19.10.08

BERKSHIRE HATHAWAY

Como aplicar a sabedoria e os princípios de investimento do gênio das finanças em sua vida. O jeito mais fácil é investir em ações da empresa BERKSHIRE HATHAWAY, controlada pelo visionário e guru Warren Buffett, um dos homens mais ricos e influentes do mundo. No mercado financeiro Buffett é um mestre em encontrar pechinchas (o que é razoavelmente fácil) e comprá-las barato (o que não é tão simples). Isto explica, porque em plena crise financeira mundial, as ações de sua empresa são cotadas a preços altíssimos.
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A história
A BERKSHIRE HATHAWAY é uma companhia americana que supervisiona e gere um conjunto de subsidiárias. O desempenho dos negócios da empresa é um fiel espelho do enorme talento para multiplicar dinheiro de um homem: Warren Buffett. A história teve início muito antes de Warren Buffett entrar para o mundo dos negócios. A Hathaway Manufacturing Company foi fundada em 1888 pelo comerciante chinês Horatio Hathaway. O principal negócio da empresa era o comércio de tecidos de algodão e obteve grandes lucros até o início do declínio da indústria do algodão após a Primeira Guerra Mundial. O empresário Seabury Stanton, que colocou muito do seu próprio dinheiro para manter a empresa em curso, foi o grande responsável pela manutenção do negócio durante os anos mais difíceis. Em 1955, o empresário decidiu realizar a fusão da empresa com a Berkshire Fine Spinning Associates Inc, uma empresa, fundada por Oliver Chace, que tinha operado no ramo de moagem de algodão desde 1839. A empresa resultante da fusão era enorme: com 15 fábricas, mais de 12.000 empregados e receita de mais de US$ 120 milhões. A denominação da nova companhia passou a ser BERKSHIRE HATHAWAY.
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Seabury Stanton tinha o objetivo de manter o negócio, mas ele não era um especialista financeiro. Até o final dos anos 50, a empresa tinha fechado sete de suas instalações e demitido um grande número de trabalhadores. O preço das suas ações havia caído e muitos especialistas já alertavam para uma falência eminente. Porém este quadro de crise começou a ser revertido com a entrada na companhia de um dos maiores visionários do mundo dos negócios: Warren Buffett. Em 1965, quando assumiu o controle da BERKSHIRE HATHAWAY, na época uma firma de origem no setor têxtil, mas que também vendia seguros, as ações da empresa eram negociadas a menos de US$ 10. Depois que Warren Buffett assumiu o controle, a empresa passou a funcionar em duas áreas. Em primeiro lugar, manteve o seu core business de têxteis; em segundo, começou gradualmente a utilizá-lo como um instrumento de investimento. No ano de 1967, a empresa ampliou seus negócios na área de seguros, adquirindo a National Indemnity. Dois anos depois, adquiriu o Illinois National Bank. Também nesse ano, foi liquidada a Buffett Partnership, Ltd., cujos investidores passaram à condição de acionistas da BERKSHIRE HATHAWAY – que passou a representar o papel de holding de seus investimentos, com suas ações negociadas no mercado. Já em 1969, a BERKSHIRE HATHAWAY tinha lucros anuais de cerca de 30%.
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No ano de 1972, adquire a See’s – uma rede de lojas de doces e chocolates. Cinco anos depois, adquire o Buffalo News. No ano de 1977, os lucros operacionais somavam US$ 21,9 milhões – valor que dobrou em três anos. Em 1983, o número de acionistas subiu de 1.900 para 2.900. O valor da ação subiu de US$ 737 para US$ 975, acumulando ganhos de 22,6% ao longo dos 19 anos de controle da Bershire por Buffett. Com o passar do tempo, Buffett percebeu que o negócio do setor têxtil estava em dificuldades, devido ao aumento da concorrência estrangeira e alta dos custos estruturais. Em 1985, a BERKSHIRE HATHAWAY interrompeu o seu papel histórico de empresa têxtil, encerrando as deficitárias operações no setor. As participações minoritárias da empresa somavam ações adquiridas por US$ 275 milhões e que valiam US$ 1.2 bilhões no mercado; com destaque para os 38% detidos na GEICO, empresa de seguros. Em 1988, a empresa investiu US$ 592 milhões em ações da Coca-Cola – vindo a investir mais US$ 400 milhões no ano seguinte – quando as ações da BERKSHIRE HATHAWAY passaram a ser listadas na Bolsa de Valores de Nova York.
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A sede da empresa em Omaha
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No mesmo ano, o valor contábil da BERKSHIRE HATHAWAY cresceu US$ 1.5 bilhões, nada menos que 44,4%. Sua participação na Geico ultrapassou a barreira de um bilhão de dólares – apesar de o investimento inicial ter sido de apenas US$ 45.7 milhões. Buffett ganhou sua fortuna baseando seus investimentos em empresas com potencial de crescimento em longo prazo. Um dos ensinamentos que ele gostava de passar adiante era que: paciência vale ouro. Segundo ele, o bom investidor se compromete com as ações de uma boa companhia para toda a vida e ignora ascensões e quedas momentâneas. Buffett não costumava se arriscar em ofertas iniciais de ações (IPOs) e preferia ações de companhias que vendessem produtos tradicionais, como alimentos e roupas. Sinal de sua cautela é a recusa em adquirir ações de empresas de tecnologia. Apesar disso, ele já admitiu em público seu arrependimento por não ter comprado a Microsoft, por exemplo, do seu grande amigo Bill Gates, quando o valor das ações ainda estava em um patamar que justificavam o investimento. Alguns dos principais investimentos da BERKSHIRE HATHAWAY foram: American Express, Walt Disney Company, Coca-Cola Company e Gillette. Anteriormente, a empresa dedicava-se unicamente a investimentos em longo prazo.
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O ano de 1995 foi memorável: a BERKSHIRE HATHAWAY cresceu US$ 5.3 bilhões em valor contábil – nada menos que 45%. A empresa fecha o ano com US$ 22 bilhões em participações minoritárias, com destaque para: US$ 7.4 bilhões da Coca-Cola; US$ 2.5 bilhões da Gillette; US$ 2.5 bilhões da Capital Cities/ABC; US$ 2.4 bilhões da Geico; US$ 2 bilhões da American Express; US$ 1.5 bilhões do Wells Fargo. Essa carteira havia sido adquirida por um total de US$ 5.7 bilhões. Os principais investimentos da carteira de Buffett em 1997 eram: Coca-Cola: US$ 13.3 bilhões; American Express US$ 4.4 bilhões; Gillette US$ 4.8 bilhões; Freddie Mac US$ 2.7 bilhões; Wells Fargo US$ 2.2 bilhões; Travellers US$ 1.3 bilhões. Ao final dos anos 90, Buffett detinha 38% da BERKSHIRE HATHAWAY – avaliados em cerca de US$ 36 bilhões – fortuna apenas superada pela de Bill Gates. No ano seguinte, adquiriu a resseguradora General Re – uma das quatro maiores do mundo – por US$ 22 bilhões, em ações. A General Re tivera receitas de US$ 8.3 bilhões em 1997, com lucros operacionais de quase um bilhão de dólares. Recentemente entrou num conjunto de negócios não relacionados com seguros, como: arte e decoração, publicação de jornais, venda de enciclopédias, distribuição de uniformes, joalheria e calçados. Entre 2000 e 2001, a BERKSHIRE HATHAWAY adquiriu a Benjamin Moore, da área de tintas industriais; a Shaw Industries, produtor de tapetes e a Johns Manville, produtora de impermeabilizantes.
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No dia 29 de fevereiro de 2008, Buffet anunciou em sua carta aos acionistas da empresa que seu único investimento em moeda estrangeira para o ano de 2007: para espanto de todos, o investimento que vinha fazendo desde 2002 era na moeda brasileira (real) frente ao dólar. Somente em 2007 o dólar recuou 17,2% em relação ao real. Com esse investimento Warren conseguiu um lucro de US$ 2.3 bilhões. Na mesma carta, Warren deu indícios sobre sua possível sucessão na direção da BERKSHIRE HATHAWAY. O maior ganhador, por enquanto, na tormenta em que se transformou o mercado financeiro global é Warren Buffett, que além de comprar importantes participações acionárias na General Electric (US$ 3 bilhões) e no banco Goldman Sachs (US$ 5 bilhões), viu a sua fortuna crescer US$ 8 bilhões entre 29 de agosto e 1º de outubro. Em Novembro de 2009 a empresa anunciou que, utilizando US$ 26 bilhões, iria adquirir o restante da BNSF Railway que ainda não possuía. Esta foi a maior aquisição na história da empresa.
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Os investimentos
A BERKSHIRE HATHWAY é um conglomerado que controla mais de 50 empresasdos mais variados setores e tamanhos, é dona de seguradoras, rede de alimentação rápida, joalheria e até da fabricante de facas Ginsu. Em 2009, essas empresas faturaram, juntas, mais de US$ 110 bilhões. Atualmente é proprietária das empresas:
● GEICO (comprada em 1995, é a terceira maior seguradora especializada em veículos dos Estados Unidos)
● GENERAL RE (comprada em 1998, é uma das maiores resseguradoras do mundo com operações em 26 países)
● HELZBERG DIAMONDS (joalheria)
● BORSHEIM’S FINE JEWELRY (comprada em 1989, é uma das maiores joalherias dos estados Unidos)
● MID AMERICAN ENERGY (comprada em 2000, está entre as maiores produtoras e distribuidoras de energia dos Estados Unidos e Inglaterra. Por meio de 6 subsidiárias, atua no segmento de gás natural e energia hidrelétrica, térmica, eólica e nuclear)
● DAIRY QUEEN (comprada em 1998, é uma rede de alimentação rápida presente em 24 países por meio de quase 6.000 lojas)
● SEE’S CANDIES (comprada em 1972, é uma fabricante de doces e chocolates nos Estados Unidos)
● JUSTIN BRANDS (comprada em 2000, é um grupo que reúne cinco fabricantes de botas do Meio-Oeste americano)
● RUSSEL CORPORATION (empresa de materiais esportivos)
● BROOKS (marca de materiais esportivos)
● FRUIT OF THE LOOM (marca de roupas íntimas)
● ACME BUILDING BRANDS (produtora de cerâmicas)
● NETJETS (comprada em 1998, é uma empresa de propriedade compartilhada de jatos executivos)
● NEBRASKA FURNITURE MART (comprada em 1983, é a maior varejista de móveis e eletroeletrônicos dos Estados Unidos)
● JORDAN’S FURNITURE (comprada em 2000, é uma rede de lojas de móveis)
● FLIGTH SAFETY INTERNATIONAL (comprada em 1996, é uma provedora independente de serviços de treinamento de pilotos)
● BENJAMIN MOORE & CO. (produtora de tintas)
● SCOTT FETZER (comprada em 1985, é uma holding que reúne 22 companhias, entre elas uma editora de enciclopédia e a empresa que produz as facas Ginsu)
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A empresa ainda possui participações acionárias em importantes e sólidas empresas de capital aberto como:
● Wesco Financial Corporation (finanças) - 80%
● AMERICAN EXPRESS CO. (finaças) - 13.1%
● MOODY'S CORPORATION (agência de avaliação de risco) - 19.1%
● THE COCA-COLA COMPANY (bebidas) - 8.6%
● JOHNSON & JOHNSON (farmacêutica) - 2.2%
● M&T BANK (finanças) - 6.1%
● KRAFT FOODS (alimentos) - 8.9%
● PROCTER & GAMBLE CO. (consumo) - 3.1%
● SANOFI-AVENTIS (farmacêutica) - 1.3%
● POSCO (siderúrgica) - 5.2%
● U.S. BANCORP (finanças) - 4.4%
● THE WASHINGTON POST CO. (mídia) - 18.2%
● US BANCORP (finanças) - 4.3%
● CONOCO PHILLIPS (petróleo e gás) - 5.7%
● USG (materiais de construção) - 19%
● SWISS RE (resseguros) - 3.2%
● WELLS FARGO (finanças) - 9.2%
● BYD (fabricante de baterias e carros elétricos) - 10%
● WALMART STORES (varejo) - 0.5%
● GENERAL ELECTRIC
● GOLDMAN SACHS (finanças)
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O grande evento
Uma multidão cada vez mais numerosa se reúne todos os anos para ouvir os conselhos do investidor americano Warren Buffett e seu sócio, Charlie Munger, no tradicional encontro de acionistas de sua empresa. Em 2007, o encontro atraiu 31.000 pessoas entre investidores e curiosos. Em maio deste ano elas estiveram presentes lotando o Qwest Center e o centro de convenções anexo, com 6 horas de perguntas e respostas para os mais diversos assuntos. A popularidade do evento pode ser notada pelas celebridades em sua abertura. O cantor Jimmy Buffett no ano passado, e nesse ano a atriz Susan Lucci (do soap opera All My Children onde Warren Buffett fez uma ponta em um episódio), que apareceu no palco no início e brincou estar assumindo o lugar de Buffett no comando da empresa. Na seqüência houve uma série de brincadeiras como Susan falando que ia rapidamente instituir uma política de dividendos, e que iria aumentar o salário atual do conselho da empresa que é de apenas US$ 900 por ano. Em 2009, um novo recorde de público: 35.000 pessoas.
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Buffett chegando ao encontro anual em Omaha
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O visionário
O americano Warren E. Buffett nasceu em 30 de agosto de 1930 na cidade de Omaha, estado do Nebraska. Seu pai, Howard Buffett, foi um corretor da bolsa e membro do Congresso dos Estados Unidos. Desde cedo, Buffett tinha uma queda por números: aos oito anos começou a ler os livros do pai sobre o mercado de ações. Aos 13 anos trabalhava como entregador de dois jornais. Com suas economias comprou máquinas de fliperama usadas, chegando a sete máquinas e um faturamento de US$ 50 semanais. Logo depois comprou um Rolls-Royce com um amigo por US$ 350, e passou a alugá-lo por US$ 35/dia. Aos 16 anos já possuía US$ 6.000 em economias. Ele estudou na Universidade do Nebraska e fez um mestrado em economia na Escola de Negócios de Colúmbia, sendo aluno de Benjamin Graham. Após concluir seus estudos, continuou em contato com seu ex-professor, Ben Graham, indo trabalhar em 1954 na Graham-Newman, que se dissolveu dois anos depois. Warren Buffet foi influenciado por ele – que enfatizava os fatores mensuráveis das empresas: ativos, lucros e dividendos. Para limitar os riscos, Graham aconselhava a diversificação da carteira. Sua abordagem era a de comprar uma ação por um preço muito baixo, de modo a permitir a venda a um preço mais alto com um grau de certeza bastante grande. Em outras palavras, Graham enfatizava a procura de barganhas: gente necessitando de recursos, e aceitando vender a qualquer preço. Um negócio assim iniciado tem uma boa chance de oferecer algum retorno.
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Voltou a Omaha em 1956, sem nenhum plano em mente, até que alguém lhe pediu que cuidasse de seus investimentos. Com o apoio da família e dos amigos, aos 25 anos, Buffett começou uma sociedade limitada de investimentos com sete pessoas que lhe confiaram US$ 105 mil. Buffett não somente comprou posições minoritárias, como também majoritárias em várias companhias. Acreditando que os momentos de baixa eram a oportunidade perfeita para aumentar a carteira com papéis de uma empresa e esperar pela valorização, Buffet adquiriu a BERKSHIRE HATHAWAY, em 1964, durante o auge das dificuldades financeiras. Nos próximos anos o instinto de fazer dinheiro transformaria Warren Buffett em um dos homens mais ricos do mundo. Hoje suas idéias são cultuadas de maneira quase religiosa por seguidores e são propagadas em centenas de livros nos Estados Unidos.
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Sobre o destino de sua fortuna, Buffett costumava dizer que deixaria para os filhos apenas o suficiente para que eles fizessem o que quisessem – mas não demais, senão eles não fariam coisa alguma. O resto doaria para a caridade. Foi o que fez. Em junho de 2006, se comprometeu em doar sua fortuna para a caridade após sua morte, sendo que 85% foram destinados para a Fundação Bill e Melinda Gates, fato que ganhou fama como o maior ato de caridade da história. Buffett continua ativo na compra de participações significativas em diversas companhias, nas quais acompanha a gestão do negócio. Sua fortuna é estimada em US$ 47 bilhões, o que lhe garante o título de terceira pessoa mais rica do mundo no ranking de 2010 da revista Forbes. Apesar de sua imensa fortuna, ele é famoso por levar uma vida despretensiosa, pois continua vivendo na mesma casa, no bairro de Dundee, em Omaha, comprada em 1958 por US$ 31.500.
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Dados corporativos
● Origem: Estados Unidos
● Fundação:
1955
● Fundador:
Seabury Stanton
● Sede mundial:
Omaha, Nebraska
● Proprietário da marca: Berkshire Hathaway Inc.
● Capital aberto: Sim (1989)
● Chairman & CEO:
Warren Buffett
● Vice-chairman:
Charlie Munger
● CFO:
Marc Hamburg
● Faturamento: US$ 112.4 bilhões (2009)
● Lucro: US$ 8.05 bilhões (2009)
● Valor de mercado: US$ 207 bilhões (setembro/2010)
● Presença global:
50 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 222.000 (em sua maioria nas subsidiárias)
● Segmento:
Conglomerado
● Principais produtos: Gestão de investimento, seguros e indústrias em geral
● Ícones:
O mega-investidor Warren Buffett
● Website:
www.berkshirehathaway.com
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A marca no mundo
Hoje a BERKSHIRE HATHAWAY é uma holding com atuação em diversos setores, que vão de energia a doces, passando por seguros e bens de consumo, controlando empresas ou possuindo participações acionárias significativas, em sua grande maioria de empresas tradicionais e sólidas do mercado americano. Além disso, a empresa possui mais de US$ 27 bilhões em títulos de renda fixa, principalmente títulos do governo e de empresas estrangeiras. A BERKSHIRE HATHAWAY é a 11ª maior empresa dos Estados Unidos de acordo com a Fortune 500 de 2010.
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Você sabia?
Hoje, uma única ação da empresa vale US$ 99.200, após uma assombrosa valorização superior a 78.000% em pouco mais de quarenta anos. Quem tivesse aplicado US$ 1 mil em ações da firma de Buffett em 1965, teria hoje mais de US$ 781.000.
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As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).
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Última atualização em 24/9/2010

Um comentário:

pedro disse...

Muito interessante. Parabéns pelo texto bem escrito e pela forma sucinta como descreve a história dele.
grande abraço