16.5.06

SHELL


Trilhar os rumos do desenvolvimento sustentável significou, para a SHELL, transformar-se em uma companhia integrada de energia. Com robusta presença em todo o planeta, a empresa aliou ao desenvolvimento econômico as vertentes ambientais e sociais, em busca de uma meta desafiadora: suprir a crescente demanda energética global respeitando as pessoas e o meio ambiente. Com alta tecnologia e inovação, a SHELL está continuamente buscando superar os desafios do novo futuro energético. 

A história 
A SHELL tem suas origens no ano de 1833, em uma pequena loja, localizada na região oeste da cidade de Londres, que vendia antiguidades e objetos exóticos, como belas conchas orientais que eram usadas pelas donas de casa da época para decorar caixas e móveis. Marcus Samuel, o proprietário da loja, realizou tantos e tão bons negócios com as conchas, que contratou encomendas especiais às empresas que navegavam para o Oriente e, em pouco tempo, o negócio cresceu o suficiente para se transformar em uma empresa de importação e exportação. Quando morreu em 1870, seus filhos, Marcus Samuel e Samuel Samuel, herdaram o negócio e continuaram a importar e vender conchas no Reino Unido.


Oito anos depois da morte do pai, os irmãos separaram suas atividades: Marcus Samuel and Company estabeleceu-se em Londres e Samuel Samuel and Company no Japão. Em 1885, Marcus Samuel ampliou suas atividades ingressando em um novo negócio: a venda de querosene para o Ocidente. Cinco anos depois, viu os primeiros petroleiros em ação no Mar Negro e começou a fazer planos para transportar querosene russo a granel, através do Canal do Suez, encomendando oito novos petroleiros. O “Murex”, primeiro deles, fez a viagem inaugural pelo canal, que liga o Mar Vermelho ao Mediterrâneo, em 1892. Para garantir sua mercadoria, Marcus assinou contrato com um grupo russo de produtores e refinadores que, na verdade, era controlado pela tradicional Casa Rothschild. O negociante inglês estava garantindo, por longo prazo, o suprimento de querosene produzido no Oriente. O óleo de baleia das velhas luminárias e candeeiros começava a ser substituído rapidamente pelo então moderno querosene, barato e de mais fácil manejo.


Nessa mesma época, produzia-se petróleo nas Índias Ocidentais. E, em 1890, a NV Koninklijke Nederlandsche Maatschappij tot Exploitatie van Petroleum-bronnen in Nederlandsch-Indie foi fundada para operar um campo de petróleo em Sumatra sob a direção de August Kessler. A empresa de nome gigantesco tinha, em 1892, apenas um oleoduto e uma refinaria. Para facilitar seu relacionamento comercial, passou a chamar-se Royal Dutch Petroleum Company. Quatro anos depois, Henri Deterding associou-se a Kessler e começaram a sofrer os efeitos da competição devido ao baixo custo de transporte do petróleo russo vendido por Marcus Samuel. Para garantir seu negócio, a Royal Dutch começou a construir petroleiros e instalações de armazenamento, fundando uma organização de vendas. Nessa altura, as duas empresas europeias - a Royal Dutch e a de Samuel - tinham como grande rival a norte-americana Standard Oil.


Para enfrentar o desafio vindo do outro lado do Atlântico, iniciam, ainda 1892, um trabalho de colaboração que culminaria, em 1903, com a associação das duas empresas na Asiatic Petroleum Company Limited, com um terceiro sócio, o bilionário Rothschild. Marcus Samuel assumiu o posto de Chairman, e Deterding, o cargo de diretor. A empresa possuía fontes de distribuição, tinha um esquema de vendas e atuava em todos os mercados do extremo oriente, passando depois a vender a produção das Índias Orientais em todo o mundo. Na verdade, nos bastidores, Samuel competia com Deterding, da Royal Dutch, e os dois só se juntaram para combater o “inimigo” comum: a americana Standard Oil.


Em 1897, Samuel havia obtido uma concessão em Bornéu e passou a perfurar poços de petróleo com sucesso. Acabou construindo uma refinaria. Seus negócios particulares iam tão bem que foi necessário formar uma terceira companhia: Shell Transport and Trading Company Limited, que passou a existir paralelamente a empresa original de Samuel, a Marcus Samuel Company, da Royal Dutch e da joint venture que eles haviam formado, a Asiatic Petroleum. O nome SHELL (concha) era inspirado na loja que seu pai lhe deixara ao morrer, e a nova empresa passou a utilizar uma concha de mexilhão como sua logomarca. Um invento que já existia desde 1885 - o carro a motor produzido por Karl Benz - estava destinado a apressar a união definitiva da SHELL com a Royal Dutch. Ao saber da descoberta de petróleo no estado do Texas, em 1901, Marcus Samuel conseguiu vencer a concorrência para transportá-lo e distribuí-lo na Europa. Sua empresa, a Shell Transport, foi a primeira companhia de petróleo a ter fontes mundiais de produção, o que garantia seu abastecimento de gasolina, querosene e óleo combustível. A americana Standard Oil sentiu a concorrência e tentou, sem sucesso, obter o controle da Shell Transport and Trading Company, enquanto a Royal Dutch prosseguia em suas atividades de perfurar poços e produzir petróleo. Uma série de crises na Royal Dutch e na SHELL finalmente apressou uma associação entre ambas.


Em 1898, problemas na produção de óleo em Sumatra haviam obrigado a Royal Dutch a recorrer à Rússia para conseguir querosene. Em 1900, Kessler morreu e seu posto foi ocupado por Deterding, partidário da sociedade com a SHELL. A empresa inglesa, por sua vez, enfrentava dificuldades ao descobrir que o querosene de Bornéu era de baixa qualidade, não tendo conseguido ingressar no mercado de gasolina, a essa altura já em franca expansão. Todos esses contratempos e a certeza de que as duas empresas se completavam levaram a uma grande fusão ocorrida no dia 24 de fevereiro de 1907, que resultou na empresa Royal Dutch/Shell Group of Companies. A Royal Dutch saía fortalecida, pois era rica em gasolina, e a SHELL possuía óleo combustível. As duas garantiam o transporte de seus produtos aos quatro cantos do mundo. O resultado dessa sociedade é a SHELL de hoje, a segunda maior petrolífera do mundo. Os primeiros anos do século resultaram em lucros para a indústria do petróleo. Em 1909, o início da produção em massa de automóveis, resultou na abertura de um novo e imenso mercado para a empresa.


Em 1929, a empresa ingressou no setor químico com a constituição da “N.V. Mekog” na Holanda. Nesta época, a SHELL era a empresa petrolífera líder no mundo, produzindo 11% do petróleo cru consumido e detendo 10% de sua tonelagem de petroleiros. A pesar desses fatos, esta década se mostrou difícil e desafiadora para a empresa: os ativos do grupo no México foram confiscados e a empresa foi forçada a conceder condições generosas para o governo venezuelano quando este nacionalizou seus campos de petróleo. Em 1938, a produção da SHELL de petróleo cru alcançou uma cifra próxima aos 580.000 barris diários, frente ao total mundial de 5.720.000. Depois da Segunda Guerra Mundial, a paz trouxe um súbito aumento do uso de automóveis, e a SHELL expandiu-se, chegando à África e a América do Sul. As embarcações tornaram-se maiores e mais bem motorizadas. Em 1947, a empresa perfurou seu primeiro poço de petróleo off-shore comercialmente viável no Golfo do México. Em 1955, já possuía 300 poços. Três anos depois a SHELL iniciou a produção na Nigéria. Em 1978, a SHELL concluiu a perfuração em Cognac e a plataforma de produção no Golfo do México, a mais alta plataforma do mundo, com 335 metros de altura.


Nos anos seguintes a SHELL cresceu em ritmo acelerado e introduziu inúmeras novidades no mercado como ao lançar no Brasil a Trava Eletrônica, um sistema de monitoramento dos combustíveis comercializados nos postos, que impedia o derramamento e a adulteração de produtos, através do controle da abertura e fechamento dos tanques de combustíveis; utilizar Laboratórios Móveis para verificar constantemente as especificações dos combustíveis comercializados nos postos de serviços; o desenvolvimento de mecanismos para garantir a qualidade dos seus produtos com o DNA SHELL; além de produtos inovadores como a gasolina Shell Premium (introduzida em 1955), Shell Formula Diesel e mais recentemente a gasolina Premium SHELL V-POWER, um verdadeiro sucesso de marketing e vendas. Além disso, a empresa lançou o Shell eServe, um site global de negócios que agiliza a compra de combustíveis e lubrificantes, fazendo com que o cliente economize tempo.


Com a chegada do novo milênio, a empresa se expandiu para a China e Rússia, ampliando ainda mais seus negócios. Em 2005, os acionistas da empresa aprovaram, em assembléia geral, a fusão do grupo em uma única empresa com o nome de Royal Dutch Shell PLC, que possui sede administrativa na cidade de The Hauge, na Holanda. A decisão representa uma virada na história da empresa, que era dirigida por duas matrizes: Shell Transport and Trading, na Grã-Bretanha, e Royal Dutch Petroleum (que controlava 60% do grupo), na Holanda. A marca SHELL sempre esteve intimamente ligada ao automobilismo. A marca está presente, desde 2012, na Stock Car com a equipe Shell Racing, que em 2015 conta com dois vencedores da Corrida do Milhão: Valdeno Brito e Ricardo Zonta.


Atualmente o Grupo SHELL explora, produz e refina petróleo. Pesquisa, produz e transporta gás. Fabrica produtos químicos. Investe na pesquisa e viabilidade de fontes de energia renováveis. Ao longo da sua história, busca constantemente inovação tecnológica, vislumbrando a descoberta de novas tecnologias como fator crucial para o futuro. Um exemplo disso é a gasolina Shell V-Power Nitro+, elaborada em parceria com a Ferrari e desenvolvida para limpar e proteger partes vitais do motor. Com formulação única, essa gasolina contém 70% a mais de FMT (Friction Modification Technology) do que a Shell V-Power atual. A tecnologia FMT é desenvolvida para agir imediatamente na redução de atrito nas áreas críticas do motor, o ajudando a desempenhar melhor sua potência.


Inovação 
Com mais de um século de experiência em inovação de combustíveis, desenvolveu sua primeira gasolina em 1907, conhecida como SHELL SPIRIT. Hoje em dia, são centenas de cientistas, pesquisadores e especialistas em todo mundo que trabalham em inovação e desenvolvimento de tecnologias da SHELL, especialmente no Shell Trackside Laboratory, no Reino Unido. Todo esse alto investimento em tecnologia e inovação, busca garantir a confiança do cliente na hora de abastecer o veículo.


Ao longo de sua história a SHELL sempre investiu na criação de produtos eficientes e inovadores, além de tecnologias revolucionárias, que se tornaram ícones no segmento: 
SHELL V-POWER 
A gasolina, lançada no mercado mundial em 1997, foi desenvolvida especialmente pelos pesquisadores da empresa, em conjunto com a equipe de Fórmula 1 da Ferrari, para aperfeiçoar os combustíveis dos carros de corrida. Eles usaram o conhecimento adquirido nas pistas de corrida para desenvolver um combustível especial, projetado para manter o motor em condições eficientes de operação. A gasolina tem fórmula exclusiva que diminui o atrito entre as peças móveis do motor que entram em contato com o combustível, permitindo assim a redução do desgaste e oferecendo mais proteção ao carro. Desde seu lançamento essa gasolina premium já foi introduzida em aproximadamente 60 países ao redor do mundo. Recentemente foi desenvolvida a versão Shell V-Power Racing, uma nova gasolina de alta octanagem, que ajuda os motores a entregar o seu máximo desempenho e potência, atendendo aos consumidores mais exigentes.


SHELL HELIX 
Durante uma corrida de Fórmula 1, o óleo precisa proteger um motor que atinge 17.000 rotações por minuto e uma temperatura de até 150 graus. Pensando sempre em exceder as expectativas, a SHELL foi às pistas e desenvolveu, mais uma vez juntamente com a Ferrari, a linha SHELL HELIX, lubrificantes que utilizam a tecnologia mais avançada do mundo. Líder em vendas em mais de 100 países, tem fórmula exclusiva com aditivos de tecnologia sintética, criteriosamente balanceados para garantir ao motor máxima proteção. É o lubrificante preferido dos motoristas brasileiros, com portfólio completo e inovador para atender todos os tipos de clientes. A linha é aprovada pelos principais fabricantes de automóveis como Ferrari, Mercedes-Benz, BMW, Audi, Jaguar, Porsche e Land Rover.



SHELL RIMULA 
O bom andamento dos negócios depende do funcionamento confiável e eficiente de caminhões e veículos pesados. É por isso que os cientistas da empresa desenvolveram a linha de óleos SHELL RIMULA para motores à diesel, especificamente projetada para proteger o motor, ajudando a diminuir os custos de manutenção e de combustível, além de aumentar a confiabilidade.


SHELL EVOLUX DIESEL 
Esse diesel aditivado está disponível em três versões - S-10 (especial para veículos fabricados depois de 2012), S-500 e S-1800, e garante maior economia e redução de custos de manutenção, além de manter o bom desempenho do motor.


SHELL FORMULA DIESEL 
Introduzido em 1988, é um diesel especificamente desenvolvido para garantir alto desempenho com mais economia (menor consumo de combustível), maior autonomia, combustão mais eficiente, limpeza e proteção do tanque e do motor contra ferrugem. Antes de abastecer o veículo da sua frota, o produto foi testado e aprovado em mais de 40 milhões de quilômetros, o que corresponde a mais de mil voltas ao redor do mundo. Além de 2 milhões e 500 mil quilômetros em testes aqui no Brasil, em condições reais, em frotas de caminhões e ônibus de empresas de transportes. Em 2013 a marca lançou o Shell Diesel FiT™ (Fuel Injection Technology), um diesel com nova formulação que ajuda a fornecer proteção contra a perda de desempenho dos injetores de combustível, promovendo também um reforço anti-corrosão e anti-desgaste, mantendo assim o desempenho do motor diesel.


DNA SHELL 
Funcionando como um código genético de um DNA, agindo de forma muito mais completa que um simples corante, permite que a SHELL verifique a procedência dos combustíveis comercializados nos postos de serviços no Brasil. Desde agosto de 2000 vem testando a marcação de seus produtos nos postos, e em janeiro de 2001 lançou o DNA da DHELL nas gasolinas, inicialmente no Rio de Janeiro e São Paulo. Expandiu-se para todo o Brasil em 2002 e, no ano seguinte, foi lançado também para o diesel, proporcionando maior segurança para o consumidor. Em abril de 2004, 1.400 postos de abastecimento já participavam do programa, que conta com 50 laboratórios móveis (conhecidos também como veículos de controle de qualidade, eles estão capacitados para analisar amostras das gasolinas e diesel, permitindo saber com precisão se a origem dos combustíveis é 100% SHELL). Duas substâncias, desenvolvidas através de tecnologia de ponta, existentes somente nos combustíveis da SHELL, são utilizadas na composição do DNA da SHELL: a primeira substância, só é possível ser detectada em laboratórios apropriados, através de um processo conhecido como Cromatografia a Gás; o segundo componente, somente pode ser detectado por equipamentos de leitura óptica presentes nos Laboratórios Móveis da Shell.


SHELL PurePlus 
Essa tecnologia é um processo revolucionário que converte gás natural em óleo-base cristalino praticamente sem nenhuma das impurezas encontradas em óleo bruto. O lubrificante de um motor é composto de aproximadamente 75-90% de óleo-base, portanto isso é uma mudança significativa na composição. A tecnologia Shell PurePlus produz óleo-base que oferece melhor viscosidade, atrito e desempenho de volatilidade em comparação aos óleos-base convencionais mais proeminentemente usados. Isso significa que ele ajuda a aumentar a vida útil do motor, reduzir os custos com manutenção, reduzir o consumo de lubrificante, melhorar a economia de combustível e permitir melhor estado de limpeza do motor.


Parceria de sucesso 
Um caso verdadeiro de amor ao automobilismo desde 1947. Assim pode ser definido o relacionamento entre a SHELL e a italiana Ferrari, um dos mais vantajosos na história da indústria automobilística. Proporcionando potência e proteção aos carros de passeio e de corrida da montadora italiana, os produtos SHELL já foram utilizados nos primeiros carros da Ferrari, e a empresa desempenhou um papel fundamental na primeira participação da montadora na Formula 1, em 1950. Desde então, a SHELL contribuiu para a Ferrari conquistar mais de 150 vitórias, dez títulos de construtores e 12 de pilotos na Formula 1. Desde 1996, a SHELL tem sido a pioneira no desenvolvimento de técnicas de análise nas pistas, que contribuíram em parte para a trajetória espetacular da qualidade mecânica da Ferrari. As operações realizadas nas divisões de carros de passeio e de Formula 1 da montadora italiana proporcionam um formidável campo de testes para a SHELL monitorar dados importantes como resistência ao uso, sistemas de proteção térmica do motor e redução de desgaste interno. Claro que os benefícios para a Ferrari também são muitos.


Por manter um alto nível de potência do motor e de eficiência do combustível ao diminuir sua densidade, a SHELL permitiu à Ferrari reduzir o peso nos carros e otimizar seu desempenho, além de melhorar o consumo de combustível durante o ano de 2004. Em diversas ocasiões (particularmente em San Marino e na Espanha), a equipe italiana de Fórmula 1 impôs um ritmo intenso às voltas na pista enquanto seus rivais ficavam nos boxes, conquistando lideranças seguras antes de fazer o pit-stop. As inovações da SHELL não se limitam apenas à potência pura. Não é somente o combustível que pode fornecer apoio estratégico à equipe da Fórmula 1, a escolha correta do lubrificante também produz um impacto significativo à performance do carro.


A Ferrari e a SHELL desenvolveram um dos motores mais confiáveis da Fórmula 1, e baseados na tecnologia encontrada na linha Shell Helix, fabricaram uma série de misturas de lubrificantes que deram potência e protegeram o motor em diferentes patamares em 2005. Através do Shell Track Lab, um moderno laboratório móvel presente em todos os circuitos da temporada, uma equipe de técnicos da empresa e da escuderia italiana monitora constantemente a formulação e a qualidade do seu combustível por meio de análises que garantem a confiabilidade dos motores. O objetivo é adequar a gasolina ao motor e vice-versa. A cada ano, a SHELL desenvolve mais de 250 mil litros de combustível para a equipe de Formula 1 da Ferrari. Os carros de passeio da montadora italiana também saem da fábrica com indicações específicas para utilizar os produtos fornecidos pela SHELL. Mais de 50 cientistas da SHELL colaboram com o programa Shell Formula One com a Ferrari. Estes importantes membros de equipe trabalham nos laboratórios da empresa em todos os autódromos e no coração da Escuderia Ferrari, na sua matriz em Maranello.


Em 2007, para comemorar os 60 anos da vitoriosa parceria entre a marca e a Ferrari foi produzido um comercial antológico, denominado “Circuit”, que celebra as seis décadas de sucesso e inovações tecnológicas entre as duas empresas. O comercial, uma produção global da empresa, foi filmado nas ruas do Rio de Janeiro, Nova York, Hong Kong, Mônaco e Roma, utilizando cinco modelos diferentes de carros de Formula 1 através das décadas. Para assistir ao filme clique no ícone abaixo.

   

A evolução visual 
Durante sua história a SHELL foi gradativamente lapidando sua logomarca até seu total reconhecimento por parte dos consumidores. A palavra SHELL foi utilizada pela primeira vez no ano de 1891 como uma marca registrada comercial do querosene importado por Marcus Samuel. O nome era uma homenagem ao seu pai, próspero comerciante conchas da cidade de Londres. O primeiro logotipo, contendo uma concha achatada de mexilhão (conhecida como Mussel Shell), apareceu em 1900. Somente três anos depois, em 1904, a tradicional concha, muito semelhante à de hoje, e denominada “Pécten” (ostra gigante Pecten maximus) foi inserida no logotipo da marca. Nessa época, cada um dos petroleiros da empresa que transportava querosene para o Extremo Oriente recebeu um nome diferente de uma concha. O pécten pode ter sido inspirado no brasão do casaco de um sócio da empresa, o sr. Graham, que importava querosene da Samuel para a Índia e tornou-se diretor da The Shell Transport and Trading Company. Em 1915, a subsidiária da empresa na Califórnia construiu seus primeiros postos de combustíveis e precisava fazê-los destacar-se da concorrência. Resolveram utilizar cores vivas que não ofendessem os californianos: por causa das fortes origens espanholas do estado, escolheram o vermelho e o amarelo. Surgia então as cores oficiais da SHELL.


O logotipo evoluiu desde então com nítida redução do número de “linhas” na concha, aparecendo assim menos complexo. O atual desenho da concha foi criado pelo renomado designer Raymond Loewy e adotado em 1971. Depois de adotar uma nova tipografia de letra em 1995, foi somente no ano de 1999 que a SHELL retirou oficialmente seu nome do logotipo, que passou então a ser representado apenas pela famosa e reconhecida concha.


Os slogans 
Let’s Go. (2012) 
Get the most out of every drop. (2009) 
Made to move. (2006) 
Waves Of Change. (2003) 
Go well. Go Shell. (?) 
Where cars are a passion, the fuel is Shell. (1997) 
Everything for your motor. (1997) 
Formula Shell, adrenaline for your engine. (1996) 
Feel the fuel. (1995) 
You can tell when it’s Shell. (1993) 
They drive well with Shell. (1964) 
Cars love Shell. (1959) 
You can be sure of Shell. (1937) 
Shell. The Station of Choice. (postos de gasolina) 
Posto não se discute, tem que ser Shell. (2014, Brasil)


Dados corporativos 
● Origem: Inglaterra 
● Fundação: 1897 
● Fundador: Marcus Samuel 
● Sede mundial: The Hague, Holanda 
● Proprietário da marca: Royal Dutch Shell plc 
● Capital aberto: Sim 
● Chairman: Charles Holliday 
● CEO: Ben van Beurden 
● Faturamento: US$ 421.1 bilhões (2014) 
● Lucro: US$ 14.8 bilhões (2014) 
● Valor de mercado: £116 bilhões (julho/2015) 
● Valor da marca: US$ 6.288 bilhões (2014) 
● Posto de gasolina: 44.000 
● Presença global: 140 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 94.000 
● Segmento: Energia e petróleo 
● Principais produtos: Combustíveis e serviços derivados 
● Concorrentes diretos: ExxonMobil, BP, Chevron, Gazprom, Total, ConocoPhillips, Petrobras e Ipiranga 
● Ícones: A concha de seu logotipo 
● Slogan: Let’s Go. 
● Website: www.shell.com.br 

O valor 
Segundo a consultoria britânica Interbrand, somente a marca SHELL está avaliada em US$ 6.288 bilhões, ocupando a posição de número 65 no ranking das marcas mais valiosas do mundo. Além disso, a SHELL é a segunda maior empresa do mundo no ranking da revista FORTUNE 500 de 2014 (empresas de maior faturamento no mercado mundial). 

A marca no Brasil 
A SHELL chegou ao Brasil exatamente no dia 9 de abril de 1913, iniciando suas atividades com o nome de Anglo-Mexican Petroleum Products Company. O primeiro nome da SHELL no Brasil, Anglo-Mexican, se justifica porque os produtos vinham da empresa de petróleo El Aguilla, no México. No dia 5 de maio de 1914, inaugurou o primeiro depósito de óleo combustível do país, localizado no bairro da Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. A empresa começou a distribuir, no lombo de burros, além dos óleos combustíveis industriais, o Querosene Aurora, lubrificantes, óleo diesel e a Gasolina Energina. Somente em 1922 foram inauguradas as primeiras bombas de gasolina em ruas e garagens de capitais e cidades do interior, e também ao longo de rodovias. Os primeiros postos de serviços só seriam inaugurados sete anos depois. A concha, símbolo da empresa, já era exibida nesta época. No mês de fevereiro de 1927 surgiu a SHELL AVIAÇÃO, primeira empresa a fornecer combustíveis e lubrificantes para aeronaves. O abastecimento inaugurou foi do hidroavião “Atlântico”, que realizou o primeiro voo comercial do Brasil, decolando de Porto Alegre rumo a Rio Grande, transportando três passageiros e 162 kg de correspondências.


Nos anos seguintes a empresa cresceu, implantou e lançou novidades no mercado: inaugurou o primeiro posto de abastecimento e serviços da futura capital do país (Brasília) em 1957; inaugurou, em São Paulo, a primeira loja de conveniência em posto de serviços do país, sob a marca Express em 1987; criou o famoso programa de televisão Clube Irmão Caminhoneiro Shell, em 1988; lançou o Shell Card, primeiro produto de automação da subsidiária brasileira e do mercado, em 1990; lançou da Fórmula Shell Gasolina, um combustível diferenciado, em 1992; introduziu no mercado a SELECT, marca mundial de lojas de conveniência em 1995; lançou o lubrificante Rimula-X, também em 1995; lançou o lubrificante para motores a gasolina Shell Helix, em 1996; lançou, em 2001, o programa DNA da Shell com o intuito de inibir a adulteração de combustíveis em sua rede de postos; implantou, em 2001, a Shell Marine Products, divisão marítima da empresa, que conta com uma estrutura logística capaz de atender a clientes em praticamente todos os portos do litoral brasileiro; lançou em 2003 a gasolina Shell V-Power; e iniciou a comercialização do biodiesel em seus postos de serviço em 2006.


E as novidades da SHELL não pararam por aí: em 2009 iniciou a produção de petróleo e gás natural no Parque das Conchas (antigo BC-10), localizado na Bacia de Campos, no litoral do Espírito Santo; chegada do primeiro carregamento de gás natural liquefeito (GNL) vendido pela empresa; lançamento, com exclusividade para o mercado nacional em 2010, do Shell V-Power Etanol, primeiro etanol aditivado do mundo, feito à base de cana-de-açúcar; e mais recentemente, a introdução do Shell Diesel Inverno, um combustível desenvolvido exclusivamente no país para proporcionar melhor desempenho do veículo em baixas temperaturas, especialmente criado para a região sul do Brasil.


Em janeiro de 2011, a SHELL e a Cosan integram-se para a formação da Raízen, empresa responsável pela produção e comercialização de açúcar, energia e etanol de cana-de-açúcar, além da distribuição de combustíveis para transporte e indústria, a partir da integração das redes de distribuição e postos. A Raízen produz mais de 2 bilhões de litros de etanol por ano para suprir o mercado interno e externo, além de quatro milhões de toneladas de açúcar, com 900 MW de capacidade instalada de produção de energia elétrica, nas 23 usinas atuais. Na área de combustíveis, a joint venture comercializa aproximadamente 22 bilhões de litros de combustível para os segmentos de transporte, indústria e consumidor final. Atualmente a empresa possui no país 5.245 postos de serviços com a bandeira SHELL, que atendem em média 1.5 milhões de clientes por dia e vendem mais de 8 bilhões de litros de combustíveis e 15 milhões de litros de lubrificantes por ano, além de contar com 900 lojas da rede de conveniência Select. São mais de 1.000 funcionários envolvidos em diversas áreas de negócio, como aviação, lubrificantes, comercial, marine, químicos e suprimentos e distribuição.


A marca no mundo 
A SHELL, considerada segunda maior empresa do mundo em relação ao faturamento e líder global na venda de lubrificantes, trabalha em exploração e produção de petróleo e gás: refinação, transporte e comercialização de seus derivados; produção e venda de produtos químicos; geração de eletricidade e energias renováveis. A SHELL, que emprega 94.000 funcionários, está presente em mais de 140 países e possui 44.000 postos de gasolina em 70 países, 24 refinarias, 9.000 quilômetros de oleodutos, 150 centros de distribuição, 1.500 tanques de estocagem, 50 fábricas de lubrificantes, mais de 50.000 marcas registradas e produz diariamente 3.1 milhões de barris. Todos os dias a SHELL vende mais de 350 milhões de litros de combustíveis para 10 milhões de consumidores ao redor do mundo. A empresa atua também em outros importantes segmentos como a divisão de aviação, denominada SHELL AVIATION, que fornece combustíveis e lubrificantes para 800 aeroportos localizados em 40 países, abastecendo um avião cada 12 segundos, 7.000 por dia; e a SHELL MARINE, que está presente em 770 portos de 60 países fornecendo combustíveis, lubrificantes e serviços. Outra divisão da empresa, a SHELL GAS, possui 3.500 distribuidores e 100.000 pontos de venda em 32 países para fornecer gás para os setores doméstico, comercial e industrial para mais de 30 milhões de clientes. Além disso, por meio da Shell Global Solutions, a empresa oferece a seus clientes soluções para o aumento de eficiência energética de plantas industriais, diminuição das emissões de CO2 e racionalização do consumo de energia, água, etc. 

Você sabia? 
Em 2015 a SHELL anunciou a compra da britânica BG Group por US$ 70 bilhões, o primeiro grande negócio no setor de petróleo em mais de uma década. Com isso, foi criada uma nova grande potência no pré-sal brasileiro, transformando a SHELL na petroleira mais próxima da Petrobras. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Isto é Dinheiro, Época Negócios e Exame), jornais (Valor Econômico e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 2/7/2015

4 comentários:

Sentimentos da Vida disse...

Muito legal a pesquisa que vocês fizeram, só tente procurar escrever tudo em português, pois eu não faço a menor idéia do que esta escrito nos slogans!!!
Mas fora isto esta tudo muito bom!!!

Alessandra disse...

Estou fazendo um trabalho de faculdade (PIM)e resolvi aprimorar meus conhecimentos no segmento de combustivel e lubrificantes(Shell); achei o site de vcs e gostaria de saber se vcs poderiam me ajudar quanto as informações solicitadas na faculdade em base das matérias Marketing Esportivo e Cultural, MKT Social e Politico e Desenvolvimento Sustentavel; em relação a Shell?Aguardo retorno.

Anônimo disse...

Gostaria de saber se a gasolina distribuida pela SHELL e vendida pelos postos com a bandeira SHELL é extraída pela PETROBRAS.

Anônimo disse...

o que é o V - NA FRASE - V-POWER - ALGUEM SABE ME DIZER?