8.10.19

ANA - ALL NIPPON AIRWAYS


A típica e atenciosa hospitalidade japonesa nos ares. Serviços de excepcional qualidade, comissários atenciosos e gentis, além de uma moderna frota, pontualidade e muita segurança em voo. Sem nenhuma surpresa, para uma companhia aérea japonesa, a ANA (All Nippon Airways) é conhecida por serviços, amenidades e comida de primeira qualidade, transportando confortavelmente milhões de passageiros pelo mundo afora. Tudo amparado pela filosofia de seu slogan “Inspiration of Japan” (em português “Inspiração do Japão”). 

A história 
Tudo começou no dia 27 de dezembro de 1952 quando Masuichi Midoro fundou a Nippon Helicopter and Aeroplane Transports Company, o que só foi possível graças à entrada em vigor do Tratado de Paz de San Francisco em abril deste ano, que finalizou oficialmente a Segunda Guerra Mundial e a ocupação americana no Japão e levou o governo do país a aprovar uma nova lei que permitia a fundação de companhias aéreas privadas, administradas pela JDAC (órgão regulador do setor de transporte aéreo no Japão). A nova companhia iniciou suas operações no mês de fevereiro de 1953 com apenas dois helicópteros e 28 funcionários. Em dezembro deste ano teve início o transporte de cargas em uma aeronave De Havilland Dove na disputada rota Tóquio-Osaka, no que foi então o primeiro voo comercial operado por um piloto japonês desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Inicialmente, as operações eram limitadas ao transporte de cargas, com o transporte de passageiros sendo iniciado no ano seguinte também entre Tóquio e Osaka. Nos cinco anos seguintes, a Nippon Helicopter vivenciou um período de grande sucesso, com a expansão de suas malhas aéreas de leste a oeste do país, concentrando suas atividades nas duas maiores cidades japonesas: Tóquio e Osaka. No final de 1956, a Nippon Helicopter e a Far East Airlines concordaram em se fundir dando origem à maior companhia aérea privada do Japão. Essa nova companhia aérea foi nomeada de All Nippon Airways Company, em dezembro de 1957. Pouco depois, em 1958, os uniformes da tripulação foram redesenhados e padronizados, e a ANA (como ficou conhecida a All Nippon Airways) rapidamente provou ser um forte competidor nas rotas domésticas.


A próxima década começou com um novo presidente, Kaheito Okazaki, cujo primeiro ato foi incorporar a Fujita Airways em 1963. Dois anos mais tarde, a ANA ingressou oficialmente na “Era dos Jatos”, adquirindo três aeronaves Boeing 727 para os voos charters entre as cidades de Tóquio e Sapporo. Nesta época, o Japão tinha acabado de inaugurar o famoso trem-bala entre Tóquio, Osaka e outras cidades, oferecendo uma forma alternativa e mais econômica de transporte entre as maiores cidades do país. Além disso, a economia japonesa crescia explosivamente, com o uso cada vez maior do automóvel como meio de transporte o que levou a ANA a identificar que competia não somente com as outras companhias aéreas, mas também com trens e automóveis, e a iniciar um programa de aumento não apenas do tamanho, mas também do número de aeronaves de sua frota. Foi então que a ANA começou a vislumbrar a possibilidade de iniciar operações em rotas internacionais, e formou um departamento com a tarefa específica de preparar a companhia para uma eventual estreia no mercado aéreo internacional.


O início do serviço regular internacional começou no dia 21 de fevereiro de 1971, quando a ANA operou um voo charter para Hong Kong através de um Boeing 727 em sua primeira incursão ao mercado internacional. Pouco depois, em 1973, após 20 anos de operações, atingiu a marca de 50 milhões de passageiros transportados. Ainda este ano, iniciou uma estratégia de diversificação, cujo objetivo era explorar o crescente mercado de turismo no Japão e fundou a ANA Enterprises para administrar hotéis em todo o país e aumentar a lucratividade da empresa. Em 1974, outra subsidiária foi formada: Air Nippon, companhia aérea cujo objetivo era atender destinos regionais com aeronaves menores e com isso ligar várias ilhas e cidades mais remotas à malha aérea da ANA. Nesta época, a companhia aérea já possuía a maior malha aérea doméstica do Japão, e procurava expandi-la ainda mais. Pouco depois, em 1978, a companhia aérea adicionou a sua frota os primeiros Boeing 747-200, utilizados nas rotas Tóquio-Sapporo e Tóquio-Fukuoka.


No início da década de 1980, a ANA já era a sexta maior companhia aérea do mundo, embora fosse pouco conhecida fora do Japão, com suas operações internacionais limitadas a voos charters dentro do continente asiático. Nesta época, o governo japonês preparava a desregulamentação do mercado de transporte aéreo internacional, em parte devido à pressão internacional e devido à necessidade de um maior número de voos. Finalmente a ANA conseguiu a permissão para competir nas rotas internacionais. A companhia área estava muito bem estruturada para isto e iniciou o serviço de cargas em 1985 e o transporte de passageiros no dia 3 de março de 1986, primeiramente com voos para Guam e logo depois para as cidades de Washington e Los Angeles, tornando-se a única companhia aérea a operar voos entre os Estados Unidos e as principais cidades japonesas. Essa expansão aconteceu juntamente com uma grande campanha publicitária e a mudança do logotipo da marca para a já familiar identidade visual com letras azuis na cauda de cada aeronave.


Com o firme propósito de crescer moderadamente no mercado doméstico, a ANA iniciou uma grande expansão de suas rotas internacionais, uma vez que a demanda crescia exponencialmente e os investimentos internacionais aumentavam na mesma proporção. Também para atender a esta grande demanda, a companhia aérea passou a utilizar o sistema computadorizado de reservas e emissões de cartões de embarque. Dentro deste planejamento, aumentou suas rotas gradualmente com a inauguração de voos para Beijing, Dalian, Hong Kong e Sidney 1987; para Seul em 1988; para Londres e Saipan em 1989; Paris em 1990 e Nova York em 1991. Esta expansão, embora meticulosamente planejada, demandava um enorme esforço logístico, o que levou a empresa a abrir seu capital na Bolsa de Valores de Londres e Frankfurt, em 1991, cujo objetivo era gerar fundos para a execução do plano de expansão. Treinamento e recrutamento eram tão enfatizados, que uma pesquisa com universitários na época revelou que a ANA era a empresa mais popular entre jovens recém-formados nas universidades. Nesta época, a ANA era a maior companhia aérea do Japão e a oitava maior do mundo, operando em mais de 30 cidades dentro do Japão e 19 em outros países, com aproximadamente 500 voos diários. Além disso, a tradicional revista Air Transport World nomeou a ANA como “Companhia Aérea do Ano”, pelo alto padrão de seus serviços.


Apesar do enorme sucesso, os anos de 1992 a 1994 foram financeiramente difíceis não somente para a ANA, mas para as companhias aéreas japonesas em geral, com demissões e corte de despesas e investimentos, levando, em 1994, ao anúncio de seu primeiro balanço negativo em 27 anos. Assim, desenvolveu-se um plano de recuperação, que vislumbrava um aumento de 30% nos negócios internacionais, o que levou a companhia aérea a adquirir novos Boeing 777 e Airbus A321 para atender a nova demanda deste projeto. Em setembro de 1994, iniciou voos para a Coréia do Sul, Singapura, China, Hong Kong e Austrália a partir do novo Aeroporto Internacional de Osaka. Em contra partida, o tráfego aéreo doméstico, que correspondia a ¾ do faturamento da ANA, continuava em declínio. Como reação, lançou em 1995 a “Hayawari”, que oferecia passagens aéreas mais baratas do que as tarifas do trem-bala para bilhetes adquiridos com determinada antecedência. Mesmo com as dificuldades, a ANA continuou a expandir suas operações internacionais. Em 1996, dando continuidade a sua história de inovação no setor, a ANA foi uma das primeiras companhias aéreas a introduzir assentos totalmente reclináveis (180 graus) na Primeira Classe. No final desta década, a domínio da ANA no mercado doméstico japonês estava ameaçado pela baixa demanda e competição pesada das novas companhias domésticas, o que levou a empresa a cortar rotas, reduzir o tamanho das aeronaves que operavam esses voos e diminuir em até 25% os salários dos funcionários. Este corte provocou uma greve de duas semanas dos pilotos, que custou a ANA US$ 12.5 milhões.


Em abril de 2002, a ANA celebrou os 50 anos da sua fundação e apresentou a cadeira “Easy Sleeper” e também a nova classe Economy Premium (novo nível de classe de serviço para voos de longa distância). A ANA sempre foi uma cliente fiel da Boeing e, em 2004, quando começou a renovar sua frota, encomendou 50 unidades do Boeing 787 Deamliner, em uma transação de US$ 6 bilhões, a maior encomenda de uma única companhia aérea em toda a história da Boeing. Em 2009, a ANA apresentou o novo design de suas cabines, batizado de “Inspiration of Japan”, que incluía assentos de classe executiva com cama deitada, assentos de suíte de primeira classe quase fechados, um novo sistema de entretenimento de bordo (com conectividade de iPod, compras no assento e pedidos de refeições, além de consoles com tela de toque), além de melhorias no serviço de bordo. Em 2019, a ANA recebeu seu primeiro Boeing 787-10, o maior membro da família Dreamliner. Com a chegada do novo jato de fuselagem larga, tornou-se a primeira companhia aérea na região Ásia-Pacífico a operar com todos os jatos da família 787. Toda essa rica história tornou o nome “ANA - All Nippon Airways”, uma marca que é sinônimo de qualidade e comprometimento no mundo todo. E por isso, em 2019, a ANA foi considerada a terceira melhor companhia aérea do planeta pela Skytrax World Airline Awards, considerado o Oscar da aviação mundial.


Os aviões temáticos 
A ANA tem uma moderna frota de 237 aeronaves. Além disso, é cliente de lançamento e o maior operador do Boeing 787 Dreamliner no mundo (com 36 aeronaves). Isto porque, em 2011, a empresa se tornou a primeira do mundo a receber um Boeing 787-8. A companhia aérea também ficou conhecida e popular pelas pinturas especiais e temáticas de algumas de suas aeronaves. Por exemplo, desde 1998 a ANA já possuiu 8 aeronaves (batizadas de Pokemon Jets), que coloriram os céus do mundo com desenhos do Pikachu e sua animada turma. Um destaque de todos esses jatos residia no fato de proverem aos passageiros uma experiência completa. O interior das aeronaves (entretenimento a bordo, necessaires, carrinhos de alimentos, suportes de bagagem) e o uniforme da tripulação eram customizados com temas do desenho. A companhia aérea também já decorou um Boeing 767-300 para ficar parecido com um urso panda em celebração aos 20 anos de voos para a China.


E não parou por aí. A ANA possui quatro aviões temáticos da série Star Wars com pinturas que remete às formas e cores de personagens carismáticos como C3PO, R2-D2 ou robô BB-8. Os interiores das aeronaves também receberam decoração e itens comemorativos a série, como copos, assentos e até os uniformes dos comissários de bordo alusivos a cada personagem. Além disso, em 2019, ao receber sua primeira aeronave Airbus A380 apresentou uma nova pintura com figuras de tartarugas marinhas na cor azul-clara, uma homenagem a Honolulu (no Havaí), rota em que seria utilizada. Uma segunda aeronave foi pintada com o mesmo tema na cor verde-clara, em homenagem a tartaruga-verde, conhecida como Hawaiian Green Sea Turtle ou apenas Honu. Uma terceira aeronave temática, na cor laranja, passará também a integrar a frota da ANA.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas alterações ao longo dos anos, adquirindo uma grafia mais moderna e atraente, e se tornando um grande exemplo de branding. A identidade visual original, adotada em 1958, quando a companhia aérea adotou oficialmente o nome de All Nippon Airways, era redonda e utilizava as cores branco e vermelho (as mesmas da bandeira do Japão). Somente em 1982, a marca adotou a abreviatura ANA, que apareceu em seu logotipo totalmente remodelado pela primeira vez, com as tradicionais listras azul clara e escura (chamadas de Triton Blue). Esse logotipo ainda apresentava o nome da marca por extenso e também escrito em japonês. Pouco depois, em 1986, a identidade visual foi simplificada, com diminuição e novo posicionamento das listras (agora ao lado direito do nome ANA).


Em 2002, o logotipo passou a utilizar somente a palavra ANA, sem o nome por extenso escrito. Em 2010, a identidade visual ganhou o slogan “Inspiration of Japan”.


A pintura de suas aeronaves também acompanhou a evolução da identidade visual da marca. A pintura original das aeronaves utilizava uma listra de cor azul bem clara na fuselagem branca, com a cauda da mesma cor e o logotipo oval com predominância da cor vermelha. Já a pintura atual tem uma fuselagem branca e cinza, com uma faixa azul pintada sob as janelas. O logotipo da ANA e seu slogan “Inspiration of Japan” são pintados acima das janelas. A cauda é pintada de azul com a palavra ANA de lado.


Os slogans 
Inspiration of Japan. (2010) 
Excellence in Flight. 
We fly 1st. 
Japan’s best to the world. (2000) 
We do More. (1996)


Dados corporativos 
● Origem: Japão 
● Fundação: 27 de dezembro de 1952 
● Fundador: Masuichi Midoro 
● Sede mundial: Tóquio, Japão 
● Proprietário da marca: ANA Holdings Inc. 
● Capital aberto: Não 
● Chairman: Shinichiro Ito 
● CEO: Yuji Hirako 
● Faturamento: US$ 18.5 bilhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Frota: 237 aviões 
● Destinos: 195 
● Passageiros transportados: 50 milhões (estimado) 
● Hub principal: Narita e Haneda International Airport 
● Presença global: 23 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 39.000 (ANA Holdings) 
● Segmento: Aviação 
● Principais produtos: Aviação comercial e cargueira 
● Concorrentes diretos: Japan Airlines, Singapore Airlines, Cathay Pacific, Thai Airways, Eva Air, Garuda Indonesia, Air New Zealand, Air India, Qantas Airways, Asiana, Airlines, Air China e China Southern Airlines 
● Slogan: Inspiration of Japan. 
● Website: www.ana.co.jp 

A marca no mundo 
Atualmente a ANA, maior companhia aérea do Japão em relação à passageiros transportados e faturamento, possui uma moderna frota de 237 aviões que voam para aproximadamente 200 destinos em 23 países (85 rotas internacionais e mais de 110 rotas domésticas), realizando 1.210 voos por dia. Transportando mais de 50 milhões de passageiros por ano, a companhia área também atua fortemente no segmento de cargas com a ANA CARGO. A companhia aérea oferece um modelo único de hub duplo que permite aos passageiros viajarem para Tóquio e se conectarem através dos dois aeroportos na região metropolitana da cidade, Narita e Haneda, a vários destinos em todo o Japão, e também oferece conexões no mesmo dia entre várias cidades da América do Norte, Ásia e China. O programa de passageiro frequente, ANA Mileage Club, possui mais de 30 milhões de membros. 

Você sabia? 
A ANA recebe a respeitada classificação de 5 estrelas todos os anos desde 2013 pela Skytrax. É a única companhia aérea japonesa a ganhar essa prestigiada designação por sete anos seguidos. Além disso, a ANA foi reconhecida pela Air Transport World como “Companhia aérea do ano” três vezes nos últimos 10 anos (2007, 2013 e 2018), tornando-se uma das poucas companhias aéreas que conquistaram este prestigiado prêmio por várias vezes. 
Desde fevereiro de 2010, a ANA oferece banheiros exclusivos para mulheres em voos internacionais. O primeiro Boeing 787 que a companhia aérea recebeu possuía bidê nos lavatórios da classe econômica e executiva. 
O anagrama de “Nippon Helicopter” deu origem ao atual código IATA da ANA: NH. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 8/10/2019

1.10.19

ALEXANDER MCQUEEN


O estilista britânico Alexander McQueen revolucionou o jeito de fazer moda. Com criatividade, aliada à sua habilidade, arquitetou roupas que foram além da utilidade do vestir. Seus desfiles dramáticos e suas peças irreverentes chocaram e encantaram o mundo. E deixou tudo como legado para sua luxuosa marca Alexander McQueen, na qual as estruturas das roupas transitam entre tradição e modernidade, passeando pela transgressão, um dos principais trunfos da grife britânica. A marca é distinta por sua expressão inovadora e intransigente de criatividade desenfreada. 

A história 
Caçula de seis filhos de um taxista e de uma dona de casa, nascido no dia 17 de março de 1969, em Londres, Lee Alexander McQueen (foto abaixo) começou a se interessar por moda desde pequeno. A primeira memória de que Alexander teve dele próprio foi a de desenhar um vestido em uma das paredes de sua casa, em 1972, aos três anos de idade. Aos 15 anos já tornava as suas visões realidade e fazia vestidos para as três irmãs irem à escola, de forma a ajudar os pais com as despesas. Pouco depois, aos 16 anos, o inglês deixou a escola, passou a se dedicar exclusivamente à sua grande paixão e começou a trabalhar na famosa rua da alfaiataria de luxo masculina de Londres - a Savile Row (sua escola primária na moda). Foi lá que durante quatro anos como aprendiz de alfaiatarias tradicionais como Anderson & Shephard, Gieves & Hawkes e Angels & Bermans, aprendeu as técnicas para a execução dos mais diversificados cortes de vestuários. Em 1989 foi para Milão trabalhar como assistente de Romeo Gigli. Toda esta incrível experiência contribuiu para que Alexander McQueen concluísse em 1992, com muito destaque, o mestrado em design de moda na conceituada Saint Martins College of Art and Design, o maior celeiro da cena fashion inglesa. Em seu desfile de formatura, batizado de “Jack the Ripper Stalks His Victims” (inspirado em Jack, o estripador), o visual dramático do britânico chamou a atenção de grandes players da moda: a lendária editora de moda da então revista Tatler, Isabella Blow, comprou toda a coleção (por £5.000) e persuadiu o estilista a usar apenas seu nome do meio, ou seja, Alexander McQueen (o primeiro nome, Lee foi abandonado).


Pouco depois, ainda em 1992, criou a sua própria grife, batizada é claro de Alexander McQueen. Ele passou então a unir as técnicas de alfaiataria com um estilo pautado pelas ruas de Londres, a maior referência para suas coleções. Em 1993 o estilista apresentou oficialmente sua primeira coleção feminina (batizada de “Taxi Driver”) no pomposo hotel Ritz. No ano de 1995, a coleção “Highland Rape”, apresentada em março, causou enorme rebuliço entre a imprensa da moda fazendo com que o estilista ganhasse o apelido de “Enfant Terrible” (criança terrível, em francês). Afinal, o estilista sempre dizia: “Você tem que conhecer as regras para poder quebrá-las. É por isso que estou aqui, para demolir as regras e manter a tradição ao mesmo tempo”. A coleção, cujo objetivo era homenagear seus ancestrais escoceses, apresentava tartã preto e vermelho, além de blusas de renda rasgadas. Não demorou muito para o sucesso encontrar McQueen. No ano seguinte, seu enorme talento foi recompensado com o prêmio British Designer of the Year. Além disso, assumiu o cargo de diretor criativo da tradicional Givenchy, deixado por seu colega de faculdade John Galliano, com a missão de reprojetar a marca francesa no cenário do mundo da moda de luxo. Ele permaneceu no cargo até 2001 e comandou, em paralelo, a marca que leva seu nome.


No ano de 1997, em sua principal coleção apresentou ao público a famosa jaqueta com chifres. Já celebrado e disputado pela indústria da moda, McQueen continuava o seu intenso e audacioso processo de criação, consolidando-se profissionalmente ao lançar tendências que marcaram o mundo, entre elas as calças de cintura baixa, as estampas de caveiras, as peças de alfaiataria, a estética gótica e os desfiles tratados como verdadeiras superproduções, que levavam a tecnologia, o drama e as artes cênicas para cima das passarelas. Em dezembro de 2000, sua grife passou a integrar o portfólio do grupo Gucci (atual Kering), que adquiriu 51% das ações, e ganhou a merecida expansão internacional, inaugurando luxuosas lojas em Nova York, Londres, Milão, Las Vegas e Los Angeles. Pouco depois, em 2003, a marca lançou Kingdom, sua primeira fragrância feminina. Nos dois anos seguintes a marca ampliou sua linha de produtos com o lançamento da coleção de óculos e roupas masculinas (2004) e bolsas (2005). No desfile da coleção de verão 2005, o estilista transformou as modelos em peças de xadrez, onde o jogo era pautado pela dualidade Oriente versus Ocidente e inspirado em uma das cenas de Harry Potter. Pouco depois, em julho de 2006, mais uma novidade com a introdução de sua linha mais jovem e acessível, batizada de McQ. Nesta época, a originalidade da construção de suas roupas era impressionante, sempre com um elemento surpresa: ombros de casacos remodelados, tecidos desgastados em roupas de alta-costura, padronagens típicas da moda inglesa, aumentadas e distorcidas, matérias-primas como cabelo e látex.


Se por um lado não era simpático com a mídia e não se preocupava em explicar suas coleções, alimentando o mito de menino mau da moda inglesa, McQueen era fiel aos seus amigos. Por exemplo, em 2006, foi um dos primeiros a defender a modelo Kate Moss após ser flagrada por uma tabloide consumindo cocaína. A modelo viu sua carreira entrar em decadência. Todos tomaram alguma distância dela, exceto McQueen, que provocador e num gesto de apoio à amiga, projetou um holograma tridimensional da modelo dentro de uma pirâmide, em seu desfile na cidade de Paris. No fim, entrou com uma camiseta onde estava escrito “Nós te amamos, Kate!”.


A vida do polêmico estilista começaria a desmoronar emocionalmente em 2007 quando a grande amiga e parceira, Isabella Blow cometeu suicídio, em outubro. Nesse mesmo ano McQueen dedicou sua coleção a leal amiga. A sua última coleção, Plato’s Atlantis, previa uma espécie de retorno à origem das espécies, tendo Charles Darwin como ponto de partida. Passado e futuro se misturavam, criando mulheres com vestidos que lembravam águas-vivas e sapatos Alexander McQueen do icônico modelo tatu, com saltos de 25 centímetros. A marca lançou uma loja online nos Estados Unidos em 2008, que mais tarde seria expandida para o mercado do Reino Unido e outros países. Nove dias após a morte de sua mãe, Joyce, no dia 11 de fevereiro de 2010 Alexander McQueen cometeu suicídio devido a uma forte depressão em seu apartamento no elegante bairro de Mayfair, em Londres, chocando e comovendo o mundo da moda. Sua precoce morte aos 40 anos colocou fim à carreira de um dos mais talentosos e iconoclastas estilistas. As passarelas do mundo da moda nunca mais seriam as mesmas sem ele. Se olhava para o passado, viajava para a Inglaterra eduardiana, recriava corsets que faziam as modelos perderem o fôlego (Abbey Kee Kershaw desmaiou em um desfile), era também uma ponte para o futuro: o último desfile, do verão 2010, tinha looks anos-luz à frente da concorrência e sapatos com saltos de 30 cm.


Em Fashion Victim: The Killing of Gianni Versace, documentário produzido em 2001, McQueen deu a seguinte declaração: “Não acho que a marca (Versace) deva continuar após a morte de Gianni. Um designer tão autoral como ele não pode ser substituído. Quando eu morrer, não quero que ninguém continue por mim”. Mas sua grife sobreviveu sem seu mentor, apesar dele não concordar. Isto porque, desde maio de 2010, o desafio de continuar a marca sem seu criador coube à estilista Sarah Burton, que foi assistente de McQueen por 14 anos. Em setembro desse ano, Sarah apresentou a primeira coleção de sua autoria e, em 2011, foi escolhida pela duquesa de Cambrige, Kate Middleton, para fazer seu vestido de casamento com o príncipe William. Ainda em 2011, a marca inaugurou sua primeira loja na cidade de Pequim com um enorme desfile. Aclamada pela crítica, Sarah Burton manteve vivo o estilo de McQueen, ressaltando o aspecto artesanal das roupas e adicionando toques de feminilidade, inclusive em sua segunda marca, McQ (que começaria a ganhar lojas próprias nos anos seguintes). Em 2012, a estilista foi condecorada com a Ordem do Império Britânico em retribuição a sua contribuição para a moda inglesa, mostrando que estava mesmo à altura de perpetuar a tradição de Alexander McQueen. Nos anos seguintes, a marca inaugurou lojas em grandes cidades cosmopolitas do mundo e ingressou fortemente no mercado asiático e Oriente Médio.


Integral à cultura, a marca sempre foi a justaposição entre os elementos contrastantes: a fragilidade e a força, tradição e modernidade, fluidez e intensidade. A mistura de cortes clássicos, materiais invulgares, design extravagante, ousadia nas cores, composições surrealistas e carisma sempre fizeram parte de suas coleções. Coleções essas que combinam conhecimento profundo e trabalho de alfaiataria britânica sob medida, o fino acabamento dos ateliês franceses de alta-costura e o acabamento impecável da fabricação italiana. Por isso, ao longo dos anos, o DNA exclusivo da marca Alexander McQueen conquistou clientes famosos e fiéis como Beyoncé, Fergie, Rihanna, Lady Gaga, Naomi Campbell, Sarah Jessica Parker, Cameron Diaz, Sandra Bullock, Cate Blanchett, Michelle Obama e até o Príncipe Charles.


Shows midiáticos 
Outra grande contribuição do designer Alexander McQueen à moda inglesa e mundial foi a concepção de desfiles dramáticos, que seguiam uma narrativa e desafiavam a fórmula das passarelas. Os desfiles do estilista na Semana de Moda de Paris tinham mesmo o dom de se destacar frente às dezenas de coleções de outras marcas. Teatral e único, o polêmico estilista enclausurou o público e a imprensa num armazém claustrofóbico, recheado apenas de sons de pássaros e acidentes de carros (1994), colocou nas passarelas modelos com peças rasgadas, como se tivessem sido violentadas (1995), colocou robôs tingindo vestidos na passarela (verão de 1999), recriou A Noite dos Desesperados, de Sidney Pollack, com modelos dançando até a exaustão (verão 2004), montou um xadrez humano (verão 2005), homenageou Hitchcock (inverno 2005), projetou na passarela um espectro de Kate Moss (inverno 2006) e trouxe às passarelas modelos com bocas que em quase nada lembravam lábios humanos (2009). Criou peças que muitas vezes se aproximavam da arte - e nem sempre eram compreendidas. Não eram somente as passarelas que serviam de palco para as criações de McQueen. Cate Blanchett e Sarah Jessica Parker eram duas entusiastas de seus tartãs e vestidos excêntricos. Já as cantoras Björk e Lady Gaga usaram figurinos dele em vídeos e aparições públicas.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas alterações ao longo dos anos, adquirindo uma grafia mais moderna e atraente. Há alguns anos atrás o novo logotipo apresentou uma nova tipografia de letra. Mas a principal mudança foi o nome da marca escrito por inteiro (sem a letra C dentro do Q).


Dados corporativos 
● Origem: Inglaterra 
● Fundação: 1992 
● Fundador: Alexander McQueen 
● Sede mundial: Londres, Inglaterra 
● Proprietário da marca: Alexander McQueen Trading Limited 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Kering S.A.) 
● CEO: Emmanuel Gintzburger 
● Diretor criativo: Sarah Burton 
● Faturamento: €350 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 50 
● Presença global: 55 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Moda de luxo 
● Principais produtos: Roupas, acessórios, calçados e perfumes 
● Ícones: A extravagância e transgressão 
● Website: www.alexandermcqueen.com 

A marca no mundo 
As marca de luxo Alexander McQueen, que oferece coleções de roupas masculinas e femininas, acessórios, óculos e fragrâncias, é vendida através de 50 lojas próprias e luxuosas lojas de departamentos em mais de 55 países ao redor do mundo. O faturamento anual estimado da marca é de €350 milhões. 

Você sabia? 
Se o estilista não se rendia aos apelos comerciais (sua marca quase sempre operou no vermelho), era capaz de transformar produtos banais em itens de colecionador através de parcerias: os tênis da Puma (2005), a coleção cápsula para a varejista Target (2009) e as malas da Samsonite (2009) são provas disso. 
Alexander McQueen foi eleito o melhor estilista da moda britânica em 1996, 1997, 2001 e 2003, além de angariar o posto de melhor designer do ano, em 2003, concedido pelo CFDA (Conselho da Fashion Designer of America). 
Durante sua existência criativa, McQueen esteve em contato com o Brasil em diversas oportunidades. Em um desses encontros, ajudou a lançar a nossa maior representante: Gisele Bündchen. Em 1998, começando na carreira, a brasileira desfilou para a marca do britânico. Ela usaria três looks durante o desfile, sendo o primeiro um maiô prateado, o segundo um vestido e o terceiro uma saia. A modelo perguntou onde estava a blusa do último look e ouviu como reposta: “não tem blusa”. Desesperada, pediu a uma maquiadora que pintasse seus seios de branco e assim entrou na passarela. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Elle, BusinessWeek, Vogue e Exame), sites de moda (Farfetch), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 1/10/2019

22.9.19

HARRY WINSTON


O poder para encantar em qualquer ocasião. Surpreender e fascinar com seu brilho intenso mulheres no mundo todo. E a capacidade para tornar romântico o mais simples momento. Assim é o diamante e sua simbologia. E se for esculpido pelas mãos da renomada joalheria HARRY WINSTON não tem preço. Ou melhor, tem. Mas poucos podem pagar. De um pedaço de mármore, Michelangelo criou David. E de simples diamantes, Harry Winston criou arte e beleza. Hoje o seu legado perdura no tempo e as novas coleções de joias da marca continuam fascinando pela sua incomparável beleza e esplendor. 

A história 
Tudo começou com o cidadão ucraniano Harry Winston, nascido no dia 1 de março de 1896, no seio de uma família humilde, e que ainda jovem imigrou para a cidade de Nova York, onde o seu pai possuía uma modesta joalheria. Desde muito cedo aprendeu que a sua vocação seriam as pedras preciosas. Com apenas 12 anos, ele vislumbrou na vitrine de uma casa de penhores da cidade uma mistura de anéis, pulseiras e brincos, mas entre todas essas pechinchas, observou um anel em particular. Vasculhando nos seus bolsos, pôde comprovar que dispunha dos 25 centavos de dólar que o balconista pedia. Saiu da loja sabendo que realmente havia comprado uma esmeralda. Levou apenas dois dias para transformar esse investimento em US$ 800, uma enorme fortuna para a época. Foi assim que começou a comprar joias em liquidações de bens por preços baixos por serem consideradas fora de moda e as reformava e transformava em belíssimas peças para venda. Além disso, ficou popular por comprar a coleção de joias de Rebecca Darlington Stoddard em 1925, a coleção de Arabella Huntington no ano seguinte e a Coleção Baldwin em 1932, que incluía um diamante em corte esmeralda de 39 quilates, e redesenhá-las em peças com estilos mais contemporâneos, mostrando assim sua habilidade única na fabricação de joias.


Ainda em 1932 ele, que então já era um gemologista e perspicaz homem de negócios, fundou a Harry H. Winston Jewels em Manhattan. Seu foco inicial era transformar as pedras preciosas que adquiria em peças belas, minimalistas e atemporais. Suas joias deslumbrantes, luxuosas e construídas com grande maestria se tornaram rapidamente um grande sucesso. Em 1935, o Sr. Winston compraria seu primeiro diamante bruto importante - o Jonker - de 726 quilates. Esse fato se tornou manchete em todo o mundo. A lapidação do Jonker resultou em doze pedras individuais, com a maior - um corte de esmeralda - pesando um total de 125.35 quilates. Pouco depois, em 1936, sua joalheria foi renomeada apenas para HARRY WINSTON. No início da década de 1940, inspirada na geometria da natureza, a joalheria e seus designers foram pioneiros na inovadora técnica de agrupamento, na qual os diamantes individuais, e não as configurações de metal, ditariam o desenho das joias, maximizando assim o brilho de cada pedra preciosa. O icônico design do Winston Cluster continuaria inspirando os designers da alta joalheria nos próximos anos. Além disso, HARRY WINSTON revolucionou o design em joias ao criar peças de platina flexíveis e artesanais que conseguiram uma leveza, dimensão e brilho inimagináveis.


A HARRY WINSTON começou uma nova tendência no mundo da alta joalheira, em 1944, ao ser a primeira marca do segmento a emprestar joias extraordinárias para celebridades usarem nos tapetes vermelhos. Neste ano, a joalheria emprestou diamantes para a atriz Jennifer Jones usar na premiação do Oscar, onde ganhou o prêmio de melhor atriz. Desde então, a marca empresta peças magníficas para atrizes, o que transformou o Sr. Harry Winston no “Joalheiro das estrelas” (em inglês “Jeweler to the Stars”). Em 1948 Winston conheceu o duque e a duquesa de Windsor pela primeira vez. Encantados por suas peças, eles comprariam joias da HARRY WINSTON para sua coleção pessoal, incluindo o famoso McLean Diamond. No final desta década, em 1949, a paixão latente do Sr. Winston o fez adquirir a coleção completa de joias da socialite americana Evalyn Walsh McLean, incluindo a Estrela do Oriente de 94.80 quilates e o famoso Hope Diamond, um deslumbrante diamante azul raro de 45.52 quilates, que pertenceu a Louis XIV, Marie Antoinette e Lord Henry Hope. Winston resolveria posteriormente, em 1958, doar o Hope Diamond para o Smithsonian Institution em Washington, como um presente para o mundo, e ajudou a estabelecer a Coleção Nacional de Gemas do museu. Em 1950, inspirados pela simetria e beleza de uma das flores mais majestosas da natureza, o girassol, os designers da joalheria criaram estonteantes joias neste formato pela primeira vez.


Em 1952, a joalheria ganhou ainda mais atenção mundial, quando a revista Life divulgou que a HARRY WINSTON possuía a segunda maior coleção de joias históricas do mundo, ficando atrás somente da família real britânica. Em 1955, a fama internacional era tamanha, que a joalheria resolveu inaugurar sua primeira loja internacional na cidade de Genebra, na Suíça, seguida por uma segunda unidade em Paris, no ano de 1957. Pouco depois, em 1960, a joalheria mudou sua loja para o icônico endereço da Quinta Avenida 718, que até hoje, não só abriga sua principal loja, como também o estúdio de design e arquivos históricos da marca. Em 1966, a HARRY WINSTON adquiriu um diamante bruto de 241 quilates, que ela cortou em um diamante que foi lapidado em uma impecável peça em forma de pêra de 69.42 quilates. Essa preciosidade foi comparada pelo ator Richard Burton para sua esposa, a então atriz Elizabeth Taylor, e renomeada como Taylor-Burton Diamond. No dia 28 de dezembro de 1978 Harry Winston, que ficou conhecido como “Rei dos Diamantes”, faleceu aos 82 anos de idade. Seus dois filhos, Ronald e Bruce, entraram então em uma batalha pelo controle da empresa, que duraria mais de uma década e culminaria com a venda da empresa para a canadense Aber Diamond Corporation.


Em 1988 a joalheria inaugurou sua primeira loja na cidade japonesa de Tóquio, ingressando assim em um mercado apaixonado por joias e pedras preciosas. No ano seguinte, a HARRY WINSTON estreou no segmento da alta relojoaria com o lançamento de peças incríveis, que mostravam o tempo de forma única e criativa. Hoje, de todas as coleções de alta relojoaria da marca, uma em particular continua a desafiar as expectativas, criando antecipação no segmento: a linha Opus, uma coleção de relógios excepcionais, desenvolvida em parceria com alguns dos mais talentosos mestres relojoeiros e lançada em 2001. Pouco depois, em 2004, apresentou o primeiro relógio do mundo fabricado em Zalium, uma liga inovadora e ultraleve à base de zircônio. Em 2007, a HARRY WINSTON inaugurou uma moderna fábrica de relógios em Genebra, a capital mundial da relojoaria. Por tudo isso, de acordo com o Luxury Institute, ainda em 2007, HARRY WINSTON foi considerada a marca de joias mais luxuosa, ficando em primeiro lugar entre as 20 mais luxuosas joalherias.


No ano de 2008, em uma atitude ousada a joalheria lançou uma loja online para o mercado americano. Em 2010, inspirada no compromisso do Sr. Winston com a filantropia, a empresa criou a Harry Winston Brilliant Futures® Charitable, que apóia organizações líderes em todas as comunidades onde suas lojas estão localizadas. Além disso, lançou a coleção Lily Cluster, uma interpretação contemporânea do icônico motivo Winston Cluster, inspirada na forma refinada dos lírios em flor. Pouco depois, em 2011, apresentou a Ultimate Adornments, uma coleção excepcional de alta joalheria feita à mão em diamantes e platina. Além disso, em 2012, lançou a Water by Harry Winston, uma coleção de joias que explora as maravilhas extraordinárias dos elementos mais preciosos do mundo - pedras raras e água. Em 2013 a HARRY WINSTON foi adquirida pelo Grupo Swatch, proprietário de marcas como Omega, Longines, Tissot e Swatch, e desde então aumentou sua oferta no segmento da alta relojoaria.


Até hoje a marca é reconhecida por ser uma das melhores e mais luxuosas joalherias do mundo com suas peças exuberantes, belas e feitas com maestria. Além de suas peças, a HARRY WINSTON é conhecida por sua vasta e deslumbrante coleção de pedras preciosas. Marilyn Monroe, Elizabeth Taylor ou mais recentemente Madonna, Gwyneth Paltrow, Jennifer Lopez, Natali Portman englobam assim uma longa lista de clientes que têm exibido estas preciosidades tão sofisticadas e especiais. Isto sem incluir princesas, rainhas e mulheres com fortunas incalculáveis. Para a HARRY WINSTON a criação de joias com diamantes é uma arte em si e a chave de seu sucesso está na combinação de técnicas excepcionais, produto de décadas de tradição e experiência, com a inovação em desenhos que desafiam a imaginação. Isto resulta em joias que se transformam em verdadeiras obras de arte.


Preciosidades 
A joalheria também é muito reconhecida pelas peças da Harry Winston Bridal Collection (para noivas), em geral, confeccionadas sob encomenda, em um meticuloso processo artesanal, que faz com que nenhum anel seja igual a outro. Ou seja, cada anel de noivado criado pela HARRY WINSTON é único. O primeiro processo para a construção desta obra-prima é a escolha dos diamantes, levando em conta formato, tamanho e preciosidade que deve ser feita com a ajuda de um consultor. Entre o tipo de lapidação, os joalheiros da HARRY WINSTON oferecem desde os cortes mais tradicionais, como brilhantes, esmeraldas e baguettes, até formatos menos usuais, como oval, coração e cushion-cut. Os cortes personalizados também podem ser solicitados diretamente aos artesãos e ourives da joalheria, como o exclusivo e clássico corte Asscher, quadrado e com extremidades bem pronunciadas. Cada criação começa com um esboço feito à mão em detalhes meticulosos. Isso permite que o designer transmita aos artesãos a fluidez e a harmonia geral do design que realçam a beleza coletiva do cenário e da pedra.


Seguindo a classificação 4C para a seleção dos melhores diamantes, e baseado no tamanho e na lapidação escolhidos pelo cliente, os joalheiros selecionam as melhores pedras preciosas, levando em conta sua cor e pureza. Em seguida, é preciso definir o tipo de anel que irá receber os diamantes personalizados. As alianças e frames da Harry Winston Bridal Collection contam com a etérea e delicada combinação entre diamantes e platina. Os dois nobres materiais parecem ter sido criados um para o outro, e formam maravilhosas associações, graças à sua pureza, brilho e acabamento polido inigualável. Trabalhada artesanalmente, a platina é apresentada em frames que combinam a resistência e leveza do metal, com a preciosidade e o brilho dos diamantes, em solitários que valorizam a beleza atemporal das peças e todo o glamour que elas representam. Entre os extravagantes anéis da coleção Harry Winston Bridal Collection, o Classic Winston, com diamante central oval de 5.02 quilates e dois diamantes baguette laterais, que totalizam 0.73 quilates, em frame de platina, é certamente o que mais se destaca pelo tamanho de sua pedra principal.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas alterações ao longo dos anos, adquirindo uma grafia mais moderna e atraente, além da incorporação do tradicional símbolo com as iniciais HW.


Os slogans 
Live the Moment. (2010) 
Rare jewels of the world. 
Only the exceptional.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1932 
● Fundador: Harry Winston 
● Sede mundial: New York City, New York, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Harry Winston Inc. 
● Capital aberto: Não (subsidiária do The Swatch Group Ltd.) 
● CEO: Nayla Hayek 
● Faturamento: US$ 350 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 42 
● Presença global: 50 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 900 
● Segmento: Joalherias 
● Principais produtos: Joias e relógios 
● Concorrentes diretos: Tiffany & Co., Cartier, Bulgari, Boucheron, Van Cleef & Arpels, De Beers, Chopard e Buccellati 
● Ícones: Os diamantes 
● Slogan: Live the Moment. 
● Website: www.harrywinston.com 

A marca no mundo 
Atualmente a HARRY WINSTON oferece sua única e exclusiva linha de joias (colares, brincos, pulseiras anéis, pingentes e relógios) através de 42 sofisticadas lojas próprias localizadas em cidades como Londres, Nova York, Miami, Las Vegas, Mônaco, Roma, Moscou, Paris, Beijing, Tóquio e Dubai, entre outras. Além disso, a marca vende suas obras de arte, especialmente com diamantes, em mais de outras 100 exclusivas joalherias em mais de 50 países ao redor do mundo. 

Você sabia? 
A HARRY WINSTON possui mais de setenta dos trezentos maiores diamantes do mundo. Não existe nenhum estado, reino ou entidade privada no mundo que disponha de um catálogo semelhante. Mais recentemente, em 2014, adquiriu um raro diamante azul de 13.22 quilates, sem falhas, sofisticado e vívido, que foi batizado de “Winston Blue”. Comprado no leilão da tradicional Christie’s, a magnífica pedra em forma de pêra tem sido descrita por especialistas como a maior do tipo. 
Os diamantes da HARRY WINSTON atendem aos critérios de avaliação de diamantes que são 4Cs (peso em quilates, cor, corte e clareza). Os 4Cs quantificam a qualidade da pedra usando as tabelas e escalas que atendem aos padrões de todas as pedras preciosas. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 22/9/2019

14.9.19

SMITHSONIAN CHANNEL


Misturar entretenimento com rigor científico é a tônica do Smithsonian Channel, que oferece através de suas impecáveis produções curiosidade, conhecimento e inspiração. É o lugar para histórias inspiradoras, documentários com imagens poderosas e entretenimento incrível. Combina a capacidade de contar histórias com recursos incomparáveis da tecnologia e as ricas tradições do renomado Smithsonian Institution. Tudo através de uma tela, que une uma programação premiada lançando uma nova luz sobre gêneros populares como história, ciência, natureza e cultura pop. 

A história 
Para contar a história do canal é preciso conhecer o Smithsonian Institution, uma instituição educacional e de pesquisa fundada no dia 10 de agosto de 1846 por um Ato do Congresso Americano e cuja missão principal era “aumentar e difundir o conhecimento” ao povo americano. Mais de um século e meio depois, o Smithsonian Institution consiste em 19 museus (incluindo os três principais museus mais visitados do mundo) e o Zoológico Nacional. Existem mais de 150 museus afiliados em 39 estados americanos, Panamá e Porto Rico, e exposições itinerantes por toda a América que visitam mais de 100 museus todos os anos. A instituição possui mais de 700 cientistas de classe mundial e nove centros de pesquisa em todo o mundo, e mais de 136 milhões de artefatos - dos chinelos de rubi de Dorothy aos artefatos do Lunar Orbiter (um programa espacial desenvolvido pelos Estados Unidos para envios de cinco sondas espaciais não-tripuladas a Lua entre os anos de 1966 e 1967). Por mais de 150 anos, o Smithsonian Institution tem inspirado gerações através do conhecimento e da descoberta, apresentando tesouros e lembranças a mais de 30 milhões de visitantes a cada ano.


A tradicional instituição ficou conhecida por produzir estudos em diversas áreas da ciência, mas também por divulgar e transmitir esse conhecimento em exposições, revista e redes sociais. Mas faltava um grande veículo de mídia para disseminar todo esse conhecimento histórico. No final de 2006, a instituição resolveu ampliar seu alcance e formou a Smithsonian Networks (SNI/SI Networks L.L.C.), uma joint-venture com a Showtime Networks, da CBS Corporation, cuja missão era criar canais de TV com programas amplamente inspirados nos ricos e incontáveis acervos do Smithsonian Institution. Finalmente no dia 26 de setembro de 2007 o Smithsonian Channel foi ao ar nos Estados Unidos. O novo canal exibia em sua rica programação documentários, séries e filmes relacionados ao universo científico, e cujo conteúdo era inspirado nos museus, nas instalações de pesquisa e nas revistas do Smithsonian Institution. Os programas e documentários abordavam temas como história natural, viagens, aviação, ciências, natureza e exploração espacial. Eram documentários e séries feitos com base científica, com muito estudo por trás, trazendo assim um novo olhar para a televisão e aos espectadores. No início, o canal era assistido em 150 mil lares americanos. Rapidamente o Smithsonian Channel tornou-se conhecido e popular pela qualidade impecável de sua programação factual, vencedora de vários prêmios Emmy.


Em 2010 o canal lançou uma de suas séries mais populares: Aerial America, onde cada episódio mostra cada um dos 50 estados americanos com imagens áreas de tirar o fôlego, retratando história, pequenas cidades, culturas, regiões selvagens e muito mais, tudo narrado por Jim Conrad. A partir de 2013, o canal começou a expandir sua presença internacionalmente com seu lançamento no Canadá e, no de 2016, em Singapura. E o número de assinantes cresceu exponencialmente. Em abril de 2017, o Smithsonian Channel começou a oferecer 10 horas de programação em 4K, tornando-se a primeira rede dos Estados Unidos a disponibilizar um modelo 4K On Demand com programas atualizados a cada trimestre. Em 2018 o canal foi lançado oficialmente em alguns países da América Latina e, em fevereiro de 2019, no Reino Unido e Irlanda (em mais de 20 milhões de lares), reforçando assim seus planos de expansão internacional. Além disso, ainda em 2018 o canal lançou um novo produto: Smithsonian Channel Plus, serviço de streaming de assinatura mensal que também oferece acesso à vasta biblioteca de conteúdo anterior do canal e que incorporou o antigo serviço de streaming do Smithsonian Earth (mais especializado em documentários e programas espetaculares da vida selvagem). Com isso, o Smithsonian Channel passou a distribuir seu conteúdo em multiplataformas.


Finalmente no dia 26 de abril de 2019, como resultado de uma parceria com o Grupo Bandeirantes de Comunicação, responsável pelo gerenciamento das operações do canal, por sua grade de programação e pelas áreas de vendas publicitárias, o Smithsonian Channel foi lançado no Brasil. Entre os programas que foram ao ar no horário nobre (das 18h à meia-noite) estavam Mummies Alive, que percorre quatro continentes para apresentar múmias enigmáticas com mais de cinco mil anos de história; Smithsonian Spotlight, que retrata, em seu primeiro episódio, os cem anos do Museu Nacional de História Natural do Smithsonian Institution; Epic Yellowstone, que exibe histórias da vida selvagem e dos perigos das mudanças climáticas neste que é um dos maiores parques nacionais do mundo; The Real Story, que conta os bastidores de alguns dos maiores filmes de Hollywood e exibe histórias verdadeiras que inspiraram alguns dos mais famosos sucessos de bilheteria do cinema; America’s Secret Space Heroes, que explora algumas das maiores conquistas espaciais, nas palavras dos próprios engenheiros da Nasa; e Million Dollar American Princesses, que revela os bastidores dos casamentos entre herdeiras americanas e nobres britânicos nos séculos 19 e 20, como o caso da bisavó da princesa Diana.


A chegada do canal no mercado brasileiro já começou render frutos. Isto porque o Smithsonian Channel anunciou o lançamento mundial de duas grandes produções originais sobre o Pantanal: “O Reino da Onça-Pintada” (acompanha a maior concentração desses felinos no mundo) e “Pantanal: Tesouro Verde” (apresenta o espetáculo da vida selvagem que se forma às margens da área conhecida como “lago rebelde”). Cada especial tem uma hora de duração e foca na maior planície alagável contínua do planeta, abrangendo seu mosaico de pastagens, matas, rios e lagos, além de espécies de animais icônicas do Brasil, como onças-pintadas, antas, jacarés, capivaras entre outras. Hoje em dia, o Smithsonian Channel apresenta documentários, séries e programas inovadores e premiados, destacando o patrimônio histórico, cultural e científico da América e do mundo. O canal é responsável pela produção de toda sua programação, desde séries de longa duração até especiais pontuais e detalhados. As informações científicas com a chancela do Smithsonian Institution são um diferencial da programação do canal.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por apenas uma alteração ao longo dos anos. Isso aconteceu em 2014 quando um novo logotipo foi apresentado. Além das mudanças de cores, o tradicional símbolo do sol passou a ser posicionado no lado direito do logotipo.


Os slogans 
It’s brighter here. 
A vida brilha aqui. (Brasil)


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Lançamento: 26 de setembro de 2007 
● Criador: Smithsonian Institution e Showtime Networks 
● Sede mundial: Washington DC, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: SNI/SI Networks LLC 
● Capital aberto: Não 
● Presidente: Tom Hayden 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 37 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Comunicação 
● Principais produtos: Canais de TV, documentários, séries e filmes e licenciamento de produtos 
● Slogan: It’s brighter here. 

A marca no mundo 
Atualmente o canal Smithsonian Channel está presente em mais de 50 milhões de casas americanas e em mais 36 países e territórios ao redor do mundo como Canadá, Cingapura, Reino Unido e países da América Latina. Oferecendo conteúdo de não ficção nas áreas de história, viagens, ciências, exploração espacial, natureza e cultura pop, o canal é inspirado no vasto acervo e conhecimento do Smithsonian Institution, instituição americana que reúne o maior complexo de museus e centros de pesquisa do mundo, com narrativa do canal americano Showtime/CBS

Você sabia? 
O Smithsonian Institution foi fundado quando o inglês James Smithson doou sua enorme fortuna para a América pelo “aumento e difusão do conhecimento”. 
Em 2019, foi divulgada mundialmente a fotografia e vídeo do famoso buraco negro, que pela primeira vez foi observado da Terra, e essa descoberta foi pesquisada e financiada pelo Instituto Smithsonian, junto com a Universidade de Harvard. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, Isto é Dinheiro e Exame), jornais (Folha, Estadão, O Globo e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 14/9/2019