29.5.06

KOPENHAGEN

Ela não tem concorrente no Brasil. É única no segmento de chocolates finos. Os executivos da empresa costumam dizer que os concorrentes são lojas de presentes, como flores, jóias e roupas. Além de chocolate, a marca vende desejo, glamour e sofisticação. Ótimos presentes para o ano todo. A KOPENHAGEN oferece uma variedade de produtos que marcaram época e já seduziram três gerações de brasileiros, afinal, quem resiste a uma Nhá Benta ou a um punhado de Chumbinhos? Há mais de oito décadas, a KOPENHAGEN está neste seleto grupo de marcas que sobreviveram à décadas de transformações econômicas e do comportamento do consumidor.

A história
A história da empresa começou em 1925 com a chegada ao Brasil do casal de imigrantes Anna e David Kopenhagen, proveniente da Letônia, situada no gelado mar Báltico. Foi Anna quem trouxe de lá a receita do marzipã (feito da mistura da amêndoa amargas e açúcar), até então desconhecida no Brasil. A partir de 1928, Anna passava as noites fabricando as bolinhas de marzipã para que David pudesse sair bem cedo em busca de clientes. No início, os compradores eram funcionários e clientes de bancos europeus. Com muita perseverança, David conquistou clientes para o produto e, em 1929, o casal inaugurou a primeira loja, localizada na Rua Miguel Couto, no centro de São Paulo. Bonecos, bichinhos e outras figuras feitas de marzipã eram expostos delicadamente na vitrine da mais nova delicatessen da cidade. E logo inauguraram uma segunda loja, na mesma rua. Em 1930, quando o casal já produzia chocolate e balas, surgiram os ovos de páscoa (na versão chocolate ao leite e crocante). No início dos anos 40 o casal adquiriu uma fábrica no bairro do Itaim Bibi, com excelentes instalações e tecnologia avançada para a época. Assim, a empresa passou a produzir também chocolates finos, bombons, balas, confeitos, biscoitos, além de deliciosos panettones.


Se o nome remetia a um universo que não é o brasileiro, mas de um grupo linguístico eslavo, os produtos, pelo contrário, tinham apelos bem característicos da nossa cultura. Nos anos seguintes a marca introduziu no mercado produtos que se tornariam ícones de muitas gerações, como por exemplo, a Língua de Gato, o Chumbinho (bolinhas de chocolate com crocante), a Lajotinha (uma espécie de waffle coberto de chocolate), os bombons Cherry Brandy, a Nhá Benta, as garrafinhas Kopenhagen (recheadas com licor, conhaque, uísque e rum), entre outras delícias. Nos anos 50 a marca adotou o atual logotipo, na verdade a assinatura de David. Foi nesta época que a marca começou a conquistar o público infantil. Tudo por causa de um aviãozinho Constellation cujo interior vinha abarrotado de deliciosos drageados. Os anos 60 foram marcados por deliciosas novidades: as tradicionais caixas de bombom com tampas transparentes; a loja do shopping Iguatemi em 1968; e os coelhos de chocolate com nome de gente (Lito, Vera e Bastião). Nos anos seguintes a KOPENHAGEN investiu na diversificação de suas embalagens, com seus tradicionais laços, para atender aos clientes mais exigentes, além da criação do famoso lápis recheado com deliciosas balas, que tanto sucesso fez com a garotada.


Em 1985 a empresa implantou seu sistema de franquias, para garantir a expansão do negócio fora do eixo Rio-São Paulo, até então mercado dominante para a empresa. Até as décadas de 80 e 90, a marca ia muito bem e havia se transformado em sinônimo de chocolates finos. Os novos concorrentes, a volátil economia brasileira e a falta de investimento na empresa deram sinais de enfraquecimento da marca e seus produtos não vendiam mais como em outros anos. Em 1996, a história mudou. O empresário Celso Moraes, então dono do laboratório Virtus, fabricante dos conhecidos Adocyl, Maracugina e Atroveran, compra a empresa, que desde então cresce em um ritmo alucinante e equilibrado.


O que foi feito? Lançamento de novos produtos para atender praticamente todos os segmentos, ampliação do foco de atuação buscando novos públicos e forte investimento em comunicação para rejuvenescer a marca. As mudanças implantadas pela nova gestão, como por exemplo, a transformação visual de todas as lojas (com ambientação sofisticada, o objetivo dos pontos de venda era comunicar os produtos e fazer um convite mais do que tentador a experimentar as guloseimas da marca), a diversificação dos produtos e a inauguração dos cafés nas unidades da rede, foram responsáveis por quadruplicar o faturamento da empresa. Apesar disso, o contato com a família Kopenhagen não foi deixado de lado. Quando um produto está para ser lançado, eles sempre dão opinião, pois conhecem o negócio muito bem.


Uma das primeiras ações foi investir US$ 5 milhões na transferência da fábrica do bairro do Itaim Bibi para Tamboré, em Barueri, na Grande São Paulo, tomando o cuidado de levar algumas máquinas originais para o novo espaço de 18.000 m². Atualmente na fábrica, uma das mais modernas da América Latina, trabalham aproximadamente mil empregados. Paralelamente, implantou um rígido controle de qualidade e contratou uma empresa especializada em franquia para cuidar dos rumos da rede. O lançamento de novos produtos passou a ser uma tarefa conjunta de um gourmet e do departamento de marketing, que confere as principais tendências do setor no mundo. Assim chegaram ao mercado, nos últimos tempos, a linha infantil KOPENHAGEN da Turminha e os bombons à base de frutas.


Outra ação importante foi a criação, em 1999, da Kop to Company, a divisão institucional, desenvolvida com o objetivo de preparar brindes personalizados para empresas. No primeiro ano de atividade a divisão respondeu por 10% do faturamento da empresa e hoje já atinge 20% dos negócios. Em 2003 a KOPENHAGEN se tornou a única fabricante nacional de chocolates presente nas lojas Duty Free e uma das primeiras a ganhar as prateleiras das lojas de departamento americanas. O primeiro carregamento de Nhá Benta de 18 milhões de unidades que, somados a 1 milhão de caixas de bombons Cherry Brand representavam uma negociação de peso.


O processo de modernização da marca se intensificou em 2004, com a chegada da filha do proprietário, Renata Moraes à vice-presidência. Ao seu comando, no ano seguinte, a empresa abriu 24 novos pontos de venda. A criação do Passaporte da Turminha, que permite aos consumidores mirins colecionar selos e trocá-los por presentes, surgiu por intermédio da executiva. A proposta era fidelizar uma nova geração de consumidores ainda pouco acostumada a se lambuzar com Nhá Benta e Língua de Gato. Em três meses de campanha foram cadastrados 20 mil nomes. Renata também comandou o lançamento da loja virtual em 2007 (disponibilizando toda linha de produto da marca, exceto bebidas, mousses, e produtos a granel) e o relançamento da linha de sorvetes da marca recentemente. A primeira experiência com o produto ocorreu em 2001, porém não foi levada adiante por conta do racionamento de energia elétrica da época, tornando o custo das geladeiras alto demais. Outra estratégia da KOPENHAGEN tem sido a de usar cada vez mais o café como catalisador de público, afinal, ele faz com que o consumidor permaneça mais tempo no ponto de venda. Recentemente, em 2010, a empresa inaugurou um moderno complexo fabril em Extrema (MG).


A linha do tempo
1930
Lançamento dos primeiros ovos de Páscoa.
1941
Lançamento da LAJOTINHA.
1944
Criação da famosa e tradicional bala de leite, que se tornaria um dos ícones da marca.
1953
Criação do famoso bombom CHERRY BRAND, chocolate ao leite recheado com cerejas maceradas em licor cherry brandy, cobertas com o delicioso creme fondant.
1975
Lançamento da linha de chocolates diet.
1978
Abertura do primeiro café na unidade da Rua Joaquim Floriano em São Paulo.
1983
Passou a produzir seus próprios cookies.
1993
Introdução do café como extensão da linha de produtos. Atualmente aproximadamente 90% de suas lojas vendem café. A rede KOPENHAGEN vende mais de 50 cafés por minuto.
2001
Lançamento da NHÁ BENTA DE MORANGO, que tirou proveito da tentadora sinergia entre morango e chocolate, um par que casa tão bem quanto Romeu e Julieta. O galã Edson Celulari protagonizou a campanha de lançamento do novo produto, que custou R$ 2.5 milhões e carregou o slogan “Você também vai se apaixonar por ela”. O aroma de morango não é fácil de lidar industrialmente. Em função disso, o departamento de engenharia da empresa teve que trabalhar bastante até chegar a um sabor capaz de provocar uma reação bombástica entre os consumidores.
2003
Lançamento do KOPENHAGEN DA TURMINHA, uma linha infantil criada para tentar conquistar uma geração que não conhecia Língua de Gato ou Nhá Benta.
2004
Lançamento da edição limitada de NHÁ BENTA de chocolate com pimenta.
2005
Lançamento da NHÁ BENTA DE MARACUJÁ. O novo produto chegou a vender 34 unidades por minuto entre os meses de julho e dezembro.
Lançamento de seis novos ovos para a Páscoa: Chumbinho, Pastilha Dragê, Nhá Benta Maracujá, Fruit Sensation, Língua de Gato e Nhá Benta Special. Além disso, ocorreu a modernização das embalagens de toda a linha específica para a data e ambientação das lojas.
Lançamento da CAIXA ROSAS, com 8 rosas de chocolate ao leite.
2006
Lançamento da linha MANIA, composta por bombons de chocolate ao leite, com recheios a base de creme de marshmallow nos sabores chocolate, coco, frutas vermelhas, abacaxi e maçã verde. Para o lançamento da nova linha a empresa investiu R$ 6 milhões em uma completa campanha de comunicação que trazia a cantora Ivete Sangalo como garota propaganda cantando o jingle que iria virar uma verdadeira “mania”.
Lançamento da linha de chocolates em barra com 70% de cacau.
2007
Lançamento da NHÁ BENTA DE CHOCOLATE. A nova versão do produto (que consumiu 14 meses de pesquisa de mercado, estudos de campo e análises sensoriais, totalizando um investimento de R$ 250 mil), trazia chocolate por todos os lados - na casquinha, no granulado e também junto com o famoso marshmallow da marca, não demorou muito para conquistar os consumidores. Com investimentos de R$ 7 milhões e o mote “Quem Ama Nhá Benta, Experimenta!”, a campanha publicitária de lançamento contou com dois porta-vozes: os atores Edson Celulari e Fábio Assunção. O sucesso do novo produto pode ser comprovado com as 665 mil unidades vendidas em apenas quarenta dias, fechando o ano com mais de 2 milhões de unidades comercializadas.
Lançamento da linha de chocolates light, com redução calórica de 25%, composta por língua-de-gato, pastilhas mini kop, caixa de bombons ao leite e tabletes de 40 gramas.
Lançamento do GRANULADO KOPENHAGEN, vendido a granel, sendo o primeiro produto criado para que os consumidores possam elaborar suas próprias receitas com ingredientes da marca.
Lançamento do CAPUCCINO KOPENHAGEN, decorado com uma pastilha de chocolate no formato de grão de café.
Lançamento do FOUNDUE KOPENHAGEN, com 150g do mais puro chocolate em uma bandeja acompanhada com mais 150g de especialidades da grife, como por exemplo, canudos de waffles, cookies e lajotinhas. Para prepará-lo, basta retirar a tampa do pote, levá-lo ao forno micro-ondas por um minuto, em potência média e misturar.
2008
Lançamento de uma linha de sorvetes com os tradicionais sabores de Chocolate com Chumbinho, Nhá Benta Tradicional, Maracujá com Marshmallow e Lajotinha. A campanha de lançamento contava com o slogan “As mesmas delícias que você adora, só que geladinhas”. A venda é feita em potinhos individuais de 120 gramas. No ano seguinte foram lançados mais dois sabores: Cherry Brandy e Cookies.
Lançamento de linha KOPERALTAS, composta por 13 itens tradicionais da marca em uma linguagem voltada para o público infantil, além de um site divertido e interativo onde os personagens Kika, Kakau e Papão eram os protagonistas.
2009
Lançamento das Bebidas de Verão, uma linha com oito deliciosas e refrescantes bebidas geladas como sodas italianas, chás, cafés e chocolates gelados.
Lançamento da Nhá Benta no sabor de coco, criada para aguçar os sentidos como dizia o slogan do novo produto “Uma delícia em todos os sentidos”.
2011
Lançamento de quatro deliciosas versões da LAJOTINHA: Lajotinha de colher, um pote cheio do creme a base de castanha de caju e canela com pequenos flocos crocantes que lembram wafer; Mini-Lajotinhas, uma caixa com 15 unidades do tradicional produto; trufas Lajotinha; e canudos de wafer recheados com creme Lajotinha.


A grande estrela
Para alguns, um verdadeiro pecado, e, para muitos, um delírio. Essa é a ideia que vem à mente quando se pensa em saborear uma deliciosa Nhá Benta. Um dos grandes sucessos de venda da KOPENHAGEN, a Nhá Benta (uma primorosa receita de marshmallow sobre um biscoito waffer, sendo tudo coberto por uma camada de chocolate ao leite) surgiu em 1950 com o nome Pão de Açúcar, por causa do formato. Em 1952, passou a ser chamada de Sinhá Moça, e, em 1954, recebeu o nome de Nhá Benta. O marshmallow com cobertura de chocolate ao leite foi criação de um austríaco chamado Höffer, que na época era o responsável pelas montagens do marzipã. Era tudo feito à mão, em um saco, um por um, sobre papel-manteiga. Na hora de soltar não se aproveitavam todos. Foi aí que entrou o wafer, para fazer a base. Estava pronta a receita de um clássico. O seu prestígio vem da combinação do verdadeiro marshmallow apoiado em um wafer crocante e recoberto por uma deliciosa camada de chocolate – tudo produzido pela KOPENHAGEN. Não foi por acaso que o produto se tornou o maior ícone da marca. Nos últimos dez anos, a linha ganhou quatro novos sabores: morango, maracujá, chocolate e coco.


A Nhá Benta, guloseima campeã de vendas da marca, comemorou em 2010 seus 60 anos. Para celebrar, a marca reuniu em um só produto outros dois clássicos para deleite da legião de fãs que a guloseima conquistou ao longo dos anos. Tratava-se da Nhá Benta Clássicos, com base de wafer recheado com creme de Lajotinha, recheio de marshmallow com um toque de canela e mini Chumbinhos e cobertura de chocolate ao leite decorado com Chumbinhos. Atualmente mais de 4.8 milhões de unidade de Nhá Bentas, que conta com uma linha de cinco produtos diferentes, são vendidas anualmente no Brasil.


A loja conceito
Procurando expandir sua marca além dos doces que a tornaram famosa, a KOPENHAGEN iniciou no fim de 2007, em 22 de outubro, um projeto-piloto, em uma loja ampliada, com sobremesas, bebidas e pratos finos. Com investimento de R$ 500 mil (incluindo obra, compra de equipamentos, pesquisa e desenvolvimento de produtos), a empresa inaugurou, no Parque D. Pedro Shopping, em Campinas (São Paulo), a KOPENHAGEN GOURMET STATION. Para a empresa, a loja é um campo de provas, uma forma de compreender a real força da marca e testar novos produtos. Uma vez aceitos, eles podem ser incorporados ao cardápio da rede. O ponto de venda ganhou 50 metros quadrados adicionais para receber o novo formato. O objetivo da loja é tirar o cliente do ambiente de um shopping e, com isso, fazê-lo viver uma experiência de compra diferente.


De certa maneira, a loja consegue. A fachada da loja é toda envidraçada, permitindo a quem passe pelo corredor acompanhar o movimento do lado de dentro. O piso de ladrilhos cor de vinho combina com o chão do shopping e reduz a transição entre a loja e o corredor. A sensação é de continuidade, não de ruptura. O piso de ladrilhos forma um mosaico de um metro de largura e o espaço conta com dois grandes banners da KOPENHAGEN, além de mesas cheias de produtos, como deliciosas cestas de bombons. Se o caminho para o coração passa pelo estômago, a loja começa bem. Um detalhe interessante é que na entrada, a parede lateral acompanha o piso, com ladrilhos cor de vinho que sobem até o teto. Nessa parede, o logotipo da marca aparece destacado na cor dourada. Na segunda seção da loja predomina a cor marrom, tornando o ambiente bastante aconchegante. Do lado direito, o caixa. Logo após, uma estante circular dispõe os produtos ao alcance das mãos. Logo em seguida, mesinhas sem cadeiras oferecem um apoio para quem fez uma pausa rápida para tomar um café. Nas duas laterais da loja, estantes de madeira cor de chocolate vão do chão ao teto e estão recheadas de produtos, em apresentações convidativas. No lado esquerdo, um enorme balcão exibe mais itens da linha de produtos, como Nhá Benta, de vários sabores, bombons e doces sortidos. Para alcançar os itens mais altos, há escadinhas de metal, semelhantes às das bibliotecas antigas. Mais um item retrô em uma loja montada com toques de nostalgia.


O teto da loja é curvo, em cor creme, e ao fundo a parede possui um adesivo com o tema de uma estação de trem. Tema que é percebido em vários detalhes, mas, de maneira mais destacada, na seção final da loja. A área dos fundos possui uma divisória de metal, como um corrimão de estação de trem. A decoração apresenta curvas francesas no teto, emoldurando o local. A iluminação é bastante clara, sugerindo que se está em um local aberto. A sugestão é reforçada pelas arvorezinhas colocadas nos cantos do salão e que circundam as nove mesas disponíveis, e pelos espelhos colocados de forma criativa, como se fossem portas. Os toldos sobre as “portas” ampliam a ilusão. Uma fonte de pedra na parede dos fundos é um toque tão inusitado quanto o vitral do teto, que cria um ambiente acolhedor. Se as mesinhas do meio da loja e o balcão de café dizem “aproveite seu curto tempo”, a área do restaurante convida a permanecer por horas. Ininterruptamente, um monitor de plasma apresenta a loja, com um vídeo que termina ao som de um apito de trem. Um toque que dá a cada três minutos a impressão de que mais uma locomotiva chegou.


Essa experiência diferente também é levada para o cardápio. Além dos doces pelos quais a KOPENHAGEN é reconhecida, o local apresenta itens como milk-shake de Nhá Benta, croissant de mousse de chocolate e waffle com Chumbinho. O cardápio da loja conceito, idealizado pelo mestre chocolateiro da empresa, Orlando Glingani, demandou um ano de pesquisas. O mix criado foi pensado não apenas na refeição, mas também no conceito da marca e do ponto de venda. Por isso, os pratos salgados e doces (como croque monsieur de cogumelos, wrap de salmão, quiche de alho poró e crumble de maçã com sorvete) contam com uma apresentação diferenciada. Em cada detalhe, da cor das paredes ao tipo de madeira usada, passando pela exposição dos produtos e pela iluminação de cada área, a loja procura evocar uma estação de trem do início do século passado. Se há 100 anos as estações não serviam apenas como pontos de transporte, mas também como locais nos quais era possível ter momentos agradáveis e deixar de lado o dia-a-dia, nada como utilizar esse tema para uma pausa de indulgência. Seja como uma parada na rotina do trabalho, uma sobremesa após o almoço ou um refúgio contra o stress das compras intermináveis em um shopping cheio, a loja apresenta um ambiente confortável que permite, mesmo por instantes, voltar a um tempo em que a vida parecia não apenas ser mais simples, mas também andar mais devagar. Os resultados obtidos com a loja conceito impressionam: aumento nas vendas de café (21%), chocolate (15%), salgado (38%), doce (34%), e bebida (29%). A segunda unidade da loja conceito foi inaugurada em 2008 no Rio de Janeiro.


A qualidade
Para garantir e manter qualidade do produto final a empresa adota como parâmetro padrões internacionais de fabricação, que garantem que a KOPENHAGEN não seja apenas mais uma loja de doces no mercado, mas uma grife de chocolates que estimula um paladar mais requintado. O chocolate ao leite da marca é constituído por pasta ou licor de cacau, manteiga de cacau (ingrediente mais caro da formulação e responsável pela dureza, temperatura ambiente, rápida e completa fusão na boca, brilho e lustro), açúcar, leite em pó integral, lecitina de soja (emulsificante/agente de superfície, atua na interface açúcar gordura), vanilina (aroma artificial de baunilha). A KOPENHAGEN não utiliza gordura vegetal hidrogenada no chocolate puro. Portanto, o chocolate terá uma quantidade ínfima de gordura trans em relação aos demais disponíveis no mercado. Além do chocolate da marca ser de um sabor e qualidade inigualável ainda é mais saudável.


Embora a produção seja grande muita coisa ainda é feita artesanalmente. Como a empresa confecciona tudo o que é usado (é uma fábrica dentro da outra), depois de juntar as matérias-primas (muitas delas são importadas), o chocolate fica dentro da conchadeira durante três dias para misturar e amaciar a massa. Em seguida, ele segue para ser temperado. Neste processo, o chocolate entra quente e sai frio para que ele possa se solidificar. A parte artesanal da produção, por exemplo, está impressa principalmente na confecção dos bombons e das garrafinhas de licor. Neste último caso, cada uma é mergulhada individualmente dentro do chocolate por uma pessoa; já os bombons que possuem decoração de chocolate por cima, são feitos um a um. Além disso, o bombom Cherry Brandy, que permanece sendo feito um a um, leva 15 dias para ficar pronto para o consumo. Dentro da fábrica, alguns produtos possuem seções exclusivas, como a Nhá Benta (o carro-chefe da marca) e o Marzipã. A confecção deste último, aliás, é feita unitariamente, quando cada um é medido com um tipo de régua, que garante que todos sejam feitos do mesmo tamanho. A empresa desembolsa aproximadamente R$ 1.5 milhões em pesquisa e desenvolvimento (P&D) de produtos anualmente.


A grande comemoração
Em 2008 a KOPENHAGEN preparou um conjunto de ações para comemorar o aniversário da empresa que deixa a vida das pessoas mais doce há 80 anos. Os temas magia, fantasia e infância sforam abordados fortemente em toda a campanha envolvendo as ações criadas especialmente para a data - Promoção Sonho Mágico, reformulação da linha de embalagens e da linha infantil Koperaltas, Promoção Baú de Tesouros da Páscoa, lançamento do Ovo Comemorativo 80 Anos (ovo especial produzido como as bonecas russas, ou seja, um dentro do outro, sendo cada um de um tipo diferente), criação de embalagens especiais, produtos novos, reestruturação e alinhamento dos produtos no PDV, e Livro Institucional, entre outras estratégias. O ponto alto da festa foi a superprodução musical, no estilo Brodway, chamada Kopenhagen Marca para Sempre. O evento foi preparado pela marca com o mesmo carinho e qualidade dedicados à fabricação de seus famosos chocolates. Esse cuidado pode ser notado desde a entrada da casa de eventos, ambientada com enormes caixas, e que foi palco da comemoração que recebeu 800 convidados, no domingo, 1 de junho, no HSBC, em São Paulo.


A incrível e apaixonante história de sucesso da empresa foi deliciosamente contada durante a exibição do espetáculo. A produção foi idealizada, pela publicitária Camila Caruso, com roteiro de Armando Liguori e direção geral de Helder Peixoto. Envolveu 25 artistas, entre atores (dentre eles Marcos Mion, interpretando o Gato – o personagem é uma referência ao produto Língua de Gato - e Leonardo Miggiorin no papel do garoto Bruno), cantores e bailarinos, dez músicos, 40 profissionais da equipe técnica e mais de 15 profissionais fixos para contar, em estilo high-tech, uma história que marca a vida de seus consumidores há 80 anos. Seis cenários, 85 figurinos (criados por Carlos Alberto Gardin, responsável pela caracterização dos personagens dos programas Castelo Rá-Tim-Bum, Glub-Glub e Mundo da Lua), sete músicas originalmente compostas pelo cantor Toquinho, nove vídeos com efeitos em 3D e quatro atrações circenses. Ao todo foram 70 horas de ensaios para apresentar um resultado requintado ao público convidado.


Além do fabuloso espetáculo, as lojas de todo o país foram preparadas para a festa: ambientadas de acordo com as campanhas promocionais, com adesivos nas vitrines e produtos em novas embalagens, exibiam o selo 80 Anos e as embalagens antigas que recriavam o clima da época da chegada da família Kopenhagen ao Brasil. Outro destaque da comemoração éfoi o luxuoso livro “Kopenhagen – Marca para Sempre”, editado pela Siciliano, contando a emocionante trajetória da família Kopenhagen, que chegou ao Brasil na década de 20 para tornar o Brasil uma terra mais doce, além de curiosidades sobre a marca e receitas inéditas do gourmet Orlando Glingani, que trabalha há mais de seis anos na empresa.


Dados corporativos
● Origem:
Brasil
● Fundação:
1928
● Fundador: Anna e David Kopenhagen
● Sede mundial:
São Paulo, Brasil
● Proprietário da marca: Grupo CRM
● Capital aberto: Não
● Presidente: Celso Ricardo de Moraes
● Vice-Presidente:
Renata Moraes Vichi
● Faturamento: R$ 220 milhões (estimado)
● Lucro:
Não divulgado
● Fábricas: 2
● Lojas: 289
● Presença global:
3 países
● Presença no Brasil:
Sim
● Funcionários:
1.500
● Segmento:
Chocolates e cafeterias
● Principais produtos:
Chocolates e derivados, doces e cafés
● Principais concorrentes:
Chocolat Du Jour
● Ícones: Nhá Benta, bombons Cherry Brandy, Língua de Gato, Chumbinho e Lajotinha
● Slogan:
Kopenhagen. Marca para sempre.
● Website: www.kopenhagen.com.br

A marca no mundo
Atualmente a KOPENHAGEN está presente em mais de 60 cidades, localizadas em quase todos os estados do país, com uma rede de 289 lojas, além de ter presença no mercado internacional, através da exportação de produtos para os Estados Unidos e México. São mais de 10 milhões clientes atendidos com ética e respeito todos os anos. São mais de 300 itens diferentes em sua linha de produto, sinônimos de tradição, sabor e qualidade em chocolates e confeitos finos. Aproximadamente 70% do faturamento da empresa estão concentrados em São Paulo e Rio de Janeiro. A KOPENHAGEN faz parte do Grupo CRM, proprietário também das marcas Brasil Cacau e Dan Top.

Você sabia?
A empresa produz mais de 2.5 mil toneladas de chocolate anualmente e o período da Páscoa representa aproximadamente 33% de seu faturamento anual.
Em 1950, a KOPENHAGEN cogitou a ideia de produzir hóstias para a igreja.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Exame e Época Negócios), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing), jornais (Valor Econômico) e Wikipedia (informações devidamente checadas).

Última atualização em 23/12/2011

4 comentários:

Gilda disse...

Senhores,
Desde criança que sempre como - e compro p/ dar - ovos de açucar cristal. Naquela época, comprava-se em qualquer padaria; depois, só nas lojas Kopenhagen é que encontrava, para meu prazer e alegria. Tenho ido semanalmente à Kopenhagen e, hoje, tive a triste notícia de que não vão ter mais desses ovos de açucar cristal em nenhuma loja. É verdade? Moro em Curitiba mas, caso vocês tenham em outro estado, favor informar. Que tristeza é a gente envelhecer e ver desaparecer as guloseimas boas da nossa vida....
Grata

Martina disse...

Olá, não sei se vcs tem essa informação mas eu gostaria de saber o quanto a Kopenhagen cresceu em 2007 comparado ao ano anterior, e qto o mercado de chocolates cresceu nesse mesmo período.

Rarine disse...

Olá, que a kopenhagen é líder em seu segmento e que o nível de qualidade em seus produtos são memóraveis não há dúvidas, porém a mesma não é a única empresa nacional no segmento de chocolates finos, pelo conrário, a Cacau Show é uma empresa forte no segmento que está ganhando cada vez mais mercado,por diversos fatores.
As informações do blog, são de ajuda para pesquisa, coleta de dados e saber da história das marcas, não tenho queixas em relação a veracidade das informações,o único conselho que vos deixo é para a manutenção das mesmas aqui presentes Obrigado

Anônimo disse...

Rarine, o artigo fala de chocolates finos. A cacau show nem de perto chega a ser chocolate fino. É simplesmente uma mera fabrica de chocolates, só!