Trilhar os rumos do desenvolvimento sustentável significou, para a Shell, transformar-se em uma companhia integrada de energia. Com robusta presença em todo o planeta, aliou ao desenvolvimento econômico as vertentes ambientais e sociais, em busca de uma meta desafiadora: suprir a crescente demanda energética global respeitando as pessoas e o meio ambiente. Com alta tecnologia e inovação, a Shell está continuamente buscando superar os desafios do novo futuro energético, enquanto mantém a confiança de milhões de consumidores mundo afora. Por isso, aquele logotipo da concha e as cores amarela e vermelha a tornaram uma das marcas mais reconhecidas globalmente.
A história
A empresa tem suas origens no ano de 1833, em uma pequena loja, localizada na região oeste da cidade de Londres, que vendia antiguidades e objetos exóticos, incluindo belas conchas orientais usadas pelas donas de casa da época para decorar caixas e móveis. Marcus Samuel, o proprietário da loja, realizou tantos e tão bons negócios com as conchas, que contratou encomendas especiais às empresas que navegavam para o Oriente e, em pouco tempo, o negócio cresceu o suficiente para se transformar em uma empresa de importação e exportação. Quando faleceu em 1870, seus filhos - Marcus Samuel e Samuel Samuel - herdaram o negócio e continuaram a importar e vender conchas no Reino Unido. Com a ascensão da demanda por combustível, o óleo de baleia das velhas luminárias e candeeiros começava a ser substituído rapidamente pelo então moderno querosene - barato e de mais fácil manejo - em 1885, Marcus Samuel ampliou as atividades ingressando nesse novo e promissor negócio. Vale ressaltar que, a palavra Shell (“concha” em inglês) apareceu pela primeira vez em 1891, como marca registada do querosene que era comercializado pela Marcus Samuel and Company.
E para transportar querosene russo a granel, através do Canal do Suez, Marcus Samuel encomendou uma frota de navios a vapor. O “Murex”, primeiro deles, fez a viagem inaugural pelo canal, que liga o Mar Vermelho ao Mediterrâneo, em 1892. Essa viagem inaugural revolucionou o transporte de petróleo para os irmãos Samuel. Afinal, o transporte a granel reduziu significativamente o custo do petróleo, aumentando enormemente o volume que podia ser transportado. Nessa época, a principal concorrente dos irmãos era a Standard Oil, famosa por suas latas azuis de querosene que, depois de vazias, podiam ser usadas para tudo, desde telhados até frigideiras. Para se diferenciarem, eles pintaram suas latas de vermelho vivo. Essa tática funcionou e o comércio de querosene dava muito lucro aos irmãos.
Após Samuel obter uma concessão em Bornéu para perfurar poços de petróleo, ele fundou a Shell Transport and Trading Company no dia 18 de outubro de 1897, e inaugurou a primeira refinaria em Balik Papan. Mas a empresa começou a enfrentar dificuldades ao descobrir que o querosene de Bornéu era de baixa qualidade, não tendo conseguido ingressar no mercado de gasolina, a essa altura já em franca expansão. Em 1901, quando o petróleo foi descoberto no estado americano do Texas, Marcus Samuel fechou o que parecia o negócio de sua vida, adquirindo os direitos de transporte e distribuição do principal concorrente de sua empresa, a Standard Oil. Porém, em 1902, a superprodução no Texas levou os estoques disponíveis a praticamente zero. Como resultado, metade da frota da empresa ficou ociosa.
Todos esses contratempos culminaram em 1907 com a fusão entre a Shell Transport and Trading Company e a holandesa Royal Dutch Petroleum Company - fundada em 1890 para operar um campo de petróleo em Sumatra sob a direção de August Kessler - formando assim o Royal Dutch Shell Group. O dia em que o telegrama anunciando a fusão foi recebido - 23 de abril - é agora comemorado anualmente como o aniversário da Shell. A fusão proporcionou à Shell oportunidades empolgantes para demonstrar a qualidade de seus produtos no mercado de gasolina em rápida expansão. Isso incluiu corridas que quebraram recordes, além de voos e viagens exploratórias. Por exemplo, ainda em 1907, o Príncipe Borghese venceu um rali de Pequim a Paris com o óleo de motor Shell Spirit. Esse feito histórico provou a confiabilidade dos motores e dos produtos da marca em condições extremas. Já na Antártida, o combustível da Shell foi usado pelos exploradores Ernest Shackleton e Robert Scott, enquanto a Shell também forneceu combustível e suporte para o aviador francês Louis Blériot em sua travessia pioneira do Canal da Mancha, realizada em 25 de julho de 1909.
A fusão também uniu a expertise técnica holandesa ao alcance global britânico, criando uma força poderosa na indústria de petróleo e gás. A Shell tornou-se uma concorrente formidável da dominante Standard Oil Company, expandindo suas operações por toda a Europa e em muitas partes da Ásia. A exploração e a produção na Rússia, Romênia, Venezuela, México e Estados Unidos também foram significativas. Já inserida no mercado de combustíveis, a Shell inaugurou seus primeiros postos de serviço no estado da Califórnia em 1912. Essas instalações iniciais eram pequenas estruturas de madeira. Pouco depois, em 1915, a empresa expandiu suas operações e construiu formalmente seu primeiro posto padronizado em aço pré-fabricado no estado - apelidado de “crackerbox” -, comercializando gasolina, querosene e outros produtos automotivos.
Durante a Primeira Guerra Mundial, a Shell tornou-se um importante fornecedor de combustível para o Exército Britânico e também ofereceu todos os seus navios para a Marinha Real Britânica, incluindo o lendário “Murex”. No mês de junho de 1919, a empresa voltou aos holofotes quando John Alcock e Arthur Whitten Brown realizaram o primeiro voo transatlântico sem escalas com um bombardeiro Vickers Vimy abastecido com 865 galões de combustível fornecidos pela Shell, que foram essenciais para completar a travessia de 3.186 km entre o Canadá e a Irlanda. Os anos do pós-guerra foram um período de crescimento rápido para as companhias petrolíferas, à medida que o uso de automóveis e a demanda por gasolina aumentavam. Com isso, em 1920, a Shell se tornou a maior produtora de petróleo do mundo. No final desta década, em 1929, a empresa fundou a Shell Chemicals para investir no refino de produtos químicos a partir do petróleo. Nesta época, a Shell era responsável por 11% do petróleo cru consumido no mundo e detinha 10% de sua tonelagem de petroleiros.
Em 1931, a empresa realizou uma descoberta de petróleo pioneira no Bahrein, marcando seu ingresso no Oriente Médio e lançando as bases para seus futuros empreendimentos na região. Quando a Segunda Guerra Mundial começou, o escritório da Shell em Londres se dedicou a apoiar o esforço de guerra, e as refinarias da empresa nos Estados Unidos produziram combustível de aviação para abastecer as forças aéreas aliadas. Todos os navios-tanque da Shell permaneceram sob controle do governo e muitos funcionários da empresa demonstraram grande bravura para mantê-los em funcionamento. A guerra também foi uma descoberta para grandes inovações, com avanços significativos na pesquisa de combustíveis e produtos químicos, incluindo o desenvolvimento de combustíveis para novas aeronaves, como o Spitfire.
Depois da Segunda Guerra Mundial, a paz trouxe um súbito aumento na utilização de automóveis e consequentemente no consumo de derivados de petróleo, e a Shell respondeu a essa nova demanda com uma nova estratégia de expansão, chegando à África e a América do Sul. Em 1947, a empresa perfurou seu primeiro poço de petróleo off-shore comercialmente viável no Golfo do México. Em 1955, a Shell já operava 300 poços ao redor do mundo. O compromisso da Shell com a inovação e os avanços tecnológicos levou à descoberta do campo de gás de Groningen, nos Países Baixos, em 1958 - um dos maiores campos de gás natural do mundo. Essa descoberta fundamental posicionou a Shell como um dos principais atores do setor de gás natural, abrindo novas oportunidades de crescimento e lucratividade. A década também foi marcada pelo lançamento da Super Shell, um combustível premium de alta octanagem, que ganhou grande notoriedade pelas campanhas publicitárias, que afirmavam que a gasolina aumentava a autonomia do veículo em comparação com as gasolinas comuns.
Em 1960, a Shell inovou mais uma vez ao introduzir o sistema de hidrantes para abastecimento de aeronaves em aeroportos, que permanece como o padrão da indústria. Pouco depois, em 1964, a Shell foi responsável pela entrega da primeira remessa marítima comercial de Gás Natural Liquefeito (GNL). Na década de 1970, a Shell iniciou um processo de diversificação, reconhecendo a necessidade de se adaptar às dinâmicas energéticas em transformação. A empresa expandiu suas operações para além dos setores tradicionais de petróleo e gás, investindo também em carvão, energia nuclear e fontes alternativas de energia. Essa medida estratégica visava reduzir a dependência de hidrocarbonetos e posicionar a Shell como uma empresa de energia integrada, capaz de enfrentar os desafios energéticos emergentes. No dia 16 de agosto de 1989, a Shell voltou a chamar a atenção do mundo ao fornecer o combustível para o primeiro voo comercial sem escalas de Londres para a Sydney, realizado pela companhia aérea Qantas (conheça essa história aqui), que percorreu 18.000 km e durou 20 horas e 9 minutos.
Em 1993, a Shell abriu a primeira fábrica comercial de GTL (Gas-to-Liquids) do mundo em Bintulu, na Malásia, um movimento pioneiro que preparou o terreno para o papel crescente deste combustível, que utiliza uma tecnologia para converte gás natural ou outros hidrocarbonetos gasosos em combustíveis líquidos de alta qualidade, como diesel, gasolina e querosene. Pouco depois, a empresa fortaleceu sua posição no varejo com a inauguração no Brasil da primeira loja de conveniência Shell Select, criada para elevar o tempo da tradicional parada em postos de combustível, oferecendo aos motoristas uma variedade maior de produtos de mercearia, lanches frescos e comodidades. Atualmente a Shell Select possui mais de 1.200 lojas somente no mercado brasileiro. Essa década também foi marcada por novidades no mercado, como por exemplo, o lançamento no Brasil da Trava Eletrônica, um sistema de monitoramento de combustíveis comercializados nos postos, que impedia o derramamento e a adulteração de produtos, através do controle da abertura e fechamento dos tanques de combustíveis.
O início do novo milênio apresentou novidades, como o programa DNA Shell, tecnologia exclusiva para rastrear e garantir a qualidade dos combustíveis, que iniciou seus testes em agosto de 2000. O lançamento oficial ocorreu inicialmente nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, em janeiro de 2001. Funcionando como um código genético de um DNA (que não pode ser copiado), permite que a Shell verifique a procedência dos combustíveis comercializados nos postos de serviços no Brasil. Três anos mais tarde, 1.400 postos de abastecimento já participavam do programa, que contava com 50 laboratórios móveis (veículos de controle de qualidade, capacitados para analisar amostras das gasolinas e diesel, permitindo saber com precisão se a origem dos combustíveis é 100% Shell). Nessa época, a empresa se expandiu para a China e Rússia, ampliando ainda mais seus negócios. Além disso, em 2002, a empresa aumentou sua presença no mercado americano com a aquisição da Pennzoil-Quaker State por US$ 1.8 bilhões, passando a ser proprietária das populares marcas de óleos e aditivos Pennzoil® (conheça essa história aqui) e Quaker State® (conheça essa história aqui).
Em 2012, a Shell concluiu o projeto Pearl GTL no Catar, produzindo combustíveis sintéticos ultra limpos. Pouco depois, em 2015, a Shell anunciou a compra da britânica BG Group por US$ 70 bilhões, o primeiro grande negócio no setor de petróleo em mais de uma década e expandindo sua presença global em gás natural e águas profundas. Com isso, foi criada uma nova grande potência no pré-sal brasileiro, transformando a Shell na petrolífera mais próxima da Petrobras (conheça essa história aqui). Outro marco importante ocorreu em 2016, quando a empresa criou a divisão de negócios New Energies, cujo objetivo era acelerar os investimentos na transição energética, incluindo biocombustíveis avançados e hidrogênio, energia solar, energia eólica, gás natural e infraestrutura de recarga para veículos elétricos. A criação desse segmento marcou o movimento estratégico da multinacional para diversificar seu portfólio tradicional de petróleo e se posicionar no mercado de energia renovável.
Em 2017, a empresa colocou em operação a Prelude FLNG, maior instalação flutuante de gás natural liquefeito do mundo, medindo 488 metros de comprimento e pesando 600.000 toneladas. Localizada a cerca de 475 km da costa noroeste da Austrália, é capaz de extrair, processar e liquefazer gás natural em alto-mar, produzindo anualmente 3.6 milhões de toneladas de GNL. Em 2019, a empresa apresentou o Shell GO+ - inicialmente no Reino Unido para substituir o antigo Shell Drivers’ Club - como o programa de fidelidade global da rede de postos Shell, disponível em diversos países. O programa permite que os motoristas acumulem pontos a cada abastecimento ou compra em lojas de conveniência, e que possam ser trocados por descontos em combustíveis, produtos exclusivos, vouchers e outros benefícios parceiros.
Atualmente a Shell explora, produz e refina petróleo. Pesquisa, produz e transporta gás. Fabrica produtos químicos. Investe na pesquisa e viabilidade de fontes de energia renováveis. E ao longo da sua história, busca constantemente inovação tecnológica, vislumbrando a descoberta de novas tecnologias como fator crucial para o futuro.
1907
● Lançamento da Shell Motor Spirit, a primeira gasolina automotiva da empresa a ostentar a marca.
1928
● Lançamento da AeroShell®, marca de lubrificantes e fluidos específicos para a aviação.
1957
● Lançamento do Shell X-100 Multigrade, que revolucionou a manutenção de motores ao oferecer os benefícios de múltiplas faixas de viscosidade em um único óleo.
1964
● Lançamento do Shell Super Motor Oil, uma linha de óleo cuja fórmula foi desenvolvida para aderir quimicamente às peças do motor, visando proteger contra ácidos corrosivos, acúmulo de água e borra, prolongando, assim, a vida útil. Posteriormente a linha foi ampliada para incluir versões multiviscosas e para serviços pesados (HD).
1976
● Lançamento do Shell Rimula® (conhecido em alguns mercados como Shell Rotella®), uma linha premium de óleos lubrificantes voltada para motores a diesel de veículos pesados (como caminhões, ônibus e maquinários agrícolas ou de construção).
1980
● Lançamento do Shell Luma®, um óleo lubrificante formulado especificamente para veículos movidos a álcool (etanol), combustível que gozava de grande popularidade no mercado brasileiro nessa época.
1985
● Lançamento do Shell Helix®, uma linha de lubrificantes de motor altamente diferenciada, que atualmente possui fórmula exclusiva com aditivos de tecnologia sintética, criteriosamente balanceados para garantir ao motor máxima proteção. Atualmente é principal linha de lubrificantes da Shell para veículos de passeio.
1986
● Lançamento da gasolina e óleo para motores Formula Shell, que apresentavam um exclusivo “potencializador de faísca” à base de Nitrato de Potássio. O termo “Formula” foi escolhido por suas conotações científicas e por permanecer inalterado em diversos idiomas, tornando-o ideal para o marketing internacional.
1987
● Lançamento, inicialmente na Malásia, da Shell Formula Diesel, uma linha de diesel aditivados, cuja formulação foi projetada para garantir uma combustão mais eficiente, limpar os bicos injetores, proteger o motor contra corrosão e promover maior autonomia Posteriormente, em 1988, foi introduzido nos mercados globais (incluindo o Brasil) para oferecer alto desempenho, melhor economia de combustível e proteção ao motor.
1993
● Lançamento do Shell Advance, uma linha premium de óleos lubrificantes desenvolvida especificamente para atender às necessidades específicas e às altas rotações dos motores de motocicletas e scooters.
1998
● Lançamento do Shell Optimax®, um combustível sem chumbo de alto desempenho.
2001
● Lançamento da Shell V-Power®, combustível premium de alta especificação, cuja fórmula exclusiva diminui o atrito entre as peças móveis do motor que entram em contato com o combustível, permitindo assim a redução do desgaste e oferecendo mais proteção ao automóvel. Inicialmente comercializada na Itália, se tornou um verdadeiro sucesso de marketing global.
2009
● Lançamento da Shell Nitrogen-Enriched Gasolines, gasolinas aditivadas com nitrogênio, cuja formulação é projetada para criar uma camada protetora, limpar o motor, remover resíduos de carbono e melhorar a estabilidade térmica em altas temperaturas.
2012
● Lançamento do Shell Evolux® Diesel, um diesel aditivado premium e avançado que visava reduzir custos de manutenção e melhorar o desempenho do motor.
● Lançamento da Shell V-Power® Nitro+, uma gasolina desenvolvida para limpar e proteger partes vitais do motor. Com formulação única, essa gasolina continha 70% a mais de FMT (Friction Modification Technology) do que a Shell V-Power®.
2013
● Lançamento do Shell Diesel FiT™ (Fuel Injection Technology), um diesel com nova formulação que ajudava a fornecer proteção contra a perda de desempenho dos injetores de combustível, promovendo também um reforço anti-corrosão e anti-desgaste, mantendo assim o desempenho do motor.
2015
● Lançamento da Shell Helix® Ultra, uma linha de óleos para motores formulada diretamente com a revolucionária tecnologia PurePlus, um processo que converte gás natural em um óleo-base cristalino 99,5% puro, livre de impurezas do petróleo bruto. A linha proporciona maior limpeza do motor, menor atrito e alta resistência à degradação.
● Lançamento no Brasil da Shell V-Power® Racing, uma gasolina de alta octanagem, que ajuda os motores a entregar o seu máximo desempenho e potência, atendendo aos consumidores mais exigentes.
A parceria entre a Shell e a Ferrari (conheça essa história aqui) é uma das mais duradouras, vantajosas e vitoriosas do automobilismo mundial, iniciando em 1929 - ano de fundação da escuderia italiana. A colaboração entre as duas marcas começou antes mesmo da escuderia fabricar seus cobiçados bólidos esportivos, quando Enzo Ferrari ainda competia pela Alfa Romeo (conheça essa história aqui) nos anos de 1920. Quando a equipe italiana entrou oficialmente na Fórmula 1®, em 1950 no GP de Mônaco, a Shell já estava fornecendo combustíveis e óleos de motor para a escuderia.Desde então, a colaboração técnica garantiu mais de 150 vitórias na Fórmula 1®, dez títulos de construtores e 12 de pilotos e o desenvolvimento de combustíveis como o Shell V-Power®.
Desde 1996, a Shell tem sido a pioneira no desenvolvimento de técnicas de análise nas pistas, que contribuíram em parte para a trajetória espetacular da qualidade mecânica da Ferrari. As operações realizadas nas divisões de carros de passeio e de Formula 1® da montadora italiana proporcionam um formidável campo de testes para a Shell monitorar dados importantes como resistência ao uso, sistemas de proteção térmica do motor e redução de desgaste interno.
Por manter um alto nível de potência do motor e de eficiência do combustível ao diminuir sua densidade, a Shell permitiu à Ferrari reduzir o peso nos carros e otimizar seu desempenho, além de melhorar o consumo de combustível, como em 2004. Em diversas ocasiões (particularmente em San Marino e na Espanha), a equipe italiana impôs um ritmo intenso às voltas na pista enquanto seus rivais ficavam nos boxes, conquistando lideranças seguras antes de fazer o pit-stop. As inovações da Shell não se limitam apenas à potência pura. Não é somente o combustível que pode fornecer apoio estratégico à equipe da Fórmula 1®, a escolha correta do lubrificante também produz um impacto significativo à performance do carro. Por exemplo, a pareceria resultou em um dos motores mais confiáveis da Fórmula 1®, e baseados na tecnologia encontrada na linha Shell Helix® foi possível fabricar uma série de misturas de lubrificantes que deram potência e protegeram o motor em diferentes patamares no ano de 2005.
Já através do Shell Track Lab, um moderno laboratório móvel presente em todos os circuitos da temporada, uma equipe de técnicos da empresa e da escuderia italiana monitora constantemente a formulação e a qualidade do seu combustível por meio de análises que garantem a confiabilidade dos motores. O objetivo é adequar a gasolina ao motor e vice-versa. A cada ano, a Shell desenvolve mais de 250 mil litros de combustível para a equipe da Ferrari. Vale ressaltar que, os carros de passeio da montadora italiana também saem da fábrica com indicações específicas para utilizar os produtos fornecidos pela Shell.
Atualmente mais de 50 cientistas da Shell colaboram com o programa Shell Formula One com a Ferrari. Estes importantes membros de equipe trabalham nos laboratórios da empresa em todos os autódromos e no coração da Escuderia Ferrari, na sua matriz em Maranello, co-criando tecnologias avançadas. Além das pistas, o contrato mais recente estendeu o foco da parceria para a inovação em biocombustíveis, combustíveis sintéticos e estratégias de redução de carbono nas operações da equipe.
A Shell sabe muito bem utilizar o sucesso dessa histórica parceria em sua comunicação. Por exemplo, em 2007, para comemorar os 60 anos da vitoriosa parceria foi produzido um comercial antológico (assista abaixo), denominado “Circuit”, que celebrava as seis décadas de sucesso e inovações tecnológicas entre as duas empresas. O comercial foi filmado nas ruas do Rio de Janeiro, Nova York, Hong Kong, Mônaco e Roma, utilizando cinco modelos diferentes de carros de Formula 1® através das décadas. Já em 2009, outra icônica campanha mostrava Michael Schumacher em um posto de gasolina atuando como frentista. Na ação publicitária (assista aqui), um motorista desavisado parava para abastecer o carro e era surpreendido pelo heptacampeão e por uma equipe de mecânicos da Ferrari, que realizavam um pitstop completo com a mesma velocidade das pistas. O objetivo da propaganda era demonstrar a parceria histórica entre a Shell e a Scuderia Ferrari, promovendo alta performance e a precisão dos combustíveis e investimentos da marca.
Já nos Estados Unidos, a Shell é famosa por ser a patrocinadora principal de longa data da equipe Penske na principal categoria do automobilismo americano (NASCAR), estampando o lendário carro #22 com suas cores e logotipo. A Shell também atua como parceira técnica oficial da equipe Ducati (saiba mais desta marca aqui) na MotoGP™ desde 2003, fornecendo combustíveis e lubrificantes de alta performance.
Todo esse investimento é gerenciado pela Shell Motorsport, divisão global e plataforma de marketing da empresa dedicada ao automobilismo e esportes a motor. A divisão é responsável por conectar as tecnologias desenvolvidas em competições (como Fórmula 1®, MotoGP™ e NASCAR) com os produtos vendidos nos postos de combustíveis. A marca frequentemente lança a Shell Motorsport Collection, famosa por oferecer aos clientes miniaturas colecionáveis de carros de corrida (especialmente Ferrari) em seus postos de combustíveis mediante abastecimento.
A marca também conta com o jogo oficial Shell Racing para dispositivos móveis (primeira versão lançada em 2019), que permite jogar em pistas virtuais, construir circuitos personalizados, e, nas edições especiais de miniaturas, controlar carros físicos da Ferrari diretamente pelo celular via Bluetooth. O Shell Racing integra uma série de funcionalidades que misturam diversão, simulação e realidade.
Durante sua história a Shell foi gradativamente lapidando sua logomarca até seu total reconhecimento por milhões de consumidores ao redor do mundo. O primeiro logotipo da marca foi criado em 1900 e era representado por uma concha de mexilhão vista de lado. Foi somente em 1904 que a tradicional concha “Pecten” (palavra latina para vieira) foi inserida no logotipo da marca Shell para melhorar o apelo visual. Até 1930, esse logotipo foi modernizado duas vez. Em 1948, o nome Shell foi incorporado à imagem da concha (que foi completamente redesenhada e adotou as cores vermelha e amarela), tornando o design mais arrojado e impactante. Em 1955, o contorno foi suavizado e o logotipo assumiu linhas mais geométricas e cores sólidas. Mas foi em 1971 que o logotipo emblemático da Shell - como conhecemos hoje - foi criado pelo célebre designer Raymond Loewy. O desenho foi simplificado (com linhas marcantes) e adotou um esquema de cores vibrantes, tornando-se mais simétrico e harmonioso. Após passar por uma modernização que incluiu nova tipografia de letra para a palavra Shell e novas tonalidades de vermelho e amarelo, em 1999 o logotipo passou a ostentar somente a concha.
Em algumas ocasiões o logotipo pode ser aplicado com o nome Shell abaixo. Mas convenhamos, é completamente desnecessário. Afinal, que ser humano deste plante quando vê aquela concha amarela e vermelha não pensa em Shell. Aliás, essas cores - tão associadas à marca - surgiram em 1915, quando a subsidiária da empresa na Califórnia construiu seus primeiros postos de combustíveis e precisava fazê-los destacar-se da concorrência. Resolveram então utilizar cores vivas que não ofendessem os californianos: em virtude das fortes origens espanholas do estado, escolheram o vermelho e o amarelo. Surgia então as cores oficiais da Shell.
For the world you run. (2025)
Powering Progress Together. (2021)
Let’s Go. (2010)
Get the most out of every drop. (2009)
Made to move. (2006)
Waves Of Change. (2003)
Count on Shell. (2002)
Where cars are a passion, the fuel is Shell. (1997)
Everything for your motor. (1997)
Formula Shell, adrenaline for your engine. (1996)
Feel the fuel. (1995)
You can tell when it’s Shell. (1993)
Shell. The Station of Choice. (anos de 1990)
You can be sure of Shell. (1986)
Technology you can trust. (1985)
Shell Products Perform. (1971)
Think chemicals - Think Shell. (1970)
Go well. Go Shell. (1966)
Going well, going Shell. (1965)
They drive well with Shell. (1964)
Fuelling all the people all the time. (1963)
Wherever you go… You can be sure of Shell. (1963)
Sign of a better future for you. (1961)
Cars love Shell. (1959)
Stop for Shell and go. (1957)
You can be sure of Shell. (1937)
Energia que vem da gente. (2021, Brasil)
Posto não se discute, tem que ser Shell. (2014, Brasil)
Com a Shell, você excede de novo. (1984, Brasil)
● Origem: Inglaterra
● Fundação: 18 de outubro de 1897
● Fundador: Marcus Samuel
● Sede mundial: Londres, Inglaterra
● Proprietário da marca: Shell plc
● Capital aberto: Sim
● Chairman: Sir Andrew Mackenzie
● CEO: Wael Sawan
● Faturamento: US$ 266.8 bilhões (2025)
● Lucro: US$ 18.1 bilhões (2025)
● Valor de mercado: US$ 227.8 bilhões (julho/2026)
● Posto de gasolina: 46.000
● Presença global: 160 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 85.000
● Segmento: Energia e petroquímica
● Principais produtos: Exploração e produção de petróleo e gás, combustíveis e lubrificantes
● Concorrentes diretos: ExxonMobil, BP, Chevron, Texaco, TotalEnergies, Aramco, Equinor, Eni, Phillips 66, ConocoPhillips, Marathon, Petrobras, Ipiranga, Gazprom, Petronas e PetroChina
● Ícones: A concha vermelha e amarela
● Slogan: For the world you run.
● Website: www.shell.com.br
A marca no Brasil
A Shell chegou ao Brasil exatamente no dia 9 de abril de 1913, iniciando suas atividades com o nome de Anglo-Mexican Petroleum Products Company. O primeiro nome da Shell no Brasil, Anglo-Mexican, se justificava porque os produtos vinham da empresa de petróleo El Aguilla, no México. No dia 5 de maio de 1914, inaugurou o primeiro depósito de óleo combustível do país, localizado na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. A empresa começou a distribuir, no lombo de burros, além dos óleos combustíveis industriais, o Querosene Aurora, lubrificantes, óleo diesel e a Gasolina Energina. Somente em 1922 foram inauguradas as primeiras bombas de gasolina em ruas e garagens de capitais e cidades do interior, e também ao longo de rodovias. Os primeiros postos de serviços só seriam inaugurados sete anos depois. No mês de fevereiro de 1927 surgiu a Shell Aviação, primeira empresa a fornecer combustíveis e lubrificantes para aeronaves. O abastecimento inaugural foi do hidroavião “Atlântico”, que realizou o primeiro voo comercial do Brasil, decolando de Porto Alegre rumo a Rio Grande, transportando três passageiros e 162 kg de correspondências.
Nos anos seguintes a empresa cresceu, implantou e lançou novidades no mercado: inaugurou o primeiro posto de abastecimento e serviços da futura capital do país (Brasília) em 1957; inaugurou, em São Paulo, a primeira loja de conveniência em posto de serviços do país, sob a marca Shell Express em 1987; criou o famoso programa de televisão Clube Irmão Caminhoneiro Shell, em 1988; lançou o Shell Card, primeiro produto de automação da subsidiária brasileira e do mercado, em 1990; lançou da Formula Shell Gasolina, um combustível diferenciado, em 1992; introduziu no mercado a Shell Select, marca mundial de lojas de conveniência em 1995; lançou o lubrificante Rimula®-X, também em 1995; lançou o lubrificante para motores a gasolina Shell Helix®, em 1996; lançou, em 2001, o programa DNA da Shell com o intuito de inibir a adulteração de combustíveis em sua rede de postos; implantou, em 2001, a Shell Marine Products, divisão marítima da empresa, que conta com uma estrutura logística capaz de atender a clientes em praticamente todos os portos do litoral brasileiro; lançou em 2003 a gasolina Shell V-Power®; e iniciou a comercialização do biodiesel em seus postos de serviço em 2006.
E as novidades da Shell não pararam por aí: em 2009 iniciou a produção de petróleo e gás natural no Parque das Conchas (antigo BC-10), localizado na Bacia de Campos, no litoral do Espírito Santo; trouxe ao país o primeiro carregamento de gás natural liquefeito (GNL); lançou, com exclusividade para o mercado nacional em 2010, o Shell V-Power® Etanol, primeiro etanol aditivado do mundo, feito à base de cana-de-açúcar; e a introduziu o Shell Diesel Inverno, um combustível desenvolvido exclusivamente no país para proporcionar melhor desempenho do veículo em baixas temperaturas, especialmente criado para a região sul do Brasil.
Em janeiro de 2011, a Shell e a Cosan integram-se para a formação da Raízen, empresa responsável pela produção e comercialização de açúcar, energia e etanol de cana-de-açúcar, além da distribuição de combustíveis para transporte e indústria, a partir da integração das redes de distribuição e postos. Mais recentemente, em 2024, foi lançado o Shell Box Clube, programa de fidelidade do aplicativo de pagamentos da Shell, criado para transformar os abastecimentos e pagamentos em pontos, que podem ser trocados por descontos, produtos e experiências exclusivas diretamente pelo aplicativo. Atualmente a empresa comercializa aproximadamente 22 bilhões de litros de combustível para os segmentos de transporte, indústria e consumidor final. Além disso, possui mais de 6.400 postos de serviços com a bandeira Shell, que atendem em média 1.5 milhões de clientes por dia e vendem mais de 8 bilhões de litros de combustíveis e 15 milhões de litros de lubrificantes por ano, além de contar com 1.200 lojas da rede de conveniência Shell Select. São mais de 1.000 funcionários envolvidos em diversas áreas de negócio, como aviação, lubrificantes, comercial, marine, químicos e suprimentos e distribuição.
A Shell, líder global na venda de lubrificantes, atua na exploração e produção de petróleo e gás, refinação, transporte e comercialização de seus derivados, produção e venda de produtos químicos e geração de eletricidade e energias renováveis. A Shell, que emprega 85.000 funcionários e está presente em mais de 160 países, possui mais de 46.000 postos de gasolina em 80 países (incluindo 14.000 deles somente nos Estados Unidos), 88.000 pontos de recarga públicos para veículos elétricos e produz diariamente 1.8 milhões de barris. Todos os dias a Shell vende mais de 350 milhões de litros de combustíveis para 33 milhões de consumidores ao redor do mundo. A Shell opera diretamente cerca de 13.000 lojas de conveniência em todo o mundo, incluindo mais de 7.500 unidades sob a marca Shell Select em 47 países. A empresa atua também em outros importantes segmentos como a divisão de aviação, denominada Shell Aviation, que fornece combustíveis e lubrificantes para 800 aeroportos localizados em 40 países, abastecendo um avião cada 12 segundos; e a Shell Marine, que está presente em 700 portos de 60 países fornecendo combustíveis e lubrificantes para mais de 15.000 embarcações, desde navios-tanque de longo curso até pequenas embarcações de pesca. Além disso, por meio da Shell Global Solutions, a empresa oferece a seus clientes soluções para o aumento de eficiência energética de plantas industriais, diminuição das emissões de CO₂ e racionalização do consumo de energia e água.
Você sabia?
● Em 2008, um Airbus A380 tornou-se a primeira aeronave comercial a voar com combustível de aviação líquido sintético processado a partir da tecnologia Shell GTL.
● Hoje em dia, centenas de cientistas, pesquisadores e especialistas trabalham em inovação e desenvolvimento de tecnologias, especialmente no Shell Trackside Laboratory, no Reino Unido.
As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Isto é Dinheiro, Época Negócios e Exame), jornais (Valor Econômico e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).
Última atualização em 13/7/2026
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6 comentários:
Muito legal a pesquisa que vocês fizeram, só tente procurar escrever tudo em português, pois eu não faço a menor idéia do que esta escrito nos slogans!!!
Mas fora isto esta tudo muito bom!!!
Estou fazendo um trabalho de faculdade (PIM)e resolvi aprimorar meus conhecimentos no segmento de combustivel e lubrificantes(Shell); achei o site de vcs e gostaria de saber se vcs poderiam me ajudar quanto as informações solicitadas na faculdade em base das matérias Marketing Esportivo e Cultural, MKT Social e Politico e Desenvolvimento Sustentavel; em relação a Shell?Aguardo retorno.
Gostaria de saber se a gasolina distribuida pela SHELL e vendida pelos postos com a bandeira SHELL é extraída pela PETROBRAS.
o que é o V - NA FRASE - V-POWER - ALGUEM SABE ME DIZER?
Excelente posto o meu preferido e confiável ❤
Quero um vt de comercial Shell excede de novo
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