31.1.08

H&M


Quem gosta de design e moda, em suas viagens ao exterior, quer seja pela Europa ou América do Norte, não deixa de dar uma passadinha em uma das lojas da rede H&M, amada e idolatrada pelos moderninhos atuais. Suas lojas, amplas e modernas, vendem peças com design original a preços irresistíveis e mais ainda, a marca sueca consegue traduzir para as ruas o que é tendência nas passarelas. Além disso, a H&M é responsável por grandes histerias no mundo da moda através do lançamento de coleções em parcerias com grifes, estilistas e celebridades. 

A história 
A H&M foi fundada em 1947 na cidade de Västerås, localizada a 100 quilômetros de Estocolmo na Suécia, por Erling Persson, que interessado em vender moda a preços baixos, abriu uma pequena loja somente de roupas feminina chamada Hennes (que em sueco significa “delas”). O modesto negócio foi inspirado nas tradicionais lojas de departamento americanas da época, com as quais ele ficara encantando durante uma viagem a Nova York. A filosofia principal da empresa era oferecer moda e qualidade a preços acessíveis. Em 1952 foi inaugurada sua primeira loja na cidade de Estocolmo. Já a primeira loja internacional foi inaugurada somente em 1964 na Noruega, seguida três anos depois por uma nova unidade na Dinamarca. Em 1968 a empresa incorporou uma pequena rede de lojas masculina de roupas e acessórios para caça chamada Mauritz Widforss e passou a se chamar oficialmente Hennes & Mauritz, que mais tarde seria conhecida apenas pela sigla H&M. Como os estoques da loja vieram juntos, a rede começou também a vender roupas masculinas, e dois anos mais tarde introduziu uma linha de roupas para crianças. Nos anos seguintes a rede de lojas se expandiu pelo norte da Europa, especialmente pelos países nórdicos.


A década de 1970 foi recheada de novidades: lançamento de uma linha de cosméticos (1975), inauguração da primeira loja no Reino Unido (1976), lançamento de roupas e acessórios para adolescentes (1976) e a introdução de uma linha de roupas para bebês (1978). A próxima década foi marcada por inaugurações de lojas em grandes mercados europeus como Alemanha (1980) e Holanda (1989). Nos anos de 1990 a empresa iniciou um forte período de expansão, inaugurando suas primeiras lojas na Bélgica (1992), Áustria (1994) e França (1998), além de consolidar posição em seus antigos mercados. Em 1998 a rede ganhou mais um canal de vendas com o lançamento de seu comércio eletrônico, que hoje está disponível em mais de 10 mercados mundiais. No ano 2000, a varejista ingressou no mercado espanhol e americano (sua principal loja fica localizada na badalada esquina da 5ª Avenida), ambos com grande êxito comercial. A H&M inaugurou sua primeira loja em solo canadense no ano de 2004. Pouco depois, em 2006, inaugurou sua primeira loja no Oriente Médio (Dubai), seguida por uma unidade no Kuwait, também iniciando o sistema de franquia, impulsionando ainda mais seu processo de expansão global. Em 2007 a rede lançou uma linha de calçados, expandindo ainda mais seu portfólio.


A profunda crise econômica que abalou o mercado mundial pareceu ter chegado como uma espécie de benção para a H&M. Nenhuma das grandes varejistas de roupas atravessou tão bem a grave crise quanto à rede sueca. Em 2008 a H&M obteve o melhor resultado em toda sua história, além de inaugurar sua primeira unidade em solo japonês. E a sede de crescimento parecia não ter limites: em 2009 a rede inaugurou 225 novas unidades pelo mundo. Ainda neste ano, a H&M iniciou a venda de móveis, inicialmente somente através de catálogos na internet, em países como Suécia, Finlândia, Noruega, Dinamarca e Alemanha.


Após ingressar em importantes mercados, como a Rússia e a China, em 2010, a H&M, um exemplo de sucesso no varejo com as suas rápidas mudanças de coleção e interpretações (cópias) de peças dos grandes estilistas, inaugurou suas primeiras lojas em Israel (nas cidades de Tel Aviv e Jerusalém), além de abrir a primeira loja H&M HOME fora da Suécia, que oferece uma vasta gama de objetos de decoração e móveis; e uma linha de cosmético orgânico, composta por gel de banho, esfoliante, loção corporal, creme para as mãos e protetor labial. A linha orgânica foi um passo natural, visto que a H&M já trabalhava com algodão orgânico há anos e os clientes cada vez mais se identificam com produtos mais ecológicos.


No final deste ano, em dezembro, a rede inaugurou sua maior unidade no mundo na cidade de Las Vegas, localizada no The Forum Shops do Hotel Caesars Palace, com 5.000 m² de área, divididos em três andares. Em 2011, provando ser uma rede democrática que visa atender a todos os públicos, a H&M lançou a linha “Big is Beautiful” (“Grande é Bonito”), apelidada de “Bib”. As roupas têm numeração que começam a partir do tamanho 50 e visam atender as mulheres mais curvilíneas. No ano seguinte a rede deu continuidade ao seu ambicioso plano de expansão internacional ao inaugurar uma loja no México e, em 2013, abrir sua primeira loja na América do Sul, localizada em Santiago, capital do Chile, onde 2.500 pessoas ficaram mais de 12 horas na fila esperando a estreia da loja. Com isso, os rumores de sua entrada no mercado brasileiro são cada vez mais fortes, com inauguração de uma loja já em 2014. Ao contrário da percepção popular de como as marcas de fast-fashion fazem negócios, a H&M foi eleita a Empresa Mais Ética do Mundo em 2014. O prêmio foi entregue pelo Instituto Ethisphere, um grupo de pesquisa independente que promove as melhores práticas na ética empresarial e governamental.


O design 
A H&M tem uma ampla gama de produtos que se divide em coleções para mulher, homem, jovens, criança e cosméticos que são renovados constantemente. A rede de varejo não fabrica uma só peça – produz tudo em mais de 900 fornecedores terceirizados, na própria Europa e na Ásia, onde concentra 80% da fabricação de seus produtos. Em contrapartida, toda concepção e desenho de seus produtos estão concentrados no escritório central da empresa, uma casa modesta na cidade de Estocolmo. Lá, em uma chamada Sala Branca, as coleções são criadas por uma equipe de 160 designers que se dedicam a transportar para roupas e acessórios as tendências que detectam nas ruas, nas passarelas, em shows de música e na televisão. Tudo chefiado pela badalada estilista e diretora criativa Margareta Van Den Bosch, um dos nomes apontados pelo enorme sucesso da marca sueca. As coleções são planejadas com bastante antecedência, mas a capacidade de colocar coisas novas nas lojas é impressionante: do computador à arara, uma peça, em situações de emergência, não leva mais que vinte dias.


Nos últimos anos a H&M tem conseguido se aproximar de estilistas e personalidades extremamente influentes no universo da moda através de parcerias para colaborações exclusivas e únicas. Karl Lagerfeld (2004), Stella McCartney (2005), Viktor & Rolf (2006), Roberto Cavalli (2007), Jimmy Choo (2009), Lanvin (2010), Donatella Versace (2011), Martin Margiela (2012) e Isabel Marant (2013) são alguns dos nomes que trabalharam com a empresa nestas colaborações. O lançamento dessas coleções causam verdadeira correria e euforia em suas lojas, quer seja em uma esquina de Oxford Circus, região central de Londres, ou na esquina da 5ª Avenida com a Rua 51, em Nova York, quando dezenas de mulheres resistem à temperatura de 7 graus e à chuva fina para comprar por preços irrisórios peças assinadas por grandes nomes do mundo da moda. Outra inovação ocorreu em março de 2007 quando H&M lançou uma linha completa de roupa e acessórios desenhada pela cantora Madonna em colaboração com Margareta van den Bosch. A coleção chamada “M by Madonna” foi um reflexo do estilo intemporal, único e glamoroso da cantora, que também emprestou sua imagem para uma enorme campanha publicitária da rede.


Propagandas que fizeram história 
As campanhas de marketing da H&M ficaram famosas nos anos de 1990, graças à imagem de atrizes e celebridades como Geena Davis, Bridget Fonda e modelos como Gisele Bündchen e Claudia Schiffer. Em 2014 foi a vez da estonteante modelo Miranda Kerr protagonizar anúncios para a marca. A brasileira Isabeli Fontana foi a estrela da coleção de inverno em 2013; Amber Valetta foi a musa da publicidade de uma coleção feita com materiais sustentáveis; e a francesa Laetitia Casta já promoveu a linha de lingerie. Mas nem só de famosas modelos vivem as campanhas da H&M: Madonna já protagonizou campanhas em 2006; a cantora australiana de corpo invejável, Kylie Minogue, se tornou o rosto da campanha da linha de praia; o jogador David estrelou em 2012 a campanha de lançamento de uma linha própria de cuecas em parceria com a marca sueca; a cantora Lana Del Rey trabalhou como garota-propaganda da marca em 2012; e a musa Beyoncé estrelou em 2013 uma campanha para a linha praia.


Para entender um pouco o poder da empresa sueca, em fevereiro de 2011, a primeira-dama americana Michelle Obama apareceu em um programa matutino com um vestido da H&M de míseros US$ 34, que todos queriam saber de qual grife era. Artistas como Beyoncé e Natalie Portman, fãs da marca, já foram fotografadas com as versáteis peças da grife sueca.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas alterações ao longo dos anos. Depois de assumir definitivamente o nome H&M, cujo objetivo era simplificar a percepção da marca em um mercado global, a H&M adotou a cor vermelha. Mais recentemente a marca alterou levemente seu logotipo. As principais mudanças ocorreram na tipografia do & (que ficou mais fino), na letra H (que foi afinada e alongada para acompanhar o M) e na letra M (cujas bordas ficaram mais uniformes).


As diferenças, que para muitos passaram despercebidas, podem ser melhores visualizadas na imagem abaixo (clique para ampliar).


Dados corporativos 
● Origem: Suécia 
● Fundação: 1947 
● Fundador: Erling Persson 
● Sede mundial: Estocolmo, Suécia 
● Proprietário da marca: Hennes & Mauritz AB Company 
● Capital aberto: Sim (1974) 
● Chairman: Stefan Persson 
● CEO: Karl-Johan Persson 
● Diretora criativa: Margareta Van Den Bosch 
● Faturamento: US$ 19.1 bilhões (2013) 
● Lucro: US$ 2.55 bilhões (2013) 
● Valor de mercado: US$ 75 bilhões (julho/2014) 
● Valor da marca: US$ 18.168 bilhões (2013) 
● Lojas: 2.513 
● Presença global: 54 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Maiores mercados: Alemanha, Estados Unidos, Inglaterra, Suécia e França 
● Funcionários: 116.000 
● Segmento: Varejo 
● Principais produtos: Roupas, acessórios, cosméticos e móveis 
● Concorrentes diretos: Zara, Topshop, C&A, GAP e Forever 21 
● Ícones: A tendência atual de suas roupas e acessórios 
● Slogan: Fashion available for everybody. 
● Website: www.hm.com 

O valor 
Segundo a consultoria britânica Interbrand, somente a marca H&M está avaliada em US$ 18.168 bilhões, ocupando a posição de número 21 no ranking das marcas mais valiosas do mundo. 

A marca no mundo 
A H&M, segunda maior empresa de vestuário do mundo (atrás apenas da espanhola Zara), está presente em 54 países com mais de 2.500 lojas, tendo na Alemanha seu maior mercado, gerando 25% de suas receitas anuais (que em 2013 superaram US$ 19 bilhões). Atualmente, mais da metade de seu faturamento vem de suas lojas localizadas no exterior. Após a Alemanha (onde estão localizadas mais de 390 lojas), os maiores mercados da marca são Estados Unidos (+ 310 lojas) e Inglaterra (213 unidades). A rede também conta com outros dois importantes canais de vendas: internet e catálogo. A empresa inaugura mais de 200 novas lojas por ano, isto equivale quase a uma rede Marisa inteira. 

Você Sabia? 
A H&M é controlada pela família do atual chairman Stefan Persson (filho bilionário do fundador da empresa). 
A empresa também é proprietária das marcas COS (moda mais minimalista), & Other Stories (moda mais sofisticada), Monki, Weekday, Cheap Monday e H&M Home. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Isto é Dinheiro), jornais (Valor Econômico), sites de moda (PureTrend), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 3/7/2014

6 comentários:

Anônimo disse...

acho isso tudo muito bonito mas ao menos podiam por um sit só com roupas para as pessoas verem

Anônimo disse...

Já comprei roupas na H&M quando estive na Europa, são roupas simples, que fica bem em qualquer um.. adoro as combinações, os detalhes, mas esta marca no Brasil já não seria a mesma coisa.

Anônimo disse...

Conheci a H & M na Europa, é uma pena não ter uma, ou melhor, varias lojas no Brasil...
Parabéns!!!

Anônimo disse...

trabalho na H&M ja tem 7 anos, e uma excelente empresa, deve abrir no Brasil 2013 e eu irei ajudar a abertura dela no meu pais de origem... podem esperar estamos chegando....!!!

Anônimo disse...

Adoro fazer compras na H&M! Faço muitas compras no verão e no inverno nesta loja, mas as roupas (Coleção) de inverno e sempre linda e com roupas muito boas, quentes e muito bonitas. No Brasil esta Coleção nao pode ser vendida por não ter as temperaturas da Europa... frio, neve, lindo e bom para usar as lindas roupas quentes da H&M ��

JOANA C disse...

Adoro a HeM, na Europa os preços são baixissimos e as roupas são de qualidade, no Brasil os preços não seriam tão baixos, pecado!.Aqui na Europa se paga pouco seja a roupa de inverno seja roupa de verão. Eu mando sempre roupas HeM para minha mãe no Brasil e pago esses vestidos muito menos aqui que comprando aí no Brasil com tudo que aqui o salário é bem maior.