis e confortáveis. Hoje, o modelo possui mais de 60 composições diferentes, entre cores e materiais. Além disto, a marca contou com o apoio de grandes personalidades como Ava Gardner, um ícone do século XX. Tamanha foi a sua influência que a bolsa comprada pela atriz tornou-se um dos seus produtos mais procurados e desejados.
  

Desde a sua fundação, até os dias atuais sob a direção criativa do talentoso Jonathan Anderson, a LOEWE sempre foi liderada por um foco obsessivo no artesanato e experiência inigualável com couro, que remonta aos seus primórdios, o que resulta em uma abordagem artesanal de design e fabricação. Esses valores fundamentais são refletidos em tudo o que a marca cria e faz - à medida que cresce, internacionaliza e cria objetos de desejo contemporâneos. Por toda essa atenção aos detalhes, há mais de um século a LOEWE é ícone do luxo da aristocracia espanhola e a cada dia inova para manter o desejo de seus consumidores e a perfeição em suas criações.
  

Baseados na principal oficina em Madri, que permanece em operação até hoje, os mestres artesãos combinam seu conhecimento artesanal acumulado com novas tecnologias e formas inovadoras de pensar para produzir objetos de desejo verdadeiramente modernos. O couro utilizado na produção passa por análise criteriosa de uma equipe de especialistas que avaliam se estão em perfeito estado antes de se transformarem nas incríveis bolsas e objetos da marca espanhola.
  

A loja conceito 
No final de 2016, foi inaugurada a Casa Loewe Madrid, a primeira flagship store da marca e que apresentou seu novo conceito de varejo. Localizada no bairro Salamanca em Madri e instalada no piso térreo da sede da empresa em um edifício histórico do século 19, a flagship store tem muito mais a oferecer do que somente roupas e acessórios de luxo. Afinal, o espaço foi projetado para criar uma conexão mais próxima ao seu consumidor. Denotando um lugar de luxo, intimidade e cultura, a flagship store foi projetada para se sentir como a casa de um colecionador de arte sofisticado, onde as coleções da LOEWE são intercaladas com arte, artesanato e design. São mil metros quadrados que prometem uma experiência de compra diferente; o de um espaço altamente refinado, pessoal e cultural a ser explorado como uma residência privada. A Casa Loewe, além de expressar impecavelmente o lifestyle e conceito da marca, traz um ambiente mais relaxado e descontraído para os clientes, estando em constante diálogo com Madri e seu estilo espanhol boêmio de ser.
   

Os expositores vão mesclando-se com pinturas, esculturas e plantas. Várias obras de arte dentro da loja ganham destaque como decoração e dão um ar mais “cool” e despojado para o ambiente. Muito concreto e tons claros são usados para decorar o interior da loja e cubos expositores fazem composições com diferentes materiais como palha, pedra e acrílico. Além disso, os vendedores vestem um uniforme especial: calças e batas brancas feitas em linho branco, agregando ainda mais esse mood descontraído que somente a LOEWE tem a oferecer. O conceito da Casa Loewe também foi implantado em unidades na cidade de Tóquio, Londres e Singapura.
  


A pronúncia do nome 
Dado sua herança espanhola, seria totalmente perdoado supor que o nome LOEWE, e a forma como é pronunciado, deriva do castelhano. Mas a verdadeira proveniência do nome remonta à Alemanha. É uma marca espanhola com nome alemão. Dito isto, em alemão o “w” têm som de “v”, por isso, apesar da tentação de o dizer foneticamente, a pronúncia correta é de fato “lo-é-ve”.
  

Luxo e cultura juntos 
A LOEWE FOUNDATION foi estabelecida como uma fundação cultural privada em 1988 por Enrique Loewe Lynch, um membro da quarta geração da família fundadora da marca. Atualmente a Fundação continua a promover a criatividade, apoiar programas educacionais e salvaguardar o patrimônio nas áreas da dança, poesia, fotografia, arte e artesanato. A fundação é responsável pelo LOEWE FOUNDATION Craft Prize, uma premiação criada em 2016 e que visa reconhecer e apoiar artesãos internacionais de qualquer idade (acima de 18 anos) ou sexo que demonstrem uma capacidade excepcional de criar objetos de valor estético superior. Afinal, um dos principais propósitos para os quais a LOEWE FOUNDATION foi estabelecida é apoiar o design e o artesanato. A Fundação foi condecorada com a Medalha de Ouro ao Mérito nas Belas Artes, a mais alta distinção atribuída pelo Governo espanhol, em 2002.
    

A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por inúmeras remodelações ao longo dos anos. Durante décadas conhecida como E.LOEWE, foi por volta de 1920 que a marca espanhola adotou apenas o nome LOEWE e apresentou uma nova identidade visual, que nos anos seguintes passaria por algumas remodelações. E foi somente a partir de 1950 que o logotipo começou a ser simplificado e adquiriu uma imagem mais sofisticada. A atual identidade visual da marca espanhola foi adotada em 2014 e apresentou uma tipografia de letra mais alongada, mas sem perder a sofisticação.
  

A identidade visual da LOEWE também pode ser aplicada com o tradicional anagrama, um dos principais símbolos de reconhecimento da marca espanhola. Esse famoso anagrama, uma insígnia em L quádruplo, foi originalmente desenhado pelo pintor espanhol Vicente Vela em 1970.
  

Com a adoção de uma nova identidade visual em 2014, o anagrama também foi redesenhado (como mostra a imagem abaixo) e apresentou traços mais finos e elegantes, além de um novo design.
  

Dados corporativos 
● Origem: Espanha 
● Fundação: 1846 
● Fundador: Heinrich Loewe Rössberg 
● Sede mundial: Madri, Espanha 
● Proprietário da marca: LVMH Moët Hennessy - Louis Vuitton S.A. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Pascale Lepoivre 
● Diretor criativo: Jonathan Anderson 
● Faturamento: US$ 400 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 219 
● Presença global: 60 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 1.300 
● Segmento: Moda de luxo 
● Principais produtos: Roupas, bolsas, acessórios e perfumes 
● Ícones: A bolsa Amazona 
● Website: www.loewe.com 

A marca no mundo 
Subsidiária do conglomerado de luxo LVMH e com faturamento anual estimado em US$ 400 milhões, a espanhola LOEWE possui mais de 200 lojas (incluindo store-in-store dentro de grandes e renomadas lojas de departamento) e comercializa sua luxuosa linha de produtos (além das desejadas bolsas, roupas, acessórios, perfumes e calçados) em mais de 60 países ao redor do mundo. Suas lojas estão instaladas em endereços luxuosos de cidades como Tóquio, Milão, Miami, Las Vegas, Nova York, Zurique, Xangai, Barcelona, Madri, Frankfurt, Paris, Londres, além de Dubai, Hong Kong e Taiwan. Atualmente a LOEWE exporta mais de 75% da sua produção. 

Você sabia? 
A LOEWE também comercializa produtos para casa e lifestyle, como toalhas, diários, carteiras, chaveiros, entre outros itens. 
A mãe do atual rei da Espanha, a rainha Sofia, é frequentemente vista usando bolsas da LOEWE. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Vogue, Elle, BusinessWeek e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 14/6/2022 

O MDM também está no Instagram. www.instagram.com/mdm_branding/

6.7.13

CELINE


Grande sensação no segmento de luxo, a marca francesa CELINE apresenta acessórios e roupas, especialmente suas famosas bolsas, que são atemporais e conquistam amantes da moda por sua flexibilidade. Através de coleções chiques e minimalistas com um toque de contemporaneidade, a CELINE se tornou uma das marcas favoritas dos críticos e também das fashionistas e celebridades, como por exemplo, Alessandra Ambrósio, Miranda Kerr, Olivia Palermo, Rihanna e Gwyneth Paltrow.

A história 
Tudo começou na cidade de Paris em 1945 quando Céline Vipiana (imagem abaixo) com a ajuda de seu marido, Richard, resolveram fundar uma pequena grife, que a princípio fazia sapatos infantis sob medida. O casal abriu sua primeira loja na Rua Malte. Seu estilo era claro: luxuoso e clássico. Assim, depois de inaugurar mais três lojas na França em 1948 e calçar jovens famosos da época, incluindo o príncipe Albert e a Princesa Caroline de Mônaco, a marca ganhou popularidade entre a classe alta do período pós-guerra e conquistou uma sólida posição no segmento infantil com calçados de alta qualidade. O reconhecimento foi tão grande que o casal vislumbrou a possibilidade de fazer sucesso com suas criações em outros segmentos de mercado e mudar os rumos da marca.
    

E essa reviravolta começou a partir de 1959, quando a grife iniciou um processo de diversificação e passou então a criar e comercializar calçados femininos (especialmente os mocassins, que fizeram enorme sucesso). Além disso, lançou seu primeiro perfume (batizado de Vent Fou) em 1964; e uma linha de acessórios, composta por bolsas, luvas, chapéus e lenços (feitos em Florença para garantir a qualidade), em 1966. Mas seu grande passo em direção ao mundo da moda aconteceu em seguida, no ano de 1967, quando apresentou oficialmente sua primeira coleção de roupas femininas (prêt-à-porter), com linhas clássicas, estilos elegantes e atemporais. Nessa época as clientes da CELINE já eram senhoras de fino trato e da alta sociedade dos bairros mais tradicionais de Paris. O slogan da grife nessa época era “moda para todos”, apesar de seus preços não serem nada baratos e nem tão acessíveis.
  

Mesmo ainda pequena se comparada às grandes e tradicionais Maisons de moda, em 1969 a marca conseguiu um grande feito: estampou as páginas da revista Vogue (conheça essa história aqui) pela primeira vez. A partir desse momento, a CELINE saia definitivamente do anonimato e passava a conhecer e ser reconhecida no mundo da moda. Nos anos de 1970, época em que a marca conquistou as francesas com um estilo esportivo e chique, a CELINE passou a ter seus produtos vendidos dentro da loja de departamento Bloomingdale’s (saiba mais aqui), ingressando assim no enorme mercado americano. Em 1973, a marca introduziu o icônico monograma formado por duas letras C ligadas às correntes que cercam o Arco do Triunfo, que aparecia como um símbolo para os parisienses. A partir de então, este monograma foi utilizando como estampa em suas bolsas e se tornou um clássico da marca francesa. Outro acontecimento importante da década aconteceu em 1976, quando a CELINE iniciou a abertura de suas primeiras lojas próprias no exterior, localizadas em destinos luxuosos como Monte Carlo, Genebra, Hong Kong, Lausanne, Toronto e Beverly Hills.
   

Talvez uma frase de sua fundadora represente com fidelidade o que a grife representava nas décadas de 1970 e 1980: “As mulheres pegaram logo o espírito da coisa. Perceberam que a roupa da CELINE era prática e fácil de cuidar. A mulher que viaja preferia levar coisas leves na mala, e que permaneçam asseadas e impecáveis. Por exemplo, usar saia e blusa, combinação que eu tornei famosa, não estava na moda. Todo mundo preferia vestido”.
  

A marca, que sempre primou pela alta qualidade de seus produtos, começou a despertar a atenção de grandes empresários do setor de luxo. O que culminou com sua aquisição em 1987, por US$ 535 milhões, pelo empresário francês Bernard Arnault, passando a fazer parte do conglomerado de luxo LVMH (Moët Hennessy - Louis Vuitton) em 1996. Começava então uma nova fase para a marca CELINE. Em 1997, ano em que a marca lançou sua primeira coleção de relógios, Vipiana faleceu aos 84 anos, mas deixou um legado fantástico no mundo da moda. E foi a partir desse momento que a CELINE começou a ganhar maior relevância no segmento de luxo quando o estilista americano Michael Kors (conheça essa outra história aqui) assumiu o cargo de diretor criativo e lançou coleções aclamadas pela crítica que ajudaram a alçar a marca a outro patamar. A estética de roupas esportivas de Kors trouxe para CELINE um novo foco de acessibilidade no jet set com coleções de vestidos, conjuntos de caxemira, roupas de banho e alfaiataria colorida.
   

Depois de Kors, que deixou o cargo no ano de 2004, nomes como o italiano Roberto Menichetti e a croata Ivana Omazic (2006) também foram responsáveis pela criação das coleções, porém sem grande sucesso e comoção por parte dos críticos especializados. Mas nesse período, a marca expandiu seu portfólio de produtos e coleções com o lançamento de uma linha de óculos, em 2001, e uma segunda linha de roupas e acessórios, batizada de MISS CELINE (2005).
   

Foi então, que a partir de outubro de 2008, a estilista Phoebe Philo assumiu o comando criativo. E a estilista tinha credenciais para tal função: filha de ingleses, nascida em Paris e criada em Londres, ganhou sua primeira máquina de costura ainda na adolescência e foi colega de Stella McCartney, com quem trabalhou na Chloé (conheça a história dessa marca aqui), onde posteriormente assumiria o cargo de diretora criativa. Na apresentação de sua primeira coleção Primavera/Verão obteve críticas muito positivas. Em pouco tempo, a estilista transformou a CELINE em sonho de consumo principalmente por seus acessórios e it bags (um tipo de bolsa que rapidamente vira febre e torna-se um item desejado por muitos), que viraram mania entre fashionistas e descoladas. Minimalismo, casacos wrap, estampas asiáticas, referências a peças masculinas e formas geométricas em visuais inspirados na mulher que tem uma vida corrida, foram algumas das características mais fortes que Phoebe imprimiu a marca.
   

Ao comando criativo de Phoebe, a CELINE definitivamente explodiu no mercado de luxo. Os acessórios e as bolsas passaram a ser os mais desejados pelas consumidoras. Os materiais de alta tecnologia combinados as belas criações da estilista resultaram em peças “limpas”, sofisticadas e de alta qualidade. E por uma década, Phoebe reinventou a CELINE e influenciou a maneira como as mulheres se vestem, transformando a marca francesa em um ícone cult, adorada por consumidoras dispostas a pagar caro por suas peças.
   

No início de 2018, a marca anunciou como diretor artístico e criativo o francês Hedi Slimane, recém-saído de sua controversa passagem pela Saint Laurent (conheça essa história aqui). Dakota Johnson foi a primeira celebridade a usar a primeira coleção criada pelo estilista no tapete vermelho da estreia do filme Suspiria em Los Angeles. Nos anos seguintes o estilista criou lojas conceituais da marca em Paris, Tóquio, Xangai, Los Angeles, Madri, Milão e Londres. O estilista também ampliou a oferta da marca com o lançamento de moda masculina, moda surfe (incluindo prancha de surfe, jaquetas e acessórios como mochilas, chapéus e bolsas), alta costura, novas fragrâncias e até uma linha para animais de estimação (composta por bolsas de viagem, jogos, coleiras, trelas e potes em aço inox). Além disso, Slimane substituiu o estilo tradicional da CELINE por sua assinatura pessoal, impulsionada pela cultura jovem e indie rock.
   

Os ícones 
Grande parte do sucesso recente da marca CELINE se deve as suas cultuadas e caras bolsas. Consideradas por especialistas como atemporais e ideais para serem usadas em qualquer ocasião, a marca oferece modelos sofisticados, acabamentos impecáveis e detalhes perfeitos, que culminaram com a criação de um estilo contemporâneo, transformando suas bolsas em uma das favoritas das celebridades, do público e da crítica moderna.
   

Utilizando materiais como pele de novilho, pele de canguru, tecidos nobres e couro de altíssima qualidade, mais do que serem bonitas e seguirem tendências, as bolsas CELINE são feitas para durar, com toques clássicos que fazem com que elas sejam sonhos de consumo e também possam ser usadas por muitas temporadas. Entre os modelos de maior sucesso estão: CELINE BOOGIE (2002), que se tornou um clássico da grife; CELINE LUGGAGE TOTE (2010), oferecida em várias cores e tamanhos, ideal pra carregar documentos, tranqueiras e todos os mimos femininos; CELINE TRAPEZE, famosa por suas linhas limpas, elegantes e abas laterais, que trazem dimensionalidade para o modelo; CELINE CLASSIC BOX (2011), uma bolsa clássica, feminina e atemporal, em cores fortes e ao preço médio de US$ 3.400; e CELINE BELT (2015), descrita como uma obra-prima minimalista e cuja parte mais distinta é o detalhe do cinto amarrado que decora a aba (daí o nome “bolsa de cintura”).
  

A evolução visual 
A identidade visual da marca já passou por várias modificações ao longo dos anos. O primeiro logotipo da CELINE, quando ainda fabricava calçados infantis, era representado por um elefante vermelho e foi criado pelo artista Raymond Peynet. A primeira remodelação mais impactante aconteceu em 1947, quando foi adotado apenas o nome da marca em preto. Mas em 1973 foi criada uma nova identidade visual, que apresentou nova tipografia de letra e o ícone de um homem conduzindo uma espécie de charrete. Nos anos seguintes a identidade visual foi sendo sofisticada, chegou a perder o acento no nome em 1990, mas no ano de 2012 voltou a sua escrita original e ganhou letras mais cheias. O atual logotipo da marca foi adotado em 2018 e apresentou modificações: o nome perdeu novamente o acento e o espaçamento entre as letras foi bastante diminuído.
   

Dados corporativos 
● Origem: França 
● Fundação: 1945 
● Fundador: Céline e Richard Vipiana 
● Sede mundial: Paris, França 
● Proprietário da marca: LVMH Moët Hennessy - Louis Vuitton S.A. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Séverine Merle 
● Diretor criativo: Hedi Slimane 
● Faturamento: US$ 1.5 bilhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 178 
● Presença global: 80 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 2.500 
● Segmento: Moda de luxo 
● Principais produtos: Bolsas, sapatos, roupas e perfumes 
● Ícones: As bolsas 
● Website: www.celine.com 

A marca no mundo 
Atualmente a CELINE, que pertence ao conglomerado de luxo LVMH Moët Hennessy - Louis Vuitton, fatura estimados US$ 1.5 bilhões por ano e comercializa seus luxuosos produtos (entre roupas, bolsas, calçados, perfumes e acessórios) através de uma exclusiva rede de aproximadamente 180 lojas (incluindo pontos de venda nas mais sofisticadas lojas de departamento do mundo). Seus produtos são vendidos em mais de 80 países ao redor do mundo, com forte presença na Ásia (especialmente Japão e China) e Oriente Médio. A marca é presença assídua na Semana de Moda de Paris, conquistando cada vez mais consumidoras que apreciam qualidade e inovação em forma de luxuosos produtos. 

Você sabia? 
A CELINE tem uma imensa tradição no uso do couro. O material é recorrente nas coleções em função do histórico da marca na fabricação de artefatos do material. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, Elle, Vogue e BusinessWeek), sites de moda (PureTrend), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 2/7/2022 

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3.10.11

LE POSTICHE


Com quatro décadas de história, a LE POSTICHE conquistou um alto grau de fidelidade de seus clientes através de uma ótima variedade de produtos e preços competitivos, sendo considerada pelo consumidor como a marca “top of mind” em artigos de couro, acessórios e soluções para viagem. Tudo para deixar qualquer viagem mais tranquila, cheia de estilo e confortável. 

A história 
A história tem uma origem curiosa em uma fábrica de perucas que Antônio Restaino e Antônio Passos, então sócios no renomado salão de beleza Antoine Cabeleireiro, localizado na Praça da República, fundaram em 1967, que chegou a importar 30 mil unidades da China e fabricar outras 30 mil por mês. A transformação da empresa ocorreu em meados da década seguinte quando a manufatura de perucas, que começou a sair de moda, abriu espaço para a produção de artigos de couro. Com isso, os sócios reinventaram o empreendimento: fizeram uma adaptação no maquinário para fabricar bolsas de couro com foco nas exportações. Tudo ia bem até os Estados Unidos instituírem uma sobretaxa e, dessa maneira, inviabilizar as vendas da pequena empresa. Diante de todas as dificuldades, a sociedade foi desfeita e a marca LE POSTICHE (que em francês significa “O postiço”, fazendo uma alusão à produção de perucas) ficou nas mãos da família de Antônio Restaino e seu filho Álvaro. Uma das saídas encontradas foi iniciar a fabricação de jaquetas de couro e inaugurar em 1978 uma loja em um ponto mais movimentado para liquidar as bolsas que sobraram do destrato. A unidade estava localizada na Alameda dos Maracatins, no bairro paulista de Moema. A estratégia adotada deu tão certo que eles chegaram a vender 300 bolsas em apenas um dia de atividade. Rapidamente a pequena loja adotou a filosofia de especializar-se no segmento de artigos de couro, oferecendo grande variedade de produtos com alta qualidade e preços baixos.


O segundo passo para que o negócio se transformasse na marca conhecida nos dias atuais, com unidades nas principais capitais do país, foi a inauguração em 1980 de uma loja no Shopping Ibirapuera, em São Paulo. Nos anos seguintes, Álvaro transformou a marca LE POSTICHE em sinônimo de varejo de bolsas e artigos de viagem ao abrir outras unidades. A partir daí, a LE POSTICHE ingressou em uma fase de crescimento acelerado. Somente entre 1982 e 1992, a rede passou de um total de cinco para 48 lojas. Esse período marcou o início da expansão por meio do sistema de franquia, com a inauguração, a partir de 1989, das primeiras unidades franqueadas nas cidades de Uberlândia, São José do Rio Preto (interior de São Paulo), Brasília, Curitiba, Campinas e na região do ABC paulista. No final dos anos de 1990, a rede adotou uma nova proposta que buscava deixar suas lojas com um aspecto mais moderno através da utilização de equipamentos diferentes, um ambiente menos poluído, mais confortável e com uma comunicação mais eficaz. Além é claro, da ampliação da linha de produtos.


Logo em seguida, a rede passaria por mais uma provação com a divisão societária da empresa. Álvaro ficou com o direito sobre a marca, mas com menos lojas na rede. Essa crise deu início a um momento de reorganização na empresa, com enxugamento da estrutura, a diminuição de funcionários e a interrupção da expansão por meio de franquias. Tendo em vista a proposta de troca de conceitos dentro da empresa, no início de 2000, a LE POSTICHE mudou sua estratégia de expansão, trocando o sistema de franquias pelo licenciamento da marca. Com isso, a empresa voltou a se expandir e manter o destaque no mercado de bolsas, acessórios e artigos de viagem. Na mesma época, criou sua área de estilo, especializada em entender as tendências de moda no mundo. Com 1.800 m² foi inaugurada, em 2002, a loja Mega Store, na zona sul de São Paulo. O ponto de venda era considerado um dos maiores da América Latina. A LE POSTICHE também passou a ter marcas próprias.


Em 2005, foi a vez de outro reposicionamento, agora voltado para o conceito de moda dentro do negócio. O layout das lojas, que ficou mais prático e funcional, foi completamente atualizado e a marca ganhou uma nova identidade visual. Ao mesmo tempo, a empresa passou por uma atualização geral, que incluiu mudanças na comunicação, uniformes dos vendedores, embalagens e papelaria. Além disso, a rede investiu em marketing sensorial para aguçar os sentidos dos clientes, com cores, aromas e sons, como por exemplo, o lançamento de um aroma exclusivo (uma fragrância de erva cidreira, tangerina, chá verde e rosas) e uma trilha sonora personalizada para todas as lojas. O ano de 2007 marcou o início das vendas pela internet, em uma parceria com a Americanas.com, e a inauguração de um centro de distribuição próprio. Nos anos seguintes, a empresa fechou uma parceria com a Ace Seguros para oferecer seguro de bagagem em suas lojas. A contratação podia ser feita na compra de malas e tratava-se de mais uma aposta para aumentar a fidelidade da clientela. Além disso, a linha de produtos foi ampliada com o início da venda de acessórios como cadeados, necessaires, porta cartão e passaporte, bolsas térmicas, máscaras e protetores de ouvidos, identificadores de bagagens, guarda-chuva, almofada de pescoço e chaveiros.


As mudanças vividas pela rede a partir de 2010 começaram quando Alessandra Restaino, filha de um dos fundadores, assumiu o comando da empresa, e foram muito além do portfólio e diversificação da linha de produtos. Ela redefiniu o público-alvo da marca: consumidoras na faixa entre 25 e 40 anos. O que incluía desde mulheres solteiras e independentes financeiramente até as casadas e com filhos. Afinal, eram elas as responsáveis por abastecer filhos e maridos com os itens vendidos pela rede. Além do reposicionamento, a rede tinha outras estratégias, como a inauguração de várias unidades por diversas cidades do país. O novo posicionamento contou com a reforma radical das lojas. Com o novo conceito as lojas ficaram mais organizadas e os produtos foram dispostos de forma a maximizar a percepção do planejamento estratégico da marca que é oferecer soluções em acessórios para a mulher contemporânea em seus diversos estilos de vida, desta forma os produtos foram expostos por seções: dia a dia, lazer, noite, esporte, infantil (filhos), organização, presentes, viagem, homem (marido). Além disso, como parte do novo reposicionamento da marca, agora direcionada ao público feminino, usando novas porta-vozes para gerar desejo e identificação direta, foram lançadas campanhas estreladas por celebridades como Angélica, Giovanna Antonelli, Juliana Paes e Camila Coelho.


Porém, a crise econômica veio e, em 2014, a empresa comandada pelas duas filhas do fundador resolveu profissionalizar a gestão, que culminou com a contratação de um executivo. Após as mudanças internas, a empresa está alterando gradualmente o visual das lojas. Além disso, pela nova política comercial, promoções serão menos frequentes e os gerentes de loja terão menos autonomia para dar descontos. O pilar dessa nova reestruturação foi concretizada recentemente com a parceria com japonesa Echolac (da qual a LE POSTICHE passou a ser representante exclusivo), do grupo Mitsubishi. A marca é a maior fabricante de malas da Ásia e a segunda no mundo, atrás apenas da americana Samsonite.


Hoje em dia, mantendo sua tradição de variedade de preços e produtos, a rede introduz conceito de moda acessível, aliando modernidade e estilo. O mix de produtos é renovado a cada dois meses, transformando as lojas em uma rede de tendências que atende desde os mais jovens até homens e mulheres dos mais diferentes “lifestyles”, do casual ao executivo, do básico ao fashion.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos. Em 2005 o logotipo passou por uma remodelação radical, ganhando letras mais finas e arredondadas e adquirindo um posicionamento mais relacionado à moda e estilo.


Além disso, as lojas da rede também foram completamente repaginadas, onde uma nova arquitetura deu ares mais sofisticados ao ambiente.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 1978 
● Fundador: Antônio e Álvaro Restaino 
● Sede mundial: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Le Postiche Indústria e Comércio Ltda. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Eduardo Padula 
● Faturamento: R$ 450 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 250 
● Presença global: Não (presente somente no Brasil) 
● Funcionários: 700 
● Segmento: Varejo 
● Principais produtos: Malas, mochilas, acessórios de viagem e bolsas 
● Concorrentes diretos: Sestini, Samsonite, Kipling, Primicia, Bagaggio e Tiara Bolsas 
● Website: www.lepostiche.com.br 

A marca no Brasil 
A LE POSTICHE, maior rede de lojas de artigos de viagem e acessórios de couro da América Latina, com mais de 20.000 m² de área de vendas, possui mais de 250 lojas localizadas em 20 estados brasileiros, mais o Distrito Federal, que vendem uma grande linha de produtos, que vão de malas, bolsas, mochilas, carteiras e pastas, passando por acessórios, até seguro bagagem. Na compra de qualquer mala nas lojas da rede o consumidor ganha ainda um seguro contra roubo ou extravio. A empresa fatura estimados R$ 450 milhões por ano, entre a receita própria e os royalties obtidos dos licenciados, além de vender mais de 3.5 milhões de itens anualmente. 

Você sabia? 
A equipe de estilo da marca desenvolve itens de acordo com as últimas tendências da moda, buscando em viagens e referências internacionais o que há de mais novo, de acordo com o desejo de consumo do público brasileiro. 
A equipe de vendas é composta quase exclusivamente por mulheres, todas muito bem equipadas para atender a clientela. 
Em 2004 a marca lançou o slogan “Le Postiche fica ótima em você”, utilizado por muitos anos. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Exame e Época Negócios), jornais (Valor Econômico), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 8/11/2017

22.3.11

TOD'S


O que começou com um sapato que viria a se tornar um ícone do segmento, transformou a sofisticada marca TOD’S em um símbolo do luxo moderno e da mais pura expressão do bom gosto e design italiano, que cativou clientes como estrelado Samuel L. Jackson e Julia Roberts. 

A história 
A história começou quando Filippo Della Valle, e seu filho Dorino, iniciaram uma pequena fábrica artesanal de calçados no início da década de 1920 em um pequeno vilarejo italiano. A história da empresa, que até então fabricava calçados e acessórios em couro para grandes lojas de departamento dos Estados Unidos, começou a mudar nos anos de 1970 quando o neto do fundador, Diego, juntamente com seu irmão Andrea, se envolveu no negócio familiar. Na busca incessante para criar sapatos artesanais, confortáveis e extremamente bem-feitos para seus clientes, o senhor Della Valle criou, no ano de 1978, o mundialmente famoso mocassim GOMMINO, que possuía exatos 133 gomos de borracha constituindo sua sola (daí origem do nome). O produto precisava de uma marca, e foi então que surgiu a J.P. TOD’S, cujas iniciais seriam retiradas anos depois. Segundo consta, o nome da marca foi escolhido de forma aleatória e casual: Diego estava nos Estados Unidos e ao folhear a lista telefônica da cidade de Boston se deparou com o nome J.P. Tod’s, escolhido por ser de fácil pronúncia em inúmeros idiomas.


Casual, versátil, leve e extremamente confortável, o calçado foi um sucesso imediato, adotado pela alta sociedade italiana, e até hoje é um clássico indiscutível da marca. Tanto conforto e cuidado rapidamente caíram no gosto dos consumidores mais exigentes e elegantes, garantindo à marca glamour e status no mundo dos calçados. Um dos mais fervorosos clientes do calçado era Gianni Agnelli, o rico e poderoso presidente da FIAT na época. Isto ajudou e muito a projetar a nova marca no mercado e junto aos formadores de opinião. O sapato foi lançado no mercado americano já em 1979. O sapato original, na cor ocre, ganhou novos estilos e cores nos anos seguintes, e passou a ser uma peça fundamental nos armários de homens influentes e elegantes.


Seguindo o conceito “belo, confortável e inteiramente feito a mão (em italiano fatto a mano)”, a marca expandiu seus negócios a partir de 1997, sob a direção do próprio Diego. Além dos sapatos, entre eles scarpins, sandálias, botas e sapatilhas, a marca italiana passou a produzir também uma série de acessórios de luxo, como cintos, carteiras, braceletes e joias, e dos quais atualmente destacam-se a sofisticada linha de bolsas, que une o design clássico e o contemporâneo em verdadeiros objetos de desejo, especialmente entre as famosas e celebridades. Além disso, a marca inaugurou luxuosas lojas em cidades como Nova York, Milão, Los Angeles, Londres e Dubai.


Em 2004 a marca se dedicou a sua expansão física internacional, inaugurando 11 novas e modernas lojas, incluindo uma luxuosa flagship store na cidade de Tóquio, totalizando 106 pontos de vendas no mundo. A marca italiana também lançou no mercado sua primeira coleção de óculos de sol, além de uma coleção especialmente desenvolvida para a Ferrari. Em 2011, o espírito italiano da marca veio à tona: a TOD’S anunciou que financiaria os custos da reforma do Coliseu de Roma, construído há aproximadamente dois mil anos e um dos maiores símbolos do Império Romano. Os trabalhos de restauração foram avaliados em cerca de €25 milhões.


No início de 2013, a marca italiana inaugurou sua primeira loja no Brasil, no shopping JK Iguatemi em São Paulo. Além disso, como a marca é a mais pura expressão do luxo, foi inaugurado, no terceiro andar de sua butique na Via Spiga 22, em Milão, um novo espaço onde se pode escolher e ordenar calçados e bolsas sob medida. Mais recentemente, a TOD’S lançou uma nova fivela para enfeitar seus acessórios, batizada de Double T, que vem na forma de duas letras “T”. Entre as peças que carregam o detalhe metalizado feito de aço inoxidável, estão os sapatos Gommini (feitos com couro e sola com seixos de borracha), os mocassins, além de um novo modelo de bolsa, nomeada Double T Bag.


Atualmente, cada peça da marca é o resultado de um cuidadoso e maravilhoso trabalho: desde o corte do couro até a costura manual das peças, cuidadosamente acompanhadas por artesãos competentes, que conferem a cada modelo um toque especial e um acabamento de primeira, cada passo contribui para a durabilidade e qualidade dos produtos, os quais são inteiramente feitos na Itália. São necessárias mais de 100 etapas para a “construção” de um sapato da marca italiana. Por isso a TOD’S encarna o verdadeiro conceito contemporâneo de luxo.


A evolução visual 
Inicialmente batizada de J.P. TOD’S, em 1999 a marca resolveu retirar as iniciais J.P. e modificou levemente seu logotipo.


Dados corporativos 
● Origem: Itália 
● Fundação: 1978 
● Fundador: Diego Della Valle 
● Sede mundial: Sant Elpidio A Mare, Itália 
● Proprietário da marca: Tod’s S.p.A. 
● Capital aberto: Sim 
● Chairman: Diego Della Valle 
● CEO: Stefano Sincini 
● Diretor criativo: Alessandra Facchinetti 
● Faturamento: €1.04 bilhões (2015) 
● Lucro: €92.7 milhões (2015) 
● Valor de mercado: €2 bilhões (abril/2016) 
● Lojas: 222 
● Presença global: 50 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 4.560 
● Segmento: Moda de luxo 
● Principais produtos: Calçados, bolsas, artigos de couro e acessórios 
● Concorrentes diretos: Salvatore Ferragamo, Prada, Gucci, Louis Vuitton, Longchamp e Coach 
● Ícones: O sapato Gommino 
● Slogan: An Italian Moment. 
● Website: www.tods.com 

A marca no mundo 
Hoje em dia a marca TOD’S, que possui como proprietária a holding de mesmo nome, têm seus calçados e acessórios em couro e itens de vestuário comercializados através de 222 lojas próprias e nas mais sofisticadas lojas de departamento localizadas em mais de 50 países ao redor do mundo. A empresa ainda é proprietária das marcas Hogan (calçados), Roger Vivier (calçados) e Fay (vestuário). Somente a marca TOD’S foi responsável por €599 milhões do faturamento da empresa em 2015. Os maiores mercados da marca são Itália, China (incluindo Hong Kong), Europa e Estados Unidos. Todos os produtos da marca italiana são confeccionados em 8 fábricas próprias (seis de calçados e duas de couro) localizadas na Itália. 

Você sabia? 
A família Della Valle está intimamente ligada ao futebol italiano. Afinal, é a maior acionista da tradicional Fiorentina. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Vogue), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 11/4/2016