29.5.06

VEUVE CLICQUOT


Se o frei Dom Pérignon criou o champanhe, a viúva Clicquot o reinventou, transformando a bebida borbulhante em um ícone do consumo de luxo. A marca VEUVE CLICQUOT, um mito entre os amantes da bebida de Baco, se transformou em uma instituição francesa. Um produto para os paladares mais endinheirados do mundo que se transformou em um mito de qualidade. Sempre procurou assegurar, mais que preço, um compromisso com a qualidade e o buquê inconfundível, isto é, aquele aroma e sabor borbulhante que fizeram desse um precioso líquido, apreciado por reis, rainhas e até seus súditos endinheirados. 

A história 
A história da vinícola começou em 1772 quando Philippe Clicquot-Muiron, oriundo de uma família de banqueiros e negociantes do setor têxtil, fundou um pequeno comércio de vinhos na pitoresca região de Reims na França. Três anos mais tarde seria o primeiro a introduzir o champanhe rosé ao mundo. Com um “savoir-faire” inigualável, a Maison fez deste tipo de champanhe sua especialidade, elaborando vinhos rosados a cada grande safra desde essa época. Um fato que mudaria os rumos da empresa e tornaria a marca uma das mais luxuosas e cobiçadas do mundo ocorreu em 1798 quando seu filho, François, casou-se com Nicole-Barbe Ponsardin. Exatamente no dia 23 de outubro de 1805, Madame Clicquot ficou viúva (veuve em francês) aos 27 anos de idade, depois que seu jovem marido morreu vítima de uma febre tifoide - segundo uma versão extraoficial, teria cortado a garganta diante da perspectiva de falência -, e assumiu o controle dos negócios, que até aquele momento dividia suas atividades entre a produção de champanhe, serviços bancários e comercialização de lã. Sob o comando de Madame Clicquot, a empresa concentrou seu foco inteiramente na produção de champanhes. Em 1810, ano em que foi feito o primeiro champanhe millesimé, ou seja, de uma única safra, a Maison Clicquot passou então a denominar-se Veuve Clicquot-Ponsardin. Surgia assim oficialmente a marca VEUVE CLICQUOT. Ainda neste ano, a Maison produziu o primeiro champanhe vintage da região e, no ano seguinte, em alusão a passagem de um cometa no Hemisfério Norte, que segundo a lenda trouxe colheitas excepcionais, criou o excepcional champanhe Comet Cuvée, que se transformou em um enorme sucesso na época.


Dedicada e exigente, ela se tornou uma das primeiras mulheres de negócio dos tempos modernos. A viúva apresentou seu champanhe em todas as cortes da Europa, primando sempre pela alta qualidade da bebida. Nesta época, mesmo durante as Guerras Napolêonicas, representantes da produtora de champanhe foram enviados para Rússia, o que resultou na importação de 10.550 garrafas do produto em 1814. Disputadas a peso de ouro, foram vendidas pelo equivalente a US$ 100 cada uma. Foi o único champanhe servido no aniversário do rei da Prússia e saudado como o melhor do mundo, e começou a tornar Madame Clicquot em uma das mulheres mais ricas e influentes da época. Nessa época, com seguidas safras de ótimas colheitas, a Madame Clicquot adotou a estratégia de utilizar parte da safra para produzir champanhes que só ficariam prontos nos anos seguintes. Com o fim das guerras napoleônicas, em 1815, os soldados da coalizão, principalmente os russos, redescobriram o vinho francês e o champanhe. A quantidade de vinho exportado, que até então não ultrapassava os 400 mil litros por ano, saltou para 5 milhões. Uma década depois, o champanhe VEUVE CLICQUOT já havia conquistado a Rússia com grande sucesso. A corte russa dos czares foi uma das principais compradoras, bem como o imperador Frederico-Guilherme IV da Prússia.


Em 1816, a viúva com a ajuda de seu mestre de adega, Antoine de Müller, desenvolveu o “table de remuage”, um processo pelo qual se retira o sedimento do champanhe, tornando-o assim mais cristalino. Para isso, Madame Clicquot criou uma mesa com furos circulares, onde eram encaixadas as garrafas de ponta cabeça para que os depósitos se acumulassem no gargalo para posterior remoção. Todo dia, um ajudante de mestre de adega delicadamente sacudia e girava (remuage, em francês) as garrafas para conduzir os restos de levedura e sedimentos acumulados no gargalo. Uma vez acumulados, a tampa era congelada. Após a retirada da rolha, os sedimentos eram expulsos naturalmente pela expansão dos gases. O vinho, purificado, era novamente lacrado com rolha. Por quase uma década essa descoberta seria mantida em segredo graças ao respeito que ela inspirava e a um sistema de participação nos lucros a empregados em posições de destaque na empresa. Com o tempo outros produtores acabaram introduzindo a criação de Madame Clicquot em seus processos de fabricação. Por isso, ela ficou conhecida como “A Grande Dama de Champagne”. Neste mesmo ano as primeiras garrafas do champanhe chegaram ao Brasil para atender uma encomenda feita por carta escrita de próprio punho pelo imperador D. Pedro II.


Madame Clicquot morreu aos 89 anos no dia 29 de julho de 1866, deixando como herança uma marca bem estabelecida, que vendia 750 mil garrafas anualmente e um legado no segmento de champanhe. Em 1877, a Maison francesa registrou oficialmente o tradicional rótulo amarelo como marca registrada da VEUVE CLICQUOT. Nos anos seguintes seus sucessores mantiveram a obsessão pela alta qualidade e expandiram seus negócios pelo mundo afora. Em 1970 uma remessa de reserva especial do champanhe foi enviada para a Inglaterra em comemoração ao jubileu da Rainha. Pouco depois, em 1972, para comemorar o bicentenário da empresa, foi lançado o excepcional champanhe La Grande Dame, uma homenagem à Madame Clicquot. Seu rosto também passou a figurar na tampa de metal das garrafas, um símbolo de segurança para os compradores de que se tratava do legítimo produto da Maison Veuve Clicquot-Ponsardin.


Em 1986, a empresa foi adquirida pelo grupo LVMH (Moët Hennessy • Louis Vuitton). E, assim, conquistou novos mercados e ganhou campanhas de marketing ainda mais agressivas que as de relacionamento que a viúva comandou quando viva. A segunda versão do excepcional champanhe La Grande Dame seria lançada em 1995, feita com 62.5% de uvas Pinot Noir e 37.5% com uvas Chardonnay. Neste mesmo ano a marca foi pioneira ao introduzir a Rich Reserve, primeiro champanhe para ser servido exclusivamente com comida. E as novidades não pararam por aí. Em 2004 foi lançado, primeiramente no Japão, o champanhe (não vintage) VEUVE CLICQUOT ROSÉ. Esse champanhe seria lançado mundialmente a partir de 2006. Ao longo das últimas décadas a marca ficou famosa não somente pela excepcional qualidade de seus champanhes, mas também pela estreita e extensa relação de colaborações em parceria com designers renomados para criar embalagens criativas e únicas, assim como os champanhes que produz.


Os champanhes 
Atualmente o champanhe VEUVE CLICQUOT pode ser encontrado nas seguintes versões: 
Brut Yellow Label – o mais conhecido de seus champanhes (os rótulos dessa cor representam 85% da produção) deve sua estrutura sólida à predominância da uva Pinot Noir e sua elegância e fineza a quase um terço de uva Chardonnay. Seu aroma, intenso e agradável, tem notas frutadas e de brioche. Sua harmonia, seu frescor e sua notável estrutura frutada atingem plenamente o paladar. Este complexo e poderoso champanhe é identificado pelo inconfundível rótulo amarelo e por sua cor amarela-palha. 
Rosé – primeiro champanhe rosé que o mundo conheceu em 1775. Em 2004 volta a fazer história com o lançamento do VEUVE CLICQUOT ROSÉ (Non Millésimé). Fiel ao espírito dos enólogos da Maison, este champanhe tem um aroma delicado de framboesa, morango e cereja. 
Demi Sec – um dos maiores clássicos da Maison francesa, este champanhe é ideal para ser servido como acompanhante de sobremesas. É identificado pelo rótulo branco. 
La Grande Dame – este champanhe é elaborado em anos de safras excepcionais. As oito regiões históricas da Maison VEUVE CLICQUOT, às quais são conferidas a demarcação de excelência de “Grands Crus”, definem uma personalidade inconfundível: o vigor da Pinot Noir une-se à delicadeza da Chardonnay. Durante um período mínimo de seis anos, nas profundezas das cavernas transformadas em adegas (as famosas “Crayéres”), os aromas se revelam e as nuances se definem. Todo champanhe La Grande Dame possui impresso no rótulo o ano da safra em que foi produzido. Com paciência e paixão, La Grande Dame se faz cada vez mais desejada. 
Vintages – esta linha de champanhes, composta pelo Brut, Rosé e Vinatge Rich, é fabricada somente quando as colheitas são antológicas e excepcionais. Mas um champanhe vintage requer também todo o talento e visão do Chefe de Cave para criar um vinho extraordinário que será resguardado nas caves antes de ser finalmente oferecido ao mundo. 
Cave Privée – são os mais raros e extraordinários champanhes produzidos pela Maison. São apresentados em dois tamanhos: a garrafa normal (de 750 ml) e a 1.5 litros (denominada magnum), nas versões rosé e branco. Todos são procedentes de vinhedos especiais, classificados como Grand Cru ou Premier Cru, com as variedades tradicionais da região: pinot noir, pinot meunier e chardonnay. No caso do rosé, são adicionados 15% de vinho tinto com a pinot noir colhida no vinhedo de Bouzy.


Embalagens que se tornam ícones 
O champanhe VEUVE CLICQUOT é um dos produtos mais cobiçados e luxuosos do mundo. Para atingir este patamar contou com a excepcional qualidade do líquido de suas cobiçadas garrafas. Porém, outro fator ajudou, e muito, a escalada rumo ao sucesso: cor amarela + embalagens especiais exclusivas. Famosa pelo seu rótulo amarelo, a VEUVE CLICQUOT abusa das formas e consegue inovar fortalecendo sua marca através do design de suas embalagens e acessórios, alguns deles assinados por famosos designers. Comprar uma garrafa de VEUVE CLICQUOT é uma experiência fantástica em virtude da variedade e modernidade de suas embalagens, e ganhá-la deve ter a mesma emoção do que comprá-la.


As variedades de embalagens criativas e únicas são muitas: Clicot Box (embalagem surpresa que se transforma em balde impermeável); City Traveller (embalagem especial com duas taças, uma garrafa de 375 ml ou 750 ml e uma pequena mala, feita de neoprene e cujas alças foram feitas pela Louis Vuitton, para manter a temperatura ideal do champanhe por duas horas, acolhendo a garrafa e as taças sem perigo de quebrar); Paint Box (embalagem composta por uma lata moderna e 4 garrafinhas de 200 ml do champanhe com biqueiras, especialmente para beber no gargalo sem deixar cair uma gota sequer); Ice Jacket (embalagem térmica de neoprene com costuras pespontadas, acabamentos de couro e zíper, que conserva sua temperatura por duas horas, substituindo o tradicional balde de gelo); Tw’ice Bucket (balde de gelo, feito de borracha, alumínio escovado e plástico, que gira 180 graus podendo ser acoplado no canto do balcão ou funcionar como um balde tradicional); Cellar Box (caixa extremamente moderna criada por Pablo Reinoso para o champanhe Rare Vintage Rosé 1985 e Rare Vintage 1988, protegendo a bebida das variações de luz e temperatura); além das embalagens exclusivas da linha VEUVE CLICQUOT La Grand Dame, como por exemplo, a edição especial da safra 1996 (apenas 9.000 garrafas produzidas), criada pela Maison Pucci, com um forte contraste de cores que estampam o rótulo e o interior da moderna caixa.


Nos últimos anos a marca francesa, como de costume, a marca lançou inovadoras embalagens em edições limitadas como, por exemplo, o Trendy Box, um estojo ecologicamente correto, com design inovador que combina a elegância do champanhe Brut Yellow Label (garrafa de 750 ml) com o charme das taças Trendy; La Grande Dame Cruiser Box, um luxuoso estojo térmico confeccionado em laca negra recoberta de mogno, com detalhes cromados e design único da italiana Riva; e Ice Cube Veuve Clicquot, uma peça composta por uma alça de alumínio que permite transportá-la com maior facilidade, onde na parte superior do cubo há cinco espaços, quatro para as taças Trendy e um para a garrafa do champanhe Brut Yellow Label de 750 ml. Em 2010 foi a vez do Clicquot Fridge, uma pequena geladeira em estilo retro que mantém resfriada a garrafa durante duas horas, criada por Denis Boudard.


Depois surgiu a Clicquot Mailbox, uma charmosa caixa americana de correio em estilo retro, ideal para acomodar uma garrafa de 750 ml. E mais recentemente a coleção Rosé Couture, que oferecem duas ousadas embalagens que reforça a ligação entre moda e champanhe: Couture Box (garrafa de champanhe Rosé em uma delicada embalagem térmica que mantém a temperatura perfeita para consumo por até 2 horas) e Kit Couture (uma prática e romântica caixa de presente envolvida por detalhes gráficos impressos que reforçam o tema haute-couture, uma garrafa de champanhe Rosé de 750 ml e duas taças flute. Desdobrando-se como as pregas de um lindo vestido, a portátil caixa se abre para revelar a efervescente criação no seu interior).


Outras novidades foram Clicquot Envelope (uma caixa dobrável e totalmente articulada que possui os contornos de um envelope) e a Naturally Clicquot (uma embalagem isotérmica, 100% biodegradável, que sem deixar de ser elegante, útil e com um quê de audácia, é composta por fécula de batata e papel reciclado, e consegue preservar a temperatura da garrafa por até duas horas depois de ter sido tirada da geladeira). Em 2013 foi a vez da Veuve Clicquot Tam Tam. O item especial recorda a forma clássica de uma icônica banqueta da década de 1960. No entanto, foi atualizado para adicionar funcionalidade à degustação do champanhe. Para refrescar a garrafa basta abrir a banqueta “yellow Clicquot” e transformá-la em um charmoso balde de gelo. Acompanhada de uma garrafa de Brut Yellow Label e quatro taças flute de acrílico, esta embalagem pode ser transportada para qualquer lugar que sua imaginação deixar. Além tornar-se um lindo objeto de decoração.


A marca também lançou no mercado a Champagne Dubbed Yellowboam, uma edição limitada elaborada para comemorar o aniversário de 130 anos do famoso rótulo amarelo. As 3.600 garrafas são feitas com vidro soprado por processo artesanal e decoradas com ouro, couro de avestruz, crocodilo ou arraia, e detalhes na cor de açafrão com um lacre banhado a ouro. O preço da garrafa, que contém 3 litros do néctar dos Deuses, sai por US$ 2 mil. Além disso, ainda como parte da comemoração, lançou uma edição especial extremamente sofisticada: Veuve Clicquot La Grande Dame Riva. O líquido é um Chardonnay vintage 1998 que repousou por 10 anos em grutas de calcário, protegida da luz e à temperatura constante de 11°C, e vinha em um luxuoso estojo térmico todo feito em laca preta recoberta por mogno, criado em parceria com a empresa italiana Riva Yachts, tradicional fabricante de luxuosos iates. O conjunto acompanhava duas taças feitas especialmente para esta embalagem.


Um lugar mítico 
Na pitoresca Reims, cidade do nordeste francês, é possível visitar a grande cave da VEUVE CLICQUOT. O tour convencional começa com detalhadas informações sobre a região, história da empresa, explicando como a Madame Clicquot foi inovadora para sua época e em como a marca ajudou a construir a história das champanhes. Com tijolos aparentes e vitrines pós-modernas, a mansão de dois andares abriga uma verdadeira riqueza á 20 metros abaixo da terra, para manter a temperatura e umidade ideal, onde ficam as chamadas crayères. O nome designa um labirinto de 24 quilômetros de túneis que abrigam, devidamente trancadas em armários com cadeados, garrafas de até 106 anos de idade.


Construída em 1910, esses túneis de calcário abrigam todo o champanhe produzido pela Maison, o que está passando pela segunda fermentação, pela “remuage” ou mesmo o que está envelhecendo e ganhando complexidade. Durante um período que varia entre três (champanhe brut padrão) e oito anos (Grande Dame), a bebida envelhece em um ambiente com temperatura controlada, que oscila entre 10°C e 12°C. Em uma parte reservada deste subterrâneo gelado encontram-se os champanhes de safras antigas, sendo 1904 a mais antiga de todas elas. No final do tour é possível degustar e comprar os champanhes e os incríveis acessórios da marca em uma loja sofisticada.


Ações temporárias 
Os Estados Unidos, um dos maiores mercados consumidores do mundo, ainda não tinha uma. Dubai, a meca dos milionários do Oriente Médio, nunca viu uma dessas. A França, onde ficam os lendários vinhedos de Champagne, desconhecia esse tipo de estratégia. Por mais incrível que pareça, o lugar escolhido pela Maison VEUVE CLICQUOT para abrir uma loja própria, mesmo que temporária, foi o Brasil. O ponto escolhido pela grife para abrigar sua pop-up store (loja temporária que funciona somente por um determinado período) foi o shopping Iguatemi em São Paulo. Em um espaço de 40 m² foram expostos produtos que o consumidor não encontrava em lojas comuns. A ideia era fazer com que os clientes literalmente sentissem o DNA da lendária marca. Mas não por muito tempo.


A loja foi inaugurada em 10 de setembro de 2008 e fechou as portas em 31 de dezembro. A rigor, era uma jogada de marketing para reforçar a imagem da marca com seus fiéis clientes e outros potenciais. Essa não foi a primeira vez que marca fez isso. Em 2007, a empresa abriu uma loja em Hamburgo, na Alemanha - a primeira e única até a inauguração no Brasil. Depois, chegou a vez do Veuve Clicquot Lounge Bar, localizado no MGM Grand Hotel, em Macao, na China; e do bar e boutique dentro da sofisticada loja de departamento inglesa Harrods em Londres. Os vendedores da loja brasileira, por exemplo, foram treinados para explicar a história da viúva Clicquot e da marca para qualquer pessoa que entrasse no moderno ponto-de-venda. No ambiente, os visitantes podiam ver os acessórios mais badalados da marca como o cooler Prestige, que mantém a garrafa gelada durante várias horas, baldes de gelo, rolhas herméticas e taças, além da desejada adega Vertical Limit, que guarda preciosas garrafas de safras dos anos 55, 59, 61, 62, 69, 75, 79, 82, 85 e 89. Assinada pelo Porsche Design Studio, o mesmo que cria as linhas dos bólidos da montadora alemã, a Vertical Limit mede 2.10 m de altura por 60 cm de largura. A VEUVE CLICQUOT produziu somente dez exemplares para serem vendidos ao redor do mundo.


Já no final de 2012, a marca inovou mais uma vez, desta vez em parceria com a Cavist, marca carioca de lojas de vinhos, ao inaugurar no Shopping Leblon a Veuve Clicquot Boutique par Cavist. A loja temporária oferecia aos clientes a oportunidade de descobrir as inovações e os últimos lançamentos da marca francesa, assim como a possibilidade de comprar exclusivos acessórios como rolhas herméticas, taças e bandejas. No espaço também era possível desfrutar de um serviço de bar com venda do champanhe VEUVE CLICQUOT em taça e diversos objetos como guarda-chuvas, toalhas de praia, gravatas e camisas polos. Todos vindos diretos da França e na tradicional cor amarela da marca. Além disso, ainda em parceria com a Cavist, criou o Champagne Bar da Veuve Clicquot, localizado no bairro de Ipanema, um espaço com decoração moderna e sofisticada, onde bancos altos e um teto que simula um céu estrelado, convida os clientes para saborear um champanhe servido em taça flute. No terraço, conta ainda com o Veuve Clicquot Lounge, um espaço reservado para relaxar degustando um dos melhores champanhes do mundo em aconchegantes sofás.


O gênio por trás da marca 
Sempre que a aristocracia europeia do século 19 queria brindar com a mais pura espuma borbulhante de champanhe, pedia “la veuve” (a viúva). Não era preciso dizer mais nada. Todos sabiam que a senhora em questão era uma garrafa de VEUVE CLICQUOT, na época o único champanhe cristalino, doce na medida certa e cujas bolhas formavam uma delicada coroa ao chegar à borda da taça. Mas raramente madame Barbe-Nicole Clicquot Ponsardin, a viúva em pessoa e uma senhora austera e de traços rígidos, estava presente nestes tipos de comemoração. Diferentemente da famosa bebida que carregava seu nome, não há notícia de que algum dia ela tenha saído da França; no máximo, viajava a Paris, a 140 quilômetros de Reims, onde viveu e trabalhou a vida inteira. Com o tempo, tal invisibilidade social fez dela uma das mais ilustres desconhecidas dos últimos 200 anos. Dessa mulher restou apenas uma única imagem, estampada desde 1972 na tampa de metal dos milhões de garrafas produzidas anualmente pela marca francesa. O retrato, pintado na década de 1860 por Léon Cognie, mostra uma octogenária vestida de negro. A imagem não condiz com a empreendedora batalhadora, muitas vezes temerária, que fez de uma pequena empresa familiar um verdadeiro império no segmento dos champanhes. Nascida em uma das mais abastadas famílias de Reims, filha de um rico e próspero empresário têxtil, ao se casar com o herdeiro do milionário produtor têxtil e de champanhe Philippe Clicquot, ela iniciava de forma natural sua caminhada para se tornar uma das primeiras mulheres empresárias do mundo. Além do trabalho, a viúva tinha três paixões: romances de cavalaria, comprar e decorar casas e homens jovens e bonitos. Ao se aposentar, aos 64 anos, em 1841, cedeu 50% da Maison a um de seus protegidos, Édouard Werlé, um alemão que ela preparou para sucedê-la. Afinal, madame Clicquot sabia não ter herdeiros para tocar os negócios (após sua morte, a Maison foi administrada por Werlé e seus descendentes até ser comprada, em 1986, pelo grupo Moët Hennessy • Louis Vuitton).


Os símbolos 
A VEUVE CLICQUOT sempre foi reconhecida pela qualidade excepcional de seus champanhes. Mas três símbolos também foram de extrema importância para a construção e o mito que envolve a tradicional marca francesa: 
A âncora: este símbolo cristão da esperança foi escolhido por Philippe Clicquot-Muiron em 1798 para servir como marca em suas rolhas, em uma época em que não existiam rótulos na garrafa. Este símbolo é utilizado até hoje em todas as rolhas de seus champanhes e faz parte do logotipo da marca. 
O cometa: foi utilizado pela primeira vez em 1811 quando a Maison produziu os primeiros champanhes vintages, que são fabricados somente nos anos em que a safra de uvas é excepcional. Isto porque, foi neste ano que, em plena primavera, um grande cometa atravessou o céu da região de Champagne, anunciando, segundo a crença popular, a melhor vindima (colheita da uva) de todos os tempos e o fim da guerra. A primeira previsão estava correta. 
O rótulo amarelo: utilizado pela primeira vez em 1873 nas garrafas de champanhes vintages da Maison, se tornou o maior símbolo de reconhecimento da marca por parte dos consumidores. Foi registrado como marca da VEUVE CLICQUOT exatamente no dia 12 de fevereiro de 1877.


Rótulo amarelo? 
Você pode estar se perguntando que até os mais daltônicos devem perceber que a cor do rótulo de VEUVE CLICQUOT é o laranja. E, no entanto, o champanhe Brut da marca, que “veste essa cor”, é batizado oficialmente como Carte Jaune (rótulo amarelo, em francês). E por que essa discrepância? Existe uma história que justificaria essa confusão. Quando Madame Clicqout decidiu criar um rótulo para seu champanhe por volta de 1870, determinou que a cor fosse igual a da gema do ovo. Claro que, naquela época não existiam as criações em cativeiro e as galinhas eram todas caipiras e com isso, a cor das gemas era alaranjada. Porém, em francês, a gema é chamada de “jaune d'oeuf” (amarelo do ovo) e esse foi o motivo de tal polêmica.


O tradicional rótulo amarelo/alaranjado (Pantone 137C), talvez o maior símbolo de identificação da marca francesa, também evoluiu ao longo dos anos. O design atual, adotado há alguns anos atrás, é mais limpo, dando maior destaque ao nome da marca, que passou apenas ser designada como VEUVE CLICQUOT.


A inconfundível assinatura que adorna todos os rótulos de seu champanhe é simplesmente de “Veuve Cliquot Ponsardin”.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por uma remodelação há alguns anos atrás. O novo logotipo da marca ganhou um visual mais moderno e adotou apenas VEUVE CLICQUOT, eliminando assim a palavra “Ponsardin”. Além disso, ganharam mais destaque o local de origem da marca (a cidade de Reims) e a tradicional âncora com as iniciais VCP (que representam Veuve Clicquot Ponsardin).


Os slogans 
The champagne of the season. 
Only one quality, the finest.


Dados corporativos 
● Origem: França 
● Fundação: 1772 
● Fundador: Philippe Clicquot-Muiron 
● Sede mundial: Reims, França 
● Proprietário da marca: LVMH Moët Hennessy • Louis Vuitton S.A. 
● Capital aberto: Não 
● Chairman: Bernard Arnault (LVMH) 
● CEO & Presidente: Jean-Marc Lacave 
● Faturamento: €1.4 bilhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 150 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 1.000 
● Segmento: Bebidas alcoólicas 
● Principais produtos: Champanhes 
● Concorrentes diretos: Moët & Chandon, Piper-Heidsieck, Louis Roederer, Perrier-Jouet, Bollinger, Taittinger, Pommery e Mumm 
● Ícones: O rótulo amarelo e suas modernas embalagens 
● Slogan: The champagne of the season. 
● Website: www.veuve-clicquot.com 

A marca no mundo 
Atualmente a marca está presente em mais de 150 países, possuindo subsidiárias em diversos países, como Alemanha, Estados Unidos, Japão, Inglaterra, Bélgica e Suíça, exportando 85% de sua produção e ocupando a segunda posição no mundo em seu segmento. A marca, que pertence ao conglomerado de luxo LVMH, produz cerca de 18 milhões de garrafas por ano. Os vinhedos da Maison situados em Reims na França se estendem por 393 hectares, que cobrem apenas 25% da quantidade de uvas necessárias, tendo que comprar os outros 75% de fornecedores da região, e suas adegas subterrâneas abrigam aproximadamente 35 milhões de garrafas, que adquirem durante seu envelhecimento a maturidade e o caráter típicos do estilo VEUVE CLICQUOT. O atual Chefe de Cave da Maison é Dominique Demarville, que ocupa o cargo desde 2009. 

Você sabia? 
Os champanhes VEUVE CLICQUOT são comercializados em garrafas de 200 ml, 375 ml, 750 ml, 1.5 litros (Magnum), 3 litros (Jeroboam) e excepcionalmente 9 litros (Salmanazar). 
Em julho de 2008 uma garrafa fechada de VEUVE CLICQUOT foi descoberta dentro de um aparador em Torosay Castle, na ilha de Mull, na Escócia. O frasco de 1893 estava em perfeitas condições, tendo sido mantido no escuro, e foi a garrafa mais antiga do champanhe já descoberto. A garrafa está em exibição no centro de visitantes da marca em Reims e é considerado como de valor inestimável. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Exame, Veja e Isto é Dinheiro), jornais (Valor Econômico), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 16/7/2014

6 comentários:

Anônimo disse...

eu gostaria de saber o preço de um chanpagne veuve clocquot posardin 1972 bicentenário

Larissa disse...

É realmente maravilhoso. Quem tiver oportunidade, deguste deste prazer. Gostaria de degustar o La Grande Dame, mas o preço é bem salgado!
Parabéns pela matéria!

Anônimo disse...

Olá!!!
Gostaria de saber se o yelloween foi uma versão do halloween para a marca veuve clicquot.
obrigada!

Wallquiria Moraes disse...

é simplesmente maravilhosaaaaa...a sensação é indescritivel...vale a pena pagar qualquer preço para degustar um VEUVE CLICQUOT.
Walquiria Moraes Lopes & Rannieri Lopes

Mayalú disse...

Fiz um tour na sede desta companhia maravilhosa, na cidade de Reims. Fui muito bem recebida, uma experiência magnífica. Trouxe uma garrafa da Grand Dame e sinceramente ela vale cada centavo.

Luiz Fernando disse...

Como identifico na garrafa o ano de fabricacao?