7.4.11

PIPER-HEIDSIECK

O vermelho intenso de seus rótulos é reconhecido em todo o mundo, sendo presença obrigatória e constante nos mais sofisticados restaurantes, desfiles e encontros culturais de cidades como Milão, Paris, Tóquio, Londres e Nova York. Desde 1785 a marca francesa PIPER-HEIDSIECK produz champanhes da mais alta qualidade que habitam taças nos ambientes mais badalados do planeta.

A história
Tudo começou quando Florens-Louis Heidsieck, filho de um pastor luterano Alemão se mudou para a pitoresca cidade Reims na França para ser comerciante de tecidos. Por influências locais, interesse e talento, passou a fazer seu próprio vinho e fundou sua “casa” (Maison) em 16 de julho de 1785 para produzir champanhes, segmento no qual viria a ser tornar um especialista de renome. Rapidamente seu excepcional champanhe passou a freqüentar as mesas da corte francesa, conquistando a preferência da rainha Maria Antonieta. Vem desta época a “Flor de Liz” presente em seus rótulos, símbolo oficial do protocolo diplomático francês, conferidos aos produtos de qualidade superior, reconhecidos pela excelência. Após a morte do fundador em 1828, seu sobrinho, Christian Heidsieck, e seu primo, Henri Guilaume Piper, assumiram o comando dos negócios. Enquanto Christian se dedicava a administração, Henri viajava pelo mundo para promover os champanhes. Essas viagens foram extremamente importantes, já que PIPER-HEIDSIECK se tornou provedora oficial de 14 cortes reais e imperiais pelo mundo afora.


Foi em outubro de 1839 que seus champanhes passaram a utilizar oficialmente a marca PIPER-HEIDSIECK, resultado da junção dos sobrenomes de Christian e Henri. Em 1885, ao completar um século de existência, a Maison encomendou ao famoso joalheiro Carl Fabérge, garrafas adornadas com diamantes e ouro para acondicionar uma quantidade limitada e rara de seus champanhes em virtude da celebração. Nas décadas seguintes seus champanhes foram introduzidos em dezenas de países ao redor do mundo. Em 1965, para comemorar o Oscar conquistado pelo ator inglês Rex Arrison, a empresa criou a maior garrafa de champanhe do mundo: tinha 1.82 metros e conteúdo equivalente a 64 garrafas normais.


Mais de uma década depois, em 1976, justamente no ano em que a França sofreu com uma enorme seca, a marca lançou seu primeiro champanhe em edição limitada e de excepcional qualidade. Desde então, a PIPER-HEIDSIECK vem criando champanhes especiais e limitados, denominados RARE. Em 1988 a tradicional Maison passou a fazer parte do grupo Rémy Cointreau, e partir daí seus champanhes ganharam uma melhor e mais ampla distribuição no mercado mundial. Além disso, a marca começou a dar atenção especial às embalagens, que passaram a inovar com lançamentos cada vez mais atraentes aos olhos do consumidor. Também introduziu acessórios pra lá de modernos como baldes de gelos, taças e coolers criados por renomados designers. Em 2002, se tornou a primeira empresa do segmento a lançar uma garrafa de ¼ de champanhe (batizada de BABY PIPER) para ser utilizada com canudinho. Pouco depois, em 2006, criou o PIPER-HEIDSIECK PISCINE, um drinque (champanhe com pequenos cubos de gelo) que reinventou a forma de tomar a tradicional bebida.


Recentemente, em 2009, depois de parcerias de enorme sucesso com Jean-Paul Gaultier, que em 1999 criou uma garrafa envolta em um espartilho de couro vermelho, e Viktor & Rolf, que criaram em 2007 um divertido conjunto de garrafa, balde e taça com proporções invertidas, dando a idéia de que tudo estava de cabeça para baixo, a marca francesa se uniu ao estilista Christian Louboutin, para criar o Le Rituel Piper-Heidsieck by Christian Louboutin, que reunia toda sofisticação do champanhe PIPER-HEIDSIECK e o glamour dos sapatos criados pela estilista. A parceria firmada entre as bolhas douradas e as solas vermelhas, marca registrada do estilista, só poderia ser elegância na certa. Cada caixa trazia uma garrafa do champanhe e um sapato de salto feito com cristal trabalhado, um verdadeiro objeto de desejo para os colecionadores.


Os champanhes
Atualmente a PIPER-HEIDSIECK produz seis tipos diferentes de champanhes:
● Cuvée Brut: champanhe que utiliza em sua composição uvas Pinot Noir (55%), Chardonnay (15%) e Pinot Meunier (30%).
● Cuvée Sublime (introduzida em 2004): champanhe demi-sec que utiliza em sua composição uvas Pinot Noir (55%), Chardonnay (15%) e Pinot Meunier (30%). O rótulo deste champanhe é roxo.
● Rosé Sauvage (introduzida em 2002): champanhe rosé que utiliza em sua composição uvas Pinot Noir (45%), Chardonnay (15%) e Pinot Meunier (40%). O rótulo deste champanhe é rosa.
● Brut Divin (blanc-de-blanc): champanhe que utiliza em sua composição uvas Chardonnay (100%).
● Brut (Vintage): champanhe lançada somente nos anos em que a safra é considerada excepcional pela Maison. O rótulo deste champanhe é preto.
● Cuvée Rare: champanhe que utiliza em sua composição uvas Pinot Noir (35%) e Chardonnay (65%). Esses raríssimos champanhes só foram lançados no mercado em 1979, 1988, 1998, 1999 e 2002.


Os slogans
Ongoing Extravaganza Since 1985.
Take a walk on the red side.


Dados corporativos
● Origem: França
● Fundação: 16 de julho de 1785
● Fundador: Florens-Louis Heidsieck
● Sede mundial: Reims, França
● Proprietário da marca: Rémy Cointreau S.A.
● Capital aberto: Não
● Chairman: Dominique Hériard Dubreuil
● CEO & Presidente: Jean-Marie Laborde
● Faturamento: €97 milhões (2010)
● Lucro: Não divulgado
● Produção: 5 milhões de garrafas/ano
● Presença global: 80 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 350
● Segmento: Champanhes
● Principais produtos: Champanhes
● Ícones: O vermelho intenso de seu rótulo
● Slogan: Ongoing Extravaganza Since 1985.

A marca no mundo
Hoje em dia a PIPER-HEIDSIECK, terceira maior marca mundial no segmento de champanhes, vende anualmente mais de 5 milhões de garrafas, equivalente a 420.00 caixas (12 garrafas de 750 ml), em mais de 80 países ao redor do mundo, alcançando um faturamento de €97 milhões. Os maiores mercados da marca estão na Europa (68.9%), Ásia e outras regiões (17.6%) e Américas (12.6%). Cerca de 80% de sua produção é exportada.

Você sabia?
Em 1953 a marca ganhou notoriedade mundial quando Marylin Monroe declarou que ia dormir todas as noites com uma gota do perfume Chanel nº 5 e acordava todas as manhãs com uma taça do champanhe PIPER-HEIDSIECK.
O winemaker da Maison, Régis Camus, já foi eleito por seis vezes consecutivas o melhor do mundo pelo juri do International Wine Challenge em Londres.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 7/4/2011

5.4.11

LIVRARIA NOBEL

A rede Nobel é muito mais que uma simples livraria, é um centro de entretenimento e cultura. Afinal, além de vender livros, CDs, DVDs, revistas e artigos de papelaria, suas lojas foram projetadas para serem verdadeiros centros de lazer e entretenimento, onde são organizados constantemente eventos culturais, infantis e noites de autógrafos, além de disponibilizar espaços de convívio como Cyber Cafés e áreas de leitura.

A história
A Livraria Nobel foi fundada no ano de 1943 pelo imigrante italiano Cláudio Milano. A primeira loja ficava localizada na Rua da Consolação, número 49, bem no centro de São Paulo, muito próxima a biblioteca Mário de Andrade, um dos principais pontos culturais da cidade na época. Na época a livraria comercializava livros, materiais de papelaria e principalmente encadernação e elaboração de apostilas mimeografadas o que lhe rendeu o apelido de “Casa das Apostilas” entre os estudantes da época. Neste período foi criada a Editora Nobel, que hoje com cinco selos editoriais (Nobel, Marco Zero, Studio Nobel, Conex e Zastras) e coleciona mais de 1.600 autores e mil obras em seu portfólio. Com grande reconhecimento por sua qualidade no atendimento e principalmente de seus serviços, a Livraria Nobel abriu sua segunda unidade na Rua Maria Antônia, muito próxima a Universidade Presbiteriana Mackenzie, o que a tornou mais popular entre estudantes e jovens da época.


Até o início dos anos 90 a rede possuía sete lojas na capital paulista. O rápido crescimento da rede começou a partir de 1992, quando a empresa, agora administrada pelo filho e neto do fundador da Nobel, adotou o sistema de franquia para expandir seus negócios. Uma decisão pioneira na América Latina, fundamentada na constatação de que a presença do “dono” franqueado na loja aumenta a fidelidade da clientela e a produtividade dos funcionários, gerando maiores vendas e lucros. No ano seguinte foram inauguradas as três primeiras unidades franqueadas.


Em 1998, seguindo uma tendência mundial e procurando sempre repensar seu negócios para se manter na vanguarda do mercado, a Nobel abriu sua primeira unidade dentro do conceito “Mega Store”. Eram lojas com maior área física que tinham como principal objetivo proporcionar às pessoas mais do que uma livraria: um local com diversas opções de lazer e cultura, além de um completo mix de produtos, como livros, CDs, DVDs, revistas, papelaria (incluindo itens como tesouras, colas, réguas, cadernos, canetas, estojos, malas, agendas, conjuntos de lápis de cor e tintas) e presentes.


Em 2000, a rede já possuía 40 lojas espalhadas pelo Brasil. Mas as inovações não pararam por aí. Para adequar seu modelo de franquia ao potencial de cada região, a Nobel criou em 2001 um modelo de loja compacta que pode funcionar em pontos alternativos tais como hospitais, lojas de conveniência, postos de gasolina, grandes condomínios, clubes, empresas, universidades, hipermercados, entre outros estabelecimentos. Em 2005, a empresa iniciou sua expansão internacional com a inauguração de uma loja em Portugal. Em 2006, além de inaugurar várias novas unidades, incluindo a primeira loja na Espanha, a Livraria Nobel apostou em um novo conceito: livrarias 24 horas. A primeira livraria da rede que funcionava 24hs foi inaugurada em São Paulo, contando também com a primeira loja do Vanilla Caffé, um café gourmet, que oferecia cafés quentes e gelados além de refeições leves e saudáveis.


Em fevereiro de 2009, a rede se tornou a primeira a inaugurar uma loja dentro de um estádio de futebol, no Morumbi em São Paulo. No ano seguinte, com o objetivo de incrementar o faturamento da rede, a Nobel colocou no ar um canal de vendas pela Internet; além disso, inaugurou sua primeira unidade na cidade de Bogotá na Colômbia, dando um importante passo para sua expansão na América Latina.


A evolução visual
O logotipo da marca passou por algumas modificações visíveis ao longo dos anos. A atual identidade visual é bem mais moderna e “clean” que a anterior.


Dados corporativos
● Origem: Brasil
● Fundação: 1943
● Fundador: Cláudio Milano
● Sede mundial: São Paulo, Brasil
● Proprietário da marca: Franchising Ventures
● Capital aberto: Não
● Presidente: Ary Kuflik Benclowicz
● Diretor geral: Sérgio Milano Benclowicz
● Faturamento: R$ 150 milhões (estimado)
● Lucro: Não divulgado
● Lojas: 230
● Presença global: 6 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 70 (excluindo franqueados)
● Segmento: Livrarias
● Principais produtos: Livros, revistas e artigos de papelaria
● Slogan: A maior rede de livrarias do Brasil.

A marca no mundo
A maior rede de livrarias do Brasil conta atualmente com mais de 230 lojas, distribuídas por 110 cidades e 23 estados do país, incluindo também unidades em Portugal, Espanha, México, Angola e Colômbia. A empresa conta ainda com cinco selos editoriais: Nobel, Marco Zero, Studio Nobel, Zastras e Conex, que publicam livros sobre as mais diversas áreas do conhecimento.

Você sabia?
A livraria foi batizada com esse nome em homenagem ao prêmio Nobel.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Veja, Isto é Dinheiro, Época Negócios e Exame), jornais (Valor Econômico), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas).

Última atualização em 5/4/2011

2.4.11

Bloomberg Businessweek

A BusinessWeek é uma importante organização de mídia empresarial que se transformou nas últimas décadas em um ícone do mundo dos negócios, proporcionando visão e análise sem paralelo a um público de líderes empresariais no mundo todo. Presença indispensável nas mesas dos principais executivos, banqueiros e nos corredores do alto escalão de governos no mundo inteiro, a revista sucumbiu à crise econômica recente, foi vendida e adotou um novo nome, Bloomberg Businessweek. Apesar deste turbilhão, a revista não perdeu seu maior ativo: a credibilidade.

A história
A história de uma das mais importantes e tradicionais revistas econômicas do mundo começou no final dos anos de 1920 quando Malcolm Muir, presidente da editora McGraw-Hill Publishing, resolveu criar a The Business Week, na época escrita assim. A revista que abordaria informações econômicas, financeira e do mundo dos negócios, teve sua primeira edição publicada no dia 7 de setembro de 1929, poucos dias antes do devastador crash da Bolsa de Valores de Nova York, que mergulhou o país em uma grave crise econômica. Inicialmente a revista abordava assuntos como marketing, mercado de trabalho, economia e administração. A nova revista foi a primeira a retratar em primeira mão o colapso do sistema financeiro americano que resultou na pior crise econômica do século XX, conhecida como a Grande Depressão. Nos anos seguintes, com opiniões e reportagens de alto nível e credibilidade, a revista se transformou em um valioso veículo de informação para grandes executivos e homens tomadores de decisões, incluindo governantes das principais nações do mundo.


Em 1984, Stephen B. Shepard, assumiu como editor chefe da revista, cargo que ocuparia por mais de vinte anos. Ele foi o responsável por atrair novos leitores, abordar novos assuntos, implantar as edições internacionais e expandir o interesse global da BusinessWeek. A revista ficou ainda mais conhecida e respeitada em 1988, quando divulgou pela primeira vez o ranking das instituições americanas com os melhores cursos de MBA. Em 1994 a revista lançou seu site na Internet, que não demorou muito para se transformar em um destacado fornecedor diário de notícias, informações e serviços empresariais essenciais a tomadores de decisões no mundo dos negócios.


Com a chegada do novo milênio, a revista começou a sentir os efeitos da transformação dos tempos modernos, enfrentando sérios problemas financeiros e perda de audiência, que culminaram em 2005, com o cancelamento das edições européias e asiáticas. Ao mesmo tempo, lançou sua edição em árabe. Em 2006, a revista iniciou a publicação anual de rankings dos cursos de graduação em administração. No ano seguinte apresentou um novo projeto gráfico. Nesta época, a revista estava lutando para se adaptar ao redemoinho de informação da Internet.


Por ironia do destino foi justamente o principal assunto abordado pela revista que faria com que a BusinessWeek fosse vendida no final de 2009 para a Bloomberg, tradicional empresa de informações financeiras fundada pelo atual prefeito de Nova York, Michael Bloomberg. Em um negócio avaliado em US$ 5 milhões, a revista que vinha amargando enormes perdas, tanto financeiras como de circulação, publicidade (o total de páginas de anúncio caiu de 6 mil no ano 2000 para menos de 1.900) e audiência, passou a se chamar oficialmente Bloomberg Businessweek. A revista permitirá à Bloomberg atingir um público diferente dos investidores profissionais que consomem seus produtos por meio do aluguel de terminais de informações de mercado. Afinal, a revista tem grande audiência entre diretores e presidentes de grandes corporações, assim como nos altos escalões do governo dos Estados Unidos. A nova fase da revista começou com um incremento de 20% no número de páginas e novas colunas que abordam ssuntos mais abrangentes.


A evolução visual
O logotipo da revista passou por algumas alterações ao longo dos anos. A mais recente ocorreu em 2010 quando o nome BLOOMBERG foi acrescentado, marcando o fim do tradicional retângulo vermelho que havia se transformado em um dos ícones da Businessweek.

Também ao longo dos anos a revista sofreu inúmeras alterações em seus projetos gráficos.


Dados corporativos
● Origem: Estados Unidos
● Lançamento: 7 de setembro de 1929
● Criador: Malcolm Muir
● Sede mundial: New York City, New York
● Proprietário da marca: Bloomberg L.P.
● Capital aberto: Não (subsidiária)
● Chairman: Norman Pearlstine
● Presidente: Paul Bascobert
● Editor chefe: Josh Tyrangiel
● Faturamento: US$ 130 milhões (estimado)
● Lucro: Não divulgado
● Assinantes: 900.000
● Leitores: 5 milhões
● Presença global: 140 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 350
● Segmento: Comunicação
● Principais produtos: Revista de economia e negócios
● Principais concorrentes: Forbes, The Economist e Fortune
● Ícones: O ranking de cursos de MBA

A marca no mundo
A tradicional revista Bloomberg Businessweek é líder de mercado com aproximadamente 5 milhões de leitores a cada semana em 140 países ao redor do mundo. Além disso, seu site é acessado por aproximadamente 8 milhões de pessoas. Semanalmente a revista possui tiragem superior a 920.000 exemplares no mundo inteiro.

Você sabia?
A Bloomberg Businessweek mantém edições regionais na China, Indonésia, Tailândia e Turquia, além de sua versão em árabe.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 2/4/2011