17.12.08

DISNEY (Parte 2)

Os outros complexos
DISNEYLAND RESORT
O primeiro complexo de turismo e entretenimento da DISNEY no mundo, inaugurado em 17 de julho de 1955, é constituído por 2 parques temáticos (Disneyland Park e o Disney California Adventure), que somados apresentam 77 atrações; 3 hotéis e um complexo de entretenimento (Downtown Disney, inaugurado em 12 de janeiro de 2001) composto por lojas, cinemas, bares e restaurantes, instalados em uma área de 2km². Também é servido por um sistema de Monorail, implantado em 1959, que percorre aproximadamente 4 quilômetros do complexo.
DISNEYLAND PARK
Primeiro parque temático a ser inaugurado pela DISNEY, e pessoalmente por Walt, a Disneylândia, localizada em Anaheim, no condado de Orange na Califórnia, já recebeu mais de 615 milhões de visitantes desde sua inauguração oficial, incluindo presidentes, realezas e chefes de estados. Quando foi inaugurado o parque possuía apenas 18 atrações. Em 1959 o parque recebeu sua primeira grande ampliação, quando mais de US$ 7 milhões foram gastos na implantação da atração “Viagem Submarina”, no sistema de Monorail e na Montanha Matterhorn, com altura equivalente a um prédio de 14 andares e coberta de neve artificial. No dia 17 de junho de 1971 o parque deu boas-vindas ao seu convidado de número 100 milhões. O parque é praticamente igual ao MAGIC KINGDOM de Orlando, porém com tamanho menor. Em 1998, o parque temático mudou de nome para DISNEYLAND PARK com o objetivo de distingui-lo do MGIC KINGDOM.


Recentemente o parque reabriu de forma sazonal (especialmente nas festas de finais de ano e ocasiões especiais) o Castelo da Bela Adormecida. O castelo antigamente era uma atração walk-throu, onde os visitantes podiam percorrer o interior, tirar fotos e admirar através de desenhos, estátuas e diagramas a empolgante história da “A Bela Adormecida”. O castelo estava fechado desde 11 de setembro de 2001, pois a frágil estrutura (que, diferente dos outros, não foi construído com fibra de vidro e carbono, mas com madeira) foi considerada alvo fácil para ataques terroristas. O parque recebeu 16.140.000 visitantes em 2011, sendo o segundo mais visitado do mundo.


DISNEY CALIFORNIA ADVENTURE
Parque temático inaugurado no dia 8 de fevereiro de 2001, como parte das atividades em comemoração aos 45 anos da Disneylândia da Califórnia. Localizado em uma área adjacente a Disneylândia (ao sul da entrada principal do parque) e orçado em US$ 1.4 bilhões, o parque mostra a diversidade geográfica e o espírito inovador e criativo dos californianos em atrações que vão desde o glamour de Hollywood à poesia do Parque Nacional de Yosemite, passando pelo estilo da juventude dourada que povoa as praias de San Diego e Los Angeles. Quando foi inaugurado era dividido em três grandes áreas espalhadas por 220.000m²: Paradise Pier (zona de diversão decorada com uma iluminação especial e de frente para uma bela praia artificial, onde as principais atrações eram a “California Screamin”, uma montanha-russa de aço disfarçada de madeira branca, com uma cabeça do Mickey estampada bem em sua frente; e a Sun Wheel, uma roda-gigante com 16 gôndolas que deslizam por trilhos com a ajuda da força da gravidade), Hollywood Pictures Backlot (área que celebra a magia do cinema, sua cultura, a fama e a atmosfera das celebridades, onde está localizada a atração Torre do Terror) e Golden State (seis distritos distintos distribuídos em mais de 32.000m² homenageando o estado da Califórnia, que tem como principais atrações um divertido passeio em bóia gigante através de uma correnteza, chamada Grizzly River Rum, e a atração original Soarin Over California, a mesma replicada no EPCOT).


Em 2007 a DISNEY anunciou um enorme investimento de US$ 1.2 bilhões para expansão do parque, deixando-o com um jeitão mais DISNEY. Entre as novidades estão uma área batizada de Bugs Land, predominantemente infantil na qual os visitantes mergulham no mundo de aventura do filme Vida de Inseto através de atrações como It’s Though to Be a Bug (um filme em 3D), Tuck and Roll’s Drive Em Buggies (o famoso carrinho bate-bate), Heimlich’s Chew Chew Train (um trenzinho infantil) e Flick’s Flyers (uma cadeirinha que sobrevoa uma floresta); outra chamada Cars Land, onde em área de 48.000m², inaugurada em 15 de junho de 2012 e que representa em detalhes a cidade de Radiator Springs, os visitantes se divertem com atrações baseadas no filme Carros, como por exemplo, Radiator Springs Racers (uma corrida em alta velocidade em um percurso cheio de curvas), que utiliza tecnologia semelhante à do Test Track do Epcot, Luigi’s Flying Tires (grandes pneus que flutuam graças ao ar em alta velocidade que vem do chão) e Mater’s Junkyard Jamboree (tratores vistos no primeiro filme que giram ao som de uma música), além de permitir aos visitantes interagirem de perto com os personagens Mater, Lightning McQueen, Doc e Sally; Toy Story Midway Mania, atração 3D na qual os personagens Woody, Jessie, Buzz e outros ganham vida, levando os visitantes para o interior do filme sucesso de bilheteria; além do novo show noturno World of Color, que traz a vida os clássicos da animação produzidos pela DISNEY/Pixar por meio de aproximadamente 1.200 poderosos chafarizes, enormes projeções, lasers, fogo, muita música e efeitos especiais. O parque recebeu 6.341.000 visitantes em 2011.


Em 2010 o parque, que passou a se chamar DISNEY CALIFORNIA ADVENTURE (perdendo a apóstrofe e a letra S na palavra DISNEY), apresentou seu novo logotipo, que ganhou um visual mais moderno e atraente.


DISNEYLAND PARIS
O complexo turístico do conglomerado DISNEY na Europa, localizado em uma área de 19 km² em Marne-la-Vallée à 32 km de Paris, contém várias opções de entretenimento incluindo dois parques temáticos (Disneyland e Walt Disney Studios Park); uma área de lazer batizada de Disney Village, com lojas, cafés e restaurantes, incluindo filiais do Planet Hollywood, Rainforest Café, Starbucks e uma sorveteria da Häagen-Dazs, cinemas e entretenimento com músicas ao vivo e shows; 14 hotéis, sendo sete deles operados pela DISNEY; rinque de patinação; dois centros de convenções e um campo de golfe com 27 buracos. Em 2008, depois de seis anos de perdas, o complexo conseguiu um lucro líquido de €1.7 milhões e público até então recorde: 15.3 milhões de pessoas. Somente em 2009 o complexo, conhecido anteriormente como Euro Disneyland Paris (até 1994) e Disneyland Resort Paris (até 2008), adotou o nome atual. O complexo recebe mais visitantes do que qualquer outro ponto turístico da Europa (com cerca de 40 mil entradas diárias), ultrapassando os 260 milhões de visitantes desde sua inauguração.
DISNEYLAND PARK
O parque, muito parecido com o MAGIC KINGDOM de Orlando, foi inaugurado em 12 de abril de 1992 com o nome de EURODISNEY, ocupando uma área de 566.560m². No dia da inauguração mais de 60 mil pessoas lotaram o parque e ao final do primeiro ano 10 milhões de pessoas haviam visitado o mundo mágico da DISNEY no continente europeu. Atualmente o parque é dividido em cinco áreas temáticas e possui 42 atrações, dentre as quais a casa da Branca de Neve, o Castelo da Bela Adormecida (Château de la Belle au Bois Dormant), o Labirinto de Alice (percurso de 370 metros por alamedas de arbustos habitadas por personagens do filme “Alice no País das Maravilhas”), Piratas do Caribe, Montanha Espacial (nessa versão, um imenso cano de revólver “atira” os viajantes em direção ao espaço em um trajeto repleto de curvas, subidas, descidas e até loopings), Mansão Mal-Assombrada (que no parque francês leva o nome de Phantom Manor), Big Thunder Mountain (a velha e concorridíssima Montanha da Mina), It’s a Small World, o espetáculo Indiana Jones e o Tempo do Perigo e Crush’s Coaster (recria o universo subaquático do desenho animado “Procurando Nemo”). Em 2012, para comemorar os 20 anos do parque, estreou o espetáculo noturno Disney Dreams, exclusivo da Disneyland Paris. Com animação projetada em toda dimensão do castelo, o espetáculo coloca Peter Pan numa busca pela sua sombra, sempre ao som de muita música, jatos de água e fogos de artifícios. A Disneylândia de Paris é um dos mais bonitos e perfeitos parques da DISNEY chegando ao ponto das fantasias, usadas pelo elenco, serem exclusivas, desenhadas por renomados estilistas franceses. Hoje em dia é uma das atrações mais visitadas em Paris depois da Torre Eiffel. O parque recebeu 10.990.000 visitantes em 2011.


WALT DISNEY STUDIOS PARK
Inaugurado no dia 16 de março de 2002 ao lado da Disneylândia, o parque com visual Hollywoodiano custou cerca de US$ 630 milhões, conta com cinco áreas temáticas, 17 atrações (entre as quais a famosa Torre do Terror; a montanha-russa Rock’n’Roller Coaster Starring Aerosmith; Armageddon, um enorme simulador de uma nave espacial em que os visitantes são convidados a participar da expedição que destruirá um asteroide para salvar a Terra da extinção, tal como no filme de mesmo nome; o RC Racer, que conduz os visitantes em avanços e recuos sucessivos a uma altura de quase 24 metros, num gigantesco trilho laranja inclinado a 90º; e a montanha-russa infantil Crush’s Coaster) além de estúdios para dublagem, espaço para efeitos visuais e um canal de televisão próprio. Em seu primeiro ano de funcionamento o parque recebeu 5 milhões de visitantes. Logo na entrada, em uma área denominada Front Lot, há uma fonte com a figura de Mickey Mouse vestido de feiticeiro. O parque, uma versão francesa do DINSEY’S HOLLYWOOD STUDIOS, recebeu 4.710.000 visitantes em 2011.


TOKYO DISNEY RESORT
O complexo no Japão, resultado da expansão internacional da DISNEY na década de 80, em parceria com a empresa Oriental Land, possui 2 parques temáticos (TOKYO DISNEYLAND e TOKYO DisneySea); um shopping temático chamado IKSPIARI, equivalente ao Dowtown Disney, com aproximadamente 140 lojas, cinemas e restaurantes; uma linha de Monorail; 3 hotéis DISNEY (o mais novo, chamado Tokyo Disneyland Hotel, possui a primeira Bibbidi Bobbidi Boutique japonesa, onde as meninas podem fazer uma transformação e sair de lá como verdadeiras princesas), além de outros seis não operados pela empresa; uma longa ciclovia; e a Bon Voyage, a maior loja de produtos DISNEY no Japão; tudo instalado em uma área de 100 hectares.


Além disso, o complexo abriga um teatro com mais de dois mil lugares, finalizado ao custo de US$ 132 milhões e cujo interior simula um astrolábio gigante, relembrando a época do Renascimento e o mundo de Leonardo da Vinci, onde no dia 1º de outubro de 2008 estreou a mais nova peça da trupe canadense Cirque Du Soleil chamada Zed, baseada no personagem título homônimo, um bobo da corte que vive no mundo das cartas de tarô. O espetáculo combina artes circenses com luz, música e movimentos corporais, apresentando 70 artistas e acrobatas procedentes da Rússia, Espanha, China, Colômbia, Argentina e Brasil.
TOKYO DISNEYLAND
O primeiro parque temático do Grupo DISNEY fora dos Estados Unidos foi inaugurado oficialmente em 15 de abril de 1983 ao custo de US$ 750 milhões em um imenso aterro na baía de Tóquio, em Urayasu, a 35 minutos do centro da cidade, como uma versão modernizada da Disneylândia da Califórnia. As modernizações incluíam uma cobertura de vidro na rua principal (Main Street), em virtude do clima úmido da capital japonesa; além de dois restaurantes de comida japonesa e dois pavilhões dedicados à história das civilizações asiáticas. Hoje em dia, o parque, instalado em uma área de 465.000m², utiliza um enorme contingente de membros do elenco com feições ocidentais, mas quando abriu suas portas, até a personagem Alice tinha os olhos puxados. Atualmente o parque conta com sete áreas temáticas que abrigam 41 atrações, incluindo as tradicionais Piratas do Caribe, Mansão Mal-Assombrada, Splash Mountain, Jungle Cruise, Montanha Espacial e Star Tours: The Adventures Continue, além da fantástica parada noturna chamada Tokyo Disneyland Electrical Parade Dreamlights, que acontece todas as noites às 19h30, com mais de um milhão de luzes. O parque recebeu 13.996.000 visitantes em 2011.


TOKYO DisneySea
Este parque temático, primeiro do Grupo DISNEY tendo como tema os mitos e lendas do mar, foi inaugurado em uma área adjacente a Disneylândia em Tóquio no dia 4 de setembro de 2001. Contando com 33 atrações, logo em sua entrada está localizada a AquaSphere, uma fonte em forma de globo, representando o planeta, que dá acesso a sete portos (áreas temáticas): Porto Mediterrâneo (uma reprodução do sul europeu, onde é possível encontrar gôndolas que lembram Veneza), Ilha Misteriosa (uma exploração nas profundezas da Terra), Lagoa da Sereia (baseada no filme de A Pequena Sereia), Mar Arábico (baseada no filme do Aladdin, onde chama a atenção suas construções no estilo árabe), Delta do Rio Perdido (uma reprodução da antiga América Central), Porto da Descoberta (uma área baseada na ciência) e Porto Americano (uma reprodução da costa leste dos Estados Unidos). Em cada uma dessas áreas é possível fazer viagens fantásticas como a exploração da cidade perdida de Atlântida ou um passeio pelas regiões de Nova York e Cap Code. Na área central, inspirada em Júlio Verne, há um vulcão com uma montanha-russa, chamada Viagem ao Centro da Terra. Um quinto da área do parque, que custou US$ 4 bilhões (o mais caro já construído pela DISNEY), é ocupado por água. O parque recebeu 11.930.000 visitantes em 2011.


HONG KONG DISNEYLAND RESORT
O mais recente complexo inaugurado pelo Grupo DISNEY, localizado em Hong Kong, emprega mais de 5.000 pessoas e possuí um parque temático com mais de 35 atrações; apenas dois hotéis (Disneyland Hotel e Disney’s Hollywood Hotel), que disponibilizam cerca de mil quartos; uma área para a realização de casamentos mágicos (Fairy Tale Weddings) e uma pequena área de lojas e restaurantes, tudo instalado em uma área de 1.3 km².
DISNEYLAND HONG KONG
O parque temático foi inaugurado em 12 de setembro de 2005 ao custo de US$ 3.5 bilhões. Localizado na ilha de Lantau, aproximadamente dois quilômetros da Discovery Bay em Hong Kong, é uma réplica da Disneylândia apresentando uma mistura de culturas do oriente e ocidente. Divididas em seis áreas temáticas as 39 atrações (incluindo “Space Mountain”, “It’s a small world” e o tradicional Castelo da Bela Adormecida) são apresentadas em inglês e cantonês, dialeto falado na China continental. Os membros do elenco falam inglês, cantonês e mandarim. Apesar de ser o menor de todos os parques temáticos da DISNEY, tendo capacidade para receber pouco mais de 34.000 visitantes por dia, recentemente anunciou uma expansão, com previsão de conclusão para 2014, que inclui a construção de três novas áreas temáticas: Toy Story Land (inaugurada em 2011 e dedicada ao filme Toy Story onde os visitantes, em meio a brinquedos em tamanho gigante, podem se divertir em carrinhos que sobem e descem numa rampa em forma de U e também em paraquedas presos em uma torre de 25 metros de altura), Grizzly Trail (similar a Frontierland do MAGIC KINGDOM e inaugurada em julho de 2012, é representada por uma cidade de mineração ocupada por ursos depois de abandonada, cuja principal atração será uma montanha-russa chamada Big Grizzly Mountain Coaster, cheia de ursos áudio-animatrônicos) e Mystic Point (prevista para 2013 e onde eventos sobrenaturais acontecerão, tendo como principal atração a Mystic Manor, nova versão da casa mal-assombrada da DISNEY, que adotará tecnologia GPS, onde os carrinhos andam sem necessidade de trilho). O parque recebeu 5.900.000 visitantes em 2011.


SHANGHAI DISNEYLAND RESORT
O sexto complexo de parques e entretenimento da DISNEY no mundo, com inauguração prevista para dezembro de 2015, estará localizada em Xangai, uma das cidades mais vibrantes do mundo. O complexo apresentará os personagens clássicos da DISNEY juntos com histórias, singularidades e as belezas da China. O complexo será a casa da SHANGHAI DISNEYLAND, um parque no estilo do MAGIC KINGDOM com várias “áreas” (“lands”) contendo atrações e experiências completamente novas, específicas para o povo chinês. No coração do parque, um castelo da DISNEY completamente interativo será uma grande atração por si só com opções de entretenimento, refeições e algumas outras surpresas que serão únicas. O complexo ainda terá um rio artificial de 10 quilômetros de comprimento e 60 metros de largura. No meio do parque, haverá uma linda área verde de 46.130m² que servirá para diferenciar a SHANGHAI DISNEYLAND e reforçar as idéias de sustentabilidade e natureza que estarão integradas por todo o parque.


No dia da inauguração, o complexo estará localizado em uma área de 3.9km² em Pudong, Xangai, com muito espaço adicional para futuras expansões. Na abertura, o resort contará com o parque temático, dois hotéis, uma área de entretenimento no estilo do Downtown Disney, áreas de recreação, um parque ao ar livre com um grande lago e uma nova malha de transportes. O investimento original do projeto é de US$ 3.7 bilhões para construir o parque e mais US$ 1 bilhão para construir o resto do resort.


Os cruzeiros mágicos
Desde 30 de julho de 1998, a empresa oferece também cruzeiros marítimos, que proporcionam uma verdadeira experiência DISNEY em alto mar. Atualmente são quatro modernos e divertidos navios:
Disney Magic e Disney Wonder - Fantásticos transatlânticos que pesam aproximadamente 85 toneladas cada um, tendo capacidade para 2.400 pessoas confortavelmente acomodadas, já que suas 877 cabines são 25% maiores que a média do mercado. Além disso, 73% das cabines são externas, uma porcentagem sem precedentes, com vistas espetaculares do oceano e, destas, 44% têm varanda privativa. Essas maravilhas flutuantes, com tripulação de 900 pessoas de 20 nações diferentes, possuem áreas separadas para crianças, adolescentes, adultos e famílias, além de restaurantes, bares, danceterias, piscinas, áreas esportivas (incluindo uma quadra de basquete), cinemas, teatros, lojas, playgrounds, além de apresentarem espetáculos maravilhosos. O navio Disney Wonder tem como madrinha a fada Sininho.
Disney Dream - 40% maior que os outros navios da frota, este gigante flutuante, que pesa 128 mil toneladas e custou US$ 1 bilhão, têm capacidade para acomodar 4.000 passageiros confortavelmente (5.007 camas estão à disposição) e tripulação de quase 1.500 pessoas, conta com design elegante e decoração refinada, próprios para a família. Uma das maiores novidades deste navio da DISNEY é o toboágua Aqua Duck, onde os passageiros deslizam em uma bóia por uma viagem rápida e emocionante, repleta de curvas além do navio, sobre o mar, atravessando o deque superior. A vista para quem estiver dentro da montanha-russa é de uma altura superior a 40 metros. Nas cabines que não possuem janelas existem as “magical portholes”, telas instalada em escotilhas virtuais que reproduzem imagens do exterior do navio, captadas por uma câmera. A viagem de inauguração do Disney Dream aconteceu em 26 de janeiro de 2011.
Disney Fantasy - O navio, construído na Alemanha, tem 14 andares e 1.250 cabines (exatas 5.336 camas) para abrigar quatro mil passageiros. Apesar de ser irmão gêmio do Disney Dream, este novo navio que fez sua viagem inaugural no mês de março de 2012, possui alguns diferenciais: AquaLab, um enorme playground com mangueiras, fontes e jatos d’água; Bibbidi Bobbidi Boutique, o famoso salão de beleza da DISNEY, pela primeira vez montado em um navio, que transforma crianças de 3 a 12 anos em princesas ou piratas; o restaurante Royal Court Restaurant; e o espetáculo Disney’s Aladdin – A Musical Spetacular, que fica em cartaz durante as viagens. O lobby do navio é extremamente luxuoso e sofisticado, com uma incrível escadaria, lindas colunas, piano, além de lustres e piso impecáveis. A estátua da Mademoiselle Minnie Mouse é um espetáculo à parte.


Nesses fantásticos navios o passageiro pode desfrutar do Vista Spa operado pela Steiner de Londres, que oferece inúmeros tratamentos e serviços. Os itinerários variam conforme o pacote adquirido, fazendo o trajeto através do Cabo Canaveral, na Flórida, até Nassau, nas Bahamas, passando por St. Maarten, St. Thomas, com excursões para St. John ou explorando Key West na Flórida; Grand Cayman nas Índias Ocidentais Britânicas; Cozumel no México; Mar Mediterrâneo na Europa; e até mesmo o gélido Alasca. Os pacotes variam bastante, podendo chegar a 14 noites (passando por Califórnia, México, Panamá, Colômbia, Bahamas, Ilhas Cayman, Alasca e Canadá), sempre incluindo uma passada pela “Castway Cay”, uma ilha particular de propriedade da DISNEY, perto das Bahamas, onde até pouco tempo atrás estava ancorado o famoso Pérola Negra (navio do filme Piratas do Caribe), e onde as crianças podem se divertir na “Terra do Nunca” (de Peter Pan). Com águas azul-turquesa e praias separadas para famílias, adolescentes e adultos (batizada de Serenity Bay), as opções neste paraíso são intermináveis, além do banho de mar, aulas de ioga, massagens relaxantes, é possível alugar equipamentos de mergulho, bicicletas, colchões flutuantes, caiaques e pedalinhos, ou realizar incríveis passeios de barcos com fundos de vidro. Além disso, a ilha oferece o Pelican Plunge, uma plataforma de 2.400 metros quadrados flutuante com dois escorregadores aquáticos em formato de saca-rolhas.


Em todos os navios os famosos personagens da DISNEY estão inseridos na decoração de maneira refinada e divertida, com pequenos detalhes capazes de encantar até o mais exigente dos passageiros: a mão do Mickey que indica os andares nos elevadores, desenhos originais pendurados nas paredes dos halls e escadas ou ainda ambientes tematizados como salas de recreação e restaurantes, isso sem contar algumas piscinas no formato da cara do rato mais famoso do mundo. Os detalhes são tantos, que até os tradicionais apitos dos navios, que ressoam quando a embarcação parte ou chega ao porto, apresentam seis melodias diferentes.


O tratamento mágico
A DISNEY utiliza a sua própria terminologia em seus parques temáticos: os clientes do parque são chamados de convidados (Guest), os empregados de membros do elenco (Cast Members), toda área que pode ser vista ou alcançada por um convidado é chamada de palco (Onstage), áreas apenas para empregados são bastidores (Backstage) e túneis de serviço são chamados de Utilidors (junção das palavras “utility” e “corridors”). Outras terminologias utilizadas pela DISNEY são:
Alpha Unit - Significa ambulância na linguagem da DISNEY. Esse termo é usado para não alarmar os convidados sobre algum acidente que tenha ocorrido.
Costume - É o uniforme dos membros do elenco. Na tradução literal, significa fantasia ou figurino, já que na DISNEY eles estão desempenhando um papel, e não trabalhando.
Nametag - É um broche com o nome, a origem e as línguas que os membros do elenco falam além do inglês. Seu uso é obrigatório, faz parte do uniforme, servindo como identificação perante aos visitantes.


Disney Look - Termo para a lista de regras relacionadas à aparência dos membros do elenco no trabalho. Por exemplo: nenhum esmalte brilhante, não mais que um brinco por orelha, no máximo um anel em cada mão, cabelos sempre curtos para homens, nenhuma tatuagem visível e cabelos com cores naturais.
Disney Point - É o jeito que os membros do elenco apontam. Toda vez que é necessário indicar direção, aponta-se com dois dedos (indicador e o do meio), ao invés de apontar só com um dedo.
Show - Termo usado para descrever a importância da imagem, é uma palavra ouvida em todo lugar dos parques. O significado de show é muito importante para a DISNEY, é a idéia de que os convidados não estão em um simples parque de diversão, mas em um grande show, e todos os funcionários estão desempenhando um papel, e não somente trabalhando.


Quando se entra em qualquer parque temático da DISNEY é como se o visitante estivesse em um magnífico show. A música, a emoção em ver o castelo, as cores, os cheiros de pipoca e chocolate, tudo faz parte desse espetáculo tridimensional e sensorial. Todos trabalham juntos como um time. O TEAM DISNEY é um nome que para os funcionários da empresa tem um significado muito especial: Together everyone achieves Magic (Juntos alcançaremos a magia).


A universidade da magia
A concepção da Universidade Disney começou a germinar após um trágico acontecimento denominado “Domingo Negro”. Tudo aconteceu na inauguração da Disneylândia da Califórnia em 15 de julho de 1955. O enorme público no dia da inauguração fez com que funcionários, principalmente as equipes de segurança, que eram terceirizadas, tratassem com falta de educação o público que se aglomerava em filas gigantescas. Apenas os operadores das atrações, funcionários treinados pela própria DISNEY, trabalhavam com eficiência. Restaurantes ficaram sem comida e refrigerantes. Como havia poucas lixeiras não demorou muito para que o parque ficasse completamente coberto de sujeira. O asfalto recentemente aplicado se derreteu com o calor, algumas cercas caíram e como mais passageiros do que o previsto subiram ao mesmo tempo no barco “Mark Twain”, a água acabou inundando a parte mais baixa da embarcação. A situação caótica enfureceu Walt Disney, que esperava de seus funcionários um sorriso estampado no rosto e muita cortesia com seus convidados. Em sua concepção, ele queria funcionários atenciosos, amáveis, prestativos e que fossem apaixonados por aquele sonho. Após a conturbada inauguração, o parque foi fechado por duas semanas. Um velho amigo, Ed Shott, técnico em parques temáticos, foi ajudar a reestruturar a Disneylândia. O serviço de alimentação, o controle de público, os problemas de encanamento, tudo foi revisto e melhorado. Até o sistema de ingressos sofreu alterações. No lugar dos ingressos cobrados na entrada de cada atração, passou a vigorar o carnê de ingressos da Disneylândia, que facilitou a dispersão do público pelo parque. Walt analisava, pessoal e incansavelmente, cada detalhe a ser corrigido, e ao final de duas semanas grande parte dos problemas operacionais havia sido resolvida. Sentindo o peso de sua responsabilidade para com os visitantes, Walt ia ao parque quase todos os dias, verificando o funcionamento das atrações e o comportamento dos funcionários. Atento as necessidades do público, estava sempre pronto a sanar qualquer falha por menor que fosse. Para garantir um ambiente estritamente familiar, ele nunca permitiu a venda de bebidas alcoólicas dentro do parque. O mesmo procedimento foi adotado em relação a gomas de mascar, algodão doce e amendoim, pela sujeira que causariam.


Devido a todos esses problemas, nasceram os programas de treinamento que, sete anos após a inauguração da Disneylândia, em 1962, se transformaram no que é hoje a Universidade Disney, ideliazada por Van Arsdale France e criada para treinar o pessoal que trabalha nos parques e transmitir ao público a filosofia e a cultura empresarial da empresa. Na época, alguns diziam que era uma idéia fadada ao insucesso. No entanto, os executivos da DISNEY não se abalaram, insistiam em que era preciso algo que exercesse influência em toda a organização, e isso os programas de treinamento não alcançavam. Era necessário algo como uma universidade. Essa nova universidade foi destinada exclusivamente a treinar os futuros empregados de acordo com as regras de conduta traçadas por Walt Disney. No prédio da Universidade Disney, localizado no West Clock, a entrada de funcionários do MAGIC KINGDOM, os membros do elenco podem ter acesso a maior unidade do Disney Learning Center (com computadores para acesso a Internet), uma filial da Company D (uma loja que vende diversos tipos de produtos com preços especiais) e uma cafeteria. Hoje em dia, tão logo um candidato é contratado, ele vai para a Universidade Disney aprender o que o programa quer dizer, em uma espécie de envolvimento emocional que o faz sentir-se orgulhoso e feliz por trabalhar para a organização, disposto a preservar a imagem e a prestar serviços rápidos, eficientes e cordiais. Os recém-contratados passam por um curso chamado “Tradições” no qual as quatro “chaves” principais (Disney’s Keys to the Kingdom) - segurança, cortesia, eficiência e espetáculo - são apresentadas. A segurança é a mais importante das quatro chaves. Ela é responsável pela confiança do público na corporação, e espera-se que esta cuide sempre para manter um ambiente seguro. É função de todo o elenco garantir segurança, tanto dos convidados como dos membros da equipe DISNEY. Como um exemplo de segurança, é possível avistar em todos os telhados dos edifícios da Main Street bandeiras norte-americanas, cujos mastros, na verdade, são pára-raios disfarçados, para evitar os efeitos das tempestades constantes na região. Outras histórias exemplificam na prática essa cultura DISNEY:

Uma vez um casal estava com suas filhas em um restaurante esperando para assistir à Parada da DISNEY no MAGIC KINGDOM. As meninas reclamavam que não tinham visto nenhuma vez a personagem Sininho. Um dos membros do elenco que limpava o chão ouviu o lamento e imediatamente foi até o balcão e pegou dois sorvetes, entregando-os às meninas e dizendo aos sussurros que a Sininho tinha pedido a ele para entregar os presentes. Disse também que, quando a Sininho sobrevoasse o Castelo da Cinderela depois da queima de fogos, elas deveriam agradecer. Logo que a Sininho apareceu elas gritaram muito alto “thank you, thank you”.

Não é menor o sucesso da filosofia DISNEY de tomar medidas de eficiência quase milimétrica. Por exemplo, as latas de lixo dos parques são colocadas a distâncias de 27 passos, porque observações levaram a concluir que esse é o percurso máximo feito pelos frequentadores antes de ceder à tentação de descartar o lixo em qualquer lugar. Todo membro do elenco da DISNEY está orientado para interromper o que está fazendo para ajudar um convidado (o visitante): tirar uma foto, indicar uma atração, levar uma criança ao banheiro, etc. O objetivo é que, ao voltar ao seu país, o visitante tenha uma lembrança da hospitalidade do elenco. A parte burocrática segue o mesmo estilo: o sistema administrativo é denominado “Programa Terra do Amanhã”, e as telefonistas terminam uma ligação com a seguinte frase “Tenha um dia mágico”. Como parte deste “aculturamento”, executivos do alto escalão e da diretoria, pelo menos uma vez por ano, trabalham por algumas horas nos parques, atendendo aos convidados e até mesmo vestidos com as fantasias dos personagens.


O Disney Institute foi desenvolvido para dar suporte à Universidade Disney (responsável pelo treinamento do “elenco” DISNEY). Enquanto esta preparava os funcionários, transformando-os em artistas aptos a viver os seus papéis no show, o Instituto Disney era direcionado aos hóspedes, com a idéia de revelar os segredos de uma corporação cujo modelo de gestão virou um clássico no mundo dos negócios. Inaugurado oficialmente no dia 9 de março de 1996, estava localizado em uma propriedade dentro do complexo. No total, eram 457 quartos com capacidade para 1.400 hóspedes. Eram mais de 230.000m² ambientados em uma maravilhosa comunidade, que oferecia uma gama de profissionais de primeira linha em cada um de seus segmentos. Um verdadeiro complexo urbano com sistema de transporte, restaurantes, hotéis, lojas e geradores, que oferecia vários cursos, entre os quais: história da arte, arte e entretenimento, esportes e saúde, culinária, desenho artístico e meio ambiente. Para tanto, contava com um teatro e um anfiteatro ao ar livre para grandes apresentações, 26 salas de aula, um moderno SPA, centro de treinamento e condicionamento físico, centro de estética, uma central de atendimento e um belo salão de jantar. O Disney Institute abrangia quatro áreas de interesse: Disney Discoveries (Descobertas Disney), Performing Arts (Performances Artísticas), Fiteness and Sports (Esportes e Condicionamento Físico) e Lifestyles (Estilo de Vida), além do Institute Goals, que eram metas e programas. O prédio que abrigava as instalações do Instituto Disney foi desativado em 2003 e, após reformado, deu lugar a mais um hotel, o Disney’s Saratoga Springs Resort e Spa. Os programas de Gerenciamento de Pessoal e Qualidade Total, único no mundo em que profissionais desenvolvem programas dentro da central de operações, continuam sendo ministrados em outras áreas do complexo. Atualmente o Disney Institute, através de cursos e workshops pelo mundo, ensina executivos e empresários de dezenas de países a aplicarem em suas empresas os princípios e métodos gerenciais que fizeram da DISNEY uma das maiores e mais admiradas empresas do mundo. De início, os clientes tinham de viajar até a Disney World, na Flórida, e à Disneylândia, na Califórnia, para participar dos cursos. Recentemente foi criada uma rede de representantes para fazer contatos e depois coordenar o envio dos executivos do instituto às próprias empresas. Eles já partem com cursos preparados de acordo com as necessidades do contratante e até agora, ao que parece, ninguém se queixou dos serviços.


Os imagineiros
Toda criatividade dos parques e hotéis DISNEY está a cargo de uma divisão onde trabalham os IMAGINEERS (uma mistura de “imaginários” com “engenheiros”), termo usado para designar os “artistas” e engenheiros que criam, constroem e testam todos os brinquedos e shows dos parques da DISNEY. A palavra Imagineering foi formada a partir da combinação de duas outras: imagination e engineering, e sua criação atribuída a Richard F. Sailer, que a utilizou pela primeira vez em seu artigo “Brainstorming is IMAGINation enginEERING” publicado na National Carbon Company Management Magazine. No grupo DISNEY tudo começou com a criação da empresa WED ENTERPRISES (WED – Walt Elias Disney) por Walt Disney em 16 de dezembro de 1952, com o objetivo de contratar profissionais para o desenvolvimento de seus projetos pessoais, notadamente seus parques temáticos e resorts. Inicialmente foi constituída como uma empresa privada independente. Contudo, no dia 3 de fevereiro de 1965 foi integrada a Walt Disney Productions. Somente em 20 de fevereiro de 1986 passou a se chamar WALT DISNEY IMAGINEERING (conhecida pela sigla WDI) e atualmente está totalmente integrada a Walt Disney Company, atuando como uma divisão da empresa dedicada especificamente ao planejamento, desenvolvimento criativo, design, engenharia, produção, gerenciamento de projetos e pesquisa dos parques temáticos e resorts, ficando o seu centro de operações localizado em Glendale no estado da Califórnia, mas também há escritórios em Orlando, Tóquio, Paris, Hong Kong, Anaheim e Alemanha. Os profissionais que trabalham nesta divisão são responsáveis pela criação dos resorts, parques temáticos e atrações, hotéis, parques aquáticos, empreendimentos imobiliários, locais de entretenimento regionais, navios de cruzeiro e projetos de tecnologia de novas mídias.


Como parte das suas atribuições os “imagineiros” da DISNEY estão sempre criando novas atrações, restaurando as já existentes e desenvolvendo novas tecnologias que possam ser aplicadas em seus projetos. Enfim, tornando o sonho de Walt Disney realidade. Atualmente por volta de 2.000 funcionários trabalham na WALT DISNEY IMAGINEERING, entre eles: artistas, arquitetos, engenheiros, escritores, construtores, designers, técnicos, dentre outros especialistas, em um total de 140 disciplinas diferentes. Tais funcionários atuam desde a criação, passando pela engenharia, produção, construção e finalmente a instalação de projetos. A tecnologia desenvolvida pelos “imagineiros” está representada em mais de 115 patentes: sistemas utilizados nas atrações, efeitos especiais, dispositivos de fibra ótica, avançados sistemas de áudio e vídeo, bonecos áudio-animatrônicos (a insistência nesses bonecos vem da idéia de Walt Disney em fazer um show, com a mesma qualidade, repetidas muitas vezes ao dia para cada convidado), etc. O termo “áudio-animatrônico” foi concebido no início da década de 60 pelos engenheiros da empresa para descrever seus bonecos que se moviam e ficavam em exposição na Disneylândia. Estes bonecos eram capazes de se movimentar realisticamente, além de emitir sons. A primeira figura humana áudio-animatrônica foi Abraham Lincoln, instalada na atração Opera House (localizada na Main Street), na Disneylândia da Califórnia. O boneco se levantava da cadeira, discursava, agradecia aos aplausos e voltava a sentar, em um total de 48 movimentos corporais e 15 faciais diferentes. Somente no MAGIC KINGDOM existem atualmente mais de 1.100 bonecos áudio-animatrônicos. Todas essas tecnologias são encontradas hoje em dia no sistema de monorail (criado em 1959), bonecos áudio-animatrônicos utilizados na atração Enchanted Tiki Room (1963), sistema computadorizado empregado na montanha-russa Space Mountain (1975), sistema de vídeo 3D da atração Magic Journey (1982), e aperfeiçoado na atração Honey, I Shrunk the Audience (1995), It’s Tough to be a Bug! (1998) e até no sitema Fast Pass.


Recentemente a equipe de Imagineiros da DISNEY foi responsável pela criação do boneco áudio-animatrônico do Sr. Cabeça de Batata (localizado na entrada da atração Toy Story Mania no Disney’s Hollywood Studios), o mais complexo e caro já construído pela empresa; e do Lucky (um dinossauro de 2.4 metros de altura e 3.6 metros de comprimento, que puxa uma carroça de flores sendo comandado por um funcionário) que já pode ser visto em ação transitando livremente pelas ruas do parque Disney California Adventure, Animal Kingdom e Disney Hong Kong. A carroça de flor que ele puxa esconde a fonte de computador e poder. Lucky é capaz de se mover, vocalizando e respondendo aos hóspedes. Clique no vídeo abaixo para assistir Lucky em ação. Atualmente está em desenvolvimento uma nova geração de robôs (ou animatronics) com cabeças artificiais que imitam, quase que perfeitamente, os movimentos faciais humanos. A filial suíça da Disney Research, braço de pesquisas do grupo, está desenvolvendo uma tecnologia chamada Physical Face Cloning. Aplicada a microengrenagens e a tecidos sintéticos que se comportam de maneira muito semelhante à pele humana, o resultado deverá ser nada menos que surpreendente.

 

Os personagens
Uma das primeiras criações animadas de Walt Disney foi “Oswald, o Coelho Sortudo” (Oswald, The Lucky Rabbit), lançado oficialmente no dia 5 de setembro de 1927. O novo personagem transformou-se rapidamente em um enorme sucesso. Porém, pouco depois, a DISNEY perdeu os direitos sobre o personagem em virtude de um contrato de distribuição mal assinado por Walt Disney com Walter Lantz que os repassou ao estúdio Universal, que passou a produzir alguns curtas-metragens do coelho até 1943. Nesse período, Oswald começou a aparecer também em revistas em quadrinhos e teve sua aparência gradualmente remodelada, pelas mãos de Manuel Moreno, da equipe de Lantz, adquirindo as cores branco e bege, mais suaves do que o preto original, e traços mais semelhantes ao de um coelho. Somente no dia 7 de fevereiro de 2006, a Walt Disney Company conseguiu recuperar da NBC/Universal os direitos sobre o divertido e malandro personagem. Ao que parece, a DISNEY está disposta a relançar a carreira do coelho sortudo em grande estilo. Recentemente um DVD duplo com os curtas de Oswald foi lançado no mercado americano, além de alguns produtos de licenciamento como roupas, brinquedos de vinil e jogos de videogame. Segundo a DISNEY, os produtos de Oswald serão mais direcionados aos colecionadores e ao público mais sofisticado, como renomados designers. O mais incrível deste simpático personagem é a semelhança de seus traços com Mickey Mouse. Oswald completou 85 anos em 2012, e para não deixar a ocasião passar em branco, a DISNEY pegou alguns dos sketches mais antigos que Walt Disney fez para o personagem e criou uma animação básica a partir deles. O desenho, batizado de HAREM SCAREM, foi revelado recentemente durante um evento privado do D23. No enredo do animado, Oswald é um turista em um café marroquino e se apaixona por uma dançarina, porém, inevitavelmente, ele teria que resgatá-la do João Bafo de Onça.


MICKEY MOUSE
Esse pequeno roedor, grande apreciador do calção vermelho, sapatos amarelos e luvas brancas, com um eterno sorriso estampado no rosto é o grande embaixador da DISNEY pelo mundo. Walt Disney e o desenhista Ub Iwerks não imaginavam que ao criarem Mickey Mouse, que virou símbolo máximo do Grupo DISNEY e o personagem mais conhecido do planeta, estariam inventando também uma verdadeira máquina de fazer dinheiro. O simpático camundongo já chegou a registrar negócios superiores a US$ 10 bilhões ou quase um terço da receita do grupo DISNEY. Mickey sozinho é uma indústria gigantesca, estampando sua marca em produtos dos mais variados tipos, gerando vendas globais no varejo superior a US$ 750 milhões, somente na América do Norte. Os livros Mickey Mouse Clubhouse são publicados em 25 línguas e 48 países, vendendo anualmente 21 milhões de cópias.


A origem mítica do pequeno rato foi estabelecida pelo próprio Walt Disney. Ele teve a ideia de criá-lo durante uma viagem de trem de Nova York para Los Angeles. Foi então que se lembrou de um camundongo que havia em seu antigo estúdio, com o qual brincava com a ponta do lápis e que chegou até mesmo a batizar com o nome de Mortimer. Mas sua esposa, Lilian, achou o nome formal demais para o personagem e sugeriu MICKEY MOUSE. O personagem tomou forma pelas mãos do talentoso desenhista Ub Iwerks pela primeira vez em 1928, nos curtas-metragens “Crazy Plane” (lançado em 15 de maio) e “Galloping Gaucho” (lançado no dia 2 de agosto) que passaram praticamente despercebidos aos olhos do público. Apesar disso, a data oficial de seu nascimento é o dia 18 de novembro de 1928, quando o curta-metragem STEAMBOAT WILLIE (O Vapor Willie), no qual Mickey é marinheiro de um barco, comandado pelo malvado capitão João Perneta (Peg-Leg Pete), sendo condenado a descascar batatas por gostar muito de música, estreou no Old Colony Theatre de Nova York. Dirigido e produzido pelo próprio Walt Disney e Ub Iwerks, ao custo de US$ 15 mil, foi o primeiro desenho animado a utilizar trilha sonora sincronizada (missão cumprida pelo maestro Carl Edouard e sua orquestra), ou seja, o filme tinha som, diálogos e efeitos sonoros (os personagens animados podiam falar, cantar e tocar instrumentos), e isso fez a diferença, embora nenhum dos espectadores pudesse adivinhar que assistia ao nascimento de um dos mais populares heróis do cinema de animação.


O título era uma paródia do filme “Steamboat Bill Jr.” de Buster Keaton. A música foi adicionada por Wilfred Jackson e incorpora melodias populares como “Steamboat Bill” e “Turkey and the Straw”. A maior dificuldade na produção foi conseguir um dublador que fizesse a voz do camundongo exatamente como seu criador, Walt Disney, queria. Como ninguém conseguia acertar, não teve dúvida: ele mesmo gravou a voz que ficou famosíssima no mundo todo. No filme de aproximadamente 8 minutos, Mickey tinha uma aparência bem diferente da atual: olhos representados por dois pontos negros, um focinho mais pontudo e comprido e a cor da pele de sua cara branca e não bege. O filme foi uma espécie de apoteose antecipada para um personagem destinado a tornar-se um dos ícones do século passado. O sucesso foi tanto nos cinemas, que desencadeou a criação de “Silly Symphonies”, uma série musical para a abertura das sessões de cinema. Esse curta-metragem apresentava Mickey em preto-e-branco e a inovação do uso da câmera multiplano. Mickey pronunciou suas primeiras palavras (“Hot-dogs, Hot-dogs”) em 1929 no curta animado “The Karnival Kid”, no qual vendia cachorros-quentes em um parque de diversões. Em 1930, o pequeno personagem havia conquistado não apenas os corações dos americanos como também audiência e popularidade no mundo inteiro, passando a chamar-se Michel Souris (França), El Miguelito Ratón (México), Mikki Kuchi (Japão), Micky Maus (Alemanha), Mikki Mús (Islândia), Mikki Maus (Rússia), Topolino (Itália), Miki Fare (Turquia), Míky Máous (Grécia), Myszka Miki (Polônia), Miki ha-`akhbar (Israel) e Mikki Hiri (Finlândia).


Ao longo de sua carreira Mickey Mouse passou por várias transformações em suas formas e a voz do personagem, dublada inicialmente pelo próprio Walt Disney, passou a ser feita por Jim Macdonald (entre 1947 e 1977) e depois por Wayne Allwine (1977-2009), que faleceu recentemente, em 2011, e curiosamente era casado com Russi Taylor, que faz a atual voz de Minnie Mouse. Atualmente o personagem é dublado por Bret Iwan. A primeira tira (ainda em preto e branco) diária do personagem surgiu em 13 de janeiro de 1930 com a aventura “Lost on a Desert Island” ainda desenhada pelas mãos de Iwerks, que pouco depois entregou a tarefa a Floyd Gottfredson, que para ele criou aventuras onde o pequeno rato se passava por detetive e jornalista, encontrando pelo caminho diversos personagens, entre os quais o amigo Goofy (Pateta), o seu cachorro Pluto, a sua namorada Minnie, entre muitos outros. Em 1932, a Academia de Hollywood premiou a DISNEY com um Oscar pela criação do personagem. Ainda neste ano, Mickey começou a aparecer em tiras dominicais de jornais desenhadas por Earl Duvall e escritas por Ted Osborne e Merill de Maris. Um dos primeiros produtos a contar com a imagem do personagem foi o famoso relógio do Mickey, produzido por Ingersoll em junho de 1933 ao preço de US$ 3.25. O primeiro desenho colorido do personagem, chamado “The Band Concert” (O Concerto da Banda), estreou no dia 23 de fevereiro de 1935. Foi neste momento que o personagem ganhou o tradicional calção vermelho e os sapatos amarelos, uma homenagem que Walt Disney fez à Ordem De Molay, da qual era membro.


Nos anos quarenta ocorrem as primeiras alterações gráficas que surgiriam em um de seus mais famosos filmes: “Fantasia” (1940). A revista nº 1 do Mickey foi publicada somente em outubro de 1952. O Mickey Mouse Club, um marcante programa infantil, foi levado ao ar pela rede ABC em 1955 e estendeu-se até 1959, apresentando uma variedade de entretenimento: dança, música, astros de cinema e televisão, desenhos clássicos DISNEY, séries e um grupo de talentosas crianças que se tornaram uma sensação na época. Em 1978, na celebração de seus 50 anos, Mickey se tornou o primeiro desenho animado a ter direito a uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood. Em 2008, Mickey comemorou seus 80 anos de vida. Mas ele não parou no tempo, e mesmo depois de tantos anos continua na ativa em diversas mídias. Além de atuar nos parques DISNEY, ele conquistou a televisão, e formou uma legião de fãs ao redor do globo a partir do saudoso “Clube do Mickey”. Seus quadrinhos continuam em alta em vários países, com o lançamento de novas séries e gibis especiais. E o ratinho invadiu até mesmo os modernos games e também foi adaptado para os mangás. Apesar de tanta inovação, ele continua desempenhando seu melhor papel, o de entreter e até educar crianças e adultos em todo o mundo.


Ao longo de sua carreira o simpático rato fez mais de 130 filmes, embora tenha saído praticamente de cena nos anos 50, com exceção de filmes esporádicos, o último nos anos 80. Mickey também teve vários animais de estimação: o inseparável Pluto (cão), Tanglefoot (cavalo), Bianca (peixe), Milton (gato), Leeza (gata), Bobo (elefante) e Oscar (avestruz). A principal razão do sucesso do Mickey Mouse está na construção de sua imagem nas últimas oito décadas. Ainda continua sendo a cara da DISNEY, o garoto-propaganda dos pacotes turísticos, o símbolo maior do mundo da fantasia (o famoso camundongo, ao lado da parceira Minnie, é o anfitrião oficial dos parques temáticos Walt Disney World). O simpático rato tem sua imagem estampada em chaveiros, roupas, bichos de pelúcia, inúmeros souvenires, e até computadores (que possuem monitores com as inconfundíveis orelhas do rato mais famoso do mundo). Mickey Mouse tem 175 modelos diferentes de roupa. Acompanhe abaixo a evolução ao longo dos anos da cara de Mickey Mouse. Apesar das modificações, o mais importante é que com o passar das décadas, Mickey não perdeu a essência da sua identidade. Ficou mais tranquilo, estabeleceu um compromisso sério com a Minnie, virou um rato de família, com seu cachorro de estimação, mas sempre Mickey, com suas orelhas redondas e pretinhas.


Para quem não sabe Hidden Mickey, algo semelhante com °o°, é a denominação dada a toda silhueta das orelhinhas do Mickey incluídas sutilmente e estrategicamente nos desenhos animados, na arquitetura dos parques, no chão, nas suas atrações, dentro dos hotéis da DISNEY e que inúmeros visitantes adoram descobrir e observar. Segundo consta, surgiu nos anos 80 durante a construção do Epcot, quando os Imagineers decidiram esconder a silhueta do rato mais famoso do mundo em toda parte: atrações, latas de lixo, decoração e até no chão. Para ser considerado um Hidden Mickey, a imagem não pode ser percebida imediatamente. Além disso, deve estar inserida dentro de um parque ou loja e em um contexto que normalmente não teria Mickey Mouse. Por todo o império DISNEY Mickey parece ser onipresente: no design dos prédios, móveis e portais, assim como em todas as atrações em seus parques temáticos; e até o sorvete tem o formato de suas orelhas.


Porém, nem só de Mickey Mouse vive o universo DISNEY. Confira abaixo a ordem cronológica dos outros personagens famosos criados pelo império da magia.
1928
MINNIE. Quando Walt Disney lançou o primeiro desenho animado de seu mais novo personagem Mickey, a simpática ratinha já contracenava com aquele que seria seu eterno namorado. A primeira aparição do casal ocorreu no desenho “Plane Crazy”, onde Minnie era uma auxiliar de aviação, e Mickey um aspirante a aviador. Ela aparece entregando uma ferradura da sorte a Mickey. Mas só um pouco mais tarde, em 1929, apareceria pela primeira vez nas histórias em quadrinhos da DISNEY, participando das tiras que eram publicadas diariamente nos jornais norte-americanos. Minnie sempre vestiu roupas comportadas, até para os padrões de um camundongo. Seus vestidos rodados, de cintura marcada, na altura dos joelhos, frequentemente estampados com bolinhas, tornaram a ratinha uma referência para milhares de crianças. A carismática ratinha tem no guarda-roupa aproximadamente 200 diferentes modelos. Filha dos fazendeiros Marcus e Margie Mouse, seu nome completo é Minerva “Minnie” Mouse.


JOÃO BAFO-DE-ONÇA (em inglês, Black Pete). Foi o primeiro inimigo criado para enfrentar MICKEY. Estreou em 1928 no desenho “Steamboat Willie” como João Perneta (Peg-Leg Pete). Com o tempo perdeu a perna de pau e passou a ser, em 1933, João Bafo-de-Onça. O personagem é mais conhecido como ladrão de bancos, ora enfrentando Mickey e ora Pato Donald e Tio Patinhas. Junto com Mancha Negra e os Irmãos Metralha, compõe a vilania de Patópolis. Alternando “profissões” como ladrão de bancos, chefe mau e vizinho chato, dentre outras, ele se tornou o mais recorrente inimigo do Mickey, tendo sido utilizado em quase 2.000 histórias. O personagem foi mascote da Marinha Mercante americana durante a Segunda Guerra Mundial e vilão nos jogos de videogames Mickey Mousecapade, Disney’s Magical Quest, Mickey Mania e Kingdom Hearts II. Na verdade o personagem surgiu com outro nome no dia 15 de fevereiro de 1925 em “Alice Solves The Puzzle” (Alice e o Quebra-Cabeça), participando em pelo menos 20 curtas da série. Depois de comprovar sua vocação para a vilania, os estúdios escalaram o personagem para participar das histórias de Mickey Mouse.
1929
CLARABELA (em inglês, Clarabelle Cow) e HORÁCIO (em inglês, Horace Horsecollar). A personagem, uma simpática vaca, apareceu no cinema em “O Vale da Morte” como companheira inseparável da Minnie. Nessa mesma história aparece o personagem Horácio como seu namorado (o cavalo antropomórfico surgiu em 1929 na história “The Plow Boy” puxando o arado de Mickey Mouse). Apesar disso, Clarabela já tinha feito uma pequena aparição no curta-metragem “Plane Crazy” em 1928. Mais tarde, nas tiras em quadrinhos, foi transformada na fofoqueira vizinha de Minnie. Com o tempo, esse vício da persomagem foi esquecido e ela acabou se tornando a melhor amiga da ratinha. Os personagens estrearam nas páginas dominicais dos jornais americanos em 1933, em “O Covil do Lobo Rosnaldo” (The Lair of Wolf Barker).
1930
PLUTO (criado com o nome de Rover). O personagem fez sua estréia oficial no dia 5 de setembro em uma cena do filme “The Chain Gang”, como um simples cão sem nome e aparentemente sem futuro. No filme, Mickey vivia um incomum papel de fugitivo de uma prisão e o personagem era um dos cães farejadores responsáveis por rastrear as pegadas do rato. Mas Walt Disney gostou tanto do personagem que lhe deu um nome, Rover, e transformou-o no cachorro da Minnie. Foi assim que ele apareceu no filme “The Picnic”, também em 1930. Somente depois desses dois desenhos animados, ganhou uma aparência bem diferente, um novo nome, um lar, deixou de lado o papel de personagem coadjuvante e se transformou no melhor amigo de Mickey. Teve seu nome trocado para PLUTO no desenho “The Moose Hunt” em 1931, quando a esposa de Walt Disney sugeriu uma mudança, aproveitando a recém-descoberta do planeta Plutão. Nos quadrinhos ele apareceu pela primeira vez na história “Pluto, o Cãozinho” no dia 8 de julho de 1931. O simpático personagem, amarelo com suas enormes orelhas pretas, cativou crianças e adultos com sua personalidade quase humana, e mesmo que sua aparência tenha mudado desde os primeiros episódios, ele sempre foi o fiel companheiro de Mickey.


ZÉ RATÃO (em inglês, Sylvester Shyster). Advogado brilhante, mas inescrupuloso, que utiliza seu dom para o mal, quase sempre em parceria com Bafo-de-Onça. Nessas parcerias, normalmente ele é o “cabeça”. Estreou no desenho “O Vale da Morte” (Death Valley). Apesar do nome Ratão o personagem lembrava mais um cachorro.
1932
Chiquinho e Francisquinho (em inglês, Morty e Ferdie). Os sobrinhos de Mickey Mouse apareceram pela primeira vez em uma tirinha de Floyd Gottfredson, chamada “Mickey’s Nephews”. Desde então, aparecem em tirinhas acompanhando seu tio Mickey e o inseparável Pluto. Eles são filhos de Mrs. Fieldmouse, a irmão do Mickey, que apreceu apenas na estréia de seus filhos. No cinema a dupla estreou em “Orphan’s Benefit” de 1934. Os nomes dos sobrinhos de Mickey em português são uma criação de um roteirista da extinta redação DISNEY da Editora Abril, que achou divertido batizá-los com uma variação do mesmo nome (Francisco).
PATETA (em inglês, Goofy). Ele nasceu como Dippy Dawg, virou Goofy (literalmente pateta, em inglês) e estreou no dia 25 de maio em “Mickey’s Revue”, fazendo uma ponta como integrante da platéia, irritante por sua atitude imprópria e sua risada escandalosa. Em 1934, porém, ao atuar em “The Orphan’s Benefit”, fixa sua imagem como personagem oficial do primeiro escalão da Turma do Mickey. “Polar Trappers”, lançado no dia 17 de junho de 1938, foi o primeiro trabalho de Pateta e Donald como uma dupla.


Somente no dia 17 de março de 1939, Pateta, que assumiu oficialmente esse nome, conseguiu seu primeiro trabalho solo. Foi na animação “Goofy and Wilbur”, dirigida por Dick Huemer. A história girava em torno de Pateta e seu animal de estimação Wilbur, um gafanhoto, em um dia de pescaria. Já na década de 40, Pateta iniciou seus trabalhos no estilo “Como fazer....”, ensinando desde “Como Dormir” até “Como Esquiar”, onde de forma atrapalhada, mas sempre determinado, nos ensinava, ou pelo menos tentava, a realizar as mais diversas tarefas. Com pouca fala e sempre com a ajuda de um narrador que interagia com o personagem a quase todo momento, pode-se dizer que o ensino quase nunca corria normalmente. Nesses desenhos todos os personagens tinham a fisionomia do Pateta. Depois do desenho “Aquamania” (1961), Pateta “aposentou-se”, só aparecendo em uma ponta do filme “Who Framed Roger Rabbit” (1988) e ganhando seu primeiro longa-metragem em 1995, um verdadeiro sucesso nos Estados Unidos. Acompanhe abaixo a evolução do personagem ao longo dos anos.


1934
CLARA DE OVOS (em inglês, Clara Cluck). A personagem se apresenta como uma grande galinha cantora, amiga de Minnie Mouse, Margarida e Clarabela.
PATO DONALD (em inglês, Donald Duck). O personagem estreou no dia 9 de junho no filme “A Galinha Espertalhona” (The Wise Little Hen, no original), com características físicas bem diferentes das que conhecemos hoje. Era alto, possuía o bico mais longo, atrapalhado, egoísta e temperamental. A voz meio rouca característica do personagem era feita por Clarence Nash, descoberto pelo próprio Walt Disney nas ruas de Los Angeles quando escutou a voz vinda de um anunciante de verdura (Nash). Como patos vivem na água, Walt achou por bem vestir Donald com uma meia blusa azul de marinheiro e dar-lhe um chapéu de marujo. Mas o pato tinha realmente algo de especial e logo se tornou um dos personagens coadjuvantes nas histórias de Mickey, até que em 30 de agosto de 1936 ganhou sua própria série de tiras, chamada “A Silly Symphony Featuring Donald Duck”. Donald virou revista em quadrinhos em 1938, alcançando fama mundial a partir desta data. Assim como Mickey, Donald conquistou o mundo, sendo chamado de Paolino Paperino (Itália), Paja Patak (na antiga Ioguslávia), Akuku Ankka (Finlândia), Abdrés And (Dinamarca), Batuk (Arábia Saudita), Kalle Anka (Suécia), Donald Bebek (Indonésia) e Donaldus Anas (Latim). Foram quase 200 filmes (entre curtas e longas-metragens), ganhando um Oscar por sua atuação em “A Face do Fuhrer” e sendo indicado para outros 11. Donald Fauntleroy Duck é filho de Hortense McDuck, irmã do Tio Patinhas, e de Quackmore Duck, que é filho da Vovó Donald (Grandma Duck). Em 2004, ao completar 70 anos, Donald ganhou como presente de aniversário uma estrela na Calçada da Fama, em Hollywood, honraria reservada aos astros imortalizados do cinema. De bom coração, Donald já exerceu durante estes 78 anos uma centena de profissões, sem realmente convencer em nenhuma delas, além de se ver regularmente sem dinheiro. Hoje, Donald é visto em mais de 76 países e tem tiras publicadas diariamente em 100 jornais internacionais. Donald tem uma popularidade surpreendente na Itália, França, Espanha e Brasil. Mas também cruzou fronteiras de países distantes como a China, Malásia, Japão e Egito.


1937
HUGUINHO, ZEZINHO E LUIZINHO (em inglês, Huey, Dewey e Louie). Os trigêmeos surgiram como sobrinhos do Pato Donald, filhos de sua irmã gêmea Dumbela Duck, em um tira dominical, resultado do trabalho de Alfred Taliaferro, um dos desenhistas da Walt Disney, que sentiu a necessidade de ampliar o mundo de Donald, que tinha vivido até então na esfera familiar de Mickey. Tudo começou, quando certo dia, Donald chegou à sua casa e encontrou três simpáticos patinhos que traziam uma carta. Nesta carta, a prima Anitra pedia que Donald cuidasse dos “três anjinhos” por algum tempo. Logo de cara os três lhe deram de presente uma caixa de bombons recheados de pimenta, e fizeram mil gracinhas que quase o deixaram maluco. Nos primeiros tempos, os três patinhos eram terríveis: adoravam atormentar todo mundo, especialmente o tio, além disso, detestavam tomar banho e ir à escola. Com o passar do tempo, porém, eles foram criando juízo e, de meninos traquinas, se transformaram em espertinhos patinhos Escoteiros Mirins (Boy Scouts) em 1950.
MARGARIDA (em inglês, Daisy Duck). A personagem surgiu com o nome de Donna no desenho “Don Donald”, que se passa no México. Porém, sua primeira aparição oficial foi no dia 4 de novembro de 1940, na tira semanal “Mr. Duck Steps Out” feita por Al Taliaferro, onde a personagem era vizinha do Pato Donald. Margarida sempre tolerava as falhas de Donald, que era o típico preguiçoso. Só assistia futebol e comia, enquanto ela se esmerava na cozinha e participava da Liga das Senhoras. Era a típica dona de casa americana. Criando a personagem os estúdios de Walt Disney corrigiram uma tremenda injustiça: até aquele momento, apenas Mickey tinha uma companheira e Donald estava condenado à solidão.
1938
GANSOLINO (em inglês, Gus Goose). O personagem, comilão e dorminhoco, apareceu pela primeira vez em uma tira de quadrinhos publicada nos jornais americanos em maio. Quem criou o visual do personagem para a animação foi Carl Barks. Tanto nos quadrinhos quanto no cinema, o personagem era um primo guloso do Pato Donald que trabalhava, para seu desespero, no sítio da Vovó Donald. Ele não falava nada, mas deixava o pato muito irritado por comer tudo o que havia na despensa e, pior, dormir na cama dele.
1939
CORONEL CINTRA (em inglês, Chief O’Hara). O comandante da polícia de Patópolis (sempre honesto e incorruptível), que frequentemente solicita as ajudas de Mickey e Pateta para desvendar mistérios ou prender criminosos, surgiu pela primeira vez na história Mickey Mouse outwits The Phantom Blot e já participou de mais de 2.000 histórias desde então.
MANCHA NEGRA (em inglês, Phantom Blot). A sua primeira aparição ocorreu no dia 20 de maio na história “Mickey Mouse Outwits the Phantom Blot”, de Floyd Gottfredson. Tradicional inimigo de Mickey Mouse é conhecido por assaltar bancos, deixando como marca pessoal uma mancha de tinta preta. Nos anos 60 ressurgiu como um dos principais inimigos do Mickey e como “galã” da bruxa Madame Min. Nas raras vezes em que o rosto do Mancha Negra aparece, ele é lembrado por parecer com uma pessoa famosa mundialmente. Sabe quem? Walt Disney! Foi uma piada do desenhista Floyd Gottfredson.
1940
VOVÓ DONALD (em inglês, Elviry Duck ou popularmente Grandma Duck). A personagem foi criada, sob a orientação de Walt Disney, como avó do Pato Donald, vivendo em um sítio nos arredores de Patópolis. A personagem apareceu inicialmente em uma foto de família do Pato Donald, e somente em 1943 como “pessoa” de verdade. A história conta que a Vovó Donald nasceu por volta de 1855; depois se casou com Humperdink Duck; e teve três filhos: Quackmore Duck (Pai do Pato Donald), Daphne Duck (mãe de Gastão) e Eider Duck.
1942
ZÉ CARIOCA (em inglês, Joe Carioca). O papagaio José Carioca, vulgo Zé Carioca, foi criado para o filme “Alô, amigos” (Saludos Amigos) em 1943. Porém, antes do lançamento americano foram publicadas tiras de jornais com as aventuras do personagem em 1942, que estrearam no dia 11 de outubro com a história “Como Almoçar de Graça”. O desenho mostrava a América do Sul, no qual o personagem cheio de ginga e conversa fácil acompanhava Pato Donald em terras brasileiras. Ao som de Aquarela do Brasil e Tico-Tico no Fubá, eles beberam cachaça e sambaram juntos. O personagem foi criado pela DISNEY, dizem, para ganhar a simpatia dos brasileiros, já que na época os Estados Unidos estavam buscando aliados para a Segunda Guerra Mundial. E fez logo um enorme sucesso. Tanto que, já em 1945, ele apareceu em outro filme: “The Three Caballeros”, que no Brasil teve o título de “Você já foi à Bahia?”. O nome Zé surgiu da concepção de que Joe (José em inglês) é um nome comum entre países da América do Sul e “Carioca” como consequência de sua vinda ao Rio de Janeiro. No Brasil, tornou-se apenas Zé Carioca; nos Estados Unidos e França o personagem se chama Joe Carioca e, apenas na Itália é que seu nome é José Carioca.


1943
TICO E TECO (em inglês, Chip ‘n’ Dale). Os simpáticos esquilos apareceram pela primeira vez no desenho “Private Pluto” ainda sem nomes. Somente em 1947 os personagens passaram a se chamar Chip ‘n’ Dale. Tico era o esperto, com dentes unidos, nariz pequeno e preto, e sem franja na cabeça. Já teco era o tolo, com dentes separados, pelo mais claro, nariz maior e vermelho, e franja na cabeça. Em 1989 estrelaram uma série própria ao lado do Urso Balu (oriundo do desenho Mogli).
1944
A CIDADE DE PATÓPOLIS (em inglês, Duckburg). A primeira menção a Patópolis foi feita em uma história de Carl Barks na edição 49 de “Walt Disney’s Comics and Stories”. Originalmente é a cidade, localizada no estado fictício de Calisota, em que vivem Pato Donald, Tio Patinhas, Huguinho, Zezinho e Luisinho, Margarida e a maioria dos coadjuvantes. O mais importante monumento da cidade, comandada pelo Prefeito Leitão (Pig mayor, no original), é a Caixa-Forte de Tio Patinhas, um enorme edifício no topo do Morro Mata-Motor (antigamente chamado Morro Mata-Mula). A Caixa-Forte contém os escritórios de Patinhas e três acres cúbicos de dinheiro, resultado de uma vida inteira de negócios e aventuras de buscas à tesouros. Outro monumento presente em algumas histórias é uma grande estátua do fundador da cidade, Cornélio Patus. Tudo começou com um forte construído no século 16 pelo explorador britânico Sir Francis Drake (um jogo de palavras com o sobrenome da figura histórica, que significa “pato macho”). No século 19 os ocupantes britânicos partiram e cederam o forte a Cornélio Patus. Segundo a versão brasileira, Mickey, Minnie, Pateta e seus amigos também vivem em Patópolis, ao contrário do original nos Estados Unidos, onde estes moram em uma cidade também de Calisota, chamada Mousetown (algo como “Ratópolis”, em português). A cidade faz divisa com Gansópolis e Saint Canard (lar de Darkwing Duck), que fica do outro lado da Baía de Audubom e é ligada a Patópolis por uma ponte.
1947
ESQUÁLIDUS (em inglês, Eega Beeva). Estreou nas tirinhas “The man of Tomorrow”, como um ser do centro da Terra vindo de 500 anos futuros que encontra Mickey Mouse em uma caverna. Nas primeiras histórias, o personagem se apresentava calado, soltando apenas um “eega”. Logo se nota outras características que o fazem especial: forte e telecinético, quando fala coloca um P na frente da maioria das palavras e consegue tirar as mais diversas coisas de seu bolso, que mais parece o saco de presentes de papai Noel. Esquálidus levita, atravessa paredes, prevê o futuro, sua força é descomunal e sua capacidade criativa chega a assombrar os maiores gênios da humanidade. Na Itália, França e Brasil, o personagem foi extremamente adorado, ocasionando centenas de histórias em cada um desses países.
TIO PATINHAS (em inglês, Uncle Scrooge McDuck). Sua primeira aparição em quadrinhos aconteceu em dezembro no desenho “Natal nas Montanhas” (“Christmas on Bear Mountain” no original), história escrita e desenhada por Carl Barks. O personagem era um velho barbudo, de óculos e razoavelmente rico, que andava curvado sobre sua bengala e vivia isolado em uma grande mansão. Na história, o personagem convida seu sobrinho Pato Donald e os sobrinhos netos Huguinho, Zezinho e Luisinho para sua cabana nas montanhas, planejando armar um susto e divertir-se com a desgraça deles. Ao longo das décadas foi promovido de coadjuvante nas histórias do universo de Patópolis, a protagonista de suas próprias aventuras, com direito a participação em vários especiais de televisão, filmes e videogames. O “quaquilionário” mais famoso do mundo, também proprietário do jornal “A Patada”, vivia metido em todo tipo de odisséia para ganhar - ou proteger - sua fortuna, enfrentando empreendedores rivais ou até bruxas e protegendo sua primeira moedinha (a número 1), que ganhou trabalhando como engraxate. Não tem esposa nem namorada, mas se dependesse da pata Brigite (Brigitta MacBridge) ele já estaria amarrado há muito tempo. Como pretendente número 1 ela não sai de seu pé, sempre se declarando amorosamente, e inclusive participando das caçadas a tesouros mundo afora - contra a vontade do pato, que apesar de às vezes demonstrar certo carinho por ela, não dá o braço a torcer e vive dando foras em Brigite. A figura de um pato escocês já havia sido usada pela DISNEY em um desenho chamado “O Espírito” de 1943, propaganda americana de guerra e que, portanto, é considerado um desenho banido comercialmente. Naquela ocasião esse pato era a parte da consciência do Donald, ou seja, a parte poupadora, que estava em conflito com a parte gastadora, que curiosamente se parecia com o futuro personagem Gastão.


1948
GASTÃO (em inglês, Gladstone Gander). O personagem surgiu para desespero do Pato Donald como seu rival e primo sortudo, desenhado pelo genial Carl Barks. Nas primeiras histórias ele aparecia como esnobe e convencido. O famoso ganso sempre ganhava tudo (rifas, sorteios, brindes, etc.) e aparecia em histórias que precisavam de um antagonista em vez de apelar para vilões tradicionais. Sempre paquerando Margarida e provocando ciúmes em Donald, também compete com seu primo para ser o herdeiro da fortuna de Tio Patinhas.
1951
IRMÃOS METRALHA (em inglês, Beagle Boys). Os personagens, que formam uma quadrilha e são identificados pelos números penitenciários em suas camisetas laranja (176-671, 176-617, 176-716, 176-176, 176-167), foram criados por Carl Barks no dia 5 de maio, para a história O Vil Metal E Os Vilões (Terror Of The Beagle Boys), que só iria ser publicada pela primeira vez em novembro, como inimigos do Tio Patinhas, de quem tentavam roubar a caixa forte em incursões sempre frustradas. Em algumas histórias, outros membros da família (o patriarca Vovô Metralha, criado em 1958 e mostrado sempre com falta de memória, ou a Titia Metralha) juntam-se à quadrilha, mas em geral são tão desastrosos como quando os irmãos planejam e executam os assaltos. Nas histórias produzidas no Brasil nos anos 70 e 80 outros parentes ganharam notoriedade, como o Primo Azarado (1313) e o Meio Quilo (1/2), além dos sobrinhos Metralhinhas, rivais dos sobrinhos do Pato Donald. Desde que surgiram, esses vilões, ora inescrupulosos, ora trapalhões, fizeram um grande sucesso, e foi criado toda uma galeria de personagens para figurar com eles.
1952
PROFESSOR PARDAL (em inglês, Gyro Gearloose). O personagem surgiu como um cientista e foi mais uma das geniais criações de Carl Barks para os estúdios DISNEY. Estreou em maio na história “Gladstone’s Terrible Secret”. É o mais famoso inventor de Patópolis, apesar de muitas de suas invenções não funcionarem do jeito para as quais foram planejadas. Logo no ano seguinte, apareceu Lampadinha (Little Helper em inglês), o fiel e habilidoso assistente do Professor. Esse bonequinho eletrônico, que possui uma lâmpada no lugar da cabeça, é a maior invenção do próprio Pardal (ao lado do “chapéu pensador”, um dispositivo em forma de telhado com chaminé habitado por corvos, que o ajuda a ter idéias). Outro assistente frequente é seu sobrinho Pascoal, um menino-prodígio que encontra soluções criativas para todas as situações (a lanterna que projeta escuridão e o destorcedor de furacões são alguns exemplos).
1953
LALÁ, LELÉ e LILI (em inglês, April, May e June Duck). As sobrinhas de Margarida estrearam em fevereiro no desenho “Cara ou Coroa” do Pato Donald. Eles utilizam roupas com as cores: vermelha (April), azul (May) e verde (June).
1954
GILBERTO (em inglês, Gilbert). O personagem, sobrinho de Pateta, foi criado por Vic Lockman, e ao contrário do tio é inteligentíssimo, um menino-prodígio que sabe tudo e tudo resolve. Ele existe apenas nos comics books (os populares gibis americanos), já que nos desenhos animados o Pateta é acompanhado pelo filho Max, que apareceu pela primeira vez em um curta-metragem dos anos 50.
1961
Prof. LUDOVICO (em inglês, Ludwig von Drake). O personagem apareceu pela primeira vez no dia 24 de setembro, quando passou na televisão americana o primeiro show colorido de Walt Disney, chamado “An adventure in color”. O Prof. Ludovico foi o apresentador desse show. Seu carregado sotaque alemão, apesar de ter nascido em Viena na Áustria, a fama de atrapalhado e a simpatia, logo cativaram o público. E, a partir de 1962, ele começou a aparecer regularmente nas histórias em quadrinhos e nos livros. Ele é arqueólogo, inventor, escritor e sabe-se lá quantas coisas mais.
MAGA PATALÓGIKA (em inglês, Magica De Spell). A feiticeira que se considera a descendente da legendária Circe da mitologia grega, foi criada pelo desenhista e escritor Carl Barks para a história “The Midas Touch” (O Toque de Midas). Nela, conhecemos a origem de suas “desavenças” com Tio Patinhas. Maga, que mora nas encostas do vulcão Vesúvio, em Nápoles na Itália, quer criar o mais poderoso amuleto de todos os tempos, fundindo na cratera do vulcão a moeda número 1 do Tio Patinhas, acreditando que por ser rico, o dinheiro que ele toca pode carregar seus poderes. A personagem possui dois companheiros inseparáveis: os corvos Perácio e Apolônio.
PATACÔNCIO (em inglês, John D. Rockerduck). É um bilionário desonesto e aparecido, que faz de tudo para provar que é mais rico que Patinhas, mas quase sempre acaba comendo o próprio chapéu de raiva. Ele é proprietário do jornal “A Patranha”, concorrente do “A Patada” de Tio Patinhas.
1963
MADAME MIM (em inglês, Mad Madam Mim). Sua primeira aparição aconteceu no longa-metragem de animação “A Espada Era a Lei” (The Sword in the Stone), que contava a lenda do Rei Artur no “estilo Disney”. No filme, a personagem desafia o mago Merlin a um duelo. Os dois se transformam nos animais mais ameaçadores, até que Merlin se transforma em bactéria e provoca uma doença no dragão em que Mim havia virado, vencendo assim o duelo. Em 1965, Madame Mim passou aos quadrinhos, em uma aventura ao lado de Maga Patalógica. Desde então, as duas deixaram de se comportar apenas como vilãs e estrelaram várias histórias juntas como melhores amigas, que vivem em um antigo castelo medieval com um dragão preso no calabouço.
1964
PENINHA (em inglês, Fethry Duck). Primo do Pato Donald, o personagem pôde comprovar desde a primeira aventura que era o rei das confusões. Nas primeiras aventuras, ele não parava nos empregos por causa de suas maluquices. Além disso, metia-se nos negócios mais estranhos. Peninha já foi de tudo um pouco, vendedor, bombeiro, salva-vidas, mas na maioria das vezes é retratado como jornalista do jornal A Patada, de propriedade do Tio Patinhas.
URTIGÃO (em inglês, Hard Haid Moe). É um caipira bastante temperamental, que mora em um brejo perto de Patópolis, com seu dorminhoco cachorro e fiel companheiro Cão, e ainda, com sua governanta Firmina (criação brasileira). Sua primeira aparição ocorreu no mês de outubro em uma revista do Pato Donald, na história “It’s Music?”. Na década de 60 e 70, fez aparições em várias histórias de Peninha, seu antagonista.
1966
PROFESSOR GAVIÃO (em inglês, Emil Eagle). Um inventor do mau que aparece nos quadrinhos como arqui-inimigo do Professor Pardal, sempre tentando roubar as invenções dele.
1983
FIGMENT. O personagem, um simpático dragão roxo, foi criado especialmente para ser a mascote e anfitrião do pavilhão Imagination, inaugurado no EPCOT um ano antes. A história conta que o amável dragão foi criado por um cientista chamado Dreamfinder, um simpático velhinho que ensina Figment a usar sua imaginação. O personagem teria sido criado com objetos (duas pequenas asas, pele de crocodilo e dois grandes olhos amarelos) recolhidos pelo cientista durante suas viagens. O personagem, um dos mais queridos pelas crianças que visitam o parque, acabou se transformando em uma espécie, não oficial, de mascote do EPCOT, sendo visto em uma extensa linha de produtos licenciados.
1987
DUCKTALES. No dia 18 de setembro estreava na televisão americana a série Ducktales (“Contos dos Patos”, em uma tradução literal), trazendo pela primeira vez, histórias dos personagens da DISNEY exatamente como se via nos gibis há décadas. Toda a “Família Pato” estava lá: Huguinho, Zezinho, Luisinho, Donald, e aquele que seria praticamente a “estrela” da série, o Tio Patinhas, em sua estréia pra valer em uma animação DISNEY. Claro que Donald e seus sobrinhos já haviam aparecido antes em curtas-metragens, mas nunca retratando o “universo” de Patópolis, a fictícia cidade americana onde vivem todos os personagens. É considerada a série de animação mais famosa já produzida pela DISNEY, pelo fato de ter sido a que teve mais episódios, no total, 100. Além da série, também foi produzido um longa-metragem, lançado em 1990, logo após o término da série. No Brasil a série ficou conhecida como Duck Tales, Os Caçadores de Aventuras.


Além dos personagens criados pela própria DISNEY, a empresa detém os direitos de propriedade de alguns outros não menos famosos como:
OS TRÊS PORQUINHOS e o LOBO, personagens de um dos famosos contos infantis “Nursery Rhymes and Nursery Tales” (1843) de James Orchard Halliwell-Phillipps, adaptados para o cinema no dia 27 de maio de 1933 em um dos filmes da série Silly Symphonies, estreando, em 1936, nas histórias em quadrinhos. A DISNEY gravou não somente a primeira versão animada como deu nome, pela primeira vez, aos porquinhos: Fifer, Fiddler, Edmund (em português Cícero, Heitor e Prático).
URSINHO POOH (Winnie the Pooh no original em inglês), criado pelo escritor inglês Alan Alexander Milne em 1926 nos livros Winnie-the-Pooh e The House at Pooh Corner. A primeira vez que Pooh (com sua conhecida camisa vermelha) e seus amigos apareceram em cores foi em 1932. Em 1961, sua família concedeu os direitos de utilização do personagem e sua turma a Walt Disney Company. O carismático personagem e sua divertida turma, composta por Piglet (Leitão), Tigger (Tigrão), Eeyore (burro), Roo (canguru), Rabbit (Abel) e Owl (Corujão), que vivem no Bosque dos Cem Acres (Ashdown Forest), se tornaram uma verdadeira mina de ouro para a DISNEY. Em 1993 os produtos licenciados do personagem foram os primeiros a superarem em vendas os do popular Mickey Mouse. A franquia do dengoso ursinho rende, anualmente, mais de US$ 2.5 bilhões para a empresa. Somente os livros do simpático ursinho e sua turma são vendidos em 86 países e publicados em 40 idiomas. Já as revistas vendem anualmente mais de 9.5 milhões de cópias. De 1966 a 2011, o carismático ursinho estrelou nada menos que 16 curtas e longas-metragens para cinema, televisão e DVD.


OS MUPPETS (em inglês The Muppet Show), uma divertida turma formada por simpáticos personagens como Caco (o sapo), Gonzo (uma criatura curiosa, com pelos azuis cobrindo seu corpo, olhos grandes e um nariz/bico em forma de gancho), Miss Piggy (uma porquinha rosa muito talentosa), Fozzie (um urso laranja), Garibaldo (um enorme pássaro amarelo que não voa), Oscar (um monstrengo verde e peludo que vive dentro de sua lata de lixo), Rizzo (um rato medroso), Rowlf (o cachorro), Cookie Monster (uma criatura azul, peluda e muito faminta), Ênio (um menino cujo bichinho de estimação é um patinho amarelo de borracha) e companhia, criada por Jim Henson em 1956. Os direitos dos personagens (exceto os personagens da Vila Sésamo) foram comprados pela DISNEY no dia 17 de fevereiro de 2004 por €52 milhões. Em 2011 a divertida turminha estrelou seu mais novo filme no cinema, que faturou mais de US$ 158 milhões.


Além de todos esses famosos personagens, de alguns anos para cá, a DISNEY vem criando franquias onde reúne personagens de vários desenhos animados como:
DISNEY PRINCESS (DISNEY PRINCESAS): Criada em 2000 a franquia inicialmente era constituída pelas princesas mais famosas da DISNEY, entre elas Branca de Neve, Cinderela, Aurora, Ariel, Bela, Jasmine, Pocahontas e Mulan. Mais recentemente Tiana (primeira princesa negra da DISNEY) e Rapunzel passaram a integrar o grupo. Mérida, a ruivinha do filme Brave, passará a fazer parte de grupo a partir de julho de 2013. A DISNEY anunciou em 2012 a criação de mais uma princesa: Sofia, primeira princesa mirim, para tratar de temas mais infantis. As Princesas representam uma variedade de personalidades, características, talentos, etnias e contextos culturais e nacionais. Cada uma delas compartilha a diferença de estrelar seu próprio filme de animação da Walt Disney Pictures, interpretando a mesma característica de enredo: conto de fadas, fantasia, romance, realeza e transformação. As características que as personagens compartilham - generosidade, bondade, lealdade, modéstia, beleza interna e externa, honestidade e justiça - as tornam atraentes universalmente e as definem como exemplo de personagens queridas.


A franquia tem mais de 25.000 produtos licenciados (produtos de consumo, peças teatrais, vídeos, televisão, parques temáticos, um website, rádio e entretenimento ao vivo, incluindo uma exclusiva coleção de vestidos e jóias para casamentos) e ocupa lugar privilegiado entre os cinco temas de festas infantis mais procurados. Os produtos mais populares da franquia incluem: a melhor variedade do traje licenciado de Halloween (Festa do Dia das Bruxas) dos últimos quatro anos; o melhor livro para meninas e a melhor pintura para quarto de criança (“Disney Princess Pink”). Atualmente é uma das grandes minas de ouro da DISNEY, com vendas globais superiores a US$ 3 bilhões em 2011. Cinco filmes Disney Princess estão entre os seis melhores lançamentos em vídeo da DISNEY de todos os tempos. 142 milhões de livros, 81 milhões de adesivos e 16 milhões de revistas vendidas todos os anos. Além disso, a Disney On Ice apresenta os Clássicos das Princesas em uma excursão global há mais de seis anos com um público de 2.5 milhões de pessoas todos os anos.


DISNEY FAIRIES (DISNEY FADAS): A franquia é construída sobre a enorme popularidade de Sininho (Tinker Bell), que apareceu pela primeira vez em 1953 no filme de Peter Pan, e apresenta o seu mágico mundo secreto, junto a um novo círculo encantador de fadas amigas (Iridessa, Rosetta, Silvermist, Fawn e Vidia) e da Fada Mary, a professora de todas as fadinhas. Cada uma das Fadas da Terra do Nunca possui um talento especial. Iridessa é a fada da luz, Fawn é a fada dos animais, Silvermist é a fada da água, Rosetta é a fada jardineira, Vidia é a fada voadora e Tinker Bell é a fada artesã. Lançada em 2005, a franquia gera mais de US$ 1 bilhão em vendas globais e ostenta um grande programa de merchandising de publicações e estilo de vida.


Até a presente data foram publicados mais de 420 livros da Disney Fadas, em 57 países e em 33 idiomas, e que já venderam mais de 15 milhões de cópias no mundo todo; as revistas venderam 6.8 milhões de cópias em 40 países e uma vasta gama de produtos desde vestuário e brinquedos até produtos eletrônicos, decoração domiciliar e papelaria têm levado a história para dentro dos lares de muitas meninas ao redor do globo. Somente na América Latina existem atualmente mais de 2.800 produtos relacionados à franquia. No mundo virtual, os fãs já criaram mais de 7 milhões de avatares de fadas no site DisneyFairies.com, onde mais de 2 milhões visitantes são bem-vindos a cada mês. Recentemente a franquia lançou no mercado o Disney Fairies Clickables, bijuterias com sensores de chip de computador que fazem interface com o mundo virtual Pixie Hollow, permitindo às menininhas trocar presentes on-line com suas fadinhas avatares. São os primeiros brinquedos híbridos da DISNEY.


As outras importantes e milionárias franquias da DISNEY são: Disney∙Pixar’s Toy Story (com os personagens Andy, o Xerife Woody, o patrulheiro espacial Buzz Lightyear e o Sr. Cabeça de batata), que obteve vendas de varejo no valor de US$ 685 milhões em 2012 somente na América do Norte; além das franquias direcionadas aos meninos como Disney∙Pixar’s Cars (Relâmpago McQueen, Sally Carrera, Doc Hudson, Mate, entre outros personagens), cujas vendas no varejo em 2012 superaram US$ 1 bilhão somente na América do Norte; Marvel (Homem-Aranha, Incrível Hulk, Capitão América, Thor, X-Men, Wolverine, Homem de Ferro, Quarteto Fantástico, Motoqueiro Fantasma, entre outros); os personagens da série do Disney Channel Phineas and Ferb, que contam com mais de 90 títulos e mais de 1.2 milhões de livro vendidos desde 2009; além é claro de Star Wars (adquirida recentemente e cujas vendas no varejo superam os US$ 3 bilhões anualmente). Outra franquia vem ganhando destaque: Disney Villains, grupo que une os principais vilões da DISNEY como Capitão Gancho (inimigo do Peter Pan), Jafar (Aladdin), Úrsula (A Pequena Sereia), Maléfica (A Bela Adormecida), Cruella de Vil (101 Dálmatas), Hades (Hércules) e a Rainha Má (Branca de Neve). A importância desta franquia vem crescendo tanto, que recentemente os vilões ganharam um show próprio nos navios da Disney e até uma loja no parque Disney’s Hollywood Studios (Villains in Vogue).


Longas-metragens
Walt Disney jamais se esqueceu do primeiro filme a que assistiu na vida: a bela história dos irmãos Grimm sobre a menina Branca de Neve, estrelado por Marguerite Clark, ainda na versão muda. Para conseguir fazer o desenho animado, Walt hipotecou a casa e fez até um empréstimo, dando como garantia a apólice de seu seguro de vida. Finalmente, em 21 de dezembro de 1937, a DISNEY estreou seu primeiro desenho de longa-metragem, Branca de Neve e os Sete Anões, em inglês, Snow White and the Seven Dwarfs, que custou US$ 1.48 milhões (originalmente Walt planejou gastar apenas US$ 500.000). Completamente desenhado à mão, foram três anos e mais de 250 mil desenhos feitos por 750 artistas (que na verdade desenharam mais de dois milhões de figuras ao todo). A equipe incluía: 32 animadores, 102 assistentes, 107 in-betweeners (artistas que preenchem trechos da animação entre o desenho das cenas principais criadas pelos animadores-chefes), 20 artistas de layout, 25 artistas de cenários, 65 animadores de efeitos especiais (responsáveis pelo desenho da fumaça, da água e das nuvens, entre outros efeitos) e 158 profissionais incumbidos da colorização dos personagens animados nas chapas de acetato transparente que seriam filmadas pela “câmera multiplanos” criada por Walt Disney. O filme é composto por mais de 250.000 desenhos, com uma trilha musical gravada por uma orquestra de 80 músicos. Os movimentos da Branca de Neve foram feitos tendo como base os movimentos da dançarina Marge Champion.


Na semana de estréia, Walt, rodeado pelos sete anões, foi capa da tradicional revista Time, que publicou uma matéria sobre o filme. Do “Era uma vez...” inicial até o final “viveram felizes para sempre”, esta adorada fábula DISNEY, que vem encantando platéias de todo o mundo há mais de sete décadas, inaugurou um novo padrão de excelência nas produções do estúdio e continua até hoje servindo de parâmetro para os longas-metragens de animação DISNEY.


A produção, que estreou no Carthayt Circle Theater em Hollywood, foi um sucesso, e Walt recebeu um Oscar especial: sete pequenas estatuetas, representando os sete anões, entregue em suas mãos por Shirley Temple. Os espectadores deixavam as salas de cinema cantando e assobiando as contagiantes canções “Whistle While You Work”, “Heigh-Ho” e “Some Day My Prince Will Come”, compostas por Frank Churchill e Larry Morey. Com o faturamento do longa-metragem, que chegou a render US$ 184.9 milhões, Walt construiu um novo estúdio, muito bem equipado. Depois foram lançados outros longas-metragens de sucesso como:
Pinóquio (Pinocchio), 7 de fevereiro de 1940: O filme, baseado em conto de Carlo Collodi, narra a história do velho Gepeto, que constrói Pinóquio, um boneco de madeira que deseja se tornar gente. Numa noite estrelada, uma fada azul dá vida a Pinóquio, começando então uma fantástica aventura que vai testar a coragem, a lealdade e a honestidade do boneco, virtudes que ele tem que aprender para se tornar um menino de verdade. Apesar dos avisos de seu esperto amigo Grilo Falante (Jiminy Cricket), Pinóquio se envolve em uma confusão atrás da outra, até que precisa salvar Gepeto, que está preso dentro da barriga de uma baleia. Oficialmente, Pinóquio é o primeiro filme animado onde foi contratado um escultor para esculpir as maquetes dos personagens, que serviram de guia para os animadores. O filme foi vencedor de duas estatuetas do Oscar: Melhor Trilha Sonora e Melhor Canção, pela música You Wish Upon a Star. Arrecadação: aproximadamente US$ 84.2 milhões.
Fantasia, 13 de novembro de 1940: O filme consiste basicamente de oito segmentos animados, acompanhados de música clássica. Fantasia ganhou duas estatuetas do Oscar honorário, em virtude do trabalho inovador feito no filme. Quando o filme, que custou US$ 2.2 milhões, estreou originalmente nos cinemas, os críticos não o apoiaram, pois o consideravam muito pretensioso, monótono e ainda criticaram o fato de Walt Disney querer conceber imagens à música. O filme começou a encontrar o seu público a partir dos anos 60, e o VHS da animação tornou-se um dos mais vendidos de todos os tempos, quando lançado em 1990. Arrecadação: aproximadamente US$ 83.3 milhões.
Dumbo, 23 de outubro de 1941: Filme de animação de longa-metragem baseado em obra de Helen Aberson e Harold Perl, onde Dumbo é um bebê elefante que nasceu com orelhas enormes. Um dia ele conhece Timóteo, um ratinho que mete medo à maioria dos elefantes do circo onde vive Dumbo. Ao contrário do que se podia esperar, o rato e o elefante acabam por se tornar grandes amigos e, juntos, se transformaram na maior atração do circo. Usando suas orelhas, Dumbo faz o que nenhum outro elefante consegue: voar. O filme ganhou um Oscar na categoria melhor trilha sonora e foi indicado na categoria de melhor canção por “Baby Mine”. Em 1981 Dumbo se tornou a primeira animação da DISNEY a ser lançada em vídeo. Arrecadação: aproximadamente US$ 1.6 milhões.
Bambi, 13 de agosto de 1942: Filme de animação baseado em romance de Felix Salten, onde a história contada se passa em uma floresta cujos animais ficam agitados com a notícia do nascimento de um filhote de cervo, Bambi, que foi chamado de “Príncipe da Floresta” porque o seu pai é o cervo mais respeitado da região. Ao longo da história, Bambi cresce, faz amizade com outros animais da floresta como o coelho Tambor e a gambá Flora, aprende como sobreviver e descobre o amor. Porém, um dia, durante um incêndio na floresta, caçadores matam sua mãe, fazendo com que Bambi aprenda a viver sozinho com a ajuda do pai. Arrecadação: aproximadamente US$ 268 milhões.
Alô Amigos (Saludos Amigos), 24 de agosto de 1942: O filme fala do folclore, da música, das lendas e de outros temas de vários países sul-americanos. Os personagens viajam pela Colômbia, Venezuela, Argentina e Brasil, dando uma paradinha em cada lugar para fazer amigos. O filme tem quatro segmentos: “Lago Titicaca”, onde o Pato Donald tem problemas com uma lhama teimosa; “Pedro”, que conta aventuras de um avião dos correios sobrevoando os Andes; “O Gaúcho Pateta”, onde um caubói americano é transferido para os pampas argentinos; e “Aquarela do Brasil”, onde Zé Carioca mostra para o Pato Donald os belos locais do Rio de Janeiro, ao som de “Aquarela do Brasil”. O filme é um desenho animado especial, pois Walt Disney estava interessado em expandir suas relações com os países da América do Sul, fazendo uma grande homenagem aos povos sul-americanos, e em particular ao Brasil. Nesse filme nasceu o personagem Zé Carioca, o papagaio com espírito bem brasileiro. O filme custou menos de US$ 300 mil e gerou um bom lucro ao estúdio que, depois do fim da guerra, a partir de 1946, fez cerca de oito versões, mantendo em todas elas a música Aquarela do Brasil, cantada em português.
Música, Maestro! (Make Mine Music), 15 de agosto de 1946: Filme da série de longas-metragens compostos por histórias curtas contado em dez segmentos. O filme foi uma decepção, para a visão particularmente crítica de Walt Disney. Não foi bem recebido pela crítica cinematográfica. Nos anos seguintes os segmentos foram sendo individualmente liberados, como curtas-metragens, ou usados em vários programas de TV da DISNEY.
Como é Bom se Divertir (Fan and Fancy Free), 27 de setembro 1947: Filme composto por histórias curtas dividido em dois segmentos baseados nas fábulas Bongo (história de um pequeno urso de circo que sonha com a vida em liberdade) e Mickey and the Beanstalk (Mickey e o Pé de Feijão - baseado no conto de fadas “João e o Pé de Feijão”). O Grilo Falante, personagem da história do Pinóquio, surge no meio das histórias, como um elo de ligação entre elas. “Mickey and the Beanstalk” marca a última participação de Walt Disney como dublador do Mickey Mouse.
Tempo de melodia (Melody Time), 27 de maio de 1948: Filme de animação que faz parte da série de longas-metragens compostos por histórias curtas, que marcaram as produções da DISNEY nos anos 40, devido principalmente à falta de recursos provocada pela Segunda Guerra Mundial. Feito sobre vários segmentos baseados na música popular e folclórica americana, o filme era uma versão contemporânea de Fantasia.
As aventuras de Ichabod e o Sr. Sapo (The Adventures of Ichabod and Mr. Toad), 5 de outubro de 1949: Seguindo a tradição dos grandes clássicos da animação, a 11ª obra-prima animada da DISNEY traz às crianças dois clássicos inesquecíveis. Por meio das técnicas mágicas e premiadas de animação DISNEY, estas duas histórias estão juntas em uma fabulosa aventura: um passeio frenético a bordo da carroça de J. T. Sapo, com seus encantadores amigos Verruga, Rato e MacBadger; e a emocionante trama do esguio Ichabod, que, para conquistar a bela Katrina, terá que disputá-la com Brom Bones, o malfeitor da cidade. ● Cinderela (Cinderella), 15 de fevereiro de 1950: A trama do filme é baseada em um conto de Charles Perrault, onde Cinderela, uma jovem que é obrigada pela madrasta a trabalhar como empregada tem como únicos amigos os animaizinhos. A fada madrinha lhe dá um lindo vestido de presente, para que ela possa ir ao baile, mas a moça precisa estar de volta até a meia-noite, pois o encanto se desfaz. No palácio, Cinderela dança com o Príncipe, que fica encantado com a beleza da jovem moça. Ao fugir do palácio na hora combinada, ela perde um sapatinho de cristal e o príncipe faz de tudo para encontrar a dona daquele sapatinho e amada de seu coração. As canções de Cinderela foram as primeiras partituras de música lançadas pela então recentemente criada Walt Disney Music Company. Arrecadação: US$ 85 milhões.


Alice no País das Maravilhas (Alice In Wonderland), 26 de julho de 1951: O filme conta a história de Alice, menina curiosa e cansada de seu mundo monótono. Ao seguir o apressado Coelho Branco, acaba caindo no maluco País das Maravilhas, onde conhece personagens como os irmãos gêmeos Tweedle-Dee e Tweedle-Dum, o Gato Risonho, a Lagarta, a Lebre Maluca e o Chapeleiro Maluco. O filme custou US$ 3 milhões para ser produzido.
As Aventuras de Peter Pan (Peter Pan), 5 de fevereiro de 1953: Filme, baseado na obra de J. M. Barrie que narra a história de Peter Pan, o menino que não queria crescer. Com a ajuda da fada Sininho, eles voam para a Terra do Nunca e lá encontram os Garotos Perdidos e precisam se defender do malvado Capitão Gancho, que jurou se vingar de Peter, pois perdeu uma mão num duelo com ele. O orçamento de Peter Pan foi de US$ 4 milhões, sendo que o filme arrecadou nos cinemas americanos US$ 87.4 milhões.
A Dama e o Vagabundo (Lady And The Tramp), 22 de junho de 1955: O roteiro do filme, primeiro a ser lançado em widescreen, é baseado em um conto de Ward Greene, sobre um cão livre e sem preocupações, chamado “Whistling Dan”, que ensina Lady, uma cachorrinha cocker spaniel adorável e de muita classe, o verdadeiro significado de viver livremente. Apesar de ser baseado em parte na história chamada “Happy, The Whistling Dog”, é considerado o primeiro longa-metragem animado original do estúdio DISNEY. Arrecadação: aproximadamente US$ 94 milhões.
A Bela Adormecida (Sleeping Beauty), 29 de janeiro de 1959: O filme longa-metragem animado é uma adaptação da versão do século XVII de Charles Perrault para um famoso conto de fadas. O filme conta a história de uma linda princesa chamada Aurora, que sofreu uma terrível maldição da bruxa Malévola: ao completar 16 anos, ela espetaria o dedo no fuso de uma roca e cairia em um sono eterno. Mas as três fadas madrinhas - Fauna, Flora e Primavera - descobrem uma forma de quebrar o feitiço: um beijo doce de amor. O mais caro filme da DISNEY desde Pinóquio, apesar de ter recebido uma indicação ao Oscar, na categoria Melhor Trilha Sonora de Filme Musical, teve baixíssima bilheteria e críticas negativas, quase afundando o estúdio. Mesmo assim, nos 50 anos seguintes, conseguiu sua glória e hoje é um dos filmes mais rentáveis da história da DISNEY. A estrela real do filme, a Princesa Aurora, reina como uma das mais populares personagens femininas da DISNEY de todos os tempos. Arrecadação: aproximadamente US$ 52 milhões.


101 Dálmatas (101 Dalmatians), 25 de janeiro de 1961: Filme baseado no livro homônimo de Dodie Smith, onde Cruela DeVil é uma malvada e excêntrica estilista, fanática por pele de cachorros da raça dálmata. Para confeccionar um casaco, ela resolve sequestrar os 15 filhotes de Pongo e Prenda, um casal de dálmatas, que fica desesperado e recorre aos outros animais para ajudá-los a encontrar seus filhotes. Foi o primeiro filme animado da DISNEY a usar a tecnologia da fotocopiagem (xerografia), o que proporcionou uma maior complexidade visual. Em 1996, os estúdios DISNEY gravaram a versão de “One Hundred and One Dalmatians” em live action (utilizando atores reais), com Glenn Close como a vilã Cruela DeVil. Arrecadação: aproximadamente US$ 216 milhões.
A Espada era a Lei (The Sword in the Stone), 25 de dezembro de 1963: Filme de animação de longa-metragem baseado na lenda medieval do rei Artur e os cavaleiros da Távola Redonda, onde quem conseguisse tirar uma espada mágica encravada em uma pedra seria coroado Rei da Inglaterra. Arrecadação: aproximadamente US$ 12 milhões.
Mogli - O Menino Lobo (The Jungle Book), 18 de outubro de 1967: Filme animado inspirado no livro “The Jungle Book”, de Rudyard Kipling. A aventura começa quando Mogli, um garoto criado por lobos e que vive na selva, é convencido pelo seu amigo Baguera, uma velha e esperta pantera, a buscar segurança no mundo dos homens. Resistindo à ideia de seu amigo, ele resolve seguir a filosofia do urso Balu, que gosta de curtir a vida e ser feliz. Juntos eles dão início a uma grande jornada em direção à civilização encontrando pelo meio do caminho um orangotango maluco, uma cobra com poder de hipnotizar e Shere Khan, um tigre ameaçador. Arrecadação: US$ 205 milhões.
Os Aristogatos (The Aristocats), 11 de dezembro de 1970: O filme conta a história de uma milionária excêntrica que pretende deixar toda sua fortuna para seus gatos de estimação, uma gata com três filhotes. Porém, o mordomo dela, abandona os gatinhos no interior da França para se tornar o beneficiário de toda a herança. Contando com a ajuda de um esperto gato das ruas e de seus amigos, os herdeiros tentam voltar para seu lar e confrontar o maldoso mordomo. Arrecadação: US$ 55.6 milhões.


Robin Hood, 8 de novembro de 1973: O filme reconta a tradicional história inglesa de Robin Hood, o fora-da-lei que luta, juntamente com seus amigos, personificados por animais, para devolver o trono da Inglaterra para o Rei Ricardo e impedir que o Príncipe João continue com a abusiva cobrança de impostos. Mas esta não é a única batalha para Robin Hood, que também quer conquistar o coração de Marian. Arrecadação: aproximadamente US$ 32 milhões.
As Aventuras do Ursinho Puff (The Many Adventures of Winnie the Pooh), 11 de março de 1977: O filme é baseado nos livros “Winnie the Pooh” do escritor inglês A.A. Milne, e une três curtas-metragens animados do personagem que haviam sido lançados anteriormente pela DISNEY, Winnie the Pooh and the Honey Tree (Ursinho Puff e a Árvore de Mel), lançado em 4 de fevereiro de 1966 e o primeiro curta-metragem produzido por Walt Disney; Winnie the Pooh and the Blustery Day (Ursinho Puff e o Dia de Ventania); e Winnie the Pooh and Tigger Too! (Ursinho Puff e o Tigrão Também!).
Bernardo e Bianca (The Rescuers), 22 de junho de 1977: Filme baseado nos livros infantis da escritora britânica Margery Sharp, principalmente “The Rescues” e “Miss Bianca”, contando a história de dois ratinhos, Bernardo e Bianca, que recebem a missão de ajudar Penny, uma garotinha órfã, a escapar de sua terrível madrasta. Arrecadação: aproximadamente US$ 71.2 milhões.
O Cão e a Raposa (The Fox and the Hound), 10 de julho de 1981: Filme baseado no livro infantil escrito por Daniel Pratt Mannix IV, e que conta a história de uma raposa, uma aranha, e um cão de caça chamado Copper. Arrecadação: aproximadamente US$ 63.4 milhões.
O Caldeirão Mágico (The Black Cauldron), 24 de julho de 1985: A história se passa na mítica terra de Prydain, onde um garoto chamado Taran assume uma missão heroica. Com uma espada mágica, ele precisa impedir que o malvado Rei Horned liberte os poderes sobrenaturais de um caldeirão mágico. Para isso, ele conta com a ajuda da princesa Eilonwy, Gurgi, Fflewddur Fflam e Doli. O filme de animação foi o primeiro a ter classificação etária. Arrecadação: US$ 21.2 milhões.
As Peripécias de um Ratinho Detetive (The Great Mouse Detective), 2 de julho de 1986: O filme conta a história do ratinho detetive Basil, e suas investigações. Tem início com Flaversham, um fabricante de brinquedos, sendo raptado por Ratagão. Olívia, a filha de Flaversham, com a ajuda do Dr. Dawson, decide contratar o ratinho detetive para encontrar seu pai. No decorrer do filme, fica-se sabendo que o plano de Ratagão inclui raptar a rainha e se declarar rei. Durante suas investigações, Basil conta com a ajuda de Dr. Dawson, e eles acabam se tornando grandes amigos. Arrecadação: aproximadamente US$ 39 milhões.
Oliver e sua Turma (Oliver & Company), 18 de novembro de 1988: O filme relata a história de um gatinho (Oliver) que, órfão, segue o líder de uma turma de cães vira-latas (Esperto) que mora com um vagabundo pobretão chamado Fagin. No pardieiro de Fagin ele encontra o restante dos cães: Francis, um velho bulldog que pensa ser um grande ator; Rita, uma simpática cadela afegã; Einstein, um grandalhão meio bobo; e Ignacio Alonzo Julio Federico de Tito, ou simplesmente Tito, um pequeno e nervoso chihuahua. Arrecadação: aproximadamente US$ 74.1 milhões.
A Pequena Sereia (The Little Mermaid), 14 de novembro de 1989: O filme de animação é uma adaptação do conto homônimo do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen, onde Ariel, uma jovem sereia, filha do Rei Tritão, senhor dos sete mares, se apaixona por um príncipe humano. Determinada a se tornar mortal, Ariel faz um acordo com Úrsula, a terrível bruxa do mar, que a transforma em humana. Ariel terá que conquistar o amor do príncipe sem o recurso da voz, se não quiser sofrer uma terrível maldição. A Pequena Sereia é o primeiro de uma série de filmes de grande sucesso que afirmou a retomada dos estúdios DISNEY como o mais importante no mundo das animações, conquistando o Oscar de melhor canção e melhor trilha sonora. Arrecadação: aproximadamente US$ 212 milhões.
Bernardo e Bianca na Terra dos Cangurus (The Rescuers Down Under), 16 de novembro de 1990: Voando nas asas de seu hilário amigo albatroz, estes ratos agentes secretos estão prontos para viver sua maior e mais perigosa missão. Esta aventura cheia de personagens inesquecíveis e amizades calorosas se passa no interior da Austrália, onde um garotinho chamado Cody inicia uma amizade com uma águia dourada. Quando um cruel caçador decide capturá-la, ele pede ajuda aos ratinhos mais corajosos do planeta, Bernardo e Bianca. Arrecadação: aproximadamente US$ 47.5 milhões.
A Bela e a Fera (Beauty and the Beast), 13 de novembro de 1991: O 30º filme de animação produzido pela Walt Disney Pictures e considerado um clássico, é uma adaptação do conto de fadas francês “A Bela e a Fera”. A história se passa em uma pequena aldeia francesa, no final do século XVIII, onde Belle, uma jovem bonita e inteligente vive sendo zombada pelas pessoas da vila onde mora, por estar sempre lendo e vivendo no mundo da Lua. Certo dia, seu pai se perde na floresta e é capturado por uma grande Fera, um príncipe amaldiçoado por uma bruxa. Para libertar seu pai, Belle se vê obrigada a viver com a Fera para sempre. No começo, ela estranha muito, mas aos poucos vai descobrindo a docilidade e a inteligência do príncipe transfigurado. Para os companheiros inseparáveis da Fera, o relógio, a chaleira e o candelabro, Belle será a grande salvação, pois se os dois se apaixonarem antes da Fera completar 21 anos, a maldição estará desfeita. O desenho animado da DISNEY, no seu 10º aniversário, recebeu algumas alterações, como a remasterização e a adição de uma nova sequência, criada especialmente para a música Human Again (“Humano Outra Vez”), composta por Howard Ashman e Alan Menken. Arrecadação: aproximadamente US$ 425 milhões.


Aladdin, 25 de novembro de 1992: Filme de animação inspirado na história de Aladim, personagem dos contos das Mil e uma Noites, onde um jovem sem dinheiro e que vive de pequenos furtos, se apaixona por Jasmine, a bela e rebelde filha do sultão. Ao mesmo tempo, o vilão Jafar quer uma lâmpada mágica que está escondida em uma caverna cheia de perigos, e obriga Aladdin a procurá-la. Começa a aventura: na caverna, Aladdin e seu macaquinho Abu vão encontrar o tapete mágico, pegar a lâmpada e conhecer o Gênio (voz de Robin Williams, na versão original). Agora Aladdin tem direito a três desejos, e pretende usá-los para conquistar Jasmine. Mas o malvado Jafar vai fazer de tudo para conseguir a lâmpada e os poderes do Gênio. A animação conquistou o Oscar de melhor canção e melhor trilha sonora. Arrecadação: mais de US$ 504 milhões.
O Rei Leão (The Lion King), 15 de junho de 1994: Filme de animação inspirado na peça teatral Hamlet, de Shakespeare; no filme Bambi, da própria Disney; no mangá e série animada Kimba, o leão branco, de Osamu Tezuka; e nas histórias de José e Moisés, da Bíblia. O filme apresenta a jornada de um leão até a idade adulta e a aceitação de seu destino. Simba nasce como um príncipe, filho do poderoso Rei Mufasa. A infância feliz é tragicamente mudada quando seu maldoso tio Scar assassina seu pai e expulsa o jovem príncipe do reino. No exílio, Simba conhece Timão e Pumba, dois divertidos amigos que levam uma vida livre e despreocupada. Conforme vai se aproximando da idade adulta, ele é visitado pelo espírito de seu pai que o instrui a desafiar Scar e reconquistar o trono que é seu por direito. O filme que rendeu US$ 951.5 milhões (sem contar o licenciamento dos personagens) e faturou dois Oscar, custou apenas US$ 45 milhões. O clássico desenho vendeu 30 milhões de fitas de vídeo e DVDS apenas nos Estados Unidos.
Pocahontas, 16 de junho de 1995: O filme conta o lendário romance proibido da índia americana Pocahontas com o capitão inglês John Smith. Na animação Pocahontas é a filha do chefe Algonquin Powhatan, que a prometeu em casamento para Kocoun, um bravo índio que ela não ama. Quando os colonizadores europeus chegam, ela é cativada pelo belo John Smith. Seu relacionamento é encorajado pela Vovó Willow, uma árvore falante. A situação entre os dois povos é tensa, pois os colonizadores desejam, a qualquer custo, o ouro que acreditam que os nativos possuem. Quando um índio é capturado pelos homens brancos e Smith é pego pelos nativos, um trágico engano pode levar os dois grupos à guerra. Somente o amor de Pocahontas e Smith pode impedir um conflito. Inspirado num fato real da história americana, a animação conquistou o Oscar de Melhor Trilha Sonora. Arrecadação: aproximadamente US$ 346 milhões.
O Corcunda de Notre Dame (The Hunchback of Notre Dame), 2 de junho de 1996: Filme de animação baseado no livro Notre-Dame de Paris, de Victor Hugo, e contado pelo artista cigano Clopin. Na Paris de 1487, Quasímodo é um jovem com deformidades físicas que mora e se esconde nas torres da catedral de Notre Dame. Ele cresceu isolado do mundo por ordem de seu tutor, Claude Frollo, um juiz que persegue os ciganos. Um dia o jovem corcunda toma coragem e desce para as ruas no dia de uma grande festa popular, mas, quando o povo percebe suas deformidades, o ataca. Parte em sua defesa a bela cigana Esmeralda, que acaba presa por ordem de Frollo. Mas ela foge e se torna amiga de Quasímodo, e eles contarão com a ajuda do soldado Phoebus e de três estátuas falantes da torre para enfrentar o juiz vilão. Um filme repleto de música, aventura, drama, humor e romance, com o costumeiro encanto dos desenhos dos estúdios DISNEY. Arrecadação: aproximadamente US$ 326 milhões.
Hércules, 27 de junho de 1997: O filme de animação, considerado um clássico, é baseado no mito grego de Hércules. Esta comédia musical conta a história de Hércules, filho do Deus Zeus e da Deusa Hera, que é raptado por ordens do invejoso Hades, senhor do Mundo Inferior, e acaba sendo criado entre os mortais. Sem saber de sua origem divina, Hércules passa por uma adolescência conturbada, pois sua força incomum vive causando confusões. Ele se sente deslocado, até que Zeus revela sua história. Mas para voltar a ser um Deus e viver junto a seus pais, Hércules terá que passar por vários desafios - enfrentar monstros, traição e divertidos inimigos - provando ser um verdadeiro herói. Arrecadação: aproximadamente US$ 253 milhões.
O Rei Leão 2 – O Reino de Simba (The Lion King II: Simba’s Pride), 30 de outubro de 1998: O filme, lançado diretamente em vídeo, conta a história de Kiara, filha de Simba e herdeira do reino, que é a única que pode acabar com a rivalidade existente entre o reino de seu pai e aquele dos renegados, onde vivem a irmã e sobrinhos de Cicatriz. É a continuação do primeiro filme que tanto sucesso fez.
Mulan, 19 de junho de 1998: O filme narra a lenda de Fa Mulan, extraída de um clássico da literatura chinesa chamado Poema de Mulan. Na China antiga, Mulan é uma valente garota que se disfarça de homem para se juntar ao exército e enfrentar invasores, ajudando a defender seu país e a honra de sua família. Ela conta com a ajuda de um conselheiro, um pequeno e simpático dragão chamado Mushu. Arrecadação: mais de US$ 304 milhões.
Tarzan, 18 de junho de 1999: Filme que é uma adaptação de obra de Edgar Rice Burroughs. Após um naufrágio, um casal britânico e seu bebê conseguem chegar à terra firme. Porém, os pais são mortos por um leopardo, deixando o bebê à própria sorte. A criança é encontrada pela gorila Kala, companheira de Kerchack, líder da tribo dos primatas. Os dois gorilas levam o bebê consigo e criam-no como se fosse um deles. Mesmo crescendo sabendo que é diferente dos gorilas, Tarzan aprende a amá-los e respeitá-los. Sua vida muda com a chegada do Professor Porter, sua filha Jane e o guia deles, um caçador chamado Clayton. Tarzan vê-se divido entre o desejo de estar com a sua própria espécie e o amor e a dedicação dos gorilas. Arrecadação: aproximadamente US$ 448 milhões.


Fantasia 2000, 17 de dezembro de 1999: Nova versão de um de seus maiores clássicos, aproveitando todos os avanços tecnológicos das últimas décadas. Combinando animação tradicional e computadorizada, este musical de gala apresenta seis novos segmentos, cada um deles criado por diretores e equipes criativas diferentes. O filme, primeiro produzido pela DISNEY especialmente para os cinemas IMAX, foi exibido durante seis meses apenas neste tipo de cinema nos Estados Unidos, onde faturou mais de US$ 50 milhões. Apenas depois estreou nas salas de cinema de todo o mundo. Arrecadação: aproximadamente US$ 91 milhões.
Dinossauro (Dinosaur), 19 de maio de 2000: O primeiro filme animado totalmente por computador da DISNEY conta a história do dinossauro Aladar, um iguanodonte que foi separado de sua espécie ainda dentro do ovo e criado em uma ilha por um carinhoso clã de lêmures, ao qual pertence o travesso Zini e a bondosa Plio. Quando um meteoro colide com a Terra, o seu lar é destruído e Aladar, com sua nova família, precisam unir-se à um grupo de dinossauros para fazer uma jornada perigosíssima rumo a um local seguro onde será possível construir seus ninhos. Com cenários reais e animação 3D por computação gráfica produzida pela Disney’s Secret Lab, o filme acabou tendo um orçamento de US$ 127 milhões. A produção cinematográfica faturou US$ 350 milhões mundialmente, tornando-se a 5ª maior bilheteria do ano.
A Nova Onda do Imperador (The Emperor’s New Groove), 15 de dezembro de 2000: A animação se passa em uma versão fantasiosa do extinto Império Inca, uma civilização indígena da América do Sul. Querendo dar de presente a si mesmo um Palácio de Verão, o arrogante imperador Kuzco escolhe o topo de um morro onde mora Pacha, um simpático camponês. Enquanto isso, a maligna conselheira Yzma bola um plano para matar Kuzco e tomar para si o império. O plano dá errado e Kuzco não morre, mas é transformado em lhama e acaba ficando na casa de Pacha, dependendo dele para retornar ao seu palácio e ao poder. Pacha avisa que só vai ajudá-lo se tiver totais garantias de que sua casa não será demolida. Arrecadação: aproximadamente US$ 170 milhões.
Atlantis - O Reino Perdido (Atlantis: The Lost Empire), 15 de junho de 2001: Filme de animação de longa-metragem sobre a lenda do continente perdido de Atlântida, conforme os escritos do místico Edgar Cayce. Na animação Milo Thatch é um jovem pesquisador que consegue um mapa que acredita ser da cidade perdida de Atlântida. Um milionário, que também acredita na existência do reino perdido, quer financiar uma expedição e chama Milo para participar da equipe, chefiada pelo capitão Rourke. O grupo parte para a aventura num submarino, passam por perigos e encontram Atlântida, desvendando alguns de seus mistérios, como os poderosos cristais que garantem a vida no reino. Mas voltar pra casa não será fácil: o submarino foi destruído, surgem desentendimentos dentro da equipe e o capitão Rourke quer tirar proveito próprio da descoberta, colocando a sobrevivência do povo de Atlântida em risco. Arrecadação: aproximadamente US$ 186 milhões.
Lilo & Stitch, 21 de junho de 2002: O filme conta a história de Lilo, uma garotinha havaiana de cinco anos de idade que adota como seu animalzinho de estimação Stitch, um extraterrestre fugitivo da lei que caiu acidentalmente na Terra. Lilo descobre que Stitch além de ser um extraterrestre, tem uma séria propensão a destruir tudo que vê pela frente. Arrecadação: mais de US$ 273 milhões.
O Planeta do Tesouro (Treasure Planet), 27 de novembro de 2002: O filme é um desenho que fala sobre Jim Hawkins, um adolescente que cruza o universo como tripulante de uma enorme nave espacial (que mais parece um navio). Ao lado do carismático companheiro, um ciborgue cozinheiro chamado John Silver, o garoto cresce entre os outros colegas de embarcação, aliens e tempestades espaciais. Porém, isso tudo se torna insignificante quando Jim descobre que seu grande amigo Silver, na verdade, pode ser um traidor. Arrecadação: aproximadamente US$ 110 milhões.
Irmão Urso (Brother Bear), 1 de novembro de 2003: A animação conta a história do índio Kenai, que por causa de uma magia é transformado em urso. É quando ele aprende a enxergar a vida do ponto de vista dos animais enquanto faz amizade com Koda. O pior de tudo é quando ele se vê caçado pelo próprio irmão, que não sabe do paradeiro de Kenai e tenta encontrá-lo de qualquer forma. Arrecadação: mais de US$ 250 milhões.
Nem que a Vaca Tussa (Home on the Range), 2 de abril de 2004: O nome original do filme vem da música country e hino do estado americano do Kansas, Home on the Range. A animação mostra as aventuras de um grupo de vacas em uma fazenda. Com uma ação de despejo ameaçando os animais da fazenda chamada Pedaço do Céu, três vacas decidem ajudar sua dona a conseguir dinheiro e pagar a hipoteca. Caso não consigam, podem ir para um matadouro. Arrecadação: aproximadamente US$ 104 milhões.
O Galinho Chicken Little (Chicken Little), 3 de outubro de 2005: A primeira animação em CG da DISNEY se passa na cidade de Oakey Oaks, onde Chicken Little, é um franguinho cheio de imaginação que adora inventar histórias. Essa característica, no entanto, fez com que se tornasse malvisto em sua comunidade e, também em casa. Quando quase destrói a cidade com mais uma de suas maluquices, a população toda se une para tentar colocá-lo na linha. É quando Chicken Little é mandado para um campo de desajustados administrado por animais com más intenções. Arrecadação: aproximadamente US$ 315 milhões.


A Família do Futuro (Meet The Robinsons), 23 de março de 2007: Baseado no livro de William Joyce, “A Day with Wilbur Robinson”, o filme conta a história de Lewis, um jovem inventor que cria uma máquina capaz de recuperar lembranças perdidas. Ele só quer encontrar em suas memórias a figura de sua mãe, que o abandonou quando bebê, mas acaba viajando no tempo. Em algum lugar do futuro, ele encontra uma família cuja sobrevivência está em suas mãos. Arrecadação: aproximadamente US$ 170 milhões.
Sininho, Uma Aventura no Mundo das Fadas (Thinker Bell), 18 de setembro de 2008: A animação, feita totalmente em computação gráfica, conta a história da fada Sininho, revelando as origens da simpática personagem. Antes mesmo de Peter Pan e os Meninos Perdidos habitarem a Terra do Nunca, Sininho e suas amigas (Rosetta, Silvermist, Fawn e Iridessa) já viviam no Refúgio das Fadas, onde faziam as flores crescerem, forneciam luz aos vaga-lumes e criavam desenhos com a geada matinal. Arrecadação: aproximadamente US$ 60 milhões.
Bolt, O Supercão (Bolt), 21 de novembro de 2008: O 48º filme longa-metragem de animação dos estúdios DISNEY relata a história de Bolt, um pastor alemão branco que viveu toda sua vida nos sets de um programa de TV no qual interpreta um cão super-herói. Bolt acaba convencido que possui mesmo os super-poderes do personagem. Acidentalmente, ele acaba se perdendo do estúdio, e encontrando uma gata chamada Mittens e um hamster que nunca larga sua bola de exercícios. Arrecadação: aproximadamente US$ 310 milhões.


A Princesa e o Sapo (The Princess and the Frog), 11 de dezembro de 2009: Animação ambientada na cidade de Nova Orleans, onde através de uma abordagem moderna de um conto clássico, apresentando uma bela garota chamada Tiana (primeira princesa negra da DISNEY), um sapo-príncipe que quer desesperadamente voltar a ser humano e um beijo inevitável leva a dupla a uma aventura hilariante pelos místicos pântanos da Louisiana. Este filme marcou a volta da animação clássica feita à mão mais comumente associada a Walt Disney. Arrecadação: aproximadamente US$ 267 milhões.
Enrolados (Tangled), 24 de novembro de 2010: A 50ª animação dos Estúdios Walt Disney conta a história baseada no conto de fadas alemão Rapunzel dos Irmãos Grimm. A aventura começa quando o charmoso bandido Flynn Rider encontra, por acaso, Rapunzel, uma bela e mal-humorada adolescente com 21 metros de cabelos dourados mágicos. Juntos, os dois partem em uma fuga repleta de ação e muita diversão ao lado de um cavalo policial, um camaleão super protetor e um bando de criminosos beberrões. A animação foi uma das mais caras feitas pela DISNEY, com custo total de US$ 260 milhões. Arrecadação: mais de US$ 590 milhões.
Winnie the Pooh, 15 de abril de 2011: O estúdio DISNEY volta ao Bosque dos Cem Acres com este novo filme, a primeira animação da empresa com uma aventura do ursinho Pooh para a telona depois de 35 anos. Com o charme, inteligência e humor dos personagens dos curtas-metragens Winnie the Pooh, o filme reúne entrevistas com o filosófico “urso de cérebro muito pequeno” e seus amigos Tigrão, Coelho, Leitão, Can, Guru e por último, mas certamente não menos importante, Ió. Corujão manda toda a turma para uma missão selvagem com a intenção de salvar Christopher Robin de um criminoso imaginário. É um dia repleto de aventuras para Pooh, que havia saído apenas para procurar mais mel. Inspirado em cinco histórias de A.A. Milnes e criado no estilo lendário de desenho manual da DISNEY, este novo clássico apresenta, para uma nova geração, um dos personagens mais queridos do mundo. Arrecadação: US$ 33.1 milhões.
Detona Ralph, (Wreck-It Ralph) 29 de outubro de 2012: Ralph é o vilão de Conserta Félix Jr., um popular jogo de fliperama que está completando 30 anos. Apesar de cumprir suas tarefas à perfeição, Ralph gostaria de receber uma atenção maior de Felix Jr. e os demais habitantes do jogo, que nunca o convidam para festas e nem sequer o tratam bem. Para provar que merece tamanha atenção ele promete que voltará ao jogo com uma medalha de herói no peito, no intuito de mostrar seu valor. É o início da peregrinação de Ralph por outros jogos, em busca de uma maneira de obter sua sonhada medalha. Arrecadação: US$ 311.4 milhões.


A DISNEY não trabalhou apenas com desenhos animados. Seu primeiro longa-metragem com atores reais foi “A Ilha do Tesouro” (19 de julho de 1950). O primeiro sobre a natureza foi “O Drama do Deserto” (1953). No dia 23 de dezembro de 1954 estreou o filme “20.000 Léguas Submarinas”, baseado na obra do escritor francês Júlio Verne, onde o renegado gênio do mal, Capitão Nemo, comanda o fantástico submarino Nautilus em uma memorável viagem através dos sete mares. O filme foi totalmente rodado no próprio estúdio de Burbank, onde construíram um gigantesco tanque de água para abrigar a não menos gigantesca lula de borracha (os tentáculos mediam 12 metros e as antenas chegavam a 15 metros de comprimento), que protagonizou uma das cenas mais notáveis do filme. O sucesso foi reconhecido com duas estatuetas do Oscar, efeitos especiais e cenografia. Dez anos depois, em 29 de agosto de 1964, o estúdio lançou Mary Poppins, uma mistura de desenho animado com personagens humanos, que estreou no memorável Teatro Chinês. O filme concorreu ao Oscar em 14 categorias, levando cinco prêmios, incluindo o de melhor atriz, para Julie Andrews, e o de melhor canção, por Chim Chim Cher-ee. Outros filmes famosos que misturam animação com live-action, ou somente utilizam atores reais produzidos pela DISNEY foram:
Você Já Foi à Bahia (The Three Caballeros), 3 de fevereiro de 1945: Filme de longa-metragem, que mistura animação com atores reais, divido em sete segmentos: O Pinguim Friorento (um pinguim chamado Pablo está descontente com as condições geladas do Pólo Sul e decide ir para terras mais quentes), O Burrico Voador (a aventura de um menino da Argentina e seu jumento voador), Bahia (uma divertida viagem por Salvador, onde Zé Carioca leva Pato Donald para conhecer a cidade, encontrando com alguns habitantes locais e sambando, enquanto o pato se encanta por uma mulher, interpretada por Aurora Miranda, que canta Os Quindins de YaYa), Las Posadas (a história de um grupo de crianças mexicanas que celebravam véspera de Natal, em procissão, retomando a viagem de Maria e José em busca de um lugar para passar a noite), México: Pátzcuaro, Vera Cruz e Acapulco (onde Panchito serve de guia para Donald e Zé Carioca pelas cidades mexicanas), You Belong To My Heart (combinação da famosa canção cantada por Dora Luz tendo como pano de fundo o céu noturno da Cidade do México) e Donald’s Surreal Reverie (literalmente surreal e bastante experimental, onde Donald depois de receber vários beijos, passar a ver flores, cores, e Panchito e Zé Carioca nos piores momentos).
Canção do Sul (Song of the South), 12 de novembro de 1946: Primeiro filme utilizando totalmente atores de “carne e osso” (live-action) da DISNEY tem como principal personagem tio Remus, um grande contador de estórias interpretado por James Baskett. Através de suas “fantasias” ele dá lições de vida àqueles que gostam de ouvir as desventuras do Coelho e suas eternas tentativas de ludibriar a raposa e o urso. O filme conquistou duas estatuetas do Oscar. Arrecadação: aproximadamente US$ 65 milhões.
A Família Robinson (Swiss Family Robinson), 10 de dezembro de 1960: Um dos mais memoráveis filmes da DISNEY, baseado na clássica obra literária, nos leva para as paisagens maravilhosas dos mares do sul, cheias de animais exóticos e piratas traidores. Esta aventura conta as corajosas proezas da família Robinson após o navio onde viajavam naufragar e irem parar em uma ilha deserta. Trabalhando em equipe, eles conseguem ultrapassar os obstáculos da natureza e transformar a sua nova casa em uma comunidade civilizada. Mas o último desafio aparece quando um bando de piratas assassinos ameaça destruir o paraíso provisório dos Robinson. Arrecadação: aproximadamente US$ 40 milhões.
Se meu Fusca falasse (The Love Bug), 24 de dezembro de 1968: Um dos maiores sucessos da DISNEY conta a história de Herbie, um Fusca de personalidade própria e desprezado por seu dono, que vai parar nas mãos de Jim, um fracassado piloto. Com a nova aquisição, Jim começa a ganhar várias corridas automobilísticas e aos poucos entende que o principal responsável pelas vitórias é seu adorável fusquinha. Mas Jim e sua equipe - formada por sua namorada Carole e pelo atrapalhado mecânico Peter - terão problemas pela frente quando um rival utiliza-se de truques sujos para ganhar uma importante competição. Arrecadação: mais de US$ 51 milhões.


Querida, Encolhi as Crianças (Honey, I Shrunk the Kids), 23 de junho de 1989: O que você faria se fosse menor que uma formiga e estivesse no meio de um jardim sendo ameaçado por monstros gigantescos e tempestades intermináveis? É isso que acontece neste filme que foi um grande sucesso do cinema. O cientista Wayne Szalinsky (Rick Maranis) constrói uma máquina que, acidentalmente, encolhe seus filhos (e os do vizinho também), levando-os a um mundo cheio de perigos. Uma aventura repleta de suspense e comédia que vai divertir a família inteira. Arrecadação: mais de US$ 222 milhões.
Os 102 Dálmatas (102 Dalmatians), 22 de novembro de 2000: Após passar uma temporada na prisão, a vilã Cruela DeVil (Glenn Close) está de volta à ativa, mas desta vez regenerada, devido a um inovador tratamento por ela submetido na prisão. Entretanto, o tratamento se mostra sensível a ruídos agudos e quando Cruela ouve os sinos do Big Ben, retorna ao seu comportamento normal e, com a ajuda de um designer francês (Gérard Depardieu), mais uma vez busca raptar filhotes de dálmatas para conseguir fazer um exclusivo casaco. E para conseguir cumprir o plano a dupla já tem um alvo: um canil beira da falência, cujo dono precisa desesperadamente de ajuda. Arrecadação: mais de US$ 183 milhões.
Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra (Pirates of the Caribbean: The Curse of the Black Pearl), 9 de julho de 2003: O primeiro filme da saga, conta a história, passada no século 17, do pirata Jack Sparrow (Johnny Depp), que tem seu navio - o Black Pearl - roubado pelo também pirata Barbossa (Geoffrey Rush), que usa a embarcação para arrasar a cidade de Port Royal e sequestrar Elizabeth, a bela filha do governador. Com a ajuda de um amigo da moça, o leal Will Turner (Orlando Bloom), o capitão Sparrow vai atrás do barco e de Elizabeth. O que os heróis ainda não sabem é que uma terrível maldição recaiu sobre Barbossa e seu bando, fazendo com que eles vaguem eternamente pelos oceanos, transformando-se em zumbis à luz do luar. A única forma de quebrar a maldição é restaurando um antigo tesouro, há anos saqueado. Arrecadação: aproximadamente US$ 655 milhões.


Piratas do Caribe: O Baú da Morte (Pirates of the Caribbean: Dead Man’s Chest), 7 de julho de 2006: É o segundo filme da saga Piratas do Caribe. Mais uma vez inserido no mundo da pirataria sobrenatural, o capitão Jack Sparrow descobre que tem uma dívida de sangue com o lendário Davy Jones, capitão de um navio fantasma. Jack precisa encontrar uma forma de escapar de uma maldição eterna. Não bastando isso, o pirata ainda tem que lidar com os preparativos para o casamento dos amigos Will Turner e Elizabeth Swann, que são obrigados a acompanhá-lo nesta aventura. Essa continuação, que custou US$ 225 milhões, rendeu à DISNEY US$ 1.06 bilhões no mundo todo, ficando entre as maiores bilheterias da história do cinema.
Os Piratas do Caribe: No fim do Mundo (Pirates of the Caribbean: At Worlds End), 25 de maio de 2007: Terceiro filme da saga, o longa-metragem custou US$ 200 milhões. Lorde Cutler Beckett e sua Companhia das Índias Orientais assumiram o controle do navio fantasma Flying Dutchman. Sob o comando do almirante James Norrington, saem matando piratas. Para salvar a pele dos que restam Will Turner, Elizabeth Swann e o capitão Barbossa precisam reunir os Nove Lordes da Corte da Irmandade para tentar derrotar Beckett. O último que falta é Jack Sparrow, que está preso no baú de Davy Jones. Para salvá-lo, eles viajam até Cingapura e enfrentam o pirata Sao Feng visando recuperar os mapas que os levarão ao fim do mundo, onde está o último dos nobres. No filme, Keith Richards, membro da banda Rolling Stones, fez uma participação especial como pai de Jack Sparrow. Arrecadação: aproximadamente US$ 963.5 milhões.
Encantada (Enchanted), 21 de novembro de 2007: Um conto de fadas de animação da DISNEY que combina a comédia romântica moderna com atores verdadeiros. Apresentando um elenco estelar, o filme conta a história da bela princesa Giselle quando ela é banida por uma rainha malvada de seu mundo animado mágico e musical e vai parar na dura realidade das ruas de Manhattan dos dias de hoje. Em choque no novo e estranho ambiente que não funciona na base do “e viveram felizes para sempre”, Giselle está agora à deriva em um mundo caótico e que necessita urgentemente de encantamento. Mas quando Giselle começa a se apaixonar por um advogado divorciado e charmoso que vem em seu auxílio, ela, mesmo estando prometida a um perfeito príncipe encantado de contos de fadas em sua terra, se pergunta: será que a perspectiva de romance de um livro de histórias é capaz de sobreviver no mundo real? Arrecadação: aproximadamente US$ 340 milhões.
Força G (G-Force), 24 de julho de 2009: Durante mais de cem anos o governo norte-americano treinou e espalhou animais como agentes espiões. Agora o avanço da tecnologia permitiu que fosse criada uma equipe espiã disfarçada e batizada de Força G, composta apenas por animais. Contando com o que há de mais moderno em equipamentos de espionagem, o grupo é liderado pelo porquinho-da-índia Darwin e composto ainda pelos também porquinhos-da-índia Blaster e Juarez e ainda a toupeira Speckles. Juntos eles precisam deter os planos de um ambicioso bilionário, que deseja dominar o mundo através de eletrodomésticos. Arrecadação: aproximadamente US$ 292 milhões.
Os Fantasmas de Scrooge (A Christmas Carol), 3 de novembro de 2009: O Natal se aproxima e, como sempre, Ebenezer Scrooge (Jim Carrey) mantém seu desprezo pela data. Milionário e muito mesquinho, ele só pensa em dinheiro e não dá espaço para a emoção em seu coração, maltratando seu fiel assistente Bob Cratchit e ignorando seu sobrinho Fred. Com a morte de seu sócio, ele recebe a visita de três fantasmas do Natal: do passado, do presente e do futuro. Cada um deles levará o velho ranzinza para uma viagem que o ajudará a refletir melhor sobre sua vida passada e a escolha que fará para o futuro. O filme, uma versão animada do clássico de Charles Dickens, utilizou as novas técnicas digitais do motion capture. Arrecadação: aproximadamente US$ 325 milhões.
Alice no País das Maravilhas (Alice in Wonderland), 25 de fevereiro de 2010: Filme de Tim Burton baseado no clássico Alice no País das Maravilhas escrito por Lewis Carroll. O filme conta a história de Alice, agora aos 19 anos, que está em uma festa da nobreza em Oxford, onde vive, até que descobre que está prestes a ser pedida em casamento. Desesperada, ela foge seguindo um coelho branco, e vai parar no País das Maravilhas, um local que ela visitou quando tinha seis anos, mas do qual não se recorda. Lá ela é novamente saudada pelo Coelho Branco, o Ratão, o Dodo, os gêmeos Tweedledee e Tweedledum e várias flores falantes. Eles discutem sobre a sua identidade como “A verdadeira Alice”, que matará o Jaguadart e derrubará a Rainha Vermelha no “Glorian Day”, devolvendo o poder á Rainha Branca. O grande destaque do filme foi a brilhante interpretação do ator Johnny Depp como o Chapeleiro Maluco. Arrecadação: mais de US$ 1 bilhão.


O Aprendiz de Feiticeiro (The Sorcerer’s Apprentice), 16 de julho de 2010: O filme conta a história de Balthazar Blake (Nicolas Cage), um feiticeiro que mora em Manhattan e busca defender a cidade de seu arqui-inimigo, Maxim Horvarth, mas não é capaz sozinho de cumprir a tarefa. Para tanto ele recruta Dave Stutler, um rapaz comum, mas com um potencial oculto, para ser seu aprendiz. Balthazar passa então a ministrar um rápido curso na arte e ciência da magia de forma a torná-lo seu aliado na luta constante contra as forças de Horvarth. Arrecadação: US$ 215 milhões.
Tron: O Legado (Tron: The Legacy), 17 de dezembro de 2010: O filme conta a história de Sam Flynn, um especialista em tecnologia que investiga o desaparecimento de seu pai. Em meio à investigação, ele descobre um mundo habitado por programas e jogos, onde seu pai vive há 25 anos. Juntos eles vivem uma jornada de vida e morte neste espaço cibernético. Arrecadação: US$ 400 milhões.
Piratas do Caribe 4: Navegando em Águas Misteriosas (Pirates of the Caribbean: On Stranger Tides), 18 de maio de 2011: O Capitão Jack Sparrow retorna em mais uma aventura cheia de ação sobre verdade, traição, juventude e legado. O capitão começa sua jornada quando cruza com uma mulher de seu passado (Penélope Cruz), a filha do lendário Barba Negra. Sparrow está em busca da Fonte da Juventude, e não sabe se a relação deles é amor, ou se ela apenas é uma cruel golpista que quer saber como chegar à fonte. No navio de Barba Negra ele se preocupa em quem deve ficar de olho: em seu antigo amor, ou em seu grande rival, o Barba Negra. O intérprete do poderoso capitão Jack Sparrow ganhou US$ 56 milhões pelo quarto filme da saga. Arrecadação: mais de US$ 1.04 bilhões.
Os Muppets (The Muppets), 23 de novembro de 2011: Depois de muito tempo sem dar notícias, Os Muppets voltam aos cinemas trazendo um ar nostálgico para os adultos e um ar de novidade para as crianças, que ainda não conhecem o sapo Kermit, Miss Pig, Fozzie, Gonzo e a turma que fez sucesso do fim da década de 70 ao começo dos anos 90. Na história Walter (Peter Linz), o maior fã dos Muppets de todos os tempos, está de férias em Los Angeles com seus amigos Gary (Jason Segal) e Mary (Amy Adams). Claro que eles não poderiam deixar de visitar o Muppets Theater, onde, há muitos anos, era realizado o show da turminha. No entanto, em meio a toda nostalgia, eles descobrem o plano de Tex Richman para demolir o teatro a fim de explorar o petróleo descoberto bem naquele local. Para que isso não aconteça, o trio ajuda Kermit a reunir os Muppets, que tomaram rumos diferentes com o passar dos anos: Fozzie faz parte de uma banda chamada Moopets, Miss Piggy é uma extravagante editora de moda da Vogue Paris, Animal está em uma clínica em Santa Barbara em tratamento de controle de raiva e Gonzo é um poderoso magnata dos encanamentos. Juntos novamente, eles devem produzir um grande programa de TV que possibilite a arrecadação dos US$ 10 milhões necessários para salvar o teatro. Arrecadação: mais de US$ 158 milhões.
Frankenweenie, 5 de outubro de 2012: Um conto acolhedor sobre um menino que adora fazer filmes caseiros de terror, quase sempre estrelados por seu cachorro. Depois de perder, inesperadamente, seu adorado cão Sparky, que foi atropelado, o jovem Victor usa o poder da ciência para trazer de volta à vida seu melhor amigo – com apenas alguns pequenos ajustes. Ele tenta esconder sua criação feita à mão, mas quando Sparky sai, os colegas de sala de Victor, seus professores e toda a cidade aprendem que tentar “dominar a vida” pode ser algo monstruoso. Arrecadação: mais de US$ 66 milhões.


No total, em 43 anos de carreira, Walt Disney (que adotou seu famoso bigode a partir dos 25 anos de idade) produziu mais de 600 filmes e desenhos animados, e ganhou centenas de prêmios, entre os quais 32 estatuetas do Oscar. Além disso, recebeu 59 indicações para o maior prêmio do cinema mundial. Aliás, foi Walt Disney que, em 1933, usou pela primeira vez em público a palavra Oscar para designar o prêmio anual da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. O último filme produzido por Walt Disney foi “Mogli, o Menino Lobo”.


Em 25 de janeiro de 2006, a DISNEY anunciou a compra do estúdio de animação PIXAR por US$ 7.4 bilhões, fazendo com que o falecido Steve Jobs, também dono da Apple, se tornasse na época o maior acionista (pessoa física) da Walt Disney Company. Os maiores sucessos da DISNEY PIXAR são:
Toy Story, 19 de novembro de 1995: O primeiro longa-metragem totalmente animado por computador tem como protagonista o boneco-caubói chamado Woody. Toda vez que Andy - o dono dos brinquedos - está fora do quarto, Woody se gaba de seu status de brinquedo predileto do garoto. Sua supremacia é desafiada pelo patrulheiro do espaço Buzz Lightyear, que acredita ser real e não apenas um brinquedo. A rivalidade entre os dois segue divertida até a primeira metade do filme, mas quando os brinquedos de Andy são ameaçados pelo vizinho - um garoto que transforma seus brinquedos em mutantes - eles unem suas forças para se salvarem. Arrecadação: aproximadamente US$ 362 milhões.
Uma Vida de Inseto (A Bug’s Life), 14 de novembro de 1998: O filme se passa em torno de uma colônia de formigas que coleta comida durante a primavera e o verão para estocar para o inverno, tendo ainda que ceder uma parte aos gafanhotos. Flik, uma formiga atrapalhada, derruba todo o suprimento que eles haviam juntado. Quando os gafanhotos vêm buscar a comida ficam enfurecidos e ameaçam matar as formigas se elas não juntarem mais mantimentos. Flik sai em uma aventura à procura de heróis que ajudem sua colônia e encontra um grupo de insetos circenses que, graças a um mal entendido, aceita ajudar as pobres formigas. E a aventura fica cada vez mais divertida. Arrecadação: mais de US$ 363 milhões.
Toy Story 2, 24 de novembro de 1999: A sequência de um dos maiores sucessos do cinema nos últimos tempos continua contando a história de Andy, que vai para um acampamento de férias, mas é obrigado a deixar Woody em casa por estar com o braço descosturado. O caubói, por ser um boneco muito raro, acaba sendo roubado por um colecionador de brinquedos, Al McWhiggin, que deseja juntá-lo a sua coleção. Buzz Lightyear e os outros brinquedos partem para salvar o amigo. Na casa de Al, Woody conhece outros bonecos da mesma coleção a que pertence – Jessie e Mineiro – e descobre sua origem. Arrecadação: US$ 485 milhões.
Monstros S.A. (Monsters Inc.), 2 de novembro de 2001: O filme conta a história de monstros que assustam crianças para gerar energia para a cidade de Monstrópolis através de seus gritos de pavor. As crianças sempre souberam que existem monstros escondidos nos armários ou embaixo das camas, mas não sabiam que eles fazem isso porque esse é seu trabalho. No mundo dos monstros, a Monstros S.A. é uma grande corporação que reúne os melhores profissionais do susto, entre eles o descontraído Sulley, um monstro grande, peludo, verde e roxo, e com chifres. Ele e seus colegas vêm aos quartos das crianças através de um portal, e não podem deixar que nada passe para o mundo deles. Uma simples meia, carregada acidentalmente, já põe todo o sistema de segurança em alerta. Mas um dia, Sulley, sem querer, deixa uma criança atravessar para o outro lado. A presença da menininha (chamada Bu) provoca o caos na corporação, pois os monstros morrem de medo dos humanos. Para os companheiros de Sulley, menos para seu fiel companheiro Mike, uma falha imperdoável. Arrecadação: US$ 549.3 milhões.


Procurando Nemo (Finding Nemo), 30 de maio de 2003: O filme conta a história de Marlin, um peixe-palhaço que perde quase toda a família durante o ataque de um predador (uma terrível barracuda), e assim, torna-se um pai super-protetor de seu único filho, Nemo. O problema é que tanta proteção acaba envergonhando o peixinho na frente dos colegas, e para provar ao pai que pode se virar sozinho, ele resolve nadar em mar aberto, quando é capturado por um mergulhador e levado para a cidade de Sidney na Austrália. Perseverante na missão de encontrá-lo, Marlin nada pelo oceano enfrentando todo tipo de perigo ao lado de Dory, um peixinho-fêmea muito simpático, mas com um grave problema de perda de memória recente. O filme venceu o Oscar de Melhor Animação, além de ter sido indicado aos prêmios de Melhor Trilha Sonora Original, Melhor Edição de Som e Melhor Roteiro Original. Arrecadação: US$ 921.6 milhões.
Os Incríveis (The Incredibles), 5 de novembro de 2004: A fantástica animação conta a história de super-heróis que vivem os problemas típicos de uma família normal, no subúrbio de uma pequena cidade americana. Eles até participam de um programa de proteção às testemunhas para fugir de um vilão. De repente, são obrigados a entrar em ação novamente para salvar o mundo, que está ameaçado. Arrecadação: US$ 631.4 milhões.
Carros (Cars), 26 de maio de 2006: Tudo começa com a corrida final da Taça Pistão. Relâmpago McQueen (dublado por Owen Wilson na versão original) é um carro de corrida estreante e ambicioso. A caminho de Los Angeles para a corrida que pode lhe dar a tão sonhada Taça Pistão, ele se perde e vai parar na pacata cidade de Radiator Springs, à beira da famosa Rota 66. McQueen acaba fazendo amizade com os residentes locais – a bela Porsche Sally, Doc Hudson (dublado por Paul Newman na versão original) e o velho e simpático guincho Mate, que o ajudam a ver que há coisas mais importantes que troféus, fama e patrocínios. Arrecadação: aproximadamente US$ 462 milhões.
Ratatouille, 29 de junho de 2007: O filme de animação conta a história de Remy, um rato que vive em Paris e sonha em se tornar um famoso Chef de cozinha, mas o fato dele não ser humano pode atrapalhar seus planos. Por isso, forma uma improvável parceria com Linguini, o novato ajudante de cozinha do conceituado restaurante Gusteau’s. Arrecadação: aproximadamente US$ 624 milhões.


WALL•E, 27 de junho de 2008: A história tem início no ano de 2.700. Na trama, o mundo foi soterrado pelo lixo da humanidade. Sem alternativas, os humanos tiveram que partir em um cruzeiro galático de luxo na estação espacial Axiom e criaram um grupo de robôs para recolher o lixo espalhado pela Terra. A idéia era retornar em 5 anos, porém algo aconteceu e eles nunca mais voltaram. Essas máquinas identificadas como WALL•E (acrônimo para Waste Allocation Load Lifters - Earth-Class, em português, Elevador de Detritos-Classe Terra) não suportam as condições precárias em que se encontra o planeta e acabam deixando de funcionar. Um único exemplar, no entanto, continua funcionando, e passa a vagar pelo planeta realizando a tarefa a qual ele foi programado a fazer, e por 700 anos trabalha sozinho colecionando inúmeros artefatos humanos que encontra durante a limpeza. Em um dia como tantos outros chega dos céus uma nave. WALL•E recebe a visita de EVA (Examinadora de Vegetação Alienígena), uma nova espécie de robô, enviada ao planeta para cumprir uma rápida missão de procurar exemplares vegetais vivos. A felicidade do personagem, porém, dura pouco e, quando EVA é chamada de volta à estação espacial Axiom, WALL-E agarra a nave que a transporta para segui-la. Arrecadação: US$ 521 milhões.
UP (Up: Altas Aventuras), 29 de maio de 2009: A animação narra a história de um velhinho viúvo de 78 anos chamado Carl Fredricksen, que passou a vida sonhando em explorar o planeta e viver plenamente a vida. Até que um plano mirabolante invade sua cabeça teimosa: fazer sua casa inteira levantar vôo, presa a milhares de balões, e transportá-la dos Estados Unidos a um lugar em meio às montanhas de uma floresta na América do Sul. Um erro de percurso faz sua casa cair e ele tem de seguir sua viagem a pé, com a ajuda de Russell, um escoteiro gordinho de apenas oitos anos de idade e muito dedicado. Arrecadação: mais de US$ 731 milhões.
Toy Story 3, 18 de junho de 2010: O terceiro filme da série, agora em 3D, conta a história de Andy, agora com 17 anos, indo para a faculdade e precisando decidir o que fazer com seus brinquedos; se vão para o sótão ou para o lixo. Depois de ensacar todos os brinquedos (exceto Woody, pois iria levá-lo para faculdade), sua mãe o confunde com um saco de lixo qualquer e os brinquedos vão para a sarjeta. Woody avisa aos companheiros que Andy os iria colocar no sótão, porém eles não acreditam e vão para a creche Sunnyside. Algum tempo depois, eles descobrem que Woody falava a verdade, e tentam voltar para casa. Mas essa volta pode não ser tão fácil quanto eles pensam. A saga encerra a aventura do caubói Woody e do astronauta intergaláctico Buzz Lightyear. Arrecadação: US$ 1.06 bilhões.
Cars 2 (Carros 2), 24 de junho de 2011: A primorosa animação que custou US$ 200 milhões é uma sequência do famoso Carros. Nesta nova história, Relâmpago McQueen e Mate viajam pela Ásia e pela Europa para a Corrida dos Campeões, que se passa em vários países e envolve campeões de modalidades distintas, como a Fórmula 1 e os ralis. Mas eles nem desconfiam que uma intriga de espionagem está desenrolando-se nos bastidores. A sequência da animação original expande os horizontes e transforma a ação digna de um filme de James Bond, com cenas em Tóquio, Paris, Londres e, claro, na terra natal dos personagens, Radiator Springs, no interior dos Estados Unidos, onde Mate, com seu jeito simples e ingênuo, vive de guinchar carros quebrados e exibir suas ferrugens e batidas, que são as lembranças de momentos alegres de sua vida. Arrecadação: aproximadamente US$ 560 milhões.
Brave (Valente), 22 de junho de 2012: A animação em 3D conta a história de Merida, uma princesa rebelde de cabelos vermelhos que foi criada por sua mãe para ser a sucessora do reino. Porém, a jovem, uma princesa bem diferente das frágeis figuras apresentadas em outros contos de fadas, é contra as tradições e costumes do reino e se recusa a ficar dentro do castelo, aprendendo tarefas femininas para se tornar apenas mais uma esposa para o filho de algum lorde. Ela sonha com a liberdade e desafia até seus pais para conquistá-la. Porém, a habilidosa arqueira não poderia imaginar que suas ações poderiam desencadear graves acontecimentos para o reino, causando caos e fúria. Além de levar aos cinemas uma lenda celta da Escócia Medieval, a animação marcou a estreia de uma protagonista feminina nos desenhos da Pixar. Arrecadação: aproximadamente US$ 555 milhões.


O prêmio DISNEY LEGENDS (em português “Lendas Disney”) foi estabelecido no ano de 1987 para reconhecer e homenagear os diversos talentos que contribuíram de alguma forma para a “construção da magia Disney” ao longo dos anos. O primeiro indicado ao prêmio foi o ator Fred MacMurray, no dia 13 de outubro. Os prêmios eram anunciados anualmente no “Hall of Legends” durante cerimônia nos estúdios em Burbank, mas, a partir de 2009 passou a ser realizado junto com a convenção D23, dirigida aos fanáticos seguidores da DISNEY. Os indicados, escolhidos por um comitê de seleção, são agraciados com um belo troféu em bronze esculpido à mão pelo artista Andrea Favilli. Desde sua criação o prêmio já homenageou diversos talentosos animadores, Imagineers, compositores, atores e líderes executivos que tiveram um impacto significante no legado DISNEY. Até o momento 249 pessoas já receberam o prêmio, entre os quais se destacam os dubladores Clarence Nash (voz do pato Donald), Dick Jones (voz do Pinóquio), Tony Anselmo (voz do Pato Donald), Russi Taylor (voz da Minnie) e Bill Farmer (voz do Pateta); os animadores Les Clark, Ub Iwerks, Frank Thomas, Carl Barks e Mary Blair; o cartunista Alfred Taliaferro; os atores Steve Martin, Dick Van Dyke, Kurt Russell e Robin Williams; a atriz Julie Andrews; os compositores Phil Collins, Sir Tim Rice e Elton John; os executivos Frank Wells e Roy E. Disney; Jim Henson (criador dos Muppets); além de Lilliam Disney (esposa de Walt) e Edna Francis Disney (cunhada de Walt).


Criando fenômenos
A DISNEY se tornou especialista na criação de séries de televisão e filmes voltados para tweens (faixa etária que, até bem pouco tempo, era considerada pelo mercado como uma mera etapa de transição da infância para adolescência, daí o seu nome, que se origina do termo em inglês between), público que ajudou a transformá-los em fenômenos. Movimento, aliás, realizado de forma pioneira no campo do entretenimento pelo marketing da DISNEY, empresa que já revelou estrelas adolescentes como Britney Spears, Just Timberlake e Christina Aguilera. Desde 2003 vem criando e lançando sucessos que fazem inveja a qualquer grande produção de Hollywood:
The Cheetah Girls: Filme musical lançado 15 de agosto de 2003 pelo Disney Channel e baseado na série de livros escritos por Deborah Gregory. As Cheetah Girls são quatro adolescentes de Nova York que fazem parte de um adorado grupo de música pop. Tudo começa com um festival de música em Barcelona, no qual elas se inscrevem. Em terras espanholas vão se encantando com a magia europeia e suas perspectivas individuais às levam para caminhos diferentes além de Marisol, uma cantora local da qual a malvada mãe Lola, quer separar as Cheetah Girls. O filme teve 6.5 milhões de espectadores na sua estréia, somente nos Estados Unidos, sendo assim o 3º mais bem-sucedido da história neste segmento. O DVD do filme vendeu mais de 1 milhão de cópias e o CD com as canções outros 2 milhões de unidades. O enorme sucesso e popularidade do primeiro filme levaram a DISNEY a lançar mais duas sequências: The Cheetah Girls 2 (cujo DVD vendeu mais de 17 milhões de cópias) e The Cheetah Girls: One World. A franquia lançou inúmeros produtos licenciados como uma linha de roupa e acessórios, coleções de perfumes, bonecas, objetos de decoração, livros e uma linha de sucesso de jogos para videogames, que geraram um faturamento de quase US$ 20 milhões. Além disso, o grupo realizou turnês pelos Estados Unidos, faturando mais de US$ 43 milhões.



Hanna Montana: A DISNEY conseguiu criar um conto de fadas moderno com a série televisiva Hanna Montana. De dia, a doce, boa e familiar adolescente Miley Stewart. Garota que não mora em um castelo, se bem que sua casa na beira da praia em Malibu, na Califórnia, não é nada mal. Local onde não há nem sinal de madrasta. Apenas a presença de Robby Stewart, um pai bacana, que se esforça para suprir a ausência de uma figura feminina na vida da filha. Ora agindo como mãe, ora como fada madrinha. Sempre pronto para transformar os sonhos da filhota em realidade. Nada também de irmãs invejosas para infernizar a vida da menina. Somente a companhia do divertido irmão Jackson, meio provocador, mas nem um pouco malvado. Como obrigação diária, nem pensar em trabalhos domésticos forçados. Apenas ir ao colégio, estudar e enfrentar, com muito humor, os problemas típicos de qualquer adolescente comum. Como amigos, nada de ratinhos, passarinhos ou outros bichos, mas sim os adolescentes Lilly Truscott e Oliver Oken, seus fiéis e engraçados escudeiros. Porém é à noite, com ajuda da família e de seus melhores amigos, que a mágica acontece para Miley. Com apenas uma peruca loira, roupinhas brilhantes e botinhas de couro, a gatinha borralheira fica irreconhecível e se transforma na pop star Hannah Montana. Cantora que incendeia os palcos e enlouquece seus fãs (sempre de forma muito comportada, diga-se de passagem), com suas canções e coreografias. Artista de sucesso que frequenta festas badaladíssimas, a jovem conhece incríveis estrelas de cinema, anda de limusine e tem um closet de fazer inveja a qualquer outra mortal.


Mas que, curiosamente, depois de cada performance, faz questão de quebrar o encanto por vontade própria. Momento em que guarda as botinhas no armário e retorna à sua vidinha de menina comum. Pois, para ela, tudo o que importa no final é garantir a privacidade e a tranquilidade no seu dia-a-dia. Quer dizer, relativa tranquilidade, já que ela tem que administrar o stress decorrente dessa “vida dupla” tão estafante. Paz que fica ainda mais distante com a chegada de Jake Ryan à escola de Miley. Ator bonitinho, famoso e convencidíssimo, que tira vantagem de sua fama o tempo todo. Que é adulado por professores, funcionários, alunos e por uma legião de fãs. Menos por Miley, que fica extremamente irritada com a versão em carne e osso do Príncipe Charming do filme “Shrek”. Tipinho que representa tudo aquilo que ela mais tenta evitar. Mas, que ao mesmo tempo, faz com que comece a se apaixonar. E que se lembre de que não se deve julgar ninguém pelas aparências, pois atrás de um rosto famoso existe sempre uma pessoa comum. Foi em 2006 que a mágica aconteceu para Miley Cyrus. Sorridente, carismática, bonitinha, divertida, comportada (hoje já não tanto) e cantora de “verdade”, a jovem foi escolhida, entre centenas de candidatas, como protagonista do seriado Hannah Montana. Fato que a transformou, em um passe de mágica, exatamente como sua personagem, em celebridade adorada por milhões de fãs pré-adolescentes, seguida por fotógrafos e tratada como princesa pela DISNEY. Semelhanças entre atriz e personagem, ficção e realidade que transformaram as duas em um fenômeno de mídia de igual proporção. A ponto de não se saber ao certo onde começa o sucesso de uma e onde termina o da outra. A série que estreou no dia 24 de março de 2006 pelo Disney Channel, chegou a sua quarta e última temporada em 2011, intitulada Hannah Montana Forever. Além disso, um filme da série foi lançado nos cinemas no dia 10 de abril de 2009.


High School Musical: O primeiro filme da série, que estreou no dia 20 de janeiro de 2006 no Disney Channel, contava a história de Troy Bolton (Zac Efron), estrela da equipe de basquete do colégio East Side High, que durante a festa de Ano Novo, conhece a inteligente e tímida Gabriella Montez (Vanessa Hudges). Os dois fazem um dueto, durante um concurso de karaokê, e descobrem que têm a mesma paixão pela música e também interesse um pelo outro. Depois das férias, Troy descobre que Gabriella é a nova aluna que acaba de entrar para sua escola, envolvida com um concurso musical. Troy faz de tudo para não participar - ainda mais que seu pai, o treinador Jack Bolton (Bart Johnson) é contrário à idéia -, mas acaba sendo incluído na seleção, sem querer, ao lado de Gabriella. Quem não gosta é a dupla de irmãos Ryan e Sharpay, grandes favoritos da competição, que fazem de tudo para que a senhora Darbus (Alyson Reed), responsável pelos testes, marque a apresentação no mesmo dia e horário de uma competição acadêmica, da qual Gabriella participa, e da final do jogo de basquete da equipe de Troy, os Wildcats. Mal subiram os créditos finais do filme, milhões de espectadores juvenis parecem ter entendido a mensagem e atendido ao “chamado”. E o barulho que se ouviu foi realmente assombroso. Apenas no dia da estréia, o site da DISNEY foi visitado por um público recorde de 1.2 milhões de pessoas e o DVD vendeu 400 mil unidades.


Impulsionado por uma estratégia de promoção no próprio canal, na Internet e na rádio DISNEY, o filme foi assistido por 7.7 milhões de pessoas, somente no dia de seu lançamento. Sua trilha sonora se transformou no CD mais vendido nos Estados Unidos, além de ser eleita a melhor do ano pela Billboard americana. O CD de High School Musical já vendeu mais de 6.6 milhões de cópias somente nos Estados Unidos. E tem mais: sua versão, em formato de show, excursionou, em 2007, por países como Argentina, Chile, Brasil, Venezuela e México, e atraiu mais de 250 mil pessoas. O primeiro telefilme da franquia teve orçamento modesto, mas foi um sucesso tão espontâneo e inesperado que levou a DISNEY a produzir o segundo, com um orçamento muito mais robusto. E voltou a conquistar a garotada, de crianças à adolescentes. Lançada em agosto de 2007 e assistida por 17.24 milhões de espectadores, apenas nos Estados Unidos, se transformou no programa de maior audiência infantil da história da TV aberta e a cabo. Sua trilha sonora foi o segundo disco mais vendido nos Estados Unidos em 2007, com 2.9 milhões de cópias. Então nova galinha dos ovos de ouro da DISNEY, a comédia romântico-musical High School Musical 3: Ano de Formatura (High School Musical 3: Senior Year) estreou no dia 24 de outubro de 2008 nos cinemas, como uma réplica para as telonas dos dois primeiros telefilmes que já foram dublados em 24 idiomas, vistos por 250 milhões de pessoas e renderam mais de US$ 3 bilhões em produtos derivados. Promovido por uma eficiente estratégia de marketing, o terceiro filme da série, que custou US$ 30 milhões, foi distribuído em mais de 35 países e conta a história de Troy e Gabriella, que estão curtindo o romance iniciado no filme anterior. Comédia musical interpretada por adolescentes e destinada aos adolescentes, essa franquia extrapolou o sucesso junto ao público-alvo e virou produto indispensável para a estratégia comercial da DISNEY, que já a transferiu para espetáculos teatrais, shows ao ar livre, atrações nos parques temáticos, livros, peças de roupas, acessórios e videogames. Na Grã-Bretanha, o ator Zac Efron, que interpretou o capitão da equipe de basquete que faz as meninas suspirarem, é tão popular que já tem uma estátua de cera no museu da Madame Tussauds, em Londres. O resto do elenco também aproveitou a onda de sucesso com comerciais e participações em seus próprios filmes. Uma quarta sequência, High School Musical 4: East Meets West, estava em fase de desenvolvimento, mesmo sem o galã Zac Efron, sem data prevista para estréia, mas acabou cancelada temporariamente.


Camp Rock: Repetindo a fórmula vencedora das séries anteriores, o novo trunfo da DISNEY era um filme longa-metragem estrelado pelos Jonas Brothers que seguia basicamente a fórmula: garota pouco popular vai parar em um acampamento musical de férias, onde todos são ricos e talentosos. Para aumentar ainda mais o drama de Mitchie Torres (Demi Lovato), a menosprezada protagonista, ela é filha da cozinheira do acampamento e, lógico, inventa ser rica para se socializar (diz que sua mãe é uma famosa executiva musical de TV). Enquanto isso, um popstar adolescente problemático, Shane Gray (Joe Jonas), cantor do grupo Connect Three, é mandado para o mesmo acampamento para se endireitar. Claro que os dois acabam se apaixonando, mas antes sofrem com a interferência de uma vilã invejosa e carente (que nesse caso nem é tão má assim), a riquinha Tess Tyler (Meaghan Jette Martin). Em meio a essas confusões, o casal protagonista consegue descobrir seu verdadeiro talento: Shane inova seu som (fazendo o que realmente gosta e não o que a gravadora manda) e Mitchie ganha coragem para cantar em público. Enquanto isso, a vilã da história, Tess, se dá mal e acaba ficando boazinha. Tudo isso embalado por muita e boa música. O que mais chama atenção em Camp Rock, na verdade, é que o filme, que estreou nas telinhas do canal Disney Channel, mantém uma especialidade da DISNEY: ser uma fábrica de jovens estrelas. O lançamento no verão americano, em 20 de junho de 2008, contou com um aspecto único e sem precedentes na história de outros filmes do canal: após a estréia, foi exibido em diversas plataformas - no Jetix e on-line, através do Disney Channel Play, a plataforma de vídeos do canal - e em diversas datas diferentes ao longo do mês. O filme foi assistido por 8.9 milhões de telespectadores, ficando em segundo lugar dos mais assistidos da DISNEY, na noite de estréia. No dia 18 de agosto de 2010 foi lançado o segundo filme, Camp Rock 2: The Final Jam, que arrebatou 7.9 milhões de espectadores em sua estreia. A franquia se tornou uma máquina de ganhar dinheiro com licenciamento de produtos, CD e DVD, além da turnê dos Jonas Brothers (Joe, Kevin e Nick).


Jonas: Depois do enorme sucesso dos talentosos irmãos da banda Jonas Brothers (Kevin Jonas, Joe Jonas, Nick Jonas) no seriado Camp Rock, eles ganharam uma série exclusiva, que estreou no Disney Channel no dia 2 de maio de 2009. Na série, eles formam uma banda de rock muito popular, JONAS. Os garotos fazem o que podem para levar vidas normais, embora tendo várias guitarras, shows de turnês, roupas da moda e milhares de fãs enlouquecidas seguindo todos os seus passos. A série se passa na casa da família em New Jersey - que costumava ser um posto de bombeiros da Rua Jonas, a inspiração para o nome da banda - e na escola Horace Mantis Academy. Lá os irmãos experimentam todo tipo de diversão em situações incomuns, que aparecem por serem estrelas do rock. Eles são acompanhados pela amiga de infância, a estilista Stella Malone, que ajuda os irmãos a se manterem sempre na moda. Junto com Stella está sua melhor amiga e maior atleta da escola, Macy Misa, que é autoproclamada como a fã número 1 de JONAS. O sucesso foi tanto que em 2010 a série ganhou sua segunda temporada, que passou a se chamar Jonas L.A., pois os irmãos se mudam para Los Angeles.


Disney Channel
O Disney Channel foi introduzido no mercado em 18 de abril de 1983 como um canal premium, pago (com pré-estréias ocasionais), exibindo uma programação familiar com shows e filmes que foram produzidos durante décadas pela DISNEY. Inicialmente o canal ia ao ar com 18 horas de programação diárias (das 7:00 da manhã às 10:00 da noite). O primeiro programa exibido em sua estréia foi o famoso Mickey Mouse Club da década de 50. O filme “A Força da Esperança” foi a primeira produção original do canal. Estrelado por Roy Scheider e Justin Henry, contava a história de um garotinho de onze anos que começava a achar que sua presença nos jogos de um time de beisebol, nem que tivesse que faltar à escola, faria com que ele se tornasse campeão. As primeiras séries originais produzidas pelo canal incluíam ainda: Dumbo’s Circus, Good Morning, Mickey!, Donald Duck Presents e Contraption. Apenas 18 semanas depois de seu lançamento o canal já estava disponível via cabo em 50 estados americanos. Ao final do primeiro ano o canal já contava com mais de 1 milhão de assinantes. Somente no mês de dezembro de 1986 o canal começou a transmitir uma programação 24 horas por dia. Nesta década o canal exibia desenhos e filmes clássicos da DISNEY, lançando em 1989 o novo programa do Mickey Mouse Club, um enorme sucesso até os dias de hoje. Muitos artistas consagrados nos dias de hoje como Britney Spears, Christina Aguilera e Justin Timberlake surgiram através do programa.


No ano de 1995 o canal foi lançado na Inglaterra, depois introduzido na Austrália, África e Ásia. Em 1997 o canal passou por uma enorme reformulação em sua programação, que foi dividida em três grandes blocos: Playhouse Disney (composto por atrações que visavam atrair crianças em idade pré-escolar), Vault Disney (com programação que exibia clássicos da DISNEY, como por exemplo, Zorro, The Mickey Mouse Club, a antologia de séries televisivas da DISNEY, e programas especiais de televisão antigos, como o The Love Bug) e Zoog Disney (direcionado para um público adolescente). Foi neste mesmo ano que o DISNEY CHANNEL deixou de ser um canal premium e passou a ser um canal via cabo normal. No dia 18 de abril de 1998 foi lançado o novo canal TOON DISNEY (atualmente substituído pelo DISNEY XD), composto por uma programação somente de desenhos clássicos da DISNEY, entre os quais Duck Tales, Tico e Teco, A Turma do Pateta, Alladin e Família Dinossauros, e voltado para um público entre 2 e 11 anos. O canal estreou no Brasil somente no dia 6 de abril de 2001 às 18:00 horas, com o programa Zapping Zone. Em 2005 a série That’s So Raven (As Visões da Raven) se tornou a de maior audiência na história do canal. Dois anos depois o canal passou por uma nova reformulação em sua programação com o lançamento de programas mais dinâmicos e modernos. O Disney Channel começou a exibir as atrações em alta-definição no dia 2 de abril de 2008. Em 2011 o canal fez muitas mudanças em seus produtos televisivos e preparou grandes novidades para a criançada, como por exemplo, o lançamento do DISNEY JUNIOR, novo canal por assinatura para o Brasil e outros 19 países. O novo canal substituiu o Playhouse Disney, que além de agregar parte da programação dos dois canais, é também um bloco de programação dentro do DISNEY CHANNEL.


O canal está presente atualmente em mais de 100 milhões de lares americanos e em 169 países ao redor do mundo (disponível em 35 idiomas diferentes), e foi responsável por fenômenos que arrecadaram bilhões de dólares para os cofres da DISNEY, como por exemplo, as séries Hanna Montana, Wizards of Waverly Place (Os Feiticeiros de Waverly Place), Zack e Cody: Gêmeos a Bordo (The Suite Life on Deck), Jonas L.A. e Stan, O Cão Blogueiro (Dog With a Blog), os filmes High School Musical e Campo Rock, além do sucesso Phineas e Ferb (que estreou no dia 17 de agosto de 2007), uma série animada que conta as aventuras do menino Phineas Flynn e seu meio-irmão, o inglês Ferb Fletcher, que todos os dias piram para construir um grande projeto. Mas eles têm uma adversária: Candace, a irmã mala que fica no pé dos dois.


Um negócio gigantesco
O Grupo DISNEY é um imenso conglomerado, com atuação nas mais diversas áreas dos setores de comunicação, mídia e entretenimento. Dezenas de empresas formam a Walt Disney Company de hoje. Elas estão agrupadas basicamente em cinco ramificações principais:
The Walt Disney Studios: Divisão que agrupa todas as empresas de produção cinematográfica que incluem a Walt Disney Studios Motion Pictures (produz filmes como Piratas do Caribe e Alice no País das Maravilhas), Walt Disney Animation Studios (produz os desenhos clássicos da DISNEY), Touchstone Pictures (criado em 1984 com o objetivo de produzir filmes adultos, tendo como primeiro lançamento “Splash, Uma Sereia em Minha Vida”, que estreou no dia 9 de março de 1984, estrelando Tom Hanks e Daryl Hannah), Pixar Animation Studios (produz filmes em computação gráfica como Toy Story, Vida de Inseto, Procurando Nemo, entre outros), Marvel Studios (responsável pela produção de filmes com os mais famosos super-heróis da Marvel) e a Disneynature (mais novo selo independente da empresa, criado em 21 de abril de 2008, com o objetivo de trazer grandes documentários sobre a natureza e o meio ambiente para as telas do cinema). Outro importante braço desta divisão é a distribuição dos filmes. Até pouco tempo eles eram distribuídos através do selo Buena Vista, que foi substituído pelas empresas Walt Disney Studios Motion Pictures International, que distribui os filmes para serem exibidos em cinemas, e a Walt Disney Studios Home Entertainment, responsável pela distribuição dos filmes para as locadoras e para a venda final ao consumidor. Em 2012 essa divisão faturou US$ 5.82 bilhões.


Walt Disney Parks and Resorts: Divisão que gerencia, constrói e planeja os parques temáticos e resorts do grupo DISNEY, que em 2012 faturou US$ 12.9 bilhões:
→ Disneyland Resort (Califórnia)
→ Walt Disney World Resort (Orlando)
→ Tokyo Disney Resort
→ Disneyland Paris Resort
→ Hong Kong Disneyland Resort
→ Disney Cruise Line


Disney Consumer Products (DCP): A divisão de produtos ao consumidor da DISNEY é um dos segmentos mais lucrativos da empresa. Não é de hoje, que todos os filmes, e respectivamente seus personagens, são criados de acordo com a demanda de produtos (roupas e acessórios, brinquedos, DVD e CD, produtos de beleza, alimentos, bebidas, joias, objetos de decoração, produtos para festas, materiais escolares, livros e revistas, jogos eletrônicos, utensílios domésticos e produtos eletrônicos) e a possibilidade de uma linha extensa. A divisão também é responsável por todos os produtos comercializados nos parques temáticos. As origens da divisão remontam ao ano de 1929 quando Walt Disney pessoalmente licenciou por US$ 300 a imagem do Mickey Mouse para utilização em um bloco de papel de anotações para crianças. Em 1932, Herman Kay Kamen, um velho amigo de Walt e Roy, encarregou-se do que então se transformaria na Disney Licensing, preparando o padrão industrial. Logo Mickey estava estampado em bonés, camisetas, sacolas e uma série infindável de produtos que deram um enorme impulso às atividades de promoção de vendas e de publicidade a empresa. O novo negócio abriu horizontes financeiros para a DISNEY, e a cada ano mais de US$ 2 milhões engordavam os cofres da empresa. Atualmente esta divisão abrange mais de 90 países e atingiu, em 2012, mais de US$ 40 bilhões em vendas ao consumidor, trazendo para os cofres da empresa US$ 3.25 bilhões. As principais e mais importantes linhas de licenciamento são Disney Princess, Mickey Mouse, Disney Fadas, Winnie the Pooh e Cars. Também faz parte desta divisão o disneystore.com (portal eletrônico de compras da DISNEY).


Media Networks: Divisão responsável por canais de televisão (abertos e a cabo), estações de rádio (72 estações nos Estados Unidos incluindo a Radio Disney, que entrou no ar pela primeira vez no dia 18 de novembro de 1996; ESPN Radio e ABC News Radio), publicações e negócios da Internet. Fazem parte desta divisão a família de canais da rede ABC (American Broadcasting Company), segunda maior rede de televisão aberta dos Estados Unidos e responsável por séries de sucesso como Lost, Desperate Housewives e Ugly Betty; os canais infantis Disney Channel, Disney Junior (canal infantil com programação inteiramente didática e interativa, que antigamente era conhecido como Playhouse Disney), Disney Cinemagic (canal infanto-juvenil voltado para os clássicos de maior sucesso e os melhores filmes Disney, com forte presença na Europa) e Disney XD (canal pago para um público de 4 a 14 anos, que até 2009 era conhecido como Jetix); os canais de entretenimento A&E Television Networks, History, The Biography Channel e SoapNET; e os canais esportivos ESPN (atualmente composto por mais de 10 canais pagos). Esta divisão foi responsável por aproximadamente US$ 19.5 bilhões do faturamento da empresa em 2012.


Disney Interactive: Esta divisão é formada pela DISNEY INTERCATIVE GAMES, criada em 1986 e responsável pelo desenvolvimento de jogos eletrônicos para videogame e mídias sociais, cujo primeiro game lançado foi Kingdom Hearts em 2002, e que mais recentemente estreou o Disney Universe, onde é possível explorar seis diferentes mundos inspirados no fantástico universo da Disney e da Pixar, onde pela primeira vez estam juntos Mickey Mouse, Nemo, Rei Leão, Stitch, Alice no País das Maravilhas, entre outros. Outro grande sucesso recente é o Epic Mickey, um jogo onde cabe ao jogador decidir como Mickey se comportará: se ele será bonzinho e polido, como de costume, ou egoísta e até mau. O jogador deve guiar o ratinho por uma terra habitada por personagens criados pela DISNEY ao longo de sua história, mas que, por alguma razão, não fizeram sucesso e hoje se ressentem da fama que Mickey parece não querer dividir. Armadilhas criadas a partir de atrações dos parques temáticos da empresa também compõem o cenário do jogo. A DISNEY INTERACTIVE MEDIA (responsável pela criação e administração de conteúdo para Internet e mídias sociais) também faz parte desta divisão, que apesar de ter faturado US$ 845 milhões em 2012, é a única que dá prejuízos ao grupo.


Cada uma dessas ramificações acima, no entanto, é formada por mais uma sequência de empresas que trabalham com diferentes funções:
Disney Publishing Worldwide: maior editora de livros e revistas infantis do mundo, esta divisão é formada pelas editoras Disney Libri, Hyperion Books for Children (que publicou seu primeiro livro no dia 26 de setembro de 1991), Jump at the Sun, Disney Press e Disney Editions. Seus livros e revistas (mais de 250 títulos), disponíveis em 75 idiomas diferentes, são comercializados em mais de 85 países ao redor do mundo, atingindo mais de 100 milhões de leitores. Anualmente esta divisão é responsável pela comercialização de 441 milhões de revistas infantis e 250 milhões de livros. Além disso, em setembro de 2009, esta divisão lançou o Disney Digital Books, site que contém mais de 600 livros digitalizados e divididos de acordo com o nível de leitura das crianças (entre 3 e 12 anos). Além das histórias do Mickey, estão disponíveis livros dos personagens de Piratas do Caribe, Cinderela, Mickey, Pato Donald, Toy Story, Cars, Hannah Montana e muitos outros. Os livros estão divididos em cinco níveis - de iniciantes aos que estão prontos para ler um capítulo inteiro. Há ainda uma opção para que as crianças escutem suas histórias favoritas serem lidas (gravadas por atores e acompanhadas de música). A assinatura para ter acesso ao conteúdo do site custa US$ 8.95 mensais ou US$ 79.95 por ano.


The Walt Disney Internet Group (WDIG): Divisão responsável por distribuir conteúdo de entretenimento da DISNEY para novas plataformas como Internet e comunicação móvel (celulares e tablets). Essa divisão é responsável pelo Disney.com (que foi ar pela primeira vez no dia 22 de fevereiro de 1996), Family.com, Movies.com e mDisney mobile (estúdio responsável por produzir conteúdo para plataformas móveis).
Disney Music Group: Criada em 1998 com o nome Buena Vista Music Group, esta divisão reúne gravadoras subsidiárias da empresa como a Walt Disney Records (cujas origens datam de outubro de 1949), Mammoth Records, Buena Vista Records e Hollywood Records, responsáveis pela distribuição e comercialização das trilhas oficiais dos filmes, desenhos e dos parques.
Disney Theatrical Group (também conhecida como DISNEY ON BROADWAY): Divisão responsável pela produção de peças e espetáculos teatrais e musicais como Disney Live Family Entertainment e Disney on Ice (onde o elenco se apresenta ao vivo em pistas de gelo, que na maioria das vezes são instaladas em ginásios e campos cobertos), cujos mais recentementes espetáculos, Toy Story 3, estreou em solo americano no ano de 2010. É uma das maiores produtoras de peças da Broadway no mundo, que trouxe para seus shows um público fiel de parques de diversão e filmes infantis, fazendo com que seus musicais fizessem parte do circuito familiar, educando assim gerações e platéias. A divisão fundada em 1993 sob a direção de Thomas Schumacher estreou no dia 18 de abril de 1994 com o espetáculo musical A Bela e a Fera na Broadway (durante 13 anos a peça foi assistida por mais de 24 milhões de pessoas). Depois disso, muitos outros sucessos vieram como o Rei Leão (estreou no dia 13 de novembro de 1997 e recebeu 6 Prêmio TONY), que arrastou mais de 63 milhões de espectadores em 15 países dos cincos continentes; Aida (estreou no dia 23 de março de 2000), um lindo espetáculo baseado na obra de Giuseppe Verdi que realizou ao longo de quatro anos 1.852 apresentações; Mary Poppins (2004), que arrastou 9.3 milhões de espectadores; Tarzan (2006); e mais recentemente A Pequena Sereia, que teve sua pré-estréia no dia 3 de novembro de 2007, e Peter and The Starcatcher, obra baseada na história do Peter Pan, que estreou em 2009. Além de produzir musicais, essa divisão licencia direitos de montagem de mais de 12 espetáculos DISNEY às escolas, grupos comunitários e teatros profissionais para que atingem mais de 10 milhões de pessoas em 50 países, através da Music Theatre International.


Walt Disney Creative Entertainment: A empresa, criada em 2000 e afiliada a Walt Disney Imagineering, é a responsável por todos os shows, queimas de fogos e paradas de todos os parques da DISNEY no mundo, incluindo os navios temáticos. Outra importante atribuição é trazer vida aos personagens criados pelos estúdios e que serão procurados pelos visitantes em todos os parques. Dentre as mais recentes criações, encontram-se o Finding Nemo: The Musical e Magic, Playhouse Disney – Live on Stage!, e os shows de fogos e artifícios da Pirates and Princes Party, Wishes e do incrível World of Color.
Disney Vacation Club: Clube de férias DISNEY criado em outubro de 1991 que conta atualmente com mais de 400 mil membros no mundo inteiro e doze resorts (nove deles localizados dentro dos complexos de Orlando e da Califórnia, além do Disney’s Hilton Head Island Resort na Carolina do Sul, Disney’s Vero Beach Resort em Vero Beach na Flórida e o novíssimo Aulani, um paradisíaco resort em Honolulu no Havaí), além de outros 500 hotéis e resorts no mundo inteiro, que dá direito ao associado o compartilhamento de tempo entre hotéis (conhecido como timeshare). Este clube oferece, através de um pagamento anual, inúmeros benefícios e descontos nas empresas do grupo.


Adventures by Disney: É uma espécie de agência de viagens, oferecendo pacotes exclusivos para grupos, e com guias especializados, para 25 destinos que incluem clássicos como fantásticos castelos da Europa, o Grand Canyon, Alasca, o Parque Nacional de Yellowstone, as Ilhas Galápagos, os Alpes Suíços, as ilhas gregas, safaris na África do Sul ou cidades exóticas da Ásia, Austrália e Egito, mas sempre com o estilo e a magia DISNEY. Realizou sua primeira excursão no dia 15 de junho de 2005, oferecendo dois destinos Wyoming e Havaí.


Disney Store: Rede de lojas da DISNEY que vendem uma infinidade de produtos da marca. Atualmente a rede conta com mais de 211 unidades espalhadas somente pelos Estados Unidos e Canadá. A primeira unidade foi inaugurada no dia 28 de março de 1987 na cidade de Glendale na Califórnia. No mundo inteiro são 360 lojas, algumas localizadas em endereços famosos como a Avenida Champs-Élysées, no coração de Paris, e a Regent Street em Londres. Existem ainda unidades na Dinamarca, Espanha, Itália, Portugal, Irlanda, Bélgica, Japão (cuja primeira unidade foi inaugurada em 1992 e atualmente existem 40 lojas) e Hong Kong. A empresa possui ainda as enormes lojas World of Disney, que vendem os mesmos produtos exclusivos encontrados nos parques. Atualmente existem três dessas unidades: uma localizada no Downtown Disney de Orlando (a maior loja DISNEY do mundo), outra no Downtown Disney da Califórnia, e a terceira no Disney Village, em Disneyland Resort Paris. Essa divisão ainda é responsável pelo disneystore.com (exclusivo comércio eletrônico da DISNEY). Recentemente, no início de novembro de 2010, a empresa inaugurou uma enorme loja de aproximadamente 2.000 m² em plena Times Square em Nova York. Com dois andares, o espaço tem suvenires temáticos inspirados em ícones da cidade americana, um castelo com espelho mágico e painel digital suspenso a mais de 20m de altura na fachada.


DisFriends: A rede social da DISNEY, onde os visitantes podem criar um perfil e ter acesso a vários serviços como compartilhar fotos, participar de fóruns, encontrar pessoas com gostos parecidos e fazer novas amizades. Disponível apenas na língua inglesa, por enquanto, o portal pode ser acessado por pessoas de todo o mundo, que podem se cadastrar também. Essa iniciativa foi realizada pela Trent Schwartz, a mesma empresa que em 1997 foi responsável por colocar no ar o MagicMusic.net, que cuida da preservação da memória musical da DISNEY.
D23 (www.Disney.com/D23): A primeira comunidade oficial para fãs da DISNEY criada após 85 anos de história da empresa foi lançada oficialmente no dia 10 de março de 2009. Através da D23 (onde a letra D representa DISNEY e o número 23 o ano de fundação da empresa – 1923), os fãs têm acesso aos bastidores da empresa podendo experimentar toda a nostalgia, aventura e fantasia da DISNEY como nunca antes. Junto com a comunidade oficial foi lançada também, no mês de março de 2009, uma publicação trimestral (Disney twenty-three) e uma nova linha de artigos colecionáveis, The Walt Disney Archives Collection, criada especialmente para os membros do D23. Além disso, é responsável pela realização da D23 Expo, evento, que estreou em 2009, e recebe aproximadamente 40.000 pessoas a cada edição, realizado para a comunidade dos fãs da DISNEY no Anaheim Convention Center. Além da exposição de alguns itens cenográficos que estiveram presente em alguns clássicos da empresa, a D23 apresenta também palestras, presença de convidados especiais (incluindo algumas celebridades), exibição de filmes e prévias especiais, além de curiosidades sobre os parques temáticos DISNEY e do mundo da animação nas últimas oito décadas.


Além de tudo isso a DISNEY é proprietária ainda do restaurante temático ESPN Zone (cuja primeira unidade foi inaugurada no dia 12 de julho de 1998 na cidade de Baltimore; e que hoje conta apenas com restaurantes em Los Angeles e Anaheim) e do site Club Penguin (mundo virtual nos moldes do Second Life voltado para crianças que foi ao ar pela primeira vez em 24 de outubro de 2005 e foi adquirido pela DISNEY no dia 1 de agosto de 2007). Recentemente a DISNEY lançou uma série de produtos que trazem à vida os personagens e o ambiente do Club Penguin, um mundo virtual coberto de neve onde as crianças podem se divertir com jogos e interagir com seus amigos sob a forma de avatares de pinguins coloridos, orientado por um forte compromisso com a segurança. A linha de brinquedos inclui bichos de pelúcia, bonecos e outros produtos que vêm com um código para destravar itens on-line. Também estão disponíveis objetos de decoração para casa, livros e jogos para videogames. Em setembro de 2011 o Club Penguin superou a marca de 150 milhões de usuários em mais de 225 países do mundo, que participam do “mundo gelado” em português, inglês, francês, espanhol, alemão e chinês.


O talentoso Eisner
O reinado de Michael Eisner, segundo mandato mais longo como CEO após Walt Disney e como chefe executivo após Roy O. Disney, teve início no dia 23 de setembro de 1984, época em que a DISNEY atravessava uma crise enorme e estava a beira da falência. Tudo porque a administração tinha investido errado, ou melhor, a empresa era conservadora demais. Os parques não recebiam investimentos para novas atrações, os estúdios produziam filmes fracos e a animação não era uma linha de montagem como nos dias de hoje. Até meados dos anos 80, a DISNEY só conseguia produzir um longa-metragem animado por vez. Muito diferente dos dias atuais onde é possível fazer três filmes animados ao mesmo tempo. Sem novas atrações, a visitação nos parques caiu drasticamente. A nova equipe de executivos, que além de Michael Eisner (então presidente da Paramount), contava com Frank Wells (ex-presidente da Warner), começou a fazer uma verdadeira limpeza na empresa. O resultado de sua gestão já podia ser visto no filme “O Rei Leão”. Explicando melhor: um filme como este pode gerar mais lucro se forem lançadas séries na televisão, atrações nos parques temáticos, um musical na Broadway, brinquedos e jogos para as crianças, roupas e acessórios para adultos, além do mercado de vídeo e o fonográfico. Na primeira década no comando da DISNEY, Michael conseguiu uma produtividade fenomenal em todos os segmentos da empresa, fazendo com que a DISNEY voltasse a ser grande e crescesse em um ritmo alucinante. E o melhor: os lucros estavam de volta. Porém, em 1994, um duro golpe causou outra enorme crise na empresa: a morte inesperada, em um acidente de helicóptero, do vice-presidente Frank Wells. Começava então uma guerra para sucedê-lo.


Após uma batalha feroz pelo comando da empresa, Michael Eisner conseguiu colocá-la no rumo novamente. Ele apostou na revitalização dos parques já existentes e na criação de novos; na massificação via VHS, em um primeiro momento, e DVD, depois, de todo o invejável patrimônio de títulos da companhia (Cinderela, Pinóquio, Fantasia, dentre muitos outros); investiu em novas e bem-sucedidas produções; e foi ousado em aquisições comprando o controle da rede ABC em 1996, mais a ESPN, e outros canais de televisão que vieram no pacote da CAPITAL CITIES/ABC. A próxima década seria marcada por uma administração de muitos resultados, mas também de enormes erros. E no meio de tudo isso estava um Michael Eisner egocentrista, tomando decisões polêmicas como quando mandou que o sexo da protagonista original do filme O Galinho Chicken Little fosse mudado de garota para garoto. Isso já com boa parte do filme montado em storyboards. Além de todas as decisões equivocadas, ainda veio o turbilhão de demissões, fechamento de estúdios, e o treinamento (muitas vezes traumático) dos veteranos artistas na animação computadorizada. Apesar das confusões que culminaram com sua saída do comando do Grupo DISNEY no dia 1 de outubro de 2005, duas semanas depois da inauguração da Disneylândia de Hong Kong, após muitas brigas com Roy Edward, que ficaram famosas pela campanha do sobrinho de Walt no site SaveDisney.com e no livro DisneyWar, e graves desentendimentos com Steve Jobs (então dono da Pixar), Michael Eisner foi um dos mais importantes executivos na história da DISNEY, onde realizou um espetacular trabalho de recuperação e reposicionamento de uma empresa lendária no decorrer de 21 anos. Mesmo com um desempenho mais fraco nos últimos anos saiu aplaudido de pé pelos acionistas e com um patrimônio pessoal próximo de bater no primeiro bilhão de dólares, a maior parte decorrente dos bônus/prêmios pelos sucessos e resultados alcançados.


A grande verdade é que Michael Eisner, de fato, salvou a DISNEY do colapso na década de 80. E transformou uma simples empresa com estúdio e parques em um gigante conglomerado de mídia. Quando assumiu o comando, a empresa faturava apenas US$ 1 bilhão por ano, valor que em 2004 saltou para US$ 30 bilhões, possuía 28 mil funcionários, parques temáticos, 2.500 quartos de hotel e 158 filmes no acervo. Seu “reinado” foi o período de maior crescimento da empresa: foram inaugurados mais parques temáticos pelo mundo, lançados filmes de imenso sucesso, entre muitas outras realizações. Ao sair da DISNEY, deixou uma companhia com 129 mil funcionários, 11 parques temáticos, 35 mil quartos de hotel, 900 filmes no acervo, e ainda dois navios para cruzeiros, 16 peças de teatro e 11 canais a cabo.


As celebrações mágicas
As temáticas campanhas globais da DISNEY têm trazido ótimo retorno para os parques e o objetivo é criar novas campanhas de tempos em tempos como aconteceu em 1º de outubro de 1999 quando foi dado início a Millenium Celebration, dedicada à virada do milênio. Centrada no EPCOT, apresentou muitas novidades e eventos especiais. Outra comemoração ocorreu em 1º de outubro de 2001, quando teve início a 100 Years of Magic, que celebrava os 100 anos de Walt Disney. A celebração The Happiest Celebration on Earth (A comemoração mais feliz da terra) que durou 18 meses, de 5 de maio de 2005 até metade de 2006, foi criada em comemoração aos 50 anos da Disneylândia da Califórnia. Esta celebração foi realizada em todos os parques DISNEY ao redor do mundo.


A comemoração Year of a Million Dreams (Ano de um Milhão de Sonhos) começou no dia 1 de outubro de 2006 e durou até o final de 2008. Essa celebração aconteceu apenas nos parques dos Estados Unidos e serviu para fortalecer a campanha de marketing dos parques da DISNEY: onde os sonhos se tornam realidade (Disney Parks: Where Dreams Come True). A celebração dava enfoque aos Membros do Elenco (Cast Member) que a própria DISNEY passou a chamar de “Realizadores de Sonhos” (Dreamakers). Nessa celebração os membros do elenco distribuíam prêmios que variavam desde balões, chapéus, bottons, a oportunidade de entrar no MAGIC KINGDOM duas horas antes, pernoitar na suíte do castelo da Cinderela, Fast Pass para o dia inteiro (que permite furar filas nas atrações) e até mesmo conhecer todos os parques DISNEY pelo mundo.


A premiada fotógrafa Annie Leibovitz foi contratada para uma enorme campanha de divulgação em todo o mundo. Scarlett Johansson encarnava Cinderela. David Beckham era o príncipe Phillip, de A Bela Adormecida, e Beyoncé Knowles a Alice no País das Maravilhas, com a participação de Lyle Lovett, como a Lebre de Março, e Oliver Platt, como o Chapeleiro Louco. O clima de magia e de celebração ajudava nas vendas, mas a DISNEY apostou na diversidade e criou novas atrações e novidades em hotéis e cruzeiros para que os fãs voltassem e quem não conhecesse ficasse ainda mais instigado a visitar seus parques no mundo todo.


Na segunda fase da campanha a cantora Jennifer Lopes e seu marido, o ator Marc Anthony, encarnaram a princesa Yasmin e Aladin; Scarlett Johansson se transformou em Cinderela; Rachel Weisz como Branca Neve; enquanto a modelo Giselle Bündchen (primeira foto abaixo) entrou na pele de “Wendy”, personagem de Peter Pan. Também participaram as atrizes Jessica Biel, Whoopi Goldberg, e o bailarino Mikhail Baryshnikov, vestidos respectivamente de Pocahontas, “Gênio” da lâmpada e Peter Pan.


A campanha da DISNEY, que entrou em vigor a partir de 1 de janeiro de 2009, tinha como tema a frase What Will You Celebrate? (O que Você irá Celebrar?). No período de um ano, que acabou sendo estendido até o final de 2010, qualquer convidado que visitasse os parques da DISNEY na data do seu aniversário estava isento de pagar ingresso, bastando para isso apresentar um documento de identificação (passaporte) para demonstrar a data de nascimento. A decisão foi baseada no fato de que há muitos anos a DISNEY vinha observando que era uma tendência entre os visitantes retornarem aos seus parques temáticos para celebrarem ocasiões importantes das suas vidas, e também para “fugir” do estresse do dia a dia.


Assim, além do ingresso gratuito para os aniversariantes, outras novidades foram preparadas com o objetivo de auxiliar a todos os seus convidados que estavam celebrando alguma ocasião especial na sua vida. Entre elas estavam as Street Parties, comemorações interativas realizadas no parque MAGIC KINGDOM e também na Disneylândia; Tomorrowland Party, festas com muita música e dança, realizadas na área temática do MAGIC KINGDOM denominada Tomorrowland; Park Décor, onde todos os parques foram decorados com faixas, balões e outros elementos comemorativos; e Bottons, que continuaram a ser distribuídos aos convidados para auxiliar os membros do elenco a reconhecerem qual ocasião importante da vida seu portador estava comemorando. O objetivo da DISNEY era tornar a viagem desses convidados “inesquecível” através da campanha “What Will You Celebrate?”.


A campanha intitulada “Let the Memories Begin” e que começou no dia 1 de janeiro de 2011, transformava os convidados, todas as noites, nas estrelas do espetáculo quando suas fotos tiradas ao longo do dia no parque eram projetadas no Castelo da Cinderela ou na atração “It’s a small world”. Nesses dois lugares, os fotógrafos do Disney PhotoPass fotografavam os convidados – a memory in the making – e 500 delas eram utilizadas a cada dia no espetáculo. Uma nova canção para o evento dava o tom e toda a sensibilidade que o espetáculo merecia, enquanto as imagens eram projetadas. Esta experiência inovadora celebrava as recordações das viagens em família para os parques da DISNEY. Afinal, não existe maneira mais acertada para se criar recordações em família que irão perdurar para sempre do que passar férias nos parques mágicos da DISNEY. Isto porque, o Walt Disney World é o destino turístico preferido em todo o mundo, e em nenhum outro lugar são tiradas tantas fotos e gravados tantos vídeos. Ou seja, em nenhum outro lugar criam-se tantas memórias e recordações para serem compartilhadas. Do primeiro encontro com a princesa, passando pela emoção de estar com Mickey Mouse até a emoção da queda na atração Splash Mountain, a DISNEY estava em busca de vídeos e fotos que tenham capturado essas experiências que jamais serão esquecidas. Além das projeções, os convidados também se tornaram estrelas da campanha “Call for Memories” nos comerciais de televisão, publicidade online e revistas, mostrando o poder das recordações. Esta campanha, que durou até o final de 2012, investiu forte em Consumer Generated Content (CGC), que nada mais é do que a prática de utilizar o conteúdo gerado pelos consumidores na comunicação. A campanha foi estrelada por astros como Penelope Cruz (a Bela), Jeff Bridges (a Fera), Queen Latifah (Úrsula de A Pequena Sereia), Alec Baldwin (o espelho mágico) e Olivia Wilde (a bruxa da Branca de Neve).


Para 2013 a empresa anunciou a campanha Limited Time Magic (Magia por Tempo Limitado), que oferece surpresas nos parques e resorts, como o próprio nome diz, apenas por um período específico. São experiências diferentes e mágicas, que se sucedem e desaparecem quando a seguinte inicia. A campanha terá duração de 52 semanas. Para marcar o lançamento oficial desta nova campanha, uma dessas surpresas foi montada em Times Square, em Nova York, em frente à loja da DISNEY: uma versão de gelo do Castelo da Cinderela, símbolo do Magic Kingdom. O castelo tinha sete metros altura, dois de profundidade e quatro metros de largura. Foram usadas 20 toneladas de gelo, em 37 pedaços. A empresa divulgou alguns exemplos do que os visitantes podem esperar nos parques. Na experiência True Love, por exemplo, durante a semana do Dia dos Namorados (Valentine Week, em fevereiro), haverá menus especiais nos restaurantes, os príncipes circularão com suas princesas (geralmente só elas aparecem nos parques) e haverá produtos e decoração exclusivos para essa semana. Na semana seguinte, tudo desaparece. E começa nova experiência por tempo limitado. Também haverá o Long Lost Friends Week (Semana dos Amigos “Perdidos”), que levará aos parques personagens menos conhecidos ou que há muito tempo não são vistos, como Flik (a simpática formiguinha azul), a vaca Clarabela, o ratinho Remy (do filme Ratatouiile), Tweedle Dee e Tweedle Dum (os gêmeos anões de Alice no País das Maravilhas). Os visitantes poderão votar on-line em que personagens querem ver nos parques. Para anunciar a surpresas da semana, a DISNEY utilizará seus sites e redes sociais mantendo o visitante sempre atualizado do que irá acontecer nos parques e resorts.


Campanhas que fizeram história
Talvez nenhuma outra campanha tenha mostrado o espírito e alma do universo mágico da DISNEY como essa criada pela agência Leo Burnett de Chicago em 2001. Intitulada “Magic Happens” (A magia acontece), era composta por quatro comerciais de televisão que mostravam com simplicidade e uma poesia maravilhosa como os clássicos DISNEY estão incorporados na cultura popular e em nossas vidas. Dirigidos por ninguém menos que Jon Pytka, responsável pelo longa-metragem Space Jam e mais de cinco mil comerciais para as maiores corporações do planeta, não anunciavam nenhum produto, mas sim toda uma marca: a imagem corporativa da DISNEY. Clique no vídeo abaixo para assistir a um dos filmes da campanha. Ou acesse o nosso canal oficial do Youtube para assistir à todos os filmes desta fantástica campanha.

 

A evolução visual
A identidade visual corporativa da empresa passou por algumas alterações ao longo dos anos, mas sempre manteve a mítica caligrafia da assinatura de Walt Disney.


A identidade corporativa do complexo WALT DISNEY WORLD também passou por alterações ao longo dos anos.


Os slogans
Where the magic began. (Disneyland Park)
The World of Yesterday, Tomorrow, and Fantasy. (Disneyland California)
Where magic lives. (Walt Disney World Resort Florida)
There’s magic at work. (Disneyland Hong Kong)
The Kingdom of Dreams and Magic. (Tokyo Disneyland)
Where Adventure and Imagination Set Sail. (Tokyo Disney Sea)
Come, live the magic! (Disneyland Resort Paris)
Limited Time Magic. (2013)
Let the Memories Begin. (2011)
The Happiest Memories On Earth! (2010)
What Will You Celebrate? (2009)
The Year of a Million Dreams. (2008)
Make the dream come true. (2006)
Magic Happens. (2003)
The Happiest Place on Earth. (2001)
I’m going to Disneyland! (1987)


Dados corporativos
● Origem: Estados Unidos
● Fundação: 16 de outubro de 1923
● Fundador: Walt e Roy Disney
● Sede mundial: Burbank, Califórnia
● Proprietário da marca: Walt Disney Company
● Capital aberto: Sim (2 de abril de 1940)
● Chairman, CEO & Presidente: Bob Iger (Walt Disney Company)
● Chairman: Andy Bird (Walt Disney International)
● Chairman: Alan Horn (Walt Disney Studios)
● Presidente: Bob Chapek (Disney Consumer Products)
● Chairman: Thomas Staggs (Walt Disney Parks and Resorts)
● Faturamento: US$ 42.2 bilhões (2012)
● Lucro: US$ 5.68 bilhões (2012)
● Valor de mercado: US$ 89.5 bilhões (janeiro/2013)
● Valor da marca: US$ 27.438 bilhões (2012)
● Lojas: 360 (Disney Stores)
● Parques temáticos: 14
● Visitantes: 121.4 milhões (2011)
● Presença global: + 180 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 166.000
● Segmento: Entretenimento e mídia
● Principais produtos: Parques temáticos, filmes, canais de TV e hotéis
● Concorrentes diretos: Universal Studios, Sea World, Busch Gardens, Dreamworks, MGM, Discovery Kids e Nickelodeon
● Outros negócios: Disney Channel, ABC e ESPN, Pixar, Marvel e Lucas Film 
● Ícones: Walt Disney e Mickey Mouse
● Slogan: Limited Time Magic.
● Website: www.disney.com 

O valor
Segundo a consultoria britânica Interbrand, somente a marca DISNEY está avaliada em US$ 27.438 bilhões, ocupando a posição de número 13 no ranking das marcas mais valiosas do mundo. A empresa também ocupa a posição de número 66 no ranking da revista FORTUNE 500 de 2012 (empresas de maior faturamento no mercado americano).

A marca no mundo
A WALT DISNEY COMPANY, que adotou este nome oficialmente no dia 6 de fevereiro de 1986, possui nada menos que 22 empresas incluindo hotéis, estúdios cinematográficos, parques temáticos, empresas de licenciamento de produtos, canais de televisão, agências de viagens, lojas, entre outras. A divisão responsável pelos parques e resorts responde por 30% do faturamento superior a US$ 42 bilhões. Os parques temáticos da DISNEY receberam mais de 121.4 milhões de visitantes em 2011. Entre os 10 parques temáticos mais visitados do mundo, os oito primeiros são do Grupo DISNEY. A divisão de licenciamento de produtos (Disney Consumer Products) gera receitas globais de US$ 3.25 bilhões, além de possuir 360 lojas próprias, chamadas DISNEY STORES, e parcerias com varejistas de brinquedos em todo o mundo.

Você Sabia?
Walt Disney tinha por hábito almoçar na sua própria mesa de trabalho, sendo que a sua refeição favorita era “chili and beans”, suco de tomate e bolacha água e sal.
Walt Disney sabia como ninguém o verdadeiro significado da palavra sonho e dizia que não dormia para descansar, e sim para sonhar.
A DISNEY é a segunda marca de maior valor social do mundo, de acordo com um estudo realizado em novembro de 2011 pela consultoria de mídia social Sociagilitye. O levantamento também revelou que a DISNEY era a única empresa de mídia a figurar no top 50.
No Brasil, a única vez que o filme “A Branca de Neve e os Sete Anões” foi exibido na televisão aberta aconteceu na Sessão de Sábado, da Rede Globo, no dia 25 de dezembro de 2010 (72 anos depois de sua estreia nos cinemas brasileiros). O filme foi exibido como um especial de fim de ano da emissora.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Time, Veja, Isto é Dinehiro e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas), sites (viajandoparaorlando.com e wdwnews.com), livro “A magia do Império Disney” (da autora Ginha Nader), Kadu Dias (Publisher & Founder do Mundo das Marcas, que há mais de 20 se dedica a pesquisar e estudar a Walt Disney Company) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 14/1/2013

11 comentários:

Anônimo disse...

Estou oficialmente chocado com o tamanho e quantidade de conteúdo desse post.

Surreal.

Surreal.

Surreal.

Parabéns!!!!!!!!!!!!!!!!

Thiago disse...

chato.

E olha q leio todos.
Nem tudo q é completíssimo é interessante.

De qq forma, o blog é mto bom.

Anônimo disse...

Parabéns pelo Blog. Está fantastico. Apenas uma dica: de foco no que é importante nesta novo "layout" de post. O da disney ficou muito, mas muito grande! Acho que se você fizesse um post com a metade do tamanho iria ficar ótimo, com um conteudo extremamente completo. Eu sempre leio tudo, visito bastante o teu blog, e confesso que ficou um pouco cansativo de ler sobre a Disney. Achei que tinha muito texto. Mas confesso que adorei os vídeos, fotos, etc. Dá uma dinamica diferente na abordagem, muito boa por sinal.

Teu site não é 10, é 12! Sucesso e continue fazendo um ótimo trabalho, boa sorte nesta nova etapa.

Marcelo Barros
Curitiba - Paraná

Jean C. disse...

Olá... Um post muito bom!
Mas também venho lhe dar um "toque": Onde está a marca Jean Paul Gaultier? o.O'
E outra, o título do poste da marca Dior... Acho que deveria ser mudado para Christian Dior já que realmente o nome da grande grife francesa é esse: Christian Dior.
Abraços e muito sucesso! =)

Mauro Segura disse...

Espetacular o seu post. Tenho que confessar que devorei o texto integralmente. Aprendi muuuuito. O blog também ficou mais divertido e interessante. Enfim, parabéns por tudo. Seu blog é uma fonte de consulta constante prá mim. Tenho também um blog onde comento sobre comunicação e empresas... www.aquintaonda.blogspot.com
Abraços. Mauro Segura.

jaderbh disse...

Putz, muito bom o blog mas confesso que não tive a coragem necessária para ler todo o texto desta matéria da Disney.

Mas é isso aí, tá completíssimo. Parabéns pelo empenho e trabalho.

[]'s

Viajando para Orlando disse...

Quero encarecidamente agradecer a citação do meu website - Viajando para Orlando (www.viajandoparaorlando.com).

Um forte abraço,
Luiz Carlos Pantoja Filho ºoº

marciomdm disse...

Muito bom!!!

Tem que ser completo mesmo... certas informações são difíceis de encontrar e aqui está tudo perfeito.

Parabéns!!!!

antonio junior disse...

vc esqueseu de colocar o numero de paises em que a disney se faz presente

vmme disse...

Excelente!! Nao liga para essas pessoas que nao gostam de ler, a riqueza de informações está perfeita, quem nao for fã da Disney nao precisa ler. Adorei o blog, tenho passado muito tempo nele.

victor_dutra29 disse...

MAGNÍFICO! DIGNO DE OSCAR.