28.7.20

ENO


Os tempos mudaram, e muito, nos últimos 150 anos. Mas o Sal de Fruta ENO não. Quando a azia estraga o seu dia, o sal de fruta ENO é seu maior aliado. ENO começa a atuar em 6 segundos. Afinal, ENO existe para defender o apetite pela vida - com rapidez, eficácia, credibilidade de uma marca centenária. 

A história 
A história da marca começou ainda no século 19, na cidade portuária de Newcastle, na Inglaterra, quando o jovem farmacêutico James Crossley Eno queria melhorar a saúde e a vida das pessoas, ajudando-as a lidar com os problemas digestivos que enfrentavam diariamente. Inspirado por marinheiros que costumavam comer em excesso ao voltar ao porto, James estava determinado a criar uma solução simples que pudesse funcionar em harmonia com os processos naturais do corpo para aliviar todo tipo de sintoma causado pela indigestão ácida. Foi então que ele inventou o sal de fruta efervescente em 1850. O medicamento tinha como ingredientes bicarbonato de sódio, carbonato de sódio e ácido cítrico, este último presente em frutas como laranja ou limão, o que levou o farmacêutico a utilizar o termo “Sal de Fruta”. Mas foi somente em 1873 que o farmacêutico começou a utilizar a marca ENO’S FRUIT SALT em seu produto.


James aproveitou que sua farmácia era localizada em um porto e começou a promover o sal de fruta como um medicamento eficaz para aliviar os sintomas que os marinheiros sentiam em longas viagens, como enjoos e náusea. Inicialmente ele distribuiu amostras grátis para os capitães dos navios nas docas de Newcastle. E não demorou muito para o produto se tornar um sucesso e rapidamente se espalhou pelo mundo através dos marinheiros que levavam carregamentos do antiácido para os outros continentes. Uma pequena fábrica foi estabelecida em Newcastle, mas a demanda logo excedeu sua capacidade. Em 1876 a demanda era tão grande pelo produto que James construiu uma fábrica maior em Londres para produzir o Sal de Fruta ENO em uma escala maior. Nos anos seguintes ENO foi anunciado como uma cura para a cólera, em 1883, e até para manter o sangue puro e livre de doenças, e contra a diarreia, em 1892.


Após contrair uma pneumonia, James faleceu em 11 de maio de 1915. No final da década de 1920 o negócio seria vendido para o canadense Harold F. Ritchie, que foi agente de venda na empresa por muitos anos. Entre 1928 e 1932, ele estabeleceu fábricas no Canadá, Estados Unidos, Argentina, Brasil, México, Venezuela, Austrália, África do Sul e Alemanha. Era o início da internacionalização do Sal de Fruta ENO. Nesta época no Brasil o produto se apresentava como uma solução geral de bem estar, que uma vez tomado diariamente, seria responsável por diversas mudanças e benfeitorias ao corpo, como peles mais bonitas, bom humor e até o fim da prisão de ventre. Em 1938 a empresa e a marca ENO foram vendidas por £1 milhão para os laboratórios Beecham (que em 2001 seria parte de uma fusão para formar a GlaxoSmithKline). A introdução de uma nova embalagem metalizada em 1959, junto com muitas campanhas publicitárias durante a década, também produziu uma mudança na mensagem ao público, no sentido de oferecer alívio rápido também fora de casa. Nesta época a marca lançou uma nova campanha com o mote “não seja o do contra”. Através da figura de personagens que não conseguiam aproveitar as coisas boas da vida, ENO ressaltava sua capacidade de melhorar o humor daqueles que o tomavam diariamente. Mas vez o sal de fruta já não era comunicado como o responsável pela amenização de diversos males. A comunicação era mais restrita: focada em atacar exclusivamente os problemas da prisão de ventre e da má digestão.


Em 1972 ENO foi lançado na Índia, que se tornaria seu maior mercado consumidor no mundo. Para conquistar consumidores mais jovens, em 1991, a marca lançou na Índia uma versão refrescante sabor limão. No Brasil o primeiro sabor de ENO - laranja - seria lançado em 1997. Já no mercado brasileiro, o lançamento da versão em sachê seria outra mudança que afetaria profundamente o mercado, principalmente por conta da facilidade da distribuição desse novo formato. Em 2004 a marca lançou nos mercados onde estava presente uma novidade: o sal de fruta em tabletes efervescentes. Além disso, como estratégia para combater a feroz concorrência no segmento, a marca iniciou o lançamento de vários sabores. Com isto em 2006 surgiu a versão no sabor Guaraná para o mercado brasileiro.


Em 2010, com a campanha “Barrigas” para o sabor Guaraná, surgiu o tradicional relógio dos 6 segundos de ENO. O relógio era uma representação visual de um novo diferencial para a marca: a velocidade com a qual produto acaba com a azia. Esse relógio é considerado um divisor de águas na história de ENO e viria a se tornar uma constante nas campanhas publicitárias de ENO nos próximos anos. Até 2012 ENO lançaria outros sabores, como por exemplo, abacaxi. Em 2013 a marca inovou ao lançar no mercado a versão em pastilhas mastigáveis (ENO TABS), fácil de carregar e que oferece alívio rápido em qualquer momento, como dizia seu slogan “Alívio rápido onde você estiver”. E para o mercado indiano surgiu ENO na versão líquida. Pouco depois, em 2016, introduziu no mercado brasileiro o sabor camomila. Em 2020 a marca inovou mais uma vez ao lançar o novo sabor Tutti-Frutti.


Com muito trabalho e um pouco de sorte, o Sal de Fruta ENO melhorou instantaneamente a vida de marinheiros de porto a porto. Até hoje, a mesma fórmula de ingredientes - bicarbonato de sódio, carbonato de sódio e ácido cítrico - continua a atuar em 6 segundos e a melhorar a vida das pessoas no Brasil e ao redor do mundo.


Comunicação criativa 
A campanha “Food Fight” teve início em 2010, nos Estados Unidos, para a marca de antiácidos TUMS, também de propriedade da GSK. A criativa e hilariante campanha comunicava como os consumidores - e os alimentos que eles desejam - estão envolvidos em um relacionamento de amor/ódio. Ou seja: com azia ou má digestão, normalmente é quase como se estivéssemos com uma épica batalha com aquela comida que ainda insiste em revirar no estômago. E isto foi levada ao pé da letra nos filmes publicitários. A campanha se tornou um sucesso rapidamente entre os americanos. Esse sucesso foi uma das razões pelas quais a campanha, após alinhamento estratégico, foi exportada para todo o mundo. Estreou no Brasil no final de 2015 com filme “Camarão”. Depois foram veiculados os filmes “Frango”, “Hot-Dog” e “Hambúrguer”. A boa recepção também motivou a marca exportar a ideia para outros mercados, como o tailandês, onde o filme foi protagonizado por uma lula em 2016.


A campanha levou o posicionamento ao pé da letra e no vídeo (assista abaixo) um homem luta contra um asqueroso camarão gigante que quer incomodá-lo de todo jeito. Mas com Sal de Fruta ENO, você contra-ataca rápido a azia e acaba com essa briga rapidinho.


As embalagens 
No Brasil um dos principais elementos de reconhecimento da marca é sua embalagem. Se a fórmula do produto não mudou durante sua história, a embalagem de ENO, por exemplo, foi uma das características do produto que mais se transformou através das décadas. Quando chegou ao Brasil no fim da década de 1920, o Sal de Fruta ENO era vendido em pequenas garrafas de vidro; nos anos de 1950 ganhou um novo formato e a tampa plástica; e na década de 1980 ganharia uma embalagem maior e rótulo colorido. Foi somente no final da década de 1980 que ocorreu o lançamento da embalagem feita de PET, um marco que definiu um novo padrão para o mercado brasileiro de antiácidos.


Em 2016 a marca ENO decidiu fazer algumas mudanças para aprimorar a identidade visual do produto e lançou embalagens com um novo layout. Cada elemento da nova embalagem foi pensado para atrair ainda mais o consumidor. As bolhas passando pelo “O” de ENO evidenciam a ação efervescente no estômago; o novo relógio destaca o início da ação em seis segundos, focando na velocidade em que o medicamento começa a atuar; e as cores mais atraentes ressaltam os diferentes sabores e formatos.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por importantes alterações ao longo dos anos. Até a década de 1950 a marca se chamava Eno’s Fruit Salt e o logotipo era aplicado de diversas formas. Somente nesta década o logotipo adotou a tradicional cor vermelha e o nome perdeu a apóstrofe e a letra S no final. Na década de 1980 o logotipo ganhou a tradicional inclinação. No início dos anos de 2000 a identidade visual da marca passou por uma remodelação radical: adotou um fundo azul, uma nova tipografia de letra e as pequenas bolhas saindo da letra “O” de ENO, que evidenciam a ação efervescente no estômago.


Já no Brasil, o logotipo adotou as bolhas saindo de dentro de um copo na letra “O” e podia ser aplicado com ou sem o tradicional fundo azul. Em 2016 ENO renovou sua identidade visual, que apresentou uma nova tipografia de letra mais fina e as pequenas bolhas passando pelo “O”.


Os slogans 
Derrota rápido a azia. (2015) 
Alívio rápido em 6 segundos. 
Nada é mais rápido. 
ENO é alívio já!
ENO gets to work in 6 seconds. 
ENO On, Acidity Gone. (anos de 1990)


Dados corporativos 
● Origem: Inglaterra 
● Lançamento: 1850 
● Criador: James Crossley Eno 
● Sede mundial: Brentford, Inglaterra 
● Proprietário da marca: GSK Consumer Healthcare 
● Capital aberto: Não (subsidiária da GlaxoSmithKline plc) 
● CEO: Emma Walmsley 
● Faturamento: £50 milhões (estimado)
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 50 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Medicamentos 
● Principais produtos: Antiácidos 
● Concorrentes diretos: Alka-Seltzer, Pepto-Bismol, Gaviscon, Pepcid, Mylanta, Gelusil, Digene, Gasofast e Estomazil 
● Slogan: Derrota rápido a azia. 
● Website: www.eno.com.br 

A marca no mundo 
Atualmente a marca ENO está presente em mais de 50 países ao redor do mundo comercializando antiácidos em diversas formas (pó solúvel, tabletes, líquido e pastilhas mastigáveis) e sabores. A marca tem como seus principais mercado a Índia, Brasil, Espanha, África do Sul, Malásia, Tailândia e México. Com faturamento estimado anual superior a £50 milhões, a centenária marca pertence à britânica GlaxoSmithKline, proprietária das pastas dentais Sensodyne e Aquafresh, do fixador de dentadura Corega e do analgésico Voltaren

Você sabia? 
O ácido cítrico é responsável pela sensação refrescante provocada pela ingestão do antiácido. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas).

Última atualização em 28/7/2020

20.7.20

GOOSE ISLAND BEER


GOOSE ISLAND é mais que uma cervejaria artesanal. É uma cultura de pessoas que exploram e inovam possibilidades. E cuja missão é liderar o ofício da fabricação criando cervejas artesanais premiadas que definem estilos clássicos e inovadores para capturar o coração, a imaginação e o paladar dos consumidores. Amplamente premiada e pioneira em envelhecimento em barris de carvalho, as cervejas da marca americana respeitam à história e cultura cervejeira, bem como a paixão e inovação no processo de fabricação para criar verdadeiras obras-primas do sabor. 

A história 
A história começou quando o americano John Hall (foto abaixo), durante suas constantes viagens pela Europa, teve a oportunidade de saborear os mais diversos estilos de cervejas de várias regiões, e pensou: “a América merece cervejas tão boas como estas”. Apesar da fabricação de cervejas crafts (artesanais) ainda não ser amplamente conhecida e difundida na década de 1980, ao retornar da Europa John começou a fabricar cervejas artesanais em sua casa, localizada em Chicago, cidade ideal para a produção, pois apresentava gostos em rápida evolução e um dos maiores sistemas de água doce do planeta. Seguindo seu sonho, ele resolveu inaugurar no dia 13 de maio de 1988 um brewpub (bar que produz a própria cerveja) na Clybourn Avenue, região de Lincoln Park. Ele batizou o local de GOOSE ISLAND, em homenagem a uma ilha próxima a região. O nome da marca está relacionado a uma lenda de que barcos derrubariam grãos próximos a uma ilha localizada em Chicago. Esse alimento atrairia gansos, que usavam a ilha como moradia.


Seu filho, Greg, assumiu o cargo de mestre-cervejeiro. Pai e filho queriam oferecer aos habitantes de Chicago a possibilidade de experimentar estilos de cervejas inglesas e belgas. Tudo acompanhado por deliciosos petiscos. Inicialmente o novo estabelecimento produzia seis tipos de cerveja, entre elas a Goose Island Honkers Ale, uma autêntica English Bitter (que até hoje faz parte da linha regular da marca), inspirada nas visitas do fundador a pubs ingleses, que combinava aroma de lúpulo frutado com um rico meio malte para criar uma cerveja perfeitamente equilibrada.


A pequena cervejaria ganharia destaque nacional em 1992, quando Greg teve a ideia de envelhecer cervejas em barris de Bourbon para comemorar o aniversário do milésimo lote de cerveja da GOOSE ISLAND. O resultado pioneiro foi a Goose Bourbon County Stout, uma cerveja no estilo Imperial Stout bastante aclamada pela crítica na época. O sucesso foi tamanho que as cervejas envelhecidas em barril (por 8 a 12 meses) da GOOSE ISLAND se tornaram um ícone, e a partir de 2004 foram lançadas em pequenos lotes limitados todos os anos. Para envelhecer a mundialmente famosa e forte (com 13,9% de teor alcoólico) Bourbon County Stout, a marca usa predominantemente antigos barris de Heaven Hill. Em média, são barris de 12 anos. O processo de envelhecimento ocorre em um espaço não climatizado, permitindo a exposição ao calor e ao frio extremo do clima de Chicago, que contrai e expande a madeira, ajudando assim a passar o caráter do uísque do barril para a cerveja. Atualmente a Bourbon County Stout da GOOSE ISLAND tem um papel estratégico na geração de expectativa do público mais aficionado por cervejas artesanais, gerando diversas campanhas de marketing para destacar a sua chegada sazonal ao mercado, sempre no mês de novembro.


As cervejas de seu brewpub se tornaram tão popular, que para atender a alta demanda, em 1995, John decidiu abrir uma cervejaria maior com sistema de envase em garrafa, o que ajudaria no crescimento da marca GOOSE ISLAND no centro-oeste americano. Em pouco tempo a cervejaria virou referência em Chicago e naturalmente foi conquistando cervejeiros em outros estados americanos. Um segundo brewpub foi inaugurado em Wrigleyville no ano de 1999, localizado a uma quadra ao sul do icônico Wrigley Field, estádio do time de beisebol do Chicago Cubs. Nos anos seguintes a GOOSE ISLAND ampliou sua portfólio com diversas receitas de cervejas, além do lançamento de rótulos sazonais e edições limitadas. Era o surgimento de clássicos da marca como a Goose IPA (2000), cerveja com alto amargor e sabor frutado que utiliza um mix de lúpulos americanos e tradicionais lúpulos ingleses, além de malte Backbone, e cujo método dry hopping realça ainda mais o sabor do lúpulo; a Matilda (2005), inspirada em grandes cervejas trapistas, no estilo complexo Belgian Ale, fermentada com leveduras Brettanomyces selvagens, com aromas de frutas secas e de cravo e um sabor picante de levedura; e a Goose 312 Urban Wheat (2006), cerveja de trigo imensamente refrescante com aroma picante de lúpulo Cascade, seguido por um sabor frutado entregue em um corpo suave e cremoso.


A partir de 2006 as cervejas da marca começaram a ser distribuídas no Reino Unido. No ano de 2007 a GOOSE ISLAND decidiu ampliar o programa de cervejas envelhecidas no barril. Mas desta vez os mestres-cervejeiros utilizaram barris de vinho. A variedade de barris de vinho utilizada resultou em algumas das cervejas mais exclusivas da marca, incluindo a premiada Sofie (uma Belgian Farmhouse Ale com 20% de sua receita refermentada com raspas de laranja em barris de vinho), Juliet, Lolita, Madame Rose, Gillian e Halia. Em novembro de 2008 a GOOSE ISLAND voltou a ser notícia quando um pequeno lote da cerveja Bourbon County Stout tornou-se disponível pela primeira vez em estados do oeste americano. Outro sucesso da marca, Goose Green Line, foi lançado em 2010 como uma cerveja american pale com forte cor de mel, um aroma de lúpulo americano pronunciado e brilhante e sabor cítrico.


O enorme sucesso da GOOSE ISLAND, que vendia suas cervejas em 22 estados americanos e exportava para Inglaterra, Canadá e partes da Escandinávia, chamou a atenção do gigante cervejeiro AB InBev, que adquiriu a cervejaria de Chicago em março de 2011 por US$ 38.8 milhões. Com essa aquisição a GOOSE ISLAND BEER COMPANY passou a ter acesso a uma quantidade invejável de recursos técnicos e físicos, consultoria e uso de recursos das outras plantas, como laboratórios que permitiram um melhor controle de qualidade das cervejas ali produzidas, a uma enorme rede de distribuição e acesso sólido a grandes mercados mundiais. Para se ter a importância dessa aquisição, um ano depois as cervejas da GOOSE ISLAND já estavam sendo produzidas nas cervejarias da Anheuser-Busch localizadas em Fort Collins (Colorado) e Baldwinsville (Nova York), para distribuição nacional.


Em 2015 as cervejas da cultuada GOOSE ISLAND começaram a serem vendidas no Brasil. Com o inconfundível ganso branco impresso nas garrafas, a marca desembarcou em terras tupiniquins com dois rótulos: IPA e Honkers Ale. Nos anos seguintes, como parte de seu plano de expansão internacional, a marca inaugurou unidades da GOOSE ISLAND BREWHOUSE (bares que produzem a própria cerveja) em cidades como Londres, São Paulo e Xangai. Entre os mais recentes lançamentos da marca estão a Goose Midway IPA, a nova Session IPA da marca (leve e refrescante), um dos estilos de cervejas que mais cresce no mundo e a primeira inovação da GOOSE ISLAND produzida fora dos Estados Unidos, sendo desenvolvida especialmente para outros mercados; e a Goose So-Lo, uma IPA de baixa caloria.


Atualmente a GOOSE ISLAND tem um posicionamento claro: liderar o movimento de cervejas artesanais criando produtos premiados que definem estilos clássicos e inovadores. E mesmo depois de mais de 30 anos, a marca americana, cultuada por 10 entre 10 apreciadores de cerveja, ainda carrega seu lema principal: “Não precisamos ser a única cerveja que você bebe. Nós só queremos ser a melhor cerveja que você bebe” (em inglês “We don’t need to be the only beer you drink. We just want to be the best beer you drink”).


As micro-cervejarias do ganso 
A marca utiliza como forte ferramenta de marketing e branding a GOOSE ISLAND BREWHOUSE, bares onde as cervejas são produzidas e consumidas. Hoje em dia são 9 nove unidades localizadas nas cidades de Chicago, Filadélfia, Toronto, São Paulo, Londres, Seul, Xangai e Monterrey. A unidade brasileira foi inaugurada no final de 2016 em São Paulo. Localizada no bairro de Pinheiros, oferece a experiência de provar novos rótulos cervejeiros e diferentes sabores gastronômicos. Nos grandes tanques de inox, que podem ser vistos ao fundo logo que se entra no bar, são produzidos até 15.000 litros de cerveja por mês. Tudo para ser consumido na própria casa, através de uma das 30 torneiras (em forma de cabeças de ganso) distribuídas entre os dois andares, que oferecem mais de 10 tipos de chopes, didaticamente listados no cardápio. No local a ideia, de acordo com o mestre-cervejeiro, é sempre produzir novas receitas. Ou seja, acabou o lote, ele vai repensar os sabores e criar algo novo, sempre com atenção à sazonalidade. A primeira receita brasileira sob a tutela da marca americana foi a Goose Brasil, uma american wheat ale, muito fresca e aromática.


O espaço ainda conta com um “barrel room”, uma espécie de adega com 20 barris de carvalho trazidos de Salinas (MG) que serão utilizados para futuros experimentos. Outro ponto alto da casa, além das cervejas, é o enorme terraço no andar de cima, ou “biergarten” já batizado em português, como o jardim da cerveja. O ambiente é totalmente aberto, com vista panorâmica para as praças do Largo da Batata e com um componente extra no fim do dia: o por do sol que pode ser admirado dali, acompanhado por um chope ou um dos pratos do extenso cardápio com pegada americana. O local também tem uma lojinha de souvenires, para quem quiser levar para casa copos, bonés ou camisetas impressas com o ganso da marca, além é claro, das cervejas da marca, incluindo rótulos especiais e sazonais.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas alterações ao longo dos anos, adquirindo uma grafia mais moderna e atraente, mas sempre manteve o ganso branco como símbolo principal. A mais recente modernização de seu logotipo ocorreu em 2014.


Os slogans 
Think Big About Beer. (2018) 
Here’s To What’s Next. (2013) 
Drink local. (2002)


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 13 de maio de 1988 
● Fundador: John Hall 
● Sede mundial: Chicago, Illinois, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Goose Island Beer Company 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Anheuser-Busch InBev SA/NV) 
● CEO: Carlos Brito 
● Presidente: Todd Ahsmann 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 30 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Cervejarias
● Principais produtos: Cervejas artesanais e chopes 
● Concorrentes diretos: Sam Adams, Lagunitas, Blue Moon, Leinenkugel, New Belgium, Dogfish Head, Bell’s, Harpoon, Founders e Sierra Nevada 
● Ícones: O ganso branco 
● Slogan: Think Big About Beer. 
● Website: www.gooseislandsp.com 

A marca no mundo 
A GOOSE ISLAND BEER oferece mais de 45 tipos de cervejas artesanais (incluindo a linha regular, especiais, edições limitadas e sazonais), está presente em mais de 35 países ao redor do mundo, com forte presença nos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido, e possui ainda 9 bares/micro-cervejarias (chamados de Brewhouse). A GOOSE ISLAND BEER COMPANY cultiva mais de 50 diferentes tipos de lúpulos na fazenda Elk Mountain Farms no norte do estado de Idaho. Atualmente a GOOSE ISLAND faz parte do vasto portfólio da AB InBev, sendo reconhecidamente uma das melhores marcas de cerveja do mundo. 

Você sabia? 
Desde 1989 as cervejas da GOOSE ISLAND ganharam mais de 110 medalhas no Great American Beer Festival, na Copa do Mundo de Cerveja e em outras competições internacionais. 
A origem da cerveja IPA - sigla de “India Pale Ale” - veio da época que a Índia era colonizada pela Inglaterra. Os ingleses estavam em busca de um método para aumentar a conservação das cervejas durante as viagens de navio para a sua colônia. Para ajudar a suportar a longa viagem desde a Inglaterra, sujeita a variações de temperatura e muito chacoalhar, a bebida era produzida com bastante lúpulo, o que lhe conferia sabor fortemente frutado e maior teor alcoólico. E assim foi criada a cerveja IPA, carregadas de lúpulo e, por isso, bem amargas. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Inc.com, Veja, Isto é Dinheiro e Exame), jornais (Estadão, Folha e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 20/7/2020

8.7.20

PATO®


Eliminar germes e bactérias e dizer adeus às manchas mais difíceis do vaso sanitário não é uma tarefa agradável. Mas a marca PATO® é especialista em deixar o vaso sanitário completamente limpo e perfumado, por muito mais tempo. Afinal, a limpeza do seu vaso sanitário não precisa ser tão complicada. Basta usar PATO®. 

A história 
Tudo começou na Suíça com um senhor chamado Walter Düring, então proprietário da empresa Düring AG, uma fabricante de agentes e produtos de limpeza fundada em 1951 por sua mãe, Maria, que na época desenvolveu um novo agente descalcificante à base de ácido clorídrico para banheiros. Em 1980 Walter desenvolveu uma embalagem com a parte superior (pescoço) especialmente curva, o que facilitava a aplicação do desinfetante por baixo da borda do vaso sanitário. Essa inovadora embalagem plástica foi patenteada no mesmo ano. Pouco depois, no dia 1 de fevereiro de 1981, a marca ENTE® (pato em alemão) foi oficialmente registrada pela empresa. Esse nome foi escolhido em virtude da parte superior da embalagem ter o formato semelhante a um bico de pato. Essa embalagem daria origem ao desinfetante para banheiro com a marca WC ENTE®, inicialmente lançado no mercado suíço. Rapidamente o produto fez sucesso entre os suíços, muito em virtude da sua praticidade de aplicação. Na época os outros produtos de limpeza para vaso sanitário tinham embalagens com aplicação mais complexa e menos higiênica.


Em 1984 a embalagem foi patenteada no mercado americano e o desinfetante com a marca TOILET DUCK® lançada no país. Nos anos seguintes, através de licença de produção, o produto foi introduzido em outros países europeus como Alemanha (onde foi comercializado pela tradicional Henkel), Holanda (com a marca WC EEND®), França (como CANARD®) e Reino Unido, onde se tornaria líder de mercado. Com a inovadora embalagem projetada para atingir pontos do vaso sanitário que não são facilmente alcançáveis através da lavagem ou pulverização, a marca ganhou enorme aceitação a partir da década de 1990 pelo design incomum, mas eficiente. Afinal, a embalagem revolucionária ousava se aventurar, ou melhor, aplicar o desinfetante nos lugares mais sujos do vaso sanitário. No restante da década a marca DUCK® melhorou sua formulação, aumentou sua eficiência (elimina 99,9 % dos germes e bactérias) e chegou até a adicionar leves fragrâncias em sua linha de produtos.


A marca se tornou extremamente popular no segmento de desinfetantes sanitários e chamou a atenção de um gigante americano. Com isso, no final de 2008, a Düring vendeu os direitos de marca registrada TOILET DUCK® para a tradicional empresa americana SC Johnson, também proprietária de marcas populares como o limpador Mr. Musculo, o inseticida Raid e o desinfetante Lysoform. A empresa americana investiu milhões de dólares em desenvolvimento e pesquisa (apontou que um dos pontos mais delicados no processo de higienização dos vasos sanitários era a troca de cestinha - suporte plástico - com pastilhas desinfetantes) e, já no ano de 2009, revolucionou o segmento com o lançamento de dois produtos: PATO® PASTILHA ADESIVA (aplicado diretamente na parte interna do vaso sem o auxílio de um aplicador) e PATO® GEL ADESIVO (possuía um mecanismo de aplicação, permitindo que o consumidor mantivesse um maior distanciamento do vaso sanitário no momento da colocação do produto). Além dos novos produtos entregarem ao consumidor uma limpeza profunda e duradoura do vaso sanitário, também oferecia o benefício das fragrâncias da marca Glade. Com isso, a marca PATO® criou um novo segmento de mercado (“cageless” - limpadores sem cestinha) revolucionando assim a forma como o processo de higienização dos banheiros era realizado, mantendo o vaso sanitário limpo e perfumado a cada descarga.


No Brasil, a marca lançada inicialmente como PATO® PURIFIC, também conquistou a confiança dos consumidores pela praticidade ao fazer a higienização dos vasos sanitários. A marca revolucionou o segmento de higienização de vasos sanitários no mercado brasileiro com o lançamento das pastilhas adesivas (2010); do PATO® Cloro Gel Poderosa Espumação, que combina de forma inteligente os benefícios do alvejante e o poder de limpeza da espuma em um só produto; e do PATO® Poderoso Removedor de Manchas, que limpa acima e abaixo da linha d’água, eliminando 99,9% dos germes e bactérias, além de remover eficientemente manchas do vaso sanitário. A marca também lançou produtos para a limpeza completa dos banheiros, como por exemplo, PATO® Destruidor de Limo, que limpa profundamente, matando germes, bactérias e retirando mofo das superfícies laváveis e resistentes ao cloro, além de remover até as sujeiras mais difíceis (limo, sujeiras escuras e resíduos); e PATO® Banheiro, perfeito para pias, vidros, espelhos, banheira, chuveiro, azulejo e outras superfícies, desinfetando e removendo manchas. Além de todos os benefícios de limpeza, PATO® inunda milhões de banheiros com ondas de fragrâncias cítricas, mentoladas, florais ou até mesmo com um toque de lavanda.


A divertida mascote 
A marca tem como mascote um simpático e perspicaz pato branco (chamado DUCK), que não somente faz parte do logotipo, mas também tem presença constante em toda comunicação. Nos filmes comerciais o pato aparece encarnando uma espécie de super-herói de penas brancas lutando contra um inimigo perigoso, as bactérias do vaso sanitário. A mascote também dá constantes dicas e ensinamentos de limpeza do vaso sanitário nas redes sociais da marca. Além disso, é presença constante nas promoções que a marca PATO® realiza.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas alterações ao longo dos anos, mas sempre manteve como elemento central o tradicional pato branco. No Brasil a identidade visual primeiro perdeu a palavra “Purific” e ganhou um novo design. E mais recentemente adotou um visual moderno com o simpático pato branco em animação gráfica e grande destaque no logotipo. Além de uma tipografia de letra mais impactante.


A marca adota o nome pato em vários idiomas, como por exemplo, DUCK® para países de língua inglesa (além da Itália, Tailândia e Israel), CANARD® na França, WC ENTE CANARD® na Alemanha, WC EEND® na Holanda e YTEHOK® na Rússia. Em todos esses mercados o logotipo segue a arquitetura global da marca PATO®, só o que muda é o nome.


Os slogans 
Não é tão complicado. É só usar Pato®. 
Toilet cleaning isn’t Rocket Science. It’s Duck® Science. 
We, the people at Toilet Duck®, recommend Toilet Duck®. (1996) 
Cleaning the toilet is so easy with Duck®. 
Nothing fights dirt like Duck®. (anos de 1990) 
Cleans in places others can’t reach. (1989)


Dados corporativos 
● Origem: Suíça 
● Lançamento: 1981 
● Criador: Walter Düring 
● Sede mundial: Racine, Wisconsin, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: SC Johnson & Son Inc. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Herbert Fisk Johnson III 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 90 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Limpeza 
● Principais produtos: Desinfetantes e limpadores de banheiro 
● Concorrentes diretos: Harpic, Ajax, Pine-Sol, Clorox, CIF, Mr. Clean, Bref, Lysol e Domestos 
● Mascote: Duck 
● Ícones: O formato da embalagem 
● Slogan: Não é tão complicado. É só usar Pato®
● Website: www.linhapato.com.br 

A marca no mundo 
A marca PATO® comercializa uma completa linha de limpadores e desinfetantes de banheiros e vasos sanitários (versões líquida, gel e adesivo) em mais de 90 países ao redor do mundo, com forte presença de mercado no Reino Unido (onde é líder), Brasil, Alemanha, França, Austrália e México.

Você sabia? 
Desde 2009 a abordagem pioneira de divulgação de ingredientes da SC Johnson permite que o consumidor saiba exatamente o que os produtos PATO® contenham em sua formulação. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 8/7/2020

26.6.20

ITUBAÍNA


Imagine uma popular marca de refrigerante que para muitos consumidores remete à infância. Que não tenha a tradicional embalagem vermelha e branca. Mas cujo refrigerante é reconhecido pelo seu sabor inconfundível de tutti-frutti. Essa é a Itubaína, há mais de 65 anos levando sabor e momentos de alegria para milhões de famílias brasileiras. Por isso, Itubaína pode ser considerada uma verdadeira “fórmula do sucesso” em um segmento altamente competitivo. 

A história 
Tudo começou em 1939 quando Arthur Primo Schincariol, filho de imigrante italiano, na cidade de Itu, interior do estado de São Paulo, começou a produzir aguardente, licor de cacau, vinho quinado, anisete, groselha e refrigerantes com sabores de frutas em uma pequena fábrica no quintal de sua casa. Praticamente tudo era feito manualmente e, por essa razão, não havia um padrão nos sabores das bebidas produzidas. O próprio Primo Schincariol entregava toda a produção, em cima de uma carroça puxada por uma mula, aos poucos bares que a cidade possuía no início dos anos de 1940. Com o crescimento da empresa, então denominada Schincariol, em 1954 ele resolveu aproveitar a popularidade das tubaínas (refrigerantes adocicados, feitos geralmente com guaraná e aromatizante com sabor de frutas) para lançar no mercado um refrigerante com sabor de tutti-frutti, distribuído em garrafas de vidro 600 ml no interior de São Paulo. O nome Itubaina (inicialmente escrito sem acento) foi uma singela homenagem a cidade de Itu, onde estava localizada a planta industrial da empresa.


Nas décadas seguintes, o consumo de Itubaína se espalhou pelo interior do estado de São Paulo. Em 1975 a empresa resolveu lançar um novo sabor do refrigerante: maçã. Com isso a marca ofereceu mais uma novidade para o mercado e para a mesa de milhões de brasileiros. Nos anos seguintes Itubaína se tornou popular também na capital paulista e litoral, onde era amplamente distribuída em bairros da classe mais pobre da população. Já em 2000, após ouvir os pedidos e apelos dos consumidores, a marca lançou no mercado a primeira garrafa pet de 2 litros, oferecendo mais uma opção prática para dividir com família e amigos.


Em 2008, aproveitando a “onda de nostalgia” que inundava o mercado, foi lançada a Itubaína Retrô, uma edição especial de embalagens que aliavam um ar nostálgico a um conceito divertido, disponível nas novidades lata (350 ml) e long neck (355 ml), nos sabores tradicional e zero açúcar. As embalagens resgatavam imagens estilizadas da década de 1950 em três diferentes rótulos colecionáveis. Para marcar seu diferencial no mercado de refrigerantes, Itubaína Retrô foi comercializada com exclusividade em bares e restaurantes conceituados, que atraíam o público jovem, descolado e aberto às novidades. A marca não imaginava que uma simples mudança na roupagem das embalagens faria tanto sucesso, a ponto de reconquistar os consumidores entre 25 e 35 anos por conta da lembrança da infância, e atrair novos fãs mais jovens por causa do design moderno.
 

Em 2011 a japonesa Kirin adquiriu o Grupo Schincariol, que também fabricava cerveja desde 1989, e consquentemente a marca Itubaína. Pouco depois, empolgada com o sucesso da versão retrô, a partir da qual a marca assumiu um posicionamento emocional, a Itubaína lançou duas novas embalagens para sua linha regular: a garrafinha, em 2012, e a lata, em 2013, aumentando ainda mais seu portfólio. Em 2014 Itubaína foi lançada no estado da Bahia, onde rapidamente se tornou popular. Em 2015 a Itubaína, em uma ação de co-branding com a Sorvetes Rochinha, lançou o picolé sabor Itubaína, em edição limitada. Foi a primeira vez que o sabor do tradicional refrigerante poderia ser provado em outro produto. No ano de 2016, em mais uma criativa ação de marketing, a Itubaína anunciou uma parceria com a Estrela (sim, aquela mesma que fabrica brinquedos), que resultou em uma coleção de latas especiais para comemorar o dia das crianças. As latinhas foram ilustradas com grandes clássicos da Estrela, como os brinquedos Autorama, Aquaplay, Banco Imobiliário e Genius. Mais uma vez a marca apelava para o lado emocional e afetivo do consumidor: infância misturada com sabor de tutti-frutti. Além disso, a marca iniciou a expansão em 50% de seus pontos de venda, de 650 mil para 1 milhão, nos dois anos seguintes, principalmente nas regiões sul e sudeste.


Em 2017, com a compra da Brasil Kirin pela Heineken Brasil, a marca Itubaína passou a fazer parte do portfólio da cervejaria holandesa. Ainda neste ano a marca ampliou sua linha de embalagens ao lançar o tradicional refrigerante em garrafas de 500 mililitros. Além disso, lançou o novo sabor groselha em edição limitada em homenagem ao aniversário da cidade de São Paulo. Apesar de ter feito enorme sucesso à época, o sabor não está mais disponível no portfólio da marca. A marca também investiu em ações de marketing com o lançamento de uma edição limitada com 10 latas que traziam desenhos e gravuras de super heróis e os poderes que aspirávamos em ter na infância. As latas faziam parte da campanha “A imaginação é seu maior poder”.


E na comunicação, contratou Palmirinha, famosa pela sua simpatia e por seu programa de culinária na TV, para ser a nova “vovó propaganda” da marca, que brilhou nas redes sociais e no comercial em que revelava a fórmula secreta da Itubaína, feita de sonhos de infância e boas recordações com ingredientes como pecinhas de Lego, ioiô, palitinho, videogame, entre outras coisas que marcaram a vida de muitas pessoas.


Depois de mais de quatro décadas sem lançar um novo sabor fixo em seu portfólio, em 2018, a Itubaína decidiu apresentar ao mercado uma novidade: Itubaína Guaraná. A novidade era resultado do posicionamento da marca, de resgatar a memória afetiva dos seus consumidores e estimular momentos de diversão. O novo refrigerante é produzido com 100% de sementes da Amazônia, preservando o sabor marcante do guaraná e a originalidade de Itubaína. A bebida chegou ao mercado nos sabores regular - formulada com redução de 30% de açúcar em relação a outros sabores da marca - e zero açúcar. O novo sabor foi um enorme sucesso, aumentando as vendas da marca, atraindo uma nova geração de fãs e, claro, incomodando um gigante chamado Guaraná Antarctica.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas alterações ao longo dos anos, adquirindo uma grafia mais moderna e atraente. Durante muitos anos a marca utilizou uma identidade visual com a cor azul. Mas foi em 2015 que aconteceu uma modificação radical em sua identidade visual: uma versão retrô (que já era adotada desde 2008 para a versão lata e long neck) com traços modernos e detalhes que remetem à sua longa e feliz história. Com esse novo logotipo a marca reafirmava seu posicionamento de resgatar boas memórias e celebrar bons tempos, além de usar a memória afetiva dos seus consumidores para estreitar o relacionamento. Em 2020, uma das mais icônicas marcas de refrigerantes do mercado brasileiro, apresentou sua nova identidade visual (incluindo uma nova tipografia de letra), cujo principal objetivo foi rejuvenescer a marca, mantendo sua essência autêntica.
 

Os slogans 
O delicioso gosto do sabor saboroso. (2018) 
Gostoso como ser criança. (2016) 
A imaginação é seu maior poder. (2015)
O sabor que fica na lembrança. 


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Lançamento: 1954 
● Criador: Arthur Primo Schincariol 
● Sede nacional: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Heineken Brasil 
● Capital aberto: Não 
● Presidente: Maurício Giamellaro 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: Não (presente somente no Brasil) 
● Segmento: Refrigerantes 
● Principais produtos: Refrigerantes a base de tutti-frutti, maçã e guaraná 
● Concorrentes diretos: Turbaína, Xereta, Guaraná Antarctica, Dolly, Kuat, Baré, Fanta e Guaraná Jesus 
● Ícones: O sabor tutti-frutti 
● Slogan: O sabor que fica na lembrança. 
● Website: www.itubaina.com.br 

A marca no Brasil 
Os refrigerantes da marca Itubaína, que traz em seu DNA o saudosismo da infância, tem forte presença na capital paulista (seu maior mercado) e cidades do interior, distribuído também no Rio de Janeiro, Minas Gerais, estados do sul, centro-oeste e em parte das regiões norte e nordeste. O refrigerante pode ser encontrado na tradicional embalagem de vidro de 600 ml (mais comum em padarias, bares e restaurantes), long neck de 355 ml e em PETs de 237 ml, 1 litro e 2 litros, além da lata de 350 ml. 

Você sabia? 
Os fervorosos fãs do refrigerante são chamados popularmente de Itubaína Lovers
As tubaínas são refrigerantes adocicados, feitos geralmente com guaraná e aromatizante com sabor de frutas. Há diferentes versões para sua origem. Uma delas aponta que o inventor foi José Miguel de Andrade, proprietário da fábrica de licores e vinagres Andrade, fundada em 1890, em Piracicaba. Uma segunda versão afirma que o refrigerante foi criado com o nome Etubaína na fábrica de refrigerantes Orlando, na década de 1930, também em Piracicaba. O refrigerante era produzido com banana, pêssego, pera e morango. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Exame, Veja, Embalagem Marca e Isto é Dinheiro), jornais (Meio Mensagem, Folha e Estadão), sites de notícias (UOL e IG), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 26/6/2020

14.6.20

BAIDU


Possui o motor de busca na internet mais popular da China. Tem seu próprio aplicativo de mapas. Opera no setor de armazenamento na nuvem e, de quebra, vem desenvolvendo seu próprio carro autônomo. Se você pensou naquele logotipo colorido, errou feio. É o BAIDU, popularmente conhecido como “Google chinês” e uma das maiores companhias de internet do mundo, cuja missão é descomplicar a vida através de inovadoras tecnologias. 

A história 
A história do BAIDU remonta a uma época em que o Google ainda estava em desenvolvimento. Em 1994, Robin Li (nascido como Li Yanhong), trabalhando para a Down Jones and Company, começou a pesquisar algoritmos para mecanismos de busca na internet. Ele desenvolveu o RankDex em 1996, um algoritmo que classificava páginas da web. Com patente concedida nos Estados Unidos, o RankDex foi o primeiro mecanismo de pesquisa que utilizava hiperlinks para medir a qualidade dos sites indexados. Após trabalhar por quase dois anos para a Infoseek, empresa pioneira em mecanismos de busca na internet, Robin retornou para a China em 1999 com o intuito de criar um novo negócio no então promissor mercado. Naquela época, o uso da internet estava apenas começando e era uma terra de enormes possibilidades. Robin (foto abaixo) e o ex-colega de classe Eric Xu, iniciaram a construção na web chinesa de um “crawler”, nome técnico para um servidor que varre, lê e organizava sites de acordo com palavras-chave. Era embrião da nova empresa que a dupla registraria pouco depois. Inicialmente eles lançaram um serviço de pesquisa paga para grandes corporações. Porém após menos de um ano, descartaram essa ideia e lançaram no dia 18 de janeiro de 2000 o BAIDU como um serviço de buscas na internet.


O nome do novo empreendimento originou-se de uma citação da última linha do poema clássico de Xin Qiji - “Green Jade Table in The Lantern Festival” - escrito durante a Dinastia Song (que governou a China de 960 a 1279) e que fala sobre a busca incerta pelo amor. BAIDU, cujo significado literal pode ser traduzido como “centena de vezes” (“Bai” significa centena e “du” vezes), representava uma busca persistente pelo ideal. Até hoje, as salas de reunião na sede da empresa em Pequim têm nomes de poemas chineses.


O primeiro escritório da empresa estava localizado em um quarto de hotel, perto da Universidade de Pequim, onde Robin se formou em gerenciamento de informações (também fez mestrado em ciência da computação na State University of New York, na cidade de Buffalo). Em um período de apenas um ano, o índice de páginas pesquisáveis atingia quase o dobro do tamanho de seu concorrente mais próximo na China. Em 2001 o BAIDU disponibilizou um sistema de leilões que permitia aos clientes fazerem lances para o posicionamento prioritário de links de anúncios, em busca de palavras-chave específicas dos usuários da plataforma, e pagassem toda vez que houvesse um clique no anúncio. Foi uma inovação utilizada antes mesmo da abordagem do Google à publicidade online. Em 2002 lançou o BAIDU MP3 SERACH, mecanismo de busca de músicas em formato MP3 e suas listas abrangentes de música popular chinesa, como o Baidu 500, com base nos números de downloads.


Pouco depois, em 2003, o BAIDU lançou um mecanismo de busca de notícias e de imagens, adotando uma tecnologia especial capaz de identificar e agrupar os artigos. Além disso, nesse mesmo ano lançou o BAIDU TIEBA, uma comunidade online onde os usuários podem procurar ou criar um tópico (fórum), digitando uma palavra-chave. E, nos dois anos subsequentes, lançou novos produtos e serviços, como por exemplo, o BAIDU MAPS (2005), aplicativo de mapas digitais que hoje em dia possui mais de 350 milhões de usuários ativos no mundo; e o BAIDU KNOWS (2005), fornece aos usuários uma comunidade baseada em consulta para compartilhar conhecimento e experiência. Nesta época o boom digital chinês lançou na web centenas de milhões de internautas que variavam entre os serviços para fazer suas buscas. Em meio à feroz competição, a velocidade e a precisão dos resultados do BAIDU o tornou o líder local em buscas. O dia 5 de agosto de 2005 foi histórico para o BAIDU, pois marcou sua abertura de capital na Bolsa de Valores NASDAQ, sendo uma das primeiras companhias chinesas listadas. Dois anos mais tarde se tornaria a primeira empresa chinesa a ser incluída no índice NASDAQ-100.


Em 2006 a empresa lançou mais novidades: a rede social BAIDU SPACE e a BAIDU BAIKE (enciclopédia colaborativa online, uma espécie de Wikipedia chinesa), que hoje conta com mais de 16 milhões de artigos e 6.9 milhões de editores. Em 2008, além de iniciar seu serviço de busca no idioma japonês (BAIDU JAPAN), o primeiro serviço regular da empresa fora da China; lançou o Baidu Safety Center, que oferece aos usuários varredura de vírus gratuita, reparo do sistema e avaliações de segurança online; e o BAIDU YOUA, uma plataforma de comércio eletrônico através da qual as empresas podiam vender seus produtos e serviços em lojas registradas no BAIDU. No início de 2010, executivos do Google na China fizeram acusações veladas contra autoridades do governo chinês, o que resultou na transferência de seus servidores para Hong Kong. A consequência imediata foi o bloqueio, por parte das autoridades de Pequim, de todos os serviços do Google no país. A saída do Google beneficiou muito o BAIDU em termos de faturamento e participação de mercado. Mas até hoje a empresa precisa lidar com a desconfiança de que foi ela quem pressionou o governo chinês para expulsar seu concorrente do país. E desde então, o BAIDU é constantemente acusado de ter se tornado mais passivo que o necessário, removendo qualquer resultado que critique Pequim ou o Partido Comunista Chinês.


Com seu buscador dominando o mercado chinês e vários serviços populares, o BAIDU resolveu se aventurar em outras áreas da tecnologia com o lançamento em 2010 do serviço de streaming de vídeo iQiyi (hoje o mais utilizado na China com mais de 400 milhões de usuários ativos) e; em 2011 com um sistema operacional para dispositivos móveis (batizado de BAIDU YUN). A aventura da empresa nesse segmento não teve vida longa e, quatro anos depois, o sistema operacional foi suspenso. E ainda em 2011 foi lançado em versão beta o navegador BAIDU BROWSER, cuja interface era similar ao Google Chrome, baseado no WebKit capaz de executar torrents, e cuja versão mais atual (batizada de SPARK e lançada em 2016) é capaz de baixar vídeos de streaming (sim, como o YouTube), receber comandos por gestos e fazer capturas de tela sem necessidade de plugins; e um serviço de busca de música, que permitia aos usuários transmitirem, baixarem e criarem acervos de músicas licenciadas.


Pouco depois, em 2012, foi lançado o BAIDU WANGPAN (também conhecido como BAIDU CLOUD), serviço de armazenamento de dados em nuvem (hoje oferece 2 TB de espaço livre gratuitamente), ingressando assim em um segmento bilionário da tecnologia. Neste mesmo ano a empresa chinesa também apresentou um aplicativo para pesquisas em dispositivos móveis. A empresa lançou seu antivírus (gratuito) para PCs em 2013. Com mais de 10 milhões de usuários baixando o software (BAIDU ANTIVIRUS) somente nos primeiros três meses, muitos ficaram chocados ao descobrir que era quase impossível desinstalar o programa de seus dispositivos, e que outros produtos do BAIDU precisavam ser baixados também para manter o sistema antivírus funcionando.


Entre as grandes companhias de internet da China, o BAIDU foi certamente o que mais ousou em esforços de internacionalização, abrindo escritórios no Oriente Médio, Tailândia, Índia, Indonésia e Japão. Em quase todos, fracassou. Por exemplo, no Brasil a empresa lançou seu serviço de buscas (em português) no mês de julho de 2014. Durante a sua curta estadia em território nacional, a empresa chinesa empenhou seus esforços para a popularização de seu antivírus, navegador de internet, aplicativos e de seu buscador. Além disso, chegou até a adquirir fatia majoritária no Peixe Urbano, uma plataforma de e-commerce local que disponibiliza milhares de ofertas em vários segmentos. A empresa chinesa permaneceu no mercado brasileiro até 2018. Sua saída deveu-se em boa parte pela péssima imagem e alta rejeição no país, prejudicada pela instalação involuntária de seus programas, como antivírus e navegador de internet. A empresa chinesa apostou em algumas estratégias arriscadas de difusão de seus serviços que basicamente forçou sua entrada em computadores brasileiros. E se deu mal.


Ainda em 2014 a empresa inaugurou um moderno Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Sunnyvale, estado da Califórnia. Outros produtos e serviços lançados pela empresa neste período foram: BAIDU WALLET (2014); um aplicativo de pagamento que oferecia transferências interbancárias gratuitas e permitia pagar compras online e contas de serviços públicos; e o DUER (2015), um assistente de inteligência artificial ativado por voz e projetado para sugerir recomendações e realizar pedidos online. Entre outros produtos populares da empresa estão o BAIDU DICTIONARY (fornece aos usuários tradução de texto entre os idiomas chinês e inglês) e o aplicativo BAIDU (200 milhões de usuários diários), fortemente baseado em inteligência artificial e que oferece funções como: motor de busca, feed de notícias, comando de voz, reconhecimento de imagem (objetos e tradução, por exemplo) e modo infantil.


No início de 2017, o BAIDU iniciou atuação no segmento de Inteligência Artificial e Machine Learning. O primeiro produto comercial bem-sucedido desta nova estratégia foi uma solução de reconhecimento de voz e rosto, que permite a faculdades e prédios comerciais a autorizar ou negar o acesso de pessoas. Além disso, como a empresa chinesa pode usufruir de um extenso conjunto de dados, seu assistente de voz, chamado Duer, acumulou mais conjuntos de habilidades baseadas em conversas do que Alexa, Siri ou Cortana. Logo depois surgiu o RAVEN H, seu primeiro alto-falante inteligente que se destaca pelo design: parece uma pilha de quadrados de plástico, cuja parte superior é sensível ao toque e pode ser levantada. Outro fruto dessa estratégia de investimento em Inteligência Artificial ocorreu no começo de 2018, quando o BAIDU recebeu aprovação para começar a realizar testes de carros autônomos nas ruas de Pequim. Por meio do Programa Apollo (plataforma que permite transformar carros e ônibus em veículos autônomos), as tecnologias de Inteligência Artificial do BAIDU são disponibilizadas gratuitamente às montadoras como um cérebro para seus veículos. Em troca, a empresa obtém acesso aos dados para tornar seus algoritmos mais inteligentes. Ainda na área da Inteligência Artificial o BAIDU desenvolveu uma solução para prever se as células são normais ou cancerígenas. Os resultados de usar os algoritmos dessa maneira são promissores – um número menor de falsos positivos, por exemplo.


Apesar de todo o sucesso, a empresa tem sua parcela de críticas (e que são muitas). O BAIDU foi acusado de censura e de promover downloads ilegais de músicas. Sua imagem sempre sofreu porque os resultados da pesquisa seriam inundados com anúncios patrocinados, dificultando a identificação orgânica pelos usuários. Porém, nos últimos anos, o BAIDU está tomando cada vez mais medidas para tornar a experiência mais centrada no usuário - uma maneira melhor de exibir anúncios, semelhante à forma como o Google.


A evolução visual 
O logotipo da marca é composto por uma pata azul (isso pode ser interpretado como uma pata de cachorro, animal conhecido por suas excelentes capacidades de busca através do faro apurado) e pelo nome da marca (incluindo a escrita em chinês 百度). Essa identidade visual passou por apenas uma discreta remodelação. A principal alteração ocorreu em relação à tipografia de letra, que se tornou mais afinada.


Dados corporativos 
● Origem: China 
● Fundação: 18 de janeiro de 2000 
● Fundador: Robin Li e Eric Xu 
● Sede mundial: Pequim, China 
● Proprietário da marca: Baidu Inc. 
● Capital aberto: Sim (2005) 
● CEO: Robin Li 
● Faturamento: US$ 15.4 bilhões (2019) 
● Lucro: US$ 906 milhões (2019) 
● Valor de mercado: US$ 40 bilhões (junho/2020) 
● Presença global: 10 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 46.000 
● Segmento: Tecnologia 
● Principais produtos: Mecanismo de busca, antivírus e computação em nuvem 
● Concorrentes diretos: Google, Yahoo!, Microsoft, Alibaba, Tencent, Qihoo 360, ByteDance e Sohu  
● Slogan: Behind your e-success. 
● Website: www.baidu.com 

A marca no mundo 
Uma das maiores empresas de tecnologia do mundo, o BAIDU é um gigante robusto em termos de números: fatura mais de US$ 15 bilhões (dados de 2019), tem 700 milhões de usuários em seus vários serviços (somente um de seus aplicativos são 200 milhões de usuários por dia), é o segundo maior mecanismo de busca da internet no mundo, está entre os seis sites mais acessados do mundo e emprega mais de 46 mil pessoas. Atualmente seu principal serviço é o motor de buscas, mas a empresa também conta com diferentes produtos, incluindo plataforma de mapas, imagens, vídeos, notícias, antivírus, navegadores, marketing e publicidade online. Além disso, mais recentemente passou a investir em Inteligência Artificial, sistemas autônomos, hardware, software e serviços de computação em nuvem. Boa parte de seu faturamento provém da plataforma de pagamento por desempenho (P4P), que utiliza a tecnologia PPC (pagamento por clique). 

Você sabia? 
Em conformidade com a política chinesa de controle, o motor de busca da BAIDU filtra material controverso dos seus resultados de pesquisa. Isto não se aplica ao portal da BAIDU no Japão, que desvia 60% do seu tráfego antes de chegar à China continental. 
Um dos temas que mais incomoda os “Baiduers”, como são chamados os funcionários do BAIDU, é de que sua empresa é uma cópia de tecnologias do Google. 
O logotipo da BAIDU também adquire várias formas e design em datas comemorativas, igualmente ao seu principal concorrente. 
No início de 2020 o BAIDU lançou a sua blockchain própria com uma criptomoeda chamada Xuperchain


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Isto é Dinheiro, Veja e Exame), sites de tecnologia (Startse e Tech Mundo), portais (UOL), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 14/6/2020