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21.11.25

ASSAÍ ATACADISTA


O Assaí Atacadista acredita que é possível construir relações justas, possibilitando mais comida na mesa das famílias brasileiras e mais desenvolvimento para os pequenos e médios empreendedores, gerando assim crescimento para todos. Por isso milhões de clientes espalhados pelo Brasil veem no Assaí Atacadista um parceiro confiável na busca de economia e variedade de produtos para abastecer seus lares e negócios. Essas vantagens somadas à força de uma das marcas mais valiosas e admiradas do país, faz do Assaí Atacadista campeão na preferência e referência quando se pensa em preço baixo e variedade no setor de atacarejo. 

A história 
Tudo começou na cidade de São Paulo em meados dos anos de 1970, quando Rodolfo Junji Nagai, com apenas 19 anos, percebeu que seus amigos que possuíam barracas de pastel nas feiras, devido a vida corrida não tinham tempo para cotar e comprar farinha de trigo pelos melhores preços e condições de mercado. Foi então que, em outubro de 1974, Rodolfo fundou o Assai (inicialmente escrito sem o acento), cujo foco era abastecer amigos pasteleiros com farinha de trigo. O novo empreendimento, localizado na Vila Carrão, tradicional bairro da zona leste da capital paulista, teve seu nome inspirado na palavra japonesa “Asahi”, que significa “sol da manhã”. Das entregas porta a porta, o negócio evoluiu para um pequeno mercadinho e se expandiu para atender à crescente demanda dos feirantes locais. O sortimento foi ampliado, incluindo produtos essenciais, como queijo, muçarela, palmito e calabresa.
   

Em 1981, ocorreu um marco importante: a inauguração da primeira loja oficial do Assaí, 13 vezes maior que o espaço inicial. O evento de abertura reuniu cerca de duas mil pessoas, em sua maioria feirantes. A loja rapidamente se transformou em um verdadeiro ponto de parada obrigatório para transformadores de alimentos, oferecendo desde ingredientes básicos até equipamentos especializados. Com o tempo, o Assaí diversificou sua clientela, atraindo também pizzarias, restaurantes, bares e outros estabelecimentos como mercearias, minimercados e padarias. Em 1985, alcançou o status de maior vendedor de muçarela de São Paulo, solidificando sua posição no mercado. Os anos de 1990 trouxeram uma revolução, com a implementação do modelo de autosserviço, atraindo um novo perfil de cliente: o consumidor final em busca de economia em compras de volume. Adaptando-se a essa demanda, mesmo que de forma tímida, o Assaí passou a oferecer produtos dinâmicos em embalagens menores, democratizando o acesso ao atacado.
  

O propósito de oferecer soluções de abastecimento para o pequeno empreendedor sempre esteve em seu DNA. Por isso, a constante busca da empresa por variedade no mix de produtos e boas condições de pagamento a fez destacar-se entre os concorrentes. Em 2002, a rede inaugurou sua primeira loja fora do município de São Paulo, localizada em Santos, no litoral paulista. O sucesso do Assaí Atacadista chamou a atenção do grupo GPA, controlador da rede de supermercados Pão de Açúcar (conheça essa outra história aqui), que em 2007 adquiriu 60% de participação na empresa (arremataria os 40% restantes em 2009), então com 15 lojas em operação. Sob o comando dos novos proprietários, ainda em 2007, o Assaí Atacadista ingressou no formato de “atacado de autosserviço” (conhecido como “atacarejo”, comercializa tanto produtos no varejo quanto no atacado). Em 2008, a rede iniciou suas operações na região nordeste (Fortaleza/CE) e no Rio de Janeiro, que viria a se tornar a segunda maior operação do Assaí no país.
   

Pouco depois, em 2010, o Assaí inaugurou seu primeiro Centro de Distribuição, localizado em Osasco, na grande São Paulo. Até o final de 2011, essa expansão foi contínua com a inauguração de novas unidades nos estados de Tocantins, Pernambuco, Goiás, além do Distrito Federal. Além disso, 2011 foi repleto de novidades: todas as lojas da rede passaram a contar com coletor de pilhas e baterias usadas - projeto criado para diminuir o impacto ambiental; e a empresa firma uma parceria com o Itaú (conheça essa outra história aqui) e passa a oferecer subsídios a pequenos empreendedores que buscam crédito seguro. Em 2012 tem início mais um projeto de expansão do Assaí, à medida que as lojas ganham novo formato, com maior capacidade de estocagem e estacionamento coberto, Wi-Fi, ar-condicionado e iluminação natural. Com a abertura de lojas em todas as regiões do Brasil, a rede passou a apostar em um formato de ponto de venda moderno e confortável, além de recorrer a estratégias de comunicação regionalizadas.
   

Os pesados investimentos feitos pelo grupo GPA resultaram em um enorme salto para o Assaí Atacadista, que chegou a 80 lojas em 2013, resultado de amplo processo de reestruturação, que englobou mudanças no sortimento de produtos e no layout das unidades. Essas operações correspondiam a 965 mil m² de área construída para oferecer uma variedade de seis mil itens - entre mercearia, alimentos, perecíveis, hortifruti, embalagens, bazar, higiene, bebidas e limpeza, de grandes marcas nacionais, regionais e importadas. Desde sua fundação, o Assaí entende que o sucesso da rede está intimamente ligado ao sucesso dos pequenos e médios empresários. E para fortalecer esse vínculo, a empresa criou em 2017 a Academia Assaí Bons Negócios, que tem como missão capacitar e empoderar empreendedores através de conteúdos gratuitos voltados para a gestão de negócios, finanças e marketing. Esse ano também foi marcado pelo lançamento do Cartão Passaí, reforçando seu portfólio de serviços financeiros.
  

A partir de 2020, o Assaí agregou novos serviços para oferecer ainda mais conforto, comodidade e variedade para os clientes da rede. Açougue, fatiamento de frios, cafeteria, padaria e adega passaram a fazer parte das opções disponíveis para quem buscava praticidade e economia em boa parte das lojas. Além disso, em 2021 houve uma mudança significativa quando o Assaí Atacadista, então com mais de 210 lojas, se separou do grupo GPA, abrindo capital na Bolsa de Valores. O ano também foi marcado pela compra de 66 lojas do hipermercado Extra por R$ 5.2 bilhões, o que permitiu a entrada em áreas mais centrais das capitais e das grandes cidades do país. Com a transação, a bandeira Extra Hiper foi descontinuada e as unidades foram convertidas em Assaí Atacadista. E tem mais: a marca lançou a assistente virtual chamada “Sol”, sendo a primeira do setor atacadista no Brasil e desenvolvida para otimizar o atendimento ao cliente, funcionando 24 horas por dia.
  

Em 2022, a rede atingiu um recorde histórico ao inaugurar 60 novas lojas, além de lançar o Instituto Assaí, que passa a ser seu braço social, reforçando o compromisso com o desenvolvimento de pessoas e de comunidades em todo o Brasil. No final de 2024, o Assaí Atacadista alcançou um marco histórico em sua trajetória de crescimento: 300 lojas em operação em todo o país. A conquista ocorreu com a inauguração da segunda unidade em Caraguatatuba (SP). Recentemente a empresa ampliou a presença do aplicativo Meu Assaí - lançado em 2023 como uma ferramenta para facilitar o encontro de ofertas e promoções exclusivas, além de localizar a loja mais próxima - que expandiu consideravelmente sua base de clientes e aumentou a frequência e gasto dos usuários.
  

A jornada de sucesso do Assaí Atacadista - empresa de varejo mais presente nos lares brasileiros - foi pavimentada por decisões estratégicas, como inovação no layout das lojas, atenção ao conforto dos clientes e cuidado com a organização interna, que refletem o compromisso de fornecer uma experiência única de compra. Cada loja, com seus corredores amplos e ambiente acolhedor, faz questão de transmitir a sensação de que o cliente está no lugar certo para abastecer seu negócio ou fazer suas compras para o lar.
  

Patrocínios 
Em 2025, o Atacadista Oficial do Futebol Brasileiro comemorou mais de 10 anos de incentivo - o primeiro projeto foi o patrocínio ao Campeonato Paulista, o Paulistão, em 2014 - reforçando o compromisso da marca com o esporte. Além disso, desde 2018, o Assaí patrocina o Campeonato Brasileiro de Futebol. E em 2024, ampliou sua presença nos campeonatos estaduais. Além disso, a marca celebrou 50 anos em 2024 e expandiu sua atuação no esporte para outras modalidades, como as corridas. Nas festas populares, a marca apoia eventos culturais, como o Festival de Parintins, o São João de Campina Grande e o de Caruaru.
  

Pensando no social 
O Assaí Atacadista entende que o crescimento econômico deve estar aliado à responsabilidade socioambiental. Por isso, a empresa adota tecnologias para economia de energia, como iluminação eficiente e sistemas de reaproveitamento de água em suas lojas, além de iniciativas de reciclagem e gestão de resíduos. Outro destaque do Assaí Atacadista é o Programa de Doação de Alimentos Destino Certo, que leva produtos não comercializáveis, mas ainda próprios para consumo, a organizações assistenciais, combatendo o desperdício e apoiando pessoas em situação de vulnerabilidade. Com essas ações, o Assaí se posiciona como mais que um gigante no setor, assumindo um papel de agente de transformação social e ambiental e gerando impacto positivo tanto para a sociedade quanto para seus clientes e o meio ambiente.
  

A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos. A primeira remodelação radical aconteceu no final da década de 1990, quando o logotipo passou a conter um sol nascente, a cor amarela (além da tradicional vermelha) e uma nova tipografia de letra. Esse logotipo foi modernizado em 2007, quando, devido às frequentes pronúncias incorretas do nome “Assai”, foi adicionado um acento agudo ao "i" para enfatizar a forma como deve ser pronunciado. Em 2010 o logotipo passou por uma remodelação radical e apresentou nova tipografia de letra, novas combinações de cores e um novo design para o sol, além da inserção da palavra “Atacadista”. A atual identidade visual foi apresentada em 2024 e incluiu uma nova tipografia de letra, além de um novo design para o astro-rei (um semicírculo em camadas, com cores análogas do laranja ao amarelo), que ilumina o logotipo da marca.
  

A identidade visual da marca também pode ser aplicada sob um fundo azul - com Assaí Atacadista escrito em branco -, especialmente nas fachadas das lojas e nos grandes letreiros de identificação.
   

Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 1974 
● Fundador: Rodolfo Junji Nagai 
● Sede mundial: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Sendas Distribuidora S/A 
● Capital aberto: Sim (2021) 
● Presidente: Belmiro Gomes 
● Faturamento: R$ 80.6 bilhões (2024) 
● Lucro: R$ 12.4 bilhões (2024) 
● Valor de mercado: R$ 769 milhões (novembro/2025) 
● Valor da marca: 792.58 milhões (2024/2025) 
● Lojas: 306 
● Presença global: Não (presente somente no Brasil) 
● Funcionários: 90.000 
● Segmento: Varejo (atacadista) 
● Principais produtos: Alimentos, bebidas e produtos de limpeza 
● Concorrentes diretos: Atacadão, Tenda Atacado, Max Atacadista, Grupo Mateus, Sam's Club e Carrefour 
● Ícones: O sol estilizado 
● Slogan: Para todos, de Sol a Sol. 
● Website: www.assai.com.br 

A marca no Brasil 
Atualmente o Assaí Atacadista, empresa de varejo mais presente nos lares brasileiros, tem 306 lojas distribuídas pelas cinco regiões do país, com presença em 24 estados e no Distrito Federal. Os estados com mais unidades da rede são São Paulo e Rio de Janeiro. Todos os meses mais de 38 milhões de clientes passam pelas lojas da rede, que emprega 90 mil colaboradores e tem faturamento superior a R$ 80 bilhões (dados de 2024). 


Você sabia? 
● No ranking das marcas brasileiras mais valiosas de 2025 publicado pela consultoria britânica Interbrand, o Assaí Atacadista ocupa a 21ª posição (valor de R$ 792.58 milhões), sendo a primeira entre as marcas do varejo alimentar pelo sétimo ano consecutivo. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Exame, Isto é Dinheiro e Época Negócios), jornais (Meio Mensagem e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas).  


Última atualização em 21/11/2025 

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7.11.23

TRADER JOE’S


Imagine um supermercado onde dificilmente você irá encontrar marcas famosas e populares. Cujas prateleiras são amplamente dominadas por produtos de marcas próprias. Que a maioria dos alimentos e comidas tem uma pegada mais saudável - são frescos e orgânicos. Onde a variedade de itens é reduzida, mas com preços justos e produtos de alta qualidade, ideais para o preparo rápido de refeições no dia a dia. Onde a ambientação mais parece uma feira de produtores locais e a comunicação visual é despojada e aconchegante. E onde o atendimento é fantástico. Bem-vindo a TRADER JOE’S, um grande case de sucesso do varejo americano, e uma referência em marcas próprias e bom atendimento ao cliente. 

A história 
A história tem origem em 1958, quando um homem chamado Joseph “Joe” Hardin Coulombe (imagem abaixo), nascido no sul da Califórnia em uma fazenda de abacates e formado pela tradicional Universidade de Stanford em economia e administração de empresas, resolveu apostar em um segmento de varejo que estava em alta na época - conveniência - e inaugurou uma modesta loja na grande Los Angeles, batizada de Pronto Market e que vendia produtos para o dia a dia. Nos anos seguintes a rede inaugurou outras 15 unidades pelo estado da Califórnia. Tudo ia bem até que, em meados dos anos de 1960, Joe ficou sabendo que a 7-Eleven (conheça essa outra história aqui) iria abrir lojas no estado e percebeu que não conseguiria concorrer com esse gigante do segmento de lojas de conveniência. Foi então que ele resolveu mudar tudo para literalmente sobreviver no mercado.
  

Coulombe transformou então a 17ª loja do Pronto Market, que estava prestes a ser inaugurada, em um supermercado de vizinhança. Batizada de TRADER JOE’S, a nova loja foi inaugurada no ano de 1967 em Arroyo Parkway (que permanece em operação até os dias de hoje) na cidade californiana de Pasadena, local ideal para seu novo público-alvo, pois era cercado por campus universitários, um hospital e grandes empresas de engenharia. O nome TRADER JOE’S foi inspirado no Trader Vic’s, um popular restaurante/bar com temática “Tiki Bar” fundado em 1955 no sul da Califórnia, dentro do icônico Beverly Hilton. Vale ressaltar que a cultura “tiki”, de origem Polinésia, dominou o cenário dos bares americanos entre os anos de 1930 até os anos de 1960. A ambientação desse tipo de estabelecimento traz referências à cultura do exótico polinésio.
  

Desde o princípio, o desejo de Joe Coulombe era transformar a experiência de compra em uma jornada acolhedora e divertida, com produtos exclusivos de alta qualidade. Por isso, essa primeira loja tinha uma ambientação náutica, incluindo artefatos como um sino de navio, uma rede de pesca e até uma metade de um barco a remo. Já o caixa era uma ilha com telhado de palha, e balcões e gôndolas de madeira. Além disso, os receptivos funcionários usavam trajes informais, como camisas havaianas (floridas) e bermudas. O gerente era chamado de capitão e o assistente era o imediato. E tudo amparado por uma alegre música havaiana que tocava no ambiente. Essa decoração com tema náutico surgiu porque Joe estava lendo na época o clássico “Sombras Brancas nos Mares do Sul” (“White Shadows in the South Seas” em inglês) e desejava  que os funcionários da loja parecessem “comerciantes de navios mercantes”.
   

A loja original oferecia um típico sortimento de alimentos, além de revistas, livros e um grande diferencial para a época, uma vasta seleção de bebidas alcoólicas (eram 100 marcas de uísques, 50 de bourbon e gin, 14 tipos de tequila e muitos rótulos de vinho). Nos anos seguinte, uma a uma, Coulombe converteu as 16 unidades de sua antiga rede de lojas de conveniência em TRADER JOE’S. No início da década de 1970, Joe começou a aproveitar o crescente movimento de alimentação saudável entre os americanos, principalmente os que viviam na Califórnia, acreditando que atrairia o mesmo tipo de clientes que também eram conhecedores de vinhos. Com isso, o sortimento da rede mudou radicalmente, oferecendo itens cada vez mais frescos e naturais. E foi justamente nessa época, em 1972, que surgiu o primeiro produto de marca própria da TRADER JOE’S, a granola. Depois a rede começou a adicionar suco de laranja espremido na hora, vitaminas, nozes, alimentos secos e queijos (cuja seção hoje em dia é extremamente disputada pela qualidade e grande variedade). A certa altura, a rede TRADER JOE’S era o maior importador de queijo brie dos Estados Unidos e foi o primeiro supermercado a trazer este tipo de queijo para a América. Vale ressaltar, que algumas das unidades da rede nessa época já ofereciam carnes frescas fornecidas por açougueiros que alugavam espaço em suas lojas.
   

Com isso, em 1977 a rede já era mais familiar ao que se conhece nos dias de hoje, investindo cada vez mais em produtos saudáveis e de rápido preparo com marcas próprias. Criar fortes ofertas de marcas próprias para rivalizar com marcas nacionais seria um de seus legados da TRADER JOE’S na indústria de supermercados. Mas em 1979, Joe Coulombe vendeu a TRADER JOE’S para o empresário alemão Theo Albrecht, então proprietário da rede de supermercados de descontos Aldi na Europa. Na década seguinte, ainda com Joe no comando, a rede passou a apostar cada vez mais em marcas próprias e no sortimento de produtos exclusivos, naturais e orgânicos. Com isso, a TRADER JOE’S passou a oferecer itens bem menos industrializados, quase artesanais, e outros com apelos mais saudáveis.
    

Quando Coulombe deixou o cargo de executivo-chefe em 1988, a empresa tinha 27 lojas na Califórnia e vendas estimadas em US$ 150 milhões. O sucessor de Joe como executivo-chefe, foi um ex-colega de Universidade de Stanford - John Shields - que liderou a expansão da TRADER JOE’S para fora do estado da Califórnia e a transformou em uma rede nacional. Com isso, em 1993 foi inaugurada a primeira loja no estado do Arizona e, no ano de 1996, a TRADER JOE’S abriu suas duas primeiras lojas na Costa Leste do país, ambas nos subúrbios da cidade de Boston. Nos anos seguintes a rede acelerou sua expansão nacional com a inauguração de lojas em novos mercados pelo país. Além disso, a TRADER JOE’S ampliou seu portfólio de produtos de marcas próprias que se transformaram em campeões de venda. Em 2002, já havia pelo menos 160 lojas da redes operando em 15 estados americanos.
   

O sucesso pode ser comprovado em fevereiro de 2008, quando a tradicional Bloomberg BusinessWeek (conheça essa outra história aqui) apontou que a TRADER JOE’S obteve as maiores vendas por metro quadrado do segmento nos Estados Unidos. Em outubro de 2017, a rede TRADER JOE’S alcançava aproximadamente 500 lojas em 41 estados americanos e na capital Washington. Além disso, a TRADER JOE’S, que há muito tempo se estabeleceu como uma rede de supermercados de preços justos - teve essa percepção de valor ainda mais reforçada no atual momento de inflação no varejo americano.
  

Entre os itens mais populares e icônicos da TRADER JOE’S estão o Speculoos Cookie Butter (uma pasta amanteigada cremosa de receita holandesa), guloseima popular para ser consumida com panquecas, waffles, sanduíches ou até como cobertura de sorvetes; o Mandarin Orange Chicken (Frango com Tangerina), encontrado no setor de congelados; e o vinho californiano Charles Shaw (apelidado de Two Buck Chuck), conhecido assim por causa de seu preço original de US$ 1.99 na Califórnia e que a rede começou a comercializar em 2002 (800 milhões de garrafas foram vendidas pela rede entre 2002 e 2013). A rede também ficou famosa por vender bananas a um preço fixo e por unidade. E há uma história engraçada por trás dos preços da banana da TRADER JOE’S. Segundo a história, a rede estava tentando descobrir como definir o preço das bananas (em pacote ou individualmente) quando um funcionário notou uma senhora idosa inspecionando a fruta e, por fim, devolvendo-a. Quando ele perguntou por quê, ela disse: “Filho, talvez eu não viva até a quarta banana”. A empresa então decidiu no dia seguinte que venderia bananas individuais e a um preço de 19 centavos de dólar (mantido até os dias de hoje).
   

Mas o que torna o TRADER JOE’S tão especial? 
A rede TRADER JOE’S é conhecida por sua abordagem única para o segmento. Utiliza a psicologia do consumidor de maneira muito eficaz, investindo em uma equipe acolhedora, um ambiente atraente e uma seleção limitada de produtos para criar uma experiência única que incentiva os clientes a gastar mais de forma consciente. A TRADER JOE’S difere de outros supermercados ao não realizar liquidações, oferecer cupons, programas de fidelidade ou veicular campanhas publicitárias. Por mais estranho que possa parecer do ponto de vista comercial, essa estratégia é baseada no investimento maciço na experiência do cliente. Um dos segredos desse sucesso é justamente a equipe de funcionários, invariavelmente trajando roupas despojadas e coloridas, como camisas floridas. A rede é seletiva na contratação, optando por funcionários carismáticos que adoram conversar e oferecer assistência. E claro, sempre com um sorriso no rosto. A atenção e a disposição para ajudar são características marcantes dos funcionários da TRADER JOE’S, que estão sempre presentes e prontos para auxiliar os clientes, seja na busca por produtos ou em um despretensioso bate-papo amigável.
  

Já o design das lojas desempenha outro papel fundamental na experiência do cliente. Etiquetas de preços e placas de comunicação visual desenhadas à mão (feito por artistas ou funcionários da loja) são coloridas e conferem um toque artístico e aconchegante, criando a sensação de estar em um mercado local profundamente enraizado na vizinhança, ao invés de uma grande rede de supermercados com centenas de filiais nos Estados Unidos. Outra estratégia é a opção reduzida de produtos. Ao contrário de muitos supermercados que oferecem um amplo mix de marcas e produtos, frequentemente apresentam uma oferta de 35 mil itens, a TRADER JOE’S mantém aproximadamente 3 a 4 mil produtos em seu estoque. Segundo a empresa, ter muitas opções pode atrapalhar os clientes indecisos, causando “paralisia de escolha”. Além disso, com menos escolhas os clientes estão menos propensos a fazer compras impulsivas e a manter o controle sobre suas decisões de compra. E isto acelera o processo de compra e faz da TRADER JOE’S uma curadora do sortimento.
  

A TRADER JOE’S alia preços justos e produtos de alta qualidade, vendidos majoritariamente por meio de marcas próprias, que representam aproximadamente 90% de suas vendas e são apresentados e embalados de forma inovadora. Nas lojas da rede, que em média possuem 1.400 m² de área de venda, é possível encontrar produtos frescos (incluindo orgânicos, ovos, laticínios, verduras, frutas e sucos), alimentos gourmet, itens saudáveis para quem faz dietas restritivas de glúten e lactose, lanches prontos para consumo, pratos prontos congelados com cara de comida caseira, alimentos para animais de estimação, uma boa opção de bebidas alcoólicas, especialmente vinhos californianos, além de flores (sempre fresquinhas e localizadas na entrada de cada unidade), que começaram a ser vendidas pela rede em 1994. Hoje em dia, pegar um buquê - de rosas ou qualquer outra flor - se transformou em uma tarefa obrigatória para muitos clientes da rede.
  

A partir de 1977, a rede começou a introduzir variantes de alimentos e comidas de outras culturas e países e passou a utilizar rótulos para esses alimentos étnicos de marca própria, que foram nomeados de acordo com a etnia do alimento em questão, como por exemplo, Trader Jose’s (comida mexicana), Baker Josef’s (farinha e bagels), Trader Giotto’s (comida italiana), Trader Joe-San’s (comida japonesa), Trader Ming’s (comida asiática), JosephsBrau (cerveja) e Trader Jacques (comida francesa).
  

As lojas da rede adotam a política “Try Anything” (em português “Experimente qualquer coisa”), na qual disponibiliza pontos de degustação de alimentos. Se houver uma caixa de granola ou batata frita que o cliente queira testar antes de comprar, quase sempre é possível. Mas não abra o pacote sozinho - peça ajuda a um funcionário. Portanto, é possível experimentar praticamente qualquer produto da loja, com algumas exceções razoáveis, como álcool, alimentos congelados e carne crua. Essa política existe para que os clientes se sintam confiantes em suas compras e para garantir que gostem de todas as coisas que compram na TRADER JOE’S.
  

A preocupação em oferecer uma experiência única ao cliente pode ser exemplificada por um clássico exemplo. Em 2009, a rede varejista ficou famosa na internet, quando ajudou um cliente em uma ocasião especial. Nesse ano, perto do Natal, um senhor de 89 anos ficou preso em sua casa em virtude de uma tempestade de neve na Pensilvânia. Sua filha, preocupada que ele não tivesse suprimentos o suficiente para o período, ligou para várias lojas e recebeu negativas de todas elas. Menos da TRADER JOE’S que, na época, não tinha serviço delivery. Pois o funcionário que atendeu o telefone não só entregou o pedido em cerca de 30 minutos como ainda deu dicas sobre produtos específicos para a dieta do senhor. E a melhor parte: no final, depois que ela escolheu tudo o que precisava, o funcionário disse que ela não precisava se preocupar em pagar, as compras seriam um presente de Natal. Por isso, a TRADER JOE’S vem transformado as compras de supermercado em uma viagem acolhedora, cheia de descobertas e diversão desde 1967.
  

O lado social e ambiental 
A rede também ajudou a lançar a tendência das sacolas reutilizáveis no segmento de varejo (supermercados). Antes de se tornar uma questão política polêmica, sacolas reutilizáveis ​​eram a norma na TRADER JOE’S. A sacola de lona “Save a Tree” da empresa, que substituiu as famigeradas sacolas plásticas, foi lançada em 1977 e está nas lojas até os dias de hoje. Além disso, a TRADER JOE’S retribui em grande estilo às comunidades onde está presente. Por isso, todos os dias, suas lojas em todo o país participam do programa “Neighborhood Shares”, onde todos os alimentos perecíveis não vendidos e ainda seguros para consumo são doados a instituições de caridade locais. Em 2022, a quantidade de alimentos doados totalizou US$ 411 milhões em produtos - ou 85 milhões de libras em alimentos.
  

O logotipo 
O tradicional logotipo da TRADER JOE’S, dependendo da situação, pode ser aplicado de três maneiras, como mostra a imagem abaixo.
    

Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1967 
● Fundador: Joe Coulombe 
● Sede mundial: Monrovia, Califórnia, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Trader Joe's Company 
● Capital aberto: Não 
● Chairman & CEO: Bryan Palbaum 
● Faturamento: US$ 13.3 bilhões (2022) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 564 
● Presença global: Não (presente somente nos Estados Unidos) 
● Funcionários: 50.000 
● Segmento: Varejo 
● Principais produtos: Laticínios, pães, carnes, vinhos e produtos frescos e congelados 
● Concorrentes diretos: Whole Foods Market, The Fresh Market, Stew Leonard’s, Sprouts Farmers Market, Wegmans, Albertsons e HEB Grocery 
● Slogan: Your neighborhood grocery store. 
● Website: www.traderjoes.com 

A marca nos Estados Unidos 
Com faturamento anual superior a US$ 13 bilhões (dados de 2022) e 50 mil funcionários, a TRADER JOE’S possui mais de 560 lojas espalhadas por 44 estados americanos e localizadas em 417 cidades do país. O estado com maior presença da rede é a Califórnia com 193 unidades - o que representa 34% de todas as lojas da TRADER JOE’S - seguida de Nova York e Flórida. Já Los Angeles, Nova York, San Diego e Seattle são as cidades com mais lojas da rede. A unidade da rede mais movimentada é a loja localizada na 72nd & Broadway, no Upper West Side em Manhattan. 


Você sabia? 
● A lagosta é a mascote não oficial da TRADER JOE’S. Desde 1983 existe uma lagosta vermelha de plástico em todas as lojas da rede. Algumas lojas têm seu próprio “encontre o mascote”, e as crianças podem obter um prêmio (guloseima ou doce) quando contarem a um funcionário onde ela está “escondida” e escolherem um novo esconderijo. Vale ressaltar que alguns locais têm um animal diferente que se alinha mais com os habitantes locais. Por exemplo, a loja em Monterrey, Califórnia, tem uma lontra marinha e a de Davis, também na Califórnia, tem uma vaca para representar a forte comunidade agrícola da região. 
● Apesar de ser conhecida por oferecer produtos a preços acessíveis, as lojas da rede estão localizadas em bairros abastados. 
● Em 2022, o cliente típico da TRADER JOE’S era uma pessoa casada que morava em área urbana, entre 25 e 44 anos, ganhando pelo menos US$ 80.000 ao ano. 
● Para conquistar um lugar nas prateleiras da TRADER JOE’S, cada produto é submetido a um rigoroso processo de degustação, onde cada aspecto da qualidade é investigado no contexto do preço que rede pode oferecer. Se um produto for avaliado como de valor excepcional, ele se tornará uma parte essencial da aventura de compras da empresa. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (Consumidor Moderno, BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas).  


Última atualização em 7/11/2023 

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3.7.22

OXXO


A OXXO oferece aos milhões de clientes diariamente bebidas sempre geladas, comidas e petiscos prontos, deliciosos produtos de padaria, alimentos, além de preços justos e serviços que facilitam o tão corrido cotidiano dos dias de hoje. E o melhor, sempre com uma loja próxima para satisfazer necessidades de produtos e serviços em vários momentos com praticidade e diversidade. Essa é a apresentação da mexicana OXXO, a maior rede de mercadinhos de bairro da América Latina. Por isso, para milhões de mexicanos OXXO é sinônimo de praticidade, agilidade e preço justo. 

A história 
Tudo começou quando a tradicional Cervecería Cuauhtémoc, fundada em 1890 e comandada na época por Eugenio Garza Lagüera, resolveu criar um projeto-piloto de varejo para vender seus produtos (entre os quais as cervejas Sol e Carta Blanca) diretamente aos consumidores. Com isso, no ano de 1977 a cervejaria inaugurou uma loja (batizada apenas de “%”) na cidade de Monterrey e que inicialmente comercializava apenas cervejas, salgadinhos e cigarros. Com a boa aceitação dos consumidores, a empresa resolveu inaugurar a primeira loja OXXO (dizem que o nome vem da palavra para se referir ao símbolo de %) no dia 16 de outubro de 1978, também na cidade de Monterrey, estado de Nuevo León. Já no ano seguinte, devido ao sucesso do novo conceito, a empresa inaugurou novas unidades em estados como Chihuahua, Hermosillo e Mexicali. Em 1981, a OXXO já chegava a cem lojas em funcionamento em várias cidades mexicanas.
   

No ano seguinte, a empresa criou a figura dos Agentes da Comissão Mercantil e passou a conceder lojas OXXO a uma equipe de trabalho chefiada por um chefe de família e os membros da mesma. Era uma espécie de sistema de franquia. Com isso, no restante da década, a marca ganhou popularidade nas inúmeras cidades e vilas mexicanas onde se estabeleceu com a abertura de novas unidades. A década também apresentou mudanças nos hábitos de consumo e compra, e a OXXO aproveitou o momento para ampliar sua oferta, passando a oferecer também alimentos e comidas prontas. No início da década seguinte, em 1992, já eram 500 lojas em todo território mexicano. Pouco depois, em 1994, a OXXO se tornou uma unidade de negócios independente da Femsa (que havia adquirido a Cervecería Cuauhtémoc), uma estratégia adotada para acelerar o crescimento da rede em todo o país.
   

Com o México liberalizando seu mercado de petróleo e gás, em 1995 a empresa resolveu ingressar nesse segmento ao inaugurar o primeiro posto de gasolina e serviço, batizado de OXXO GAS, em San Pedro Garza Garcia. Em 1999, a rede atingiu um grande marco: a inauguração da milésima loja. A multiplicação das lojas OXXO no México não foi nenhum milagre, mas parte de uma tendência que tem facilitado, ainda mais, o acesso a alimentos processados e bebidas.
  

Com a chegada do novo milênio, a OXXO adotou a estratégia de cada vez mais lojas funcionarem 24 horas, sete dias por semana - igual às lojas de conveniência - o que seria um dos diferenciais da marca nos anos seguintes. Em 2001, a rede introduziu o serviço de recarga de celular, ampliando assim sua gama de serviços. Pouco depois, em 2005, a OXXO lançou o andatti, o primeiro café de grande altitude servido e vendido em lojas de conveniência. Além disso, iniciou a criação e venda de marcas próprias, que hoje vão desde amendoins, passando pelos famosos copos vermelhos de festas, snacks e até água mineral. Tudo com o objetivo de oferecer produtos da melhor qualidade acessíveis a qualquer bolso. Somente em 2009, a rede iniciou sua expansão internacional com a inauguração de suas primeiras lojas na Colômbia. A partir de 2010 as lojas da OXXO começaram a comercializar refrigerantes da PepsiCo (antes distribuía exclusivamente produtos da The Coca-Cola Company). Em meados de 2011 foi anunciada a abertura da loja de número 9 mil, em Oaxaca.
   

No ano de 2014, atendendo a demanda de consumo, a OXXO incluiu seções de padaria, quitanda e até açougue em algumas de suas lojas no México. Em 2016, já com mais de 13.000 lojas em todo o México, a empresa resolveu ampliar ainda mais sua oferta de serviços através de uma parceria com Amazon (conheça essa outra história aqui), que passou a aceitar os cartões de débito pré-pagos da OXXO como forma de pagamento, e em contrapartida a OXXO começou a vender cartões-presente da Amazon em suas lojas. Pouco depois, em 2017, a rede deu continuidade a sua expansão internacional com a inauguração de lojas no Chile. Nessa época o sucesso da OXXO podia ser conferido quando foi considerada a marca de varejo mais valiosa do México pela renomada consultoria britânica Interbrand. Em 2018, inaugurou suas primeiras lojas no Peru. Além disso, nos últimos anos a rede vem aumentando a oferta de comidas prontas como tacos, tortas, burritos, quesadillas e até fast food preparados na hora (como o Vikingo, o cachorro-quente mais vendido no México e criado pela própria OXXO).
  

Para desembarcar no competitivo mercado brasileiro, a mexicana Femsa, proprietária da OXXO, formou uma joint-venture com a Raízen, uma das maiores distribuidoras de combustíveis do país e que controla a Shell Select, lojas de conveniência em postos de combustíveis da marca Shell (conheça essa outra história aqui). Com isso, no dia 1º de dezembro de 2020, a primeira loja OXXO foi inaugurada na cidade de Campinas, no interior paulista. O que a princípio pareceria apenas um mercadinho local, em pouco tempo começou a se espalhar de forma acelerada. Na sequência, vieram lojas em Jundiaí, São Paulo, Osasco, São Bernardo do Campo e Piracicaba. Em 15 meses, foram inauguradas mais de cem lojas nessas cinco cidades. Essa velocidade de expansão e a pouca distância entre as unidades virou até meme nas redes sociais, uma brincadeira em torno da expectativa de qual novo espaço será dominado pelo mercadinho.
  

A estratégia adotada no mercado brasileiro foi abrir lojas com serviços e produtos de qualidade para reposição diária e a praticidade de endereços próximos a casas (bairros residenciais) e em locais de grande circulação, como arredores de estações de metrô e terminais de ônibus. No mercado brasileiro, em média, cada loja OXXO oferece 3.200 itens, entre alimentos, bebidas e produtos de higiene e limpeza, pet food - principalmente nas lojas localizadas em áreas majoritariamente residenciais - e até Food Service completo, com grande variedade de salgados, sanduíches, pizzas, refeições prontas, sobremesas e bebidas quentes e geladas. Naquelas unidades que vendem legumes e frutas, o mais comum é que essa oferta se resuma a uma dúzia de itens: alho, cebola, tomate normal e cereja, limão, banana prata, mamão papaya, manga tommy, pera portuguesa, laranja pera, batata inglesa e batata doce. Algumas poucas lojas também vendem cenoura, berinjela, abobrinha, chuchu, abacaxi, abacate e goiaba. Mais raras ainda são as que oferecem alface americana e alface crespa empacotada.
  

O preço do sucesso 
Em seu país de origem, a rede tem nada menos do que 20 mil lojas. E isso cria enormes problemas para os pequenos comerciantes. Os donos das “tienditas” - como são chamadas as vendinhas de bairro - reclamam que não têm como competir com as promoções e vantagens da OXXO. Até porque, no México, a OXXO é muito mais do que uma rede que vende apenas produtos alimentícios e bebidas. É um lugar onde se pagam as contas (uma espécie de lotérica). Para se ter uma ideia do tamanho da empresa, hoje em dia a OXXO é o principal correspondente bancário do México. O cliente pode acessar sete mil tipos de serviços diferentes em uma loja da OXXO, como por exemplo, pagar contas de luz, água, telefone, televisão, multas, passagens de ônibus, ingressos de cinema, transferir ou depositar dinheiro e até mesmo pagar em dinheiro nas lojas por aquilo que comprou na internet, como uma assinatura do Spotify (saiba mais dessa marca aqui) ou um produto na Amazon. Fazer desde compras básicas ou emergenciais, até compras semanais, passando pelo café da manhã, e até operações bancárias e transferências de dinheiro, você encontra na OXXO.
   

A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas alterações acentuadas ao longo dos anos. O logotipo original da marca era composto por um carrinho de supermercado (sim, nas primeiras lojas eles estavam presentes) e o nome OXXO, tudo em um vermelho reluzente. Na década de 1980 ocorreu a primeira grande remodelação visual: o carrinho de supermercado foi retirado e faixas na cor laranja foram inseridas abaixo do nome. A atual identidade visual da marca foi adotada em 1992 e apresentou uma nova tipografia de letra com o nome escrito sob um fundo vermelho retangular com faixas amarelas nas extremidades.
  

Os slogans 
A la vuelta de tu vida. 
Siempre listos, siempre ahí. 
Todo en un sólo lugar. 
Así de Fácil. (Chile, Colômbia e Peru) 
Próximo pra você. Próximo de você. (Brasil, 2021) 
Vem pro Oxxo. (Brasil)
  

Dados corporativos 
● Origem: México 
● Fundação: 16 de outubro de 1978 
● Fundador: Cervecería Cuauhtémoc 
● Sede mundial: Monterrey, Nuevo León, México 
● Proprietário da marca: Cadena Comercial OXXO S.A. de C.V. 
● Capital aberto: Não (subsidiária da FEMSA) 
● Presidente: Carlos Arenas Cadena 
● Faturamento: US$ 2.68 bilhões (2021) 
● Lucro: US$ 1.23 bilhões (2021) 
● Lojas: 20.550 
● Presença global: 5 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 150.000 
● Segmento: Varejo (proximidade) 
● Principais produtos: Alimentos, comidas prontas, bebidas e produtos de limpeza e higiene 
● Concorrentes diretos: Soriana, 7-Eleven, Circle K, Minuto Pão de Açúcar, Carrefour Express, Dia% e ampm 
● Ícones: O hot-dog Vikingo 
● Slogan: Próximo pra você. Próximo de você. 
● Website: www.mercadooxxo.com.br 

A marca no mundo 
A OXXO possui mais de 20.550 unidades espalhadas pela América Latina, incluindo México (disparado seu maior mercado com mais de 20.100 unidades), Brasil (mais de 130 lojas), Colômbia (mais de 130 unidades), Peru (57 lojas) e Chile (mais de 120 unidades) - o que torna a empresa a maior rede de mercadinhos de bairro da região. Com mais de 13 milhões de clientes atendidos diariamente, a OXXO emprega mais de 150 mil pessoas (mais de 50% são mulheres), faturou US$ 2.68 bilhões em 2021 e detém 73% de participação do segmento no México. Além da venda de alimentos, bebidas e produtos de limpeza e higiene no modelo conhecido por “mercado de proximidade”, a OXXO abriga uma rede de postos de combustível no México (atualmente são mais de 500 unidades) e investe em soluções financeiras. A OXXO é subsidiária da Fomento Económico Mexicano (Femsa), que se notabilizou como a maior engarrafadora da Coca-Cola (conheça essa história aqui) no mundo. 

Você sabia? 
● 3.909 quilômetros é a distância que separa a loja de Tapachula no sul do México, fronteira com a Guatemala; da unidade localizada em Tijuana, ao norte, na fronteira com os Estados Unidos. 
● O consumidor pode encontrar mais de 300 promoções em produtos diferentes todos os dias em suas lojas. 
● OXXO é um palíndromo, ou seja, uma palavra que se lê da mesma forma da direita para a esquerda e da esquerda para a direita. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Época Negócios, Veja, Isto é Dinheiro, Carta Capital e Exame), jornais (Meio mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 3/7/2022 

O MDM também está no Instagram. www.instagram.com/mdm_branding/

27.10.20

SAM'S CLUB


Produtos nacionais e importados, exclusivos e já selecionados com embalagens econômicas para facilitar as compras com as escolhas certas para o dia a dia. Um lugar onde é possível encontrar muito além do que espera e se surpreender com a economia. Assim é o Sam’s Club, um clube de compras cuja missão é oferecer constantemente a milhões de consumidores novidades, preços baixos e experiências que façam as pessoas terem vontade de voltar sempre. 

A história 
Tudo começou quando Sam Walton, que havia fundado o Walmart (conheça essa outra história aqui) em 1962, resolveu lançar um novo modelo de varejo: o clube de compras, que fora inspirado na varejista Price Club, fundada em 1976 na cidade de San Diego. A intenção inicial da criação deste modelo varejista era oferecer aos pequenos comerciantes norte-americanos as melhores oportunidades de compras. Mas Sam não queria arriscar o sucesso da marca Walmart neste novo modelo de negócio e resolveu batizá-lo de Sam’s Wholesale Club, que abriu sua primeira loja no dia 7 de abril de 1983 na cidade de Midwest City, estado americano do Oklahoma. Desta forma, Sam Walton acabou por desenhar um modelo exclusivo que simplificou o varejo em sua época. Isto porque, ajudou os proprietários de pequenas empresas a economizar dinheiro em mercadorias compradas a granel. O Sam’s Club funcionava assim: os sócios pagavam uma taxa anual e passavam a ter direito a comprar no clube, que oferecia tanto produtos do dia-a-dia a preços competitivos e embalagens econômicas (o que ajuda a reduzir o preço), quanto itens importados.
   

Além disso, ao invés de estocar todos os itens das marcas disponíveis, o Sam’s Club estocava apenas os produtos certos e comprando-os em grandes quantidades, repassando assim as economias para seus membros. E também reduzia os custos mantendo um ambiente de compras simples, muitas vezes exibindo as mercadorias em paletes de transporte para que pudesse repor novos itens com rapidez. Ao final de 1983, já havia mais duas lojas em funcionamento, em Kansas City, estado do Missouri, e em Dallas no Texas. As vendas no primeiro ano foram de US$ 40 milhões. No ano seguinte já eram 11 lojas em funcionamento e US$ 225 milhões em vendas. Nessa época as lojas localizavam-se em armazéns alugados no sul e sudoeste do país, geralmente em áreas bastante desertas. Eles eram enormes e sem decoração. As mercadorias eram expostas em paletes de transporte ou em prateleiras de aço que chegavam quase ao teto. Nesses primeiros anos a rede também se aproveitou do know-how de distribuição do Walmart, que já sabia como conter os custos e ampliou essa habilidade no Sam’s Club. Por exemplo, as mercadorias eram movidas mecanicamente sempre que possível, de forma que poucas mãos humanas precisassem tocá-la em sua jornada da fábrica até o carro do cliente.
   

A rede ingressou no meio-oeste americano em 1986 e, no ano seguinte, já tinha 84 lojas. Isso incluiu a aquisição das lojas da varejista Super Saver Wholesale, uma de suas maiores concorrentes. Em 1989 a rede começou sua expansão pelo nordeste do país. Nessa época a rede já representava aproximadamente 18% do faturamento do Walmart. Em 1990, como estratégia de marketing e por decisão judicial sobre a utilização do termo “wholesale”, a rede abreviou seu nome para Sam’s Club. Ainda este ano, a empresa comprou uma rede rival chamada The Wholesale Club, que possuía 27 lojas com sede em Indianápolis, ganhando assim força no meio-oeste do país. A primeira loja da empresa fora dos Estados Unidos foi inaugurada em 1991 na Cidade do México. Pouco depois, em 1993, o Sam’s Club adquiriu 99 lojas da Pace Membership Warehouse. Nesse momento, a empresa era a maior do setor com aproximadamente 400 lojas e vendas de US$ 14.7 bilhões.
   

Em meados de 1994, os níveis de vendas caíram mês a mês durante quase um ano. A empresa então decidiu focar novamente em seu núcleo de clientes de pequenas empresas, visando setores específicos, como lares de idosos, restaurantes, operadoras de hotéis/motéis e empresas de limpeza. O Sam’s Club passou a oferecer itens como lençóis de qualidade, talheres para restaurantes, cadeiras de rodas e talas de pulso, entre outros itens. Visando negócios específicos, a rede também passou a vender menos outros itens, como utensílios domésticos, que atraíam mais os consumidores que compravam para si ou para suas famílias. Além disso, passou também a estocar alguns itens incomuns, incluindo juke boxes e pianos de cauda, destinados a atrair consumidores de luxo que gostavam da emoção de procurar pechinchas.
   

O Sam’s Club desembarcou no Brasil em 1995 com a inauguração de sua primeira loja na cidade de São Caetano do Sul, região do ABC paulista, e iniciou sua expansão pelo país três anos mais tarde com a abertura de uma loja na cidade de Curitiba no Paraná. O Sam’s Club conquistou os consumidores brasileiros ao oferecer embalagens diferenciadas, no formato ideal para ajudar a simplificar o cotidiano, com muita economia e rendimento. Já o primeiro Sam’s Club na China foi inaugurado em Shenzhen no dia 12 de agosto de 1996, ingressando assim em um enorme mercado consumidor mundial. Pouco depois, em 1998, o Sam’s Club iniciou um grande programa de renovação de suas lojas, que se tornaram mais atrativas, práticas e modernas com a adição de padarias e outros novos departamentos, como alimentos frescos. Além disso, anunciou um estilo de loja, batizada de “Millennium Club”, que oferecia itens mais sofisticados, como vinhos.
   

O Sam’s Clubs também começou a oferecer uma série de serviços, como remessa expressa, acesso à internet com desconto, farmácia e até treinamento em softwares. Além disso, introduziu uma nova linha de alimentos de marca própria chamada Member’s Mark® (que se tornaria um dos motivos para os sócios retornarem com mais frequência às lojas) e abordou seus membros com malas diretas, alegando que “o segredo para viver bem” poderia ser encontrado no Sam’s Club. Hoje em dia a Member’s Mark® oferece uma ampla gama produtos, incluindo alimentos, perecíveis e mercearia, limpeza, pet, cama, mesa e banho, higiene, papelaria, confecção e utilidades domésticas. A Member’s Mark® se tornou um grande atrativo para o Sam’s Club, oferecendo itens exclusivos com qualidade igual ou superior à marca líder de cada categoria, além de um preço extremamente acessível.
   

Todas essas mudanças surtiram efeito, já que 1998 foi o melhor ano em vendas da rede em muito tempo. Em 2000 o segmento de clubes de compras havia se restringido à apenas três grandes redes: Sam’s Club, com mais de 450 lojas; Costco (saiba mais aqui), com cerca de 300; e BJ’s Wholesale Club, com pouco mais de 100 unidades. A rivalidade histórica entre Costco e Sam’s Club só aumentou e as redes começaram a inaugurar lojas bem próximas uma das outras. O Sam’s Club esperava prevalecer sobre a rival, aprimorando seu marketing por meio de ações como catálogos voltados para grupos específicos de membros. Também começou a instalar postos de gasolina em suas lojas, aprimorar suas operações de farmácia e oferecer outros serviços, como processamento de fotos em uma hora, floricultura e refeições prontas. Em 2003 a rede ingressou no mercado canadense com a inauguração de uma loja em Ontário (mas a empresa, por questões estratégicas, resolveu fechar as seis unidades no país em 2009). Outra importante ação ocorreu em 2006, quando o Sam’s Club deixou de utilizar o popular slogan “We Are In Business For Small Business” (algo como “Estamos no negócio para pequenas empresas”) em uma tentativa de deixar de vender apenas para pequenas empresas e atrair mais clientes individuais e famílias.
  

Nos últimos anos o Sam’s Club tem se adaptado aos novos hábitos de consumo e a uma nova geração de consumidores. Por exemplo, em 2017, a rede iniciou os testes de um serviço de entrega para seus clientes comerciais em Dallas, estado do Texas. Além disso, o sistema Club Pickup permitia que todos os membros, incluindo clientes empresariais, fizessem pedidos online e os retirassem no dia seguinte na loja mais próxima. Outro recurso adicionado recentemente foi o programa Scan & Go, que permite aos clientes usarem um aplicativo móvel para escanear códigos UPC em itens nas lojas conforme eles os colocam em seus carrinhos de compras. Quando estão prontos para finalizar a compra, os clientes pagam de seus telefones de qualquer lugar da loja, evitando assim as filas dos caixas. Essa modalidade já é usada em 30% das compras realizadas no Sam’s Club norte-americano.
  

E as novidades não pararam por aí. Em 2018 a rede inaugurou na cidade de Dallas a primeira unidade do Sam’s Club Now, que funciona em parceria com o aplicativo de mesmo nome, permitindo fazer uma lista dos itens a serem comprados e, uma vez na loja, o aplicativo indica onde encontrar os produtos e o melhor caminho a percorrer. Nesse sistema o celular funciona como um leitor de código de barras. Ao final da compra, o consumidor irá gerar um QR code em seu celular, que para ser validado - configurando então o fim das compras - terá de ser lido por algum funcionário da loja. O estabelecimento é um projeto piloto para a rede aplicar este sistema em cadeia nacional nos Estados Unidos. Além disso, o Sam’s Club fechou algumas unidades em território americano, transformado-as em pequenos centros de distribuição onde funcionários coletam e enviam mercadorias aos clientes que fazem pedidos online. Esses centros de distribuição geralmente armazenam de 1.500 a 2.000 itens diferentes, que são normalmente pedidos pelos clientes, incluindo café, cereais e produtos domésticos.
    

Já no Brasil, no mês de junho de 2018, foi aprovada a aquisição de 80% das operações do Walmart no país (incluindo a bandeira Sam’s Club) pelo fundo norte-americano Advent International. Com isso, o Sam’s Club passou a integrar o Grupo Big, que anunciou o fim da marca Walmart no país (para economizar em royalties), mas elegeu a marca Sam’s Club como seu pilar de crescimento. Sendo assim, algumas lojas do Walmart foram transformadas e Sam’s Club e, em 2019, após um período de quase dez anos sem novas unidades, a rede inaugurou uma loja em Brasília. E mais três previstas para 2019 - duas em São Paulo (Vila Leopoldina e Morumbi) e uma em Aracaju. Além disso, um dos focos de melhoria da rede é seu aplicativo, permitindo que o cliente também tenha acesso a funcionalidades como comprar pelo app e receber o pedido em casa ou buscá-lo na loja mais próxima. Outra funcionalidade que deve ganhar força no Brasil é o Click&Go, pelo qual é possível escanear o código de barras de cada item pelo celular e apenas finalizar a compra no caixa, agilizando o pagamento.
      

Desde as melhores marcas em bebidas, bomboniere e mercearia, até um completo hortifruti com itens altamente selecionados, carnes e outros alimentos com o máximo de frescor. Encontre ainda itens diferenciados de roupas de marcas famosas, de cuidados pessoais e também o que há de mais novo e inusitado no universo tecnológico, além de utilidades domésticas e decoração, entre outros artigos exclusivos. Assim é o mundo Sam’s Club.
  

Campanha estrelada 
Em 2019, para demonstrar a velocidade de seu aplicativo de digitalização de checkout (conhecido como Scan & Go), a marca lançou uma campanha com dois dos atletas mais rápidos do mundo: o jamaicano Usain Bolt e a americana Allyson Felix. No vídeo Bolt, que personifica a velocidade, é desafiado a digitalizar 20 itens em menos de três minutos. Ele sai da linha de partida e agarra de tudo, desde unicórnios a alimentos congelados. Ele rompe pela linha de chegada com segundos de sobra e “evita as perigosas filas do caixa”. Felix aparece no final pedindo a Bolt para segurar suas medalhas, um aceno ao fato de que ela recentemente ultrapassou Bolt como a maior medalhista de ouro em campeonatos mundiais de atletismo.
   

A evolução visual 
O logotipo da marca passou por algumas alterações ao longo dos anos, adquirindo uma imagem mais limpa e moderna. A primeira remodelação ocorreu em 1990, quando o nome foi reduzido apenas para Sam’s Club, sendo retirada a palavra “wholesale”. Pouco depois, em 1993, ocorreria uma remodelação radical: um quadrado azul inclinado e o nome da marca escrito em branco. Nos anos seguintes esse logotipo passaria por modernizações, incluindo o acréscimo de outro quadrado (na cor verde-clara) e de uma seta laranja com a frase “It’s a big deal”.
  

Em 2006 uma nova identidade visual foi adotada e, pela primeira vez, apareceu o símbolo do diamante (um losango com as cores verde e azul, que significam pessoas físicas e jurídicas, respectivamente). Quanto à tipografia, a palavra “Sam’s” mudou para uma fonte com serifa em letras maiúsculas e minúsculas, enquanto a palavra “Club” permaneceu em uma fonte sem serifa maiúscula. O logotipo também podia ser aplicado na horizontal. No mês de setembro de 2019, inicialmente para o mercado americano, foi apresentado a nova identidade visual da marca, que ganhou uma nova tipografia de letra (em minúscula), a cor azul-clara e um novo design para o símbolo do diamante. A princípio esse logotipo está sendo aplicado em meios digitais, comunicação interna das lojas e campanhas publicitárias.
  

Os slogans 
Savings made simple. (2009) 
Enjoy the Possibilities. (2007) 
We Are In Business For Small Business. 
The Secret To Living Well. (1998) 
Faça parte, faça economia. (2010, Brasil)
  

Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 7 de abril de 1983 
● Fundador: Sam Walton 
● Sede mundial: Bentonville, Arkansas, Estados Unidos
● Proprietário da marca: Sam’s West Inc. 
● Capital aberto: Não (subsidiária do Walmart Inc.) 
● CEO: Kathryn McLay 
● Faturamento: US$ 57.8 bilhões (2019) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 822 
● Presença global: 5 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 100.000 
● Segmento: Varejo (clube de compras)
● Principais produtos: Alimentos, bebidas, cosméticos, eletrodomésticos, roupas e utensílios domésticos 
● Concorrentes diretos: Costco, BJ’s Wholesale, Trader Joe’s, Big Lots!, Meijer, Aldi, Target, Makro e Amazon 
● Slogan: Savings made simple. 
● Website: www.sumsclub.com.br 

A marca no mundo 
O Sams’s Club está presente em 44 estados americanos e Porto Rico com aproximadamente 600 lojas e 40 milhões de clientes associados, além de México (163 unidades) e China (27 unidades). No Brasil são 32 lojas localizadas em 14 estados e o Distrito Federal e mais de 2 milhões de associados. As lojas brasileiras oferecem mais de 5.000 produtos, dentre grandes marcas, itens exclusivos e importados do mundo inteiro. A empresa emprega mais de 100 mil funcionários somente nos Estados Unidos e tem faturamento anual de US$ 57.8 bilhões (dados de 2019). 

Você sabia? 
● Nos Estados Unidos os membros da rede são divididos em duas categorias: Sam’s Club e Sam’s Plus (ambos com uma taxa anual). Sam’s Plus é o plano de associação mais abrangente, que inclui recompensas em dinheiro, economias extras em farmácias e centros óticos, frete grátis em itens comprados online e até compra antecipada antes da abertura das lojas ao público e demonstrações diárias de amostragem (chamadas “Tastes & Tips”). 
● Muitas de suas lojas utilizam recursos sustentáveis, como iluminação diurna com claraboias, escurecimento noturno, gerenciamento de energia central, dispositivos de conservação de água, pisos de concreto natural e material reciclável. 
● A empresa também já experimentou fracassos, como por exemplo, em 2009 quando inaugurou uma loja na cidade Houston chamada Más Club, um clube de compras voltado para a população hispânica e produtos específicos para eles. A loja fechou em 2014. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), jornais (Folha, Estadão, Valor Econômico e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 27/10/2020 

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