25.4.21

BROOKS RUNNING


Seja iniciante, praticante de fim de semana ou profissional, não importa. Quem realmente leva a corrida a sério sabe a importância de ter um Brooks nos pés. Pouco conhecida dos brasileiros, a marca americana tem como principal objetivo inspirar pessoas a correrem e a serem ativas por meio da criação de tênis inovadores projetados para permitir que corram mais, mais rapidamente e cheguem mais longe. E esse objetivo é apoiado pela filosofia Run Happy, para celebrar e promover o esporte e os praticantes em várias partes do mundo. Afinal, “Correr Feliz” é mais do que um slogan na Brooks, é um estado de espírito. 

A história 
Sem dúvida, a Brooks teve um papel primordial na evolução dos tênis de corrida, mas o foco principal da marca nem sempre foi esse. Também conhecida como Brooks Running, sua história começou em 1914 na cidade da Filadélfia, estado americano da Pensilvânia, quando John Brooks Goldenberg comprou a Quaker Shoe Company, uma fabricante de chinelos e sapatilhas de balé. Com a ajuda de seus irmãos, Michael e Frank, em 1920 a empresa passou a se chamar Brooks Shoe Manufacturing Co., e seus calçados vendidos sob a marca Bruxshu. Nesta época, além de chinelos e sapatilhas de balé, a empresa também vendia um calçado de ginástica chamado Ironclad Gyms. Em 1921, a empresa lançou as primeiras chuteiras para a prática de beisebol, que seriam usadas por equipes campeãs e atletas famosos como Mickey Mantle. No final desta década, em 1929, a empresa passou a vender patins com freios frontais de borracha.
   

Em 1930, iniciou seu pioneirismo no desenvolvimento de tecnologias para calçados esportivos com a introdução dos tênis para futebol americano com Natural Bend Arch Support, que proporcionava maior suporte para os arcos dos pés; e Lock Tight, que ajudava a reduzir lesões evitando que as travas se soltassem durante a partida. Em 1938, ampliou sua linha de produtos com o lançamento de calçados ortopédicos infantis. Nessa época a empresa passou a vender seus calçados com a marca Brooks. Pouco depois, desenvolveu um calçado com travas de borracha macia para a prática de softball, versão mais simplificada do beisebol, muito praticada por mulheres. Nesta época esses calçados se tornaram extremamente populares, ao lado de uma extensa e crescente linha de tênis para ginástica, boliche, basquete, beisebol, futebol, boxe e luta livre.
  

A história da Brooks começaria a mudar no início da década de 1970. Especialmente a partir de 1972, quando Frank Shorter, formado pela tradicional universidade de Yale, venceu a maratona olímpica. Correr de repente cativou a atenção do mundo. E a Brooks começou, mesmo que timidamente, pensar em direcionar seu foco para o segmento de tênis de corrida. Isto se concretizou em 1974 com o lançamento do Villanova, um tênis para corrida que iniciou o verdadeiro compromisso da marca com a inovação ao utilizar EVA (que substituiu a borracha na entressola), uma espuma com infusão de ar que foi rapidamente adotada por outras marcas esportivas. O modelo foi desenvolvido com o feedback do corredor olímpico de meia distância Marty Liquori. O Villanova colocava a Brooks em um patamar de igualdade com outras grandes marcas do segmento. Pouco depois, em 1977, lançou o modelo Vantage, o primeiro tênis da marca a atingir o número 1 no ranking da respeitada revista Runner’s World (conheça sua história aqui). O modelo apresentava um grande diferencial: uma palmilha removível que se moldava ao pé do corredor. O Vantage aumentou a popularidade da marca, especialmente depois que o presidente Jimmy Carter encomendou um par. No final da década, a Brooks já figurava entre as três marcas mais vendidas do segmento no mercado americano.
  

A próxima década teve início com grandes inovações, como por exemplo, os lançamentos dos tênis Hugger GT (1980), um grande avanço no segmento por ser o primeiro a apresentar uma parte superior respirável, além de uma tira lateral que “abraçava” o calcanhar tornando o pé uma estrutura mais biomecanicamente eficiente (e menos propensa a lesões); e Nighthawk (1981), com tecnologia Varus Wedge, que resolvia um grande problema para os corredores ao reduzir a pronação excessiva. Apesar das novidades e inovações, em virtude da má administração e problemas de produção que causaram tênis repletos de defeitos, a empresa entrou com pedido de recuperação judicial em 1981 e foi adquirida pela Wolverine World Wide (saiba mais sobre esta marca aqui), uma grande fabricante de botas e calçados.
   

Sob nova administração, já em 1982, como a estabilidade havia se tornado a principal prioridade para os corredores, a Brooks lançou o Chariot, um tênis que usava duas espumas de densidade diferentes (mais densa na parte interna, evitando que o pé girasse para dentro e para fora, e mais macia para evitar que o calçado se inclinasse). O modelo, que representou uma mudança radical no design dos tênis de corrida, também apresentava um contraforte no calcanhar que se estendia até a planta do pé, além de uma sola de borracha de densidade dupla - dura nas bordas para estabilidade e macia no meio para absorver o impacto. Em 1987, lançou a Brooks for Women, uma linha de calçados ajustados anatomicamente para as mulheres. Pouco depois, em 1989, apresentou a tecnologia HydroFlow, uma espécie de amortecedor hidráulico que reagia exclusivamente ao peso e passada de cada corredor.


A década seguinte foi repleta de novidades. Em 1992, surgiu o Beast, um tênis com controle de movimento que integrava a tecnologia de barra de rolagem diagonal. Em 1994, o Adrenaline GTS apresentou uma densidade de entressola mais firme e uma semicurva, que geravam maior acomodação para corredores com arco alto e antepé largo. O Beast se tornou um best-seller e o Adrenaline GTS um dos tênis de corrida mais vendidos de todos os tempos. Apesar da década ter sido marcada pela venda da empresa para fundos de investimentos, em 1997 a Brooks lançou uma linha completa de roupas técnicas de corrida e fitness para mulheres e homens, além de ampliar sua linha de produtos para a categoria de caminhada com a introdução de calçados de alto desempenho. O popular slogan “Run Happy” foi usado pela primeira vez em 1999. Em vez de retratar a corrida como uma busca extenuante, como marcas concorrentes faziam, “Run Happy” se baseava na ideia de que os corredores adoram correr e sugeria que os produtos da Brooks permitiam que “eles tivessem a experiência de corrida que procuravam”.
  

Em 2001 uma nova crise. A participação de mercado da marca era baixa e a falência voltou a ser uma preocupação. Foi então que Jim Weber assumiu o comando, reduziu em mais de 50% a linha de produtos para focar a marca apenas no segmento de tênis de corrida de alto desempenho, além de investir no desenvolvimento de tecnologias de ponta. As mudanças deram resultado e a Brooks assistiu suas vendas e participação de mercado aumentar. Cinco anos mais tarde, em 2006, a Brooks foi adquirida pela Berkshire Hathaway (conheça essa história aqui), empresa de investimentos do lendário Warren Buffet. Em termos de tecnologias, a Brooks apresentou duas grandes novidades: MoGo (2006), uma nova substância à base de polímero que representou uma atualização completa da entressola de espuma EVA, oferecendo aos corredores mais amortecimento, durabilidade e mais retorno de energia; e BioMoGo (2007), uma melhora revolucionária da entressola MoGo, feita com material totalmente biodegradável. Ao utilizar o BioMoGo, a Brooks estimou que cortaria mais de 30 milhões de libras de resíduos de aterro em um período de 20 anos.
   

Em 2011, se tornou a marca especializada em tênis de alto desempenho para corrida mais vendida no competitivo mercado americano e alcançou faturamento de US$ 500 milhões pela primeira vez em sua história. Desde então, os tênis da Brooks desbancaram tradicionais marcas, conquistaram aproximadamente 25% do mercado de tênis running nos Estados Unidos, sendo destaque de várias revistas e publicações especializadas na área, como Runner’s World e Sports Illutrated (conheça aqui a história deste ícone da mídia esportiva americana). Em 2017, a Brooks novamente revolucionou o segmento com o lançamento da tecnologia DNA AMP, uma entressola de espuma de poliuretano (PU) envolta em poliuretano termoplástico com maior capacidade de resposta, que retorna mais energia ao corredor do que qualquer tênis dos principais concorrentes. Essa nova tecnologia foi implantada no tênis Levitate.
  

Ainda em 2017, a notícia de que os tênis Brooks chegaram ao mercado brasileiro, em uma parceria de exclusividade com a rede Centauro (conheça essa história aqui), criou furor entre os corredores. A marca podia não ser muito conhecida aqui pelo público geral, mas, nos Estados Unidos, era a mais buscada em lojas especializadas em corrida, superando grandes rivais como Nike, Asics e Adidas. Pouco depois, em 2018, a marca apresentou a DNA LOFT, entressola mais macia já criada pela Brooks, que devido ao equilíbrio de espuma, ar e borracha, dispersa o impacto para longe do corpo, proporcionando uma corrida mais confortável sem sacrificar a capacidade de resposta ou durabilidade.
   

Em termos de inovação de produto, nos últimos quase anos, a marca apresentou novos estilos de calçados, incluindo os tênis de treinamento e corrida Hyperion Tempo e Hyperion Elite, e o tênis de trilha Catamount. A marca também lançou sua coleção Dare Run Bra (tops para corridas) e ainda revelou a nova coleção Run Visible, ajudando os corredores a serem vistos em condições de pouca ou nenhuma luz. Já a inovação mais recente é o DNA Flash, uma entressola com infusão de nitrogênio que fornece rotação propulsiva, bem como amortecimento moderado para corridas de longa distância. Mais recentemente, em 2020, a empresa observou que o boom, criado em meio à pandemia de COVID-19, foi impulsionado por pessoas que correram em busca de saúde física e mental, refletindo diretamente no aumento de faturamento da Brooks.
  

Especializada na fabricação de tênis característicos para diferentes pisadas, com a missão de ser a escolha número 1 do público corredor, a Brooks investe em biomecânica e tecnologia para corrigir pisadas, estabilizar passadas e fazer com que os praticantes corram longas distâncias, cada vez mais rápido. Por isso, a Brooks Running acredita no poder positivo que a corrida pode criar no dia a dia de alguém e em seus benefícios aditivos ao longo do tempo.
  

Pioneirismo 
Um detalhe importante, e que talvez faça toda a diferença, é que os calçados Brooks são inteiramente projetados e desenvolvidos por pessoas que, mesmo desempenhando papéis diferentes neste processo, têm algo em comum: são todos corredores e corredoras. Bom, talvez este seja o segredo para o sucesso de seus calçados. E uma de suas tecnologias mais importantes e o grande diferencial da marca atende pelo nome de DNA e foi introduzido em seus calçados em 2013. Esse sistema de amortecimento absorve os impactos de forma adaptativa. Em outras palavras, molda cada estilo de corrida, por isso, o nome de DNA. De forma cientifica, a entressola DNA é feita com materiais não newtonianos. Se observada sob microscópio, perceberá milhões de moléculas individuais conectadas em fios. A cada passo, a força aplicada nessa plataforma faz com que a energia seja dispersa uniformemente, e este material responde impulsionando o pé para a próxima passada. Com esse amortecimento personalizado e que se adapta aos pés, peso corporal, ritmo e terreno, a Brooks se difere de outras marcas.
  

Entre as principais tecnologias criadas e desenvolvidas pela Brooks estão: 
3D FIT PRINT 
Consiste na utilização de um revolucionário processo de fusão que aplica uma estrutura projetada ao cabedal, que mantém a estrutura do tênis incrivelmente flexível e leve. 
3D HEX LUGS 
Utilizada principalmente nos solados de calçados para trilha, consiste em travas hexagonais robustas que promovem máxima tração durante a corrida. 
BALLISTIC ROCK SHIELD 
Revestimento de EVA termoplástico enrijecido que se localiza entre a entressola e o solado, cuja função é proteger o antepé dos pontos de pressão provocados por detritos pontiagudos e afiados. 
DNA MIDSOLE 
Sistema de amortecimento inovador que se adapta a corredores de todos os tamanhos e velocidades, oferecendo uma corrida personalizada. E dentro deste sistema de amortecimento é encontrada a tecnologia mais usada nas entressolas dos tênis: a BioMoGo DNA. 
GUIDE RAILS 
Entressola de construção que colabora para que o quadril, joelhos e juntas movimentem-se em harmonia. 
IDEAL PRESSURE ZONES 
Distribui a pressão sob os pés de maneira uniforme, trazendo mais conforto e facilidade para a corrida. 
ROUNDED HEEL 
Consiste em uma ligeira curva presente no calcanhar, cuja função é alinhar a força ao centro da articulação do tornozelo, resultando na redução do estresse interno do corpo. 
SUPER DNA 
Entressola de material adaptável que fornece amortecimento enquanto promove retorno de energia e suporte.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas alterações radicais ao longo dos anos. Na década de 1990 o logotipo apresentou uma nova tipografia de letra, o símbolo foi simplificado e novas cores foram adotadas. Em meados de 2000 a marca mudou radicalmente sua identidade visual: o símbolo adotou um novo e moderno design e ganhou enorme destaque. Pouco depois, o logotipo ganhou uma nova tipografia de letra e o símbolo foi simplificado. Em 2013, esse logotipo ganhou uma nova cor (azul-claro) e tipografia de letra. Mas não durou muito. Isto porque em 2016 uma nova tipografia de letra foi adotada.
  

Os slogans 
Live the way you run. Run happy. (2016) 
Run Happy. (1999) 
Feel the difference. (anos de 1980) 
High performance from the ground up. (anos de 1980) 
Comfort Crafted Athletic Footwear. (anos de 1980) 
America’s Great Athletic Shoes. (anos de 1970)
  

Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1914 
● Fundador: John Brooks Goldenberg 
● Sede mundial: Seattle, Washington, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Brooks Sports Inc. 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Berkshire Hathaway Inc.) 
● CEO: Jim Weber 
● Faturamento: US$ 850 milhões (2020) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 50 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 1.000 
● Segmento: Material esportivo 
● Principais produtos: Tênis, vestuário e acessórios esportivos 
● Concorrentes diretos: Asics, Nike, Adidas, Puma, Fila, Mizuno, New Balance, Reebok, Newton Running, Saucony e Etonic 
● Ícones: A tecnologia DNA 
● Slogan: Run Happy. 
● Website: www.brooksrunning.com 

A marca no mundo 
A Brooks comercializa seus calçados de alta performance, acessórios e vestuário, incluindo os populares tops esportivos, em mais de 50 países ao redor do mundo, alcançando faturamento estimado de US$ 850 milhões (dados de 2020). A Brooks é a marca de tênis para corrida mais vendida nos Estados Unidos. É uma empresa subsidiária da Berkshire Hathaway, de propriedade do mega investidor Warren Buffett. 

Você sabia? 
Nos países em que a marca atua, ela costuma ser a primeira escolha entre corredores e corredoras que desejam um desempenho de qualidade em suas atividades. 
Em uma pesquisa recente feita com os corredores da Maratona de Nova York, 23% dos participantes disputaram a prova com tênis Brooks nos pés. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Runner’s World e Exame), jornais (Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 25/4/2021

6.4.21

GORDON'S GIN


Há mais de 250 anos suas icônicas garrafas são presença constante em milhares de bares pelo mundo afora. Para muitos, é o parceiro perfeito para se saborear um clássico gim-tônica. Para outros, é indispensável em um Dry Martini bem feito. Assim é o Gordon’s, um gim que carrega uma tradição secular de qualidade e sabor que conquistaram milhões de apreciadores pelo mundo. 

A história 
Tudo começou em 1769 quando Alexander Gordon, um londrino de ascendência escocesa, inaugurou uma destilaria na área de Southwark, famosa por seus suprimentos de água limpa, para produzir um gim de alta qualidade. No meio da inconsequente demanda por gim barato da época, Alexander rapidamente estabeleceu sua reputação como pioneiro em seus métodos de produção, já que fazia questão de usar somente os melhores ingredientes em seu gim do tipo Old Tom. A receita desenvolvida por Alexander continha bagas de zimbro, sementes de coentro, raiz de angélica, alcaçuz, raiz de orris, laranja e casca de limão. Mais tarde, em 1786, a produção foi transferida para Clerkenwell. Por volta de 1800, o gim Gordon’s já era popular tanto no Reino Unido quanto no exterior, graças em parte aos marinheiros da Marinha Real Britânica que o transportaram para todos os cantos do mundo.
   

Aperfeiçoando continuamente a receita, em 1830, diferentemente de outros gins da época, o Gordon’s já não continha açúcar, o que o tornava um gim “seco”. Esse Special London Dry Gin provou ser um sucesso quase imediato, e sua receita permanece a mesma até os dias de hoje. Além disso, a alta qualidade e seu sabor distinto de zimbro vieram para definir o gosto clássico do gim-tônica. Uma curiosidade: o gim-tônica é uma bebida alcoólica que surgiu com a necessidade dos soldados ingleses consumirem quinino para evitar a malária. Como a água tônica com quinino era muito amarga, os soldados adicionavam gim para torná-lo mais palatável.
   

Em 1898, a Gordon & Co. se uniu com a Charles Tanqueray & Co., outra tradicional produtora de gim, para formar a Tanqueray Gordon & Co. Com isso, toda a produção foi transferida para a destilaria Gordon’s Goswell Road. No ano seguinte, morreu Charles Gordon, filho do fundador, encerrando assim a associação da família com o negócio. Nos anos seguintes, sua popularidade cresceu em várias partes do mundo. Isto porque a Gordon’s soube aproveitar a grande popularidade do gim-tônica para aumentar a visibilidade e consumo de seu gim. No ano de 1904, surgiria um ícone da marca: a distinta garrafa verde de face quadrada para o mercado doméstico britânico. A ampliação de sua linha de produto começou em 1906 com o lançamento do Gordon’s Sloe Gin, feito com abrunhos (parente da ameixa), possuía um tom impressionante de ameixa, aromas de cereja, nectarina e marzipã, além de um teor alcoólico menor (25.5%).
   

Em 1921 a marca lançou o Old Tom, um gim mais adocicado que o tradicional, que foi fabricado até 1987. Em 1922, a empresa foi adquirida pela Distillers Company (atual Diageo). Pouco depois, em 1924, ao perceber que os consumidores tinham dificuldades ao preparar tradicionais drinques que levavam gim, a Gordon’s iniciou a produção de uma linha de coquetéis prontos para servir (como Dry Martini, Piccadilly e Manhattan), embalados em uma prática coqueteleira. A marca ganhou ainda mais credibilidade quando em 1925 recebeu seu primeiro selo real pelas mãos do Rei George V. Em 1929, a Gordon’s lançou no mercado seu primeiro gim aromatizado, no sabor de laranja, seguido por uma variedade de limão em 1931. Esses dois produtos permaneceram na linha de produtos da marca até 1988.
  

Após a revogação da Lei Seca nos Estados Unidos, no ano de 1934 a Gordon’s abriu sua primeira destilaria no país, localizada em Linden, estado de Nova Jersey, o que contribuiu muito para o aumento da popularidade de seu gim entre os americanos. A alta qualidade e popularidade da marca Gordon’s pode ser conferida em 1962, quando se tornou o gim mais vendido do mundo. Até 1992, o teor alcoólico do gim Gordon’s no Reino Unido era de 40%, mas foi reduzido para 37.5% para alinhar o gim com outras bebidas destiladas brancas, como rum e vodca, e também reduzir os custos de produção. Apesar disso, na Europa continental e em algumas lojas Duty-Free, uma versão (Traveller’s Edition) de 47.3% de teor alcoólico está disponível. Esta década também foi marcada pelo lançamento do gim-tônica em lata, pronto para o consumo, que se tornou um verdadeiro sucesso. Em 1998, a produção do gim Gordon’s foi transferida para a cidade de Fife na Escócia, onde permanece até hoje.
   

Em 2002, depois de uma década de declínio das vendas no Reino Unido, seu maior e mais importante mercado, a Gordon’s passou por um relançamento de £15 milhões, incluindo uma garrafa com novo design. O espírito de inovação da marca pode ser mais uma vez visto em 2004, quando lançou no mercado o Gordon’s Distiller’s Cut, uma versão luxuosa do gim original, com ingredientes botânicos adicionais de capim-limão e gengibre. No dia 11 de fevereiro de 2013, a marca anunciou o lançamento do Gordon’s Crisp Cucumber, um gim aromatizado que mistura o gim original com o sabor do pepino.
   

Nos anos seguintes a marca investiu fortemente na ampliação de sua linha de gins aromatizados, categoria que crescia enormemente no mundo. Com isso, em 2014, foi lançado o Gordon’s Elderflower, com um aroma natural da flor de sabugueiro sendo adicionado à receita original. Mas seu maior sucesso seria lançado em agosto de 2017, quando a marca começou a vender o Gordon’s Pink, um gim rosa aromatizado com vários tipos de frutas vermelhas. Com um sabor equilibrado e refrescante, esse gim possui a doçura das framboesas, morangos e groselha. Esse gim vendeu 1.21 milhões de caixas de nove litros em 2018, se tornando o mais bem-sucedido desenvolvimento de novos produtos na categoria de destilados na última década.
  

O grande sucesso de seus gins aromatizados impactaram fortemente nas vendas da marca e a Gordon’s rapidamente percebeu que os consumidores desejavam explorar novos sabores da bebida. Com essas informações em mãos, no mês de fevereiro de 2020, a marca resolveu ampliar a linha com o lançamento do Gordon’s Sicilian Lemon (receita perfeitamente elaborada para equilibrar as notas de zimbro e o sabor refrescante do gim com os melhores limões da Sicília) e do Gordon’s White Peach (aromatizado com pêssegos brancos).
  

Ainda em 2020, a marca inovou mais uma vez ao lançar no mercado o Gordon’s 0.0%, um gim sem álcool feito com os mesmos ingredientes botânicos que o original, usando uma receita que é um segredo bem guardado. A bebida leva os mesmos ingredientes da versão clássica e é destilada da mesma maneira que um gim tradicional. O novo produto foi criado para garantir que os consumidores ainda possam desfrutar do sabor de Gordon’s, mesmo que optem por não beber álcool. Em 2021, voltou a ampliar sua linha de gins aromatizados com o lançamento de uma versão com notas de laranjas mediterrâneas que complementam o sabor de zimbro (Gordon’s Mediterranean Orange).
  

Somente sete pessoas sabem exatamente como fazer o gim Gordon’s. Destilado três vezes, é feito em alambiques de cobre e utiliza água desmineralizada. Os ingredientes botânicos incluem zimbro - todos escolhidos à mão, coentro e raiz angélica que leva dois anos para crescer. Vale ressaltar que o intenso paladar de zimbro é o resultado de uma seleção criteriosa de mais de três mil botânicos analisados anualmente, dos quais 90% são rejeitados, em uma busca incessante por qualidade e consistência. O mestre destilador, Terry Fraser, tem mais de 35 anos de experiência e garante apaixonadamente que cada garrafa seja feita aos padrões exigentes de Alexander Gordon.
  

O ícone 
Criada em 1904, a tradicional garrafa verde de face quadrada se tornou um dos maiores símbolos de reconhecimento da marca (apesar de ser utilizada somente para o mercado britânico). Pouco depois, em 1907, a destilaria recebeu um enorme pedido de exportação do gim Gordon’s para a Austrália. E para comemorar este momento, a marca resolveu criar uma garrafa transparente com rótulo amarelo para exportação. Era o surgimento de outro ícone da marca.
   

O design da atual garrafa verde foi adotado em 2016 e incluía um perfil mais alto e estreito. Símbolos visuais, incluindo uma planta de zimbro em relevo - o ingrediente-chave do gim - visavam posicionar o Gordon’s como um produto premium. O rótulo apresentava a assinatura do fundador Alexander Gordon de forma proeminente. Já o famoso logotipo da cabeça de javali permaneceu inalterado. Confira a evolução do design na imagem abaixo.
  

O surgimento de uma lúdica estrela 
Desde 1769 cada rótulo e tampa da garrafa de um gim Gordon’s traz a representação da cabeça de um javali. Esse símbolo tem uma forte conexão histórica com a família Gordon. Segundo a lenda, um membro do clã Gordon salvou o rei da Escócia do animal enquanto caçava. Desde então, os ancestrais de Alexander Gordon ostentavam uma cabeça de javali em seu brasão. Em 2014, a marca resolveu transformar esse ícone em seu embaixador através de uma lúdica campanha publicitária. Lançada na véspera de Natal, durante a exibição do filme Skyfall de James Bond na ITV, o filme apresentava “Gordon the Boar”, dançando elegantemente trajando um impecável terno em um sofisticado apartamento e preparando dois copos de gim-tônica. Assista ao comercial abaixo.
  

A campanha também era apoiada por um filme de quatro minutos no YouTube projetado para educar os espectadores sobre a herança do gim Gordon’s e a história do símbolo do javali. O javali também ganhou seu próprio perfil no Twitter com o objetivo de revelar a personalidade e o ponto de vista do personagem e, portanto, da marca Gordon’s.
    

A evolução visual 
A marca Gordon’s utiliza duas identidades visuais distintas: uma para o Reino Unido e outra para o mercado internacional. A identidade visual para o mercado internacional passou por algumas alterações ao longo dos anos. Apesar de sempre manter a cor vermelha, a tipografia de letra foi sendo afinada e o logotipo ficou mais clean. O atual logotipo da Gordon’s foi adotado em 2016.
  

Já para o mercado do Reino Unido a marca utiliza um logotipo mais sóbrio e sofisticado (a assinatura de Alexander Gordon), como pode ser visto na imagem abaixo.
  

Os slogans 
Shall We? (2016)
Gordon’s. Refreshing yet dry.
Mix Gordon’s with Pleasure. (2002) 
Re-mix yourself. 
Go for a Gordon’s. 
It’s got to be Gordon’s. (1976) 
Gordon’s for me. (1965) 
There’s no gin like Gordon’s. (1952)
   

Dados corporativos 
● Origem: Inglaterra
● Lançamento: 1769 
● Criador: Alexander Gordon 
● Sede mundial: Londres, Inglaterra 
● Proprietário da marca: Diageo plc 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Ivan Menezes
● Faturamento: £300 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 180 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Bebidas alcoólicas 
● Principais produtos: Gins 
● Concorrentes diretos: Tanqueray, Beefeater, Bombay Sapphire, Seagram’s Extra Dry Gin, Ginebra San Miguel, Gilbey’s e Hendrick’s 
● Ícones: A cabeça de javali 
● Slogan: Shall We?
● Website: www.gordonsgin.com 

A marca no mundo 
Gordon’s vende seus gins em mais de 180 países ao redor do mundo, tendo como principais mercados Reino Unido, Estados Unidos e Grécia. Com vendas anuais de 7 milhões de caixas (de 9 litros) e faturamento estimado de £300 milhões, é a segunda marca mais consumida de bebidas alcoólicas destiladas no Reino Unido. A cada seis segundos uma garrafa do gim Gordon’s é vendida no mundo. Hoje em dia o Gordon’s é produzido na destilaria Cameron Bridge em Fife, na Escócia. 

Você sabia? 
A alta qualidade do gim Gordon’s lhe rendeu quatro selos de aprovação da Família Real Britânica 
Gordon’s era o gim favorito do escritor americano Ernest Hemingway, que afirmava que a bebida era capaz de “fortificar, abrandar e cauterizar praticamente todas as lesões internas e externas”. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 6/4/2021

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