29.5.06

IBM


Hoje em dia, os sistemas de processamento de dados têm fundamental importância nas atividades de exploração espacial, produção e aproveitamento de energia nuclear e em inúmeros outros campos da ciência e da indústria. Os computadores são vitais para que a vida, quer seja privada ou profissional, caminhe em direção ao futuro. E a IBM, chamada carinhosamente pelos americanos de “BIG BLUE”, foi uma das principais responsáveis por tudo isso. Por isso hoje em dia conduz seus negócios com a finalidade de entregar ao mundo tecnologia que beneficie a população e ajude a resolver problemas da sociedade. Tudo para que o mundo funcione melhor. 

A história 
Tudo começou no final do século XIX, nos Estados Unidos, quando o estatístico Herman Hollerith idealizou uma solução eficiente para acelerar o colhimento e organização de dados para o censo de 1890. Concebeu diversas máquinas elétricas para a soma e contagem de dados, os quais eram representados sob a forma de perfurações adequadamente distribuídas em fita de papel, que representavam cada informação registrada. Através dessas perfurações, estabeleciam-se circuitos elétricos e os dados que representavam podiam, então, ser computados de forma rápida e automática. Com esse processo os Estados Unidos puderam acompanhar de perto o crescimento de sua população. Os resultados do censo foram fornecidos três anos depois e com isso, fez-se uma economia de vários anos de trabalho. Em 1896, ele criou a Tabulating Machine Company (TMC) e introduziu inovações em sua descoberta. Assim, a fita de papel foi substituída por cartões (precursores dos pentes de memória atuais), que viriam a ser o elemento básico das máquinas IBM de processamento de dados de algumas décadas atrás. No dia 16 de junho de 1911, duas outras empresas, a International Time Recording Co., de registradores mecânicos de tempo, e a Computing Scale Co., de instrumentos de aferição de peso, uniram-se a ela, por sugestão do negociante e banqueiro Charles R. Flint (considerado o fundador da empresa), formando-se então a Computing Tabulating Recording Co., conhecida apenas pela sigla CTR e localizada em Endicott, estado de Nova York.


Três anos mais tarde, Thomas John Watson assumiu o cargo de diretor-geral e estabeleceu normas de trabalho absolutamente inovadoras para a época. Nesta época a CTR contava com menos de 1.400 funcionários. As constantes pesquisas de engenharia resultaram na criação e no aperfeiçoamento de novas máquinas de contabilidade, exigidas pelo rápido desenvolvimento industrial. Aquele pequeno grupo de homens havia aumentado e diversificado sua experiência. Os produtos ganhavam maior qualidade, surgiram novas máquinas e com elas novos escritórios de vendas e mais vendedores. O nome IBM seria usado pela primeira vez em 1917, quando a CTR ingressou no mercado do vizinho Canadá sob o nome de International Business Machines Company. Com os bons resultados obtidos com os canadenses, a IBM fundou ainda este ano uma empresa independente: a IBM World Trade Corporation, responsável por gerenciar as atividades da empresa ao redor do mundo. Finalmente no dia 14 de fevereiro de 1924 a CTR mudou oficialmente seu nome para aquele que ocuparia um lugar de liderança dentro do processo tecnológico: INTERNATIONAL BUSINESS MACHINES CORPORATION. A sigla IBM passou a ser, desde então, a fórmula para que a indústria e o comércio continuassem a resolver seus problemas de desenvolvimento. Em meados desta década, a IBM já controlava 85% do mercado de tabuladores e cartões perfurados. A tecnologia não era a especialidade de Watson, mas sua abordagem de marketing e vendas trouxe o mantra “Think” (Pense) e uma nova e forte cultura empresarial. Ele desenvolveu um exército de vendas, reconhecido pelo terno azul e camisa branca, treinado com músicas de incentivo e pronto para convencer executivos de diversas indústrias a adotar sistemas de contabilidade mecânicos. Watson também foi dos primeiros a incentivar a distribuição de bônus por desempenho e ainda prometia emprego vitalício, tendo até inventado um clube para os funcionários que estavam mais tempo na IBM.


Nos próximos anos, a IBM continuou a crescer, mesmo com a Grande Depressão que assolou a economia americana a partir de 1929. Graças ao seu braço internacional, os esforços da empresa foram expandidos por vários países do mundo, fechando contratos com diferentes governos para a realização de serviços em territórios estrangeiros. Com o surgimento da Alemanha Nazista e o início da Segunda Guerra Mundial, as relações da IBM no exterior foram profundamente afetadas o que levou a empresa a trabalhar para o esforço de guerra aliado. Com suas fábricas a disposição do governo americano, a IBM iniciou a fabricação de armas, além de ajudar na produção de equipamentos logísticos destinados às tropas aliadas. As inovações não pararam nas décadas seguintes. Foi exatamente no dia 9 de janeiro de 1954 que a IBM apresentou, nos Estados Unidos, a primeira calculadora eletrônica do mundo. Seus mecanismos eram formados por transistores, uma tecnologia totalmente revolucionária para a época. Na década de 1960, com o lançamento do IBM System/360 – primeiro computador de mainframe, com incríveis 8MB de memória e 256KB de armazenamento, para uso comercial e científico – a IBM se tornou a maior empresa de computadores do mundo, produzindo 70% de todos os computadores da época.


Em 1981 introduziu no mercado o PC (Personal Computer ou Computador Pessoal) revolucionando o segmento da informática e que seria o principal responsável pela redefinição da vida moderna em muitos aspectos. O computador pessoal, chamado de IBM 5150, estabeleceu um padrão que fez com que as máquinas passassem a ocupar os lares e as vidas das pessoas. A volumosa máquina, vendida ao preço base de US$ 1.565, um valor bem alto para os padrões da época, tinha 64 quilobytes de memória que podiam ser atualizados. A empresa tinha como estimativa que fossem vendidas 2.000 máquinas. Mas a cifra logo atingiu as centenas de milhões de unidades vendidas. Era o começo do enorme sucesso e domínio da IBM. A partir de então, a Divisão de Computação Pessoal da IBM (desktops e notebooks) literalmente inventou a computação pessoal com inovações tais como a criação do primeiro notebook.


Porém, no ano de 1993, em consequência da revolução dos computadores pessoais e de sua estrutura organizacional ineficiente, a IBM somava prejuízos de US$ 16 bilhões e já tinha demitido mais de 175 mil pessoas. Suas ações caíram 50% em um ano e chegaram a míseros US$ 12. Em abril, o executivo Lou Gerstner, através de insistentes convites, aceitou suceder a John Akers, assumindo o cargo de presidente. Sua missão: sanar a mais séria crise da história da IBM. Ex-consultor da McKinsey, diplomado na Universidade de Harvard, ele tinha 50 anos e larga experiência em “consertar” empresas problemáticas, como havia feito com a American Express e a RJR Nabisco. Ao chegar, descartou imediatamente a ideia de esquartejar a IBM e vender seus pedaços, o que era bastante comum na época. Em vez disso, fortaleceu a área de serviços, reconstruiu a cultura interna estraçalhada pela crise e apostou no fenômeno da internet com a criação do conceito e-business, cunhado em 1997, para mostrar os vários caminhos que a rede mundial de computadores poderia ter, transformando o mundo dos negócios e a sociedade. A campanha “e-business” foi introduzida no mercado no ano seguinte com um enorme sucesso e desde então o termo começou a ser utilizado como um verbete que significa “negócios online”. O executivo salvou a empresa e deu-lhe uma visão do futuro: a função de integradora de tecnologias e serviços para clientes corporativos cansados de lidar com dezenas de fornecedores conflitantes.


Ao longo dos últimos anos, a IBM transformou completamente seu modelo de negócio. O tipo de trabalho que a empresa pode realizar hoje é muito diferente do trabalho de algumas décadas atrás. A IBM se desfez de várias áreas e atividades que já tinham se transformado em commodities, como a divisão de HDs vendidas à Hitachi em 2002; o segmento de Computação Pessoal e Impressoras (vendidos no final de 2004 por US$ 1.75 bilhões para a chinesa Lenovo); e ampliou os investimentos em áreas-chave de alto valor, como consultoria, informação on Demand e serviços. Para se ter ideia desta transformação, há pouco mais de 15 anos, a IBM extraía 90% de sua receita de aparelhos e programas de computador e passava por uma séria crise. Hoje em dia, depois de uma revolucionária transformação, se tornou um gigante do setor de serviços tão poderoso quantos muitos países do mundo, sendo líder na criação, desenvolvimento e manufatura das mais avançadas tecnologias de informação da indústria, incluindo sistemas de computadores, software, sistemas de rede, dispositivos de armazenamento e microeletrônica.


Embora “cem anos de inovação” fosse parte importante do projeto de celebração do centenário da IBM, não foi no passado que a empresa se baseou para envolver todas as atividades de comemoração que aconteceram em 2011. Watson, o supercomputador que venceu uma equipe de humanos na série de rodadas do famoso programa americano de perguntas e respostas Jeopardy, é um bom exemplo. Este supercomputador, desenvolvido durante quatro anos, agora está sendo preparado para tornar-se um produto na linha comercial futura da empresa dentro de alguns anos e uma das aplicações será na área da saúde, utilizando sua habilidade de responder e fazer perguntas para ajudar profissionais da medicina. Atualmente, Watson é o computador mais poderoso do planeta e sua potência equivale a de 2.800 computadores juntos. A agenda do centenário foi batizada de “Celebration of Service” (Celebração do Serviço) que contemplava uma série de iniciativas envolvendo comunidade, como por exemplo, fazer com que 300 mil de seus funcionários, em 120 países, participassem de 5.000 projetos totalizando 3 milhões de horas de serviços voluntários. Vale a pena assistir o curta-metragem “100 x 100” (clique aqui), com cem anos de passado, contados por pessoas que nasceram em cada um desses anos. Outro filme, chamado “They Where There”, explora seis grandes momentos da humanidade em que a IBM esteve presente.


Nos últimos anos, a IBM vendeu algumas áreas de seus negócios, como por exemplo, a divisão de servidores x86 (comercializada em 2014 por US$ 2.1 bilhões também com a empresa chinesa Lenovo), a unidade de terceirização de processos de atendimento ao cliente (call center) para a americana Synnex, por US$ 505 milhões, e a deficitária divisão de semicondutores para a fabricante de chips Globalfoundries, para se concentrar em computação em nuvem e tecnologia de análise de grande volume de dados, conhecida como big data. Enquanto isso outras áreas ganharam enorme importância dentro da empresa, como por exemplo, a aposta da IBM em combinar tecnologia de computação cognitiva e saúde através da IBM Watson Health Cloud for Life Sciences Compliance, uma iniciativa de nuvem focada em empresas de biomedicina que precisam de ajuda para acelerar a implementação de infraestrutura e aplicações compatíveis com GxP, atendendo as exigências regulatórias para hospedagem, acesso e compartilhamento de dados.


Muito além dos mainframes que até hoje ainda são associados à marca, a IBM conseguiu assegurar o seu espaço no mercado de software e serviços, estratégia que a ajudou a galgar posições na lista das empresas mais valiosas do mundo. Entre invenções e inovações que trouxeram a tecnologia dos laboratórios para o dia a dia do cidadão comum, a IBM se confirmou como uma das principais protagonistas nas transformações que tornaram o mundo um lugar mais conectado e moderno. Entre as muitas invenções da IBM estão: SQL, linguagem de programação até hoje a mais usada para interagir com bancos de dados; o disquete, que surgiu pela necessidade de um sistema confiável e barato que pudesse “carregar” instruções, instalar programas e atualizar softwares; e a tarja magnética associada a um cartão, criada na década de 1960 e cuja popularização aconteceu alguns anos depois, quando a IBM e outras empresas do setor, uniram esforços para a criação de um padrão para efetuação de pagamento eletrônico através de cartões de crédito magnéticos. Além disso, a IBM é famosa pelo desenvolvimento de computadores com alto poder de processamento, os chamados supercomputadores. A empresa aproveita o talento das máquinas que cria de uma maneira curiosa: além de dar nome, tem o hábito de incentivar o duelo das máquinas contra seres humanos. De uma minúscula fábrica de cartões perfurados, passando por indústria bélica durante a Segunda Guerra Mundial e a criação do primeiro computador pessoal, chegando à uma das maiores empresas de computadores que o mundo já viu. Sem dúvida alguma, o apelido que a IBM carrega não é em vão ou dado de forma exagerada: “Gigante Azul”.


A linha do tempo 
1952 
Criação do IBM 701, primeiro computador comercial de grande porte, com memória RAM de 1kb. 
1954 
Criação do IBM Mathematical Formula Translation System (Fortran), desenvolvido com o objetivo de tornar o uso dos computadores mais acessíveis ao público alvo da máquina na época, matemáticos e cientistas. A linguagem simplificou a programação e ainda tornou os computadores vinte vezes mais eficazes no reconhecimento e execução de comandos. 
1956 
Lançamento do IBM 305 RAMAC, primeiro computador comercial que utilizou uma unidade de disco magnético com uma cabeça de leitura móvel. RAMAC é uma sigla que significa Random Access Method of Accounting and Control ou método de acesso aleatório para contabilidade e controle. Servia para as empresas registrarem as transações e simultaneamente refletir cada entrada nas contas afetadas. 
1959 
Lançamento do IBM 1401, primeiro computador totalmente transistorizado fabricado pela empresa (quando se substituíram as válvulas a vácuo). Era menor e mais durável que os antecessores. 
1961 
Lançamento da IBM SELECTRIC, máquina de escrever elétrica equipada com uma cabeça de digitação em forma de bola de golfe, reduzindo assim a quantidade de espaço, fazendo com que a velocidade e a produtividade dos datilógrafos disparassem. Tornou-se o modelo de máquina de escrever elétrica de maior sucesso de todos os tempos, que dominou o segmento por 25 anos. 
1962 
Primeira aparição pública da SHOEBOX, primeira máquina a interagir com humanos através de recursos de voz. Na época, o aparelho reconhecia dez dígitos e 16 palavras. 
1965 
Apresentação do S/360, que substituiu todos os computadores então desenvolvidos pela IBM por uma família com arquitetura compatível entre si. Ele inaugurou a era do computador de compatibilidade, permitindo que os modelos através de uma linha de produtos, e até mesmo de outras empresas, a trabalhar uns com os outros. Pela primeira vez, foi possível comprar um computador e atualizá-lo à medida que fosse necessário. 
1971 
Lançamento do Floppy Disk, conhecido popularmente como disco flexível ou disquete. 
1975 
Criação do primeiro computador portátil batizado de IBM 5100
1981 
Lançamento no dia 12 de agosto do IBM PC, que não foi exatamente o primeiro da história, mas foi um dos responsáveis pela massificação dos computadores como conhecemos. A máquina era mais rápida que as outras disponíveis no mercado e ainda contava com programas como jogos e processadores de texto. Tais programas ajudaram a levar os computadores dos laboratórios ou universidades diretamente para a mesa de pessoas comuns. 
1987 
Lançamento do sistema operacional IBM OS/2, sigla para “Operating System/2“, desenvolvido em parceria com a Microsoft e disponível nos idiomas inglês, alemão, espanhol e português, com o objetivo de ser compatível com a arquitetura x86. 
1989 
Lançamento do IBM LOTUS NOTES, um sistema cliente-servidor que reunia várias funções e utilidades. Ainda hoje, é considerado um dos melhores softwares em ambientes corporativos, possuindo um navegador, cliente de emails, calendários, mensageiros instantâneos, agregadores de RSS, blogs e várias outras aplicações. 
1992 
Lançamento do IBM THINKPAD, primeiro laptop com tela TFT (Thin Film Transistor) colorida, de 10.4 polegadas e equipado com o novo dispositivo apontador TrackPoint (botão vermelho). 
1993 
Lançamento do laptop com caneta conversível para as pessoas capturarem seus pensamentos e ideias mais facilmente e não perder seu tempo teclando. 
1994 
Lançamento do laptop THINKPAD 755, primeiro com CD-ROM integrado, possibilitando carregar e utilizar grandes quantidades de dados. 
1995 
Apresentação do “teclado borboleta”, que se abre lateralmente - daí o apelido de borboleta - quando o micro era aberto, oferecendo 85 teclas. 
1997 
Lançamento do laptop THINKPAD 770, primeiro com DVD-ROM integrado, permitindo assim assistir vídeos de alta qualidade. 
1998 
Apresentação do primeiro ThinkLight da indústria, uma pequena luz que ilumina o teclado em ambientes de pouca iluminação. 
1999 
Lançamento do DeveloperWorks, um site com projetos de softwares livres e gratuitos com mais de 5.7 milhões de desenvolvedores independentes associados. O comprometimento com a comunidade de código aberto (que defende programas de computador gratuitos e melhorados, em colaboração, por pessoas de todo o mundo) é o maior símbolo da nova fase da empresa. 
Lançamento do conceito de negócios digitais batizado de e-business
Lançamento do primeiro computador da indústria com um chip de segurança integrado. 
Lançamento do primeiro mini-notebook da indústria. 
2000 
Lançamento do IBM e-server, uma nova geração de servidores. 
Lançamento do IBM NetVista, computador com visual arrojado e disquete e DVD-ROM escondidos sob o monitor. 
2001 
Lançamento do THINKPAD TransNote, laptop revolucionário que integrava papel, tinta e computação móvel dentro de um espaço de trabalho digital. 
2003 
Lançamento do primeiro notebook com duração estendida de bateria, de até 11 horas. 
Lançamento do primeiro notebook da indústria com um “airbag” para o disco rígido e para a proteção da informação caso o sistema sofra uma queda. 
2004 
Lançamento do primeiro notebook com leitor de impressões digitais integrado. 
2007 
Criação da SERVICE RESEARCH INITIATIVE, uma organização inédita para, com outras empresas (entre elas as rivais Oracle e Microsoft), universidades e o governo americano, estimular inovações em serviços. Além de financiar estudos, a SRI é um pólo de troca de experiências e resolução de problemas. 
Apresentação do Blue Gene/P, a segunda geração do computador mais potente do mundo, triplicando o desempenho do seu antecessor, o Blue Gene/L. 
2008 
O Roadrunner, supercomputador da IBM, foi o primeiro no planeta a operar em uma velocidade acima de um petaflop – que equivale a um trilhão de operações por segundo.


A sede 
A sede mundial da IBM está localizada em Armonk, a 40 minutos de Manhattan, nos Estados Unidos. Além do Thomas Watson Research Center, o seu maior centro de pesquisa e que leva o nome de seu mais importante presidente, o terreno de 4 milhões de metros quadrados (em grande parte uma reserva ecológica) abriga uma construção envidraçada esculpida em formas assimétricas. Lá ficam as salas da maioria de seus altos executivos. Por mais global que a empresa seja, é ali que pulsa o seu coração. O complexo também abriga o IBM Learning Center, um moderno centro para reuniões e convenções, que inclui 13 salas de reuniões, 20 salas de apoio, um auditório com capacidade para 213 lugares, telas de exibição de 90 polegadas em cada sala e 182 quartos para hóspedes.


Os laboratórios e as pesquisas 
Um microscópio que enxerga um átomo e que revolucionou a compreensão da matéria. Um tipo de cerâmica usada em trens japoneses ultra-rápidos que não oferece resistência à passagem da eletricidade. Uma teoria que está ajudando a explicar matematicamente irregularidades existentes na natureza (de flocos de neves à formação das estrelas). Inúmeros Prêmios Nobel. Laboratórios de pesquisa e recorde em registro de patente. Invenções, prêmios e infraestruturas como essas são normalmente associadas a grandes universidades. Mas o microscópio de tunelamento, os materiais cerâmicos de alta condutividade e a geometria fractal saíram dos laboratórios da IBM. De suas linhas de produção saem dispositivos portáteis, soluções de comércio eletrônico e ideias. Muitas ideias.


Anualmente a IBM injeta em seus laboratórios mais de US$ 6 bilhões. Mas o que faz uma empresa investir tanto dinheiro em ideias e invenções que ainda podem demorar muito tempo para chegar ao cotidiano das pessoas e, consequentemente, começar a dar retorno financeiro? Além de lucro, o investimento em pesquisa traz capital intelectual para a empresa e aumenta sua competitividade, que pode ser descrito através de mais de 40.000 patentes, seis prêmios Nobel, seis Prêmios Turing (conhecido como o Nobel da computação), 19 homenagens da Academia Nacional de Ciências e 20 homenagens no Salão Nacional da Fama dos Inventores dos Estados Unidos. Uma boa parte desse investimento bilionário retorna para os cofres da empresa. Os mais de 3.000 pesquisadores que trabalham para a IBM concentram seus esforços em áreas ligadas à tecnologia de computação: química, ciência da computação, engenharia elétrica, ciência dos materiais, ciências matemática e física. E nas chamadas “disciplinas cruzadas”. São campos de pesquisas que envolvem diversos setores da ciência, como a computação de grande porte (segmento que gerou o Deep Blue, que se tornou o primeiro computador a vencer um humano em um jogo de xadrez, nada mais que o campeão mundial de xadrez Garry Kasparov), as tecnologias de monitores, os sistemas pessoais que simplificam o uso dos computadores e as tecnologias de semicondutores. Além dessas áreas, os cientistas de várias nacionalidades (inclusive brasileiros) ainda desenvolvem pesquisas em armazenamento de dados, servidores e sistemas integrados e design para VLSI (integração em escala muito grande), que estuda soluções para redes e computadores de grande capacidade.


Hoje em dia a IBM possui 15 centros de pesquisas espalhados por vários países, entre os mais importantes: 
Thomas Watson Research Center 
Centro nervoso da divisão de pesquisa da IBM, o TWRC foi o primeiro laboratório construído pela empresa, em 1961. Hoje ele possui quatro unidades em três cidades: Westchester County, Nova York e Cambridge. Ao todo, emprega quase 1.800 pessoas. Seus focos de pesquisa são: física e ciências do computador, tecnologia de sistemas, matemática e serviços de informação, aplicativos e soluções. 
Almaden Research Center 
O laboratório encravado em pleno Vale do Silício emprega 500 pesquisadores. Ele foi o primeiro centro criado pela empresa, em 1955. Suas especialidades são ciência da computação, sistemas e tecnologia de armazenamento e ciências físicas. Foi em Almaden que pela primeira vez átomos foram movidos individualmente, pelo cientista Don Eigler. Em 1970, um artigo produzido nesse laboratório sobre bancos de dados relacionais abriu as portas para a hoje milionária indústria de banco de dados. 
Austin Research Laboratory 
Localizado na cidade de Austin, no estado do Texas, o laboratório foi criado em 1995 para explorar o campo dos micro-processadores. Foi o primeiro lugar no mundo onde um processador alcançou a velocidade de 1 GHz. O centro também se destaca por suas parcerias com a Universidade do Texas e com a Universidade Rice. Com mais de 40 pesquisadores, suas especialidades são: protótipos e desenho de sistemas para máquinas de alta eficiência energética, circuitos avançados, ferramentas para desenho e verificação no CAD (programa de engenharia em 3D), software e multiprocessadores. 
China Research Laboratory 
Construído em 1995, o laboratório de Pequim conta com quase 100 cientistas. Suas especialidades são processamento de linguagem, reconhecimento de escrita e de voz, computação onipresente, computação móvel, multimídia e tecnologias e soluções para e-business. A empresa tem ainda mais um laboratório no país, localizado na cidade de Xangai. 
Haifa Research Laboratory 
Em Haifa, Israel, a IBM pesquisa sistemas integrados, tecnologias de verificação, subsistemas de armazenamento, e-business e segurança, sistemas de computador, ambientes e linguagens de programação, aplicações avançadas, matemática aplicada, multimídia e tecnologias de serviço. Ao todo, são aproximadamente 500 os pesquisadores que trabalham neste centro, criado em 1972. Uma das invenções criada aqui foi o InCommonSense, um mecanismo que resume sites e descreve resultados de busca automaticamente. 
Tokyo Research Laboratory 
Criado em 1982, o centro de Tóquio pesquisa tecnologia de programas e de sistemas, computação onipresente e aplicativos para a internet. Em parceria com o Watson, o laboratório da capital japonesa recentemente desenvolveu o protótipo de um relógio de pulso com processador interno e sistema operacional Linux. A ideia é fazer do produto um verdadeiro computador de pulso. 
Zurich Research Laboratory 
O laboratório de Zurique, na Suíça, foi o primeiro a ser construído fora dos Estados Unidos. Com mais de 300 pesquisadores, destaca-se por ter sido berço de duas pesquisas ganhadoras do prêmio Nobel. Uma delas foi relacionado à nanotecnologia, com a invenção do microscópio de tunelamento eletrônico, em 1986. No ano seguinte, a descoberta do fenômeno da supercondutividade rendeu outro Nobel ao centro. Atualmente, as especialidades do centro são ciências do computador, sistemas de comunicação e soluções para laboratórios industriais. 
India Research Laboratory 
O centro de pesquisas da IBM na Índia é um dos mais recentes, localizado em duas unidades, nas cidades de Bangalore e Nova Déli. Emprega mais de 100 pesquisadores e suas especialidades são: e-commerce, filtragem de informações, detecção de impressões digitais, reconhecimento de voz, previsão do tempo e redes sem fio. 
São Paulo e Rio de Janeiro Research Laboratory 
Estabelecido em junho de 2010, foi primeiro laboratório de pesquisas da IBM na América do Sul, com locais em São Paulo e Rio de Janeiro. As pesquisas se concentram em segmentos como dispositivos inteligentes utilizando avanços na área de semicondutores; inovação com ênfase em eventos de larga escala; ciências de serviços, com foco no entendimento, modelagem e simulação de sistemas; e soluções de recursos naturais (com foco em petróleo, gás e mineração).


A empresa ainda mantém o IBM THINKLab, um espaço para as empresas terem uma experiência única, com pesquisadores especializados e focados em resolver problemas ou identificar novas possibilidades para inovar. Mais recentemente, em 2015, a empresa inaugurou no Brasil a primeira unidade do THINKLab na América Latina, cujo objetivo é colocar as empresas clientes trabalhando diretamente com os pesquisadores da IBM para resolver problemas específicos de seu segmento. As outras unidades do THINKLab estão localizadas na Austrália, China, Estados Unidos, Índia e Japão.


O gênio por trás da marca 
Um nome em particular foi responsável direto por tornar a IBM o que ela é nos dias de hoje: Thomas John Watson. Ele chegou à empresa em 1914, assumindo o cargo de diretor-geral. Ele formou o seu pensamento empresarial na NCR (National Cash Register), onde aprendeu, desenvolveu e ganhou reputação por suas técnicas de vendas. Um escândalo - que envolveu outros 30 executivos, incluindo o presidente do conselho, John Patterson - pelo seu papel em táticas para tirar vendedores de máquinas usadas do negócio e que violavam a lei antitruste, causou sua saída da empresa e condenação. Certo do trabalho e condições que desejava, ele declinou propostas e se aproximou de Charles R. Flint, principal executivo da empresa na época, em busca de uma oportunidade de negócio e controle similar ao que tinha na NCR. Flint não se preocupou em contratar um condenado, mas preferiu dar a ele o cargo de diretor-geral, e não a presidência das operações, sob o risco de Watson ter de cumprir pena, o que nunca aconteceu. Ele trouxe resultados rápidos e a CTR atingiu US$ 16 milhões de receita em 1920, o que, no entanto, levou a dificuldades de caixa.


Em 1924, com a morte de George Fairchild, acumulou o cargo de presidente do conselho ao de presidente e mudou o nome da empresa: do “desajeitado” Computing-Tabulating-Recording Company para International Business Machines (ou simplesmente IBM). Mesmo considerado irascível, conseguiu espalhar suas ideias por todas as áreas da IBM. Ao mesmo tempo em que era carismático, otimista e generoso, ele também era egocêntrico e agressivo para conseguir o que queria. Nascido no dia 17 de fevereiro de 1874 em uma família pobre começou a carreira como caixeiro viajante e inspirou entusiasmo e lealdade na empresa, mas também se cercou de pessoas que não o contradiziam e errou ao tomar decisões por instinto. Ele deu oportunidades aos jovens com potencial e levou a IBM a ser pioneira em treinar mulheres, na década de 1930. Como percebeu que os gerentes resistiam a contratar as mulheres nos programas de treinamento, demitiu todos os homens que se formaram no mesmo ano. À medida que os anos passaram, Watson se tornou mais egocêntrico, o que teria sido a causa do seu envolvimento no episódio mais polêmico de sua carreira. Em 1937, ele aceitou uma medalha de Adolf Hitler com a expectativa de que teria alguma influência junto ao ditador nazista a ponto dele acolher sua campanha pela paz mundial por meio do comércio internacional. Foi apenas com sua morte em 19 de junho de 1956 que Watson deixou o controle da IBM, mas conseguiu fazer a sua sucessão, com o filho Thomas Watson Jr. (foto abaixo). Sob sua liderança, a empresa ingressou, na segunda metade do século passado, no negócio de computadores, área em que manteve a hegemonia até os anos de 1980.


Uma campanha inteligente 
No final de 2008, no mês de novembro, a IBM lançou sua mais agressiva campanha global de marketing denominada Smarter Planet (em português, Planeta Inteligente), tendo como slogan “Let’s Built a Smarter Planer” e o objetivo de promover a sustentabilidade através da aplicação da tecnologia em todo o planeta, buscando ideias mais inteligentes e efetivas.


A campanha era a visão e crença da IBM no fenômeno da globalização, que tem aproximado e conectado pessoas, empresas e objetos de forma nunca vista antes, alinhado à tecnologia cada vez mais acessível a todos, representando um imenso potencial para usá-la para a criação de um planeta mais saudável e sustentável, com menos desperdício e, sobretudo, mais inteligente. Que a sociedade se sinta mais segura ao andar pelas ruas, gaste menos tempo possível no trânsito e evite o desperdício de água e energia. Afinal, a missão da IBM é usar a tecnologia para construir pilares sólidos e eficientes tanto para ajudar a reduzir a complexidade dos negócios das empresas, como para a vida em sociedade. A enorme campanha tinha como objetivo disseminar novas maneiras de interação tecnológicas para o progresso do planeta. Cada interação representa a chance de fazer algo melhor, mais eficiente, mais produtivo para que os sistemas tornem-se mais espertos e eficientes. As iniciativas abordavam os mais diversos campos como energia, educação, cidades, telecomunicação, saúde, tráfego, alimentação, água, segurança, infra-estrutura, computação em nuvem, entre outras. Para isso, a IBM criou vários ícones que representavam os mais diversos campos de aplicação com inteligência da tecnologia.


A evolução visual 
Um dos logotipos mais famosos e reconhecidos do mundo é o tradicional azul da IBM. Mas para chegar a este estágio, o logotipo passou por inúmeras e profundas reformulações durante a história da empresa. O logotipo da IBM começou a sofrer suas primeiras alterações em 1911, quando a International Time Recording Company e a Computing Scale Company se fundiram para formar a Computing-Tabulating-Recording Company. A segunda alteração ocorreu em 1924, quando a empresa adotou oficialmente o nome International Business Machines Corporation e apresentou um novo logotipo, cujo símbolo era um globo.


No final dos anos de 1940, a IBM lançou uma difícil transição de tabulações de cartões para computadores, chefiada pelo então CEO Thomas J. Watson. Para assinalar esta mudança radical, em 1947, a IBM mudou sua identidade visual pela primeira vez em mais de duas décadas: um simples logotipo tipográfico, que utilizava pela primeira vez a cor azul. Em 1956, com a liderança da empresa a prestes a ser passada ao filho de Watson, o genial designer Paul Rand mudou levemente o logotipo da IMB para ter “uma forma mais sólida, fundamentada e de equilibrada aparência” e, ao mesmo tempo, fez a mudança sutil o suficiente para comunicar que existia uma continuidade na passagem da liderança da empresa de pai para filho. Em 1967 surgiu, enfim, o famoso logotipo com barras, nesta época com 13 (por isso chamado 13-bar Logo). Foi em 1972 que ocorreu a última grande mudança no visual da IBM, surgindo o famoso logotipo azul com listradas para simbolizar a velocidade e o dinamismo da empresa na época. O logotipo conhecido como “8-bar” também foi criado pelo designer gráfico Paul Rand e pode ser aplicado também na cor preta.


Os slogans 
Let’s build a smarter planet. (2008) 
What makes you special? (2006) 
On demand business. (2004) 
E-Business on demand. (2003) 
Winning with e-business. (2002) 
Solutions for a small planet. (1994) 
On Demand Business, in demand people. 
We Make IT Happen. 
I think, therefore IBM. 
IBM. Computers help people help people. (década de 1970) 
World Peace through World Trade. (década de 1930) 
Think. (1925)


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 16 de junho de 1911 
● Fundador: Charles Ranlett Flint 
● Sede mundial: Armonk, New York, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: International Business Machines Corporation 
● Capital aberto: Sim 
● CEO: Virginia Rometty 
● Faturamento: US$ 81.7 bilhões (2015) 
● Lucro: US$ 13.19 bilhões (2015) 
● Valor de mercado: US$ 139 bilhões (maio/2016) 
● Valor da marca: US$ 65.095 bilhões (2015) 
● Presença global: 170 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 377.750 
● Segmento: Tecnologia 
● Principais produtos: Serviços de TI, hardwares, softwares, cloud computing e consultoria 
● Concorrentes diretos: Oracle, Cisco Systems, EMC², SAP, HP, Accenture, Intel, Xerox e Microsoft 
● Ícones: O logotipo e a cor azul 
● Slogan: Let’s build a smarter planet. 
● Website: www.ibm.com/br-pt/ 

O valor 
Segundo a consultoria britânica Interbrand, somente a marca IBM está avaliada em US$ 65.095 bilhões, ocupando a posição de número 5 no ranking das marcas mais valiosas do mundo. A empresa também ocupa a posição de número 24 no ranking da revista FORTUNE 500 de 2015 (empresas de maior faturamento no mercado americano). 

A marca no Brasil 
Em 1917, a IBM iniciou suas atividades no país, ainda com o nome de Computing Tabulating Recording Company. O Brasil foi o primeiro país do mundo a receber uma filial da IBM. Nesse mesmo ano, o Sr. Valentim F. Bouças, representante da CTR, firmou o primeiro contrato para a prestação de serviços com a Diretoria de Estatística Comercial. Com os excelentes resultados obtidos, o governo brasileiro resolveu contratar a CTR para o censo demográfico de 1920. Nesse mesmo ano chegaram ao Brasil as primeiras máquinas impressoras. O ano de 1924 marcou o estabelecimento definitivo da IBM Brasil. Através de decreto do então presidente Arthur Bernardes e com o nome de International Business Machines Co. of Delaware, a IBM, sempre representada pelo Sr. Valentim Bouças, estendeu suas atividades a diversas e importantes organizações privadas da indústria e do comércio. Em 1939, Thomas Watson inaugurou o prédio da fábrica IBM, em Benfica, no Rio de Janeiro. Esta foi a primeira fábrica da empresa na América do Sul. De 1950 a 1954 foram introduzidos novos equipamentos e as primeiras calculadoras eletrônicas, que provocaram marcantes transformações nos métodos de ensino e de produção. Em 1959, a IBM fez o ano da revolução dos sistemas administrativos das empresas brasileiras através do lançamento do primeiro computador eletrônico: um RAMAC 305. Nos anos seguintes, simultaneamente ao aperfeiçoamento de sua política de pessoal, a IBM do Brasil, denominação adotada em 1960, passou a viver a era dos computadores eletrônicos. Em 1971 inaugurou a fábrica de Hortolândia, iniciando uma nova fase tecnológica.


A década de 1980 foi marcada por importantes acontecimentos: início da produção das máquinas de escrever elétricas 196 e 196C (1981), início da instalação sistema de correio eletrônico PROFS, criação em São Paulo do Centro de Tecnologia de Software (1984) e instalação em Sumaré do Centro de Tecnologia de Hardware (1985). Nos últimos quatro anos, a IBM Brasil mais do que dobrou de tamanho. Hoje, o Brasil possui um dos quatro centros de prestação mundial de serviços da IBM. Para poder atender clientes de qualquer lugar do mundo, a subsidiária brasileira faz parte do que a empresa define como “Global Delivery Model”, modelo integrado de prestação de serviços que garante custos competitivos, excelência e padronização de processos. Em mais de nove décadas de presença no Brasil, a empresa acompanhou, e muitas vezes orientou, as mudanças e avanços da indústria. Hoje, a IBM possui soluções de ponta a ponta, adequadas a empresas de todos os portes e perfis de negócios. No Brasil a empresa utiliza o slogan “Um Planeta Mais Inteligente”.


A marca no mundo 
As atividades da IBM se estendem hoje por mais de 170 países, com fábricas e laboratórios funcionando em mais de 15 deles. Essas fábricas estão integradas aos laboratórios de desenvolvimento na França, Alemanha, Espanha, Itália, Holanda, Suécia, Inglaterra, Brasil, Argentina, Colômbia, México, Canadá, Austrália e Japão. O Brasil realiza grande parte do trabalho financeiro e ainda é, em Hortolândia, um importante pólo de prestação de serviços, uma área que responde por 60% da receita da empresa. A IBM atua na área de Tecnologia da Informação (TI), fabricando e vendendo hardware e software, além de oferecer serviços de infraestrutura, serviços de hospedagem e serviços de consultoria nas áreas que vão desde computadores de grande porte até a nanotecnologia. A empresa, que em 2015 faturou mais de US$ 81 bilhões, emprega mais de 377 mil funcionários (carinhosamente chamados de “IBMers”) no mundo inteiro. 

Você sabia? 
Norman Joseph Woodland, um dos engenheiros responsáveis pela criação do código de barras na década de 1940, trabalhou na IBM até sua aposentadoria, em 1987. O escaneamento a laser e o advento dos microprocessadores tornou o código de barras viável e, nos anos de 1970, um colega da IBM, George Laurer, desenhou o retângulo branco e preto que hoje conhecemos, inspirado no modelo de Woodland. O método virou padrão na indústria americana por volta de 1973. 
A IBM usa sua experiência e capacidade em tecnologia e inovação para beneficiar a sociedade, através de projetos como o World Community Grid, comunidade mundial criada com o objetivo de ajudar no avanço de pesquisas que buscam tratamentos e a cura de doenças. Essa tecnologia permite formar um supercomputador virtual através da união do poder computacional de centenas de milhares de computadores de indivíduos espalhados por todo o mundo. Quando não está sendo utilizada por seus usuários, a capacidade desses computadores é “doada” a uma rede que reúne a potência do tempo ocioso dessas milhares de máquinas, formando um poder computacional sem precedente. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Isto é Dinheiro, Época Negócios e Exame), jornais (Valor Econômico, Estadão e Folha), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 4/5/2016

8 comentários:

Camila disse...

qual é o slogan atual da IBM ???

Luiz Eduardo Buccos Silveira disse...

A IBM não tem um 'slogan' e sim uma visão de negócio 'contruir um planeta mais inteligente'.

Os mesmos problemas continuam nos desafiando. A IBM deseja que os negócios cresçam de
uma maneira eficiente e sustentável, que a sociedade se sinta mais segura ao andar pelas ruas, gaste menor
tempo possível no trânsito e evite o desperdício de água e energia. Queremos viver numa cidade mais inteligente.

A missão da IBM é usar a tecnologia para construir pilares sólidos e eficientes
tanto para ajudar a reduzir a complexidade dos negócios das empresas, como para a vida em
sociedade.

Espero que ajude
LE - Marketing IBM Brasil

Thais disse...

Ola, Sou universitaria do curso de Administraçao, e estou fazendo um estudo de caso sobre a historia da IBM, como ela superou a crise e qual o motivo da troca de nomes de CTR para IBM, gostaria se possivel que vocês me desses algumas opinoes.
Obrigada!
Thais Rayanna

Anônimo disse...

boa tarde,
tem em um livro muito bom, chamado a estratégia do oceano azul, lá contém algumas informações sobres as estratégias adotadas pela ibm antigamente e se não estou enganado comenta também o porquê da mudança de nome.

Wagner disse...

Pelo que sei não teve um motivo específico. Watson só mudou o nome porque visava o crescimento e diversificação das máquinas que eram desenvolvidas. Dessa forma, o nome da empresa não faria mais sentido. Não fabricariam mais apenas máquinas de cartões (tabuladoras), e sim uma variedade de máquinas de processamento de dados como calculadoras e máquinas registradoras. E também porque Watson era visionário e pretendia expandir os negócios para além das fronteiras, por isso pediu que o logo também fosse alterado para o globo terrestre.

Eu também sou um IBMer, hehehe.
Wagner Antonio Silva
IT Specialist HV Software.

aline Dourado disse...

Gostaria de saber o que diferencia a IBM das organizações burocráticas e em relação aos freelancers que prestam serviços para a empresa. obrigada.

Anônimo disse...

Gostaria de saber a missão, visão e valores da IBM

Douglas Olive disse...

Sensacional, contudo a último bloco de informações, sobre uam rede computacional sem precedentes me pareceu, de acordo com os planos da IBM, o esboço cada vez mais realista de um Brainiac em potencial, o vilão do Superman com poder e conhecimentos ilimitados. Tenso.