29.5.06

KOPENHAGEN


Ela praticamente não tem concorrente no Brasil. É única no segmento de chocolates finos com tradição. Os executivos da empresa costumam dizer que os concorrentes são lojas de presentes, como flores, joias e roupas. Além de chocolate, a marca vende desejo, glamour e sofisticação. Ótimos presentes para o ano todo. A KOPENHAGEN oferece uma variedade de produtos que marcaram época e já seduziram três gerações de brasileiros, afinal, quem resiste a uma Nhá Benta ou a um punhado de Chumbinhos? Há nove décadas, a KOPENHAGEN está neste seleto grupo de marcas que sobreviveram a décadas de transformações econômicas e de comportamento do consumidor. 

A história 
A história da empresa começou em meados da década de 1920 com a chegada ao Brasil de um casal de imigrantes, Anna e David Kopenhagen, provenientes da Letônia, situada no gelado mar Báltico. Foi Anna quem trouxe de lá a receita do marzipan (um clássico doce europeu feito da mistura da amêndoa e açúcar), até então desconhecida no Brasil. A partir de 1928, Anna (que era pianista) passava as noites fabricando as deliciosas bolinhas de marzipan para que David (estudante de medicina) pudesse sair bem cedo, a pé para economizar condução, em busca de clientes. No início, os compradores eram funcionários e clientes de bancos europeus no centro de São Paulo. Com muita perseverança, David conquistou clientes para o produto e, em 1929, o casal resolveu inaugurar a primeira loja, localizada na Rua Miguel Couto, também no centro de São Paulo. Bonecos, bichinhos e outras figuras feitas de marzipan eram expostos delicadamente na vitrine da mais nova delicatesse da cidade. E logo inauguraram uma segunda loja, na mesma rua. Em 1930, quando o casal já produzia chocolate e balas, surgiram os ovos de páscoa (na versão chocolate ao leite e crocante). Nesta época, eles decoravam as vitrines de acordo com as festividades da época.


No início da próxima década, em 1943, o casal adquiriu uma fábrica no bairro do Itaim Bibi, com excelentes instalações e tecnologia avançada para a época. Assim, a empresa passou a produzir também chocolates finos, bombons, balas, confeitos, biscoitos, além de deliciosos panetones em grande escala. Se o nome remetia a um universo que não é o brasileiro, mas de um grupo linguístico eslavo, os produtos, pelo contrário, tinham apelos bem característicos da nossa cultura. Ainda esta década, a empresa chegou a então capital federal, Rio de Janeiro, com uma loja na Rua do Ouvidor, no centro da cidade - a primeira fora de São Paulo. Nesta época a empresa já oferecia produtos como Língua de Gato (que segundo dados da empresa é o item, entre os clássicos, mais lembrado nas pesquisas), Chumbinho (bolinhas de chocolate com crocante) e Lajotinha (uma espécie de waffle coberto de chocolate). Nos anos seguintes a marca introduziu no mercado produtos que se tornariam ícones de muitas gerações, como por exemplo, os bombons Cherry Brandy, a Nhá Benta, as garrafinhas Kopenhagen (recheadas com licor, conhaque, uísque e rum), entre outras delícias. Nos anos de 1950 a marca adotou o atual logotipo, na verdade a assinatura de David Kopenhagen. Foi nesta época que a marca começou a conquistar o público infantil. Tudo por causa de um aviãozinho Constellation cujo interior vinha abarrotado de deliciosos drageados. Os anos de 1960 foram marcados por deliciosas novidades: as tradicionais caixas de bombom com tampas transparentes; a inauguração da loja no shopping Iguatemi em 1968; e os coelhos de chocolate com nome de gente (Lito, Vera e Bastião).


Nos anos seguintes a KOPENHAGEN investiu na diversificação de suas embalagens, com seus tradicionais laços, para atender aos clientes mais exigentes que desejavam presentear pessoas queridas, além da criação do famoso lápis recheado com deliciosas balas, que tanto sucesso fez com a garotada. Em 1985 a empresa implantou seu sistema de franquias, para garantir a expansão do negócio fora do eixo Rio-São Paulo, até então mercado dominante para a KOPENHAGEN. Até as décadas de 1980 e 1990, a marca ia muito bem e havia se transformado em sinônimo de chocolates finos. Os novos concorrentes, a volátil economia brasileira e a falta de investimento na empresa deram sinais de enfraquecimento da marca e seus produtos não vendiam mais como em outros anos. Em 1996, a história mudou. O empresário Celso Ricardo de Moraes, então proprietário do laboratório Virtus, fabricante dos conhecidos Adocyl, Maracugina e Atroveran, comprou a KOPENHAGEN, a época com 100 lojas, e que desde então cresce em um ritmo alucinante e equilibrado.


O que foi feito? Lançamento de novos produtos para atender praticamente todos os segmentos, ampliação do foco de atuação buscando novos públicos e forte investimento em comunicação para rejuvenescer a marca. As mudanças implantadas pela nova gestão, como por exemplo, a transformação visual de todas as lojas (com ambientação sofisticada, o objetivo dos pontos de venda era comunicar os produtos e fazer um convite mais do que tentador a experimentar as guloseimas da marca), a diversificação dos produtos e a inauguração dos cafés nas unidades da rede, foram responsáveis por quadruplicar o faturamento da empresa. Apesar disso, o contato com a família fundadora não foi deixado de lado. Quando um produto estava para ser lançado, eles sempre davam opinião, pois conheciam o negócio muito bem.


Uma das primeiras ações foi investir US$ 5 milhões na transferência da fábrica do bairro do Itaim Bibi para Tamboré, em Barueri, na Grande São Paulo, tomando o cuidado de levar algumas máquinas originais para o novo espaço de 18.000 m². Atualmente na fábrica, uma das mais modernas da América Latina, trabalham aproximadamente mil empregados. Paralelamente, implantou um rígido controle de qualidade e contratou uma empresa especializada em franquia para cuidar dos rumos da rede. O lançamento de novos produtos passou a ser uma tarefa conjunta de um gourmet e do departamento de marketing, que confere as principais tendências do setor no mundo. Assim chegaram ao mercado, nos últimos tempos, a linha infantil KOPENHAGEN da Turminha e os bombons à base de frutas, só para citar alguns itens.


Outra ação importante foi a criação, em 1999, da Kop to Company, a divisão institucional, desenvolvida com o objetivo de preparar brindes personalizados para empresas. No primeiro ano de atividade a divisão respondeu por 10% do faturamento da empresa. Em 2003 a KOPENHAGEN se tornou a única fabricante nacional de chocolates presente nas lojas Duty Free e uma das primeiras a ganhar as prateleiras das lojas de departamento americanas. O primeiro carregamento de Nhá Benta de 18 milhões de unidades que, somados a 1 milhão de caixas de bombons Cherry Brandy representavam uma negociação de peso.


O processo de modernização da marca se intensificou em 2004, com a chegada da filha do proprietário, Renata Moraes à vice-presidência. Ao seu comando, no ano seguinte, a empresa abriu 24 novos pontos de venda. A criação do Passaporte da Turminha, que permitia aos consumidores mirins colecionar selos e trocá-los por presentes, surgiu por intermédio da executiva. A proposta era fidelizar uma nova geração de consumidores ainda pouco acostumada a se lambuzar com Nhá Benta e Língua de Gato. Em três meses de campanha foram cadastrados 20 mil nomes. Renata também comandou o lançamento da loja virtual em 2007 (disponibilizando toda linha de produto da marca, exceto bebidas, mousses, e produtos a granel) e o relançamento da linha de sorvetes da marca. A primeira experiência com o produto ocorreu em 2001, porém não foi levada adiante por conta do racionamento de energia elétrica da época, tornando o custo das geladeiras alto demais. Outra estratégia da KOPENHAGEN tem sido a de usar cada vez mais os cafés e bebidas geladas como catalisador de público, afinal, eles fazem com que o consumidor permaneça mais tempo no ponto de venda. Além disso, foi criado o KOP CLUB, um programa de relacionamento que retribui as compras com privilégios à altura do bom gosto e sofisticação, e que em 2016 chegou a 1 milhão de membros. Em 2010, a empresa inaugurou um moderno complexo fabril em Extrema (MG), que mais parece uma fantástica fábrica de chocolate.


Em 2013 a rede inaugurou sua primeira flagship store (loja conceito) na badalada Rua Oscar Freire em São Paulo, onde foi conceituado um show room exclusivo de produtos para reforçar um elemento novo que a marca estava introduzindo, a Linha Gifts Luxo Kopenhagen, uma coleção de produtos como bonbonnières, baleiros, vasos, porta objetos, sousplats, porta joias e caixas para guardar relógios, entre outros itens à venda, juntamente com delícias da marca, para que o consumidor vivencie e eternize os bons momentos junto a KOPENHAGEN. Na loja, o cliente tem a oportunidade de vivenciar experiências únicas, desde o primeiro momento que adentrar ao local, ao ser instigado pelo delicioso aroma de chocolate que permeia o ambiente criando uma atmosfera de prazer ao consumo. A loja conceito também oferece aos consumidores apaixonados pela marca reedições limitadas de clássicos KOPENHAGEN, presente na memória de muitos clientes, como as pequenas frutinhas feitas artesanalmente em marzipan, além de tortas e macarons inspirados nos clássicos.


Poucas marcas conseguem chegar com tanto vigor aos 90 anos no Brasil como a KOPENHAGEN. E para comemorar esta marca, em 2018 a marca decidiu realizar os desejos de alguns de seus clientes mais fiéis, relançando alguns chocolates que fizeram sucesso ao longo de sua história como o bombom avelã (bombom de chocolate com pedacinhos de avelã), Jelly Gadern (gelatinas cobertas com chocolate nos sabores limão, laranja e morango) e as tradicionais batatinhas de marzipan (que de acordo com a empresa foi o primeiro sucesso da KOPENHAGEN e marcou a infância de muitos consumidores). Além dos relançamentos, a marca está reformulando todo o conceito de suas lojas. Agora a marca deve assumir cores mais vibrantes e compatíveis com o “mood” do público.


Atualmente a KOPENHAGEN tem como missão: fabricar produtos de altíssima qualidade, preservando seu sabor com sofisticação e originalidade. Preocupada em proporcionar felicidade através de seus chocolates e doces, está sempre atenta às mudanças do mercado para inovar e ir ao encontro às preferências de seus consumidores, oferecendo as melhores lojas, o melhor atendimento e o melhor produto para consumir e presentear. Por isso, há 90 anos a marca está presente nos mais doces momentos dos fãs e apreciadores dos sabores únicos de seus clássicos.


A linha do tempo 
1930 
Lançamento dos primeiros ovos de Páscoa. 
1941 
Lançamento da LAJOTINHA
1944 
Criação da famosa e tradicional bala de leite, que se tornaria um dos ícones da marca. O nome já apostava no sucesso que faria: Bala Super Leite
1953 
Criação do famoso bombom CHERRY BRANDY, chocolate ao leite recheado com cerejas maceradas em licor cherry brandy, cobertas com o delicioso creme fondant. 
1975 
Lançamento da linha de chocolates diet. 
1978 
Abertura do primeiro café na unidade da Rua Joaquim Floriano em São Paulo. 
1983 
A empresa passa a produzir seus próprios cookies, através de máquinas australianas que faziam o biscoito, instaladas em algumas lojas da rede. 
1993 
Introdução do café como extensão da linha de produtos. Atualmente aproximadamente 90% de suas lojas vendem café. 
2001 
Lançamento da NHÁ BENTA DE MORANGO, que tirou proveito da tentadora sinergia entre morango e chocolate, um par que casa tão bem quanto Romeu e Julieta. O galã Edson Celulari protagonizou a campanha de lançamento do novo produto, que custou R$ 2.5 milhões e carregou o slogan “Você também vai se apaixonar por ela”. O aroma de morango não é fácil de lidar industrialmente. Em função disso, o departamento de engenharia da empresa teve que trabalhar bastante até chegar a um sabor capaz de provocar uma reação bombástica entre os consumidores. 
2003 
Lançamento do KOPENHAGEN DA TURMINHA, uma linha infantil criada para tentar conquistar uma geração que não conhecia Língua de Gato ou Nhá Benta. 
2004 
Lançamento da edição limitada de NHÁ BENTA de chocolate com pimenta
2005 
Lançamento da NHÁ BENTA DE MARACUJÁ. O novo produto chegou a vender 34 unidades por minuto entre os meses de julho e dezembro. 
Lançamento de seis novos ovos para a Páscoa: Chumbinho, Pastilha Dragê, Nhá Benta Maracujá, Fruit Sensation, Língua de Gato e Nhá Benta Special. Além disso, ocorreu a modernização das embalagens de toda a linha específica para a data e ambientação das lojas. 
Lançamento da CAIXA ROSAS, com 8 rosas de chocolate ao leite. 
2006 
Lançamento da linha MANIA, composta por bombons de chocolate ao leite, com recheios a base de creme de marshmallow nos sabores chocolate, coco, frutas vermelhas, abacaxi e maçã verde. Para o lançamento da nova linha a empresa investiu R$ 6 milhões em uma completa campanha de comunicação que trazia a cantora Ivete Sangalo como garota propaganda cantando o jingle que iria virar uma verdadeira “mania”.  
Lançamento da linha de chocolates em barra com 70% de cacau. 
2007 
Lançamento da NHÁ BENTA DE CHOCOLATE. A nova versão do produto (que consumiu 14 meses de pesquisa de mercado, estudos de campo e análises sensoriais, totalizando um investimento de R$ 250 mil), trazia chocolate por todos os lados - na casquinha, no granulado e também junto com o famoso marshmallow da marca, não demorou muito para conquistar os consumidores. Com investimentos de R$ 7 milhões e o mote “Quem Ama Nhá Benta, Experimenta!”, a campanha publicitária de lançamento contou com dois porta-vozes: os atores Edson Celulari e Fábio Assunção. O sucesso do novo produto pode ser comprovado com as 665 mil unidades vendidas em apenas quarenta dias, fechando o ano com mais de 2 milhões de unidades comercializadas. 
Lançamento da linha de chocolates light, com redução calórica de 25%, composta por Língua de Gato, pastilhas mini kop, caixa de bombons ao leite e tabletes de 40 gramas. 
Lançamento do GRANULADO KOPENHAGEN, vendido a granel, sendo o primeiro produto criado para que os consumidores possam elaborar suas próprias receitas com ingredientes da marca. 
Lançamento do CAPUCCINO KOPENHAGEN, decorado com uma pastilha de chocolate no formato de grão de café. 
Lançamento do FOUNDUE KOPENHAGEN, com 150g do mais puro chocolate em uma bandeja acompanhada com mais 150g de especialidades da grife, como por exemplo, canudos de waffles, cookies e lajotinhas. Para prepará-lo, bastava retirar a tampa do pote, levá-lo ao forno microondas por um minuto, em potência média e misturar. 
2008 
Lançamento de uma linha de sorvetes com os tradicionais sabores de Chocolate com Chumbinho, Nhá Benta Tradicional, Maracujá com Marshmallow e Lajotinha. A campanha de lançamento contava com o slogan “As mesmas delícias que você adora, só que geladinhas”. A venda era feita em potinhos individuais de 120 gramas. 
Lançamento de linha KOPERALTAS, composta por 13 itens tradicionais da marca em uma linguagem voltada para o público infantil, além de um site divertido e interativo onde os personagens Kika, Kakau e Papão eram os protagonistas. 
2009 
Lançamento das Bebidas de Verão, uma linha com oito deliciosas e refrescantes bebidas geladas como sodas italianas, chás, cafés e chocolates gelados. 
Lançamento da Nhá Benta no sabor de coco, criada para aguçar os sentidos como dizia o slogan do novo produto “Uma delícia em todos os sentidos”
2010 
Lançamento do OVO 4 CLÁSSICOS, que misturava os clássicos da marca em um só ovo. 
2011 
Lançamento de quatro deliciosas versões da LAJOTINHA: Lajotinha de colher, um pote cheio do creme a base de castanha de caju e canela com pequenos flocos crocantes que lembram wafer; Mini-Lajotinhas, uma caixa com 15 unidades do tradicional produto; trufas Lajotinha; e canudos de wafer recheados com creme Lajotinha. 
2012 
Lançamento da linha Língua de Gato, composta por trufas, colher de chocolate, tablete e Língua de Gato de Colher (versão cremosa para comer com colher). 
Lançamento da NHÁ BENTA DUO, que juntava em um único produto dois sabores. Eram três opções: marshmallow tradicional com morango, maracujá ou chocolate. 
2013 
Lançamento do panetone Língua Gato, que se tornou um sucesso em vendas. 
Lançamento da linha Nhá Benta Dessert no sabor frutas vermelhas. 
2014 
Lançamento da nova loja online, inicialmente atendendo 13 estados brasileiros e o Distrito Federal. 
Lançamento do ALFAJOR KOPENHAGEN em três diferentes versões (55g, caixa com seis unidades e mini). 
Lançamento da linha KOP KIDS, uma linha exclusiva com produtos deliciosos e divertidos desenvolvidos para o público infantil, como gotinhas cobertas de chocolate, tabletes com gomas coloridas e pirulito Língua de Gato. 
Lançamento da linha de Ovos de Páscoa Dessert, inspirada em deliciosas sobremesas como Suflê de Chocolate, Mil Folhas, Tiramisu, Bem-Casado e Mousse de Limão. 
Lançamento da linha de picolés, em parceria com a Diletto, nos sabores Cookie ao Rum, Língua de Gato, Nhá Benta, Lajotinha e Língua de Gato com doce de leite. 
2015 
Lançamento dos Kopinhos Clássicos e Dessert, produtos artesanais e indulgentes em formatos inusitados. São deliciosos copinhos de chocolate ao leite com recheio de Nhá Benta, Lajotinha, Língua de Gato, Crème Brûlée, Torta de limão ou Cheesecake. 
2016 
Lançamento do KEEP KOP, pequenos e deliciosos pedaços crocantes de chocolate em uma embalagem prática: a ideia é consumi-los em qualquer hora e lugar. Inicialmente eram dois sabores: Cookie Rum, de chocolate ao leite com pedaços do delicioso Cookie Rum, e Caramelo e Flor de Sal, de chocolate ao leite com crocante de castanha de caju, flocos de arroz e flor de sal. 
2017 
Lançamento da NHÁ BENTA CARAMELO MACCHIATO, feita com duas camadas de chocolate, waffer com marshmallow sabor cappuccino e recheio sabor caramelo.


A grande estrela 
Para alguns, um verdadeiro pecado, e, para muitos, um delírio. Essa é a ideia que vem à mente quando se pensa em saborear uma deliciosa Nhá Benta. A ideia do doce nasceu quando a KOPENHAGEN cogitou a possibilidade de produzir hóstias para a Igreja. O projeto não vingou, mas fez história: o biscoito waffer foi, literalmente, a base para a criação da Nhá Benta. Um dos grandes sucessos de venda da marca foi lançado em 1950 como uma primorosa receita de marshmallow sobre um biscoito waffer, sendo tudo coberto por uma camada de chocolate ao leite. Inicialmente adotou o nome de Pão de Açúcar, por causa do seu formato. Em 1952, passou a ser chamada de Sinhá Moça e, finalmente em 1954, recebeu o nome de Nhá Benta. O marshmallow com cobertura de chocolate ao leite foi criação de um austríaco chamado Höffer, que na época era o responsável pelas montagens do marzipan. Era tudo feito à mão, em um saco, um por um, sobre papel-manteiga. Na hora de soltar não se aproveitavam todos. Foi aí que entrou o waffer, para fazer a base. Estava pronta a receita de um clássico. O seu prestígio vem da combinação do verdadeiro marshmallow apoiado em um waffer crocante e recoberto por uma deliciosa camada de chocolate - tudo produzido pela KOPENHAGEN. Não foi por acaso que o produto se tornou o maior ícone da marca. Nos últimos dez anos, a linha ganhou novos sabores como morango, maracujá, chocolate, coco e até caramelo, alguns deles em edição limitada.


A Nhá Benta, guloseima campeã de vendas da marca, comemorou em 2010 seus 60 anos. Para celebrar, a marca reuniu em um só produto outros dois clássicos para deleite da legião de fãs que a guloseima conquistou ao longo dos anos. Tratava-se da Nhá Benta Clássicos, com base de waffer recheado com creme de Lajotinha, recheio de marshmallow com um toque de canela e mini Chumbinhos e cobertura de chocolate ao leite decorado com Chumbinhos. Atualmente mais de 5.5 milhões de unidade de Nhá Benta são vendidas anualmente no Brasil.


A qualidade 
Para garantir e manter qualidade do produto final a empresa adota como parâmetro padrões internacionais de fabricação, que garantem que a KOPENHAGEN não seja apenas mais uma loja de doces no mercado, mas uma grife de chocolates que estimula um paladar mais requintado. O chocolate ao leite da marca é constituído por pasta ou licor de cacau, manteiga de cacau (ingrediente mais caro da formulação e responsável pela dureza, temperatura ambiente, rápida e completa fusão na boca, brilho e lustro), açúcar, leite em pó integral, lecitina de soja (emulsificante/agente de superfície, atua na interface açúcar gordura) e vanilina (aroma artificial de baunilha). A KOPENHAGEN não utiliza gordura vegetal hidrogenada no chocolate puro. Portanto, o chocolate terá uma quantidade ínfima de gordura trans em relação aos demais disponíveis no mercado. Além do chocolate da marca ser de um sabor e qualidade inigualável ainda é mais saudável.


Embora a produção seja enorme muita coisa ainda é feita artesanalmente. Como a empresa confecciona tudo o que é usado (é uma fábrica dentro da outra), depois de juntar as matérias-primas (muitas delas são importadas), o chocolate fica dentro da conchadeira durante três dias para misturar e amaciar a massa (vários tanques de 200 kg a 6 toneladas produzem mais de seis tipos de massa, como chocolates ao leite, branco, amargo, 70% cacau, diet e puro cacau). Além desses sabores, as massas também podem ser aromatizadas, com laranja ou menta, por exemplo, ou receber frutas nesse momento. Em seguida, ele segue para ser temperado. Neste processo, o chocolate entra quente e sai frio para que ele possa se solidificar. A parte artesanal da produção, por exemplo, está impressa principalmente na confecção dos bombons e das garrafinhas de licor. Neste último caso, cada uma é mergulhada individualmente dentro do chocolate por uma pessoa; já os bombons que possuem decoração de chocolate por cima, são feitos um a um. Além disso, o bombom Cherry Brandy, que permanece sendo feito um a um, leva 15 dias para ficar pronto para o consumo. Suas cerejas chegam do Chile, já em conserva. Como são cerejas naturais, algumas podem conter caroço – por isso a fitinha da embalagem do bombom avisa aos desligados. As frutinhas ficam banhadas por cinco dias em uma preparação com o licor cherry brandy e outros ingredientes especiais. Dentro da fábrica, alguns produtos possuem seções exclusivas, como a Nhá Benta (o carro-chefe da marca) e o marzipan. A confecção deste último, aliás, é feita unitariamente, quando cada um é medido com um tipo de régua, que garante que todos sejam feitos do mesmo tamanho. A empresa desembolsa aproximadamente R$ 1.5 milhões em pesquisa e desenvolvimento (P&D) de produtos anualmente.


Uma loja divertida 
Procurando expandir sua marca além dos chocolates e doces que a tornaram famosa, a KOPENHAGEN iniciou no fim de 2007, em 22 de outubro, um projeto-piloto, em uma loja ampliada, com sobremesas, bebidas e pratos finos. Com investimento de R$ 500 mil, a empresa inaugurou, no Parque D. Pedro Shopping, em Campinas (interior de São Paulo), a KOPENHAGEN GOURMET STATION. Para a empresa, a loja era um campo de provas, uma forma de compreender a real força da marca e testar novos produtos. Uma vez aceitos, eles podem ser incorporados ao cardápio da rede. O objetivo da loja era tirar o cliente do ambiente de um shopping e, com isso, fazê-lo viver uma experiência de compra diferente. Mesinhas sem cadeiras oferecem um apoio para quem fez uma pausa rápida para tomar um café. Nas duas laterais da loja, estantes de madeira cor de chocolate vão do chão ao teto e estão recheadas de produtos, em apresentações convidativas. No lado esquerdo, um enorme balcão exibe mais itens da linha de produtos, como Nhá Benta, de vários sabores, bombons e doces sortidos. Para alcançar os itens mais altos, há escadinhas de metal, semelhantes às das bibliotecas antigas. Mais um item retrô em uma loja montada com toques de nostalgia. A área dos fundos possui uma divisória de metal, como um corrimão de estação de trem. Se as mesinhas do meio da loja e o balcão de café dizem “aproveite seu curto tempo”, a área do restaurante convida a permanecer por horas. Ininterruptamente, um monitor de plasma apresenta a loja, com um vídeo que termina ao som de um apito de trem. Um toque que dá a cada três minutos a impressão de que mais uma locomotiva chegou. O mix criado foi pensado não apenas na refeição, mas também no conceito da marca e do ponto de venda. Por isso, os pratos salgados e doces contam com uma apresentação diferenciada.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 1928 
● Fundador: Anna e David Kopenhagen 
● Sede mundial: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Grupo CRM Indústria e Comércio de Alimentos Ltda. 
● Capital aberto: Não 
● Presidente: Celso Ricardo de Moraes 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 350 
● Presença global: 3 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 2.000 
● Segmento: Chocolates premium 
● Principais produtos: Chocolates e derivados, doces e cafés 
● Concorrentes diretos: Chocolat Du Jour, Lindt, Havanna, Ofner e Cacau Show 
● Ícones: Nhá Benta, bombons Cherry Brandy, Língua de Gato, Chumbinho e Lajotinha 
● Slogan: Kopenhagen. Marca para sempre. 
● Website: www.kopenhagen.com.br 

A marca no mundo 
Atualmente a KOPENHAGEN está presente em mais de 90 cidades brasileiras, localizadas em quase todos os estados do país, com uma rede de 350 lojas, além de ter presença no mercado internacional, através da exportação de produtos para os Estados Unidos e México. São mais de 10 milhões clientes atendidos com ética e respeito todos os anos. São aproximadamente 300 itens diferentes em sua linha de produto, sinônimos de tradição, sabor e qualidade em chocolates e confeitos finos. Aproximadamente 65% do faturamento da empresa estão concentrados em São Paulo e Rio de Janeiro. A KOPENHAGEN faz parte do Grupo CRM, proprietário também da marca Chocolates Brasil Cacau. 

Você sabia? 
A empresa produz mais de 2.7 mil toneladas de chocolate anualmente e o período da Páscoa representa aproximadamente 35% de seu faturamento anual. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Exame e Época Negócios), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing), jornais (Meio Mensagem, Valor Econômico, Folha e Estadão) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 12/4/2018

6 comentários:

Gilda disse...

Senhores,
Desde criança que sempre como - e compro p/ dar - ovos de açucar cristal. Naquela época, comprava-se em qualquer padaria; depois, só nas lojas Kopenhagen é que encontrava, para meu prazer e alegria. Tenho ido semanalmente à Kopenhagen e, hoje, tive a triste notícia de que não vão ter mais desses ovos de açucar cristal em nenhuma loja. É verdade? Moro em Curitiba mas, caso vocês tenham em outro estado, favor informar. Que tristeza é a gente envelhecer e ver desaparecer as guloseimas boas da nossa vida....
Grata

Martina disse...

Olá, não sei se vcs tem essa informação mas eu gostaria de saber o quanto a Kopenhagen cresceu em 2007 comparado ao ano anterior, e qto o mercado de chocolates cresceu nesse mesmo período.

Rarine disse...

Olá, que a kopenhagen é líder em seu segmento e que o nível de qualidade em seus produtos são memóraveis não há dúvidas, porém a mesma não é a única empresa nacional no segmento de chocolates finos, pelo conrário, a Cacau Show é uma empresa forte no segmento que está ganhando cada vez mais mercado,por diversos fatores.
As informações do blog, são de ajuda para pesquisa, coleta de dados e saber da história das marcas, não tenho queixas em relação a veracidade das informações,o único conselho que vos deixo é para a manutenção das mesmas aqui presentes Obrigado

Anônimo disse...

Rarine, o artigo fala de chocolates finos. A cacau show nem de perto chega a ser chocolate fino. É simplesmente uma mera fabrica de chocolates, só!

Anônimo disse...

Ai que saudades trabalhei nesta fabrica nos anos 70 ate 80 amava os meus patrões,gente boa de bom coração onde o funcionario podia experimentar de todo o tipo de chocolate feito na fabrica .pois os patroes não proibia ninguém de comer.por isso ninguem precisava comer escondido.dona anna era uma mulher muito boa de coração.ela de vez enquando passeava na fabrica junto com sua filha e seu neto carlos. Tinha também a chefe geral que se chamava wilma.uma mulher mais carrancuda mas tbm era legal .tinha a enfermeira. Que cuidava dos funcionarios que se chamava adelia era uma japonesinha muito gente boa.gostava muito de trabalhar la.eramos todos uma familia.muitos chefes muitos operarios e muito chocolates gostosos.nunca vou esquecer pois foi meu primeiro emprego.até hoje não gosto muito de chocolates porque comi os melhores demais em minha. Vida. Gostaria de ver fotos dos donos desta fabrica daquela época. Principalmente. Do carlos que era o filho do dono e um rapaz de grande coração.meus parabéns a esses grandes empresários que contribuiram para o sucesso destes chocolates.

Adelia Gonçalves Paula disse...

Trabalhei nesta fabrica nos anos 78 a 84 amava trabalhar la.os patrões eramgente muito boa os funcionrios podiam comer a vontade tudo o que se fabricava la .era muito legal .lembro quando a dona anna passeava na fabrica junto com a filha eo um rapaz alto bonitão.eram pessoas muito boas mesmo tratavam bem os operarios .tinhamos uma enfermeira japonesa que se chamava Adélia era muito boazinha com a gente. Tempos bons.minha chefeera dona eva uma mulher ja de idade avancada masmuito legal só restam saudades .