12.6.09

LAVAZZA


A LAVAZZA vem há mais de um século dedicando-se às atividades relacionadas ao café, criando o conceito “Blend de Café” com delicados sabores e aromas. A empresa italiana está reinventando constantemente o modo de comercializar a bebida ao adicionar pitadas de sofisticação, ousadia e bom gosto. Uma grande experiência sensorial, que vai muito além das papilas gustativas. Visão, tato, olfato, tudo o que se sente está no universo do café LAVAZZA. Hoje em dia a marca é o símbolo do café italiano em todo o mundo, a referência privilegiada do estilo de vida e valores daquele país. 

A história 
Tudo começou em 1894 quando aos 25 anos Luigi Lavazza iniciou sua aventura na cidade de Turim na Itália, depois de comprar a “Paissa & Olivero”, uma pequena mercearia que vendia secos e molhados, localizada no centro histórico da cidade. Em 1895 nascia oficialmente a LAVAZZA. No início a atividade comercial era centralizada em uma série de produtos como sopas, bebidas, especiarias, óleos, e obviamente café, que ainda era pouco procurado, mas com a torrefação e a venda prestigiada, acabou por enobrecer a atividade comercial. Em 1900, a LAVAZZA possuía seis funcionários e trabalhava como atacadista para além das fronteiras do país. A curiosidade e os estudos de química levam Luigi a aprender mais sobre o produto que mais o fascina: o café. Em 1910 a empresa cresceu e decidiu direcionar suas atividades principalmente ao café, oferecendo a torrefação de grãos de diversas qualidades e proveniências, inventando pioneiramente o conceito de Blend (arte de misturar cafés de diferentes regiões para obter um produto harmônico e cheio de sabor). Pouco depois, com cerca de 20 funcionários e precisando de espaço para se expandir, a empresa se mudou para o número 10 da Via San Via San Tommaso, que viria a se tornar um endereço ícone para a LAVAZZA.


Durante a Primeira Guerra Mundial a empresa passou por momentos difíceis, mas nunca deixou de funcionar. No começo da década de 1920, Luigi já contando com a ajuda de seus filhos (Mario, Beppe, Maria e Ginetta), decidiu focar as atividades da empresa em apenas três produtos: óleo, açúcar e café. Em 1923, com a introdução de novas embalagens e máquinas de moer elétricas, a marca pode finalmente oferecer cafés embalados e prontos para o consumo, melhorando seu transporte e conservação. Nesta época, a LAVAZZA já figurava em primeiro lugar entre as empresas italianas de importação e torrefação de café. No início da década de 1930 a empresa resolveu mudar seu sistema de vendas: nessa época um pequeno caminhão carregado com café fresco visitava potenciais clientes com possibilidade de entrega imediata. O sucesso desse sistema foi tanto que em pouco tempo a empresa já possuía três caminhões. Nesta época Luigi Lavazza transferiu todas as suas ações na empresa aos filhos, que há bastante tempo estavam ativamente envolvidos com a gestão dos negócios.


No dia 10 de junho de 1940 a Itália oficialmente entrou na Segunda Guerra Mundial, mas os problemas da LAVAZZA já tinham começado um ano antes, quando Mussolini bloqueou todas as importações de café. Giuseppe permaneceu no comando da empresa, que foi reestruturada para evitar a interrupção dos negócios, dedicando-se a venda de produtos de medicina alternativa. Com o término do conflito, no ano de 1946 os negociantes, que ainda revendiam café a granel aos seus clientes, viam os agentes LAVAZZA oferecerem café tostado em saquinhos, os quais foram estampados com o primeiro logotipo da marca. Com isso, as atividades da empresa se expandiram para fora da província e a LAVAZZA começou a focar em novos canais de vendas como redes de hotéis, restaurantes e cafés. No dia 16 de agosto de 1949 Luigi Lavazza faleceu aos 89 anos. Mas seu império já estava consolidado.


No início da década de 1950 ocorreu o lançamento da primeira campanha publicitária da marca em anúncios impressos e rádios com o slogan “Caffé Lavazza paradiso in tazza” (algo como “Café Lavazza o paraíso na xícara”). Em 1955 a rápida expansão levou a empresa a adquirir terrenos em Corso Novara em Turim, hoje sua sede executiva. A fábrica seria inaugurada oficialmente dois anos mais tarde. Nesta época, os caminhões LAVAZZA, com o logotipo em vermelho e preto, tornam-se famosos mundialmente, e viajavam por todo o norte da Itália. Em 1969, a embalagem exclusiva a vácuo substitui a lata: formato anatômico e leve que resolvia os problemas de armazenamento no depósito e em casa. O formato “pesotondo” de 200 gramas (com clara indicação de peso) foi criado, junto com os novos blends “Qualità Rossa” e “Qualità Blu”. Todas essas inovações foram criadas para fazerem parte da nova tendência de distribuição organizada. Os supermercados começavam a mudar o modo com que os italianos faziam compras, e a LAVAZZA se adaptou também a isso, começando por sua estrutura logística.


A década de 1970 foi marcada por uma grande e importante novidade: em 1979 nascia o Centro Luigi Lavazza para estudo e pesquisa sobre o café, o qual daria origem a Training Center Lavazza (o Centro Lavazza de formação do café). Foi neste período que a empresa iniciou suas primeiras exportações. Em 1982 a empresa se estruturou para uma expansão internacional. Assim nascia a Lavazza France, primeira filial fora da Itália. Depois Alemanha, Estados Unidos, Áustria, Reino Unido, Espanha e Portugal.


A LAVAZZA foi pioneira na produção do sistema de cápsulas quando lançou em 1989 a ESPRESSO POINT, uma máquina de café espresso especial que utilizava cápsulas de dose única pré-embaladas e se tornou um sucesso instantâneo. Hoje em dia existem dois outros sistemas de cápsulas: Blue - iniciais de Best Lavazza Ultimate Espresso - usado em máquinas domésticas e automáticas; e A Modo Mio (“do meu jeito”, em italiano), que foca mais o consumo em residências e vende as cápsulas em supermercados na Itália. Em 2000, a empresa se associou ao festejado catalão Ferran Adrià, apontado como um dos mais criativos chef de cozinha do mundo. Juntamente com o laboratório de desenvolvimento de produtos da própria LAVAZZA, ele criou uma série de receitas exclusivas, que revolucionaram a apresentação do antigo cafezinho. Em uma verdadeira alquimia, como fazia com outros ingredientes no restaurante elBulli, nos arredores de Barcelona, Adrià deu novas formas e texturas ao café espresso. Espumas, esferas, cremes, e até um caviar, tudo executado a partir do café, começaram a surgir nas principais cafeterias com a marca LAVAZZA, primeiro na Itália, depois em outras cidades europeias.


Nos últimos anos, a LAVAZZA iniciou a aquisição de redes de cafeterias já consolidadas em alguns países importantes para a marca, como foi o caso da espanhola Caffè di Roma, em 1999, e da indiana Barista (então com 150 lojas), em 2007. Essas aquisições, além de fortalecerem a marca em mercados importantes, deram origem a LAVAZZA ESPRESSION, loja conceitual desenvolvida para ser um verdadeiro construtor da marca e um expositor da excelência LAVAZZA, levando e divulgando a cultura do espresso às principais cidades do mundo. A primeira unidade foi inaugurada em 2007 na Alemanha, com gastronomia assinada pelos renomados chefs Ferran Adrià e Moreno Cedroni. Em 2010, mais uma aquisição: Onda Coffee Break, a maior rede de cafeterias da Bulgária. Com isso o número de lojas gerenciadas diretamente pela LAVAZZA no mundo todo passou de 300. Entretanto, a transação mais significativa ocorreu também esse ano, com o investimento na Green Mountain Coffee Roasters, empresa líder americana no mercado de café em porção. Essa parceria comercial foi altamente estratégica, permitindo à LAVAZZA ingressar no maior mercado do mundo.


Mais recentemente, Samantha Cristoforetti, se tornou não somente a primeira italiana no espaço, mas também o primeiro astronauta da história que tomou, em órbita, um autêntico café espresso italiano. Graças à revolucionária máquina ISSpresso, desenvolvida em parceria com a Argotec, empresa italiana de engenharia especializada em projetos para sistemas aeroespaciais, tanto ela como os membros da tripulação da Estação Espacial Internacional puderam saborear um autêntico café espresso da LAVAZZA, utilizando exatamente as mesmas cápsulas de café que se encontram na Terra. A ISSpresso é a primeira máquina de café espresso em cápsulas capaz de funcionar nas condições extremas do espaço, e deve o próprio nome à Estação Espacial Internacional (ISS – International Space Station) onde foi instalada.


A linha do tempo 
1958 
Lançamento do PAULISTA, um café comercializado em lata embalado a vácuo, que permitia uma conservação à longo prazo e, com isso, uma distribuição mais ampla. O nome da marca é uma referência ao Estado de São Paulo, de onde a LAVAZZA comprava grandes quantidades de cafés. O café se tornou um enorme sucesso em virtude da campanha publicitária “Amore a prima vista” (Amor a primeira vista), introduzida em 1960, e estrelada pelos personagens Caballero e Carmencita. 
1960 
Primeira empresa do segmento a introduzir a embalagem feita de folha de alumínio que assegurava todo o aroma e a fragrância do café suavemente torrado. 
1962 
Lançamento do LAVAZZA DEK, um café descafeinado sem solventes químicos. 
1982 
Inauguração do primeiro LAVAZZA CAFFÉ ESPRESSO BAR na cidade de Nuremberg na Alemanha. 
1985 
Lançamento do CREMA e GUSTO, um blend de café mais saboroso e cremoso para ser consumido a qualquer hora. Apenas um ano mais tarde se tornaria o café preferido de mais de 30% dos consumidores italianos. 
1989 
Lançamento da máquina ESPRESSO POINT LAVAZZA que utilizava o sistema de cápsulas. 
Lançamento do blend TOP CLASS, especialmente desenvolvido para cafeterias. 
1997 
Lançamento do GOLD SELECTION, um blend que misturava os melhores grãos das variedades Arábica do Brasil, Arábica da América Central, e uma pequena percentagem do caríssimo Robusta da Ásia. 
Lançamento da coleção SEGNO LAVAZZA, composta por acessórios e materiais como xícaras, que utilizavam as tradicionais cores da marca, azul e branca. 
2000 
Lançamento do XLONG, um blend para o café filtrado. 
2001 
Lançamento do LAVAZZA ESPRESSO FAMIGLIA em sache, um café para máquinas com alta percentagem de grãos Arábica, proporcionado a preparação de um espresso forte e encorpado. 
2003 
Lançamento da LAVAZZA BLUE, uma máquina de venda automática com inovador sistema de extração que garante aroma e cremosidade máximos, junto com uma variedade de cápsulas de porção única para todos os gostos. Com uma máquina de última geração e cápsula cuidadosamente dosada, o sistema garantia um resultado perfeito sempre. 
2004 
Lançamento do TIERRA, um café de qualidade cujo projeto de sustentabilidade está profundamente ligado, inicialmente, às comunidades dos cafeicultores de Honduras, Colômbia e Peru, com iniciativas concretas criadas para melhoras as condições de vida, tornar as regiões agricultoras mais habitáveis e produzir safras mais ecológicas e rentáveis. 
2005 
Lançamento do CARMENCITA, um blend criado para um público jovem e atento à qualidade do café e as suas características organolépticas e nutricionais. 
2007 
Lançamento do A MODO MIO, um sistema composto por máquina (assinada pela Saeco) e cápsula direcionado mais ao consumo em residências. A máquina utiliza cápsulas disponíveis em supermercados: o autêntico espresso italiano para todos. 
2009 
Inauguração da primeira LAVAZZA ESPRESSION na Espanha, no interior da FNAC do shopping center L’Illa Diagonal de Barcelona, um espaço dedicado a quem adora café, design e criatividade. 
Inauguração no Observatório John Hancock em Chicago da LAVAZZA ESPRESSION mais alto do mundo: um espaço único a mais de 340 metros de altitude, cujo ambiente até ganhou um prêmio pelo moderno design. 
2011 
Inauguração de 15 cafeteiras LAVAZZA ESPRESSION na China, localizadas nas áreas centrais e nos shoppings das cidades mais cosmopolitas do país, como Xangai, Beijing e Guangzhou.


A tecnologia 
As máquinas LAVAZZA têm um design moderno, desenhadas e projetadas por nomes renomados como os estúdios PININFARINA, onde a tecnologia de ponta está aliada à praticidade, higiene e rapidez, sem deixar de lado a qualidade e o estilo. A praticidade das máquinas permite ao consumidor preparar, em poucos segundos, um café e imediatamente servir um chá sem a necessidade de limpar, desmontar ou retirar qualquer produto, bastando apenas colocar a nova cápsula, apertar o botão e servir. A LAVAZZA com o “SISTEMA ESPRESSO POINT” introduziu um conceito de cápsula plástica inédito no mundo, onde produtos como café arábico, café descafeinado, chá de vários sabores e consommès (uma espécie de caldo claro), são embalados com atmosfera controlada, permitindo a perfeita conservação do aroma e do sabor a cada dose servida.


Os segredos 
Alguns dos melhores grãos de café produzidos no Brasil têm endereço certo na Itália. Adquiridos pela LAVAZZA, eles são descarregados diariamente nos arredores da cidade de Turim. Escondidos em sacas ou em caminhões-tanque, eles praticamente nem são vistos por lá. Através de um sofisticado sistema industrial, são selecionados, torrados e embalados longe da vista e das mãos de qualquer ser humano na maior fábrica de cafés da Europa. Conhecida como Settimo Torinese, em referência ao nome da região de Turim em que está localizada, é ali que o cafezinho ganha status de espresso e, com passaporte italiano, visto de entrada para os mais sofisticados mercados do mundo. Na fábrica, um complexo de 80.000m² de área, são descarregadas diariamente 400 toneladas de grãos. Aproximadamente 40% deles vêm do Brasil. Não é qualquer produto que corre nas esteiras rolantes da área de desembarque da empresa. Os compradores da LAVAZZA percorrem, durante o ano todo, propriedades rurais em 25 diferentes países, avaliando a qualidade de cada safra e se o resultado delas está em conformidade com os altos padrões da empresa. A seleção que começa na lavoura prossegue na fábrica. Só o ato de descarregar as sacas de café verde é feito manualmente. A partir daí, homens somente no comando dos computadores que controlam cada passo da produção. A primeira etapa é a da seleção ótica dos grãos. Nas esteiras, eles são analisados por scanners computadorizados, regulados para aceitar apenas aqueles que apresentam a cor determinada para cada variedade. Nada menos que 134 qualidades diferentes de café passam por eles. Combinadas, vão resultar em 80 mesclas (blends). Tudo o que estiver fora dos padrões estabelecidos pela equipe do laboratório de qualidade é descartado.


Enquanto isso, o laboratório trabalha numa análise paralela. Amostras são coletadas e levadas alguns andares acima, onde as características físico-químicas de cada lote são avaliadas antes de seguirem adiante, em direção à torrefação. Grandes tubulações subterrâneas cruzam o pátio da fábrica. Verdadeiros “cafedutos”, eles transportam os grãos para a torrefação. É nesse momento que se obtém o aroma e o sabor desejados. Nos fornos, a LAVAZZA utiliza um sistema único. Dentro deles, os grãos flutuam enquanto são submetidos a temperaturas que chegam a 240 graus centígrados. O calor é difundido pelo ar quente injetado nas câmaras de torrefação, num processo planejado para evitar o contato do café com as paredes dos fornos. Cerca de 400 quilos de café são processados de cada vez. A temperatura e o tempo de permanência nos fornos dependem da variedade dos grãos e do tipo de blend que se pretende obter. Quanto mais torrados os grãos, mais encorpado e forte é o café. Um agradável aroma de café se espalha pelo ar, enquanto os grãos se desidratam - eles perdem até 12% de seu peso ao serem torrados. Na saída das máquinas, passam por nova seleção, agora por gravidade. Tudo o que for mais pesado do que o previsto é jogado fora. Nos descartes, algumas surpresas. Os cafés que vêm do Vietnã, por exemplo, costumam apresentar como resíduos uma quantidade de ferro. São resquícios das bombas da guerra que se misturaram ao solo e acabam sendo transportados junto com os grãos.


Na LAVAZZA, são produzidos 120 pacotes por minuto e 1.7 milhões de embalagens de café por dia. O controle de peso tem tolerância mínima: apenas 3 gramas nos sacos de 250 gramas. É ali que o café volta a ser visto e começa a ganhar seu destino final. Antes de chegar às casas e cafeterias, porém, fará uma escala em um dos maiores armazéns do gênero na Europa. No centro de distribuição de Settimo Torinese, sete toneladas de pó e grãos prontos para virar espresso aguardam pelo embarque em um gigantesco prédio com espaço para 11.200 paletes de dois metros de altura. O movimento é intenso, mas não há viva alma lá dentro, apenas o trânsito de robôs-empilhadeiras que, comandados por computador, guardam e retiram os lotes num vai-e-vem permanente frenético.


O templo do café 
A pequena porta em meio ao casario medieval no centro histórico de Turim dá entrada a um templo do café gourmet. Meio escondida na ruela estreita e praticamente sem calçada, mas decorada com estandartes que remetem a senhores de séculos bem distantes, quase não permite a quem passa por ela perceber que ali repousam juntos o passado e o futuro do espresso. O pretérito pertence a Luigi Lavazza, o comerciante que há mais de 110 anos enxergou ouro puro nos grãos que vinham de várias partes do mundo, inclusive o Brasil, para serem torrados e servidos na forma de um líquido escuro, amargo e quente nas tradicionais confeitarias da cidade. A mercearia LAVAZZA, que funcionava ali, deu lugar ao embrião do que seria uma das maiores empresas beneficiadoras de cafés do mundo. O futuro entrou ali há pouco mais de dez anos para beber um cafezinho - e, desde então, beber deixou de ser o verbo mais adequado para descrever o ato de consumi-lo. Afinal, não se bebem produtos sólidos, gasosos, espumosos ou pastosos. E é assim, nas mais variadas formas e consistências, que o espresso é servido no endereço da San Tommaso 10, o restaurante/cafeteria, inaugurado em 1996, que a LAVAZZA mantém como uma espécie de enclave das diferentes etapas de sua história. Ali, por exemplo, é servido o “Bicerin Secondo Lavazza”, uma versão do café criado em 1763 na cidade, que leva chocolate quente com café expresso gelado em estado cremoso.


O badalado chef catalão Ferran Adrià, personifica essa novíssima era do café design. “Cozinhar é desenhar com alimentos”, resume Adrià em meio às suas criações. Ele segura nas mãos uma pequena xícara, recheada com algo que lembra uma densa espuma. Torna-a de boca para baixo e o creme não cai. É o Espesso, primeiro fruto da sua parceria com a empresa italiana, iniciada justamente na visita a San Tommaso em 2000, a convite de Giuseppe Lavazza, na época vice-presidente de marketing. Até então, conta Adrià, o café não passava perto de sua cozinha-laboratório no elBulli (fechado recentemente). Mas depois de experimentar algumas receitas desenvolvidas pela equipe do centro de treinamento da LAVAZZA, surgiu a curiosidade de explorar o potencial desse produto tão complexo.


Para a LAVAZZA, o resultado foi a Coffeesphere (uma espécie de ovo de café), que, ao se romper, pressionada contra a língua, inunda o paladar com um café denso e encorpado. O Espesso, por exemplo, lançado em 2002, tomou seis meses de estudo entre a criação, a padronização dos ingredientes (café, gelatina e açúcar) e a simplificação do processo de produção para poder ser levado às cafeterias. O requinte do design foi criar uma colher furada para “beber” o espresso em estado sólido. Era só a primeira de muitas inovações. Intrigado com as possibilidades do ingrediente, Adrià e equipe decidiram combinar o café com os mais variados produtos, de quinino a cerveja, de suco de tomate a licores diversos. Um exemplo disso é o Passion Me, primeira bebida obtida a partir de um curioso mix de café espresso, suco de maracujá, menta e gelo. Outra inovação de sucesso, fruto da colaboração entre o designer Enrique Sardi, o confeiteiro Lello Parisi e a Equipe Lavazza, foi a COOKIE CUP: uma xícara/biscoito que pode ser comida depois de se degustar o café espresso. A revolucionária xícara é feita de uma massa de biscoito capaz de suportar altas temperaturas, tem a parte interna recoberta com glacê de açúcar e goma arábica. E não parou aí. Tem o ESPRESSIONE, um espresso que tem uma espuma com diferentes sabores de café.


As cafeterias 
Experiência do verdadeiro espresso italiano, a LAVAZZA ESPRESSION foi lançada oficialmente no ano de 2007 para representar a marca italiana no mundo. Com estilo único e garantia de sabor italiano, essas cafeterias conceitos são locais perfeitos onde consumidores podem experimentar valores e sabores únicos, que unem criatividade, inovação e design, seja nos produtos que oferece como na sua atmosfera e ambientação, que apesar de moderna, não deixa de ser confortável e acolhedora. Além de doces e comidas, que variam de acordo com a região, o café é o grande protagonista em diversas preparações. Verdadeira em sua missão de divulgar mais puro estilo italiano neste segmento, a rede conquistou mercados importantes pelo mundo, como Estados Unidos, Rússia, Itália, Índia, Emirados Árabes Unidos, China, Reino Unido, Brasil e Espanha, tornando-se a “embaixatriz” da imagem e qualidade da marca e levando aos consumidores as distintas peculiaridades da LAVAZZA. Hoje em dia, está presente em mais de 17 países, com mais de 50 lojas, aumentando sua visibilidade em regiões movimentadas, como centros de negócios, shoppings centers e aeroportos.


O famoso calendário 
A arte de vender café, no conceito da LAVAZZA, inclui parcerias com nomes reconhecidos internacionalmente em outras áreas de atuação. Uma das peças mais importantes da estratégia da marca é o calendário anual da LAVAZZA (publicado pela primeira vez em 1993 e fotografado pelo alemão Helmut Newton, um dos mestres do segmento), que se tornou objeto de culto para colecionadores e adeptos da fotografia de todo o mundo. Por exemplo, o calendário 2009 tinha a proposta de levar o café a alguns dos principais atributos da cultura italiana - moda, história, gastronomia, arte e sedução. A renomada fotógrafa Annie Leibovitz produziu imagens surpreendentes, ancoradas em alguns dos cenários mais belos da Itália. Da lenda de Rômulo e Remo à fascinante paisagem da Toscana ou à romântica Fontana de Trevi, ela produziu uma sofisticada simbiose com a paixão peninsular pelo espresso, que surge delicadamente em cada foto.


Em 2012, para comemorar o 20º aniversário do Calendário Lavazza, a marca reuniu 12 dos fotógrafos que transformaram o calendário em um ícone ao longo dos anos: conhecidos como THE LAVAZZERS (Erwin Olaf, Thierry Le Gouès, Miles Aldridge, Marino Parisotto, Eugenio Recuenco, Elliott Erwitt, Finlay MacKay, Mark Seliger, Annie Leibovitz, Albert Watson, David LaChapelle e Ellen von Unwerth). As fotos do calendário também foram expostas no Triennale de Milão na exposição “Lavazza con te partirò”.


A última edição do famoso calendário (2015) tem como tema “Defensores da Terra” (Earth Defenders) e as fotos foram feitas pelo excelente fotógrafo americano Steve McCurry. As fotografias representam homens e mulheres que, com coragem, orgulho e dedicação estão defendendo seus projetos na África, se tornando portadores de esperança para comunidades locais e embaixadores de um desenvolvimento possível e de um futuro melhor.


A evolução visual 
O logotipo da LAVAZZA evoluiu no decorrer de sua história. O logotipo com o A grande posicionado no centro do nome, acompanhado por uma marca que representava o café em grãos e uma xícara fumegante, apareceu em 1946. Na década de 1950, esse logotipo ganhou um retângulo, nas cores vermelho e preto, com o nome da marca escrito em branco. Em 1957 o renomado Armando Testa criou um novo logotipo para a marca. Em 1970 adotou o logotipo da “mão-xícara”, que seria utilizado nos 16 anos seguintes.


Em 1986 o logotipo passou novamente por um redesenho: a mão é substituída por uma nuvem fina de fumaça. Esse símbolo gráfico evocava o sabor e o aroma dos cafés da marca. Pouco depois, em 1991, uma nova mudança: adição de um sublinhado em vermelho, enquanto a fumaça, que antes era preta, se tornou mais leve com a cor cinza. Em 1994 surgiu o atual logotipo nas cores azul ou preta, utilizado para representar na Itália e no mundo a imagem da empresa com imediatismo e força de expressão.


Os slogans 
Italy’s Favourite Coffee. (global) 
Lavazza. Italian for life. (2000, Inglaterra) 
Live. Laugh. Lavazza. (2000, Alemanha) 
Enjoy life. (2000, França) 
Lavazza. The Italian’s best excuse. (1997, França) 
The Italian Expression for Coffee. (1994, Inglaterra) 
Soul of Espresso. (1993, Alemanha)


Dados corporativos 
● Origem: Itália 
● Fundação: 1895 
● Fundador: Luigi Lavazza 
● Sede mundial: Corso Novara, Turim, Itália 
● Proprietário da marca: Luigi Lavazza S.p.A. 
● Capital aberto: Não 
● Chairman: Alberto Lavazza 
● CEO: Antonio Baravalle 
● Faturamento: €1.34 bilhões (2014) 
● Lucro: Não divulgado 
● Fábricas: 6 
● Presença global: 90 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 3.000 
● Segmento: Torrefação e comércio de cafés 
● Principais produtos: Cafés, máquinas e acessórios 
● Concorrentes diretos: Illy, Segafredo, Nespresso, Jacobs Douwe Egberts, Starbucks e Saeco 
● Slogan: Italy’s Favourite Coffee. 
● Website: www.lavazza.com.br 

A marca no Brasil 
Em 2008, a compra de três marcas de café, Grão Nobre, Florença e Terra Brasil foi um grande passo para uma história que começou nos anos de 1990 com a chegada da LAVAZZA ao Brasil. Ainda naquela época contando apenas com representantes que importavam os produtos da Itália, a empresa procurou implantar o conceito Espresso Point - sistema que prepara, com máquina e cápsulas, cafés espressos, chás e até consommès. Desde 2005 a empresa implantou uma sede própria, no Rio de Janeiro, e entrou diretamente no mercado nacional. Até o início de 2014 a LAVAZZA não atuava no varejo, nem com suas máquinas, nem com seus 25 tipos diferentes de cápsulas de café. Mas foi neste ano que a marca italiana inaugurou em São Paulo sua primeira cafeteira LAVAZZA ESPRESSION, que além da carta de cafés, oferece um cardápio com doces, sanduíches e opções de massa. Os cafés são produzidos por fazendas Brasileiras certificadas com o selo Rainforest Alliance Certifies, que se preocupa com todo o ciclo do café, que vai desde o plantio até chegar na LAVAZZA, em especial com a comunidade que participa de todo o processo. No país que é o maior produtor mundial de café em grão, o foco ainda está nos cafés e máquinas profissionais para bares, restaurantes e padarias, além do mercado corporativo, de cafeteiras para escritórios.


A marca no mundo 
A italiana LAVAZZA, sexta maior torrefadora de café do mundo, está presente em mais de 90 países, comercializando mais de 2.5 bilhões de cápsulas e 17 bilhões de xícaras de café anualmente. Aproximadamente 50% do faturamento de €1.34 bilhões vem do mercado italiano. Além dos cafés em cápsula, a empresa também trabalha com a venda do torrado e moído, e de outros produtos como chocolate e leite em pó para o preparo de bebidas quentes e chantilly de diversos sabores. Além de processar 38 bilhões de quilos de café, a empresa compra aproximadamente 2.5 milhões de sacas de café verde torrado anualmente, sendo 40% deles do Brasil. A empresa possui 6 fábricas, quatro na Itália e duas no exterior. A empresa possui ainda mais de 400 cafeterias em todo o mundo, através das marcas Caffè di Roma, Barista (na Índia) e Lavazza Espression (com mais de 50 unidades em 17 países). 

Você sabia? 
Existem mais de 50 Training Center Lavazza no mundo, onde anualmente 30.000 pessoas são treinadas. Clientes, jornalistas e líderes de opinião, podem aprender a fazer um excelente espresso e estudar tudo o que há sobre café em um nível mais abrangente. 
A torrefadora LAVAZZA continua até os dias de hoje sendo administrada pela família, já na quarta geração. 
Junto com as também italianas Illy e Segafredo, a LAVAZZA disputa ombro a ombro a liderança do mercado “de balcão” na Itália, a verdadeira terra do “espresso”. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Exame, Época Negócios e Isto é Dinheiro), jornais (Valor Econômico e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 26/9/2015

4 comentários:

carol_mgomes disse...

Muito bom o seu blog. Parabéns!

Guilherme Leite disse...

Fantástico seu blog. Tá de parabéns.
Me diga uma coisa, sabe me dizer se no Brasil a Lavazza tá vendendo em jarra de vidro cafe instantaneo de 100g ou 200g?

capsulasblue disse...

Parabéns!Excelente trabalho!

Priscila Maluhy disse...

Parabéns pelo Blog!!!Muito bom.