5.5.06

MINI


Reconhecido de imediato: compacto na frente, igualmente compacto na traseira, ainda assim com espaço de sobra para acomodar quatro pessoas confortavelmente. Este design faz do MINI um automóvel único como as pessoas que o dirigem. Ele tinha tudo para passar despercebido pelo mercado quando foi lançado. A começar pelo tamanho. Mas virou uma lenda e um fenômeno cultural, que conquistou Hollywood, os Beatles e até mesmo a sisuda monarquia britânica. Um carro que ficou mundialmente conhecido pelo seriado Mr. Bean e por suas campanhas publicitárias ousadas e criativas. Muito mais que um carro, MINI se transformou em um estilo de vida. 

A história 
Tudo começou quando o engenheiro de origem turca, Alec Arnold Constantine Issigonis, da montadora britânica Morris, foi convocado, em virtude da grave crise do petróleo que assolou o mundo no final da década de 1950, a desenvolver um carro pequeno, com no máximo três metros de comprimento, que transportasse quatro adultos com relativo conforto, barato e que consumisse pouquíssima gasolina. Ele sabia que a quarta razão para se fabricar o automóvel era a que realmente importava. O engenheiro desenhou o que seria o novo automóvel em um simples guardanapo de papel de um restaurante londrino. O carro, com o nome de código ADO 15 (sendo ADO a sigla de Austin Drawing Office, ou departamento de estudos da empresa, e 15 o número do projeto), foi desenvolvido em tempo recorde. Dois protótipos foram construídos e em julho de 1958, Alec, convidou o diretor-gerente da montadora, Sir Leonard Lord, para testá-lo. O pequeno carro de duas portas entusiasmou Sir Lord, que determinou sua produção imediatamente. Finalmente no dia 8 de maio de 1959 o mercado inglês conhecia um carrinho compacto (media apenas 3.05 metros de comprimento), leve (pesava somente 620 kg), repleto de inovações como carroceria monobloco, motor transversal, tração dianteira, suspensão sem amortecedores e rodas de 10 polegadas, que se tornaria um ícone da indústria britânica. Seu design era tão inovador que permitia que 80% da área do piso do automóvel fosse utilizada para passageiros e bagagens. No dia 26 de agosto de 1959 o pequeno automóvel, apresentado ao público curiosamente com dois nomes, Austin Seven e Morris Mini Minor, já estava à venda por apenas £496.


O automóvel impressionava pelo aproveitamento do espaço e pela estabilidade. Mas talvez a mudança de conceito mais admirável, e que fez dele uma lenda da indústria automobilística, tenha sido a utilização de solda externa da carenagem. Dividida em pequenas peças, podia ser toda encaixada pelos cantos. E manualmente. O resultado foi uma drástica diminuição nos custos. O MINI, como o veículo foi oficialmente batizado, poderia chegar às lojas com um preço imbatível, pouquíssimo superior ao de produção. Era um automóvel genial, mas o sucesso não veio de imediato. Uma conta equivocada fez com que os primeiros lotes do automóvel fossem ofertados com preço abaixo de custo, e as perdas da BMC (British Motor Company) foram bastante razoáveis. O sucesso de público, e crítica, somente piorava a situação. E a direção da empresa pensou em acabar com o projeto. A década seguinte seria de redenção para a British Motor Company. O público estava dividido. Mas seu poder de sedução era tão grande que aqueles que o compravam, espalhavam a boa notícia das qualidades daquele carrinho tão simpático. Sua crescente popularidade coincidiu com os “loucos” anos de 1960, transformando-se em objeto do desejo de artistas de cinema e consagrando-se em uma sequência célebre de perseguição no filme “The Italian Job” (1969), com Michael Caine e Margaret Blye. Agilidade sempre foi o forte do pequeno carro. Ele era capaz de vencer as mais estreitas ruelas europeias, podia ser manobrado no espaço de meia rua e cabia em praticamente qualquer lugar. É preciso que se admita: o carro de Sir Alec deve muito de seu sucesso a um adjetivo pouco convencional, chamado na época de “classlessness” (algo como “sem distinção de classe social”).


Decididamente criado para as massas, o pequeno MINI era tão carismático que, no início dos anos de 1960, já contava entre seus fãs com duas instituições britânicas. Acostumada com imponentes e luxuosíssimos Rolls-Royce e Bentley, a Rainha Elizabeth II tinha um MINI prateado. Os Beatles também circulavam com o carrinho pelas ruas. Também era um carro excelente para disputar provas de velocidade. Uma questão de tempo até aparecer alguém disposto a fazer algumas modificações e colocá-lo à prova. O rapaz se chamava John Cooper, filho de Charles Cooper, dono da Cooper Car Company, especializada em carros de corrida. Assim que o primeiro lote do automóvel ficou pronto, o empresário adquiriu algumas unidades para testes. Primeiro turbinou o motor, subindo a potência para 997 cilindradas. Também mudou o sistema de freios e rebaixou o chassi para ganhar mais estabilidade. Batizado de MINI COOPER 997, ele se tornaria um verdadeiro demônio nas provas de rali. E seu primeiro grande feito dentro das pistas ocorreu em 1964 quando foi o grande vencedor do Rali de Monte Carlo. A imprensa europeia estampava manchetes alucinadas: “Um milagre sobre roda”. O sucesso do modelo foi tamanho que a fábrica resolveu colocar essa versão esportiva à venda.


Em 1964, foram vendidas mais de mil unidades. Quando a linha de montagem do MINI COOPER fechou as portas, em 1967, o carro contabilizava mais de 12 mil unidades vendidas. Nesse meio tempo, John Cooper aproveitou para criar outro modelo ainda mais esportivo, com 1.071 cilindradas. Ficou conhecido como MINI COOPER S (de Sport), vendendo mais de 4 mil unidades em menos de um ano. Nesta época novas versões do carro foram introduzidas, incluindo uma picape e até uma station wagon. Em 1970, os emblemas da Austin e da Morris desaparecem do modelo. A partir de agora os carros chamam-se simplesmente Mini (escritos com letras minúsculas). A globalização do modelo conheceria seu ápice em 1972, quando o Mini Cooper passou a ser fabricado pela fábrica Innocenti na Itália. Nascia assim o Innocenti Cooper, um mito de Milão à Sicília. Nesta época, o pequeno automóvel já ocupava a garagem de mais de 3 milhões de consumidores, sendo produzido sob licença na Austrália, Portugal e Itália, e também na África do Sul, Chile, Uruguai, Espanha, Venezuela e Iugoslávia. Outro fato interessante da época é que, segundo estimativas da fábrica, as mulheres eram responsáveis por 50% das vendas do automóvel. O aniversário de 25 anos, em 1984, foi comemorado com uma versão especial, equipada com rodas de 12 polegadas. Daí em diante, o tempo passaria rápido, com incrementos na segurança e conforto.


Foi somente no ano de 2000 que o pequeno automóvel saiu definitivamente de cena para dar lugar ao novo MINI, reinterpretado e fabricado com a chancela da alemã BMW. A marca e o modelo são as únicas heranças da britânica Rover, após sua venda para o grupo alemão em 1994. O carro era tão apaixonante ao ponto da montadora alemã ter vendido a Rover, mas mantido os direitos sob a marca MINI. Uma equipe de jurados composta de 100 especialistas da indústria automobilística elegeu o MINI o carro mais importante do século 20, depois é claro do icônico Ford Model T. Embora o antigo MINI fosse raramente visto nos Estados Unidos, na Europa ele ajudou a definir projetos tanto para carros quanto para ruas de cidades. O carro que simbolizou a indústria automobilística inglesa por 40 anos chegava ao fim da linha, depois de apresentar nada menos que sete gerações. Era chegada a hora de reinventá-lo. O novo modelo era sucessor direto do clássico de 1959.


Essa nova geração, apresentada no Salão do Automóvel de Paris de 2000, era 60 centímetros mais longo e 30 cm mais largo que o modelo original. O novo MINI apresentava várias características novas e diversos itens opcionais. Unia tecnologia de ponta, modernos e eficientes padrões de segurança e qualidade, assim como a tradição dos valores da marca MINI, tais como otimização do espaço interior aliado a um exterior de dimensões compactas. O novo modelo foi totalmente desenvolvido na Europa, com design e engenharia elaborados na Alemanha e Reino Unido, sendo produzido segundo os padrões de qualidade do Grupo BMW. A maior diferença para o modelo clássico era mesmo o preço. O carro agora valia o peso de sua história mítica. A fim de distinguir o novo modelo do antigo, passou-se a denominar MINI (com letras maiúsculas).


Ainda em 2001, ano oficial de seu lançamento, para incrementar ainda mais seu valioso produto, a montadora apresentou um modelo mais potente e esportivo, o MINI COOPER S, um carro com ar mais agressivo e um motor mais “nervoso” que a versão original. Três anos depois surgia a versão conversível, batizada de MINI COOPER CABRIO, que se tornou um sucesso em vendas. Em menos de uma década o novo MINI se transformou em um verdadeiro sucesso. O segredo da marca foi reeditar o espírito do Mini Cooper original em uma vestimenta moderna. Foi essa combinação de passado e presente descolado que chamou a atenção de milhões de consumidores no mundo inteiro. Nos anos seguintes a marca ampliou sua linha de veículos ao oferecer um cupê, um crossover e até mini SUVs. Apesar de perder parte da proposta original (um automóvel compacto, econômico e popular), as novas versões mantiveram o design que hoje é considerado retrô. Além disso, a marca iniciou o projeto de um carro totalmente elétrico, batizado de MINI E, que deverá rodar nas ruas em um futuro próximo. Outro fator de sucesso da marca é a MINI explorar o apelo emocional que existe em cada um de seus modelos, que podem ser customizados de acordo com as vontades dos proprietários. A partir de 2011, a marca voltou às corridas de rali, que junto com a equipe Prodrive (uma das maiores especialista em preparar carros off-road), participou de algumas etapas do WRC (Campeonato Mundial de Rali). O modelo escolhido para representar a marca no WRC foi MINI COUNTRYMAN.


A linha do tempo 
1959 
Primeira vitória da montadora no Mini Miglia National Rally, com um Mini 850 dirigido por Pat Moss, primeira mulher a participar de uma competição internacional de rali. 
1961 
Lançamento da simpática perua COUNTRYMAN, que, dependendo do acabamento, trazia decoração com madeira nas laterais e, derivada desta, surgiu a TRAVELLER, versão rústica para trabalho e transporte leve que tinha chapas no lugar dos vidros traseiros. 
Lançamento em janeiro da versão caminhonete, chamada de MINI PICK-UP
A primeira versão esportiva, MINI COOPER, é introduzida no mercado. 
1962 
Em janeiro o Austin Seven passa a ser conhecido oficialmente como o AUSTIN MINI
1963 
Lançamento do MINI COPPER S, versão mais potente e esportiva do carro equipada com um motor de 1071cc. 
1964 
Lançamento do jipinho MINI MOKE, destinado em princípio ao uso militar para divisão de paraquedismo. Foi recusado pelas forças armadas por ser baixo e não ter opção de tração nas quatro rodas. Mas na versão civil, com capota de lona, fez enorme sucesso na Austrália, África do Sul, na Riviera Francesa e na Califórnia. 
1965 
O milionésimo MINI é vendido, agora com bancos reclináveis. 
1969 
Lançamento do MINI CLUBMAN, versão com a frente mais reta, grade retangular e faróis integrados, assim como alguns acessórios opcionais como vidros elétricos e vidro traseiro aquecido. 
1976 
Lançamento da primeira edição especial do MINI (possivelmente a primeira edição especial de todos os fabricantes de automóveis) sob a forma do MINI 1000 SPECIAL
1979 
Para celebrar o 20º aniversário do MINI foi lançado o 1100 SPECIAL, disponível nas cores cinza prateado e rosa metalizado. Inicialmente estava planejada a produção de apenas 2.500 unidades, que mais tarde chegou a 5.000, devido à extrema popularidade do modelo. 
1983 
Lançamento em 17 de outubro do MINI SPRITE SE. Com uma produção limitada a 2.500 unidades, a edição especial do automóvel incluía rodas de liga leve com abas mais largas. 
1991 
Lançamento do MINI COOPER 1.3i, distinguível pelos novos faróis adicionais, faixas no capô e um motor com injeção. 
Lançamento do MINI CABRIOLET (versão inteiramente conversível com rodas de alumínio, pneus de perfil baixo, faróis auxiliares, spoiler dianteiro e interior muito luxuoso) e do exótico MINI NEON, com cores fortes e brilhantes. 
2000 
No dia 4 de outubro deixou a linha de produção o último MINI clássico. 
2001 
Apresentado pela BMW o novo MINI, agora escrito com letras maiúsculas. 
Lançamento da versão conversível chamada MINI COOPER CABRIO. A segunda geração deste modelo foi lançada em 2009. 
2007 
A moda do revivalismo nos automóveis veio para ficar. Com o início da comercialização em novembro na Inglaterra, surge mais uma versão do MINI: CLUBMAN, inspirado nos modelos Traveller, Countryman e Clubman dos anos de 1960. O modelo é uma versão alongada do MINI tradicional. Com a extensão da carroçaria, este modelo recebeu elementos diferenciados como portas suicidas do lado direito (que se abrem do lado contrário), facilitando o acesso de passageiros ao banco traseiro; porta-malas maior que o original; e traseira com duas portas que abrem para os lados, facilitando assim o acesso. O modelo conta com um motor de 1.6 litros, com quatro cilindros, que produz 120cv de potência. Existe, também, a variante S do modelo, cujo motor é turbinado. A nova geração do modelo foi apresentada em 2015 com o slogan “Go with your gut” (em português algo como “Segue o teu instinto”). 
2008 
Apresentação do MINI JOHN COOPER WORKS, versão esportiva modificada de fábrica. A versão “mais nervosa” do MINI trazia debaixo do capô um motor 1.6 turbo de 207 cavalos de potência, suficientes para acelerar de 0-100 em 6,5 segundos. Em relação ao design a versão tinha rodas exclusivas, body kit, além de outras melhorias mecânicas, como sistema de escape esportivo, suspensão melhorada e câmbio manual de seis marchas. 
2009 
Lançamento, em comemoração aos 50 anos do pequeno carro, dos modelos MINI 50 MAYFAIR e MINI 50 S CAMDEN, equipados com motores de 120cv e 178cv de potência. Também foi disponibilizada uma versão a diesel, com 110cv, capaz de fazer mais de 25 km/l. 
2010 
Lançamento do MINI COUNTRYMAN, versão crossover do tradicional automóvel que herdou o nome da perua produzida pela montadora na década de 1960. O modelo foi o primeiro quatro portas da MINI e está disponível nas versões 4x2 e 4x4 e cinco motorizações à escolha: três a gasolina e duas diesel, com potências que oscilam entre os 90cv e 184 CV. O modelo oferece como itens opcionais sistema de navegação e áudio, teto panorâmico, faróis com regulagem de altura e banco traseiro de três lugares (de série, são apenas dois lugares). 
2011 
Lançamento do MINI COUPÉ, veículo mais veloz da marca com espaço para apenas dois ocupantes. Os elementos característicos do MINI estão todos lá, como os faróis arredondados e a grade com apliques cromados. O interior também é parecido com seus ‘”irmãos”, com uma overdose de formas circulares e o nada discreto velocímetro no centro da cabine. O modelo oferece duas opções de motorização, ambas com 1.6 litros: enquanto a versão “de entrada” tem 122cv, o Coupé S esbanja 184cv. No caso da opção mais arisca, os números de desempenho indicam aceleração de 0 a 100 km/h em 6.9 segundos e velocidade máxima de 230 km/h. 
2012 
Lançamento do MINI ROADSTER, primeiro conversível de dois lugares da montadora. O carisma que acompanha os modelos da MINI desde o ressurgimento da marca, em 2001, é reforçado nesta versão. O par de “santantonios” (arcos instalados atrás dos bancos que protegem a cabeça dos ocupantes em caso de capotagem) está lá por segurança, mas não há como negar que eles conferem um charme todo especial ao veículo. De resto, o visual é praticamente o mesmo dos outros MINI, por qualquer ângulo que se olhe. Entre os itens de série, o conversível possui ar-condicionado, sistema de som com reprodução de arquivos em MP3, direção elétrica com servo-assistência (fica mais dura conforme a velocidade aumenta para melhorar a estabilidade) e entrada auxiliar, rodas de liga leve e sensores de estacionamento. 
2013 
Lançamento do MINI PACEMAN, um crossover compacto que é uma versão duas portas do modelo Countryman. O carro tem 4.11 metros de comprimento, 1.78 metros de largura e 1.52 metros de altura. O automóvel pesa 1.130 kg. O visual se difere da coluna B para trás: o teto do primeiro cupê para atividades esportivas do mundo no segmento de veículos pequenos e compactos premium, é 40 milímetros mais baixo, as lanternas são horizontalizadas (e invadem mais pronunciadamente a tampa do porta-malas e as laterais) e o para-choque foi completamente remodelado. As rodas também são distintas. Com motor 1.6 turbo de 186 cavalos de potência este MINI se apresenta com um design mais agressivo e robusto, mesmo que seja pensado para rodar em áreas urbanas.


Culto a marca 
Os automóveis da marca MINI se tornaram um objeto cultuado e muito exclusivo, não somente em relação ao preço, mas por ser uma recriação retro futurista do antigo modelo MINI COOPER. Agora, sob chancela do Grupo BMW, o MINI COOPER vem ao encontro dos motoristas mais entusiastas, que enxergam no modelo um veículo atraente, emocionante e bem adaptado ao ambiente urbano, tendo um posicionamento único no mercado de automóveis de pequeno porte. A conjugação de elementos cromados com as formas arredondadas da carroceria revelam um equilíbrio perfeito. O MINI é ágil e divertido de dirigir. Esse divertimento ao conduzi-lo foi um critério inerente ao desenvolvimento do produto, que virou ícone de marca jovem, descolada e ligada em tendências. É comum nos Estados Unidos e na Europa ver atores, atrizes e personalidades famosas circulando a bordo do pequeno carro. Em 1999, o MINI foi eleito por especialistas e jornalistas como o segundo mais influente carro do século XX, atrás apenas do lendário Ford Model T.


Campanhas que fizeram história 
O casamento perfeito entra a marca MINI e a agência de publicidade americana Crispin Porter + Bogusky de Miami, foi um fator determinante, principalmente nos Estados Unidos, para o status alcançado pela marca nos dias de hoje. Essa parceria rendeu peças publicitárias geniais e campanhas extremamente criativas, tornando-se um grande case de marketing no mercado de comunicação. Os automóveis da marca são conhecidos pelo seu tamanho diminuto. As campanhas publicitárias criadas para o veículo quase sempre enfatizam a facilidade de se estacionar e a praticidade de se entrar em qualquer lugar, mas sem deixar de lado a potência do motor. As campanhas criativas começaram com o lançamento do MINI COOPER em 2002 e imortalizaram, não somente o slogan “Let’s Motor” (algo como “Vamos dirigir”), mas a utilização criativa de diversos tipos de mídias.


A marca de automóveis se tornou cultuada nos Estados Unidos pelas intervenções e peças de mídia externa, criadas também pela agência de Miami. Um exemplo disso é essa campanha criada em 2002, composta por três outdoors que demonstram como o carro é pequeno, e de uma forma bem palpável para o público. A ideia foi colocar versões em tamanho gigante de vários objetos ao lado das peças. Uma lata de lixo, um orelhão e uma máquina de jornais, tudo desproporcionalmente grande se comparado a nossa realidade. O título dos outdoors dizia: “Fazendo tudo o que você vê parecer grande demais” (Makes everything else seem a little too big), seguido do famoso slogan “Let’s Motor”. Além do excelente conceito, uma maneira inusitada de passar a mensagem e fazer as pessoas enxergarem a campanha em meio a tantos outros anúncios espalhados pelas ruas. Os três outdoors, intitulados de “Phone”, “Newspaper” e “Trashcan”, foram ganhadores de vários prêmios internacionais.




Para assistir alguns dos inúmeros e criativos filmes publicitários da marca basta acessar nosso canal no Youtube (https://www.youtube.com/user/mundodasmarcas/search?query=mini). Clique no ícone abaixo para assistir uma prévia da criatividade da marca.

   

Outra campanha publicitária de sucesso foi lançada na Europa em 2001 quando Jean-Remy Von Matt, sócio da agência alemã Jung Von Matt, criou o slogan “Is It Love?” para o relançamento do novo MINI no “velho continente” e na Ásia.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas modificações ao longo dos tempos, mas sempre manteve sua estrutura original. Após ser adquirida pela BMW, a marca MINI foi relançada no mercado em 2001 com uma nova identidade visual, que se manteve até 2015, quando um novo logotipo foi apresentado. A nova identidade visual agora possui um desenho bidimensional com nova tipografia e tonalidade. O logotipo 2D, com um estilo minimalista, traz a fonte Mini Serif, criada manualmente por designers suíços especialmente para a marca. O novo símbolo será utilizado na tela e no papel, enquanto os carros MINI irão manter o logotipo tridimensional.


Já o design do MINI original também foi sendo atualizado no decorrer dos anos, como pode ser visto na imagem abaixo. Apesar da evolução evidente, as linhas originais foram mantidas como elemento de identificação do carro.


O design da Clubman, maior modelo da família MINI, também evoluiu ao longo dos anos. A nova geração do modelo foi apresentada em 2015.


Dados corporativos 
● Origem: Inglaterra 
● Lançamento: 8 de maio de 1959 
● Criador: Alec Constantine Issigonis 
● Sede mundial: Munique, Alemanha 
● Proprietário da marca: Bayerische Motoren Werke AG 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Norbert Reithofer (BMW Group) 
● Diretor geral: Jochen Goller 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Vendas globais 302.183 veículos (2014) 
● Concessionárias: 1.600 
● Presença global: 75 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Maiores mercados: Estados Unidos, Inglaterra e Alemanha 
● Funcionários: 4.500 
● Segmento: Automobilístico 
● Principais produtos: Automóveis compactos e esportivos 
● Concorrentes diretos: Smart, Audi A1, Fiat 500 e VW Beetle 
● Ícones: O próprio carro e seu tamanho diminuto 
● Slogan: Let’s Motor. 
● Website: www.mini.com.br 

A marca no Brasil 
Apesar de anteriormente ser trazido para o Brasil por alguns importadores independentes, o MINI só foi lançado oficialmente no país no dia 14 de abril de 2009, com a abertura de duas concessionárias, uma em São Paulo e a outra em Curitiba. A concessionária de São Paulo, localizada no bairro de Pinheiros, que consumiu investimentos de R$ 4 milhões, foi construída para criar uma experiência única ao consumidor. A concessionária possui 4.000 m², uma pista exclusiva para test drive no andar superior, simulador de pilotagem e até uma loja que comercializa roupas, sapatos, bolsas e acessórios da grife MINI LIFESTYLE. Pode até parecer exagero, mas o carrinho é tão cultuado mundo afora que, mal foi lançado no país, já havia fila de espera para comprá-lo. Com a chegada do MINI, o Brasil se juntou a outros poucos países das Américas que atualmente também contam com pontos oficiais de venda da marca. São eles: México, Chile, Venezuela, Colômbia e Argentina. Hoje aproximadamente 30 concessionárias oficiais MINI no Brasil.


A marca no mundo 
A marca comercializa sua linha de automóveis, composta atualmente por oito modelos, através de mais de 1.600 concessionárias em 75 países ao redor do mundo, tendo na Europa seu maior mercado. Com a infindável escolha de equipamentos e acessórios de série, assegura-se que em cada 200.000 MINI que saem das linhas de produção, somente dois são absolutamente idênticos. No total, a marca oferece mais de 250 opções diferentes de acessórios. A fábrica de Oxford, localizada em Cowley na Inglaterra, tem capacidade para produzir 900 veículos por dia. As outras fábricas da marca estão localizadas na Áustria e na Holanda. MINI é considerada uma das marcas mais influentes do mundo e vendeu em 2014 mais de 302 mil unidades. 

Você sabia? 
Foram vendidos mais de 7.1 milhões de unidades (de todas as versões) em mais de cinco décadas de produção. Em 2005 foram vendidos 200.400 unidades, sendo a primeira vez que a marca ultrapassou a barreira dos 200 mil veículos comercializados em um único ano. Atualmente já são mais de 300.000 unidades comercializadas por ano. 
O MINI é considerado o “Fusca inglês”. 
O MINI ficou conhecido também por ser o carro favorito de algumas personalidades como Steve McQueen, Paul Newman e os Beatles. Até mesmo o Comendador Enzo Ferrari circulava com um exemplar. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Exame, Época Negócios e Isto é Dinheiro), jornais (Valor Econômico e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 27/7/2015

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