24.4.17

GALERIES LAFAYETTE


O verdadeiro espírito francês de viver, da elegância e do bom gosto. Assim pode ser definida a centenária rede de lojas de departamento GALERIES LAFAYETTE, uma verdadeira instituição francesa e principalmente da cidade de Paris. Suas lojas oferecem tudo o que o dinheiro pode comprar em termos de moda e novidades. Hoje, é uma marca de notoriedade mundial, sinônimo de estilo parisiense e de elegância à francesa. 

A história 
Tudo começou em 1894 quando dois primos da região da Alsácia, Théophile Bader e Alphonse Kahn, decidiram abrir uma modesta loja em um pequeno armarinho de apenas 70 m², localizado na esquina da rue La Fayette com a rue de la Chaussée d’Antin. Devido à localização e à configuração da loja, que vendia fitas, rendas, chapéus e outros pequenos acessórios de moda, cuja circulação se dava ao longo das seções, surgiu o nome “Aux Galeries Lafayette”. Com isso, um novo conceito de compras encorajava os clientes a caminhar ao longo das suas seções. Se a aposta era audaciosa, a localização era ideal: a loja se beneficiou da proximidade da Ópera Garnier e das grandes avenidas da região. A partir da vizinha estação Saint Lazare chegava todos os dias uma multidão de parisienses e pessoas do interior, atraídas pelo comércio. Pouco depois, em 1896, a empresa adquiriu o imóvel inteiro da rue La Fayette número 1, e, a seguir, em 1903, os imóveis do Boulevard Haussmann nos números 38, 40 e 42, bem como o da rue de la Chaussée d’Antin número 15. Os anos iniciais do negócio foram caracterizados pela “estratégia da pedra”, que acabou criando um importante quadrilátero imobiliário, unificado por uma arquitetura adaptada às necessidades do comércio.


Théophile Bader encomendou as primeiras reformas significativas no Boulevard Haussmann, concluídas em 1907, ao arquiteto Georges Chedanne. Porém, foi de fato em 1912, através dos esforços de seu pupilo Ferdinand Chanut, que a loja adquiriu sua nova dimensão. Inaugurada oficialmente no dia 8 de outubro de 1912, a loja principal da GALERIES LAFAYETTE ganhou naquela época a sua imagem mais espetacular. Théophile sonhava com um “empório de luxo”, em que a abundância e a sofisticação das mercadorias atraíssem a atenção dos clientes. Uma luz dourada, difundida pela cúpula, inundaria a grande galeria e faria brilhar as mercadorias. A aposta deu certo. Ferdinand Chanut convocou os principais artistas da École de Nancy para decorar este monumento que marcou a Paris Art Nouveau. O corrimão da escadaria monumental, inspirada na Ópera de Paris, foi projetado por Louis Majorelle, que também assinou os ornamentos em ferro das sacadas. A cúpula, que se erguia a 43 metros de altura, se tornou o símbolo da GALERIES LAFAYETTE. A área de vendas foi duplicada, mas a inovação não parou por aí. Às 96 seções existentes, acrescentaram-se espaços não comerciais como um salão de chá, uma sala de leitura e uma área para fumantes. Devido ao impulso das lojas de departamento, as compras se tornaram uma atividade de lazer. Na cobertura do edifício, o terraço oferecia uma vista panorâmica de Paris. Eventos extraordinários foram organizados, para divertir uma clientela ávida por espetáculos, dentre eles a célebre aterrissagem de Jules Védrines em 1919. O aviador foi obrigado a pagar uma multa por ter sobrevoado Paris a baixa altitude, mas deixou seu nome gravado para a posteridade como o primeiro infrator da história da aviação. Nesta época as vitrines possuíam um importante papel na teatralização da área de vendas: elas despertavam todas as aspirações e todos os desejos, uma vocação que prossegue desde então.


A loja do Boulevard Haussmann se tornou o segundo monumento mais visitado, depois da Torre Eiffel. Tratava-se de uma parada obrigatória para as celebridades mundiais. Por ali passou a Duquesa de Windsor, a esposa do Aga Khan, a Begum, e, em março de 1960, em plena guerra fria, a senhora Khrushchev. Ao se deparar com as escadas rolantes, ela teria exclamado: “Parece o metrô de Moscou!”. Desde sua origem, a GALERIES LAFAYETTE deixou clara a sua vocação: a moda e as novidades. Com a intenção de se diferenciar de seus concorrentes, Théophile tomou a decisão de colocar as roupas mais desejadas da época ao alcance de todos. Foi assim que ele criou ou adquiriu unidades de produção para fabricar com exclusividade roupas comercializadas por sua marca própria. Ele sabia também que a moda, os gostos e os desejos de seus clientes mudavam rapidamente. Para sempre acompanhar o gosto do público, ele colocou em prática um método engenhoso. Ele ia às compras, às corridas de cavalo e à ópera acompanhado de uma estilista, que copiava discretamente os modelos trajados por elegantes senhoras, assinados pelos maiores costureiros da época. Então, esses modelos eram confeccionados com pequenas adaptações nos prazos mais curtos possíveis.


A democratização da moda ganhava espaço e o sucesso não tardou a aparecer. Em pouco tempo, todos corriam para a GALERIES LAFAYETTE, desde as parisienses mais abastadas até as humildes costureiras. Na fachada da rue La Fayette, foi instalada uma imensa faixa, onde se lia: “Galeries Lafayette, a casa que oferece as melhores ofertas de Paris”. A loja diversificava a sua oferta de produtos com frequência: aos mostruários tradicionais, uniram-se a moda masculina, mobiliários, brinquedos e artigos de casa. Fiel à sua missão de tornar a criatividade acessível, a GALERIES LAFAYETTE estendeu às artes aplicadas e ao design o empenho que já dedicava à moda. Em 1922, a loja de departamento inaugurou sua oficina de artes aplicadas, batizada de “La Maîtrise”, confiada ao decorador Maurice Dufrêne, que se tornou seu diretor artístico. A vocação destas oficinas era a produção de “obras” (móveis, tecidos, tapeçaria, papéis pintados, cerâmicas, etc.) “ao alcance tanto dos pequenos quanto dos grandes orçamentos”. Apesar da crise econômica e financeira de 1929, a empresa fez novas ampliações no Boulevard Haussmann. Em 1932, renovada por Pierre Patout, conhecido como o arquiteto dos transatlânticos, a loja principal adotou o estilo Art Déco, com bow-windows (janela semicircular que se projeta para fora das paredes) de autoria de renomado vidraceiro René Lalique.


De 1941 a 1944, a loja passou por um difícil período: a família fundadora foi afastada durante a ocupação, e a empresa foi posta sob a administração do regime de Vichy. Passados os anos sombrios da Segunda Guerra Mundial, teve início a retomada econômica da empresa. Para enfrentar os desafios do pós-guerra, a GALERIES LAFAYETTE adotou um novo visual. A modernização da loja principal teve início com a inauguração das escadas rolantes mais extensas da Europa, no Natal de 1951. Em seguida, os corredores internos foram suprimidos e, entre 1957 e 1959, o imóvel teve o acréscimo de dois andares. A modernização arquitetônica veio acompanhada da ampliação da oferta de produtos, devida, em especial, à criação, em 1952, de uma área de estilo e do cargo de Fashion Director, assim como de contatos com fornecedores estrangeiros e novas operações promocionais. Esta nova diretriz de desenvolvimento levou à organização de grandes exposições estrangeiras. A primeira delas, em maio de 1953, teve como tema “A flor da produção italiana”. Em 1962, a estilista Sonia Rykiel inaugurou um corner dentro da loja, seguida por Christian Lacroix e Jean Paul Gaultier. Em 1969, do outro lado da rue de Mogador, foi inaugurada uma nova loja, cujo foco era os jovens. Este espaço reunia, pela primeira vez, diversas categorias de produtos (como roupas, farmácia, música) adaptadas a um estilo de vida. Logo depois, o LAFAYETTE 2 (atual LAFAYETTE HOMME), foi tomado pela moda masculina, com o acréscimo do LAFAYETTE LE GOURMET (espaço dedicado a gastronomia, onde é possível encontrar itens para o preparo de uma refeição, como legumes, frutas, verduras, até queijos finos, os melhores cortes de carne, pães e criações delicadas de pâtisserie francesa, além de poder consumir produtos, almoçar ou jantar em diversos locais), em 1990. A loja se tornou, desta forma, o primeiro “centro urbano de serviços”, reunindo butiques, serviços, estacionamento e acesso direto ao metrô. Em 1980, a loja criou o “Festival da Moda”. Até 1999, esse prêmio selecionou os melhores modelos criados para a GALERIES LAFAYETTE, que convidava os mais célebres diretores artísticos para expor suas produções. Nos anos seguintes a rede iniciou a abertura de lojas em diversas cidades francesas. Curiosidade: a primeira loja da rede inaugurada fora de Paris ocorreu em 1916 na cidade de Nice.


Em 2001, a marca ampliou seu alcance com a contratação dos serviços de Jean-Paul Goude para sua estratégia de comunicação. Sua primeira campanha publicitária, “As aventuras de Laetitia Casta no país das Galeries Lafayette”, marcou o início de uma longa e frutífera colaboração. O fotógrafo deu ares a um novo espírito, com campanhas iconoclastas que davam corpo aos valores da marca. Em 2010, aconteceu um fato histórico, quando os brasileiros ultrapassaram os russos como os maiores compradores estrangeiros na GALERIES LAFAYETTE, em Paris. Pouco depois, em 2014, a rede inaugurou a primeira unidade GALERIES LAFAYETTE OUTLET (com produtos que custam de 30% a 60% menos), em Clayes-sous-Bois a 30 minutos do centro de Paris.


A partir da década de 1990 a rede iniciou um processo de internacionalização com a inauguração de unidades em cidades como Berlim (1996), Dubai (2009), Jacarta (2013) e Pequim (2013). Mas nem todos os seus planos de expansão deram certo, por exemplo, em 1920 com a inauguração de uma loja em Londres (fecharia em 1972); ou em 1991 quando inaugurou uma loja em Nova York na Trump Tower, mas teve pouco sucesso e fechou ao fim de três anos; ou a unidade de Casablanca no Marrocos, inaugurada em 2011 e fechada pouco depois. A empresa já anunciou novas unidades internacionais nos próximos anos, localizadas nas cidades de Istambul (Turquia), Doha (Catar) e Milão (Itália). A GALERIES LAFAYETTE é uma empresa familiar há cinco gerações. Elas atravessaram eras, guerras e crises financeiras, o que comprova sua capacidade de inovação.


Curiosidade da loja Galeries Lafayette Haussmann 
Com mais de 120 anos de tradição, a GALERIES LAFAYETTE foi a primeira loja de departamento da Europa e com mais de 65.000 m² em três edifícios, recebe, atualmente, mais de 100.000 visitantes/dia. O complexo é formado por mais duas lojas, além da Lafayette Haussmann (10 andares): Lafayette Homme (4 andares) e Lafayette Maison et Gourmet (5 andares), este último um espaço onde além de produtos para casa e bem-estar, reúne itens ligados à arte da culinária e da degustação. Internamente, são 15.000 m² dedicados à moda, com 3.500 marcas renomadas, como Louis Vuitton, Chanel, Prada, Gucci, Burberry, Lancôme, Dior e Sisley. E, mesmo que venda essas marcas de luxo (dentre tantas outras), a loja ainda faz questão de atender um público diverso com marcas mais acessíveis e menos luxuosas. A todos os clientes oferece serviços sob medida de alta qualidade, que inclui personal shoppers e atendentes que falam português, salões privativos, entrega de compras no hotel e orientação no serviço de reembolso de impostos. A GALERIES LAFAYETTE é o segundo lugar mais visitado de Paris depois do Museu do Louvre. 
Em 1913, a creche para os filhos dos funcionários ficava no último andar da loja, pois se acreditava, na época, que quanto mais alto estivessem, mais o ar era puro. 
Em uma campanha publicitária de 1921 e voltada para o público infantil, cada criança podia escrever seu nome dentro de um balão, que depois foi solto nos céus de Paris. O dono do balão encontrado mais distante da loja ganharia um prêmio. O vencedor foi uma criança cujo balão foi encontrado na cidade espanhola de Barcelona. 
Gabrielle Chanel comprava as formas/moldes de seus chapéus na GALERIES LAFAYETTE. Ainda sobre Chanel, em 1921 o famoso perfume n. 5 era vendido com exclusividade na loja. 
La Suite é o nome de um espaço privativo, com 400 m² e localizado no sexto andar da GALERIES LAFAYETTE. Este local oferece serviços sob medida, onde os clientes são recebidos em total privacidade e contam, entre uma prova e outra, com cabines individuais, mimos diversos e permanente acompanhamento e orientação de estilistas e personal shoppers. Do lado de fora da La Suite, um brinde extra: uma estupenda vista dos telhados parisienses e da Basílica de Sacré-Coeur.


A ligação com as artes 
Ao longo de toda a sua história a Galeries Lafayette Haussmann teve uma forte ligação com as artes. Você sabia que há uma ótima galeria de arte dentro da sua icônica loja? Durante toda a sua história a loja, ainda que de forma esporádica, promovia salões de arte e exposições apresentando os artistas da época aos seus clientes e à população parisiense em geral. A loja acolheu eventos de prestígio, apresentando os principais criadores de sua época e revelando ao público os artistas que logo se tornariam referências de seu tempo. Mas foi somente em 2001, com a abertura da Galerie des Galeries, que a loja formalizou o seu papel como influência cultural na cidade de Paris. O espaço permanente, localizado no 1° andar do prédio principal da loja, tem como objetivo a divulgação de artistas contemporâneos já conhecidos e aqueles com futuro promissor. Essa galeria apresenta 4 exposições por ano com temáticas que tentam, na medida do possível mas não imperativamente, ligar os universos da arte, do design e da moda. As obras apresentadas vêm emprestadas de galerias comerciais, de acervos particulares ou dos próprios artistas. Algumas são feitas especialmente para a mostra em questão. Além disso, a empresa dá suporte a instituições que apoiam os artistas da atualidade, como o Centre Pompidou, o Musée d’Art Moderne e a Villa Noailles em Hyères.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos. Em 1900, a marca Aux Galeries Lafayette foi arquivada e a loja adotou um novo logotipo apenas com o nome GALERIES LAFAYETTE. Esse logotipo seria remodelado nas décadas seguintes. Depois de adotar uma nova identidade visual no início dos anos de 1990, com o objetivo de ser tradicional e contemporânea ao mesmo tempo, a marca apresentou em 2015 seu novo logotipo, que ganhou visual mais moderno e ousado para conquistar um público mais jovem.


Os slogans 
Le Nouveau Chic. (2015) 
La mode vit plus fort aux Galeries Lafayette. (2009) 
Ici, la mode vit plus fort. (Aqui, a moda vive mais forte) 
Il se passe toujours quelque chose aux Galeries Lafayette.


Dados corporativos 
● Origem: França 
● Fundação: 1894 
● Fundador: Théophile Bader e Alphonse Kahn 
● Sede mundial: Paris, França 
● Proprietário da marca: Groupe Galeries Lafayette 
● Capital aberto: Não 
● Chairman: Philippe Houzé 
● CEO: Nicolas Houzé 
● Faturamento: €3 bilhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 61 
● Presença global: 5 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 10.000 
● Segmento: Lojas de departamento 
● Principais produtos: Roupas, acessórios, perfumes, móveis e comidas 
● Concorrentes diretos: Le Printemps, Le Bon Marché, El Corte Inglés e Harrods 
● Ícones: A loja Galeries Lafayette Haussmann 
● Slogan: The New Chic. (Le Nouveau Chic) 

A marca no mundo 
A rede de lojas de departamento GALERIES LAFAYETTE possui 57 unidades espalhadas pelas principais cidades francesas, além de quatro unidades internacionais, localizadas em Berlim (Alemanha), Dubai (Emirados Árabes Unidos), Jacarta (Indonésia) e Pequim (China). Aproximadamente 700.000 pessoas passam diariamente pelas lojas da GALERIES LAFAYETTE, sendo que 100.000 delas são acolhidas pela emblemática loja da Boulevard Haussmann. Além disso, mensalmente mais de 4.6 milhões de visitantes acessam o site da rede. A rede de lojas de departamento pertence ao grupo Galeries Lafayette, também proprietário da BHV Marais (lojas de departamento), Guérin (rede de joalherias) e Louis Pion (marca de relógios). 

Você sabia? 
Em 1951, a cantora Edith Piaf se apresentou na frente da loja, quando foi inaugurada, à época, a maior escada rolante da Europa. 
O estilista Christian Lacroix assinou o cartão de Natal da GALERIES LAFAYETTE em 1998. 
Em 2008, a empresa criou um departamento de patrimônio, cuja missão principal é preservar, conservar e valorizar o patrimônio arquitetônico da marca e seus arquivos históricos, disponíveis para consulta mediante agendamento. Com isso, a empresa revive a história da GALERIES LAFAYETTE, em sua complexidade e singularidade. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 24/4/2017

13.4.17

RIDER


Um verdadeiro clássico nos anos de 1990, RIDER marcou uma geração inteira com seus confortáveis chinelos de tira única e propagandas históricas. A marca se reinventou para sobreviver e voltou com produtos mais modernos e descolados, mas sem deixar a originalidade de lado. 

A história 
A história começou em 1986 quando a Grendene, uma das maiores empresas de calçados do Brasil fundada em 1971 inicialmente para produzir embalagens de plástico para a indústria de vinhos, resolveu ingressar em uma nova categoria de mercado e criou RIDER, o famoso chinelo de tira única e larga com solado fofinho, direcionado para o público masculino. Rapidamente o chinelo, com design diferenciado e priorizando o conforto, se tornou um sucesso e podia ser visto nas praias, piscinas e ruas. Mas esse sucesso não aconteceu por acaso. A Grendene investiu pesado em sua nova marca e produto com campanhas publicitárias que se tornaram clássicas. Campanhas estas estreladas por atletas como Careca, Roberto Carlos, Falcão, Rivelino, Nelson Piquet, Romário e Emerson Fittipaldi, aliadas ao conceito “sombra e água fresca” e o slogan “Dê férias para seus pés” contribuíram para tornar o chinelo cada vez mais popular e um verdadeiro clássico dos anos de 1990. Além disso, RIDER também fez sucesso por uma característica única, especialmente para os consumidores que moravam em cidades de clima frio: o chinelo podia ser usado com meia e ainda assim ser confortável.


O famoso chinelo chegou a vender 40 milhões de pares no início dos anos de 1990, correspondendo a 20% de participação, em valor, no mercado brasileiro de chinelos. Em seguida, RIDER lançou as linhas feminina e infantil, aumentando assim seu alcance e público. O chinelo estava no auge, quando as Havaianas se reinventaram e, a partir de 1994, entraram com tudo no segmento da moda. As vendas dos modelos femininos foram os primeiros a cair. E depois os masculinos. Mesmo assim, RIDER foi lançado no mercado americano em 1997, onde o chinelo ficou conhecido como sleeper, por causa da facilidade de enfiar o pé. Depois de perder a liderança para as Havaianas também no mercado de chinelos masculinos em 2004, nos anos seguintes RIDER era apenas uma marca “perdida” dentro do portfólio da Grendene. Mas mesmo assim, uma pesquisa apontou que o nome RIDER era conhecido por 93% dos brasileiros, um ativo que a Grendene não iria desperdiçar.


Foi então que no mês de outubro de 2009, para acabar com o estigma de “chinelo de velho”, e reverter a baixa aceitação do produto, especialmente por parte do público jovem, a marca foi completamente rejuvenescida ganhando um apelo fashion, um novo conceito e um público-alvo diferente. Com isso, foi tomada uma decisão radical: o modelo tradicional, aquele de tira única, foi substituído por chinelos com divisória entre os dedos, para concorrer diretamente com as descoladas Havaianas. A partir deste momento RIDER foi promovido ao posto de sandália. Porém, fora do Brasil, o modelo de tira única nunca deixou de ser vendido e sempre fez enorme sucesso.


Com o novo posicionamento, RIDER também lançou papetes e tênis, alinhados com a temática da aventura e da caminhada explorada neste novo momento, que incentivava o consumidor a curtir todos os momentos do dia a dia. Nos anos seguintes, após um hiato, a marca RIDER voltou a investir na publicidade de seus produtos, agora com ar moderno e visual fashion, utilizando slogans como “Enjoy the Ride” (em português, aproveite o movimento) e “Lifeaholic”, além de campanhas como “Fuja da Mesmice’’, lançada de 2015.


Em 2016 a marca completou 30 anos e, para comemorar, relançou sua icônica linha de chinelos shape slide, aqueles com uma única tira e dedos de fora. Entre modelos do relançamento estava uma releitura do R86, primeiro chinelo da marca nos clássicos tons de azul marinho, branco e vermelho. Era uma réplica do original, só que reconstruída com uma sola mais leve e com um material de cima mais macio e flexível do que o original. Os modelos foram repaginados e vendidos inicialmente apenas em algumas lojas selecionadas em tiragens limitadas. E não é que os tradicionais chinelos RIDER voltaram a fazer sucesso. Tanto que a marca fechou parceria com a Marvel e a NBA (liga americana profissional de basquete) e lançou modelos com as cores e símbolos da equipes e personagens de quadrinhos.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por uma única grande e radical remodelação ao longo da história. Essa mudança aconteceu em 2009 quando a marca foi totalmente reformulada e adotou um novo posicionamento.


Os slogans 
Lifeaholic. (2014) 
Enjoy the Ride. (2010) 
Para tudo que é novo, novo Rider. (2009) 
Dê férias para seus pés.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Lançamento: 1986 
● Criador: Grendene 
● Sede mundial: Sobral, Ceará, Brasil 
● Proprietário da marca: Grendene S.A. 
● Capital aberto: Não 
● CEO & Presidente: Rudimar Dall’Onder 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 90 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Calçados 
● Principais produtos: Chinelos e sandálias 
● Concorrentes diretos: Havaianas, Dupé, Nike, Puma e Adidas 
● Ícones: O chinelo de tira única 
● Slogan: Lifeaholic. 
● Website: www.rider.com.br 

A marca no mundo 
A marca RIDER comercializa sua vasta linha de produtos, composta por mais de 60 modelos de chinelos e sandálias para o público masculino, feminino e infantil, em mais de 90 países ao redor do mundo. 

Você sabia? 
A marca se tornou popular muito em virtude das campanhas publicitárias assinadas pela W/Brasil do publicitária Washington Olivetto, que, na década de 1990, acrescentaram pérolas à cultura brasileira como a interpretação dos Paralamas do Sucesso para País tropical, de Jorge Ben Jor. Sem falar na troca de gentilezas entre Tim Maia, que cantou Como uma Onda, e Lulu Santos, que emprestou sua voz a Descobridor dos Sete Mares. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Exame, Isto é Dinheiro e Época Negócios), jornais (Estadão, Folha, Valor Econômico e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 13/4/2017

5.4.17

FENDER


Com uma brilhante história por mais de 70 anos, a FENDER tem tocado e transformado a música pelo mundo e em quase todos os gêneros, desde o bom e velho rock and roll até o country, jazz e blues. Todos, de iniciantes e amadores aos mais aclamados artistas, têm usado instrumentos da tradicional marca americana. Guitarras Stratocaster® e Telecaster® e os baixos Precision® e Jazz Bass® já viraram uma lenda entre o mundo da música. 

A história 
Antes de trabalhar com guitarras elétricas, Clarence Leonidas Fender trabalhou com rádios e fonógrafos. Em 1944, ele e o músico Doc Kaufmann patentearam o captador montado em um corpo sólido único. Esta coisa crua, impossível de se tocar, parecia no máximo um projeto de feira escolar de ciências, mas resultou na empresa K&F (Kaufmann & Fender) Manufacturing. A K&F fabricou as primeiras guitarras lapsteel elétricas (que se toca no colo) e amplificadores (para os músicos de country) em um barracão nos fundos da loja de rádios de Fender na região central de Fullerton, estado da Califórnia. Amparado pelo sucesso da K&F, Leo vislumbrou que poderia aprimorar os instrumentos musicais da época - ainda rústicos e acústicos - usando um inovador, e relativamente simples, design de corpo sólido de guitarra elétrica. Posteriormente, percebeu que esta inovação poderia se tornar rentável, caso entrasse em linha de produção. Com isso, fundou em 1946 na cidade de Fullerton a Fender Electric Instruments Company. No ano seguinte, a linha de produtos da nova empresa incluía os lendários amplificadores com gabinete de madeira e guitarras de madeira dura. No final desta década muitos músicos consideravam Leo Fender um grande inovador em projetos de instrumentos e a empresa obteve endosso das maiores bandas de swing do oeste e dos melhores guitarristas da época.


Em 1949, apresentou o protótipo de um instrumento de corpo sólido, inicialmente batizado de Esquire, depois de Broadcaster e posteriormente chamada de guitarra Telecaster®, em 1951. A Tele, como era e continua sendo conhecida, foi a primeira guitarra estilo espanhol de corpo sólido a ser produzida em massa para comercialização. Naquele mesmo ano, ele apresentou sua revolucionária invenção: o baixo totalmente elétrico Precision Bass®. Ele era tocado como uma guitarra e tinha trastes, por isso podia ser tocado “com precisão” (daí o nome Precision) e ser amplificado, libertando os baixistas dos desconfortáveis baixos acústicos, que eram difíceis de ouvir em orquestras e shows. Esses dois instrumentos históricos sacramentaram a criação de um novo tipo de grupo e uma revolução na música popular - o que nós conhecemos hoje como “rock combo”. Ao oposto das big bands da época, os instrumentos elétricos da FENDER tornaram possível aos pequenos grupos se conhecerem e serem ouvidos.


A primeira aparição da Stratocaster® foi em 1954, incorporando muitas inovações no design baseadas nas opiniões de músicos profissionais, da equipe da empresa, como George Fullerton e Freddie Tavares, e do próprio Leo Fender. O uso de um terceiro captador single ofereceu mais possibilidades de tom, o corpo melhor desenhado deixou a guitarra mais confortável e o design com corte duplo no corpo (acima e abaixo do braço) deixou o acesso a notas mais agudas muito mais fácil. O mais importante, porém, foi a inclusão da nova ponte com vibrato (ou tremolo), uma inovação originalmente criada para permitir que os guitarristas pudessem dar um bend nas cordas, simulando o efeito do pedal das guitarras steel muito populares entre os artistas de country music da época. Originalmente, a Stratocaster® era feita na cor Sunburst de 2 cores, num corpo de Ash, braço em Maple (carvalho americano) de peça única contendo 21 trastes, marcações estilo “bolinha” na escala e tarraxas Kluson. Ninguém podia prever como a Stratocaster® iria revolucionar a música. A Stratocaster® foi imortalizada por Buddy Holly na cor vermelha, posteriormente pelos Beatles com George Harrison e John Lennon ambos usando o modelo na cor azul claro no álbum Rubber Soul e, em seguida, por Jimi Hendrix quando em 1966 ele estraçalhou sua Strat (como ficou apelidada) durante o concerto de sua despedia da Inglaterra. Essencialmente igual desde o primeiro modelo de 1954, essa é a guitarra elétrica mais popular e influente de todos os tempos e guitarristas de todos os níveis e gêneros musicais continuam confiando em seu timbre, versatilidade e ergonomia até hoje.


A guitarra Jazzmaster®, introduzida em 1958, foi originalmente desenvolvida para guitarristas de jazz, mas caiu rapidamente nas graças dos guitarristas de surf music, fato que podemos constatar em fotos de shows de bandas como The Surfaris, The Ventures e The Fireballs. O próprio Leo Fender expressou toda sua criatividade na década seguinte, apresentando muitos modelos de instrumentos, incluindo o baixo Jazz Bass® (introduzido em 1960 com corpo sólido, braço mais fino e curvado, dois captadores e 4 cordas, que rapidamente foi adotado pelos músicos de jazz), as guitarras Jaguar® (que ficou famosa através das mãos de Kurt Cobain) e Electric-XII® (de 12 cordas), além do amplificador Twin Reverb® (com dois falantes). Devido a problemas de saúde, Leo Fender vendeu a empresa por US$ 13 milhões para a CBS no dia 5 de janeiro de 1965. Nesta época, artistas e bandas consagradas como Jimi Hendrix e The Who tocavam com guitarras da marca americana. A Fender Musical Instruments passou por um crescimento tremendo nos 20 anos seguintes, porém a falta de comprometimento e de entendimento em torno dos desejos de músicos da CBS aos poucos foi se tornando aparente. Além disso, as cópias e principalmente as crescentes importações do Japão, minaram os lucros da empresa. E sem contar, que os Estados Unidos entraram em uma recessão e o interesse por guitarras diminuiu; os adolescentes preferiam comprar vídeo games. Era preciso fazer alguma coisa. E para reinventar a FENDER, a CBS recrutou um novo executivo em 1981. William Shultz se tornou o presidente da empresa, apoiado pelo associado William Mendello. Seu plano de negócios de 5 anos era baseado em aumentar a presença da FENDER no mercado com grande aumento de qualidade e um imenso compromisso com pesquisa e desenvolvimento. Com isso, em 1982, a empresa retornou aos modelos originais torneados por Leo Fender e começou a fazer reedições vintages baseadas nas especificações originais.


Quando a CBS encerrou seus negócios que não tinham haver com rádio e televisão, um grupo de funcionários e investidores liderados por Schultz comprou a FENDER em março de 1985. A venda colocou novamente o nome FENDER nas mãos de um pequeno grupo de pessoas dedicadas e compromissadas em criar as melhores guitarras e os melhores amplificadores do mundo. A nova empresa, batizada de Fender Musical Instruments Corporation (FMIC), teve que começar do zero - as instalações e os maquinários não estavam incluídos na venda. A FMIC possuía apenas o nome, as patentes e algumas partes não usadas deixadas para trás. Apoiado por um grupo de leais funcionários, revendedores e fornecedores (alguns que eram parceiros desde a criação), Schultz e sua equipe começaram a reconstruir um ícone americano.


A nova FENDER inicialmente importou suas guitarras de fabricantes estrangeiros com experiência comprovada na produção de instrumentos viáveis e com bom custo benefício, porém o aumento do controle de qualidade levou, em 1985, a inauguração de uma nova fábrica em Corona, estado da Califórnia. Uma segunda fábrica foi inaugurada em 1987, em Ensenada, no México. E o ano de 1987 foi mesmo mágico para a FENDER. Dentre os acontecimentos marcantes desse ano estava o lançamento de uma das mais icônicas, lendárias e tradicionais linhas de guitarras e contrabaixos da marca (American Standard®), que retomou sua tradição e características que definiriam o padrão americano: instrumentos feitos com madeiras selecionadas, acabamentos especiais e detalhes que fazem da linha uma das mais cobiçadas até hoje. A primeira metade da década seguinte trouxe novos modelos de guitarras que venderam muito bem. Em 1998 foi lançada a linha Fender American Deluxe® (substituída em 2016 pela Fender American Elite®), que unia o que havia de mais moderno e atual em um instrumento.


Visual tradicional, timbre mundialmente adorado, minuciosa construção nos padrões americanos e toda a tradição FENDER. Assim é a linha American Special®, lançada em 2010 e cujas guitarras possuem captadores, circuitos, pontes e acabamentos exclusivos. Mais recentemente, em 2016, FENDER lançou sua primeira linha de fones de ouvido para músicos profissionais, seja para usar em estúdios ou nos palcos. Desde o início, a FENDER sempre trabalhou lado a lado com os artistas que empunharam seus instrumentos em nome de sua arte. É uma antiga tradição e que continua até hoje. Os modelos da linha Fender Artist & Signature® são construídos de acordo com as especificações exclusivas de cada músico contando com a participação dos mesmos na elaboração dos projetos para que a sonoridade deles possa vir a ser parte do seu som. A mais famosa de todas as guitarras de Eric Clapton foi a “Blackie”, montada com pedaços de várias Stratocaster®, que ele usou até os anos de 1990. Depois, por medo de danificá-la, Eric a guardou em casa e não a levou mais aos palcos. Em 1988, Eric foi homenageado pela FENDER com o lançamento de uma Stratocaster® feita sob medida para ele e que se tornou o marco inaugural do primeiro modelo para artistas da famosa série “Signature” da Stratocaster®.


A FENDER se tornou líder mundial por definir o som de guitarra que conhecemos, por atender às necessidades dos músicos, por criar produtos de alta qualidade e por assegurar manutenção e estabilidade a todos os seus instrumentos. Afinal, durante sua rica história vários músicos de renome, alguns se tornaram lendas, utilizaram guitarras da marca americana, como por exemplo, David Gilmour (Pink Floyd), Eric Clapton (considerado um dos melhores guitarristas da história do rock), Keith Richards (Rolling Stones), Jeff Beck (um dos maiores guitarristas de todos os tempos), Jim Root (Slipknot), Mark Knopfler (Dire Straits), Ritchie Blackmore (um dos fundadores do Deep Purple), Richie Sambora (por anos o principal guitarrista da banda Bon Jovi), Dave Murray (Iron Maiden), Jimi Hendrix (a lenda), Muddy Waters (considerado o pai do Chicago Blues), Buddy Guy (considerado o 23º melhor guitarrista de todos os tempos pela revista americana Rolling Stone), Janick Gers (Iron Maiden), John Frusciante (ex-membro da banda Red Hot Chili Peppers) e Eric Johnson (um dos guitarristas mais respeitados do mundo).


O máximo em customização 
A Fender Custom Shop foi inaugurada em 1987 nas instalações da fábrica de Corona, na Califórnia, para criar instrumentos de sonho para guitarristas profissionais e entusiastas. Inicialmente era uma operação composta por somente dois funcionários: Michael Stevens e John Page, que eram responsáveis por encomendas pontuais e reproduções especiais de modelos vintage da marca. O sucesso da Custom Shop foi tanto que depois de três meses de inauguração, a divisão já tinha aproximadamente 300 encomendas. A marca americana sempre reconheceu a importância de uma política de portas abertas para músicos profissionais, acomodando os seus pedidos de características específicas de forma individual. Unir a tradição da FENDER com as inúmeras possibilidades artísticas de um departamento com os melhores luthiers do mercado americano não poderia resultar em nada a não ser sucesso absoluto. A Custom Shop foi capa de revistas e jornais da época. O êxito era tanto que ninguém menos que Eric Clapton resolveu encomendar sua própria guitarra (e, curiosidade: o modelo Eric Clapton é uma opção contínua de linha da divisão até hoje). Estava iniciada aí uma tradição que persiste até os dias atuais: guitarras customizadas produzidas sob medida para músicos como Sting, Johnny Cash, Ritchie Sambora, Bob Dylan, Keith Richards, Dick Dale, Jeff Beck e David Gilmour, para citar alguns exemplos de artistas que já tiveram suas guitarras fabricadas pela divisão Custom Shop da FENDER.


Essa divisão nasceu da paixão pela fabricação artesanal e, principalmente, pelas inúmeras possibilidades que podem ser exploradas a partir de um único instrumento: um corpo de Stratocaster® com o headstock de uma Telecaster® e captação de uma Jazzmaster®. Na Custom Shop isso é possível. E é por esse motivo que ela foi carinhosamente apelidada de The Dream Factory (“A Fábrica dos Sonhos”, em tradução livre). Já as guitarras da linha Custom Shop Heavy Relic apresentam corpo com marcas de uso, riscos, ferragens oxidadas, as partes plásticas cosmeticamente envelhecidas e riscadas, como se tivessem 50 ou 60 anos de uso intenso. Os instrumentos da linha Custom Shop são produzidos pelos melhores Master Builders e materializam o sonho dos músicos mais exigentes. Utilizando as melhores madeiras - escolhidas criteriosamente pelos próprios Master Builders - os melhores hardwares e componentes eletrônicos, além de feitos de uma forma quase artesanal, o que faz com que cada instrumento seja único. A Fender Custom Shop, uma divisão premium de fabricação de instrumentos, tornou-se conhecida em todo o mundo como uma indústria de artesanato e arte instrumental pura.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou, basicamente, por quatro remodelações ao longo da história. O logotipo original da marca pode ter sido baseado na assinatura de Leo Fender, mas com o F invertido. Na década de 1960 ocorreu a primeira modificação: as letras se tornaram mais encorpadas e o tradicional F invertido ganhou um novo design. Em 1968 o logotipo se tornou preto e ganhou uma leve inclinação. O atual logotipo da marca é uma releitura muito próxima do original, mas com a cor vermelha.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1946 
● Fundador: Clarence Leonidas Fender 
● Sede mundial: Scottsdale, Arizona, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Fender Musical Instruments Corporation 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Andy Mooney 
● Faturamento: US$ 800 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 80 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 2.000 
● Segmento: Instrumentos musicais 
● Principais produtos: Guitarras, baixos, violões, amplificadores e equipamentos de áudio 
● Concorrentes diretos: Gibson, Martin, Ibanez, Music Man, PRS, Jackson e Schecter 
● Ícones: A guitarra Stratocaster® 
● Slogan: Make History. 
● Website: www.fender.com.br 

A marca no mundo 
Atualmente a FENDER, maior fabricante de guitarras, baixos e equipamentos relacionados do mundo, vende seus produtos, que também incluem violões, amplificadores, cordas e acessórios de produtos de áudio profissional, como mesas de mixagem, em mais de 80 países, com faturamento estimado de US$ 800 milhões anuais. As guitarras da marca dominam aproximadamente 50% do mercado americano. Estima-se que a FENDER produza mil guitarras por dia em mais de 100 diferentes cores e acabamentos. A sede mundial da FENDER está localizada em Scottsdale, estado do Arizona, e a gerencia de fabricação em Corona, na Califórnia. 

Você sabia? 
A empresa ainda é proprietária de marcas como Charvel, Gretsch, Guild, Jackson, Squier e SWR. 
O fundador de uma das maiores empresas de guitarras e baixos do mundo não sabia sequer afinar uma guitarra. E mesmo assim, ele foi indicado ao Rock and Roll Hall of Fame em 1992, sem nunca ter tocado um instrumento. Nascido em 10 de agosto de 1909, Leo Fender trabalhou até o ultimo dia antes de sua morte, em 21 de março de 1991. 
O solo de Stairway to Heaven foi gravado com uma Telecaster® 1958. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). Agradecimento especial ao músico Marco Maia (www.marcomaia.mus.br). 

Última atualização em 5/4/2017

27.3.17

CAMISARIA COLOMBO


Foco em atender as necessidades do homem moderno de forma conveniente, prática e com qualidade. Foi assim que a CAMISARIA COLOMBO se tornou uma das mais tradicionais marcas de moda masculina do país, com 100 anos de atuação no mercado. Em qualquer uma de suas lojas é possível encontrar tudo em moda masculina para quem deseja se vestir bem pagando pouco por isso. 

A história 
Tudo começou com um libanês de origem humilde que chegou ao Brasil com sua família. Seu sonho era construir uma vida nova e digna, no país desconhecido. Foi assim que, no mês de outubro de 1917, Aziz Jabur Maluf abriu as portas de um pequeno comércio de moda masculina. Na modesta loja localizada na esquina das ruas Direita e Líbero Badaró, no centro de São Paulo, o comerciante vendia gravatas italianas, camisas finas e ternos confeccionados com tecidos importados da Inglaterra. A clientela era composta principalmente pela elite paulista, que podia pagar os altos preços dos produtos importados.


Por mais de sete décadas a CAMISARIA COLOMBO teve somente um ponto de venda, mas com seus produtos de alto padrão e qualidade conquistou um enorme público fiel, com clientes como o ex-presidente Jânio Quadros. Tudo começou a mudar quando Álvaro Jabur Maluf Júnior, neto do fundador, assumiu o comando da empresa. Juntamente com seu irmão, Paulo, elaborou todo projeto de expansão, que começou com a inauguração de uma loja no Shopping Ibirapuera, no bairro de Moema, em 1990. Com a abertura de mais dois pontos de venda na capital, os dois resolveram estender as atividades da rede para o interior paulista e, posteriormente, outros estados. Mas para transformar uma grife tradicional em uma das maiores redes de vestuário masculino do mercado brasileiro, os irmãos desenvolveram o conceito de “moda inteligente”, que consiste em oferecer produtos com a qualidade responsável pelo tradicionalismo da marca, a preços justos. Ou seja, até então sinônimo de moda masculina elegante, a COLOMBO fez uma opção preferencial pelos consumidores das classes emergentes. Essa foi a fórmula que popularizou a marca junto às classes B e C, garantindo sucesso ao plano de expansão da empresa. A política do “preço justo” acabou se transformando na plataforma de crescimento da empresa.


Sempre atenta às tendências do mercado, a COLOMBO também foi a primeira rede de vestuário masculino a oferecer kit com preços promocionais – camisa, calça e sapato, por exemplo. Iniciativa que, além de ser copiada pela concorrência, se tornou uma exigência dos consumidores. Também inovou ao, em 2005, se tornar a primeira empresa do Brasil a implantar um sistema de cotas para negros e afros descendentes em seu quadro de funcionários. A partir desse momento, a empresa implantou um agressivo plano de expansão. Até o final de 2007, mais 15 lojas foram inauguradas. A marca também passou a investir em marketing, como por exemplo, ao completar 90 anos, em 2007, com uma campanha publicitária estrelada pelo ator Marcos Pasquim. No final de 2009 a rede já contava com 198 lojas em 23 estados brasileiros.


A partir de 2010, a marca ingressou em outros segmentos da moda, como calçados masculinos, relógios, moda infantil e feminina (COLOMBO WOMAN). E para continuar crescendo, a empresa vendeu 49% de suas ações para a Gávea Investimentos. Com novo aporte financeiro, a COLOMBO continuou seu acelerado processo de expansão, com média de 50 lojas inauguradas por ano. Em 2015 já eram 428 unidades. Além disso, contratou garotos-propaganda de peso como o ator Caio Castro e o apresentador Rodrigo Faro. Mas toda essa expansão e investimento tiveram um alto custo. Após a recompra de 49.9% das ações pelos irmãos Álvaro Jabur Maluf Júnior e Paulo Jabur Maluf, e depois de uma fracassada e conturbada negociação com o empresário paulista Mario Garnero, a COLOMBO se viu em apuros, com dívidas gigantescas. Com isso, a empresa passou por uma enorme reestruturação, pediu recuperação extrajudicial e, somente em 2016, fechou 90 lojas. Tudo para voltar a ser lucrativa.


Sempre preocupada com o bem-estar e em proporcionar melhorias aos seus clientes, a marca inova também com tecnologia têxtil, tecidos novos, cortes mais finos e estruturados, para facilitar o caimento e movimento. Peças básicas, que não saem de moda e que o consumidor vai utilizar no dia-a-dia do trabalho ou do lazer, são encontradas o ano todo nas lojas da rede. Além do básico, a marca também conta com uma linha Premium que traz novidades a cada estação. Um dos pontos fortes da COLOMBO é sua identidade. Ao longo dos anos, tornou-se conhecida como a marca ideal para o homem inteligente.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos. A principal foi a modernização da tipografia de letra, mas sempre mantendo a coroa como símbolo visual.


Os slogans 
O Brasil veste esta marca. 
O estilo que conquista. 
A moda inteligente. 
O espaço da moda.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: Outubro de 1917 
● Fundador: Aziz Jabur Maluf 
● Sede mundial: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Q1 Comercial de Roupas S.A. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Warley Pimentel 
● Faturamento: R$ 370 milhões (2016) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 320 
● Presença global: Não (presente somente no Brasil) 
● Funcionários: 2.000 (incluindo franqueados) 
● Segmento: Moda (varejo) 
● Principais produtos: Ternos, camisas, calças, gravatas, calçados e acessórios 
● Concorrentes diretos: Aramis, Dudalina, Brooksfield, Vila Romana, Harry’s, Luigi Bertolli e Cia. do Terno 
● Ícones: A coroa 
● Slogan: O Brasil veste esta marca. 

A marca no Brasil 
Atualmente a COLOMBO, uma das maiores redes de moda masculina do país, conta com 320 lojas espalhadas por 26 estados brasileiros, que oferecem roupas e acessórios para homens, mulheres e crianças. A COLOMBO vende mais de 300.000 ternos por ano. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Exame e Época Negócios), jornais (Valor Econômico, Estadão e Folha), portais de notícias (Portal Fator), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 27/3/2017

14.3.17

PAULANER


Feita em Munique, apreciada em todo o mundo. A popularidade da cerveja PAULANER se estendeu além dos limites da cidade de Munique. O prazer especial de uma boa cerveja, o mestre cervejeiro altamente qualificado e o famoso estilo de vida bávaro, são apenas alguns fatores que contribuem para o sucesso da marca PAULANER, local e internacionalmente. Por isso, a marca tem representado a melhor arte de Munique na fabricação de cerveja desde 1634. 

A história 
Forçados a jejuar e se alimentar apenas de pão e água no período da Quaresma, os monges do mosteiro de Kloster Neudeck, no distrito de Au, decidiram que a cerveja poderia ser produzida como “pão líquido”, não violando seus votos. O “pão líquido” dos monges se tornou a primeira Double Bock da história (variedade bastante forte de cerveja), batizada de PAULANER SALVATOR. A partir de então, os monges empreendedores mudaram a história cervejeira para sempre. O nome “Paulaner” tem raízes na Ordem dos Mínimos (Paulaner Orden, em alemão), uma ordem religiosa fundada por São Francisco de Paula (o Santo, inclusive, aparece no logotipo da marca) na Neuhauser Straße em Munique no século XVI. A cerveja que sobrava eles doavam aos pobres ou vendiam nas tavernas do mosteiro. À medida que mais e mais habitantes de Munique começaram a apreciar os benefícios da cerveja dos monges, no dia 24 de fevereiro de 1634 (uma data especial para a cervejaria) produtores locais apresentaram uma queixa ao prefeito para proibir os monges de vender sua cerveja caseira. Mas eles não obtiveram êxito. Esta primeira referência oficial é até hoje considerada a data de fundação da cervejaria PAULANER e tem sido uma parte vital da cultura, tradição e história de Munique desde então.


Em 1773, o Monge Valentin Stephan Still, também conhecido como Brother Barnabas (ou Irmão Barnabás), se juntou ao mosteiro como mestre cervejeiro. Sua abordagem inovadora à fabricação de cerveja estabeleceu novos padrões de sabor, qualidade e digestibilidade. Ele foi o responsável por criar a receita de uma cerveja mais forte que fez sucesso pelas ruas de Munique. A partir de 1780, os monges de Kloster Neudeck foram oficialmente autorizados a vender cerveja sem restrições. Com isso, no final do século, a produção anual dos monges já era quatro vezes maior do que a de outros cervejeiros da cidade. Porém, em 1799 a Abadia de Kloster foi transformada em prisão e a cervejaria PAULANER adquirida, em 1806, pelo mestre cervejeiro Franz Xaver Zacherl, que continuaria a tradição dos antigos monges elaborando uma cerveja tipo Starkbier que recebeu novamente o nome de SALVATOR. Em 1837 aconteceu um fato importante: o rei Ludwig da Baviera declarou a cerveja PAULANER SALVATOR um artigo de luxo, tamanha a sua qualidade. Outro fato inusitado aconteceria em 1844, quando Munique viveu sua primeira “revolução da cerveja”. Isto porque, mais de 2.000 cidadãos protestaram contra o aumento do preço da cerveja quebrando janelas e destruindo móveis e equipamentos nas cervejarias vizinhas. A PAULANER permaneceu intacta, presumivelmente porque sua cerveja era muito boa.


Em 1881, a cervejaria acompanhando os novos tempos introduziu tecnologias mais recentes, como por exemplo, uma das primeiras máquinas de refrigeração, criada por Carl von Linde. Com isso, a cervejaria foi capaz de alcançar uma qualidade consistente em suas cervejas e produzi-las durante todo o ano. O sucesso da cerveja era tanto que, em 1896, para se proteger dos inúmeros imitadores, o nome SALVATOR foi protegido como marca registrada pelo escritório de patentes imperial em Berlim. Já em 1921, a PAULANER continuou crescendo e adquiriu três cervejarias regionais altamente respeitadas, incrementando assim sua produção. Pouco depois, em 1928, a cervejaria, então denominada Paulaner-Salvator Brauerei, funde-se com a Gebrüder Thomas Brauerei. Nas décadas seguintes a cerveja PAULANER conquistou posição importante no mercado alemão e começou a ser exportada para outros países.


Em 1986 a PAULANER surpreendeu o mercado com a primeira cerveja de trigo não alcoólica do mundo, a Waitzinger Weisse, que agora é chamada de Hefe-Weißbier Non-Alcoholic. Pouco depois, em 1989, a cervejaria construiu a adega mais profunda do mundo, 22 metros abaixo do solo, e introduziu a primeira cerveja light da marca (40% menos álcool e menos calorias) e a Paulaner Zwillingskasten, uma embalagem de caixinha dupla, muito mais fácil de transportar as garrafas. No ano de 1994, ocorreu a mudança de nome da cervejaria, de Paulaner Salvator Thomasbräu AG para Paulaner Brauerei AG. Em 1998, a empresa lançou um tipo de cerveja único no mercado - tão fresca quanto uma cerveja de trigo, mas com sabor único de centeio: PAULANER ROGGEN. Em 1999 a cervejaria, uma das líderes na Alemanha, adotou o nome de Paulaner GmbH und Co. KG, e suas vendas totais quebram o recorde de dois milhões de hectolitros.


Em 2005, a empresa continuou inovando através de um novo processo de proteção de aroma que resultou na primeira cerveja de trigo não-alcoólica com levedura, que se tornou um verdadeiro sucesso de venda. Tradicional e inovadora a cervejaria PAULANER comemorou em 2009 seu 375º aniversário e lançou outra grande inovação no mercado: Paulaner Hefe-Weißbier Non-Alcoholic (cerveja de trigo à base de levedura Paulaner, sem álcool) - agora com uma receita aprimorada, cheia de vitaminas e com até 60% menos calorias que sucos, bebidas à base de frutas ou leite. Em 2012, a marca lançou a Paulaner Weißbier-Zitrone, uma refrescante cerveja sem álcool de trigo com um toque de limão, especialmente desenvolvida para ser consumida no verão.


Atualmente a PAULANER oferece uma completa linha de cervejas premium, dentre as quais: Hefe-Weißbier, cerveja de trigo, de cor amarelo turvo e não filtrada, é forte, leve, frutada e sutilmente amarga, sendo que nenhum conservante artificial é utilizado em sua produção; Hefe-Weißbier Naturtrüb, cerveja feita de 60% de malte trigo e 40% de cevada, naturalmente turva, que por ser de fácil digestão, na Bavária ficou conhecida como cerveja “breakfast” (café-da-manhã); Hefe-Weißbier Alkoholfrei, versão sem álcool da famosa cerveja de trigo, apresenta um aroma bem agradável de malte, cereais e pão; Hefe-Weißbier Dunkel, cerveja de trigo escura que recebe adição de maltes de trigo torrados (escuros) e que possui fermento ativo na garrafa; Münchner Hell, de cor dourada brilhante, é uma cerveja puro malte de fácil digestão e de aroma equilibrado com notas florais e forte presença de malte, sendo a mais vendida do mundo em seu segmento; Salvator, cerveja clássica consumida durante o jejum da Quaresma pelos antigos monges, apresenta notas de maltes tostado e caramelo, sendo tão forte e nutritiva que vale como refeição; e Weißbier Kristallklar, cerveja de trigo que passa por uma cuidadosa filtragem, preservando assim o sabor das leveduras. A linha também inclui uma cerveja sem álcool que é bastante consumida durante o período de almoço, além de ser muito saborosa, possuir alta quantidade de vitamina B-12 e ter baixo valor energético, sendo menos calórica que um refresco de maçã.


A ligação com Munique 
A PAULANER permanece conectada à suas origens. A mundialmente conhecida Oktoberfest de Munique e a degustação anual da cerveja Salvator com o “Politiker Derblecken”, dos políticos locais, são apenas dois exemplos de como a marca mantém os seus laços com as tradições da bela cidade de Munique. Os laços profundos da cervejaria com Munique são evidentes, especialmente por sua forte presença na Oktoberfest, maior festival do mundo dedicado à cerveja. O icônico logotipo da cabeça do Santo influencia a aparência da Oktoberfest, assim como a famosa torre da PAULANER, extensamente reconhecível por seus 26 metros de altura, com a enorme caneca de cerveja (com uma capacidade estimada de 42.300 litros) girando no topo, um marco da famosa festa por mais de 100 anos.


A cerveja PAULANER OKTOBERFESTBIER (com 6% de teor alcoólico) é servida em três grandes tendas: Paulaner Festzelt Winzerer Fähndl (familiar e vibrante, é também o local de encontro para os fãs do time do Bayern de Munique), Armbrustschützen-Festhalle (atrai aqueles que valorizam um forte senso de tradição - e ainda hoje abriga verdadeiros clubes de tiro) e Käfer’s Wies’n-Schänke (onde desfilam celebridades e come-se muito bem). Essa cerveja, produzida exclusivamente para a festa (são 10 milhões de litros, 1 milhão consumidos no festival e os outros engarrafados para venda), é servida no famoso copo Mass (em alemão Maß), na verdade uma caneca com 1 litro de cerveja. Há também a cerveja Weißbier (de trigo) no Weinzelt (conhecida como tenda de vinho). Mas, muitas barracas menores também servem a mundialmente famosa cerveja de Munique, acompanhada de deliciosos pratos e quitutes da culinária bávara. A PAULANER é uma das seis marcas de cerveja oficiais da Oktoberfest, juntamente com Augustiner, Hacker-Pschorr, Hofbräu, Löwenbräu e Spaten-Franziskaner.


As cervejarias 
As primeiras cervejarias (em estilo restaurante ou pub) da marca foram inauguradas em 1989. Batizada de Paulaner Bräuhaus, a primeira cervejaria foi aberta na Kapuzinerplatz, localizada na zona turística de Munique, com a sua própria estrutura para a produção de cerveja e pratos típicos da região. Ainda este ano novos restaurantes foram inaugurados em Xangai, Cingapura, Cape Town e St. Petersburg. E nos anos seguintes mais 19 unidades foram inauguradas na China e outras na Rússia. Mais recentemente, em 2013, inaugurou sua primeira unidade em Nova York. Atualmente existem 33 Paulaner Bräuhaus, que além das excepcionais cervejas e chopes da marca servem deliciosas comidas típicas alemãs. Tudo com uma decoração aconchegante e um atendimento de primeira.


Dados corporativos 
● Origem: Alemanha 
● Fundação: 24 de fevereiro de 1634 
● Fundador: Monges do mosteiro de Kloster Neudeck 
● Sede mundial: Munique, Alemanha 
● Proprietário da marca: Paulaner Brauerei GmbH & Co. KG 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Brau Holding International AG) 
● Chairman: Roland Tobias 
● Diretor geral: Heinrich Müller 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Restaurantes/cervejarias: 33 
● Presença global: 80 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 2.000 
● Segmento: Cervejaria 
● Principais produtos: Cervejas 
● Concorrentes diretos: Erdinger, Hoegaarden, Löwenbräu, Hofbräu München, Beck’s, Oettinger, Franziskaner e Bitburger 
● Slogan: Gut, Besser, Paulaner. 
● Website: www.paulaner.com 

A marca no mundo 
Atualmente a marca PAULANER oferece mais de 15 rótulos (tipos) de cervejas, produz mais de 2.5 milhões de hectolitros por ano e comercializa seus produtos em mais de 80 países. Suas cervejas de trigo são líderes de mercado na Alemanha, seu maior mercado seguido pela Itália. A PAULANER é a principal marca da empresa Paulaner Brauerei GmbH & Co. KG (50.1% do capital pertencem ao grupo Brau Holding International, enquanto os outros 49.9% pertencem à holandesa Heineken), também proprietária das marcas de cerveja Hacker-Pschorr, Auerbräu, Thurn und Taxis e Hopf. 

Você sabia? 
Todos as cervejas da PAULANER são elaboradas de acordo com a Lei de Pureza de 1516, a popular Reinheitsgebot, que determina que a cerveja deva conter apenas quatro ingredientes: a cevada, leveduras de cultivo próprio, lúpulo de Hallertau e água pura glacial. 
O tradicional slogan “Gut, Besser, Paulaner” (em inglês “Good, Better, Paulaner”) foi criado em 1964. 
A marca é patrocinadora oficial do time de futebol Bayern de Munique. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek e Exame), portais (UOL e Blog Clube do Malte), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 14/3/2017