12.2.16

RICARDO ALMEIDA


Ternos com cortes impecáveis, mais justos, e caimento perfeito. Tecidos de alta qualidade e total atenção aos detalhes e acabamento. Foi assim que a grife de luxo RICARDO ALMEIDA conquistou clientes estrelados como o jogador Neymar Jr., Alexandre Borges, Luigi Baricelli, Roberto Justus e políticos como Aécio Neves e o ex-presidente Lula. Por isso, a RICARDO ALMEIDA é, indiscutivelmente, a preferida de dez entre dez homens bem vestidos que prezam por elegância, conforto e qualidade. 

A história 
A história de um dos nomes mais importantes da moda brasileira, Ricardo Luiz Pereira de Almeida, um paulistano nascido em 1955, começou cedo. Aos 11 anos ele já trabalhava na loja do pai - a Casa Almeida e Irmãos - de cama, mesa, banho. Até seus 14 anos, ajudava na época do Natal, depois, passou a trabalhar em tempo integral, ajudando o pai em tudo, como controlar o estoque em fichas manuais, mas principalmente na área de vendas. Em 1974, precisando de patrocínio para suas corridas de motocicleta, Ricardo (foto abaixo) começou a trabalhar no ramo de confecção como representante de vendas. Ao invés de um patrocínio conseguiu um emprego. Pouco depois, em 1977, ele começou a trabalhar em uma camisaria e, foi nessa época, que passou a se interessar por tecidos e modelagem. Praticamente autodidata, com a ajuda de livros, dicas de profissionais e uma intuição aguçada, além da obsessão pela perfeição, ele nunca pararia de inovar no segmento de moda masculina.


De 1978 a 1982, Ricardo foi sócio de uma confecção de destaque no mercado nacional. Para complementar seu conhecimento, viajava constantemente ao exterior, observava tendências da moda e estilos de vida. Ele chegou a desmontar muitas roupas importadas para investigar moldes e sistemas de montagem, e tinha como referência, o Seu Raimundo, modelista que o ensinou muito sobre modelagem. Em 1983, ele decidiu começar seu próprio negócio. Mudou então com uma pequena equipe formada por 4 pessoas para dentro de sua casa (onde permaneceu por quatro meses) e começou a esboçar o que seria a marca que levaria seu próprio nome. Pouco depois, montou uma pequena e modesta fábrica em junho daquele ano e fundou a Ricardo Almeida Indústria. Inicialmente Ricardo fabricava roupas somente para outras marcas.


Em 1985, mudou-se para um espaço muito maior, investiu em novos maquinários, montou uma linha de produção e chegou a ter 100 funcionários. Nesta época ele atendia diversas marcas, de Brooksfield a C&A, e fazia coleções femininas e masculinas. Além disso, vendia sua grife própria apenas para lojas multimarcas. Com a abertura das importações no início da década de 1990, e com o Plano Collor, Ricardo, sempre buscando trabalhar com as melhores matérias-primas disponíveis, optou por trazer os melhores tecidos, aviamentos e acessórios da Europa. Isso fez com que o custo do seu produto aumentasse significativamente. Alguns lojistas não aceitaram os novos valores e insistiram para que Ricardo voltasse a fabricar com insumos nacionais. Nesta época, o estilista resolveu tomar uma posição radical, parou de vender para todos os lojistas, diminuiu seu quadro de funcionários e decidiu abrir sua primeira loja própria, onde poderia escolher as melhores matérias-primas sem ter que se preocupar com preço de revenda por parte de lojistas.


Essa primeira loja própria foi inaugurada no mês de julho de 1991, no Morumbi Shopping, em São Paulo. Era uma loja totalmente à frente do seu tempo, toda com detalhes em inox, inclusive com mini turbinas de avião instaladas na parede, provador com porta automática, chão em mármore rosa e manequins suspensos como se estivessem em cápsulas verticais e cabeça em malha de metal. Na coleção, roupas femininas e masculinas. Aperfeiçoou-se em alfaiataria e propôs um novo shape, uma forma mais moderna de usar. Sua primeira peça de sucesso foi uma calça feminina, chamada A1. Já o homem RICARDO ALMEIDA era forte e imponente, ombros largos, ombreira cheia e cores com muita personalidade. Laranja, limão, roxo e azul, esse era o homem da marca. Com essa proposta e posicionamento, o sucesso entre publicitários e artistas era inevitável. A mulher, por sua vez, era sexy e extravagante, blazer cinturado com as costas todas abertas, trançadas por um fino cordão, bodies em cóton e muitas fivelas. Ricardo acreditava que o homem e a mulher não podiam estar vestindo o mesmo terno clássico, pois um mataria a roupa do outro. Ele apostava em um homem poderoso ao lado de uma mulher sensual e feminina. Ainda neste ano Ricardo desenvolveu seu primeiro figurino para Rede Globo, na Minissérie “O Sorriso do Lagarto”, para o ator Raul Cortez, que se tornou seu grande amigo e incentivador. Com isso a grife RICARDO ALMEIDA começava a ganhar destaque no universo da moda brasileira.


Já em março de 1992 foi inaugurada a que seria a principal loja da marca por muito tempo, no Shopping Iguatemi, em São Paulo. Até 1994 a grife vendia para homens e mulheres, até que decidiu trabalhar exclusivamente com alfaiataria masculina. Em 1995, um novo sucesso. Vestindo o ator Edson Celulari na novela “Explode Coração”, da Rede Globo, ele apresentou ao público o inovador terno de três botões. Com isso, Ricardo ditou moda e difundiu o novo estilo em todo país. Com a novela no ar, o paletó de três botões virou um enorme sucesso. Nessa época Ricardo se consolidou como o estilista preferido entre executivos, publicitários e artistas. No ano seguinte, o estilista inaugurou um espaço para atender clientes e amigos. Localizado em uma charmosa vila, no bairro da Vila Nova Conceição, ele passou a receber, com mais privacidade, clientes, para um atendimento mais personalizado. Ainda este ano produziu seu primeiro desfile a convite de Paulo Borges. No mês de janeiro de 1997, em seu segundo desfile, já com mais experiência, o estilista trouxe da Itália tecidos em lã metalizados, pratas, dourados e esverdeados. Nas camisas muita transparência e sensualidade, desabotoadas até a cintura. No ano seguinte conquistou o prêmio Agulhas de Ouro – Melhor do Ano em Moda Masculina.


Nos anos seguintes, o estilista continuou inovando e ousando em seus desfiles, como por exemplo, modelos de smoking calçando Havaianas. Além disso, colocou a primeira mulher na passarela da marca: a modelo Mariana Weikert. Em 1999, lançou sua primeira linha de camisetas estampadas “2K” em referência à chegada do ano 2000 e o possível “bug do milênio”. E a confirmação do sucesso do estilista e de sua marca, veio em 2000 quando Ricardo foi convidado pela Longines, tradicional marca suíça de relógios, para representar o Brasil, junto com Walter Rodrigues, em um desfile comemorativo na cidade alemã de Munique. Pouco depois, em 2001, ele foi convidado, junto com Glória Coelho, para desenvolver o uniforme da tripulação da GOL. Este uniforme foi usado por muito tempo pela companhia aérea. Ainda este ano, em resposta às críticas da imprensa no desfile anterior, Ricardo fez um desfile com todos os modelos encapuzados. Não se via a cara, nem as mãos, apenas a roupa. Eram como manequins de vitrine em movimento. O único foco era a roupa. Em 2002, ocorreu o lançamento da linha esporte RA SPORT, com peças mais informais como camisetas, calças com recortes diferenciados e jaquetas com zíperes e bolsos. Além disso, foi a primeira vez que Ricardo lançou peças em jeans.


Nesta época, o estilista voltou a figurar nos holofotes quando a convite do marqueteiro Duda Mendonça, foi chamado para reformular a imagem do então candidato à presidência, Luiz Inácio Lula da Silva. O estilista propôs um costume mais certo ao corpo, que o deixaria visualmente mais magro e elegante. A grife RICARDO ALMEIDA vestiria Lula por muitos anos. A partir daí, a marca passou a ser vista não somente como uma roupa voltada para artistas e modelos e sim para um homem real. Com isso a grife passou a ter uma enorme procura de seus ternos slim para clientes clássicos, buscando uma silhueta longilínea. Advogados, banqueiros, executivos de todas as áreas passaram a ver na marca uma possibilidade para uso no dia a dia e não só para ocasiões especiais. A partir deste momento, a RICARDO ALMEIDA focou sua coleção na alfaiataria tradicional com toques de ousadia, trazendo novos padrões e ampliando os leques de opções do consumidor da marca. Em 2005, a Hering convidou Ricardo Almeida para desenvolver camisetas do projeto Câncer de Mama – Masculino e Feminino. Neste ano a grife apresentou sua primeira coleção infantil.


Nos anos seguintes o estilista continuou desenvolvendo sua grife com a abertura de novas lojas (incluindo uma unidade na capital Brasília), a ampliação do leque de lojas multimarcas de 12 para 50 pontos de venda, o lançamento da linha OFFICE (mais acessível, que chegou para complementar o guarda roupa masculino com costumes, camisas e gravatas, para atender as necessidades do dia a dia do executivo) e assinando novos projetos, como por exemplo, em 2008 quando desenvolveu todo figurino da equipe de jornalistas da TV Globo para os Jogos Olímpicos desse ano. Em 2010, a empresa mudou toda sua produção para o bairro do Bom Retiro, devido a sua localização mais próxima à mão de obra, fornecedores de insumos e equipamentos. Depois de um longo período de adaptação, sua produção praticamente triplicou e deu um salto de qualidade com a chegada de equipamentos importados da Alemanha. O ano de 2011 foi marcado pelo crescimento da linha casual dentro da RICARDO ALMEIDA. Tênis, camisas polo, camisetas e jeans se tornam itens de desejo e começaram a complementar a linha de alfaiataria. Em 2012, com o objetivo de suprir uma necessidade do mercado feminino, a marca cria a linha For Special Ladies, que capta a personalidade da mulher que preza estar confortável e bem vestida, e desenvolve uma coleção que realça, modela e valoriza as curvas femininas, deixando-as ainda mais belas. O estilista reitera a clássica alfaiataria da sua marca: minimalista e funcional, com corte e modelagem impecável. Além de inaugurar a primeira loja da marca do nordeste, a marca desenvolveu também uma coleção de tênis batizada de Extreme Comfort. Todo o processo de criação e desenvolvimento, que se iniciou com meses de pesquisa e preocupação extrema com o conforto do cliente, resultou em um tênis que de tão macio e flexível, consegue ser enrolado na mão igual a uma meia.


Outro fato importante ocorrido em 2012 foi a abertura, no dia 21 de novembro, da loja de 600m² localizada na Rua Bela Cintra, no badalado bairro dos Jardins em São Paulo. Essa loja substituiu o atelier na Vila Nova Conceição. A loja se transformou em um espaço onde o estilista poderia expor tanto a coleção masculina quanto a feminina. O projeto foi desenhado pelo próprio estilista, que projetou móvel por móvel e inclui no layout uma parede de fotos que contam a trajetória de sua marca. No ano seguinte a grife inaugurou sua primeira loja exclusivamente para moda feminina. Já em 2014, com objetivo de reforçar sua presença no universo online, Ricardo Almeida lançou seu blog, um espaço simples e interativo onde pode compartilhar com seus clientes e admiradores um pouco do seu know-how e de suas preferências. Pouco depois a grife lançou seu comércio eletrônico. Em 2015 a marca continuou sua expansão com a inauguração de novas lojas nas cidades de Campinas, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 1983 
● Fundador: Ricardo Luiz Pereira de Almeida 
● Sede mundial: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Scarface Indústria e Comércio de Confecções Ltda. 
● Capital aberto: Não 
● Presidente e estilista: Ricardo Almeida 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 16 
● Presença global: Não (presente somente no Brasil) 
● Funcionários: 300 
● Segmento: Moda 
● Principais produtos: Ternos, camisas, gravatas, calçados e acessórios 
● Concorrentes diretos: Brooksfield, Camargo Alfaiataria, Hugo Boss, Giorgio Armani e Ermenegildo Zegna 
● Ícones: Os ternos com cortes justos 

A marca no Brasil 
Atualmente a grife de luxo RICARDO ALMEIDA possui 16 lojas próprias (sendo duas exclusivamente voltadas para a moda feminina) localizadas em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Recife, entre outras. A marca também comercializa seus produtos em mais de 100 lojas multimarcas exclusivamente selecionadas e através de seu comércio eletrônico. A RICARDO ALMEIDA tem um setor especial exclusivo para atender noivos em algumas de suas lojas. A fábrica da empresa em São Paulo tem capacidade de produção superior a 1.500 ternos e mais de 8.000 camisas por mês. Além disso, as camisetas da marca são produzidas no Peru e as gravatas na Itália. 

Você sabia? 
Em abril de 2008 o estilista inaugurou o Instituto Ricardo Almeida, em parceria com a Microlins, voltado à formação de costureiras. 
Em 2014 a RICARDO ALMEIDA foi responsável pelo desenvolvimento do uniforme dos apresentadores de diversos canais que transmitiram a Copa do Mundo de Futebol: Fox Sports, SporTV e Globo. 
Embora tenha produção industrial, o estilista não abre mão do trabalho personalizado de alfaiate – hoje chamado “personal stylist”, para seus clientes mais fiéis. Desde o atendimento, até a escolha do tecido para o traje, ele faz questão de acompanhar tudo de perto. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Exame e Época Negócios), jornais (Valor Econômico e Folha), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 12/2/2016

3.2.16

BUTTERFINGER


Uma deliciosa e irresistível barra do mais puro chocolate ao leite com recheio de pasta de creme de amendoim. Que quando mordida tem uma textura crocante e derrete suavemente na boca. Essa é a receita de sucesso do chocolate BUTTERFINGER, uma das mais adoradas guloseimas entre os americanos. 

A história 
Tudo começou em 1916 quando Otto Y. Schnering fundou uma pequena panificadora na cidade de Chicago, estado de Illinois. Paralelamente ao seu novo negócio ele criou uma pequena divisão de doces. O sucesso de seus doces foi tanto que ele resolveu se concentrar apenas nesse mercado, trocando o nome da empresa para Curtiss Candy Company. Um dos produtos de maior sucesso era uma barra de nozes coberta com chocolate chamada Kandy Kate. Depois de lançar o chocolate Baby Ruth (amendoins e nougat, recoberto pelo mais puro chocolate ao leite), em 1923 ele criou uma deliciosa guloseima que consistia em uma barra fina de chocolate com recheio cremoso de pasta de amendoim. Um concurso foi realizado para criar o nome do novo chocolate. O ganhador foi BUTTERFINGER. O termo “Butterfinger” data desta época, quando os locutores esportivos usavam a expressão para descrever os atletas que não conseguiam segurar uma bola de beisebol ou futebol americano. Ou seja, tinham dedos de manteiga.


Pouco depois, para divulgar o chocolate, a empresa ousou ao lançar de aviões pequenas miniaturas de BUTTERFINGER sobre várias cidades americanas. Nas décadas seguintes o chocolate foi se tornando bastante popular entre os americanos, chegando até ser introduzido no mercado canadense, e a empresa Curtiss Candy Company foi adquirida em 1964 pela Standard Brands Inc. que depois se fundiu com a tradicional Nabisco em 1981. Uma história conta que neste momento a receita original do BUTTERFINGER foi perdida, e a Nabisco precisou criar uma nova fórmula para o chocolate. Durante esta década o BUTTERFINGER foi perdendo participação de mercado para outras marcas, especialmente a Reese’s, sua maior rival. Além disso, sua imagem estava desgastada e envelhecida. Finalmente no ano de 1990 a suíça Nestlé comprou as marcas BUTTERFINGER e Baby Ruth da empresa RJR Nabisco (que na época havia se tornado um conglomerado de indústria de tabaco e alimentos). Com isso, a marca ganhou maior poder de distribuição, produção e foi praticamente relançada no mercado da América do Norte. A Nestlé também introduziu BUTTERFINGER em novos mercados como México, Reino Unido e Austrália.


Nas duas décadas seguintes a Nestlé ampliou a linha de produtos da marca com a criação e lançamento de novas versões, que mantiveram o delicioso sabor de amendoim amanteigado, como por exemplo, Butterfinger BB’s (1992), pequenas bolinhas do chocolate original vendidas em sacos; Butterfinger Crisp Bar (2004), biscoitos de wafers recheados com manteiga de amendoim e recobertos de chocolate ao leite; Butterfinger Snackerz (2010), pequenos pedaços de chocolate com um recheio ainda mais cremoso de pasta de amendoim; e Butterfinger Bites (2012), pequenos pedaços do chocolate original.


Além disso, versões sazonais foram criadas, como para a comemoração do Dia das Bruxas, onde o delicioso chocolate tem cerca de 1/4 do tamanho da barra original (Butterfinger Fun Size). Já para as festas de final de ano BUTTERFINGER ganha formato de sino e na Páscoa se transforma em um ovo. Outras novidades não fizeram tanto sucesso, como por exemplo, Butterfinger Buzz, que possuía 80 gramas de cafeína em cada barra, quantidade igual da maioria das bebidas energéticas do mercado. A marca BUTTERFINGER também foi estendida para o uso em sorvetes e até misturas de biscoito.


Durante esses anos, além da expansão da linha de produtos, a Nestlé reposicionou a marca no mercado investindo pesado em publicidade e marketing. Durante a década de 1990, a marca utilizou como seu principal garoto-propaganda o personagem Bart Simpsons, que com seu jeito irreverente e malicioso criou uma nova personalidade para o produto, inclusive aparecendo nas embalagens. A famosa campanha apresentava Bart em contínuas aventuras contra o diretor da escola e Homer (seu pai), que tentavam sem sucesso colocar as mãos em seu BUTTERFINGER. A icônica campanha ficou marcada pelo slogan “Nobody better lay a finger on my butterfinger!” (algo como “É melhor ninguém encostar um dedo no meu Butterfinger”). Ao todo foram mais de 150 comerciais de televisão com a turma divertida dos Simpsons até 2001. Os chocolates da marca também apareceram em diversos episódios dos Simpsons. Outros garotos-propagandas da marca foram Seth Green (2009), Erik Estrada (2010), Rob Lowe (2011) e Jamie Pressly (2012).


Já em 2008, em pleno Dia da Mentira (Primeiro de Abril), a BUTTERFINGER fez uma brincadeira com os consumidores da marca. Foi anunciado que a marca BUTTERFINGER tinha sido aposentada e que o novo nome do produto - The Finger - estava em vigor imediatamente. Para dar veracidade à sadia brincadeira, em parceria com a rede lojas de conveniência 7-Eleven, foram distribuídas gratuitamente barras do tradicional chocolate envoltas em embalagens com “o novo nome do produto” para 200 mil pessoas. Todas essas ações tornaram BUTTERFINGER novamente popular entre os consumidores, especialmente jovens.


A mais recente novidade da marca, introduzida em 2014, é o Butterfinger Peanut Butter Cup, tortas de chocolate ao leite com recheio que mistura pasta de amendoim cremosa com crocante (também disponível na versão mini). O produto foi introduzido para concorrer diretamente com o formato tradicional do Reese’s, seu maior rival. Em fevereiro de 2015, a Nestlé anunciou seu compromisso de eliminar a totalidade dos corantes e sabores artificiais de toda linha de produtos BUTTERFINGER. A marca é tão importante para a Nestlé no mercado americano, que no ano de 2016 voltou a anunciar no intervalo do Super Bowl (a final do futebol americano profissional), que possui os 30 segundos mais caros da publicidade mundial, com a campanha “Bolder than Bold”.


A evolução visual 
O logotipo da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos. Inicialmente na cor azul, a identidade visual ganhou também a cor amarela e, a partir da década de 1990, passou a ostentar o logotipo da Nestlé.


Os slogans 
Nobody’s gonna lay a finger on my Butterfinger. 
Bite my Butterfinger! (1998) 
Nothin’ like a Butterfinger. 
Break out of the ordinary. 
Follow the Finger. 
Crispety, crunchety, peanut-buttery Butterfinger.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Lançamento: 1923 
● Criador: Otto Y. Schnering 
● Sede mundial: Vevey, Suíça 
● Proprietário da marca: Nestlé S.A. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Paul Bulcke 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 10 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Segmento: Confeitos 
● Principais produtos: Chocolates 
● Concorrentes diretos: Reese’s, PayDay, Snickers e 5th Avenue 
● Slogan: Nobody’s gonna lay a finger on my Butterfinger. 
● Website: www.butterfinger.com 

A marca no mundo 
Atualmente BUTTERFINGER, um dos chocolates mais tradicionais e consumidos do mercado americano, oferece inúmeras variedades de formas e tamanhos em aproximadamente 10 países ao redor do mundo. O chocolate é bastante popular nos Estados Unidos, Canadá, México e Reino Unido.  
Você sabia? 
BUTTERFINGER chegou a ser comercializado na Alemanha. Mas foi retirado do mercado devido a alta rejeição dos consumidores por ter sido um dos primeiros produtos que informava no rótulo conter ingredientes geneticamente modificados em sua formulação. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 3/2/2016

27.1.16

FREDDO


A rede argentina FREDDO se destaca pelo compromisso com a artesanalidade de seus produtos e a preocupação com a qualidade de cada receita. Tudo para oferecer aos seus devotos consumidores sorvetes de sabores excepcionais. Em todas as iniciativas a rede atua em três frentes: artesanalidade, argentino e doce de leite (o número de sabores à base deste ícone da gastronomia argentina - sete, além do tradicional - não nega a origem da marca, nascida em Buenos Aires). Considerada a rede com o sorvete artesanal mais delicioso da Argentina, a FREDDO espalhou seus deliciosos gelados para outros países, sempre oferecendo um produto único, artesanal e de alta qualidade. 

A história 
Tudo começou no ano de 1931, com a chegada na Argentina dos primos Luigi Aversa e Salvador Guarracino, originários de Sorrento, pequena cidade do Sul da Itália, conhecida pelas belas praias, falésias e pelos deliciosos sorvetes. Inicialmente Luigi se instalou em La Plata, onde encontrou seu primo Julio Pérsico, dono de uma pequena barraca de verduras, e fundou a “Helados Persico” para a produção do tradicional sorvete italiano. Já Salvador se fixou em Buenos Aires, onde abriu uma modesta barraca de frutas. Apesar do tempo separá-los, por força do destino Luigi e Salvador voltaram a se reencontrar e, em uma manhã de verão de 1969 inauguraram a primeira loja da FREDDO, na esquina das ruas Pacheco de Melo e Callaono, em pleno coração de Barrio Norte, na cidade de Buenos Aires, trazendo o verdadeiro doce de leite argentino como carro-chefe de seus sorvetes.


Em 1975 foi inaugurada a segunda loja no bairro Recoleta, um verdadeiro centro turístico de Buenos Aires. A terceira unidade seria inaugurada em 1978. A excelente qualidade, a textura cremosa e o sabor artesanal de seus sorvetes transformaram a FREDDO, já na década de 1980, em um verdadeiro clássico argentino. E todos pediam mais. Foi assim que, nos anos seguintes, a rede inaugurou novas lojas em bairros conhecidos da cidade, em importantes shoppings, na Grande Buenos Aires e na costa atlântica do país.


O sucesso foi tamanho que no ano de 1990 a FREDDO decidiu atravessar a fronteira e inaugurar uma loja em Punta del Este, badalado balneário do Uruguai. A primeira unidade fora de seu país de origem foi um verdadeiro sucesso, muito em virtude da enorme presença de argentinos em Punta del Este, especialmente nos meses de verão. Tamanho sucesso chamou a atenção de grupos de investidores, que acabaram comprando a empresa no final da década de 1990. Pouco depois, a rede adotou o sistema de franquia, o que possibilitou sua expansão para o interior da Argentina. Em fevereiro de 2004, com uma melhor situação econômica na Argentina, a FREDDO foi novamente adquirida, desta vez pelo grupo Pegasus, por US$ 20 milhões. Já no ano seguinte a marca foi reposicionada no mercado, apresentou novas embalagens, novos sabores e ambientação das lojas e iniciou um novo processo de expansão, que incluiu a abertura de uma loja no Paraguai.


Finalmente no mês de abril de 2011, com mais de 85 lojas espalhadas pela América do Sul, a FREDDO inaugurou sua primeira loja no Brasil, na Rua Normandia, no bairro de Moema, zona sul da capital paulista. Dentre os sabores trazidos ao Brasil estavam tramontana (creme com doce de leite e biscoito coberto de chocolate), chocolate belga, brigadeiro (desenvolvido especialmente para o país), amora, tangerina e Malbec (feito com vinho Malbec e frutas vermelhas). Nos anos seguintes a rede cresceu no mercado brasileiro, inaugurando novas unidades em diversas cidades e esfriou de vez a rivalidade com a Argentina, mostrando que a competitividade não entrou no campo da gastronomia. Em 2014, a rede deu mais um importante passo para sua internacionalização ao inaugurar uma moderna loja na Carolina do Norte e pouco depois, na cidade de Miami, no ensolarado estado da Flórida.


Para manter as características e o sabor, toda a produção é centralizada na Argentina e Uruguai, onde são fabricados mais de cinco milhões de toneladas de sorvete por ano. A receita é baseada em gelados italianos e chegou à Argentina com os imigrantes no fim dos anos de 1.800 e conta com rigoroso processo que garante a alta qualidade. Um dos principais diferenciais da marca, muito utilizado em sua estratégia de comunicação, é a produção 100% artesanal, sem a adição de produtos químicos como conservantes, saborizantes, emulsificantes. Todo o processo de produção é supervisionado rigorosamente, desde a escolha da matéria-prima, por meio do acompanhamento de cada etapa, até a maneira como são servidos, em cones, para acentuar sua cremosidade, pelo mesmo mestre-sorveteiro. Esse cuidado faz com que os consumidores tenham a mesma experiência em todos os países em que a marca está presente. Os sorvetes são trazidos para Brasil em caminhões ultra refrigerados, com aproximadamente menos 30 graus. Nas lojas os sorvetes ficam expostos a menos 14 e menos 18 graus, temperatura que permite o armazenamento por até 30 meses.


Para oferecer produtos voltados para o paladar local, a rede conta com o trabalho de uma chef brasileira que faz combinações focadas neste público. A variação acontece apenas na mistura de sabores, mas os insumos são os mesmos oferecidos em outros mercados. Hoje em dia são mais de 40 deliciosos sabores, sendo os mais vendidos os de “dulce de leche” (há versões “puro”, com amêndoas, com pedaços de doce de leite, brownie, etc.) e chocolate (são mais de 10 tipos), além das combinações com frutas (limão, laranja, tangerina e pomelo são lavadas, cortadas e espremidas manualmente para garantir a máxima qualidade e sabor).


Apesar da tradição de quase meia década, a FREDDO se renova constantemente ao lançar anualmente aproximadamente 15 produtos, como por exemplo, os especiais Cubanitos (deliciosos canudos de waffle, recheados de sorvete e cobertos com chocolate artesanal), Trifreddo Doce de Leite (combinação de sorvete de chocolate, sorvete de doce de leite, suspiros, calda de doce de leite e farofa), Batidos (bebidas com sorvetes de frutas, sucos e caldas) e Cafés Especiais (Baunilha e Leite, Doce de Leite Latte e Mocha Branca), além de aumentar a variedade de sabores. A rede também oferece uma linha sem glúten, com baixa caloria e kosher. Para se manter presente na memória do consumidor a marca investe continuamente em inovação, que vai além dos deliciosos sorvetes. Recentemente, a FREDDO passou a vender em suas unidades brasileiras potes do tradicional doce de leite argentino, ativo que consolidou a marca internacionalmente. Para levar a experiência para as residências, as lojas passaram a oferecer potes para viagem, aumentando o volume de compra, e, consequentemente, o tíquete médio. Outra novidade recente foi a comercialização do panetone premium com recheio de doce de leite.


Assim como qualquer outro player do segmento, a sazonalidade também tem alto impacto nas vendas na FREDDO. Para superar este desafio, a marca aglutinou uma cafeteria ao modelo de negócio trazido para o mercado brasileiro. Nos períodos mais frios, a rede aposta na oferta de produtos com insumos agregados, como sobremesas e produtos mais elaborados, que levem toppings e coberturas. Além de uma linha de sanduíches, salgados e chás. Os cafés e bebidas com sorvete também garantem vendas adicionais. Em determinadas lojas, a venda de itens de cafeteria chega a representar 60% das vendas em meses mais frios.


Dados corporativos 
● Origem: Argentina 
● Fundação: 1969 
● Fundador: Salvador Guarracino e Luis Aversa 
● Sede mundial: Buenos Aires, Argentina 
● Proprietário da marca: Grupo Pegasus 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Sergio Gratton 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 170 
● Presença global: 7 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 500 
● Segmento: Sorveterias 
● Principais produtos: Sorvetes artesanais, bebidas geladas e doces 
● Concorrentes diretos: Persicco, Chungo, Ben & Jerry’s, Häagen-Dazs, Cold Stone Creamery, Bacio di Latte e Freddissimo 
● Ícones: Os sorvetes de doce de leite 
● Website: www.freddobrasil.com 

A marca no mundo 
Hoje em dia, a FREDDO possui mais de 170 lojas em sete países como Argentina, Brasil, Uruguai, Paraguai, Chile, Reino Unido e Estados Unidos. No Brasil a rede possui aproximadamente 50 lojas em cidades como Brasília, São Paulo, Campinas, Vitória, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Natal, Joinville, Ribeirão Preto e Curitiba. 

Você sabia? 
No Reino Unido, por razões legais, a rede atua com o nome de FREGGO
Toda a operação no Brasil é composta por franquias, que está disponível no modelo quiosque e loja. Mais recentemente a marca lançou um novo formato para expandir ainda mais sua presença no mercado brasileiro: o Carrinho Freddo. Com design vintage, oferece seis sabores 100% artesanais, com as clássicas receitas que o consumidor encontra nas lojas e quiosques já existentes pelo país. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Isto é Dinheiro, Veja e Época Negócios), jornais (Meio Mensagem e Valor Econômico), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 27/1/2016

19.1.16

LA MARTINA


Suas roupas e equipamentos podem ser vistos em boa parte das realezas europeias. Os príncipes William e Harry já foram clicados vestindo suas roupas. A LA MARTINA, marca argentina de roupas esportivas focada no aristocrático polo a cavalo é um verdadeiro fenômeno e case de marketing mundial. Em três décadas, a LA MARTINA se tornou uma marca super premium nascida e crescida junto ao polo e ao seu típico estilo de vida. O conceito da marca agrega ao seu ar europeu a elegância e o charme intrínsecos ao polo, mesclados à naturalidade do homem do campo, que valoriza a família, a amizade e a autenticidade de sentir a natureza e seus espaços abertos como parte de sua essência. 

A história 
Unir estilo e paixão foi o que propôs o empresário italiano Lando Simonetti quando, inspirado pelo polo a cavalo, um dos esportes mais elitistas do mundo, resolveu criar a marca LA MARTINA, batizada assim em homenagem a um famoso clube de polo argentino. Apesar de ter nascido na Itália, Lando viveu boa parte de sua vida na Argentina, país que reinventou o polo a cavalo, apesar do esporte na era moderna ter sido desenvolvido pelos ingleses (muitos pesquisadores alegam que surgiu na Ásia). No início da década de 1980 ele vivia na cidade americana de Boston e era diretor internacional de uma marca de jeans. Nessa época ele queria criar sua própria marca. Apesar de não ser jogador de polo e muito menos ter haras para criar cavalos, ele se deu conta que o exclusivo esporte iria influenciar a maneira de se vestir dos ricos e famosos. E foi justamente na cidade de Boston que ele iniciou o projeto para sua nova marca.


Em 1985, voltou para a Argentina, se casou com uma famosa apresentadora de televisão, Gachi Ferrari, e criou oficialmente a LA MARTINA na cidade de Buenos Aires, considerada desde 1936 a capital mundial do polo a cavalo. Com isso, surgia também a La Casona, loja conceito da marca, instalada em uma magnífica propriedade com grandes lareiras, vitrais e mobiliário exclusivo. Inicialmente a marca produzia equipamentos técnicos para a prática do polo a cavalo, como botas, capacetes, tacos, protetores e até selas. E antes que a LA MARTINA fosse conhecida na Argentina, ele partiu rumo a Europa para implantar e desenvolver sua marca. Primeiro convenceu algumas lojas especializadas a venderem seus produtos. Depois investiu sobre os tradicionais clubes de polo ingleses, como Eton College (lugar onde estuda a realeza inglesa e os mais ricos e influentes do mundo), Oxford e Cambridge, dando de presente as tradicionais camisas pólos, uma forma de promover sua marca entre os praticantes do esporte. Depois, teve êxito em ingressar nos principais eventos de polo da Europa. E isto, não somente deu exposição a LA MARTINA como colocou-a lado a lado com marca luxuosas como Cartier, Land Rover e Pommery, tradicionais patrocinadoras de eventos de polo a cavalo.


Desde o início a marca se preocupou com a qualidade de seus produtos, não somente em relação ao design, mas também pelo conforto e segurança para os jogadores de polo. Nos anos seguintes continuou investindo na divulgação da LA MARTINA em tradicionais universidades americanas que possuíam praticantes e times de polo, como por exemplo, Yale e Harvard. Em 1987, a realização do primeiro campeonato mundial de polo em Buenos Aires, foi de extrema importância para a exposição internacional da LA MARTINA.


A partir da década de 1990, a LA MARTINA, até então uma marca de equipamentos técnicos para polo a cavalo, começou a ingressar no segmento da moda, oferecendo a sofisticação e o luxo do estilo de vida do polo através de roupas e acessórios. Rapidamente as camisas pólos da marca, que hoje custam a partir de US$ 150, se tornaram um enorme sucesso. Em 1992 inaugurou um corner dentro da loja de departamento Harrods em Londres. Pouco depois, em 1994, a empresa criou a divisão POLO MANAGEMENT GROUP, responsável por organizar eventos e torneios de polo no mundo inteiro. Em 1998, a LA MARTINA inaugurou sua primeira loja própria na cidade de Saint-Tropez na França. Nos anos seguintes a marca inaugurou inúmeras lojas em cidades como Madri, Milão, Londres, Zurique, Capri, Sylt, Paris e Roma. Em 2003 a LA MARTINA inaugurou sua primeira loja no Oriente Médio, em Dubai, no Emirados Árabes Unidos, um país com forte vínculos nos esportes a cavalo. Durante esse período de expansão, a LA MARTINA também ampliou sua linha de produtos com o lançamentos de coleções de roupas e acessórios para mulheres e crianças. Nesta época a LA MARTINA já tinha se transformado em uma marca de luxo.


E o desenvolvimento internacional da marca continuou em 2007, quando a marca argentina passou a ser patrocinadora oficial da Federação Internacional de Polo. Dois anos mais tarde, contando com a presença da Rainha Elizabeth II, a LA MARTINA inaugurou uma sofisticada loja dentro do Guards Polo Club, o mais tradicional clube de polo do mundo, extremamente ligado a realiza inglesa, que está localizado em Windsor. Em 2011, a LA MARTINA assinou um contrato de parceria com a montadora italiana Maserati para a criação de diversas linhas de produtos. Dando continuidade ao seu plano de expansão internacional, a partir de 2013 a marca iniciou a inauguração de lojas pela Ásia, em países como Malásia, Cingapura e Tailândia.


Após inaugurar sua primeira loja no Brasil, no luxuoso shopping Cidade Jardim, em São Paulo, no ano de 2013 a marca argentina abriu uma loja na cidade de Campinas, que foi estrategicamente escolhida pois fica próxima aos principais campos brasileiros de polo a cavalo, como o Helvetia e o Fazenda Boa Vista. Em 2014, a marca, conhecida mundialmente pela beleza, elegância e qualidade de peças inspiradas no universo do aristocrático esporte, lançou no mercado europeu a Cortos, um modelo de botas nascidas nos campos de polo. É uma reinterpretação, reduzida à altura do tornozelo e mais leve, da bota técnica de polo, muito dura e pesada para caminhar ou dirigir. A empresa também desenvolveu um novo conceito de loja: LA MARTINA CUEROS, que vende apenas acessórios feitos em couro de alta qualidade, nada de roupas. E em 2015, a marca inaugurou uma nova loja na cidade de Londres, a poucos passos do Palácio de Buckingham. Recentemente a LA MARTINA se tornou objeto de estudo, devido ao seu enorme sucesso, pela Universidade de Harvard.


A LA MARTINA está constantemente na vanguarda da pesquisa, desenvolvimento de materiais e produtos técnicos para os melhores jogadores de polo do mundo. A marca argentina entende que polo é uma paixão, um modo de vida, um esporte com uma história única e uma cultura que precisa ser preservada. Hoje em dia o posicionamento da LA MARTINA como marca de luxo é norteado pela manufatura caracterizada pelo uso de técnicas artesanais – facilmente identificadas pela quantidade de detalhes, como por exemplo, os aplicados em suas tradicionais camisas pólos mais elaboradas, como as cores diversas, golas duplas, patch e botões com as cores de bandeiras – e a preocupação constante com a qualidade e maciez do algodão e do couro (um dos carros chefe da marca). A marca oferece coleções masculinas, femininas e infantis em linhas de camisas e camisas pólos (das diferentes seleções nacionais e de clubes internacionais), calças (sarja e jeans), bermudas, perfumes, bolsas e as famosas jaquetas produzidas com couro nobre da Argentina. A marca também vende equipamentos técnicos para o esporte como selas, botas, capacetes, luvas, tacos, protetores, óculos e roupas.


A LA MARTINA não utiliza o jogo de polo para promover seus produtos. Como diz a marca, “nós somos o polo”. Seu eficiente marketing é feito em torno do universo do polo a cavalo. Anualmente organiza ou patrocina mundialmente mais de 100 eventos relacionados ao polo a cavalo. A marca tem como embaixadores globais grandes jogadores de polo, como o argentino Miguel Novillo Astrada. Também patrocina grandes eventos e instituições ligadas a esse esporte. A LA MARTINA é patrocinadora oficial da Federação Internacional de Polo (o que significa que todas as equipes que disputam o campeonato mundial utilizam equipamentos da marca argentina), da Federação Argentina de Polo e de grandes equipes mundiais. Além disso é parceira de renomeadas universidades que praticam o esporte como Harvard, Yale, Oxford, Cambridge, Westminster e Eton; e sofisticados clubes de polo como Guards Polo Club, La Aguada e Milano Polo Club.


As lojas 
Entrar em qualquer uma das lojas da LA MARTINA é uma experiência única e sensorial. O projeto arquitetônico permite ao cliente ter total percepção do posicionamento e DNA da marca no mercado a partir dos elementos dispostos no ambiente, como obras de arte, fotografias, equipamentos, acessórios e itens de decoração que remetem ao polo a cavalo. Vivenciar a marca LA MARTINA é mergulhar no universo do polo e, consequentemente, ter contato com um mundo que exala glamour e sofisticação. Suas lojas são um espetáculo à parte. Aconchegantes e sofisticadas, a ambientação das lojas utiliza muita madeira, móveis com estofamento de couro e dispõe objetos de decoração e produtos de uma forma mesclada, passando a impressão que tudo está a venda em uma sofisticada casa.


Dados corporativos 
● Origem: Argentina 
● Fundação: 16 de junho de 1985 
● Fundador: Lando Simonetti e Gachi Ferrari 
● Sede mundial: Buenos Aires, Argentina 
● Proprietário da marca: La Martina S.A. 
● Capital aberto: Não 
● Chairman: Lando Simonetti 
● CEO: Adrian Simonetti 
● Faturamento: US$ 500 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 95 
● Presença global: 60 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 400 
● Segmento: Moda de luxo 
● Principais produtos: Roupas, calçados e acessórios 
● Concorrentes diretos: Ralph Lauren, Gant, Lacoste, Paul & Shark, Cardón e Garçón García 
● Ícones: As camisas pólos 
● Slogan: Tradición del polo argentino. 
● Website: www.lamartina.com 

A marca no mundo 
Atualmente a LA MARTINA está presente em mais de 60 países ao redor do mundo, comercializando seus produtos através de aproximadamente 100 lojas próprias e 3.500 pontos de venda selecionados, como por exemplo, luxuosas redes de lojas de departamento. Os produtos da marca são produzidos em países como Peru, Turquia e Argentina. A linha masculina representa aproximadamente 60% das vendas da marca. Apesar de não divulgar dados financeiros, analistas estimam que a marca argentina fature mais de US$ 500 milhões anualmente. 


Você sabia? 
As camisas pólos da LA MARTINA se tornaram verdadeiros objetos de desejo. Isto porque, uma pólo fabricada pela marca para um campeonato possui diversos símbolos que deixam claro em qual jogo e em qual país ela foi usada. Depois o mesmo modelo de pode ser comprado pelo consumidor em uma de suas lojas. O diferencial da marca é justamente este. Ter em suas roupas emblemas originais de campeonatos que realmente aconteceram. 
50% dos produtos da LA MARTINA vendidos em Buenos Aires são para consumidores do Brasil. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas).

Última atualização em 19/1/2016

7.1.16

SAUCONY


Correr, correr e correr. Esta é a razão da existência da americana SAUCONY, uma das mais antigas marcas esportivas do mundo. Os corredores são o combustível que abastece as inovações e tecnologias criadas pela marca, sempre visando o conforto e o desempenho. Os corredores direcionam os desenvolvimentos e design da marca. Eles a mantém competitiva. Eles, na verdade, são responsáveis por manter a SAUCONY viva. Nunca parar de correr é a chave de sucesso desta marca centenária. 

A história 
A história começou no ano de 1898 quando quatro sócios (William Donnoyer, Thomas Levan, Walter Snyder e Benjamin Reider) fundaram uma modesta empresa de calçados na pequena cidade de Kutztown, no estado da Pensilvânia, às margens do riacho Creek Saucony, de onde o nome da marca se originou. Somente em 1906, a primeira fábrica da SAUCONY foi construída. Em 1910 essa fábrica já produzia 800 pares de calçados por dia, direcionados para crianças e adultos. Ainda em 1910, o imigrante russo Abraham Hyde e seus filhos estabeleceram uma pequena empresa de calçados na cidade de Cambridge, estado de Massachusetts, chamada A.R. Hyde and Sons. Inicialmente a empresa vendia calçados feitos de pedaços de carpetes para mulheres e crianças. Ao longo dos próximos anos a Hyde tornou-se conhecida por seus calçados de alta qualidade e tecnologicamente inovadores e se especializou em calçados esportivos, especialmente a partir de 1932 quando introduziu sua primeira linha de calçados esportivos para a prática do skate. Com o passar dos anos, a Hyde ganhou reconhecimento pela qualidade e busca constante por inovações tecnológicas, e já disponibilizava calçados para beisebol, boliche e patinação.


Já a SAUCONY soube aproveitar a enorme popularidade do atletismo e o grande número de corredores que surgiam. Nesta época, não havia tênis específicos para corridas. As pessoas corriam com calçados com pregos (travas), de couro ou simplesmente descalças. Foi então, que no ano de 1958, a SAUCONY se propôs a criar um calçado para ajudar os atletas a correrem melhor. Era o surgimento do primeiro modelo de tênis de corrida, o Spike 7446. Durante os anos de 1960, a Hyde foi escolhida pela NASA para produzir os primeiros calçados para os astronautas no projeto da missão Apolo. As botas utilizadas pelo primeiro astronauta a andar no espaço, Walter Cunningham, traziam a marca da Hyde. Em meados desta década, a Hyde passou a focar sua produção em calçados para corrida. E finalmente em 1968 a Hyde Athletic Industries comprou a Saucony Shoe Manufacturing Company, então uma marca esportiva de nicho para corredores.


A marca SAUCONY começou a ganhar enorme destaque a partir de 1977, quando um de seus calçados foi reconhecido como o melhor tênis de corrida por uma renomada revista americana. A publicidade resultante desta matéria estabeleceu uma enorme reputação da SAUCONY na produção de calçados esportivos de alta qualidade e desempenho. Ao mesmo tempo, deixou de ser uma marca especializada somente em corridas para se tornar um dos fabricantes mais populares do país, não somente para a prática de exercício físico, mas como calçados casuais. Em 1979, dois tênis de corrida da marca foram selecionados no top 10 pela revista Runner’s World (o modelo Hornet foi escolhido como o de melhor valor) e na primavera seguinte a procura do produto subiu 20 vezes. Durante a próxima década, marcas esportivas começaram a introduzir em seus calçados alguns avanços tecnológicos que são agora comuns no segmento de corrida. A marca não ficou atrás e lançou alguns de seus modelos mais lendários, como por exemplo, o Trainer 80, um dos primeiros calçados para corrida a ter sola antiderrapante e retirar a folha de papelão das solas, habitual para calçados esportivos na época, e costurar a parte superior diretamente na entressola para conseguir um tênis mais leve e natural.


Em 1981, foi lançado no mercado um de seus modelos mais icônicos, o SAUCONY JAZZ considerado na época o calçado mais técnico em desempenho, estabelecendo assim a tradição de conforto da marca para a prática de corridas. Mais tarde o modelo iria se tornar o mais popular calçado da marca e o centro da coleção SAUCONY ORIGINALS, uma linha de tênis retro de seus modelos mais famosos. Pouco depois, em 1983, um acontecimento marcaria positivamente a história da SAUCONY: o atleta patrocinado pela marca, o neozelandês Rod Dixon, venceu a tradicional maratona de Nova York em um dos finais mais dramáticos já vistos nesta prova, alcançando o líder, Geoff Smith, no quilômetro 41 e vencendo por apenas 9 segundos de diferença, o que resultou em uma forte divulgação da marca. Além disso, nesta década a SAUCONY expandiu sua linha de tênis com o lançamento de modelos para corridas de maratona e triátlon, conquistando assim a lealdade de mais e mais corredores de longa distância.


Em 1991, a SAUCONY lançou o sistema Grid™, provando ser a primeira tecnologia de meia sola a oferecer tanto amortecimento quanto estabilidade ao mesmo tempo. No ano seguinte os calçados da SAUCONY começaram a serem distribuídos no Japão, e pouco depois na Europa. Já em 1993 a marca introduziu no mercado o primeiro calçado com duas densidades de EVA moldado. Na parte média da entressola ficava a parte mais firme do EVA que controlava o ângulo máximo de pronação, nas demais o EVA mais macio para garantir o conforto do corredor. No decorrer dos próximos anos os calçados da marca se tornaram extremamente populares entre os praticantes de corridas e as vendas aumentaram muito. Com isso, no final desta década, a SAUCONY havia se tornado a marca dominante da Hyde, e o nome da empresa foi oficialmente mudado de Hyde Athletic Industries para SAUCONY INC. Em junho de 2005, a Stride Rite Corporation, fabricante de calçados como a Keds, Sperry Top-Sider, entre outros, anunciou a compra da SAUCONY. No ano seguinte, a marca criou nos Estados Unidos a fundação Run For Good para ajudar a combater a obesidade infantil com programas de corridas. Em 2007, a marca recebeu o Prêmio Best Innovation da revista americana Runner’s World pela tecnologia de sola Flexion Plate, responsável por proporcionar melhor eficiência na absorção de choque e retorno na propulsão da passada, desde o calcanhar até os dedos. Era uma demonstração da capacidade inovadora da SAUCONY.


Finalmente em 2008 a SAUCONY chegou oficialmente ao mercado brasileiro para fornecer aos atletas o que há de melhor em tecnologia de amortecimento, conforto e qualidade. Em 2009 ocorreu o lançamento do tênis KINVARA, um marco na história da SAUCONY. Inspirado nas demandas dos atletas patrocinados pela marca, o modelo lhes permitia executar de uma forma mais natural a corrida, sem abrir mão do amortecimento. Ele foi projetado com uma inclinação de apenas 4 milímetros a partir do calcanhar ao dedo do pé, sendo pioneiro do que se tornaria conhecida como corrida natural. Em 2011, a SAUCONY lançou o modelo HATTORI e continuou a frente de inovações e tecnologias no mercado de corridas. Dois anos mais tarde, a marca ganhou mais um prêmio. O SAUCONY VIRRATA foi eleito o melhor tênis para corrida de rua, cujos diferenciais eram o baixo peso, amortecimento médio e zero de drop. Em 2012, a marca SAUCONY, assim como a Keds, a Stride Rite e a Sperry Top-Sider, foram adquiridas pela Wolverine World Wide.


Como todos os fabricantes de calçados de corrida, a SAUCONY utiliza muita tecnologia para melhorar o desempenho de seus tênis. O sistema de amortecimento Grid™ tem sido usado por mais de 15 anos em seus calçados. Mais recentemente a tecnologia Comfortemp se tornou um enorme avanço tecnológico na indústria de calçados esportivos. Essa tecnologia é capaz de “ler” a temperatura da pele e reagir opostamente, para ficar mais frio quando está quente e mais quente quando está frio. E são justamente os corredores que inspiram a marca a criar e produzir os melhores produtos de corrida do mercado.


As tecnologias 
A SAUCONY busca incessantemente inovações e tecnologias que proporcionem conforto, segurança e desempenho para milhões de corredores ao redor do mundo. Com investimentos permanentes em design e tecnologia, seus produtos possuem melhor absorção do impacto proporcionando estabilidade de acordo com as necessidades de cada atleta. Entre as principais tecnologias, é possível destacar: 
FlexFilm (cabedal) 
Material leve, porém resistente e sem costura, que permite uma sensação flexível nas camadas do cabedal. 
Hidramax (cabedal) 
Material de revestimento do forro que combina propriedades absorventes com uma sensação de pelúcia para maior conforto. 
Sauc-fit (cabedal) 
Sistema de ajuste que trava o médio-pé a plataforma, oferecendo maior segurança ao calcanhar. 
Arc Lock (cabedal) 
Que oferece melhor sustentação do pé. 
iBR+ (sola) 
Material 33% mais leve e que proporciona três vezes mais amortecimento em comparação com as borrachas padrão. 
XT-900 (sola) 
Sola de borracha com material de carbono Premium que oferece tração excepcional e de baixo desgaste. 
ProGrid (entressola) 
Mais responsivo que o EVA, o ProGrid proporciona amortecimento incrível em um produto muito leve. 
SRC (entressola) 
Proporciona atenuação do choque e prepara o pé para uma transição suave. 
Power Grid 
O material Powerfoam é integrado com a tecnologia Grid™ para criar um sistema que centraliza o pé de forma eficaz, absorve o impacto e distribui a pressão gerando melhor resposta na saída da passada.


A evolução visual 
O logotipo original da marca foi introduzido em 1900. Ele representa o fluxo constante de água do riacho Saucony Creek. Já os três pontos representam as rochas emblemáticas do leito do riacho, sendo uma característica própria do local. Esse logotipo passou por algumas acentuadas alterações ao longo dos anos, mas sempre manteve a arquitetura de seu símbolo, que foi bastante modernizado. A última atualização em sua identidade visual ocorreu em 2007, com o nome da marca sendo escrito em letras minúsculas e a apresentação de um novo design para o símbolo.


Os slogans 
Find your strong. (2012) 
Run anywhere. (2008) 
We exist for runners. (2008) 
Loyal to the Sport. (2000) 
Shoes for the great American athlete. (1987) 
The mark of innovation. (1983) 
Continuous innovation in running shoes. (1981) 
Shoes for serious runners. (1981) 
The best in the long run. 
Running strong since 1898.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1898 
● Fundador: William Donnoyer, Thomas Levan, Walter Snyder e Benjamin Reider 
● Sede mundial: Lexingtox, Massachusetts, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Wolverine World Wide, Inc. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Blake Krueger 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 100 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Equipamentos esportivos 
● Principais produtos: Tênis para corrida, roupas e acessórios 
● Concorrentes diretos: Nike, Adidas, Mizuno, Asics, New Balance, Brooks, Etonic e Newton Running 
● Slogan: Find your strong. 
● Website: www.saucony.com.br 

A marca no mundo 
Hoje em dia a SAUCONY, que produz calçados esportivos para corrida, caminhada, trilha, cross country e atletismo, está presente em mais de 100 países ao redor do mundo. Além disso, como uma marca de estilo de vida combina desempenho, inovação e estilo para produzir calçados e vestuários para os corredores em toda parte do mundo. 

Você sabia? 
Segundo historiadores a palavra “saucony” vem da expressão indígena “saconk”, da tribo Lenni Lenape, que significa “onde dois rios correm juntos”
As caixas de calçado da SAUCONY já tiveram a frase “sock a knee” (como se pronúncia o nome da marca) impressa nelas. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 7/1/2016