20.10.20

BEST GLOBAL BRANDS 2020


Este é o ranking de 2020 das 100 mais valiosas marcas do mundo criado pela renomada consultoria de marketing/branding Interbrand, empresa fundada na cidade de Londres em 1974. Os valores representam bilhões de dólares. Basta clicar no link de cada marca para acessar ao perfil exclusivo de cada uma preparado pelo Mundo das Marcas.
 
1. Apple (Estados Unidos) - US$ 322.999 
2. Amazon (Estados Unidos) - US$ 200.667
3. Microsoft (Estados Unidos) - US$ 166.001 
4. Google (Estados Unidos) - US$ 165.444  
5. Samsung (Coréia do Sul) - US$ 62.289  
6. Coca-Cola (Estados Unidos) - US$ 56.894  
7. Toyota (Japão) - US$ 51.595 
8. Mercedes-Benz (Alemanha) - US$ 49.268  
9. McDonald’s (Estados Unidos) - US$ 42.816 
10. Disney (Estados Unidos) - US$ 40.773  
11. BMW (Alemanha) - US$ 39.756  
12. Intel (Estados Unidos) - US$ 36.971 
13. Facebook (Estados Unidos) - US$ 35.178 
14. IBM (Estados Unidos) - US$ 34.885 
15. Nike (Estados Unidos) - US$ 34.388 
16. Cisco (Estados Unidos) - US$ 34.119 
17. Louis Vuitton (França) - US$ 31.720 
18. SAP (Alemanha) - US$ 28.011 
19. Instagram (Estados Unidos) - US$ 26.060  
20. Honda (Japão) - US$ 21.694 
21. Chanel (França) - US$ 21.203 
22. J.P. Morgan (Estados Unidos) - US$ 20.220  
23. American Express (Estados Unidos) - US$ 19.458  
24. UPS (Estados Unidos) - US$ 19.161 
25. Ikea (Suécia) - US$ 18.870 
26. Pepsi (Estados Unidos) - US$ 18.603  
27. Adobe (Estados Unidos) - US$ 18.206  
28. Hermès (França) - US$ 17.961 
29. GE (Estados Unidos) - US$ 17.961  
30. YouTube (Estados Unidos) - US$ 17.328  
31. Accenture (Estados Unidos) - US$ 16.552  
32. Gucci (Itália) - US$ 15.675  
33. Budweiser (Estados Unidos) - US$ 15.606  
34. Pampers (Estados Unidos) - US$ 15.073  
35. Zara (Espanha) - US$ 14.862  
36. Hyundai (Coréia do Sul) - US$ 14.295  
37. H&M (Suécia) - US$ 14.008 
38. Nescafé (Suíça) - US$ 13.900  
39. Allianz (Alemanha) - US$ 12.935  
40. Tesla (Estados Unidos) - US$ 12.785 
41. Netflix (Estados Unidos) - US$ 12.665 
42. Ford (Estados Unidos) - US$ 12.568  
43. L’Oréal (França) - US$ 12.553 
44. Audi (Alemanha) - US$ 12.428  
45. Visa (Estados Unidos) - US$ 12.397  
46. Ebay (Estados Unidos) - US$ 12.277 
47. Volkswagen (Alemanha) - US$ 12.267  
48. AXA (França) - US$ 12.211 
49. Goldman Sachs (Estados Unidos) - US$ 12.129  
50. Adidas (Alemanha) - US$ 12.070  
51. Sony (Japão) - US$ 12.010  
52. Citi (Estados Unidos) - US$ 11.936 
53. Philips (Holanda) - US$ 11.671 
54. Gillette (Estados Unidos) - US$ 11.578  
55. Porsche (Alemanha) - US$ 11.301 
56. Starbucks (Estados Unidos) - US$ 11.246 
57. Mastercard (Estados Unidos) - US$ 11.055  
58. Salesforce (Estados Unidos) - US$ 10.755 
59. Nissan (Japão) - US$ 10.553 
60. PayPal (Estados Unidos) - US$ 10.514 
61. Siemens (Alemanha) - US$ 10.512 
62. Danone (França) - US$ 10.340 
63. Nestlé (Suíça) - US$ 10.252  
64. HSBC (Reino Unido) - US$ 11.816 
65. HP (Estados Unidos) - US$ 9.740 
66. Kellogg’s (Estados Unidos) - US$ 9.547 
67. 3M (Estados Unidos) - US$ 9.409  
68. Colgate (Estados Unidos) - US$ 9.345  
69. Morgan Stanley (Estados Unidos) - US$ 8.865 
70. Spotify (Suécia) - US$ 8.389 
71. Canon (Japão) - US$ 8.057  
72. Lego (Dinamarca) - US$ 7.535 
73. Cartier (França) - US$ 7.494 
74. Santander (Espanha) - US$ 7.474  
75. Fedex (Estados Unidos) - US$ 7.367 
76. Nintendo (Japão) - US$ 7.296 
77. Helwett Packard Enterprise - US$ 6.654 
78. Corona (México) - US$ 6.563 
79. Ferrari (Itália) - US$ 6.379 
80. Huawei (China) - US$ 6.301 
81. DHL (Estados Unidos) - US$ 6.289  
82. Jack Daniel’s (Estados Unidos) - US$ 6.288 
83. Dior (França) - US$ 5.988 
84. Caterpillar (Estados Unidos) - US$ 5.855 
85. Panasonic (Japão) - US$ 5.844 
86. Kia (Coréia do Sul) - US$ 5.830 
87. Johnson & Johnson (Estados Unidos) - US$ 5.764  
88. Heineken (Holanda) - US$ 5.520  
89. John Deere (Estados Unidos) - US$ 5.367 
90. LinkedIn (Estados Unidos) - US$ 5.210 
91. Hennessy (França) - US$ 5.123 
92. KFC (Estados Unidos) - US$ 5.111 
93. Land Rover (Reino Unido) - US$ 5.077 
94. Tiffany & Co. (Estados Unidos) - US$ 4.966 
95. Mini (Reino Unido) - US$ 4.965 
96. Uber (Estados Unidos) - US$ 4.942  
97. Burberry (Reino Unido) - US$ 4.809 
98. Johnnie Walker (Escócia) - US$ 4.555 
99. Prada (Itália) - US$ 4.495  
100. Zoom (Estados Unidos) - US$ 4.481

7.10.20

WAZE


Você já ficou perdido no trânsito, sem saber onde estava? Provavelmente, ao menos já precisou chegar a algum lugar e não sabia o trajeto? Agora imagine consultar um dispositivo e descobrir rotas para se livrar (em partes) daquele trânsito infernal de sua cidade? São nestes momentos que entra em cena o aplicativo WAZE. De ruas interditadas a eventos que afetam o trânsito, o WAZE - aplicativo de navegação por GPS com recursos colaborativos atualizados em tempo real - ajuda a manter as cidades informadas e a facilitar o caminho de milhões de usuários. 

A história 
Tudo começou em Israel com o engenheiro de software Ehud Shabtai, que estava brincando com um aparelho de navegação e queria adicionar mais conteúdos. Foi então que percebeu que para fazer isso ele precisaria de um mapa. Esse mapa deveria ser digital, para poder ser editado e expandido. Também percebeu que se ele estava planejando desenvolver algo voltado para o uso da comunidade, então a mesma também deveria estar habilitada para mapear a área. Foi assim, em 2006, que surgiu a primeira versão do aplicativo, que se chamava Free Map Israel. Era capaz de fazer navegação, mas não disponibilizava as informações em tempo real e estava sempre colhendo informações dos usuários para construir o mapa.
   

Foi então que, em 2007, o empreendedor Uri Levine (foto acima) e o cientista da computação Amir Shinar se juntaram ao aplicativo e pensaram o seguinte: muitas vezes, quando viajamos e queremos voltar para casa, existem várias opções de estradas disponíveis e nós sempre queremos saber qual se encontra menos engarrafada. E o fato de que existem outros motoristas que saíram antes de você e estão dirigindo na sua frente é a maneira mais eficaz de descobrir qual o melhor caminho. Foi então que eles decidiram converter essa ideia em um aplicativo para smartphones e assim saber onde estão os engarrafamentos, em tempo real. Finalmente em 2008 o aplicativo foi disponibilizado na cidade de Tel Aviv com o nome LinQmap, mas logo mudou seu nome para WAZE. O termo “Waze” é derivado da pronúncia da palavra em inglês “ways”, que significa caminhos. O vocábulo trazia a ideia dos “diversos caminhos” que se tem para chegar ao destino desejado.
   

As informações do aplicativo eram provenientes do movimento em tempo real de cada motorista: se muitos andam mais devagar do que o normal em uma rua é porque existe um engarrafamento. E rapidamente o WAZE foi baixado por mais de 80.000 motoristas israelenses. A partir de 2009 o aplicativo ganhou o mundo, expandindo seus negócios para além de Israel, quando foi lançado nos Estados Unidos. Ao combinar o smartphone com o sistema de posicionamento global para evitar engarrafamentos, o WAZE começou a se tornar um sucesso. A simplicidade de uso também seria um grande incentivador para impulsionar seu rápido crescimento. Em 2010 a empresa levantou US$ 25 milhões em financiamento. Em 2011, após mais uma rodada de financiamento no valor de US$ 30 milhões, o WAZE começou a comercializar propagandas como forma de monetização e a expandir-se para a Ásia, além de exibir em tempo real, pontos de interesse com curadoria da comunidade, incluindo eventos locais, como feiras de rua e protestos. Nesta época o WAZE já era considerado maior que outros aplicativos de GPS.
   

Em 2012, quando já possuía mais de 20 milhões de usuários e lançou uma atualização para fornecer preços de combustível em tempo real, o WAZE foi oficialmente introduzido no Brasil. O ingresso no mercado brasileiro foi de extrema importância para o aplicativo, afinal, o país era o quarto maior mercado mundial de veículos, tornando-se assim uma excelente oportunidade de crescimento ao WAZE. Rapidamente o aplicativo caiu no gosto dos brasileiros como uma alternativa para driblar o caótico trânsito das grandes cidades, acidentes, interdições de estradas ou ruas e controles policiais (como as famosas blitz da Lei Seca).
   

O sucesso do modelo - consumidores proverem informações aos mapas - e a rápida expansão do número de usuários ativos em vários países ao redor do mundo fizeram com que, no dia 11 de junho de 2013, a Waze Mobile fosse adquirida pelo Google por US$ 1.1 bilhões. Nesse ano o WAZE já estava solidificado (mapas base completos) nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda, Bélgica, Israel, África do Sul, Colômbia, Equador, Chile, Brasil e Panamá. Nos anos seguintes a empresa promoveu melhorias constantes para tornar o aplicativo mais preciso e seguro para os usuários, além de ingressar em novos mercados mundiais.
  

Em junho de 2014 o WAZE lançou o Connected Citizens, programa que consegue mapear informações dos trajetos e compartilhar dados dos alertas em tempo real para ajudar parceiros governamentais (centros de operações, órgãos de trânsito, sistemas de resgates ou socorro e outras entidades de interesse público) no planejamento urbano, nas interdições de vias ou obras, no controle de trânsito de um evento específico ou, até mesmo, em operações de infraestrutura. Por exemplo, durante a Olimpíada do Rio de Janeiro esse programa permitiu a troca de informações com o governo. Com isso, conseguiu a redução de até 27% dos engarrafamentos em horários de pico.
   

Para consolidar um novo caminho para manter sua relevância como ferramenta de mobilidade urbana, a empresa lançou inicialmente em Israel em 2015 o WAZE CARPOOL, um aplicativo de caronas solidárias para que motoristas e passageiros com destinos semelhantes dividam as despesas nas viagens. Em síntese, funciona da seguinte forma: passageiro e motorista com o mesmo trajeto em um horário específico podem dividir os custos da viagem (como pedágios e combustível) e gastos com a manutenção do veículo. Nos anos seguintes a empresa disponibilizou o WAZE CARPOOL em outros países, como por exemplo, no Brasil em 2018, onde se tornou um enorme sucesso. Mais recentemente, em 2019, o WAZE lançou, inicialmente nos Estados Unidos e Canadá, uma função que facilita a vida do motorista ao mostrar os diferentes preços dos pedágios que estarão pelo caminho. Atualmente o WAZE se esforça continuamente para ser “hiperlocal”. Em São Paulo, por exemplo, desenvolveu uma solução que leva em consideração os dias de rodízio.
   

Atualmente o WAZE oferece funções como: Integração com o Spotify (tocar música diretamente no aplicativo), Avisos sobre estacionamento (mostra os estacionamentos próximos e, além disso, identifica no mapa o local onde o usuário estacionou o carro), Alerta de velocidade (indica na tela o limite de velocidade das ruas e vias, uma forma de evitar multas e também um método de segurança), Sem atrasos (auxilia a programar horários e evitar possíveis atrasos), Preferências de trajeto (indica o trajeto mais rápido, além de traçar a opção de selecionar o caminho mais curto) e Mapa personalizado (é possível escolher a personalização do mapa, ou seja, ícones dos carros exibidos, cores e temas, além de quais elementos são exibidos, como outros motoristas, radares e avisos de retenções). O WAZE ainda permite aos usuários compartilhem seu humor com outros motoristas em determinadas partes do trajeto. As opções de humor vão desde frustração até sonolência. Por mais de uma década o WAZE desenvolve soluções práticas que possibilitam às pessoas fazer escolhas melhores, como pegar a rota mais rápida, sair na hora certa e dividir caronas diariamente.
  

Mas afinal, como o WAZE ganha dinheiro? É através do WAZE ADS, fonte principal de receita do aplicativo de GPS. O serviço é responsável pela exibição de publicidade de locais e empresas durante o trajeto de usuários. Restaurantes, mercearias, lojas e cafeterias exibem seus anúncios e oferecem descontos aos motoristas baseados na sua localização. A publicidade está disponível no aplicativo de algumas maneiras: “branded pins” (pinos localizados no mapa de navegação), quadro de avisos digital (que aparece quando o motorista está parado) e a inclusão de resultados promovidos na pesquisa dentro do aplicativo.
     

O caminho guiado por divertidas vozes 
O WAZE permite trocar a locução de instruções ao motorista mudando a voz do assistente virtual. O aplicativo chama isso de “vozes promocionais”, porque são oferecidas sempre em ocasiões especiais como feriados e eventos. O usuário pode usá-las enquanto durar a campanha, uma forma da marca engajá-los e também monetizar suas funções populares. Por exemplo, na época da Copa do Mundo no Brasil, era possível ter a voz de navegação do narrador Silvio Luiz e da apresentadora Renata Fan. Depois foi a vez da divertida dupla Scooby-Doo e Salsicha emprestarem sua voz ao WAZE. Recentemente, em setembro de 2020, o aplicativo fez uma atualização e liberou mais duas vozes: é possível ouvir as orientações de trânsito com a voz do Batman e também do vilão, Charada. A novidade é uma parceria do aplicativo de trânsito com a DC Comics, que cuida dos direitos de vários super-heróis.
  
A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por duas remodelações ao longo dos anos. A primeira aconteceu em 2013 quando o logotipo apresentou uma nova tipografia de letra e um novo e simplificado design para o símbolo do balãozinho sorridente com rodas. Em 2020 o WAZE remodelou seu logotipo pela segunda vez: adotou uma nova tipografia de letra e o símbolo ganhou traços mais simples e um formato mais arredondado, e foi posicionado ao lado direto do nome. Além disso, as duas rodas do personagem que ficavam do mesmo lado passaram a estar posicionadas em lados opostos.
  

A remodelação também contou com um novo conjunto de ícones coloridos e divertidos, com bordas pretas para facilitar a visualização, e muitas cores no aplicativo. Uma das novidades foi à adoção de “Humores” (moods, no aplicativo em inglês), com uma maior variedade de cores e 30 novas representações.
  

Os slogans 
Way to go. 
Outsmarting Traffic, Together.
  

Dados corporativos 
● Origem: Israel 
● Lançamento: 2008 
● Criador: Uri Levine, Amir Shinar e Ehud Shabtai 
● Sede mundial: Mountain View, Califórnia, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Waze Mobile Limited 
● Capital aberto: Não (subsidiária do Google LLC
● CEO: Noam Bardin  
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Usuários: 130 milhões 
● Presença global: 75 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 500 
● Segmento: Tecnologia 
● Principais produtos: Aplicativos de mobilidade, rotas, mapas e caronas 
● Concorrentes diretos: Google Maps, Inrix, Maps.Me, Apple Maps, Navmii e MapQuest 
● Ícones: O balãozinho sorridente com rodas 
● Slogan: Outsmarting Traffic, Together. 
● Website: www.waze.com/pt-BR 

A marca no mundo 
Atualmente o WAZE, uma subsidiária do Google, tem mais de 130 milhões de usuários ativos (chamados popularmente de “Wazers”), funciona em mais de 75 países e está disponível em 51 idiomas. No Brasil são mais de 14 milhões de usuários, sendo o maior mercado latino-americano e um dos cinco maiores em todo o mundo. As duas cidades mais populosas respondem por boa parte desse volume: 4.5 milhões dos motoristas ativos no WAZE estão em São Paulo (988 milhões de quilômetros rodados mensalmente) e 1.7 milhões no Rio de Janeiro (65 milhões de quilômetros por mês). De acordo com a empresa, 20% do total das rotas traçadas por motoristas brasileiros no aplicativo têm como destino estabelecimentos comerciais como shopping centers, restaurantes e supermercados. Já o WAZE CARPOOL realizou aproximadamente 1 milhão de viagens mensais globalmente em 2019. 

Você sabia? 
Os Wazers no Brasil gastam em média 1 hora e 30 minutos no aplicativo todos os dias. 
Por trás de todas as informações dadas em tempo real pelo aplicativo, há uma equipe de desenvolvedores do WAZE e 30 mil editores de mapa espalhados pelo mundo - 2 mil deles no Brasil. São voluntários (e muitas vezes usuários) que se dedicam a atualizar constantemente informações sobre trânsito, vias fechadas e outras ocorrências. 
O Programa Waze Beacons garante serviços de localização, maior segurança para motoristas e melhor visibilidade do fluxo de trânsito dentro e fora dos túneis. Os Waze Beacons são de código aberto para que qualquer provedor de navegação GPS possa tirar proveito de sua tecnologia. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), jornais (El País, Meio Mensagem, Folha e Estadão), sites de tecnologia (Tech Mundo), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel, Interbrand e Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas).

Última atualização em 7/10/2020

28.9.20

CREDIT SUISSE


Tradição e solidez quando o assunto é “cuidar do dinheiro de milhões de pessoas e empresas”. Foi assim que o Credit Suisse se transformou no banco preferencial de grandes empresários, empresas e investidores e o assessor de confiança de pessoas físicas e investidores institucionais, além de oferecer uma linha completa de soluções financeiras feitas sob medida, de acordo com as necessidades de cada um de seus clientes. A principal estratégia do Credit Suisse consiste em ser um dos líderes globais em gestão de fortunas com excelentes capacidades de Investment Banking. 

A história 
O banco antecessor do Credit Suisse, o Schweizerische Kreditanstalt (em português “Instituição de Crédito Suíço”), conhecido também pela abreviação SKA, foi fundado no dia 16 de julho de 1856 na cidade de Zurique por Alfred Escher, reconhecido por seu trabalho em confrontar a ideia de um sistema ferroviário estatal na Suíça em favor da privatização. O propósito inicial do novo banco era justamente financiar a expansão da rede ferroviária e a industrialização na Suíça. Principalmente fornecer financiamento interno aos projetos ferroviários, evitando assim que bancos franceses exercessem influência sobre o sistema ferroviário suíço. Em apenas três dias, as ações emitidas por um valor máximo de três milhões de francos atingiram o valor de 221 milhões de francos. No primeiro ano de operação, 25% das receitas do banco vieram da Swiss Northeastern Railway, que estava sendo construída por uma empresa de Alfred Escher.
   

Além do projeto ferroviário, o novo banco começou logo a investir em diversas outras áreas da indústria. Com isso, nos anos seguintes o banco concedeu empréstimos que ajudaram a criar a rede elétrica suíça, grandes empresas e o sistema ferroviário europeu, incluindo a ferrovia Gotthard, que conectaria a Suíça ao sistema ferroviário europeu em 1882. Além disso, em 1857, Alfred Escher fundou o primeiro programa de pensões da Suíça, garantido por fundos do SKA. Em 1863, ele lançou as bases financeiras para a cobertura de uma nova resseguradora. Essas duas instituições, Swiss Life e Swiss Re, bem como o Credit Suisse, são até hoje embaixadores mundiais da experiência suíça em seguros e finanças. O banco também ajudou a financiar o esforço para desarmar e aprisionar as tropas francesas que cruzaram as fronteiras suíças na Guerra Franco-Prussiana de 1870, mesmo ano em que inaugurou um escritório de representação na cidade de Nova York. Ao final da guerra, o SKA se tornou o maior banco da Suíça. O banco teve seu primeiro ano não lucrativo em 1886, muito devido a perdas na agricultura, investimentos de risco, commodities e comércio internacional.
   

Na virada do século, em resposta à elevação da classe média e à concorrência de outros bancos suíços, como UBS e Julius Bär, o SKA começou a atender os consumidores oferecendo serviços de depósitos, câmbio e contas de poupança. Com isso, em 1905, o banco inaugurou sua primeira agência fora de Zurique, localizada na Basileia, após a aquisição do Oberrheinische Bank. Em 1910 inaugurou um escritório representativo em Paris para atender clientes internacionais. Anos depois, o banco teve um papel importante ao ajudar empresas afetadas pela reestruturação da Primeira Guerra Mundial e conceder empréstimos para esforços de reconstrução. Em 1939 o SKA resolveu fundar uma pequena subsidiária com sede em Nova York focada em subscrição e em outras atividades, incluindo consultoria para investimentos. Com isso, pouco depois, em 1940, abriu sua primeira agência fora da Suíça, localizada na cidade de Nova York. Em 1964, com licença de banco de serviço completo, o SKA passou a aceitar depósitos e fazer todos os outros tipos de atividades bancárias nos Estados Unidos.
   

Em 1976 o SKA e o Schweizerische Bodenkredit-Anstalt realizaram uma fusão, marcando assim o primeiro grande passo em direção ao crescimento em negócios de massa e representando uma expansão importante de sua rede de vendas e base de clientes. Foi neste ano que o bano adotou o nome Credit Suisse. Pouco depois, em 1978, formou uma joint venture com o First Boston, fundado em 1932 e um dos primeiros, maiores e mais respeitados bancos de investimento. O banco suíço controlava 60% da joint venture. Com sede em Londres essa joint venture realizava atividades de investimento na Europa. Uma década mais tarde, em 1988, se tornou Credit Suisse First Boston, quando o banco suíço adquiriu o controle do First Boston e foi promovido a primeiro banco global de investimentos, operando com sedes em Nova York, Londres e Tóquio. O desenvolvimento do Credit Suisse nos anos seguintes somente foi alcançado por meio de um forte crescimento orgânico, complementado por uma série de fusões e aquisições significativas, como por exemplo, do Bank Leu em 1990, considerado o banco mais antigo da Suíça; e do quinto maior banco suíço - Schweizerische Volksbank (Banco Popular Suíço) - em 1993.
  

Pouco depois, em 1997, o banco foi reestruturado como Credit Suisse Group com quatro divisões: Credit Suisse Volksbank (posteriormente chamado de Credit Suisse Bank) para bancos domésticos, Credit Suisse Private Banking, Credit Suisse Asset Management e Credit Suisse First Boston para bancos corporativos e de investimento. Finalmente em 2006 o banco abreviou seu nome apenas para Credit Suisse, eliminando assim o First Boston de sua designação e logotipo. Todo esse movimento, fez com que o Credit Suisse passasse a operar como um banco universal integrado e globalmente ativo, fornecendo soluções abrangentes aos seus clientes em Private Banking (gestão de fortunas, negócios corporativos e institucionais), Investment Banking (inclui a venda, operação e execução de transações globais com valores mobiliários, prime brokerage, pesquisas de investimento, serviços de captação de recursos e assessoria e aquisição de capital) e Asset Management (investimentos alternativos, imóveis, ações, renda variável e renda fixa ou investimentos alternativos). O Credit Suisse sobreviveu à grave crise de crédito em 2008 melhor do que muitos concorrentes, muito em virtude de sua solidez e sem precisar de auxílio do governo. Após a crise, o Credit Suisse cortou mais de um trilhão em ativos e reduziu sua divisão de banco de investimento. Com isso, passou a dar mais ênfase nas áreas de banco privado e gestão de fortunas. Tudo amparado por um garoto-propaganda de peso: o tenista Roger Federer.
   

No ano de 2013, o Credit Suisse adquiriu os negócios de gestão de patrimônio do Morgan Stanley na Europa, Oriente Médio e África. Em 2017 o banco suíço criou o departamento Aconselhamento sobre Impacto e Finanças (IAF) para estimular investimentos socialmente responsáveis, no mais recente esforço de um grande banco para atender à crescente demanda pelos chamados investimentos de impacto. Pouco depois, em 2019, o Credit Suisse anunciou a formação de uma nova unidade de negócios de “banco direto” sob sua divisão na Suíça (Swiss Universal Bank, SUB), com foco em produtos de varejo digital. A etapa foi vista como uma reação ao surgimento de concorrentes e deve ajudar a atrair mais clientes jovens.
   

Se há uma constante na história do Credit Suisse, é um histórico de inovação contínua. Ao longo do último século e meio, em um estilo pioneiro, o banco moldou algumas das incontáveis inovações para atingir variados mercados financeiros. Por exemplo, foi o primeiro grande banco suíço a estabelecer uma conexão direta de telex com Nova York em 1951; foi pioneiro no mercado suíço ao inaugurar o primeiro banco drive-in (1962); lançar o primeiro serviço bancário por telefone (1993) e a primeira plataforma de internet banking (1997). O que começou como um banco de investimento suíço se tornou uma história de sucesso ao longo de mais de 150 anos, com o Credit Suisse gradualmente evoluindo para um provedor líder global de serviços financeiros.
  

Já sua trajetória no Brasil começou 1959 com a abertura de um pequeno escritório de representações do então SKA. Mas foi somente em 1990 que o banco suíço estabeleceu sua presença no país. Em 1998, com a aquisição do Banco Garantia (fundado em 1971), passou a ser um dos maiores bancos de investimentos do Brasil. Posteriormente, em 2007, o Credit Suisse adquiriu a Hedging-Griffo (uma das mais reconhecidas e competentes gestoras de recursos do país), criando assim a Credit Suisse Hedging-Griffo (“CSHG”). Mais recentemente, em 2020, anunciou a compra do Modalmais, banco e corretora digital bastante popular no país. Atualmente, o Credit Suisse Brasil oferece uma completa linha de produtos e serviços financeiros por meio de suas divisões locais de Wealth Management, Investment Banking & Capital Markets e Global Markets.
  

A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por muitas alterações ao longo dos anos. O logotipo original era composto apenas pelas iniciais do nome do banco (SKA). A primeira modificação ocorreu em 1930 quando o logotipo assumiu uma forma redonda, que representava uma moeda. Um novo logotipo foi apresentado em 1940 com a inauguração da primeira agência estrangeira em Nova York: pela primeira vez as iniciais CS (Credit Suisse) apareceram como parte da identidade visual. Porém, em 1952, o banco alterou novamente seu logotipo, que pela primeira vez ostentou o nome por extenso (Schweizerische Kreditanstalt) e um símbolo (a âncora), para dar impacto visual à reivindicação “Firmemente ancorado na confiança”.
  

Em 1968 o logotipo apresentou pela primeira vez a famosa cruz de Wermelinger (“Wermelinger Kreuz”). Finalmente em 1976 o famoso logotipo nas cores azul e vermelha com o nome Credit Suisse foi adotado. Em 1997 o logotipo perdeu a cruz e ganhou uma nova tipografia de letra e disposição do nome.
   

O logotipo atual simboliza a transformação do Credit Suisse em um banco global integrado em 2006, quando as áreas de Private Banking & Wealth Management e Investment Banking foram combinadas sob um único teto. O símbolo em forma de vela ecoa o espírito pioneiro de todo o banco e a herança de seu negócio. Esse logotipo passou por uma modernização em 2014.
  

Os slogans 
More is More. (2014) 
Thinking new perspectives. (2006) 
Credit Suisse. 360° Finance. (2003) 
It’s time for an expert. (2002) 
Whatever makes you happy.
   

Dados corporativos 
● Origem: Suíça 
● Fundação: 16 de julho de 1856 
● Fundador: Alfred Escher 
● Sede mundial: Zurique, Suíça 
● Proprietário da marca: Credit Suisse Group AG 
● Capital aberto: Sim 
● Chairman: Urs Rohner 
● CEO: Thomas Gottstein 
● Faturamento: US$ 22.7 bilhões (2019) 
● Lucro: US$ 3.3 bilhões (2019) 
● Valor de mercado: US$ 23.7 bilhões (setembro/2020) 
● Presença global: 50 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 48.800 
● Segmento: Financeiro 
● Principais produtos: Investimentos, gestão patrimonial e serviços financeiros 
● Concorrentes diretos: UBS, BNP Paribas, Goldman Sachs, Morgan Stanley, J.P. Morgan, Merrill Lynch, Julius Bär, RBS, Barclays e HSBC 
● Slogan: Thinking new perspectives. 
● Website: www.cshg.com.br 

A marca no mundo 
Atualmente o Credit Suisse tem operações em mais de 50 países ao redor do mundo, emprega mais de 48 mil pessoas e obteve faturamento superior a US$ 22 bilhões em 2019. Além disso, possui 145 agências na Suíça e US$ 1.4 trilhões sob gestão (no Brasil, são R$ 230 bilhões sob administração de grandes fortunas, o chamado “private banking”). O Credit Suisse oferece serviços de consultoria e gestão de investimentos (que incluem dívidas e subscrição de ações de ofertas de títulos públicos e colocações privadas), banco privado e gestão de ativos para clientes individuais, institucionais e governamentais. 

Você sabia? 
Desde 2009 o tenista Roger Federer é o embaixador global e garoto-propaganda da marca Credit Suisse. 
O Credit Suisse é conhecido por suas rigorosas práticas de sigilo bancário. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), jornais (Valor Econômico, Estadão e Folha), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 28/9/2020

11.9.20

MAX MARA


Tons terrosos, peças bem cortadas e um estilo pra lá de chique com forte e marcante DNA italiano. Nas passarelas peças de tons fortes e de alfaiataria impecável. Sucesso em Milão, Paris, Londres, Moscou, Nova York e Tóquio. Assim pode ser definida a marca Max Mara, que há quase 70 anos vêm vestindo intelectuais, empresárias, membros da realeza e atrizes como a duquesa de Cambridge Kate Middleton, Melania Trump, Kim Kardashian, Anne Hathaway, Carla Bruni e Katie Holmes. 

A história 
Formado em Direito pela Universidade de Parma o italiano Achille Maramotti (foto abaixo) não conseguiu resistir a sua paixão pelo mundo da moda. Isto porque em 1947 ele ingressou nesse universo desenhando e comercializando roupas de alta costura sob medida, paixão que herdou de sua mãe, Giulia Fontanesi Maramotti, que fundou uma escola de alfaiataria em 1923 e publicou vários livros dedicados à “teoria do corte”, e de sua bisavó, Marina Rinaldi, que supervisionou um respeitado ateliê de alfaiataria no século 19 na província de Reggio Emilia, a 160 km de Roma. Mas pouco depois, percebeu que havia um grande potencial para a moda de pronta entrega e decidiu investir no prêt-à-porter. Foi quando fundou a Maramotti Confezioni em 1951. Era uma ideia um tanto vanguardista na Itália da época, onde a moda ainda era uma atividade exclusivamente artesanal.


Inicialmente a nova empresa se dedicava a produzir ternos e roupas de gala em larga escala. Sua coleção inicial consistia em dois casacos e um blazer, que eram cópias dos designs da alta costura de Paris, mas feitos com técnicas de alfaiataria industrial de ponta. Com isso, Maramotti descobriu uma área nova e excitante da moda. Seus métodos criaram mais estilos, cortes e cores do que nunca, permitindo que ele atingisse um público muito mais amplo. Em 1955 o estilista resolveu criar a marca Max Mara, que surgiu da junção do seu apelido, Mara, com o nome de um famoso conde local, Max, que, segundo a lenda, andava sempre muito bem vestido, apesar de dificilmente estar sóbrio. A Max Mara foi criada porque ele acreditava que os holofotes deveriam estar na marca e não no nome do estilista. O sucesso inicial encorajou Maramotti a promover ainda mais seus produtos. Ainda este ano ele apresentou sua coleção outono/inverno na belíssima Cortina D’Ampezzo, em seu primeiro desfile.
 

A primeira coleção em larga escala, lançada em 1957/1958, foi marcada por um casaco na cor camelo, uma espécie de presságio do que ainda estava por vir, e um terno vermelho gerânio. Essas duas peças foram a base de um produto icônico e apresentavam a identidade e o estilo primário da marca italiana: cortes precisos, design limpo e linhas decisivas que garantiram sucesso imediato. Os tons terrosos foram muito usados por Achille Maramotti até os anos 1960. Ele também sempre apostou em formas confortáveis e femininas, especialmente nos vestidos.


Preocupado em oferecer moda de qualidade para diferentes estereótipos de mulheres, em 1961 o estilista lançou a coleção MyFair, voltada para mulheres pluz-size. Somente em 1964 foi inaugurada a primeira loja da Max Mara, localizada na Via Emilia, em Reggio Emilia, e cuja estratégia não era somente vender produtos, mas também experimentar novos modelos de distribuição. Ainda esse ano Maramotti contratou Laura Lusuardi como assistente de estilo. Em pouco tempo, ela se tornou a estilista da marca Max Mara e, em 1969, criou a linha Sportmax, com apelo esportivo e cujas peças fizeram sucesso com cores vivas e ar mais despojado. Visuais que misturavam elementos casuais, como a malha de pontos bem abertos, e peças mais sofisticadas, como a saia reta, se tornaram a um ícone da Max Mara. Nesta década, a marca continuou a desenvolver suas técnicas de produção ao mesmo tempo em que expandia sua gama de produtos. Além disso, colaborações com designers notáveis da época, como Luciano Soprani, Karl Lagerfeld e Jean-Charles de Castelbajac, ajudaram a aumentar a reputação e o valor da marca italiana. Em 1975 a Max Mara já atingia a impressionante marca de 35.000 casacos vendidos em um ano.


A década de 1980 começou com a Max Mara realizando seu primeiro desfile de moda em Paris. Mas foi em 1981 quando a estilista Anne Marie Beretta, uma das colaboradoras da marca, criou a peça que marcaria a história da Max Mara: o casaco 101801, feito de lã, com comprimento 7/8 e na cor camelo. Até hoje ele é o carro-chefe da grife italiana. Esta década foi marcada por novidades e lançamento de novas linhas: Marina Rinaldi (1981), nomeada em homenagem a sua bisavó e em substituição a linha MyFair (plus-size); Weekend by Max Mara (1983), uma linha jovem e casual de roupas e acessórios; e Max&Co. (1985), uma linha mais contemporânea com peças vibrantes, elegantes e versáteis voltada para as mais jovens. Apesar da enorme fama das peças de inverno, nesta época a grife também passou a fazer sucesso com vestidos frescos e soltinhos. Além disso, a Max Mara desfilou na Semana de Moda de Milão pela primeira vez (1983) e inaugurou suas primeiras lojas em Hong Kong (1987) e Japão (1990), iniciando assim um período de expansão pelo continente asiático.


Em 1994 a marca inaugurou sua primeira flagship store na pomposa Madison Avenue, em Nova York e, pouco depois, no ano de 1997, abriu sua primeira loja na China, que se tornaria um de seus mercados mais importantes. Em 1998 a Max Mara resolveu diversificar ainda mais sua linha de produtos com o lançamento de sua primeira coleção de óculos, que mantinha o mesmo DNA do resto dos seus produtos ao apresentar peças atemporais com alto padrão de qualidade e design prático. A primeira loja da Max Mara no Brasil foi inaugurada ainda este ano, na rua Haddock Lobo, bairro dos Jardins, em São Paulo. Uma segunda unidade seria inaugurada em 2001, no Shopping Iguatemi. Nos anos seguintes a marca italiana ampliou seu portfólio de produtos com o lançamento de uma linha de meias-calça (2003); da primeira fragrância (2004), batizadas de Max Mara for Women; além de apostar em bolsas, cintos e calçados.


Em 2011, para comemorar seis décadas de moda investindo em peças atemporais, com alto padrão de qualidade e design prático, a marca preparou uma série de eventos ao redor do mundo, como a exposição Coats! Max Mara 60 Years of Italian Fashion, em Moscou. A mostra reunia dezenas de casacos, o símbolo maior da marca. Pouco depois, em 2013, a marca lançou seu comércio eletrônico e voltou causar frisson no mundo da moda de luxo ao lançar o Teddy Bear Coat (imagem abaixo), seu tradicional casaco feito totalmente de pura lã em uma base de seda, que mais se assemelha ao tecido de bichos de pelúcia, em tons terrosos. O casaco se transformou em um hit instantâneo e passou a ser usado por celebridades como a ex-primeira-dama francesa Carla Bruni, que já foi modelo da marca italiana na década de 1990. Além disso, investiu em comunicação e contratou a atriz Jennifer Garner para se tornar a primeira celebridade porta-voz da marca.


Em 2014 a marca italiana abriu seu maior ponto de venda na Ásia, com a inauguração de uma loja na Avenue De Luxe (Huamao Center), ícone do varejo de luxo em Pequim, com nada menos que quatro andares. A abertura contou com uma exposição que possibilitou uma viagem na história da marca Max Mara, incluindo materiais de arquivo inéditos e inovações tecnológicas. Essa loja reforçou a presença no continente asiático, especialmente na China, onde a marca tinha mais de 230 lojas em aproximadamente 40 cidades. Achille Maramotti faleceu em 12 de janeiro de 2015 e a Max Mara foi assumida por seus filhos Luigi, Ignazio e Maria Ludovica, mantendo o negócio como uma empresa estritamente familiar e contrariando a atual ordem mundial dos grandes conglomerados de luxo. Apesar da injeção de sangue novo, o estilo da marca permaneceu o mesmo. E a responsável pelo feito foi Laura Lusuardi, diretora criativa que já trabalhava na marca há algumas décadas e conhecia profundamente seu DNA.


Ainda em 2015 a marca lançou um novo sucesso, mas em edição limitada: a bolsa Whitney Bag, em comemoração ao novo prédio do Whitney Museum, em Nova York, e criada a partir da fachada icônica do edifício - todo minimalista e cheio de pontas e vidro. Em 2018 a marca italiana resolveu reinterpretar seu tradicional logotipo de 1958, que ganhou ares contemporâneos, para compor a criação de um monograma. Era o surgimento do Max Mara Gram, que começou a estampar vários de seus produtos. No ano seguinte, pela primeira vez, as vitrines de Natal da tradicional loja de departamento Harrods em Londres exibiram roupas da Max Mara. Recentemente o casaco de pelúcia da Max Mara voltou a virar febre entre as fashionistas com versões em cores vibrantes, especialmente o vermelho.


A Max Mara tem distribuição seletiva em pontos de varejo de luxo, comunicação sofisticada e aposta também na criação de peças de moda feminina com edições limitadas, uma das características principais de marcas de luxo. Apostando em sofisticação atemporal e minimalista, a marca italiana tem um estilo de moda único, linhas definidas, tecidos fluidos e materiais de alta qualidade, que resultam em peças clássicas com corte impecável, cores suaves e discretas, e estampas exclusivas.


O ícone 
Apesar da inovadora história da Max Mara ter começado em 1951, somente 30 anos depois a marca italiana iria fascinar o segmento da moda de luxo ao criar um verdadeiro objeto de desejo: o casaco 101801, criado pela estilista francesa Anne Marie Beretta, uma das colaboradoras da marca na época. Misturando a melhor lã (80%) e caxemira (20%), na cor camelo, trespassado e com mangas quimono, esse casaco se tornou um símbolo da Max Mara e desde então tem aparecido em todas as coleções de inverno da marca, desfilando com supremacia, sem grandes alterações no design. Isto porque, desde 2010 o casaco foi ajustado com um cinto opcional em tecido combinando, forro de seda pura e uma etiqueta que pode ser personalizada com as iniciais da usuária. Com proporções perfeitas, o icônico casaco foi imortalizado por fotógrafos em inúmeras obras e atrizes e celebridades como a bela italiana Alba Clemente e a cantora Cindy Lauper.


O sucesso do casaco, que segue sendo um dos maiores clássicos da história da moda mundial, se deve principalmente à qualidade do produto, o tom neutro (se bem que recentemente foi reeditado em cores vibrantes), o corte indefectível e o caimento perfeito. Um casaco da Max Mara é para a vida inteira. É uma peça atemporal e muito elegante. Todos os casacos são feitos com lãs naturais. O de lã de camelo, uma das identidades da marca, tem fio produzido no norte da África, só com a primeira tosa. Os artesãos da marca - uma força de trabalho principalmente feminina vestida com jalecos brancos e com idade média de 35 anos - produzem até 450 casacos por dia em etapas de produção precisamente planejadas. Atualmente existem aproximadamente 20 modelos de casacos diferentes, cada um exigindo um processo personalizado. Um casaco Max Mara toma forma completa em quatro a cinco horas, dependendo do modelo - o 101801 requer 73 etapas. Por isso é a grande estrela dessa trupe. Este verdadeiro ícone da marca italiana, que no Brasil custa de R$ 6 mil a R$ 20 mil, tem lugar garantido em quase todas as coleções de inverno e conquistou celebridades como Cate Blanchett, Isabella Rossellini e Glenn Close. Esse casaco está para a Max Mara, assim como a bolsa Kelly para Hermès e o sobretudo para Burberry.


A evolução visual 
A identidade visual da marca italiana passou apenas por uma remodelação em sua história. O tradicional logotipo criado na década de 1950, em letras romanas ao estilo antigo, foi substituído por outro mais moderno e sofisticado.


Dados corporativos 
● Origem: Itália 
● Fundação: 1951 
● Fundador: Achille Maramotti 
● Sede mundial: Reggio Emilia, Itália 
● Proprietário da marca: Max Mara Fashion Group S.r.l 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Luigi Maramotti 
● Diretor criativo: Ian Griffiths 
● Faturamento: €1.3 bilhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 2.300 
● Presença global: 105 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 5.000 
● Segmento: Moda de luxo 
● Principais produtos: Roupas, bolsas, calçados e acessórios 
● Ícones: O casaco 101801 
● Website: www.maxmara.com 

A marca no mundo 
Hoje em dia a Max Mara, que conta com uma imensa variedade de produtos divididos em diferentes linhas e pertence a Max Mara Fashion Group, possui mais de 2.300 lojas, está presente em 105 países, sendo responsável pela maior parte do faturamento do grupo, aproximadamente €1.3 bilhões. Seus produtos, que englobam roupas, casacos, bolsas, calçados e acessórios, ainda são vendidos em mais de 12 mil lojas multimarcas. E, apesar de todo o sucesso e crescimento, a Max Mara ainda é fiel a algumas tradições. A principal fábrica do grupo permanece em Reggio Emilia, onde tudo começou. 

Você sabia? 
A influência da Max Mara no mundo da moda é tamanha, que a grife já teve peças desenhadas por grandes nomes como Karl Lagerfeld, a dupla Domenico Dolce e Stefano Gabbana e Narciso Rodriguez. 
Desde 2007 a marca patrocina o Max Mara Art Prize for Women, um prêmio bienal concedido a jovens artistas que trabalham no Reino Unido. 
Perto de sua sede, em Reggio Emilia, é guardado um arquivo meticulosamente catalogado da marca: 600 esboços originais, 300 caixas de amostras de tecido e mais de 20.000 peças de vestuário acabadas, que apareceram em uma exposição itinerante que visitou Berlim (2006), Tóquio (2007) e Pequim (2008) antes de chegar a Moscou em 2011 para o 60º aniversário da marca. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Vogue, Elle, BusinessWeek e Exame), jornais (Folha e Valor Econômico), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 11/9/2020

31.8.20

AJAX


Crie um ambiente saudável para a sua família com produtos de qualidade que limpam e protegem as superfícies da sua casa. Tudo com a marca AJAX, que une performance, perfume e praticidade quando o assunto é limpar ou desinfetar ambientes. Por isso, seu principal objetivo é simplificar o cuidado com a casa para milhões de consumidores. Sujou? É pra AJAX! 

A história 
Tudo começou logo após o término da Segunda Guerra Mundial quando a empresa Colgate Palmolive-Peet Company, tradicional produtora de cremes dentais e sabonetes, resolveu ingressar em um novo segmento de mercado, o de limpeza doméstica. Depois de muitas pesquisas e estudos, em 1947 a empresa lançou no mercado americano o AJAX CLEANSER, um poderoso limpador em pó para ser diluído na água. Baseado em seu slogan de lançamento, “Stronger than dirt!” (em português “Mais forte que a sujeira”), uma clara referência ao musculoso herói Ajax da mitologia grega, o produto conquistou as donas de casa americanas devido ao eficiente poder de limpeza. O sucesso também foi amparado pelo lançamento do primeiro jingle comercial ouvido na televisão americana, que dizia “You’ll stop paying the elbow tax, when you start cleaning with Ajax” (em tradução livre “Você vai parar de “pagar a taxa de cotovelo”, quando começar a limpar com Ajax”), em uma alusão a força usada ao esfregar o chão com a vassoura. O comercial apresentava as mascotes The Ajax Pixies (três elfos de orelhas pontudas) que saltitavam pelas cozinhas e banheiros limpando superfícies sujas com AJAX CLEANSER.


Nos anos seguintes, além da marca ser introduzida em vários mercados mundiais, como por exemplo, Canadá, Reino Unido, Filipinas e Brasil, o nome AJAX foi estendido com sucesso para uma linha inteira de produtos de limpeza doméstica. Isto começou em 1962 quando estreou no mercado o Ajax All-Purpose Cleaner with Ammonia (limpador com amoníaco) para concorrer com Mr. Clean, produzido pela Procter & Gamble. Este novo produto da marca fez tanto sucesso que foi chamado de “Tornado Branco” (em inglês “White Tornado”), por sua ação de limpeza eficiente e agressiva. Ainda este ano foi lançado o Ajax Bucket of Power, um limpador em pó com amoníaco para ser utilizado na limpeza do chão. Pouco depois, em 1964, a marca lançou o Ajax Laundry Detergent (sabão em pó para lavar roupas), que ressuscitou o slogan “Stronger than dirt!”, cuja campanha publicitária mostrava um cavaleiro armado cavalgando um cavalo branco pelas ruas residenciais para resgatar donas de casa do enfadonho trabalho doméstico.


E as novidades não pararam: limpador para vidros (1965); um limpador em spray (1967), que teria vida curta no mercado; e até uma bem-sucedida linha de detergentes para lavar louça (1971), que até hoje faz enorme sucesso no mercado americano com o nome Ajax Dishwashing Liquid. Nesta época AJAX já era a marca número um de limpadores domésticos no mercado americano. E ainda nesta década, o ator americano Eugene Roche ganhou fama em muitos comerciais de televisão para os detergentes de lavar louça interpretando o homem de Ajax “Squeaky Clean”. Já na década de 1980 a marca introduziu o limpador e o sabão para lavar roupas em fórmula líquida, nas versões com ou sem água sanitária, esta última em virtude das bancadas coloridas que se tornavam populares nos lares americanos. Em 2005 a Colgate-Palmolive licenciou/vendeu os direitos da marca AJAX para a linha de sabão para lavar roupas e detergentes para louças nos Estados Unidos e Canadá para a Phoenix Brands (hoje pertencem a Fab & Kind Company).


Em 2018 a marca lançou no mercado brasileiro duas variantes do Ajax Fusão Perfeita, reforçando a linha de limpadores perfumados, com aromas inovadores que buscam oferecer o que há de mais atual e sofisticado no segmento de cuidados com o lar: Frutas Vermelhas & Menta Selvagem e Amora & Ervas Frescas. Esses novos produtos dão o toque final na limpeza dos ambientes, que ficam livres e protegidos de poeira, manchas e gordura. No ano seguinte a marca inovou mais uma vez no segmento de limpeza da casa ao lançar a variante Citronela, cuja fórmula inovadora, com óleo de citronela de origem natural, protege as superfícies, deixando-as visivelmente limpas sem resíduos oleosos, além de remover as sujeiras e as manchas de gordura mais difíceis. O novo produto complementou a linha Fresh Limpeza Pesada, sendo indicado para higienização de diversos ambientes e superfícies, como pias, ralos, batentes de portas e janelas, pisos e áreas externas.


Em 2019 a marca lançou no mercado brasileiro a versão Multiuso com 4 variantes de aromas inovadores e super agradáveis: Lavanda e Menta (azul), Eucalipto e Maçã Verde (verde), Citrus e Flores Brancas (amarelo) e Frutas Vermelhas (vermelho). Diferente da maior parte dos multiusos encontrado no mercado, AJAX aposta em fragrâncias mais perfumadas, combinando a praticidade de um multiuso com aromas refinados, sem abrir mão da eficácia. O novo AJAX MULTIUSO complementa o portfólio da marca com a versão ideal para uma limpeza mais ágil, sem necessidade de diluir. A embalagem, desenvolvida em formato “squeeze” para facilitar o manuseio do consumidor, possibilita a utilização do produto diretamente na sujeira. O produto pode ser usado para limpeza de diversos ambientes e superfícies, como cozinha, fogão, banheiro, pisos, azulejos e móveis.
 

AJAX é sinônimo de casa limpa e perfumada há mais de sete décadas. Fórmulas especiais baseadas em um longo processo de desenvolvimento de qualidade, avaliando constantemente a resistência e a composição dos ingredientes, transformaram AJAX em um potente facilitador na hora da limpeza. O resultado são limpadores e desinfetantes que removem sujeiras de forma mais rápida e eficiente, deixando fragrâncias agradáveis pelo ar.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas alterações ao longo dos anos. Apesar de manter a tradicional cor vermelha, a tipografia de letra foi sendo modernizada.


Como a marca AJAX é licenciada pela Colgate-Palmolive nos Estados Unidos, Canadá e Porto Rico, é possível encontrar logotipos com pequenas alterações. Já no Brasil a marca utiliza um traço amarelo abaixo do nome.


Os slogans 
It cleans like a white tornado. 
Ajax, the foaming cleanser! 
Armed with Ajax. (década de 1970) 
Stronger Than Dirt. (1947) 
Sujou? É pra Ajax!


Dados corporativos 
● Origem: Estados unidos 
● Lançamento: 1947 
● Criador: Colgate Palmolive-Peet Company 
● Sede mundial: New York City, New York, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Colgate-Palmolive Company 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Ian Cook 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 50 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Limpeza 
● Principais produtos: Limpadores multiuso, desinfetantes e detergentes 
● Concorrentes diretos: CifMr. Clean, Clorox, Lysol, Domestos, Mr. Muscle, Easy Off Bang e Veja 
● Slogan: Stronger Than Dirt. 
● Website: www.ajax.com 

A marca no mundo 
Atualmente a marca AJAX, umas das líderes de mercado no segmento de produtos de limpeza no Brasil, comercializa sua linha de produtos, que incluí limpadores multiuso, detergentes, desengordurantes e desinfetantes, em mais de 50 países ao redor do mundo. A marca AJAX também oferece limpadores e desinfetantes para a área industrial. 

Você sabia? 
Na Austrália a marca também oferece lenços multiusos umedecidos. Os lenços são antibacterianos, matam 99,9% dos germes como Salmonella, E.coli e Staphylococcus, e ajudam a manter a casa limpa e saudável. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel, Mundo do Marketing e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 31/8/2020