13.12.17

GUITAR CENTER


Para músicos, tanto profissionais como amadores, a rede varejista americana GUITAR CENTER é um verdadeiro templo sagrado do consumo. Guitarras, baterias, violões e uma infinidade de equipamentos e acessórios musicais de grandes e renomadas marcas mundiais, tornaram a rede americana o destino preferido para quem ama música. Afinal, a missão da GUITAR CENTER é “Ajudar as Pessoas a Fazer Música”

A história 
As origens da GUITAR CENTER datam do ano de 1959 quando Wayne Mitchell comprou uma pequena loja que vendia e consertava órgãos eletrônicos para uso doméstico ou em igreja localizada em Hollywood, no estado da Califórnia. Pouco depois, em 1961, ele batizou a loja de The Organ Center. A história da empresa começaria a ganhar novos rumos em 1964 quando Joe Banaran, então presidente da Thomas Organ Company, se aproximou de Wayne em busca de uma saída para vender uma nova linha de guitarras e amplificadores, chamada Vox. Com a enorme popularidade dos Beatles, que estavam usando equipamentos Vox, tornou-se evidente que o futuro do varejo de instrumentos musicais estava na venda de guitarras e amplificadores, e não em órgãos. Wayne viu o momento certo para aproveitar esta promissora nova oportunidade de varejo e passou a vender guitarras e amplificadores, mudando o nome da loja para The Vox Center. Em 1971, a loja foi finalmente renomeada para GUITAR CENTER e mudou-se para um imóvel maior, na famosa Sunset Boulevard em Los Angeles. No ano seguinte, uma segunda loja foi inaugurada na cidade de San Francisco, seguida da terceira unidade em San Diego no ano de 1973. No restante da década a GUITAR CENTER continuou sua expansão geográfica pela Califórnia, além de ampliar a oferta de produtos, que incluía baterias e outros instrumentos musicais.


Depois de estabelecer uma forte presença no varejo da Califórnia, na década de 1980 a GUITAR CENTER começou a se expandir a nível nacional com a inauguração de novas lojas nas principais cidades americanas, como por exemplo, Minneapolis, Dallas, Houston e Chicago. Estas novas unidades, com seus tetos altos e espaço aberto para suportar a comercialização maciça de instrumentos, anunciaram o início do formato “superstore” para o seguimento. Outro fato que aumentou a popularidade da rede aconteceu em 1980, com a compra da fabricante de guitarra Kramer, que tinha como seu principal garoto-propaganda Eddie Van Halen. Em 1984, o fundador empresa, Wayne Mitchell, faleceu, deixando para trás uma equipe de gestão qualificada para dar continuidade a sua visão da enorme potência do varejo de instrumentos musicais. Em 1985, a rede já era composta por 12 unidades. Durante os anos de 1990, a GUITAR CENTER vivenciou um período monumental de crescimento, inaugurando aproximadamente 70 lojas ao longo da década, ganhando assim o apelido de “O maior varejista de instrumentos musicais do mundo”. Durante este período de crescimento acelerado, as grandes inaugurações ocorreram a uma taxa de uma ou duas lojas por mês, superando todos os outros varejistas de instrumentos musicais.


A partir de 1996, o comando de dois talentosos executivos garantiu o impulso necessário para a empresa continuar crescendo, culminando com a abertura de capital da GUITAR CENTER na Bolsa de Valores em 1997. Ainda este ano, a marca lançou seu próprio cartão de crédito - que se tornaria o Gear Card. Pouco depois, em 1999, a empresa adquiriu o Musician’s Friend, um dos principais comerciantes diretos de instrumentos musicais, iniciando assim a construção de uma forte presença online da marca. Em 2001 a empresa criou o Guitar Center Professional (conhecido como GC Pro) para atender as necessidades dos profissionais de gravação e estúdios. Com uma seleção abrangente de equipamentos de alta qualidade, serviço individualizado e consulta especializada, a GC Pro levou o serviço de atendimento da empresa a novos níveis. Nesta década, a empresa acelerou a aquisição de concorrentes, como por exemplo, o American Music Group (2001), a Music & Arts (2005), a Woodwind & Brasswind (2007) e a Music 123 (2007), adicionando 62 novas lojas a sua rede, juntamente com vários sites de varejo que atendiam a uma clientela de músicos completamente nova.


Nos anos seguintes, a empresa começou a se concentrar no desenvolvimento de programação de marketing de conteúdo que inspirava as pessoas a tocar música. Em 2014, a Ares Capital Management tornou-se acionista majoritária da GUITAR CENTER. Ainda neste ano a marca inaugurou uma enorme loja em plena Times Square, em Manhattan. Além disso, a empresa ampliou os serviços oferecidos em suas lojas para incluir aulas e pequenos cursos, aluguéis e reparo de instrumentos. Com objetivos sólidos e uma experiência inigualável oferecida por suas lojas, a missão da GUITAR CENTER é permitir aos músicos em todo o mundo experimentar a alegria que vem de tocar um instrumento.


Amor pela música 
Muito mais que um varejista de instrumentos e equipamentos musicais, a GUITAR CENTER tem em seu DNA o amor pela música. E transformou isso em uma ótima ferramenta de marketing. Como por exemplo, em 1985, quando inaugurou em sua famosa loja da Sunset Boulevard a Guitar Center RockWalk (imagem abaixo), uma espécie de calçada da fama que honra grandes nomes e bandas que deram contribuições significativas para a indústria da música. Eles são convidados a colocar as impressões das mãos em blocos de cimento. Os primeiros indicados foram Stevie Wonder, Eddie Van Halen, Jim Marshall, C.F. Martin e Remo Belli, que deixaram suas mãos gravadas na calçada. Nos anos seguintes, monstros sagrados da música como AC/DC, Aerosmith, Marvin Gaye, James Brown, Eric Clapton, Chuck Berry, James Brown, The Doobie Brothers, BB King, Jerry Lee Lewis, Little Richard, Alice Cooper, Jimmy Page, Johnny Cash, e tantos outros, passaram a fazer parte da RockWalk. Adicionalmente, dentro da loja, estão expostos em diversas galerias vários instrumentos de grandes personalidades da história da música, como Elvis Presley, Johnny Cash, Jeff Beck, Kurt Cobain, dentre vários outros. Além disso, em 1988 a marca criou o Guitar Center Drum-Off, uma competição para revelar jovens e talentosos bateristas. A tradicional competição já teve 28 edições.


Os slogans 
Find your sound. 
All we sell is the greatest feeling on earth. (2014) 
We help people make music. 
The Musician’s choice.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1959 
● Fundador: Wayne Mitchell 
● Sede mundial: Westlake Village, Califórnia, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Guitar Center Inc. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Ron Japinga 
● Faturamento: US$ 2.14 bilhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 269 
● Presença global: Não (presente somente nos Estados Unidos) 
● Funcionários: 10.000 
● Segmento: Varejo 
● Principais produtos: Guitarras, violões, baixos, baterias, equipamentos e acessórios musicais 
● Concorrentes diretos: Sam Ash Music, Sweetwater, American Musical Supply e Best Buy 
● Ícones: A RockWalk da loja de Los Angeles 
● Slogan: Find your sound. 
● Website: www.guitarcenter.com 

A marca nos Estados Unidos 
Atualmente a GUITAR CENTER, maior varejista do mundo especializada em instrumentos e equipamentos musicais, possui mais de 260 lojas espalhadas por 32 estados americanos. Com faturamento anual estimado superior a US$ 2 bilhões, a rede tem mais lojas nos estados da Califórnia, Flórida, Illinois e Nova York. Além de instrumentos musicais de todos os estilos, a rede também oferece uma enorme variedade de equipamentos de áudio, gravação, efeito, iluminação e DJ. 

Você sabia? 
A varejista americana ainda é proprietária da Music & Arts, rede que opera mais de 150 lojas especializadas na venda e aluguel de instrumentos para bandas e orquestras, atendendo professores, diretores de banda, professores universitários e estudantes desde 1952. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 13/12/2017

4.12.17

ACURA


Automóveis de luxo baseados no design, na inovação e no máximo desempenho. Assim pode ser definida a marca japonesa ACURA, que por mais de três décadas tem como obsessão elevar a experiência de dirigir a um patamar excepcional, sempre prezando pela segurança e performance. 

A história 
Da mesma forma que as montadoras americanas ofereciam, havia décadas, versões mais luxuosas do mesmo projeto de automóvel, a indústria automobilística japonesa enxergou nessa diversificação uma boa estratégia para o enorme e voraz mercado americano na década de 1980. Com isso, a montadora Honda, fundada em 1948 por Soichiro Honda, criou a ACURA (pronuncia-se É-kiu-ra), como uma resposta à criação da Lexus (pela Toyota em 1983) e da Infiniti (pela Nissan em 1985), para o desenvolvimento de automóveis de luxo direcionados originalmente ao mercado americano. Em menos de um ano, após longas pesquisas de mercado, os dedicados engenheiros japoneses da Honda definiram como seriam os primeiros automóveis da marca ACURA. Mesmo tendo sido a última das três marcas japonesas a ser criada a ACURA foi a primeira a apresentar automóveis ao mercado americano e canadense no dia 27 de março de 1986, através da inauguração de 60 concessionárias em 18 estados. A nova marca disponibilizou ao público dois modelos: o sedã de luxo LEGEND e o compacto INTEGRA. O Legend era oferecido inicialmente na versão sedã (4.8m de comprimento), disponibilizando o modelo cupê (4.7m) no ano seguinte. Baseado no Honda Civic, em termos de mecânica e plataforma, o Integra foi oferecido com motores 1.5L e 1.6L, nas versões sedã (cinco portas) e hatchback (três portas).


Um ano depois do lançamento, a ACURA já tinha o modelo de luxo importado mais vendido dos Estados Unidos. Foram comercializadas 109 mil unidades do Legend e 55 mil do Integra. Com apenas quatro anos de mercado, em 1990, a ACURA apresentou ao público um verdadeiro ícone no segmento de automóveis superesportivos: o NSX, primeiro automóvel do mundo a ser produzido em monobloco de alumínio, o que proporcionou uma redução de 40% em relação ao peso de um similar em aço. Feito para duas pessoas, e inspirado no caça F-16, privilegiava a visibilidade e tinha linhas agressivas, faróis escamoteáveis, além de grandes tomadas de ar laterais. Já o motor era um três litros de aspiração natural, sem turbo ou compressor e produzia 273 cv. Com esse motor, o NSX chegava aos 270 km/h e tinha uma aceleração de zero a 100 km/h em 5.6 segundos, e – era a resposta da para os superesportivos italianos e alemães da época. Os números eram equivalentes aos do Porsche 911 e da Ferrari 348. O NSX só receberia maiores atualizações estéticas em 2002: perderia seus faróis escamoteáveis e ganharia rodas de 17 polegadas nos dois eixos. As características mecânicas e de desempenho permaneceriam as mesmas, exceto na versão NSX-R, que abria mão de certos itens de conveniência, como o ar-condicionado, para reduzir o peso.


A segunda geração do Integra foi lançada também em 1990 e introduziu importantes avanços para a categoria, como freios ABS e duplo air-bag, bem como o comando variável de admissão VTEC, proporcionando melhor performance sem aumento do consumo de combustível. Em 1991 a marca lançou seus veículos em Hong Kong, iniciando assim uma tímida expansão internacional. E no ano seguinte ampliou sua oferta para o mercado americano com o modelo VIGOR, baseado no Honda Accord, porém com mais equipamentos de série. Pouco depois, em 1995, a ACURA ingressou em um novo segmento ao lançar seu primeiro veículo utilitário, o SLX, de porte médio e baseado no Suzuki Tropper, que oferecia motores a diesel e gasolina. A primeira geração do ACURA RL, lançada em 1996, era uma versão rebatizada da terceira geração do Legend.


Embora as vendas tenham diminuído a partir de meados dos anos de 1990, a marca experimentou um ressurgimento no início da década de 2000, principalmente devido a mudanças drásticas no design e a apresentações de novos modelos. Primeiro, em 2000, a ACURA ingressou em uma nova categoria de mercado com o lançamento da MDX, primeiro utilitário esportivo de grande porte da marca. A ampliação da linha de modelos ainda incluiu o TSX (2004), um sedã médio. Após se firmar no mercado americano e canadense, a ACURA partiu para novos horizontes, e estabeleceu-se no México em 2004, na China em 2006 e no Japão em 2008. Neste período a ACURA ampliou sua gama de veículos com o lançamento do RDX (2006), um utilitário esportivo compacto. A partir de 2009 a ACURA iniciou o lançamento de novos modelos como o ZDX (2009), um crossover de porte médio; o TSX Sport Wagon (2010), primeira perua da marca japonesa; o ILX (2012), um sedã compacto; o RLX (2013), um sedã de grande porte e o mais luxuoso da linha; e o TLX (2014), um sedã de médio porte. Nos últimos anos a ACURA ingressou em novos mercados como a Rússia em 2014 (saiu dois anos depois devido às fracas vendas) e Kuwait (2015).


Depois de um hiato de mais de 10 anos sem ser produzido, em 2016 a ACURA apresentou a nova geração do NSX, um dos mais lendários esportivos da Terra do Sol Nascente. A nova geração tem um motor V6 biturbo de 3.5 litros montado à mão, em um processo que leva mais de seis horas, além de tração integral. A parte aerodinâmica faz com que o novo NSX seja totalmente diferente do seu precursor: ele é mais sutil, aparenta ser mais compacto, mas ainda assim demonstra ter personalidade. O desenho do carro foi pensado para complementar a performance e também contribuir para a dinâmica térmica do veículo – tudo sem perder o estilo. O modelo é fabricado no estado de Ohio, sendo o carro mais caro já fabricado nos Estados Unidos, desbancando o Dodge Viper. No mercado americano, a versão de entrada custa US$ 156 mil, enquanto o top de linha chega a US$ 220 mil.


Em 2016 a ACURA celebrou os 10 anos de sua chegada à China e para comemorar a ocasião, decidiu apostar ainda mais forte no gigante asiático. Uma das principais apostas é o CDX, o primeiro veículo da marca fabricado localmente e desenvolvido principalmente pensando nos gostos dos consumidores chineses. O veículo apresenta um tamanho muito similar ao do Honda HR-V (utilitário compacto) embora seja um pouco mais comprido e largo e seu enfoque seja claramente premium, como toda a linha da ACURA. Em relação ao design chama a atenção a grade pentagonal e um logotipo de grandes dimensões, assim como o design dos faróis dianteiros e lanternas traseiras com tecnologia LED.


A inovação 
A ACURA sempre foi inovadora no segmento de veículos luxuosos, sendo pioneira em várias novidades. Foi pioneira ao incorporar motores multi-válvulas no ano de 1986. Também foi a primeira no mundo a oferecer navegação no painel. Em seguida, também apresentando tráfego em tempo real no painel. Depois de estrear no modelo RL de 1997, o navegador de tela central no painel tornou-se padrão em todos os modelos da marca. Já o MDX foi o primeiro veículo de sete passageiros com três fileiras de banco. Já a indústria automobilística teve que se familiarizar com o termo “vetor de torque” para descrever o que fazia o Super Handling All-Wheel Drive (SH-AWD), que apareceu pela primeira vez no modelo RL em 2004, e tornou-se uma assinatura da ACURA para toda sua linha. O SH-AWD é um sistema de tração integral que opera com repartição de torque desigual entre as rodas do mesmo eixo, a fim de melhorar o comportamento em curvas.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou apenas por uma grande remodelação ao longo de sua história. Originalmente na cor vermelha, somente em 1990, a nova identidade visual adotou a cor preta e ganhou um símbolo. Embora pareça uma letra A de ACURA, o principal símbolo da marca, na verdade, é um compasso de espessura, escolhido por representar a precisão extrema. Já a cor branca, utilizada quando o logotipo é aplicado em um fundo preto, denota integridade, pureza e perfeição. A identidade visual da marca pode ser aplicada de duas maneiras: na horizontal com o símbolo à esquerda ou com o símbolo acima do nome da marca.


Os slogans 
Precision Crafted Performance. (2016) 
Made for mankind. (2013) 
Advance. (2006) 
The road will never be the same. 
The True Definition of Luxury. Yours. (1988) 
Precision Crafted Automobiles. (1986)


Dados corporativos 
● Origem: Japão 
● Fundação: 27 de março de 1986 
● Fundador: Soichiro Honda 
● Sede mundial: Tóquio, Japão 
● Proprietário da marca: Acura Inc. 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Honda Motor Co., Ltd.) 
● CEO: Jon Ikeda 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Vendas globais: 195.700 unidades (2016) 
● Presença global: 10 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 6.000 
● Segmento: Automobilístico 
● Principais produtos: Automóveis e utilitários de luxo 
● Concorrentes diretos: Lexus, Infiniti, Cadillac, BMW, Audi, Mercedes-Benz, Volvo, Subaru e Lincoln 
● Slogan: Precision Crafted Performance. 
● Website: www.acura.com 

A marca no mundo 
Atualmente a marca ACURA vende seus luxuosos automóveis e utilitários esportivos em 10 países ao redor do mundo, incluindo Estados Unidos, Canadá, China e México. Em 2016 a marca vendeu globalmente mais de 195 mil veículos, com os Estados Unidos representando 82% deste montante. Somente nos Estados Unidos a ACURA tem aproximadamente 50 concessionárias distribuídas por 37 estados. 


Você sabia? 
Poucos sabem, mas o piloto brasileiro Ayrton Senna contribuiu para o desenvolvimento do projeto base do protótipo NSX em sua fase de teste. Isso se deu durante a parceria feita entre a montadora Honda que se mantinha como fornecedora de motores para equipe McLaren. 
No Brasil, alguns de seus automóveis foram importados de forma independente nos anos de 1990, após o Governo Federal abrir as importações no país. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), jornais (Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 


Última atualização em 4/12/2017

21.11.17

ALPINESTARS


Uma pequena estrela estilizada com um A é quase onipresente em provas de automobilismo e motociclismo no mundo inteiro. Ela representa a italiana Alpinestars, que equipa e protege os melhores pilotos do planeta. Construindo uma reputação de inovação e prestígio, o objetivo da marca sempre foi fornecer aos pilotos uma vantagem competitiva, inovando continuamente e desenvolvendo novas tecnologias e materiais para melhorar o desempenho e aumentar a segurança. 

A história 
Apesar do nome inglês a Alpinestars nasceu na Itália em 1963, quando um artesão de couro chamado Sante Mazzarolo inaugurou uma pequena oficina e começou a produzir botas de esqui e alpinismo. O nome da marca deriva de uma espécie de flor (Stella Alpina) presente nas montanhas da pequena cidade de Asolo, norte da Itália, onde a empresa surgiu. Rapidamente, Mazzarolo aproveitou a crescente popularidade do MotoCross pela Europa para investir sua experiência e talento em prol do esporte, criando botas que alcançavam as exigências de proteção e design dos melhores pilotos, cujas opiniões foram extremamente relevantes para o desenvolvimento do novo produto. A primeira bota para motociclismo da Alpinestars foi apresentada no ano de 1965 com diversas inovações (desde um protetor de canela de aço a um sistema de fechamento com presilhas ao invés de cordões). A bota revolucionária que Mazzarolo criou se tornaria um ícone de proteção do MotoCross.


A Alpinestars sabia que as corridas eram a melhor maneira de desenvolver e divulgar seu produto, e trabalhando com pilotos como o pentacampeão mundial de MotoCross Roger Decoster e o tetra-campeão mundial Heikki Mikkola, a marca rapidamente se tornou conhecida por suas botas de alta qualidade e sua imagem profissional. Depois de estabelecer sua botas de MotoCross, a marca italiana ingressou no mercado de motociclismo no final dos anos de 1970. Mais uma vez, avanços técnicos tais como os sliders de bota e novos níveis de proteção chamaram a atenção dos melhores pilotos levando o tri-campeão da MotoGP Kenny Roberts a utilizar as novas botas Alpinestars nas pistas de todo o mundo. Fazer os melhores produtos para os melhores pilotos sempre foi a prioridade da Alpinestars. Por isso, pilotos lendários como Kevin Schwantz, Mick Doohan e Alex Criville na motovelocidade e Bob Hannah, Ricky Jonhson e Jeremy McGrath no MotoCross foram todos vencedores com Alpinestars e contribuíram para fazer dos produtos os melhores do mercado.


Na década de 1980 a empresa instalou escritório na cidade de Los Angeles, de olho no enorme mercado americano. Apesar da marca ser reconhecida no segmento das duas rodas, a empresa também começou a ser importante no automobilismo, tendo iniciado em 1990 um programa de desenvolvimento para calçados técnicos de corridas na Fórmula 1 e na IndyCar. A partir de 1993, o filho do fundador, Gabriele Mazzarolo, assumiu o comando da empresa e iniciou uma fase de expansão internacional. Pouco depois, em 1995, a marca italiana, até então conhecida por seus calçados esportivos, desenvolveu e lançou o primeiro item de vestuário técnico (jaqueta para motociclismo), seguido em 1999 pelo início do desenvolvimento de macacões de couro de alta performance. Carlos Checa foi o primeiro piloto da MotoGP a testar esses macacões da Alpinestars e auxiliar nos testes de desenvolvimento. Depois vieram luvas, calças, joelheiras, cotoveleiras e equipamentos de proteção como bala-clava. Em 2002, ingressou oficialmente no mundo do automobilismo com produtos como luvas, jaquetas, macacões, calças, roupas de baixo e meias. Com isso, a Alpinestars ampliou seu leque de atuação produzindo todos os tipos de equipamentos técnicos de proteção para motociclismo e automobilismo.


Pouco depois, em 2004, a marca lançou uma linha de vestuário casual com moletons, camisetas, regatas, jaquetas, coletes, calças, bermudas, cintos e até bonés. Foi neste mesmo ano que a marca iniciou uma parceria com uma equipe na Downhill Mountain Bike World Cup, ingressando assim no desenvolvimento de vestuário e equipamentos de proteção para ciclistas de competição. Em 2009 inovou mais uma vez ao apresentar as jaquetas de competição com um colete dotado de airbag, que, a partir de 2014, passou a fazer parte de sua linha casual, voltada para motociclistas urbanos. O colete com airbag se baseia no Tech-Air™, desenvolvido desde 2001 e o primeiro sistema urbano de airbags autossuficientes, que funcionam de forma independente, sem a necessidade de que sensores sejam instalados na motocicleta (é alimentado por uma bateria e inflado usando uma mistura de gás à base de nitrogênio). Uma curiosidade: em junho de 2013, o piloto de motociclismo Marc Márquez bateu a uma velocidade de aproximadamente 337 km enquanto usava o colete com airbag e não sofreu ferimentos graves. Nos últimos anos a marca lançou acessórios casuais, como por exemplo, mochilas e até uma linha de relógios esportivos. Uma novidade recente da marca é o Novus, um capacete aberto que apresenta uma série de inovações como visor, visor solar, sistema de ventilação e sistema de ajuste de precisão da cabeça, tornando-o perfeito para a cidade e deslocamentos urbanos.


Telemetria e aquisição de dados das motocicletas e automóveis de corrida tem sido uma prática comum a alguns anos, no entanto, adquirir dados diretamente do corpo do piloto não. E foi justamente o que a Alpinestars desenvolveu, uma tecnologia para permitir aos técnicos a capacidade de analisar as forças gravitacionais e de impacto, assim como as mudanças fisiológicas pelas quais uma pessoa passa quando anda no limite de uma máquina de alta performance. Por isso a marca italiana desenvolveu o macacão “Advanced Safety Technology”, equipado com o novo sistema A.S.T. Os sensores do macacão gravam a força máxima do impacto recebida pelo piloto, fornecendo dados reais da situação, acima e além dos testes normalmente realizados no laboratório da empresa. Além disso, é possível monitorar os dados fisiológicos do piloto. As informações podem então ser estudada para se analisar pontos de pressão, forças G laterais, batimentos cardíacos do piloto e a performance do sistema de resfriamento do macacão.


Durante mais de cinco décadas, a Alpinestars, que equipou inúmeros campeões do passado e do presente, é líder mundial em produtos de corrida profissional, proteção de airbag para motociclismo, vestuário de alto desempenho e calçados técnicos. Com o desenvolvimento de produtos que buscam cada vez mais otimizar a segurança, a Alpinestars se certifica de garantir qualidade e proteção para milhões de pilotos. Por isso durante todo o desenvolvimento e fabricação, os produtos das linhas de proteção, utilizam materiais de ponta como o Kevlar®, que minimiza impactos de forma eficiente. Mas toda a proteção seria de certa forma inválida no caso do desempenho ser comprometido. Por isso, os materiais são desenvolvidos pensando em duas vertentes: proteção e conforto. Até hoje, o legado dentro do motociclismo da Alpinestars e suas raízes na arte italiana estão presentes em cada peça de vestuário.


A Alpinestars entende que o melhor design e pesquisa são alcançados em condições extremas através do seu envolvimento direto com a Fórmula 1, o Campeonato Mundial de Rali, a Nascar (categoria de automobilismo mais popular dos Estados Unidos), AMA (American Motorcyclist Association), World Motocross e MotoGP. Com estas colaborações e experiência, combinadas com departamentos de pesquisa e desenvolvimento altamente especializados, a Alpinestars garante que estejam constantemente alargando os limites da tecnologia com cada novo produto que lançam, para beneficiar os consumidores, tanto sobre duas, como sobre quatro rodas. Grandes pilotos como Michael Schumacher, Sebastian Vettel, Jimmie Johnson e Mark Webber, tiveram um papel importante no desenvolvimento dos produtos de automobilismo da Alpinestars.


A evolução visual 
A identidade visual da marca italiana passou por pequenas remodelações ao longo dos anos.


Dados corporativos 
● Origem: Itália 
● Fundação: 1963 
● Fundador: Sante Mazzarolo 
● Sede mundial: Asolo, Itália 
● Proprietário da marca: Alpinestars S.p.A. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Gabriele Mazzarolo 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 80 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 500 
● Segmento: Esportivo 
● Principais produtos: Calçados e vestuários de proteção esportiva 
● Concorrentes diretos: Puma, Adidas, Simpson, OMP, Sparco, Duhan e Komine 
● Website: www.alpinestars.com 

A marca no mundo 
A Alpinestars está presente em mais de 80 países comercializando produtos de alta qualidade e desempenho para motociclismo, automobilismo e ciclismo, incluindo protetores, jaquetas, macacões, calças, botas, sapatilhas e luvas. A empresa possui escritórios em Los Angeles e Tóquio, enquanto a sede mundial e as principais instalações de pesquisa e desenvolvimento permanecem no norte da Itália. 

Você sabia? 
Seu atual presidente, Gabriele Mazzarolo, já foi piloto e é o principal testador dos produtos Alpinestars. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 21/11/2017

10.11.17

HARVEY NICHOLS


As lojas da tradicional HARVEY NICHOLS são sempre uma boa parada pra quem realmente gosta de moda, de conhecer novos estilistas, ou esta atrás daquela edição especial, tanto em roupas, acessórios e cosméticos. Afinal, desde 1831 a rede inglesa, que pode ser comparada com uma catedral do consumo de luxo, traz para suas prateleiras e araras produtos de grandes e renomadas grifes e as maiores tendências mundiais para uma clientela sofisticada. E sempre oferecendo uma experiência de compra fantástica quando se trata de moda de luxo.

A história
Tudo começou em 1831 quando Benjamin Harvey inaugurou uma loja especializada em tecidos, especialmente o linho, em uma modesta casa geminada na esquina da Knightsbridge com a Sloane Street, em Londres. Em 1835, a loja precisava de mais espaço físico e se expandiu para o número 8 ao lado. A loja continuaria ampliando sua área física incorporando propriedades vizinhas ao longo dos anos seguintes. Em 1841, Benjamin empregou James Nichols que, em 1845, foi promovido à administração e, em 1848, casou-se com a sobrinha de Harvey, Anne Beale. Benjamin Harvey morreu em 1850, deixando o negócio sob os cuidados de sua esposa, Anne Harvey, que firmou uma parceria com James Nichols para formar a Harvey Nichols & Co. Com isso, a loja passou a vender luxuosos tapetes orientais, seda, e outros tecidos de luxo que não o linho. Nos anos seguintes ampliou sua oferta de produtos, passando também a vender roupas e acessórios. Em 1874, a loja ocupava todo o quarteirão entre a Seville Street e a Sloane Street. Em 1889, o espaço existente foi demolido para abrir caminho para uma nova loja de departamento. O edifício como conhecemos hoje foi construído em etapas entre 1889 e 1894.


Em 1975, o restaurante Harvey’s foi inaugurado no quinto andar, que rapidamente atraiu uma clientela assídua e especial, como por exemplo, a Princesa Diana, para quem tinha uma mesa reservada nos fundos. Este acontecimento foi de vital importância para posicionar a HARVEY NICHOLS como uma loja de departamento de luxo e destino dos ricos e famosos. Na década de 1980, a HARVEY NICHOLS foi uma força motriz na introdução de coleções misturadas, incentivando designers como Max Mara e Nicole Farhi a produzir uma variedade de peças. Além disso, quatro dos seis andares da loja foram dedicados à moda, incluindo um espaço especificamente direcionado para os adolescentes. Em 1991, a HARVEY NICHOLS foi adquirida pela empresa Dickson Concepts. Posteriormente, a icônica loja de Londres passou por uma reforma transformadora. Em 1992, um novo restaurante, café, bar e mercado de alimentos (onde é possível encontrar sofisticados alimentos e vinhos) abriram no quinto andar, com um elevador exclusivo que permitiu aos clientes frequentarem após o fechamento da loja principal. Este conceito provou-se imensamente popular, fazendo com que a HARVEY NICHOLS conquistasse uma reputação como destino para uma gastronomia sofisticada.


A expansão nacional da HARVEY NICHOLS, até então com uma única loja em Londres, começou em 1996 com a inauguração de uma unidade na cidade de Leeds. Pouco depois, em uma estratégia ousada de globalização, a rede inaugurou em 2000 sua primeira loja internacional, localizada na cidade de Riad, na Arábia Saudita. Em 2001, a rede inaugurou uma nova loja (adotando o formato pequeno) na cidade de Birmingham. No ano seguinte foi inaugurada uma unidade na Escócia, na cidade de Edimburgo. A expansão da rede continuou em 2005 com a abertura da primeira unidade em Hong Kong e outra na cidade de Dublin. Em 2006 a rede ingressou em novos mercados: primeiro inaugurou em maio uma unidade dentro Mall of the Emirates em Dubai; e depois, no dia 13 de outubro abriu uma moderna loja na cidade turca de Istambul (uma segunda unidade seria inaugurada em 2010 em Ankara). Mas durante sua expansão internacional a rede inglesa também experimentou fracassos, como por exemplo, em outubro de 2008 quando inaugurou uma loja em Jacarta na Indonésia, fechada em 2010 devido a resultados de vendas decepcionantes. Com a inauguração de uma loja na cidade de Bristol em 2008, a empresa já possuía seis unidades no Reino Unido.
 

Em 2011, a HARVEY NICHOLS conseguiu atrair a fúria dos ativistas ao colocar nas prateleiras patê de carne de rena para o natal. Na lata do patê, o fabricante descrevia o produto como uma “iguaria” que vinha de “um primo da rena Rudolph, criado em fazenda”. O tal patê utilizava carne de renas do Ártico e levava conhaque e especiarias. Na época, um porta-voz da loja de departamento disse que o patê de rena era um sucesso com sua clientela chique e chegou a se esgotar na principal loja da rede em Londres. Em 2012 a HARVEY NICHOLS chegou ao Kuwait. Em novembro desse mesmo ano, a rede inaugurou na cidade de Liverpool um novo conceito de loja, batizado de Beauty Bazaar (oferece ampla linha de cosméticos e maquiagens) e cuja proposta é ser um “supermercado de beleza”, pois tem uma curadoria de produtos selecionados a dedo por editoras de beleza de grandes revistas de moda. O principal símbolo da HARVEY NICHOLS é a tradicional loja de Knightsbridge, em uma das áreas mais movimentadas de Londres e a poucos quarteirões do Kensigton Palace. Este verdadeiro templo do consumo de luxo tem sete andares dedicados à moda e um à comida e gastronomia.


As polêmicas campanhas
A HARVEY NICHOLS sempre teve uma comunicação criativa, mas acima de tudo polêmica. Já foram usadas imagens de um casal seminu, de mulheres voltando para casa na manhã seguinte a um encontro casual, retratou os consumidores como abutres (a foto mostrava a disputa dos dois abutres por uma jaqueta de couro vermelha), além de estampar as páginas da revista Vogue com uma campanha que trazia a modelo Bo Gilbert de 100 anos de idade. Em 2012, a rede inglesa lançou uma campanha publicitária com modelos com a calça molhada (como marcas de xixi) ao lado do slogan: “The Harvey Nichols Sale... Try To Contain Your Excitement” (algo como “Liquidação Harvey Nichols... Tente conter a sua excitação”). A campanha gerou enorme polêmica no Reino Unido. Já em 2013, para sua campanha de natal a marca optou por adotar um posicionamento que também gerou polêmica. A campanha “Sorry, I Spent It On Myself” incentivava os consumidores a serem um pouco mais egoístas e, em vez de comprarem presentes caros para os familiares e amigos, gastarem com eles mesmos no natal.


Já em julho de 2015, a rede inglesa criou um programa de fidelidade, o Rewards App, que recompensa os clientes com serviços e vantagens exclusivas para cada ponto gasto, tanto nas lojas como no comércio eletrônico. Para promovê-lo, a campanha publicitária Shoplifters utilizou imagens reais de câmeras de segurança que exibem pessoas furtando objetos em suas lojas. Cabeças animadas escondiam a real identidade dos criminosos, dando um tom divertido e irônico para as cenas. No final, a assinatura diz: “Gosta de coisas grátis? Consiga-as legalmente”. A campanha conquistou inúmeros prêmios internacionais.


A evolução visual
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos, ganhando ares mais sofisticados.


Dados corporativos
● Origem: Inglaterra
● Fundação: 1831
● Fundador: Benjamin Harvey
● Sede mundial: Londres, Inglaterra
● Proprietário da marca: Harvey Nichols Group Limited
● Capital aberto: Não (subsidiária da Broad Gain UK Ltd.)
● CEO: Stacey Cartwright
● Faturamento: £194.5 milhões (2016)
● Lucro: Não divulgado
● Lojas: 15
● Presença global: 8 países
● Presença no Brasil: Não
● Funcionários: 7.500
● Segmento: Varejo (loja de departamento)
● Principais produtos: Roupas, calçados, acessórios, cosméticos e comidas
● Concorrentes diretos: Harrods, Selfridges & Co., Debenhams, House of Fraser, Liberty London e John Lewis
● Ícones: A loja de Knightsbridge
● Website: www.harveynichols.com 

A marca no mundo
Atualmente a HARVEYS NICHOLS, que faturou £194.5 milhões em 2016, possui 8 lojas no Reino Unido em cidades como Londres, Manchester, Bristol, Liverpool, Leeds, Birmingham, Dublin e Edimburgo. Além disso, a tradicional rede possui 7 unidades internacionais na Arábia Saudita, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Hong Kong e Turquia.

Você sabia?
Pesquisas apontaram que os jovens frequentam mais a HARVEY NICHOLS que a Harrods, sua principal concorrente em Londres.
Em 2004, a HARVEY NICHOLS parou de vender produtos com peles de animais após inúmeros protestos. Mas em 2012 as roupas e acessórios com peles de animais voltaram para suas prateleiras. Após fortes protestos de ativistas dos direitos dos animais, no ano seguinte a diretora de moda da empresa pediu demissão.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Elle e Época Negócios), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 10/11/2017

31.10.17

TONY ROMA'S


Com mais de quatro décadas de uma saborosa história, TONY ROMA’S é um dos nomes mais reconhecidos no setor de restaurantes casuais. De Miami a Los Angeles, de Orlando a São Paulo e de Tóquio a Madri, a rede americana faz sucesso com suas suculentas costelas com molhos exclusivos, reconhecível por seu corte específico, textura, maciez e sabor. 

A história
Tony Roma nasceu em 1923. Caçula de seis irmãos foi criado pela mãe italiana e era uma pessoa muito carismática, excêntrica e empolgante. Antes de abrir seu primeiro restaurante, foi Diretor de Comidas e Bebidas no tradicional Playboy Club em Nova York, onde trabalhou junto ao lendário Hugh Heffner. Por atuar em clubes noturnos na década de 1960, Roma teve contato com muitas celebridades e fez amizade com estrelas como Tony Bennett, Ed McMahon e os componentes do infame “Rat Pack”, o que facilitaria na divulgação de seu futuro restaurante. Depois de se aposentar do Playboy Club, Roma viajou para a ensolarada Miami, no estado da Flórida, onde no dia 20 de janeiro de 1972 inaugurou um pequeno restaurante especializado em carnes (steaks) e hambúrgueres. Inicialmente batizado de TONY ROMA’S PLACE, estava localizado em North Miami e apresentava um ambiente informal e aconchegante. Um dia Tony e seu chef de cozinha, David Smith (imagem abaixo), decidiram colocar umas costelas suínas (Baby Back Ribs) na grelha e servi-las com um molho que eles criaram. As costelas deveriam ser um item temporário, mas fizeram tanto sucesso que se tornaram permanente no cardápio do restaurante. Era o surgimento da mundialmente famosa Ribs do Tony Roma’s (conhecida como “The Original Baby Back Ribs”).


O sucesso era tremendo que as pessoas viajavam quilômetros para experimentar a famosa criação no restaurante de Tony. Com isso, rapidamente se tornou um dos restaurantes de maior sucesso e um dos mais populares da cidade de Miami, estabelecendo definitivamente seu nicho no mercado, especializado em costelas. Em janeiro de 1976, Clint Murchison Jr., então proprietário da equipe de futebol americano profissional do Dallas Cowboys, comprou a maioria dos direitos de franquia nos Estados Unidos e fundou a empresa Roma Corporation. Com isso, um segundo restaurante foi inaugurado em Broward County, também na Flórida, ainda em 1976 e, em dezembro, uma nova unidade foi inaugurada na badalada e endinheirada Beverly Hills, na Califórnia, cuja abertura contou com a presença de celebridades de Hollywood e astros do esporte americano. Durante os quatro anos seguintes, novas unidades foram inauguradas nos estados do Havaí, Nevada, Nova York, Tennessee e Texas. Já a primeira unidade internacional (uma franquia) foi inaugurada no Japão no dia 9 de agosto de 1979. A primeira franquia doméstica foi inaugurada em julho de 1982 na cidade de San José, na Califórnia.


Em 1983 a rede inaugurou sua primeira loja no Canadá, em Winnipeg. Nesta época TONY ROMA’S venceu a competição “Best Ribs in America” pela primeira vez (de muitas!). Em 1994, a empresa iniciou uma agressiva expansão no continente asiático, abrindo unidades em diversos países, como por exemplo, a Indonésia. Ainda este ano foi inaugurada a primeira unidade no Peru. Além disso, a rede começou a desenvolver novas opções de molhos para suas carnes e costelas, como por exemplo, Blue Ridge Smokies (com acentuado sabor defumado) e Red Hots (apimentado). No final desta década, TONY ROMA’S abriu seu primeiro restaurante na América Central, em El Salvador. Pouco depois, em 1999, a rede desenvolveu e lançou um dos maiores ícones da marca: o drinque ROMARITA®, reinterpretação da famosa margarita, uma precisa mistura de tequila Sauza Gold e licor Cointreau, com direito a sal na borda da taça. O drinque fez tanto sucesso que nos anos seguintes foram criadas outras variações. No dia 2 de julho de 2001 David Smith, o primeiro chef do TONY ROMA’S se aposentou oficialmente. Ele foi o responsável pela criação de muitos pratos famosos da rede como as deliciosas Baby Back Ribs. Pouco depois, no dia 13 de junho de 2003, Tony Roma faleceu aos 78 anos, mas sua fama continuou crescendo e permanece viva através de seus restaurantes. Em 2004 a rede lançou o Kickin’ Shrimp (tenros camarões dourados com molho condimentado e gergelim, servidos em uma charmosa taça sobre uma saladinha), que se tornou um de seus pratos mais populares. Neste momento o TONY ROMA’S já tinha diversificado seu cardápio para incluir também frutos do mar e saladas frescas.


Em 2005 a rede continuou sua expansão internacional com a abertura de um restaurante em Dubai. Finalmente em janeiro de 2014, após doze anos de uma tentativa fracassada na cidade de Campinas, o TONY ROMA’S inaugurou um novo restaurante, localizado no bairro de Moema, em São Paulo, trazendo como prato principal, a lendária Baby Back Ribs, que ganhou um molho exclusivo para o paladar brasileiro, apenas tempero de ervas, azeite e um pouquinho de limão, realçando o sabor natural da carne e sendo ainda uma opção para quem prefere pratos mais leves. Em 2016, a rede inaugurou na cidade de Orlando, na Flórida, o novo conceito de restaurante global, posicionando a marca para o futuro crescimento doméstico e internacional, transformando o ambiente e introduzindo novas ofertas inovadoras de alimentos e bebidas para atender às demandas do consumidor de hoje. Além disso, lançou a premiada campanha “Show Us Your Rib Face”, que incentiva os fãs a vestirem um babador e a tirarem uma foto de si mesmo deliciando-se com as costelas perfeitas do TONY ROMA’S, para concorrer a um ano de graça das suculentas Baby Back Ribs, entre outros grandes prêmios.


Além do carro chefe, a suculenta costelinha suína grelhada e generosamente banhada com um dos molhos barbecue da marca, a rede tem as opções de steaks, pratos à base de frutos do mar, acompanhamentos, saladas e sobremesas. Fazem sucesso seus premiados molhos batizados de “signature sauces” – mais de 30 tipos – e o tradicional Onion Loaf (anéis de cebola empanados). Destaque também para seus drinques exclusivos, além do Flat Bread, uma massa de pão sueco fina e crocante, com molho Caesar, mussarela gratinada, tiras de frango ou carne, molho pesto de tomate, finalizado com parmesão e manjericão; o Peach & Blackberry Cobbler, uma fusão de sabores de pêssegos e amoras, coberta com uma fina massa e um toque de canela, servida com uma bola de sorvete de creme; e o tradicional bolo americano, Red Velvet, macio e recheado com glacê de baunilha, receita exclusiva da rede. Outro sucesso da marca é a Ribs Mountain, uma montanha de costela, feita com ossinhos da Original Baby Back Ribs, grelhada e banhada com molho barbecue da casa, acompanhada de batatas fritas e de coleslaw, deliciosa salada de repolhos com iogurte e especiarias.


A evolução visual 
A identidade da marca passou por pequenas remodelações ao longo dos anos. As principais mudanças foram em relação à tipografia de letra e a cor principal.


Os slogans 
Legendary for Ribs, Famous for so much more! 
Famous for Ribs. 
A Place for Ribs.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 20 de janeiro de 1972 
● Fundador: Tony Roma 
● Sede mundial: Orlando, Flórida, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Romacorp Inc. 
● Capital aberto: Não 
● Presidente: John Brisco 
● Faturamento: US$ 1.5 bilhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 150 
● Presença global: 30 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 13.000 
● Segmento: Restaurantes casuais 
● Principais produtos: Costelas, carnes, hambúrgueres, frutos do mar e saladas 
● Concorrentes diretos: Outback Steakhouse, Applebee’s, TGI Fridays, Chili’s, Famous Dave’s, Shane’s Rib Shack e Texas Roadhouse 
● Ícones: As costelas e o drinque Romarita® 
● Slogan: Legendary for Ribs, Famous for so much more! 
● Website: www.tonyromas.com.br 

A marca no mundo 
Atualmente, uma das mais tradicionais redes de steak houses americanas, conta com aproximadamente 150 unidades em 30 países como Estados Unidos (20 restaurantes distribuídos por 10 estados) e Canadá (maior números de lojas no mundo), além de sólida presença na América Latina, Europa, Ásia e Caribe. Além dos restaurantes, a empresa licencia a marca TONY ROMA’S para molhos, carnes e comidas prontas, vendidas em grandes varejistas do mercado americano e canadense. 

Você sabia? 
A rede também oferece a costela St. Louis Ribs, marinada, grelhada e caramelizada com um dos molhos exclusivos da rede. 
O TONY ROMA’S é considerado o pioneiro na introdução das famosas Baby Back Ribs no segmento de restaurantes casuais. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), portais (IG), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 31/10/2017

23.10.17

DEEZER


O universo da música na palma da mão. A qualquer hora. Em qualquer lugar. Assim é o DEEZER, um dos mais populares serviços de streaming de músicas do planeta. Combinando recomendação humana dos editores da empresa com tecnologia de ponta, o DEEZER ajuda milhões de pessoas a descobrirem a música perfeita. 

A história 
Tudo começou em 2006 quando o francês Daniel Marhely (foto abaixo), na época com 22 anos, começou a trabalhar em um projeto, cujo objetivo era simplificar o acesso à música para seus amigos. De dentro do seu quarto, em Paris, Daniel rapidamente identificou o potencial de sua ideia e reuniu uma pequena equipe, que incluía Jonathan Benassaya, para tirar o projeto do papel. O projeto ganhou forma sob o nome de Blogmusik. Rapidamente, o site se tornou popular e gerou tanto buzz que Daniel decidiu fechá-lo depois da objeção dos detentores dos direitos autorais das músicas. Para resolver este problema, Daniel foi negociar diretamente com os proprietários dos direitos autorais, o que levou a um acordo histórico assinado em 2007. Finalmente no mês de junho o Blogmusik voltou ao ar com o nome de DEEZER, o primeiro serviço de streaming gratuito e legal, cujos direitos autorais das músicas foram negociados com gravadoras e artistas. Não demorou muito para que investidores e outras gravadoras aderissem ao projeto.


Em 2009, o DEEZER adquiriu os catálogos de todas as grandes gravadoras e de mais de 1.000 selos independentes, ampliando assim sua oferta de músicas. Neste mesmo ano ocorreu o lançamento do Deezer Premium+, um plano de assinatura que dava direito a serviços exclusivos, não somente música on demand, mas também entretenimento e esportes, sem publicidade, e em áudio de alta qualidade, através do computador, dispositivos móveis e tablets. Em 2010, assinou o primeiro acordo com a operadora de telefonia móvel Orange France para integrar o serviço Deezer Premium+ ao plano do celular, ampliando assim sua base de usuários. Atualmente, o DEEZER tem parceria com mais de 40 empresas de telecomunicação, incluindo a TIM no Brasil. No ano seguinte a marca iniciou sua expansão internacional com o lançamento de seus serviços no Reino Unido e pouco depois em outros países da Europa. Além disso, o Facebook integrou DEEZER como um de seus aplicativos de música escolhidos. Isto tornou o serviço ainda mais popular.


Em 2012, a empresa já tinha recebido mais de €100 milhões em investimentos. Com isso, o DEEZER pode acelerar ainda mais sua expansão internacional e investiu em tecnologia de ponta. Em 2013 a marca apresentou mais uma novidade: o App Studio, um espaço dedicado a todos os aplicativos integrados ao DEEZER. Foi também neste ano que o DEEZER foi lançado oficialmente no mercado brasileiro. Para o mercado brasileiro, traçou estratégias dedicadas ao público pensando, principalmente, no perfil de consumo de música no país. O streaming oferece conteúdos diferenciados e exclusivos com foco principal em alguns dos gêneros mais populares no país: sertanejo e gospel, além de um trabalho dedicado em parceria com times de futebol, como o Flamengo. Além de já ter o Barcelona e Manchester que também tem apelo local.


Em 2014, o DEEZER evoluiu com a introdução de uma página inicial personalizada com recomendações musicais baseadas no gosto do usuário. Já com o novo recurso FLOW, oferece a combinação única de todas as músicas favoritas do usuário e novas recomendações em um fluxo constante. Além disso, também era possível baixar músicas e ouvi-las offline. O DEEZER passou também a oferecer o recurso Lyrics, um sistema que permite aos usuários acompanharem as letras das músicas enquanto as faixas são executadas no player. Pela primeira vez na história, os fãs de karaokê tiveram acesso a milhões de letras de músicas ao toque de um simples botão. Em outubro deste ano, a empresa comprou o serviço de podcasting sob demanda Stitcher, ampliando assim sua oferta de produtos. Finalmente, ainda em 2014, o DEEZER foi lançado oficialmente no enorme e voraz mercado americano. O ano de 2015 foi repleto de novidades, como por exemplo, o lançamento do DEEZER ELITE (músicas em alta definição de qualidade) em todo o mundo e a introdução do serviço de comentários ao vivo sobre futebol. Em 2017, para comemorar seu 10º aniversário, o streaming criou a playlist Deezer: 10 years, 10 songs com os maiores sucessos da última década.


Atualmente o DEEZER oferece músicas com alta qualidade sonora e equalizador com sistema surround, concedendo ainda ao usuário a opção de criar playlists, ouvir rádios temáticas (como rock, jazz, blues, bossa nova) e rádios por artista. Também conta com uma comunidade, onde o usuário pode compartilhar músicas e playlists com seus amigos. O Deezer está disponível em todos os dispositivos, como smartphones, tablets, PCs, notebooks, home theaters, automóveis e smart TVs.


Os slogans 
Flow my music. 
Listen, discover, and take your music anywhere. 
Where music comes alive. 
Leve a música para uma nova dimensão.


Dados corporativos 
● Origem: França 
● Fundação: Junho de 2007 
● Fundador: Daniel Marhely e Jonathan Benassaya 
● Sede mundial: Paris, França 
● Proprietário da marca: Deezer S.A. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Hans-Holger Albrecht 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Usuários: 16 milhões 
● Presença global: 185 países
● Presença no Brasil: Sim  
● Maiores mercados: França e Brasil 
● Funcionários: 300 
● Segmento: Entretenimento 
● Principais produtos: Música online (streaming) 
● Concorrentes diretos: Spotify, Apple Music, Google Music, SoundCloud, Napster, Tidal, Qobuz e Pandora 
● Slogan: Listen, discover, and take your music anywhere. 
● Website: www.deezer.com/br/ 

A marca no mundo 
Atualmente o DEEZER está presente em 185 países ao redor do mundo, oferece mais de 43 milhões de músicas em sua biblioteca, resultado de parcerias com milhares de gravadoras e selos independentes, além de 30 mil canais de rádio, para mais de 16 milhões de usuários, dos quais 6.9 milhões são assinantes. O DEEZER é extremamente popular e forte na Europa e no Brasil (seu segundo maior mercado no mundo). 

Você sabia? 
O DEEZER também oferece o Plano Familiar, que pode ser utilizado por até seis pessoas e permite a criação de perfis específicos para cada uma. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), jornais (Valor Econômico e Folha), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 23/10/2017