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3.10.11

LE POSTICHE


Com quatro décadas de história, a LE POSTICHE conquistou um alto grau de fidelidade de seus clientes através de uma ótima variedade de produtos e preços competitivos, sendo considerada pelo consumidor como a marca “top of mind” em artigos de couro, acessórios e soluções para viagem. Tudo para deixar qualquer viagem mais tranquila, cheia de estilo e confortável. 

A história 
A história tem uma origem curiosa em uma fábrica de perucas que Antônio Restaino e Antônio Passos, então sócios no renomado salão de beleza Antoine Cabeleireiro, localizado na Praça da República, fundaram em 1967, que chegou a importar 30 mil unidades da China e fabricar outras 30 mil por mês. A transformação da empresa ocorreu em meados da década seguinte quando a manufatura de perucas, que começou a sair de moda, abriu espaço para a produção de artigos de couro. Com isso, os sócios reinventaram o empreendimento: fizeram uma adaptação no maquinário para fabricar bolsas de couro com foco nas exportações. Tudo ia bem até os Estados Unidos instituírem uma sobretaxa e, dessa maneira, inviabilizar as vendas da pequena empresa. Diante de todas as dificuldades, a sociedade foi desfeita e a marca LE POSTICHE (que em francês significa “O postiço”, fazendo uma alusão à produção de perucas) ficou nas mãos da família de Antônio Restaino e seu filho Álvaro. Uma das saídas encontradas foi iniciar a fabricação de jaquetas de couro e inaugurar em 1978 uma loja em um ponto mais movimentado para liquidar as bolsas que sobraram do destrato. A unidade estava localizada na Alameda dos Maracatins, no bairro paulista de Moema. A estratégia adotada deu tão certo que eles chegaram a vender 300 bolsas em apenas um dia de atividade. Rapidamente a pequena loja adotou a filosofia de especializar-se no segmento de artigos de couro, oferecendo grande variedade de produtos com alta qualidade e preços baixos.


O segundo passo para que o negócio se transformasse na marca conhecida nos dias atuais, com unidades nas principais capitais do país, foi a inauguração em 1980 de uma loja no Shopping Ibirapuera, em São Paulo. Nos anos seguintes, Álvaro transformou a marca LE POSTICHE em sinônimo de varejo de bolsas e artigos de viagem ao abrir outras unidades. A partir daí, a LE POSTICHE ingressou em uma fase de crescimento acelerado. Somente entre 1982 e 1992, a rede passou de um total de cinco para 48 lojas. Esse período marcou o início da expansão por meio do sistema de franquia, com a inauguração, a partir de 1989, das primeiras unidades franqueadas nas cidades de Uberlândia, São José do Rio Preto (interior de São Paulo), Brasília, Curitiba, Campinas e na região do ABC paulista. No final dos anos de 1990, a rede adotou uma nova proposta que buscava deixar suas lojas com um aspecto mais moderno através da utilização de equipamentos diferentes, um ambiente menos poluído, mais confortável e com uma comunicação mais eficaz. Além é claro, da ampliação da linha de produtos.


Logo em seguida, a rede passaria por mais uma provação com a divisão societária da empresa. Álvaro ficou com o direito sobre a marca, mas com menos lojas na rede. Essa crise deu início a um momento de reorganização na empresa, com enxugamento da estrutura, a diminuição de funcionários e a interrupção da expansão por meio de franquias. Tendo em vista a proposta de troca de conceitos dentro da empresa, no início de 2000, a LE POSTICHE mudou sua estratégia de expansão, trocando o sistema de franquias pelo licenciamento da marca. Com isso, a empresa voltou a se expandir e manter o destaque no mercado de bolsas, acessórios e artigos de viagem. Na mesma época, criou sua área de estilo, especializada em entender as tendências de moda no mundo. Com 1.800 m² foi inaugurada, em 2002, a loja Mega Store, na zona sul de São Paulo. O ponto de venda era considerado um dos maiores da América Latina. A LE POSTICHE também passou a ter marcas próprias.


Em 2005, foi a vez de outro reposicionamento, agora voltado para o conceito de moda dentro do negócio. O layout das lojas, que ficou mais prático e funcional, foi completamente atualizado e a marca ganhou uma nova identidade visual. Ao mesmo tempo, a empresa passou por uma atualização geral, que incluiu mudanças na comunicação, uniformes dos vendedores, embalagens e papelaria. Além disso, a rede investiu em marketing sensorial para aguçar os sentidos dos clientes, com cores, aromas e sons, como por exemplo, o lançamento de um aroma exclusivo (uma fragrância de erva cidreira, tangerina, chá verde e rosas) e uma trilha sonora personalizada para todas as lojas. O ano de 2007 marcou o início das vendas pela internet, em uma parceria com a Americanas.com, e a inauguração de um centro de distribuição próprio. Nos anos seguintes, a empresa fechou uma parceria com a Ace Seguros para oferecer seguro de bagagem em suas lojas. A contratação podia ser feita na compra de malas e tratava-se de mais uma aposta para aumentar a fidelidade da clientela. Além disso, a linha de produtos foi ampliada com o início da venda de acessórios como cadeados, necessaires, porta cartão e passaporte, bolsas térmicas, máscaras e protetores de ouvidos, identificadores de bagagens, guarda-chuva, almofada de pescoço e chaveiros.


As mudanças vividas pela rede a partir de 2010 começaram quando Alessandra Restaino, filha de um dos fundadores, assumiu o comando da empresa, e foram muito além do portfólio e diversificação da linha de produtos. Ela redefiniu o público-alvo da marca: consumidoras na faixa entre 25 e 40 anos. O que incluía desde mulheres solteiras e independentes financeiramente até as casadas e com filhos. Afinal, eram elas as responsáveis por abastecer filhos e maridos com os itens vendidos pela rede. Além do reposicionamento, a rede tinha outras estratégias, como a inauguração de várias unidades por diversas cidades do país. O novo posicionamento contou com a reforma radical das lojas. Com o novo conceito as lojas ficaram mais organizadas e os produtos foram dispostos de forma a maximizar a percepção do planejamento estratégico da marca que é oferecer soluções em acessórios para a mulher contemporânea em seus diversos estilos de vida, desta forma os produtos foram expostos por seções: dia a dia, lazer, noite, esporte, infantil (filhos), organização, presentes, viagem, homem (marido). Além disso, como parte do novo reposicionamento da marca, agora direcionada ao público feminino, usando novas porta-vozes para gerar desejo e identificação direta, foram lançadas campanhas estreladas por celebridades como Angélica, Giovanna Antonelli, Juliana Paes e Camila Coelho.


Porém, a crise econômica veio e, em 2014, a empresa comandada pelas duas filhas do fundador resolveu profissionalizar a gestão, que culminou com a contratação de um executivo. Após as mudanças internas, a empresa está alterando gradualmente o visual das lojas. Além disso, pela nova política comercial, promoções serão menos frequentes e os gerentes de loja terão menos autonomia para dar descontos. O pilar dessa nova reestruturação foi concretizada recentemente com a parceria com japonesa Echolac (da qual a LE POSTICHE passou a ser representante exclusivo), do grupo Mitsubishi. A marca é a maior fabricante de malas da Ásia e a segunda no mundo, atrás apenas da americana Samsonite.


Hoje em dia, mantendo sua tradição de variedade de preços e produtos, a rede introduz conceito de moda acessível, aliando modernidade e estilo. O mix de produtos é renovado a cada dois meses, transformando as lojas em uma rede de tendências que atende desde os mais jovens até homens e mulheres dos mais diferentes “lifestyles”, do casual ao executivo, do básico ao fashion.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos. Em 2005 o logotipo passou por uma remodelação radical, ganhando letras mais finas e arredondadas e adquirindo um posicionamento mais relacionado à moda e estilo.


Além disso, as lojas da rede também foram completamente repaginadas, onde uma nova arquitetura deu ares mais sofisticados ao ambiente.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 1978 
● Fundador: Antônio e Álvaro Restaino 
● Sede mundial: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Le Postiche Indústria e Comércio Ltda. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Eduardo Padula 
● Faturamento: R$ 450 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 250 
● Presença global: Não (presente somente no Brasil) 
● Funcionários: 700 
● Segmento: Varejo 
● Principais produtos: Malas, mochilas, acessórios de viagem e bolsas 
● Concorrentes diretos: Sestini, Samsonite, Kipling, Primicia, Bagaggio e Tiara Bolsas 
● Website: www.lepostiche.com.br 

A marca no Brasil 
A LE POSTICHE, maior rede de lojas de artigos de viagem e acessórios de couro da América Latina, com mais de 20.000 m² de área de vendas, possui mais de 250 lojas localizadas em 20 estados brasileiros, mais o Distrito Federal, que vendem uma grande linha de produtos, que vão de malas, bolsas, mochilas, carteiras e pastas, passando por acessórios, até seguro bagagem. Na compra de qualquer mala nas lojas da rede o consumidor ganha ainda um seguro contra roubo ou extravio. A empresa fatura estimados R$ 450 milhões por ano, entre a receita própria e os royalties obtidos dos licenciados, além de vender mais de 3.5 milhões de itens anualmente. 

Você sabia? 
A equipe de estilo da marca desenvolve itens de acordo com as últimas tendências da moda, buscando em viagens e referências internacionais o que há de mais novo, de acordo com o desejo de consumo do público brasileiro. 
A equipe de vendas é composta quase exclusivamente por mulheres, todas muito bem equipadas para atender a clientela. 
Em 2004 a marca lançou o slogan “Le Postiche fica ótima em você”, utilizado por muitos anos. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Exame e Época Negócios), jornais (Valor Econômico), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 8/11/2017

19.9.06

KIPLING


Suas bolsas, mochilas e acessórios agradam principalmente ao público mais jovem, com design despojado, funcionalidade e durabilidade, características fortes da marca. Experimente andar em qualquer lugar e encontrará um despojado macaco de pelúcia pendurado em alguma bolsa ou mochila. A marca tem muito apelo entre as crianças, adolescentes em idade escolar e jovens mulheres, que cresceram carregando uma mochila KIPLING nas costas. 

A história 
A KIPLING foi fundada exatamente no dia 16 de janeiro de 1987, na cidade portuária de Antuérpia, por três amigos - Xavier Kegels, Vincent Haverbeke e Paul Van de Velde - este último um engenheiro marítimo, que tinham como ideia original criar uma linha de mochilas de náilon de ótima qualidade, confortáveis e funcionais, com um estilo único, e toques de diversão e aventura. Depois de conseguir US$ 300 mil com investidores, eles começaram a fabricar as mochilas escolares para crianças e vendê-las para lojas da cidade belga.
   

O nome KIPLING surgiu quando os designers estavam procurando uma palavra que não significasse nada em língua nenhuma e fosse fácil de pronunciar no mundo inteiro. O nome escolhido para a marca foi o sobrenome do escritor britânico Joseph Rudyard Kipling, autor de “O Livro da Selva” (The Jungle Book), que se tornou internacionalmente um clássico para crianças e também conhecido pelo seu personagem principal: Mogli, o menino lobo. Foi também deste livro que surgiu a ideia do famoso primata (chamado de Kipling Monkey), que virou a grande referência da marca entre os consumidores na figura de um simpático e divertido macaco.
  

Rapidamente a marca introduziu outros produtos, proporcionando ao consumidor diversas opções entre bolsas, malas, frasqueiras, mochilas, carteiras, estojos e nécessaires, estabelecendo um estilo próprio através do design inovador, original e inconfundível, com cores marcantes e estampas divertidas. Em 1989, seus produtos passaram a serem vendidos no Japão. Um enorme passo para internacionalização da marca foi dado em 1993, quando os produtos KIPLING começaram a ser distribuídos nos Estados Unidos, Itália e América Central. Nos anos seguintes a empresa cresceu rapidamente no cenário internacional e se tornou uma marca global, especializada em bolsas e mochilas, mas também vendendo outros acessórios como chaveiros e até armações de óculos. Além disso, a década foi marcada pela expansão nas lojas de varejo na Bélgica e internacionalmente. Fazendo com que a KIPLING se tornasse popular em países como Holanda, Itália e França, conquistando cada vez mais consumidores ávidos por um estilo descontraído.
  

Em 1997, a KIPLING desembarcou oficialmente no Brasil trazendo junto com seus produtos o macaco, símbolo da marca, que conquistou crianças, adolescentes e adultos em todo o mundo. A unidade brasileira ocupa uma posição de prestígio para a empresa. Em termos de faturamento, está posicionada como uma das três maiores do mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos e da Itália. Desde agosto de 2003, a KIPLING pertence ao grupo americano VF Corporation, proprietária de marcas famosas como The North Face (conheça essa história aqui), Timberland (conheça essa história completa aqui) e Vans (saiba mais aqui), e que na época pagou US$ 180 milhões pela marca de bolsas e acessórios. Após a venda, a marca começou a apostar fortemente no desenvolvimento de produtos e design modernos, com suas campanhas publicitárias tendo um apelo de moda e não mais focadas apenas em crianças e animais como acontecia antes. Em 2006, a marca começou a anunciar nas mais badaladas revistas de moda na Europa, iniciando assim seu posicionamento mais fashion.
    

Apesar do sucesso da marca, em 2007, a KIPLING decidiu que era hora de mudar. “Queremos torná-la mais fashion”, disse o inglês Richard Macey, então presidente mundial da empresa, “A partir de agora a KIPLING será uma grife mais contemporânea”, completou ele. As bolsas de náilon coloridas continuaram a existir, mas uma nova linha foi adicionada ao portfólio de produtos. A marca começou a produzir itens a partir de novos materiais como couro e jeans e decidiu usar estampas mais ousadas. Os macacos, símbolos indefectíveis da grife, ganharam versões feitas de plástico e metal. As lojas foram reformuladas e passaram a ter um visual mais limpo e moderno. Para reforçar a nova imagem, a marca participou pela primeira vez da São Paulo Fashion Week, evento de moda mais badalado do Brasil. No desfile da estilista Gloria Coelho, modelos carregaram uma versão revisada das bolsas KIPLING, feita de couro. No lugar do macaco de pelúcia, a marca exibiu um de metal. A marca investiu também em desfiles de moda na Bélgica e na França. A prioridade era ampliar a oferta de produtos. Por esse motivo, a cada estação, mais de 250 novos itens são lançados no mercado.
   

A estratégia deu resultado. Em 2008, projeções indicavam um aumento de vendas da ordem de 50%. A mudança de estratégia teve a ver com a própria evolução de seus clientes, que tinham dado preferência a produtos mais descolados e com menos ares de adolescente. Um dos fatores do imenso sucesso da KIPLING pode ser creditado a Isabelle Chéron, então diretora criativa da marca (assumiu o cargo em 2006), que passou a lançar coleções assinadas em parceria com renomados designers como a estilista brasileira Glória Coelho, a belga Cathy Pill, as espanholas Anna e Macarena da El Delgado Buil, Girls from Omsk (Bélgica), a cantora Fergie, o britânico Peter Pilotto, e mais recentemente, a artistas chinesa Helen Lee, a estilista Angel Chen e o artista plástico Keith Haring (sob licença, já que ele faleceu em 1990).
   

A KIPLING ingressou (somente no Brasil) no segmento de calçados em 2012, com o lançamento de sneakers, chinelos, sandálias e sapatilhas com visuais coloridos e despojados, que carregavam a mesma ousadia irreverente da marca. Pouco depois, em 2016, a marca lançou a coleção Kaeon, composta por bolsas feitas com um tecido inovador e exclusivo - leve, macio, ecológico e 100% repelente a água - que utilizava 37% de fibras recicladas e 90% menos água durante o processo de tingimento. Em 2018, a KIPLING lançou a coleção New Classics, que trouxe de volta os seus modelos (de bolsas e mochilas) mais clássicos - e básicos - mas com pegada minimalista e sem gênero, em cores vibrantes. Além disso, começou a investir na reformas de suas lojas e opções de personalização in-store. Mais recentemente, em 2020, a KIPLING lançou a Curiosity, suas primeiras malas de policarbonato (rígidas), em cores fortes de vermelho, amarelo e azul, apresentada ao lado de novas inovações, incluindo malas e mochilas híbridas, que permitem que os viajantes fechem a frente para revelar uma mochila.
  

Nos últimos anos a KIPLING vem adotando a estratégia de lançar coleções cápsulas (de bolsas, mochilas, estojos e acessórios de viagem), em parcerias com empresas como Disney (conheça essa outra história aqui), Bandai Namco e Sanrio, inspiradas em personagens e filmes clássicos, como por exemplo, Branca de Neve e os Sete Anões (2017), que trazia elementos clássicos como o espelho mágico e a maçã venenosa, para celebrar os 80 anos do clássico filme; Alice no País das Maravilhas (2018); Star Wars (2018); Mickey e Minnie (2019); Frozen II (2019); Pac-Man (2020), com design e ilustrações do clássico dos fliperamas, incluindo labirinto, fantasmas e o adorado personagem; e Hello Kitty (2022).
   

Os ícones 
O zíper, a costura, o tecido, os formatos, as cores, as estampas e o chaveiro. Todos esses elementos fazem das bolsas, malas, mochilas, carteiras, estojos e outros acessórios da KIPLING algo inconfundível. E um dos modelos de maior sucesso da marca é o Fundamental, mochila com alças reguláveis, dois zíperes em diagonal na frente e um lateral, além do chaveiro de macaco. Este item tem mais de quinze anos e é um dos mais vendidos em todo o mundo. Outro item de sucesso é a bolsa transversal, um dos modelos mais vendidos e conhecidos da marca, ideal para passeios e viagens, pois é leve, feita de náilon e possui três compartimentos que mantém a organização dos acessórios. Já a Backtroll - uma mala com rodinhas para viagem - é um best-seller. E tem mais, o modelo Camama é versátil - também pode ser usado como bolsa de maternidade -, grande e espaçoso, além de acompanhar um trocador, porta-mamadeira e porta-chupeta.
  

A popular mascote 
Porque pendurar um macaco em suas bolsas? Porque quando você pensa na marca KIPLING, pensa no macaco. Afinal de contas o primata é um símbolo de diversão, irreverência e aventura, principais características dos produtos KIPLING em seu lançamento no mercado. No início, o macaco da KIPLING existia apenas em seu logotipo. Mais tarde, porém, o macaquinho (que oficialmente se chama Kipling Monkey) virou um chaveiro de pelúcia e se tornou um personagem e marca registrada da KIPLING, sendo reconhecido em todo mundo. Foi uma grande jogada de marketing que transformou o macaco em um acessório dos produtos da marca, o que contribuiu para aumentar seu carisma e reconhecimento entre seu público. Inicialmente só havia um tipo de macaquinho, que era facilmente reconhecido pelo seu tamanho e cores fortes. Mas, conforme a marca evoluiu em suas coleções de produtos, a mascote também ganhou novas versões (com diferentes combinações de cores e estampas). Ultimamente a marca tem se associado a grandes nomes da moda, arte e design, para desenvolver novas versões da mascote, que hoje em dia é item de coleção para centenas de milhares de pessoas.
   

Cada macaco tem um nome próprio (escrito na etiqueta), desta forma a marca personifica seus produtos e estreita o laço emocional com o consumidor, que procura o seu nome em cada mascote. Esses nomes não são escolhidos ao acaso. Cada um é o nome de um funcionário da empresa. A KIPLING foi altamente inteligente e uma das pioneiras em endobranding, ao homenagear os seus funcionários e aumentar o engajamento deles com a empresa. Ao todo já foram lançados mais de 550 modelos diferentes do tradicional macaco KIPLING.
  

A evolução visual 
A marca utilizou durante décadas um tradicional logotipo - na cor verde, cinza ou preta - que possuía um reconhecível primata, cujo final da longa cauda representava o pingo da segunda letra “i”. Em 2019, a KIPLING resolveu simplificar sua identidade visual e retirou o popular primata e adotou definitivamente a cor preta. Já em seus produtos a KIPLING utiliza um logotipo redondo, que também foi modernizado em 2019, como mostra a imagem abaixo.
  

O atual logotipo também pode ser aplicado com o slogan/mantra da marca: Live. Light.
   

Os slogans 
Live. Light. (2019) 
Make Happy. (2014)
  

Dados corporativos 
● Origem: Bélgica 
● Fundação: 16 de janeiro de 1987 
● Fundador: Paul Van de Velde, Vincent Haverbeke e Xavier Kegels 
● Sede mundial: Bornem, Bélgica 
● Proprietário da marca: Kipling Belgium NV 
● Capital aberto: Não (subsidiária da VF Corporation) 
● CEO: Eric Wiseman 
● Presidente: Vera Breuer 
● Faturamento: US$ 850 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 436 
● Presença global: 80 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Maiores mercados: Estados Unidos, Itália e Brasil 
● Segmento: Moda e acessórios 
● Principais produtos: Bolsas, mochilas, malas e carteiras 
● Concorrentes diretos: Paul Frank, Eastpak, Jansport, Vera Bradley, American Tourister, Samsonite e Marimekko 
● Ícones: O chaveiro de macaco 
● Slogan: Live. Light. 
● Website: www.kipling.com.br 

A marca no mundo 
Hoje em dia a KIPLING comercializa sua linha de produtos em mais de 80 países ao redor do mundo, encontrados em mais de 7.500 pontos-de-venda, incluindo 500 corners dentro de lojas de departamento e 436 lojas próprias em cidades como Paris, Londres, Tóquio, Hong Kong e São Paulo. No Brasil são mais de 40 lojas próprias. Somente a coleção básica da marca conta com mais de setenta modelos de bolsas. A cada minuto são vendidas 28 bolsas ou mochilas da marca no mundo. Toda a produção da empresa, mais de 7 milhões de peças por ano, é produzida em fábricas localizadas na China. O trabalho de criação dos modelos é realizado na sede da empresa, na cidade belga de Bornem. 

Você sabia? 
Mais de 40 milhões de pessoas no mundo tem pelo menos uma bolsa ou mochila da marca KIPLING. Na Bélgica, país de origem da irreverente marca, existem mais bolsas KIPLING do que pessoas. 
A marca trata os consumidores fiéis, engajados e apaixonados pela KIPLING como Viks (Very Important Kiplinger’s). 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Exame, Veja e Isto é Dinheiro), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 25/7/2022 

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