15.8.06

RYANAIR

Acessar o site para comprar um bilhete de viagem e, ao mesmo tempo, deixar feita a reserva em um dos hotéis da rede credenciada. Aproveitando que a empresa tem uma parceria com uma locadora de automóveis, alugar um carro com desconto. E o melhor: as passagens áreas são baratas, algumas chegam a custar irrisórios €6, com taxas incluídas, e os destinos pelo continente europeu não param de crescer. Quer seja para grandes cidades ou atrações turísticas, a companhia aérea irlandesa RYANAIR, é sempre a melhor escolha quando o assunto é voar de forma rápida pelo continente europeu fazendo enorme economia.

A história
A companhia aérea foi fundada no ano de 1985 pelo magnata irlandês Tony Ryan, então presidente da Guinness Peat Aviation (GPA), na época a maior gigante no setor de arrendamentos de aeronaves comerciais, juntamente com seus filhos Cathal e Decla, além de Liam Lonergan, dono de uma operadora turística na Irlanda. A RYANAIR iniciou suas operações com apenas 25 funcionários e utilizando um avião Embraer EMB-110 Bandeirante com capacidade para 15 lugares, ligando Waterford à Londres (aeroporto Gatwick), criando uma situação difícil para a tradicional British Airways e a Aer Lingus, que tinham controle absoluto no trecho e passaram a concorrer com uma empresa que oferecia tarifas a preços extremamente competitivos. O sucesso foi imediato, levando a empresa a transportar apenas em seu primeiro ano mais de 5.000 passageiros. Em 1986, após obter autorização para voar no trecho Dublin–Londres, adquiriu uma aeronave BAe 748, com capacidade para até 46 passageiros e iniciou os serviços em maio do mesmo ano.


Oferecendo um preço 50% menor do que a Aer Lingus e a British Airwyas, a RYANAIR foi acusada por ambas as empresas de iniciar uma guerra tarifária. Apesar das acusações, seguiu com seu conceito de tarifas baixas e fechou o ano tendo transportado mais de 82 mil passageiros. Um crescimento extraordinário para uma modesta empresa que possuía apenas duas linhas comerciais. No ano seguinte arrendou três antigos BAC 1-11 e ampliou sua malha incluindo 15 novos destinos a partir de Dublin, como por exemplo, Liverpool, Manchester, Glasgow e Cardiff, entre outras cidades. Os competidores não gostaram do que viram e uma intensa batalha de preços e tarifas foi desencadeada. Surpreendentemente, o Governo Irlandês ficou ao lado de “Davi”, protegendo a nova empresa.


Em 1988, a companhia aérea já voava uma vez por semana para Munique e duas vezes para Bruxelas e no ano seguinte a frota já era composta por seis One-Eleven e três ATR-42. Apesar do excepcional crescimento, a empresa iniciou a década de 90 acumulando perdas cada vez maiores, até que em 1991 contratou o executivo Michael O’Leary, entregando-o a responsabilidade de fazer a RYANAIR se tornar uma empresa altamente rentável. Visando um novo modelo, o executivo buscou conhecer a fundo o sistema utilizado pela americana Southwest Airlines, considerada a “mãe de todas as companhias de baixa tarifa”, passando a adotar o mesmo modelo em sua empresa. O primeiro passo foi à padronização da frota com um único tipo de avião, na época a escolha foi para o eficiente e econômico Boeing 737-200. Em seguida, reviu completamente os sistemas de reserva e de serviços de bordo, este último inexistente nos vôos da empresa hoje em dia. Graças às mudanças adotadas, em 1995 a companhia aérea comemorou seu 10º aniversário com mais de 2.2 milhões de passageiros transportados e com uma frota de onze aeronaves BOEING 737-200. Era uma reviravolta e tanto para uma empresa aérea, que há poucos anos, tinha graves problemas financeiros.


A desregulamentação do espaço aéreo europeu ocorrido no final de 1996, que deu direito as empresas dos países membros a voarem para qualquer destino dentro do bloco, deu um novo impulso a RYANAIR, que imediatamente abriu novas rotas para Oslo, Estocolmo e Paris. Sua expansão prosseguiu com a compra de novas aeronaves e o estabelecimento do aeroporto de Stansted, em Londres, como seu principal hub. Aproveitando o potencial da Internet, em 2000 a RYANAIR estreou seu site, que inicialmente teve uma importância secundária na venda de passagens, porém a drástica redução nos custos proporcionada pelas vendas on-line, fez com que a empresa incentivasse este tipo de compra. Hoje em dia mais de 95% das passagens da empresa são vendidas pela Internet, sendo possível comprar bilhetes por apenas alguns centavos de Euro ou Libras e não raro viajar totalmente de graça.


A RYANAIR preparou-se para uma grande expansão, tentando justificar sua posição de maior companhia aérea de baixa tarifa do Velho Continente. Em 2002 fez uma enorme encomenda junto a Boeing, adquirindo mais de 150 unidades do 737-800, aeronave escolhida para ser sua “flagship”, o que dava uma clara noção do quão bem-sucedido, agressivo e ambicioso era o planejamento de crescimento da companhia aérea. Em 2005, ano em que a transportou mais de 35 milhões de passageiros, o pedido foi ampliado para 225 aviões, com opção de compra para outras 200 unidades. Explorando as novas possibilidades de um ambiente competitivo mais liberal, a RYANAIR não perdeu tempo e lançou vários serviços domésticos em países como a Itália e a Alemanha, afrontando as tradicionais companhias aéreas locais, perplexas com esta nova forma de competição. Apesar de suas polêmicas, inúmeras restrições em vôos, a companhia aérea irlandesa comandada por Michael O’Leary, extremamente conhecido pelos factoides que cria para a imprensa, se tornou a maior da Europa em passageiros transportados e preferida entre a galerinha mais jovem, que procura preço baixo e serviço eficaz.


As rotas
A RYANAIR possui atualmente 1.400 rotas que levam para mais de 165 destinos dentro do continente europeu e dois no continente africano (Marrakech e Fez no Marrocos). Opera 50 hubs principais (base operacionais) em importantes aeroportos europeus como: London Stansted Airport (principal base operacional da empresa com mais de 120 vôos diários), Dublin (com mais de 70 decolagens todos os dias), Brussels South Charleroi Airport (Bélgica), Cork (Irlanda), Frankfurt-Hahn (Alemanha), Girona (Espanha), London Luton (Inglaterra), Liverpool (Inglaterra), Milan Orio al Serio (Itália), Pisa (Itália), East Midlands (Inglaterra), Glasgow Prestwick (Escócia), Rome Ciampino (Itália), Shannon (Irlanda), Stockholm Skavsta (Suécia), Madrid Barajas (Espanha), Bremen (Alemanha), Weeze (Alemanha), Belfast City (País de Gales), Bournemouth (Irlanda), Valencia (Espanha), Alicante (Espanha), Bristol (Inglaterra), Réus (Espanha), Edinburgh (Escócia) e Birmingham (Inglaterra). O hub de Pescara na Itália é o menor da companhia aérea, com aproximadamente cinco decolagens diárias. A rota mais rentável e movimentada da empresa é a Dublin-Londres, perdendo apenas no mundo para a rota Hong Kong-Taipei. As únicas rotas para África, em Marrakech e Fez no Marrocos, partem de Frankfurt, Düsseldorf, Girona e Marseille.


Os serviços
A RYANAIR cobra por quase todos os serviços e produtos que antes eram gratuitos, como por exemplo, alimentos e bebidas a bordo. Cobra também por serviços que não existiam e foram criados para engordar seu caixa, como embarque de bagagem e uso de celulares e laptops na aeronave. Dentro da aeronave, a caixa registradora não para de engordar. O drinque oferecido pela comissária tem preço – custa mais de US$ 1. Somente com a venda de refeições no ar, a RYANAIR fatura mais de US$ 75 milhões anualmente. Reservas em hotéis credenciados geram outros US$ 20 milhões. Para embarcar a bagagem dos passageiros a empresa fatura aproximadamente US$ 40 milhões. E outros US$ 72 milhões vêm de acordos com locadoras de automóveis. Até o uso de cadeira de rodas a RYANAIR andou cobrando, para desespero das entidades de defesa do consumidor. É por tudo isso que a RYANAIR tem capacidade para cobrar em média apenas US$ 40 a passagem para mais de 130 destinos dentro da Europa. Mas a ousadia da empresa aérea irlandesa não parou por aí.


Recentemente chocou os amantes e usuários da aviação civil ao anunciar que passaria a cobrar uma taxa “simbólica”, de £1 pelo uso do banheiro em pleno vôo. Posteriormente, incomodou os gordinhos, obrigando-os a pagar duas tarifas: uma para ele e outra para o seu excesso de peso. Agora a RYANAIR foi mais longe. Dessa vez, a novidade parece ir contra os limites da aviação civil – principalmente em tempos que voar não significa mais tanta segurança assim. Isto porque que a companhia aérea divulgou que estuda a possibilidade de vender passagens para pessoas que estiverem dispostas a viajar em pé. Mas isso, segundo a assessoria da RYANAIR, se aplica apenas em rotas de curto percurso, com, no máximo, 90 minutos de duração. Na realidade, o esquema funcionaria da seguinte forma: na hora da decolagem e aterrissagem, os passageiros viajando com este tipo de passagem seriam dispostos em bancos verticais, como aqueles encontrados em pubs e lanchonetes. O mais novo delírio da RAYNAIR atende pelo nome de CHILD FREE: a partir de outubro de 2011, a companhia iniciou a disponibilização de vôos exclusivos para adultos, livres da presença de crianças.


Ousada e agressiva
A RYANAIR é uma das mais rentáveis e controversas empresas aéreas do mundo. Talvez poucas empresas aéreas tenham uma imagem tão controversa, mas tão cheia de conquistas: desde o começo de suas operações, adotou a idéia dos “logojets”, vendendo o espaço da fuselagem de suas aeronaves como mídia alternativa; desde 2002, a RYANAIR já ofereceu mais de 4 milhões de passagens de graça em uma prática agressiva de marketing que visa atrair novos clientes. Resta saber como e quando será o contra-ataque das outras companhias aéreas europeias. Mas ousadia é o que não falta a RYANAIR, que já chegou a estampar um enorme letreiro na lateral de um recém-entregue Boeing 737-800, com o qual iniciou os serviços dentro da Alemanha, que dizia de forma provocativa: Auf Wiedersehen, Lufthansa (algo como “Tchau Lufthansa”). Fez o mesmo ao lançar vôos na Itália: estampou em letras garrafais na fuselagem de um 737-800 novinho “Arrivederci Alitalia”. Uma de suas mais ousadas ações é utilizar suas belas aeromoças usando insinuantes biquínis para fazer um calendário e vendê-los em seus aviões durante os vôos. Nas fotos, as comissárias aparecem vestidas de biquínis dentro dos aviões da companhia, em alguns casos simulando desempenhar funções próprias da profissão. O primeiro e polêmico calendário da companhia aérea foi lançado em 2008. Recentemente, em 2012, para divulgar a nova edição do calendário a empresa estampou em alguns jornais britânicos anúncios que foram acusados de associar suas tripulantes a comportamentos sexuais. A campanha mostrava uma aeromoça de lingerie provocante acompanhada pelo slogan “Red hot fares & crew” (na tradução literal “Tarifas escaldantes & tripulação”).


Para baixar ainda mais seus custos, os novos aviões da companhia aérea não possuem cortinas nas janelas, pois estas atrasam os preparativos para a decolagem, fazendo com que a tripulação precise abri-las; e os bolsões para revistas nas costas das poltronas foram eliminados para reduzir o tempo de limpeza. Além disso, geralmente a empresa utiliza publicidade nas cabines e nos assentos para aumentar as receitas. Apesar de ser uma empresa com altíssimo índice de aceitação, não raramente a empresa é criticada por sua política com relação a passageiros e funcionários. Inúmeras reclamações são realizadas por passageiros, devido à falta de atenção dispensada pela empresa quando ocorre algum problema durante a viagem. E uma das medidas mais polêmicas foi à proibição dos funcionários de carregarem a bateria de seus telefones celulares nas instalações da empresa, pois isso acarreta em um maior consumo de energia elétrica. Recentemente a companhia divulgou que pretende pedir autorização das autoridades aéreas europeias para acabar com a figura do co-piloto em vôos curtos. Mais uma polêmica à vista.


O gênio por trás da marca
Michael O’Leary já foi chamado de maluco, irreverente e visionário. E não é para menos. À frente da companhia aérea RYANAIR, ele criou tendências, polêmicas e mudou a maneira de voar, primeiro dos europeus e depois do restante do mundo, ao levar ao pé da letra o termo “low cost” (baixo custo, em inglês). Ele nasceu no dia 20 de março de 1961, segundo filho mais velho de seis irmãos. Embora sua família tivesse boa situação financeira, ele nunca viajara de avião a parte alguma. Como a maioria das famílias de classe média alta da época, quando os O’Leary viajavam para o exterior utilizavam os tradicionais ferry-boats. Ele não se recorda da primeira vez em que entrou em um avião. Até meados da década de 80, quando surgiu a RYANAIR, a companhia aérea Aer Lingus detivera quase um monopólio sobre os vôos com saídas de Dublin, e os preços eram elevados. Após se formar em administração e negócios, ele trabalhou como contador em uma grande empresa. Deixou o emprego para fundar uma pequena rede de bancas de jornais e, em 1987, conseguiu um emprego como assistente financeiro de Tony Ryan, um empresário que tinha feito fortuna com leasing de aviões e que recentemente havia fundado uma companhia aérea baseada em Dublin: a RAYANAIR. Ele concordou em trabalhar sem salário fixo, mas com um percentual substancial das receitas geradas pela RYANAIR, caso as remotas perspectivas da companhia melhorassem. Esse pacto faria dele um dos homens mais ricos da Irlanda.


Nos primeiros anos de sua existência, porém, a RYANAIR viveu grandes dificuldades. Diversas vezes, ele recomendou que ela fosse fechada. Até 1994, quando se tornou CEO da companhia aérea, era um homem bastante convencional. Evitava os holofotes. Vestia-se com sofisticados blazers. Após assumir o cargo, notou que a discrição era prejudicial aos negócios. Ele viu como outros executivos extravagantes economizavam dinheiro gerando muita publicidade gratuita, como Sir Richard Branson da Virgin Atlantic Airways. Decidiu então encarnar o papel de um despojado cidadão comum que vendia uma experiência de vôo barata. Começou a aparecer para trabalhar vestido com calças jeans.


Na sede da empresa em Dublin, cultivou uma reputação de “pão duro”, proibindo as folhas de rosto nos faxes e pedindo aos funcionários que comprassem suas próprias canetas. Muitos dizem que ele se esforçou bastante para ficar conhecido como o homem mais desagradável da Irlanda. Implantou taxas inimagináveis aos passageiros. Trocou os cartões de segurança por adesivos colados nas poltronas para reduzir os custos em cada viagem. Dentro das aeronaves passou a vender de tudo, desde jornais, bebidas e petiscos, até bijuterias (sim! Você leu certo!), bichos de pelúcia, perfumes, loções pós-barba e loteria do tipo raspadinha. Tudo para vender passagens aéreas a preços que mais parecem troco de padaria. Isto porque, a empresa constantemente faz promoções nas quais a passagem pode ser adquirida por até €6. Criou situações ofensivas, como por exemplo, quando se vestiu de Papa para lançar uma rota para Roma. Em entrevistas e programas, cansou de criar factoides que atraíram a atenção para a atrevida RYAINAIR. Apesar das constantes e inúmeras reclamações, com o passar dos anos mais e mais pessoas voam com a RYANAIR, que se transformou na maior companhia aérea da Europa. E muito disso se deve a Michael O’Leary.


A evolução visual
A identidade visual da marca passou por algumas acentuadas modificações ao longo dos anos. A primeira modificação ocorreu em 1987, quando a marca adotou o tradicional logotipo que continha uma harpa céltica. Em 2001 aconteceu a última modificação, mas a RYANAIR continua utilizando o logotipo da harpa na fuselagem de seus aviões.


Os slogans
The Low Fares Airline.
Ryanair. Fly cheaper.


Dados corporativos
● Origem:
Irlanda
● Fundação:
1985
● Fundador:
Tony Ryan e Liam Lonergan
● Sede mundial:
Dublin, Irlanda
● Proprietário da marca:
Ryanair Holdings plc
● Capital aberto: Sim (1997)
● Chairman:
David Bonderman
● CEO: Michael O’Leary
● Faturamento: €3.62 bilhões (2011)
● Lucro: €374.6 milhões (2011)
● Valor de mercado: US$ 10.6 bilhões (abril/2012)
● Frota: 294 (Boeing 737-800)
● Rotas: 1.400
● Destinos:
165
● Hubs:
50
● Presença global:
28 países
● Funcionários: 8.560
● Passageiros transportados: 76.400.000 (2011)
● Segmento:
Aviação comercial
● Principais produtos:
Passagens aéreas de baixo custo
● Concorrentes diretos:
EasyJet, Aer Lingus e Virgin Express
● Ícones: A agressividade nos preços das passagens aéreas
● Slogan:
The Low Fares Airline.
● Website: www.ryanair.com

A marca no mundo
A RYANAIR, maior companhia aérea de baixa tarifa do continente europeu e segunda em termos de passageiros, transporta mais de 76.4 milhões de pessoas anualmente através de suas 1.400 rotas, abrangendo 165 destinos em 28 países, realizando mais de 1.500 vôos diários e empregando mais de 8.500 funcionários de 25 nacionalidades diferentes. Sua frota é composta por 294 aeronaves Boeing 737-800, configuradas para 189 passageiros e com média de idade de apenas 3.8 anos. A taxa de ocupação de seus aviões é superior a 82%. Hoje em dia a empresa transporta mais passageiros na Europa que a gigante British Airways.

Você sabia?
Em julho de 2002, na Inglaterra, passageiros que embarcavam em um vôo da RYANAIR com destino a cidade de Dublin foram comunicados pelo piloto que havia falta de pessoal encarregado de embarcar a bagagem no avião. Haveria um grande atraso, disse o piloto, a menos que passageiros se dispusessem a fazer o serviço. Pouco depois, um punhado de passageiros estava na pista para ajudar a embarcar as malas. Esse é o estilo RYANAIR.
A RYANAIR só vende passagens pela Internet ou através do call center e não tem acordos com agências de viagem.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 2/4/2012

Um comentário:

Filipe Coelho disse...

abaixo assinado online para que a Ryanair abra uma base no aeroporto francisco sá carneiro:

http://www.petitiononline.com/ryanhub/petition.html

assinem e divulguem!!