28.3.10

SPOLETO


Massas girando, cheirinho de molhos, temperos a gosto e manuseio de panelas com extrema habilidade. Quem vê uma refeição sendo preparada em qualquer um dos restaurantes da rede SPOLETO talvez não imagine que o cozinheiro foi cuidadosamente treinado, até mesmo com técnicas de teatro, para encantar o cliente. Ao longo dos anos, a rede de comida italiana SPOLETO escreveu sua história pautada na arte. A arte de cozinhar, a arte de atender, a arte de servir e a arte de encantar ao cliente. Como não poderia deixar de ser, o SPOLETO seguiu a tradição artística da cidade italiana que dá nome à rede.

A história
A história tem início em 1999 na cidade do Rio de Janeiro, fruto de uma forte amizade de infância e muito trabalho de Eduardo Ourívio e Mário Chady. Após oito anos atuando juntos no ramo de varejo alimentício, os dois perceberam uma grande necessidade por parte das pessoas que se alimentavam fora de casa: uma refeição saborosa, rápida e de alta qualidade, servida através de um ótimo atendimento que as deixassem à vontade. Nascia, assim, o inovador conceito do SPOLETO onde o cliente era o chef de cozinha e, como em casa, tinha a liberdade de escolher entre 11 tipos de massas, 34 ingredientes e cinco tipos de molhos e criar suas próprias receitas. Uma inovação que possibilitou a união da qualidade de um restaurante com a rapidez de um fast food. O nome do estabelecimento especializado em comida italiana no formato de alimentação rápida instalado em um complexo de pequenos restaurantes existente em Ipanema foi inspirado na cidade de Spoleto, localizada no centro da Itália, na bela região da Úmbria.


A iniciativa foi um sucesso: em pouco tempo, começaram a se formar filas de clientes querendo experimentar. Com isso, nesse mesmo ano foram inaugurados mais quatro restaurantes, um deles no Shopping Rio Sul. O sucesso dos primeiros restaurantes estava ancorado em uma fórmula inovadora, onde o cliente escolhia a massa que desejava e cada um dos ingredientes do molho, e, do outro lado do balcão, um treinado chef, com arte e simpatia, transformava o atendimento em um verdadeiro espetáculo culinário se diferenciando do padronizado atendimento encontrado nas redes instaladas em praças de alimentação. Após dois anos estudando e aprimorando a operação e o mix de produtos do restaurante, Eduardo e Mário se dedicaram a um novo desafio: levar este modo diferenciado de refeição a um maior número de pessoas, através do sistema de franquia.


No ano seguinte, o número de restaurantes saltou de 29 para 49 unidades, incluindo lojas em São Paulo. Após quatro anos de expansão, em 2003, a rede contava com 75 restaurantes e alcançava posicionamento nacional. No ano seguinte, a rede lançou a linha de pratos “Allegro” especialmente desenvolvida para o Dia das Mães e assinada pelo artista Sérgio Maurício Manon. Neste ano, foi realizada a 1ª edição do Campeonato de Malabarismo, dando início a uma tradição onde cozinheiros de toda a rede praticam suas técnicas para se aperfeiçoarem e conseguirem avançar às finais da competição. O ano de 2005 foi de extrema importância para o SPOLETO, marcado pelo início da expansão internacional da rede com a inauguração dos primeiros dois restaurantes no México.


O sucesso internacional que a rede alcançou no mercado mexicano resultou, em 2007, na inauguração das primeiras unidades do SPOLETO na capital espanhola. Também neste ano, o SPOLETO investiu em outros segmentos além dos modelos de restaurantes implantados em ruas e shoppings, com unidades inauguradas em hipermercados, aeroportos (Brasília, Belo Horizonte, Maceió, Rio de Janeiro e Salvador), terminais rodoviários e centros comerciais. Além disso, lançou o SPOLETO MIO, uma linha composta por seis opções de massas frescas recheadas acondicionadas em bandejas, quatro molhos e oito receitas de ingredientes exclusivas, em embalagens individuais e prontas para consumo: bastava misturar e levar ao fogão ou forno micro-ondas. Desde abril de 2008, as unidades da rede possuem um cardápio em braile para atender aos deficientes visuais.


Nos últimos anos a rede resolveu apostar em pratos mais leves como saldas para o verão, além de incluir o primeiro sanduíche de seu cardápio, o Pane Romano, lançado antes nos restaurantes mexicanos da rede, e lançar o polpettone (almôndega grande e recheada). Recentemente, em 2011, a rede começou a apostar no conceito Store in Store, no qual duas marcas, neste caso SPOLETO e DOMINO’S PIZZA, convivem harmonicamente num mesmo ambiente. As primeiras lojas atuando nesse formato foram inauguradas na cidade do Rio de Janeiro. Além disso, introduziu um novo formato de loja: SPOLETO 21, restaurantes sustentáveis, que reduzem o consumo de gás (através da adoção do fogão elétrico com tecnologia de indução), adotam um novo sistema para a lavagem de utensílios (economizando mais água), eliminam o uso de produtos de limpeza nocivos ao meio ambiente, tratam o lixo e reduz o número de empregados, proporcionando assim o aumento dos salários com a participação nos resultados.


Outras novidades recentes da rede foram a realização do Festival do Gnocchi (com molhos e preços especiais para o tradicional prato da culinária italiana) e a adição de novos itens no cardápio, como por exemplo, um novo prato de carne, intitulado Almôndegas do Chef. E, já que cozinhar é uma arte, a rede desenvolve continuamente linhas de pratos assinadas por artistas, além de exposições de fotos.


O projeto “Pequeno Chef”
O projeto PICCOLO CHEF (que em português significa literalmente “Pequeno Chef”) nasceu da vontade que todos, crianças ou não, temos em bisbilhotar, perguntar e conhecer tudo. Quem não se lembra da visita à fábrica da Coca-Cola? Ou mesmo não viu o filme “A Fantástica Fábrica de Chocolate?” Hoje, o SPOLETO possui uma fábrica digna de ser visitada por todos. Lá, são fabricadas as massas com recheio e todos os molhos, além do risoto e da lasanha. A fábrica, que fica localizada em Vargem Pequena, está instalada em local bastante aprazível e cercado por imensas áreas verdes. Ao chegarem, as crianças assistem a uma animação em vídeo, que conta a história das massas, a história do SPOLETO e fala também do rigoroso controle de qualidade e do cuidado contra as bactérias que a empresa adota. Depois, visitam a fábrica e observam os processos de produção, embalagem, armazenamento e limpeza, e conhecem através de um passeio o mundo das massas SPOLETO. Além de tudo isso, a criançada aprende como se faz uma massa de verdade, e pode colocar seus conhecimentos em prática, literalmente botando a mão na massa, misturando ingredientes e cortando nos formatos mais clássicos, na adorada “Dinâmica da Massa” e levam para casa um certificado de Pequeno Chef. Há também uma demonstração fantástica de malabarismo, com cozinheiros especialmente treinados, que fazem um verdadeiro show com pratos, frigideiras, e, porque não, com o próprio macarrão. A 1ª visita foi realizada em maio de 2008 e, desde então, muitas escolas vêm se mostrando interessadas em participar do projeto. A duração da programação é de 4 horas e o transporte é de responsabilidade da escola.


A evolução visual
Ao longo dos anos, o logotipo da marca SPOLETO passou por inúmeras modificações. A mais recente ocorreu em 2009, quando a rede comemorou dez anos de atuação no mercado: a nova identidade visual passou a contar com uma frigideira estilizada como ícone, inserida na última letra O do nome SPOLETO. Além disso, todas as lojas ganharam nova ambientação, com a frigideira sendo aplicada em letreiros, balcões, displays e nos uniformes dos funcionários.


Os slogans
Crie Bons Momentos Aqui. (2012)
Aqui você é o Chef.


Dados corporativos
● Origem: Brasil
● Fundação: 1999
● Fundador: Eduardo Ourívio e Mário Chady
● Sede mundial: Rio de Janeiro, Brasil
● Proprietário da marca: Grupo TRIGO
● Capital aberto: Não
● Presidente: Mário Chady
● Faturamento: R$ 402 milhões (2011)
● Lucro: Não divulgado
● Restaurantes: 311
● Presença global: 3 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 3.000 (incluindo franqueados)
● Segmento: Alimentação rápida
● Principais produtos: Massas, risotos, lasanhas e almôndegas
● Concorrentes diretos: Bonaparte, Ragazzo e All Parmegiana
● Ícones: A frigideira de seu logotipo
● Slogan: Crie Bons Momentos Aqui.
● Website: www.spoleto.com.br

A marca no mundo
Atualmente a rede de alimentação rápida SPOLETO possui mais de 280 restaurantes no Brasil, espalhados por 23 estados mais o Distrito Federal, além de 28 unidades no exterior (26 no México e duas na Espanha). Hoje, o SPOLETO vende mais de 1.3 milhões de pratos da massa por mês e nos dias 29 (dia do Gnocchi), a média de venda diária aumenta em 30%. A rede ainda possui uma estrutura própria composta por duas fábricas (uma de massas e molhos e outra de proteína), uma distribuidora e duas centrais de treinamento no eixo Rio - São Paulo. A rede pertence ao Grupo Trigo, também proprietário da Domino’s Pizza (operação brasileira) e Koni Store (temakeria).

Você sabia?
O SPOLETO foi o primeiro restaurante a utilizar pratos de louça em praças de alimentação.
Na fábrica da empresa são produzidos molhos, massas recheadas, risotos e polpettones. Somente a fábrica localizada no Rio de Janeiro produz todo mês aproximadamente 176 toneladas de molhos, 71 toneladas mês de massas recheadas, 17 toneladas de lasanhas e 7 toneladas de risotos.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Época Negócios e Exame), jornais (Valor Econômico e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas).

Última atualização em 22/8/2012

2 comentários:

Anônimo disse...

Por favor, como se chama o "processo" de identificar um produto pelo nome de uma marca específica? Exemplo: Bombril no lugar de palha de aço; Maizena como amido de milho etc. Obrigado.

Silvia Zampar disse...

O que já ouvi falar é que a marca virou uma metáfora, significando todo o gênero de produto a que se assemelha (como "comprar Bombril", para qualquer tipo de palha de aço); ou mesmo como uma metáfora qualquer (ela é bombril, tem mil e uma utilidades).
Aliás, sempre que ouvi a esse respeito, os profissionais não consideram bom quando uma marca vira sinônimo de um produto, ou metáfora, pois ao mesmo tempo que lembramos dela, torna-se banal, ou seja, tanto faz comprar Bombril ou qualquer outra, que já não tem importância).