9.6.08

MÉDECINS SANS FRONTIÉRES

Epidemias. Terremotos. Tufões. Guerras civis. Inundações. São em cenários como esses que os profissionais da organização MÉDICOS SEM FRONTEIRAS atuam, proporcionando que milhões de pessoas tenham ao menos uma chance de sobrevivência. Seus voluntários levam socorro às populações em perigo e às vítimas de catástrofes de origem natural ou humana e de situações de conflito, sem qualquer discriminação racial, religiosa, filosófica ou política. Trabalhando com neutralidade e imparcialidade, os MÉDICOS SEM FRONTEIRAS reivindicam, em nome da ética médica universal e do direito à assistência humanitária, a liberdade total e completa do exercício da sua atividade.
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A história
A organização MÉDECINS SANS FRONTIÉRES (chamada no Brasil de Médicos Sem Fronteiras) foi criada em 20 de dezembro de 1971 por um grupo de jovens médicos franceses (conhecidos então como French Doctors), liderados pelo médico francês Bernard Kouchner, e jornalistas, liderados por Raymond Borel, editor chefe do jornal médico TONUS, que, em sua maioria, tinham trabalhado como voluntários da Cruz Vermelha em Biafra, região da Nigéria, que, no final dos anos 60, estava sendo destruída por uma guerra civil brutal. Enquanto trabalhavam para socorrer as vítimas do conflito, eles perceberam que as limitações da ajuda humanitária internacional da época eram fatais. Para tratar dos doentes e feridos era preciso esperar por um entendimento entre as partes em conflito ou pela autorização oficial das autoridades locais. Além do emperramento burocrático, os grupos de ajuda humanitária não se manifestavam diante dos fatos testemunhados.
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Ao retornarem à França, estimaram que a política de neutralidade e de reserva da Cruz Vermelha havia sido um erro, e que era necessária a criação de uma associação que aliasse ajuda humanitária e ações de sensibilização junto à mídia e às instituições políticas. A organização surgiu com o objetivo de levar cuidados de saúde para quem mais precisa, independentemente de interesses políticos, raça, credo ou nacionalidade. Seus fundadores acreditavam que todas as pessoas tinham o direito a tratamento médico, e que essa necessidade era mais importante que as fronteiras nacionais (princípio de ingerência). No ano seguinte, MSF fez sua primeira intervenção, na Nicarágua, após um terremoto que devastou a capital do país, Manágua, matando entre 10 e 30 mil pessoas.
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Ainda nesta década a organização atuou em Honduras, depois da passagem de um furacão em 1974; nos campos de refugiados da Tailândia, em 1975, e no Líbano, em 1976, durante sua primeira missão de guerra. A atuação da organização nos anos seguintes culminou com o recebimento do Prêmio Nobel da Paz em 1999 como reconhecimento do seu combate em favor da ingerência humanitária. Desde esse ano, a organização promove a Campanha de Acesso a Medicamentos Essenciais, visando chamar a atenção para doenças negligenciadas, como a malária, doença de Chagas e a doença do sono, que matam milhões de pessoas a cada ano. Além disso, a Campanha também visa proporcionar o acesso a medicamentos para tratamento da AIDS nos países mais atingidos. Neste momento a organização já possuía escritórios regionais em vários países, inclusive no Brasil, onde havia desembarcado no começo da década.
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Atualmente, as principais ações de MSF no mundo são:
+ Campanhas de vacinação;
+ Ações de prevenção de doenças;
+ Assistência a campos de refugiados;
+ Nutrição terapêutica e suplementar;
+ Distribuição de alimentos em regiões em situação de fome aguda;
+ Distribuição de medicamentos;
+ Assistência médica dentro de instalações públicas pré-existentes;
+ Reforma de estruturas de saúde - reabilitação de hospitais e clínicas;
+ Cirurgias;
+ Campanhas de sensibilização da opinião pública;
+ Projetos de saneamento e provisão de água;
+ Construção de hospitais e postos de saúde;
+ Formação de agentes comunitários;
+ Formação de pessoal de saúde;
+ Apoio à reinserção social;
+ Acompanhamento epidemiológico de um país ou região.

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A linha do tempo
1980
Primeiro projeto de longo-prazo, no Afeganistão.
1984
Grande projeto de nutrição intensiva para vítimas da fome na Etiópia.
1985
A organização é expulsa da Etiópia depois de ter denunciado o desvio da ajuda humanitária e a migração forçada das populações locais.
1987
Primeiros projetos médico-sociais em países desenvolvidos, começando pela França.
1989
Lançamento de programas de saúde na Europa Oriental, depois do colapso do bloco comunista.
1991
Primeira intervenção no Brasil, para conter uma epidemia de cólera na Amazônia.
Denuncia a limpeza étnica e crimes contra a humanidade, na Bósnia-Herzegovina.
1994
Presença antes, durante e depois do genocídio em Ruanda.
1996
Vacinação de 4.5 milhões de pessoas contra a meningite, na Nigéria.
1997
Intervenção em epidemia de cólera no Oeste da África.
1998
Assistência e envio de medicamentos e de material médico para as vítimas do furacão que varreu a América Central (Honduras, Nicarágua e Guatemala).
Causou polêmica ao retirar-se da Coréia do Norte, acusando o regime de Pyongyang de malversar a ajuda humanitária vinda do exterior.
1999
Assistência humanitária aos refugiados durante a guerra do Kosovo.
2000
Denuncia a negligência em relação ao povo angolano em meio à guerra entre governo e rebeldes.
2001
Critica a operação pão e bombas durante ataque dos Estados Unidos ao Afeganistão.
2002
Amplia presença em Angola, que, após o fim do conflito de anos, vive a pior crise de desnutrição da África na última década.
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A ajuda em números
A cada ano, cerca de 3.500 médicos da organização MÉDECINS SANS FRONTIÉRES, partem de diferentes países, em direção a quase 400 projetos de ajuda humanitária em mais de 70 países, levando atendimento para mais de 30 mil pessoas diariamente. O trabalho sério da organização realmente salva milhões de vidas anualmente: são cerca de 10 milhões de consultas ambulatoriais; 3 milhões de crianças vacinadas; 43 mil cirurgias de guerra; tratamento para mais de 187 mil casos de desnutrição severa e moderada; quase 60 mil partos; cerca de 50 mil internações; tratamento para casos de malária, HIV/AIDS, tuberculose, sarampo, meningite e cólera; milhões de atendimentos psicológicos; além da distribuição de milhares de kits de higiene e cozinha e lonas plásticas.
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Dados corporativos
● Origem: França
● Fundação:
20 de dezembro de 1971
● Fundador: Bernard Kouchner e Raymond Borel
● Sede mundial:
Genebra, Suíça
● Proprietário da marca: Não possui
● Capital aberto:
Não
● Chairman:
Dr. Francis Varaine
● Presidente: Dr.
Christophe Fournier
● Arrecadação: €568 milhões (estimado)
● Presença global:
80 países
● Presença no Brasil:
Sim
● Funcionários:
1.000
● Voluntários: 27.000 (incluindo 3.500 médicos)
● Segmento: Organização não-governamental
● Principais produtos: Assistência médica e humanitária
● Slogan:
Hope without borders.
● Website:
www.msf.org
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A marca no Brasil
Em 1991, MÉDICOS SEM FRONTEIRAS inicia sua primeira intervenção no Brasil no combate a uma epidemia de cólera na Amazônia, em parceria com o Ministério da Saúde. Depois que a epidemia foi controlada, MSF passou a desenvolver um trabalho de saúde preventiva com tribos indígenas, impulsionada pelo alto índice de mortalidade e morbidade provocadas principalmente pela malária. Nos anos seguintes, a organização implantou vários projetos como em 1996, quando criou o Programa Local de Prevenção a DST/Aids, através da implantação de bancos de preservativos e atividades educativas de prevenção em comunidades carentes do Rio, em parceria com associações de moradores; o Dentemania em 1998, onde realizava um trabalho com crianças de rua e de comunidades carentes, para ensinar, de maneira lúdica, como manter a higiene bucal; e constitui, em 1998, uma rede de médicos voluntários que se preocupam com a questão da exclusão social e oferecem atendimento gratuito à população excluída. O MSF conta atualmente com 4 profissionais internacionais e 45 funcionários brasileiros.
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A marca no mundo
Hoje, mais de 27 mil profissionais, dos quais mais de três mil são médicos, trabalham com a organização internacional não-governamental sem fins lucrativos que oferece assistência à saúde, em casos como conflitos armados, catástrofes naturais, epidemias, fome e exclusão social em mais de 80 países. Cerca de 86% da arrecadação provém de doações particulares, enquanto o restante é proveniente de governos e empresas. Atualmente é a maior organização de ajuda humanitária não governamental do mundo, na área da saúde.
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Você sabia?
A organização, mundialmente conhecida pela sigla MSF (abreviação da frase em francês “MÉDECINS SANS FRONTIÉRES”), também adota os nomes MÉDICOS SEM FRONTEIRAS (no Brasil) e DOCTORS WITHOUT BORDERS (nos Estados Unidos).
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As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).
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Última atualização em 9/5/2009

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