18.7.06

CARGILL


Seus ingredientes estão nos sanduíches do McDonald’s, nos refrigerantes da Coca-Cola, na ração para cachorros da Nestlé e nos sorvetes da Unilever. Desde a semente plantada no campo até o jantar de uma família do outro lado do mundo, a americana CARGILL reúne ideias que ajudam a atender as necessidades globais, transformando seu conhecimento e experiência no agronegócio em soluções inovadoras que auxiliem seus clientes e beneficiam milhões de consumidores. A extensão dos conhecimentos da CARGILL sobre toda a cadeia agrícola alimentícia e a experiência em mercados globais ajuda a levar alimentos dos campos até os lares onde são consumidos. O consumidor pode comprovar os resultados em sua mesa todos os dias – da carne mais saborosa ao pão mais saudável, ou da deliciosa sobremesa à bebida mais refrescante. Essa é a maior empresa de alimentos e agronegócios do planeta. 

A história 
As origens da empresa começaram em 1865 na pequena cidade de Conover, estado americano do Iowa, quando William Wallace Cargill, filho de um capitão naval escocês, comprou um modesto depósito (silo) com a finalidade principal de armazenar e vender grãos. No ano seguinte, com a entrada no negócio de seus irmãos, Sam e James, a empresa passou a se chamar W.W. Cargill & Bro., inaugurando outros depósitos de grãos. Eles queriam ganhar dinheiro armazenando a produção de grãos do meio-oeste americano, justamente quando à região começava a cultivar milho. A principal atividade da nova empresa era comprar, armazenar e transportar a produção dos fazendeiros do meio-oeste americano. Para a operação dar lucro, era preciso ter uma logística eficiente e, claro, conseguir comprar barato e vender caro. No ano de 1870, a empresa fixa seus negócios na cidade de Albert Lea, no Minnesota, aproveitando a expansão ferroviária que acontece no sul do estado. Após transferir suas operações para a cidade de La Crosse, no estado do Wisconsin, em 1875, a empresa começou a expandir seus negócios, passando a negociar commodities como carvão, farinha, rações, lenha e sementes, além de investir em ferrovias, terras, irrigação de plantações e propriedades rurais. Uma década depois, a empresa passa a controlar mais de 100 instalações de armazenamento de grãos nos estados do Minnesota, Dakota do Sul e Dakota do Norte, e agora possuí uma capacidade de armazenamento total para 1.6 milhões de alqueires.


Nos anos seguintes a empresa teve um crescimento extraordinário, muito em virtude de sua estratégia em apostar no desenvolvimento da malha ferroviária americana, um transporte essencial para escoar seus produtos. Durante a Primeira Guerra Mundial os preços dos grãos dispararam e a CARGILL se beneficiou deste momento para obter lucros altíssimos. Em 1923, a CARGILL comprou a Taylor & Bournique, uma empresa de promoção de grãos com escritórios na costa leste do país e um sistema próprio de comunicação por fios. A aquisição da nova tecnologia deu à CARGILL uma importante vantagem competitiva. Em 1929 surgiu o departamento de exportações, dando início à comercialização de grãos no exterior, onde o preço final já incluía financiamento, embarque e carregamento. A criação deste departamento foi seguida da inauguração de pequenos escritórios em Winnipeg, no Canadá, Rotterdam, na Holanda e em Buenos Aires, na Argentina. Em meados da década de 1930, a empresa, já sob o comando de John MacMillan Jr., começou a vender grãos manufaturados com a marca CARGILL. Foi também nesta época que a CARGILL adquiriu seus primeiros navios próprios para o transporte de grãos.


Em 1941, a marinha dos Estados Unidos assinou contrato com a CARGILL para fabricar seis navios tanques. Ao final da Segunda Guerra Mundial, o exército e a marinha ofereceram à CARGILL um prêmio pela fabricação desses navios. Em 1945, no período pós-guerra, a empresa se diversificou, crescendo no setor de rações com a aquisição da Nutrena Mills. A CARGILL também comprou nessa época uma fábrica de processamento de farinha e óleo de soja. Pouco depois, em 1947, os executivos da empresa decidiram reabrir os escritórios na América do Sul. Na Argentina, a empresa lançou seu negócio de sementes híbridas. Além disso, foi desenvolvido um selo, feito para uma campanha publicitária, que dizia aos clientes como a CARGILL desenvolvia de forma criativa, maneiras de utilizar produtos agrícolas “para conseguir o melhor para todos”. Foi também nesta época que a CARGILL ingressou no mercado de sal, que se tornaria de grande importância para a empresa durante anos. Apesar do enorme crescimento, somente em 1953 a empresa ingressou oficialmente no mercado europeu. Na década seguinte, em 1966, ingressou na indústria de processamento de milho por via úmida. Subsequentemente, a divisão coreana da empresa formou uma joint venture para produzir rações, ovos e aves. Na década de 1970 a CARGILL importou o primeiro carregamento de suco de laranja concentrado do Brasil para os Estados Unidos.


Nas décadas seguintes a empresa cresceu através de inúmeras aquisições, além de ingressar em outros segmentos de mercado, como por exemplo, o comércio de café na década de 1980; e no processamento de carne suína e de peru. Com isso, o portfólio de produtos e serviços aumentou significativamente. Além de grãos, rações, sementes, óleos e milho, os negócios passam a abranger produtos químicos, cacau, café, algodão, ovos, fertilizante, serviços financeiros, farinha, sucos, malte, carne, melaço, amendoim, petróleo, porcos, aves, borracha, sal, aço, perus e lã. A CARGILL criou a Mosaic em 2004, uma das maiores produtoras mundiais de fertilizantes, expandindo ainda mais suas atividades. Pouco depois, em 2008, apresentou o produto Truvia™, um adoçante natural atraente e sem calorias feito a partir da rebiana, que é a parte mais saborosa da folha de estévia. Em 2011 a empresa inaugurou dois dos centros mais avançados de tecnologia e inovação na área de alimentos, localizados em Wichita (Kansas) e Campinas (São Paulo). Além disso, expandiu significativamente seu negócio global de nutrição animal com a aquisição da empresa holandesa Provimi, adicionando premixes e aditivos ao seu portfólio de produtos.


Considerada a maior empresa de capital fechado dos Estados Unidos em relação ao faturamento, tem operações que vão da venda de milho e trigo à contratação de navios cargueiros e estruturação de complexos derivativos para fundos de hedge. Sua lista de clientes vai desde a rede McDonald’s e a Coca-Cola até o ministério da agricultura do Egito. Além disso, desenvolvendo rações para animais e soluções de nutrição personalizadas, a CARGILL está presente na vida de mais de 500 milhões de pessoas todos os anos. Com mais de 1.950 patentes no mundo inteiro, a empresa está sempre apresentando inovações e soluções criativas para a alimentação e a agricultura. Hoje em dia, apesar de atuar sobre um grande leque de atividades (de matadouros de suínos nos Estados Unidos à exportação de produtos agrícolas para a China e o beneficiamento de algodão na África), a principal área de atuação da empresa é o comércio internacional de grãos. Em mais de 150 anos de história, a CARGILL acompanhou o desenvolvimento do mundo criando novos mercados e ajudando os mercados existentes a funcionar melhor, promovendo inovações que alimentam pessoas em todo o mundo.


Atuação em vários mercados 
A CARGILL está dividida em quatro principais divisões de negócios: 
AGRONEGÓCIO: compra, processa e distribui grãos e oleaginosas, entre outras matérias-primas (produção de óleos brutos, degomado, refinado e envasado, além de farelos), para atender fabricantes de produtos alimentícios e nutrição animal. A empresa também fornece produtos e serviços especializados para produtores agrícolas e criadores de gado. 
ALIMENTOS: colabora com indústrias, prestadores de serviços e varejistas da área alimentícia, fornecendo ingredientes para alimentos e bebidas, além de produtos a base de carnes e aves, ajudando-os a atender seus clientes da melhor maneira possível. Além disso, a empresa está presente na vida de milhares de pessoas por meio de produtos de consumo, muitos deles líderes de mercado, como por exemplo, azeites, azeitonas, maioneses, molhos, extratos e polpas de tomate, massas, molhos para salada, óleos refinados e óleos compostos. 
GERENCIAMENTO DE RISCO: fornece soluções financeiras e de gerenciamento de risco em mercados globais para clientes das áreas agrícola, alimentícia, financeira e de energia. 
INDUSTRIAL: atende indústrias que utilizam sal, amido e aço em sua produção. A empresa também desenvolve e comercializa produtos sustentáveis fabricados a partir de matérias-primas agrícolas.


Uma empresa poderosa e secreta 
Hoje, a CARGILL é, disparada, a maior empresa de alimentos do mundo. Seu faturamento é 25% maior que o da suíça Nestlé e quase 45% superior ao de sua principal concorrente, a também americana ADM. Mas, para entender o poder da CARGILL é preciso ir à pequena cidade de Blair, no estado do Nebraska. Com pouco mais de 8.000 habitantes e cercada de plantações de milho até onde a vista alcança é um daqueles fenômenos que ajudam a entender como os Estados Unidos se transformaram na maior potência agrícola do planeta. O investimento em tecnologia dos agricultores do cinturão do milho, como esse pedaço do meio-oeste americano é chamado, faz com que sua produtividade média seja duas vezes maior que a brasileira. Mas talvez o maior símbolo da força agrícola americana em Blair não seja o dourado do milho nas fazendas, mas a fábrica para onde é levada essa produção toda. A cidade abriga um dos maiores centros de processamento de grãos do mundo, um complexo que abriga seis linhas de trem e transforma 2.5 milhões de toneladas de milho por ano (são 180.000 caminhões e quase 30.000 vagões lotados de grãos a cada doze meses). Ali, o milho de Blair se transforma em dezenas de produtos, de ração animal a etanol. É uma demonstração da pujança do cinturão do milho. Mas é, também, uma pequena amostra do papel da empresa mais poderosa do agronegócio no mundo: a CARGILL.


A CARGILL não tem fazendas, não planta nada, vende muito pouco diretamente ao consumidor – no Brasil é proprietária de marcas conhecidas, como os óleos Liza e os molhos Pomarola, mas isso é uma exceção. A empresa se tornou o gigante que é operando fora dos olhos do público. Uma de suas principais atividades ainda é comprar, armazenar e revender commodities agrícolas como soja, milho, trigo e basicamente todas as outras. Desde que foi fundada, a CARGILL fez o que pode para manter tudo em segredo. Seus proprietários nunca viram muita vantagem em se expor. Para eles, quanto menos os concorrentes – e, até certo ponto, os clientes e fornecedores – soubessem, melhor. Como não tem capital aberto, a CARGILL passou décadas divulgando só o mínimo necessário sobre seus negócios. Recentemente, porém, isso começou a mudar. Há um esforço para tornar a empresa mais transparente. Nessa nova fase, governos protecionistas e consumidores que acham que a empresa manipula o mercado global de alimentos são o maior problema da CARGILL. A empresa também vem investindo para ampliar a participação da área de alimentos em suas receitas. Para lançar novos produtos, próprios e para clientes, inaugurou centros de pesquisa no Brasil e na Índia e reformou unidades que já tinha na Bélgica e na Malásia. Por exemplo, a cervejaria japonesa Saporo vende uma marca fabricada com um novo malte desenvolvido pela CARGILL que faz a cerveja durar mais e resistir ao transporte em navios para exportação. Já para a rede McDonald’s no Brasil, desenvolveu um óleo sem gordura trans (um tipo de gordura relacionada ao aumento da incidência de diabetes e doenças cardíacas). A obsessão das empresas em ter alimentos mais saudáveis – ou que pareçam saudáveis – tem gerado receitas para a CARGILL. Carnes com menos gorduras, adoçantes feitos com ingredientes naturais, cereais com mais vitaminas – tudo isso pode ser desenvolvido nos laboratórios da empresa.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por inúmeras remodelações ao longo dos anos. Foi somente em 1930 que vários projetos foram criados em cima do nome CARGILL. Os logotipos começaram a aparecer na década de 1940 quando a empresa se expandiu além do comércio de grãos. Feito inicialmente para sementes de milho, o logotipo de 1941 apresentava parte de uma espiga de milho e um moinho. Era a primeira vez que um projeto gráfico era usado no lugar do nome CARGILL.


O logotipo conhecido como “A Seta” tornou-se muito conhecido na América Latina por volta de 1953, quando a CARGILL carregou pela primeira vez na história uma carreta de milho a granel no interior do Brasil. O milho foi transportado para São Paulo. Embora esta marca registrada tenha sido oficialmente substituída em 1970, ela continuou viva até os anos de 1990 na América Latina. O “selo redondo com trigo” apareceu pela primeira vez quando a empresa introduziu a semente de sorgo híbrido na Argentina. Usado a partir de 1958, serviu como um símbolo “guarda-chuva” sem interferir em outras marcas específicas da CARGILL. Em 1965, foi criado um logotipo para comemorar o centésimo aniversário da empresa. Era uma ligação entre a versão do logotipo de 1960 e o penúltimo logotipo, sendo a primeira vez que uma forma era usada no desenho para “chamar a atenção”.


O famoso logotipo “C” foi introduzido em 1966. Tratava-se da letra “C” estilizada com o interior lembrando uma semente, cerne de grão ou gota de líquido semelhante a óleo. Foi o trabalho de marca mais ambicioso e bem sucedido na história da CARGILL, quando a empresa iniciava sua jornada de mudanças para projetos e capacidades. A atual identidade visual foi adotada no ano de 2002. Trata-se de uma referência deliberada aos valores inerentes à tradição da marca – integridade, confiabilidade e relações baseadas em confiança. Ao mesmo tempo, o novo logotipo também era mais dinâmico.


Os slogans 
150 years of helping the world thrive. (2015) 
Nourishing Ideas. Nourishing People. 
Alimentando ideias. Alimentando pessoas. (Brasil)


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1865 
● Fundador: William Wallace Cargill 
● Sede mundial: Minneapolis, Minnesota, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Cargill Inc. 
● Capital aberto: Não 
● Chairman: Gregory Page 
● CEO & Presidente: David MacLennan 
● Faturamento: US$ 107.2 bilhões (2015/2016) 
● Lucro: US$ 2.37 bilhões (2015/2016) 
● Presença global: 130 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 153.000 
● Segmento: Agricultura e indústria alimentícia 
● Principais produtos: Alimentos, produtos agrícolas e gerenciamento de risco 
● Concorrentes diretos: Bunge, Archer Daniels Midland, ConAgra Foods, Tate & Lyle e Morton Salt 
● Slogan: Nourishing Ideas. Nourishing People. 
● Website: www.cargill.com.br 

A marca no Brasil 
A empresa começou com um modesto escritório inaugurado no dia 24 de maio de 1965, no centro da cidade de São Paulo. O passo inicial foi a criação do Departamento de Sementes, que começou a operar com uma pequena usina de beneficiamento e produção de sementes híbridas de milho na cidade paulista de Avaré. Enquanto desenvolvia o seu próprio programa de melhoramento, a CARGILL começou a produzir e comercializar híbridos a partir de sementes básicas fornecidas pela Secretaria da Agricultura. A empresa expandiu suas atividades na área de comercialização de cereais, inaugurando em 1968 uma filial na cidade paranaense de Cascavel. No ano seguinte, iniciou na cidade de Jacarezinho (Paraná), as operações do Departamento de Rações, com a aquisição de uma fábrica, onde também chegou a funcionar uma filial do Departamento de Cereais. Em 1973, inaugurou sua primeira fábrica em terras brasileiras: a unidade de Ponta Grossa (PR), para o processamento da soja. Ainda este ano, a empresa criou a Fundação Cargill. A entidade, mantida pela própria empresa, surgiu com o objetivo de promover o desenvolvimento agropecuário através da difusão de modernas tecnologias, com um programa de trabalho dirigido a quatro áreas prioritárias: apoio ao ensino, subvenção a projetos de pesquisas, auxílio para realização de eventos e divulgação de trabalhos técnico-científicos voltados à agricultura. Posteriormente, a Fundação Cargill evoluiu como um potencial órgão de atuação direta em comunidades, com foco no desenvolvimento de uma cultura voltada à alimentação saudável, segura, sustentável e acessível para pequenos produtores rurais.


Em 1975, com “cheirinho de sucesso”, foi lançado o óleo Liza, um novo produto que veio revolucionar os conceitos a respeito do óleo de soja no Brasil. Ainda nesta década, foram inauguradas novas fábricas no sul e sudeste do país. Nos anos seguintes, a CARGILL deu início a uma série de investimentos na construção de sistemas portuários e ferroviários para o transporte de seus produtos ao Porto de Santos, no litoral paulista, visando aumentar a participação da empresa nas exportações brasileiras. No início da década de 1980, a unidade de Ilhéus, no sul da Bahia, começou o processamento e a comercialização de cacau, produzindo inicialmente licor e depois torta, pó e manteiga. Em 2001, lançou no mercado um novo azeite de oliva: Quinta dos Olivais e relançou o azeite de oliva La Española e o óleo de canola Purilev em nova embalagem. Nos anos seguintes a CARGILL lançou no mercado novos produtos como a linha Olívia, ingressando no mercado de óleos compostos; o Liza Nutriplus, único óleo de soja enriquecido com vitaminas A e D e naturalmente rico em vitamina E, nutrientes vitais para a nossa saúde e bem-estar; a lecitina de soja, um emulsificante natural composto por fosfolipídios; além de começar a distribuir com exclusividade, em 2003, o tradicional azeite português Gallo. Outras novidades introduzidas nessa época foram os Molhos para Salada Liza; e os Molhos para Salada Purilev Light.


Em 2003, a CARGILL adquiriu a marca de óleo de milho Mazola, complementando sua linha de produtos de consumo. No ano seguinte foi a vez de adquirir a Seara (vendida em 2009 para o grupo brasileiro Marfrig e posteriormente negociada com a JBS). Em 2010, a empresa adquiriu por aproximadamente R$ 600 milhões a linha de produtos à base de tomate da Unilever, que incluía as marcas Pomarola, Tarantella, Elefante e Pomodoro. No Brasil, a CARGILL tem sua origem no campo, a partir das atividades agrícolas, e hoje constitui uma das maiores indústrias de alimentos do país, com 8.000 funcionários envolvidos nos negócios de comercialização de commodities agrícolas, produção de ingredientes para indústria alimentícia, desenvolvimento de produtos para o consumo final, serviços financeiros e desenvolvimento de soluções para o segmento industrial. A operação brasileira possui unidades industriais, armazéns, terminais portuários e escritórios em aproximadamente 140 municípios. A CARGILL está hoje entre as 15 maiores empresas e cinco maiores exportadoras do Brasil. É considerada, também, a principal exportadora de soja do Brasil e maior processadora de cacau da América Latina.


A marca no mundo 
A CARGILL, maior e mais poderosa fornecedora mundial de produtos e serviços para os setores agrícola, alimentício e de gerenciamento de risco, tem mais de 1.400 fábricas e instalações, emprega mais de 150 mil pessoas em 70 países, comercializando seus produtos através de 130 nações em todos os continentes. A empresa adquire, processa, armazena, transporta e vende produtos agropecuários e diversos commodities no mundo inteiro. Além disso, fabrica ingredientes para alimentos processados, produtos farmacêuticos e bens de consumo e produz alimento. A empresa também processa e fabrica adoçantes, chocolates, óleos, rações para animais e álcool combustível – além de corantes e substâncias usadas para conservar iogurtes, pães, cervejas e refrigerantes. Com produtos que vão desde amidos até extrato de algas, o portfólio incomparável de ingredientes da empresa é utilizado em mais de 5.000 soluções para clientes do mundo inteiro. A empresa fornece aproximadamente 22% da carne consumida no mercado americano; é responsável por 22% das exportações de grãos dos Estados Unidos; além de ser o maior criador de aves da Tailândia; maior exportadora de produtos argentinos; e um dos maiores fornecedores de derivados de sal (capacidade de fornecimento superior a 14 milhões de toneladas por ano). Além disso, todos os ovos utilizados pela rede McDonald’s nos Estados Unidos passam pelas fábricas da CARGILL. A fábrica de Wahpeton, em Dakota do Norte, foi considerada pela IndustryWeek como uma das 10 melhores da América do Norte pela excelência de suas operações, como segurança e inovação. No ano fiscal de 2015/2016 a empresa faturou mais de US$ 107 bilhões e movimentou mais de 185 milhões de toneladas de grãos. 

Você sabia? 
Até hoje, 90% da empresa é controlada pelos descendentes das famílias MacMillan e Cargill, transformando-a na maior empresa familiar do mundo. Essa união começou em 1895 quando John H. MacMillan e Edna Clara Cargill se casaram na cidade de La Crosse, estado do Wisconsin. Hoje, há aproximadamente 90 descendentes dos Cargill e dos MacMillan, e eles reinvestem no negócio 80% dos dividendos a que têm direito. 
Hoje, a empresa tem 1.400 operadores de mercado em diferentes países, além de duas gestoras de recursos que administram bilhões de dólares. As principais mesas de negociação de commodities – de soja a nafta – ficam em Genebra, na Suíça, e as mesas de moedas e juros estão divididas entre Estados Unidos, Inglaterra, Brasil e Singapura. 
Em 1938, a CARGILL foi banida da bolsa de mercadorias de Chicago por ser acusada de manipular os preços do milho (sempre negou as acusações, e só voltou ao mercado 24 anos depois). 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Isto é Dinheiro, Época Negócios e Exame), jornais (Valor Econômico, Estadão e Folha), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 7/12/2016

3 comentários:

Anônimo disse...

Gostaria de ver mais informações sobre a Cargill que foi considerada a maior empresa privada dos EUA.

Daniel P. Rangel disse...

Trabalhei na Cargill entre 2002 e 2004. É uma empresa excelente, fora de serie mesmo. É uma grande empresa em termos de serviços e agricultura, e tambem excelente na relação funcionario X empresa.

Marcondes N. Chaves disse...

A Cargill é realmente ao meu ver um conglomerado de empresas que tem uma visão administrativa que vai muito além dos moldes utilizados na maioria dos demais conglomerados de empresas. A empresa, valoriza os seus fornecedores, clientes , funcionários, e outros prestadores de serviços. É um grupo consolidado mundialmente, sólido e lucrativo. Isto está a meu ver ligado com uma maneira de administrar que foge das chamadas " Mesquinharias Administrativas " , não é burocrática; mas mantém tudo sob controle. Enfim para mim é o conglomerado empresarial, que mais admiro no mundo. Parabéns Cargill.