11.5.22

SMILEY


Um ícone simples - formado por um círculo amarelo, dois pontos, um sorriso - manteve a relevância ao longo de 50 anos, de movimentos culturais, do amor livre às raves e à revolução digital. A palavra “icônica” pode ser utilizada para descrever várias coisas – mas o que é mais icônico do que o símbolo do SMILEY? De totem de rave à emoji, de pílulas de ecstasy a roupas de grife, o SMILEY, além de permanecer como um símbolo que representa os bons tempos e uma revolução que deu certo, se transformou em “uma máquina de fazer dinheiro”, capaz de faturar mais de meio bilhão de dólares todos os anos. Afinal, não deve existir quem não conheça o SMILEY, presença constante nos ambientes digitais, campanhas de marketing e estampado em infindáveis produtos de diversas categorias. 

A história 
O nascimento e a evolução dessa carinha amarela sorridente são mais controversos do que você pensa. Assim como muitas das importantes invenções na história da humanidade, existe certa discordância em relação à sua criação. Para muitos o famoso ícone amarelo nasceu em 1963, na cidade de Worcester, estado de Massachusetts, quando o designer gráfico Harvey Ross Ball foi abordado pela empresa de seguros State Mutual Life Assurance Company para criar algo, parte de uma campanha institucional, que representasse um incentivo moral positivo para seus funcionários e que tivesse o poder de levantar o ânimo deles após uma série de fusões e aquisições difíceis. E, por apenas US$ 45, Ball levou dez minutos para criar um ícone que se entrelaçou tão firmemente na estrutura da cultura americana. Mas o primeiro símbolo de uma carinha sorridente era um pouco diferente do que estamos acostumados hoje em dia. No esboço do desenho inicial de Ball, o contratante escreveu, “os olhos são ovais estreitos, um maior do que o outro e a boca não é um arco perfeito”. O símbolo foi estampado em diversos produtos da seguradora, como pins, bottons e cartazes. Na época, nem a seguradora nem o designer registraram o icônico rosto amarelo. Para outros, a simetria perfeita a que estamos mais acostumados veio um pouco depois, em setembro de 1970, quando os irmãos Bernard e Murray Spain, que fabricavam produtos populares na Filadélfia, modificaram o design do símbolo original e o estamparam em bottons, canecas, camisetas e bonés com a seguinte frase: “Tenha um bom dia” ou “Have a nice day”, em inglês.


Mas o símbolo como marca registrada (como é tratado nesse texto) surgiu pelas mãos do jornalista francês chamado Franklin Loufrani (foto acima), um jovem com espírito empreendedor e para muitos que o conheciam na época um “cara de marketing que estava sempre criando coisas novas”. Em 1971, enquanto trabalhava para o jornal France-Soir, ele foi desafiado pelo editor, que havia se cansado do fluxo constante de notícias negativas a encontrar uma maneira de proporcionar alegria aos leitores, destacando as boas notícias no jornal. Loufrani então decidiu criar um símbolo que alertasse os leitores sobre histórias positivas. Sua criação, batizada de SMILEY FACE (uma alusão à palavra “smile”, sorriso em inglês), era uma figura circular (representando um rosto), com dois pontos ovais (representando dois olhos) e um traço que forma um arco na parte inferior (representando um sorriso), sobre um fundo amarelo, com traçado preto.
   

É inegável que o símbolo criado pelo jovem Loufrani possuía uma notável semelhança com o de Harvey Ball. Mas, ao contrário dele, Loufrani previu o potencial de marketing do símbolo e imediatamente registrou o símbolo como marca comercial em alguns países. E isto ficou evidente, anos atrás, quando seu filho, Nicolas, disse ao The Hustle: “Você poderia dizer que havia um significado político ou social por trás do que ele fez, mas foi realmente um ato comercial”.
  

A estréia oficial do SMILEY aconteceu em 1º de janeiro de 1972, como principal símbolo de uma campanha promocional (batizada de “Take Time to Smile”) do jornal France-Soir, e cujo intuito era sinalizar e marcar as notícias alegres, boas e positivas. Com isso, todas as notícias positivas foram destacadas por este pequeno símbolo que lembrava as pessoas a aproveitarem o tempo para sorrir. E com a marca registrada garantida, Loufrani decidiu licenciar seu novo ícone e faturar. Aqui vale uma explicação: licenciamento de marca é uma concessão de uso de uma determinada marca ou personagem protegido por direitos autorais, para que outra empresa tenha a liberdade de explorá-la comercialmente em um serviço ou produto. E licenciar ou permitir que outras empresas usem seu logotipo (marca) em troca de uma porcentagem de cada venda, não era um modelo de negócios muito popular na Europa na época. Loufrani foi um dos primeiros a se aventurar nesse segmento - e, no início, foi difícil vender. Depois que foi publicado nas páginas do France-Soir, um punhado de outros jornais começou a pagar para usá-lo.
   

Mas Loufrani percebeu que precisava divulgar em uma escala mais ampla para atrair uma diversidade de indústrias. A década de 1970 foi um dos principais períodos para a difusão do SMILEY. Neste período, a França encontrava-se em um momento de contracultura, os jovens rejeitavam e questionavam as estruturas ditas como tradicionais. Os conceitos de amores livres e culturais estavam em transformação para os jovens franceses. Loufrani então imprimiu milhões de adesivos com a figura do SMILEY e distribuiu gratuitamente pelo país. A ação foi um sucesso e a carinha amarela sorridente ganhou ainda mais força dentro e fora da França. Com o enorme sucesso dessa ação, muitas marcas e fabricantes queriam usar o SMILEY em seus produtos e campanhas de marketing. Com isso, dois anos depois de sua marca registrada, Loufrani garantiu uma lucrativa parceria com a empresa de guloseimas Mars (conheça essa outra história aqui), que imprimiu a carinha sorridente em um de seus chocolates. Outros grandes licenciados viriam a seguir: por exemplo, a Levi’s (conheça essa outra história aqui) lançou jeans com estampa de SMILEY; já a Agfa (então gigante alemão do segmento de fotografia e imagem) embalou seus filmes em caixas com o símbolo SMILEY; e grandes varejistas de artigos de papelaria começaram a vender diários, cadernos e lápis com a simpática carinha amarela.
   

Durante os hedonistas anos de 1980, SMILEY tornou-se o rosto do otimismo desafiador para uma geração que encontrava refúgio nas pistas de dança do underground subversivo. Com isso, SMILEY foi adotado por uma nova geração de ravers movidos a ecstasy. E isso começou naturalmente, com os primeiros DJs de música eletrônica, como por exemplo, Danny Rampling, que foi um dos primeiros a usar o símbolo em panfletos para festas. Com instinto empreendedor, Loufrani captou essa nova cultura abraçando seu símbolo. E aproveitou. Ele então, de forma incessante começou a procurar DJs, clubes e boates, para vender camisetas e bottons estampados com a carinha amarela. Simultaneamente, esse novo mercado desbravado por Loufrani impulsionou acordos de licenciamento com empresas de vestuário.
  

Depois de um relativo sucesso nas décadas anteriores, que tornou o símbolo mundialmente famoso, a popularidade do SMILEY despencou em meados dos anos de 1990, culminando com a diminuição de acordos de licenciamento e a consequente perda de relevância do símbolo da carinha amarela sorridente. Foi quando em 1996 o filho de Franklin, Nicolas Loufrani, se envolveu com os negócios em uma tentativa de modernizá-los - em uma época em que a empresa e o símbolo estavam sob risco de se tornar “irrelevantes”. Com experiência em marketing de artigos de luxo e de olho na revolução tecnológica, ele profissionaliza as ideias originais de licenciamento de seu pai (antes as empresas compravam a licença comercial e faziam qualquer produto imaginável, sem direção criativa de design ou branding) e funda na cidade de Londres a THE SMILEY COMPANY, registrando o símbolo e design do SMILEY em 70 países ao redor do mundo.
   

E para reverter esse cenário, Nicolas ainda pressentiu uma mudança maior acontecendo: a ascensão da internet e da tecnologia móvel. Com isso, no ano de 1997 ele criou variações da carinha original para o chamado Dicionário Smiley, uma espécie de primórdios dos emojis (elementos visuais que surgiram no Japão na década de 1990, com a criação de um conjunto de desenhos que pudessem ser utilizados em troca de mensagens instantâneas). Ele registrou centenas deles no escritório de patentes dos Estados Unidos e publicou vários deles em 1998 como GIFs. Nicolas Loufrani é, portanto, o primeiro a criar emoticons usando tecnologia, o que lhe garantiu o título de “pai dos emoctions”. Atualmente a família SMILEY possui aproximadamente 2.800 variações utilizadas diariamente por bilhões de pessoas em todo o mundo. Foi um grande renascimento para o SMILEY como marca, que voltou despertar interesse de muitos parceiros de negócios, o que ajudou a reconstruir o negócio. Isto porque, com o uso global cada vez maior de smartphones, a biblioteca emoticon criada pela THE SMILEY COMPANY recebeu uma vida nova, com iterações divertidas, expressivas e criativas do SMILEY que abriram um mundo de possibilidades de comunicação lúdica. Afinal a absorção universal de emojis significava que era usado diariamente por bilhões de pessoas, ajudando-os a se expressar usando uma nova linguagem. O grande sucesso foi que Nicolas conseguiu antecipar um futuro em que as pessoas usariam ícones reais para se comunicar.
   

Além disso, no início dos anos 2000, a empresa lançou o SmileyWorld - um universo que contém todas as suas novas criações - e os licenciou para empresas de telecomunicações da época, como por exemplo, Nokia, Motorola, Samsung, entre outras. Nessa época com a proliferação das hipercolaborações, o SMILEY foi adotado por grandes marcas do mundo da moda como uma forma de reorientar as mentes e reequilibrar os ânimos. Em 2005, a empresa anunciou a criação da Smiley World Association, mais tarde renomeada Smiley Fund, como um braço de caridade, para a qual doa 10% de seus lucros. A partir de 2010, a empresa duplica o seu compromisso de aprofundar a inteligência emocional, ao lançar o THE SMILEY MOVEMENT, para ligar marcas a instituições de caridade e agentes de mudança positivos de maneiras mais significativas.
  

Por volta de 2013, a empresa descontinuou seus esforços de produção interna, que haviam começado em meados dos anos de 1990 com participação em feiras de moda e até mesmo com a inauguração de lojas-conceito. Isto porque, aos poucos outras empresas e marcas começaram a abordar a THE SMILEY COMPANY para adquirir direitos de uso do SMILEY em seus produtos. Mas não é como se fosse um tempo mal gasto. Na verdade, o empreendimento fracassado ensinou o que é preciso para conseguir uma produção em larga escala. E o resultado desse “erro” de gestão e estratégia culminou em 2017 com o lançamento do SMILEY STUDIO, um veículo através do qual a empresa desenvolve suas próprias ideias e conceitos que podem ser apresentados a potenciais parceiros de licenciamento e colaborações. Mais recentemente, enquanto a pandemia de COVID-19 se espalhava e aumentava o medo e a incerteza sobre o futuro, o espírito desafiador e otimista da marca SMILEY foi revigorado: um farol de positividade, criatividade e colaboração para qualquer pessoa que procurasse conexão e inspiração.
  

Em 2022, a carinha com o sorriso mais famoso do planeta comemora 50 anos de sua criação (como marca registrada). E para isso preparou diversas ações, campanhas e lançamentos de produtos exclusivos. E o Brasil vem chamando a atenção da empresa THE SMILEY COMPANY de tal forma que foi um dos países escolhidos para hospedar as comemorações especiais de aniversário. Ao redor do mundo, instalações e lojas pop-up foram instaladas em locais de referência do varejo e da moda, como por exemplo, a Galeries Lafayette, em Paris; lojas de departamento prestigiadas como a Nordstrom (conheça essa história aqui) nos Estados Unidos e no Canadá; o Galleria, em Seul; além da Urban Outfitters em Milão, Londres e Copenhagen, entre outras.
  

Em solo brasileiro, as exposições temporárias (durante o mês de abril) foram instaladas no Shopping Cidade Jardim e no Shops Jardins, em São Paulo. Por lá, balões amarelos de até 1.5 m de diâmetro com o icônico SMILEY estampado decoravam os corredores e jardins dos dois shoppings. Também era possível comprar a coleção especial de aniversário da marca, com mais de 50 criações feitas por nomes relevantes da moda brasileira e internacional. Entre os itens, o livro “50 Years of Good News”, da Assouline, que reuniu notícias boas e otimistas das últimas cinco décadas; moletons, jeans, bolsas e até chapéus Karl Lagerfeld; chinelos da Havaianas (conheça essa história aqui); brincos Moschino, óculos Thierry Lasry e até cartas ilustradas da Copag (clique aqui para saber mais). Para o evento, também foram criados alguns ativos especiais, como uma Playlist SMILEY no Spotify, um filtro personalizado do Instagram, além de animações 3D para redes sociais e outras ativações on/off. E os planos para essa feliz comemoração ainda incluem o lançamento da sua primeira coleção de NFTs e uma grande campanha sobre sustentabilidade, cujo intuito é trazer conceitos sustentáveis para a indústria de licenciamento.
  

Ambicioso, autêntico e visionário, o plano da SMILEY para o futuro é desafiador e otimista. Por isso, em 2023 será lançada a “Future Positive” - uma campanha 360° que vai reunir as marcas mais inovadoras do mundo para uma mensagem, gama de produtos e planeta mais sustentáveis. Juntos, irão organizar uma coleção de produtos lifestyle sustentáveis de edição limitada, ativados por experiências de marca imersivas e oportunidades significativas de caridade. Parte da “Future Positive” irá contar com ativações nas lojas, incentivando as pessoas a doar, reciclar e reutilizar roupas.
   

Aproveitando sua rica herança, rede global e o poder do sorriso, a SMILEY vai continuar a liderar o mundo em direção a um futuro do qual todos realmente queremos fazer parte. Afinal, ser feliz e positivo em relação ao futuro não é apenas uma aspiração, mas neste momento culminante da história moderna, a felicidade é um direito e um roteiro. SMILEY tornou-se mais do que apenas um ícone ou marca - é um espírito e uma filosofia, um lembrete de quão poderoso um sorriso pode ser.
   

A máquina de marketing feliz 
Nos últimos 50 anos, SMILEY abraçou a positividade, a criatividade e a colaboração, inspirando otimismo voltado para o futuro em todo o mundo. Trabalhando em colaboração com marcas e varejistas líderes, como Louis Vuitton, Fendi, Desigual, Renault, Crocs, Eastpak, Fossil, Nutella, Nivea e Coca-Cola (clique no link de cada marca para conhecer suas histórias), SMILEY espalha positividade através de produtos de moda, acessórios, beleza, artigos para a casa, embalagens para alimentos, artigos de papelaria e entretenimento. Embora as taxas de royalties variem de acordo com o tamanho e o escopo da empresa, elas podem chegar a 10% do valor que um item é vendido. Com sede em Londres, a THE SMILEY COMPANY mantém uma equipe de 40 pessoas que constantemente vasculham o mercado em busca de tendências emergentes, e então simulam conceitos de SMILEY e os lançam para marcas. Ter essa exposição em toda a extensão da indústria da moda significa que o ícone do SMILEY é regularmente visto na maioria dos setores da sociedade por todos os tipos de pessoas.
  

De 15 anos para cá, Nicolas tem trabalhado de perto na modernização e reposicionamento da SMILEY, especialmente como uma marca de moda e lifestyle. Com isso, SMILEY se tornou tão famoso e reconhecido quanto o logotipo da Nike (saiba mais aqui) ou da Lacoste (conheça essa outra história aqui), e até mesmo alcançando a popularidade de Mickey Mouse. Sua ideia principal foi fazer parcerias com grandes designers e redes de fast-fashion, para criar uma marca que transitasse entre as varejistas de moda e as grifes de luxo. No portfólio, SMILEY tem coleções lançadas ao lado de designers como Ralph Simons e Jeremy Scott, varejistas do calibre da H&M e Zara (conheça essa história aqui), e grandes marcas esportivas, como Adidas, Puma e Champion. Ao todo, o segmento de licenciamento para a moda (considerando roupas, calçados, bolsas e acessórios) é a principal fonte de receita da THE SMILEY COMPANY, equivalente a 60% de seu faturamento. O restante vem de setores como o de alimentos e bebidas, itens para casa, beleza, editorial e brinquedos.
  

Nos últimos anos, SMILEY apostou em licenciamentos, parcerias e colaborações com inúmeras marcas e empresas, algumas das quais se tornaram um verdadeiro sucesso: 
Vittel: a Vittel (saiba mais aqui), marca líder de água mineral premium na Europa, lançou uma edição especial limitada, trazendo uma nova linha divertida diretamente para o varejo. Tudo apoiado por um programa de marketing 360°, incluindo; transmissão de TV, publicidade ao ar livre, in-store e ativações online. O resultado: quase 130 milhões de garrafas de água vendidas na Europa Central e Oriental e aumento de 11.5% nas vendas. 
Lee: a associação com a tradicional marca americana Lee (conheça essa outra história aqui) resultou no lançamento de coleções completas de jeans na China, Europa e Estados Unidos. O resultado: mais de 159 mil peças vendidas. 
McCain: as batatas congeladas com o formato e o sorriso do SMILEY se tornaram um verdadeiro sucesso no mundo inteiro. 
McDonald’s: a mais poderosa rede de alimentação do mundo lançou uma edição do McLanche Feliz toda baseada no universo SMILEY. 
Dunkin: a rede criou um donuts de banana recheado com creme de baunilha no formato da famosa carinha feliz.
  

Entre 2020 e 2021, SMILEY apostou com mais força no mercado brasileiro através de parcerias e colaborações com uma série de marcas nacionais renomadas – entre as quais Havaianas, Farm, Ana Capri, Reserva, Riachuelo, Renner (conheça essa outra história aqui), Hering (saiba mais aqui), Cotton On Brasil, Brinox, Monte Carlo e Cicero Papelaria - que criaram coleções exclusivas com o rostinho sorridente mais famoso do mundo como tema central.
  

Personagens da felicidade 
Como inovação é DNA dentro da THE SMILEY COMPANY, recentemente a empresa deu vida ao vasto arquivo de ícones do SmileyWorld de uma maneira nova e empolgante criando os THE SMILEYS. Esta evolução apresenta os ícones mundialmente famosos como novos personagens em um conceito único de colecionáveis de misturar e combinar que incentiva as crianças a criar seus próprios SMILEYS. Com mais de 100 milhões de combinações possíveis, os personagens apresentam uma grande variedade de humores e emoções, tornando infinitas as possibilidades de auto-expressão. Oferecendo um mundo totalmente novo, completo com personagens divertidos, locais emocionantes e histórias envolventes, o programa THE SMILEYS é a base perfeita para uma linha totalmente nova de oportunidades de extensão de marca. Tudo com suporte 360°, incluindo um comercial de TV, canal dedicado no YouTube, webisodes e site dedicado ao marketing de influenciadores.
  

O movimento feliz 
O SMILEY MOVEMENT é uma iniciativa sem fins lucrativos que visa enfrentar os grandes problemas da sociedade, combinando pessoas e organizações que podem resolver problemas com outras que precisam de soluções, por meio de uma rede social exclusiva. O objetivo é inspirar as pessoas a promoverem ações positivas através de notícias, conversas e parcerias de caridade. Por exemplo, com o SMILEY NEWS é proposta uma versão moderna da campanha original “Take the Time to Smile”, lançada por Franklin Loufrani em 1972, para falar sobre os heróis cotidianos que trabalham no setor beneficente. Através do SMILEY TALKS a empresa realiza eventos ao vivo no Reino Unido, incluindo entrevistas e painéis de discussão com oradores de caridade, ativistas e educadores que abordam problemas reais e promovem estratégias comprovadas. Já com os SMILEY CHARITY FILM AWARDS, a marca premia projetos extraordinários que demonstrem inovação, escalabilidade e impacto positivo. E por último o SMILEY METER, um widget divertido e interativo para inspirar sorrisos, no qual uma câmera captura a reação de uma pessoa e transforma o rosto em um SMILEY GIF engraçado.
  

Os slogans 
Take the Time to Smile. 
We Make The World A Happier Place™. 
The birth of a new universal language. (2001)
  

Dados corporativos 
● Origem: França 
● Fundação: 1 de janeiro de 1972 
● Fundador: Franklin Loufrani 
● Sede mundial: Londres, Inglaterra 
● Proprietário da marca: The Smiley Company 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Nicolas Loufrani 
● Presidente: Franklin Loufrani 
● Faturamento: US$ 573 milhões (2021) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 130 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 60 
● Segmento: Licenciamento de marca e marketing 
● Principais produtos: Diversos 
● Concorrentes diretos: The Walt Disney Company, DreamWorks Animation, Warner Bros., Hasbro, Mattel, Nickelodeon, Sanrio, Marvel, DC Comics e Mauricio de Sousa Produções 
● Ícone: A sorridente carinha amarela 
● Slogan: Take the Time to Smile. 
● Website: www.smiley.com/pt-pt/ 

A marca no mundo 
Atualmente, a THE SMILEY COMPANY, um verdadeiro império global no segmento de licenciamento e marketing, fatura mais de US$ 500 milhões por ano (para ser mais preciso, em 2021 embolsou US$ 573 milhões) com produtos estampados com a simpática carinha amarela sendo vendidos em mais de 130 países ao redor do mundo. Anualmente são mais de 68 milhões de itens comercializados em diversos segmentos, como moda, acessórios, artigos para a casa, alimentos, artigos de papelaria e entretenimento. Com a criação de 15 mil novos produtos anualmente, a THE SMILEY COMPANY possui contratos de licenciamento com aproximadamente 450 marcas e empresas. Entre os mercados mais importantes para a marca estão a China e os Estados Unidos, seguidos de países europeus como Espanha, Reino Unido e Alemanha. Nos últimos 20 anos, SMILEY e suas variações foram estampadas em dezenas de milhares de produtos fabricados por mais de 800 licenciados e que geraram mais de US$ 1 bilhão em vendas no varejo. O SMILEY tem 97% de reconhecimento em todo o mundo “como um sinal de positividade”. 

Você sabia? 
SMILEY é considerado o “pai” (para alguns até “avô”) dos emojis, afinal antes dele não havia como expressar emoções através de um símbolo universalmente reconhecível. 
Ao longo de sua história, o SMILEY tem sido usado como logotipo na publicidade, expressão de moda no estilo hippie, modo de comunicação e um símbolo inconfundível de vida noturna - e sua popularidade é tão persistente quanto seu sorriso. 
Muitos acreditam que o emoji mais famoso do mundo surgiu na cena do filme “Forrest Gump”, de 1994, em que o personagem principal (interpretado por Tom Hanks) limpa a lama do rosto em uma camiseta amarela. Para completar, ele ainda diz a frase que se tornou um dos slogans do símbolo: “Have a nice day”. Só que tanto a carinha feliz como a própria frase já existiam. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Vogue, BusinessWeek, Isto é Dinheiro, Época Negócios e Exame), jornais (Meio Mensagem, Folha e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 11/5/2022 

O MDM também está no Instagram. www.instagram.com/mdm_branding/

13.4.22

STANLEY (PMI)


São opções ideais para qualquer momento, seja no escritório, na praia ou em viagens de aventura. Conservar uma bebida gelada em dia de muito calor ou um líquido quente em temperaturas extremamente baixas, há mais de 100 anos, o pilar da marca Stanley é o comprometimento com a durabilidade, a relevância e a tradição quando o assunto é recipientes térmicos. Seus produtos são feitos para durar. Projetados para superar e resistir até mesmo às condições mais adversas. A marca americana se dedica a cumprir uma promessa: compre Stanley e tenha equipamentos térmicos de qualidade, construídos para a vida toda. 

A história 
O frasco de vácuo foi projetado e inventado pelo cientista escocês Sir James Dewar em 1892. Ele criou um frasco com paredes duplas - como uma garrafa menor dentro de outra, maior - e o lacrou, mantendo o vácuo entre elas. Para retardar ainda mais a mudança de temperatura, espelhou as paredes do frasco de vidro, fazendo com que as ondas de calor que tentassem escapar fossem refletidas de volta. Esse design foi rapidamente transformado em um item comercial por volta de 1904, quando dois sopradores de vidro alemães, Reinhold Burger e Albert Aschenbrenner, descobriram que ele poderia ser usado para manter bebidas frias ou quentes, criando assim um design mais robusto e adequado para uso diário. Apesar do design do frasco Dewar nunca ter sido patenteado, os alemães que descobriram o uso comercial do produto o chamaram de “Thermos”. Essas garrafas térmicas eram muito populares, mas eram frágeis, pois o isolamento à vácuo era de vidro de paredes finas. Estes produtos quebravam facilmente quando caíam e eram relativamente caros para substituir. Descobrir como criar isolamento a vácuo entre duas peças de aço exigiu um pouco de ajuste e cálculos. Foi aí que, no ano de 1913, o físico e engenheiro William Stanley Jr. (foto abaixo), utilizando sua ampla experiência no trabalho com transformadores, descobriu que um processo de soldagem que estava usando poderia ser utilizado para isolar uma garrafa à vácuo com aço em vez de vidro.
  

Com essa invenção ele mudou para sempre a forma como as bebidas quentes eram consumidas. Ele fundiu o isolamento a vácuo e a força do aço em uma garrafa portátil, inventando assim a garrafa à vácuo de aço que conhecemos hoje. A garrafa térmica de aço a vácuo Stanley era resistente e com boa capacidade de conservação de temperatura. A patente dessa invenção foi registrada no dia 2 de setembro de 1913 (data considerada pela empresa como sua fundação). Apesar disso, somente em 1915, William Stanley Jr. começou a produção em massa das garrafas Stanley na cidade de Great Barrington, estado americano de Massachusetts, após adquirir um prédio vazio, o qual reformou e equipou com maquinário para produção de garrafas térmicas, jarros de bebidas e decantadores de mesa. Inicialmente o produto foi comunicado como inquebrável e fez grande sucesso, especialmente entre os praticantes de atividades ao ar livre, pescadores e caçadores. As garrafas com rapidamente se tornaram um marco na vida dos norte-americanos.
   

William Stanley Jr. morreu precocemente aos 57 anos em 1916 e não pode acompanhar as proporções que sua invenção e marca conquistaria. Com isso, uma empresa de investimentos da cidade de Nova York adquiriu a empresa e contratou o engenheiro mecânico Harry Badger, que seria de vital importância no desenvolvimento da marca nos anos seguintes por ser responsável em inventar e desenvolver novos produtos (recipientes térmicos) que expandiram a linha Stanley, incluindo os famosos copos, canecas, potes e growlers, com a mesma proposta de unir durabilidade térmica e resistência. Após a Primeira Guerra Mundial, onde as garrafas térmicas da Stanley foram amplamente utilizadas, a Landers, Frary & Clark (uma fabricante de eletrodomésticos) de New Britain, estado de Connecticut, comprou a Stanley Insulating Company em 1921 e adicionou a marca Stanley às suas linhas de eletrodomésticos e hardwares.
  

Nos anos seguintes, as garrafas térmicas da Stanley se tornaram cada vez mais famosas por sua durabilidade, chegando ao ponto de serem utilizadas para a hidratação de pilotos de aviões durante a Segunda Guerra Mundial (em 1942 são levadas pela primeira vez em uma aeronave WWII B-17, começando assim uma longa história de uso em aeronaves militares), o que ajudou e muito a propagar a ideia de que seus produtos térmicos eram para “toda a vida” (Built for Life®). Além disso, seus produtos passaram a ter diversos usos, como transportar órgãos humanos, transportar sêmen de touro no campo da pecuária e até acompanhar tripulações em explorações em alto mar.
  

Em 1953, o icônico verde Hammertone, que se tornou um símbolo da marca, foi introduzido pela primeira vez como opção de cor em uma garrafa Stanley. A década de 1960 foi marcada pelo sucesso da marca Stanley, cujos produtos já eram amplamente utilizados em companhias aéreas, transatlânticos, ferrovias e hospitais em todo o território americano. Esta década também foi marcada por inovações, como por exemplo, em 1968, quando o copo térmico e a boca rosqueada foram projetados e fabricados para proporcionar uma redução nos custos de fabricação e equipamentos operacionais. Nos anos de 1970, as modernas garrafas térmicas Stanley ganham popularidade com os trabalhadores americanos, tornando-se a garrafa térmica mais popular da história. Além disso, em 1976, a Stanley lançou uma garrafa mais curta de dois quartos.
   

Em 2002, a Stanley foi adquirida pela Pacific Market International (PMI), sediada na cidade de Seattle, estado americano de Washington. Com isso, foi agilizado o processo de design e fabricação, mas sempre se mantendo fiel ao legado da marca. Além disso, as inovações se intensificaram, como por exemplo, em 2008 com a apresentação do eCycle®, uma fórmula própria de materiais reciclados, que tornou a Stanley a primeira marca a oferecer produtos com aproveitamento de material reciclado e livre de BPA em canecas de café. Em 2012, um ano antes da marca completar 100 anos, a revista Outside nomeou a Garrafa Térmica Stanley como “o equipamento mais influente de todos os tempos no segmento”.
  

Há mais de 100 anos a Stanley produz recipientes térmicos, mas foi somente nos últimos tempos que a marca caiu nas graças dos brasileiros. E isto começou em 2014, quando a PMI adquiriu a empresa familiar brasileira Aladdin e ganhou capilaridade e logística para apresentar a marca Stanley também aos brasileiros, principalmente a partir do sul do país, onde também se comprava produtos para manter a água quente, como garrafas e cuias térmicas, especialmente para o consumo de chimarrão. Após conquistar os sulistas com produtos duráveis que poderia manter, por horas, a temperatura da água quente e do chimarrão, aos poucos, a Stanley foi “subindo” no mapa e conquistando brasileiros que consomem também bebidas frias, como cerveja e o Tereré, chá/mate muito popular na região centro-oeste. A marca também passou a utilizar a estratégia de associar os produtos Stanley ao calor do Brasil e atividades ao ar livre.
  

Mas foi a partir de 2018 que os copos térmicos da Stanley começaram a conquistar uma legião de fãs no Brasil, fazendo com que a marca crescesse 700% em faturamento desde então. Esse enorme aumento no faturamento na América Latina foi impulsionado principalmente pela venda da linha bar, que inclui os famosos copos térmicos. Vale ressaltar que assim que chegou à região da América Latina, a Stanley era forte principalmente na venda de produtos para consumo de erva mate, com foco em preservar a temperatura quente da água, especialmente no Uruguai e Argentina. O fenômeno coincidiu com o período da pandemia, que contribuiu para um maior consumo de cerveja em casa. Pelo clima do país, foi a união perfeita com a proposta de bebida gelada até o último gole. Mais do que um copo projetado para beber cerveja, o copo térmico Stanley se tornou um símbolo de status, um comprovante de aceitação social e, consequentemente, uma chancela de estar na moda. Apesar da marca patrocinar esportes como Rali dos Sertões, o Festival de Surf de Saquarema e alguns atletas, a Stanley ficou conhecida de forma expressiva no Brasil através do ambiente do churrasco urbano.
  

Atualmente no Brasil a Stanley trabalha com cinco categorias de produtos distribuídos em diversas linhas e voltados para diferentes objetivos de uso: Bar (copos, canecas e growlers), Café (garrafas térmicas e mugs), Hidratação (squeezes, garrafas térmicas e jugs), Mate (cuias e garrafas térmicas) e Camping (potes térmicos, panelas, tigelas e pratos).
   

Curiosidades: hoje em dia, a icônica garrafa térmica da Stanley tem sido utilizada não somente para transportar bebidas quentes ou frias, mas também para cozinhar macarrão instantâneo ou até salsichas e transportar remédios que exijam temperaturas controladas. Entre os produtos mais vendidos da Stanley está a Garrafa Térmica Classic, inspirada nos primeiros modelos da marca, mas com tecnologia de ponta (totalmente à prova de vazamento e pode ser levada sem problemas dentro da mochila), que possui capacidade de 1 litro e oferece a famosa durabilidade tão propagada pela marca. Ideal para manter a temperatura tanto de bebidas quentes como frias, pode ser uma ótima opção para quem quer ter sempre café, chá ou água para chimarrão e mate sempre quentes. Outro produto famoso é o Growler Stanley, com capacidade para 1.9 litros é indicado para acampamentos, viagens e festas, pois mantém a bebida gelada por até 24 horas e por incrível 96 horas se acrescida de gelo.
  

O ícone 
Apesar de no Brasil o produto mais conhecido da marca ser o copo térmico, especialmente entre os bebedores de cerveja (já que, segundo a empresa, ele mantém a temperatura da bebida por cerca de quatro horas), a garrafa térmica Stanley é seu verdadeiro ícone. E ao longo dos anos, o design deste verdadeiro símbolo entre os americanos evoluiu (como mostra a imagem abaixo). Por exemplo, em 1953, além da introdução da icônica cor verde Hammertone, as garrafas sofreram modificações no design para comportar copos, cordinhas e fechamento com rolha comum. Já em 1988, a garrafa térmica ganhou uma nova alça, agora na lateral. Durante esse tempo, a garrafa de boca larga de 24 onças com um copo térmico também foi produzida.
  

Os segredos do sucesso 
A Stanley é líder em inovação e trabalha continuamente para melhorar a durabilidade e a retenção térmica de seus produtos. De frascos, copos e garrafas à vácuo a refrigeradores e potes, a Stanley assegura a seus produtos uma garantia vitalícia (sim, você leu certo, para a vida toda). Desde que a marca introduziu a primeira garrafa a vácuo de aço em 1913, o nome Stanley passou a significar um produto confiável por gerações. Seja a garrafa térmica que seu avô ganhou no aniversário de 15 anos e que ele ainda usa até hoje, ou o design elegante cromado e preto que você comprou para um acampamento de fim de semana prolongado, estas garrafas térmicas são feitas para toda a vida.
  

Fiel ao espírito de seu fundador, os engenheiros da Stanley continuam a pesquisar e experimentar novos materiais. Quando pesquisas indicaram que alguns clientes eram sensíveis ao sabor do metal (e disseram que isso afetava coisas como o sabor da cerveja) e que outros gostavam muito do acabamento suave de sua caneca de cerâmica, a marca resolveu criar a série Ceramivac™, que utiliza aços isolados a vácuo com acabamento cerâmico, unindo assim o melhor dos dois mundos: isola tão bem quanto o aço, mas sem o gosto e odor metálico que algumas pessoas não apreciam. Os novos produtos Ceramivac™ não é a única novidade da marca. Suas icônicas garrafas térmicas estão disponíveis em uma variedade de cores e estilos. E a marca ainda oferece uma ampla gama de produtos para diferentes tipos de uso, desde potes e frascos de comida, cuias de chimarrão até panelas e refrigeradores para acampamento.
  

A Stanley também se preocupa com sustentabilidade. Afinal, os produtos mais sustentáveis são aqueles que nunca precisam ser jogados fora ou substituídos. É por isso que a marca americana projeta garrafas e utensílios duráveis e reutilizáveis há mais de 100 anos. E os fabrica em aço, que, se você está se perguntando, é um dos materiais mais recicláveis do planeta. Isso permite reduzir a necessidade de produtos descartáveis, o que significa - você adivinhou - menos lixo em aterros sanitários. Além disso, a marca soube muito bem surfar nessa onda sustentável - usar uma garrafinha de plástico por dia é 100% fora de moda - e com isso conquistou desde a turma que carrega seu próprio copo para as tarefas do dia a dia, passando pelos brasileiros que não abrem mão de uma cerveja super gelada a qualquer hora do dia.
  

A identidade visual 
A tradicional identidade visual da marca, cujo símbolo é um estilizado urso alado com uma coroa, pode ser aplicada de diversas formas como mostra a imagem abaixo.
  

Os slogans 
Part of the scene since 1913. (2019) 
Built for Life®. 
It will not break. 
Pra vida. (Brasil)
  

Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Criação: 2 de setembro de 1913 
● Criador: William Stanley Jr. 
● Sede mundial: Seattle, Washington, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Pacific Market International LLC 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Bob Keller 
● Presidente: Terence Reilly 
● Faturamento: US$ 500 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 80 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Equipamentos esportivos e utensílios 
● Principais produtos: Garrafas, canecas, squeezes e copos térmicos 
● Concorrentes diretos: Sigg, Victorinox, Klean Kanteen, Contigo, OtterBox, CamelBak, Zojirushi, Yeti, Avana e iKEG 
● Ícones: A garrafa verde Hammertone 
● Slogan: Built for Life®. 
● Website: www.stanley-pmi.com.br 

A marca no mundo 
Atualmente a Stanley oferece em mais de 80 países uma ampla gama de recipientes térmicos para bebidas e alimentos, incluindo garrafas, copos, canecas, jarros, squeezes, cuias, growlers e utensílios (como panelas, pratos, frigideiras e tigelas). A Stanley, cujo faturamento anual é estimado em US$ 500 milhões, possui escritórios em Seattle, Xangai, Amsterdã, Manila e Rio de Janeiro. A marca pertence à PMI, empresa líder que fabrica, comercializa e projeta soluções inovadoras de embalagens para alimentos e bebidas. 

Você sabia? 
A PMI, proprietária da marca Stanley, é a principal parceira de produção de copos térmicos da rede Starbucks (conheça essa outra história aqui). 
Em 1995, William Stanley Jr., que havia obtido 129 patentes relacionadas à eletricidade e isolamento durante sua carreira profissional (ele foi fundamental para trazer a corrente alternada para os Estados Unidos e ajudou a criar o primeiro transformador prático do mundo), ingressa para o Hall da Fama dos Inventores dos Estados Unidos. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek e Exame), jornais (Estadão e Meio Mensagem), portais (UOL), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 13/4/2022 

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17.3.22

SODA LIMONADA ANTARCTICA


Muito apreciado por sua refrescância, Soda Limonada Antarctica é um refrigerante leve e natural de sabor limão. E há mais de um século vem refrescando a vida de milhões de brasileiros com um sabor inconfundível que só a Soda Limonada Antarctica pode oferecer, fazendo parte do cotidiano dos consumidores por diversas gerações. 

A história 
Tudo começou quando a Companhia Antarctica Paulista, fundada no ano de 1885 como um abatedouro de suínos e uma fábrica de gelo, e que posteriormente, em 1888, passaria a produzir a cerveja Antarctica (conheça essa outra história aqui), resolveu lançar sua primeira marca de refrigerante. E o ingresso nesse novo mercado ocorreu, pois em 1911, a empresa havia lançado com certo sucesso o Club Soda Antarctica (nada mais que água carbonatada), base para a fabricação de refrigerantes. Com isso, no ano de 1912 foi lançado no mercado um refrigerante com sabor de limão. Inicialmente chamado de Soda Champagne (devido a suas borbulhas), pouco depois adotou o nome de Soda Limonada Antarctica e foi o embrião para o lançamento em 1921 de outro importante refrigerante da empresa, o Guaraná Antarctica (conheça essa história aqui).
  

Nas décadas seguintes, Soda Limonada Antarctica ganhou mercado e foi responsável por matar a sede de milhões de brasileiros em um clima tropical. A resfrescância de Soda Limonada Antarctica ganhou uma nova opção de consumo nos anos de 1950 com o lançamento da famosa versão Caçulinha, uma simpática garrafinha de vidro de 185 mililitros. A década de 1980 foi recheada de novidades. Primeiro, em 1981, foi lançada no mercado a Soda Limonada Antarctica em latas feitas com folhas de flandres. Com isso, a marca oferecia ao consumidor uma nova embalagem, além da tradicional e popular garrafa de vidro de 290 ml.
   

Pouco depois, nem com a chegada ao mercado da Sprite (conheça essa história completa aqui) em 1984, abalou a confiança dos consumidores na tradicional Soda Limonada Antarctica. Isto porque a marca resolveu investir em comunicação para barrar o crescimento da nova concorrente e lançou uma campanha que incluía um dos jingles mais icônicos da publicidade brasileira. Procurando um atributo criativo para se comunicar com os consumidores, a marca percebeu que seu grande diferencial estava justamente em seu nome. Valendo-se do ditado que menos é mais, surgia então o jingle “Soda, Limonada, Antarctica!” (assista ao comercial e ouça o jingle aqui). No final desta década, em 1989, a marca apresentou a primeira extensão em seu portfólio com o lançamento da Soda Limonada Antarctica na versão Diet, que mantinha a mesma fórmula sabor limão, mas sem conter açúcar em sua composição. O lançamento desse produto era uma resposta a crescente demanda por produtos mais saudáveis e com redução de calorias e açúcares.
  

A década de 1990 foi marcada pelo forte investimento na diversificação de embalagens, especialmente as garrafas PET (hoje em dia Soda Limonada Antarctica oferece essas embalagens em 200 ml, 600 ml, 1 litro e 2 litros). Em 1999, com a fusão da Companhia Antarctica Paulista e a Companhia Cervejaria Brahma, o refrigerante passou a ser produzido pela AmBev, ganhando uma distribuição mais eficiente e ampla em todo território nacional. Pouco depois, em 2002, com o intuito de rejuvenescer toda a sua linha de refrigerantes, a AmBev apresentou o tradicional refrigerante de limão totalmente reformulado: novas embalagens, comunicação e até nome, que passou de “Soda Limonada Antarctica” para a “Soda Antarctica”.
  

Mais recentemente, em 2021, uma das marcas brasileiras mais tradicionais de refrigerantes, a centenária Soda Limonada Antarctica, resolveu ficar mais jovem - ao menos na comunicação. Lançando uma campanha publicitária pela primeira vez desde a longínqua década de 1980, a marca se inspirou no início da vida adulta e em seus dilemas para apresentar seu novo conceito: #QueSejaSoda. A campanha trazia uma linguagem de memes e para apresentar as novas embalagens, com muito grafismo para juntar imagens reais e animações, além de explorar bastante as cores clássicas do produto: o verde e o amarelo. Era o sabor inconfundível de sempre, com o incomparável toque do limão siciliano, em novas embalagens e comunicação.
  

A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por diversas alterações ao longo dos anos. Tendo como símbolo em sua identidade visual o limão (que representa o sabor do refrigerante), a marca sempre utilizou a cor verde em seu logotipo. Em 2002, o nome Soda Limonada Antarctica deu lugar a apenas “Soda Antarctica”. Além disso, o limão foi suprimido do logotipo, que ganhou uma tipografia de letra mais jovial e impactante. Em 2012, a marca voltou a utilizar seu nome original e apresentou um logotipo mais impactante, incluindo a volta da utilização da imagem de uma rodela de limão. Mas esse logotipo durou pouco. Isto porque, em 2015, a identidade visual da marca passou por mais uma remodelação: apesar de manter praticamente a mesma tipografia de letra, a palavra “limonada” foi novamente abolida e o logotipo passou a ostentar também a cor preta, bolhas e a rodela de limão com novo design e tamanho menor. Em 2021, a marca passou por uma profunda reformulação em sua identidade visual: voltou assinar “Soda Limonada” colocando o nome Antarctica mais acima. O novo design também deixa o “pesado” da cor preta de lado e, passou a utilizar tons mais suaves de verde. A tipografia ficou mais limpa, destacando, “Soda Limonada”. E um ícone de limão totalmente estilizado e novo voltou a compor a identidade visual, bem como, o ano de criação do refrigerante (“Desde 1912”).
  

A atual identidade visual da marca pode ser aplicada com o tradicional fundo verde ou somente no branco, como mostra a imagem abaixo.
  

As latas do tradicional refrigerante também evoluíram para acompanhar as mudanças em sua identidade visual.
  

Os slogans 
Que seja Soda. (2021) 
Sede é Soda. 
O sabor de um clássico. (2015) 
O melhor do limão. (1986) 
Soda limonada? Só da Antarctica. 
A estrela das sodas. (1912)
  

Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Lançamento: 1912 
● Criador: Cia. Antarctica Paulista 
● Sede mundial: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: AmBev S.A. 
● Capital aberto: Não 
● Presidente: Jean Jereissati 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: Não (presente somente no Brasil) 
● Segmento: Refrigerantes 
● Principais produtos: Refrigerantes de limão 
● Concorrentes diretos: Sprite, H2OH!, Fanta, Itubaína, Schweppes Citrus, FYs, Viva Schin e Dolly 
● Ícones: A cor verde 
● Slogan: Que seja Soda. 

A marca no Brasil 
Uma das líderes do mercado brasileiro no segmento de refrigerantes de limão, a tradicional Soda Limonada Antarctica é comercializada em todo território nacional. 

Você sabia? 
Soda Limonada Antarctica é produzida a partir de uma fórmula exclusiva, composta basicamente de água gaseificada e sucos de frutos naturais. Atualmente o refrigerante possui 2.5% de suco natural em sua composição. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Exame, Embalagem Marca e Isto é Dinheiro), jornais (Meio Mensagem, Estadão e Folha), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 17/3/2022 

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9.3.22

SUPREME


Imagine uma marca de streetwear que se tornou desejada por flertar com o luxo, algumas vezes exagerado. Assim é a nova-iorquina SUPREME. E o sucesso começou com parcerias firmadas justamente com grandes estilistas, atletas, músicos, designers e renomadas marcas do mundo da moda. A partir de então a SUPREME se estabeleceu como uma marca conhecida pela qualidade, estilo e autenticidade de suas coleções de acessórios e roupas, virando símbolo de uma subcultura, causando alvoroço por suas coleções limitadas e se tornando ícone de ostentação entre famosos e endinheirados ao redor do mundo. 

A história 
O nome por trás do império chamado SUPREME é James Jebbia (imagem abaixo), uma americano de origem britânica por parte de mãe. Criado na cidade inglesa de Crawley, Jebbia voltou aos Estados Unidos em 1983, quando tinha 19 anos. O seu primeiro trabalho em solo americano foi na loja de roupas Parachute, localizada no badalado bairro do SoHo. E o primeiro empreendimento de moda foi com a criação da butique Union NYC, em 1989, que vendia labels mais experimentais e esportivas inglesas. Após passar três anos colaborando com o veterano do streetwear Shawn Stüssy, no mês de abril de 1994 ele resolveu investir US$ 12 mil para inaugurar uma pequena loja para skatistas na Lafayette Street, um então quarteirão decadente com imóveis vazios, escondido atrás da parte comercial da Broadway, em Lower Manhattan. O nome da nova loja, SUPREME, foi escolhido em homenagem à música “A Love Supreme” (“Um amor supremo”, em tradução livre) de John Coltrane. Jebbia enxergou um nicho bem específico no mercado de skatewear, que parecia até então ter como público alvo apenas uma turma de garotos de 13 anos. Resolveu então criar uma marca com peças de visual mais cool e amadurecido, sem deixar de lado a essência daquele gênero.
    

O espaço em si era diferente de qualquer outra loja de skate da época. Bem iluminado, com paredes brancas e teto alto, remetia a um ambiente de galeria, com as prateleiras de produtos (como sneakers, camisetas, moletons e acessórios de skateboard) impecavelmente expostos lembrando uma butique de moda de luxo. Além disso, o design do ambiente, com piso de madeira e amplos espaços no centro, foi pensado para que os skatistas pudessem entrar direto com seus skates na loja e circular sem preocupação com suas mochilas. Já a vitrine exibia os vídeos mais recentes de skate ao lado de imagens clássicas de antigas lutas de boxe e filmes de gângsters de Nova York. Até a equipe para administrar o local foi escolhida a dedo: o skatista Gio Estevez foi o primeiro funcionário contratado pela loja. Já a primeira parceria da SUPREME foi com o artista Rammellzee que grafitou a parte interna da loja. Além disso, a marca também investiu para montar uma equipe patrocinada de skatistas, entre os quais Gio Estevez, Ryan Hickey, Justin Pierce, Peter Bici, Mike Hernandez, e os irmãos Jones e Chris Keefe, e Loki e Paul Leung.
  

A SUPREME nasceu com o intuito de atuar no cenário da moda “skate/streetwear” e ganhou destaque pelas suas vendas em formato de “Drops” de peças exclusivas, autênticas e extremamente limitadas. Como por exemplo, suas icônicas camisetas estampadas, cuja primeira trazia o personagem Travis Bickle, interpretado por de Robert De Niro no filme Taxi Driver. Frequentado por skatistas e mentes criativas anti-establishment, o espaço rapidamente se tornou também clube underground e galeria de arte, tornando-a símbolo de uma subcultura. A SUPREME lançou seu primeiro vídeo promocional em 1995, intitulado “A Love Supreme”. Molentons com capuz e camisetas que estampavam o logotipo vermelho retangular da marca rapidamente se tornaram uma espécie de uniforme entre os skatistas de Nova York.
  

Em 1998, através de um acordo de licenciamento, a marca inaugurou suas três primeiras lojas no Japão. Aos poucos, a SUPREME começou a ganhar destaque no mainstream da moda, se tornando desejada por uma juventude cheia de estilo. E muito disso se deve as colaborações com artistas, fotógrafos, estilistas, músicos, atletas, designers e grandes marcas. Se hoje as colaborações são muito mais constantes entre marcas de moda, a SUPREME foi uma das pioneiras neste tipo de parceria (em inglês chamado “Collab”). Então surgiram os sneakers em colaboração com a Nike (2002), jaquetas com The North Face (conheça essa outra história aqui) e os hoodies com a Comme des Garçons (saiba mais aqui). Além das parcerias, a SUPREME também sempre usou a imagem de celebridades para transformarem suas camisetas. Não há nada de básico: a lista de quem topou participar vai de grandes nomes da música a desenhos infantis: Lou Reed, Kate Moss, Neil Young, Morrissey, Raekwon, Mike Tyson, Lady Gaga e Kermit, o sapo dos Muppets. Outra estratégia adotada pela SUPREME: manter a oferta baixa era uma maneira efetiva de criar demanda e desejo. E assim a marca foi sendo construída.
   

Nos anos seguintes a marca conquistou fãs em todo Estados Unidos e, em 2004, decidiu que era hora de se expandir fisicamente. Com isso, dez anos após a inauguração da loja original em Nova York, uma segunda unidade, com o dobro do tamanho e que possuía uma pista de skate coberta, foi inaugurada em Los Angeles, na área desabitada da Avenida North Fairfax. A partir deste momento, os fãs da marca na costa oeste americana, região com forte e pulsante cultura streetwear, podiam comprar produtos SUPREME diretamente da loja, ao invés de fóruns que os revendiam a um preço mais alto. Durante alguns anos, a SUPREME era uma marca de nicho, do underground, das ruas - só quem realmente estava por dentro da cena conhecia e entendia o valor, a exclusividade. Porém, com o estouro do hip hop e artistas como Kanye West usando peças da marca, a SUPREME atingiu um novo patamar e ganhou ainda mais força por, novamente, ser atrelada às figuras mais cool do momento.
  

Em março de 2016, a SUPREME foi se aventurar na capital da moda, Paris. Era a segunda loja da marca no continente europeu (a primeira havia sido inaugurada no mês de setembro de 2011 na cidade de Londres), aninhada no tranquilo bairro da Rue Barbette. No final desse mesmo ano, a SUPREME estarreceu o mundo da moda ao anunciar uma colaboração com a badalada Louis Vuitton (conheça essa outra história aqui). Lançada em meados de 2017, a coleção “SUPREME x Louis Vuitton” enlouqueceu os fãs. Para vender as peças da colaboração, que incluíam jaquetas, camisetas, óculos de sol, bolsas, pochetes, etiquetas de mala e até chaveiros, a marca francesa apostou em pop-up stores (lojas temporárias) em cidades estratégicas - algumas delas geraram tanto tumulto que tiveram de ser controlados pela polícia. E pensar que no ano de 2000, a LV (conheça essa outra história aqui) processou a SUPREME por usar seu tradicional monograma sem autorização em pranchas de skate, camisetas e bonés. Quase duas décadas depois, foi a LV que pagou para usar o logo e as cores da SUPREME.
   

Em 2018, a SUPREME anunciou duas colaborações de grande porte: uma de malas de luxo com a alemã Rimowa (conheça essa história completa aqui) e outra de camisas polo com a francesa Lacoste (saiba mais aqui). Ambas, seguindo o histórico da marca, se esgotaram imediatamente, especialmente a mala no tom vermelho característico da SUPREME usada por Neymar ao embarcar para a Copa da Rússia (e que custava R$ 18 mil). Além disso, James Jebbia foi premiado como “Melhor Design de Moda Masculina” pelo Council of Fashion Designers of America. Era o designer e sua marca conquistando o mundo da moda.
   

Pouco depois, outubro de 2019, a SUPREME inaugurou sua 12ª loja, localizada na Market Street em San Francisco, outro importante mercado cultural e de streetwear. Toda histeria consumista em torno da SUPREME chamou a atenção da VF Corporation, detentora de marcas como The North Face, Timberland (conheça essa outra história aqui), Vans (clique aqui para saber mais), que em setembro de 2020 comprou a marca por U$ 2.1 bilhões. No dia 6 de maio de 2021, em mais uma atitude ousada, a marca nova-iorquina inaugurou uma moderna loja na cidade de Milão.
  

O encontro entre arte, música e moda 
O chamativo logotipo da SUPREME - que aparece sem cerimônia em seus produtos - mostra como a marca fez do uso de referências culturais parte de seu DNA. A relação com o mundo da arte pode ser percebida também nas pranchas de skate produzidas pela marca. Os trabalhos de Jeff Koons e Damien Hirst já foram usados nos modelos da SUPREME. O título de cult ficou cada vez mais forte pelos posicionamentos políticos e ideológicos da marca, pelo resgate da essência nova-iorquina nas coleções e pelo constante contato com a música (Black Sabbath, KRS One e Lady Gaga, para citar alguns nomes) e com a arte, através de ícones como Peter Saville, Roy Lichtenstein, David Lynch, Robert Crumb e Takashi Murakami, que já assinaram colaborações da marca. As camisetas são outro caso à parte: a equipe por trás da marca tradicionalmente escolhe algumas de suas celebridades favoritas ou até ícones pops para ilustrarem suas T-shirts. A lista de quem topou participar impressiona, tanto pela relevância quanto pelo ecletismo do grupo: Michael Jackson, Lou Reed, Kate Moss, Neil Young, Morrissey, Raekwon, Mike Tyson, Gucci Mane, Michael Jordan, Three Six Mafia, Velvet Underground, Lady Gaga e até Kermit, o sapo dos Muppets.
   

Porque tanto sucesso 
O segredo do sucesso da SUPREME está na exclusividade. Apesar de seus produtos não terem preços estratosféricos, a SUPREME é desejada e muito disputada. A marca (cujos produtos são vendidos apenas em suas lojas próprias e comércio online) fabrica tudo em quantidades limitadas - é o luxo pela escassez e não pela cifra. As entregas são feitas em pequenas doses ao longo de cada estação, sem grande alarde, o que eles chamam de “drops”, palavra que ficou conhecida na indústria da moda muito por influência da SUPREME. Você nunca ouvirá a respeito de uma festa de lançamento de coleção, por exemplo. Até porque elas não existem na SUPREME. E essa é uma das características mais inteligentes da marca, porque o seu valor não está no material usado, no artesanato ou no trabalho envolvido. O preço de seus produtos é até acessível no lançamento, mas as peças são tão exclusivas que acabam sendo tratadas como objetos colecionáveis. E alcançam altos valores nos mercados de revenda (chegam a alcançar 10 vezes o preço original).
   

Outro fator importantíssimo para esse sucesso e para a construção e idolatria da marca foram colaborações com grandes nomes do cenário urbano, cultural e do mundo da moda, cuja lista é longa e parece não ter fim, como por exemplo, Nike, Vans, Clarks, The North Face, Hanes, Playboy (conheça essa história aqui), Levi’s, Timberland, Comme des Garçons, Stone Island, Undercover, Kangol, Emilio Pucci, AntiHero Skateboards, New Era (saiba mais aqui), True Religion, Spitfire Wheels, Champion e até a rede de alimentação rápida White Castle. Além disso, a SUPREME ainda é conhecida por lançar produtos bem aleatórios (pra não dizer estranhos), como martelos, tijolos, calculadoras, potes de ração para pets, pastas de dentes, isqueiros, canivetes, bolas de basquete (em parceria com a Spalding) e até caiaques, bonecos (Chucky Supreme, isso mesmo, o principal antagonista do filme “Brinquedo Assassino”, embalado em uma caixa de brinquedos clássica e vestido com um macacão SUPREME) e biscoitos (em colaboração com a Oreo). Tudo estampado com o inconfundível logotipo e a cor vermelha da marca. E assim, a SUPREME foi se tornando muito mais do que uma simples marca de roupas. Cresceu, criou raízes, uma comunidade e virou um símbolo de contracultura nos anos de 1990. Isso explica em parte porque hoje a marca não tem apenas clientes e fãs, mas também pessoas que a cultuam, a veneram.
   

Vestir uma peça SUPREME significa fazer parte de uma seita secreta das ruas (com uma boa dose de fator cool). Não basta entrar na loja e adquirir sua camiseta com o chamativo logotipo vermelho. Desde sua fundação, criou-se uma cultura muito fechada em torno da loja e de quem a frequentava. É algo que segue até hoje - ainda que de modo suavizado. Por exemplo, nos anos de 1990, pedia-se até para não tocarem nos produtos.
   

O fundador da SUPREME, James Jebbia, já declarou por diversas vezes que não investe em propaganda. E de certo modo ele está correto. Isto porque o poder da marca SUPREME vem do boca a boca e, principalmente, pelo apelo nostálgico do passado skatista. E a escolha de Jebbia é assertiva: pranchas de skate assinadas por artistas plásticos renomados como Richard Prince e Jeff Koons, parcerias com grandes estilistas e marcas de luxo, e uma produção em pequena escala limitadíssima deram o impulso que a grife precisava para construir uma aura cool e transformar o streetwear em artigo de luxo. Tudo tem a ver com autenticidade e manter vivo um ideal. É por isso que James Jebbia raramente dá entrevistas e a SUPREME não faz grandes campanhas ou eventos. Os protagonistas são os produtos, a marca e a filosofia de vida por trás disso.
   

Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: Abril de 1994 
● Fundador: James Jebbia 
● Sede mundial: New York City, Nova York, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: VF Corporation 
● Capital aberto: Não 
● CEO: James Jebbia 
● Faturamento: US$ 600 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 14 
● Presença global: 30 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Moda 
● Principais produtos: Roupas, calçados e acessórios 
● Concorrentes diretos: Vans, Stüssy, Obey, A Bathing Ape, Public School, Off-White™, Palace, Kith e Champion 
● Ícones: A cor vermelha 
● Website: www.supremenewyork.com 

A marca no mundo 
Atualmente a SUPREME, cujo faturamento anual é estimado em US$ 600 milhões, possui 14 lojas próprias espalhadas por cidades como Nova York, Los Angeles, San Francisco, Londres, Paris, Milão, Berlim, Tóquio, Osaka, Nagoya e Fukuoka. Suas coleções exclusivas só podem ser compradas em suas lojas próprias e no comércio online (que representa 60% das suas vendas). Apesar da marca não ser vendida em lojas multimarcas, a exceção é o Dover Street Market, na cidade de Nova York. 

Você sabia? 
O tradicional logotipo da SUPREME - uma caixa vermelha com a marca escrita em branco na fonte Futura Heavy Oblique - foi “inspirado” na propaganda da artista plástica Barbara Kruger. A artista, inclusive, já criticou a marca diversas vezes pelo que ela mesma chamou de uma apropriação que vai contra o princípio de sua arte. 
Como os preços de alguns de seus produtos costumam passar de quatro dígitos (dólares), a SUPREME se tornou uma das marcas mais falsificadas do mundo. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Elle, Vogue, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), sites de moda (Farfetch), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 9/3/2022 

O MDM também está no Instagram. www.instagram.com/mdm_branding/