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20.6.06

JOSÉ CUERVO


Ela possui mais de 250 anos de uma rica história. É paixão, orgulho e a mais pura tradição mexicana. Liberdade, diversão e autenticidade são palavras que traduzem a essência da tequila JOSÉ CUERVO, reverenciada como a maior, mais famosa e mais antiga produtora de tequila do mundo. Cada vez que se bebe um gole de tequila JOSÉ CUERVO, se aprecia também um pouco da incrível história do México. 

A história 
A história começou em 1758 quando o fazendeiro Don José Antonio de Cuervo y Valdés obteve os direitos, com a concessão do Rei da Espanha Carlos IV, sobre uma faixa de terra enriquecida pela lava do vulcão de Tequila, na região de Guadalajara, estado de Jalisco, no México. Seu intuito era cultivar a sagrada planta indígena - o Agave Azul - naquelas terras ricas em minerais vulcânicos e criar uma bebida única no mundo. Nestas terras havia uma pequena destilaria para a produção de vinho tipo Mezcal (precursor da tequila). Em 1781, seu descendente, José Prudencia Cuervo, comprou terras de Hacienda de Abajo, aonde viria a ser construída a destilaria para fabricação da tequila JOSÉ CUERVO. No dia 27 de maio de 1795, o Rei da Espanha, Carlos IV, transferiu algumas terras para Don José María Guadalupe de Cuervo y Montana, dando-lhe a primeira concessão comercial para produzir tequila. A destilaria foi imediatamente construída e começou a produzir tequila, chamada popularmente de “Vinho da terra” (“The wine of the earth”, em inglês). Era a primeira tequila produzida no México. O “CUERVO” (“corvo” em espanhol), símbolo da família Cuervo, começou a ser gravado em todo barril produzido pela destilaria para que as pessoas que não soubessem ler espanhol pudessem identificar as tequilas da marca.


Em 1805, María Magdelena Ignacia, filha de José María Guadalupe, se casou com Vicente Albino Rojas, que renomeou a destilaria para Fabrica La Rojeña. Rojas começou a promover os produtos da destilaria entre outros territórios mexicanos. Já em 1852 os primeiros barris de tequila foram exportados para o estado americano da Califórnia. Em 1859, Jesus Flores, um dos comandantes da destilaria, começou a expandir e ampliar os negócios já de olho no promissor mercado americano. Somente em 1880 a tequila passou a ser distribuída em garrafas individuais e não mais em Damajuana (garrafa de 5 litros de vidro e revestida de cortiça e tampa de rolha), facilitando o transporte da bebida que se transformou em uma companheira inseparável dos aventureiros que cruzavam o deserto ou as fronteiras com os Estados Unidos. Em 1893 a tequila começou a conquistar prêmios nos Estados Unidos pela sua alta qualidade, tornando-a conhecida e apreciada pelos consumidores. Uma das mudanças mais importantes na história da empresa aconteceu em 1900, quando a tequila passou a carregar oficialmente o nome JOSÉ CUERVO. Pouco depois, em 1907, a tequila JOSÉ CUERVO conquistou o importante “Gran Premio” na cidade de Madri. Com a reputação de melhor tequila do mundo a marca começou a se expandir pela Europa e aos poucos conquistou novos apreciadores.


Em 1948 a bebida ganhou ainda mais popularidade quando foi criado no México o coquetel Margarita (feito de tequila, licor Cointreau e suco de limão, com adição de sal na borda do copo). Foi um impulso e tanto para a marca que assistiu seu produto ganhar versatilidade e ainda mais popularidade. E a marca JOSÉ CUERVO aproveitou muito bem o sucesso do coquetel para se tornar a tequila líder do mercado. E, em 1972, aconteceu outro golpe de sorte que ajudaria a popularizar a marca. Naquele ano, durante a turnê norte-americana, a banda Rolling Stones ganhou uma festa privativa pós-show no The Trident, na cidade de San Francisco. Ao receber a encomenda de uma Margarita, o barman Bobby Lozoff resolveu inovar e juntou um shot de CUERVO, suco de laranja e uma pitada de Grenadine. Pronto, estava criado o Tequila Sunrise. Os Stones adoraram a simplicidade do drinque e o adotaram pelo resto da turnê. Mick Jagger ajudou a divulgar a marca por onde passava ao celebrá-lo como seu drinque favorito.


Em 1985, a marca introduziu no mercado, em comemoração aos seus 190 anos, a tequila JOSÉ CUERVO TRADICIONAL, apresentada em garrafas de 500 ml e com o conceito de produção limitada e garrafas numeradas. Na década de 1990 a empresa introduziu uma grande e ousada novidade: lançou em 1995 sua primeira tequila Premium ao preço de US$ 75 a garrafa. Pouco depois, em 1997, já produzia 37 milhões de litros, exportando aproximadamente 76% de sua produção. Nos anos seguintes, a JOSÉ CUERVO começou a introduzir no mercado outras variedades de tequilas (entre elas as tequilas com sabores e drinques prontos para beber), além das edições limitadas, aumentado consideravelmente seu portfólio de produtos e conquistando assim novos consumidores. Como por exemplo, em 2006, com as tequilas misturadas com sucos naturais de frutas nos sabores Cítrico (limão e outras frutas cítricas), Oranjo (laranja e outras frutas cítricas) e Tropiña (abacaxi e outras frutas tropicais); e a JOSÉ CUERVO BLACK, tequila de sabor mais suave e sofisticado, envelhecida por um ano em barris de carvalho (blended añejo).


A empresa, uma das mais antigas e famosas fábricas de tequila do mundo, comemorou em 2008 seu 250º aniversário. Para comemorar o bicentenário foi lançada uma edição especial e limitada de aniversário da bebida chamada JOSÉ CUERVO 250, um lote de apenas 495 garrafas, que vinha em uma caixa para presente acompanhada de duas taças numeradas. Essa preciosidade, que ficou armazenada por mais de 100 anos e mais 3 anos envelhecida em barris de carvalho antes da sua mistura final, tinha preço de US$ 2.250. Outra novidade foi introduzida em 2010: JOSÉ CUERVO PLATINO (uma tequila Ultra Premium, elaborada através de um processo tradicional, sem envelhecimento em barril, e de edição limitada, que foi eleita a melhor tequila branca do mundo).


Em 2011, a marca apresentou seu novo posicionamento global de marketing. A campanha batizada de “Cuervo Cold. A Quick Shot of Ice Cold” tinha como principal objetivo promover a ideia de que a tequila pode ser bem mais apreciada quando servida a uma temperatura de -10°C, forma como se consome no México. Pouco depois, em 2013, a marca surpreendeu o mercado ao lançar a JOSÉ CUERVO CINGE, uma tequila infundida com canela natural, o que resulta em um sabor inesperado. De alguns anos pra cá, a marca também adotou o lançamento de garrafas de edição limitada para comemorar importantes datas, como por exemplo, o popular Dia de los Muertos, onde recentemente foram criadas garrafas com as ilustrações de caveiras, seguido de adornos e cores extremamente presentes na cultura mexicana.


As tequilas 
A marca JOSÉ CUERVO comercializa vários tipos de tequila: 
José Cuervo Especial Ouro 
É o resultado da combinação de tequilas “Jovens”, sem envelhecimento, com tequilas “Reposado”, envelhecidas por no mínimo 6 meses em barris de carvalho. Possui sabor amadeirado, levemente doce, com notas de Agave e baunilha. É a tequila mais consumida do mundo. 
José Cuervo Especial Prata 
Colocada na garrafa imediatamente após a destilação, com uma pitada de pimenta picante e agave liso. 
José Cuervo Clasico (Silver) 
Introduzida no mercado em 2003, de sabor suave, cítrico, refrescante e levemente doce, é uma tequila branca, fruto da mistura de tequilas jovens e tequilas amadurecidas em barris de carvalho. 
José Cuervo Tradicional 
Inserida no grupo de Tequilas Premium, é 100% destilada do agave azul, e envelhecida por seis meses em barris de carvalho. Essa linha é apresentada em três variações: Plata, Reposado e Añejo. 
Cuervo Reserva de La Família 
A exclusiva tequila, como o próprio nome indica, faz parte de uma tradição familiar Cuervo de trazer os amigos para degustar as tequilas de sua adega particular. Em 1995, para celebrar o aniversário de 200 anos da marca, a família decidiu compartilhar com o mercado a Reserva de La Família, uma tequila 100% agave e extra-añejo (envelhecida por até 10 anos em barril de carvalho americano e francês), dando início à produção de edições limitadas. Cada garrafa é numerada e datada. Anualmente, um artista mexicano é escolhido para desenhar a caixa colecionável do produto. 
José Cuervo Margarita 
É uma linha de bebidas (uma espécie de margarita) pronta para beber com sabores Golden (limão, tequila e licor Grand Marnier), Authentic Cuervo Margarita (tradicional drinque mexicano disponível em sete sabores como limão, morango, manga, tangerina, framboesa, limonada rosa e abacaxi com coco) e Mix (tequila e suco de limão, morango, manga e abacaxi). A linha foi introduzida no mercado em 2000.


A bebida 
A Tequila nasceu do encontro do processo de destilação introduzido pelos espanhóis na época colonial, somado a uma planta muito antiga das terras mexicanas: o Agave Azul, uma espécie de babosa (e não um cacto como muita gente acredita). Segundo regulamentação do governo mexicano, a autêntica tequila deve ter no mínimo 51% de seus açucares provenientes da planta Agave Azul Tequilana Weber (que necessita de 6 a 12 anos para alcançar sua maturidade), da região de Tequila no México, ter 100% de ingredientes naturais e ser duas vezes destilada. Com solo demarcado*, ocupando apenas 5 estados mexicanos, sua limitação de produção é comparada a região de Champagne na França. São necessários 7 quilos de Agave Azul para produção de 1 litro de tequila. 

*A partir de 1974, para que uma bebida fosse chamada de “tequila”, ela precisava ser fabricada em certos estados do México. É a chamada denominação de origem.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por modificações ao longo dos tempos. Depois de adotar uma nova tipografia de letra, o logotipo foi sendo simplificado com o passar dos anos. Há poucos anos atrás a identidade visual passou por uma sutil modernização com a adoção de uma nova tipografia de letra.


A marca utiliza como logotipo tanto JOSÉ CUERVO como apenas a palavra CUERVO em sua comunicação.


Em 2017, a JOSÉ CUERVO apresentou um novo visual para suas tradicionais garrafas, que ganharam um formato mais longilíneo e apresentava detalhes visuais que refletem a rica história da marca, incluindo medalhões de importantes membros da família Cuervo e o selo de La Rojeña, a destilaria que fabrica a tequila há mais de 250 anos.


Os slogans 
Tomorrow is Overrated. (2017) 
Who’s In? (2013) Have a story. (2013) 
The Tequila from Tequila. (2011) 
Living notoriously with José Cuervo. (2008) 
Mexico, You Always Have It On. (2008) 
Vive Cuervo. (2000) 
José Cuervo. Don’t let go. 
Those in the know, know there is never a substitute for Jose Cuervo. (anos de 1940)


Dados corporativos 
● Origem: México 
● Fundação: 27 de maio de 1795 
● Fundador: Don José María Guadalupe de Cuervo y Montana 
● Sede mundial: Cidade do México, México 
● Proprietário da marca: Becle S.A.B. de C.V. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Juan Domingo Beckmann Legorreta 
● Faturamento: US$ 1 bilhão (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 90 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Maiores mercados: Estados Unidos, México, Canadá, Grécia e Espanha 
● Funcionários: 2.000 
● Segmento: Bebidas alcoólicas 
● Principais produtos: Tequilas 
● Concorrentes diretos: Sauza, Hacienda, Olmeca, Pátron, Corazón, Don Júlio, El Jimador, Cazadores e Herradura 
● Slogan: Tomorrow is Overrated. 
● Website: www.cuervo.com 

A marca no mundo 
As tequilas da marca JOSÉ CUERVO são as mais vendidas (com 31.5% de participação de mercado) e conhecidas do mundo, sendo encontradas em mais de 90 países, comercializando aproximadamente 9 milhões de caixas (de 9 litros) anualmente. A marca, que pertence à empresa Becle (que também comercializa vodcas, uísques rum e gins) e tem vendas anuais próximas de US$ 1 bilhão, tem como seus maiores mercados Estados Unidos, México, Canadá, Grécia e Espanha. Atualmente as tequilas JOSÉ CUERVO estão entre os destilados mais vendidos no mundo. Passados mais de dois séculos, a empresa continua a ser dirigida por membros da família Cuervo, da 10ª e 11ª gerações. 

Você sabia? 
A empresa tem hoje uma estrutura turística na região de Tequila conhecida como Mundo Cuervo, que inclui um trem expresso, um hotel, um espaço para eventos e a visita à La Rojeña, a mais antiga destilaria da América Latina em atividade. 
Durante anos a JOSÉ CUERVO possuiu um contrato de distribuição mundial com a britânica Diageo, permitindo assim que seus produtos estivessem disponíveis nos maiores mercados consumidores mundiais. 
A tequila é conhecida por ser consumida em um ritual batizado de shot, acompanhado de sal e limão. Não se sabe ao certo como isso começou. Reza a lenda que o costume surgiu durante uma epidemia mundial de gripe, onde alguns médicos receitaram “shots de tequila” como tratamento. Obviamente não foi nenhuma surpresa que mesmo depois da epidemia, muitos alegavam estar com gripe para continuar com tal tratamento. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Exame e Isto é Dinheiro), jornais (Meio Mensagem, Folha e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (Interbrand e Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 2/4/2020

29.5.06

CORONA


Cerveja com limão. Para os adoradores do líquido sagrado soa como uma heresia, mas para milhões de jovens do mundo inteiro isto significa CORONA. A cerveja, oriunda da terra da tequila, transformou-se em uma das mais consumidas do mundo, tornando-se a marca mais valiosa do México e extremamente influente entre os jovens, público com o qual construiu uma imagem associada à comemoração, festas e diversão. 

A história 
A CORONA foi introduzida no mercado mexicano como uma cerveja tipo Pilsner no ano de 1925 pela Cervecería Modelo, localizada na Cidade do México e fundada neste mesmo ano pelos imigrantes espanhóis Pablo Díez Fernández e Félix Aramburuzabala. No ano seguinte a cerveja começou a ser embalada em garrafa transparente (de 250 ml), atendendo a preferência popular, ao contrário de muitas outras da época, que eram engarrafadas em vasilhames de cor escura (âmbar). Durante anos a marca ganhou grande popularidade no mercado nacional mexicano com ações de marketing agressivas para época, como, por exemplo, anúncios em néon, patrocínios de festas e eventos, e distribuição de abridores e calendários para fixar a marca na cabeça do consumidor. Uma década após seu lançamento a CORONA já era considerada a melhor cerveja do país e a mais vendida. Um verdadeiro fenômeno. No verão de 1940, a marca foi relançada no mercado com o nome de CORONA EXTRA, tendo como novidade o rótulo impresso diretamente no vidro da garrafa, deixando o tradicional rótulo de papel para trás. Essa mudança concedeu modernidade à marca. Três anos mais tarde, os caminhões de entrega da cerveja carregavam cartazes com o slogan “The finest Beer”.


Na década de 1950, além de iniciar o patrocínio de equipes de futebol, a marca tentou ingressar no mercado americano. Porém, encontrou um enorme problema: o nome “Corona” estava registrado por uma cervejaria de Porto Rico desde 1957. Depois de uma longa batalha jurídica, em 1979 a empresa finalmente conseguiu o direito de utilizar a marca nos estados do Arizona, Califórnia, Novo México e Texas, que tinham grande população de imigrantes mexicanos e latinos. Foi vendida pela primeira vez na cidade de Austin no Texas em 1981. Em meados desta década, ocorreu a grande explosão de consumo da marca em território americano, que carregava o slogan “Change your whole lattitude”, principalmente com o lançamento da CORONA LIGHT, em 1989, uma cerveja com 30% menos calorias que a versão original, mas com o mesmo sabor refrescante, especialmente produzida e desenvolvida para o mercado americano (essa versão da cerveja só seria produzida pela primeira vez no México em 2007). Ainda nesta década, a cerveja foi introduzida no mercado canadense (em 1985), europeu (em 1989), sul-americano, caribenho e em alguns países da África.


Em 1990 CORONA foi lançada em grandes mercados consumidores de cerveja como Grécia, Holanda, Alemanha e Bélgica. No ano de 1997, CORONA alcançou o posto de cerveja estrangeira mais consumida e vendida no importante e enorme mercado americano, ultrapassando a tradicional holandesa Heineken; e CORONA LIGHT a segunda mais consumida em sua categoria, ultrapassando 450 marcas rivais. Em 2001 a marca passou a ser a quinta cerveja mais consumida do mundo. No ano de 2009, mais uma novidade: a cerveja CORONA LIGHT estreou no mercado americano em lata. Em 2013, com a total conclusão da aquisição do Grupo Modelo pela belga AB Inbev (que já havia herdado 50% da empresa ao comprar a Anheuser-Bush), a marca CORONA passou a fazer parte do portfólio da maior cervejaria do mundo. Assim, a CORONA foi destacada como uma das principais marcas globais do grupo, ao lado da belga Stella Artois e da americana Budweiser.


Em 2014 a CORONA foi lançada oficialmente no mercado brasileiro (antes era comercializada por importadores independentes). No ano seguinte a marca ganhou ainda mais reconhecimento internacional através do filme “Velozes e Furiosos 7”. Isto porque em diversas cenas protagonizadas pelo personagem Dominic Toretto, interpretado pelo ator Vin Diesel, lá estava ele com sua garrafa de CORONA nas mãos. Uma ação de merchandising certeira, principalmente entre o público mais jovem. Em 2016 a marca lançou, inicialmente no mercado mexicano, a CORONA CERO (a versão sem álcool da refrescante cerveja). A última grande novidade da marca mexicana, lançada em 2018 no mercado americano, atende pelo nome de CORONA PREMIER, a versão de baixa caloria da tradicional cerveja. Em 2020, a CORONA está lidando com uma grande crise de imagem e desinformação. Isto porque, ao redor do mundo, uma alta de buscas no Google revela que muitos indivíduos chegam a pensar erroneamente que o Corona vírus é oriundo da cerveja.


O segredo de sucesso da cerveja é sua característica equilibrada, refrescante e frisante, muito bem aceita em dias quentes ou em viagens para a praia, como foca o posicionamento da marca no mercado. Hoje em dia, a cerveja pode ser encontrada em várias embalagens, sendo as mais comuns: garrafa de 207/210 ml (conhecida como CORONITA), garrafa de 330 ml (a mais comum), garrafa de 355 ml (vendida no Brasil), garrafa de 940 ml (conhecida como BALLENA ou FAMILIAR e introduzida no mercado pela primeira vez em 1964), garrafa de 1.2 litros (conhecida como MEGA) e a lata (355 ml), mais comum no mercado americano.


O casamento da cerveja com o limão 
É comum na Europa, países latino-americanos, Canadá e Estados Unidos servir CORONA com um pedaço de limão no gargalo. No mercado mexicano é menos comum, a não ser nas áreas de grande concentração turística, especialmente as praias badaladas do país. A razão para a utilização do limão pode ser explicada devido à cor da garrafa (transparente) que ao ser exposta a luz faz com que a cerveja fique com um sabor “meio estranho”, utilizando assim o limão para mascarar o gosto esquisito da cerveja. Este enorme problema acabou tornando-se um dos fatores de maior sucesso da marca, extremamente consumida e associada ao clima tropical, paisagens paradisíacas, praias, férias e festas badaladas. Afinal, uma fatia de limão no gargalo reforça a acidez com suas doses cítricas transformando a experiência de se tomar uma CORONA um momento especial.


O marketing 
A principal marca mexicana de cerveja investe pesado em marketing, patrocinando diversos eventos musicais e esportivos, como por exemplo, lutas de boxe, corridas de automóveis, equipes de futebol, campeonatos de vôlei de praia até festivais musicais e festas. Além disso, grande parte da comunicação e ações da marca é voltada para o público jovem. Com um posicionamento que potencializa a ideia de “diversão, sol, praia e férias em uma garrafa”, a CORONA se tornou uma das marcas mais valiosas de cerveja do mundo. E como a praia é um de seus principais ambientes de consumo, a marca investe pesado na preservação ambiental. Um exemplo foi a campanha global Save The Beach, lançada em 2011. Afinal, CORONA não é apenas a cerveja das praias, mas também a que as protege. Essa ação era uma ampla iniciativa por cuidados ambientais nas praias através de comunicação, eventos e iniciativas locais, que buscavam conscientiza e incentivar a preservação desses locais naturalmente essenciais para a vida.


O combate à poluição marinha por resíduos plásticos é outra forte bandeira levantada pela marca, que surfa essa onda como ninguém. Por isso, em 2017, a marca anunciou a meta de limpar e proteger 100 praias ao redor do mundo até 2020, em parceria com a organização Parley For The Oceans, rede de combate à poluição marinha por lixo plástico. A campanha contra poluição marinha chegou a instalar máquinas especiais no Rio de Janeiro que trocavam garrafas plásticas por cerveja, CORONA é claro. Esse projeto global já recolheu mais de 2 mil toneladas de lixo plástico de praias de 15 países, engajando mais de 7 mil voluntários. CORONA tem uma enorme afinidade com as praias, tanto que o design de suas latas é inspirado no pôr-do-sol: o azul representa o oceano, amarelo o sol e branco o céu. Porém, nos dias de hoje, a poluição tem um resultado devastador: menos mar e praias para desfrutar. E se o oceano não é mais o mesmo, em 2019, a marca resolveu que sua embalagem (lata) no mercado mexicano também não deveria ser ao lançar a campanha “Losing Blue” (“Perdendo o azul” em português). As latas mudaram seu design para mostrar como as praias mexicanas estão poluídas. Após coletar dados sobre a poluição de cada praia do México, CORONA tornou isso visível em suas latas. Cada uma continha o nome de praia e seu nível de contaminação. Quanto mais água contaminada em cada uma das praias, menos azul nas latas. A chamada à ação foi simples: precisamos recuperar o azul do mar usando menos plástico.


A evolução visual
A identidade visual original da marca passou por algumas alterações ao longo dos tempos. A principal mudança foi o acréscimo de uma coroa (em espanhol “Corona”) como símbolo no logotipo. Segundo relatos, teria sido inspirada na tradicional coroa que adorna a Catedral de Nossa Senhora de Guadalupe, localizada na cidade de Puerto Vallarta.


Os slogans 
La vida más fina. (2020) 
Good friends. Good times. Good cerveza. 
Find Your Beach. (2010) 
From where you’d rather be. (2010) 
Refreshes who we are. (2010) 
Refresca Como Somos. (2010) 
Experience the Extraordinary. (2009) 
Corona Extra, the ultimate party beer. (2006) 
A Refreshing Slice of Life. (2005) 
Miles Away From Ordinary. (2000) 
Change your whole lattitude. (década de 1980) 
The only light beer that’s also a Corona. (Corona Light) 
La Cerveza Más Fina. 
Todo com medida. (México)


Dados corporativos 
● Origem: México 
● Lançamento: 1925 
● Criador: Cervecería Modelo 
● Sede mundial: Cidade do México, México 
● Proprietário da marca: Grupo Modelo S.A. de C.V. 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Anheuser-Busch InBev N.V.) 
● CEO: Carlos Brito (AB Inbev) 
● Presidente: Cassiano De Stefano (Grupo Modelo) 
● Faturamento: US$ 2 bilhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Valor da marca: US$ 6.369 bilhões (2019) 
● Presença global: 180 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Maiores mercados: Estados Unidos, México e Canadá 
● Segmento: Cervejarias 
● Principais produtos: Cervejas 
● Concorrentes diretos: Miller Light, Budweiser, Bud Light, Heineken, Coors, Michelob, Sol, Dos Equis e Tecate 
● Ícones: A garrafa com limão 
● Slogan: Find Your Beach. 

O valor 
Segundo a consultoria britânica Interbrand, somente a marca CORONA está avaliada em US$ 6.369 bilhões, ocupando a posição de número 79 no ranking das marcas mais valiosas do mundo em 2019. 

A marca no mundo 
A marca CORONA é a cerveja mais vendida no México e uma das mais consumidas do mundo (mais de 33 milhões de hectolitros/ano), sendo comercializada em 180 países ao redor do planeta. A marca CORONA possui aproximadamente 12% do mercado americano de cervejas importadas (sendo também a quinta mais vendida no país), além de ser líder em sua categoria também em mais de 20 países ao redor do mundo. A marca CORONA é de propriedade da AB Inbev, mas a Constellation Brands detém os direitos da marca para venda nos Estados Unidos. 

Você sabia? 
Somente em 1967 foi lançado no mercado CORONA DRAFT BEER (chope). No mercado americano a versão chope, tanto EXTRA como LIGHT, foi lançada em 2013. 
CORONA é uma das marcas mais valiosas da América Latina. 
Na Espanha a cerveja é vendida sob a marca CORONITA, pois a palavra Corona é marca registrada de uma vinícola desde 1907. 
Geralmente as garrafas de CORONA são rejeitadas pela indústria da reciclagem por um simples motivo: o rótulo é impresso diretamente no vidro. 
Alguns bares e restaurantes espalhados pelo mundo servem o Coronarita, nada mais que uma margarita com uma garrafa de cerveja CORONA encravada em sua camada de gelo. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), jornais (Meio Mensagem, Estadão e Valor Econômico), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 22/3/2020