4.11.10

NUTRASWEET

A marca americana NUTRASWEET é uma amarga e polêmica doçura. Isto porque, é o nome comercial de uma das substâncias mais controversas do mundo: o aspartame. Apesar de estar muito mais presente do que se possa imaginar nas vidas de milhões de pessoas em todos os cantos do mundo, o aspartame gera debates acalorados quanto ao risco que pode causar a saúde. Por outro lado, é considerado por milhões de pessoas, o gosto doce sem calorias. Polêmicas a parte, a influência da marca americana é tamanha, que ela faz parte do nosso dia a dia sem que percebamos.
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A história
A história começou em 1965 quando James M. Schlatter, um químico da empresa G.D. Searle & Company, que estava trabalhando no desenvolvimento de sintetizar um tetrapeptídeo para uma droga contra úlceras gástrica, derramou acidentalmente uma pequena quantidade de uma substância sobre uma de suas mãos. Quando ele lambeu um de seus dedos com a tal substância, se deu conta de que tinha um sabor extremamente doce. Era um pó branco, cristalino e sem cheiro, derivado de dois aminoácidos, o ácido aspártico e a fenilalanina. A substância, batizada de aspartame, era um aditivo alimentar artificial usado para substituir o açúcar comum. Composto por ácido aspártico (40%), fenilalanina (50%) e metanol (10%), o aspartame era 200 vezes mais doce que o açúcar natural. A descoberta era valiosa: se tratava do primeiro edulcorante a mais se aproximar do sabor do açúcar, acabando com a hegemonia da sacarina/ciclamato. A empresa então iniciou pesquisas para aplicações do aspartame como edulcorante de mesa ou na indústria alimentícia. Mas sua aprovação comercial não foi fácil, e a contestação em torno dos riscos causados a saúde acabou gerando uma enorme visibilidade para o aspartame. O principal obstáculo contra sua comercialização e aplicação se deu em 1973, quando uma equipe médica descobriu que o produto poderia gerar tumores cerebrais, segundo testes conduzidos com animais. Isto levou à Administração de Drogas e Alimentos dos Estados Unidos (conhecida pela sigla FDA) a descartar a comercialização do aspartame.
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Até que, em 1981, o FDA, confiando em informações de um estudo realizado no Japão, aprovou a utilização do aspartame em alguns alimentos secos. A substância iria revolucionar o mercado ao trazer um sabor agradável aos edulcorantes, até então considerados extremamente amargos. O aspartame inicialmente foi utilizado pela indústria alimentícia em cereais e sobremesas. Em 1982 a empresa resolveu criar a marca NUTRASWEET para adoçantes á base de aspartame. Para apresentar o novo produto ao consumidor, realizou uma campanha onde através de um cupom era possível receber cinco saches de NUTRASWEET para experimentação. O resultado: a empresa recebeu mais de dois milhões de cupons em menos de um ano. Pouco depois, em 1983, o FDA aprovou o uso do aspartame em bebidas gaseificadas e alimentos assados, abrindo assim um enorme mercado para a NUTRASWEET. Com isso, devido ao aumento de refrigerantes de baixa caloria no mercado, as vendas da empresa dispararam. Nesta época, o NUTRASWEET já era utilizado em mais de 40 produtos em 22 países. Em 1985, a também polêmica Monsanto adquiriu a empresa G.D. Searle & Company e criou uma subsidiária independente, a NUTRASWEET COMPANY. No ano seguinte, a empresa aplicou US$ 30 milhões em uma campanha para ressaltar que NUTRASWEET era feito com ingredientes naturais. O slogan dizia: “Nature doesn’t make NutraSweet, but NutraSweet couldn’t be made without it” (algo como “A natureza não faz NUTRASWEET, mas ele não poderia ser feito sem ela”).
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No final desta década, a marca possuía 65% do mercado neste segmento, e seu tradicional logotipo era extremamente reconhecido e popular entre os consumidores. Somente em 1996 o aspartame foi liberado para uso em todas as categorias de produtos alimentícios, incluindo aquecidos e cozidos. Em 2000, a NutraSweet Company foi vendida para o fundo de investimento J.W. Childs. Uma quantidade significativa de pesquisas científicas sobre o aspartame foi feita em todo mundo, e o FDA continua afirmando que ele não causa quaisquer doenças ou enfermidades, apesar de pesquisadores e médicos rebaterem essa alegação. O aspartame continua legalizado nos Estados Unidos e ainda é aprovado para consumo pelo FDA. No Brasil, o produto foi aprovado para uso pela Anvisa, a agência reguladora vinculada ao Ministério da Saúde. Com isso, a NUTRASWEET continua sendo uma das mais poderosas marcas do setor alimentício mundial, apesar da enorme polêmica em torno de sua principal substância. Além de fornecer aspartame para a indústria alimentícia e de bebidas, a NUTRASWEET comercializa sua nova geração de adoçantes para o consumidor final, agora com zero calorias e até uma versão que possui uma mistura de aspartame e açúcar de cana.
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A evolução visual
Em 2010 a marca NUTRASWEET remodelou completamente sua identidade visual. O novo logotipo, apesar de manter o tradicional símbolo redondo em vermelho (chamado de “red swirl”), que mais parece um suculento pirulito, ganhou uma nova tipologia de letra, que tornou o visual mais atrativo e doce aos nossos olhos.
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Dados corporativos
● Origem: Estados Unidos
● Lançamento: 1981
● Criador: G.D. Searle & Company
● Sede mundial: Chicago, Illinois
● Proprietário da marca:
J.W. Childs Associates
● Capital aberto: Não (subsidiária)
● CEO & residente: Craig R. Petray
● Faturamento: Não divulgado
● Lucro: Não divulgado
● Presença global:
100 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 1.200
● Segmento:
Indústria alimentícia
● Principais produtos: Adoçantes
● Ícones:
O logotipo Red Swirl
● Slogan: Swirl is the new sweet.
● Website: www.nutrasweet.com
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A marca no mundo
Apesar das inúmeras contestações sobre sua utilização, a NUTRASWEET, maior empresa produtora de aspartame do mundo, está presente em mais de 100 países no mundo, sendo encontrada em mais de 5.000 produtos alimentícios e bebidas que são consumidos por mais de 250 milhões de pessoas.
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Você sabia?
O aspartame é o adoçante mais utilizado em bebidas (refrigerantes), estando presente em mais de 6.000 produtos.
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As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).
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Última atualização em 4/11/2010

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