15.8.06

RYANAIR


Acessar o site para comprar uma passagem aérea e, ao mesmo tempo, deixar feita a reserva em um dos hotéis da rede credenciada. Aproveitando que a empresa tem parcerias com locadoras de automóveis, alugar um carro com desconto. E o melhor: as passagens áreas são baratas, algumas chegam a custar irrisórios €10, com taxas incluídas, e os destinos pelo continente europeu não param de crescer. Quer seja para grandes cidades ou atrações turísticas, a companhia aérea irlandesa RYANAIR, é sempre a melhor escolha quando o assunto é voar de forma rápida pelo continente europeu fazendo enorme economia. 

A história 
A companhia aérea foi fundada no dia 28 de novembro de 1984 pelo magnata irlandês Tony Ryan, então presidente da Guinness Peat Aviation (GPA), na época o maior gigante no setor de arrendamentos de aeronaves comerciais, juntamente com Christopher Ryan e Liam Lonergan, este último proprietário de uma operadora turística na Irlanda. A RYANAIR iniciou suas operações oficialmente em 8 de julho de 1985 com apenas 25 funcionários e utilizando um avião Embraer EMB-110 Bandeirante com capacidade para 15 lugares, ligando o aeroporto de Waterford (no sul da Irlanda) à Londres (aeroporto Gatwick), criando uma situação difícil para a tradicional British Airways e a Aer Lingus, que até então tinham controle absoluto no trecho e passaram a concorrer com uma empresa que oferecia tarifas a preços extremamente competitivos. O sucesso foi imediato, levando a empresa a transportar apenas até o final do ano mais de 5.000 passageiros. Em 1986, após obter autorização para voar no trecho Dublin–Londres, adquiriu duas aeronaves BAe 748, com capacidade para até 46 passageiros e iniciou os serviços em maio do mesmo ano.


Oferecendo um preço 50% menor do que a Aer Lingus e a British Airwyas, a RYANAIR foi acusada por ambas as empresas de iniciar uma guerra tarifária. Apesar das acusações, seguiu com seu conceito de tarifas baixas e fechou o ano transportando mais de 82 mil passageiros. Um crescimento extraordinário para uma modesta empresa que possuía apenas duas linhas comerciais. No ano seguinte arrendou três antigos BAC 1-11 e ampliou sua malha aérea incluindo 15 novos destinos a partir de Dublin, como por exemplo, Liverpool, Manchester, Glasgow e Cardiff, entre outras cidades. Os competidores não gostaram do que viram e uma intensa batalha de preços e tarifas foi desencadeada. Surpreendentemente, o governo irlandês ficou ao lado da pequena companhia aérea, protegendo assim a nova empresa.


Em 1988, a companhia aérea já voava uma vez por semana para Munique e duas vezes para Bruxelas e no ano seguinte a frota já era composta por seis One-Eleven e três ATR-42. Apesar do excepcional crescimento, a empresa iniciou a década de 1990 acumulando perdas cada vez maiores, até que em 1991 contratou o executivo Michael O’Leary, entregando-o a responsabilidade de fazer a RYANAIR se tornar uma empresa altamente rentável. Visando um novo modelo, o executivo buscou conhecer a fundo o sistema utilizado pela americana Southwest Airlines, considerada a “mãe de todas as companhias de baixa tarifa”, passando a adotar o mesmo modelo em sua empresa. O primeiro passo foi à padronização da frota com um único tipo de avião, na época a escolha foi para o eficiente e econômico Boeing 737-200, que entrou em operação em 1994. Em seguida, reviu completamente os sistemas de reserva e de serviços de bordo, este último inexistente nos voos da empresa hoje em dia. Graças às mudanças adotadas, em 1995 a companhia aérea comemorou seu 10º aniversário com mais de 2.2 milhões de passageiros transportados, uma frota de onze aeronaves e líder na rota Dublin/Londres, uma das mais rentáveis do mundo. Era uma reviravolta e tanto para uma empresa aérea, que há poucos anos, tinha graves problemas financeiros.


A desregulamentação do espaço aéreo europeu ocorrido no final de 1996, que deu direito as empresas dos países membros a voarem para qualquer destino dentro do bloco, proporcionou um novo impulso a RYANAIR, que imediatamente abriu novas rotas para Oslo, Estocolmo e Paris. Sua expansão prosseguiu com a aquisição de novas aeronaves e o estabelecimento do aeroporto de Stansted, em Londres, como seu principal hub. Aproveitando o potencial da internet, em 2000 a RYANAIR estreou seu site, que inicialmente teve uma importância secundária na venda de passagens, porém a drástica redução nos custos proporcionada pelas vendas online fez com que a empresa incentivasse este tipo de compra cada vez mais. Com três meses no ar o site da companhia aérea vendia mais de 50 mil passagens por semana. Hoje em dia mais de 95% das passagens da empresa são vendidas pela internet, sendo possível comprar bilhetes por apenas alguns centavos de Euro ou Libras e não raro viajar totalmente de graça.


A RYANAIR preparou-se para uma grande expansão, tentando justificar sua posição de maior companhia aérea de baixa tarifa do Velho Continente. Com isso, em 2002, fez uma enorme encomenda junto a Boeing, adquirindo mais de 150 unidades do 737-800, aeronave escolhida para ser sua “flagship”, o que dava uma clara noção do quão bem-sucedido, agressivo e ambicioso era o planejamento de crescimento da companhia aérea irlandesa. Em 2005, ano em que a empresa transportou aproximadamente 35 milhões de passageiros, o pedido foi ampliado para 225 aviões, com opção de compra para outras 200 unidades. Pouco depois, em 2008, a companhia aérea inaugurou uma rota de Londres para dois destinos no Marrocos, oferecendo assim mais opções aos passageiros europeus e turistas. Além disso, nos anos seguintes, explorando as novas possibilidades de um ambiente competitivo mais liberal, a RYANAIR não perdeu tempo e lançou vários serviços domésticos em países como a Itália e a Alemanha, afrontando as tradicionais companhias aéreas locais, perplexas com esta nova forma de competição. Em 2015 a RYANAIR iniciou voos para Israel, seu primeiro destino no Oriente Médio. Inicialmente a companhia aérea oferecia três rotas partindo do Aeroporto Eilat Ovda, na estância balneária de Eilat, para Budapeste (Hungria), Kaunas (Lituânia) e Cracóvia (Polônia). Nesse mesmo ano, a RYANAIR ultrapassou pela primeira vez a barreira de 100 milhões de passageiros transportados. Em 2016 a empresa ingressou em um novo segmento ao lançar a Ryanair Holidays, para a venda de pacotes turísticos.


Apesar de suas polêmicas, inúmeras restrições em voos, a companhia aérea irlandesa comandada por Michael O’Leary, extremamente conhecido pelos factóides que cria para a imprensa, se tornou a maior da Europa em passageiros transportados e preferida entre a galera mais jovem que procura preço baixo e serviço eficaz e pontual. As tarifas baixas e a frequência de voos, continuam a aumentar a procura por parte dos europeus e na escolha pela RYANAIR para as suas viagens, tornando a companhia aérea em um dos maiores sucessos da história da aviação civil europeia.


As rotas 
A RYANAIR possui atualmente 1.500 rotas a partir de 201 aeroportos que levam para mais de 200 destinos dentro do continente europeu, quatro no continente africano (Marrocos) e um no Oriente Médio (Israel). Opera 87 hubs principais (base operacionais) em aeroportos menores, longe do centro das cidades, como por exemplo: London Stansted Airport (principal base operacional da empresa com mais de 150 voos diários), Dublin (com mais de 100 decolagens todos os dias), Brussels South Charleroi Airport (Bélgica), Cork (Irlanda), Frankfurt-Hahn (Alemanha), Girona (Espanha), London Luton (Inglaterra), Liverpool (Inglaterra), Milan Orio al Serio (Itália), Pisa (Itália), East Midlands (Inglaterra), Glasgow Prestwick (Escócia), Rome Ciampino (Itália), Shannon (Irlanda), Stockholm Skavsta (Suécia), Madrid Barajas (Espanha), Bremen (Alemanha), Weeze (Alemanha), Belfast City (País de Gales), Bournemouth (Irlanda), Valencia (Espanha), Alicante (Espanha), Bristol (Inglaterra), Réus (Espanha), Edinburgh (Escócia), Birmingham (Inglaterra), entre outros. Dos 15 principais aeroportos em que a RYANAIR opera, quatro estão na Espanha, três na Itália, dois na Alemanha e no Reino Unido, e um na Bélgica, França, Irlanda e Suécia. O hub de Pescara na Itália é o menor da companhia aérea, com aproximadamente cinco decolagens diárias. A rota mais rentável e movimentada da empresa é a Dublin-Londres, perdendo apenas no mundo para a rota Hong Kong-Taipei. As únicas rotas para África, em Marraquexe, Fez, Rabat e Tangiers, todas no Marrocos, partem de cidades de Frankfurt, Düsseldorf, Girona e Marseille.


Os serviços 
Com um conceito de baixo custo, a companhia aérea irlandesa criou um segmento de negócios altamente lucrativo, mas controverso em diversos aspectos. Com tarifas muitas vezes extremamente baixas, a companhia criou regras tarifárias que cobram por praticamente a totalidade dos serviços oferecidos. Além disso, criou modelos de negócios secundários tão polêmicos quanto lucrativos. A RYANAIR cobra por quase todos os serviços e produtos que antes eram gratuitos, como por exemplo, alimentos e bebidas a bordo. Na RYANAIR é assim. Revistas de bordo foram substituídas por menus de alimentos, que os comissários vendem no ar. Cobra também por serviços que não existiam e foram criados para engordar seu caixa, como embarque de bagagem e uso de celulares e laptops na aeronave. Dentro da aeronave, a caixa registradora não para de engordar. O drinque oferecido pela comissária tem preço – custa mais de US$ 2. Somente com a venda de refeições no ar, a RYANAIR fatura mais de US$ 120 milhões anualmente. Reservas em hotéis credenciados geram outros US$ 25 milhões. Para embarcar a bagagem dos passageiros a empresa fatura aproximadamente US$ 80 milhões. E outros US$ 75 milhões vêm de acordos com locadoras de automóveis. Até o uso de cadeira de rodas a RYANAIR andou cobrando, para desespero das entidades de defesa do consumidor. Recentemente, em mais uma medida polêmica, a direção da empresa passou a exigir que seus comissários de bordo vendam diariamente no mínimo oito bilhetes de raspadinha (loteria instantânea), além de um perfume e um menu ou uma refeição fresca. É por tudo isso que a RYANAIR tem capacidade para cobrar em média apenas €33 a passagem para mais de 200 destinos dentro da Europa.


Mas a ousadia da empresa aérea irlandesa não para por aí. Constantemente a RYANAIR causa polêmica com ideias mirabolantes (que raramente são adotadas), mas que atraem a atenção da mídia. Por exemplo, chocou os amantes e usuários da aviação civil ao anunciar que pretendia cobrar uma taxa “simbólica”, de £1 pelo uso do banheiro em pleno voo. Posteriormente, incomodou os gordinhos, tentando obrigá-los a pagar duas tarifas: uma para ele e outra para o seu excesso de peso. E a RYANAIR foi mais longe. A novidade parecia ir contra os limites da aviação civil – principalmente em tempos que voar não significa mais tanta segurança assim. Isto porque que a companhia aérea divulgou que estudava a possibilidade de vender passagens para pessoas que estiverem dispostas a viajar em pé. Mas isso, segundo a assessoria da RYANAIR, se aplicaria apenas em rotas de curto percurso, com, no máximo, 90 minutos de duração. Na realidade, o esquema funcionaria da seguinte forma: na hora da decolagem e aterrissagem, os passageiros viajando com este tipo de passagem seriam dispostos em bancos verticais, como aqueles encontrados em pubs e lanchonetes. Em outro de seus delírios, a RAYNAIR anunciou em 2011 o CHILD FREE: voos exclusivos para adultos, livres da presença de crianças.


Ousada e agressiva 
A RYANAIR é uma das mais rentáveis e controversas companhias aéreas do mundo. Talvez poucas empresas nesse segmento tenham uma imagem tão controversa, mas tão cheia de conquistas: desde o começo de suas operações, adotou a ideia dos “logojets”, vendendo o espaço da fuselagem de suas aeronaves como mídia alternativa; além disso, desde 2002, a RYANAIR já ofereceu mais de 6 milhões de passagens de graça em uma prática agressiva de marketing que visa atrair novos clientes (o passageiro paga somente a taxa de embarque, que varia de acordo com o trajeto). E ousadia é o que não falta a RYANAIR, que já chegou a estampar um enorme letreiro na lateral de um recém-entregue Boeing 737-800, com o qual iniciou os serviços dentro da Alemanha, que dizia de forma provocativa: Auf Wiedersehen, Lufthansa (algo como “Tchau Lufthansa”). Fez o mesmo ao lançar voos na Itália: estampou em letras garrafais na fuselagem de um Boeing 737-800 novinho “Arrivederci Alitalia. Uma de suas mais ousadas ações foi utilizar suas belas aeromoças usando insinuantes biquínis para fazer um calendário e vendê-los em seus aviões durante os voos, com grande parte da arrecadação revertida para instituições de caridade. Nas fotos, as comissárias apareciam vestidas de biquínis dentro dos aviões da companhia, em alguns casos simulando desempenhar funções próprias da profissão. O primeiro e polêmico calendário da companhia aérea, batizado de Cabin Crew Charity Calendar, foi lançado em 2008. Pouco depois, em 2012, para divulgar a nova edição do calendário a empresa estampou em alguns jornais britânicos anúncios que foram acusados de associar suas tripulantes a comportamentos sexuais. A campanha mostrava uma aeromoça de lingerie provocante acompanhada pelo slogan “Red hot fares & crew” (na tradução literal “Tarifas escaldantes & tripulação”). Após muita polêmica e críticas, o calendário teve sua última edição em 2014. A RYANAIR afirma que o calendário arrecadou mais de €600 mil para instituições de caridade.


Para baixar ainda mais seus custos, os novos aviões da companhia aérea não possuem cortinas nas janelas, pois estas atrasam os preparativos para a decolagem, fazendo com que a tripulação precise abri-las; e os bolsões para revistas nas costas das poltronas foram eliminados para reduzir o tempo de limpeza. Além disso, geralmente a empresa utiliza publicidade nas cabines e nos assentos para aumentar as receitas. Apesar de ser uma empresa com altíssimo índice de aceitação, não raramente é criticada por sua política com relação a passageiros e funcionários. Inúmeras reclamações são realizadas por passageiros, devido à falta de atenção dispensada pela empresa quando ocorre algum problema durante a viagem. E uma das medidas mais polêmicas foi à proibição dos funcionários de carregarem a bateria de seus telefones celulares nas instalações da empresa, pois isso acarreta em um maior consumo de energia elétrica. Depois a companhia divulgou que pretendia pedir autorização das autoridades aéreas europeias para acabar com a figura do co-piloto em voos curtos. Era mais uma polêmica à vista.


O gênio por trás da marca 
Michael O’Leary já foi chamado de maluco, irreverente e visionário. E não é para menos. “Estou disponível para aceitar qualquer moeda, até cabras gregas”; “Na classe executiva, tudo será gratuito. Até as camas e sexo oral”; “Se um voo é cancelado, não pensem que vamos colocar nossos passageiros em um hotel ou em um restaurante”; “Um piloto por avião é suficiente”; “Porque não disponibilizar filmes pornográficos? Ou cobrar dos passageiros mais obesos ou até por usar o banheiro”. Estas foram algumas das frases mais polêmicas do CEO da RYANAIR. À frente da companhia aérea, ele criou tendências, polêmicas e mudou a maneira de voar, primeiro dos europeus e depois do restante do mundo, ao levar ao pé da letra o termo “low cost” (baixo custo, em inglês). Ele nasceu no dia 20 de março de 1961, segundo filho mais velho de seis irmãos. Embora sua família possuísse boa situação financeira, ele nunca viajara de avião a parte alguma. Como a maioria das famílias de classe média alta da época, quando os O’Leary viajavam para o exterior utilizavam os tradicionais ferry-boats. Ele não se recorda da primeira vez em que entrou em um avião.


Após se formar em administração e negócios, ele trabalhou como contador em uma grande empresa. Deixou o emprego para fundar uma pequena rede de banca de jornais e, em 1987, conseguiu um emprego como assistente financeiro de Tony Ryan, um empresário que tinha feito fortuna com leasing de aviões e que recentemente havia fundado uma companhia aérea baseada em Dublin: a RAYANAIR. Ele concordou em trabalhar sem salário fixo, mas com um percentual substancial das receitas geradas pela RYANAIR, caso as remotas perspectivas da companhia melhorassem. Esse pacto faria dele um dos homens mais ricos da Irlanda. Nos primeiros anos de sua existência, porém, a RYANAIR viveu grandes dificuldades. Diversas vezes, ele recomendou que ela fosse fechada. Até 1994, quando se tornou CEO da companhia aérea, era um homem bastante convencional. Evitava os holofotes. Vestia-se com sofisticados blazers. Após assumir o cargo, notou que a discrição era prejudicial aos negócios. Ele viu como outros executivos extravagantes economizavam dinheiro gerando muita publicidade gratuita, como Sir Richard Branson da Virgin Atlantic Airways. Decidiu então encarnar o papel de um despojado cidadão comum que vendia uma experiência de voo barata. Começou a aparecer para trabalhar vestido com calças jeans.


Na sede da empresa em Dublin, cultivou uma reputação de “pão duro”, proibindo as folhas de rosto no fax e chegou a pedir aos funcionários que comprassem suas próprias canetas. Muitos dizem que ele se esforçou bastante para ficar conhecido como o homem mais desagradável da Irlanda. Implantou taxas inimagináveis aos passageiros. Trocou os cartões de segurança por adesivos colados nas poltronas para reduzir os custos em cada viagem. Dentro das aeronaves passou a vender de tudo, desde jornais, bebidas e petiscos, até bijuterias (sim! Você leu certo!), bichos de pelúcia, perfumes, loções pós-barba e loteria do tipo instantânea. Tudo para vender passagens aéreas a preços que mais parecem troco de padaria. Isto porque, a empresa constantemente faz promoções nas quais a passagem pode ser adquirida por até €6. Criou situações ofensivas, como por exemplo, quando se vestiu de Papa para lançar uma rota para Roma. Em entrevistas e programas, cansou de criar factóides que atraíram a atenção para a atrevida RYAINAIR. Apesar das constantes e inúmeras reclamações, com o passar dos anos mais e mais pessoas voam com a RYANAIR, que se transformou na maior companhia aérea da Europa. E muito disso se deve a Michael O’Leary.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas acentuadas modificações ao longo dos anos. A primeira delas ocorreu em 1987 quando a marca adotou o tradicional logotipo que continha a imagem de um anjo e uma harpa céltica, símbolo nacional da Irlanda. Em 2001 o logotipo passou a utilizar somente o nome da marca, geralmente sobre um fundo azul e escrito em amarelo. Em 2013 a marca apresentou uma nova identidade visual com o retorno da tradicional harpa e uma nova tipografia de letra.


Os slogans 
Low Fares. Made Simple. (2014) 
Always Getting Better. (2014) 
Ryanair. Fly cheaper. (2007) 
The Low Fares Airline. (2002)


Dados corporativos 
● Origem: Irlanda 
● Fundação: 28 de novembro de 1984 
● Fundador: Tony Ryan, Christopher Ryan e Liam Lonergan 
● Sede mundial: Dublin, Irlanda 
● Proprietário da marca: Ryanair Holdings plc 
● Capital aberto: Sim (1997) 
● Chairman: David Bonderman 
● CEO: Michael O’Leary 
● Faturamento: €6.64 bilhões (2016) 
● Lucro: €1.55 bilhões (2016) 
● Valor de mercado: €20.6 bilhões (dezembro/2017) 
● Frota: 400 aeronaves 
● Destinos: 205 
● Passageiros transportados: 119.977.801 (2016) 
● Presença global: 33 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 13.000 
● Segmento: Aviação 
● Principais produtos: Aviação comercial de baixo custo 
● Concorrentes diretos: EasyJet, Wizz Air, Norwegian, Vueling, Eurowings, Iberia Express, Aer Lingus e British Airways 
● Ícones: A agressividade nos preços das passagens aéreas 
● Slogan: Low Fares. Made Simple. 
● Website: www.ryanair.com/pt/pt/ 

A marca no mundo 
A RYANAIR, maior companhia aérea do continente europeu, transportou aproximadamente 120 milhões de pessoas em 2016 através de suas 1.500 rotas, abrangendo 205 destinos em 33 países, realizando mais de 2.000 voos diários e empregando mais de 13.000 funcionários de 25 nacionalidades diferentes. Sua frota é composta por 400 aeronaves Boeing 737-800, configuradas para 189 passageiros e com média de idade de apenas 5 anos. A taxa de ocupação de seus aviões é superior a 94%. 

Você sabia? 
Em julho de 2002, na Inglaterra, passageiros que embarcavam em um voo da RYANAIR com destino a cidade de Dublin foram comunicados pelo piloto que havia falta de pessoal encarregado de embarcar a bagagem no avião. Haveria um grande atraso, disse o piloto, a menos que passageiros se dispusessem a fazer o serviço. Pouco depois, um punhado de passageiros estava na pista para ajudar a embarcar as malas. Esse é o estilo RYANAIR. 
A RYANAIR só vende passagens pela internet ou através do call center e não tem acordos com agências de viagem. 
Exatamente quando qualquer avião da companhia aérea pousa no destino toca uma música para anunciar que o voo chegou dentro do horário previsto. 
A companhia aérea tem atualmente 183 aeronaves Boeing 737-800 encomendadas e opção de compra para mais 100 Boeing 737 MAX 200. Esta expansão significa que, até 2024, sua frota será superior a 520 aeronaves em funcionamento e capaz de transportar 160 milhões de passageiros por ano. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), jornais (Valor Econômico, Folha e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 


Última atualização em 6/12/2017

Um comentário:

Filipe Coelho disse...

abaixo assinado online para que a Ryanair abra uma base no aeroporto francisco sá carneiro:

http://www.petitiononline.com/ryanhub/petition.html

assinem e divulguem!!