12.2.16

RICARDO ALMEIDA


Ternos com cortes impecáveis, mais justos, e caimento perfeito. Tecidos de alta qualidade e total atenção aos detalhes e acabamento. Foi assim que a grife de luxo RICARDO ALMEIDA conquistou clientes estrelados como o jogador Neymar Jr., Alexandre Borges, Luigi Baricelli, Roberto Justus e políticos como Aécio Neves e o ex-presidente Lula. Por isso, a RICARDO ALMEIDA é, indiscutivelmente, a preferida de dez entre dez homens bem vestidos que prezam por elegância, conforto e qualidade. 

A história 
A história de um dos nomes mais importantes da moda brasileira, Ricardo Luiz Pereira de Almeida, um paulistano nascido em 1955, começou cedo. Aos 11 anos ele já trabalhava na loja do pai - a Casa Almeida e Irmãos - de cama, mesa, banho. Até seus 14 anos, ajudava na época do Natal, depois, passou a trabalhar em tempo integral, ajudando o pai em tudo, como controlar o estoque em fichas manuais, mas principalmente na área de vendas. Em 1974, precisando de patrocínio para suas corridas de motocicleta, Ricardo (foto abaixo) começou a trabalhar no ramo de confecção como representante de vendas. Ao invés de um patrocínio conseguiu um emprego. Pouco depois, em 1977, ele começou a trabalhar em uma camisaria e, foi nessa época, que passou a se interessar por tecidos e modelagem. Praticamente autodidata, com a ajuda de livros, dicas de profissionais e uma intuição aguçada, além da obsessão pela perfeição, ele nunca pararia de inovar no segmento de moda masculina.


De 1978 a 1982, Ricardo foi sócio de uma confecção de destaque no mercado nacional. Para complementar seu conhecimento, viajava constantemente ao exterior, observava tendências da moda e estilos de vida. Ele chegou a desmontar muitas roupas importadas para investigar moldes e sistemas de montagem, e tinha como referência, o Seu Raimundo, modelista que o ensinou muito sobre modelagem. Em 1983, ele decidiu começar seu próprio negócio. Mudou então com uma pequena equipe formada por 4 pessoas para dentro de sua casa (onde permaneceu por quatro meses) e começou a esboçar o que seria a marca que levaria seu próprio nome. Pouco depois, montou uma pequena e modesta fábrica em junho daquele ano e fundou a Ricardo Almeida Indústria. Inicialmente Ricardo fabricava roupas somente para outras marcas.


Em 1985, mudou-se para um espaço muito maior, investiu em novos maquinários, montou uma linha de produção e chegou a ter 100 funcionários. Nesta época ele atendia diversas marcas, de Brooksfield a C&A, e fazia coleções femininas e masculinas. Além disso, vendia sua grife própria apenas para lojas multimarcas. Com a abertura das importações no início da década de 1990, e com o Plano Collor, Ricardo, sempre buscando trabalhar com as melhores matérias-primas disponíveis, optou por trazer os melhores tecidos, aviamentos e acessórios da Europa. Isso fez com que o custo do seu produto aumentasse significativamente. Alguns lojistas não aceitaram os novos valores e insistiram para que Ricardo voltasse a fabricar com insumos nacionais. Nesta época, o estilista resolveu tomar uma posição radical, parou de vender para todos os lojistas, diminuiu seu quadro de funcionários e decidiu abrir sua primeira loja própria, onde poderia escolher as melhores matérias-primas sem ter que se preocupar com preço de revenda por parte de lojistas.


Essa primeira loja própria foi inaugurada no mês de julho de 1991, no Morumbi Shopping, em São Paulo. Era uma loja totalmente à frente do seu tempo, toda com detalhes em inox, inclusive com mini turbinas de avião instaladas na parede, provador com porta automática, chão em mármore rosa e manequins suspensos como se estivessem em cápsulas verticais e cabeça em malha de metal. Na coleção, roupas femininas e masculinas. Aperfeiçoou-se em alfaiataria e propôs um novo shape, uma forma mais moderna de usar. Sua primeira peça de sucesso foi uma calça feminina, chamada A1. Já o homem RICARDO ALMEIDA era forte e imponente, ombros largos, ombreira cheia e cores com muita personalidade. Laranja, limão, roxo e azul, esse era o homem da marca. Com essa proposta e posicionamento, o sucesso entre publicitários e artistas era inevitável. A mulher, por sua vez, era sexy e extravagante, blazer cinturado com as costas todas abertas, trançadas por um fino cordão, bodies em cóton e muitas fivelas. Ricardo acreditava que o homem e a mulher não podiam estar vestindo o mesmo terno clássico, pois um mataria a roupa do outro. Ele apostava em um homem poderoso ao lado de uma mulher sensual e feminina. Ainda neste ano Ricardo desenvolveu seu primeiro figurino para Rede Globo, na Minissérie “O Sorriso do Lagarto”, para o ator Raul Cortez, que se tornou seu grande amigo e incentivador. Com isso a grife RICARDO ALMEIDA começava a ganhar destaque no universo da moda brasileira.


Já em março de 1992 foi inaugurada a que seria a principal loja da marca por muito tempo, no Shopping Iguatemi, em São Paulo. Até 1994 a grife vendia para homens e mulheres, até que decidiu trabalhar exclusivamente com alfaiataria masculina. Em 1995, um novo sucesso. Vestindo o ator Edson Celulari na novela “Explode Coração”, da Rede Globo, ele apresentou ao público o inovador terno de três botões. Com isso, Ricardo ditou moda e difundiu o novo estilo em todo país. Com a novela no ar, o paletó de três botões virou um enorme sucesso. Nessa época Ricardo se consolidou como o estilista preferido entre executivos, publicitários e artistas. No ano seguinte, o estilista inaugurou um espaço para atender clientes e amigos. Localizado em uma charmosa vila, no bairro da Vila Nova Conceição, ele passou a receber, com mais privacidade, clientes, para um atendimento mais personalizado. Ainda este ano produziu seu primeiro desfile a convite de Paulo Borges. No mês de janeiro de 1997, em seu segundo desfile, já com mais experiência, o estilista trouxe da Itália tecidos em lã metalizados, pratas, dourados e esverdeados. Nas camisas muita transparência e sensualidade, desabotoadas até a cintura. No ano seguinte conquistou o prêmio Agulhas de Ouro – Melhor do Ano em Moda Masculina.


Nos anos seguintes, o estilista continuou inovando e ousando em seus desfiles, como por exemplo, modelos de smoking calçando Havaianas. Além disso, colocou a primeira mulher na passarela da marca: a modelo Mariana Weikert. Em 1999, lançou sua primeira linha de camisetas estampadas “2K” em referência à chegada do ano 2000 e o possível “bug do milênio”. E a confirmação do sucesso do estilista e de sua marca, veio em 2000 quando Ricardo foi convidado pela Longines, tradicional marca suíça de relógios, para representar o Brasil, junto com Walter Rodrigues, em um desfile comemorativo na cidade alemã de Munique. Pouco depois, em 2001, ele foi convidado, junto com Glória Coelho, para desenvolver o uniforme da tripulação da GOL. Este uniforme foi usado por muito tempo pela companhia aérea. Ainda este ano, em resposta às críticas da imprensa no desfile anterior, Ricardo fez um desfile com todos os modelos encapuzados. Não se via a cara, nem as mãos, apenas a roupa. Eram como manequins de vitrine em movimento. O único foco era a roupa. Em 2002, ocorreu o lançamento da linha esporte RA SPORT, com peças mais informais como camisetas, calças com recortes diferenciados e jaquetas com zíperes e bolsos. Além disso, foi a primeira vez que Ricardo lançou peças em jeans.


Nesta época, o estilista voltou a figurar nos holofotes quando a convite do marqueteiro Duda Mendonça, foi chamado para reformular a imagem do então candidato à presidência, Luiz Inácio Lula da Silva. O estilista propôs um costume mais certo ao corpo, que o deixaria visualmente mais magro e elegante. A grife RICARDO ALMEIDA vestiria Lula por muitos anos. A partir daí, a marca passou a ser vista não somente como uma roupa voltada para artistas e modelos e sim para um homem real. Com isso a grife passou a ter uma enorme procura de seus ternos slim para clientes clássicos, buscando uma silhueta longilínea. Advogados, banqueiros, executivos de todas as áreas passaram a ver na marca uma possibilidade para uso no dia a dia e não só para ocasiões especiais. A partir deste momento, a RICARDO ALMEIDA focou sua coleção na alfaiataria tradicional com toques de ousadia, trazendo novos padrões e ampliando os leques de opções do consumidor da marca. Em 2005, a Hering convidou Ricardo Almeida para desenvolver camisetas do projeto Câncer de Mama – Masculino e Feminino. Neste ano a grife apresentou sua primeira coleção infantil.


Nos anos seguintes o estilista continuou desenvolvendo sua grife com a abertura de novas lojas (incluindo uma unidade na capital Brasília), a ampliação do leque de lojas multimarcas de 12 para 50 pontos de venda, o lançamento da linha OFFICE (mais acessível, que chegou para complementar o guarda roupa masculino com costumes, camisas e gravatas, para atender as necessidades do dia a dia do executivo) e assinando novos projetos, como por exemplo, em 2008 quando desenvolveu todo figurino da equipe de jornalistas da TV Globo para os Jogos Olímpicos desse ano. Em 2010, a empresa mudou toda sua produção para o bairro do Bom Retiro, devido a sua localização mais próxima à mão de obra, fornecedores de insumos e equipamentos. Depois de um longo período de adaptação, sua produção praticamente triplicou e deu um salto de qualidade com a chegada de equipamentos importados da Alemanha. O ano de 2011 foi marcado pelo crescimento da linha casual dentro da RICARDO ALMEIDA. Tênis, camisas polo, camisetas e jeans se tornam itens de desejo e começaram a complementar a linha de alfaiataria. Em 2012, com o objetivo de suprir uma necessidade do mercado feminino, a marca cria a linha For Special Ladies, que capta a personalidade da mulher que preza estar confortável e bem vestida, e desenvolve uma coleção que realça, modela e valoriza as curvas femininas, deixando-as ainda mais belas. O estilista reitera a clássica alfaiataria da sua marca: minimalista e funcional, com corte e modelagem impecável. Além de inaugurar a primeira loja da marca do nordeste, a marca desenvolveu também uma coleção de tênis batizada de Extreme Comfort. Todo o processo de criação e desenvolvimento, que se iniciou com meses de pesquisa e preocupação extrema com o conforto do cliente, resultou em um tênis que de tão macio e flexível, consegue ser enrolado na mão igual a uma meia.


Outro fato importante ocorrido em 2012 foi a abertura, no dia 21 de novembro, da loja de 600 m² localizada na Rua Bela Cintra, no badalado bairro dos Jardins em São Paulo. Essa loja substituiu o atelier na Vila Nova Conceição. A loja se transformou em um espaço onde o estilista poderia expor tanto a coleção masculina quanto a feminina. O projeto foi desenhado pelo próprio estilista, que projetou móvel por móvel e inclui no layout uma parede de fotos que contam a trajetória de sua marca. No ano seguinte a grife inaugurou sua primeira loja exclusivamente para moda feminina. Já em 2014, com objetivo de reforçar sua presença no universo online, Ricardo Almeida lançou seu blog, um espaço simples e interativo onde pode compartilhar com seus clientes e admiradores um pouco do seu know-how e de suas preferências. Pouco depois a grife lançou seu comércio eletrônico. Em 2015 a marca continuou sua expansão com a inauguração de novas lojas nas cidades de Campinas, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas alterações ao longo dos anos. O logotipo original tinha um botão entre os nomes Ricardo e Almeida. No decorrer dos tempos o logotipo foi remodelado, ganhando uma tipografia de letra mais sofisticada.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 1983 
● Fundador: Ricardo Luiz Pereira de Almeida 
● Sede mundial: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Scarface Indústria e Comércio de Confecções Ltda. 
● Capital aberto: Não 
● Presidente e estilista: Ricardo Almeida 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 15 
● Presença global: Não (presente somente no Brasil) 
● Funcionários: 523 
● Segmento: Moda 
● Principais produtos: Ternos, camisas, gravatas, calçados e acessórios 
● Concorrentes diretos: Brooksfield, Camargo Alfaiataria, Hugo Boss, Giorgio Armani e Ermenegildo Zegna 
● Ícones: Os ternos com cortes justos 

A marca no Brasil 
Atualmente a grife de luxo RICARDO ALMEIDA possui 15 lojas próprias (sendo a da Rua Bela Cintra voltada para a moda feminina e masculina) localizadas em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Recife, entre outras. A marca também comercializa seus produtos em mais de 100 lojas multimarcas exclusivamente selecionadas e através de seu comércio eletrônico. A RICARDO ALMEIDA tem um setor especial exclusivo para atender noivos em algumas de suas lojas. A fábrica da empresa em São Paulo tem capacidade de produção superior a 1.500 ternos e mais de 8.000 camisas por mês. Além disso, as camisetas da marca são produzidas no Peru e as gravatas na Itália. 

Você sabia? 
Em abril de 2008 o estilista inaugurou o Instituto Ricardo Almeida, em parceria com a Microlins, voltado à formação de costureiras. 
Em 2014 a RICARDO ALMEIDA foi responsável pelo desenvolvimento do uniforme dos apresentadores de diversos canais que transmitiram a Copa do Mundo de Futebol: Fox Sports, SporTV e Globo. 
Embora tenha produção industrial, o estilista não abre mão do trabalho personalizado de alfaiate – hoje chamado “personal stylist”, para seus clientes mais fiéis. Desde o atendimento, até a escolha do tecido para o traje, ele faz questão de acompanhar tudo de perto. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Exame e Época Negócios), jornais (Valor Econômico e Folha), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 8/3/2016

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