12.12.18

AFLAC


É possível um simpático pato branco ser o símbolo e a imagem de uma seguradora respeitada? Não somente é possível, como foi o responsável por tornar a americana Aflac em uma marca desejada por milhões de americanos e japoneses quando o assunto é seguro suplementar de saúde e de vida. 

A história 
Tudo começou quando os irmãos, John, Paul e Bill Amos, vislumbraram a necessidade de proteção financeira individual ou familiar quando surgisse uma emergência médica. Foi então, que no dia 17 de novembro de 1955, eles fundaram a American Family Life Insurance Company of Columbus, que iniciou suas atividades em um pequeno complexo de seis salas no centro de Columbus, no estado da Geórgia, com apenas 16 funcionários e 60 agentes para venda de apólices de seguro saúde. Após seu primeiro ano de operação, a empresa possuía mais de 6.400 segurados e US$ 388.000 em ativos. Pouco depois, em 1958, a empresa foi pioneira na introdução da apólice de seguro de câncer, depois de identificar a necessidade de aliviar a carga financeira de pacientes e suas famílias atingidas por essa terrível doença.


Em 1964, a empresa iniciou as chamadas “vendas conjuntas”, que consistiam em comercializar seguros relacionados ao câncer no local de trabalho (eventualmente por meio de políticas patrocinadas pelos empregadores e financiadas por deduções na folha de pagamento), além de comercializá-los diretamente aos consumidores. Ainda neste ano a empresa mudou seu nome para American Family Life Assurance Company of Columbus, que mais tarde daria origem a abreviação Aflac. É bom lembrar que no novo nome a palavra “Insurance” [seguro] foi trocada para “Assurance” [garantia] devido a um acordo de cavalheiros entre o então presidente da empresa e um executivo de outra seguradora americana de mesmo nome. No ano de 1970, passou de uma pequena empresa regional a uma seguradora nacional em rápido crescimento, com presença em 37 estados americanos. Exatamente no dia 1 de outubro de 1974 a empresa iniciou seu processo de internacionalização ao começar a vender seguros no Japão, tornando-se apenas a terceira seguradora americana a fazê-lo. No primeiro ano, a empresa havia emitido US$ 25 milhões em prêmios no Japão. Ainda neste ano, a empresa começou a negociar ações na Bolsa de Nova York (NYSE).


A década de 1980 representou para a empresa um enorme progresso, especialmente com o desenvolvimento de uma estratégia que ampliou sua linha de produtos e expandiu seu sistema de distribuição. Com isso, em 1984, a empresa introduziu no mercado americano um seguro de acidentes e o primeiro benefício de incidência para a apólice de câncer. Além disso, no Japão introduziu outro produto inovador: a primeira apólice de atendimento de demência no mundo. No final desta década, em 1989, a American Family Life Assurance Company of Columbus adotou oficialmente a sigla Aflac como marca. A década seguinte, marcada pela inovação, teve início com o lançamento da primeira campanha publicitária nacional da Aflac, destinada a aumentar o reconhecimento da marca e estabelecer as bases para uma década de alto crescimento. Além disso, o seguro contra acidentes/invalidez tornou-se o produto mais vendido da empresa no mercado americano. Em 1996, a Aflac introduziu o SmartApp®, um aplicativo que revolucionou o processo de aplicação de apólices, permitindo aos agentes as emitirem eletronicamente de maneira mais rápida e conveniente do que antes.


Em 2003, mais de 98% das apólices Aflac nos Estados Unidos eram emitidas com base na dedução da folha de pagamento, tornando a empresa líder nessa abordagem de distribuição. No mês de abril de 2009, a Aflac lançou uma nova campanha de marketing, chamada “Get the Aflacts”, destinada a conscientizar e informar os consumidores sobre os benefícios específicos dos produtos de seguro que a empresa vendia. A campanha deu ao pato Aflac (mascote da marca) um papel mais proeminente, criado para ajudar potenciais clientes a aprender os Aflacts (como os produtos da empresa poderiam realmente ajudar em tempos de dificuldades financeiras, resultantes de eventos médicos inesperados). Ainda este ano, a Aflac completou a aquisição por US$ 100 milhões da Continental American Insurance Company, ganhando assim ainda mais mercado, e permitindo que a empresa vendesse seguros suplementares tanto na plataforma individual quanto na de grupo.


Hoje em dia, a Aflac oferece vários tipos de apólices de seguro incluindo: Acidente, Câncer/Doença Especificada, Dental, Indenização por Internação Hospitalar, Cuidados Intensivos Hospitalares, Vida, Deficiência à curto prazo e Visão. Além disso, a Aflac oferece, de forma pioneira, o One Day Pay, onde o segurado pode processar, aprovar e receber o pagamento de sinistros elegíveis em um dia útil.


O símbolo 
Você consegue imaginar que um pato branco ajude a vender seguros de saúde e vida? O carismático pato, que se tornou símbolo da Aflac, surgiu justamente para aumentar o reconhecimento da marca entre os americanos e, claro, vender seguros. Tudo começou quando Daniel Amos se tornou CEO da empresa, em 1990, e realizou um exame profundo de todas as operações e decidiu vender ou fechar as de fraco desempenho. Assim poderia se concentrar no Japão e nos Estados Unidos, os dois maiores mercados de seguros do mundo. Com isso, ele conseguiu economizar US$ 8 milhões e resolveu lançar uma campanha publicitária no mercado americano. O reconhecimento do nome da marca no final da década de 1990 era inferior a 10%. A agência nova-iorquina Kaplan Thaler Group foi contratada para criar a nova campanha publicitária. E foi sua área de criação que teve a ideia do Aflac Duck™ (pato) porque o pessoal da equipe tinha dificuldade para lembrar o nome da seguradora. E aí, alguém perguntou: “Qual o nome da conta que estamos atendendo?”. Um colega respondeu: “É Aflac–Aflac–Aflac–Aflac”. Alguém disse que parecia o som emitido por um pato (“quack, quack”) - e nasceu a ideia inovadora.


O primeiro comercial do pato (chamado “Park Bench”, assista clicando no ícone abaixo) estreou no dia 1 de janeiro de 2000 na rede CNN. Foi exibido quatro vezes por hora. A escolha da emissora foi estratégica. Afinal, muita gente estaria de olho na CNN o dia inteiro para ver se o bug do milênio causara estragos. O sucesso foi imediato. Aliás, foi estrondoso. No primeiro dia de exibição do comercial, o site da empresa recebeu mais visitas do que no ano anterior inteiro. O pato foi originalmente dublado pelo comediante Gilbert Gottfried. Poucas semanas depois a empresa estava recebendo pedidos de uma versão de pelúcia do simpático pato. A Aflac não sabia fabricar patos, mas rapidamente traçou um plano e decidiu que todos os fundos arrecadados com as vendas dos bichos de pelúcia seriam doados ao centro de combate ao câncer Aflac Cancer Center, na cidade de Atlanta. Meses depois já tinha levantado US$ 75 mil para a instituição. O sucesso do pato foi estrondoso para a marca Aflac. No primeiro ano, o faturamento da seguradora nos Estados Unidos subiu 29%; em três anos, tinha dobrado. Já o reconhecimento do nome Aflac chegou a 67% após dois anos de exibição dos comerciais. O Aflac Duck™ havia se transformado em uma espécie de Pato Donald do segmento de seguros. Uma curiosidade: a Metzer Farms, uma granja de gansos, patos e pássaros da família Gonzales, na Califórnia, forneceu os primeiros patinhos para os comerciais.

     

Em 2003 o pato foi introduzido no mercado japonês através de uma campanha publicitária, e rapidamente a Aflac tornou-se a seguradora número 1 no Japão, em termos de número de apólices individuais. Mas essa primeira campanha para o mercado japonês teve ajustes culturais. Por exemplo, a voz do comediante Gilbert Gottfried, que dublava o pato nos Estados Unidos, não funcionava no Japão. As pessoas achavam que o pato estava gritando com elas. A empresa teve que optar por uma voz mais suave. Enquanto os americanos se identificavam com o pato barulhento que se esforçava para ser ouvido, no Japão, onde é extremamente rude ignorar alguém, o pato interagia com as pessoas. Era um sábio consultor financeiro que ajudava a proteger a família.


O pato se tornou tão importante para a marca, que ao projetar uma ampliação de sua sede na cidade de Columbus, a Aflac pediu aos arquitetos que a única coisa que fazia questão era ter um pequeno lago para patos. Afinal, quando visitam a sede da empresa, as pessoas querem ver o pato da Aflac. Além disso, em 2005, o pato passou a fazer parte do logotipo da marca. Em 2011 o pato estreou no tradicional desfile do Dia de Ações de Graça da Macy’s, ganhando seu próprio balão gigante. E, em 2017, o famoso pato estreou seu primeiro comercial no Super Bowl (maior evento esportivo dos Estados Unidos e com os 30 segundos mais caros da televisão mundial). Mais recentemente, em 2018, a marca lançou o My Special Aflac Duck™, um pato robô especialmente desenvolvido para que as crianças atravessem pelo duro momento (tratamento de câncer) de forma mais humana. Diferente dos demais robôs interativos, o pato Aflac não conta com câmera e microfone, pois ele não precisa disso. Vários sensores espalhados por sua plumagem interagem com o paciente, respondendo aos mimos e carícias realizadas pelas crianças. O My Special Aflac Duck™ nunca chegará ao consumidor final, pois o produto não tem fins lucrativos. Ele é entregue gratuitamente para as crianças com câncer em diferentes hospitais dos Estados Unidos.


Quase duas décadas depois, o Aflac Duck™ se tornou um ícone da publicidade mundial, foi eleito para o Hall da Fama da Publicidade em 2004, conseguiu um reconhecimento de marca superior a 94% e já estrelou mais de 70 comerciais somente nos Estados Unidos. Ao capitalizar a popularidade do pato, a Aflac conseguiu um enorme reconhecimento de marca no mercado japonês, onde 9 de cada 10 pessoas conhecem a simpática mascote.


A evolução visual 
A Aflac é um dos mais bem-sucedidos casos de rebranding do segmento de seguros. Inicialmente chamada American Family Life Insurance Company of Columbus, depois renomeada para American Family Life Assurance Company of Columbus, em 1989 a empresa adotou como nome a abreviatura Aflac e adotou uma nova identidade visual. Somente em 2005 a marca mudou radicalmente seu logotipo, que passou a apresentar o simpático pato como símbolo e ganhou um impacto visual extremamente forte.


Os slogans 
We’ve got you under our wing. (2009) 
Get the Aflacts. (2009) 
Ask about it at work. (2001) 
Without it, no insurance is complete. (década de 1990)


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 17 de novembro de 1955 
● Fundador: John, Paul e Bill Amos 
● Sede mundial: Columbus, Geórgia, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Aflac Incorporated 
● Capital aberto: Sim 
● Chairman & CEO: Dan Amos 
● Faturamento: US$ 21.8 bilhões (2017) 
● Lucro: US$ 4.6 bilhões (2017) 
● Valor de mercado: US$ 32.5 bilhões (dezembro/2018) 
● Presença global: 2 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Segmento: Financeiro 
● Funcionários: 10.200 
● Principais produtos: Seguros suplementares de saúde e de vida 
● Concorrentes diretos: Allstate, Metlife, State Farm, Prudential, Colonial Life, American Fidelity, New York Life e Unum 
● Ícones: Aflac Duck™ 
● Slogan: We’ve got you under our wing. 
● Website: www.aflac.com 

A marca no mundo 
A Aflac oferece uma enorme gama de oferta de seguros, como por exemplo, odontológico, acidentes, hospitalares, câncer, internação, despesas médicas e não médicas, morte acidental, perda de membros ou deficiência decorrente de acidentes, doenças oculares graves. A seguradora, que atua no mercado americano e japonês, tem mais de 50 milhões de clientes, emprega mais de 10 mil pessoas e faturou US$ 21.8 bilhões em 2017. Atualmente a Aflac é representada por mais de 19.500 agências de vendas no Japão e 77.00 associados de vendas licenciados nos Estados Unidos. Aproximadamente 70% do faturamento da empresa é proveniente do Japão, mercado no qual lidera o segmento de seguros de saúde e vida, com quase 21 milhões de planos vendidos. 

Você sabia? 
A Aflac foi eleita como a melhor seguradora dos Estados Unidos durante os últimos anos. 
Inúmeras celebridades já estrelaram comerciais da Aflac, incluindo o ator e comediante Chevy Chase (2003); o jogador de basquete Yao Ming; Melania Trump (2005), atual primeira-dama americana; o piloto da Nascar Carl Edwards (2008-2014); e até a equipe olímpica de nado sincronizado dos Estados Unidos (2004). 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek e Exame), publicações (Harvard Business Review Brasil), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 12/12/2018

30.11.18

KASPERSKY LAB


A detalhada inteligência de ameaças e a experiência em segurança da Kaspersky Lab se transformam em soluções e serviços para proteger empresas, infraestruturas críticas, governos e consumidores ao redor do mundo. O abrangente portfólio de segurança da empresa russa inclui proteção de endpoints superior e inúmeras soluções e serviços de segurança especializada para combater ameaças digitais sofisticadas e em evolução. Por isso a Kaspersky Lab coloca a segurança mais testada e mais premiada a sua disposição, seja para proteger sua vida digital, sua mobilidade, o mundo digital de sua família ou da sua empresa. 

A história 
Em 1987, Eugene Kaspersky (foto abaixo) graduou-se na Faculdade de Matemática e Educação Superior da KGB (que depois mudaria seu nome para Instituto de Criptografia, Telecomunicações e Ciência Informática da Academia FSB) em Moscou, onde estudou matemática, criptografia e tecnologia da computação. Ele se especializou em engenharia matemática. Em agosto de 1989, o jovem engenheiro de software descobriu que seu computador pessoal - um trambolho que rodava o MS-DOS em discos flexíveis já extintos, os floppies - tinha sido atacado e infectado pelo implacável vírus Cascade. Fascinado pelo desafio, decidiu detectar o vírus, analisá-lo e criar um software capaz de neutralizá-lo. A educação especializada de Eugene em criptografia o ajudou a analisar o vírus criptografado, a entender seu comportamento e desenvolver uma ferramenta de remoção para ele. Após o êxito na remoção do vírus, a curiosidade e a paixão dele por tecnologias de computador o motivou a começar a analisar mais programas maliciosos e a desenvolver módulos de desinfecção para eles. As primeiras versões tinham apenas 40 definições de vírus e eram distribuídas principalmente para amigos e familiares.


Dando prosseguimento a sua paixão por tecnologias de defesa digital, em 1990, Eugene começou a reunir uma equipe de pesquisadores tão entusiasmados quanto ele para criar o programa antivírus AVP Toolkit Pro, que quatro anos depois foi reconhecido pela Universidade de Hamburgo como o software antivírus mais eficaz do mundo. Eugene também foi responsável por criar o primeiro antivírus do mundo que separa o software da base de dados - padrão da indústria atual. Também foi ele quem teve a ideia de colocar a primeira interface gráfica em um software antivírus. Com visão empresarial, Eugene e seus colegas, que incluía sua mulher Natalya e os amigos Alexey De-Monderik e Vadim Bogdanov, decidiram estabelecer sua própria empresa. Foi então que no dia 26 de junho de 1997, a Kaspersky Lab foi fundada, com Eugene liderando a área de pesquisa de antivírus. Inicialmente, ele não queria usar seu sobrenome na empresa, mas foi convencido por sua esposa. A empresa começou com apenas 19 funcionários. Em junho de 1998, um estudante taiwanês lançou um vírus chamado CIH (também conhecido como Chernobyl). Durante as primeiras três semanas, o AVP foi o único software na época capaz de removê-lo. Isso aumentou a demanda e levou a acordos com empresas de antivírus no Japão, Finlândia e Alemanha para integrar o AVP em seu software. O primeiro escritório da empresa no exterior foi aberto na Inglaterra em 1999.


No mês de novembro de 2000, o AVP foi renomeado como Kaspersky Anti-Virus. Isto porque o nome AVP já estava registrado como marca nos Estados Unidos. Nessa época a empresa já contava com 65 funcionários e vendia seus produtos para mais de 40 países. Pouco depois, em 2001, foi lançada versão do antivírus portátil, que vinha instalada em dispositivos móveis da Sony. No ano de 2003 a empresa intensificou sua expansão internacional com a inauguração de escritórios no Reino Unido, Polônia, Holanda e China. Mais tarde, expandiu-se para Alemanha, França, Estados Unidos e Japão. Pouco depois, no início de 2004, a Kaspersky Lab se tornou a primeira empresa do segmento a atualizar sua base de dados de antivírus de hora em hora. A empresa chegou ao Brasil em 2006 por meio de um distribuidor. No início do ano seguinte, a empresa lançou no mercado uma linha de produtos para o mercado corporativo.


Em março de 2008 a empresa criou o GReAT (Global Research & Analysis Team), uma equipe de pesquisa e análise global formada por um grupo de elite de 40 especialistas em segurança que operam em todo o mundo e fornecem inteligência e investigação para combater ameaças. Essa equipe é conhecida por descobrir e analisar detalhadamente as ameaças mais sofisticadas do mundo, incluindo campanhas de espionagem e sabotagem virtual, entre outras. Foi esse time globalmente renomado de especialistas que, em 2012, detectou um dos vírus mais complexos já vistos, o Flame, em uma investigação feita a pedido da ONU. Esse programa pirata, desenhado muito provavelmente pelos Estados Unidos e Israel, servia para espionar o programa nuclear iraniano. Dois anos antes, eles também tinham investigado o vírus Stuxnet, descoberto depois de causar estragos nas instalações atômicas dos aiatolás. E a empresa também foi a primeira a alertar sobre um ataque maciço contra o sistema bancário da Ucrânia.


Longe de ser ideal para ambientes corporativos, desde o final do mês de julho de 2017, a empresa oferece uma versão gratuita de sua proteção antivírus, chamada Kaspersky Lab Free (contém antivírus para arquivos, e-mail e web, atualizações automáticas, autodefesa; quarentena; entre outros). Mesmo sem muitos dos recursos que estão disponíveis nas versões pagas, a ferramenta parece ser mais confiável que as opções gratuitas de outros desenvolvedores disponíveis. Ainda em 2017, a Kaspersky Lab celebrou o seu 20º aniversário. Em setembro desse mesmo ano, a empresa foi alvo de uma enorme polêmica. Isto porque se encontrou na mira dos Estados Unidos. O Departamento de Segurança Doméstica deu um prazo de 90 dias para que todos os órgãos públicos federais deixassem de usar o antivírus de Kaspersky - com o qual milhões de civis trabalham -, porque o acusavam de passar informações ao Serviço de Segurança Nacional da Rússia (FSB), herdeiro da temida KGB. A proibição foi oficializada, quando o presidente Donald Trump assinou uma legislação que proíbe o uso do Kaspersky Lab em agências civis e militares. A empresa russa negou repetidamente que tenha vínculos com qualquer governo e disse que não ajudaria um governo com espionagem cibernética.


Hoje, o portfólio da empresa engloba soluções de segurança de TI voltadas às necessidades dos mais diversos clientes, como Kaspersky Anti-Virus (inclui proteção em tempo real, detecção e remoção de vírus, trojans, worms, spyware, adware, keyloggers e rootkits, além de atualizações automáticas e uma ferramenta para criação de disco de resgate), Kaspersky Internet Security (inclui todos os componentes de proteção do Anti-Virus junto com um firewall), Kaspersky Total Security (inclui proteção em tempo real com o suporte do KSN, detecção e remoção de vírus, spywares, trojans, worms, adwares, keylloggers, rootkits e outros tipos de malwares), Kaspersky Small Office Security (criado especificamente para empresas com 5 a 50 computadores, é fácil de instalar e gerenciar, e oferece a segurança mais testada e premiada do mundo para computadores, servidores de arquivos e dispositivos móveis, protegendo a empresa de ataques on-line, fraude financeira, ransomware e perda de dados) e Kaspersky Endpoint Security for Business (oferece proteção local ou em nuvem para empresas de pequeno e médio porte). Com esses produtos, usuários domésticos, pequenas empresas, empresas de médio porte e grandes corporações estão protegidos contra diferentes tipos de ameaças, sendo ferramentas convenientes para o controle e o gerenciamento da segurança.


A segurança de endpoint sempre foi a essência do negócio da Kaspersky Lab, especialmente no segmento de empresas de pequeno e médio porte. Ao mesmo tempo, nos próximos anos, a Kaspersky Lab espera que um dos principais impulsionadores de seu crescimento esteja no mercado empresarial, particularmente na área de segurança non-endpoint. Nascida de uma experiência pessoal, a empresa russa assistiu a missão de um homem curioso se transformar em um objetivo mundial na luta contra o cibercrime. A independência da empresa permite ser mais ágil, pensar de maneira diferente e agir com rapidez. Por isso está sempre inovando, oferecendo uma proteção que é eficaz, acessível e fácil de usar.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por remodelações ao longo de sua história. O logotipo original da Kaspersky Lab (nas cores vermelha e preta) foi substituído por um mais moderno. Recentemente esse logotipo ganhou uma modernização.


Dados corporativos 
● Origem: Rússia 
● Fundação: 26 de junho de 1997 
● Fundador: Eugene e Natalya Kaspersky, Alexey De-Monderik e Vadim Bogdanov 
● Sede mundial: Moscou, Rússia 
● Proprietário da marca: AO Kaspersky Lab 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Eugene Kaspersky 
● Faturamento: US$ 698 milhões (2017) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 200 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 3.900 
● Segmento: Tecnologia 
● Principais produtos: Antivírus e soluções de segurança de internet e redes 
● Concorrentes diretos: Symantec, McAfee, AVG, Avast, Avira, Bitdefender e FireEye 
● Slogan: The power of Protection. 
● Website: www.kaspersky.com.br 

A marca no mundo 
Atualmente a Kaspersky Lab opera em 200 países e territórios com 35 escritórios instalados em 31 deles. Seus produtos e tecnologias oferecem proteção a mais de 400 milhões de usuários e mais de 270.000 clientes corporativos em todo o mundo. A empresa, que emprega 3.900 profissionais e especialistas de segurança em TI, faturou US$ 698 milhões em 2017. A Kaspersky Lab é a quarta maior desenvolvedora de antivírus do mundo, a segunda maior da Europa e a primeira em mercados como Espanha, França e Alemanha. Entre seus clientes está, por exemplo, o Exército do Brasil. A Kaspersky Lab também colabora extensivamente com a Interpol (apoia o Centro de Crimes Digitais no Complexo Global de Inovação, em Singapura, com produtos e sua inteligência em ameaças online), Europol e departamentos policiais nacionais para ajudá-los ativamente em sua luta contra o cibercrime. 

Você sabia? 
Atualmente, o banco de dados da empresa é uma das mais completas e abrangentes coleções de segurança virtual, usadas na detecção e prevenção de sistemas que estejam infectados por mais de 500 milhões de programas maliciosos. 
Em 2012 a marca criou sua mascote: um simpático urso verde chamado MIDORI KUMA
Desde 2010, a Kaspersky Lab é patrocinadora oficial da equipe de Fórmula 1 Ferrari. E foi a partir de 2012, que o logotipo da Kaspersky Lab apareceu no carro da escuderia italiana, bem como no macacão dos pilotos e no uniforme da equipe. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Isto é Dinheiro, Época Negócios e Exame), portais (G1 e TechMundo), jornais (Valor Econômico, Folha e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 30/11/2018

21.11.18

HUAWEI


A Huawei é uma empresa chinesa que muita gente não conhece, mas que, de forma silenciosa, se transformou em uma das maiores do mundo no segmento das telecomunicações. A Huawei dá aos negócios o poder de aceder a uma variedade de aplicações e de efetuar diferentes tarefas quando e onde estiver e a partir de qualquer equipamento. E graças aos seus dispositivos inteligentes e smartphones, a empresa ajuda a melhorar a experiência digital de milhões pessoas tanto no trabalho como na vida e entretenimento. 

A história 
Para explicar a origem da Huawei é preciso entender a situação do país na década de 1970. Com a morte de Mao Tse-Tung, em 1976, a República Popular da China, que era controlada pelo Partido Comunista, acabou sob o comando de Deng Xiaoping, responsável pelas reformas econômicas que fariam da China o país com maior crescimento econômico do planeta. Nessa época de transição, a China estava isolada do resto do mundo e, com o novo governo, fez uma abertura econômica, cultural e tecnológica. Esse novo período ainda enfrentava um forte controle do Estado, mas já recebia capital estrangeiro. Isso fez com que várias empresas dos mais diversos setores surgissem tanto para atender o mercado interno quanto o resto do mundo. E foi nesse cenário que Ren Zhengfei (foto abaixo), um engenheiro de tecnologia militar do Exército de Libertação Popular, o braço armado da China comunista, fundou a Huawei no dia 15 de setembro de 1987, na cidade de Shenzhen, no sudeste do país. Os primeiros produtos comercializados pela nova empresa foram os PBX (sigla para Private Branch Exchange), um aparelho de troca automática de ramais telefônicos. Inicialmente começou importando alguns aparelhos de Hong Kong, mas rapidamente passou a fabricar seus próprios modelos e vender para hotéis e pequenas empresas. O divisor de águas foi o modelo C&C08, considerado na época top de linha no setor.


Em 1990, a Huawei decidiu investir pesado em pesquisa e desenvolvimento. Em apenas um ano já eram 600 pessoas contratadas para este departamento. Nessa época, o negócio da empresa era equipamentos para redes de internet, começando no interior e em zonas rurais e aos poucos passando para as maiores cidades chinesas. E foi neste momento que aconteceu a primeira grande polêmica. A Huawei foi acusada de receber alguns empréstimos de bancos estatais para prosperar rapidamente, fato negado até hoje pela empresa. Mas a Huawei mesmo fechou várias parcerias com o governo chinês para ajudar na infraestrutura de telecomunicações. Uma década depois de sua fundação, em 1997, Ren Zhengfei fez uma viagem aos Estados Unidos para conhecer algumas das maiores empresas do ocidente. E percebeu o quanto a China estava atrasada no modelo de empresas de tecnologia. Foi aí que a expansão internacional começou. Em 1998, a empresa fechou um contrato de cinco anos com a IBM para que o gigante da computação servisse de consultora na reestruturação e preparação da Huawei para o mercado mundial. Com isso, no ano seguinte, a empresa inaugurou o primeiro laboratório de pesquisa fora do país, na Índia.


Os anos seguintes foram de crescimento e muito investimento em redes e conectividades que estavam surgindo, como a GSM. Holanda, Suécia, Canadá e Estados Unidos também ganharam escritórios e laboratórios da Huawei. Foi então, no mês de julho de 2003, que a empresa criou a divisão mobile e lançou o primeiro aparelho celular, o C300. Dois anos mais tarde, lançou o primeiro modelo próprio com 3G, o U626. Também começou a ganhar destaque na produção de modems. O E220, introduzido em 2006, foi considerado o mais rápido e compacto da época. Até então, o ingresso no segmento mobile tinha sido muito bem-sucedido. Outro grande e rentável mercado foi o de patentes. Em 2008, a Huawei ficou em primeiro lugar no registro de propriedades intelectuais do Sistema Internacional de Patentes. Em 2010, foi apresentado o primeiro Huawei Ascend, que rodava Android 2.1 e tinha somente 2 GB de memória interna e tela de 3.5 polegadas. Já descontinuada, essa foi uma das linhas mais duradouras da marca e alguns de seus modelos viviam competindo para ser o mais fino do mundo.


Ainda em 2010, a Huawei aumentou seus ganhos em 30%, um número absurdo para uma época de tanta concorrência entre as marcas. Em março de 2011, a empresa vendeu mais de um milhão de smartphones C8500 na China, passados 100 dias do seu lançamento oficial. Com lançamento no mês de agosto desse mesmo ano, o Huawei Vision foi o primeiro smartphone baseado na computação em nuvem. E foi nessa época que a empresa também apresentou ao mercado seu serviço de armazenamento. Em 2013 já começava a ser considerada pela IDC uma das três maiores fabricantes globais de smartphones. Outra linha popular da marca chinesa é a Honor, lançada em 2013. Essa linha oferecia aparelhos mais baratos e com venda de preferência online. Tem ainda a linha Mate, que trazia dispositivos para quem gostava de telas maiores. A Huawei também apostou em dispositivos wearables, mas sem direcionar tantos investimentos. A estreia nesse segmento foi com a pulseira TalkBand B1, em 2014, mas hoje o carro-chefe desse setor é o Huawei Watch, que já está na segunda geração, lançado em 2017. Ainda em 2014, apresentou o 4G LTE Ascend P7, um dos smartphones mais finos do mundo (6,5 mm).


Em parceria com o Google, a empresa fabricou o smartphone Nexus 6P em 2015. O aparelho trazia um design diferenciado, especialmente na parte traseira, mas recebeu várias críticas por problemas técnicos. A empresa também ingressou com menor força no mercado de notebooks. O Huawei MateBook foi o primeiro 2 em 1 da marca. Em 2016, lançou a primeira série de smartphones com câmera dupla co-desenvolvida com a Leica, o Huawei P9, imprimindo um novo padrão na fotografia deste segmento. Além disso, apresentou Hauwei HiLink, uma plataforma doméstica inteligente que oferece soluções de interconexão e inter-operação entre todos os tipos de dispositivos inteligentes. Mais recentemente, em 2017, lançou o Huawei Mate P10 e o Mate P10 Plus, smartphones que apresentam cores vivas e acabamentos atraentes, introduzindo também as câmeras, frontal e traseira, além de abrir as portas a novas aplicações móveis no ramo da Inteligência Artificial ao combinar um hardware inovador. No mês de agosto de 2018, a Huawei desbancou a Apple como número dois mundial dos smartphones, desafiando abertamente o líder planetário Samsung. E também lançou o Huawei P20 Pro, primeiro smartphone com três câmeras traseiras.


E você se lembra da parceria com a IBM que ajudou e muito a marca chinesa? A empresa resolveu seguir essa ideia e, ao longo dos anos, fez outros empreendimentos conjuntos com Motorola, Siemens e Symantec. Além disso, estabeleceu várias alianças com operadoras locais, como Vodafone, T-Mobile e Bell Canada, o que permitiu o lançamento exclusivo de modelos e a assinatura de vários contratos. E as polêmicas não pararam por aí. A mais recente é sobre alguns mercados em que a Huawei começou a participar. Ela expandiu tanto que acabou em países como Cuba, Síria e Irã, a maioria com relações bem complicadas com os Estados Unidos. Em 2013, uma filial da empresa foi acusada de vender tecnologia norte-americana de antenas para o Irã. Também já foi acusada de espionagem quando foi para o mercado americano, mas isso ficou só na acusação mesmo.


A evolução visual 
O nome Huawei tem vários significados. O “hua” pode ser China, magnífico ou flor, o que explica o símbolo do logotipo da marca. Já o “hei” é conquista ou ação. Então, o nome é algo como “a China está agindo” ou “conquistando de forma magnífica”. A primeira alteração em seu logotipo ocorreu em 2006, quando o símbolo ganhou um novo design e a empresa adotou apenas o nome Huawei. A versão mais atual de sua identidade visual foi apresentada no mês de março de 2018.


Os slogans 
Building A Better Connected World. (2016) 
Make it Possible. (2013) 
Enrich Life Through Communication. (2003)


Dados corporativos 
● Origem: China 
● Fundação: 15 de setembro de 1987 
● Fundador: Ren Zhengfei 
● Sede mundial: Shenzhen, Guangdong, China 
● Proprietário da marca: Huawei Technologies Co. Ltd. 
● Capital aberto: Não 
● Chairman & CEO: Ren Zhengfei 
● Faturamento: US$ 92.5 bilhões (2017) 
● Lucro: US$ 7.2 bilhões (2017) 
● Valor da marca: US$ 7.578 bilhões (2018) 
● Presença global: 170 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 180.000 
● Segmento: Telecomunicações 
● Principais produtos: Smartphones, tablets, notebooks e redes de banda larga 
● Concorrentes diretos: Samsung, LG, Apple, Sony, Motorola, HTC, Xiaomi, Oppo, SAP e Ericsson 
● Slogan: Building A Better Connected World. 
● Website: www.huawei.com.br 

O valor 
Segundo a consultoria britânica Interbrand, somente a marca HUAWEI está avaliada em US$ 7.578 bilhões, ocupando a posição de número 68 no ranking das marcas mais valiosas do mundo de 2018. 

A marca no mundo 
A Huawei é fornecedora líder global de tecnologia de soluções de informação da indústria e das comunicações. É a maior fabricante de equipamentos de telecomunicação do mundo, e já é relevante no mercado corporativo. Um dos três segmentos da empresa, a Huawei Consumer BG, é responsável pela gestão de smartphones, notebooks, tablets, wearables, dispositivos de banda larga móvel, dispositivos familiares e serviços de nuvem em dispositivos, além de ser a terceira maior fabricante de smartphones do mundo (em 2017 foram mais de 153 milhões de unidades vendidas) e a marca mais vendida na China. A Huawei instalou mais de 1.500 redes em conjunto com as operadoras de telecomunicações, permitindo fornecer acesso à internet a mais de um terço da população mundial, em mais de 170 países. A empresa, que emprega mais de 180 mil pessoas e faturou US$ 92.5 bilhões em 2017, tem 36 centros comuns de inovação e 15 modernos centros de pesquisa espalhados pelo mundo, que em 2017 receberam US$ 13.8 bilhões em investimentos. 

Você sabia? 
Ter um preço competitivo nesse mercado é difícil, e uma das estratégias da Huawei é fabricar o próprio processador. Para isso, ela é proprietária da HiSilicon, maior fabricante de circuitos integrados da China. Os chips Kirin existem desde 2015 e têm obtido resultados bem impressionantes em benchmarks. 
A Huawei nunca abriu seu capital para acionistas. Mas o modelo de negócios é um pouco diferente. O CEO tem menos de 1.5% da empresa e o resto é dividido entre os próprios funcionários. Outro ponto peculiar é que a empresa é a única entre os gigantes chineses que tem mais renda gerada fora do país do que na terra natal. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), sites de tecnologia (tecmundo), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 21/11/2018

9.11.18

SPACEX


SpaceX. Guarde este nome. Considerada uma das empresas mais inovadoras do mundo, seu maior objetivo é explorar cada vez mais o universo e, no futuro, promover a colonização em outros planetas. O principal alvo é Marte. Com projetos cada vez maiores, ambiciosos e desafiadores, a empresa tem se mostrado um gigante no segmento aeroespacial. E para muitos céticos a SpaceX está trilhando um caminho ascendente. 

A história 
Tudo começou quando o visionário e empreendedor sul-africano Elon Musk (foto abaixo), também criador da montadora de carros elétricos Tesla e co-fundador do PayPal, idealizou o conceito da Mars Oasis. Esse projeto inicialmente previa a instalação de uma estufa experimental em Marte para o cultivo de plantas. Para dar prosseguimento a ideia, considerada por muitos um devaneio, ele foi à Rússia comprar um míssil balístico intercontinental (como era comum) e transformá-lo em um veículo lançador, com preços acessíveis. Sem sucesso. No voo de volta para os Estados Unidos Musk teve outra ideia: Porque comprar foguetes se eu posso construí-los? Segundo suas contas e projeções, ele poderia superar as tradicionais empresas de lançamento que atuavam no mercado ao criar um foguete de tamanho modesto que daria conta de atender a maior parte da demanda por lançamentos - basicamente satélites de pequeno porte e cargas destinadas à pesquisa. Com a ajuda de Tom Mueller, um engenheiro e atual diretor técnico da empresa, Elon Musk fundou a SpaceX (derivado do nome da empresa, Space Exploration Technologies Corporation) no dia 6 de maio de 2002, cuja primeira instalação estava localizada na cidade de El Segundo, no sul da Califórnia. Nos anos seguintes, com o desenvolvimento e a construção de foguetes próprios e o desenvolvimento de parte dos softwares necessários, Musk conseguiu economizar até 10 vezes no valor de lançamento dos veículos aeroespaciais.


Apresentado no dia 24 de março de 2006, o Falcon 1 (referência à nave Millenium Falcon, do filme Star Wars) foi o primeiro foguete de lançamento produzido pela SpaceX. O veículo aeroespacial foi criado para o lançamento de satélites na órbita da Terra. Após três testes fracassados (incluindo explosões) e problemáticos durante o lançamento, no dia 28 de setembro de 2008, o Falcon 1 fez história ao se tornar o primeiro foguete de combustão líquida produzido por uma empresa privada a atingir a órbita da Terra. O foguete carregava 163 quilos. Apesar do sucesso no lançamento, a empresa precisava de clientes. A salvação - ao menos para a SpaceX - veio no mês de dezembro de 2008, quando Musk ouviu rumores de que a NASA estava preparando o primeiro contrato de lançamentos que substituiriam o histórico ônibus espacial. A boa notícia chegou no dia 23 de dezembro, quando a NASA concedeu um contrato de US$ 1.6 bilhão a SpaceX, para realizar 12 voos até a Estação Espacial Internacional (conhecida como EEI). Esse modelo de foguete foi descontinuado em 2009.


O primeiro foguete da SpaceX foi substituído pelo modelo Falcon 9, lançado em 2010 e que marcou uma grande evolução na construção de veículos aeroespaciais. Seu design se manteve o mesmo do Falcon 1, mas em uma versão maior, com 70 metros de altura e 3,7 de diâmetro. O primeiro estágio do Falcon 9 contava com nove motores Merlin, propulsores desenvolvidos pela própria SpaceX. Em baixa órbita, o Falcon 9 tinha capacidade para carregar 22.8000 kg de carga. Já em órbita geoestacionária, o foguete carregava até 8.300 kg. Ainda em 2010, o Falcon 9 foi o responsável por levar a nave espacial Dragon ao espaço. A Dragon, também criada pela empresa, passou a ser utilizada principalmente para missões de reabastecimento da Estação Espacial Internacional. Além dos suprimentos, a Dragon pode transportar até 7 tripulantes. Em dezembro de 2015 a SpaceX conseguiu um feito inédito com o Falcon 9 realizando um pouso controlado em Terra, sem que houvesse danificação de suas estruturas. O foguete foi recuperado, reutilizado e lançado novamente pela empresa em 2017. A reutilização de foguetes é uma das grandes inovações da SpaceX. Investindo em tecnologia para o pouso em Terra desses foguetes a empresa economiza milhões, e os clientes também.


A grande estrela da constelação da SpaceX é o Falcon Heavy, considerado o maior foguete em operação no momento. Constituído de três módulos do Falcon 9, esse monstro colossal tem 70 metros de altura por 3,6 de diâmetro. O gigante é capaz de carregar até 17 toneladas de carga para fora do planeta Terra. Seus 27 motores são capazes de gerar um impulso de 23 mil kilonewtons (o equivalente a 18 aviões modelo Boeing 747), algo pouco a mais do que o dobro da capacidade do Delta IV Heavy (o até então foguete mais poderoso da atualidade, operado pela United Launch Alliance). O lançamento do Falcon Heavy ocorreu no dia 6 de fevereiro de 2018, com enorme sucesso e repercussão mundial. Claro, com a ajuda de uma grande jogada de marketing. A razão: o foguete levou para o espaço um carro da montadora Tesla (modelo roadster vermelho). Dentro do veículo foi colocado um boneco vestido de astronauta (com traje espacial Starman), além de uma placa com a frase “Feito na Terra por humanos”. E tudo isso com Space Oddity, de David Bowie, como trilha sonora, para deixar o momento histórico ainda mais emocionante. A façanha foi completada pelo retorno de dois dos três estágios do foguete à plataforma, pousando quase que simultaneamente, dando ares cinematográficos à transmissão, que foi feita ao vivo para o mundo todo. O veículo seguiu em direção à órbita de Marte, passando pelo Cinturão de Asteroides.


Após lançar um carro ao espaço, a SpaceX queria ir além. A empresa planeja lançar aproximadamente 12 mil satélites na órbita da Terra para criar uma rede de internet mundial. Chamado de Starlink, o ambicioso projeto já deu seus primeiros passos. No dia 21 de fevereiro de 2018, a SpaceX lançou um Falcon 9 com 2 satélites Starlink, conhecidos como Tintin-A e Tintin-B. Até 2024, a empresa pretende lançar mais de 4 mil satélites desse ambicioso projeto. Para instalar todos os satélites, a SpaceX gastará aproximadamente US$ 10 bilhões. Além disso, a empresa também lançou no mesmo foguete o satélite espanhol PAZ. Esse satélite conta com um radar que poderá passar informações meteorológicas e cobrirá necessidades governamentais e comerciais a nível mundial.


Aliando custos reduzidos de construir seus próprios foguetes com as facilidades e barateamento proporcionados pelo reuso deles, a SpaceX consegue cobrar um preço bastante inferior aos concorrentes e, com isso, cada vez mais abocanha uma fatia maior do mercado de exploração espacial, que gira em torno de US$ 200 bilhões por ano. Com a ascensão da empresa, Elon Musk mostra que é possível atingir grandes objetivos em direção à exploração do espaço. Afinal, desde o primeiro foguete - Falcon 1 - passando pelo Falcon 9 até chegar no Falcon Heavy, a empresa americana vem evoluindo em um ritmo frenético e com pioneirismo. A SpaceX foi a primeira a realizar um pouso controlado em Terra, primeira empresa privada a enviar uma nave para a EEI e a reutilizar seus foguetes, ampliando assim as possibilidades de explorar o espaço contando com a economia gerada pelos foguetes reutilizáveis.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 6 de maio de 2002 
● Fundador: Elon Musk 
● Sede mundial: Hawthorne, Califórnia, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Space Exploration Technologies Corp. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Elon Musk 
● Presidente: Gwynne Shotwell 
● Faturamento: US$ 2 bilhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: Não (presente somente nos Estados Unidos) 
● Funcionários: 7.000 
● Segmento: Aeroespacial 
● Principais produtos: Foguetes, naves espaciais e motores propulsores 
● Concorrentes diretos: NASA, United Launch Alliance, Arianespace, Orbital ATK, Stratolaunch Systems e Blue Origin 
● Ícones: Os foguetes Falcon 
● Website: www.spacex.com 

A marca nos Estados Unidos 
Atualmente a SpaceX, considerada a maior empresa aeroespacial privada do mundo, produz foguetes, naves espaciais, motores propulsores e plataformas. Até meados de 2018 a empresa já acumulava 60 lançamentos com enorme sucesso. Para realizar lançamentos de seus foguetes, a SpaceX conta com três bases: Cabo Canaveral (Flórida), Centro Espacial John F. Kennedy (da NASA) e Base da Força Área de Vandenberg (Califórnia). Em 2017 a empresa realizou 18 lançamentos, detendo 65% do mercado comercial de lançamentos. 

Você sabia? 
Cada missão com o foguete Falcon Heavy custa aproximadamente US$ 90 milhões. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), jornais (Valor Econômico, Folha e Estadão), sites de tecnologia (Canal Tech), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 10/11/2018  

30.10.18

WÜRTH


“Esteja o cliente onde estiver, a Würth estará sempre pronta para atendê-lo”. Construir, reformar, montar, produzir, reparar ou fazer manutenção. A marca alemã oferece ferramentas e produtos para atender qualquer uma dessas necessidades com eficiência e precisão. Por isso, a Würth é líder mundial em seus segmentos de atuação: fixação e montagem de materiais. 

A história 
A Alemanha de 1945 não parecia o melhor lugar para alguém investir a poupança de uma vida ou mesmo arriscar dinheiro em uma empreitada empresarial. Afinal, a economia do país estava em frangalhos e sua infraestrutura arrasada pelas bombas Aliadas despejadas durante a Segunda Guerra Mundial. Mas essa não era a opinião de Adolf Würth, morador de uma pequena cidade do interior chamada Künzelsau, em Baden-Württemberg. Nessa Alemanha devastada pela guerra, Würth percebeu que as obras de reconstrução necessitariam de máquinas e equipamentos. Adolf Würth, que trabalhava como vendedor neste ramo de atividade há 20 anos, com a ajuda de sua mulher, Alma, resolveu fundar uma pequena loja de 200 m² para comercializar parafusos e porcas. No início ele subia em sua carroça e saía pelas cidades vizinhas em busca de todo tipo de material que pudesse revender: prego, parafuso, porcas e peças de reposição para máquinas.


Apesar de um negócio pequeno e regional, as coisas iam bem até 1954, quando prematuramente o fundador da empresa faleceu aos 45 anos. Foi então que seu filho, Reinhold Würt, assumiu o comando da empresa com apenas 19 anos de idade. Nesta altura o volume de vendas era de €80 mil (valores atualizados). Nas décadas seguintes Reinhold transformaria um negócio local em um enorme grupo empresarial representado em todo o mundo. O extraordinário crescimento da economia alemã e o sucesso de sua indústria nas décadas do pós-guerra criaram uma demanda cada vez maior pelos produtos de fixação da Würth, necessários para reconstruir o país. Reinhold tinha mesmo um faro para negócios e soube se antecipar ao movimento da globalização, quando em 1962 inaugurou a primeira subsidiária no exterior, localizada na Holanda. Era o início de internacionalização da marca Würth, que rapidamente instalou subsidiárias na Itália, Suíça, Áustria e Bélgica. No final desta década, em 1969, as instalações da empresa na estação ferroviária em Künzelsau chegaram aos limites da sua capacidade. Com isso, os escritórios principais foram transferidos para um novo edifício em Gaisbach. Além disso, a empresa fundou a primeira subsidiária no continente americano, que inicialmente distribuía peças para indústrias automotivas nos estados de Nova York, New Jersey, Connecticut e Massachusetts.


Em 1970, ao completar o seu 25º aniversário, a empresa inaugurou uma filial na África do Sul. Já no Brasil, a empresa começou a operar em dezembro de 1972, e hoje o país desponta como uma das vedetes do conglomerado alemão. Em 1987, com a aquisição de uma empresa no Japão e a criação de outra subsidiária na Malásia, a Würth iniciou suas atividades na Ásia ficando assim representada em todos os continentes. A partir deste momento a Würth também cresceria escorada em aquisições de outras empresas locais e estrangeiras. Pouco depois, em 1990, a empresa conquistou um marco histórico ao inaugurar a primeira filial na antiga Alemanha Oriental, localizada na cidade de Dresden. No dia 15 de maio de 1992 foi inaugurado o novo edifício administrativo em Künzelsau-Gaisbach. O atrativo complexo arquitetônico integrava ainda um museu de arte aberto ao público em geral. E somente em 1994, a empresa alemã desembarcou oficialmente no enorme mercado chinês. No dia 27 de outubro de 2006, após cinco anos de intensas pesquisas, a empresa inaugurou uma moderna fábrica em Schwäbisch Hall para produzir novos tipos de células solares usando cobre, índio e selênio, em vez de silício.


Apesar do principal negócio da empresa ser o setor de fixação, a Würth diversificou sua linha de produtos ao longo das décadas, principalmente considerando a modernização automotiva, onde a marca avançou na implementação de outros itens, e com novas tecnologias como presilhas, colas e outros, além de ingressar em segmentos diversos como produtos químicos de fixação e ferramentas, tanto manuais como elétricas. Além disso, a Würth implantou uma rede de lojas próprias, que funcionam como uma vitrine dos produtos da marca onde são realizados cursos destinados a mecânicos, marceneiros e outros profissionais que utilizam as ferramentas e os insumos com o logotipo da marca alemã. Nessas lojas os clientes ainda contam com atendimento personalizado, promoções mensais, espaço agradável, enorme variedade de produtos, estacionamento e uma inovadora Sala de Testes totalmente equipada para que seja possível experimentar e testar qualquer produto antes de comprar. Mais recentemente, em 2017, a marca alemã abriu sua primeira loja na Província de Liaoning, nordeste da China.


Atualmente, por meio de um atendimento personalizado, a Würth oferece uma extensa gama de produtos inovadores e com a mais alta tecnologia, organizados em divisões voltadas ao atendimento de profissionais de segmentos diversos, tais como indústrias, veículos leves e pesados, máquinas agrícolas, madeireiras, construção civil e revendas. Suas atividades abrangem o comércio de peças de fixação, produtos químicos, ferramentas manuais, elétricas e pneumáticas e equipamentos de proteção individual.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas alterações ao longo dos anos. Desde 1956, o logotipo da marca possui como símbolo duas cabeças de parafusos colocadas frente a frente com o nome da marca no meio. A primeira alteração ocorreu em 1973 quando foi adotado uma nova tipografia de letra (agora na cor preta) e um novo design do símbolo. Uma década mais tarde, em 1983, esse logotipo passou por uma atualização quando foi adicionado uma listra em ambos os lados. O atual logotipo foi apresentado em abril de 2010, quando o nome da marca foi retirado do meio do símbolo e passou a ser utilizado ao lado direito.


Dados corporativos 
● Origem: Alemanha 
● Fundação: 1945 
● Fundador: Adolf e Alma Würth 
● Sede mundial: Künzelsau, Alemanha 
● Proprietário da marca: Adolf Würth GmbH & Co. KG 
● Capital aberto: Não 
● Chairman: Reinhold Würth 
● CEO: Bettina Würth 
● Faturamento: €12.7 bilhões (2017) 
● Lucro: €531 milhões (2017) 
● Lojas: 3.000 
● Presença global: 86 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 76.100 
● Segmento: Fixação e montagem 
● Principais produtos: Ferramentas, ferragens, furadeiras elétricas, instrumentos de medição e equipamentos de proteção 
● Concorrentes diretos: Stanley, Black & Decker, Irwin, Bosch, Bahco, Hitachi, Gedore, Makita, Tomboy e Snap-On 
● Ícones: O símbolo do logotipo 
● Slogan: Quality beats price. 
● Website: www.wurthdobrasil.com.br 

A marca no mundo 
Atualmente a Würth oferece uma completa linha com mais de 500 mil itens, possui mais de 400 filiais em mais de 85 países e emprega mais de 76.000 pessoas, das quais 32.000 são representantes de vendas assalariados. A empresa alemã oferece as seguintes linhas de produtos: fixação (parafusos, porcas, arruelas, rebites e grampos), produtos químicos (lubrificação, limpeza, superfície, vedação e adesivos), ferramentas (manuais, elétricas e pneumáticas) e equipamentos de proteção individual (luvas, óculos, máscaras, capacetes, calçados e roupas). Seus 3.5 milhões de clientes no mundo incluem empresas da indústria da construção, produção de madeira e metal, empresas automotivas e, cada vez mais, setores industriais. A marca alemã ainda mantém mais de 3 mil lojas próprias espalhadas pelo mundo. No ano fiscal de 2017 a empresa gerou vendas de €12.7 bilhões. 


Você sabia? 
Principalmente no Brasil, a marca alemã utiliza uma eficiente ação de marketing com vans em estilo show room, equipadas com compressores de ar, dotadas de eletricidade e equipamentos, onde o cliente pode testar as ferramentas na hora.  
Sempre preocupada com a qualidade de sua linha de produtos, a empresa possui uma estrutura diferenciada e criada para aumentar a satisfação de seus clientes também após a compra. Por exemplo, por meio do Würth Express, a empresa no Brasil entrega os pedidos dos clientes em diversas regiões do país no prazo máximo de 48 horas. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas).  


Última atualização em 30/10/2018