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12.6.24

COSTA COFFEE


Construindo um império global de cafeterias e conhecida como a “Starbucks britânica”, a Costa Coffee tem como filosofia oferecer a melhor xícara de café para milhões de consumidores ao redor do mundo. Não por acaso a Costa Coffee se tornou sinônimo de café excepcional, atmosfera acolhedora e compromisso com a sustentabilidade. E continua a expandir sua presença global, levando seus blends de cafés exclusivos e experiência única de cafeteria para novos cantos do planeta. 

A história 
Tudo começou no ano de 1971, quando os irmãos Sergio e Bruno Costa chegaram a Londres vindos da cidade italiana de Parma, com um desejo ardente de fazer do café de excelente sabor e qualidade parte da vida cotidiana dos britânicos. Com isso em mente e trazendo consigo uma estimada tradição italiana de torrefação de café, os irmãos fundaram a Costa Coffee, uma empresa atacadista para oferecer café torrado para cafeterias italianas de Londres, cidade sempre ávida por experiências e sabores cosmopolitas. Em poucos anos, a marca se tornou bem conhecida na cidade e entre os súditos da rainha, e os irmãos abriram uma nova torrefação em 1978, na Old Paradise Street, sul de Londres. Foi lá que os irmãos Costa testaram às cegas 112 variações de café antes de chegarem a uma mistura exclusiva - Mocha Italia Signature Blend - que se tornaria um ícone da marca até hoje (é a combinação e o equilíbrio perfeitos de grãos delicados de Arábica e Robusta fortes).
   

O Reino Unido, tradicionalmente mergulhado em uma cultura de chá, estava testemunhando um renascimento lento, mas seguro, em seu consumo de café de alta qualidade. E era justamente o que os irmãos Costa buscavam. Com essa mistura de sabor rico e robusto com notas de caramelo e um acabamento suave. Enquanto outras misturas da época atendiam à propensão britânica por um café mais suave, o Mocha Italia se destacou para aqueles que buscavam uma experiência italiana autêntica. Nesta época, o modelo de negócios da Costa Coffee consistia em vender seus cafés para restaurantes, bares e hotéis luxuosos. O estilo da empresa incluía um toque de classe, pois fazia entregas usando os icônicos táxis pretos de Londres.
  

Três anos depois, em 1981, a empresa abriu a primeira cafeteria da Costa Coffee, localizada na Vauxhall Bridge Road, Road, com seu tráfego movimentado e proximidade do coração de Londres. A decoração da loja era semelhante a um café milanês ou um bar espresso romano. A cafeteria era um estabelecimento modesto, exalando uma atmosfera calorosa e convidativa. Com seu aroma de grãos de café recém-preparados, assentos aconchegantes e baristas amigáveis, rapidamente se tornou um destino popular para os amantes de café que buscavam um descanso da agitação da cidade. Foi nessa cafeteria aconchegante e inovadora que os irmãos se tornaram os primeiros fornecedores de café em Londres a servir espresso e cappuccino artesanal em sofisticadas xícaras de porcelana para que os clientes pudessem experimentar o melhor do café. A porcelana, com sua textura fina e propriedades térmicas, fornecia o meio ideal para apreciar o calor, o aroma e os sabores diferenciados da bebida. Ela elevou o ato de beber café a uma experiência semelhante às refinadas cerimônias do chá pelas quais o Reino Unido era conhecido.
   

Rapidamente, outras lojas foram inauguradas em locais de prestígio da cidade, tornando-se destinos para londrinos elegantes. Nesta época a Costa Coffee havia crescido não apenas em tamanho, mas também em sua influência sobre o cenário londrino do café. Em 1995 a Costa Coffee, então uma modesta rede com aproximadamente 40 cafeterias, foi adquirida pelo conglomerado Whitbread, grupo britânico de alimentação, hotelaria e entretenimento, com quase 300 anos de história. Ainda esse ano, a Costa Coffee abriu sua 100ª loja, um marco significativo em sua trajetória de crescimento.
   

Nos anos seguintes a rede experimentou uma expansão agressiva com pontos de venda estrategicamente posicionados, uma qualidade consistente de bebida e uma estratégia de marca distinta que enfatizava suas raízes italianas. O resultado dessa agressiva expansão culminou em 1999 com a inauguração de sua primeira loja internacional, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Na virada do milênio, o sucesso e forte posicionamento da Costa Coffee era inegável. Através de uma combinação de decisões estratégicas, expansões oportunas e um foco persistente na qualidade, a Costa Coffee superou com sucesso seus concorrentes, se estabelecendo como a principal rede de café do Reino Unido e definindo um alto padrão para a cultura de café na região.
   

Além disso, a rede iniciou sua expansão para importantes países emergentes, com suas classes médias crescentes e um apetite feroz por marcas internacionais, como por exemplo, a inauguração de sua primeira loja na Índia em 2005 e o ingresso no mercado chinês com sua primeira unidade em Xangai no ano de 2006. No ano seguinte a marca lançou oficialmente a linha Costa Coffee At Home, direcionada para ser comercializada em outras redes varejistas. Essa linha tinha como objetivo proporcionar aos amantes do café Costa - com sabor artesanal e exclusivo - o consumo em sua própria casa. Atualmente essa linha é composta por cafés (em grão e moído) e cápsulas individuais compatíveis com máquinas Nespresso® (conheça essa outra história aqui) e Nescafé Dolce Gusto® (saiba mais aqui), essas introduzidas em 2018.
   

Ainda em 2007, quando possuía mais de 700 lojas em 18 países, a Costa Coffee ingressou na Espanha para enfrentar a gigante norte-americana Starbucks (conheça essa outra história aqui). Em 2009, a Costa Coffee já inaugurava sua milésima loja, localizada em Cardiff no País de Gales. Nesse mesmo ano, como forma de expandir suas operações pelo continente, a empresa adquiriu uma pequena rede de cafeterias polonesa, adicionando 79 lojas em mercados importantes na Europa Central e Oriental. Em 2010 a rede lançou no Reino Unido o Flat White, uma combinação de um rico espresso e leite aveludado, finalizada com uma linda florzinha feita à mão pelo barista.
   

Parte do crescimento da Costa Coffee se deve à lealdade de seus clientes, e um passo importante para esse sucesso foi a criação em 2010 de um programa de fidelidade, que oferecia aos consumidores um sistema simples de pontos que, posteriormente, podiam ser trocados por produtos na própria rede. Batizado de Costa Club e com mais de 6 milhões de membros ativos, a rede assistiu seus clientes entrarem mais vezes em suas lojas e gastarem mais a cada visita.
   

Em 2011 a empresa comprou a Coffee Nation, empresa de máquinas de autoatendimento de café fundada em 1999 e que possuía 900 unidades instaladas em postos de serviços pelo Reino Unido. Rapidamente foi renomeada como Costa Express e iniciou a instalação de máquinas em hospitais, supermercados, lojas de conveniência, aeroportos, hotéis, estádios e universidades pelo Reino Unido e, posteriormente, em mercados internacionais (em 2016 já eram 6.000 máquinas em funcionamento). Com fome de crescimento e próspera na inovação, o conceito de café “em movimento” permitiu à Costa Coffee aumentar drasticamente o perfil e o alcance da sua marca, e como resultado aumentar rapidamente sua participação no mercado. Atualmente a Costa Express é a maior cafeteria self-service do Reino Unido, com mais de 14.000 máquinas que servem mais de 80 milhões de xícaras de café anualmente.
  

A qualidade de seus cafés e serviços fizeram com que a Costa Coffee fosse nomeada a “Melhor Rede de Cafeteria da Europa” em 2013. Pouco depois, em 2016, a rede lançou um novo conceito de loja com intuito de ser mais acolhedora que as demais, além de serem mais claras e permitirem aos clientes observarem o processo de produção das bebidas a base de café. Além disso, pela primeira vez em suas lojas de rua no Reino Unido, a rede começou a oferecer uma seleção de bebidas alcoólicas para complementar sua variedade de alimentos e bebidas à noite.
   

Para atender a alta demanda por seus cafés, em 2017 a empresa inaugurou uma das maiores (equivalente a mais de 30 quadras de tênis) e mais modernas torrefações da Europa, com o objetivo de controlar toda a produção necessária para abastecer suas lojas, além de ampliar sua capacidade anual de torrefação de café de 11.000 para 45.000 toneladas. Localizada em Basildon, no Reino Unido, o local foi escolhido por sua proximidade com o Porto de Tilbury, por onde os grãos de café crus usados ​​pela Costa Coffee entram no país. Nessa nova fábrica foi criado um laboratório de pesquisa, com uma equipe exclusivamente dedicada a criar blends especiais, edições limitadas premium e novas receitas para as lojas da rede.
  

Em setembro de 2017, a Costa Coffee ganhou a manchetes e os holofotes da mídia por se tornar a primeira cafeteria do mundo a começar a entregar café por drones. O enorme sucesso da Costa Coffee no segmento chamou a atenção de gigantes e, em agosto de 2018, a The Coca-Cola Company adquiriu a empresa por aproximadamente €4.3 bilhões. A Costa Coffee, com sua vasta rede de lojas, sua fidelidade à marca estabelecida e sua expertise no segmento, apresentou à Coca-Cola (conheça essa outra história aqui) uma oportunidade incomparável de diversificar seu portfólio.
   

Um passo muito importante para aumentar a diversidade dos produtos da Costa Coffee foi alcançado em 2019 com o lançamento de uma linha de cafés gelados em lata, ingressando assim na categoria Ready-to-Drink (RTD). Essas versões enlatadas de seus populares cafés são feitas com o tradicional Mocha Italia Signature Blend (dose dupla) e leite e oferecidas em três das variantes mais populares da rede - Classic Latte, Caramel Latte e Black Americano. Durante a pandemia de COVID-19, a Costa Coffee foi obrigada pelas circunstâncias a investir ainda mais nos serviços de pedidos para viagem, delivery, drive-thru e autoatendimento, que reforçou ainda mais sua posição no mercado.
  

A Costa Coffee abriu sua primeira loja de varejo nos Estados Unidos somente em agosto de 2022 na cidade de Atlanta, estado da Geórgia. Em 2022 a empresa lançou a Costa Smart Café, uma avançada máquina de autoatendimento, totalmente automatizada e com tela sensível. O revolucionário equipamento autônomo que fornece café com qualidade de barista com o toque de um botão é capaz de fazer em cerca de um minuto e meio mais de 200 combinações de bebidas à base de café - quentes e geladas - incluindo um espresso, um cortado, um cappuccino e um flat white. Servindo com orgulho bebidas feitas com os mesmos grãos de café encontrados nas lojas, essas máquinas proporcionam à milhões de clientes uma xícara de café deliciosa e quente para viagem.
   

No início de 2023, a rede melhorou a força e sabor da sua icônica mistura Mocha Italia Signature Blend torrando seus grãos por um pouco mais de tempo. Essa mudança sutil resultou em uma mistura ainda mais intensa sem perder o sabor suave que milhões de fãs adoram. Esse ano foi marcado também pela inauguração da primeira loja da rede no Japão. Em 2024 a Costa Coffee firmou uma parceria com a companhia aérea easyJet (conheça essa outra história aqui) para oferecer opções de seus cafés aos passageiros, incluindo cappuccino, latte, latte com caramelo e café descafeinado, disponíveis em aproximadamente 1.000 rotas para 155 aeroportos em 35 países.
   

Atualmente cada unidade da rede Costa Coffee oferece uma variedade de bebidas - quentes e geladas - com forte foco no café, atendendo aos mais diversos gostos e preferências. Oferece também bebidas como chás, chocolate quente, smoothies e frapês. A rede ainda conta com um cardápio composto por uma variedade de alimentos, como sanduíches, wraps, torradas, waffles, pães, cookies, muffins, bolos, doces e salgados. E como forma de gerar receita adicional oferece cafés em grãos e moído, além de produtos relacionados para compra no varejo. Já o menu de Natal da rede britânica oferece uma seleção de produtos que encapsulam a alegria e o sabor das festas de fim de ano através de várias bebidas e petiscos sazonais que se tornaram uma tradição da Costa Coffee nessa época do ano. Por exemplo, em 2020, a rede colaborou com três marcas de chocolate - Quality Street, Terry’s e After Eight (conheça essa outra história aqui) - para criar algumas de suas bebidas de Natal de edição limitada.
  

Com mais de 50 anos de experiência na elaboração de cafés da mais alta qualidade - através de métodos revolucionários - e comprometimento com sustentabilidade, a Costa Coffee se tornou a cafeteria favorita dos britânicos, escrevendo uma história tão única quanto seus cafés. Na terra da Coroa Britânica, a rede ultrapassa a Starbucks em número de endereços e na preferência dos consumidores, tornando-se um case de sucesso no segmento. A rede está crescendo em todo o mundo e cada vez mais oferece aos seus milhões de clientes a oportunidade de apreciarem um autêntico café Costa em qualquer ocasião, seja na loja, via máquina automática, em casa ou até mesmo em deslocamento e viagens.
  

Fazendo o bem 
Desde 2008 a Costa Coffee obtém de forma responsável todos os grãos de café crus de fazendas certificadas 100% Rainforest Alliance Certified™. Em um esforço para proteger o meio-ambiente, a Costa Coffee se dedica a usar materiais sustentáveis, reduzir o desperdício e reciclar. Os copos de café descartáveis ​​usados ​​pela rede são feitos com 95% de fibra de madeira sustentável e 5% de revestimento renovável feito de plantas. Além disso, o icônico invólucro vermelho usado nos copos torna a capa de papelão obsoleta, pois fornece isolamento. O copo Costa Coffee usado para bebidas geladas é feito com 60% de plástico reciclado e as latas das bebidas prontas para beber são feitas com 75% de alumínio reciclado.
  

Fazer uma contribuição positiva para as comunidades das quais faz parte, tanto no Reino Unido quanto em todo o mundo. Foi por isso que a marca criou a Costa Foundation em 2006, uma instituição de caridade com o objetivo de melhorar as chances de vida de crianças em comunidades produtoras de café, ajudando-as a acessar uma educação segura e de qualidade. Até agora, a Fundação financiou mais de 100 projetos escolares e mudou a vida de mais de 120.000 crianças. A marca também possui e mantém um Community Programme em todo o Reino Unido, que permite que colaboradores ofereçam seu tempo para boas causas locais e convidem grupos comunitários a usar o espaço acolhedor de suas lojas.
  

A ligação com os esportes 
A decisão de se alinhar com esportes, particularmente com instituições conceituadas como a UEFA Champions League (onde durante uma década foi a fornecedora de café oficial da competição), Jogos Olímpicos e patrocínios a equipes (futebol e ciclismo) e grandes eventos (como torneios de golfe e maratonas), foi um movimento estratégico para inserir a marca Costa Coffee no universo de um fenômeno cultural. A Costa Coffee é a fornecedora oficial de café dos Jogos Olímpicos de Paris 2024, no qual disponibilizará vários pontos em diversos locais da capital francesa durante o evento.
  

Campanha provocativa 
Quando a Costa Coffee lançou sua primeira campanha publicitária nacional em 2009 com o slogan “We make it better”, a marca sabia que precisava fazer barulho em um segmento repleto de nomes de peso. E qual melhor método a ser usado do que “atacar/provocar” o maior concorrente - a Starbucks. A campanha apresentava cartazes/outdoors com textos simples como “Desculpe Starbucks: as pessoas votaram” (em inglês “Sorry Starbucks: the people have voted”) ou “Bebedores da Starbucks preferem a Costa” (“Starbucks drinkers prefer Costa”), referências a uma pesquisa de 2009 que determinou que os bebedores de café preferiam o cappuccino da Costa Coffee.
    

A evolução visual 
O logotipo da marca passou por remodelações ao longo dos anos. O primeiro logotipo era todo preto e composto por um chapéu de palha e cujo elemento principal de reconhecimento era um grão de café, substituindo a letra O em Costa. A primeira modificação radical aconteceu em 1995, quando o logotipo se tornou um emblema arredondado e complexo, já que possuía o nome da marca, símbolos (três grãos de cafés sobrepostos com contornos suaves e elegantes) e outros elementos, como a inscrição “Since 1971”. A cor adotada foi um bordô avermelhado, que significava calor, paixão e a energia associada à cultura do café. A última remodelação ocorreu em 2016 quando o logotipo foi simplificado apenas com o nome da marca, mas mantendo a tradicional cor associada á Costa Coffee.
  

O logotipo da Costa Coffee pode ser aplicado de outras maneiras, como por exemplo, o nome em branco em um fundo bordô, totalmente na horizontal e até com o símbolo redondo estilizado dos três grãos de cafés, este último geralmente aplicado nas embalagens e copos da rede. Em alguns casos, apenas o nome Costa é usado pela marca, e geralmente é executado em bordô e colocado em um fundo branco.
  

Os slogans 
Made a little better. (2023) 
Flick the bean. (2021) 
In pursuit of perfection since 1971. (2021) 
For coffee lovers. (2010) 
We make it better. (2009) 
Italian about coffee. (2009) 
Italian about coffee - Worth getting up for. (2004)
  

Dados corporativos 
● Origem: Inglaterra 
● Fundação: 1971 
● Fundador: Sergio e Bruno Costa 
● Sede mundial: High Wycombe, Inglaterra 
● Proprietário da marca: Costa Limited 
● Capital aberto: Não (subsidiária da The Coca-Cola Company) 
● CEO: Philippe Schaillee 
● Faturamento: US$ 1.8 bilhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 4.000 
● Presença global: 50 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 35.000 
● Segmento: Cafeterias 
● Principais produtos: Cafés e derivados, sanduíches e produtos panificados 
● Concorrentes diretos: Greggs, Caffè Nero, Starbucks, Illy Caffè, Segafredo Zanetti, Lavazza, Caribou Coffee, Dunkin’ Donuts, McCafé e Nescafé 
● Ícones: O blend Mocha Italia Signature Blend 
● Slogan: Made a little better. 
● Website: www.costa.co.uk 

A marca no mundo 
Atualmente a Costa Coffee se destaca como uma das principais redes de cafeterias do mundo, com mais de 4.000 lojas em 50 países, incluindo 2.700 unidades no Reino Unido e Irlanda e mais de 1.300 globalmente, vendendo 3 milhões de xícaras de café por dia. A Costa Coffee tem seus maiores mercados no Reino Unido e China (com aproximadamente 500 lojas), além de Índia e Oriente Médio. Além disso, a empresa ainda possui a Costa Express - máquinas automáticas e de autoatendimento - que opera em 20 mercados internacionais com mais de 14.200 máquinas de café no Reino Unido e mais de 1.600 globalmente. A empresa ainda oferece a Proud to Serve, que permite à parceiros corporativos servirem uma variedade de bebidas Costa Coffee para clientes e funcionários, sem a necessidade de uma loja completa. Com presença em 22 mercados internacionais, essa divisão oferece suporte a mais de 30.000 locais no Reino Unido e globalmente. Com mais de 35 mil funcionários, a Costa Coffee tem faturamento anual estimado em mais de US$ 1.8 bilhões. A Costa Coffee foi premiada por 14 anos consecutivos (2010 a 2023) como a “Melhor Rede de Cafeterias no Reino Unido e Irlanda” pela respeitada consultoria Allegra Strategies. 


Você sabia? 
Gennaro Pelliccia é o Master of Coffee da rede - uma espécie de degustador master de café - que teve sua língua assegurada em £10 milhões com a seguradora Lloyd’s de Londres em 2009. 
Um espresso pequeno da Costa Coffee tem 92 miligramas de cafeína, enquanto um da Starbucks tem 75 miligramas. No entanto, a maioria das bebidas à base de café vendidas pela Costa Coffee tem quantidades duplas ou triplas de cafeína. Então, não há dúvida de que um café da Costa Coffee manterá você acordado e energizado. 

As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas).  


Última atualização em 12/6/2024 

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1.3.21

DR. MARTENS


Com suas costuras amarelas e solado característico marcante, elas conseguem transformar qualquer visual. Estão presentes nos pés mais famosos do mundo da música. Elas são presença constante em grandes festivais. São símbolos de força, resistência e rebeldia, sem nunca perder o conforto. Hoje, são calçados perfeitos para sair chutando lata ou companheira confiável para qualquer tarefa, seja ela qual for. Você as usa como quiser. Você faz delas o que quiser. Elas mudam com a moda, à medida que a moda muda. Assim são as icônicas botas e coturnos da inglesa Dr. Martens. 

A história 
A história de um dos mais fortes ícones do setor de calçado começou na década de 1940, com um médico alemão chamado Klaus Märtens. Ao final da Segunda Guerra Mundial, em 1945 e auge de seus 25 anos de idade, enquanto se recuperava de uma fratura no tornozelo e como as botas do uniforme oficial o incomodavam naquela situação, ele resolveu criar um calçado, que fosse mais confortável e que ajudasse na sua recuperação, utilizando para isso um couro mais macio e sola acolchoada. Ele então idealizou uma sola com amortecimento aerado para substituir as tradicionais solas de couro. Utilizando uma forma de sapateiro improvisada, ele desenvolveu um protótipo e despertou o interesse de um antigo colega de faculdade, o engenheiro mecânico Dr. Herbert Funk. Reaproveitando excedentes de guerra e material reciclado, incluindo restos de borracha da Força Aérea Alemã (a temida Luftwaffe), os dois desenvolveram uma técnica para unir o cabedal e a sola, criando compartimentos de ar que amorteciam o impacto nos pés. Os dois amigos então firmaram uma parceria e começaram a vender calçados (botas e coturnos) de porta em porta. A produção começou oficialmente em 1947, um ano perfeito para isso. Afinal, os europeus haviam passado cinco anos com botas militares nos pés. Conforto era o que mais desejavam.
  

Em 1952 o negócio prosperava e a operação saiu de uma acanhada cabana para uma fábrica, inaugurada na cidade de Munique. Nesta época, o mercado alemão se tornou pequeno demais para os produtos da empresa, e a dupla resolveu que estava na hora de vender seus inovadores calçados para outros países. Um acontecimento iria mudar os rumos da empresa alemã. Isto porque, Bill Griggs, terceira geração de sapateiros e que administrava um negócio familiar que fabricava botas desde 1901 na Inglaterra, estava folheando uma revista inglesa especializada em calçados quando viu um anúncio promovendo uma sola feita na Alemanha. Interessado, ele entrou em contato com Klaus e Herbert e adquiriu uma licença de exclusividade para produzir o calçado.
  

A vasta experiência calçadista dos ingleses trouxe algumas mudanças importantes para o produto alemão. A sola ganhou um novo design, com o salto que conhecemos hoje. O cabedal ficou mais alto e simples, lembrando um sapato mais tradicional. A famosa costura amarela, bem como os vincos e sulcos no solado também foram ideias de Bill Briggs. Para finalizar, todas as solas eram marcadas com “AirWair” (sistema patenteado pela empresa inglesa), além do puxador preto e amarelo com o slogan “With Bouncing Soles” (algo como “Com solas que saltam”). Fruto da colaboração entre a tecnologia alemã e a tradição calçadista inglesa, exatamente no dia 1º de abril de 1960, era lançada a icônica bota/coturno Dr. Martens 1460. Essa primeira versão oficialmente britânica era feita em couro napa (pele fina e macia), como o couro de carneiro ou de cabra por meio de um curtimento especial, e com 8 ilhoses na cor vermelho-cereja.
   

Desde o começo as botas da marca inglesa foram um grande sucesso tanto entre homens quanto mulheres. Os primeiros clientes foram carteiros, policiais, fazendeiros e operários que trabalhavam no chão de fábrica, e precisavam de um calçado resistente e confortável. Eles gostaram do conforto durante as longas caminhadas e jornadas e da resistência que a sola possuía a óleos (escorregadios). Um fato curioso e surpreendente foi que as donas de casa (na época, não era tão comum uma mulher sair para trabalhar) também aderiram ao calçado.
  

Mas um fator foi determinante para o sucesso inicial das botas Dr. Martens. A década de 1960 vivenciava uma onda de mudança sem precedentes na sociedade. Foram anos de novas ideias, agitação cultural e, eventualmente, revoluções sociais. Esta atmosfera radical trouxe também uma moda mais extravagante. Os jovens não queriam ser como seus pais, vestindo roupas de cor cinza conformista dos anos de 1950. E foi em meio a toda essa confusão que algo incrível aconteceu: jovens rebeldes excluídos da camada alta da sociedade começaram a usar a bota Dr. Martens como um símbolo da classe trabalhadora. E durante anos as botas Dr. Martens carregaram a credibilidade dessa classe. Um bom exemplo era um político do partido trabalhista, chamado Tony Benn, que só usava botas Dr. Martens na tentativa de expressar solidariedade com os sindicatos.
  

Outro fator importante para a popularidade da botas Dr. Martens foi o movimento skinhead (não confundir com o significado atual). Eram jovens multi-culturais, amantes do gênero musical ska, que defendiam orgulhosamente o estilo da classe trabalhadora britânica, antes do movimento ser sequestrado por forças racistas. Os jovens adeptos a esse movimento começaram a comprar as botas da marca por um motivo: o modo como o couro era cortado na parte da frente da bota para revelar os bicos de aço, as faziam serem vistas como armas, dando mais segurança para quem as usava.
  

Quando as botas Dr. Martens já eram calçadas por grupos de jovens ingleses da classe trabalhadora, uma grande revolução aconteceu em 1967 e impulsionou-as para os holofotes dos festivais de rock e para a visibilidade dos movimentos de contra-cultura. Um fato contribuiu para isto: em Londres, um homem esguio, magro e narigudo, entrou em uma loja de roupas para trabalho, comprou um macacão azul escuro e ao avistar uma bota com sola de borracha da Dr. Martens, resolveu levá-la também. Este homem era Pete Townshend, líder da banda The Who, uma das personalidades mais influentes da época (e na história do rock). O guitarrista do The Who foi uma das primeiras celebridades a calçar a bota Dr. Martens como um símbolo de orgulho da classe trabalhadora. A atitude agressiva da bota proporcionava força e confiança para todos os que as usavam, e talvez tenha sido esse principal elemento responsável por democratizar a Dr. Martens. A música “Uniforms”, de Peter Townshend, tem um trecho que representa bem este sentimento: “It don’t matter where you’re from, what matters is your uniform. Wear your braces ’round your seat, Dr. Martens on your feet”.
  

Essa iniciativa mudou a história da marca, que deixou de ser um acessório para o trabalho, e se tornou essencial para a cultura da época. Ao final da década de 1970, as botas da Dr. Martens haviam se tornado um forte símbolo de expressão pessoal no coração da cultura juvenil britânica. Nos anos de 1980, foi notado um crescimento na venda dos tamanhos masculinos menores, mostrando que as mulheres também eram fãs do estilo britânico. Foi então que a Dr. Martens iniciou a venda dos coturnos e botas femininos. Além disso, populares bandas americanas começaram a levar a moda e as botas da marca para a costa leste, criando tendência entre os consumidores americanos. Já na década de 1990, o grunge transformou o mundo da música e levou a Dr. Martens para milhões de jovens ao redor do mundo. Foi nesta década que a marca inaugurou suas primeiras lojas próprias na Inglaterra. A partir dos anos de 2000, a marca ampliou sua oferta de produtos ao lançar sapatos, sandálias e botas steel-toed, feitos exclusivamente com os solados AirWair.
  

Mais de 50 anos após o lançamento da marca em solo britânico, a Dr. Martens precisou se reinventar. A juventude moderna passou a ter mais consciência ambiental e, portanto, evitando qualquer tipo de pele, camurça, pelo, lã ou seda, além de não utilizar colas que contenham produtos animais ou derivados. Retornando às raízes da marca, de que todos pudessem usar os seus produtos, em 2011 foi lançada a coleção vegana Dr. Martens com os modelos clássicos da marca. Mantendo a mesma qualidade de produção, mas com materiais cruelty free: o calçado é feito com sarja, um tecido leve, mas duradouro. Além da bota clássica, outras opções veganas surgiram, como por exemplo, os sapatos femininos Polly T-Bar e botas de plataforma, ambos feitos com “Cambridge Brush”, um material sintético brilhante que dá a aparência final de couro natural. O ano de 2011 também foi marcado por uma tentativa mal-sucedida de lançar uma linha de vestuário.
  

Em 2013, a família Griggs vendeu a Dr. Martens para o grupo de participações privadas Permira em uma transação avaliada em US$ 410 milhões. Além disso, a marca lançou uma linha de acessórios composta por meias, além de bolsas e mochilas em couro. Antes da pandemia, a Dr. Martens estava investindo cuidadosamente em sua expansão internacional. A empresa incorporou Miami e Houston à rede de lojas nos Estados Unidos em setembro de 2019 e estava concentrando sua presença física na França e na Alemanha. Porém, durante a pandemia - com a maioria de suas lojas e grandes varejistas de calçados fechados por meses em virtude de lockdowns - a operação digital da marca impulsionou as vendas, e a Dr. Martens comercializou 700 mil botas/coturnos a mais nos seis meses até o final de setembro em comparação com o mesmo período do ano anterior.
  

As botas e coturnos Dr. Martens já superaram associações passadas negativas, pois eram calçados símbolos nos pés de hooligans e fascistas. Os conceitos de auto-expressão e rebeldia ainda são o cerne da marca, e o grande apelo de seus calçados é justamente o seu histórico riquíssimo. Mas em sua essência, a Dr. Martens está totalmente vinculada à música. Sem a música, e as subculturas que existem ao redor dos gêneros musicais, ela seria apenas mais uma bota de trabalho.
  

Os slogans 
Tough as you. (2019)
Stand for Something. (2013) 
Forever. (2007) 
Outside of ordinary. (2004) 
With Bouncing Soles. (1960)
   

Dados corporativos 
● Origem: Inglaterra 
● Fundação: 1 de abril de 1960
● Fundador: Bill Griggs 
● Sede mundial: Londres, Inglaterra 
● Proprietário da marca: Dr. Martens Plc 
● Capital aberto: Sim (2021) 
● CEO: Kenny Wilson
● Faturamento: £672 milhões (2019/2020) 
● Lucro: £74.8 milhões (2019/2020) 
● Valor de mercado: £4.9 bilhões (março/2021) 
● Lojas: 130
● Presença global: 65 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 1.500 
● Segmento: Moda casual 
● Principais produtos: Botas, calçados e acessórios 
● Concorrentes diretos: Timberland, Wolverine, CAT, Red Wings Shoes, Oak Street, L.L. Bean, Hunter e Steve Madden 
● Ícones: O coturno 1460 
● Slogan: Tough as you.
● Website: www.drmartens.com 

A marca no mundo 
A Dr. Martens vende anualmente mais de 11 milhões de pares de calçados, incluindo seus tradicionais coturnos e botas, em mais de 65 países ao redor do mundo. Apesar de contar com 130 lojas próprias em todo o mundo, a maior parte da receita vem da venda por meio de outros varejistas. Em 2020, a loja online, que espera ser “o principal motor de crescimento nos próximos anos”, foi responsável por um quinto das vendas, que totalizaram £672 milhões. 

Você sabia? 
A influência das botas Dr. Martens é histórica. Por exemplo, Viv Albertine, guitarrista da banda punk Slits, quebrou as normas e inovou ao se tornar, provavelmente, a primeira mulher a usar a bota tradicionalmente masculina com um vestido. Já Elton John ousou ao utilizar botas Dr. Martens gigantes em uma ópera rock, do The Who. 
A marca frequentemente é referida como Doc Martens


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 2/3/2021

16.12.20

VIVIENNE WESTWOOD


Transgressora. Ousada. Polêmica. Irreverente. E acima de tudo, autêntica. Assim pode ser definida a marca e a moda da inglesa VIVIENNE WESTWOOD, a mais pura expressão da personalidade única de sua criadora. Roupas com motivos políticos, críticas sociais, temas eróticos, com abundância das cores preta e vermelha, couro, correntes e rasgos. Ao oferecer essa moda provocadora e despojada, mas com um toque de sofisticação, a marca se tornou uma das queridinhas do mundo da moda, também por seu caráter ativista. 

A história 
Nascida em 1941 em uma cidade rural de 1.500 habitantes na região de Derbyshire, a estilista inglesa Vivienne Isabel Swire (imagem abaixo) se mudou para Londres ainda jovem, aos 17 anos. Começou um curso na Harrow School of Art e, por acreditar que não tinha talento suficiente para as artes, largou a faculdade e virou professora de uma escola primária. Casou com seu primeiro marido, Derek Westwood, que lhe deu o sobrenome e o nome artístico mundialmente conhecido e adotado até os dias de hoje. Porém, foi somente após o divórcio e na segunda união, com o produtor e agente da banda Sex Pistols, Malcolm McLaren, que ela animou o mundo underground e se consagrou como a grande precursora do punk na moda. Isto porque, juntamente McLaren, ela inaugurou em 1971 sua primeira loja, a “Let it Rock” em King’s Road, na periferia de Londres e onde decolavam as novidades extravagantes da moda da época. A loja, que mudaria de nome várias vezes - (“Too Fast to Live, Too young to Die” e “Sex” seriam alguns) -, ainda está presente no número 430, com o nome de Worlds End.
   

A loja inicialmente vendia os antigos LPs de música, objetos vintage e peças de vestuário que ambos criavam em conjunto, pois, não eram adeptos do dominante estilo hippie à época. Entre as peças camisetas com imagens e slogans provocativos como forma de rebelar-se contra a estrutura social de classes britânica, o que os levou a responder a vários processos judiciais sob a legislação “anti obscenidade” britânica. A partir das criações fetichistas, repletas de peças em vinil, calças jeans rasgadas, couro, correntes, zíperes, alfinetes e botas militares, Vivienne e McLaren criaram os códigos de vestimenta do “punk rock” e os inscreveram no imaginário coletivo. A irreverente e revolucionária estilista começou a realizar seu sonho, criando com liberdade essas peças que eram dominadas pelo preto, vermelho e tartar (uma de suas marcas registradas até hoje). McLaren passou a vestir a banda Sex Pistols com as criações de Vivienne, aos poucos as tornando conhecidas.
  

Na década de 1980, o estilo subversivo e rebelde do punk rock se popularizou, virou mainstream e deixou de representar o anti-establishment e o inconformismo da década de setenta, para se tornar parte da cultura pop. Foi nesse momento que Vivienne, sempre uma iconoclasta, já prestes a se separar de Malcolm Mclaren, e desiludida com os rumos que tomou o movimento, abandonou o estilo que a consagrou. Por possuir muitas referências adquiridas durante os breves anos em que estudou arte, a estilista passou a lançar coleções que se tornaram sucesso na Inglaterra e na França, como a Pirates (1981), que apresentava looks com cortes inspirados nos século XVII e XVIII; algo mais romântico com um olhar histórico. No ano seguinte desfilou pela primeira vez em Paris, que desde Mary Quant não apresentava estilistas ingleses nas passarelas. Pouco depois, marcando a crescente reputação internacional de Westwood, sua coleção Hypnos (primavera/verão de 1984), feita de tecidos esportivos sintéticos, se tornou um sucesso. Foi ainda em 1984 que a estilista foi convidada a mostrar sua coleção em Tóquio, abrindo assim a porta para um importante mercado consumidor.
   

Depois, em 1985, lançou a coleção Mini-Crini, que marcou o que Westwood descreveu como uma “mudança fundamental” em direção à alfaiataria e um foco mais deliberado em reelaborar ideias inspiradas em roupas históricas. Repleta de referências à indumentária inglesa, essa coleção apresentou as saias com crinolina (armações usadas sob saias para lhes conferir volume) usadas no século 19 pelas mulheres e os casacos vestidos pela Rainha Elizabeth II quando criança. Tudo revisitado ao estilo Vivienne, é claro. Em 1987 a estilista criou sua primeira coleção para o público masculino mostrando muito erotismo, como não poderia deixar de ser. No ano seguinte, com o lançamento da coleção Time Machine, repleta de elementos históricos da pintura e artes decorativas do século XVIII, inaugurou seu ingresso no mundo da alta moda, sendo aclamada novamente pelo establishment contra o qual tanto lutou.
   

Embora muitas vezes fosse considerada “não comercial”, Westwood permaneceu impassível, impulsionada pela aclamação da indústria da moda, incluindo o prêmio de Designer de Moda Feminina do Ano entregue pelo British Fashion Council em 1990 e 1991. Suas ideias muitas vezes atingiram o público muito rapidamente, e ela começou a ganhar uma quantia significativa de dinheiro com suas lojas em Londres e também vendas internacionais. Em 1993 dividiu sua marca de roupas femininas em duas linhas diferentes: Gold Label (alta-costura) e Red Label (Prêt-à-Porter). Nos anos seguintes continuou causando polêmica, como por exemplo, em 1994, em que os bumbuns das modelos ficavam expostos na passarela. O estilo escocês virou um padrão em suas coleções, normalmente ironizado, como em 1997 quando criou baseado neles, roupas femininas sensuais e provocativas. Em 1998 a marca lançou no mercado sua primeira fragrância feminina (batizada de Boudoir). Nesse mesmo ano lançou uma nova linha chamada Anglomania (voltada para atender a uma demanda mais jovem e casual). Pouco depois, Vivienne começou a projetar uma linha completa de óculos. A segunda fragrância “Libertine” foi lançada em 2001.
  

A partir do início do novo milênio, VIVIENNE WESTWOOD cada vez mais se tornou uma marca de moda extremamente desejada, com pontos de venda (incluindo corners nas mais sofisticadas lojas de departamento) em todo o mundo e passou a oferecer uma série de linhas (Femme, Homme, Anglomania), bem como malharias, acessórios, jóias, perfumes e até objetos de decoração, além de inaugurar sua primeira loja em Moscou. O ano de 2002 foi marcado pela inauguração de lojas próprias em Hong Kong e Coréia do Sul, ampliando assim sua presença na Ásia. Na última década a marca ampliou sua presença no varejo com a inauguração de lojas próprias, como por exemplo, em 2011 quando estreou em Los Angeles ou em 2016 quando abriu uma sofisticada loja em plena Rue Saint-Honoré na cidade de Paris. Embora Vivienne Westwood já possuísse uma concessão na principal loja de departamentos da cidade, a Galeries Lafayette, essa foi a primeira incursão independente na cidade da moda para a renomada estilista e a terceira cidade continental europeia a ter uma loja da grife depois de Milão e Viena.
  

Além disso, em março de 2016 a estilista entregou as rédeas de sua linha Gold Label para o marido Andreas Kronthaler, que trabalhou ao lado dela por muitos anos. Eles continuam a projetar as linhas principais juntos, embora a Gold Label agora seja oficialmente chamada de Andreas Kronthaler for Vivienne Westwood. Nos últimos anos a estilista vem desenvolvendo coleções co-lab com outras marcas, como por exemplo, tênis com a Vans e a Asics; sandálias e calçados com a brasileira Melissa; mochilas com a Eastpak; e roupas com a luxuosa Burberry, em uma coleção que celebrava o estilo e herança britânica de uma maneira única.
  

Em pleno século 21, a estilista e sua marca continuam fiel ao tipo de moda que criou: exagerada, sem ajustes tradicionais, surpreendente e anárquica, combinando técnicas e materiais tradicionais com a modernidade e uma franca ironia. Iconoclasta, a marca de Vivienne Westwood tem por essência um estilo contestador, fazendo eco aos discursos da estilista. Seu grande mérito, aliás, é justamente esse equilíbrio entre o melhor da moda britânica - alfaiataria, padronagens clássicas e itens históricos, como o corset - e a sua rebeldia panfletária, vista, por exemplo, nas camisetas da linha Vivienne Westwood Anglomania. Atualmente, VIVIENNE WESTWOOD é mais do que apenas uma marca, é um símbolo de liberdade, identidade e exclusividade na moda.
  

Moda ativista 
Poucos nomes no universo da moda alcançaram o mesmo patamar que a estilista Vivienne Westwood. Também pudera. Desde os anos de 1970, ela é responsável por lançar e propagar algumas das principais tendências do mundo, incluindo verdadeiros movimentos culturais, como o punk e a moda engajada dos anos 2000. E ao longo desses anos, o seu lado punk foi transformado em um discurso ativista, pregando o consumo consciente e engajamento político. E é essa brincadeira despretensiosa de viajar entre passado e presente que torna a marca VIVIENNE WESTWOOD eterna. Hoje, seu terceiro marido, o estilista austríaco Andreas Kronthaler, está à frente da criação, mas a estilista não abandona a faceta de porta-voz de questões atuais. Das mudanças climáticas ao posicionamento sócio-político, “é preciso desconfiar do governo”, prega ela.
  

E, como o ativismo jamais a abandona, a designer utiliza sua marca e passarela para levar fortes mensagens em favor dos direitos humanos, da ecologia, e outros temas relevantes da contemporaneidade, traço peculiar de sua carreira como pioneira do fashion activism. As coleções recentes passam por temas que vão da liberdade de Julian Assange (fundador do WikiLeaks), às políticas de combate ao terrorismo (a camiseta com a frase “I am not a terrorist, please don’t arrest me”, em protesto a aprovação do governo britânico à lei antiterrorismo, ficou famosa), passando pelas mudanças climáticas que o planeta vem enfrentando (chegou a entrar com maquiagem de guerra e segurando um cartaz “Climate Revolution” no final do seu desfile) e pelo fim do uso das peles animais na moda. Tanto que no final de seus desfiles, as sacolas de brindes oferecem abaixo-assinados e formulários para doações a entidades como a PETA (abreviação de People for the Ethical Treatment of Animals). Tudo isso, claro, sem perder de vista a sofisticação e a ousadia das cobiçadas bolsas e dos saltos altíssimos, que já fizeram até a top model Naomi Campbell cair na passarela em uma cena histórica.
  

O tema da ecologia e a ameaça das mudanças climáticas são grande motivação atual de Vivienne, cuja marca há muitos anos luta contra o fast fashion e já incorporou diversos princípios de sustentabilidade em sua cadeia de produção: técnicas de cortes sem criar resíduos (zero waste), upcycling e fontes de energia renovável e materiais orgânicos. Além de banir o uso de pele e couros exóticos, eliminou o plástico das embalagens e proibiu o poliéster, derivado do petróleo.
   

A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por uma pequena remodelação ao longo de sua história. Um dos elementos da identidade visual da marca que permaneceu praticamente estável ao longo dos anos é o icônico “Orb”, que surgiu em 1984, quando Vivienne se firmou como designer e ícone por conta própria. Esse incrível elemento de branding visual foi inspirado na iconografia real da Grã-Bretanha e pretendia representar a importância do passado, enquanto os anéis de Saturno significam o futuro.
  

Dados corporativos 
● Origem: Reino Unido/Inglaterra
● Fundação: 1971 
● Fundador: Vivienne Westwood e Malcolm McLaren
● Sede mundial: Londres, Inglaterra 
● Proprietário da marca: Vivienne Westwood Srl 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Carlo D’Amario 
● Faturamento: £46 milhões (2019) 
● Lucro: £2.7 milhões (2019) 
● Lojas: 40 
● Presença global: 80 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 450 
● Segmento: Moda de Luxo
● Principais produtos: Roupas, calçados, perfumes e acessórios 
● Concorrentes diretos: Alexander McQueen, Stella McCartney, Martin Margiela, Roberto Cavalli, Moschino, Fendi e Dolce & Gabbana
● Ícones: O ativismo na moda 

A marca no mundo 
A VIVIENNE WESTWOOD, uma das poucas grandes marcas de moda ainda independente, comercializa seus produtos (roupas, acessórios, joias e perfumes) em mais de 80 países ao redor do mundo. A marca, que vende sua moda através de uma exclusiva rede de 40 lojas próprias em cidades como Los Angeles, Nova York, Milão, Xangai, Paris e Londres, faturou £46 milhões em 2019. VIVIENNE WESTWOOD também comercializa seus produtos em mais de 700 pontos de venda dentro das mais sofisticadas lojas de departamento e multimarcas do mundo. 

Você sabia? 
Em 1992 foi concedida a Vivienne Westwood a alta honraria da Ordem do Império Britânico. Como não poderia deixar de ser, Lady Vivienne apresentou-se na cerimônia real do Palácio de Buckingham com um vestido justo e sem roupas íntimas, o que foi desaprovado pela rainha. Vivienne receberia a honraria pela segunda vez em 2006. 
Em 2013 a estilista assinou e criou os uniformes dos comissários de bordo da companhia aérea Virgin Atlantic
A estilista é amiga íntima de Pamela Anderson, Kate Moss, do Príncipe Charles além, é claro, de Naomi Campbell. 
Um dos filhos de Vivienne Westwood, Joseph Corré, é o fundador da luxuosa marca de lingerie Agent Provocateur (conheça essa história aqui). 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Elle, Vogue, BusinessWeek, Glamour e Exame), jornais (Diário da Indústria e Comércio), sites de moda (Farfetch), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 16/12/2020