9.11.18

SPACEX


SpaceX. Guarde este nome. Considerada uma das empresas mais inovadoras do mundo, seu maior objetivo é explorar cada vez mais o universo e, no futuro, promover a colonização em outros planetas. O principal alvo é Marte. Com projetos cada vez maiores, ambiciosos e desafiadores, a empresa tem se mostrado um gigante no segmento aeroespacial. E para muitos céticos a SpaceX está trilhando um caminho ascendente. 

A história 
Tudo começou quando o visionário e empreendedor sul-africano Elon Musk (foto abaixo), também criador da montadora de carros elétricos Tesla e co-fundador do PayPal, idealizou o conceito da Mars Oasis. Esse projeto inicialmente previa a instalação de uma estufa experimental em Marte para o cultivo de plantas. Para dar prosseguimento a ideia, considerada por muitos um devaneio, ele foi à Rússia comprar um míssil balístico intercontinental (como era comum) e transformá-lo em um veículo lançador, com preços acessíveis. Sem sucesso. No voo de volta para os Estados Unidos Musk teve outra ideia: Porque comprar foguetes se eu posso construí-los? Segundo suas contas e projeções, ele poderia superar as tradicionais empresas de lançamento que atuavam no mercado ao criar um foguete de tamanho modesto que daria conta de atender a maior parte da demanda por lançamentos - basicamente satélites de pequeno porte e cargas destinadas à pesquisa. Com a ajuda de Tom Mueller, um engenheiro e atual diretor técnico da empresa, Elon Musk fundou a SpaceX (derivado do nome da empresa, Space Exploration Technologies Corporation) no dia 6 de maio de 2002, cuja primeira instalação estava localizada na cidade de El Segundo, no sul da Califórnia. Nos anos seguintes, com o desenvolvimento e a construção de foguetes próprios e o desenvolvimento de parte dos softwares necessários, Musk conseguiu economizar até 10 vezes no valor de lançamento dos veículos aeroespaciais.


Apresentado no dia 24 de março de 2006, o Falcon 1 (referência à nave Millenium Falcon, do filme Star Wars) foi o primeiro foguete de lançamento produzido pela SpaceX. O veículo aeroespacial foi criado para o lançamento de satélites na órbita da Terra. Após três testes fracassados (incluindo explosões) e problemáticos durante o lançamento, no dia 28 de setembro de 2008, o Falcon 1 fez história ao se tornar o primeiro foguete de combustão líquida produzido por uma empresa privada a atingir a órbita da Terra. O foguete carregava 163 quilos. Apesar do sucesso no lançamento, a empresa precisava de clientes. A salvação - ao menos para a SpaceX - veio no mês de dezembro de 2008, quando Musk ouviu rumores de que a NASA estava preparando o primeiro contrato de lançamentos que substituiriam o histórico ônibus espacial. A boa notícia chegou no dia 23 de dezembro, quando a NASA concedeu um contrato de US$ 1.6 bilhão a SpaceX, para realizar 12 voos até a Estação Espacial Internacional (conhecida como EEI). Esse modelo de foguete foi descontinuado em 2009.


O primeiro foguete da SpaceX foi substituído pelo modelo Falcon 9, lançado em 2010 e que marcou uma grande evolução na construção de veículos aeroespaciais. Seu design se manteve o mesmo do Falcon 1, mas em uma versão maior, com 70 metros de altura e 3,7 de diâmetro. O primeiro estágio do Falcon 9 contava com nove motores Merlin, propulsores desenvolvidos pela própria SpaceX. Em baixa órbita, o Falcon 9 tinha capacidade para carregar 22.8000 kg de carga. Já em órbita geoestacionária, o foguete carregava até 8.300 kg. Ainda em 2010, o Falcon 9 foi o responsável por levar a nave espacial Dragon ao espaço. A Dragon, também criada pela empresa, passou a ser utilizada principalmente para missões de reabastecimento da Estação Espacial Internacional. Além dos suprimentos, a Dragon pode transportar até 7 tripulantes. Em dezembro de 2015 a SpaceX conseguiu um feito inédito com o Falcon 9 realizando um pouso controlado em Terra, sem que houvesse danificação de suas estruturas. O foguete foi recuperado, reutilizado e lançado novamente pela empresa em 2017. A reutilização de foguetes é uma das grandes inovações da SpaceX. Investindo em tecnologia para o pouso em Terra desses foguetes a empresa economiza milhões, e os clientes também.


A grande estrela da constelação da SpaceX é o Falcon Heavy, considerado o maior foguete em operação no momento. Constituído de três módulos do Falcon 9, esse monstro colossal tem 70 metros de altura por 3,6 de diâmetro. O gigante é capaz de carregar até 17 toneladas de carga para fora do planeta Terra. Seus 27 motores são capazes de gerar um impulso de 23 mil kilonewtons (o equivalente a 18 aviões modelo Boeing 747), algo pouco a mais do que o dobro da capacidade do Delta IV Heavy (o até então foguete mais poderoso da atualidade, operado pela United Launch Alliance). O lançamento do Falcon Heavy ocorreu no dia 6 de fevereiro de 2018, com enorme sucesso e repercussão mundial. Claro, com a ajuda de uma grande jogada de marketing. A razão: o foguete levou para o espaço um carro da montadora Tesla (modelo roadster vermelho). Dentro do veículo foi colocado um boneco vestido de astronauta (com traje espacial Starman), além de uma placa com a frase “Feito na Terra por humanos”. E tudo isso com Space Oddity, de David Bowie, como trilha sonora, para deixar o momento histórico ainda mais emocionante. A façanha foi completada pelo retorno de dois dos três estágios do foguete à plataforma, pousando quase que simultaneamente, dando ares cinematográficos à transmissão, que foi feita ao vivo para o mundo todo. O veículo seguiu em direção à órbita de Marte, passando pelo Cinturão de Asteroides.


Após lançar um carro ao espaço, a SpaceX queria ir além. A empresa planeja lançar aproximadamente 12 mil satélites na órbita da Terra para criar uma rede de internet mundial. Chamado de Starlink, o ambicioso projeto já deu seus primeiros passos. No dia 21 de fevereiro de 2018, a SpaceX lançou um Falcon 9 com 2 satélites Starlink, conhecidos como Tintin-A e Tintin-B. Até 2024, a empresa pretende lançar mais de 4 mil satélites desse ambicioso projeto. Para instalar todos os satélites, a SpaceX gastará aproximadamente US$ 10 bilhões. Além disso, a empresa também lançou no mesmo foguete o satélite espanhol PAZ. Esse satélite conta com um radar que poderá passar informações meteorológicas e cobrirá necessidades governamentais e comerciais a nível mundial.


Aliando custos reduzidos de construir seus próprios foguetes com as facilidades e barateamento proporcionados pelo reuso deles, a SpaceX consegue cobrar um preço bastante inferior aos concorrentes e, com isso, cada vez mais abocanha uma fatia maior do mercado de exploração espacial, que gira em torno de US$ 200 bilhões por ano. Com a ascensão da empresa, Elon Musk mostra que é possível atingir grandes objetivos em direção à exploração do espaço. Afinal, desde o primeiro foguete - Falcon 1 - passando pelo Falcon 9 até chegar no Falcon Heavy, a empresa americana vem evoluindo em um ritmo frenético e com pioneirismo. A SpaceX foi a primeira a realizar um pouso controlado em Terra, primeira empresa privada a enviar uma nave para a EEI e a reutilizar seus foguetes, ampliando assim as possibilidades de explorar o espaço contando com a economia gerada pelos foguetes reutilizáveis.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 6 de maio de 2002 
● Fundador: Elon Musk 
● Sede mundial: Hawthorne, Califórnia, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Space Exploration Technologies Corp. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Elon Musk 
● Presidente: Gwynne Shotwell 
● Faturamento: US$ 2 bilhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: Não (presente somente nos Estados Unidos) 
● Funcionários: 7.000 
● Segmento: Aeroespacial 
● Principais produtos: Foguetes, naves espaciais e motores propulsores 
● Concorrentes diretos: NASA, United Launch Alliance, Arianespace, Orbital ATK, Stratolaunch Systems e Blue Origin 
● Ícones: Os foguetes Falcon 
● Website: www.spacex.com 

A marca nos Estados Unidos 
Atualmente a SpaceX, considerada a maior empresa aeroespacial privada do mundo, produz foguetes, naves espaciais, motores propulsores e plataformas. Até meados de 2018 a empresa já acumulava 60 lançamentos com enorme sucesso. Para realizar lançamentos de seus foguetes, a SpaceX conta com três bases: Cabo Canaveral (Flórida), Centro Espacial John F. Kennedy (da NASA) e Base da Força Área de Vandenberg (Califórnia). Em 2017 a empresa realizou 18 lançamentos, detendo 65% do mercado comercial de lançamentos. 

Você sabia? 
Cada missão com o foguete Falcon Heavy custa aproximadamente US$ 90 milhões. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), jornais (Valor Econômico, Folha e Estadão), sites de tecnologia (Canal Tech), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 10/11/2018  

30.10.18

WÜRTH


“Esteja o cliente onde estiver, a Würth estará sempre pronta para atendê-lo”. Construir, reformar, montar, produzir, reparar ou fazer manutenção. A marca alemã oferece ferramentas e produtos para atender qualquer uma dessas necessidades com eficiência e precisão. Por isso, a Würth é líder mundial em seus segmentos de atuação: fixação e montagem de materiais. 

A história 
A Alemanha de 1945 não parecia o melhor lugar para alguém investir a poupança de uma vida ou mesmo arriscar dinheiro em uma empreitada empresarial. Afinal, a economia do país estava em frangalhos e sua infraestrutura arrasada pelas bombas Aliadas despejadas durante a Segunda Guerra Mundial. Mas essa não era a opinião de Adolf Würth, morador de uma pequena cidade do interior chamada Künzelsau, em Baden-Württemberg. Nessa Alemanha devastada pela guerra, Würth percebeu que as obras de reconstrução necessitariam de máquinas e equipamentos. Adolf Würth, que trabalhava como vendedor neste ramo de atividade há 20 anos, com a ajuda de sua mulher, Alma, resolveu fundar uma pequena loja de 200 m² para comercializar parafusos e porcas. No início ele subia em sua carroça e saía pelas cidades vizinhas em busca de todo tipo de material que pudesse revender: prego, parafuso, porcas e peças de reposição para máquinas.


Apesar de um negócio pequeno e regional, as coisas iam bem até 1954, quando prematuramente o fundador da empresa faleceu aos 45 anos. Foi então que seu filho, Reinhold Würt, assumiu o comando da empresa com apenas 19 anos de idade. Nesta altura o volume de vendas era de €80 mil (valores atualizados). Nas décadas seguintes Reinhold transformaria um negócio local em um enorme grupo empresarial representado em todo o mundo. O extraordinário crescimento da economia alemã e o sucesso de sua indústria nas décadas do pós-guerra criaram uma demanda cada vez maior pelos produtos de fixação da Würth, necessários para reconstruir o país. Reinhold tinha mesmo um faro para negócios e soube se antecipar ao movimento da globalização, quando em 1962 inaugurou a primeira subsidiária no exterior, localizada na Holanda. Era o início de internacionalização da marca Würth, que rapidamente instalou subsidiárias na Itália, Suíça, Áustria e Bélgica. No final desta década, em 1969, as instalações da empresa na estação ferroviária em Künzelsau chegaram aos limites da sua capacidade. Com isso, os escritórios principais foram transferidos para um novo edifício em Gaisbach. Além disso, a empresa fundou a primeira subsidiária no continente americano, que inicialmente distribuía peças para indústrias automotivas nos estados de Nova York, New Jersey, Connecticut e Massachusetts.


Em 1970, ao completar o seu 25º aniversário, a empresa inaugurou uma filial na África do Sul. Já no Brasil, a empresa começou a operar em dezembro de 1972, e hoje o país desponta como uma das vedetes do conglomerado alemão. Em 1987, com a aquisição de uma empresa no Japão e a criação de outra subsidiária na Malásia, a Würth iniciou suas atividades na Ásia ficando assim representada em todos os continentes. A partir deste momento a Würth também cresceria escorada em aquisições de outras empresas locais e estrangeiras. Pouco depois, em 1990, a empresa conquistou um marco histórico ao inaugurar a primeira filial na antiga Alemanha Oriental, localizada na cidade de Dresden. No dia 15 de maio de 1992 foi inaugurado o novo edifício administrativo em Künzelsau-Gaisbach. O atrativo complexo arquitetônico integrava ainda um museu de arte aberto ao público em geral. E somente em 1994, a empresa alemã desembarcou oficialmente no enorme mercado chinês. No dia 27 de outubro de 2006, após cinco anos de intensas pesquisas, a empresa inaugurou uma moderna fábrica em Schwäbisch Hall para produzir novos tipos de células solares usando cobre, índio e selênio, em vez de silício.


Apesar do principal negócio da empresa ser o setor de fixação, a Würth diversificou sua linha de produtos ao longo das décadas, principalmente considerando a modernização automotiva, onde a marca avançou na implementação de outros itens, e com novas tecnologias como presilhas, colas e outros, além de ingressar em segmentos diversos como produtos químicos de fixação e ferramentas, tanto manuais como elétricas. Além disso, a Würth implantou uma rede de lojas próprias, que funcionam como uma vitrine dos produtos da marca onde são realizados cursos destinados a mecânicos, marceneiros e outros profissionais que utilizam as ferramentas e os insumos com o logotipo da marca alemã. Nessas lojas os clientes ainda contam com atendimento personalizado, promoções mensais, espaço agradável, enorme variedade de produtos, estacionamento e uma inovadora Sala de Testes totalmente equipada para que seja possível experimentar e testar qualquer produto antes de comprar. Mais recentemente, em 2017, a marca alemã abriu sua primeira loja na Província de Liaoning, nordeste da China.


Atualmente, por meio de um atendimento personalizado, a Würth oferece uma extensa gama de produtos inovadores e com a mais alta tecnologia, organizados em divisões voltadas ao atendimento de profissionais de segmentos diversos, tais como indústrias, veículos leves e pesados, máquinas agrícolas, madeireiras, construção civil e revendas. Suas atividades abrangem o comércio de peças de fixação, produtos químicos, ferramentas manuais, elétricas e pneumáticas e equipamentos de proteção individual.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas alterações ao longo dos anos. Desde 1956, o logotipo da marca possui como símbolo duas cabeças de parafusos colocadas frente a frente com o nome da marca no meio. A primeira alteração ocorreu em 1973 quando foi adotado uma nova tipografia de letra (agora na cor preta) e um novo design do símbolo. Uma década mais tarde, em 1983, esse logotipo passou por uma atualização quando foi adicionado uma listra em ambos os lados. O atual logotipo foi apresentado em abril de 2010, quando o nome da marca foi retirado do meio do símbolo e passou a ser utilizado ao lado direito.


Dados corporativos 
● Origem: Alemanha 
● Fundação: 1945 
● Fundador: Adolf e Alma Würth 
● Sede mundial: Künzelsau, Alemanha 
● Proprietário da marca: Adolf Würth GmbH & Co. KG 
● Capital aberto: Não 
● Chairman: Reinhold Würth 
● CEO: Bettina Würth 
● Faturamento: €12.7 bilhões (2017) 
● Lucro: €531 milhões (2017) 
● Lojas: 3.000 
● Presença global: 86 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 76.100 
● Segmento: Fixação e montagem 
● Principais produtos: Ferramentas, ferragens, furadeiras elétricas, instrumentos de medição e equipamentos de proteção 
● Concorrentes diretos: Stanley, Black & Decker, Irwin, Bosch, Bahco, Hitachi, Gedore, Makita, Tomboy e Snap-On 
● Ícones: O símbolo do logotipo 
● Slogan: Quality beats price. 
● Website: www.wurthdobrasil.com.br 

A marca no mundo 
Atualmente a Würth oferece uma completa linha com mais de 500 mil itens, possui mais de 400 filiais em mais de 85 países e emprega mais de 76.000 pessoas, das quais 32.000 são representantes de vendas assalariados. A empresa alemã oferece as seguintes linhas de produtos: fixação (parafusos, porcas, arruelas, rebites e grampos), produtos químicos (lubrificação, limpeza, superfície, vedação e adesivos), ferramentas (manuais, elétricas e pneumáticas) e equipamentos de proteção individual (luvas, óculos, máscaras, capacetes, calçados e roupas). Seus 3.5 milhões de clientes no mundo incluem empresas da indústria da construção, produção de madeira e metal, empresas automotivas e, cada vez mais, setores industriais. A marca alemã ainda mantém mais de 3 mil lojas próprias espalhadas pelo mundo. No ano fiscal de 2017 a empresa gerou vendas de €12.7 bilhões. 


Você sabia? 
Principalmente no Brasil, a marca alemã utiliza uma eficiente ação de marketing com vans em estilo show room, equipadas com compressores de ar, dotadas de eletricidade e equipamentos, onde o cliente pode testar as ferramentas na hora.  
Sempre preocupada com a qualidade de sua linha de produtos, a empresa possui uma estrutura diferenciada e criada para aumentar a satisfação de seus clientes também após a compra. Por exemplo, por meio do Würth Express, a empresa no Brasil entrega os pedidos dos clientes em diversas regiões do país no prazo máximo de 48 horas. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas).  


Última atualização em 30/10/2018

9.10.18

Best Global Brands 2018


Este é o ranking de 2018 das 100 mais valiosas marcas do mundo criado pela renomada consultoria de marketing/branding Interbrand (clique para ver mais detalhes), empresa que foi fundada na cidade de Londres em 1974. Os valores representam bilhões de dólares. Basta clicar no link de cada marca para acessar ao perfil exclusivo de cada uma preparado pelo Mundo das Marcas. 

1. Apple (Estados Unidos) - US$ 214.480  
2. Google (Estados Unidos) - US$ 155.506  
3. Amazon (Estados Unidos) - US$ 100.764  
4. Microsoft (Estados Unidos) - US$ 92.715 
5. Coca-Cola (Estados Unidos) - US$ 66.341 
6. Samsung (Coréia do Sul) - US$ 59.890  
7. Toyota (Japão) - US$ 53.404  
8. Mercedes-Benz (Alemanha) - US$ 48.601  
9. Facebook (Estados Unidos) - US$ 45.168  
10. McDonald’s (Estados Unidos) - US$ 43.417  
11. Intel (Estados Unidos) - US$ 43.293 
12. IBM (Estados Unidos) - US$ 42.972  
13. BMW (Alemanha) - US$ 41.006  
14. Disney (Estados Unidos) - US$ 39.874  
15. Cisco (Estados Unidos) - US$ 34.575  
16. GE (Estados Unidos) - US$ 32.757 
17. Nike (Estados Unidos) - US$ 30.120 
18. Louis Vuitton (França) - US$ 28.152 
19. Oracle (Estados Unidos) - US$ 26.133 
20. Honda (Japão) - US$ 23.682  
21. SAP (Alemanha) - US$ 22.885  
22. Pepsi (Estados Unidos) - US$ 20.798  
23. Chanel (França) - US$ 20.005  
24. American Express (Estados Unidos) - US$ 19.139  
25. Zara (Espanha) - US$ 17.712   
26. J.P. Morgan (Estados Unidos) - US$ 17.567 
27. Ikea (Suécia) - US$ 17.458 
28. Gilette (Estados Unidos) - US$ 16.864  
29. UPS (Estados Unidos) - US$ 16.849 
30. H&M (Suécia) - US$ 16.826 
31. Pampers (Estados Unidos) - US$ 16.617  
32. Hermès (França) - US$ 16.372  
33. Budweiser (Estados Unidos) - US$ 15.627  
34. Accenture (Estados Unidos) - US$ 14.214  
35. Ford (Estados Unidos) - US$ 13.995  
36. Hyundai (Coréia do Sul) - US$ 13.535  
37. Nescafé (Suíça) - US$ 13.053  
38. Ebay (Estados Unidos) - US$ 13.017  
39. Gucci (Itália) - US$ 12.942   
40. Nissan (Japão) - US$ 12.213  
41. Volkswagen (Alemanha) - US$ 12.201 
42. Audi (Alemanha) - US$ 12.187  
43. Philips (Holanda) - US$ 12.104   
44. Goldman Sachs (Estados Unidos) - US$ 11.769  
45. Citi (Estados Unidos) - US$ 11.577  
46. HSBC (Reino Unido) - US$ 11.208 
47. AXA (França) - US$ 11.118 
48. L’Oréal (França) - US$ 11.102  
49. Allianz (Alemanha) - US$ 10.821   
50. Adidas (Alemanha) - US$ 10.772   
51. Adobe (Estados Unidos) - US$ 10.748  
52. Porsche (Alemanha) - US$ 10.707  
53. Kellogg’s (Estados Unidos) - US$ 10.634  
54. HP (Estados Unidos) - US$ 10.433  
55. Canon (Japão) - US$ 10.380   
56. Siemens (Alemanha) - US$ 10.132  
57. Starbucks (Estados Unidos) - US$ 9.615  
58. Danone (França) - US$ 9.533  
59. Sony (Japão) - US$ 9.316  
60. 3M (Estados Unidos) - US$ 9.104  
61. Visa (Estados Unidos) - US$ 9.021  
62. Nestlé (Suíça) - US$ 8.938   
63. Morgan Stanley (Estados Unidos) - US$ 8.802  
64. Colgate (Estados Unidos) - US$ 8.659  
65. Hewlett Packard Enterprise (Estados Unidos) - US$ 8.157  
66. Netflix (Estados Unidos) - US$ 8.111  
67. Cartier (França) - US$ 7.646  
68. Huawei (China) - US$ 7.578 
69. Santander (Espanha) - US$ 7.547  
70. Mastercard (Estados Unidos) - US$ 7.545 
71. Kia (Coréia do Sul) - US$ 6.925  
72. Fedex (Estados Unidos) - US$ 6.890 
73. PayPal (Estados Unidos) - US$ 6.621 
74. Lego (Dinamarca) - US$ 6.533 
75. Salesforce (Estados Unidos) - US$ 6.432  
76. Panasonic (Japão) - US$ 6.293  
77. Johnson Johnson (Estados Unidos) - US$ 6.231  
78. Land Rover (Reino Unido) - US$ 6.221  
79. DHL (Estados Unidos) - US$ 5.881  
80. Ferrari (Itália) - US$ 5.760 
81. Discovery (Estados Unidos) - US$ 5.755  
82. Caterpillar (Estados Unidos) - US$ 5.730  
83. Tiffany & Co. (Estados Unidos) - US$ 5.642  
84. Jack Daniel’s (Estados Unidos) - US$ 5.641  
85. Corona (México) - US$ 5.517  
86. KFC (Estados Unidos) - US$ 5.481
87. Heineken (Holanda) - US$ 5.393 
88. John Deere (Estados Unidos) - US$ 5.375  
89. Shell (Holanda) - US$ 5.276   
90. Mini (Reino Unido) - US$ 5.254  
91. Dior (França) - US$ 5.223  
92. Spotify (Suécia) - US$ 5.176  
93. Harley-Davidson (Estados Unidos) - US$ 5.161  
94. Burberry (Reino Unido) - US$ 4.989  
95. Prada (Itália) - US$ 4.812  
96. Sprite (Estados Unidos) - US$ 4.733  
97. Johnnie Walker (Reino Unido) - US$ 4.731  
98. Hennessy (França) - US$ 4.722  
99. Nintendo (Japão) - US$ 4.696  
100. Subaru (Japão) - US$ 4.214

26.9.18

CABIFY


Vá para onde quiser. Quando quiser. Viaje com os melhores motoristas. Afinal, é você quem manda. A Cabify está à sua disposição para ir ao aeroporto, ao trabalho, a um show ou a uma festa de forma eficiente e segura. E se transformou em uma das maiores empresas de rede de transporte em países de língua espanhola e portuguesa, sendo popularmente conhecida como “Uber da Europa”

A história 
A empresa foi fundada por Juan de Antonio (foto abaixo), um empreendedor espanhol e engenheiro de telecomunicações, formado na renomada Universidade de Stanford. Juan vislumbrou a oportunidade em criar uma empresa de rede de transporte particular por suas péssimas experiências com motoristas de táxi na Ásia e América Latina, onde tinha que negociar os preços das corridas, encontrava problemas para obter um simples recibo e por vezes tinha que suplicar aos motoristas parar o taxímetro. De Antonio começou a discutir a ideia com o nigeriano Adeyemi Ajao, um dos fundadores da Tuenti (uma rede social espanhola), e Brendan Wallace. Samuel Lown se juntou ao grupo como Diretor de Tecnologia. No dia 1 de dezembro de 2011 eles lançaram oficialmente a Cabify, inicialmente prestando serviços na cidade de Madri. No começo, o serviço batizado de “Executive”, era direcionado a um grupo de nicho, com carros de alto padrão que eram um pouco mais caros que os táxis.


Em fevereiro de 2012, seis semanas após o lançamento oficial, a Cabify já havia cadastrado aproximadamente 20.000 usuários e completado aproximadamente 3.000 corridas na cidade de Madri. Pouco depois, em setembro, a jovem empresa recebeu US$ 4 milhões em uma rodada de investimentos de fundos como Black Vine e Emerge, e de investidores-anjos através da organização AngelList e um grupo de investidores da América Latina. Isso possibilitou que a empresa iniciasse operações na América Latina, abrindo subsidiárias no México, Chile e Peru. Em poucos anos, 80% da receita da empresa viria da América Latina. Em junho de 2013, a empresa lançou o serviço Cabify Lite, com carros menos luxuosos cujas tarifas eram normalmente mais baratas que táxis. Começava então o grande sucesso da Cabify. A segunda rodada de investimento chegou no mês de abril de 2014, no valor de US$ 8 milhões. Naquele momento, Cabify tinha mais de 100.000 downloads de seu aplicativo globalmente, 35.000 dos quais vinham da Espanha.


A Cabify começou a oferecer serviços a clientes corporativos em Bogotá no ano de 2015, ingressando assim em um novo mercado. O maior investidor da empresa, o gigante japonês do comércio eletrônico, Rakuten, fez seu primeiro investimento na Cabify no mês de outubro de 2015, quando forneceu capital para aumentar a expansão da empresa na região da América Latina. Com o novo investimento, a Cabify aumentou sua expansão no México, onde operava em seis cidades: Cidade do México, Monterrey, Querétaro, Puebla, Guadalajara e Toluca. Além disso, a empresa também fez uma parceria com o aplicativo Waze para completar suas corridas com rapidez e aumentar a segurança de motoristas e passageiros. No início de 2016, a empresa divulgou ter mais de 1 milhão de instalações do aplicativo globalmente, a grande maioria vindo da América Latina e o resto da Espanha. Pouco depois, em abril, com uma nova rodada de investimentos da Rakuten, no valor de US$ 92 milhões, a empresa iniciou operações na Argentina (Buenos Aires e Rosário), Brasil (São Paulo), Costa Rica, Portugal (Lisboa), Bolívia, Equador, e Panamá.


Atualmente a Cabify opera como ponto de contato entre clientes e uma rede de motoristas particulares, cuidadosamente selecionados, através de seu aplicativo, e também de seu site. O usuário entra no aplicativo, solicita a viagem e, em poucos minutos, um motorista particular deverá estar no local apontado. Entretanto, a Cabify aposta, em boa parte dos mercados onde atua, em uma cobrança baseada na quilometragem percorrida pelo motorista - e não o tempo - para se diferenciar do mercado de caronas pagas. Outro grande diferencial da Cabify é a possibilidade de agendar corridas e não somente pedidos imediatos, além da ausência de tarifa dinâmica (taxa que multiplica o valor da corrida de acordo com a demanda por carros naquela hora). Os clientes pagam pelo serviço usando seus cartões de crédito ou conta PayPal, com opção de pagamento em dinheiro iniciado em alguns mercados em 2016.


Os carros e os motoristas parceiros da Cabify passam por um rigoroso processo de cadastro. Todo motorista precisa passar um teste psicométrico, testes toxicológicos e testes de direção. Eles também são obrigados a fornecer atestados de antecedentes criminais e comunicar multas de trânsito. Além disso, todos os motoristas parceiros precisam usar roupas profissionais. É esperado que sejam educados e atenciosos com os passageiros, o que inclui muitas vezes serviços adicionais, como o fornecimento de garrafas de água com o logotipo da Cabify.


Cabify foi concebido como uma alternativa de transporte de alto padrão e oferece três tipos de carros: Executive, com automóveis como Mercedes-Benz S-Class ou Audi A8, Lite (Toyota Etius) ou Group (6 pessoas). Além disso, oferece outros serviços de acordo com a cidade, como: Cabify Express, um serviço de entrega via moto táxi, no Peru; Cabify Taxi, um serviço para acessar táxis locais, na Espanha; Cabify City, um serviço de motoristas independentes, no Chile; Cabify Bike, um serviço onde usuários podem se transportar com suas bicicletas no Chile; Cabify Cash, um serviço onde usuários pagam com dinheiro ao invés de cartão de crédito, no Peru; e mais recentemente, em 2017 o CabiFly, um serviço de táxi aéreo na cidade de São Paulo, em parceria com a startup de serviços de helicóptero Voom, apostando em fortalecer sua posição no mercado corporativo.


A evolução visual 
A identidade visual da marca, que originalmente tinha como símbolo o C de Cabify como um “Pin” de geolocalização, passou por apenas uma grande remodelação em sua história. Isto aconteceu em 2017, quando passou a utilizar tons mais leves, de roxo e branco, no lugar do preto e amarelo. Mais moderna, a nova letra C remete ao movimento (e parece um Pin de geolocalização com design moderno), enquanto a simplicidade nas cores e formas escolhidas reflete a forma como as pessoas se deslocam todos os dias nos carros. Para fixar que o roxo era sinônimo de Cabify, alguns carros circularam pelas cidades adesivados nessa cor. Os passageiros que utilizaram os carros roxos foram presenteados com um kit da nova marca contendo ecobag, adesivo, bloquinho e caneta.


Os slogans 
Going together. 
Curta o caminho. 
A cidade é sua.


Dados corporativos 
● Origem: Espanha 
● Fundação: 1 de dezembro de 2011 
● Fundador: Juan de Antonio, Adeyemi Ajao, Brendan Wallace e Sam Lown 
● Sede mundial: Madri, Espanha 
● Proprietário da marca: Maxi Mobility Spain, S.L. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Juan de Antonio 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 11 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 1.700 
● Segmento: Tecnologia 
● Principais produtos: Aplicativo de transporte particular 
● Concorrentes diretos: Uber, Lyft, SaferTaxi, Taxify e 99 
● Slogan: Curta o caminho. 
● Website: cabify.com/pt-BR 

A marca no mundo 
A Cabify, focada em soluções de mobilidade urbana, está presente em 11 países (Brasil, Espanha, Argentina, Chile, Colômbia, Equador, México, Panamá, Peru, Portugal e República Dominicana), nos quais oferece para 40 cidades dois tipos de serviços, um para empresas e outro para particulares. Apenas no Brasil, onde atua em oito cidades (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Santos, Brasília, Porto Alegre e Campinas), a Cabify cresceu 20 vezes em 2017, na comparação anual, e alcançou 3 milhões de usuários (incluindo 5.000 empresas). No mundo todo alcançou o número de 13 milhões de clientes, dos quais 50 mil são empresas. Os clientes corporativos representam 60% da oferta dos serviços da Cabify. Esse serviço é focado em clientes corporativos e usado para transportar funcionários de grandes empresas. Segundo a Cabify são mais de 120 mil motoristas cadastrados no mundo. 

Você sabia? 
Cabify foi o primeiro serviço particular a oferecer uma opção de transporte para pessoas com deficiências. O serviço, batizado de Cabify Access, foi introduzido em parceria com a Peugeot no México, onde 6.6% da população têm algum tipo de deficiência. Esse serviço foi ampliado para outros países como Chile, Espanha e Peru. 
Segundo levantamento, o tempo médio de um passageiro em um carro da Cabify é de 35 minutos. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), jornais (Valor Econômico, Estadão, Folha, O Globo e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas).

Última atualização em 26/9/2018

12.9.18

MORGAN STANLEY


Muito mais que uma das mais respeitadas grifes do segmento financeiro americano, o banco de investimento Morgan Stanley tem uma imagem sólida e tradicional entre milhares de investidores. Desde a sua fundação tem ajudado a redefinir o significado de serviços financeiros, continuamente inovado ao assessorar seus clientes em transações estratégicas, sendo pioneiro na expansão global dos mercados financeiros e de capital e oferecendo novas oportunidades para investidores individuais e institucionais. 

A história 
Um dos mais tradicionais bancos de investimento dos Estados Unidos surgiu em meio a Grande Depressão Econômica que assolava o país na década de 1930. Para conter a terrível crise econômica o governo americano criou uma nova legislação (conhecida como Lei Glass-Steagall) que obrigou os bancos do país a dividir suas operações entre banco comercial e banco de investimento, proibindo assim que esses dois negócios ficassem sob uma única entidade controladora. Como resposta, o poderoso J.P. Morgan decidiu manter suas operações como banco comercial, e através de alguns ex-funcionários como Henry Sturgis Morgan, neto do mítico banqueiro J.P. Morgan e formado na tradicional universidade de Harvard, Harold Stanley e Perry Hall, foi fundado o Morgan Stanley para lidar com as operações relacionadas ao banco de investimento. O novo banco abriu suas portas oficialmente ao público no dia 16 de setembro de 1935, localizado no número 2 de Wall Street, em Nova York. A extensa experiência dos executivos do Morgan Stanley foi uma chave para o sucesso imediato da empresa. Com isso, os clientes iniciais incluíam quase metade das 50 maiores empresas do país, entre as quais a Exxon, a General Motors e a General Electric. Em seu primeiro ano, o banco alcançou 24% de participação de mercado (US$ 1.1 bilhões) em ofertas públicas e privadas.


Em 1938, o banco foi nomeado como subscritor líder na emissão de debêntures do governo americano. Pouco depois, em 1941, realizou uma reorganização para permitir que se aventurasse no segmento de valores mobiliários. No ano seguinte, o Morgan Stanley ingressou na Bolsa de Valores de Nova York. A Segunda Guerra Mundial praticamente paralisou o setor de valores mobiliários. Durante este difícil período, o Morgan Stanley sobreviveu com comissões de corretagem e honorários de consultoria. Após o término da guerra, o banco rapidamente restabeleceu seus relacionamentos comerciais. Entre 1951 e 1961, o Morgan Stanley esteve envolvido em uma série de financiamentos públicos. Eles incluíram o co-gerenciamento dos bônus de US$ 50 milhões do Banco Mundial, a emissão de títulos da GM no valor de US$ 300 milhões, a oferta de US$ 231 milhões da IBM e a oferta de dívida de US$ 250 milhões da AT&T. Em 1964, de forma pioneira, o Morgan Stanley criou o primeiro modelo de computador viável para análises financeiras. Em 1966 estabeleceu uma subsidiária francesa para ampliar suas operações internacionais, que gerenciou e participou de subscrições de títulos estrangeiros. Pouco depois, em 1969, o Morgan Stanley ingressou mais pesado no financiamento imobiliário quando comprou uma participação majoritária na Brooks, Harvey & Company, que atuava no ramo de assessoria e financiamento de empreendimentos imobiliários por mais de 50 anos.


O banco criou um departamento de fusões e aquisições em 1972 para ajudar seus clientes a encontrar e avaliar metas de aquisição adequadas e fornecer planejamento estratégico para concluir os negócios. No ano seguinte abriu um departamento de pesquisa e ingressou nos mercados de ações em larga escala. A divisão de gestão de ativos do Morgan Stanley, que começou em 1975, tornou-se um forte produtor de receita para o banco. E as mudanças não pararam por aí: em 1977 começou a oferecer serviços individuais de investimento para pessoas ricas e investidores institucionais menores. A década de 1980 foi marcada pela pesada concorrência no segmento enfrentada pelo Morgan Stanley, especialmente do Salomon Brothers e do Goldman Sachs, que começaram a negociar papéis comerciais, títulos lastreados em hipotecas e moedas estrangeiras. O Morgan Stanley relutou muito em ingressar nessas áreas e foi superado por seus rivais. Em 1986, buscando atender às demandas do mercado cada vez mais complexo, o Morgan Stanley abriu seu capital na Bolsa de Valores para ampliar sua base de capital. No final desta década, o tradicional banco já havia recuperado sua posição frente aos concorrentes. A década de 1990 teve início com grandes expansões na Europa e nas economias emergente. Em 1996, demonstrando grande vigor financeiro, adquiriu a empresa de fundos mútuos Van Kampen American Capital. Pouco depois, no dia 5 de fevereiro de 1997, como resultado da fusão do Morgan Stanley com a Dean Witter Discover & Co. (divisão de serviços financeiros da loja de departamento Sears Roebuck) foi adotado o nome de Morgan Stanley Dean Witter, que passou a oferecer serviços completos de títulos institucionais, gestão de patrimônios e gestão de investimentos. O banco mudou seu nome de volta para Morgan Stanley em 2001.


No final de 2006, após divulgar os lucros do 4º trimestre, o Morgan Stanley anunciou o desmembramento de sua unidade Discover Card (emissora de cartões). Durante a grave crise financeira, o Morgan Stanley supostamente perdeu 80% de seu valor de mercado entre 2007 e 2008. Isto porque o Morgan Stanley divulgou uma baixa contábil de US$ 9.4 bilhões devido a maus investimentos em dívidas relacionadas a hipotecas, o que gerou o primeiro prejuízo trimestral em seus 73 anos de história. Para sobreviver à crise, o banco recebeu grandes injeções de capital de várias instituições, como China Investment Corporation e Mitsubishi UFJ Financial Group, o maior banco do Japão. Além disso, o Tesouro Americano fez US$ 10 bilhões em investimentos de capital no Morgan Stanley como parte do resgate do governo para instituições financeiras com problemas. Pouco depois, em 2009, o Morgan Stanley fez uma joint-venture com o Citigroup, formando o Morgan Stanley Smith Barney, então maior banco de investimento do mundo com 18.000 corretores de valores e ativos superiores a US$ 1.7 trilhões. Em junho de 2013, o Morgan Stanley concluiu a compra da participação de 35% do Citigroup na unidade de corretagem Smith Barney.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas alterações ao longo dos anos. Em 1997, após a fusão com a Dean Witter, foi apresentada uma nova identidade visual, que no ano de 2000 passou por uma atualização. Pouco depois, em 2001, o banco voltou a se chamar apenas Morgan Stanley e adotou um novo logotipo. A atual identidade visual da marca foi apresentada em 2006 e ganhou uma aparência mais limpa e sóbria.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 16 de setembro de 1935 
● Fundador: Henry Sturgis Morgan, Harold Stanley e Perry Hall 
● Sede mundial: New York City, New York, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Morgan Stanley & Co. 
● Capital aberto: Sim 
● Chairman & CEO: James P. Gorman 
● Presidente: Colm Kelleher 
● Faturamento: US$ 37.9 bilhões (2017) 
● Lucro: US$ 7.1 bilhões (2017) 
● Valor de mercado: US$ 83.2 bilhões (setembro/2018) 
● Valor da marca: US$ 8.205 bilhões (2017) 
● Funcionários: 57.600 
● Presença global: 42 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Financeiro 
● Principais produtos: Gestão de patrimônio e investimentos 
● Concorrentes diretos: Goldman Sachs, Merrill Lynch, UBS, J.P. Morgan, Charles Schwab, Credit Suisse e Citibank 
● Slogan: World wise. 
● Website: www.morganstanley.com 

O valor 
Segundo a consultoria britânica Interbrand, somente a marca MORGAN STANLEY está avaliada em US$ 8.205 bilhões, ocupando a posição de número 63 no ranking das marcas mais valiosas do mundo. 

A marca no mundo 
Atualmente o banco de investimento Morgan Stanley opera em 42 países, possuí mais de 1.300 escritórios e 57.600 funcionários ao redor do mundo. Com faturamento superior a US$ 37.9 bilhões em 2017, oferece gestão de ativos e investimentos, além de corretagem para governos, instituições financeiras e pessoas físicas. Hoje em dia o Morgan Stanley, sexto maior banco do mercado americano em termos de ativos, gerencia ativos no valor de US$ 850 bilhões. 

Você sabia? 
O Morgan Stanley perdeu treze funcionários durante os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001: Thomas F. Swift, Wesley Mercer, Jennifer de Jesus, Joseph DiPilato, Nolbert Salomon, Godwin Forde, Steve R. Strauss, Lindsay C. Herkness, Albert Joseph, Jorge Velazquez, Titus Davidson, Charles Laurencin e o diretor de segurança Rick Rescorla. 
Nos últimos anos, o Morgan Stanley atuou como subscritor em alguns dos maiores IPOs (sigla para abertura de capital) de tecnologia, incluindo Netscape, Cisco, Broadcom, VeriSign, Groupon, Salesforce, Compaq e Google


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), jornais (Valor Econômico), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 12/9/2018

27.8.18

GRÃO ESPRESSO


Logo de manhã, ao acordar. Depois de um belo almoço ou de um maravilhoso jantar. Em um encontro com amigos ou em uma reunião de trabalho. Não importa quando, para milhões de brasileiros, toda hora é hora de tomar um bom café. E para a rede Grão Espresso, café não é apenas um produto. Café é dedicação, é história, é tradição. Para a marca brasileira, café é, acima de tudo, um prazer. 

A história 
Tudo começou com Pedro Eduardo Weinberger, cujo pai era executivo de uma empresa de torrefação de café. Pedro cresceu com o cheiro de café em virtude da profissão de seu pai. Finalmente em 1992 ele, um empreendedor formado em administração de empresas, resolveu ingressar nesse mercado e criou a Grão Espresso para compartilhar sua grande paixão: o café espresso. Uma curiosidade: no Brasil, a palavra expresso com x é mais usada, mas o espresso surgiu na Itália, onde sua escrita é com s. E esta foi a escolha para a nova marca. Uma homenagem para disseminar a história e manter a tradição do espresso. A nova empresa iniciou suas atividades de forma tímida operando em pequenos carrinhos autossuficientes. Pouco depois, no ano de 1994, a empresa teve a oportunidade de inaugurar sua primeira loja no Shopping D, na cidade de São Paulo. Nesse momento o mix de produtos foi ampliado, passando a vender também pequenos salgados.


Em 1995, foi inaugurada a primeira loja franqueada e a partir daí deu-se o início da expansão da rede de cafeterias pela cidade de São Paulo. Mas foi somente a partir de 1996 que a rede começou a ganhar espaço e visibilidade no mercado, principalmente quando o Walmart chegou ao Brasil e a Grão Espresso inaugurou unidades em todas as lojas da rede americana americana de hipermercados. Além disso, a marca adotou um novo modelo de lojas: localizadas em pontos de grande fluxo de pessoas, como hipermercados, e o consumidor visado era aquele que desejava apenas tomar um cafezinho e seguir o seu caminho. Apesar de dispor de algumas mesas, o balcão era o espaço de maior destaque nas lojas. Nos anos seguintes, a aposta da rede na localização do ponto e no rápido atendimento impulsionou seu crescimento também para cidades do interior paulista. E posteriormente para outros estados brasileiros. Em 2003 a rede já possuía mais de 100 unidades em funcionamento, muitas das quais dentro de hipermercados.


Nos anos seguintes, devido a enorme concorrência do segmento, especialmente após a chegada da americana Starbucks ao país, a Grão Espresso teve que acompanhar a evolução do mercado e passou a inaugurar lojas modernas e aconchegantes, além de ampliar seu cardápio com receitas exclusivas que seduziam públicos variados. Como por exemplo, a linha de Cappuccinos Especiais que oferece diferentes sabores como o Reale (servido com chantilly e uma generosa “coroa” de Nutella), o Fazenda (com chantilly e borda de doce de leite) e o Crocante (leite vaporizado, flocos crocantes de Ovomaltine, servido com borda de creme crocante Ovomaltine e chantilly), três sucessos da Grão Espresso. Além de deliciosos sanduíches (grelhados e naturais), sucos e doces, a rede passou a oferecer também bebidas geladas como os milk-shakes a base de café e a Linha Ice (bebidas geladas cremosas).


Em 2012 a Grão Espresso assinou um contrato de parceria de exclusividade com o Café 3 Corações, que passou a oferecer blends e bebidas para as lojas da rede. Isto foi extremamente importante para padronizar com alta qualidade os principais produtos da marca. Além disso, mais recentemente, a Grão Espresso iniciou a abertura de cafeterias dentro de livrarias (como a Saraiva), universidades, grandes redes de materiais de construção, hospitais e até centro de diagnósticos, como por exemplo, a rede Delboni Auriemo. Outro fator que acelerou o crescimento da rede foi a maior concentração no conceito de quiosques.


Há mais de 25 anos a Grão Espresso tem se empenhado em construir uma sólida estrutura de atendimento, permitindo assim que suas lojas ofertem aos consumidores os melhores produtos, o melhor ambiente, o melhor serviço e, claro, o melhor café espresso. Para isso a rede trabalha dia após dia para que o momento do seu café seja o mais prazeroso, o mais aconchegante, o mais agradável e para que você tenha sempre a melhor experiência possível. Esse é o segredo do sucesso da Grão Espresso.


Os slogans 
Servindo sempre o melhor. 
Muito além do cafezinho.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 1992 
● Fundador: Pedro Eduardo Weinberger 
● Sede mundial: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Grão Espresso Comércio e Indústria Ltda. 
● Capital aberto: Não 
● Presidente: Pedro Eduardo Weinberger 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 300 
● Presença global: Não (presente somente no Brasil) 
● Funcionários: 1.200 (incluindo franqueados) 
● Segmento: Varejo (alimentação) 
● Principais produtos: Cafés, sucos, doces, salgados, sanduíches e bebidas geladas 
● Concorrentes diretos: Fran’s Café, Starbucks, Café do Ponto, Casa do Pão de Queijo, Café Donuts, McCafé e Rei do Mate 
● Ícones: A cor laranja 
● Slogan: Servindo sempre o melhor. 
● Website: www.graoespresso.com.br 

A marca no Brasil 
Atualmente a Grão Espresso possui aproximadamente 300 lojas espalhadas por 23 estados brasileiros e Distrito Federal, preparando mensalmente mais de 1 milhão de cafés espresso e atendendo a mais de 15 milhões de clientes todos os anos. As lojas estão localizadas em shopping centers, ruas, hipermercados e até dentro de redes de laboratórios de análises e hospitais. Todos os anos são consumidos 110 toneladas de café e 300 toneladas de pão de queijo em todas as lojas da rede. 

Você sabia? 
A Grão Espresso anuncia o compromisso de, até 2025, completar a transição para que 100% dos ovos utilizados em sua cadeia de suprimentos sejam oriundos de galinhas livres de gaiolas (cage-free). 
Em 2014, a Grão Espresso ganhou Selo de Excelência em Franchising da Associação Brasileira de Franchising (ABF). 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Época Negócios e Exame), jornais (Meio Mensagem e Valor Econômico), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 27/8/2018