17.7.06

BRIGDGESTONE


Tecnologia de ponta. É assim, com apenas poucas palavras, que podemos definir a marca BRIDGESTONE. Ao comprar seus pneus o consumidor leva também segurança e tecnologia desenvolvidas nas pistas de automobilismo e adaptadas para serem utilizadas em ruas e estradas, aumentando o desempenho e a durabilidade do automóvel, tornando a marca um nome de referência quando se trata de deslocar pessoas e cargas de um ponto A para o B. 

A história 
Buscando novas oportunidades no mercado japonês Shojiro Ishibashi iniciou no dia 9 de abril de 1930 suas primeiras experiências na produção de pneus. Utilizando maquinário importado e com apenas 20 funcionários, ele produziu, então, seus primeiros protótipos, dentro da então recém fundada divisão de pneus da fábrica de calçados de sua família, que havia sido responsável, de forma pioneira, pela produção em larga escala do Jika-tabi, meias com sola de borracha usadas como calçado de trabalho. O crescimento da indústria automobilística japonesa levou Shojiro a fundar, no dia 1 de março de 1931, com um capital de US$ 1 milhão, em Kurume, subúrbio da cidade de Fukuoka, a Bridgestone Tire Co. O nome da empresa deriva do próprio sobrenome do fundador (“Ishibashi”, em inglês, significa “Stonebridge”, ou “ponte de pedra”). Por questão de sonoridade, inverteu-se o nome, nascendo assim a BRIDGESTONE, sinônimo de resistência, durabilidade e internacionalidade no segmento de pneus.


No ano seguinte, a empresa exportou 14.000 unidades de pneus para caminhões e ônibus. A primeira fábrica da nova empresa ficou pronta somente em 1933, e no ano seguinte teve início à produção de pneus em larga escala. Como forma de satisfazer o aumento da procura na capital, ele mudou a sede da empresa para a cidade de Tóquio em 1937, onde continuou a expansão em novos setores, tais como correias em V, mangueiras de borracha, componentes para isolamento de vibrações e borracha sintética. No final da década de 1930, a empresa já se expandia, com a inauguração de uma nova fábrica de pneus na cidade de Yokohama e outra de borracha, na China. Durante a Segunda Guerra Mundial a empresa dedicava-se a abastecer a máquina de guerra do exército japonês. Em 1942, devido a restrição na utilização de nomes americanos, a empresa passou a se chamar Nippon Tire, Co., nome que utilizaria até 1951.


Com o fim do conflito, a empresa estava praticamente destruída: as instalações de Tóquio foram completamente arruinadas pelos bombardeios, mas as fábricas de Kurume e Yokohama se encontravam intactas e em boas condições, possibilitando que a empresa retomasse a produção quase que imediatamente. Foi neste momento que a BRIDGESTONE começou a produzir pneus para motocicletas e aeronaves, além de comercializar o primeiro pneu japonês com bandas de rayon em 1951. A empresa cresceu e, em 1953, as vendas anuais da BRIDGESTONE já alcançavam US$ 280 milhões, o mais alto faturamento entre os fabricantes japoneses de pneus. No início dos anos de 1960, a BRIDGESTONE lançaria no mercado o primeiro pneu radial de que o mundo teve notícia. Além disso, a empresa se expandiu internacionalmente, inaugurando sua primeira fábrica fora do Japão, localizada em Cingapura, no ano de 1965, e iniciando a produção na Malásia em 1969. Nesta época, com fábricas em Kurume, Yokohama e Tóquio, a empresa produzia uma vasta gama de produtos em borracha, além é claro de pneus. Era igualmente o primeiro fabricante japonês de bicicletas e tinha uma empresa de produção automóvel, que construía mais de 5.000 veículos de passageiros e caminhões por mês.


Ishibashi faleceu aos 88 anos no dia 11 de setembro de 1976. Na época, além de dominar o mercado japonês de pneus, a BRIDGESTONE já os comercializava com sucesso no mercado norte-americano, através de uma subsidiária instalada do estado da Califórnia desde 1967. Esta década ainda foi marcada pelo desenvolvimento de uma tecnologia para converter os pneus usados em combustível suplementar para fornos de cimento. No início dos anos de 1980, a empresa adquiriu três fábricas na Austrália e passou a figurar entre os seis maiores fabricantes de produtos pneumáticos do mundo. A primeira fábrica em território americano foi inaugurada somente em 1983, iniciando o domínio do mercado. Logo depois, no mês de maio de 1988, a BRIDGESTONE comprou a tradicional Firestone, fundada em 1900 e então a segunda maior produtora de pneus dos Estados Unidos, e anunciou um plano de investimentos da ordem de US$ 1.5 bilhões nas operações da empresa americana. Essa aquisição deu a BRIDGESTONE um grande número de fábricas na América do Norte, América Central e do Sul, Europa e outros locais, aumentando consideravelmente sua presença mundial. Um ano depois, foi criada a Bridgestone Americas Holding.


No início da década seguinte, em 1992, a BRIDGESTONE começou a inaugurar suas revendas exclusivas em mercados internacionais (no Japão já existiam desde 1982), chamadas BRIDGESTONE TYRE CENTRE, ingressando assim no setor de varejo. Em 2007 a empresa comprou a Bandag, fundada em 1957 e líder na produção de materiais e equipamentos para recapagem de pneus. Com sede em Muscatine, estado americano do Iowa, a Bandag possui uma rede global com mais de 800 revendas franqueadas que produz e comercializa pneus recapados, além de oferecer uma grande variedade de serviços, como o sistema de gerenciamento de pneus para veículos de transporte. Em 2016, pelo nono ano consecutivo, a BRIDGESTONE foi reconhecida como a marca que mais vende pneus no mundo inteiro.


Recentemente a empresa mudou radicalmente e inovou na venda de seus produtos. Hoje podemos dizer que ela não só vende pneus, mas presta serviços aos seus clientes frotistas. Isto porque a empresa cobra dos seus clientes - para pneus de caminhão - um preço variável por quilômetro rodado. A empresa desenvolveu sensores que são conectados a uma rede - um grande software - utilizados para medir desgaste e rupturas. Através da leitura destes dados, a BRIDGESTONE utiliza a experiência dos usuários para monitorar e dar feedback para seus clientes. Atualmente a BRIDGESTONE fabrica pneus para carros de passeio, veículos para construção, veículos comerciais, máquinas agrícolas, ônibus, caminhão, aeronaves, motocicletas, carros de corrida e até mesmo metrô. 

 


A linha do tempo 
1935 
Início da produção das bolas de golfe, estabelecendo a marca neste tradicional esporte para o povo japonês. 
1949 
Início da fabricação de bicicletas. 
1959 
Início da fabricação de pneus com fibras de náilon. 
1962 
Desenvolvimento do primeiro pneu radial para caminhões e ônibus. 
1967 
Lançamento do BRIDGESTONE RD10, o primeiro pneu radial do mundo para carros de passeio. 
1972 
Início do desenvolvimento e produção de tacos de golfe. Graças à mesma paixão por excelência, a BRIDGESTONE se tornou a número 1 do mercado neste segmento no Japão. 
1978 
Lançamento do pneu super radial. 
1979 
Lançamento do POTENZA, um pneu radial de alta performance. 
1982 
Lançamento do primeiro pneu do mercado japonês feito especialmente para rodar em pisos com neve. 
1987 
Início da comercialização da tecnologia RUNFLAT (RTF), que permitia ao pneu rodar com segurança a uma determinada velocidade mesmo depois da perda de ar. O Porsche 959 foi o primeiro modelo de produção em série a utilizar pneus com esta tecnologia. A empresa havia sido pioneira no desenvolvimento das tecnologias RUNFLAT no início da década de 1980. Esses primeiros pneus destinavam-se essencialmente a equipar veículos de pessoas com deficiência física. 
2002 
Apresentação em setembro, no Salão de Caminhões de Hanover na Alemanha, do novo sistema denominado AIRCEPT, que suportava cargas sobre o pneu até uma determinada perda de pressão de ar. Essa nova tecnologia foi aplicada na linha pneus GREATEC para caminhões e ônibus. 
2010 
Lançamento do BRIDGESTONE B250 ECOPIA, um pneu que utiliza exclusiva tecnologia Nanopro-Tech, que garante economia de consumo de combustível e reduz emissões de poluentes na atmosfera. 
2014 
Lançamento do BRIDGESTONE BLIZZAK, um novo pneu de inverno desenvolvido para rodar em clima frio e hostil.


As revendas 
A BRIDGESTONE possui milhares de revendas exclusivas ao redor do mundo, somente nos Estados Unidos e Canadá são mais de 2.200 unidades. No Brasil são mais de 750 unidades, onde o consumidor pode usufruir de serviços de alinhamento, balanceamento, suspensão, freio, troca de óleo, além de venda de acessórios e pneus das marcas BRIDGESTONE e Firestone. Todas as revendas possuem um único padrão visual pensado de forma a deixar o ambiente mais confortável e atraente para o cliente, trazendo um conceito de comunicação com o consumidor de pneus, baseado em um grande projeto de arquitetura, marketing e comunicação estratégica. Com esse conceito, a empresa quer transmitir para o cliente a própria experiência que ele tem com a marca: a tecnologia, precisão e modernidade dos produtos BRIDGESTONE.


A ligação com os esportes 
A BRIDGESTONE ingressou na Fórmula 1 no ano de 1997, depois de fornecer pneus, somente para o Grande Prêmio do Japão nos anos de 1976 e 1977. Muito mais que milhões de dólares em investimentos, o ingresso da marca na principal categoria do automobilismo mundial significava uma visão de futuro, possibilitando a BRIDGESTONE desenvolver tecnologia de ponta para competições e transferi-las para seus produtos de varejo, além de fixar a marca na Europa, onde a francesa Michelin era muito forte e praticamente dominante. A decisão de ingressar no esporte foi acertada: a BRIDGESTONE participou de 244 corridas, conquistou 175 vitórias, 168 pile positions e onze títulos mundiais. A BRIDGESTONE foi a única fornecedora de pneus da Fórmula 1 no período entre 2007 a 2010 e deixou a categoria por problemas financeiros. A empresa também esteve envolvida como fornecedora de pneus para a categoria MotoGP desde 2002 e a exemplo do que aconteceu na Fórmula 1, assinou contrato para ser a fornecedora única da categoria entre 2009 e 2011.


Atualmente a BRIDGESTONE é o patrocinador oficial de pneus da NFL (liga profissional de futebol americano), NHL (liga profissional de hóquei no gelo), Copa Libertadores e parceira Olímpica Global. Além disso, a BRIDGESTONE é parceiro oficial do PGA TOUR nos Estados Unidos e atualmente trabalha como anfitrião anual do Campeonato Mundial Bridgestone de Golfe para Convidados no Country Club Firestone em Akron, estado de Ohio, bem como anfitrião anual do Aberto Bridgestone no Japão, nos últimos 45 anos. A marca japonesa também patrocina vários golfistas pelo mundo.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por inúmeras remodelações ao longo dos anos. Até 1977 sua identidade visual utilizava como símbolo as iniciais BS ao lado do nome. Neste ano a identidade visual da marca passa a utilizar somente o nome, com uma nova tipografia de letra.


Somente em 1984 a marca japonesa adotou o popular B estilizado como símbolo quando apresentou um novo logotipo. No mês de março de 2011 ocorreu o lançamento mundial de um novo logotipo e slogan “Your Journey, Our Passion” (em português, “Sua jornada, nossa paixão”), anunciando também o aprimoramento da filosofia da empresa, a “Essência Bridgestone”, para comemorar o 80° aniversário de sua fundação. A nova identidade visual da marca apresentou pequenas modificações, especialmente na adoção de uma nova tipografia da letra.


O tradicional B estilizado também ganhou um novo design, com cantos mais arredondados. A marca também utiliza somente o B estilizado como o logotipo.


Os slogans 
Your Journey, Our Passion. (2011) 
For drivers who want to get the most out of their cars, it's Bridgestone or nothing. (2009) 
It’s Bridgestone or nothing. (2006) 
Designed to save lives. (2006) 
Passion for Excellence. (2004) 
A grip to the future. (2003) 
The next revolution in tires. (1999)


Dados corporativos 
● Origem: Japão 
● Fundação: 1 de março de 1931 
● Fundador: Shojiro Ishibashi 
● Sede mundial: Tóquio, Japão 
● Proprietário da marca: Bridgestone Corporation 
● Capital aberto: Sim (1961) 
● Chairman & CEO: Masaaki Tsuya 
● Faturamento: US$ 30.7 bilhões (2016) 
● Lucro: US$ 2.4 bilhões (2016) 
● Valor de mercado: US$ 31.5 bilhões (março/2017) 
● Fábricas: 165 
● Presença global: 150 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 143.600 
● Segmento: Automotivo 
● Principais produtos: Pneus para carros, motos e caminhões 
● Concorrentes diretos: Goodyear, Michelin, Pirelli, Yokohama, Toyo, Dunlop, Continental e Hankook 
● Ícones: O famoso B de seu logotipo 
● Slogan: Your Journey, Our Passion. 
● Website: www.bridgestone.com.br 

A marca no mundo 
A BRIDGESTONE, maior produtora de pneus do mundo, produz e vende mais de 8 mil tipos de pneus, dos mais variados modelos e tamanhos. Comercializa seus produtos em mais de 150 países ao redor do mundo e possuí 165 fábricas, sendo 77 de pneus, 18 de matérias-primas e 70 de produtos diversos (como molas pneumáticas, produtos químicos para aplicações em construção civil, como materiais de impermeabilização, borracha industrial). A evolução tecnológica do grupo tem o respaldo de seis centros técnicos de excelência, instalados em pontos estratégicos para a corporação: Estados Unidos, Itália, Japão (2), Tailândia e China. A América do Norte representa o maior mercado da marca com 43%, seguida do Japão com 27% e da Europa com 15%. Além da produção de pneus, a BRIDGESTONE atua ainda fortemente no segmento esportivo, com a fabricação de bicicletas e equipamentos de golfe (tacos, bolas, luvas, bonés e malas). 

Você sabia? 
A venda de pneus representa 80% do faturamento total (mais de US$ 30 bilhões em 2016) da empresa. 
A unidade de Camaçari (Bahia) produz mais de 10.5 mil pneus diariamente. A produção abastece revendedores distribuídos pelas principais cidades do país, montadoras e exportação. Os pneus da marca, antes projetados por engenheiros japoneses, concebidos para rodar em ruas e estradas lisas como tapetes, receberam uma manta de aço nas laterais – reforço fundamental para suportar as pancadas no esburacado asfalto brasileiro e resistir às altas temperaturas. 
A ligação da empresa com o golfe data de 1970 quando patrocinou o primeiro torneio, hoje conhecido como Bridgestone Open. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), jornais (Valor Econômico, Folha e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 16/3/2017

Um comentário:

Douglas Oliveira disse...

Melhores pneus que já usei até hoje.