16.10.14

MANGO (MNG)


Lojas nas mais badaladas e importantes cidades do mundo. Uma infinidade de roupas e acessórios para mulheres, homens e crianças. Conceito fast-fashion (diversas coleções ao ano que se esgotam rapidamente, em função dos preços acessíveis). Eficiente sistema de distribuição para sua enorme rede de lojas. Imagem da marca associada a grandes celebridades, como por exemplo, a modelo Kate Moss e a atriz Scarlett Johansson. Esses são os segredos do enorme sucesso da rede espanhola MANGO. 

A história 
Tudo começou quando Isak Andic Ermay, nascido na cidade de Istambul na Turquia e ainda um adolescente, imigrou com sua família em 1968 para Barcelona na Espanha. Começou sua trajetória pelo mundo da moda em 1972 ao vender para uma loja da cidade quatro blusas bordadas à mão na Turquia e revendidas pelo dobro do preço. Depois, juntou-se ao irmão mais novo, Nahman, e começou a aceitar encomendas: traziam roupas da Ásia, incluindo casacos bordados no Afeganistão, que vendiam em lojas de Barcelona, Madri e outras cidades espanholas até que, em 1973, resolveu abrir uma acanhada barraca em um pequeno mercado da Rua Balmes, na cidade catalã. O negócio prosperou. Isak comprou o primeiro carro e passou a usar o porta-malas para acomodar o estoque. Ele viajava pela Espanha vendendo suas roupas para lojas multimarcas. Com isso, juntou dinheiro para o passo seguinte: deixar a rua e alugar uma loja. Em dez anos abriu 100 lojas.


Seu futuro, assim como de seus negócios, começou a mudar em 1984 quando ele adotou uma nova visão de como vender moda. Era o surgimento da primeira loja da MANGO, que vendia apenas roupas femininas e estava localizada em Paseo de Gracia na cidade de Barcelona. Um fato curioso sobre o nome da marca. Se Isak não tivesse viajado até às Filipinas, a MANGO poderia chamar-se Bubbles ou Scooter, os dois nomes que já tinha registado. Foi durante uma viagem de férias ao país asiático, no início dos anos de 1980, que pela primeira vez comeu uma manga. E decidiu usar o nome desta fruta tropical em sua nova marca de roupa. A ideia original da nova loja baseava-se na criação de coleções de moda feminina que explorassem uma estética urbana. A ideia foi um verdadeiro sucesso.


No ano seguinte, já contando com cinco lojas em Barcelona, a rede inaugurou uma unidade na cidade de Valencia, iniciando assim sua expansão nacional. Já em 1988, a empresa, então com 13 lojas, melhorou seu sistema de gestão de estoque, produção logística e distribuição, que adotou o conceito Just-In-Time (produção em função da demanda de mercado). Também foram definidos os conceitos de produtos, ambientação das lojas, qualidade, preço e imagem da marca. Em 1992, além de inaugurar sua centésima loja em solo espanhol, a MANGO iniciou sua expansão internacional com a abertura de duas unidades em Portugal e, pouco depois, na França. Nos anos seguintes a empresa iria inaugurar lojas em vários países da Europa. Essa forte expansão fez com que, em 1997, o volume de negócios no exterior superasse pela primeira vez o nacional. Este ano também foi marcado pela inauguração de uma moderna loja-conceito em Paris. Nesta época, o forte crescimento da MANGO, transformou a empresa na segunda maior exportadora espanhola do segmento têxtil, atrás somente da rival Zara.


O ano 2000 teve início com a inauguração de uma loja âncora em plena Oxford Street, na cidade de Londres. A MANGO também expandiu seus negócios ao lançar seu comércio eletrônico de forma pioneira neste setor. Pouco depois, em 2002, com 630 lojas em 70 países, a empresa segue com sua expansão internacional em novos mercados, como por exemplo, Austrália, China, Itália e Tunísia. Além disso, em colaboração com a Puig, a marca lançou no mercado seus primeiros perfumes femininos. Em 2005 inaugurou a primeira loja MANGO TOUCH, que vende exclusivamente acessórios, de sapatos e bolsas até cintos, guarda-chuvas, óculos de sol, chapéus, luvas, cachecóis e porta cartões. No ano seguinte iniciou sua incursão pelo mercado americano com a inauguração de lojas nas cidades de Costa Mesa, Chicago, Dallas, Los Angeles, Orlando e San Francisco. Além disso, celebrou seu primeiro desfile no emblemático edifício Palau de la Música Catalana, em Barcelona, e lançou o El Botón - Mango Fashion Awards, considerado hoje o maior prêmio internacional para estilistas jovens do mundo.


O ano de 2007 foi recheado de acontecimentos marcantes: inauguração do El Hangar Design Center (centro “nervoso” de criação da empresa, onde trabalham atualmente mais de 600 profissionais), abertura de uma loja âncora no badalado bairro nova-iorquino do SoHo e o início da colaboração com outros estilistas e celebridades para a criação de coleções limitadas. Em 2008 a empresa expandiu seus negócios com o lançamento da H.E. by MANGO (onde H.E. é uma abreviação da expressão latina Homini Emerito), lojas especializadas em roupas e acessórios para o público masculino. No ano seguinte, como forma de enfrentar a forte crise econômica mundial, a marca espanhola lançou um novo conceito em suas lojas ao redor do mundo: THINK UP, onde eram oferecidas aproximadamente 90 peças a preços especiais. Em 2011 a MANGO apresentou sua coleção Outono/Inverno pela primeira vez internacionalmente no Centre George Pompidou em Paris. Além disso, como forma de enfrentar a crise econômica na Europa, a empresa se focou na inauguração de muitas lojas em países emergentes, como a China e a Rússia.


Nos últimos anos, além de incrementar sua presença em mercados importantes com a inauguração de muitas lojas e lançar o conceito de megastores, a empresa expandiu seus negócios com o lançamento da MANGO KIDS (linha de roupas e acessórios dirigidos a crianças de 3 a 12 anos de idade, que inclui alguns best-sellers da coleção feminina adaptados às meninas, denominados “mini-me”), lançada em 2013; da linha SPORT & INTIMATES (com roupas femininas esportivas para a prática de ginástica, corridas e ioga, além de lingeries), lançada em 2013; da MANGO PREMIUM (linha feminina com melhor qualidade de tecidos, acabamentos, design e preço mais elevado); da VIOLETA by MANGO (coleção com roupas plus-size nos tamanhos 40 a 52), introduzida em 2014; e de uma linha exclusivamente direcionada para jovens entre 14 e 20 anos. Além disso, em janeiro de 2015 a empresa anunciou o lançamento da MANGO BABY (linha de roupas para bebês até dois anos).


Ao longo desses anos a MANGO disseminou seu estilo particular de confeccionar blusas, vestidos, calças, jaquetas, camisetas, entre outras peças, sempre aliando originalidade nos desenhos e cortes, qualidade no processo produtivo e coerência conceitual, voltando suas produções às mulheres ou homens urbanos e descolados, mas que não abrem mão de ter um estilo diferenciado. Outro fator de sucesso é a constante associação da MANGO com celebridades, quer seja através da criação em conjunta de coleções limitadas ou em suas campanhas de marketing e publicidade. Por exemplo, na Espanha, a marca ficou extremamente associada à imagem da modelo Claudia Schiffer, que estreou campanhas entre 1992 e 1995. Ainda nesta década modelo como Naomi Campbell, Christy Turlington e Eva Herzigova estamparam seus catálogos ou apareceram em campanhas publicitárias. A partir de 2000 a MANGO associou sua imagem à modelos como Maja Latinovic, Inés Sastre, Karolina Kurkova e Milla Jovovich. E mais recentemente celebridades como Elizabeth Hurley, Lauren Hutton, Penélope Cruz, Scarlett Johansson e Kate Moss não somente associaram suas imagens à marca como também colaboraram com a criação de coleções.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por apenas uma grande modificação ao longo dos anos. A alteração ocorreu em 2011 com a adoção de uma nova tipografia de letra, mais afinada e sofisticada, mas sem deixar de ser moderna.


Dados corporativos 
● Origem: Espanha 
● Fundação: 1984 
● Fundador: Isak e Nahman Andic 
● Sede mundial: Palau de Plegamans, Barcelona, Espanha 
● Proprietário da marca: Mango MNG Holding, S.L. 
● Capital aberto: Não 
● Chairman: Isak Andic Ermay 
● CEO: Enric Casi 
● Faturamento: €1.85 bilhões (2013) 
● Lucro: €120.5 milhões (2013) 
● Lojas: 2.700 
● Presença global: 109 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 11.200 
● Segmento: Moda 
● Principais produtos: Roupas e acessórios 
● Concorrentes diretos: Zara, Desigual, H&M, C&A, Topshop, Forever 21 e GAP 
● Website: www.mango.com 

A marca no mundo 
Atualmente a MANGO possui mais de 2.700 lojas espalhadas por 109 países ao redor do mundo, emprega 11.200 pessoas e, em 2013, faturou €1.85 bilhões. A empresa também vende online para países da Europa, Estados Unidos, Canadá, Turquia, Rússia, China, Japão e Brasil. A MANGO lança anualmente mais de 2.500 itens e vende aproximadamente 150 milhões de peças. Sua rede de lojas é alimentada por centros logísticos que enviam mais de 40 mil peças por hora. Mais de 83% das vendas da empresa são feitas fora da Espanha. 

Você sabia? 
O El Hangar Design Centre é o maior centro de design da Europa, com 14.000 m². Aqui são criados os conceitos, inovações, coleções e os modelos de roupas que vão ser produzidos em grande escala na Ásia ou no norte da África. 
A marca opera em alguns mercados com outros nomes. Por exemplo, nos Estados Unidos a marca é conhecida como MNG by Mango. Já no Brasil, onde a marca chegou a ter três lojas, fechadas em virtude da crise econômica que afetou drasticamente a Espanha, era conhecida apenas como MNG BARCELONA. A partir de 2012, mesmo que de forma tímida, a marca voltou a vender no Brasil através da loja virtual Daifiti. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Isto é Dinheiro), jornais (Valor Econômico), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 16/10/2014

9.10.14

Best Global Brands 2014


Este é o ranking de 2014 das 100 mais valiosas marcas do mundo criado pela renomada consultoria de marketing/branding Interbrand (clique para ver mais detalhes), empresa que foi fundada na cidade de Londres em 1974. Os valores representam bilhões de dólares. Basta clicar no link de cada marca para acessar ao perfil exclusivo de cada uma preparado pelo Mundo das Marcas. 

1. Apple (Estados Unidos) - US$ 118.863 
2. Google (Estados Unidos) - US$ 107.439 
3. Coca-Cola (Estados Unidos) - US$ 81.563 
4. IBM (Estados Unidos) - US$ 72.244  
5. Microsoft (Estados Unidos) - US$ 61.154  
6. GE (Estados Unidos) - US$ 45.480 
7. Samsung (Coréia do Sul) - US$ 45.462 
8. Toyota (Japão) - US$ 42.392   
9. McDonald’s (Estados Unidos) - US$ 42.254  
10. Mercedes-Benz (Alemanha) - US$ 34.338 
11. BMW (Alemanha) - US$ 34.214 
12. Intel (Estados Unidos) - US$ 34.153  
13. Disney (Estados Unidos) - US$ 32.223 
14. Cisco (Estados Unidos) - US$ 30.936  
15. Amazon (Estados Unidos) - US$ 29.478  
16. Oracle (Estados Unidos) - US$ 25.980 
17. HP (Estados Unidos) - US$ 23.758  
18. Gilette (Estados Unidos) - US$ 22.845 
19. Louis Vuitton (França) - US$ 22.552 
20. Honda (Japão) - US$ 21.673 
21. H&M (Suécia) - US$ 21.083  
22. Nike (Estados Unidos) - US$ 19.875 
23. American Express (Estados Unidos) - US$ 19.510   
24. Pepsi (Estados Unidos) - US$ 19.119 
25. SAP (Alemanha) - US$ 17.340 
26. Ikea (Suécia) - US$ 15.885  
27. UPS (Estados Unidos) - US$ 14.470  
28. Ebay (Estados Unidos) - US$ 14.358  
29. Facebook (Estados Unidos) - US$ 14.349 
30. Pampers (Estados Unidos) - US$ 14.078 
31. Volkswagen (Alemanha) - US$ 13.716 
32. Kellogg’s (Estados Unidos) - US$ 13.442 
33. HSBC (Reino Unido) - US$ 13.142  
34. Budweiser (Estados Unidos) - US$ 13.024  
35. J.P. Morgan (Estados Unidos) - US$ 12.456  
36. Zara (Espanha) - US$ 12.126  
37. Canon (Japão) - US$ 11.702  
38. Nescafé (Suíça) - US$ 11.406  
39. Ford (Estados Unidos) - US$ 10.876  
40. Hyundai (Coréia do Sul) - US$ 10.409 
41. Gucci (Itália) - US$ 10.385  
42. Philips (Holanda) - US$ 10.264  
43. L’Oréal (França) - US$ 10.162 
44. Accenture (Estados Unidos) - US$ 9.882 
45. Audi (Alemanha) - US$ 9.831  
46. Hermès (França) - US$ 8.977  
47. Goldman Sachs (Estados Unidos) - US$ 8.758  
48. Citi (Estados Unidos) - US$ 8.737 
49. Siemens (Alemanha) - US$ 8.672 
50. Colgate (Estados Unidos) - US$ 8.215 
51. Danone (França) - US$ 8.205  
52. Sony (Japão) - US$ 8.133  
53. AXA (França) - US$ 8.120 
54. Nestlé (Suíça) - US$ 8.000  
55. Allianz (Alemanha) - US$ 7.702  
56. Nissan (Japão) - US$ 7.623  
57. Thomson Reuters (Canadá) - US$ 7.472 
58. Cartier (França) - US$ 7.449  
59. Adidas (Alemanha) - US$ 7.378  
60. Porsche (Alemanha) - US$ 7.171 
61. Caterpillar (Estados Unidos) - US$ 6.812 
62. Xerox (Estados Unidos) - US$ 6.641  
63. Morgan Stanley (Estados Unidos) - US$ 6.334 
64. Panasonic (Japão) - US$ 6.303  
65. Shell (Holanda) - US$ 6.288  
66. 3M (Estados Unidos) - US$ 6.177  
67. Discovery (Estados Unidos) - US$ 6.143 
68. KFC (Estados Unidos) - US$ 6.059 
69. Visa (Estados Unidos) - US$ 5.998  
70. Prada (Itália) - US$ 5.977  
71. Tiffany & Co. (Estados Unidos) - US$ 5.936 
72. Sprite (Estados Unidos) - US$ 5.646  
73. Burberry (Inglaterra) - US$ 5.594 
74. Kia (Coréia do Sul) - US$ 5.396  
75. Santander (Espanha) - US$ 5.382 
76. Starbucks (Estados Unidos) - US$ 5.382 
77. Adobe (Canadá) - US$ 5.333 
78. Johnson Johnson (Estados Unidos) - US$ 5.194 
79. John Deere (Estados Unidos) - US$ 5.124 
80. MTV (Estados Unidos) - US$ 5.102  
81. DHL (Estados Unidos) - US$ 5.084  
82. Chevrolet (Estados Unidos) - US$ 5.036 
83. Ralph Lauren (Estados Unidos) - US$ 4.979 
84. Duracell (Estados Unidos) - US$ 4.935 
85. Jack Daniel’s (Estados Unidos) - US$ 4.884 
86. Johnnie Walker (Reino Unido) - US$ 4.842  
87. Harley-Davidson (Estados Unidos) - US$ 4.772  
88. Mastercard (Estados Unidos) - US$ 4.758 
89. Kleenex (Estados Unidos) - US$ 4.643  
90. Smirnoff (Reino Unido) - US$ 4.609  
91. Land Rover (Reino Unido) - US$ 4.473 
92. Fedex (Estados Unidos) - US$ 4.414 
93. Corona (México) - US$ 4.387  
94. Huawei (China) - US$ 4.313 
95. Heineken (Holanda) - US$ 4.221  
96. Pizza Hut (Estados Unidos) - US$ 4.196  
97. Hugo Boss (Alemanha) - US$ 4.143  
98. Nokia (Finlândia) - US$ 4.138  
99. GAP (Estados Unidos) - US$ 4.122  
100. Nintendo (Japão) - US$ 4.103 

1.10.14

CESSNA


Para viagens curtas, trabalhos no campo, transportes de cargas, deslocamentos rápidos ou viagens longas com extremo conforto e segurança, a CESSNA oferece diferentes tipos de aeronaves para atender todas as necessidades de seus clientes. A companhia americana é uma das maiores do setor de aviação executiva e tem quase 90 anos de uma rica e inovadora história transportando milhões de exigentes passageiros. 

A história 
A criação da empresa remonta a Clyde Vernon Cessna, um agricultor da cidade de Rago, estado do Kansas, nascido e criado em uma fazenda, que logo demonstrou aptidão natural para a mecânica ao melhorar máquinas agrícolas e desenvolver novos métodos de cultivo. Seu interesse por aviões começou em 1910, após visitar uma exposição aérea em Kansas. A paixão o levou a se mudar para a cidade de Nova York, onde trabalhou durante um curto período na Queen Aeroplane Company. Pouco depois, em 1911, Clyde começou a construir o seu primeiro avião, batizado de Silverwing. O monoplano, feito com abeto (muna espécie de árvore conífera) e linho, utilizava um motor de barco modificado de 1.050 rpm. Após cair na primeira tentativa, ele teve um lampejo de esperança em sua 13º tentativa, depois de voar por um curto período antes de colidir com algumas árvores. Finalmente no mês de junho ele conseguiu realizar seu primeiro voo bem sucedido. E ganhou o apelidado de “Birdman of Enid”, após voar por 5 milhas (cerca de 8 quilômetros) com um pouso bem-sucedido em dezembro. Entre os anos de 1912 e 1915 ele projetou vários aviões monoplanos, todos impulsionados por um motor Anzani Radial de 6 cilindros. Durante esse período, ele se apresentou em várias feiras e eventos comemorativos, angariando assim uma boa grana. Além disso, Clyde Cessna se tornou o primeiro homem a construir um avião e sobrevoar o Rio Mississippi e as Montanhas Rochosas.


Já em 1916, adquiriu um edifício para iniciar a construção de uma nova aeronave para a temporada do ano seguinte. Sua fábrica também serviu para abrigar uma escola de aviação que ele fundou. Porém, quando os Estados Unidos declaram guerra em abril de 1917, Clyde foi forçado a retornar para sua casa no Kansas, retomando provisoriamente suas funções na fazenda da família. Com o término do conflito mundial, em 1924, o ambicioso Clyde firmou parceria com Lloyd Stearman e Walter Beech para formar a Travel Air Manufacturing Co., uma empresa que atuava na fabricação de aviões biplanos. Apesar da empresa rapidamente se tornar uma das principais fabricantes de aeronaves dos Estados Unidos, chegando a produzir 46 aviões em 1926, Cessna e Beech começaram a discordar sobre os tipos de aeronaves a ser produzidos, já que Clyde tinha preferência por monoplanos, mas Beech insistia em biplanos. Essa discordância fez com que Clyde deixasse a empresa e começasse a trabalhar em uma aeronave com quatro lugares, monoplano e equipada com um motor Anzani de 120hp, que ele batizou de “Comet”. Finalmente no dia 7 de setembro de 1927, juntamente com Victor H. Roos, ele fundou a Cessna-Roos Aircraft Company, que iria enveredar pelo segmento da fabricação de aeronaves monoplanos. Pouco depois, no dia 22 de dezembro, o secretário de estado aprovou a mudança de nome da empresa para CESSNA AIRCRAFT COMPANY.


O primeiro avião da empresa, batizado de CESSNA A-SERIES, foi entregue no dia 28 de fevereiro de 1928 para Edwin A. Link da cidade de Pittsburgh, na Pensilvânia, que pagou US$ 6.500 pela aeronave. No dia 1 de novembro deste mesmo ano, saiu da linha de produção da empresa o MODEL CW-6, primeiro CESSNA com capacidade para seis passageiros. Apesar do enorme sucesso de novos modelos, a Grande Depressão que assolou os Estados Unidos forçou a empresa a fechar as portas em 1931. Pouco depois, em 1934, seu sobrinho Dwane Wallace ajudou a recuperar a empresa e com a aposentadoria do tio no ano de 1937 assumiu o comando dos negócios. Foi neste mesmo ano que a empresa lançou seu primeiro hidroavião, o C-37. Após a Segunda Guerra Mundial, em 1947, a empresa iniciou a produção dos modelos 190 e 195, com capacidade para 5 passageiros e primeiras aeronaves da CESSNA com fuselagem totalmente de metal. Ainda neste ano apresentou o CESSNA 170 que juntamente com outras iterações, como por exemplo, o modelo 172 SKYHAWK, introduzido em 1956, tornou-se o monomotor mais vendido da história. O mote de publicidade utilizado pela CESSNA nesta época era o fato de ter treinado mais pilotos que qualquer outra empresa deste setor. Foi também em 1956 que ocorreu o lançamento do CESSNA 182 SKYHAWK, um monomotor com capacidade para quatro pessoas, que se tornou o segundo avião mais popular da empresa, atrás apenas do CESSNA 172.


O primeiro modelo do Skymaster a ser produzido foi o 336, que tinha trem de pouso fixo, dois motores instalados na fuselagem, um no nariz e outro na parte traseira, e voou pela primeira vez no mês de fevereiro de 1961. Entrou em produção em maio de 1963 e ficou no mercado por apenas um ano, com 195 exemplares vendidos. Esse modelo foi substituído pelo CESSNA 337 Super Skymaster, maior, mais potente, com trens de pouso escamoteáveis e uma tomada de ar dorsal para o motor traseiro. Posteriormente, a empresa denominou o modelo simplesmente como Skymaster, retirando o “Super”. Essa aeronave entrou em produção em 1965 e permaneceu na linha de fabricação até 1982, com um total de 2.993 aviões comercializados, incluindo um modelo para uso militar.


No final da década de 1960, os engenheiros e demais executivos da CESSNA identificaram a demanda para criar e fabricar em larga escala uma aeronave para ocupar um espaço que a empresa considerava praticamente vago no mercado aeronáutico mundial, o de jatinhos executivos de pequeno porte (com menos de 5.500 kg de peso máximo de decolagem), com asas retas, motorização turbofan (motor a reação utilizado em aeronaves projetadas especialmente para altas velocidades de cruzeiro, que possui um excelente desempenho em altitudes elevadas), com capacidade para 8 passageiros e capaz de operar em aeroportos já servidos por aviões bimotores turboélice. O protótipo do primeiro modelo desta família voou em 15 de setembro de 1969. Apresentando oficialmente em 1971 e originalmente batizado de Citation 500, antes que a CESSNA o denominasse CITATION I, foi um dos primeiros jatos executivos leves disponíveis no mercado a serem motorizados com reatores do tipo turbofan. Foi um grande sucesso de vendas e a sua produção durou até 1985. Porém, a pedido de clientes, a partir de 1977 a empresa passou a fabricar o CITATION II, com fuselagem alongada para transportar confortavelmente sete ou oito passageiros e com espaço reservado para uma pequena galeria para refeições rápidas e bebidas. Esses dois modelos abriram caminho para a formação da maior linha de jatos executivos do mundo.


No início da década de 1980, percebendo claramente a existência de uma lacuna no mercado da aviação, a empresa iniciou o desenvolvimento do CESSNA CARAVAN, um turboélice de asa alta, que rapidamente despertou a atenção e o interesse da empresa de transporte de carga aérea Federal Express (Fedex), o primeiro grande cliente deste modelo. Lançado em 1984, nos anos seguintes essa aeronave seria utilizada com frequência em mais de 60 países para transporte executivo de passageiros, transporte de cargas, uso militar no transporte para regiões de difícil acesso e transporte regional de passageiros, já que acomoda de 9 a 14 pessoas. A empresa ao ser adquirida pela General Dynamics Corporation em 1985, interrompeu a produção de aviões de motor a pistão no ano seguinte devido à falta de confiabilidade dos componentes. Em 1992, a Textron Inc., empresa americana que controla fabricantes de aeronaves civis e militares, comprou a CESSNA e rapidamente retomou a fabricação de jatos executivos. Em 2004, a empresa lançou o monomotor mais veloz do mundo: o CESSNA 400, uma excelente opção para quem necessita de leveza, rapidez, conforto, rápido acesso as informações e não abre mão de ter um CESSNA. Em 2006 a empresa inaugurou uma fábrica na cidade mexicana de Chihuahua, responsável por produzir partes e equipamentos para a linha de jatos executivos Citation.


Em 2005 a empresa lançou um verdadeiro sucesso de vendas: o CITATION MUSTANG, um moderno jato executivo que acomoda até cinco ocupantes, oferece um custo operacional baixo devido ao eficiente consumo de combustível, sendo ideal para deslocamentos executivos, pois possui alcance superior a 2.100 km, decola no peso máximo em pistas curtas com apenas 950 metros de comprimento e possui um teto operacional de 41.000 pés. Nos anos seguintes a CESSNA investiu em lançamentos luxuosos como o novo CITATION X+ (2010), uma moderníssima aeronave com capacidade para 12 passageiros, considerada o jato executivo mais rápido do mundo ao atingir uma velocidade máxima de 990 km/h a 15.500 metros de altitude; e o CITATION LONGITUDE (2012), um moderno jato para 12 passageiros com alcance 7.408 km, capaz de realizar voos diretos entre São Paulo e Miami ou Nova York e Paris com conforto, alta tecnologia e a segurança.


No dia 27 de agosto de 2014 a empresa atingiu uma marca histórica: entregou o avião monomotor a pistão de número 10.000, produzido na fábrica de Independence, que entrou em operação no mês de julho de 1996, próxima à sua sede em Wichita, no estado do Kansas. O avião, modelo Cessna Skyhawk, foi entregue junto com outros dois aparelhos semelhantes para a universidade aeronáutica Liberty, para uso no treinamento de alunos. O Cessna Skyhawk tornou-se a plataforma de formação padrão global e ganhou a reputação por oferecer a melhor combinação de características modernas, incluindo o sistema G1000 e confiabilidade comprovada. O modelo é produzido desde 1956 e já ultrapassou a marca de 48.000 aviões fabricados.


A evolução visual 
A identidade visual da marca CESSNA passou por grandes e radicais alterações ao longo dos anos. Inicialmente com o nome da marca constituindo a fuselagem de um avião e utilizando as cores cinza e verde, a identidade visual adotou as cores vermelha e azul na década de 1970 e no início dos anos de 1990 foi criado o atual logotipo.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 7 de setembro de 1927 
● Fundador: Clyde Vernon Cessna 
● Sede mundial: Wichita, Kansas 
● Proprietário da marca: Cessna Aircraft Company 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Textron Aviation Inc.) 
● CEO: Scott Ernest 
● Faturamento: US$ 2.78 bilhões (2013) 
● Lucro: - US$ 48 milhões (2013) 
● Aviões entregues: 464 unidades (2013) 
● Presença global: 100 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 8.500 
● Segmento: Aeronáutico 
● Principais produtos: Aviões monomotores, turboélices e jatos executivos 
● Concorrentes diretos: Embraer, Gulfstream, Bombardier, Piper Aircraft e Dassault Aviation 
● Ícones: A família de jatos Citation 
● Website: www.cessna.com 

A marca no mundo 
Atualmente a CESSNA oferece aproximadamente 20 modelos de aviões turboélices, monomotores e jatos executivos que são vendidos em 100 países ao redor do mundo. Com 8.500 funcionários e faturamento de US$ 2.78 bilhões, em 2013 a empresa vendeu 464 aviões, dos quais 139 jatos executivos. A empresa possui 4 fábricas localizadas em Wichita e Independence, estado do Kansas; Columbus, na Geórgia e Chihuahua, no México. Em quase 90 anos de história a CESSNA já produziu mais de 155.000 aviões monomotores a pistão, 2.200 aeronaves turboélice, 1.000 aviões militares e outros 6.600 jatos executivos do modelo Citation, a maior frota desta categoria em operação no mundo. 

Você sabia? 
Clyde Cessna faleceu no dia 20 de novembro de 1954, aos 74 anos, e mesmo não estando mais no comando da empresa que criou desempenhou um papel vital no desenvolvimento da aviação mundial. 
Em 1951 a brasileira Ada Rogato a bordo de um CESSNA 140-A voou 51 mil quilômetros, percorrendo as três Américas, um trajeto que levou aproximadamente 6 meses. 
Foi um Cessna Citation XLS+, jato executivo de porte médio com duas turbinas e capacidade para 9 passageiros, que caiu no dia 13 de agosto de 2014 na cidade de Santos, litoral paulista, matando o candidato a presidência da república Eduardo Campos. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Exame e Isto é Dinheiro), jornais (Valor Econômico), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 1/10/2014

23.9.14

JOHN JOHN


Com nome e slogan em inglês, cheia de estilo e atitude, além de campanhas estreladas por astros teen internacionais, como Zac Efron, JOHN JOHN é, para muitos, incluindo seus consumidores, uma marca americana ou inglesa. Mas na verdade, a marca cujas calças jeans com caimento impecável e visual descolado, cobiçadas por moderninhos e celebridades, é na verdade 100% brasileira. Recortes inesperados e detalhes surpreendentes, nada passa despercebido em uma peça da JOHN JOHN, que adota um posicionamento despojado chique. 

A história 
A história começou com João Foltran, que na adolescência se apaixonou por cortes, tecidos e cores ao trabalhar em uma pequena confecção na cidade de Tietê, no interior paulista. Após a morte de seu pai, aos 18 anos ele se mudou para São Paulo e começou a fabricar roupas para grandes lojas populares como Mappin, Mesbla e Besni. Já com experiência na confecção de roupas, iniciou a fabricar calças jeans para marcas consagradas como Carmin, Animale e Daslu. E foi então, que o empresário percebeu uma lacuna no segmento de jeans premium no Brasil. Afinal os endinheirados sempre compravam suas calças jeans no exterior. Em 2006, depois de muita pesquisa em busca de novas técnicas de lavagem, costura e modelagem, ele resolveu criar a JOHN JOHN, cujo nome foi inspirado no apelido que os amigos mais próximos o chamavam. O conceito da marca era oferecer um jeans de qualidade, feito a mão e em linha com tudo que acontece nas melhores lavanderias de jeans da Itália.


Desde o início o empresário teve enorme preocupação com qualidade, que ia desde o corte e a lavagem até os acabamentos. Inicialmente as calças jeans eram enviadas em consignação para lojas multimarcas da região do interior paulista. Como o empresário não dispunha de verba para campanhas publicitárias resolveu vestir (entenda-se, presentear) celebridades com suas calças. E foi então que outras lojas multimarcas, de várias regiões do país, passaram a ter interesse em vender os jeans da JOHN JOHN. E não demorou muito para as calças jeans da marca se tornarem objetos de desejo entre os endinheirados. O caimento perfeito, o design, as lavagens, o visual descolado e o conforto das peças também foram parar nas páginas de importantes revistas de moda. E conquistaram um público jovem ávido por peças descoladas, mas com muita qualidade.


Em julho de 2011, mesmo ano em que a marca inaugurou um showroom para lojas multimarcas, a JOHN JOHN foi adquirida por aproximadamente R$ 30 milhões pelo grupo Restoque, proprietário das grifes Le Lis Blanc, Bo.Bô e Rosá Chá. O fundador da JOHN JOHN continuou envolvido na operação do negócio como responsável pela linha de produtos jeans da marca. Sob essa nova gestão, teve início o processo de expansão do mix de produtos da marca, antes concentrado mais em peças jeans. Com isso, a JOHN JOHN lançou no mercado tops, peças bordadas, camisetas estampadas, moletons, camisas, bermudas, calçados, lingeries, acessórios, roupas infantis, uma linha de óculos e os famosos bonés, sempre mantendo a cultura jovem e despojada do jeanswear. E investiu muito em comunicação com campanhas publicitárias estreladas por grandes astros internacionais, como por exemplo, Zac Efron, Lindsay Lohan e Joshua Bowman.


Além disso, no mês de fevereiro de 2012, a marca inaugurou sua primeira flagship store, na badalada rua Oscar Freire, em São Paulo. Nos anos seguintes a marca inaugurou várias outras lojas em importantes cidades do país, sempre localizadas em locais de alto poder aquisitivo. As lojas da marca têm características interessantes que proporcionam entretenimento. Letreiros luminosos gigantes. Internamente, pouca iluminação, mas focada estrategicamente nos produtos. Decoração que mistura um estilo vintage com tecnologia, criando assim um espaço harmônico. Além disso, o atendimento, de um jeito profissional e displicente ao mesmo tempo, faz o consumidor se sentir dentro de um clube noturno.


Mais recentemente, a JOHN JOHN, além de lançar seu comércio eletrônico, ingressou em novas categorias de produtos, como por exemplo, com o lançamento de sua primeira linha de maquiagem, que inclui pó compacto, blush, batons, lápis para os olhos, sombras, delineadores e máscaras de cílios. E não parou por aí. A marca ainda lançou produtos para as unhas que conta com inovação. Além dos esmaltes, a linha oferece a caneta corretora, que hidrata a cutícula, faz a limpeza rápida e prática do excesso do esmalte e ainda é enriquecida com óleo de Jojoba e extrato de algas marinhas.


Hoje em dia a JOHN JOHN é composta de três linhas: John John, com peças básicas e essenciais, indispensáveis em qualquer guarda roupa; John John Black, que traz uma linha de roupa para noite e eventos especiais; e John John Made in Italy, linha de calças jeans desenvolvidas e fabricadas na Itália, com as três características essenciais para tornar um jeans premium (Fit, Fabric & Finish).


Além de desenvolver técnicas únicas de lavagem alinhadas com as mais novas e avançadas tecnologias do segmento, cada calça jeans da JOHN JOHN é repleta de detalhes. Plaquinhas douradas brincam com o mote da calça “Made in Heaven”. O gosto por encher as calças de aviamentos únicos, como por exemplo, dezenas de etiquetas, desenhos do lado de dentro e tags com botões - vem acompanhado do receio da pirataria. Com tudo isso as peças sempre têm novidades e se diferenciam. Apesar das calças femininas, masculinas e infantis serem o carro-chefe da marca, os produtos mais vendidos são shorts e minissaias. Em todas as peças é perceptível a preocupação com o conforto. Nas peças nada é justo demais. Para alcançar essa excelência, cada peça pode ser lavada até quatro vezes, o que dá aos tecidos mais maleabilidade e um toque leve, muito semelhante ao moletom.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 2006 
● Fundador: João Foltran 
● Sede mundial: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Restoque Comércio e Confecções de Roupas S.A. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Livinston Bauermeister 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 55 
● Presença global: 10 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 500 
● Segmento: Moda urbana 
● Principais produtos: Calças jeans, roupas e acessórios 
● Concorrentes diretos: 7 For All Mankind, J Brand, Diesel, Ellus, Forum e Zoomp 
● Ícones: Os bonés 
● Slogan: Jeans Made in Heaven. 
● Website: www.johnjohndenim.com 

A marca no mundo 
Atualmente a JOHN JOHN, que faz parte do grupo Restoque, vende calças jeans, roupas e acessórios através de 55 lojas próprias e outras 400 selecionadas lojas multimarcas em boa parte do território nacional. A marca também está presente em mais de 50 lojas multimarcas no exterior, em países como Estados Unidos, França, Dubai e Líbano. A fábrica da marca, localizada em Tietê, cidade a 140 km de São Paulo, produz mais de 16 mil peças por mês. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Exame e Época Negócios), jornais (Meio Mensagem e Valor Econômico), sites de moda (PureTrends), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 23/9/2014

15.9.14

NIELY


Ela literalmente faz a cabeça de milhões de brasileiras. Esta afirmação é verdadeira quando se trata da NIELY, que com seus xampus, condicionadores, tinturas e cremes para tratamentos dos cabelos conquistou a cabeça das brasileiras com muita qualidade e cumplicidade. 

A história 
Tudo começou em 1981 com Daniel Fonseca de Jesus, um jovem de apenas 22 anos filho de um ascensorista e de uma dona de casa, que resolveu fabricar produtos químicos para manutenção industrial e limpeza em Nova Iguaçu, segunda maior cidade da Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro. Passados alguns anos ele começou a fabricar xampus para atender aos pedidos de suas vizinhas em Nova Iguaçu. Foi então que o empreendedor resolveu mudar de ramo e, em 1986, iniciou a produção de cosméticos para os cabelos com qualidade e preço acessível com a marca NIELY. O nome da marca foi uma homenagem a sua filha Danielle. Ele sabia que teria muitos concorrentes neste segmento, incluindo grandes empresas multinacionais como Unilever, L’Oréal e Colgate-Palmolive. Mas sabia também que, caso seus produtos tivessem qualidade, poderia pegar uma sacola cheia e sair vendendo pelo país afora. E foi isso mesmo que ele fez. Em pouco tempo os xampus e condicionadores, passaram a vender mais que os produtos de limpeza, cuja produção seria interrompida. Já no ano seguinte iniciou as vendas em outros estados do país.


As inovações começaram em 1988 com o lançamento de um creme alisante, o Lysacrem. E não demorou muito para a NIELY iniciar a criação de linhas específicas que atendessem a cada tipo de cabelo. Seguindo esta estratégia, a empresa lançou no mercado em 1994 a Permanente Afro, uma linha para alisar e tratar cabelos crespos que se tornou um enorme sucesso de vendas. Inicialmente composta por creme relaxante e neutralizante, rapidamente se transformou em uma linha completa de transformação e tratamento, incluindo xampu, condicionador, creme de tratamento e finalizadores. Esta nova linha de transformação e tratamento fez a NIELY dobrar de tamanho em 1995. Foi também neste período que Daniel se formou em química, o que faria com que ele participasse diretamente no desenvolvimento de novos produtos. No final desta década, ainda que de forma tímida, a empresa iniciou suas exportações para países vizinhos. Em 2000, além de ampliar seu parque fabril para atender a alta demanda por seus produtos, a NIELY lançou no mercado a linha de tinturas Cor&Ton, que hoje é líder de mercado e oferece mais de 30 nuances divididas em tons naturais, acinzentados, vermelhos, acobreados, marrons, dourados e super clareadores.


Apesar dessas linhas de produtos, uma em especial, tornaria a marca NIELY conhecida e popular em todo o Brasil. E esta linha surgiu quando em uma série de viagens pelo Brasil, Daniel percebeu que as consumidoras estavam carentes de uma linha completa de produtos (xampu, condicionador, silicone, entre outros) que pudesse ser usada em casa, sem segredos. O resultou foi a criação da NIELY GOLD, uma linha de xampus, condicionadores, óleos e cremes lançada em 2004 e que ficaria conhecida pelo seu alto poder de hidratação e efeito imediato. E o sucesso foi quase instantâneo. Isto porque, além da qualidade dos produtos, a febre das mudanças nas cores e nas formas dos fios – cada vez mais pintados e alisados – criou a necessidade de um cuidado especial com os cabelos. E a NIELY soube responder a essas necessidades. Nos anos seguintes NIELY GOLD ganharia outros produtos e se tornaria a linha de tratamento capilar mais completa do país, com opções para todos os tipos de cabelo.


Em 2008, pela primeira vez, uma empresa nacional ocupava o primeiro lugar em unidades vendidas no segmento de coloração creme com a linha Cor&Ton. Era uma conquista e tanto para a NIELY. Em 2009 a empresa expandiu seu portfólio com o lançamento da NIELY GOLD FOR MEN, uma linha composta por 12 itens como xampus, condicionadores e gel fixador, que foi desenvolvida especialmente para os homens que se preocupam com a beleza e o bem-estar. Com essa nova linha a NIELY também ingressou no segmento corporal com a apresentação de seus primeiros desodorantes (versões em aerosol e roll on), cujo exclusivo complexo natural Skin-Action, desenvolvido especialmente para a pele dos homens, proporciona eficácia até 24 horas, mesmo após o enxágue, além de proteger e restaurar a camada protetora da pele danificada diariamente por agentes externos. Pouco depois, NIELY GOLD apresentou sua linha feminina de desodorantes com cinco fragrâncias, todas nas versões aerosol e roll on.


Além disso, em 2011, a NIELY introduziu no mercado a Attitude Color, uma linha com 15 nuances de tonalizantes com formulação exclusiva, sem amônia, que garante até 30 lavagens; e a CliniHair, linha de tratamento profissional da marca, que promete trazer o resultado de salão para dentro de casa. A liderança em alguns segmentos conquistada pela NIELY tem uma explicação. Ao longo das últimas décadas, a empresa se tornou especialista em vender às consumidoras de baixa renda (bem antes de isso virar moda). Além é claro, do pesado investimento feito em marketing e publicidade. E isso chamou a atenção da gigante francesa L’Oréal, que em setembro de 2014, anunciou a aquisição da NIELY, uma das marcas mais respeitadas e admiradas no segmento de cosméticos no mercado brasileiro.


Um marketing estrelado 
Somente a partir de meados da década passada é que a NIELY começou investir pesado em marketing e publicidade. Exemplos não faltam. Desde 2006 a marca paga milhões de reais para ser uma das patrocinadoras do programa Big Brother Brasil, da Rede Globo. Em 2007 foi ousada ao contratar o ator Richard Gere, que contracenou com a atriz brasileira Carolina Ferraz em uma campanha da linha Niely Gold Orquídea. O comercial, gravado em Nova York, remetia ao filme Uma Linda Mulher, no qual Gere faz par romântico com Julia Roberts. A ousadia custou, ao menos, US$ 1 milhão. Mas deu enormes resultados, especialmente nas vendas. Após associar sua imagem à artistas como Claudia Raia, Angélica e Claudia Leite (que com slogan “Chegou a sua vez de Extravasar!” protagonizou a campanha da coloração creme Cor&Ton), agora são Ana Furtado (linha CliniHair), Ana Costa (linha Cor&Ton) e Giovanna Antonelli, que juntamente com a dupla de cantores Victor e Leo, divulga a linha NIELY GOLD. Isto sem contar os apresentadores Luciano Huck e Rodrigo Faro, este último garoto-propaganda da linha masculina.


Os slogans 
Fazendo você mais feliz. 
Você é livre para escolher o melhor jeito de cuidar dos seus cabelos. (Niely Gold) 
Você linda como sempre, segura como nunca. (desodorantes femininos)


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Lançamento: 1986 
● Criador: Daniel Fonseca de Jesus 
● Sede mundial: Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, Brasil 
● Proprietário da marca: L’Oréal S.A. 
● Capital aberto: Não 
● Presidente: Didier Tisserand (L’Oréal Brasil) 
● Faturamento: R$ 550 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: Não (presente somente no Brasil) 
● Funcionários: 2.200 
● Segmento: Cosméticos 
● Principais produtos: Tinturas, xampus, condicionadores e cremes para cabelo 
● Concorrentes diretos: Wella, Dove, Pantene, Seda, Embelleze, Niasi e Amend 
● Ícones: A linha Niely Gold 
● Slogan: Fazendo você mais feliz. 
● Website: www.niely.com.br 

A marca no Brasil 
Hoje em dia a NIELY fatura R$ 550 milhões por ano sendo líder (em volume) nas vendas de coloração para cabelos e a marca nacional mais bem colocada nos rankings de xampus, cremes e condicionadores. A linha de coloração (Cor&Ton) responde por 45% das vendas, com mais de 60 milhões de unidades comercializadas. Seus produtos (ao todo são mais de 250) são distribuídos em supermercados, farmácias e redes de perfumaria e são populares entre a crescente classe média brasileira. A empresa conta com um moderno parque fabril em Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, composto duas fábricas (20.000 m²), um centro de distribuição (7.350 m²), uma unidade da área comercial e uma fábrica própria de embalagem (que produz mais de 15 milhões de frascos por mês). 

Você sabia? 
A NIELY não testa seus produtos em animais. 
A empresa produz suas próprias embalagens e a operação de sopro/injeção de seus frascos recicla 100% das embalagens PEAD/PP (frascos, potes, tampas com defeitos ou rebarbas). 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Época Negócios, Exame e EmbalagemMarca), jornais (Valor Econômico e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 15/9/2014

6.9.14

CARSYSTEM


Recuperar o patrimônio do cliente, preservando a sua integridade física. Esta é a principal missão da CARSYSTEM, uma empresa 100% brasileira que atua no segmento de monitoramento e rastreamento de veículos. E a empresa fala mais alto. Afinal, é talvez uma das mais barulhentas do Brasil. Que paulistano nunca ouviu nas ruas seus alarmes estrondosos que anunciam: “Atenção, este veículo está sendo roubado, ligue para CARSYSTEM”

A história 
No início da década passada os roubos de veículos, especialmente automóveis e motocicletas, tinham se tornado praticamente uma epidemia na cidade de São Paulo. Para piorar a situação, os seguros de automóveis chegaram a um preço estratosférico, que poucos podiam pagar. Foi neste cenário catastrófico, que a santista Maria das Graças Costa vislumbrou uma grande oportunidade de negócio. Em 2001 ela fundou a CARSYSTEM, uma empresa de monitoramento, rastreamento e recuperação de veículos. Inicialmente atuando no setor de carros de passeio e motocicletas, com a instalação de bloqueadores e rastreadores, a marca se tornou conhecida pela frase de seu alarme estrondoso quando o veículo estava sendo furtado ou roubado (neste caso após ser bloqueado): “Atenção, este veículo está sendo roubado, ligue para CARSYSTEM”. O que para muitos soava irritante, para a CARSYSTEM se tornou uma ferramenta de marketing poderosa, responsável por tornar a marca conhecida por muitos paulistanos.


Nos anos seguintes a empresa investiu ainda mais em tecnologia e atendimento, aumentou sua base de clientes e iniciou a expansão de seus serviços para a região da Grande São Paulo, Baixada Santista, cidades do interior paulista e Rio de Janeiro. A empresa também investiu em sua moderna e eficiente Central de Monitoramento 24 horas, capacitada para rastrear e emitir sinal de bloqueio imediatamente após o cliente comunicar o furto ou roubo. Uma competente equipe tática especializada na recuperação, equipada com motocicletas e até helicóptero, se desloca com rapidez até o local para resgatar o veículo. Outro diferencial eram as ações assistenciais através do acompanhamento da ocorrência no local e apoio às vitimas e a comunicação da ocorrência e solicitação de assistência à Polícia Militar, Civil e Federal. Além disso, em 2009, mostrando confiança em seus serviços, a empresa lançou o CARSYSTEM PLUS, um pacote de serviços que prevê a conversão do contrato de prestação de serviços em contrato de compra e venda sobre documentos, com um limite estabelecido de até R$ 40.000 no caso de carros e até R$ 10.000 para motos. Ou seja, caso o veículo protegido pelo pacote Plus não seja recuperado, o cliente poderá vender os referidos documentos para a CARSYSTEM, desde que respeitados os deveres contratuais.


Em 2010 a empresa iniciou um processo de reestruturação, que incluiu a contratação de um executivo de renome do segmento. E uma das primeiras ações foi investir pesado no serviço de monitoramento e rastreamento de carga. Principalmente no pacote e serviços oferecidos aos clientes. Um dos mecanismos introduzidos foi o sensor que avisa ao cliente quando e em quais locais aconteceu a abertura do baú, onde fica a carga, até a velocidade média e o consumo de combustível de cada veículo. O objetivo desse serviço é conhecer como são utilizados os veículos de transportes e como se comportam seus motoristas. Como resultado desses investimentos a CARSYSTEM ganhou “musculatura” que permitiu fechar contratos com grandes e importantes empresas do país. Outro investimento foi possibilitar o cliente localizar seu veículo pela internet, de forma rápida e eficaz.


Apesar de nos últimos anos ter multiplicado seu faturamento por várias vezes, a CARSYSTEM precisa se reinventar em um segmento que ganhou concorrentes de peso. Para os próximos anos a empresa tem como desafio aumentar a participação no mercado corporativo e de transporte e ampliar a sua atuação no mercado nacional, além de fortalecer e consolidar a liderança no eixo Rio de Janeiro-São Paulo. Em paralelo à expansão pelo país com abertura de franquias em cidades como Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Curitiba, a empresa irá ingressar em novos segmentos, provavelmente em 2015, com o lançamento de um sistema de rastreamento de pessoas e animais. A ideia é garantir a segurança de idosos com problemas de memória e dificuldade de locomoção, crianças e até cachorros através de uma espécie de relógio de pulso. A empresa também pretende utilizar seu completo banco de dados de roubos nas cidades para oferecer rotas mais seguras aos seus clientes.


Atualmente a CARSYSTEM opera em três segmentos: Varejo (venda direta ao consumidor final através de central de vendas, lojas próprias e rede de revendas credenciadas), Corporativo (companhias e corretores de seguro, redes de concessionárias, montadoras, locadoras e outros) e Technology (projetos especiais para frotistas). Os produtos e serviços da CARSYSTEM combinam infraestrutura tecnológica completa, software próprio, dispositivos de telemetria para frotistas e operadores logísticos, garantindo a segurança no armazenamento e exportação de grandes volumes de dados, inclusive com análise de desempenho de equipamentos motorizados e emissão de relatórios.


Os slogans 
Proteção tem nome. 
A solução ideal para quem não tem seguro. 
A maior empresa do país em proteção de veículos via satélite.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 2001 
● Fundador: Maria das Graças Costa 
● Sede mundial: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Carsystem Alarmes Ltda. 
● Capital aberto: Não 
● Presidente do conselho: Maria das Graças Costa 
● CEO: José Melo 
● Faturamento: R$ 150 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 14 
● Presença global: Não (somente no Brasil) 
● Funcionários: 750 
● Segmento: Tecnologia da informação veicular 
● Principais produtos: Rastreamento, monitoramento e telemetria de veículos 
● Concorrentes diretos: Tracker, Ituran, LoJack , Graber, Pósitron e Autotrac 
● Ícones: A frase de seu alarme 
● Slogan: Proteção tem nome. 
● Website: www.carsystem.com 

A marca no Brasil 
A CARSYSTEM é a maior empresa de monitoramento e rastreamento de veículos via satélite do Brasil. Possui operação na capital, Grande São Paulo e interior paulista (principalmente Campinas e Ribeirão Preto), Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília. São mais de 350.000 equipamentos instalados e aproximadamente 27.000 veículos recuperados. Cerca de 40% da base de clientes são de carros, 40% de motos, 10% de utilitários e 10% de caminhões. A empresa ainda possui 14 lojas próprias (realizam vendas, instalações e o suporte técnico dos equipamentos) e uma rede credenciada de lojas com mais de 100 unidades em todo o Brasil. São 750 funcionários treinados para dar amplo apoio em situações de rotina e emergencial. Em 2013 a central da CARSYSTEM recebeu 1.5 milhões de ligações. 

Você sabia? 
A CARSYSTEM comercializa e instala equipamentos que utilizam diversas tecnologias de comunicação wireless, como radiofrequência, GSM, GPRS e satélite. 
A empresa possui a maior base de mapas digitais atualizados (são mais de 2.600) de cidades e estradas de todo o Brasil, possibilitando a roteirização por endereço de origem e chegada e a localização via internet com acesso pelo cliente. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Exame e Época Negócios), jornais (Valor Econômico e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 6/9/2014