8.8.19

SAUDIA


Decolando para o futuro como parte de um ambicioso plano de estratégia e transformação, a companhia aérea saudita SAUDIA (outrora conhecida como Saudi Arabian Airlines) investiu em novas e modernas aeronaves, produtos inovadores e melhorias no atendimento, tudo com um único propósito, oferecer a todos os seus milhões de passageiros o mais alto nível de hospitalidade e conforto enquanto viajam. Apesar de ser originária de um país com uma forte ideologia religiosa, a SAUDIA conquistou milhões de passageiros, principalmente muçulmanos, por seu respeito às crenças, hospitalidade e simpatia no atendimento. 

A história 
A Saudi Arabian Airlines (conhecida pela abreviatura em inglês como SAUDIA) entrou em operação no mês de setembro de 1945 com uma única aeronave DC-3 (Dakota), que o então presidente norte-americano Franklin Delano Roosevelt havia presenteado o Rei Abdul Aziz Ibn Saud após um encontro no Canal de Suez no dia 14 de fevereiro. O presente serviu para que o Monarca saudita desse início ao desenvolvimento da aviação civil no país. O aeroporto internacional de Jidá, capital comercial do reino Saudita, foi escolhido como base de operações, e num sinal das boas relações diplomáticas entre Arábia Saudita e Estados Unidos, a TWA assumiu o gerenciamento da recém-criada companhia aérea. Esta aeronave foi inicialmente utilizada na rota entre as cidades de Riade, Jidá e Dharhran e transportava tanto passageiros como cargas. Poucos meses depois, mais duas aeronaves DC-3 foram adquiridas. No dia 14 de março de 1947, ocorreu o primeiro voo doméstico regular da jovem companhia aérea. Nesta época, sua frota já era composta por 5 aeronaves DC-3, o que possibilitou a ampliação da pequena malha aérea com o lançamento de voos para as cidades do Cairo e Damasco. Em 1952, com a ampliação de sua frota, novos destinos no Oriente Médio e região foram adicionados à rede, como por exemplo, Amã (Jordânia), Karachi (Paquistão), Beirute (Líbano) e Istambul (Turquia). Pouco depois, em 1954, a Saudi Arabian Airlines adicionou a sua frota a primeira aeronave pressurizada (um Convair 340). 



Nos anos seguintes, novas rotas foram adicionadas a sua malha aérea e, em 1959, foi inaugurado o primeiro centro de manutenção da companhia aérea na cidade de Jidá. Em 1962, a Saudi Arabian Airlines adquiriu duas aeronaves Boeing 720B, tornando-se assim a segunda companhia aérea no Oriente Médio a utilizar um jato em seus voos regulares. No ano seguinte, o rei Faisal, da Arábia Saudita, assinou documentos que transformaram a Saudi Arabian Airlines em uma empresa totalmente independente. Ainda nesta década, em 1967, a Saudi Arabian Airlines se tornou oficialmente membro da IATA (International Air Transport Association’s), e com isso pode ampliar sua malha aérea, iniciando voos para as cidades de Genebra, Frankfurt e Londres em 1970, seus primeiros destinos no continente europeu. No dia 1º de abril de 1972, a Saudi Arabian Airlines mudou oficialmente seu nome para SAUDIA (uma abreviatura em inglês do nome da companhia aérea). No mesmo ano, a companhia aérea recebeu seus primeiros Boeing 737-200. Em 1973, a companhia aérea atingiu um grande marco em sua história: transportou um milhão de passageiros pela primeira vez em sua história. No final da década, além de novas aeronaves se juntaram à frota e várias novas rotas serem adicionadas, a empresa inaugurou o Centro de Treinamento de Voo (1979).


Nos anos de 1980, a companhia aérea saudita concentrou-se na modernização de sua frota e na ampliação de sua malha aérea, e como resultados dessas ações, no ano de 1980, a SAUDIA inaugurou voos para a cidade de Nova York. Na década seguinte, a companhia aérea continuou seu crescimento com a adição de novos destinos, bem como a introdução de novas e modernas aeronaves, como o Boeing 747-400, o MD-11 e o MD-90. Além disso, seus serviços de bordo foram melhorados. Em 1994 a empresa introduziu um cardápio específico para crianças, melhorando assim seu serviço de bordo. Apesar da tradição histórica da SAUDIA como uma companhia estatal, no ano de 2000 o Príncipe Abdulaziz Al Saud iniciou estudos para a privatização da empresa. Na condição de Ministro da Aviação e Defesa, Al Saud separou em diferentes unidades comerciais os serviços de catering, apoio de solo e manutenção. Estas ações contribuíram para que a empresa apresentasse lucros operacionais nos anos seguintes. A partir do final de setembro de 2001, o cigarro foi proibido em todos os voos de/para a Europa. Pouco depois, em 2004, a companhia aérea transportou mais de 15 milhões de passageiros, registrando um aumento de 14% nos lucros.


Em 2009, a companhia aérea saudita lançou novos voos para três cidades indianas (Lucknow, Bangalore e Calicut), assim como incorporou a sua frota o moderno Boeing 777. E a Saudia Private Aviation (SPA), criada neste mesmo ano, introduziu voos domésticos e internacionais para empresários e altos executivos com serviços exclusivos. Pouco depois, em 2011, começou a voar para a importante cidade industrial chinesa de Guangzhou, abrindo assim outro enorme e importante mercado mundial. Finalmente, no dia 29 de maio de 2012, a companhia aérea se tornou membro da aliança global SkyTeam e, para celebrar a importante data e como parte de uma iniciativa maior de reposicionamento, reverteu seu nome para SAUDIA. O ano de 2013 foi repleto de novidades: adotou novas especificações e projetos nas três classes em suas aeronaves; lançou seu novo lounge Alfursan para voos internacionais no Aeroporto Internacional King Khaled, em Riad, e revelou seu recém-desenvolvido programa de fidelidade Alfursan, oferecendo vários benefícios, que além de passagens aéreas gratuitas, concede descontos em redes de hotéis, locadoras de veículos e outros serviços oferecidos por empresas parceiras. Ainda este ano, lançou voos de Riad para Madri, com escala em Jidá, usando o moderno A320, e seu voo para a cidade canadense de Toronto. 



Em 2014, a SAUDIA continuou evoluindo e ampliando seus serviços, como por exemplo, com o lançamento dos primeiros voos diretos de Dammam para Istambul, para Los Angeles, seu terceiro destino nos Estados Unidos depois de Washington e Nova York, e a reintrodução da rota para a cidade inglesa de Manchester. A empresa conquistou também importantes prêmios internacionais como o melhor assento de Classe Econômica do Mundo e melhor Comodidades de Primeira Classe, além de receber o 4-Star Airline Rating, um selo de aprovação de qualidade atualmente concedido a apenas 35 companhias aéreas. Em 2017, inaugurou seu primeiro lounge Internacional ALFURSAN no Aeroporto do Cairo. Mais recentemente, em junho de 2018, a SAUDIA foi a primeira companhia aérea do Oriente Médio a lançar o serviço WhatsApp gratuito em todos os voos domésticos e internacionais (se a aeronave estiver equipada com conectividade). Atualmente a SAUDIA vem investindo muito em marketing, especialmente global, sendo uma das principais patrocinadoras do campeonato mundial da FIA Formula E (carros elétricos).


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas alterações ao longo dos anos. A marca utilizou durante muitos anos o nome Saudi Arabian Airlines (em uso até 1972 e reintroduzido em 1996). É bom ressaltar que até o ano de 1996 a cor predominante no logotipo da marca era verde e branca, mudando daí em diante para ouro e azul. Além disso, o tradicional símbolo de duas espadas cruzadas e uma tamareira ganhou um novo design e leitura, com o acréscimo de uma discreta lua crescente. A companhia aérea retomou a abreviatura de seu nome em inglês SAUDIA (usado entre 1972 e 1996) em 29 de maio de 2012. Essa mudança foi para celebrar o ingresso da empresa na aliança de companhias aéreas SkyTeam, fazendo parte também de uma iniciativa maior de reposicionamento de marca, principalmente no mercado internacional.


A identidade visual de seus aviões também acompanhou as remodelações da marca saudita.


Os slogans 
Welcome to your world. (2012) 
We Aim To Please You. (2007) 
Proud to serve you. (anos de 1990) 
We flew here with Saudia.


Dados corporativos 
● Origem: Arábia Saudita 
● Fundação: Setembro de 1945 
● Fundador: Rei Abdul Aziz Ibn Saud 
● Sede mundial: Jidá, Arábia Saudita 
● Proprietário da marca: Saudi Arabian Airlines Corporation 
● Capital aberto: Não (propriedade do Governo da Arábia Saudita) 
● Chairman: Ghassan Al-Shabal 
● CEO: Jaan Albrecht 
● Faturamento: US$ 7.8 bilhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Frota: 162 aeronaves 
● Destinos: 95 
● Passageiros transportados: 34 milhões (2018) 
● Hub principal: Aeroporto Internacional King Abdulaziz 
● Presença global: 35 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 11.000 
● Segmento: Aviação 
● Principais produtos: Aviação comercial e cargueira 
● Concorrentes diretos: Emirates, Qatar Airways, Gulf Air, Etihad Airways, Singapore Airlines e Royal Jordanian 
● Slogan: Welcome to your world. 
● Website: www.saudia.com 

A marca no mundo 
Atualmente a companhia aérea saudita opera voos domésticos e internacionais para mais de 95 destinos em 35 países no Oriente Médio, África, Ásia, Europa e América do Norte, transportando mais de 34 milhões de passageiros (dados de 2018) através de 162 modernas aeronaves com média de idade de 4.6 anos, com mais de 200 mil voos realizados por ano. Suas épocas de maior demanda de vôos (charters) coincidem com os períodos do Ramadã e do Hajj, épocas sagradas para os muçulmanos, a exemplo de sua histórica missão. A cidade de Jidá é considerada um patrimônio mundial pela UNESCO, dentre outros motivos, por ser a porta de entrada de inúmeros peregrinos muçulmanos que por ela passam em rumo à cidade sagrada de Meca. Por essa razão, grande parte da demanda de voos da SAUDIA visa atender às peregrinações. Trata-se de uma missão tão importante para a companhia, que algumas de suas aeronaves possuem até locais reservados para orações. Seu serviço de bordo, inclusive, exclui alimentos à base de carne de porco e bebidas alcoólicas, em respeito às tradições islâmicas. A companhia aérea é a terceira maior do Oriente Médio em termos de receita, atrás somente da Emirates e da Qatar Airways

Você sabia? 
Um terrível acidente afetou a SAUDIA no dia 12 de novembro 1996, quando uma colisão entre duas aeronaves na região de Charkhi Dadri, espaço aéreo indiano, matou todas as 349 pessoas a bordo. O Boeing 747-100 da SAUDIA e o Ilyushin Il-76, da Kazakhstan Airlines, se chocaram em pleno ar. Investigações mostraram que houve falhas na comunicação entre as duas aeronaves e que o avião da Kazakhstan Airlines, em determinado momento, reduziu a sua altura de voo sem autorização e aviso, o que foi atribuído ao treinamento deficiente e a habilidades de inglês não suficiente de seus pilotos. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 8/8/2019

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