29.10.14

GOPRO


Você pode até não conhecer a GoPro, mas com certeza já viu fotos ou vídeos capturados por suas potentes câmeras. Verdadeira febre entre esportistas, aventureiros e aventureiros, as versáteis câmeras digitais da marca americana retratam fielmente imagens e vídeos de um ângulo jamais visto antes. Quando o assunto é captura de imagens em ação a GoPro é capaz de transformar momentos em experiências inesquecíveis para os olhos. Ou como diz seu slogan “BE A HERO” (Seja um Herói). 

A história 
Tudo começou com o americano Nicholas D. Woodman (imagem abaixo), formado em artes visuais pela Universidade da Califórnia e praticante assíduo de esportes radicais, especialmente o surfe, que sempre sonhou fazer grandes imagens de suas aventuras pelo mundo, mas nunca conseguiu. Isto porque os fotógrafos normalmente não estavam preparados para chegar onde os surfistas estavam. Foi então que Nick, como era conhecido, teve uma ideia que iria mudar sua vida. E se houvesse uma câmera portátil, resistente e à prova d’água capaz de registrar os momentos mais incríveis de um ponto de vista único. E para registrar imagens de boa qualidade enquanto pegava ondas, ele amarrou sua câmera de 35mm ao pulso para bater fotos. Em março de 2002, durante uma temporada de surfe nas agitadas águas da Austrália e da Indonésia, ele resolveu testar a câmera e capturou imagens únicas de um ângulo surpreendente. Surgia neste momento a visão empreendedora do jovem Nick.
  

Para financiar a ideia, o empresário, juntamente com sua futura mulher, Jill, comprou em Bali 600 colares feitos de concha por US$ 1.90 e os revendeu nas praias da costa californiana por US$ 60 cada um. Com o valor arrecadado, mais um empréstimo de US$ 35.000, conseguido com a mãe, Concepcion Socarras, e mais US$ 200 mil do pai, um banqueiro da Califórnia, ele começou a investir em seu novo e promissor negócio. Ainda em 2002, no mês de outubro, ele fundou oficialmente a Woodman Labs Inc. Por quase dois anos, Nick ficou trancado em seu quarto por 18 horas diariamente, trabalhando em seus protótipos de câmeras e acessórios. O resultado de tamanho esforço foi uma câmera analógica que utilizava filme de 35mm. Ou seja, apenas fotos e nada de vídeos (por enquanto).
   

Batizada de GP HERO era muito semelhante á uma câmera descartável convencional, tinha capacidade para 24 fotos e vinha equipada com uma grande lente angular de 28mm (livre de foco), um case para utilizar embaixo d’água (até 5 metros), uma alça para fixação no pulso, um adaptador para luvas e um cabo para disparo rápido. Todos esses apetrechos eram o diferencial da nova câmera, desenvolvida e criada, principalmente, para que os surfistas conseguissem tirar seus famosos selfies enquanto pegavam ondas. E para isso bastava prender a GP HERO no pulso e ao movimentá-lo para cima, o cabo de disparo rápido entrava em ação e a foto era batida. A novidade possibilitava que surfistas registrassem imagens fantásticas sem precisar de um fotógrafo ou alguém do lado de fora para fazer isso. A câmera, produzida pelo fabricante chinês Hotax, começou a ser vendida em setembro de 2004 por apenas US$ 19.99.
  

Inicialmente ele vendeu os equipamentos a amigos adeptos da prática de esportes radicais e para lojas de surfe da Califórnia, para quais entregava as câmeras em uma VW Kombi ano 1971. Prometia aos surfistas e praticantes de esportes radicais um equipamento confiável para ajudar a registrar os momentos mais inacreditáveis. E eles compraram, e gostaram. Nesta época a GoPro era uma empresa de um homem só: Nick era engenheiro de produto, responsável por pesquisa e desenvolvimento, vendedor, embalador e, é claro, garoto-propaganda. Para promover sua própria invenção, ele a usava em qualquer lugar. A primeira grande encomenda, no entanto, aconteceu ainda em 2004, quando a GoPro fechou a venda de 100 equipamentos para uma feira de esportes de ação no Japão. Isto porque, Nick apareceu em um programa de TV no estilo Polishop (conheça essa outra história aqui) para tentar vender alguma coisa. E conseguiu. Em 2005 a empresa já vendia 35.000 câmeras.
  

Ainda nesse começo a GoPro literalmente estendeu-se pelos sete mares e arrebentou com as fronteiras que a limitava ao universo do surfe. Suas câmeras passaram a ser utilizadas para registrar basicamente qualquer situação que exija versatilidade de ângulos e facilidade de manuseio. Isto porque, podiam ser instaladas em praticamente qualquer lugar, de asas-delta e capacetes a pranchas, skates, diversas partes do corpo e até coleiras de cachorro. O sucesso foi comprovado quando canais de TV - como National Geographic (conheça essa outra história aqui) e Discovery Channel (saiba mais aqui) - passaram a utilizar câmeras da GoPro para registar documentários ou aventuras. A mudança de perspectiva também foi muito importante no desenvolvimento da marca GoPro. Afinal, a câmera permitia que fotos fossem tiradas de ângulos incomuns, contribuindo para a criatividade de fotógrafos amadores e profissionais ao redor do mundo.
  

Outro fator de sucesso foi o desenvolvimento da câmera original. A cada nova versão foi adicionada novas funcionalidades, o tamanho da câmara foi sendo reduzido, o tempo da bateria aumentado, entre outras modernizações. Por exemplo, em 2006, a empresa introduziu sua primeira câmera digital, que tinha capacidade para gravar vídeos de apenas 10 segundos e não captava áudio. Como o YouTube (saiba mais aqui) se tornava cada vez mais popular, o momento foi perfeito para a GoPro lançar essa nova câmera, pois o conteúdo gerado pelo usuário se tornava a nova moda. No ano seguinte foi introduzida a DIGITAL HERO3, que possuía recursos de vídeo e áudio ilimitados, além de aguentar até 30 metros de profundidade. Em 2008 foi a vez da DIGITAL HERO5, com 16mb de memória interna e primeira câmera a utilizar uma lente com ângulo de 170 graus de amplitude para capturar imagens mais panorâmicas, que aguentava até 100 metros de profundidade.
  

Já no início de 2010, a GoPro deu um salto na questão tecnológica ao lançar a HERO HD, câmera de alta definição com lentes angulares de 127°. Começava então outra revolução na empresa com aumento considerável nas vendas e a chance de expandir sua presença no mercado com o fracasso da Flip, um concorrente direto lançado pela Cisco (conheça essa outra história aqui). Em dezembro de 2012, Nick vendeu 8.88% de participação da GoPro para a Foxconn, a conhecida fabricante chinesa de produtos eletrônicos, que monta aparelhos como o iPhone e o iPad para a Apple (conheça essa história completa aqui). O negócio foi fechado por US$ 200 milhões, dinheiro utilizado para a expansão da empresa em outros países e o desenvolvimento e lançamento de novos produtos.
  

Ainda em 2012, a HERO3 foi um divisor de águas, já que iniciou várias características que viraram marca registrada da GoPro. Para começar, a nova câmera oferecia três cores: branco, preto e prata, com pequenas diferenças técnicas entre si. Tinham WiFi embutido e foram ficando cada vez menores e mais leves a cada geração, sendo sucedidas pela 3 Plus, com bateria melhorada e um sistema de redução do barulho do vento nas filmagens. No final de 2013, a empresa lançou a HERO3+, câmera com 10 megapixels para fotos e 1080 pixels para vídeos em alta resolução (permitia filmar em resolução de até 4K), equipada com WI-FI quatro vezes mais rápido, bateria com 30% a mais de duração, 20% menor e mais leve. Com todos esses avanços, as câmeras da GoPro podiam ser utilizadas para filmar, filmar em câmera lenta (slow motion) ou simplesmente tirar fotos, tudo com alta qualidade.
   

Em meados de 2014, a empresa abriu seu capital na Nasdaq, bolsa americana que concentra empresas de tecnologia, arrecadando US$ 427 milhões, o que permitiu ir além das action cams. Com isso, a empresa passou a adquirir startups de mídia e edição ou produção de vídeos, e o resultado foi o surgimento do serviço GoPro Studio, para tratar os clipes gravados. Pouco depois, lançou no mercado sua nova câmera, HERO4, equipada com tela touchscreen integrada, capaz de capturar vídeos a 60 quadros por segundo em altíssima resolução (4K), além de uma nova lente de 13Mp e melhorias na gravação no escuro, além de Bluetooth.
  

A partir de 2015 as vendas começaram a cair, pois o público exigia melhorias mais perceptíveis nos novos modelos e a concorrência aumentou, principalmente com a radical melhoria das câmeras dos cada vez mais modernos smartphones. A GoPro reagiu rápido e, em 2016, lançou HERO5 Black, que apresentava novidades como a captura de fotos em formatos como RAW e WDR, GPS integrado, suporte a áudio estéreo e comandos de voz. O modelo Hero5 Black se tornou a câmera que vendeu mais rápido na história da empresa. Ainda esse ano, a GoPro ingressou no mercado de drones com o Karma, que em pouco tempo se provaria um fracasso devido a problemas operacionais.
  

Nos anos seguintes, a GoPro introduziu novos modelos com aprimoramentos tecnológicos como a HERO6 Black (2017) com estabilização aprimorada e capaz de capturar vídeo 4K em 60 FPS; a Fusion (2017), uma câmera omnidirecional capaz de gravar imagens em 360 graus que apresentava novo recursos como transformar os vídeos esféricos em imagens 2D; a HERO7 Black (2018), que apresentava a nova forma de captura de vídeo, “TimeWarp”, proporcionando um efeito de alta velocidade aos vídeos, e capacidade de transmitir ao vivo em diversas plataformas, como Facebook (conheça essa outra história aqui) e YouTube; e a GoPro MAX (2019), capaz de capturar imagens em 360° e chega a resoluções de 5,6 K a 30 frames por segundo.
  

2020 não foi um bom ano para ninguém, mas foi pior especialmente para a GoPro que essencialmente necessitava que alguém saísse de casa para utilizar suas câmeras. O resultado foi uma queda abrupta nas vendas e demissões de funcionários. Mesmo com as dificuldades impostas pela pandemia a marca não deixou de inovar e, ainda em 2020, lançou no mercado a HERO9 Black, uma câmera capaz de capturar imagens em 5K com 4 tipos diferentes de resolução e fotos de 20 megapixels. Além disso, anunciou uma nova linha de roupas e acessórios, batizada de GoPro Lifestyle, que oferecia camisetas, moletom, boné, mochilas, garrafas térmicas e até uma jaqueta à prova d’água.
  

As mais recentes novidades da marca, introduzidas em 2022, são as novas câmeras da linha HERO11 Black, que apresentam sensor maior (oferecendo a mais alta resolução), vídeo colorido de 10 bits, novo campo de visão “HyperView” ultra-amplo, estabilização de vídeo HyperSmooth 5.0, trava de horizonte total em 360 graus e bateria Enduro de alto desempenho.Essas três novas câmeras da linha HERO11 Black também levam o serviço de assinatura da GoPro para um novo nível com o envio automático de vídeos de destaques no celular. E já em 2023, a GoPro apresentou a HERO12 Black, câmera com duas telas - painel traseiro conta com 2,27 polegadas, enquanto a frontal, posicionada ao lado da lente, é um pouco menor, com 1,4 polegada - sendo capaz de capturar imagens em alta resolução e vídeos de até 5.3K em até 60 FPS (frames por segundo).
  

O sucesso 
Ajudando o mundo a capturar e compartilhar de maneiras envolventes e empolgantes. Este foi o caminho escolhido pela GoPro para que milhões de aventureiros, esportistas, exploradores e entusiastas amadores tenham a oportunidade de fazer produções cinematográficas e ótimas fotos apenas com uma única e pequena câmera nas mãos. Além de ter sido um produto inovador, explorando um nicho ainda não pensado pelos grandes fabricantes, são os conteúdos compartilhados pelos utilizadores na internet que “espalham” a marca, fazendo assim uma publicidade gratuita e espontânea. E o sucesso pode ser comprovado nas redes sociais (dados de setembro/2023): o canal da GoPro no Youtube possui mais de 10.6 milhões de assinantes. Já no Instagram (conheça essa outra história aqui) a marca realmente brilha com mais de 21 milhões de seguidores.
  

A GoPro também se apoia na produção de conteúdo para impulsionar as vendas. Para isso, disponibiliza aos consumidores o GoPro Studio, um editor de vídeos para usuários das câmeras, cujos principais recursos são a adição de conteúdo multimídia e efeitos aos vídeos, conversão para novos formatos e edição de gravações. Além disso, disponibiliza um aplicativo para controlar a câmera remotamente, reproduzir e compartilhar o conteúdo, ou até mesmo assistir aos “melhores” vídeos no canal GoPro.
  

A evolução visual 
A identidade visual da marca GoPro passou apenas por uma única modernização ao longo dos anos, como mostra a imagem abaixo.
  

Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 2002 
● Fundador: Nicholas Woodman 
● Sede mundial: San Mateo, Califórnia, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: GoPro Inc. 
● Capital aberto: Sim (2014) 
● CEO: Nicholas Woodman 
● Faturamento: US$ 1.09 bilhões (2022) 
● Lucro: US$ 28.8 milhões (2022) 
● Valor de mercado: US$ 534.5 milhões (setembro/2023) 
● Presença global: 100 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 964 
● Segmento: Eletrônicos 
● Principais produtos: Câmeras digitais, filmadoras e acessórios 
● Concorrentes diretos: Sony, Nikon, Canon, Olympus, Polaroid, Toshiba, Apple, Akaso, DJI, TomTom e Garmin 
● Slogan: Be a HERO. 
● Website: www.gopro.com/pt/br/ 

A marca no mundo 
Atualmente a GoPro, líder absoluta de seu segmento no mundo, comercializa sua linha de câmeras e acessórios (suportes, baterias, estojos e iluminação) em mais de 100 países. Em 2022, a empresa vendeu mais de 2.8 milhões de câmeras no mundo inteiro. Segundo dados do setor, a GoPro detém mais de 33% de participação de mercado no segmento de filmadoras de bolso no mercado americano, que são comercializadas em aproximadamente 30 mil varejistas e lojas. 


Você sabia? 
A GoPro também investe em patrocínios de eventos e atletas. Entre os quais já esteve o surfista Kelly Slater. 
O empreendedorismo de Nick Woodman o tornou bilionário antes dos 40 anos, dono de uma fortuna avaliada em US$ 1.3 bilhões na época. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Exame e Isto é Dinheiro), jornais (Valor Econômico, O Globo e Meio Mensagem), sites de tecnologia (TechMundo), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 


Última atualização em 11/9/2023 

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22.10.14

NUTRY


As barras de cereais NUTRY têm como objetivo equilibrar três ingredientes básicos para uma rotina agitada e busca pelo bem estar: ser prática, saudável e saborosa. Por isso a primeira marca de barrinha de cereais do mercado brasileiro investe continuamente em pesquisa e tecnologia para trazer até o consumidor diversos produtos práticos e nutritivos, que são ideais para quem precisa nutrir seu corpo em qualquer momento, em qualquer lugar. NUTRY é a riqueza de frutas, castanhas ou cereais transformadas em alimentos saudáveis e repletos de sabor. 

A história 
Para contar a história da marca NUTRY é preciso voltar um pouco no tempo. Mais precisamente para o ano de 1968 quando no dia 23 de julho Rodrigo Rocha Loures e os sócios Arthur da Silva Leme Netto e Marcos Hauer fundaram a Nutrimental em uma antiga fazenda em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. A nova empresa tinha como missão produzir alimentos processados focados no combate à má nutrição infantil, como por exemplo, feijão pré-cozido desidratado. Com esse enfoque, a Nutrimental se tornou fornecedora de merendas para escolas públicas em todo o Brasil. Mas um navegador mudaria os rumos da empresa. Isto porque, em 1984, o velejador Amyr Klink, ao fazer sua primeira travessia atlântica, fez um pedido para a empresa: ele necessitava de alternativas de alimentos leves, saudáveis e compactos, capazes de sustentá-lo no mar por mais de 100 dias. Foi um enorme desafio para a equipe de nutricionistas encontrarem soluções que correspondessem à dieta de um atleta. Mas eles conseguiram. E isso incluía barras de cereais.
  

No início da década de 1990 o governo cancelou o programa de compra de merenda escolar unificado. A venda de alimentos para o governo representava 70% dos negócios da empresa. A Nutrimental quase quebrou. Mas a salvação veio da barrinha de cereal, que, naquela época, era um produto de nicho no mercado brasileiro. A primeira barra foi criada pelo filho de um dos fundadores, Rodrigo Santos da Rocha Loures, em meio a uma tentativa de lançar um alimento “sustentável”, usando castanhas da Amazônia através de uma aliança com cooperativas de seringueiros que viviam da extração, durante a realização da ECO-92 (Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento) no Rio de Janeiro. A tecnologia para fazer essas barras de cereais derivou de uma evolução das pesquisas feitas para fazer a merenda seca que Amyr Klink consumiu nas suas viagens marítimas.
   

Foi então que, no ano de 1992, as barras de cereais foram lançadas no mercado com a marca Chonk. E se tornou o primeiro projeto brasileiro de desenvolvimento sustentável, utilizando produtos amazônicos em uma ação de responsabilidade social. Inicialmente as vendas foram extremamente fracas, muito em virtude do errôneo posicionamento adotado: uma “guloseima saudável infantil” que competia com chocolates. Dois anos mais tarde, foi totalmente reposicionada no mercado, a formulação aprimorada e a marca passou a se chamar oficialmente NUTRY. Neste primeiro momento as barras de cereais foram direcionadas para um nicho de mercado caracterizado pelas preocupações com a saúde, especialmente esportistas e praticantes de atividades físicas.
   

Nos anos seguintes, além do lançamento de sabores inovadores e da primeira Barra de Cereal Diet do mercado (1999), cuja formulação era adequada para diabéticos, pois continha açúcares naturalmente provenientes dos ingredientes, os produtos da marca foram promovidos na mídia para pessoas que se preocupavam com a qualidade de vida, buscavam uma alimentação saudável e possuíam estilo de vida dinâmico. E aos poucos NUTRY foi conquistando importante participação de mercado. Além disso, a marca lançou novas linhas de produtos, como por exemplo, a NUTRY FRUITY BAR (barras que misturavam cinco cereais - trigo, aveia, arroz, milho e cevada - linhaça e cereal integral, além de um delicioso recheio de fruta) em 2004; e NUTRY SOY, barras de soja com 7 g de proteína de soja.
  

Já líder de mercado na categoria de barras de cereais, em 2007 a NUTRY ampliou suas opções de sabores e portfólio de produtos com o lançamento de três novas linhas: a primeira barra de cereal Premium do mercado (no sabor amêndoas com chocolate), as barras de frutas (cujo diferencial era a presença de pedaços de frutas naturais com uma cobertura de chocolate light, nos sabores banana light, ameixa com banana light e castanha com cupuaçu) e cereal matinal (nos sabores morango com chocolate, chocolate, banana e nuts - combinação de avelã, castanha e nozes pecã), cuja crocância era garantida por mais tempo. A linha de barras de frutas continha uma novidade: uma tecnologia exclusiva e patenteada (Nutropi) capaz de preservar as características reais da fruta, valorizando assim o sabor. Depois de lançar novos sabores na linha de barra de fruta (laranja e morango), em 2010 a marca ingressou em uma nova categoria de produto com a AVEIA NUTRY (disponível em Flocos Grossos e Flocos Finos). Em 2011, apresentou mais uma opção saudável com o lançamento do NUTRY FLOCOS DE CEREAIS, com três tipos de cereais integrais (trigo, aveia e cevada) e 30% menos sódio.
   

No início de 2013, ao completar 20 anos de mercado, a NUTRY apresentou uma nova identidade visual e novas embalagens. Além disso, a linha de produtos também passou a contar com novos nomes e características. A marca manteve uma linha regular, que são os sabores mais vendidos na categoria: aveia, banana e mel; avelã com chocolate; bolo de chocolate e morango com chocolate. Já a linha clássica passou a se chamar MUITO MAIS, desenvolvida com cereais selecionados e 10 vezes mais fruta em relação às barras comuns. A linha de barras de fruta virou NUTRY FRUTA. E a linha NUTRY RECHEADOS, apresentou embalagens que destacavam o sabor, crocância e saudabilidade dos produtos.
   

Outra novidade foi o lançamento em 2014 da linha de barras NUTRY NUTS, feita com ingredientes em pedaços grandes, visíveis, reconhecidamente saudáveis e cujo mix era constituído de amendoim, castanha de caju, amêndoa e nozes pecan, uma mistura de grãos e de pedaços grandes das sementes envolvidos por uma saborosa calda. A nova linha estava disponível nos sabores damasco, morango com gotas de chocolate e sementes - que além do mix de nuts, possuía chia, flocos de quinoa, flocos de amaranto, gergelim, girassol e linhaça. Em 2015, a marca lançou uma grande e criativa campanha batizada de “Nutry Labs”, que chegou a ser inclusive destaque internacional, e na qual uma equipe de “agentes” invadia escritórios e em busca de uma melhor alternativa de alimentação para os consumidores, trocava todas as junk foods por produtos saudáveis, como nuts, cookies e cereais matinais da marca.
   

Ainda em 2015, foram lançados os cookies integrais em três deliciosos sabores: Castanha do Pará e Uva Passa, Granola e Mel e Avelã com Cacau. Pouco depois, em 2016, como a NUTRY sempre incentivou a prática de atividades físicas, e para auxiliar na nutrição e performance de seus consumidores foi lançada no mercado a barra de proteínas NUTRY NPROTEIN. No ano de 2019, após considerar uma oportunidade de mercado, a marca desenvolveu e lançou a linha NUTRY CEREAL ZERO, barras sem adição de açúcares e com baixo teor de sódio e de gorduras, com o objetivo de fazer parte das dietas com restrição de calorias. Em 2020, a marca inovou mais uma vez ao lançar NUTRY NUTS GOURMET, uma linha de barras levemente salgadas e cujos ingredientes estão presentes na culinária do mundo todo, como limão-siciliano, pimenta-preta, mostarda, mel, cúrcuma e páprica.
   

Entre as novidades mais recentes da marca, lançadas em 2022, estão as linhas CRISPY PROTEIN BAR (barra com 9 g de proteína que garante uma experiência sensorial diferenciada, ao mesmo tempo leve e crocante ao paladar, com três diferentes sabores, Chocolate ao Leite, Cookies & Cream e Pasta de Amendoim) e WHEY PROTEIN BAR (elaborada com um blend de 12 g de proteína por barra, o que a torna mais macia, trazendo muito sabor), além de versões sensoriais na linha de barras de cereais, com os sabores Cookies & Cream e Cappuccino, e também nas barras nuts, com os sabores Caramelo com Toque de Sal na linha regular e Frutas Silvestres na linha zero. E as novidades não param por aí: a NUTRY ingressou na categoria de bananinhas, com versões com e sem açúcar.
  

A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por grandes reformulações ao longo dos anos. A primeira remodelação ocorreu em meados da década de 2000, quando o logotipo se tornou mais complexo e com nova tipografia de letra e combinação de cores. Em 2013, a marca apresentou um novo design e visual para seu logotipo, que passou a ser oval e adotou novas cores, muito mais impactante aos olhos dos consumidores. A atual identidade visual da NUTRY foi apresentada em 2019, junto com seu novo posicionamento - Nutra o que te move - que passou a compor o logotipo. Apesar de manter o formato oval, o logotipo se tornou chapado e adotou uma nova tipografia de letra e novas cores (branco e azul-escuro). Esse logotipo é bastante versátil na aplicação, principalmente nas embalagens, onde adquire várias cores dependendo das linhas e dos produtos.
   

Os slogans 
É barra! (2020) 
Nutra o que te move. (2019) 
É mais que sabor, é qualidade que Nutry. (2015) 
Mais que sabor, qualidade que Nutry. (2013) 
Eu Quero Viver Bem. (2011) 
Deliciosamente saudável. (2009) 
Viva com gosto. (2008) 
Quem se ama se Nutry.
  

Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Lançamento: 1994 
● Criador: Nutrimental 
● Sede mundial: São José dos Pinhais, Paraná, Brasil 
● Proprietário da marca: Nutrimental S.A. Indústria e Comércio de Alimentos 
● Capital aberto: Não 
● Presidente: João Guilherme Brenner 
● Faturamento: R$ 180 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: Não (presente somente no Brasil) 
● Segmento: Alimentos 
● Principais produtos: Barras de cereais, barras de proteínas e aveias 
● Concorrentes diretos: Quaker, Kellogg’s, Nestlé, Kobber, Ritter, Linea, Trio e Hart’s Natural 
● Slogan: Nutra o que te move. 
● Website: www.nutry.com.br 

A marca no Brasil 
Atualmente a NUTRY, uma marca da Nutrimental, que desde sua fundação mantém o compromisso de investir na pesquisa e no desenvolvimento de tecnologias para o setor alimentício, comercializa em todo território nacional (está presente em 60 mil pontos de venda) sua completa linha de snacks on the go, que inclui barras de cereais, barras de frutas, barras de proteínas, aveias e flocos de cereais. NUTRY é a marca de barra de cereal mais lembrada, mais considerada na hora da compra e a preferida de 49% dos consumidores no Brasil. Hoje as barrinhas de cereais NUTRY, com 30,7% do mercado em valor (Nielsen), respondem por aproximadamente 60% dos negócios da empresa, cujo faturamento estimado é superior a R$ 300 milhões. 

Você sabia? 
A NUTRY oferece aproximadamente 25 sabores deliciosos de barras de cereais, frutas e proteínas. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Exame e Época Negócios), jornais (Meio Mensagem e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (BrandAnalytics e Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 21/7/2022 

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16.10.14

MANGO (MNG)


Lojas nas mais badaladas e importantes cidades do mundo. Uma infinidade de roupas e acessórios para mulheres, homens e crianças. Conceito fast-fashion (diversas coleções ao ano que se esgotam rapidamente, em função dos preços acessíveis). Eficiente sistema de distribuição para sua enorme rede de lojas. Imagem da marca associada a grandes celebridades, como por exemplo, a modelo Kate Moss e a atriz Scarlett Johansson. Esses são os segredos do enorme sucesso da rede espanhola MANGO. 

A história 
Tudo começou quando Isak Andic Ermay, nascido na cidade de Istambul na Turquia e ainda um adolescente, imigrou com sua família em 1968 para Barcelona na Espanha. Começou sua trajetória pelo mundo da moda em 1972 ao vender para uma loja da cidade quatro blusas bordadas à mão na Turquia e revendidas pelo dobro do preço. Depois, juntou-se ao irmão mais novo, Nahman, e começou a aceitar encomendas: traziam roupas da Ásia, incluindo casacos bordados no Afeganistão, que vendiam em lojas de Barcelona, Madri e outras cidades espanholas até que, em 1973, resolveu abrir uma acanhada barraca em um pequeno mercado da Rua Balmes, na cidade catalã. O negócio prosperou. Isak comprou o primeiro carro e passou a usar o porta-malas para acomodar o estoque. Ele viajava pela Espanha vendendo suas roupas para lojas multimarcas. Com isso, juntou dinheiro para o passo seguinte: deixar a rua e alugar uma loja. Em dez anos abriu 100 lojas.


Seu futuro, assim como de seus negócios, começou a mudar em 1984 quando ele adotou uma nova visão de como vender moda. Era o surgimento da primeira loja da MANGO, que vendia apenas roupas femininas e estava localizada em Paseo de Gracia na cidade de Barcelona. Um fato curioso sobre o nome da marca. Se Isak não tivesse viajado até às Filipinas, a MANGO poderia chamar-se Bubbles ou Scooter, os dois nomes que já tinha registado. Foi durante uma viagem de férias ao país asiático, no início dos anos de 1980, que pela primeira vez comeu uma manga. E decidiu usar o nome desta fruta tropical em sua nova marca de roupa. A ideia original da nova loja baseava-se na criação de coleções de moda feminina que explorassem uma estética urbana. A ideia foi um verdadeiro sucesso.


No ano seguinte, já contando com cinco lojas em Barcelona, a rede inaugurou uma unidade na cidade de Valencia, iniciando assim sua expansão nacional. Já em 1988, a empresa, então com 13 lojas, melhorou seu sistema de gestão de estoque, produção logística e distribuição, que adotou o conceito Just-In-Time (produção em função da demanda de mercado). Também foram definidos os conceitos de produtos, ambientação das lojas, qualidade, preço e imagem da marca. Em 1992, além de inaugurar sua centésima loja em solo espanhol, a MANGO iniciou sua expansão internacional com a abertura de duas unidades em Portugal e, pouco depois, na França. Nos anos seguintes a empresa iria inaugurar lojas em vários países da Europa. Essa forte expansão fez com que, em 1997, o volume de negócios no exterior superasse pela primeira vez o nacional. Este ano também foi marcado pela inauguração de uma moderna loja-conceito em Paris. Nesta época, o forte crescimento da MANGO, transformou a empresa na segunda maior exportadora espanhola do segmento têxtil, atrás somente da rival Zara.


O ano 2000 teve início com a inauguração de uma loja âncora em plena Oxford Street, na cidade de Londres. A MANGO também expandiu seus negócios ao lançar seu comércio eletrônico de forma pioneira neste setor. Pouco depois, em 2002, com 630 lojas em 70 países, a empresa segue com sua expansão internacional em novos mercados, como por exemplo, Austrália, China, Itália e Tunísia. Além disso, em colaboração com a Puig, a marca lançou no mercado seus primeiros perfumes femininos. Em 2005 inaugurou a primeira loja MANGO TOUCH, que vende exclusivamente acessórios, de sapatos e bolsas até cintos, guarda-chuvas, óculos de sol, chapéus, luvas, cachecóis e porta cartões. No ano seguinte iniciou sua incursão pelo mercado americano com a inauguração de lojas nas cidades de Costa Mesa, Chicago, Dallas, Los Angeles, Orlando e San Francisco. Além disso, celebrou seu primeiro desfile no emblemático edifício Palau de la Música Catalana, em Barcelona, e lançou o El Botón - Mango Fashion Awards, considerado hoje o maior prêmio internacional para estilistas jovens do mundo.


O ano de 2007 foi recheado de acontecimentos marcantes: inauguração do El Hangar Design Center (centro “nervoso” de criação da empresa, onde trabalham atualmente mais de 600 profissionais), abertura de uma loja âncora no badalado bairro nova-iorquino do SoHo e o início da colaboração com outros estilistas e celebridades para a criação de coleções limitadas. Em 2008 a empresa expandiu seus negócios com o lançamento da H.E. by MANGO (onde H.E. é uma abreviação da expressão latina Homini Emerito), lojas especializadas em roupas e acessórios para o público masculino. No ano seguinte, como forma de enfrentar a forte crise econômica mundial, a marca espanhola lançou um novo conceito em suas lojas ao redor do mundo: THINK UP, onde eram oferecidas aproximadamente 90 peças a preços especiais. Em 2011 a MANGO apresentou sua coleção Outono/Inverno pela primeira vez internacionalmente no Centre George Pompidou em Paris. Além disso, como forma de enfrentar a crise econômica na Europa, a empresa se focou na inauguração de muitas lojas em países emergentes, como a China e a Rússia.


Nos últimos anos, além de incrementar sua presença em mercados importantes com a inauguração de muitas lojas e lançar o conceito de megastores, a empresa expandiu seus negócios com o lançamento da MANGO KIDS (linha de roupas e acessórios dirigidos a crianças de 3 a 12 anos de idade, que inclui alguns best-sellers da coleção feminina adaptados às meninas, denominados “mini-me”), lançada em 2013; da linha SPORT & INTIMATES (com roupas femininas esportivas para a prática de ginástica, corridas e ioga, além de lingeries), lançada em 2013; da MANGO PREMIUM (linha feminina com melhor qualidade de tecidos, acabamentos, design e preço mais elevado); da VIOLETA by MANGO (coleção com roupas plus-size nos tamanhos 40 a 52), introduzida em 2014; e de uma linha exclusivamente direcionada para jovens entre 14 e 20 anos. Além disso, em janeiro de 2015 a empresa anunciou o lançamento da MANGO BABY (linha de roupas para bebês até dois anos).


Ao longo desses anos a MANGO disseminou seu estilo particular de confeccionar blusas, vestidos, calças, jaquetas, camisetas, entre outras peças, sempre aliando originalidade nos desenhos e cortes, qualidade no processo produtivo e coerência conceitual, voltando suas produções às mulheres ou homens urbanos e descolados, mas que não abrem mão de ter um estilo diferenciado. Outro fator de sucesso é a constante associação da MANGO com celebridades, quer seja através da criação em conjunta de coleções limitadas ou em suas campanhas de marketing e publicidade. Por exemplo, na Espanha, a marca ficou extremamente associada à imagem da modelo Claudia Schiffer, que estreou campanhas entre 1992 e 1995. Ainda nesta década modelo como Naomi Campbell, Christy Turlington e Eva Herzigova estamparam seus catálogos ou apareceram em campanhas publicitárias. A partir de 2000 a MANGO associou sua imagem à modelos como Maja Latinovic, Inés Sastre, Karolina Kurkova e Milla Jovovich. E mais recentemente celebridades como Elizabeth Hurley, Lauren Hutton, Penélope Cruz, Scarlett Johansson e Kate Moss não somente associaram suas imagens à marca como também colaboraram com a criação de coleções.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por apenas uma grande modificação ao longo dos anos. A alteração ocorreu em 2011 com a adoção de uma nova tipografia de letra, mais afinada e sofisticada, mas sem deixar de ser moderna.


Dados corporativos 
● Origem: Espanha 
● Fundação: 1984 
● Fundador: Isak e Nahman Andic 
● Sede mundial: Palau de Plegamans, Barcelona, Espanha 
● Proprietário da marca: Mango MNG Holding, S.L. 
● Capital aberto: Não 
● Chairman: Isak Andic Ermay 
● CEO: Enric Casi 
● Faturamento: €1.85 bilhões (2013) 
● Lucro: €120.5 milhões (2013) 
● Lojas: 2.700 
● Presença global: 109 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 11.200 
● Segmento: Moda 
● Principais produtos: Roupas e acessórios 
● Concorrentes diretos: Zara, Desigual, H&M, C&A, Topshop, Forever 21 e GAP 
● Website: www.mango.com 

A marca no mundo 
Atualmente a MANGO possui mais de 2.700 lojas espalhadas por 109 países ao redor do mundo, emprega 11.200 pessoas e, em 2013, faturou €1.85 bilhões. A empresa também vende online para países da Europa, Estados Unidos, Canadá, Turquia, Rússia, China, Japão e Brasil. A MANGO lança anualmente mais de 2.500 itens e vende aproximadamente 150 milhões de peças. Sua rede de lojas é alimentada por centros logísticos que enviam mais de 40 mil peças por hora. Mais de 83% das vendas da empresa são feitas fora da Espanha. 

Você sabia? 
O El Hangar Design Centre é o maior centro de design da Europa, com 14.000 m². Aqui são criados os conceitos, inovações, coleções e os modelos de roupas que vão ser produzidos em grande escala na Ásia ou no norte da África. 
A marca opera em alguns mercados com outros nomes. Por exemplo, nos Estados Unidos a marca é conhecida como MNG by Mango. Já no Brasil, onde a marca chegou a ter três lojas, fechadas em virtude da crise econômica que afetou drasticamente a Espanha, era conhecida apenas como MNG BARCELONA. A partir de 2012, mesmo que de forma tímida, a marca voltou a vender no Brasil através da loja virtual Daifiti. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Isto é Dinheiro), jornais (Valor Econômico), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 16/10/2014

1.10.14

CESSNA


Para viagens curtas, trabalhos no campo, transportes de cargas, deslocamentos rápidos ou viagens longas com extremo conforto e segurança, a CESSNA oferece diferentes tipos de aeronaves para atender todas as necessidades de seus clientes. A companhia americana é uma das maiores do setor de aviação executiva e tem quase 90 anos de uma rica e inovadora história transportando milhões de exigentes passageiros. 

A história 
A criação da empresa remonta a Clyde Vernon Cessna, um agricultor da cidade de Rago, estado do Kansas, nascido e criado em uma fazenda, que logo demonstrou aptidão natural para a mecânica ao melhorar máquinas agrícolas e desenvolver novos métodos de cultivo. Seu interesse por aviões começou em 1910, após visitar uma exposição aérea em Kansas. A paixão o levou a se mudar para a cidade de Nova York, onde trabalhou durante um curto período na Queen Aeroplane Company. Pouco depois, em 1911, Clyde começou a construir o seu primeiro avião, batizado de Silverwing. O monoplano, feito com abeto (muna espécie de árvore conífera) e linho, utilizava um motor de barco modificado de 1.050 rpm. Após cair na primeira tentativa, ele teve um lampejo de esperança em sua 13º tentativa, depois de voar por um curto período antes de colidir com algumas árvores. Finalmente no mês de junho ele conseguiu realizar seu primeiro voo bem sucedido. E ganhou o apelidado de “Birdman of Enid”, após voar por 5 milhas (cerca de 8 quilômetros) com um pouso bem-sucedido em dezembro. Entre os anos de 1912 e 1915 ele projetou vários aviões monoplanos, todos impulsionados por um motor Anzani Radial de 6 cilindros. Durante esse período, ele se apresentou em várias feiras e eventos comemorativos, angariando assim uma boa grana. Além disso, Clyde Cessna se tornou o primeiro homem a construir um avião e sobrevoar o Rio Mississippi e as Montanhas Rochosas.


Já em 1916, adquiriu um edifício para iniciar a construção de uma nova aeronave para a temporada do ano seguinte. Sua fábrica também serviu para abrigar uma escola de aviação que ele fundou. Porém, quando os Estados Unidos declaram guerra em abril de 1917, Clyde foi forçado a retornar para sua casa no Kansas, retomando provisoriamente suas funções na fazenda da família. Com o término do conflito mundial, em 1924, o ambicioso Clyde firmou parceria com Lloyd Stearman e Walter Beech para formar a Travel Air Manufacturing Co., uma empresa que atuava na fabricação de aviões biplanos. Apesar da empresa rapidamente se tornar uma das principais fabricantes de aeronaves dos Estados Unidos, chegando a produzir 46 aviões em 1926, Cessna e Beech começaram a discordar sobre os tipos de aeronaves a ser produzidos, já que Clyde tinha preferência por monoplanos, mas Beech insistia em biplanos. Essa discordância fez com que Clyde deixasse a empresa e começasse a trabalhar em uma aeronave com quatro lugares, monoplano e equipada com um motor Anzani de 120hp, que ele batizou de “Comet”. Finalmente no dia 7 de setembro de 1927, juntamente com Victor H. Roos, ele fundou a Cessna-Roos Aircraft Company, que iria enveredar pelo segmento da fabricação de aeronaves monoplanos. Pouco depois, no dia 22 de dezembro, o secretário de estado aprovou a mudança de nome da empresa para CESSNA AIRCRAFT COMPANY.


O primeiro avião da empresa, batizado de CESSNA A-SERIES, foi entregue no dia 28 de fevereiro de 1928 para Edwin A. Link da cidade de Pittsburgh, na Pensilvânia, que pagou US$ 6.500 pela aeronave. No dia 1 de novembro deste mesmo ano, saiu da linha de produção da empresa o MODEL CW-6, primeiro CESSNA com capacidade para seis passageiros. Apesar do enorme sucesso de novos modelos, a Grande Depressão que assolou os Estados Unidos forçou a empresa a fechar as portas em 1931. Pouco depois, em 1934, seu sobrinho Dwane Wallace ajudou a recuperar a empresa e com a aposentadoria do tio no ano de 1937 assumiu o comando dos negócios. Foi neste mesmo ano que a empresa lançou seu primeiro hidroavião, o C-37. Após a Segunda Guerra Mundial, em 1947, a empresa iniciou a produção dos modelos 190 e 195, com capacidade para 5 passageiros e primeiras aeronaves da CESSNA com fuselagem totalmente de metal. Ainda neste ano apresentou o CESSNA 170 que juntamente com outras iterações, como por exemplo, o modelo 172 SKYHAWK, introduzido em 1956, tornou-se o monomotor mais vendido da história. O mote de publicidade utilizado pela CESSNA nesta época era o fato de ter treinado mais pilotos que qualquer outra empresa deste setor. Foi também em 1956 que ocorreu o lançamento do CESSNA 182 SKYHAWK, um monomotor com capacidade para quatro pessoas, que se tornou o segundo avião mais popular da empresa, atrás apenas do CESSNA 172.


O primeiro modelo do Skymaster a ser produzido foi o 336, que tinha trem de pouso fixo, dois motores instalados na fuselagem, um no nariz e outro na parte traseira, e voou pela primeira vez no mês de fevereiro de 1961. Entrou em produção em maio de 1963 e ficou no mercado por apenas um ano, com 195 exemplares vendidos. Esse modelo foi substituído pelo CESSNA 337 Super Skymaster, maior, mais potente, com trens de pouso escamoteáveis e uma tomada de ar dorsal para o motor traseiro. Posteriormente, a empresa denominou o modelo simplesmente como Skymaster, retirando o “Super”. Essa aeronave entrou em produção em 1965 e permaneceu na linha de fabricação até 1982, com um total de 2.993 aviões comercializados, incluindo um modelo para uso militar.


No final da década de 1960, os engenheiros e demais executivos da CESSNA identificaram a demanda para criar e fabricar em larga escala uma aeronave para ocupar um espaço que a empresa considerava praticamente vago no mercado aeronáutico mundial, o de jatinhos executivos de pequeno porte (com menos de 5.500 kg de peso máximo de decolagem), com asas retas, motorização turbofan (motor a reação utilizado em aeronaves projetadas especialmente para altas velocidades de cruzeiro, que possui um excelente desempenho em altitudes elevadas), com capacidade para 8 passageiros e capaz de operar em aeroportos já servidos por aviões bimotores turboélice. O protótipo do primeiro modelo desta família voou em 15 de setembro de 1969. Apresentando oficialmente em 1971 e originalmente batizado de Citation 500, antes que a CESSNA o denominasse CITATION I, foi um dos primeiros jatos executivos leves disponíveis no mercado a serem motorizados com reatores do tipo turbofan. Foi um grande sucesso de vendas e a sua produção durou até 1985. Porém, a pedido de clientes, a partir de 1977 a empresa passou a fabricar o CITATION II, com fuselagem alongada para transportar confortavelmente sete ou oito passageiros e com espaço reservado para uma pequena galeria para refeições rápidas e bebidas. Esses dois modelos abriram caminho para a formação da maior linha de jatos executivos do mundo.


No início da década de 1980, percebendo claramente a existência de uma lacuna no mercado da aviação, a empresa iniciou o desenvolvimento do CESSNA CARAVAN, um turboélice de asa alta, que rapidamente despertou a atenção e o interesse da empresa de transporte de carga aérea Federal Express (Fedex), o primeiro grande cliente deste modelo. Lançado em 1984, nos anos seguintes essa aeronave seria utilizada com frequência em mais de 60 países para transporte executivo de passageiros, transporte de cargas, uso militar no transporte para regiões de difícil acesso e transporte regional de passageiros, já que acomoda de 9 a 14 pessoas. A empresa ao ser adquirida pela General Dynamics Corporation em 1985, interrompeu a produção de aviões de motor a pistão no ano seguinte devido à falta de confiabilidade dos componentes. Em 1992, a Textron Inc., empresa americana que controla fabricantes de aeronaves civis e militares, comprou a CESSNA e rapidamente retomou a fabricação de jatos executivos. Em 2004, a empresa lançou o monomotor mais veloz do mundo: o CESSNA 400, uma excelente opção para quem necessita de leveza, rapidez, conforto, rápido acesso as informações e não abre mão de ter um CESSNA. Em 2006 a empresa inaugurou uma fábrica na cidade mexicana de Chihuahua, responsável por produzir partes e equipamentos para a linha de jatos executivos Citation.


Em 2005 a empresa lançou um verdadeiro sucesso de vendas: o CITATION MUSTANG, um moderno jato executivo que acomoda até cinco ocupantes, oferece um custo operacional baixo devido ao eficiente consumo de combustível, sendo ideal para deslocamentos executivos, pois possui alcance superior a 2.100 km, decola no peso máximo em pistas curtas com apenas 950 metros de comprimento e possui um teto operacional de 41.000 pés. Nos anos seguintes a CESSNA investiu em lançamentos luxuosos como o novo CITATION X+ (2010), uma moderníssima aeronave com capacidade para 12 passageiros, considerada o jato executivo mais rápido do mundo ao atingir uma velocidade máxima de 990 km/h a 15.500 metros de altitude; e o CITATION LONGITUDE (2012), um moderno jato para 12 passageiros com alcance 7.408 km, capaz de realizar voos diretos entre São Paulo e Miami ou Nova York e Paris com conforto, alta tecnologia e a segurança.


No dia 27 de agosto de 2014 a empresa atingiu uma marca histórica: entregou o avião monomotor a pistão de número 10.000, produzido na fábrica de Independence, que entrou em operação no mês de julho de 1996, próxima à sua sede em Wichita, no estado do Kansas. O avião, modelo Cessna Skyhawk, foi entregue junto com outros dois aparelhos semelhantes para a universidade aeronáutica Liberty, para uso no treinamento de alunos. O Cessna Skyhawk tornou-se a plataforma de formação padrão global e ganhou a reputação por oferecer a melhor combinação de características modernas, incluindo o sistema G1000 e confiabilidade comprovada. O modelo é produzido desde 1956 e já ultrapassou a marca de 48.000 aviões fabricados.


A evolução visual 
A identidade visual da marca CESSNA passou por grandes e radicais alterações ao longo dos anos. Inicialmente com o nome da marca constituindo a fuselagem de um avião e utilizando as cores cinza e verde, a identidade visual adotou as cores vermelha e azul na década de 1970 e no início dos anos de 1990 foi criado o atual logotipo.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 7 de setembro de 1927 
● Fundador: Clyde Vernon Cessna 
● Sede mundial: Wichita, Kansas 
● Proprietário da marca: Cessna Aircraft Company 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Textron Aviation Inc.) 
● CEO: Scott Ernest 
● Faturamento: US$ 2.78 bilhões (2013) 
● Lucro: - US$ 48 milhões (2013) 
● Aviões entregues: 464 unidades (2013) 
● Presença global: 100 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 8.500 
● Segmento: Aeronáutico 
● Principais produtos: Aviões monomotores, turboélices e jatos executivos 
● Concorrentes diretos: Embraer, Gulfstream, Bombardier, Piper Aircraft e Dassault Aviation 
● Ícones: A família de jatos Citation 
● Website: www.cessna.com 

A marca no mundo 
Atualmente a CESSNA oferece aproximadamente 20 modelos de aviões turboélices, monomotores e jatos executivos que são vendidos em 100 países ao redor do mundo. Com 8.500 funcionários e faturamento de US$ 2.78 bilhões, em 2013 a empresa vendeu 464 aviões, dos quais 139 jatos executivos. A empresa possui 4 fábricas localizadas em Wichita e Independence, estado do Kansas; Columbus, na Geórgia e Chihuahua, no México. Em quase 90 anos de história a CESSNA já produziu mais de 155.000 aviões monomotores a pistão, 2.200 aeronaves turboélice, 1.000 aviões militares e outros 6.600 jatos executivos do modelo Citation, a maior frota desta categoria em operação no mundo. 

Você sabia? 
Clyde Cessna faleceu no dia 20 de novembro de 1954, aos 74 anos, e mesmo não estando mais no comando da empresa que criou desempenhou um papel vital no desenvolvimento da aviação mundial. 
Em 1951 a brasileira Ada Rogato a bordo de um CESSNA 140-A voou 51 mil quilômetros, percorrendo as três Américas, um trajeto que levou aproximadamente 6 meses. 
Foi um Cessna Citation XLS+, jato executivo de porte médio com duas turbinas e capacidade para 9 passageiros, que caiu no dia 13 de agosto de 2014 na cidade de Santos, litoral paulista, matando o candidato a presidência da república Eduardo Campos. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Exame e Isto é Dinheiro), jornais (Valor Econômico), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 1/10/2014