16.5.06

WALMART


O WALMART é a maior empresa do mundo, levando-se em conta o faturamento, e uma das maiores empregadoras privadas. Como um empório interiorano se transformou na maior e mais influente empresa do mundo? A resposta é um senhor caipira que atendia pelo nome de Sam Walton. Fazer compras e – por que não? – almoçar ou tomar um café, revelar fotos, passar na farmácia e abastecer o carro. Resolver tudo num lugar só é fácil para quem frequenta o WALMART. Uma marca que deveria ser admirada no mundo inteiro. Mas não é. Seu canibalismo no mercado, levando empresas tradicionais a falência devido a sua feroz e implacável concorrência, fizeram com que o WALMART fosse odiado em muitas cidades do mundo. Porém, o WALMART é de qualquer ângulo que se olhe, um fenômeno de dimensões avassaladoras. É mais que um empreendimento. É quase uma religião, cujo princípio fundamental é lucrar muito e sempre. Uma corporação que desperta admiração, temor e espanto. É o preço do sucesso. 

A história 
Samuel Moore Walton nasceu no ano de 1918. Em sua época de estudante jogou futebol americano, foi eleito o rapaz mais versátil e se tornou presidente do corpo estudantil. Formou-se em economia em 1940. Seu sócio e irmão James Walton (apelidado carinhosamente de Bud), formou-se pela academia militar. A primeira experiência dos irmãos nos negócios foi como trainees em uma loja na cidade de Oklahoma, chamada DuPont. Já o primeiro negócio próprio dos irmãos foi uma loja franqueada da rede Ben-Franklin, na cidade de Newport, estado do Arkansas, em 1945. Foi ali, conhecendo seus concorrentes e colocando em prática as compras diretas dos produtores e vendas por preços baixos que eles exerceram seu aprendizado de comerciante. Bud e sua esposa Audie associaram-se a Sam e sua mulher Helen por um ano, até comprarem sua própria loja. O casal Walton transformou a loja, que operava com prejuízos, em uma das maiores unidades da rede Ben-Franklin no estado do Arkansas. Todo esse sucesso teve um preço. Em 1950, o proprietário que alugava o imóvel para o casal pediu-o de volta. Foi então que eles mudaram para Bentonville, uma cidadezinha de hábitos caipiras, encravada no estado americano de Arkansas. Em 1951, o casal passou a administrar uma pequena loja de variedades e de preços baixos chamada WALTON’S 5 & 10. Em seguida, associando-se com o pai e o irmão Bud, seus dois cunhados (Nick e Frank), ele abriu lojas em Little Rock, Springdale e Siloam Springs, no Arkansas, além de outras unidades em Neodesha e Coffeyville, no estado do Kansas.


Em uma década, Sam observou vários outros tipos de negócios, inclusive concorrentes como o K-Mart (na época escrito assim). O conceito da empresa era simples: mercadorias a preços baixos com qualidade e ênfase no auto-serviço. Isto levou Sam a considerar um novo tipo de conceito: as Lojas de Descontos. Foi então, que ele e seu irmão Bud, resolveram fundar uma nova empresa no dia 2 de julho de 1962, com a abertura de sua primeira loja, que vendia produtos não perecíveis, na cidade de Rogers, estado do Arkansas, com o nome de WALMART DISCOUNT CITY (nome sugerido por Bob Bogle, assistente de Sam Walton). Com a inauguração os irmãos colocaram em prática seu conceito de loja de descontos. A primeira unidade tinha 5.000 m² e vendia de tudo, desde confecção para crianças a livros e auto-peças. Os anúncios nos jornais diziam que o WALMART vendia somente artigos de primeira qualidade.


Para conseguir cobrar menos que os concorrentes, “Tio Sam”, como era chamado carinhosamente pelos funcionários, tinha fixação por reduzir custos. Ele proibia despesas com material de escritório, e até seus principais executivos eram orientados a usar canetas recebidas de brinde. Essa preocupação em economizar o máximo possível também se estendia à vida pessoal. Anos depois, apesar de ser um dos homens mais ricos do mundo, andava em uma picape velha, com os pára-choques amassados. Dois anos após sua fundação, a rede já contava com 24 lojas e um faturamento de US$ 12.6 milhões. Em 1968 a rede se expandiu para fora do estado do Arkansas, inaugurando lojas no Missouri (Sikeston) e Oklahoma (Claremore). Em 1970 inaugurou seu primeiro centro de distribuição na cidade de Bentoville encravado no interior do Arkansas. Nesta época a empresa tinha 78 sócios, um total de 32 lojas, cada uma representando uma combinação diferente de capital entre diversos investidores. A família Walton era a maior acionista, mas Sam e Helen estavam muito endividados. Para sair do endividamento resolveram transformar o WALMART em sociedade anônima. O primeiro lote de 300.000 ações foi vendido no dia 1º de outubro de 1970, a US$ 16.50 cada, para aproximadamente 800 acionistas, arrecadando US$ 4.95 milhões.


A estratégia para o crescimento acelerado, adotada daquele momento em diante continuou seguindo a prática anterior. O foco de crescimento se manteve a partir das pequenas cidades, praticamente menosprezadas pelos concorrentes. No ano seguinte a rede já estava presente em cinco estados americanos. Em 1975, ano em que inaugurou sua primeira loja no Texas, inspirado pelos trabalhadores que Sam Walton viu em uma de suas viagens pela Coréia do Sul, foi introduzido o famoso “Walmart Cheer” (o tradicional grito de guerra da empresa) para seus associados, como ele costumava se referir aos seus funcionários. Dois anos depois, com 195 lojas e vendas de US$ 678.4 milhões, ocorreu a primeira aquisição de grande porte: 16 lojas da rede Mohr Value Chain. Na década de 1980, graças ao instinto visionário de Sam, a rede se lançou em novos formatos comerciais, inaugurando o primeiro clube de compras da empresa e o primeiro hipermercado, além de inaugurar suas primeiras lojas na região sudeste, em estados como Georgia, Carolina do Sul e Flórida. Ao completar 25 anos, em 1987, a rede já contava com escritório para controlar o estoque, vendas e enviar comunicação instantânea para suas 1.198 lojas, que alcançavam vendas de US$ 15.9 bilhões e empregavam 200.000 pessoas.


Nos anos seguintes a empresa teve um ritmo de crescimento impressionante nos Estados Unidos, abrindo unidades em vários estados, e se tornando, em 1990, a rede número 1 do mercado americano. Em 1991, a rede iniciou sua expansão internacional com a inauguração de uma loja na Cidade do México. No ano seguinte ingressou no mercado de Porto Rico e alcançou vendas superiores a US$ 1 bilhão em uma única semana. Pouco depois, investiu na América do Sul ao inaugurar, em 1995, as primeiras unidades na Argentina e no Brasil. Em 1996 foi a vez de ingressar no mercado chinês, e, pouco depois, em 1999, no mercado britânico ao comprar o Grupo ASDA por US$ 10 bilhões. Em novembro de 2002, no dia anterior ao feriado de Ação de Graças, conhecido como Thanksgiving Day, a empresa registrou a maior vendagem em um único dia na história dos Estados Unidos até então: US$ 1.43 bilhões. Era a confirmação da transformação da empresa em um verdadeiro gigante do varejo. Nos anos seguintes esse gigante não sossegou: cresceu no mercado internacional, ampliou lojas nos Estados Unidos e viu suas vendas dispararem como nunca. Além disso, recentemente, iniciou uma diversificação nos formatos das lojas, como por exemplo, o WALMART TO GO, que mistura uma mercearia com loja de conveniência.


A imagem de rede que vende barato é o pilar único do grupo - e isso sustentou um dos slogans mais famosos e reconhecidos da história do varejo. Esse é também o mote do atual slogan, com um adendo: a qualidade de vida. Em 2007, a rede retirou o famoso “Always Low Prices” e introduziu o “Save Money. Live Better”. Traduzindo: você pode viver melhor gastando menos - exatamente a linha de pensamento que está martelando na cabeça dos americanos nos dias de crise.


A linha do tempo 
1978 
Inauguração do WALMART PHARMACY, setor de farmácia da rede dentro de suas lojas. 
Introdução do serviço automotivo e da seção de joias nas lojas da rede. 
1983 
Inauguração no dia 7 de abril na cidade de Midwest City, estado do Oklahoma, do primeiro SAM’S CLUB, uma espécie de clube de descontos onde o usuário precisava se tornar membro para poder efetuar suas compras. Atualmente, essa divisão, que responde por mais de 13% do faturamento da rede (US$ 58 bilhões em 2014), possui somente nos Estados Unidos mais de 600 unidades com mais de 47 milhões de membros. Em algumas localidades vende também gasolina através de postos próprios. Hoje em dia são mais de 650 lojas nos Estados Unidos, Brasil, Porto Rico, China e México. 
Introdução do One-Hour Photo (revelação de fotos em 1 hora) nas lojas da cidade de Tulsa em Oklahoma. 
1987 
Fundação do WALTON INSTITUTE, para treinamentos gerenciais. 
1988 
O primeiro WALMART SUPERCENTER (hipermercado), com 36 departamentos, abre suas portas na cidade de Washington, proporcionando o conforto de fazer compras em um só lugar. Suas enormes lojas, que tem em média 9.104.5 m², vendem uma ampla variedade de produtos, encontradas nas unidades normais da rede, além de produtos de jardinagem, farmácia, pet-shop, ótica, revelação de foto, celulares, salão de beleza, praça de alimentação, serviços financeiros como caixas automáticos e, em algumas unidades, venda de gasolina e serviços automotivos. Atualmente, somente nos Estados Unidos, existem mais de 4.500 lojas nesse modelo. 
Nesta época, 90% das lojas já possuíam código de barras em todos os produtos. 
1991 
Introdução de sua primeira marca própria com o lançamento do refrigerante SAM’S CHOICE, produzido pela Cott Beverages exclusivamente para a rede. 
1993 
Introdução de outra marca própria chamada GREAT VALUE composta por uma linha de produtos de mercearia com mais de 350 itens. Logo, a marca se tornou conhecida por sua inovação, introduzindo no mercado produtos como leite em pó sem lactose, suco de laranja sem açúcar (para dietas de baixa caloria) e molho de peru para microondas. Essa marca própria é composta hoje em dia por mais de 1.300 produtos e fatura aproximadamente US$ 6.5 bilhões anuais. Atualmente cerca de 40% dos produtos vendidos em suas lojas são de marcas próprias como a Equate (produtos de cuidados pessoais e de saúde como creme de barbear, xampu, sabonete e até teste de gravidez), Sam’s Choice (marca premium de itens comestíveis), Durabrand (eletrônicos), George (linha de roupas modernas), Faded Glory (linha de roupas clássicas) e Ol’Roy (rações e alimentos para cães). A marca de rações, que possui esse nome em homenagem a raça de cão de caça predileta de Sam Walton, se tornou em 2004 a mais vendida do mercado americano. 
1998 
Lançamento do WALMART NEIGHBORHOOD MARKETS (uma espécie de supermercado de bairro com lojas menores que vendem principalmente alimentos, bebidas alcoólicas e produtos de beleza e farmácia) com a inauguração de sua primeira loja na cidade de Bentonville no Arkansas. Atualmente esta divisão, responsável por vendas superiores a US$ 25 bilhões anuais, possui aproximadamente 490 unidades nos Estados Unidos. 
2000 
Lançamento de seu comércio eletrônico nos Estados Unidos. Hoje em dia esta divisão oferece mais de um milhão de produtos a um clique na tela do computador em 11 mercados globais. 
2006 
Lançamento em março, na cidade de Plano no estado Texas, de um novo conceito de Supercenter (hipermercado) para concorrer diretamente com a rede TARGET. A nova loja tinha um apelo visual mais moderno e confortável, como chão de madeira, sushi bar, cafeteria, acesso a internet sem fio grátis, além de vender mercadorias de alta qualidade como cervejas e vinhos de primeira linha, e produtos eletrônicos mais sofisticados. 
2008 
Inauguração na cidade de Dearborn, Michigan, da sua primeira loja concebida inteiramente para atender o público muçulmano. O novo supermercado possuía 550 tipos de artigos sob medida para esses clientes, como CDs de música árabe, cosméticos cuja fórmula não contém ingredientes proibidos pela religião (como gordura de porco) e carnes de animais que foram sacrificados segundo as regras sagradas do Corão. Na equipe de funcionários havia 35 atendentes com fluência no idioma árabe. Ao inaugurar sua unidade islâmica, o WALMART, empresa profundamente identificada com o modo de vida americano, tentava responder a uma expectativa de mercado. 
Inauguração em setembro de mais um formato de loja: o WALMART MARKETSIDE. A proposta desse mercado era ser uma loja de conveniências, com um sortimento escolhido especialmente para a comunidade local. Os principais atrativos eram os pratos prontos, feitos por chefs profissionais. Aproximadamente 20% da gama de itens vendidos eram de produtos orgânicos, mais da metade dos produtos perecíveis (já pré-cortados) e mais de 100 variedades de queijos na área de mercearia. As cinco lojas da rede nesse formato foram fechadas no final de 2011. 
2011 
Inauguração no estado do Arkansas das duas primeiras lojas WALMART EXPRESS, um formato com menos de um décimo do tamanho de seus supermercados normais, que oferece uma seleção de produtos limitados, especialmente alimentos, frescos e industrializados, cosméticos, produtos de higiene e limpeza, além de remédios. Atualmente são mais de 40 lojas neste formato nos Estados Unidos. 
2014 
Inauguração na cidade de Bentonville, da primeira unidade WALMART TO GO, uma espécie de loja de conveniência que oferece produtos de mercearia, comidas preparadas, snacks, bebidas geladas, pães fresquinhos e cafés quentes, além de produtos de tabacaria. A loja fica anexa a um moderno posto de gasolina, também de propriedade da rede.


O tradicional grito de guerra 
Qual é a origem do tradicional grito de guerra, conhecido como “Walmart Cheer”? Sam Walton estava visitando uma fábrica de bolas de tênis na Coréia do Sul, onde os operários, todas as manhãs, faziam ginástica e eram estimulados. Ele gostou da ideia e não via hora de voltar para casa e experimentá-la com seus associados. Ele disse: “Acho que não é porque trabalhamos tão arduamente que temos que andar por aí com caras amarradas o tempo todo enquanto estamos realizando todo este trabalho, gostamos nos divertir”.


Em 1975 Tio Sam apresentou o famoso Walmart Cheer para seus funcionários: 

Me dá um W! 
Me dá um A! 
Me dá um L! 
Me dá um Rebolado! 
Me dá um M! 
Me dá um A! 
Me dá um R! 
Me dá um T! 
O que formamos? 
Wal-Mart! 
Quem é o número um? 
O Cliente! 

A diferença... é nossa gente! 
O que importa... é o cliente! 

Wal-Mart é 10! 
Wal-Mart é 1000! 
É o melhor varejista do mundo!


A filosofia 
Sua cultura empresarial, baseada em simplicidade, não tem paralelos no segmento de varejo. Aos olhos do mundo fica difícil entender como a maior empresa do planeta continua a cultivar hábitos interioranos. No WALMART, altos executivos trabalham em escritórios sem janelas. Ninguém viaja de classe executiva e os quartos dos hotéis são sempre compartilhados. A ostentação é quase um pecado. O culto à família e à moral protestante faz parte do negócio. O WALMART é mais que um empreendimento. É quase uma religião, cujo princípio fundamental é ganhar dinheiro, muito dinheiro. Porém toda essa filosofia está baseada em duas palavras: SAM WALTON. O “velho e bom Sam”, que hoje em dia apesar de morto, parece continuar ainda muito vivo dentro da corporação, criou uma empresa repleta de rituais: 
● Todos os funcionários entoam o grito de guerra da empresa mesmo que morram de vergonha. O grito também é entoado antes de toda reunião: os mais altos executivos da empresa bradam cada letra da palavra WALMART, dão uma rebolada ao anunciar o antigo hífen e abrem os pulmões para gritar que o cliente é o número 1, sempre. 
● Quando um cliente chega a menos de 3 metros de distância, todo funcionário deve sorrir e perguntar educadamente: Oi, como vai? Posso ajudá-lo? 
● Sam Walton encorajava seus executivos a irem à sede da empresa aos sábados para uma reunião com suas famílias, hábito que se mantém até hoje. 
● A empresa nutre antipatia visceral por sindicatos. 
● Qualquer funcionário pode se queixar dos chefes aos executivos do escalão superior. Em sua sede corporativa há telefonistas capazes de atender queixas dos funcionários brasileiros em português. 
● Os escritórios da empresa e as roupas usadas pelos funcionários são simples, espartanos, o que ajuda a diminuir os custos. 
● A cultura lembra uma cidadezinha americana com valores familiares conservadores. 
● A reunião anual de acionistas, na pacata Bentonville, tem shows de música pop e astros do cinema como o comediante Will Smith, a cantora Shakira, o roqueiro Jon Bon Jovi e até os pinguins do filme Madagascar. Além disso, há disputa de animação entre as delegações de outros países, que criam coreografias e músicas e são estimuladas por “gritos de guerra” entoados pelos altos executivos da empresa em pleno palco. O comportamento dos profissionais chega a lembrar de fiéis em cultos religiosos.


Sam Walton até o fim da vida cortava o cabelo em um barbeiro por US$ 5 e se recusava a pagar mais de US$ 10 por uma gravata. Depois de sua morte, em 1992, os executivos souberam embarcar com sucesso nas duas maiores ondas que varreram o mundo dos negócios: globalização e tecnologia. Ao mesmo tempo, preservaram como dogma, a cultura peculiar criada pelo fundador, baseada em valores provincianos do meio-oeste americano. O grande paradoxo, ou o maior segredo, foi justamente conseguir manter esse estilo de cidade pequena enquanto se tornava a maior empresa do mundo. Nas lojas da rede, é mais fácil comprar uma arma do que alguns livros, revistas ou CDs banidos por seu conteúdo moral. Um dos principais símbolos dessa filosofia do WALMART é o SMILEY, a simpática carinha amarela, uma espécie de Rollback (que significa “rolar para trás”), tipo de etiqueta de desconto que indica que o preço recuou.


Um gigante odiado 
Nunca houve na história do capitalismo uma empresa com tal dimensão. Em um desafio às leis estatísticas, a empresa não pára de crescer, 10% anuais, em média, nos últimos dez anos. É justamente esse ritmo de crescimento que garante volume cada vez maior e preços cada vez mais baixos. A continuar nessa toada, em 15 anos o WALMART terá 8.5 milhões de funcionários e faturamento próximo ao PIB do Japão, a segunda maior economia mundial. Mais de 80% das famílias americanas compram em suas lojas. Cerca de 5% dos adultos americanos trabalham ou já trabalharam lá nos últimos dez anos. Todo mês, a empresa vende somente nos Estados Unidos mais de 330 milhões de latas de Coca-Cola, 290 milhões de litros de água mineral Nestlé e 110 milhões de litros de leite de sua marca própria. Das prateleiras saem um de cada cinco CDs ou DVDs vendidos nos Estados Unidos e uma boneca Barbie a cada 2 segundos. Nada mais natural, portanto, que o presidente mundial da rede seja recebido como Chefe de Estado na China, país do qual a empresa importa mais de US$ 30 bilhões anuais, aproximadamente 10% das importações americanas da China. Ou que a família Walton, com uma fortuna estimada em mais de US$ 152 bilhões (segundo lista da revista Forbes de 2014), tenha acesso privilegiado garantido aos três últimos presidentes americanos.


O WALMART funciona para a economia global como um regulador de mercado. Tamanho é o conhecimento dos consumidores e dos mais de 65.000 fornecedores dispersos por 75 países, que a empresa atua como uma enorme bolsa de mercadorias ao combinar a oferta com a demanda para estabelecer seus preços. A tentativa constante de reduzi-los, nas árduas negociações que exasperam os fornecedores, tem tido um impacto brutal na maior economia do planeta. O ex-presidente do Federal Reserve (Banco Central Americano), Alan Greenspan, considerava o varejista um dos maiores responsáveis pela baixa inflação americana. Porém, enquanto tenta expandir seus negócios pelo planeta, a empresa sofre vários ataques. Para seus críticos, é o símbolo de tudo o que há de errado no capitalismo e na globalização. Uma corporação poderosa como uma nação, que compra produtos a preço de banana em países asiáticos, compactuando com trabalho semi-escravo, para revendê-los garfando suculentas margens de lucro. Uma empresa de tentáculos gigantescos, capazes de destruir o pequeno comércio e de espremer cada centavo nas negociações com fornecedores, até levá-los à bancarrota. Um empregador cruel, que paga os piores salários do mercado (apesar de ter aumentado para US$ 9 por hora recentemente), é acusado de discriminar mulheres e minorias, desdenha de planos de saúde e combate ferozmente os sindicatos. Não há um único sindicalizado entre os 1.3 milhões de americanos que trabalham para a empresa. Um grupo de fanáticos moralistas, capazes de censurar CDs, filmes e livros, de proibir remédios legais, como uma versão da pílula do dia seguinte, e de tentar impor ao resto do planeta a cultura caipira do meio-oeste americano. Mas, para os milhões de consumidores que passam por uma das mais de 11.400 lojas do varejista espalhadas pelo mundo, porém, o WALMART talvez seja apenas e tão somente o lugar onde o preço é mais baixo sempre. E é justamente a fidelidade a esse slogan a origem do gigantismo da rede. Por trás dele está toda a estratégia revolucionária do negócio, o mercado faz o preço, a indústria acompanha. Com preços melhores, a empresa atrai multidões de consumidores, forçando os fornecedores a estar em suas prateleiras e seduzindo investidores.


A sede 
Quem visita a sede mundial da empresa, na insípida Bentonville, cidadezinha do estado do Arkansas com pouco mais de 40.000 habitantes, leva um choque. Apesar do complexo possuir 15 edifícios e abrigar mais de 11 mil funcionários, o prédio onde trabalham os principais executivos da maior empresa do mundo é um galpão marrom sem nenhum tipo de ostentação. Nada de caneta de ouro, mármore ou espelho. O escritório do presidente é uma sala comum, sem adornos, no meio dos demais executivos. A sala do presidente do conselho, nem possui janela. Gravata, só em ocasiões especiais. Quando viajam a trabalho, todos voam de classe econômica. O presidente da empresa, cuja remuneração total passa facilmente dos milhões de dólares, divide quartos de hotel de US$ 50 com outros executivos. Na época de Sam Walton, que tinha como hábito lavar o próprio prato após as refeições, até oito pessoas ocupavam o mesmo quarto nas viagens. Aqueles que visitam a sede da empresa têm de pagar pela Coca-Cola ou pelo cafezinho caso queiram beber algo. Não há restaurante executivo. Os almoços oferecidos aos estrangeiros, funcionários ou executivos, durante a semana da reunião de acionistas costumavam ser piqueniques com salada, hambúrguer, chá gelado e limonada. A filosofia imposta por Sam Walton à aqueles que chamava carinhosamente de seus “associados” (os funcionários) é bastante simples: não há preço baixo na loja sem custo baixo na empresa. Por isso, é preciso economizar cada mísero centavo.


A história mantida viva 
Na sede onde funcionou a primeira lojinha de comércio de Sam Walton (Walton’s 5&10), em Bentonville, foi instalado, em 1990, um centro de memória, remodelado e reinaugurado em maio de 2011 como WALMART MUSEUM, que recebe aproximadamente 85 mil visitantes por ano, a maioria de funcionários do próprio WALMART. Na semana em que ocorre a reunião dos funcionários, a rotatividade de visitantes sobe para uma média de duas mil pessoas por dia, que pagam por artigos inusitados, como um ursinho de pelúcia vestido com uma camiseta que traz um enorme “I love Walmart”, broches, camisas e bonés.


Neste museu o visitante conhecerá como a maior empresa do mundo foi construída, com direito a uma reprodução perfeita e fiel do escritório onde Sam Walton costumava trabalhar, a exposição de sua famosa caminhonete branca e vermelha da marca Ford F-150 de 1979, impecavelmente conservada, além de vídeos, fotografias e artefatos originais que contam a história de seu fundador e do WALMART. O centro de memória conta também com o WALMART SPARK CAFÉ SODA FOUNTAIN, onde é possível fazer deliciosos lanches.


O gênio por trás da marca 
Antes de construir o WALMART, Samuel Walton promoveu uma verdadeira revolução no varejo e exerceu um longo aprendizado de comerciante. Sam nasceu no dia 29 de março de 1918 na cidade de Kingfisher, estado do Oklahoma, filho do banqueiro Thomas Gibson Walton. Já na época de estudante, ele gostava de negociar qualquer coisa: cavalos, mulas, gado, casas, fazendas e carros. Exerceu todos os tipos de atividades: banqueiro, fazendeiro, avaliador de fazendas, corretor de seguros e de imóveis. Formou-se em economia na Universidade do Missouri, em 1940 e, logo em seguida, aceitou emprego na J.C.Penney, então uma rede de lojas de miudezas, na cidade de Des Moine no estado do Iowa, onde começou sua carreira de comerciante, trabalhando durante 18 meses, até os Estados Unidos entrarem na Segunda Guerra Mundial. Ao ingressar para o exército tinha certeza de duas coisas: sabia que se casaria com Helen Robson (fato que aconteceu em 1943) e que trabalharia no varejo para ganhar a vida.


Em 1945, após o término da guerra, decidiu ter seu próprio negócio. Helen concordou, mas impôs duas condições. Uma era a de que ele não deveria ter sócios, e a segunda, que iria acompanhá-lo em qualquer lugar, desde que a cidade não tivesse mais que dez mil habitantes. Em 1º de setembro de 1945 inaugurou sua loja de franquia da rede Ben-Franklin, especializada em miudezas, no estado do Arkansas. Começava então a construir um império. Sua genialidade, centro da fórmula de sucesso do WALMART, residia numa ideia aparentemente simplória: compre barato, venda barato, mantenha as prateleiras bem sortidas, trate os clientes com respeito, valorize seus colaboradores e preste muita atenção aos acertos da concorrência. Isso se tornou uma espécie de dogma da empresa. Nos Estados Unidos, Sam Walton é visto como um revolucionário que teria promovido no comércio de varejo transformações semelhantes às provocadas por Henry Ford no chão da fábrica com a criação da linha de montagem.


Quando inaugurou o primeiro WALMART em 1962, uma febre se espalhava pelos Estados Unidos. Grandes redes promoviam descontos generosos e ameaçavam literalmente matar de inanição o comércio tradicional. Grandes fornecedores eram contra os descontos, porque temiam perder o controle do mercado com isso, e vários governos estaduais impunham restrições à prática. Sam percebeu o movimento antes da concorrência e agiu. Para conseguir oferecer aos consumidores descontos ainda maiores que os rivais, ele diminuiu custos, cortou margens de lucro e passou a faca nas despesas. Promoveu uma revolução nos processos de logística em torno do seu negócio e soube utilizar a tecnologia de maneira eficiente para controlar os estoques e derrubar ainda mais os custos. Informatizou a empresa em 1966 e fez do WALMART um modelo de eficiência e controle de inventários que encantou especialistas em administração e permitiu que a família Walton criasse a maior empresa do mundo vendendo barato. Até o ano de sua morte, Sam pilotava seu próprio avião para visitar tantas lojas quanto fosse possível. E queria que seus executivos fizessem o mesmo. “Ninguém conhece tanto os clientes quanto os vendedores”, costumava dizer. Certa vez, em uma conferência para os funcionários Sam disse: CLIENTES PODEM DEMITIR TODOS DE UMA EMPRESA, DO PRESIDENTE DO CONSELHO AO FAXINEIRO, SIMPLESMENTE GASTANDO SEU DINHEIRO EM ALGUM OUTRO LUGAR. Sam Walton faleceu no dia 5 de abril de 1992, vítima de câncer nos ossos, deixando US$ 25 bilhões em ações para a mulher e os quatro filhos. Nesta época a rede WALMART tinha 1.900 hipermercados, mais de 430.000 funcionários e faturamento de US$ 55 bilhões. Ainda hoje, a família Walton detém 51% da empresa.


A evolução visual 
O logotipo do WALMART sofreu muitas alterações no decorrer dos anos. O primeiro logotipo não seguia um padrão, era utilizada qualquer fonte de letra disponível para impressão. Somente em 1964 a empresa adotou um logotipo padrão, utilizado por quase vinte anos e conhecido como “Frontier Font”. A principal mudança foi a introdução do hífen na palavra Wal-Mart. Nesse meio tempo, a marca criou outro logotipo específico para ser utilizado em anúncios impressos, uniformes dos funcionários e sinalização interna das lojas. Este logotipo nunca foi usado nas sinalizações externas de suas lojas. Em 1981 o logotipo ganhou ares mais modernos, o que aconteceria novamente em 1992, quando o hífen foi substituído por uma estrela e a cor azul adotada.


No dia 30 de junho de 2008, a marca apresentou seu novo logotipo, que definitivamente perdeu o hífen, adotou um tom de azul mais claro e uma nova tipografia de letra e ganhou um sol estilizado no lado direito, onde cada raio tem um significado próprio: preços imbatíveis, produto de qualidade, experiência de compra, busca pela excelência, atendimento ao cliente e respeito ao indivíduo. Além disso, o nome, sempre escrito com letras maiúsculas, só manteve o W nesse padrão.


Com a adoção de uma nova identidade visual em 2008, as outras marcas da empresa (como as farmácias e o formato Neighborhood Market) seguiram o layout da marca mãe.


A identidade corporativa do SAM’S CLUB também sofreu inúmeras alterações ao longo dos anos. A última modificação ocorreu em 2006.


Os slogans 
Save Money. Live Better. (2007) 
Always low prices. (1988) 
WE SELL FOR LESS every day! (Canadá) 
Enjoy The Possibilities. (Sam’s Club) 
É pagar menos. É viver melhor. (Brasil)


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 2 de julho de 1962 
● Fundador: Samuel e James Walton 
● Sede: Bentonville, Arkansas, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Wal-Mart Stores, Inc. 
● Capital aberto: Sim (1972) 
● Chairman: Gregory Penner 
● Presidente & CEO: Douglas McMillon 
● Faturamento: US$ 485.6 bilhões (2014) 
● Lucro: US$ 16.3 bilhões (2014) 
● Valor de mercado: US$ 231.4 bilhões (julho/2015) 
● Lojas: 11.495 
● Presença global: 28 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Maiores mercados: Estados Unidos, México e Brasil 
● Funcionários: 2.200.000 
● Segmento: Varejo 
● Principais produtos: Alimentação, eletrônicos, eletrodomésticos e vestuário 
● Concorrentes diretos: Target, Kmart, Kroger, Publix, Whole Foods, Meijer, Aldi, Costco, BJ’s Wholesale, Carrefour e Amazon 
● Ícones: Smiley (a carinha redonda amarela que indica descontos) 
● Slogan: Save Money. Live Better. 
● Website: www.walmart.com.br 

O valor 
Segundo a consultoria britânica Interbrand, somente a marca WALMART está avaliada em US$ 131.8 bilhões, ocupando a posição de número 1 no ranking das marcas mais valiosas do varejo americano. A empresa também ocupa a posição de número 1 no ranking da revista FORTUNE GLOBAL 500 de 2014 (empresas de maior faturamento no mercado mundial). 

A marca no Brasil 
A empresa fincou sua bandeira no país no dia 3 de maio de 1995. Chegou com estardalhaço a São Caetano do Sul (região da grande São Paulo), com a inauguração de sua primeira unidade do SAM’S CLUB, uma espécie de clube de descontos onde o usuário precisa se tornar membro para poder comprar. Ainda neste ano inaugurou mais duas unidades do clube de descontos, além das duas primeiras lojas no formato de hipermercados, conhecidas como WALMART SUPERCENTER. Em 1997 a rede inaugurou suas primeiras unidades no interior paulista, e, no ano seguinte, chegou ao estado do Paraná. A expansão foi acentuada em 2000, quando o WALMART inaugurou lojas no Rio de Janeiro e Minas Gerais. A empresa começou a atuar no ramo de farmácias no início de 2003, com a abertura da primeira DROGARIA WALMART. No Brasil, só com a aquisição da rede de supermercados Bompreço (então com 118 lojas) em 2004, por US$ 315 milhões, o WALMART pareceu ter encarado seu destino de ser um gigante também no país.


Em 2008 inaugurou sua operação de comércio eletrônico. Ainda neste ano, no mês de dezembro, inaugurou o primeiro hipermercado eco-eficiente da rede no país, no bairro de Campinho, na zona norte do Rio de Janeiro. A loja reunia mais de 60 iniciativas sustentáveis (como placas do estacionamento que utilizam plástico reciclável e clarabóias que aproveitam a luz natural do dia), resultado de um trabalho realizado desde 2005, envolvendo testes e implantações de mudanças que respeitam o meio ambiente. Nos mesmos moldes, o WALMART inaugurou em abril de 2009 a segunda loja eco-eficiente da rede e a primeira em São Paulo, no bairro do Morumbi. Atualmente existem 18 lojas nesse formato. Ainda em 2009, a rede lançou no Brasil a marca própria Sentir Bem, que oferece itens de alimentação saudável em diversas versões (light, zero, integral e orgânico).


Atualmente a empresa figura na terceira posição do Ranking ABRAS de supermercados e faz concorrência direta com o francês Carrefour e o Grupo Pão de Açúcar. As lojas WALMART, localizadas no sudeste e no centro-oeste do país, têm tamanho médio de 7.500m² e, nas gôndolas, de 45.000 a 65.000 itens, incluindo um grande número de importados e produtos exclusivos de marca própria. Além disso, a empresa possui outras oito bandeiras em todo Brasil: WALMART SUPERCENTER (59 lojas), SAM’S CLUB (27 lojas e mais de 1.8 milhões de membros), TODO DIA (cuja primeira loja foi inaugurada em 2001 na cidade de São Paulo, e hoje possui 178 unidades), HIPERMARKET (39 lojas), SPERMARKET (61 unidades), NACIONAL (65 lojas), MERCADORAMA (20 lojas), BIG (44 lojas) e MAXXI ATACADO (49 unidades). Ao todo são mais de 560 lojas e 250 farmácias próprias em quase 200 cidades de 18 estados das regiões nordeste, centro-oeste, sudeste e sul, além do Distrito Federal, que empregam mais de 75 mil funcionários e faturaram mais de R$ 28.5 bilhões por ano. O Brasil é a terceira operação da empresa no mundo em número de lojas, perdendo somente para Estados Unidos e México.


A marca no mundo 
Atualmente é a maior empresa do mundo em faturamento (US$ 485.6 bilhões em 2014), maior vendedora de brinquedos, maior empregadora privada americana, maior em sua categoria dentro do competitivo mercado americano com 20% de participação (maior que gigantes como Carrefour, Kroger e Royal Ahold, juntas) e mais poderoso cliente das indústrias de bens de consumo, operando mais de 11.000 lojas sob 65 diferentes bandeiras em 28 países. Boa parte de suas lojas estão localizadas nos Estados Unidos, aproximadamente 40% (4.562 unidades), porém, nos últimos anos a empresa vem crescendo muito no mercado internacional, assumindo a liderança em sua categoria no Canadá (394 unidades) e México (onde tem 2.290 lojas, entre Sam’s Club; Supercenter; Bodega, que inspirou a filial brasileira a criar a rede Todo Dia; e Superama, equivalente a um “Pão de Açúcar Especial”), além de manter lojas na Inglaterra (onde atua com o nome de ASDA e possui aproximadamente 580 unidades), Brasil (terceiro maior mercado da marca), Japão (411 lojas), Porto Rico, China (mais de 400 unidades), Argentina (107 lojas), Chile (386 lojas) e países da América Central (como El Salvador, Costa Rica, Guatemala, Honduras e Nicarágua) e África (como Namíbia, Moçambique, entre outros). As operações internacionais respondem por mais de 20% do faturamento da rede. O WALMART ainda tem comércio eletrônico em 11 países. Somente nos Estados Unidos a empresa possui 158 centros de distribuição. O maior deles fica localizado perto de Bentoville, onde anualmente são movimentados mais de 5 bilhões de caixas de mercadorias. A grande maioria dos centros de distribuição tem capacidade de classificar mais de 15.000 caixas de mercadoria por hora. Por meio de sistemas de informação avançados, o estoque é mantido em níveis mínimos, as entregas são dirigidas das esteiras para os caminhões (são 7.000 motoristas que percorrem 700 milhões de milhas por ano, somente nos Estados Unidos), e as lojas estão sempre abastecidas. Semanalmente mais de 245 milhões de pessoas transitam por suas lojas no mundo inteiro, isto equivale a quase um Japão inteiro. 

Você sabia? 
A importância e influência do WALMART são tamanhas, que recentemente, em 2015, ao fechar sua loja na pequena cidade de Pico Rivera, na Califórnia, causou consequências devastadoras para a comunidade local. Isto porque a empresa era a segunda maior empregadora da cidade, o que significa mais de 530 funcionários na rua. Era também responsável por quase US$ 1.4 milhões em impostos por ano, aproximadamente 10% do valor total que a cidade arrecada. 
O WALMART passou de um simples empório a uma potência cujas vendas equivalem ou superam o PIB de muitos países. Muitos dos grandes movimentos do capitalismo americano, como a fusão da Procter & Gamble com a Gillette, foram resultados da enorme pressão exercida pela rede. 
Nos Estados Unidos a rede está presente, quase que exclusivamente em cidades de pequeno e médio porte, localizadas no chamado “cinturão da bíblia”, formado basicamente pelos estados em que o presidente Bush venceu a eleição de 2004, não possuindo lojas em cidades cosmopolitas como Nova York. Em algumas cidades americanas, legislações foram criadas para impedir a entrada da rede no mercado. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Exame, Isto é Dinheiro e Época Negócios), jornais (Valor Econômico e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel, Interbrand e Mundo do Marketing), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 3/7/2015

2 comentários:

Anônimo disse...

As regras do jogo do capitalismo precisam ser mudadas até mesmo para a sobrevivência do próprio capitalismo. Ele está cada vez mais predatório, tão ao ponto de ser autofágico. È necessário que o capitalismo possua uma sustentabilidade baseada em condições dignas para que aos que fazem parte da sua cadeia tenham condições de usufruir dos seus benefícios.

Anônimo disse...

infelizmente eh isso amigo
o capitalismo reina
quem pode pode
quem não pode obedece
mtu interessante esse conteudo, o criador da empresa eh praticamente um tio patinhas da vida real hehe