15.12.14

NEW ERA


Quem entende do assunto sabe: existem bonés de qualidade e existe NEW ERA. Com mais de 90 anos de tradição a marca americana literalmente faz a cabeça de milhões de pessoas ao redor do mundo, permitindo que elas reflitam sua personalidade e individualidade através de um boné. Vistos em cabeças famosas e principalmente dentro dos campos das principais ligas profissionais americanas equipando com estilo grandes astros esportivos, seus bonés se transformaram em uniformes para uma enorme legião de jovens expressarem seu estilo. 

A história 
A história começou em 1920 na cidade de Buffalo, estado de Nova York, quando o imigrante alemão Ehrhardt Koch decidiu utilizar sua vasta experiência na produção de chapéus para criar algo único, que levasse seu próprio conceito. Foi então que ele levantou um empréstimo de US$ 1.000 com sua irmã, Rose, e um amigo, Joe Amerien, para fundar a empresa E. Koch Cap Co., que iria fabricar chapéus, boinas e toucas. Em 1922, ele mudou o nome da empresa para NEW ERA CAP CO. O primeiro produto da empresa, batizado de Gatsby, na verdade era um tipo de boina feita de lã. Em seu primeiro ano de atividade a empresa produziu 60.000 chapéus. Uma década mais tarde seu filho, Harold, começou a trabalhar na empresa. E foi justamente ele que percebeu que os primeiros bonés fashion estavam em decadência, ao mesmo tempo em que o beisebol ganhava enorme popularidade entre os americanos. E resolveu investir nisso. O primeiro boné de beisebol profissional da NEW ERA foi produzido em 1934 para a equipe do Cleveland Indians. Além de diferente, era feito 100% em lã. Era o início de uma bem sucedida ligação com o mundo esportivo.


A década de 1940 foi um período muito difícil para a empresa em virtude da Segunda Guerra Mundial. Mas apesar das dificuldades a empresa manteve-se forte, utilizando para isso muita criatividade. Por exemplo, quando faltavam tecidos coloridos eles compravam tecidos incolores para tingi-los depois na máquina de lavar roupas da família. Os bonés ajustáveis com elástico surgiram nessa época. Nos anos de 1950, a empresa era a única fabricante independente de bonés e fornecedora para grandes times da Liga Profissional de Beisebol (Major League Baseball). Infelizmente, em 1953, o fundador Ehrhardt Koch faleceu, aos 68 anos. Mas seus princípios se mantiveram fortes dentro dos valores da marca, que continuou a conquistando mercado. Com o crescimento da empresa, em 1960, a NEW ERA inaugurou uma fábrica exclusiva para a fabricação do icônico boné 59FIFTY®, em Derby, estado de New York, enquanto a fábrica de Buffalo seguia com a produção de boinas, os bonés ajustáveis e os modelos clássicos. Foi nesta década que surgiria uma frase, adotada como conceito e slogan pela NEW ERA, que a tornaria famosa: “Se é bom o suficiente para os times profissionais, então é bom o suficiente para você”. Na década de 1970, o filho de Harold Koch, David, tornou-se presidente da empresa, após 14 anos de trabalho com a NEW ERA. David se casou com Valerie, que teve um importante papel na história da empresa ao criar o logotipo (em forma de boné) que seria o símbolo máximo da marca por muitos anos.


Já em 1974 o sucesso da marca podia ser comprovado quando 20 dos 24 times profissionais de beisebol da MLB já tinham seus bonés produzidos pela NEW ERA. Mas foi no final desta década que a empresa deu seu passo mais importante rumo ao sucesso ao criar a coleção MLB Diamond e vendê-la diretamente ao público pela primeira vez. Eram os mesmos bonés utilizados pelos jogadores em campo nas partidas profissionais de beisebol, que podiam ser comprados pelos torcedores apaixonados pelo esporte e seus clubes. Os bonés eram vendidos através de catálogos com o preço de US$ 12.99. O sucesso foi imediato. Com o slogan “Wearing what the pros wear” a coleção se tornou um sucesso nos Estados Unidos e começou a ser exportada para muitos países ao redor do mundo. A década de 1980 foi marcada pela diversificação de sua linha de produtos com o lançamento de bonés para tênis e golfe, recebendo propostas para criar bonés até mesmo para o exército americano. Em 1991 a MLB liberou o uso do logotipo da liga (conhecido como “Batterman”) na parte traseira dos bonés usados em campo, que se tornou um ícone dentro da cultura headwear. Pouco depois, após uma longa negociação a NEW ERA passou a ser fornecedora oficial de bonés para todos os times da MLB e de mais de 200 universidades americanas.


A partir da virada do novo milênio, a NEW ERA se globalizou e abriu escritórios de venda na Europa, Japão e Austrália. Em 2008 a marca expandiu sua linha de produtos ao introduzir acessórios como mochilas, pochetes e cintos, além de roupas como camisetas e jaquetas. Esses itens são produzidos com a mesma qualidade e cuidado de seus bonés. Em 2010, a marca lançou a campanha publicitária “Fly your own flag”, que tem acompanhado a NEW ERA nos últimos anos. Já em 2012, a marca incorporou em seus bonés utilizados pelos atletas profissionais diversas tecnologias para ajudar no desempenho, como por exemplo, o tecido NE TECH™, que possibilita mais conforto; DRYERA™, desenvolvida para mantê-los secos através de um tecido especialmente tratado que repele a água; SOLARERA™, tecido refletor que ajuda a proteger do sol forte com fator de proteção ultravioleta; ou a COOLERA™, que suga rapidamente o suor e o dispersa rapidamente. Hoje em dia a NEW ERA continua sendo uma escolha de estilo de vida, não só pelas coleções de bonés, gorros e chapéus, mas também pelas linhas de acessórios e confecção.


Nos últimos anos a marca adotou a estratégia global de varejo de inaugurar lojas âncoras nas maiores cidades do mundo, como por exemplo, Berlim, Londres, Los Angeles, Nova York, Tóquio e Toronto. Em dezembro de 2014 a NEW ERA inaugurou sua primeira loja em solo brasileiro, localizada na cidade de São Paulo. Atualmente a NEW ERA é fornecedora oficial de bonés para todas as equipes da MLB (Major League Baseball), assim como alguns dos melhores times de beisebol da Coréia do Sul, Japão e Austrália. A partir de abril de 2012 a NEW ERA se tornou fornecedora oficial de bonés para todos os times da poderosa liga profissional de futebol americano (NFL). A empresa mantém contratos de licenciamento com as ligas profissionais de hóquei no gelo (NHL), basquete (NBA), rúgbi (National Rugby League) e mais de 200 universidades americanas.


O ícone 
Foi em 1954 que surgiu o principal ícone da marca. E isto aconteceu quando a NEW ERA resolveu remodelar seu tradicional boné, introduzido em 1934 para a equipe de beisebol do Cleveland Indians. Totalmente redesenhado o modelo foi batizado inicialmente de 5950, também conhecido como “Brooklyn Style”, inconfundível por sua aba reta e por oferecer diversos tamanhos para um encaixe perfeito. E foi no dia 13 de abril de 1954 que pela primeira vez o boné 5950 foi usado em um jogo de beisebol profissional. Com o suor dos jogadores, ou até mesmo a chuva, a fabricação dos bonés deixou de lado a lã para utilizar o poliéster, mais durável e resistente à água. E as mudanças não pararam. A cor da parte de baixo da aba passou a ser preta, em virtude do reflexo das luzes dos estádios. No início dos anos de 2000, a NEW ERA rebatizou o modelo como 59FIFTY® a partir da campanha “Originators of the True Fitted” e introduziu um dos elementos mais reconhecidos dos seus bonés: a etiqueta na aba. O modelo mais popular e emblemático da marca é o responsável direto pelo sucesso, expansão e grandeza que a empresa conseguiu conquistar.


As curiosidades 
Com mais de 90 anos de tradição o que não falta para a NEW ERA são curiosidades a respeito dessa enorme trajetória dedicada exclusivamente ao desenvolvimento e popularização do headwear em todo o mundo: 
● Até hoje somente 29 celebridades foram convidadas a lançar linhas exclusivas, começando em 1996 por Spike Lee que abriu o precedente ao pedir para a empresa lançar versões únicas do clássico boné 59FIFTY® da equipe de beisebol do New York Yankees na cor vermelha. 
● Mais de 450 equipes profissionais de várias modalidades esportivas e empresas de entretenimento (como Marvel, DC Comics, EA Sports, Warner Bros., Hasbro, além de bandas de rock) carregam seus símbolos e logotipos ao lado da bandeira da NEW ERA em diversos modelos de bonés. 
● As misteriosas 22 etapas de produção do boné 59FIFTY® até hoje são mantidas em sigilo absoluto pelos funcionários da empresa. 
● O número mais vendido é 7⅜, considerado o tamanho médio da cabeça de um homem adulto (o equivalente a 58.7cm). 
● Aquele pequeno símbolo na parte de trás dos bonés com o logotipo da MLB em três cores leva 6.000 pontos de costura. Já o logotipo da marca contém exatos 857 pontos de costura. 
● As fábricas da empresa trabalham com a média de 3.000 máquinas de bordados funcionando 24 horas por dia de forma automotizada. 
● O logotipo mais popular na história da NEW ERA é o do New York Yankees. Já o logo mais complexo para ser bordado é da equipe de beisebol do Seattle Mariners. E a cor azul marinho é o tecido mais comum nos bonés da marca. 
● A NEW ERA oferece mais de 6 milhões de maneiras (ou seja, bonés) de dizer “esse sou eu” através do sistema de customização New Era by You™
● Um boné com o símbolo do New York Yankees, um dos mais famosos da marca, tem 10 mil pontos feitos por uma agulha.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por inúmeras e radicais modificações ao longo dos anos. A primeira alteração ocorreu na década de 1940 quando o novo logotipo já apontava a marca como um nome de qualidade na produção de bonés. Após passar por outras alterações, em 1972, ocorreu uma mudança radical: o logotipo apresentava o nome da marca escrito em formato de boné.


Em 1997, a NEW ERA mudou seu logotipo pela primeira em 25 anos. O novo logotipo continha as iniciais NE formando uma bandeira (conhecida como New Era Flag), com o nome da marca escrito abaixo. Há poucos anos atrás o logotipo passou por uma remodelação: o nome da marca ganhou uma nova tipografia de letra e foi posicionado do lado direito do símbolo.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1920 
● Fundador: Ehrhardt Koch 
● Sede mundial: Buffalo, New York, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: New Era Cap Company, Inc. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Christopher H. Koch 
● Presidente: Pete Augustine 
● Faturamento: US$ 750 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 15 
● Presença global: 81 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 1.700 
● Segmento: Moda (acessórios) 
● Principais produtos: Bonés, gorros, chapéus, mochilas, cintos e camisetas 
● Concorrentes diretos: Adidas, Reebok, Nike, Starter, 47 Brand e Top Of The World 
● Ícones: O boné 59FIFTY® 
● Slogan: Fly Your Own Flag. 
● Website: www.neweracap.com.br 

A marca no mundo 
Atualmente a NEW ERA é a maior fabricante de bonés e acessórios para cabeça do mundo, vendendo seus produtos em mais de 80 países. A marca ainda possui 15 lojas conceito em cidades como Nova York, Buffalo, Miami, Los Angeles, New Orleans, Londres, Berlin, Toronto, Hong Kong, Tóquio e mais recentemente em São Paulo. Os maiores mercados da marca são Estados Unidos, Reino Unido e Japão. A empresa vende mais de 50 milhões de bonés todos os anos. Hoje em dia a empresa é comandada pela quarta geração da família Kock, representada pelo bisneto do fundador. 

Você sabia? 
Os bonés representam 90% do faturamento da marca. 
A NEW ERA teve a honra de fornecer os bonés para a tripulação da Apollo 11 em 1969. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 15/12/2014

8.12.14

YOKI


A YOKI oferece centenas de produtos práticos e convenientes que estão presentes nos melhores momentos da vida de milhões de brasileiros. Na escola, no cinema, na festa de aniversário, no churrasco com os amigos, no café da manhã, no almoço ou no jantar com a família, as tradicionais e deliciosas pipocas, temperos, misturas para bolos, sobremesas até sucos saudáveis, além de saciarem a fome, alimentam milhões de consumidores com produtos saudáveis e de alta qualidade. 

A história 
Tudo começou em 1960, no bairro de Pinheiros, em São Paulo, quando o imigrante japonês Yoshizo Kitano resolveu fundar uma empresa para comercializar cereais e farináceos. Batizada de Kitano (em japonês significa “campo do Norte”), alguns anos depois a empresa introduziu uma completa linha de especiarias a granel e condimentos no mercado. Com o crescimento do consumo em supermercados, Yoshizo identifica a mudança de comportamento do consumidor e passa a vender produtos empacotados. Na década seguinte a empresa continuou crescendo e lançou sua primeira linha de chás com a marca Kitano. Na década de 1980 lançou no mercado sua primeira linha de sobremesas, que incluía as tradicionais gelatinas. A história da empresa começou a mudar no final desta década, em 1989, quando a Refinações de Milho Brasil (atual Unilever) comprou a marca Kitano e, com ela, todas as linhas de chás, especiarias e sobremesas.


Apesar da venda, a família permaneceu com as linhas de cereais e farináceos, que englobavam produtos como fubá, farinha e pipoca, além de três fábricas e 1.500 funcionários. E foi então, que seis meses após a venda da marca KITANO, a empresa adotou um novo nome: Yoki Alimentos. Com isso surgia também a marca YOKI, formada pelas iniciais do nome de Yoshizo Kitano e cujo termo em japonês significa “bons presságios ou felicidade”. Com uma estratégia diferenciada, a YOKI resolveu expandir sua linha de produtos com o lançamento de produtos prontos e semi-prontos, trazendo assim mais praticidade para os consumidores brasileiros, como por exemplo, a pipoca com sabores, as farofas prontas e as misturas para pão de queijo. Além disso, introduziu no mercado a linha Mais Vita, composta por alimentos à base de soja e criada para quem preza uma alimentação saudável. Em 1996 iniciou a exportação de algumas de suas linhas.


Em 1997, já consolidada no mercado brasileiro e na mente de milhares de consumidores, a empresa recomprou a marca Kitano, assim como suas linhas de produtos. Com isso, aproveitou para lançar mais de 80 especiarias, molhos condimentados, realçadores de sabor, temperos, caldos e sopas com a marca. Hoje em dia, a marca Kitano se tornou sinônimo de tudo o que possa conferir ou realçar o sabor dos alimentos, como molhos, caldos e temperos. Em 2003 a YOKI retomou sua atuação no segmento de chás ao readquirir a linha de chás Kitano e comprar a marca LinTea. Nos anos seguintes, contando com uma equipe de engenheiros de alimentos, nutricionistas e profissionais de marketing que se dedicam integralmente a desenvolver e criar novos produtos que atendam às necessidades e desejos dos consumidores, a YOKI expandiu suas linhas, lançou novos produtos e ingressou em diferentes segmentos de alimentos, incluindo salgadinhos como a linha YOKITOS LEVÍSSIMA, composta por batatas mais finas, sabores suaves e refinados, com um toque de azeite de oliva, o que proporciona ao paladar uma experiência muito mais crocante, delicada e, principalmente, saudável.


No mês de maio de 2012, em meio a uma tragédia familiar, Marcos Kitano Matsunaga neto do fundador e diretor executivo da empresa foi assassinado brutalmente por sua esposa, a YOKI foi vendida por R$ 2 bilhões para a americana General Mills, quinta maior empresa de alimentos do mundo e proprietária de marcas consagradas como os cereais Cheerios, as barras de cereais Nature Valley e os sorvetes Häagen-Dazs. Com isso, a YOKI e suas marcas fortaleceram sua presença no dia a dia de quem cozinha por todo o Brasil. Nos anos seguintes continuou introduzindo produtos inovadores no mercado, como por exemplo, pipoca para micro-ondas com cobertura Romeu e Julieta, batata-palha sabor Hot Dog, farofa mexicana (apimentada e com pedacinhos de tortilla crocante), sopões com sabores regionais e purê de batata instantâneo.


E, em 2014, a General Mills utilizou a força da marca YOKI entre os consumidores brasileiros para introduzir a marca americana Betty Crocker. Surgiu assim a linha de mistura para bolos e sobremesas YOKI BETTY CROCKER. Hoje em dia a empresa comercializa seus produtos com as marcas Yoki (cereais, pipocas, farináceos, sobremesas e produtos semi-prontos), Kitano (ervas finas e temperos), Yokitos (salgadinhos), Yoklon (mingaus e farinha láctea), Mais Vita (produtos naturais) e Chef Line (institucionais). Foi assim, que de uma modesta empacotadora de grãos a empresa se transformou em uma das mais modernas indústrias alimentícias do mercado brasileiro.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou apenas por uma remodelação em sua história, que ocorreu em 2007. Apesar de manter a estrutura do logotipo original, a identidade visual ganhou linhas arredondas e novas tonalidades de cores, tornando-se mais moderna e atraente.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 1960 
● Fundador: Yoshizo Kitano 
● Sede mundial: São Bernardo do Campo, São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Yoki Alimentos S.A. 
● Capital aberto: Não (não subsidiária da General Mills, Inc.) 
● Presidente: Mitsuo Matsunaga 
● Faturamento: R$ 1.5 bilhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Fábricas:
● Presença global: 30 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 5.000 
● Segmento: Alimentos 
● Principais produtos: Salgadinhos, sucos, temperos, cereais, sopas e pipoca para micro-ondas 
● Concorrentes diretos: Nestlé, Unilever, Pepsico, Mondelēz e Hikari 
● Ícones: A pipoca de micro-ondas 
● Website: www.yoki.com.br 

A marca no mundo 
Com faturamento anual estimado em R$ 1.5 bilhões, a YOKI é uma das maiores empresas alimentícias do mercado brasileiros e comercializa em todo território nacional sua linha de produtos, composta por mais de 620 itens diferentes, de salgadinhos e cereais a farinha de mandioca e sucos prontos. Os produtos da empresa estão presentes em mais de 70 mil pontos de venda em todo o Brasil. Além disso, a YOKI exporta seus produtos para 30 países ao redor do mundo. A empresa emprega 5.000 pessoas e conta com nove fábricas instaladas em seis estados (Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul e São Paulo). 

Você sabia? 
A pipoca para micro-ondas é um dos principais e mais populares produtos da empresa. Por isso a YOKI é líder no segmento de pipocas de grão para micro-ondas. 
A YOKI ainda é proprietária da marca TORI, que oferece uma completa linha de rações e sementes para pássaros. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Exame e Época Negócios), jornais (Valor Econômico e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 8/12/2014

1.12.14

SUNGLASS HUT


A SUNGLASS HUT é uma verdadeira autoridade em óculos de sol. Qualquer uma de suas lojas, além de um atendimento personalizado e preocupado em oferecer a melhor proteção aos olhos, é o destino para as principais marcas, tendências, estilos exclusivos e serviço completo de óculos de sol. Como mesmo gosta de se definir, a SUNGLASS HUT não vende simplesmente óculos escuros, mas oferece uma consultoria de imagem. 

A história 
Tudo começou em 1971 quando o optometrista Sanford L. Ziff e sua mulher, Helen, abriram um pequeno e acanhado quiosque no shopping center Dadeland Mall na cidade de Miami, estado da Flórida, para vender óculos escuros. Ele resolveu abrir este pequeno negócio, pois tinha certeza que as pessoas poderiam se beneficiar de óculos de proteção para o intenso sol da Flórida, enquanto ele poderia capitalizar sobre a popularidade de óculos de sol como um acessório de moda. A SUNGLASS HUT nasceu com a filosofia de proporcionar aos consumidores uma experiência de compra divertida e inovadora por meio de um atendimento personalizado e especializado. Os clientes eram orientados a reinventar sua relação com este acessório tão importante para a expressão e complemento de seu estilo, mas sem deixar de lado a preocupação com a proteção e a saúde dos olhos.


O sucesso do empreendimento foi tanto que o Dr. Sanford inaugurou várias lojas da SUNGLASS HUT pela ensolarada Miami, cidade mais que perfeita para vender óculos escuros. Em 1986 a rede inaugurou sua centésima loja e alcançou faturamento de US$ 24 milhões. Foi neste momento que Sanford resolver vender por US$ 35 milhões 75% da empresa para um fundo de investimento. E a ideia por trás da venda era simples: dinheiro para acelerar a expansão da rede. Com isso, nos anos seguintes a rede se expandiu para outras cidades americanas e, em 1991, a família Ziff vendeu o restante de sua participação na empresa. Pouco depois, em 1993, a SUNGLASS HUT abriu se capital na Bolsa de Valores e, no ano seguinte, iniciou a venda por catálogo, além de iniciar um projeto-piloto para vender óculos escuros de prescrição, que seria abandonada pouco tempo depois. A empresa também acelerou a inauguração de novas lojas, incluindo unidades em aeroportos e até mesmo dentro de grandes lojas de departamento.


Em 1996 a rede já detinha 30% do mercado americano neste segmento. Nesta época a empresa resolveu expandir sua linha de produtos e passou a vender também relógios, incluindo a inauguração de lojas chamadas Watch Station, que mais tarde seria vendida para a Fossil. Em 1998 a marca lançou seu comércio eletrônico, dando a possibilidade aos consumidores de comprarem óculos de sol pela internet. O enorme sucesso chamou a atenção de grandes grupos do segmento e, em 2001, a SUNGLASS HUT foi comprada pela Luxottica, líder mundial em óculos premium, de luxo e esportivos, por aproximadamente US$ 653 milhões e passou a fazer parte da divisão de varejo da empresa italiana. Nesta época a SUNGLASS HUT tinha mais de 1.800 lojas, a grande maioria localizada nos Estados Unidos e Canadá.


Nos anos seguintes a Luxottica reposicionou a marca no mercado (adotou uma postura fashion), remodelou as lojas da rede e foi aos poucos mudando o mix de produto ao incrementá-lo com grifes famosas, como por exemplo, Ray-Ban, Vogue, Bvlgari, Tiffany & Co., Versace, Burberry, Dolce & Gabbana, Ralph Lauren, Prada, Giorgio Armani, DKNY e Persol, muitas das quais de propriedade da própria empresa italiana. A SUNGLASS HUT também intensificou seu processo de expansão com a inauguração de lojas em vários países do Oriente Médio e da Ásia. Como parte de seu plano de expansão internacional, a SUNGLASS HUT, além de ingressar do mercado mexicano, desembarcou no Brasil no mês de abril de 2011 com a inauguração de sua primeira loja na ensolarada cidade do Rio de Janeiro. Dois anos depois já eram quase 30 unidades espalhadas pelo território brasileiro.


Hoje em dia, as lojas da rede SUNGLASS HUT oferecem atendimento especializado para quem busca um par de óculos de sol de qualidade. Muito mais que um acessório de moda, os óculos precisam ser pensados para cada tipo de pessoa, seja na questão estética ou na funcionalidade. O tipo e a cor da lente, por exemplo, são muito importantes na hora da escolha, dependendo do estilo de vida que se leva. Por isso a rede quer saber se o cliente passa muito tempo em frente ao computador, na praia ou em um ambiente nublado, pois essas informações fazem toda a diferença na hora de escolher a lente e o modelo certo para cada pessoa.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por uma radical remodelação em 2008, como parte de sua primeira campanha global batizada de Put Them On. O antigo logotipo, que possuía um sol colorido, foi aposentado. Já o novo logotipo adotado ganhou visual mais limpo e totalmente moderno com tipografia de letra arredondada e letras minúsculas. O tradicional sol se tornou apenas um círculo, que pode ser aplicado em diversas cores como preta, cinza e até mesmo branca.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1971 
● Fundador: Sanford L. Ziff 
● Sede mundial: Mason, Ohio, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Sunglass Hut International, Inc. 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Luxottica Group SpA) 
● CEO: Massimo Vian 
● Faturamento: US$ 1 bilhão (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 2.700 
● Presença global: 25 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 3.700 
● Segmento: Varejo (ótica) 
● Principais produtos: Óculos de sol e acessórios 
● Concorrentes diretos: Visionworks, Walmart Vision Centers e Chilli Beans (Brasil) 
● Website: www.sunglasshut.com.br 

A marca no mundo
Atualmente a SUNGLASS HUT tem aproximadamente 2.700 lojas instaladas em mais de 25 países da América do Norte (seu maior mercado), Europa, Oceania, Oriente Médio, Ásia, Caribe e América Latina, incluindo o Brasil, onde a rede já possui 45 unidades em funcionamento. O faturamento estimado da rede é superior a US$ 1 bilhão anualmente. 

Você sabia? 
Em 2010 a rede instalou dentro de suas lojas o Social Sun, que nada mais são do que pequenos quiosques onde os clientes se fotografam experimentando óculos e postam as fotos nas redes sociais, como por exemplo, o Facebook, ou as enviam por e-mail. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 1/12/2014

22.11.14

AIRBNB


A airbnb se tornou o “terror das redes de hotéis”. Não importa se você precisa de um apartamento ou um simples quarto por uma noite, um castelo por uma semana, uma paradisíaca ilha por alguns dias ou um condomínio por um mês. A airbnb conecta pessoas à experiências de viagem únicas e preços variados, em praticamente qualquer parte do planeta. O site se tornou um mercado comunitário confiável para pessoas anunciarem, descobrirem e reservarem acomodações únicas ao redor do mundo seja através de um computador ou de um celular. 

A história 
A história começa em 2007 quando os estudantes Brian Chesky e Joe Gebbia, colegas de curso na Escola de Design de Rhode Island, resolveram virar empreendedores, largaram seus empregos e se mudaram para a cidade californiana de San Francisco para realizar esse sonho. Porém, o tempo foi passando e o dinheiro se esgotando. Para piorar a situação, eles foram avisados que o aluguel do apartamento em que moravam iria aumentar. Eles tinham apenas 14 dias para encontrar um meio de pagar todas as despesas. Foi então que o empreendedorismo dos dois jovens falou mais alto. Ao ver o espaço vazio na sala, eles pensaram: “Nós temos algo aqui! O que podemos fazer com isso?”. Os jovens ficaram sabendo que em outubro haveria uma conferência sobre design na cidade e, em virtude disso, todos os hotéis estavam lotados. Nesse momento, o espaço vazio que tinham na sala parecia ser muito mais interessante e uma oportunidade de fazer dinheiro. Poderiam oferecer aos visitantes um colchão de ar para dormir e preparar o café da manhã. Foi justamente o conceito desta ideia que originou o nome da empresa que eles iriam fundar pouco tempo depois, a airbnb, um acrônimo de Air Bed and Breakfast. Já no outro dia, colocaram a ideia em prática, construíram um pequeno site e fizeram até camisetas.


Inicialmente acharam que apenas estudantes com pouco dinheiro iriam se tornar clientes. Afinal, quem mais iria dormir em um colchão de ar no meio da sala. Mas eles estavam redondamente enganados. Dentre seus primeiros clientes, havia um senhor de 45 anos, casado e pai de cinco filhos. Como conversavam bastante e trocavam experiências com os hóspedes, a estadia se tornou algo mais pessoal. E foi justamente essa relação que incentivou os jovens a fundar uma empresa. Isto porque os hóspedes perguntavam se poderiam viajar dessa forma para outras cidades nos Estados Unidos. A ideia de um novo negócio foi despertada. Como eles eram designers e não programadores convidaram Nathan Blecharczyk, formado em ciência da computação pela Universidade de Harvard e que ocupou vários cargos de engenharia em empresas importantes como a Microsoft, para se tornar sócio do novo empreendimento.


Finalmente no dia 11 de agosto de 2008 o site do Airbedandbreakfast.com foi colocado no ar, permitindo assim pessoas alugarem todo ou parte de sua própria casa, como uma forma de acomodação extra. O site fornecia uma plataforma de busca e reservas entre a pessoa que oferecia a acomodação e o turista que buscava pela locação. Ou seja, de um lado alguém que possuía um espaço que não ficava ocupado o tempo todo. Do outro alguém querendo um espaço para alugar. E para ganhar dinheiro, a empresa cobraria do locador uma taxa sobre o valor da estadia no imóvel. Simples? Nem tanto. O principal obstáculo era convencer as pessoas a alugar suas casas para desconhecidos. Com as dificuldades financeiras iniciais, os sócios chegaram a vender mais de 3.000 caixas de cereais matinais (com as imagens do então candidato à presidência americana Barack Obama e seu concorrente John McCain) para levantar algum dinheiro no início e manter a empresa. Foi algo que deu enorme resultado em uma época em que ninguém conhecia a airbnb. Com isso, a empresa chamou a atenção de grandes veículos de mídia do mercado americano, que fizeram matérias sobre essas caixas de cereais e consequentemente sobre a empresa.


Alguns meses depois, aquilo que começou sem expectativa evoluiu para um empreendimento próspero. Outros moradores de San Francisco começaram a oferecer suas casas aos visitantes, divulgando as acomodações no site criado pelo trio. Os hóspedes satisfeitos iniciaram uma divulgação boca a boca que levou a ideia para outras cidades americanas e, posteriormente, a outros países. Inicialmente, apesar das dificuldades enfrentadas, airbnb se tornaria a nova sensação do Vale do Silício como a start-up símbolo de um movimento bilionário, a economia do compartilhamento. E isto começou a atrair grandes investidores, dando fôlego para a empresa. Em março de 2009 o nome do site foi abreviado apenas para airbnb.com e seu alcance expandido. Isto porque muitas pessoas começaram a utilizar o serviço de uma forma inusitada, disponibilizando casas na árvore, barcos, cabanas, cavernas, castelos medievais na Europa, ilhas e até iglus na Groenlândia. E existiam pessoas dispostas a pagar para dormir ou passar dias em lugares estranhos como esses. A airbnb demorou mais de um ano para atingir 100 mil reservas. Mas, nos anos seguintes, os acessos aumentaram significativamente, principalmente em virtude da grande crise econômica que assolou a economia mundial. Isto porque as pessoas estavam perdendo seus empregos e sofrendo o risco de perder suas casas. A airbnb dava a elas uma oportunidade de manter suas casas ao monetizar um espaço extra. Com isso, os acessos ao redor do mundo foram aumentando e, em 2011, a maior parte dos negócios já era do mercado internacional, com forte presença na Alemanha e Reino Unido.


Além disso, mais investidores resolveram apostar na empresa, entre eles o ator Ashton Kutcher. Isto possibilitou que a empresa iniciasse a compra de alguns pequenos competidores. No mês de junho de 2012, airbnb já era um verdadeiro sucesso, ajudando a acomodar mais de 10 milhões de pessoas desde sua fundação. Foi este ano que a empresa chegou ao Brasil. Durante a Copa do Mundo realizada no Brasil em 2014, a airbnb acomodou 120 mil visitantes. Pouco depois, a empresa lançou um novo site, que conta com uma área de comunidade que apresenta histórias de anfitriões e hóspedes e uma seção chamada Discovery (Descobertas) que tem ideias de viagens para locais diferentes e onde os usuários podem publicar dicas e mapas para seus locais ofertados. A airbnb vem cada vez mais sofisticando suas ofertas. A ideia é oferecer mais do que uma simples hospedagem. Já é possível agendar pelo site, por exemplo, uma aula de culinária com uma chef tailandesa. Além disso, lançou uma versão específica para viajantes de negócios. A iniciativa agrada ambos os lados: os funcionários que podem escolher um local mais caseiro para suas viagens e a airbnb, que cresce no mercado ao oferecer aos seus usuários uma alternativa interessante mesmo que os gastos sejam pagos pela empresa.


Hoje em dia, com um serviço de atendimento ao consumidor de nível internacional e uma comunidade de usuários em crescimento constante, airbnb é a maneira mais fácil de transformar um espaço extra em dinheiro e mostrá-lo para milhões de pessoas. A empresa é um verdadeiro sucesso que pode ser medido em números. Segundo analistas de mercado airbnb tem um valor de US$ 13 bilhões, o que torna a empresa mais valiosa que gigantes hoteleiras como Hyatt Hotels e Wyndham Worldwide.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas alterações ao longo dos anos. Primeiro o nome da empresa foi abreviado apenas para airbnb, mantendo as cores originais (azul e rosa) e a tipografia da letra.


Após adotar uma nova tipografia de letra e cor (azul clara), em 2014 a marca apresentou sua nova identidade visual. Além de uma nova tipografia de letra e mais flexibilidade na aplicação (tanto em cores como no posicionamento – vertical ou horizontal) o novo logotipo apresentou um símbolo, batizado pela empresa de “Bélo”.


Esse símbolo era uma representação de quatro coisas: pessoas, lugares (pino indicador de geolocalização), amor (coração) e, é claro, a própria airbnb através da letra A. E foi justamente esse símbolo que causou controvérsia e polêmicas nas redes sociais. Se para a empresa o novo logotipo remete a amor, amizade e um lar para viajantes longe de casa, para a imaginação fértil de parte da população da internet ele foi visto como um doodle que pode representar, entre outras coisas, nádegas, um par de seios e o órgão sexual feminino.


Os slogans 
Belong Anywhere. (2014) 
Travel Like a Human. (2010) 
Forget hotels. (2008)


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 11 de agosto de 2008 
● Fundador: Nathan Blecharczyk, Brian Chesky e Joe Gebbia 
● Sede mundial: San Francisco, Califórnia, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Airbnb, Inc. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Brian Chesky 
● Faturamento: US$ 250 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 192 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 400 
● Segmento: Rede de hospedagem colaborativa 
● Principais produtos: Aluguel de quartos, casas e apartamentos 
● Concorrentes diretos: HomeAway, Wimdu, 9Flats e Roomorama 
● Slogan: Belong Anywhere. 
● Website: www.airbnb.com.br 

A marca no mundo 
A airbnb oferece mais de 800.000 acomodações, desde um simples quarto, casa ou apartamento passando por castelos, ilhas, barcos e até iglus, em mais de 35.000 cidades de 192 países ao redor do mundo. Em sua base de dados o site oferece mais de 600 castelos para locação. E uma reserva é feita a cada dois segundos no site. Os maiores mercados da empresa são Estados Unidos e Austrália. Desde sua fundação a airbnb já acomodou mais de 25 milhões de hóspedes. Esses números tornaram a airbnb a maior empresa global de hospedagem, a frente das maiores redes hoteleiras mundiais. 

Você sabia? 
A airbnb mantém ainda um serviço de atendimento por telefone e internet 24 horas para receber reclamações de clientes. Os anunciantes também têm garantias — se o inquilino causar algum dano à propriedade, o dono tem direito a ser ressarcido dos prejuízos. 
Recentemente, a revista americana Fast Company elegeu a airbnb como uma das empresas mais inovadoras do mundo por transformar quartos vagos nas casas das pessoas na “rede de hotéis” mais quente do mundo. 
O nome da empresa é pronunciado “er-bi-én-bi”. E apesar da ideia inicial, hoje em dia a maioria dos usuários não oferece café da manhã. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Época Negócios, Exame e Isto é Dinheiro), jornais (Valor Econômico), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 22/11/2014

15.11.14

TESLA MOTORS


Nada de posto de gasolina. Seu carro ligado na tomada. E não é um carro qualquer. Tem design futurista e moderno. Alta tecnologia. Muito luxo. E desempenho e potência, sem fumaça, capaz de fazer inveja a qualquer um movido à gasolina. É assim que a californiana TESLA MOTORS, que nasceu em pleno Vale do Silício, se tornou a grande vedete do setor automobilístico e a preferida de muitos bilionários pelo mundo afora. A TESLA provou que, além de ecologicamente corretos, os carros elétricos podem ser objetos de desejo. 

A história 
Tudo começou em 2003 com um grupo de engenheiros do Vale do Silício, que resolveram provar ao mundo que era possível e viável projetar e produzir um carro superesportivo totalmente elétrico. Surgia assim no dia 1 de julho a TESLA MOTORS na cidade de San Francisco, cujo nome foi uma homenagem ao inventor e engenheiro elétrico Nikola Tesla. O grupo de visionários e empreendedores era formado por Martin Eberhard, Marc Tarpenning, Ian Wright, Jeffrey Brian Straubel e Elon Musk. Este último, formado em economia pela Universidade da Pensilvânia e um ano depois em física, apesar de jovem já era bilionário, após vender negócios como a Zip2, companhia que criava conteúdo para portais de notícias, por US$ 307 milhões, e, também um dos fundadores do PayPal (empresa de pagamentos online), vendida para o eBay por US$ 1.5 bilhões.


Após anos de pesquisas, desenvolvimento e muito investimento a empresa finalmente apresentou ao público no dia 19 de julho de 2006 seu primeiro veículo: o TESLA ROADSTER, um superesportivo conversível de dois lugares com design futurista e linhas agressivas baseado no chassi de um Lotus Elise, que tinha uma grande diferença, em vez de motor a gasolina, tanque e escapamentos, ele foi testado (e saiu-se muito bem) com uma bateria de 6.831 células de íon de lítio, similares às que equipavam notebooks e celulares. Com um torque capaz de arrancar de 0 a 100 km/h em apenas 4 segundos e acelerar a 205 km/h, com autonomia de aproximadamente 350 quilômetros, o veículo, inteirinho de fibra de carbono pra diminuir o peso, mostrou que era possível ter um carro esportivo sem despejar um grama de fumaça no ar. O primeiro carro foi entregue em fevereiro de 2008. Nos anos seguintes o veículo se tornou objeto de desejo entre bilionários no mundo inteiro. Além disso, astros como o ator George Clooney e os fundadores do Google Sergey Brin e Larry Page, passaram a ostentar em suas garagens um TESLA ROADSTER. Sua produção foi encerrada oficialmente em 2012, com mais de 2.600 unidades vendidas. Afinal, o carro serviu a um objetivo maior: as relativamente poucas unidades vendidas serviram para financiar o desenvolvimento de uma nova versão mais barata.


E isto aconteceu em junho de 2012, quando a TESLA MOTORS deu outro grande passo rumo ao desenvolvimento ao começar a vender seu segundo modelo: o MODEL S, um luxuoso sedã esportivo de quatro portas com espaço para acomodar sete pessoas confortavelmente, com preço a partir de US$ 63 mil. Como não há câmbio e seu motor tem aproximadamente o tamanho de um melão, o interior do veículo é mais espaçoso. O novo automóvel da montadora faz 426 quilômetros com uma carga de bateria. Já a versão S Performance coloca ainda 420 cavalos na conta para cumprir de 0 a 100 km/h em 4.2 segundos e impulsioná-lo a quase 300km/h. Além de aliar desempenho com design e luxo, o novo automóvel era recheado de tecnologia e mimos, como por exemplo, cabo de carga com bocal iluminado, painel futurista e uma tela de 17 polegadas (43 centímetros de altura), a maior já colocada em um carro, que permite ao motorista navegar via GPS, ter informações importantes sobre o clima, condições do veículo e da estrada, acessar recursos como rádio e tocador de mp3 e, via sincronização com um smartphone, efetuar ligações telefônicas. Sem contar os bancos de couro totalmente elétricos, o revestimento bicolor com apliques metálicos e amadeirados e as enormes rodas de 19 polegadas com pneus Michelin de alta performance. E itens de segurança como oito airbags (além dos básicos frontais, laterais e de cabeça, há proteção para joelho e pélvis dos ocupantes da frente), que garantem cinco estrelas nos testes oficiais de segurança.


Ainda em 2012, a empresa iniciou a inauguração dos chamados Superchargers (ou “supercarregadores” em português), em pontos estratégicos de grandes cidades americanas, permitindo assim que seus clientes viagem por todo o país com tranquilidade. São estações de abastecimento, semelhantes a um posto de combustível, que tem capacidade de carregar os automóveis da marca muito mais rapidamente. Segundo a montadora, em 30 minutos de carga é possível armazenar 50% da capacidade total da bateria e rodar mais de 250 quilômetros. E o melhor? A carga é de graça. Hoje em dia existem mais de 250 SUPERCHARGER nos Estados Unidos e Canadá, Europa e Ásia. No ano seguinte, com apenas um modelo à venda, a montadora conseguiu um feito e tanto: abocanhou 12% do mercado de luxo do estado da Califórnia (Meca americana dos carros elétricos e híbridos) de janeiro a junho. Foram pouco mais de 4.700 unidades vendidas, de acordo com a associação californiana de concessionários (a Fenabrave local). Parece pouco, mas supera toda a entrega da marca no ano anterior. Além disso, o sucesso do sedã ajudou a alavancar em mais de 50% as ações da TESLA durante 2014, depois que elas quadruplicaram no ano anterior.


Em meados de 2014, um novo anúncio de Elon Musk movimentou mais uma vez a indústria automobilística e pode apontar o futuro dos veículos nas próximas décadas. Ele anunciou que tornará pública algumas das patentes da empresa destinadas a fabricação de veículos elétricos. Segundo ele, a ideia é que a tecnologia se torne popular a ponto de veículos como esses assumirem a liderança na preferência dos consumidores, desbancando os tradicionais modelos movidos a combustível. O que parece uma verdadeira loucura para administradores e executivos é na visão dele publicidade gratuita da melhor forma. Explica-se. Novos carros elétricos vão precisar de mais baterias. Em um primeiro momento, ceder gratuitamente uma patente para um concorrente pode parecer uma ideia sem muito sentido e até mesmo absurda. Entretanto, é preciso lembrar que Elon Musk não está interessado apenas neste mercado. Carros elétricos precisam de baterias cada vez mais eficientes e duráveis. Nesse quesito, as baterias da TESLA MOTORS ainda são imbatíveis. É possível que no futuro outras montadoras consigam desenvolver tecnologias similares, mas em um primeiro momento, na busca pela eficiência, os concorrentes acabariam se tornando clientes da própria TESLA.


Além disso, a empresa planeja investir até US$ 5 bilhões nos próximos anos na construção de uma gigantesca fábrica de baterias capaz de suprir qualquer demanda possível. A fábrica, batizada de GIGAFACTORY e localizada em Reno no estado de Nevada, será construída em parceria com a japonesa Panasonic e demais parceiros. Em 2020, a nova fábrica irá alcançar sua produção máxima de 50 GWh por ano. São baterias suficientes para 500 mil carros da TESLA. A empresa informou que tão logo a empresa comece a fabricar baterias em escala, os custos poderão cair em mais de 30% depois do primeiro ano de produção direcionado ao mercado de massa. Isso faria com que os preços dos carros baixassem consideravelmente.


A partir de 2015 a TESLA irá vender o MODEL X, que terá o espaço de uma minivan e o estilo de um veículo utilitário esportivo. Baseado no MODEL S, o veículo comporta sete pessoas e tem dois porta-malas, o normal e outro na frente, onde o motor a combustão iria se não fosse elétrico. Além disso, a empresa já anunciou que seu próximo veículo elétrico de terceira geração já tem nome definido: MODEL 3, um sedã de porte médio. Sua apresentação ao público está agendada para 2016, com as vendas previstas para iniciar no ano seguinte. Segundo as informações divulgadas, o MODEL 3 será 20% menor se comparado ao MODEL S e poderá fazer cerca de 321 quilômetros por recarga. Além disso, o carro deverá custar US$ 35 mil.


O segredo do enorme sucesso da TESLA MOTORS talvez esteja na atitude. A marca sempre se portou como a Apple dos carros elétricos. Promete interface agradável (desempenho, espaço, luxo e beleza de carro europeu) quando todas as outras entregam apenas o básico (carros que parecem de brinquedo). E também cobra caro pela experiência. O TESLA MODEL S, porém, é um sedã do tamanho de Ford Fusion e Honda Accord (dois best sellers do mercado americano) com visual e acabamento de Aston Martin ou Maserati. Talvez esteja aí o grande segredo de sucesso da montadora. Mesmo se a TESLA desaparecer amanhã, trata-se simplesmente de uma empresa inovadora que provocou um enorme impacto: mostrou que os carros elétricos com menor impacto no meio ambiente podem ser descolados e competir no mesmo nível que um carro com motor a combustão interna.


O gênio por trás da marca 
Para muitos ele é o novo Steve Jobs, capaz de assumir o posto de maior demolidor de paradigmas do mundo empresarial. Para tantos outros é o Tony Stark da vida real, em uma referência ao personagem principal do filme Homem de Ferro, um multibilionário, filantropo e cientista que, nas horas vagas, atua como super-herói, interpretado pelo ator americano Robert Downey Jr. Seus projetos parecem coisa saída da cabeça do Professor Pardal. Mas não se engane. Suas ideias não são devaneios de um bilionário excêntrico. A verdade é que Elon Reeve Musk, um quarentão bilionário, cuja fortuna é estimada em US$ 9.3 bilhões, e o mais inovador e surpreendente empreendedor atual, conseguiu transformar aparentes loucuras em negócios reais e bilionários. Nascido no dia 28 de junho de 1971 na cidade de Pretória, na África do Sul, filho de um engenheiro e uma nutricionista, e naturalizado americano, ele é considerado a grande estrela corporativa dos Estados Unidos. A revista Fortune, por exemplo, o elegeu a personalidade dos negócios de 2013.


Considerado um empreendedor serial, ele criou seu primeiro sucesso comercial ainda aos 11 anos. Era um game espacial chamado Blastar, que foi vendido para uma empresa sul-africana pela bagatela de US$ 500. Em 1988, aos 17 anos, migrou para o Canadá contra a vontade dos pais, país no qual chegou com pouco dinheiro e sem lugar sequer para dormir. Para sobreviver, trabalhou em fazendas e limpando caldeiras em serralherias. Em 1992 foi para os Estados Unidos, onde cursou faculdade de administração e física. Em 1999, ele vendeu a Zip2, que desenvolvia ferramentas para criar sites de notícias, para a fabricante de computadores Compaq, por impressionantes US$ 307 milhões, negócio que seria seguido pela venda da empresa de data center Everdream para a Dell por US$ 120 milhões, além do PayPal, vendido para o eBay em 2002 por US$ 1.5 bilhões. Como maior acionista da empresa, Musk embolsou US$ 180 milhões na ocasião. A pequena fortuna foi o ponto de partida para a criação de um verdadeiro conglomerado de empresas de ponta, sustentado por três pilares: TESLA, de carros elétricos; SpaceX, que presta serviços de transporte espacial para a poderosa NASA e tem projetos de levar o homem a marte; e SolarCity, que fabrica painéis solares, sendo líder no mercado para residências nos Estados Unidos.


Além dos carros movidos a bateria e das viagens espaciais, suas mais recentes ideias incluem um plano para colonizar o planeta Marte e uma espécie de tubo para transportar passageiros, capaz de realizar uma viagem de cerca de 500 quilômetros em uma hora. Seu legado, no entanto, pode provocar transformações ainda mais profundas na sociedade do que os feitos por Steve Jobs. Sua audácia chega a ponto de levá-lo a desafiar uma indústria forte e consolidada como a automobilística. “Criei a Tesla para acelerar o desenvolvimento de carros elétricos”, diz. “Se deixasse nas mãos das grandes montadoras, nunca veríamos esse tipo de automóvel nas ruas”, completa. Sua vida pessoal também é agitada. Casou e divorciou duas vezes e teve cinco filhos, gêmeos e trigêmeos.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por uma única grande remodelação em sua história. Foi adotada a cor vermelha como oficial. Além disso, a palavra “motors” e o escudo prateado foram eliminados.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1 de julho de 2003 
● Fundador: Martin Eberhard, Marc Tarpenning, Ian Wright, Jeffrey Brian Straubel e Elon Musk 
● Sede mundial: Palo Alto, Califórnia, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Tesla Motors, Inc. 
● Capital aberto: Sim (2010) 
● CEO & Presidente: Elon Musk 
● Faturamento: US$ 2.01 bilhões (2013) 
● Lucro: - US$ 74 milhões (2013) 
● Valor de mercado: US$ 31.6 bilhões (novembro/2014) 
● Vendas globais: 22.477 unidades (2013) 
● Presença global: 37 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 6.000 
● Segmento: Automobilístico 
● Principais produtos: Automóveis elétricos de luxo 
● Concorrentes diretos: BMW, Audi, Mercedes-Benz, Cadillac, Buick, Nissan e Chevrolet 
● Ícones: As estações de recarga Supercharger 
● Slogan: It’s more than electric, it’s Tesla. 
● Website: www.teslamotors.com 

A marca no mundo 
A TESLA MOTORS, que tem como principais acionistas, além de Elon Musk, as gigantes Toyota e Daimler, vende seus veículos elétricos em 37 países ao redor do mundo, com forte presença no mercado americano. Em 2013 a montadora, que emprega mais de 6.000 pessoas, vendeu 22.477 veículos e faturou pouco mais de US$ 2 bilhões. A empresa tem ainda mais de 125 concessionárias e centrais de serviços espalhadas pelos Estados Unidos e pelo continente europeu, onde os mecânicos podem ser vistos na oficina, já que os carros não emitem fumaça tóxica, não fazem poças de óleo, nem têm motor barulhento. A fábrica da TESLA está localizada em Fremont, Califórnia, localizada a 30 minutos da sede da empresa, em Palo alto. A empresa ainda presta serviços de desenvolvimento e componentes elétricos para outras montadoras, como por exemplo, a Daimler AG e a Toyota. 

Você sabia? 
Apesar dos resultados financeiros ainda serem insatisfatórios, a TESLA vem ano a ano melhorando seu desempenho. No primeiro trimestre de 2013, a empresa registrou lucro pela primeira vez em sua história, e na história de uma empresa automobilística produtora de veículos totalmente elétricos. Um bom sinal. 
Em um documentário de 2013 veiculado pelo canal National Geographic, a TESLA revelou que a tinta vermelha exclusiva que usa em seus carros tem uma infusão de flocos de vidro para que brilhe. 
Elon Musk foi a inspiração para a adaptação do gênio bilionário Tony Stark para o cinema, no filme Homem de Ferro. Por isso, ele permitiu que o cineasta Jon Favreau usasse sua fábrica de foguetes para filmar algumas cenas do filme “Homem de Ferro 2”, no qual um bilionário inventa um traje voador, cheio de armas, para combater criminosos, interpretado pelo ator Robert Downey Jr. Jon pensou então que devia um favor ao seu grande amigo. Por isso, comprou um TESLA MODEL S. O que ele não esperava é que iria gostar tanto do carro que acabaria vendendo sua Mercedes-Benz. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Exame, Época Negócios, Isto é Dinheiro e InfoMoney), jornais (Valor Econômico), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 15/11/2014