31.1.12

MONSTER ENERGY

Ele se tornou um estilo de vida da nova geração embalado por uma lata preta com a marca de uma garra em cores fosforescentes. Como seu nome diz em inglês, ele é um verdadeiro monstro repleto de taurina e energia. Foi assim que o MONSTER ENERGRY DRINK ousou desafiar o poderoso Red Bull, não somente no mercado americano como também em muitos outros países. E para os mais céticos, a marca americana tem conseguido causar desconforto na líder mundial nessa categoria ao oferecer diversos sabores e muitas inovações em termos de embalagens.

A história
Tudo começou em meados dos anos 90 quando a Hansen Beverage Company, empresa californiana fundada em 1935 e que durante décadas se dedicou ao desenvolvimento de bebidas de alta qualidade feitas com ingredientes naturais, resolveu ingressar no então emergente segmento de energéticos nos Estados Unidos. A primeira tentativa ocorreu em 1997 e foi um verdadeiro fracasso. A empresa sabia que para concorrer com a austríaca RED BULL e tantas outras marcas que surgiam, era preciso desenvolver um produto diferenciado e inovador. Após anos de pesquisas e milhões de dólares investidos, no mês de abril de 2002 estreou no mercado americano o MONSTER ENERGY DRINK. O novo produto continha alguns diferenciais importantes em relação aos concorrentes: sua fórmula continha alta dose de taurina e açúcar. MONSTER também foi o primeiro produto do segmento a utilizar a lata de 16 onças (473ml), o dobro da quantidade da rival RED BULL, gerando assim um melhor custo benefício aos consumidores.


Outro grande diferencial do produto era sua embalagem, uma lata preta com design arrojado que continha a marca de uma garra verde fosforescente que formava uma letra “M” (clara alusão ao nome da marca), se destacando nas gôndolas dos pontos de venda. Além disso, ao contrário dos outros energéticos, MONSTER foi posicionado no mercado como uma bebida diurna, feita para atender consumidores que trabalham, estudam e, portanto, necessitam de uma energia extra para o dia a dia, pois realizam múltiplas tarefas no decorrer do tempo. Este posicionamento foi adotado pela marca depois que pesquisas revelaram a tendência do uso de bebidas energéticas no período da manhã, por jovens ligados a tecnologia, vídeo games, internet, rapidez de informação e agilidade nas decisões. Com isso, ficou claro que MONSTER era um produto dinâmico, não era prejudicial à saúde e totalmente direcionado a produtividade, não somente as baladas noturnas como seus concorrentes. A agressividade com que a marca estreou no mercado podia ser comprovada em seu slogan “Unleash the Beast” (algo como “desencadeie/liberte a besta”).


Pouco depois a empresa lançou no mercado a lata de 24 onças (aproximadamente 700ml). E para ganhar reconhecimento, investiu em ações ousadas como a amostragem em locais de alta concentração de público jovem, como por exemplo, shows, praias badaladas, festas e eventos esportivos radicais, além de patrocinar atletas como os pilotos Michael Schumacher e Nico Rosberg, o skatista Rob Dyrdek e o piloto de rali Ricky Carmichael. O resultado não poderia ser diferente. MONSTER se tornou um sucesso praticamente instantâneo, ganhando participação de mercado rapidamente e faturando milhões de dólares. Após se consolidar no competitivo mercado americano, nos anos seguintes MONSTER foi introduzido no Canadá, México, Austrália e alguns países da Europa, ganhando rápida aceitação por parte dos consumidores. No Brasil a marca desermbarcou oficialmente em 2010.


Além disso, a marca surpreendeu o mercado com lançamentos de embalagens e produtos inovadores, como por exemplo, MONSTER LO-CARB (2003), energético com baixa caloria, identificado pela garra azul; pack com quatro latas (2004); MONSTER KHAOS, (2005), energético com 50% de suco de laranja, identificado pela garra laranja; MONSTER ASSAULT, energético com cola, identificado pela garra vermelha; M-80 (2007), energético com 80% de suco de frutas tropicais e cítricas, identificado pela garra amarela; MIXXD (2008), energético com 30% de suco de frutas, identificado pela garra roxa; NITROUS MONSTER (2009), primeiro energético do mundo formulado com óxido nitroso, substância que deixa a bebida espumante, com aspecto de champanhe, e acondicionado em uma lata de alumínio capaz de ser tampada após a abertura; MONSTER ABSOLUTELY ZERO (2010), energético com zero caloria e açúcar, identificado pela garra preta; MONSTER M3 (2010), energético super concentrado vendido em garrafa de 145ml; e MONSTER REHAB (2011), mistura de energético, chá e suco de limão. O sucesso da marca foi tanto que em janeiro de 2012 a empresa trocou seu nome para Monster Beverage Corporation.


Hoje em dia a marca patrocina diversos campeonatos esportivos, atletas, celebridades e músicos. Exemplo disso é o motociclista italiano Valentino Rossi, o piloto de rali Ken Block, a banda Shinedown, o astro do programa Jackass Wee-Man e o skatista e ator Rob Dyrdek. A marca ainda promove anualmente um campeonato de MotoCross chamado Monster Energy Cup, além de campeonatos amadores, como o SK8 Monster Energy Cup.


Dados corporativos
● Origem:
Estados Unidos
● Lançamento:
2002
● Criador:
Hansen Beverage Company
● Sede mundial:
Corona, Califórnia
● Proprietário da marca:
Monster Beverage Corporation
● Capital aberto:
Sim
● Chairman & CEO:
Rodney Sacks
● Presidente:
Hilton Schlosberg
● Faturamento: US$ 1.3 bilhões (2010)
● Lucro: US$ 212 milhões (2010)
● Valor de mercado: US$ 9.1 bilhões (janeiro/2012)
● Presença global:
+ 42 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 850
● Segmento:
Bebidas não acoólicas
● Principais produtos:
Energéticos
● Principais concorrentes:
Red Bull, AMP Energy, Rockstar, Fly Horse e TNT (Brasil)
● Ícones:
As marcas de garra de seu logotipo
● Slogan:
Unleash the beast.
● Website: www.monsterenergy.com

A marca no mundo
O MONSTER ENERGY tem sua extensa linha de produtos comercializada em mais de 40 países ao redor do mundo, sempre constando entre as três principais marcas do mercado. Os energéticos da marca possuem forte e sólida presença nos Estados Unidos, Austrália, México, França, Holanda, Inglaterra e Bélgica. Aproximadamente metade do faturamento da empresa em 2010, mais de US$ 1.3 bilhões, foi proveniente da venda do energético MONSTER.

Você sabia?
A fórmula do MONSTER, além dos ingredientes convencionais como cafeína, taurina e guaraná, é enriquecida com vitaminas B3, B6, B2 e B12, o que o torna uma bebida completa e nutritiva e atende as visões do produto, pois auxilia na capacidade de concentração e rapidez das reações.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 31/1/2012

29.1.12

LEFFE

Pureza. Autenticidade. Personalidade. E uma receita tradicional desde 1240. Tudo isso dentro de uma garrafa. Essa pode ser a melhor definição da belga LEFFE, uma cerveja tipo abadia conhecida mundialmente por seu estilo e personalidade ímpar.

A história
A Abadia de Notre Dame de Leffe foi fundada em 1152 à beira do rio Meuse, na província de Namur, no sul da Bélgica. Em 1200 passou a se chamar somente Abadia de Leffe. A cerveja só foi aparecer na Abadia em 1240 (segundo os registros históricos). Como tradicionalmente era feito por toda Europa, aquele mosteiro contava com os premonstratenses, verdadeiros cânones da cerveja. Era muito comum a fabricação de cerveja pelos monges, por ser um tipo de bebida que, ao mesmo tempo em que aquecia o corpo, também fornecia todos nutrientes necessários, uma vez que os países da Europa possuem, até os dias de hoje, invernos rigorosos. Além disso, a cerveja tinha um importante papel sanitário, uma vez que impedia que epidemias tifoides e outras doenças se espalhassem através da água contaminada, já que a esterilização durante sua fabricação impedia a contaminação.


Então, usando de um conhecimento passado de geração a geração, contando com todos os ingredientes encontrados na natureza (perto do mosteiro), estes cânones desenvolveram uma cerveja única, a LEFFE, fabricada apenas naquela região. Mas a Abadia sofreu várias intempéries, naturais e humanas, através dos anos: uma enchente em 1460; um incêndio em 1466; tropas a danificaram em 1735; e durante a Revolução Francesa, em 1794, os monges tiveram que abandoná-la. A fabricação de cerveja continuou em uma escala menor até 1809, quando foi interrompida completamente. Os monges só retornaram para a Abadia em 1902, e em 1937 a Abadia de Leffe foi oficialmente declarada como patrimônio histórico.


Em 1952, os monges firmaram aquele que até hoje é conhecido como um dos primeiros contratos de royalties entre um mosteiro e uma cervejaria comercial. Isto aconteceu quando o monge Abbot Nys e Albert Lootvoet, dono de uma cervejaria na cidade de Overijse, resolveram produzir a cerveja LEFFE DARK, segundo a tradicional receita e processo de fabricação, em escala comercial para ser vendida no mercado belga. A cerveja foi um sucesso instantâneo. Nas décadas seguintes as cervejas da marca se espalharam pela Europa e outros países. Além disso, a linha de cervejas da marca foi aumentada com o lançamento de novos produtos. A cervejaria que produzia a LEFFE sob licença foi mais tarde, em 1987, comprada pela empresa Interbrew, que recentemente se fundiu com a brasileira Ambev para formar a InBev. Com isso, a LEFFE ganhou poder de distribuição mundial ainda maior.


Atualmente a LEFFE oferece seis rótulos: Blonde (carro-chefe da marca, é uma cerveja aromática, encorpada, forte e frutada, com teor alcoólico de 6.6%), Brune (também conhecida como Brown, segue o padrão de qualidade da versão loira, mas é feita de malte torrado, o que valoriza as notas de café e chocolate eliminando as especiarias), Tripel (extremamente forte, com teor alcoólico de 8.4%, é uma cerveja com rico gosto picante de coentro e laranja, sendo uma excelente alternativa para qualquer vinho branco mais encorpado e cheio de sabor), Radieuse (cerveja extremamente forte, com teor alcoólico de 8.2%, cuja composição leva cravo e semente de coriandro, especiaria originária da Ásia e norte da África, que conferem ao produto aroma e sabor únicos), Ruby (aventurando-se no terreno das cervejas de frutas, trás uma coloração avermelhada intensa e levemente escurecida, com creme não muito consistente nem persistente e aroma de framboesa evidente) e Leffe 9º (cerveja de alta fermentação com uma coloração dourada e teor alcoólico de 9%, cujo maravilhoso sabor e rico aroma conferem uma personalidade única). Além disso, a marca produz cervejas sazonais, como por exemplo, a Printemps (cerveja com teor alcoólico de 6.6%, especialmente desenvolvida para ser consumida no verão) e a natalina Bière de Noël (com teor alcoólico de 6.6% carregado de especiarias).


A evolução visual
A identidade visual da marca passou por algumas modificações ao longo dos anos, mas sempre manteve o formato e a tradicional imagem da abadia.


Dados corporativos
● Origem:
Bélgica
● Surgimento:
1240
● Criador:
Monges da Abadia de Leffe
● Sede mundial:
Leuven, Bélgica
● Proprietário da marca:
Anheuser-Busch InBev N.V.
● Capital aberto:
Não
● Chairman:
Peter Harf
● CEO:
Carlos Brito
● Faturamento:
Não divulgado
● Lucro: Não divulgado
● Presença global:
+ 60 países
● Presença no Brasil: Sim
● Segmento:
Cervejas
● Principais produtos:
Cervejas tipo Abadia
● Principais concorrentes:
Affligem, Grimbergen e Corsendonk
● Ícones:
O rótulo com a imagem da Abadia
● Slogan:
Savour Life, Savour Leffe.
● Website: www.leffe.be

A marca no mundo
A LEFFE, cerveja tipo Abadia mais consumida no mundo, é comercializada em mais de 60 países, com forte presença no continente europeu. A cerveja belga chegou ao Brasil em 2007 através da Ambev.

Você sabia?
Durante muitos anos a LEFFE foi fabricada em Mont-Saint-Guibert até que a Interbrew fechou a cervejaria. Atualmente todas as cervejas da marca são produzidas na cervejaria Stella Artois, em Leuven.

As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 29/1/2012

26.1.12

LEICA

É justo dizer que cenas pitorescas da história mundial, retratos importantes de fatos que marcaram época, só foram possíveis devido a uma empresa alemã que revolucionou o mercado de câmeras fotográficas no início do século XX. As câmeras da alemã LEICA são sem dúvida uma das mais cobiçadas e caras do mercado. Sua reputação de alta qualidade fez com que grandes fotógrafos do passado, como o francês Henri Cartier Bresson e o húngaro Robert Capa, construíssem sua fama com uma câmera LEICA nas mãos, uma verdadeira “extensão do olho”, que criou uma nova escola dentro da fotografia. Para a marca seus produtos têm uma única missão: proporcionar as melhores imagens.

A história
As origens da marca LEICA remontam ao ano de 1911 quando o engenheiro Oskar Barnack começou a trabalhar na fábrica de lentes e microscópios Ernst Leitz Optische Werke, localizada na pequena cidade alemã de Weztlar. Ele era apaixonado por fotografia e pela mais recente invenção da época, o cinema. Enquanto fotografava e filmava suas viagens pelas montanhas, Oskar sentia o esforço e a falta de mobilidade de carregar as pesadas câmeras de chapas e estava disposto a deixar de usar essas câmeras de placa de vidro, que ficavam fixas sobre tripés. Depois de muitas pesquisas, em 1913, ele desenvolveu um protótipo com uma caixa de metal e uma lente semelhante as que eram utilizadas nos microscópios da época, que tinha velocidade única de obturador (1/40s). Além disso, ele colocou um mecanismo para utilizar o filme para cinema, só que ampliou o tamanho do fotograma para 24 x 36 mm, o dobro do utilizado na época, pois acreditava que este formato permitiria ampliações de qualidade.


Pouco depois, em 1914, o modelo Ur-Leica já fazia fotos com sucesso. O nome LEICA surgiu de uma combinação das palavras Leitz Camera. Com o início da Primeira Guerra Mundial o projeto teve que ser interrompido e só foi retomado em 1920, quando Oskar após ter fotografado uma enchente em Wetzlar conseguiu implantá-lo, iniciando assim a procura de um desenho de lente que fosse compatível ao tamanho do filme utilizado na Ur-Leica, além de permitir uma qualidade de imagem para ampliações de até 10 vezes. Foi então, que outro projetista da Leitz, o Doutor Max Berek, criou a lente que ele estava procurando. Ela tinha distância focal de 50 mm e abertura f/3.5.


Para começar a ser produzida, a primeira LEICA levou mais 10 anos, e somente em 1924 entrou em linha de produção, após Oskar convencer seu chefe. Na primavera do ano seguinte foi apresentada oficialmente ao público com o nome de LEICA I, que se tornou a primeira câmera 35 mm portátil que utilizava padrão de cinema em filme de 35 mm. Em 1930 surgiu o primeiro modelo com lentes intercambiáveis, com base em uma rosca de 39 milímetros de diâmetro. Além da lente de 50 mm normal, uma angular de 35 milímetros de largura e uma lente de 135 milímetros teleobjetiva, estavam inicialmente disponíveis. A novidade conquistou imediatamente muitos fotógrafos e fez muito sucesso no meio jornalístico, trazendo uma nova dimensão para a cobertura dos fatos. Pouco depois, em 1932, já era estimado que aproximadamente 90 mil máquinas da marca alemã estavam em uso. Ainda neste ano a empresa lançou a LEICA II, equipada com um mecanismo de telêmetro acoplado à lente de focalização. Este modelo tinha um visor separado (mostrando uma imagem reduzida) e “rangefinder” (medidor de distância).


Oskar Barnack faleceu em 1936, a tempo de ver seu projeto de câmera consagrado como o maior sucesso do mercado fotográfico, depois da própria invenção da fotografia. Um dos modelos da marca alemã que mais fizeram sucesso foi a LEICA M, lançada em 1954. Em 1961, a empresa computava a quantidade de 1 milhão de máquinas pelo mundo. Em 1986, a empresa Ernst Leitz GmbH mudou seu nome para LEICA, muito em virtude da força que a marca havia conquistado no mundo. Neste momento, a empresa mudou sua fábrica de Wetzlar para a cidade vizinha de Solms. Em 1996, a divisão de câmeras foi separada da empresa e se tornou uma companhia de capital aberto. Finalmente em 1998, o grupo dividiu-se em duas unidades independentes: Leica Microsystems (detentora da LEICA CÂMERAS) que produz equipamentos de pesquisa geológica e Leica Geosystems (fabrica microscópios). Com a chegada do novo milênio a marca alemã resolveu investir no luxo. Em estreita colaboração com a chique Hermés lançou uma máquina em edição limitada em couro e aço polido e um modelo retrô inspirado na clássica M3, dos anos 50. A parceria deu tão certo que nos anos seguintes novos modelos, sempre em edição limitada, foram lançados no mercado, incluindo uma câmera M7 que “vestia” uma capa de pele de vitela ao preço de US$ 24 mil.


Recentemente, em 2010, a empresa lançou no mercado a LEICA V-LUX 20, uma câmera digital compacta de alta qualidade para toda família, que rapidamente se tornou um sucesso de vendas. Hoje a LEICA conta com modelos digitais como o recente lançamento da linha M, a M8, uma câmera SLR digital, mas sempre mantendo a tradição de qualidade de sistema ótico. Cada câmera LEICA ainda traz um pouco do espírito daquele homem que, com sua ousadia e genialidade, mudaria para sempre aquilo que conhecemos como fotografia. A qualidade de seus produtos é tamanha, que as lentes LEICA estão presentes nas máquinas digitais LUMIX, produzidas pela japonesa Panasonic.


A superioridade
A revolução da fotografia em filmes de 35 mm iniciada pela marca alemã há mais de 80 anos fez com que a LEICA estampasse dois slogans: “uma parte integrante do olho” e “uma extensão da mão”, que durante anos definiriam seus produtos na cabeça dos consumidores. Tamanha inovação fez com que a empresa popularizasse o uso da máquina fotográfica, pois era mais barato adquirir uma câmera pequena e mais simples de executar os procedimentos para conseguir um instantâneo. Nas décadas seguintes, a LEICA criou fama de ser a câmera que se adaptava melhor para fotografias à luz natural, tanto que até hoje diversos fotógrafos renomados – tal como o brasileiro Sebastião Salgado – utilizam-na para retratar suas obras de arte.


Diz-se ainda que uma LEICA e suas lentes são eternas se bem cuidadas tamanha a robustez do equipamento. Além disso, a LEICA tem a reputação de possuir as lentes mais claras do mercado. Tamanha clareza permite ao fotógrafo o uso da câmera sem flash em ocasiões de pouca luz, algo que todo profissional valoriza. Em virtude disso suas câmeras são conhecidas por ser uma das poucas que têm permissão para serem operadas dentro de alguns tribunais devido à sua extrema suavidade ao fotografar (muito silenciosa). O estilo de construção das câmeras permanece similar aos modelos clássicos do início do século, o que serve para manter sua mística. Ser discreta, silenciosa, rápida e precisa são os preceitos que a nortearam durante décadas e isso bate com os dogmas do fotojornalismo. Apesar de diversas inovações na fotografia digital nos últimos anos e a crescente concorrência de marcas japonesas e de outras tantas nacionalidades, a LEICA permanece na mente de quem sabe que a fotografia não é apenas um clique, mas uma arte que vai além de capturar as imagens.


Dados corporativos
● Origem:
Alemanha
● Lançamento: 1913
● Criador:
Oskar Barnack
● Sede mundial:
Solms, Alemanha
● Proprietário da marca:
Leica Microsystems AG
● Capital aberto: Sim (1996)
● Chairman & CEO:
Alfred Schopf
● Faturamento: €248.7 milhões (2011)
● Lucro: €36.6 milhões (2011)
● Valor de mercado: €518.9 milhões (janeiro/2012)
● Lojas: 40
● Presença global:
75 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários:
1.180
● Segmento:
Ótico
● Principais produtos:
Câmeras, lentes e binóculos
● Principais concorrentes:
Canon, Nikon, Olympus, Pentax e Carl-Zeiss
● Ícones:
A qualidade de suas lentes
● Slogan:
My point of view.
● Website: www.leica-camera.com

A marca no mundo
Atualmente os produtos da LEICA, que incluem câmeras fotográficas, lentes, binóculos, lunetas, monóculos para golfistas e até miras para rifles, são comercializados em mais de 75 países ao redor do mundo. A empresa possui ainda 40 lojas próprias (batizadas de LEICA STORES e LEICA BOUTIQUES) localizadas em cidades como Tóquio, Berlim, Paris, Moscou, Beijing, Xangai, Londres, Lisboa, Nova York, São Paulo, entre outras. A empresa, que investe todos os anos aproximadamente €12.5 milhões em pesquisa e desenvolvimento de produtos, tem forte penetração na Alemanha, Europa, Ásia e América do Norte.

Você sabia?
Em 1979 a empresa criou o OSKAR BARNACK AWARDS, concurso que premia as melhores fotografias de cada ano.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 26/1/2012

21.1.12

ETIHAD AIRWAYS

É possível uma empresa com menos de dez anos de vida redefinir conceitos e ditar tendências no competitivo segmento da aviação comercial? Para muitos a resposta seria não. Mas a ETIHAD AIRWAYS está aí para provar que centenas de milhares de dólares investidos e um bom planejamento resultam em alta qualidade de serviços, superioridade técnica, além é claro do atendimento sempre impecável e cortês, quer seja em terra ou no ar.

A história
Tudo começou no mês de julho de 2003 quando através de um decreto real o xeique Khalifa bin Zayed Al Nahyan resolveu criar uma companhia aérea com bandeira dos Emirados Árabes Unidos. A nova companhia aérea teria que refletir a calorosa e excepcional receptividade árabe, além de prestar serviços de altíssimo nível. Batizada de ETIHAD AIRWAYS (a palavra “etihad” significa “união” em árabe), a nova empresa baseada em Abu Dhabi alugou duas aeronaves Airbus 330-200 da brasileira TAM Linhas Aéreas e utilizou-se da experiência de 24 comissários da mesma para auxiliarem no início de suas operações. Os serviços da nova companhia aérea foram lançados oficialmente em um voo cerimonial para a cidade de Al Ain, localizada no leste do país, no dia 5 de novembro. Pouco depois, no dia 12, a empresa começou suas operações comerciais com o lançamento da rota para Beirute, no Líbano. No mês seguinte foram inauguradas rotas para Damasco (Síria) e Amã (Jordânia). A empresa fechou o ano com mais de 100 mil passageiros transportados.


Já em 2004 a nova companhia aérea, que iniciou rotas para Londres, Genebra, Bangkok, Mumbai e Munique, provou que não era apenas mais uma no segmento da aviação comercial ao encomendar 33 modernas aeronaves no valor de US$ 8 bilhões. Em maio criou a ETIHAD HOLIDAYS, uma agência de turismo que oferece mais de 70 destinos, sempre coordenados com seus voos; e no mês de setembro resolveu ingressar no lucrativo transporte de carga ao iniciar as operações da ETIHAD CRYSTAL CARGO. No ano de 2005, pela primeira vez, a ETIHAD AIRWAYS transportou mais de 1 milhão de passageiros. No mês de agosto de 2006 a empresa lançou o ETIHAD GUEST, um eficiente programa de fidelidade que atualmente conta com mais de 1 milhão de membros. Além disso, neste ano novas rotas foram inauguradas, como por exemplo, para Casablanca (Marrocos), Frankfurt, Chicago, Paris e Teerã (Irã). Os esforços para transformar a ETIHAD AIRWAYS em um ícone do segmento foram recompensados em 2008 quando a empresa foi considerada a 10ª melhor companhia aérea do mundo.


E não parou por aí: após introduzir um novo conceito de Classe Executiva, a companhia aérea ganhou da Skytrax o título “Best Business Class”. No mês de agosto de 2009, através de um investimento de US$ 70 milhões, a empresa desenvolveu um novo conceito de primeira classe, batizada de Diamond First Class, em que o serviço e o conforto atingiram um nível inédito até então para o segmento. Mas, de todas as novidades, a mais criativa é a que se referia à alimentação. A empresa decidiu incluir na tripulação um gerente de alimentos e bebidas. Ele é responsável pela excelência na qualidade e apresentação dos pratos, que podem ser solicitados em qualquer momento do vôo. As novidades foram inauguradas na estréia do moderno Airbus A340-600.


Em 2010 a companhia aérea transportou mais de 7 milhões de passageiros. Já em 2011, além de bater o recorde de passageiros transportados, a companhia aérea obteve lucro pela primeira vez desde sua fundação e inaugurou novos voos internacionais, de Abu Dhabi para Bangalore, na Índia; Ilhas Maldivas; Ilhas Seychelles; Chengdu e Xangai, na China; Düsseldorf, na Alemanha; Trípoli, na Líbia; e Nairóbi, no Quênia. Outra novidade anunciada foi a assinatura de um acordo no valor de US$ 1 bilhão com o grupo japonês Panasonic para oferecer serviços de internet de banda larga, telefonia móvel e serviços de televisão ao vivo em seus vôos.


Os resultados obtidos nos últimos anos em que o mundo sofreu muito com a crise econômica e com os preços petrolíferos ainda elevados, é um claro sinal do crescimento da ETIHAD AIRWAYS como uma força da aviação internacional. A companhia aérea utiliza de forma eficiente suas ações de marketing, que em pouco tempo tornaram a ETIHAD AIRWAYS conhecida globalmente. Atualmente a empresa patrocina o time inglês do Manchester City Football Club, incluindo o batismo do nome de seu estádio, além de patrocinar a equipe Ferrari e ser a principal patrocinadora do F1 Abu Dhabi Grand Prix (criou até uma pintura especial para um de seus aviões, como pode ser visto na imagem abaixo). Em menos de 10 anos a ETIHAD AIRWAYS estabeleceu um currículo invejável e ganhou reconhecimento mundial com seu foco em fornecer aos seus clientes um produto de qualidade máxima.


Os diferenciais
Mesmo após em menos de uma década conquistar 40 importantes prêmios internacionais, e se firmar como referência no segmento da aviação comercial Premium, a ETIHAD AIRWAYS continua investindo milhões de dólares para proporcionar aos seus passageiros uma experiência única ao voar. Além do atendimento impecável, a companhia aérea oferece serviços e mimos que são grandes diferenciais. Um desses grandes diferenciais da companhia aérea foi não limitar os mimos oferecidos a seus clientes à bordo, mas também em terra. No aeroporto de Abu Dhabi, os modernos lounges premium da empresa, contam com moderníssimos Spas, salas de reunião e até um sofisticado champanhe bar. E o melhor: quem estiver acompanhado de crianças pode curtir com sossego os luxos oferecidos pela empresa, afinal, um serviço especial de baby-sitter está sempre de prontidão para atender os viajantes. Em julho de 2009 a companhia inaugurou seu primeiro espaço premium no exterior, no aeroporto de Frankfurt na Alemanha. Além disso, hoje em dia, em aproximadamente 20 cidades do mundo os clientes da primeira classe podem contar com o serviço Etihad Chauffeur, onde um carro com motorista o levará de casa até o aeroporto ou do aeroporto a qualquer que seja o destino.


A ETIHAD AIRWAYS oferece aos seus passageiros três formas excepcionais de voar em seus aviões:
Diamond First Class: Lançada em agosto de 2009, e eleita a melhor Primeira Classe do mundo em 2010, segundo os resultados da pesquisa feita pela Skytrax, oferece suítes individuais que proporcionam aos passageiros maior privacidade, conforto e espaço. A nova primeira classe conta com portas deslizantes, que garantem maior privacidade aos passageiros, toalete individual e poltrona em couro, desenvolvida pela Frau, que também cria os interiores dos carros Ferrari. Além disso, as cabines possuem um pequeno guarda roupa com espelho, além é claro do clássico minibar, ideal para tornar o voo ainda mais relaxante. O tamanho das poltronas também chama a atenção. Elas têm 75,5 cm de largura, enquanto nas classes econômicas habituais elas possuem apenas 50 cm. Mas as inovações não acabam por aí. Os assentos transformam-se em camas com 2,08 metros e ainda dispõem de massageador, suporte lombar e apoio de cabeça ajustável. No quesito tecnologia, as acomodações não ficam para trás. As poltronas possuem ainda tomadas para laptop e iPod. Na tela de LCD de 23 polegadas, o passageiro pode conferir o sistema de entretenimento da companhia. Estão disponíveis diversos jogos, além das 600 horas de filmes e programas de TV. Na hora de dormir, o passageiro poderá descansar em lençóis de algodão egípcio puro 600 fios, além é claro de travesseiros e cobertores grandes. O cardápio conta com refeições excepcionais preparadas por renomados chefs, excelentes vinhos e bebidas e deliciosas sobremesas. O kit da primeira classe contem produtos e mimos da marca italiana Salvatore Ferragamo.
Pearl Business Class: A classe executiva, cuja poltrona se transforma em uma confortável cama, foi eleita em 2009 a melhor do mundo pela Skytrax. Refeições completas, opções de coquetéis, descanso para cabeça em couro, braços acolchoados e um completo sistema de entretenimento são alguns dos mimos oferecidos nesta classe.
Coral Economy Class: Esta classe oferece excelente nível pessoal de atenção, um toque de luxo e grandes opções de escolha e flexibilidade. Um dos grandes diferenciais desta classe é a sobremesa quente, além de uma enorme seleção de bebidas, que vão desde café até chá verde.


A evolução visual
O logotipo da marca passou por algumas pequenas modificações ao longo dos anos, adquirindo um visual mais sofisticado, como o nível de serviço que presta a ETIHAD AIRWAYS.


Dados corporativos
● Origem:
Emirados Árabes Unidos
● Fundação:
5 de novembro de 2003
● Fundador: Sheikh Khalifa bin Zayed Al Nahyan
● Sede mundial:
Abu Dhabi, Emirados Árabes
● Proprietário da marca:
Etihad Airways P.J.S.C.
● Capital aberto:
Não
● Chairman:
Sheikh Hamed bin Zayed Al Nahyan
● CEO:
James Hogan
● Faturamento: US$ 3.9 bilhões (2011)
● Lucro: Não divulgado
● Frota:
64 aviões
● Destinos:
84
● Hubs principais:
Abu Dhabi International Airport
● Programa de milhagem:
Etihad Guest
● Passageiros transportados: 8.290.000 (2011)
● Presença global:
52 países
● Presença no Brasil: Não
● Funcionários:
8.000
● Segmento: Aviação
● Principais produtos:
Aviação comercial e cargueira
● Principais concorrentes:
Emirates, Qatar Airways, Singapore Airlines e Gulf Air
● Ícones:
A primeira classe
● Slogan:
From Abu Dhabi to the World.
● Website: www.etihadairways.com

A marca no mundo
A ETIHAD AIRWAYS é uma das mais rápidas companhias aéreas que crescem no mundo e, atualmente, opera voos regulares para 84 destinos de passageiros e de carga para mais de 52 países na Europa, Oriente Médio, África, Ásia Pacífico e América do Norte. Com uma frota de 64 novas e modernas aeronaves, a companhia aérea realiza aproximadamente 1.200 voos por semana. Em 2011 a empresa aérea transportou o número recorde de 8.29 milhões de passageiros. Sua rota mais movimentada foi para Bangkok, na Tailândia, com mais de 500 mil passageiros. Em seguida veio Londres, Manila, nas Filipinas, e Jeddah, na Arábia Saudita. Já no transporte de cargas, a Europa foi o destino principal, com Alemanha e Itália mantendo um bom movimento, apesar da crise no continente.

Você sabia?
Devido a um acordo com sua concorrente Emirates Airlines, as duas companhias aéreas não disputam as mesmas rotas.
Os sofisticados uniformes dos comissários de bordo foram desenvolvidos pelo italiano Ettore Bilotta, e refletem a cultura árabe em um contexto global.



As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 21/1/2012

17.1.12

TINTIN

Ele é repórter, aventureiro, perspicaz e intuitivo. Já enfrentou inúmeros vilões, sempre dispostos a fazer maldades. É capaz de viajar do Tibet para a Lua ou do Egito para as profundezas do mar, perseguindo a verdade e a justiça. E sempre acompanhado de um simpático cachorrinho branco. Dificilmente quem tem mais de 40 anos não se lembra de TINTIN, que recentemente voltou, agora no cinema, para conquistar uma nova geração de apaixonados fãs.

A história
Criado em 1929 por Georges Prosper Remi, um escritor e cartunista belga mais conhecido pelo apelido de Hergé (baseado na pronúncia das iniciais de Remi e Georges), TINTIN era um jovem repórter, curioso por instinto, que adorava viajar e desvendar casos misteriosos. A primeira história em quadrinhos (na verdade tirinhas semanais em preto e branco) apareceu no dia 10 de janeiro nas páginas do “Le Petit Vingtième”, suplemento juvenil do jornal Le Vingtième Siècle. As tirinhas foram um verdadeiro sucesso imediato, fazendo com que as vendas da edição de quinta-feira do jornal, dia em que o suplemento onde TINTIN aparecia circulava, aumentassem em 600%.


A aventura inicial já construía as bases da série. Hergé apresentou o personagem como um jornalista do suplemento, o que fica explícito logo no primeiro quadrinho: “O Petit Vingtième, sempre preocupado em satisfazer seus leitores e mantê-los informados do que acontece no mundo, acaba de enviar à Rússia soviética um de seus melhores repórteres: Tintim!”. Seus companheiros de aventuras eram Milu (Milou, no original em francês), um fiel fox terrier de estimação e seu melhor amigo; e o Capitão Archibald Haddock, um ex-oficial da marinha mercante e irremediável amante de rum, que passou a fazer parte das histórias somente na década de 40. O enorme sucesso de TINTIN fez com que nas anos seguintes seguintes outras histórias fossem criadas, onde o personagem aparecia viajando pelo mundo para desvendar mistérios. Misturando fantasia, ficção científica, espionagem, mistérios e humor, AS AVENTURAS DE TINTIM (no original em francês, Les Aventures de Tintin) conseguiam prender a atenção de pessoas de todas as idades, amealhando milhões de devotados fãs pelo mundo inteiro.


Além disso, as aventuras do perspicaz TINTIN foram adaptadas para outras mídias, como livro (a reunião das aventuras, uma por álbum, ajudou a moldar um suporte editorial que vigora até hoje na Europa), incluindo a primeira versão encadernada (1930) e as versões coloridas (a partir de 1940), revistas e até mesmo versões animadas, além de virar peça de teatro (1941) e comédia musical. A primeira tentativa de adaptar uma aventura do personagem para filme, com marionetes, ocorreu em 1947. A primeira tradução de suas aventuras para o inglês ocorreu em 1958, mesmo ano em que o personagem estreou na televisão. No Brasil, TINTIM (em português ganhou um “m” no final” começou a ser publicado nas décadas de 1960 e 1970, pelas editoras Flamboyant e Record. E não parou por aí. TINTIN virou selo na Bélgica em 1979, moedas comemorativas e ganhou até um museu, localizado na pequena cidade de Louvain-La-Neuve, 30 km distante de Bruxelas, em um parque cortado por uma pequena rodovia que passa sob o edifício.


A morte de Hergé, no dia 3 de março de 1983 vitimado por uma leucemia, pôs fim às aventuras. Mas apenas no papel. Em outras mídias, o personagem continuou popular. O personagem conquistou uma nova geração de fãs no início da década de 90, quando em uma co-produção francesa e canadense, a série ganhou uma nova animação para televisão. O desenho animado estreou em 1991 e teve ao todo 21 episódios. No final de outubro de 2011, um dos mais queridos personagens dos quadrinhos chegou aos cinemas (Reino Unido) em uma superprodução 3D, intitulada “As aventuras de Tintin: O segredo do Licorne”, com direção de Steven Spielberg e produção de Peter Jackson. O filme foi gravado em motion capture, que capta as expressões e movimentos dos atores e os transforma em animação.


Alguns outros personagens importantes da série são o Professor Girassol (Tryphon Tournesol no original em francês), um inventor maluco quase surdo que carrega um pêndulo para onde quer que vá e que, entre outras coisas, criou o foguete que levou TINTIN à Lua; Dupont e Dupond, dois atrapalhados investigadores que, mesmo não tendo nenhum parentesco, são incrivelmente parecidos tanto na aparência quanto nas ações (apenas o bigode permite diferenciá-los); a cantora Bianca Castafiore, diva da ópera dona de uma voz aplaudida no mundo todo, menos pela maioria dos personagens da série, a quem sempre traz muita confusão; além do mordomo Nestor e dos vilões Rastapopolus, desprovido de escrúpulos, que organiza complôs para atingir seus objetivos, General Alcazar e Dr. Müller.


Os álbuns
Ao todo As Aventuras de Tintim renderam 24 fantásticos álbuns:
1. Tintin au pays des Soviets – Tintim na Terra dos Sovietes (1930)
2. Tintin au Congo – Tintim no Congo (1931)
3. Tintin em Amérique – Timtim na América (1932)
4. Les Cigares du Pharaon – Os Charutos do Faraó (1934)
5. Le Lotus bleu – O Lótus Azul (1936)
6. L’Oreille cassée– O Ídolo Roubado (1937)
7. L’Île Noire – Ilha Negra (1938)
8. Le Sceptre d’Ottokar – O Cetro de Ottokar (1939)
9. Le Crabe aux pinces d’or – O Caranguejo das Pinças de Ouro (1941)
10. L’Étoile mystérieuse – A Estrela Misteriosa (1942)
11. Le Secret de la Licorne – O Segredo do Licorne (1943)
12. Le Trésor de Rackham le Rouge – O Tesouro de Rackham o Terrível (1944)
13. Les 7 Boules de cristal – Nas Sete Bolas de Cristal (1948)
14. Le Temple du Soleil – O Templo do Sol (1949)
15. Tintin au pays de l’or noir – Timtim ao País do Ouro Negro (1951)
16. Objectif Lune – Rumo à Lua (1953)
17. On a marché sur la Lune – Explorando a Lua (1954)
18. L’Affaire Tournesol – O Caso Girassol (1956)
19. Coke en stock – Perdidos no Mar (1958)
20. Tintin au Tibet – Timtim no Tibete (1960)
21. Les Bijoux de la Castafiore – As Jóias da Castafiore (1963)
22. Vol 714 pour Sydney – Vôo 714 para Sydney (1968)
23. Tintin et les Picaros – Tintim e os Picaros (1976)
24. Tintin et l’Alph-art – Timtim e a Alfa-Arte (1986)


Dados técnicos
● Origem: Bélgica
● Estréia (oficial):
10 de janeiro de 1929
● Estréia (televisão): 1958
● Criador:
Georges Prosper Remi
● Proprietário da marca:
Hergé Foundation
● Faturamento: Não divulgado
● Álbuns:
24
● Episódios TV: 21
● Filmes: 1
● Presença global: + 90 países
● Presença no Brasil: Sim
● Segmento: Desenhos animados tradicionais
● Website: www.tintin.com

A marca no mundo
TINTIN e suas histórias, que pertencem a Fundação Hergé, estão presentes em mais de 90 países ao redor do mundo. As histórias do carismático personagem já foram traduzidas para aproximadamente 60 idiomas (inclusive vários dialetos como alsaciano, occitano e valão) e venderam mais de 220 milhões de cópias. Além disso, a fundação fatura com o personagem através de licenciamento. Existem mais de 250 produtos, desde despertadores, canecas, roupas e DVDs, até cuecas e jogos, que estampam a imagem de TINTIN e sua turma. A primeira loja totalmente dedicada a produtos sobre o personagem, The Tintin Shop, foi inaugurada em 1984 no Covent Garden em Londres.

Você sabia?
O personagem é conhecido como TIM em alemão, TENTEN em turco e TITINUS em latim.
Especialmente por causa de TINTIN, Hergé ficou conhecido como o “Walt Disney europeu”.
Há dúvidas sobre essa afirmação, mas alguns estudiosos dizem que Hergé se inspirou nas características físicas de seu irmão caçula, Paul, para desenhar o personagem. TINTIN é mostrado como um jovem de pele clara e cabelos castanhos, com um charmoso topetinho no alto da cabeça.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas).

Última atualização em 17/1/2012

10.1.12

LOUIS ROEDERER

Pense em algo que seja realmente um ícone de um segmento qualquer. Em se tratando de champanhe, provavelmente a resposta será a CRISTAL. Tradição e sofisticação em forma de um líquido sagrado, com borbulhas glamorosas, cuidadosamente repousando em uma garrafa transparente. Foi assim que a francesa LOUIS ROEDERER transformou o champanhe CRISTAL em um verdadeiro ícone da vinicultura europeia, presença constante nos ambientes mais badalados do planeta, e bebida preferida dos bilionários e celebridades.

A história
A saga de uma das mais prestigiosas Maisons de champanhes do mundo começou no ano de 1776 quando Nicholas-Henri Schreider fundou a Dubois Père & Fils. Mas foi somente em 1833 quando seu sobrinho, Louis Roederer, assumiu a empresa que os champanhes foram batizados com esse nome. Com a ajuda de seu irmão Eugéne e de Hugues Kraft, um habilidoso vendedor poliglota, a produção de champanhe da Maison, em poucos anos, saltou de 100 mil garrafas para mais de 700 mil, muito em virtude dos mercados internacionais. Sob o comando de seu filho, Louis Roederer II, a Maison experimentou um enorme crescimento, atingindo em 1872 a produção de 2.5 milhões de garrafas, das quais 666 mil eram exportadas para a Rússia e 390 mil para os Estados Unidos.


A história da Maison começaria a mudar em 1876, quando o czar Alexandre II da Rússia, um enorme apreciador de seus champanhes, pediu que a empresa, na época fornecedora exclusiva de champanhe para a família Romanov, criasse um champanhe único e exclusivo. As garrafas de seu champanhe deveriam ser personalizadas para se diferenciarem dos concorrentes - o cristal claro, incomum nas garrafas da época, servia para demonstrar um apreço pelas pessoas a quem era servido tão singular champanhe. Outra história conta que o czar solicitou o desenvolvimento da garrafa de cristal claro para se assegurar de que seria possível constatar tentativas de envenenamento com substâncias sólidas ou a colocação de artefatos que atentassem contra sua vida, o que explica o fundo reto da garrafa. Foi então que a LOUIS ROEDERER criou a excepcional CHAMPAGNE CRISTAL, que encantava pela elegância nas borbulhas e complexidade nos aromas, e ganhou a fama de ser o primeiro Cuvée Prestige (safra única e excepcional) do mundo. Desse momento em diante não havia recepção na corte imperial russa sem CHAMPAGNE CRISTAL ROEDERER. Conta uma história que assim que terminava de beber o champanhe, o czar ordenava que as garrafas, na época, feitas com o mais puro cristal Baccarat, fossem quebradas.


A empresa atravessou momentos delicados em virtude da Primeira Guerra Mundial; da Revolução Russa (país que representava um dos maiores mercados da marca); da crise de 1929, que assolou a economia americana, outro importante mercado para a LOUIS ROEDERER; e finalmente pela Segunda Guerra Mundial. Somente em 1945 o champanhe CRISTAL começou a ser vendido, agora em garrafas de vidro branco, para o público em geral, e nos anos seguintes, conquistou uma legião de fãs endinheirados. Nas últimas duas décadas o CHAMPANHE CRISTAL caiu no gosto dos bilionários, endinheirados e rappers americanos. Em 2006, os executivos da empresa, ao declararem que era ruim para a marca ser a preferida dos rappers americanos, compraram uma enorme briga com Jay-Z, um dos cantores mais famosos de hip-hop e apreciador do famoso champanhe, que ele resolveu então boicotar a CRISTAL. Além da sofisticada CRISTAL (oferecida também na versão Rosé), a LOUIS ROEDERER também produz outros excepcionais champanhes, como por exemplo, Brut Premier (encarnação do estilo LOUIS ROEDERER, combinando todos os frutados e o frescor da juventude com a vinosidade de um vinho maduro), Brut Premier Rosé (elaborada a partir das variedades 70% Pinot Noir e 30% Chardonnay), Blanc de Blancs (feita 100% com uvas Chardonnay, é criada exclusivamente de uma seleção fina de crus do vinhedo em Côte des Blancs, impressionando pela complexidade aromática) e Carte Blanche (feita com 33% Chardonnay, 56% Pinot Noir e 10% Pinot Meunier).


Hoje em dia, o champanhe CRISTAL é produzido somente em safras excepcionais. Nos anos de safra inferior a produção do famoso champanhe é simplesmente zero. Em situações ideais são produzidas aproximadamente 600 mil garrafas, que envelhecem por 6 anos, seguidos por mais 6 meses de repouso. O glamoroso champanhe é composto por 55% de uvas Pinot Noir e 45% de Chardonnay. CRISTAL apresenta uma bonita cor amarela com reflexos dourados. Aroma intenso de flores brancas, cítricos e frutas vermelhas, seguido por notas quentes de tostados e madeira. Na boca, notas exuberantes de frutos maduros (pêssegos) e sabores tostados.


Os slogans
Artistry of Champagne.
Á la recherche de l’oeuvre.
Louis Roederer. Without compromisse.
Vivez l’expérience.


Dados corporativos
● Origem:
França
● Fundação: 1776
● Fundador:
Nicholas-Henri Schreider
● Sede mundial:
Reims, França
● Proprietário da marca:
Champagne Louis Roederer S.A.
● Capital aberto: Não
● CEO:
Frédéric Rouzaud
● Faturamento:
Não divulgado
● Lucro:
Não divulgado
● Presença global:
80 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 500
● Segmento:
Champanhes
● Principais produtos: Champanhes
● Principais concorrentes:
Dom Pérignon, Krug e Perrier-Jouet
● Ícones: A champanhe Cristal
● Slogan:
Artistry of Champagne.
● Website: www.champagne-roederer.com

A marca no mundo
Uma das mais tradicionais e respeitadas produtoras de champanhes do mundo, a LOUIS ROEDERER exporta suas preciosidades para mais de 80 países no mundo, tendo como maiores mercados Estados Unidos, Inglaterra, Itália, Japão e Suíça, além da França. Sua produção anual é de aproximadamente 3.2 milhões de garrafas.

Você sabia?
Por ser vendido em garrafa transparente, o que prejudica o champanhe, CRISTAL é comercializada envolta em um sofisticado papel celofane dourado.
A LOUIS ROEDERER é uma das únicas Maisons a utilizar ainda a maceração pelicular, método delicado que consiste em macerar a uva com a casca por várias horas, obtendo dessa forma um mosto mais concentrado e mais aromático.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Time e Isto é Dinheiro), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 10/1/2012

3.1.12

DryWash

Lavar o carro sem água. Já pensou nisso? A DryWash sim, e faz enorme sucesso na era da sustentabilidade. De forma pioneira, a empresa brasileira revolucionou o processo de lavagem e limpeza de automóveis no mundo, economizando assim centenas de milhões de litros de água, um bem tão escasso e valioso em nosso planeta. Com isso, também apostou em conveniência e bem-estar, abrindo lojas em estacionamentos de shoppings, supermercados e condomínios.

A história
Até o início dos anos 90 o setor de limpeza e conservação de veículos sempre foi pouco profissional, não atendendo às obrigações trabalhistas, utilizando produtos sem registro e sem o menor compromisso com o meio ambiente. Tudo começou a mudar em agosto de 1994 quando Lito Rodriguez inaugurou seu primeiro lava-rápido na zona sul da cidade de São Paulo, motivado pela boa oportunidade de crescimento do segmento que carecia de profissionalismo e boas referências de mercado. Desde o início, a DryWash foi pautada pelo desenvolvimento sustentável (o serviço era feito com uma quantidade muito reduzida de água), integrando pessoas, meio ambiente e lucro. Já no ano seguinte, tendo como objetivo levar conveniência aos clientes, prestando serviços em garagens e estacionamentos e não desperdiçar incríveis 300 litros de água para cada carro lavado, ele iniciou suas primeiras experiências para lavar carros sem água. Após realizar algumas experiências, misturando compostos químicos na batedeira de sua sogra, Lito chegou a uma fórmula pioneira em todo o mundo, que dispensava o uso total de água na lavagem de um veículo e com a ajuda de amigos e químicos patenteou o DryWash Neutro, que utilizava um exclusivo processo de cristalização e fragmentação da sujeira, evitando riscos e danos à pintura do veículo. O produto era feito à base de cera vegetal e com apenas 200 ml era possível lavar um carro.


Em 1996 o empreendedor iniciou a montagem e a regularização de uma pequena indústria química na zona norte da capital paulista, com o objetivo de fabricar o produto para a lavagem sem água. E finalmente no ano de 1997 iniciou as operações dos serviços em pequenos condomínios residenciais e comerciais, seguidos de oficinas e concessionárias de caminhões. Com o aval do piloto Wilson Fittipaldi, a pequena empresa introduziu no varejo o DryWash Neutro, produto para lavar carros sem água. Ainda este ano, o produto ganhou destaque na mídia ao ser testado e aprovado pela revista 4 Rodas. A expansão da empresa começou em 1998 quando foram assinados os primeiros contratos de franquia. Com isso, nasceu a primeira DryWash em um estacionamento de shopping center na Barra da Tijuca no Rio de janeiro. Neste ano a empresa deixou de vender produtos no varejo e focou suas energias em serviços e vendas nas lojas de conveniência.


O ano de 1999 foi marcado por grandes novidades: inauguração de uma loja da rede no Shopping Iguatemi, a primeira do estado de São Paulo; padronização e expansão da rede para outros estados; e o início dos serviços em feiras e eventos de automóveis. Além disso, desenvolveu novos produtos voltados para o polimento de pinturas, pneus e tratamento de tecidos e couro. Com a chegada do novo milênio a empresa experimentou um forte crescimento de sua rede, contando com 200 contratos de franquia assinados. Porém, esse rápido crescimento também trouxe inúmeros problemas, entre eles a falta de padronização, item considerado vital para o sucesso de qualquer franquia. Em 2001, a empresa reestruturou sua rede franqueada, padronizou suas lojas, que passaram a ter uma melhor estrutura operacional, utilizando um balcão de atendimento e sistema informatizado. Dois anos mais tarde, a empresa desenvolveu tecnologias e serviços para lavagem sem água de outros segmentos (de orelhão a avião). Em 2004 a empresa se aventurou internacionalmente (Portugal e Austrália), que pouco depois se mostraria um grande erro. No ano seguinte, mais uma vez, a empresa reestruturou sua rede franqueada, fechou muitas unidades e focou suas ações em melhorias, qualidade dos serviços prestados e padronização das lojas. Também investiu no lançamento de uma nova linha de produtos para polimento e complementos. A partir deste momento a DryWash passou a crescer em um ritmo mais consistente.


Em 2009, mais uma vez de forma inovadora, lançou o DryWash Wipes-kit (lenços umedecidos e panos de acabamento) para lavagem de veículos sem água. Em 2010 a empresa inaugurou sua primeira operação em concessionárias, além de abrir sua primeira loja em Hyderabad, na Índia. O grande sucesso da marca nos dias de hoje vai muito além da lavagem a seco e seu apelo a sustentabilidade. O conceito de levar a DryWash para onde estava o cliente foi determinante para uma trajetória de sucesso. Mesmo com mimos como, sala de espera com TV, café e ar-condicionado, não parecia suficiente para minimizar o desconforto da espera pelo carro lavado. Percebendo esse comportamento, a empresa inovou ao abrir lojas dentro de shopping centers e estacionamentos - locais que obrigatoriamente o carro fica parado, enquanto seu proprietário realiza outras tarefas, otimizando o tempo de espera. Hoje em dia, a DryWash atua no mercado de conservação automotiva e presta serviços que ultrapassam a simples lavagem exterior. Polimento, higienização (interior e de ar condicionado), limpeza técnica do motor, restauração de brilho e proteção da pintura e impermeabilização de vidros, são alguns dos serviços complementares oferecidos pela empresa.


Dados corporativos
● Origem:
Brasil
● Fundação: 1994
● Fundador:
Lito Rodriguez
● Sede mundial:
São Paulo, Brasil
● Proprietário da marca:
DryWash Indústria e Comércio
● Capital aberto: Não
● Presidente:
Lito Rodriguez
● Faturamento: R$ 40 milhões (estimado)
● Lucro: Não divulgado
● Lojas:
+ 65
● Presença global: 2 países
● Presença no Brasil:
Sim
● Funcionários: 100 (excluindo franqueados)
● Segmento: Automotivo
● Principais produtos: Lavagem, polimento e produtos de limpeza automotivos
● Principais concorrentes:
DryUp e Ecodry
● Slogan:
Por você, pelo planeta.
● Website: www.drywash.com.br

A marca no mundo
Com mais de 65 lojas localizadas em oito estados brasileiros, a empresa atualmente chega a lavar mais de 75 mil veículos por mês, equivalendo a uma economia superior a 22 milhões de litros de água, correspondente ao consumo diário de 185.000 pessoas. Com o conceito de sustentabilidade se expandindo cada vez mais, a idéia da lavagem a seco criada pela DryWash atravessou fronteiras, com duas franquias na Índia. Existem negociações para levar a rede também para outros países da Ásia e América Latina, além dos Emirados Árabes e África do Sul. A linha de produtos da marca DryWash, formada por 40 itens, além de utilizada pelas franquias, é vendida a profissionais do setor, como por exemplo, donos de concessionárias e de oficinas mecânicas.

Você sabia?
A cada veículo lavado na DryWash são economizados 320 litros de água, média gasta em uma única lavagem convencional. Assim, a empresa se tornou pioneira mundial nos serviços de lavagem e detentora da patente de produtos e serviços de lavagem de veículos sem água.
A empresa ainda é proprietária da DryWash Air (produtos de limpeza para aviação) e da DryWash Corporate (produtos para empresas de limpeza de orelhão, fachadas de prédios, máquinas industriais e vagões de trem).


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Exame e Época Negócios), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing), jornais (Valor Econômico) e Wikipedia (informações devidamente checadas).

Última atualização em 3/1/2012

21.12.11

ITAUTEC

A ITAUTEC, empresa 100% brasileira, possui um bem sucedido histórico no desenvolvimento de novas tecnologias e inovação de sua oferta de produtos. Oferece desde modelos básicos, que aliam robustez e boa relação custo-benefício, como os que combinam alto desempenho e segurança, graças ao leitor biométrico de impressão digital e à tecnologia TPM para proteção dos dados do usuário. Há ainda uma linha de servidores robusta, apresentando confiabilidade, desempenho e maior eficiência energética para empresas de diferentes portes. Todos os produtos de computação ITAUTEC podem contar ainda com uma oferta de serviços complementares que garantirão uma melhor experiência no pós-venda.

A história
Na tarde ensolarada do dia 16 de novembro de 1979, Olavo Setúbal tomou uma decisão considerada ousada para um banqueiro. Com dificuldade de importar tecnologia em um período de reserva de mercado, resolveu usar a inteligência de seus engenheiros para fabricar seus próprios equipamentos. Nascia ali a Itaú Tecnologia S.A. que utilizaria a marca ITAUTEC, palavra proveniente da junção de Itaú e da primeira sílaba de tecnologia. Inicialmente a nova empresa desenvolveria tecnologia para as agências do banco Itaú. Graças a essa iniciativa, o Itaú pôde implantar sua rede de autoatendimento com equipamentos e softwares desenvolvidos e fabricados pela ITAUTEC a partir da próxima década.


Já no início da década de 80, a ITAUTEC começou a vender seus serviços de automação para outros bancos, incluindo o Banco do Brasil e o Citibank. Em 1981, foi inaugurada a Agência Central do Itaú com o sistema de automação totalmente desenvolvido pela ITAUTEC. No ano seguinte lançou no mercado seu primeiro microcomputador. Ainda neste mesmo ano foi criada a área suporte, assistência técnica e manutenção. No restante da década a empresa expandiu sua oferta de produtos e ganhou cada vez mais mercado, concentrando boa parte de suas forças no setor empresarial. Além disso, em 1987, exportou seu sistema de automação comercial para Portugal. Na década de 90, a empresa sobreviveu à abertura do mercado graças aos acordos internacionais. Além disso, em 1991, firmou a parceria com a Intel para a produção e distribuição de servidores no país.


Em 2001, exportou os primeiros caixas automáticos para os Estados Unidos e a Europa, além de participar pela primeira vez em feiras internacionais com stand próprio. Exatos 30 anos depois, a cria de Setúbal era a única sobrevivente entre as fabricantes de hardware da época. Uma das receitas para resistir durante tanto tempo foi a sua capacidade de se adaptar aos novos cenários. A empresa foi novamente testada na mais recente crise financeira. Em 2008, a empresa viu seu lucro despencar em 60%. Como uma fabricante nacional, sem a musculatura das multinacionais do setor, foi obrigada a encontrar alternativas para que o negócio não saísse dos trilhos. Com forte presença no mercado corporativo, que estava pisando no freio, a ITAUTEC intensificou sua presença em outros setores.


Estreou no segmento de netbooks para usuários finais com dois modelos, focando seus esforços neste segmento. Além disso, a empresa lançou no varejo seus primeiros notebooks ultrafinos com a marca ITAUTEC. Com tela de 13 polegadas e 1.5 quilos, esses laptops chegavam ao mercado para competir com a Apple e a MSI. Para diminuir as perdas no segmento corporativo, a empresa também mostrou sua capacidade de adaptação ao novo cenário, passando a oferecer a locação de máquinas aos clientes. Mais recentemente, a ITAUTEC lançou novos produtos e ampliou sua operação na área de computação, dando continuidade à reestruturação da unidade, iniciada em 2010. Com a criação de uma diretoria dedicada a produtos, a empresa abandonou a atuação discreta que tinha no varejo e ampliou seu portfólio de produtos para consumidores finais e também para o segmento corporativo. Agora, a empresa fabrica uma linha completa de equipamentos: de tablets a All in Ones. Somente em 2011, foram lançados 16 produtos: cinco notebooks, cinco desktops, um All in One e quatro servidores, além do TabWay, o recém-lançado tablet da ITAUTEC. A expansão da oferta de produtos se soma a uma maior disponibilidade em canais de venda, com incremento da presença dos produtos da marca no varejo e no segmento corporativo.


Atualmente a empresa atua nos mercados corporativo e doméstico, por meio das seguintes áreas de negócios: Soluções de Automação (Bancária com caixas automáticos e terminais caixa; Comercial com terminais de ponto-de-venda, impressoras fiscais, terminais de autoatendimento e plataformas de software), Soluções de Computação (desktops, notebooks, netbooks e servidores comercializados com a marca ITAUTEC) e Serviços Tecnológicos (outsourcing, assistência técnica, infraestrutura e instalações).


A linha do tempo
1980
Primeira agência on-line com GRI (Gerenciador de Redes Itautec).
1983
Implantação do Centro Educacional Itautec, com o objetivo de qualificar as equipes técnicas de prestação de serviços.
A empresa automatiza o Citibank.
1984
Apresentação do primeiro computador de médio porte.
1985
Lançamento do microcomputador PC/XT.
Lançamento do primeiro sistema de automação comercial, com destaque para o terminal Ponto-de-Venda.
1986
Instalação da primeira ATM (caixa automático) Compacta para Saque.
1988
Desenvolvimento da conexão do GRI com o CICS, o que possibilitou a integração da rede do Banco Itaú com a rede Credicard.
1989
Lançamento do GRIP (Gerenciamento de Redes Itautec para PC).
1990
Lançamento do primeiro notebook brasileiro (IS 386 Note).
1993
Primeira fabricante no Brasil a vender PCs com Windows 3.1 pré-instalado e localizado para português.
1994
Lançamento da linha ATM (caixa automáticos) geração II.
1995
Instalação da primeira versão internacional do Banktec Multicanal no Banco Itaú Argentina.
Lançamento do microcomputador InfoWay, que modificou o patamar da empresa no mercado. Este micro foi o primeiro no brasil a ser vendido pela Internet.
1996
Lançamento do caixa automático com dispensador de cheque de folha avulsa.
1997
Lançamento do InfoWay Theater, equipado com monitor de 33 polegadas, modem de 33,6 Kbps, drive de CD-ROM de 12x e sistema de som com cinco caixas acústicas e um subwoofer. Além disso, captava sinais de rádios FM e de TV, podia ser conectado a outros equipamentos da casa, como videocassete e aparelho de som, e possibilitava a realização de videoconferências entre usuários.
1999
Posiciona-se como provedor de serviços e aplicações corporativas, passando a oferecer o desenvolvimento de sites, hospedagem e manutenção.
2000
Lançamento do WebWay Slim, um quiosque de autoatendimento com design arrojado e grande variedade de aplicações. A máquina podia ser utilizada por clientes de bancos para consultar saldos e ainda permitir a navegação na Internet por meio de um ordinário cartão telefônico.
2001
Lançamento do PAD, um supercomputador desenvolvido em conjunto com a USP; do InfoServer 6480 (modelo ultracompacto para montagem em rack); e da estação de alta tecnologia para trabalhos gráficos (Workstation).
2003
Lançamento do Webway Selfpay, é possível fazer pagamentos on-line, por meio de terminais de autoatendimento, com cartões de débito, crédito ou dinheiro.
2004
Lançamento do MiniPos, solução compacta de caixa com monitor para ponto-de-venda, e do Quick Way Checker.Net, leitora de preços compacta.
2010
Lançamento do InfoWay 3D, computador que revolucionou a experiência com games e filmes, pois oferecia visualização do conteúdo em terceira dimensão.
2011
Apresentação do TabWay, primeiro tablet produzido pela empresa.


A evolução visual
O tradicional logotipo da marca ITAUTEC passou por algumas pequenas alterações ao longo dos anos.


Os slogans
De frente para o futuro.
De olho no futuro.


Dados corporativos
● Origem:
Brasil
● Fundação:
16 de novembro de 1979
● Fundador: Ol
avo Setúbal e Ricardo Egydio Setúbal
● Sede mundial:
São Paulo, Brasil
● Proprietário da marca:
Itaúsa S.A.
● Capital aberto: Sim (1985)
● Chairman:
Ricardo Egydio Setúbal
● CEO:
Mário Anseloni
● Faturamento: R$ 1.57 bilhões (2010)
● Lucro: R$ 11.5 milhões (2010)
● Valor de mercado: R$ 326.2 milhões (dezembro/2011)
● Presença global: + 20 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários:
6.000
● Segmento: Informática
● Principais produtos:
Computadores, notebooks, automação bancária e servidores
● Principais concorrentes:
Positivo, Dell, HP, IBM e Diebold
● Slogan:
De frente para o futuro.
● Website: www.itautec.com.br

A marca no mundo
Hoje em dia a ITAUTEC, que pertence ao Grupo Itaúsa e atua nas áreas de equipamentos de TI, automação comercial e bancária, está fortemente consolidada no mercado brasileiro e possui subsidiárias em países como Argentina, Chile, Colômbia, Venezuela, Espanha, Estados Unidos, México e Portugal. O segmento de governo responde por 40% da receita, o corporativo detém 35% (onde possui aproximadamente 2.400 clientes) e o varejo 25%. Com sede em São Paulo e unidade fabril em Jundiaí, município do estado de São Paulo, também possui 33 unidades de serviços e 10 laboratórios de suporte no restante do Brasil, onde trabalham mais de 6 mil colaboradores, além de 165 no exterior. A rede atende 3.700 cidades no país. A empresa possui a décima maior base instalada de autoatendimento (caixa eletrônico) do mundo e a segunda maior da América Latina.

Você sabia?
Em 2011, a ITAUTEC foi a única empresa brasileira entre as 30 maiores provedoras de serviços de tecnologia para o mercado financeiro do mundo, ranking FinTech 100, do instituto IDC Financial Insights, ocupando o 29° lugar na lista geral. Foi também apontada pelo World Finance Technology Institute como a melhor fornecedora de tecnologia para o setor financeiro da América Latina.
Em 1989 a ITAUTEC adquiriu da Ford o controle da Philco no Brasil, negócio que a empresa se desfez em 2005 ao vendê-lo para a Gradiente.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Exame e Época Negócios), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing), jornais (Valor Econômico) e Wikipedia (informações devidamente checadas).

Última atualização em 21/12/2011